a entrevista de Figo ao Gazzetta Dello Sport

No dia em que o novo investidor do Inter, o indonésio Erick Thorir afirmou que Mazzarri é para ficar. Figo não tem totalmente razão: o Inter de Milão não tem que mudar o chip. Tem que criar o chip. O clube milanês encontra-se desde a saída de Mourinho sem uma aparente estratégia a médio prazo, incapaz de conseguir ressuscitar do marasmo experimentalista a que se tem votado nos últimos anos. Sou daqueles que defende que os actuais valores presentes no Meazza poderão dar uma equipa de futuro. A espinha dorsal do Inter (Handanovic, Juan Jesus, Rannochia, Jonathan, Nagatomo, Guarín, Mateo Kovacic, Ricky Alvarez, Hernanes, Rodrigo Palacio e Mauro Icardi; aqueles cujo futuro passará nos próximos anos pelo Meazza; a juntar aos veteraníssos Cambiasso, Samuel, Milito e ao reforço confirmado Nemanja Vidic e aos ascendentes Lorenzo Crisetig, Isaac Donkor, Wallace, Francesco Bardi e Marco Benassi e Marko Livaja) tem asas para voltar a competir pelo scudetto. No entanto falta aqui qualquer coisa, uma vedeta, um ou dois agitadores numa equipa com uma filosofia equilibrada, ao estilo Mazzarri. Hernanes não é esse agitador. Muito pelo contrário. Hernanes é um dos melhores jogadores do mundo em prol do colectivo. O mais próximo que a equipa tem desse tipo de jogador é Ricky Alvarez. Aprecio o argentino pela objectividade que incute no seu jogo, apesar de não ser, nem de perto nem de longe um tecnicista puro. Porém, o argentino e Freddy Guarin são neste momento muito escassos para ambicionar vencer a Serie A.

Bidone D´oro #10

A 3ª partida dos quartos-de-final da Taça de Itália trouxe-nos na passada quinta-feira um derby regional (da toscânia) entre Fiorentina e Siena. Em campo, duas equipas de cidades(estado) vizinhas, rivais, curiosamente com o mesmo nome no seu estádio em homenagem ao antigo presidente da Federação Italiana de Futebol e da UEFA Artémio Franchi, dirigente nascido em Firenze em 1922, dirigente da Fiorentina nos anos 50 e 60, dado morto em 1983 em Siena num acidente de automóvel. Em campo, muito mais que isso. Duas cidades que se odeiam profundamente, mas, que, culturalmente partilham dos mesmos ritos, costumes e tradições (Palio, Calcio Stuorico). Desportivamente, quem saísse vencedora do Artémio Franchi de Firenze teria a oportunidade de jogar a duas mãos as meias-finais da prova. Apesar de estarem a cumprir caminhos muito diferentes nestas passagens da sua história (a Fiorentina é 4ª na Serie A e como tal luta por um lugar na champions enquanto o Siena é 14º na 2ª Liga Italiana e luta para não descer à 3ª divisão do futebol transalpino) dada a rivalidade em jogo seria de esperar um jogo disputado até ao último minuto.

A responsabilidade de dirigir o derby foi dada pela Federação Italiana ao experiente Piero Giacomelli.

Vincenzo Montella realizou algumas poupanças para esta partida. Os novos reforços da equipa (Matri e Anderson) ficaram na bancada. Matri surpreendeu meia Itália ao estrear-se com toda a pompa e circunstância com as cores Viola em Catania, apontando 2 dos 3 golos da equipa na vitória no terreno dos Sicilianos. Com Mário Gomez e Giuseppe Rossi lesionados, Montella decidiu colocar o esloveno Josip Ilicic (ex-Palermo) como o jogador mais adiantado no terreno (não foi uma referência de ataque mas sim um avançado com bastante mobilidade) enquanto na defesa apostou na entrada para o onze do alemão Marvin Compper e na linha de meio-campo Joaquin e Matias Fernandez foram titulares.

