Platinices

Cada vez que o francês abre a boca mete água na fervura dos adeptos de futebol que já pouco podem com ele. Depois de achar que era benéfico introduzir o cartão azul (como no hóquei), que correspondia a uma sanção temporária no decorrer do jogo (5 minutos ou 10 minutos era a proposta), agora vem defender que a lei da punição da grande penalidade deve ser revista e que a expulsão aquando desta infracção deve ser retirada, por prejudicar triplamente (é marcado o penálti, a equipa fica com menos um jogador e esse atleta ainda falha o jogo seguinte) a equipa contra quem é marcada a penalidade.

Pois bem, se já era absurdo as suspensões em termos de alguns minutos, a não admoestação de cartões vermelhos de penaltis abriria um precedente muito grave, uma vez que para evitar um golo adversário bastaria cortar a bola com a mão dentro da área (não levando essa falta a expulsão, o penálti ainda pode ser falhado), o que me leva a querer que daqui em diante todos os jogadores receberiam treino específico de guarda-redes.

Para nossa sorte (ou azar), a mudança deste tipo de regras depende da FIFA e esse organismo é também liderado por alguém com as ideias pouco colocadas no lugar (lembro que Blatter apoiou veementemente a primeira ideia e sugeriu que se testasse no pós mundial do Brasil) e que pode mesmo levar a que o futebol se torne um absurdo.

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breve

O pai de Elias (Eliseu Trindade) comunicou que o jogador voltou a fazer uma acção conjunta contra o Sporting na FIFA e na UEFA relativa a salários em atraso.

Sinceramente pensei que, ao ser reintegrado na equipa B depois do término do empréstimo ao Flamengo e, por outro lado, enquanto o Sporting espera uma proposta minimamente vantajosa para vender o jogador, a SAD do Sporting lhe estivesse a pagar o salário, coisa que de facto não está.

Bruno de Carvalho é neste momento o vendedor. Bruno de Carvalho afirmou que com a sua chegada à presidência do clube, tinham acabado os “saldos”, isto é, a venda ao desbarato de jogadores. Quer queiramos quer não, pelo que fez no passado, Elias é um jogador bem cotado e com mercado no Brasil. E não só, tomando em conta as propostas que chegaram da China, da Rússia e do Valência. Contudo, nenhuma das propostas satisfez quem tem os direitos desportivos do jogador. Existe portanto a necessidade de traçar a distinção entre direitos desportivos (federativos) e direitos económicos (percentagens do passe de propriedade) sobre o jogador. Detendo a maioria percentual do passe do jogador (direitos económicos) e os actuais direitos desportivos do jogador, o fundo de investimento que detém o resto do passe de Elias bem pode aceitar as propostas que quiser. O Sporting aceitou uma proposta superior ao valor pedido vinda da China. Elias não quis ser transferido para o clube chinês. Valência, Corinthians, Rubin Kazan e Flamengo não apresentaram até agora uma proposta igual ou superior ao valor estipulado pelo clube leonino. 7.5 milhões por 50% do passe é a parada mínima. A última proposta do Flamengo não chegou aos 6 milhões por 50% do passe, pagos em 4 prestações. Logo, Bruno de Carvalho como bom vendedor que pretende ser, tem todo o direito a não vender o jogador.

É eticamente reprovável e juridicamente condenável o facto do Sporting não ter cumprido e não estar a cumprir as obrigações que teve e tem perante o jogador. É legítimo que este avance para quem de direito para poder receber aquilo que é seu. Elias aufere cerca de 150 mil euros por mês. Tais valores saem completamente fora das possibilidades financeiras actuais do Sporting. Não creio portanto que os dirigentes do Sporting estejam a agir de má-fé perante o jogador nesta situação até porque, como é do conhecimento público, o Sporting poderá não apresentar capacidades financeiras para cumprir as suas responsabilidades perante Elias. Tão pouco deverá querer abdicar de pagar a outros jogadores do plantel ou fornecedores para o poder fazer junto de um jogador que neste momento não faz parte das contas da estrutura profissional de futebol.
O que não invalida que manchado fique o bom nome e a credibilidade da instituição.

Superbock! Fresquinha! #54

Capturar

Tudo a cair!

“Evitamos aqui uma tragédia” – as palavras que o presidente da Liga Mário Figueiredo proferiu na sala de imprensa do Estádio da Luz dizem tudo sobre o que poderia ter acontecido caso os intervenientes não tivessem optado pelo adiamento do jogo. Muito louvável foi também a decisão tomada pela SAD do Benfica quando ordenou que os stewards evacuassem as bancadas do estádio perante o abundante jorro de uma substância altamente tóxica (lã de vidro) e de algumas partes das estruturas metálicas do tecto do mesmo.

