O que eu ando a ver #55

Olympiastadium, Berlin

Hertha de Berlim vs Bayern Munchen – Em caso de vitória dos bávaros (a 52ª consecutiva) e deslize do Borussia de Dortmund frente ao Schalke, os bávaros são os primeiros a conquistar nesta temporada o título de campeões nacionais no futebol europeu. Sai o segundo (Mundial de Clubes) para Pep Guardiola?

P.S: Ao mesmo tempo em que escrevo estas palavras, Toni Kroos inaugura o marcador (6″).

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O que eu ando a ver #48

10 meses depois de terem sido atropelados por 6-1 no Allianz Arena a contar para a Bundesliga da época 2012\2013, os lobos da Volfswagen (das auto) voltaram a ser cilindrados pelo superlativo, transcendente, futebol do Bayern de Munique. Mais 6-1. Caricato foi o facto de ter visto ontem na semanal magazine da Bundesliga (Sporttv), Phillip Lahm afirmar, a propósito dos 49 jogos que a equipa bávara leva sem perder para o campeonato (recorde da história do campeonato alemão) que no futebol “os recordes não são tudo mas se a equipa os puder quebrar…” – Guardiola tem a plena noção que, na sua primeira época no comando técnico dos bávaros, por mais que faça (dentro de 4 jornadas pode tornar-se campeão e para mim é mais ou menos certo que se irá tornar bicampeão europeu no final do ano; espero não me vir a queimar com estas palavras) não irá superar a temporada passada e o número de títulos conquistados por Jupp Heynckes (o campeonato do mundo de clubes não conta porque Don Jupp não teve a oportunidade de discutir esse título).

Tenho reflectido imenso sobre a estratégia passada e presente tomada pelos bávaros. Muitos pensaram que a ideia que motivou a contratação de Guardiola prendeu-se com o facto do espanhol poder trazer mais mediatismo para o clube. Todos nós sabemos o quanto vale o mediatismo no futebol neste momento. Tal ideia é profundamente errada. O Bayern é arrogante. O Bayern não precisa de investidores vindos das arábias. Com mais ou menos patrocínios, o Bayern tem o que necessita para vencer: o seu estádio completamente cheio todos os jogos, milhares de associados, uma máquina de merchandizing brutal (basta só referir que na loja online do Bayern, o clube até cintos de cabedal com o símbolo do clube vende), milhões e milhões vindos dos sponsors fidedignos do clube (T-Mobile, Audi, Allianz, HypoVereinsBank, Lufthansa, Paulaner, Yingi Solar, Adidas; de referir que só o patrocínio da Adidas rende 20 milhões de euros por temporada e que o da T-Mobile é de 18 milhões de euros por temporada), milhões de milhões vindos das transmissões televisivas e das receitas geradas por anos e anos de Champions (continuo a considerar que o Bayern tem os melhores resultados na Champions nos últimos 20 anos apesar de só ter vencido a prova em duas ocasiões). A ideia que subjaz por detrás da contratação de Guardiola é simplesmente uma, aquela que de resto tem sido a filosofia do clube desde Beckenbauer, Hoeness e Gerd Muller: ser o maior clube europeia. Mehr als ein verein. Mia san Mia. E Guardiola paulatinamente vai moldando a equipa a seu jeito para atacar tudo o que mexer nas próximas épocas. Não só é assustadora a possibilidade do espanhol vencer 2 ou 3 Ligas dos Campeões nos próximos 5 anos como está a tornar-se assustador o fosso que vai separando o Bayern dos restantes clubes da Bundesliga, campeonato que ao contrário do que aquilo que muitos julgam, sempre se pautou pelo equilíbrio (ver a lista de vencedores, ver a higiène a que os clubes são sujeitos pelas duras regras que a Federação Alemã impõe na contratação de jogadores ou na sua gestão).

Falamos portanto dos mais directos competidores. Em Dortmund Klopp irá perder Robert Lewandowski para o Bayern na próxima temporada. Com a saída do polaco, Klopp (o tal que agora dá para entrar nos anúncios do Opel Insignia) irá perder metade do seu abono de família. A ver vamos se a saída do polaco não irá provocar um cataclismo de todo o tamanho no seio do clube da Vestefália, cataclismo esse que de resto já é expectável no seio deste: a morte desta geração do Borussia, a sua completa desfragmentação e o início de uma nova era no clube a partir da estaca zero. Com ou sem Klopp. Do técnico germânico conhecemos o facto, de, estar apto a aceitar novos desafios. Afinal de contas, toda esta geração do clube foi efectivamente construída por Klopp a partir da estaca zero.