A equipa do Siena, orientada por Mario Beretta, chegou a Firenze com muito apoio do seu público na Curva Sul e com um histórico bastante interessante na competição. Para chegar aos quartos-de-final, a equipa que conta no seu plantel com Alessandro Rosina e Luca Paolucci, eliminou 2 equipas da Série A enquanto visitante, mais propriamente Livorno (0-1) e Catania por 4-1 na estreia de Fito Rinaudo com a camisola do clube mais argentino da Série A! Denominador comum aos dois jogos, pelo que pude investigar, foi a capacidade de superação que a equipa teve em suportar as primeiras partes do adversário e conseguir matar as eliminatórias no contra-ataque no 2º tempo. Facto de que resto viria a sortir efeito mais uma vez em Firenze, se bem que o resultado foi outro.

No primeiro tempo, a Fiorentina entrou a todo o gás, ávida de resolver a eliminatória cedo. Logo no primeiro minuto, Alberto Aquilani e Josip Ilicic tabelaram à entrada da área e o sérvio já dentro da área não conseguiu rematar à baliza. Entalado por dois opositores abdicou do remate para se atirar para o chão e assim tentar ludibriar Giacomelli. O árbitro da partida mandou o esloveno levantar-se e assim se perdeu a primeira oportunidade de golo da partida. Desde cedo se percebeu que o Siena veio a Firenze defender de forma organizada e sair em contra-ataque com poucas unidades de forma a não conceder espaços lá atrás, principalmente para a fantástica circulação de bola que é feita pelo móvel meio-campo da equipa orientada por Montella. Exemplo disso no primeiro tempo foi a forte marcação individual feita por Valiani e pelo uruguaio Giacomazzi a Borja Valero, impedindo o espanhol de assumir e organizar as despesas da ataque da equipa da casa.

Com a equipa de Siena a fechar muito na zona central, a Fiorentina tentou enganar as marcações. Juan Cuadrado passou para o centro do terreno e aos 5″ podia ter marcado num remate de meia-distância. Valeu a grande defesa do guarda-redes do Siena. Adivinhava-se o primeiro golo da partida. Aos 18″, o guarda-redes do Siena bate um pontapé-de-baliza. A bola é rechaçada para a entrada da área do Siena através de um cabeceamento de Aquilani. À entrada da área aparece Ilicic, que, perante a oposição dos dois centrais da equipa bianconera consegue entrar na área e fuzilar Simone Farelli. Estava aberto o marcador no Artémio Franchi para a equipa da casa.

A Fiorentina relaxou até ao final da primeira parte. Cresceu o Siena. Com jogadas de envolvimento bastante interessantes pelo flanco direito entre o centrocampista Valiani e os dois homens daquele sector (o lateral brasileiro Angelo e o extremo Rosina) o Siena foi causando algum perigo à baliza de Norberto Neto, imbatível desde 8 de Dezembro. Prova disso foi quando aos 21″ o lateral brasileiro Angelo cruzou da direita e o capitão Michelle Paolucci libertou-se da marcação de Compper para cabecear forte para a defesa da noite de Norberto Neto. Embalados pelos cânticos dos seus adeptos, os jogadores visitantes tentaram circular mais bola dentro do meio-campo da Fiorentina. Nas bancadas do Artémio Franchi, todos aqueles que se furtavam de recordar que no último jogo disputado naquele reduto entre as duas equipas (há cerca de um ano) os homens de roxo cilindraram na meia-hora inicial os seus vizinhos Sienese por espantosos 4-1, resultado final desta partida, puxavam a plenos pulmões pela sua equipa.Pode-se dizer que na batalha entre claques, os adeptos da equipa de Siena foram muito mais audíveis que o público afecto à Fiorentina.  Contudo, o final da 1ª parte provou uma equipa visitante mais atrevida e bem perto do apito final da 2ª parte, o extremo-esquerdo Gianetti, jogador de 22 anos que esteve nos sub-20 da Juventus há 3 épocas atrás, ganhou uma bola no meio-campo a Mati Fernandez, rodopiou sobre o Chileno e atirou forte com a bola a rasar a trave de Norberto Neto. O brasileiro limitou-se a seguir a bola com os olhos. Alerta para os Viola. Na jogada seguinte, Ilicic ganhou uma bola ao central DellaFiore na direita, deu para a meia-lua e no seu spot de remate mais efectivo, Joaquin rematou ao poste direito da baliza defendida por Farelli.

