Lendas… Ou Talvez Não #4

Em dia de Paços de Ferreira vs Sporting, escrevemos sobre um jogador que em 2009 assinou o 3º hat-trick ao serviço dos verde-e-brancos, precisamente frente aos Castores. Podia ter sido um ídolo para os Sportinguistas, não fosse o caso de ter manchado a sua carreira, em Portugal, com uma passagem muito discreta pelo FC Porto em 2013.

Falamos claro de Liedson da Silva Muniz.

Actualmente com 36 anos e sem clube, o avançado natural de Cairu (Baia), começou a espalhar magia no modesto Poções, onde permaneceu 5 anos, assinando depois pelo Prudentópolis.

Após 1 época no modesto clube do Paraná, começou a sua caminhada entre grandes clubes brasileiros, mostrando as suas qualidade em Coritiba (2001 a 2002), Flamengo (2002) e Corithians (2003).

Em Setembro de 2003 é apresentado como o substituto de Mário Jardel. Digamos que um legado pesado, mas com o qual conseguiu lidar bem, tendo até marcado logo no 2º jogo em que participou. O golo esse foi ao Malmo (da Suécia) e ajudou o Sporting a passar a próxima ronda. Diga-se que a eliminatória ficou 3-0 para o Sporitng e Liedson marcou 2 golos.

Na época de estreia, o “levezinho” marcou 19 golos.

E pode-se dizer que nos anos em que vestiu de verde-e-branco, portou-se muito bem, marcando, 172 golos, durante as 8 épocas em que esteve no Sporting CP.

Em 2010 estreia-se na selecção… Portuguesa, num processo muito polémico e onde efectuou somente 15 jogos, marcando 4 golos (Dinamarca, Hungria, China e Coreia do Norte).

Após a ultima época ao serviço do Sporting onde efectuou 25 jogos e marcou 10 golos regressou à Pátria (a sua, a brasileira) para re-ingressar no Corithians onde esteve 17 meses.
Nesses 17 meses efectuou 72 jogos e marcou 27 golos. A Final da Copa dos Libertadores de 2012 tá incluida nesse percurso, onde o Levezinho facturou por uma vez frente ao Dep. Táchira (da Venezuela).
Após mais este titulo, viajou até ao Rio de Janeiro para jogar no Flamengo.

Na cidade maravilhosa não foi tão feliz pois apesar dos 16 jogos efectuados só jogou 1 a titular, marcando 4 golos.

E é precisamente, após a etapa Flamengo, que Liedson mancha a sua imagem de ídolo dos Leões tendo assinado pelo FC Porto por 6 meses.
Foi mais do que uma aposta falhada, já assumida pelo próprio, em que vestiu a camisola dos azuis e brancos em somente 67 minutos.
Esmiuçando, o máximo de tempo que Liedson esteve em campo foram 14 minutos (por três vezes: Guimarães e Olhanense, para o campeonato e Rio Ave para a Taça da Liga).

Este é Liedson da Silva Muniz.

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Superbock! Fresquinha! #91

Agora finalmente consigo compreender as declarações de Pinto da Costa quando este afirmava que Ricardo Quaresma “Tem é de aprender que há gente no futebol que é indigna de lá estar e tenta perturbar o adversário com insultos dos mais soezes”

1.Os indignos contradizem-se. Se bem que metade do que o dito senhor diz é algo imperceptível. Se há intenção, há dolo. O dolo é indissociável da intenção. Vamos a um caso prático: se eu tiver intenção de assassinar alguém, tenho intenção de causar dolo a terceiros. A intenção é tão punível quanto o dolo. Chama-se homícidio culposo, estando o crime previsto na lei. A analogia não é forçada, é realista.

2. O interessante das declarações: aumentaram o número de Unidades de Conta na multa aplicada. Realmente, tal sanção aplicada é de facto “o mais interessante” da decisão do Conselho de Justiça da FPF. Vai de encontro à estratégia geral do presidente da FPF para o organismo e para o futebol português: aumentar a receita, encher os cofres da federação. Nada mais, nada menos que isso. O que equivale por outro lado a dizer que a partir de hoje existem regras diferentes daquelas que estão estabelecidas, servindo os regulamentos para limpar o cú quando não há papel higiénico nos estádios.

Superbock! Fresquinha! #89

1. Já vamos no 3º golo mal anulado a Montero nesta temporada. Tantos quantos os que foram validados ao colombiano cuja influência do mesmo nas jogadas resultaram em golo logo no princípio da temporada. Abro portanto este post à discussão para todos aqueles que ainda hoje se queixam dos golos irregulares (ou passes para passes para golo) obtidos pelo colombiano durante a presente temporada. Venham de lá esses argumentos.

2. Já que escrevo a palavra argumentos, um dos argumentos que algumas correntes de opinião (não-sportinguistas) tem manifestado nos últimos meses (penso que já li qualquer coisa aqui na barra de comentários de um post sobre isso) tentam justificar o actual 2º lugar do Sporting na tabela classificativa com o “seu fraco futebol” – creio que este jogo contra o Vitória de Guimarães mostrou mais uma vez o esclarecimento que essas correntes merecem – um futebol bonito, altamente flanqueado, a toda a largura do terreno, com uma excelente comportamento da defesa (mais uma vez Rojo e Maurício fizeram uma exibição irrepreensível; os dois laterais foram dois galgos de corrida tanto a defender como a atacar), com um meio-campo muito assertivo no capítulo do passe (Adrien e William fizeram aberturas de sonho com o seu passe longo para a entrada dos laterais e dos extremos pelo flanco), com um meio-campo bastante pressionante e com um Carlos Mané absolutamente endiabrado (para o Paulo Bento ver, porque não?) a limpar 2 e 3 jogadores do Guimarães com o seu drible (puto, pede lá desculpa ao André Santos pelas maldades que lhe fizeste na primeira parte). Na noite de Alvalade pode-se dizer que a única coisa que realmente falhou foi o último passe para Slimani. Tanto Jefferson como Capel na esquerda como Cedric e Heldon na direita exageraram um pouco no capítulo do cruzamento, não possibilitando boas situações de finalização ao Argelino.