Em Gelsenkirchen e em Leverkusen, há talento de sobra (Draxler, Boateng, Howedes, Matip, Huntelaar, Farfan; Kiessling, Sidney Sam, Castro, Emre Can, Lars Bendes; entre outros) mas a condição tanto de Schalke como de Bayer de Leverkusen é bastante diferente da condição do Bayern: enquanto o Bayern é comprador, tanto o Schalke como o Leverkusen, apesar de compradores, não tem estatuto e poderio financeiro para manter os seus grandes jogadores quando assediados pelos grandes europeus.

Sondagem #4

sondagem 11sondagem 12

Na pole em que tentámos saber as apostas dos nossos leitores para a vitória na presente edição da Champions, após o apuramento de 42 votos, o campeão europeu em título Bayern de Munique foi a equipa mais votada com 14 votos. Os bávaros superaram o Real Madrid com 12 votos e o Barcelona com 4. PSG e Chelsea recolheram 3 votos, o Atlético de Madrid de Simeone 2, e várias equipas (as de Manchester, o Galatasaray e o Schalke 04 recolheram 1; decerto que o Schalke não sairá vencedor depois de ter sido esmagado em casa pelo Real Madrid por claros 6-1). Olympiacos (tem tudo para eliminar o United) Milan, Dortmund (apuramento praticamente garantido) Arsenal, Bayer Leverkusen e Zenit não tiveram qualquer voto.

Dentro de minutos serão colocadas duas novas polls.

Da Champions #14

Confesso que não vi o jogo. Estou a ver agora os resumos dos jogos de hoje. Ronaldo fez dois golos e duas assistências belíssimas. Contudo, aquilo que mais me sobressaiu no jogo foi o 4º golo do Real, golo marcado por Karim Benzema, no momento, a fazer jus ao nome do Schalke (0-4).
Engraçado também foi o facto dos adeptos do clube alemão se terem levantado das suas cadeiras quando Klaas Jan Huntelaar marcou o seu tento de honra na partida. O gesto demonstra que os alemães vivem o futebol de uma forma bem diferente da nossa. Vivem-no como um espectáculo. Se fosse uma equipa portuguesa a apanhar 6 do Real numa eliminatória deste calíbre (não precisamos de recuar muitos anos para relembrar os 12 que o Sporting apanhou do Bayern nos oitavos-de-final da prova da temporada 2008\2009) seria uma tragédia para a dita equipa, uma semana de jornalismo de baixo nível para os diários na qual estes tentariam escapulizar a goleada até ao osso e uma comédia para os adeptos dos rivais.

imbecilidades

boateng

A imagem mostra Kevin Prince-Boateng a fumar um cigarro e a beber uma cerveja antes de ir ao controlo anti-doping programado no final do último jogo do Schalke. O insólito levou o director-geral do clube alemão Horst Heldt a afirmar que o jogador estava simplesmente “a relaxar do stress da partida” – se o clube aceita, não sou ninguém para criticar…

Não deixa de ser caricato que uma cena do género aconteça poucos dias depois das declarações do médico-chefe da FIFA Jiri Dvorak. O dirigente da FIFA anunciou que todos os jogadores das selecções participantes serão controlados de surpresa antes do arranque da competição. O mesmo dirigente anunciou que o caso mais bicudo é o da selecção… portuguesa, a única que é sempre controlada de surpresa pela sua agência nacional antidopagem, a ADoP, antes de seguir marcha para as grandes competições internacionais

Dvorak deverá ter receio que, os controlos surpresa, causem indignação junto das delegações. Como tal, tomou de exemplo o que se sucedeu no estágio da Covilhã nas vésperas da participação da selecção nacional no Campeonato do Mundo da África do Sul em 2010, quando os “vampiros”, apelido pelo qual são conhecidos os elementos dessas mesmas agênciasem modalidades como o Atletismo ou o Ciclismo, irromperam pela unidade hoteleira onde estava instalada a delegação portuguesa, a altas horas da madrugada, para controlar toda a selecção, acontecimento que motivou a ira e a suposta agressão de Carlos Queiroz a um dos elementos da dita autoridade. A ADoP alegou que o seleccionador nacional agrediu física e verbalmente um dos elementos que iria fazer o controlo surpresa a alguns jogadores (entre os quais Nani) e o seleccionador nacional chegou a ser castigado por 6 meses. O TAS (Tribunal Arbitral do Desporto) anulou a decisão que suspendeu o treinador, obrigou a AdOP a indeminizar o actual seleccionador do Irão em 46 mil euros e os crimes (públicos) decorrentes do acto passaram para os tribunais civis.