Ao intervalo, aceitava-se a vantagem dos locais por 1-0.

Sol de pouca dura. Com vontade de se instalar dentro do meio-campo Viola, os jogadores do Siena tentaram ter mais posse de bola na 2ª parte. As primeiras ocasiões de perigo neste 2º tempo viriam por Joaquin num remate aos 48″ em que o espanhol recebeu no flanco esquerdo, flectiu e atirou rasteiro para defesa fácil do guarda-redes do Siena e aos 52″ quando Mati Fernandez recebeu um passe de Cuadrado na área, tirou um adversário com um toque subtil e foi derrubado pelo mesmo. Piero Giacomelli deveria ter assinalado grande penalidade. No minuto seguinte, Josip Ilicic tentou cavar uma grande penalidade mas acabou por receber um amarelo das mãos do árbitro.

A necessidade aguçou o engenho. Montella queria mais visto que estava a jogar contra uma equipa que já tinha eliminado duas equipas do primeiro escalão nos segundos tempos das partidas disputadas. Como tal tirou Borja Valero (desapareceu do jogo a partir do golo da Fiorentina) e colocou em campo o Chileno David Pizarro. Numa altura em que chovia a potes na cidade Fiorentina, com a possibilidade do terreno ficar pesado, o Chileno teria outros skills para praticar um futebol mais directo. Mario Beretta respondeu à alteração do treinador da Fiorentina com uma troca de avançados. Valerio Rossetti por Paolucci.

Seria já com Rossetti em campo que o Siena chegaria ao golo do empate por intermédio do internacional uruguaio Giacomazzi aos 58″ com uma cabeçada dentro da área em resposta a um livre cobrado na direita por Rosina. Gáudio total nas hostes do Siena, desalento no rosto de Andrea Della Valle. Apreensão no de Vincenzo Montella.

Efeito contrário. O golo do Siena fez-me acreditar num final de jogo mais disputado. Aos 70″ Montella teve que mexer novamente. Colocou Juan Vargas em campo para a saída do capitão Pasqual, entregando o flanco esquerdo por inteiro ao peruano. Juan Cuadrado voltou ao flanco direito e Joaquin assumiu uma posição central no apoio a Ilicic. Aos 75″, um canto batido na direita pelo esloveno resgatado ao Palermo no verão haveria de selar a eliminatória. Marvin Compper fugiu à marcação e com uma cabeçada triunfal deu a vitória aos homens de Firenze. No minuto seguinte, à entrada da área David Pizarro rematou ao poste. 4 minutos depois, seria Joaquin, do mesmo sítio a atirar novamente a bola aos ferros. O resultado poderia ter sido mais dilatado para os homens de Firenze.

Até ao final da partida, a equipa de Montella controlou a partida mesmo apesar de aos 91″ Alessandro Rosina ter obrigado Norberto Neto a mais uma defesa apertada. Pelo meio, Josip Ilicic lesionou-se com alguma gravidade depois de chocar com o central argentino Carlos Matheu, obrigando os dois treinadores a duas alterações forçadas. Ilicic junta-se à  lista de lesionados no plantel fiorentino (Mario Gomez, Giuseppe Rossi, Ahmed Hegazy, Nenad Tomovic). Vitória justa da equipa de Florença pelo que fez nos primeiros 20 minutos da primeira parte e nos últimos 20 minutos do jogo. Segue em frente na Taça de Itália em conjunto com a Roma e a Udinese, ficando à espera do último semi-finalista, equipa que será encontrada na quarta-feira no duelo que irá opor Napoli e Lázio.

Em Milão:

essien

Segundo a imprensa italiana, a contratação de Michael Essien por parte do Milan foi um desejo de Clarence Seedorf. Pontuando num meio-campo caduco em que Nocerino joga por favor na equipa (está longe da máquina que ajudou o Milan a conquistar o título em 2010\2011) e em que De Jong e Muntari são duas unidades a menos no ataque e não cumprem os seus papeis defensivos, a contratação do ganês antecipa aquilo que se acho bastante provável na equipa de Milão, a inscrição do próprio Seedorf na equipa milanese cumprindo a lógica “quando eles já não tem pernas para obedecer às tuas ordens, vai pró campo e faz tu mesmo”.