(Sem demérito ao Guimarães de Rui Vitória, que, na minha modesta opinião é das melhores equipas da liga a defender e a sair no contragolpe; André André está um senhor jogador naquele meio-campo do Guimarães)

3. A arbitragem de Bruno Almeida e da sua equipa foi, como não poderia deixar de ser vergonhosa. Como gosto de admitir quando o meu clube é beneficiado e criticar quando é espoliado:

  • Um golo mal anulado a Fredy Montero
  • Um vermelho directo que ficou por mostrar a Moreno na primeira parte num lance em que o jogador do Vitória de Guimarães corta a bola com o braço numa jogada em que é o último defensor vitoriano e com o gesto corta um lance considerado pelas regras do jogo como “iminente ou passível de golo”
  • Um vermelho directo que ficou por mostrar a Adrien pela entrada duríssima cometida sobre Marco Matias.
  • Ficou por mostrar o 2º cartão amarelo e correspondente cartão vermelho a Slimani pela simulação feita a meio-campo, seguindo à risca o critério que motivou o primeiro cartão.
  • Há um amarelo mostrado a Rojo na segunda parte (Bruno Almeida poderia ter sacado do vermelho directo) num lance em que o argentino joga simplesmente a bola, não havendo lugar à marcação de falta.

Os senhores da APAF podem encomendar os espaços televisivos que quiserem para demonstrar os critérios utilizados pelos árbitros na sua lavoura assim como aquilo que comunicam entre si durante os jogos. O que vimos de Bruno Almeida e dos seus auxiliares em Alvalade foi mais um atestado de incompetência e falta de qualidade. Quando escrevo pura incompetência, convido-vos a rever o jogo novamente, com especial atenção ao posicionamento do árbitro. Bruno Almeida esteve durante toda a partida longe (quando escrevo longe, escrevo a mais de 30 metros) das jogadas. Como é que um árbitro que se posiciona a 30 metros das jogadas as pode avaliar com clareza?

joao ribas

4. O nome dos adeptos nas camisolas e a homenagem ao vocalista dos Tara Perdida – Enquanto alguns ainda continuam a viver do passado e a fazer transcender ao olimpo o nome de quem já morreu, fundindo o clube com o jogador e o jogador com o clube, num acto que para além de saudosista (clube sem futuro?) pode ser perigosamente sinal de anacronismo, outros homenageiam quem constitui realmente o clube: todos os sportinguistas. Foi muito bem ver o nome de alguns leões (tão leões quanto eu; mais leões que eu 😉 ) nas camisolas de quem nos representa. Bonita também foi a singela homenagem promovida pelo clube a um dos seus que nos deixou esta semana. O Sportinguismo alimenta-se destes pequenos gestos. O que custa talvez perceber a muitos é que apesar de não ganharmos com regularidade, temos dentro de nós um enorme amor, incomparavelmente maior que a relação que temos com o restantes fenómenos que a vida nos proporciona. Ao contrário de outros clubes, não o abandonamos quando fica 3 ou 4 anos sem ganhar um título nacional, voltando apenas quando está em condições de o conseguir. A todos esses que nos invejam, dedico este singelo tema de Jorge Palma:

frase do dia

FUTEBOL - Bruno de Carvvalho Presidente do Sporting Clube de Portugal

«Há pessoas que não deixam de me surpreender. Por vezes damos uma conotação negativa mas a senilidade, quanto mais a conheço, mais abrangente e maravilhosa é. Não deixa de ser altamente frutuosa na sua imaginação» – Bruno de Carvalho, em reacção à queixa entreposta pelo FC Porto junto do Comité de Instrução e Inquéritos da Liga.

Superbock! Fresquinha! #86

APAF 1APAF 2

Como é seu apanágio, a Corporação só responde (institucional e directamente) quando se tratam de declarações ou comunicados lançados pelo Sporting e pelo seu presidente. Não respondem com comunicados a qualquer declaração proferida por qualquer outro presidente de um clube da Liga. A estratégia é inverter as culpas para as acções e declarações que são feitas pelos dirigentes de forma a esconder quem realmente foi o móbil deste clima de suspeição e falsidade desportiva: os seus associados.

Vamos fazer o seguinte exercício:

  • “basta” de pagar 40 mil euros anuais a maus profissionais, alguns deles, indivíduos que erram sistemática ou propositadamente contra um clube, por inimizade ou a por favor a terceiros;
  • “basta” de pagar despesas em dias de jogos em restaurantes de luxo das regiões dos clubes às equipas de arbitragens; os elementos das equipas de arbitragem passam a receber 5 euros por hora de trabalho como qualquer outro trabalhador português, para não dizer o correspondente à hora de trabalho de quem ganha o salário mínimo mais as despesas de deslocação e alimentação tabeladas por lei (4,27);
  • “basta” de pagar novos pares de chuteiras, compradas de propósito para certos jogos e outras despesas extras (medicamentos) que são enfolhadas pelos ditos nas despesas a pagar pelos clubes.

Quem é que nestas condições andava na arbitragem?

Aprecio particularmente a frase escrita num dos trechos do dito: “a arbitragem saberá dar a sua resposta, como sempre deu” – ou seja, voltando a cometer erros na jornada seguinte com influência directa em resultados de partidas. Simple as that.

Sporting x Porto (pós-jogo)

Foram precisos precisamente 5 dias, até hoje para conseguir assimilar tudo o que se tinha passado no clássico de Domingo e para conseguir substituir isso por esta breve análise ao jogo.

Desde logo o clássico começou a ser jogado com quase uma semana de antecedência, quando no dia 9 de Março o Sporting entra em protesto contra a arbitragem que se fez sentir nos jogos recentes (quer nos seus jogos, quer nos restantes). Imediatamente os inteligentes senhores que mandam no nosso futebol apercebem-se deste que pode ser um grande problema futuro (a somar aos que já há sobre a Liga de Clubes e por aí fora) e começam imediatamente a tentar tapar brechas, nomeando Olegário Benquerença para o jogo de Alvalade contra os campeões nacionais. No entanto imediatamente no dia seguinte, a 12 de Março, Benquerença pede dispensa deste jogo e para o seu lugar surge a nomeação do melhor árbitro português da actualidade, Pedro Proença. Quanto a mim nada contra esta segunda nomeação, tinha bastantes mais restrições sobre a primeira, mas ainda assim aceitava-a de bom grado (pior seria ter Bruno Paixão por exemplo), no entanto ocorre-me dizer que tentaram brincar com o Sporting e o que aconteceu foi que a revolta instalou-se tal qual como à 14/15 anos se instalou quando Dias da Cunha trabalhou e se esforçou por denunciar o sistema.