Pela imagem que acima podemos observar, caso esta placa de aço (suponho que seja aço) tivesse caído com público na correspondente bancada onde caiu, poderíamos ter presenciado pela certa uma enorme tragédia.

O incidente ocorrido no Estádio da Luz levanta-me uma série de interrogações: A UEFA tem levado a cabo nos últimos meses uma série de vistorias ao Estadio da Luz com o propósito de atestar categoricamente que a final da Liga dos Campeões desta época se vai realizar num recinto bem dotado ao nível dos critérios de qualidade e segurança. Ainda há algumas semanas atrás, uma das vistorias realizadas pelos auditores da organização sediada em Nyon (Suiça) concluíu que o relvado do Estádio da Luz deveria ser mudado o mais rapidamente possível visto que existiam muitas dúvidas quanto às condições em que este se poderia apresentar na dita final. Não crendo que as vistorias da UEFA vem a Lisboa acercar-se somente das condições apresentadas pelos balneários, pelos camarotes ou pelas instalações em que funcionam as bilheteiras do Estádio da Luz, acredito que, algum responsável também tenha requerido ao Benfica dados técnicos sobre as infraestruturas existentes de forma a alterar-se um ou outro aspecto infraestrutural do estádio que possa por em risco a qualidade do espectáculo que a final da maior competição europeia de clubes exige.

Tudo a desfazer-se!

Não importa por agora escapulizar em rigor os milhões dispendidos na construção do Estádio da Luz. Não é correcto por ora atirar as culpas para o enorme temporal que se abateu durante o dia de hoje. Importa sim perceber o desleixo que o Sport Lisboa e Benfica teve para com o seu património. O temporal que hoje se abateu sobre todo o país não serve portanto de desculpa para nada até porque, como temos vindo a assistir nos últimos dois meses, não temos vivido sob condições climatéricas diferentes. Se o Benfica não hesitou em satisfazer o pedido da UEFA no que ao relvado do seu estádio diz respeito com a mudança do mesmo, porque é que não se acercou de outros pormenores que, como vimos no final da tarde de hoje, podem por em risco a realização de um jogo e a segurança do público nele presente? Afinal de contas, todos os materiais que hoje caíram nas bancadas e no terreno de jogo, poderiam bem ter caído no próximo jogo em casa ou no início da final da Liga dos Campeões! Nessa conjectura, seria o Benfica o principal responsável pela terrível imagem dada pelo nosso país a todo o mundo.

Pertinências

Pouco destaque na imprensa internacional. Enquanto o Zlatan diz que o mundial sem ele não merece ser visto e a Pepsi diverte-se a fazer vodus ao Ronaldo, o roubo voltou a marcar presença no Saint Denis, como de resto, eu esperava e aqui insinuei no sábado.

Voltemos atrás para ajudar à compreensão dos pensamentos mais profundos do líder da UEFA Michel Platini:

– Michel Platini, Presidente da UEFA, revelou a ideia de se gravarem as conversas entre os cinco árbitros nos jogos da Liga dos Campeões e Liga Europa na próxima época. Michel Platini, que continua contra o recurso a imagens televisivas, não acredita que não “tenha havido um árbitro que não tenha visto a falta de Muller do Bayern de Munique sobre Jordi Alba, do Barcelona, nas meias-finais da Champions” – o timing das declarações do líder da UEFA são só por si reveladores de terceiras intenções, visto que, na eliminatória anterior à que foi visada pelas mesmas, o Borússia de Dortmund conseguiu eliminar o Málaga com a ajudinha do Sr. do apito. Nessa eliminatória, mesmo perante as acusações do proprietário do Málaga Abdullah bin Nasser bin Al Thani de “racismo” por parte do organismo, Platini não abriu a boca para afirmar o quer que fosse.

benzema

Apesar do jogo de ontem entre a França e a Ucrânia ser da tutela da FIFA, como Platini teve oportunidade de dizer ao L´Equipe, e do mesmo não conhecer o árbitro da partida (o esloveno Damir Skomina). Tomando como ponto de partida as palavras do líder da UEFA, não consigo perceber como tantas almas não conseguiram ver o acampamento montado por Benzema na área ucraniana, o penalty na área francesa e o fora-de-jogo de Valbuena na jogada que antecede o 3º golo francês. Em contrapartida, foram lestos em expulsar o central Khacheridi num timing perfeito, tão perfeito como os relógios suiços, aos 47 minutos, com 2-0 para os franceses. Está claro que meia imprensa jornalística francesa calou-se, semelhando a postura tida aquando do golo de Thierry Henry que eliminou os Irlandeses de Old Trap do último campeonato do Mundo. Postura essa que até agora teve a sua réplica no líder da UEFA, facto que à luz do que escrevi ali em cima parece soar novamente de forma estranha e tendenciosa.