Inter

mazzarri

O catecismo de Mazzarri. Confesso que já vi demasiados jogos do Inter esta época. Não pelo espectáculo em si mas para perceber que raio de táctica é o que Andy Garcia de Milão mete em campo e que tipo de evolução é que esta equipa poderá trilhar no futuro. Fico sem perceber nada. Niente. Não é um 3x5x2 porque tem só um homem na frente, que só assim por acaso nem é homem de área (Palácio). Não é um 3x4x3 porque Ricky Alvarez, Fredy Guarin, Matteo Kovacic ou Saphir Taider não são extremos mas sim médios interiores que jogam no apoio a Palácio, com os alas Jonathan e Nagatomo bem subidos no terreno e devidamente compensados por Cambiasso. Em certos jogos, olho para o miolo e parece que se dá em mim um efeito qualquer de multiplicação de camisolas no meio-campo do Inter, tal é a quantidade de gente que pisa os mesmos terrenos. O mais óbvio é pensar que Mazzarri é um futurista que coloca a equipa a jogar num 3x4x2x1 com os 3 centrais, os dois trincos e os dois alas (Cambiasso e Kuzmanovic; Nagatomo e Jonathan), os dois homens em posição mais interior (Alvarez à esquerda e Guarin à direita) e um ineficaz Rodrigo Palácio, com aquela trancinha merdosa que se constitui como imagem de marca, lá na frente a arrastar defesas para os colegas entrarem na área.

Bidone D´oro #4

Começo pelo guarda-redes da Juve Gianluigi Buffon:

Buffon

Depois de ter completado no jogo contra o Livorno 500 jogos na Série A, Gianluigi Buffon somou esta jornada (vitória da Juve por 4-0 frente ao Sassuolo) um record de 730 minutos sem sofrer qualquer golo na prova, facto que se constitui como record da prova.

O jogo da jornada.

Napoli e Inter encontraram-se no domingo no San Paolo para o jogo cabeça de cartaz da 16ª jornada da Lega Calcio. Depois da dolorosa eliminação para a champions em que os Napolitanos deram tudo o que tinham para vencer o Arsenal e apurarem-se para a próxima fase, cumpria aos homens de Rafa Benitez encurtar a distância para a líder Juventus e para a AS Roma (à condição) num jogo contra o renovado Inter de Walter Mazzarri, o homem que conseguiu devolver o Napoli aos primeiros lugares da tabela com o trabalho realizado nas últimas 4 épocas.

Com um fervoroso San Paolo praticamente esgotado (pelo menos nas zonas em que é permitido vender ingressos) Napoli e Inter iniciaram o jogo separados por 4 pontos de diferença: os napolitanos na 3ª posição a 11 pontos da Juventus, os nerazzurri a 4 pontos dos Napolitanos e 1 da Fiorentina que, horas antes, tinha batido o Bologna por 3-0 no Artemio Franchi. Mazzarri voltou ao San Paolo ao som de assobios. Contudo, uma das claques do Napoli deixou uma mensagem de reconhecimento ao seu antigo treinador, que, já em pleno relvado, levantou a mão em jeito de agradecimento.

À partida para o jogo, registava-se um invicto Inter no que toca a jogos fora-de-casa. A equipa de Rolando não perdia um jogo desde o mês de Outubro para a Série A, estando a recuperar lentamente da hecatombe sofrida na época passada na qual não se conseguiu apurar para as competições europeias. Rafa Benitez apresentou 2 novidades no seu onze em relação ao jogo contra o Arsenal, substituíndo na esquerda da sua defesa Pablo Armero por Anthony Reveillère e no ataque Goran Pandev por Dries Mertens. O Holandês esteve incumbido de jogar na posição pertencente a Marek Hamsik, ausente há 2 semanas por lesão contraída no pé esquerdo na 5ª jornada da fase-de-grupos da Champions em Dortmund.
Mazzarri fez 3 alterações na equipa do Inter em relação ao empate caseiro contra o Parma, colocando Rolando a central, Nagatomo como ala esquerdo e Taider no lugar do croata Kovacic.