Depois dessa jogada da comissão de arbitragem da Liga começou a conversa dos jornais, os focos viraram-se para o lado do Sporting, em especial Bruno de Carvalho, o presidente que fala (às vezes de mais), que é sportinguista (às vezes de mais) e que pressionou como pode a comunicação social e a instituição do FCP, foi de estranhar isso sim, o silêncio demonstrado pelos senhores que mandam no futebol dos azuis e brancos, algo que é raro de se ver e que demonstra bem o estado em que se encontra a orientação e autoridade do campeão nacional.

Do jogo propriamente dito há por começar a falar das constituições das equipas. Leonardo Jardim voltou a apostar em Slimani e o Argelino tosco mais uma vez foi o homem que decidiu um jogo a favor do Sporting. À conta dele o Sporting já leva pelo menos 5 golos que foram decisivos para trazer 3 pontos na mala (num total de 7 golos) e consegue assim motivar um dos maiores activos que vinha saindo do banco e resolvendo quase sempre que era preciso. Apesar de sentar Montero que leva mais do dobro dos golos, o Argelino mostra-se imune à pressão. Tem os seus falhanços clamorosos, é verdade, é mau de pés, é verdade, mas ganha na raça, dá altura e corpo ao ataque, vai ao choque, luta que nem um leão e é esforçado. Assemelho-o um pouco ao que o rival da 2ª circular passou com Cardozo, não amado por muitos, ídolo de outros adeptos encarnados, tudo porque são jogadores menos técnicos, mas no entanto letais. O que leva no entanto Leonardo Jardim a apostar forte em Slimani, além do seu bom momento de forma face à baixa prestação de Montero é essencialmente o jogo directo, a bola pelo ar directa para o homem da frente, que permite assim desafogar jogo a meio campo, sobretudo exige menos na construção, apesar de mau futebol apresentado, esta opção tem sido eficaz e espera-se que vá dando frutos, mas que também não seja usada em demasia, pois os adeptos além de vitórias gostam de ver futebol, bom futebol.

Outra novidade a inclusão de Dier que substituiu o castigado Maurício, mais uma vez o Inglês não desapontou, jogou o que sabe, foi duro como tem que ser, não vacilou perante Jackson, Varela ou Quaresma e tem uma grande vantagem em relação aos centrais habitualmente titulares, tem pés para sair a jogar bem, tanto o tem que foi fácil vê-lo por várias vezes a subir no terreno, a chegar até ao meio campo e distribuir jogo, ou a aproveitar alguma falta de posicionamento dos laterais e a levar o jogo até ao último terço. Chegou a ter uma boa oportunidade de golo quando cobrou bastante bem um livre directo, que apesar de sair fora dos limites da baliza (não saiu a mais de 2 metros do poste), foi bastante bem executado e que mostra que apesar de o Sporting pouco marcar de bolas paradas tem opções válidas para o fazer.

Do lado do Porto a maior surpresa foi a inclusão de Abdoulaye no lugar do lesionado Maicon. Apenas como opções substitutas haviam Reyes e Abdoulaye, pelo que o treinador se decidiu a usar o central que foi chamado do empréstimo ao Vitória de Guimarães em Janeiro, no entanto esta pode ter sido uma má escolha e mesmo uma escolha que acabou por decidir o jogo, pois o jovem central mostra sempre bastante falta de cabeça, concentração e de inteligência a jogar, no caso do jogo acabou por simplesmente largar Slimani sozinho no meio da área portista quando o argelino fez o golo que decidiu a partida e ainda cometeu mais uma mão cheia de erros pelo jogo fora.

O filme do jogo foi até interessante. Na primeira parte o jogo dividiu-se bastante, mas o Porto apenas colocava perigo quando Quaresma assumia a batuta, ainda criaram uma mão cheia de oportunidades, uma de Quaresma à trave, outra de Quaresma por cima, uma de Jackson (um cabeceamento perigoso do Colombiano ao lado), uma boa defesa de Patrício também a remate de Quaresma e pouco mais. Já o Sporting conseguia colocar o jogo sobre o meio campo do Porto, ia explorando as alas como conseguia (Alex Sandro esteve especialmente mal neste jogo) e criou alguns lances de perigo, sem dominar o jogo. Na segunda parte a história sorriu aos de Alvalade, que acabaram por chegar ao golo num lance bastante polémico, mas que acabou por valer os 3 pontos. Nesta segunda metade o Porto pareceu sempre bastante mais desinspirado e sem vontade de querer partir para cima e ganhar, ainda para dificultar mais as coisas viria a sofrer grande revés aquando da saída de Hélton lesionado (rasgou o tendão de aquiles, prevendo-se uma longa paragem e possivelmente o fim deste guarda-redes histórico dos dragões) e mais ainda sofreu quando viu Fernando ser expulso depois de uma picardia com Fredy Montero que arrancou o vermelho ao polvo por agressão deste.

No final do jogo o sinal mais foi para a equipa do Sporting que se mostrou pela primeira vez este ano a entrar num clássico como uma equipa grande, sem medo e com vontade de ganhar, no entanto não lhe foi dado o destaque suficiente, pois no final apenas se ouviu falar de arbitragem, pressão dos dirigentes,… coisas que em nada beneficiam o futebol, nem o facto de Heltón ter saído de maca a chorar sobre uma enorme ovação de todo o Alvalade XXI (apesar das circunstâncias foi um momento lindo), quase nenhum destaque foi dado a isto.

Os dias que se seguiram foram ainda mais quentes ou tão quentes quanto os momentos vividos no pré e durante jogo. Dia após dia ouviram-se comentários e emitiram-se comunicados de ambos os dirigentes das duas instituições, sendo que uns vinham retaliar e apimentar ainda mais o lançado anteriormente pelo opositor. Continua assim mais uma novela no nosso futebol português que ultimamente tem vivido casos dignos de filme, ou de novela brasileira. Espera-se sinceramente que muito em breve se comece a fazer ou um campeonato mais digno, ou então que se suspenda o futebol nacional por tempo indeterminado, até limpar a corja que nele se instalou.