Não deixa de ser uma imbecilidade de Jiri Dvorak enunciar a selecção nacional como um caso bicudo sabendo que a AdOP é uma das únicas agências nacionais de Antidopagem com poder para realizar controlos surpresas sobre todos os atletas nacionais. Coisa que faz constantemente. Ainda há poucos meses atrás, nas vésperas (e durante) da (a) última edição da Volta a Portugal apanharam Sérgio Ribeiro da Efapel-Glassdrive e o vencedor Alejandro Marque nas malhas do doping. Outra é por exemplo a agência Norte-Americana, a USADA, se bem que a USADA só acordou para esta realidade depois do escândalo em torno de Lance Armstrong. Tanto uma como a outra tem poder para comunicar às autoridades judiciais a posse de substâncias proibidas por parte dos atletas, cabendo depois às mesmas iniciar os procedimentos previstos pela lei.

No que toca à luta anti-doping, o ciclismo está um passo à frente de todas as modalidades visto que todos os atletas tem um passaporte biológico, isto é, um registo onde são anotados todos os controlos realizados e onde é monotorizada a carreira do ciclista. Por causa da realização desses mesmos registos, o ciclista é obrigado a comunicar à UCI o sítio onde está a treinar. A UCI pode enviar uma delegação da agência nacional respeitante ao país no qual o ciclista está a treinar para efectuar um controlo surpresa. O passaporte biológico contem informações detalhadas sobre a fisiologia dos atletas assim como sobre o seu metabolismo e regras muito apertadas: podem chover castigos para quem se negar a ser controlado ou faltar a 3 controlos programados previamente.

Também creio que devo relembrar que em Espanha e em Itália, bem como noutros países, as agências antidopagem não tem tantas competências e tanta legitimidade como a Portugal. Basta apenas ver esta cronologia feita pelo El Mundo sobre o caso da Operación Puerto e reparar que foi a Guardia Civil Espanhola que desencadeou todo o processo e não a agência espanhola anti-dopagem.

Porquê? Porque em Espanha e em Itália, os atletas não são tantas vezes controlados como em Portugal. Exemplo disso foi a ineficiência demonstrada pela agência espanhola na localização de Christopher Horner quando pretendia controlar o ciclista após a vitória no Angliru, vitória que garantiu ao americano a vitória na Vuelta.

O que é que queria dizer Dvorak com as suas palavras? Ninguém gosta de ter os vampiros à perna. Obvio. Muito menos quando eles fazem os jogadores levantar-se da cama às 4 da manhã e os privam do natural descanso que a alta-competição exige para a realização de um processo que pode ser realizado às 9 da manhã. Daí a dizer que Portugal é um caso bicudo no cumprimento da questão vai um passo muito mas muito largo. Basta por exemplo recordar as palavras proferidas pelo ciclista Riccardo Riccó (suspenso por 12 anos depois de ter sido controlado positivamente pela 3ª vez e de possuir substâncias dopantes na sua residência) aquando de uma das audiências do processo judicial movido pelas autoridades italianas: “Em Espanha ninguém controla nada nem ninguém. Não existe 1\10 do controlo que existe em Itália” – em Itália, 8 em cada 10 atletas dopados são apanhados. No entanto, as palavras do dirigente da FIFA são muito deselegantes para quem tem neste momento um dos mais eficazes sistemas de luta anti-doping no mundo.

Sorteio Champions

Criam-se situações para tudo nos dias que correm. O canal do city mostra-nos a reacção dos jogadores do City ao sorteio da Champions.