O jogo iniciou-se com o Napoli a fazer pressão alta. O Inter, disposto no terreno no seu habitual 3x5x2 com Nagatomo na esquerda, Jonathan na direita, Cambiasso no centro e uma dupla de médios ofensivos composta por Ricky Alvarez como interior esquerdo e Guarin como interior direito não conseguiu ter grande jogo nos primeiros minutos de jogo. Já o Napoli, no habitual 4x3x3 com os 2 extremos (Callejón e Insigne) a trocarem várias vezes de flanco tentou desde cedo não deixar o Inter pousar o jogo no chão e assim assumir o jogo.

Primeiro apontamento: Aos 5″ Esteban Cambiasso bombeou a bola para a área do Napoli onde apareceu Rodrigo Palácio (fixo na área; Taider flectiu mais para o flanco direito) a cabecear por cima da baliza de Rafael. 1 minuto mais tarde seria o centrocampista a desperdiçar dentro da área um cruzamento de Yuto Nagatomo. O Japonês haveria de estar muito interventivo durante toda a partida, principalmente na 2ª parte onde foi o mais inconformado com a derrota do Inter.

O Inter ameaçou e o Napoli marcou. Aos 8″ Gokhan Inler tenta um passe longo para a área à procura de Callejón. Nagatomo corta de cabeça mas coloca a bola nos pés do letal Gonzalo Higuaín: o argentino, sem marcação, atira de pé esquerdo para o poste contrário, inaugurando o marcador para os homens da casa. O Napoli ganhou balanço. Não deixando o Inter jogar (Cambiasso andou a apagar fogos no meio-campo nos primeiros 25 minutos) os Napolitanos balancearam-se em busca do segundo: aos 10″ Mertens rematou à figura de Handanovic. O Belga esteve imparável durante a primeira parte. O Inter só haveria de reagir aos 21″ com um remate de Fredy Guarín à figura de Rafael.

Segundo apontamento: 25″ – Lorenzo Insigne remate com estrondo ao poste após jogada de contra-ataque. Com a jogada de Insigne, viria o melhor Inter da partida. Jonathan começou a mexer-se mais na direita e em conjunto com Taider e Guarín tentou tirar partido do desacerto táctico napolitano. Muito desapoiado defensivamente, Reveillère foi incapaz de suster o jogo que a equipa de Mazzarri foi provocando naquele flanco. Depois de uma combinação entre o argelino Taider e Rodrigo Palácio num livre descaído à direita que iria resultar num remate por cima da baliza de Rafael, viria o golo do empate: Guarín trabalhou a bola na direita, cruzou para área, Palácio fez um espectacular túnel, Ricky Alvarez ajeitou para a esquerda e com o gesto encontrou Esteban Cambiasso sozinho a facturar para os nerazzurri.

Terceiro apontamento: O Inter passou a pressionar mais à frente. O Napoli reassumiu bola. No centro do terreno, o relógio Suiço (Gokhan Inler e Blerim Dzemaili) vestia o fato macaco. O primeiro a 6 com os seus maravilhosos e certeiros passes longos. O 2º mais à frente no terreno. Seria Dzemaili a provar o 2º golo dos Napolitanos aos 38″. Solicitado por um passe de génio de Lorenzo Insigne, ganhou a batalha com Andrea Ranocchia e preparou caminho para um fantástico remate de meia distância de Dries Mertens. Típica jogada de contra-ataque dos napolitanos a desempatar o jogo.

Quarto apontamento: O Inter reagiu rapidamente e 2 minutos depois teve razões para se queixar da arbitragem. Palácio é empurrado na área por Maggio. O árbitro da partida marcou falta a favor do Inter.