Superbock! Fresquinha! #83

BdC

  • “pela primeira vez um clube é capaz de fazer uma análise crítica do seu benefício e do seu prejuízo no campeonato que está a decorrer” – 
  • “o sporting não tem problemas nenhuns em admitir que o andré até pode estar em fora de jogo” – mostrando as várias sequências do lance, retiradas da transmissão televisiva da Sporttv que mostram André Martins numa situação no mínimo, muito duvidosa.
  •       “não passamos é para o exagero de dizer que este foi um erro grosseiro”

Um presidente ENORME num clube ENORME!

Superbock! Fresquinha! #82

Momentos-chave para a compreensão e análise do jogo:

  • A primeira parte foi efectivamente dominada pelo Porto. Os portistas tem no primeiro tempo as três grandes ocasiões de golo da partida. No remate de Ricardo Quaresma ao poste e nas investidas onde “cegou” literalmente Cedric. Na deliciosa jogada que construiu para Silvestre Varela, dando um nó em Cedric seguido de um brilhante e certeiro cruzamento de letra para a entrada do seu companheiro no coração da área. No lance que Jackson desperdiçou na cara de Patrício.
  • A primeira parte trouxe novamente o melhor de Quaresma. Ao seu estilo, cheio de fantasia e objectividade. Cedric viu-se muito mal com as investidas do cigano e preferiu não subir no terreno.
  • Perante um Sporting alto robótico nos seus processos de jogo. Bola na área e cruzamento à procura de Slimani.
  • A fantástica pressão alta exercida pelo Sporting nos primeiros 15 minutos da 2ª parte, obrigando o Porto a jogar mal.
  • O lance do golo. Fora-de-jogo claro de André Martins. Se não tivesse resultado em golo, seria considerado agora um erro grostesco de arbitragem?
  • As enormes falhas dos centrais do Porto. Jogar para as costas dos centrais do Porto é neste momento o melhor estrategema ofensivo a utilizar pelos seus adversários. Luis Castro voltou a experimentar um esquema de defesa subida de forma a colocar sistematicamente os homens mais avançados do Sporting em fora-de-jogo. O objectivo foi por vezes conseguido. Noutras, obrigou Helton e Fabiano a saídas arrojadas fora da área aos pés do argelino. Slimani foi muito combativo na primeira parte. Na 2ª parte, na primeira vez em que o deixaram à solta na área aproveitou uma defesa de Helton para atirar por cima. Na segunda vez em que Abdoulaye falhou a marcação, não perdoou. Para além disso, os centrais voltaram a mostrar muita intranquilidade quando chamados a iniciar as jogadas do FC Porto. Ambos falharam muitos passes em zonas onde jamais deverão falhar.
  • Capel e Jefferson. Nas suas acções individuais, o espanhol voltou a usar e abusar da sua velocidade. Contudo nem sempre foi um jogador esclarecido nas suas acções. Nas acções com o lateral conseguiram criar bastantes desequilíbrios pelas alas mas o brasileiro em quase todos os lances não conseguiu centrar bem.
  • Mais uma espantosa exibição de William Carvalho no meio-campo do Sporting. Não só secou por completo o meio-campo do Porto quando Juan Fer Quintero tentava trazer alguma criatividade ao mesmo como voltou a demonstrar muita classe a descongestionar o jogo em situações de aperto e a iniciar as transições do emblema de Alvalade. É muito mas mesmo muito difícil ganhar uma dividida com o 14 do Sporting a meio-campo.
  • A intranquilidade de Rui Patrício em dois lances: no lance em que se desentendeu com Dier e Jackson só não marcou porque o inglês conseguiu travar in-extremis o remate do colombiano e num lance ocorrido poucos minutos depois quando num canto largou a bola e colocou novamente a sua baliza em risco.
  • Juan Fernando Quintero e Carlos Mané – O primeiro é indiscutivelmente o único pensador de jogo presente neste plantel do FC Porto. O segundo foi um mouro de trabalho. O miúdo está a crescer a olhos vistos. É raçudo, agressivo, nunca dá um lance como perdido, tem um drible rapidíssimo, desconcertante, desequilibrador.
  • Uma exibição monumental de Eric Dier e Marcos Rojo. Entalaram Jackson no seu meio e não permitiram grandes veleidades ao colombiano. Estiveram simplesmente impecáveis no desarme. O primeiro roubou um golo a Jackson na sua parte enquanto o 2º fez dois excelentes desarmes a Ricardo Quaresma quando o “Harry Potter” ameaçava por em perigo a baliza de Patrício.
  • A lesão de Helton. Esperemos que não seja motivo para Helton terminar a carreira. Fala-se que esta temporada terminou para o guarda-redes brasileiro. Helton não merece este desfecho para a sua carreira. Clubismos à parte, é um autêntico senhor dentro do futebol português. Por isso é que a massa associativa de Alvalade decidiu ovacioná-lo de pé.
  • A arbitragem de Pedro Proença. Dois erros. Um do seu assistente no golo do Sporting. Outro quando decidiu dar o amarelo a Abdoulaye num lance em que o vermelho era a cor mais adequada para a falta do senegalês pois Carlos Mané ficaria isolado na cara de Fabiano.
  • A expulsão de Fernando. Montero atrasou a reposição de bola e levou um amarelo justíssimo. Fernando tem intenção de agredir. Segundo as leis do jogo, o cartão vermelho não se aplica apenas à consumação do acto mas também à intenção da sua prática. Expulsão justíssima.
  • Os 10 minutos finais. 4\5 iniciativas em contragolpe por parte do Sporting poderiam ter matado o jogo. Faltou objectividade a Montero e a Jefferson em dois lances. No primeiro, o colombiano quis fazer o bonito sobre Abdoulaye. No segundo, o brasileiro deslumbrou-se com tantas facilidades.
  • O golo de Slimani, precedido ou não de fora-de-jogo, deu justiça a uma grande 2ª parte do Sporting. Mais pressionante, mais rápido, mais lutador nas batalhas de meio-campo, mais construtor, mais assertivo defensivamente e sobretudo, mais eficaz que o FC Porto na 2ª parte.