1. Manchester City vs Barcelona é em conjunto com o Bayern de Munique vs Arsenal um dos jogos cabeça de cartaz dos oitavos de final. 4 equipas com aspirações. O City chega pela primeira vez aos oitavos-de-final da prova. Depois de duas experiências falhadas na maior prova da UEFA (dois 3ºs lugares e consequente repiscagem para a Liga Europa, onde não conseguiu atingir os quartos-de-final; uma das eliminações ocorreu naquele jogo fantástico que o Sporting de Sá Pinto fez no City of Manchester) o City conseguiu acabar com o enguiço da fase de grupos e os milhões imperaram. Pellegrini está a fazer um grande trabalho no City (assim como o fez em Madrid ao contrário do que todos os pseudo-experts de bola afirmam; perdeu o campenato mas foi até agora o treinador que obteve a maior pontuação dos merengues na Liga) e o futebol de ataque protagonizado pela equipa de Manchester levou a que incomodasse o imperioso Bayern no Allianz Arena. Aos 11″ o Bayern vencia por 2-0 e Ribery dava espectáculo. Vindos de uma fantástica goleada por 7-0 ao Werder Bremen para a Bundesliga suspeitava-se nessa hora que os bávaros iriam arrancar para mais uma goleada. Pé ante pé (com uma exibição enorme de Fernandinho) os homens de Pellegrini conseguiram fazer o que os clubes alemães não fazem há 40 jogos para a Bundesliga: vencer no terreno do fantástico Bayern, cada vez mais cunhado na toada de Guardiola: uma equipa que entra a matar, constrói uma vantagem segura nos primeiros 25 minutos de jogo e depois retira qualquer oportunidade de reacção ao adversário a partir de um jogo de posse e circulação de bola. A única diferença que vislumbro deste Bayern em relação ao Barcelona de Guardiola é a fome insaciável de golos que Arjen Robben e companhia têm mesmo a ganhar. Pela frente, os homens de Pellegrini terão o Barcelona de Tata Martino. O argentino tem cunhado algumas diferenças no estilo de jogo da equipa em relação ao que era apresentado pelos seus antecessores. A essência de Guardiola continua lá mas foi alterada por Martino. O fio de jogo continua lá: os desiquílibrios pelo miolo de Messi (e Neymar pelo flanco esquerdo), a constante subida dos laterais ao último terço do terreno, a infindável posse de Xavi e Iniesta, o rigor táctico de Busquets no equilíbrio da equipa e a figura de Alexis como um avançado móvel trabalhador não-finalizador. Contudo, Martino incutiu mais objectividade na equipa e ao contrário de Guardiola e Villanova, esta não fecha a loja quando se encontra a vencer por 2 ou 3-0.

Prevê-se um duelo muito renhido. Messi pode não alinhar na eliminatória ou alinhar em péssimas condições de forma em virtude da lesão que está a tratar na Argentina com o staff médico da sua selecção. Neymar está a subir imenso de rendimento e assume-se como o patrão de equipa na ausência do astro argentino. O City poderá repetir em Nou Camp a façanha cometida no Allianz Arena, sendo portanto expectável uma eliminatória em que qualquer equipa poderá vencer fora de portas.

Bayern e Arsenal encontrar-se-ão no final de Fevereiro. Sobre a equipa de Guardiola existe pouco a dizer. A equipa de Wènger tem agora nos próximos dias o seu maior teste: passar o boxing day na liderança. Em situações normais, com o Arsenal em 3º ou 4º o boxing day costuma ser muito difícil para a equipa de Wènger. Na liderança, será um teste de fogo às capacidades internas deste Arsenal que faz da criatividade dos homens do meio-campo (Wilshere, Ramsey, Ozil) o seu forte. Se o Arsenal passar o infernal calendário do natal sem derrotas, estou certo que chegará a Fevereiro com todas as possibilidades de vender muito cara a eliminatória à equipa bávara.