Quinto apontamento: Na sequência do jogo, Mertens pegou na meia bola a meio campo, fez uma cavalgada até à área e chutou para defesa para a frente de Handanovic. Na recarga apareceu Dzemaili a empurrar para o 3-1. O Suiço tornou-se assim fulcral na vitória do Napoli. Exibição deste prodigioso 8 suiço, um jogador que considero tacticamente perfeito e que é o verdadeiro equilíbrio da equipa napolitana orientada por Rafa Benitez.

Não demorou muito até que o Inter respondesse. Jonathan tenta o cruzamento da direita, Guarín intercepta a bola e depois atira cruzado para o 2º poste onde aparece Yuto Nagatomo a empurrar livre da marcação de Maggio.

Com o San Paolo em polvorosa com este fecho de primeira parte, o jogo foi para o intervalo com o resultado de 3-2. Esperava-se uma 2ª parte de altíssimo nível.

Sexto apontamento: Ascendente do Inter no início da 2ª parte. Inter com mais bola e com mais vontade de procurar criar situações que permitissem o golo do empate. Contudo, uma entrada de Ricky Alvarez sobre Dries Mertens haveria de (mais tarde) travar as ambições dos homens de Walter Mazzarri. Os primeiros minutos da 2ª parte haveriam de marcar a parte mais faltosa do jogo.

Aos 48″ Mertens continuava as suas cavalgadas no meio-campo do Inter (sem que um dos centrais da turma milanese saísse ao seu encontro; nestas situações, sempre que pegou na bola, o antigo jogador do PSV fez magia; está a revelar-se a melhor contratação que o Napoli fez esta temporada). Nesse minuto haveria de colocar a bola na área a jeito do toque mortífero de Higuaín. O argentino seria antecipado por Rolando num corte na hora h. O Inter subia o ritmo. Ricky Alvarez e Taider mais encostados ao flanco direito. Ambos tentaram combinar com os seus laterais. Guarín totalmente ao centro a distribuir jogo como bem sabe fazer. Yuto Nagatomo tentou de meia distância numa flexão para o centro em combinação com Rodrigo Palácio.

Sétimo apontamento: O Napoli conseguiu travar o ímpeto do Inter. Aos 58″ Callejón chutou de meia distância. A bola foi desviada por Campagnaro mas saiu pertíssimo da baliza defendida por Handanovic. Mazzarri resolveu mexer na equipa trocando Taider por Matteo Kovacic. Voltando à estratégia inicial, colocou Ricky Alvarez mais próximo de Rodrigo Palácio e reforçou o meio campo com Guarín mais à esquerda e Kovacic na direita. O croata não conseguiu entrar bem no jogo até porque a seguir Ricky Alvarez seria expulso por acumulação de amarelos depois de cortar uma bola com o braço.

Aos 65″ e ainda antes da expulsão do antigo jogador do Velez Sarsfield, a grande oportunidade que o Inter dispôs para empatar a partida. Jonathan faz uma das suas arrancadas pela direita, cruzando rasteiro para Fredy Guarín que na frente de Rafael permitiu uma fantástica defesa do antigo guardião do Santos. Defesa do jogo para o brasileiro numa altura em que o Inter justificava o empate.

Oitavo apontamento: A partir da expulsão o Inter tentou arriscar o tudo por tudo frente a um Napoli que tratou de aplicar a receita que habitualmente aplica nestas situações e que de resto permitiu à equipa vencer em Firenze esta época: fechar-se lá atrás e sair com poucas unidades para o contragolpe sempre que possível.

Aos 75″ Benitez trata de tirar Higuaín para reforçar o meio-campo (estava a perder com a ascenção de Guarín no jogo) com a entrada do 3º suiço, de seu nome, Valon Behrami. Callejón ficou como homem mais adiantado e Dzemaili foi ocupar a sua posição na direita. Mazzarri responde minutos depois com a entrada de Mauro Icardi. Até que Callejón aparece no seu spot ao 2º poste a empurrar um cruzamento remate de Lorenzo Insigne depois deste trabalhar uma jogada individual no 1×1 contra Campagnaro. Como é hábito na sua carreira, o espanhol aparece a matar a partida.

Nono apontamento: Aos 88″ Benitez coloca Pandev em campo. O macedónio entra e segundos depois sofre falta dentro da área. Justíssimo penalty que o macedónio pediu para marcar. Brilhante parada de Handanovic ao penalti de Goran Pandev.