Homem do jogo: William Carvalho. De longe o melhor em campo. O meio-campo na 2ª parte foi dele. Desvastou, ganhou todas as 2ªs bolas, descongestionou, construiu, arrancou, decidiu sempre bem em todos os lances em que teve a bola nos pés, mesmo naquele que conseguiu desenvencilhar-se no meio de 4 adversários do FC Porto. Estamos perante o nascimento de um jogador de classe mundial.

Superbock! Fresquinha! #81

Na antecamara do clássico.

Não consigo compreender tamanha indignação pelo facto do Sporting ter encaminhado queixas sobre a arbitragem para a UEFA e FIFA e ter processado alguns dos agentes pelos danos cometidos pela má-fé dos senhores dos apitos.

Em Portugal, infelizmente, as mentes perversas de alguns adeptos do Benfica e do Porto estão anasarcadas, irrigadas, inchadas com tanta hipocrisia. Porque é o Sporting Clube de Portugal. Qual é então o problema? É porque somos pequenos? Ou será motivado pelo facto de praticarmos uma enorme grandeza de espírito e de um enorme senso de fair-play?

Os primeiros porque lideram a liga e porque utilizam como argumento (único) os benefícios obtidos pelo sporting (não omitidos pelo presidente do clube na conferência de imprensa dada na segunda-feira) nos golos (e passes; e passes para golo; e passes para assistências para golo de Fredy Montero; veja-se lá ao cúmulo a que isto chegou) de Freddy Montero. Os adeptos do Benfica falam, gozam, porque a lideram a liga. Se o prejuízo tivesse sido cometido contra si e estivesse hoje o Benfica a 7 pontos do Sporting, aqui d´el rey que seria um roubo profundo, grotesco e incomensuravelmente digno de revolução. Não vi até hoje, nenhum dos adeptos benfiquistas que conheço a falar sobre o jogo de Belém, sobre o jogo de Barcelos, sobre o jogo da Grécia contra o PAOK, sobre o penalty de Sulejmani frente ao Arouca, sobre o fora-de-jogo de Cardozo no jogo da Taça contra o Sporting, sobre os dois penaltys, sobre a atitude branda que os árbitros tem perante o caceteiro de nome Maxi Pereira ou, se queremos mesmo discutir até ao osso sobre a falta inexistente que motivou o golo do Benfica no jogo de Alvalade, sobre o castigo de 30 dias aplicado a Jorge Jesus por ter batido num agente da autoridade em Guimarães ou sobre o facto de Jesus ter ido ao balneário aquando castigado em Vila do Conde. Vamos mesmo falar sobre isso?

Os segundos porque lhes interessa. O clube mais beneficiado pela arbitragem nos últimos 20 anos. Há salários em atraso e a Champions é a única solução que tem para se salvarem de um futuro muito mas mesmo muito negro não é, caros amigos portistas? Pois é.

Recordo aquilo que fui lendo quando o Porto foi escandalosamente gamado na Amoreira frente ao Estoril. A memória é mesmo curta ou existe por aí alguma memória selectiva na cabeça de milhares de adeptos? Se existir memória selectiva, estamos perante um case study interessante para a sub-disciplina da neurologia.

Vamos finalmente ao que interessa: há uma estranha mania do português criticar quando o acontecimento atinge terceiros. Se roubou a nosso favor, assobiamos para o lado e “no pasa nada” – se nos roubou, é um grande filho da… certo! Se se deixou assaltar é manso, se assaltou quem não gostamos, foi muito bem feito!Eu cresci numa educação que me impele a considerar o que é justo e o que é injusto. O que é bom para mim e o que é nocivo. Cada vez me afasto mais das redes sociais porque estão cheias de imbecis altamente tendenciosos, cheios de argumentos furados e muito muito cinismo (on-line). Eu cá sou Sportinguista, nunca o escondi. Sócio. Doente. Fanático. Fervoroso. Esta rubrica é composta por crónicas, nas quais, não tenho qualquer pejo em dar a minha opinião em defesa da instituição Sporting Clube de Portugal. Custe a quem custar. Basta só reparar no seu título “Superbock” – S de Sporting. Superbock – um dos patrocinadores do Sporting Clube de Portugal. Só não o percebe quem é tapadinho de todo. No entanto, sou capaz de dar mérito a quem o tem. Essa é uma falhas graves do país, a inexistência de uma ordem hierarquizada por factores meritocráticos. Aos bons, o melhor. Aos reles, a porcaria. Infelizmente, este país é composto maioritariamente por gente reles, de pensamento curto e acção diminuta. Cheio de cunhas, de más vontades e de atitudes mesquinhas e pequeninas. Rasteiras.
Eu cá também fui educado numa ordem (civil) que me garante o direito à justiça quando os interesses são prejudicados por dolo ou má-fé. Se as pessoas singulares ou colectivas não tivessem essa garantia, não haveria Direito e viveríamos todos numa anarquia, no caos, no excessivo individualismo permissivo a todo o tipo de atrocidades. No futebol, são as regras do jogo que ditam essa mesma ordem. Quando não são cumpridas e resvalam para o campo da viciação absoluta de resultados, será natural que os prejudicados se sintam motivados a corrigir as injustiças de que são vítimas. Até porque os resultados financeiros dos clubes dependem em muito dos seus resultados e milhares de famílias neste país dependem (profissionalmente) destas últimas duas variáveis. Não estão portanto a vilpendiar a Instituição Sporting Clube de Portugal per se. Estão a vilpendiar todos os seus trabalhadores, todos os seus atletas, todas as pessoas que abdicam do seu suor para a manter governada, governável e cheia de exitos. E isso meus caros, é para mim, enquanto sócio do Sporting Clube de Portugal, inadmissível.

P.S

Outra vergonha deste nosso futebol trigueiro, mesquinho, é aquilo que passou na Liga de Clubes. O orçamento do organismo para esta temporada foi rejeitado pelo Movimento Stop-Figueiredo, ou como quem diz, pelos capachos do Futebol Clube do Porto. Mário Figueiredo será mesmo destituído antes do seu mandato terminar em Junho. No final da reunião, aparece um tal de Tiago Ribeiro, cidadão brasileiro, presidente do Estoril, mercador de jogadores, de escravos do futebol, talhante de tráfico humano (Traffic, topam?) a afirmar que “a Liga tem que voltar a ter o poder e o brilho” que tinha no antigamente… Menos Tiago, menos é só o que me ocorre dizer. Quem és tu para falar o quer que seja da Liga de Clubes, essa instituição no que no passado a que te referes tinha um presidente que decidia ao telemóvel os árbitros enviados para os jogos de 2 clubes em particular, o do amigo Jorge Nuno e aquele que tinha sido presidente e cujo filho era na altura presidente? Qual é o conhecimento histórico que o Tiago tem do futebol português para afirmar o que afirmou?