Noutro vértice temos os duelos entre Atlético de Madrid e Milan. Madrilenos e milaneses irão encontrar-se em Fevereiro para uma eliminatória com conteúdos interessantes. Duas épocas completamente distintas, com objectivos iniciais completamente distintos. Apesar do Atlético ter o objectivo de se posicionar a meio da luta de titãs que tem caracterizado a liga espanhola nos últimos 10 anos, se vendessem a Simeone a conjectura actual interna e externa do Atleti, estou certo que o Argentino seria capaz de a comprar no imediato a pronto pagamento. Allegri vai vivendo dias de amargura no seu desesperável Milan. Com um pé fora do clube dia sim dia não, com um plantel desiquilibradíssimo, com resultados muito fracos a nível interno e um apuramento europeu arrancado a ferros (ou melhor, com um empate em amesterdão resultante de um penalti assinalado num lance em que a falta pertence a Mario Balotelli) o treinador italiano aguarda apenas o momento em que Barbara Berlusconi receba a tão esperada ordem do seu pai para passar o cheque de indeminização por despedimento. O que de certa forma é injusto para um treinador cuja direcção prometeu uma reestruturação total ao plantel na época passada e não cumpriu. Ainda para mais quando Allegri cumpriu os objectivos traçados pela direcção na época passada, época essa em que a direcção milanese decidiu estoirar por completo com o plantel da sua equipa com a venda dos melhores jogadores (Zlatan e Thiago Silva num primeiro momento e Kevin Prince Boateng num segundo já no passado defeso).

Carga positiva. Dois estilos que tem alguns traços em comum. O cinismo catenacciano da equipa de Simeone, assimilado talvez nos anos em que o Argentino jogou na Lázio. Uma defesa extremamente organizada, eficaz. Alessandro Nesta revestido de Diego Godín. Favalli num certinho Felipe Luis que só não é titular na selecção do seu país porque do outro lado, junto à Plaza Cibelles mora o melhor lateral-esquerdo do mundo, Marcelo. Koke na pele de Sérgio Conceição. Gabi, o cérebro. Arda Turan, o homem que sabe tudo sobre bola a lembrar os bons tempos de Dejan Stankovic. Diego Costa, o target-man, a fazer talvez, aquela, que será lembrada como a sua melhor época no futebol. O Atleti é uma equipa que defende com 10 homens, raramente se desorganiza, raramente deixa jogar, e, cuja organização nunca seja posta em causa no poderíssimo contragolpe que possuí, quase sempre efectuado com poucos homens.

O Milan de Allegri também funciona nesses moldes. Uma equipa de pendor defensivo, com um meio-campo muito musculado (De Jong, Muntari, Nocerino) e com um ataque vocacionado para o contra-ataque: Kaká, Robinho e Balotelli. Menor organização defensiva do que a demonstrada pelo Atlético, mais instabilidade, probabilidade de existirem mudanças drásticas em Janeiro. O Atlético parte com maior favoritismo para a eliminatória mas precisa de ter cautela: este mesmo Milan causou calafrios ao Barcelona na mesma fase da edição passada, com uma “allegri” vitória em San Siro e um jogo interessante em Nou Camp onde esteve muito perto de selar passagem para a fase seguinte não fosse um fatídico minuto mudar toda a sua sorte com uma bola no poste de Mbaye Niang depois de uma cavalgada rusticana do francês de campo a campo sequenciada por um golo de Messi que na altura fez o 2-0 e empatou a eliminatória. Num jogo a eliminar contra uma equipa italiana, nunca fiando. Simeone sabe-o perfeitamente por experiência própria.

O mesmo se aplica a Mourinho no excitante Chelsea vs Galatasaray. Treinador italiano, jogadores com milhões de km de champions que se dão bem no contra-ataque (Eboué, Sneijder, Drogba, Altintop), um jovem sedento de títulos (Bruma) e um amoroso brasileiro de nome Felipe Melo a distribuir cacete quanto baste no meio campo. Contra a Juventus provou-se a filosofia deste novo Galatasaray: mais italianos que os caralhos dos italianos!

Mourinho baixou as espectativas. Afirmou recentemente que muito dificilmente será capaz de vencer um título esta época. Mais uma vez jogou de forma inteligente. Mourinho sabe que num dia sim de Hazard e Schurrle é capaz de se bater taco-a-taco contra quem vier. No entanto, recordou que está a formar uma equipa. É certo que quando Mou precisar do velho bastião blue (Terry, Lampard, Obi Mikel, Ashley Cole, John Obi Mikel, Michael Essien) este virá em seu auxílio. Mourinho tem a vantagem de conhecer o outro lado por dentro e por fora visto que conduziu os 2 principais jogadores da equipa turca à glória noutras batalhas da sua carreira.

Trigo limpo farinha amparo.