Resultado final de 4-2 num dos melhores jogos da Serie A desta época. Vitória justa para o Napoli pela forma cínica como encarou a partida. Boa exibição dos jogadores do Inter que apenas pecou pelos minutos em que toda a equipa esteve “ausente” da partida: os primeiros 25 minutos da primeira parte e os minutos que culminaram no 2º e 3º golo dos Napolitanos. Mazzarri tem nota positiva para já. Com meia dúzia de remendos está a conseguir construir uma equipa capaz de dar passos maiores no futuro.

A fechar:

Empate entre Milan e Roma, ontem, em San Siro. 5º empate consecutivo dos Gialorossi após 11 triunfos seguidos na Liga. A Roma está a 5 pontos da líder Juventus.

Para a semana temos um sempre escaldante Inter vs Milan.

a confirmar (movimentações de mercado)

vamos ter um mês de Janeiro muito animado ao nível de transferências. senão vejamos os rumores que circulam por essa europa:

Guarín é pretendido pelo Manchester United. O Inter poderá abrir mão do colombiano por um valor aproximado de 15 milhões de libras mais o passe de Chicharito Hernández (em baixo). O Tottenham também já enviou um emissário a Milão para negociar o jogador. É um rumor com algum fundo de verdade dado que o colombiano catapultou-se para o futebol europeu sob o comando de AVB no Porto. O último rumor dá conta do interesse do Chelsea (o director desportivo do Inter Marco Branca poderá estar reunido neste momento com responsáveis Blues) no colombiano por uma verba que permitirá aos nerazzurri atacar Ezequiel Lavezzi em Janeiro.

guarin

A possível saída do colombiano já motivou um recado interno de Walter Mazzarri ao novo proprietário dos milaneses, o indonésio Erick Thorir: “precisamos de reforços”.

O Gazetta afirma que Erik Lamella na mira do Inter, Milan e Fiorentina – o Tottenham pagou 30 milhões à Roma no passado verão.

– O mesmo artigo afirma que Casillas está muito próximo de rumar ao Arsenal já em Janeiro. O City também está de olho no titular da selecção espanhola. O mesmo Arsenal já deverá ter feito chegar a San Siro uma proposta pelo avançado de 18 anos Mbaye Niang.

– O marroquino Adel Taarabt pode estar a caminho de Málaga por empréstimo do Fulham.

– A Roma poderá estar interessada em Dzeko do Manchester City.

O defesa central do Saint Ettiène Kurt Zouma (grande centralão) está a ser cobiçado por Manchester City, Chelsea, Mónaco e Liverpool. – O mesmo Mónaco encontra-se actualmente com um problema interno – a nova lei fiscal de Sarkozy ameaça retirar mais alguns milhões ao salário de Falcão. Especula-se que a nova carga fiscal está a por em risco a continuidade do Colombiano no clube monegasco, pese embora este tenha afirmado ontem que não tem jogado as últimas partidas porque está lesionado. Outras fontes em Inglaterra afirmam que Ranieri e Radamel estão de costas voltadas.

Falcão

Newcastle, Arsenal e Southampton estão de olho no médio centro do Anderlecht Cheick Kouyaté – os belgas estão a pedir 5.5 milhões de libras pelo seu activo.

– Outro dos destaques do dia é o interesse do Liverpool em Javier Pastore.

– O Daily Star afirma que Chelsea e Manchester United poderão apresentar proposta em Janeiro ou no final da época com Xabi Alonso, em fim de contrato com o Real e sem proposta de renovação desencadeada por nenhuma das partes. O Liverpool também pode estar de olho na possibilidade de regresso do médio a Anfield Road.

alonso

– Sem espaço no Real Madrid, Jesé poderá ser emprestado na 2ª metade da época.

Jesé Rodriguez

 

moyes

Moyes continua o seu périplo pela europa. Presença (indirectamente) em Alvalade para ver William Carvalho (já mandou observar o médio em 6 jogos da Liga), foi agora a Madrid observar Koke e Mangala no jogo entre Atlético e Porto.