Os Chorões e os Saloios


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Aviso prévio: a utilização do termo “Saloio” neste texto não se refere, felizmente, à generalidade dos adeptos do Benfica, mas a todos aqueles que transbordam um ódio desmesurado ao Sporting, com que um gajo civilizado tem de gramar diariamente em diferentes sítios.

Estamos neste momento a entrar naquela fase em que os Saloios começam a sair da toca. O Campeonato está resolvido e, como já nos habituaram, estão a entrar naquele período de ostentação do “semos os máióres”. Não sabem ganhar calados: têm de esfregar na cara dos outros que estão à frente, como se fossem os únicos seres possuidores de destreza para analisar a tabela classificativa do Campeonato. Publicam mais vídeos e posts sobre o Sporting do que sobre o clube deles, mas depois os “anti” são os outros. Metem-se nas conversas entre Sportinguistas, chamando-lhes “chorões”, “Kalimeros” (no nosso futebol sinto-me mais como a Abelha Maia..) e usando outro tipo de termos, próprios de alguém que só consegue olhar para o seu umbigo, abstraindo-se da triste realidade que é o futebol em que estão inseridos. É fácil quando não se tem razões de queixa. No fundo, calculo que a postura da generalidade dos Saloios relativamente às queixas do Sporting sobre a arbitragem, seja a mesma que um empresário de sucesso tenha quando observa pela televisão as manifestações do Povo contra as medidas de austeridade: “Lá estão aqueles tristes outra vez a queixar-se..”

O Presidente é o mais chorão de todos. Luta pelos interesses do Clube e dos seus Sócios, e pela melhoria do Futebol Nacional, apresentando medidas concretas para isso. Onde é que isto já se viu? Que tristeza. “Dá muitas entrevistas.” “É populista.” “Aparece demais.” Ele devia era andar a tratar dos negócios pessoais dele, como fazem outros Presidentes ali para os lados de Moçambique. Devia, mas não pode. Porque ao contrário de outros que já têm o rabo moldado à poltrona, a cadeira onde se sentou não lhe permite dar-se a esse luxo.

O Saloio acha que o Sporting devia era “jogar mais” em vez de chorar. Aqui até concordo parcialmente. Devia ter jogado mais no Dragão, e devia ter jogado muito mais na Luz. Ainda assim, e mesmo tirando esses dois jogos, o que jogou até agora era mais que suficiente para estar a disputar o primeiro lugar do Campeonato. Porque se por um lado houve quem nos tirasse pontos por ser incompetente (sim Xistra, sim Vasco Santos!), por outro houve quem o fizesse simplesmente porque tinha um apito na boca e podia fazê-lo (sim Talhante Mota, até os árabes já sabem quem tu és!).

“E os foras de jogo do Montero?” 25 golos fora-de-jogo leva o Montero esta época. Costuma-se dizer que uma mentira quando dita muitas vezes, acaba por se tornar verdade. O fora-de-jogo [posicional] do Montero no jogo em Alvalade contra o Benfica é um escândalo nacional sem precedentes. Para o Saloio, claro. Os outros facilmente percebem que é um lance de difícil análise, e percebem ainda que o golo do Benfica nesse jogo também nasce de uma falta que não existe, logo o resultado mais justo seria sempre o empate. Além disso, o Benfiquista civilizado consegue distinguir a dificuldade em ajuizar esse fora de jogo do Montero, da mão que o Xistra, sem ningúem à frente, não viu com o Rio Ave; dos dois penaltys que o Duarte Gomes não quis ver na Luz; ou do empurrão que o Mota “viu” com o Nacional, entre [muitos] outros lances. E lembra-se que o Lima e o Rodrigo têm, cada um, pelo menos tantos golos marcados fora de jogo este ano quanto o Montero.

“Os grandes são todos beneficiados e prejudicados de igual forma!”. Eu acho que o índice de autismo e estupidez que pode levar um indivíduo a proferir tais palavras chega a ser preocupante, pelo que nem faço comentários. Dizer que o Sporting foi tão beneficiado quanto o Porto nos últimos 20 anos, é querer transformar as escutas do Apito Dourado numa embalagem de fraldas Dodot.

imbecilidade do dia

«A arbitragem de Vasco Santos foi prejudicial para ambos os lados e não beneficiou ninguém. Poder-se-á dizer que houve uma arbitragem não com dualidade de critérios, mas infeliz e tanto alarido só pode ser a pensar nos próximos jogos. O Sporting está a fazer campanha para as próximas jornadas, mas é um problema deles e não tenho nada a ver com isso. Cada um gere a sua casa como entende», – Fernando Oliveira, presidente do Vitória de Setúbal.

Ponto 1: Depois de refectir sobre as declarações proferidas por António Oliveira no Dia Seguinte, escritas aqui, cada vez sou mais de acordo, à semelhança daquilo que é regulamentado noutras ligas, como a dita Premier League, aquela Liga cujas regras são muitas vezes postas em analogias baratuchas à realidade da merda do nosso futebol, à proibição dos empréstimos de jogadores entre equipas do mesmo escalão. O problema vem detrás. Muito se falou no passado do facto de Porto, Benfica e Sporting terem dezenas de jogadores emprestados às equipas da primeira Liga. A própria Liga de Clubes tentou, em Junho de 2012, infrutiferamente, incluir esta proibição. Levantou-se de imediato um torvelinho. Aqui d´El Rey que me roubam o palco e o microfone, os talheres, os pratos e os copos. Ai de mim sem as minhas sandes. Curiosamente, as equipas que nesse verão, armaram literalmente o escambau contra a medida foram aquelas que me disseminam a sua prole pelas equipas de primeira Liga: o FC Porto e o Benfica. Coincidências, portanto…

O Benfica chegou mesmo a apresentar recurso da decisão e com o seu poder de influência vetou a decisão tomada em Assembleia-Geral da Liga.