PSG vs Bayer Leverkusen. O mundo lembrou-se subitamente de Kiessling. Joachim Low lembrou-se subitamente de Kiessling. Gonzalo Castro é um jogador apetitoso e tornou-se cobiçado por meia europa e Lars Bender passou a ser o mais bonito dos gémeos Bender. Tretas. Icy est Paris. Laurent Blanc arrebenta com todas as escalas e avança com o objectivo Lisboa. Para os “veteranos” Zlatan, Thiago Silva, Maxwell, Lavezzi, Thiago Motta poderá ser a última vez na carreira que reunem toda a química necessária para escrever uma página nunca antes escrita na equipa parisiense e nas suas carreiras. Os novos como Cavani. Matuidi, “Pirlo Son” Marco Verrati, Gregory Van Der Wiel, Lucas Moura, Rabiot, Digne tem aqui a sua oportunidade de ouro. Prevejo uma eliminatória resolvida de forma fácil no jogo de Paris.

Real Madrid vs Schalke. Idem.

Borussia de Dortmund vs Zenit. A jogar como jogou na fase de grupos, Spaletti arrisca-se a levar uma copiosa humilhação na eliminatória. Sem estar o Dortmund a fazer uma época primordiosa. Se Hulk sair em Janeiro como se fala, com Shirokov lesionado e Danny arredado das escolhas por ofensas verbais ao lunático italiano, será uma porca miseria.

Da Champions #5

Confesso que fiquei com alguma pena deste resultado do FCP.

1. É dado assente que a equipa não está a produzir o futebol a que nos habituamos a ver no clube. Falta muita coisa a este Porto para ser o grande Porto. À cabeça, faltam extremos que sejam capazes de produzir jogo para o ponta-de-lança que a equipa dispõe. Quando os grandes extremos do Porto (ainda ontem se viu pelas constantes subidas de Danilo e Alex Sandro) são os laterais, penso que está tudo dito quanto a esta questão. Daí advém o facto de Paulo Fonseca ser (quase) obrigado a colocar Josué numa das alas. Mais uma vez viu-se que o médio do Porto sempre que pode foge para o centro, posição do terreno onde se sente mais confortável. As más decisões de Paulo Fonseca derivam desse problema: para se jogar em 4x3x3 é necessário que se disponha de dois extremos com qualidade de 1×1 e cruzamento, matéria que Fonseca não dispõe. Necessita de um bom 8, posição para a qual Fonseca tem matéria-prima em abundância (Josué e Lucho) e de um 10 desiquilibrador pelo miolo, posição que no futuro sei que irá ser ocupada pelo jovem Quintero, ainda tenrinho para estas andanças.

2. Por esclarecer continuam as posições e tarefas que Herrera e Defour deverão ter no terreno. O mexicano já jogou ao lado de Fernando contra o Zenit no Dragão e deu-se mal. Fonseca avançou-o ligeiramente no terreno e o mexicano tarda em pegar de estaca. Enquanto João Moutinho tinha a facilidade de, ofensivamente, pautar todo o jogo do Porto e defensivamente formar o primeiro bloco de pressão\oposição à equipa adversária, o mexicano passa jogos atrás da bola sem conseguir acertar com um opositor e quando tem bola não tem qualquer tipo de rasgo ou capacidade de construir jogo.

Quanto ao Belga, tanto Vitor Pereira como o seu sucessor tentaram (sem exito) recuar o médio. Já foi 6, já foi 10, já foi ala no lado direito e ainda não foi aquilo que era no Standard de Liège: um 6 puro, um jogador para jogar ao lado de Fernando, um médio de trabalho que também é versátil ao ponto de se incorporar no plano ofensivo e ter bola nos pés.

3. Custou-me ainda mais ver a eliminação do Porto sabendo que o Áustria de Viena estava a golear o Zenit. Este Zenit foi sem sombra de dúvidas, o elo mais fraco deste grupo. Vi 5 jogos dos russos. É uma equipa sem fio de jogo num tosco 3x5x2 onde poucos se salvam. As excepções à regra são Hulk, Danny, Kerzhakov, Shirokov, Ansaldi e Lombaerts. Resumidamente, é uma equipa que, na ausência de Shirokov (o maestro de orquestra) e Danny (um dos afinadores dos instrumentos) apenas consegue tocar música para Hulk. Prova disso foram os 3 jogos caseiros que realizaram. Tanto contra o Áustria, como contra Atlético e Porto, a equipa virou-se sistematicamente para Hulk e passou o jogo a endossar bolas para o brasileiro resolver. A espaços apareceu o perigoso Arshavin no contra-golpe (contra o Atlético por exemplo) mas, o internacional russo, já não é jogador para estas andanças.