Um dos clubes que mais beneficia de empréstimos dos grandes é precisamente o Vitória de Setúbal. Não querendo relativizar tal facto, parece-me, à luz das declarações de Fernando Oliveira, um assunto de lana caprina tendo em conta a última frase… porque…

existem dirigentes que mais valiam manter a sua boca calada em determinados momentos. não, não me refiro apenas a José Eduardo Simões quando este se mascarou de Capitão de Abril e pediu a revolução dos cravos no futebol português. refiro-me sim ao presidente do setúbal, mais concretamente, à gestão que ele está a fazer na sua casa.

não é por nada, mas subitamente apareceu na terra do Elmano Sadino, um médico de nome Júlio Adrião, a encabeçar um movimento peticionário de associados do clube setubalense, a bater com a boca no trombone e a denunciar aquilo se vem passando desde há alguns anos atrás no Bonfim. Bonfim para alguns. Outros vão directamente para o olho da rua sem receberem um tostão e não falo apenas dos empregados do clube, gente que fica 10 e 11 meses sem receber os seus ordenados porque, um dito Fernando Oliveira, não cumpre com as obrigações mais básicas do clube e da SAD que dirige sob um Plano Especial de Revitalização.

Endureço o tom.

Esse tal de Júlio Adrião tem proferido aqui e ali alguns coisas bem interessantes sobre a gestão de Fernando Oliveira. Uma delas é o facto do dito não pagar a horas, ou melhor, só pagar a quem tem poder para manter o clube activo. O médico também disparou que a direcção presidida por Fernando Oliveira quis construir um complexo desportivo no Vale da Rosa que nunca se concretizou mas que resultou na alienação de património do clube, incluíndo os direitos de superfície dos terrenos do Bonfim. Desconhece-se para quem foi o pagamento mas conhece-se que o presidente do Vitória de Setúbal utiliza contas bancárias muito pouco fidedignas para realizar pagamentos relativos à vida do clube. Outras histórias são contadas por quem afirma que actuais dirigentes do clube setubalense lucraram com as vendas de determinados jogadores.

A bom da verdade, se a Liga fizesse cumprir todas as suas regras, estaria o Vitória de Setúbal nas condições exigidas para permanecer na 1ª divisão, sabendo por exemplo, que é um dos clubes que chantageia os jogadores a assinar os documentos em como receberam os seus salários mas de facto não os receberam? Estaria o Vitória de Setúbal na primeira divisão sabendo que é dos clubes que mais deve à Segurança Social e ao Fisco?

ENCOMENDA

vasco santos
Inqualificável. Irradiação é o mínimo que se deve pedir para este senhor.

Agora quero ver qual dos colegas e dos dirigentes da sua corporação é que vão sair em sua defesa nos próximos dias.

Mérito ao Vitória de Setúbal. Tem um peso superior ao do Sporting dentro da piramide do futebol português. É um bom afiliado daquele matreiro que outrora disse que o “futuro do futebol português passa pelo Benfica e pelo Sporting”.

Superbock! Fresquinha! #78

Segundo o Jornal A Bola, em Fátima o presidente do Marítimo chamou “velho gaga” e “imbecil” a Pinto da Costa, que, por seu turno ripostou que a formação que tinha não era essa. O presidente do Marítimo contra-atacou com “não é não, pois a minha formação é diurna” – Carlos Pereira cruzou os insultos, ao chamar “pau mandado dos interesses do FCP” ao presidente do Vitória de Guimarães Julio Mendes. Recordo que Julio Mendes foi um dos presidentes que manifestou maior conexão com as propostas apresentadas pelo Sporting para alterar o estado de sítio actual do futebol português na reunião de presidentes realizada em Alvalade em meados de Janeiro. Ao contrário de outros como António Salvador, conheço perfeitamente a posição do líder vitoriano: como nos últimos anos recebe jogadores por empréstimo do FC Porto assim como dispensados do Sporting (casos de Amido Baldé, Nii Plange ou André Santos; são cedidos ao Vitória a custo zero, ficando o Sporting com percentagens do passe), Julio Mendes sabe que tem a ganhar caso vá satisfazendo aqui e ali os interesses de ambas as partes.

As razões apontadas para o abandono de Bruno de Carvalho e Luis Filipe Vieira da reunião foram simples: pensavam que iam a Fátima dialogar sobre as questões que realmente interessam para o futuro do futebol português (redução do IVA no preço dos bilhetes, redução da carga fiscal aplicada à indústria do futebol, tabelamento unificado do preço dos bilhetes, publicação dos relatórios dos observações dos árbitros, sistema de nomeação dos árbitros por sorteio, redefinição dos poderes da Liga de Clubes, entre outras questões) e acabaram por assistir a uma reunião marcada para decidir o que fazer com o actual presidente da Liga na próxima assembleia-geral do organismo. Como escrevi ontem, os poderes instalados no futebol português estão a mexer-se. Bastante bem e com passos visíveis e previsíveis. Mário Figueiredo já sabe a quem se agarrar em caso de problemas. Segundo o que foi dito pelo presidente da Liga na quinta-feira, alguns dos clubes aliados do FC Porto e do Braga (não é estranho e ao mesmo tempo delicioso observar que Antonio Salvador é parceiro de negócios de Luis Filipe Vieira mas ao mesmo tempo também negoceia benefícios futebolísticos com Jorge Nuno Pinto da Costa?) andam a beneficiar da ajuda de alguém, parafraseando o advogado conimbricense, “detentor de uma posição ” no sector, para, adiar o pagamento de alguns instrumentos financeiros que vão contraíndo nos últimos meses junto da banca.

Daqui pode-se retirar uma conclusão: há uns anos atrás, nos meandros do futebol, era vendida a ideia que os clubes grandes dominavam os pequenos consoante a quantidade de jogadores e “técnicos emprestados” – o Porto chegou a ter há uns anos mais de 30 jogadores emprestados a clubes de 1ª liga assim como meia dúzia de antigos treinadores ao serviço desses mesmos clubes. Actualmente, seguindo a charada do presidente da Liga, esse domínio vai bem mais além dos simples empréstimos.

Superbock! Fresquinha! #77

Da reunião dos presidentes de clubes profissionais em Fátima:

Bruno de Carvalho foi o primeiro a sair da reunião. O presidente do Sporting não aguentou mais que 1 hora dentro da sala. Luis Filipe Vieira seguiu-lhe os passos minutos depois e afirmou: «Para bem do futebol é melhor nem dizermos nada. Espero que quem ficou assuma as responsabilidades do que vai acontecer no futebol português. O futebol português está acima de tudo e não com guerras pessoais. O futuro do futebol português terá que passar pelo Benfica e pelo Sporting. Não vamos aturar guerras de pessoas » – ora bem, as dúvidas ficaram aqui esclarecidas: Mário Figueiredo tem aqui os seus dois maiores aliados. Ainda não sabe é até que ponto Bruno de Carvalho alinha na bitola de Luis Filipe Vieira.

Dentro da sala ficaram os restantes presidentes, existindo relatos que afirmam que Carlos Pereira e Jorge Nuno Pinto da Costa insultaram-se durante toda a sessão. Cansado do bate boca, Carlos Pereira também haveria de abandonar a sala. A atitude do presidente do Marítimo em alguns momentos deixa a desejar. O clube madeirense está de costas voltadas para a direcção portista desde o caso Kléber. Contudo, aquando do atraso alegadamente provocado por Fernando no jogo a contar para a Taça da Liga, a direcção maritimista não só ficou calada durante todo o processo desencadeado pela Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga\Conselho de Disciplina, como negou categoricamente as palavras de um jogador do plantel do clube madeirense à imprensa (sob anonimato) que consideravam o atraso provocado pelos portistas como deliberado. No mesmo dia, Carlos Pereira teceu os comentários que teceu sobre o alegado interesse do Sporting em Heldon e Sami e no dia seguinte vendeu o cabo-verdiano por 1,5 milhões de euros.

O que é que mudou nisto tudo? Foi a posição do Sporting como comprador? Se o Sporting não tivesse comprado o jogador cabo-verdiano, de que lado estaria Carlos Pereira neste momento?

Superbock! Fresquinha! #76

William Carvalho

William Carvalho 2

Noticia do Gazzetta Dello Sport. 40 milhões: fruta a mais para clubes italianos. O Manchester United destacou vários dos seus observadores para acompanhar o trinco em todas as partidas que disputam. O Real Madrid não tem sido o mais assíduo dos espanhóis a observar: o Barcelona já veio observar o internacional português por meia dúzia de vezes. Assim como meio batalhão da Premier League e da Bundesliga: Newcastle, West Bromwich Albion, Cardiff, Swansea, Estugarda, Borussia de Dortmund.

Bruno de Carvalho afirmou recentemente que, caso não apresentem uma proposta de acordo com os valores previstos para a venda dos atletas, os clubes estrangeiros podem vir a Alvalade observar os jogadores do Sporting que quiserem mas não terão feed da SAD do Sporting. O que é certo é que o nome de William Carvalho começa a aparecer com maior frequência nas paragonas dos grandes diários estrangeiros: Daily Mail, Marca, Gazzetta. Confesso que o melhor para o jogador seria continuar a evoluir no Sporting pelo menos por mais uma época. Poderá ser titular na selecção no Mundial (embora ache que a teimosia de Paulo Bento irá levá-lo a prosseguir a aposta em Miguel Veloso) e tal facto poderá valorizar imenso o jogador. No entanto, com a hipótese pendente do clube jogar na Liga dos Campeões na próxima temporada, uma boa prestação na Champions pode valorizar ainda mais o seu passe. Claro que pelo meio, o Sporting terá forçosamente que renovar contrato com o jogador para poder aumentar a sua cláusula de rescisão

Superbock! Fresquinha! #74

bruno esteves

Premissa essencial à leitura da notícia: a decisão foi tomada pelo Conselho de Disciplina da FPF, na sequência da incumbência que lhe foi empossada pelo julgamento do caso dos incidentes de Guimarães.

1. A uniformidade de critérios e práticas na arbitragem portuguesa é crassa: aquando da deslocação do Sporting a Guimarães para a Liga, Paulo Baptista escreveu no seu relatório (por indicação de um dos seus auxiliares) o facto do roupeiro do Sporting, o mítico Paulinho, se ter deslocado do sítio no qual era permitido ver a partida para abraçar o staff técnico do Sporting no golo marcado por Islam Slimani. O roupeiro do Sporting foi multado em 300 e picos euros. Basta pesquisarem aqui nos mapas de castigos deliberados no passado mês de Novembro. Bruno Esteves não fez qualquer menção no seu relatório à pouca vergonha realizada pelo treinador do Benfica na cidade vimaranense.

2. A decisão do CD\FPF abre um precedente interessante: Bruno Esteves ficará de bolsos vazios na próxima semana. Decerto que irá aprender a lição. Quando cometemos um erro (por omissão, por negligência ou por tendência) e esse erro nos sai do bolso, decerto que nunca mais iremos cometer esse erro. A ver vamos se a decisão tomada pela CD\FPF poderá um dia ser aplicada no que concerne aos erros cometidos dentro de campo pela arbitragem. Continuo a defender que essa é uma das medidas que pode alinhar a arbitragem portuguesa nos eixos. Afinal de contas, são parte integrante de uma indústria na qual os resultados desportivos influem directamente nos resultados financeiros dos clubes, que, por seu turno, influem directamente nos empregos de milhares de cidadãos.

3. Não deixa de ser interessante a postura adoptada pelo dito Conselho, algumas semanas depois de se ter “marimbado” e ter feito “marimba” nos regulamentos da Taça da Liga no caso do atraso do FC Porto frente ao Marítimo. Tratando-se de um caso resultante de um acontecimento protagonizado pelo treinador do clube rival do clube simpatizado pelo presidente do Conselho de Arbitragem, estaremos aqui perante um aviso à navegação?

O que eu ando a ver #45

Sporting de Braga vs Sporting – Campeonato da 1ª divisão de Futsal –  Aos 3 minutos de jogo, o Sporting já vence por 2-o e João Benedito acabou de fazer uma cavalgada com bola até ao meio-campo do Braga e chutar cruzado para o 2º golo do Sporting. Simplesmente fantástico. Mais logo irei tentar arranjar as imagens do momento.