4. Voltando ao jogo de Madrid. 4 bolas na barra é dose. Danilo e Alex Sandro galgaram quilómetros mas Jackson nunca se conseguiu superiorizar aos centrais do Atlético. Josué meteu pena. Principalmente na primeira-parte quando derivou quase sempre para o miolo. Não coloco sequer a questão do penalty porque foi bem defendido por Aranzubia. Licá continua uma lástima. Mais um erro de Fonseca. Na esquerda não rende. Os centrais do Porto estão por deveras intranquilos. Mangala continua a perder imensas bolas em zona proibida. Do outro lado, vimos aquilo que se esperava: a equipa de operários de Simeone, a defender num bloco muito baixo, com uma agressividade muito acima da média, de forma eficaz e a sair em contra-ataque sempre que possível de forma cautelosa com poucas unidades, sempre à procura do target-man Diego Costa. A equipa que apanhar o Atlético na próxima fase terá que deixar sangue e suor no campo para eliminar esta fantástica equipa de Simeone.

5. In and Out –

In – O médio Oliver Torres. Já o tinha visto nos minutos que jogou no Petrovski. Irá ser (sem peneiras) o próximo Jogador Espanhol. Aos 17 anos já é habituée dos sub-21 espanhóis. Grande técnica individual.

Out – David Villa. Gordo. Pachorrento. Maçado por lesões. Não é nem por sombras o agressivo e incisivo Villa que conhecemos no auge da carreira.

6. Por último, o Áustria de Viena. Estes austríacos estrearam-se na versão moderna da Champions com boas exibições. Melhores que a do Zenit na minha opinião. Bateram-se taco-a-taco contra Porto e Zenit, fazendo das suas tripas coração. Muito limitados no plano técnico, procuraram um jogo directo para o seu ponta-de-lança Hosiner. Lá na frente, este austríaco descendente de pais croatas deu água pela barba a todos os centrais das equipas adversárias. Rápido, bom de bola e bom finalizador. Tem 24 anos e pelo que estive a pesquisar está em carreira ascendente (começou na 2ª equipa do TSV Munique 1860 e desde aí passou pelo Sandhausen da 3ª liga alemã que o catapultou para a Liga Austríaca, onde alinhou durante 2 anos no First Vienna e no Admira Wacker antes de chegar no verão de 2012 ao Áustria). Leva 35 golos em 44 jogos pelo Áustria nesta época e um terço vá. Antes disso já tinha apontado 28 pelo First Viena\Admira Wacker. É jogador para equipas de gama média alta do futebol europeu.

7. Já que estamos a falar de austríacos – Li algures na imprensa desportiva que o “Porto necessita de um jogador em Janeiro que pegue de estaca como pegou por exemplo Marco Janko” – já não me lembro se li isto na Bola ou no Record de ontem. Se Marco Janko pegou de estaca no Porto de 2011\2012 vou aqui e já venho. Tanto pegou de estaca que foi logo despachado no verão seguinte.

Se quisesse embarcar nas habituais teorias da conspiração, diria que este golo foi a mais pura retaliação da Gazprom às acções activistas que a Greenpeace está a levar a cabo no palco mediático da Champions contra a empresa russa. Sem menosprezo do grande jogo que me parece ter feito o Schalke pelos resumos que vi da partida.

Escrevi aqui há uns tempos que Platini largou a ideia de se gravarem as conversas dos 5 árbitros durante os jogos da Champions. Fico espantado como 5 almas não viram tantos jogadores do Schalke 04 acampados aquando do passe, onde se incluía obviamente o teuto-camaronês Joel Matip. Mais uma decisão de arbitragem (europeia) que deixa a desejar e que silenciou por completo qualquer resposta que o Basileia poderia dar na partida para evitar a passagem dos alemães aos oitavos-de-final. Pelos jogos que o Basileia fez na fase de grupos, em particular os dois contra o Chelsea, bem que mereceu o apuramento. Contudo, o Basileia também se deve queixar da miséria exibicional que teve nos jogos contra o Steaua de Bucareste.

A pergunta prévia para iniciar a escrita sobre este jogo é: quantas vezes viste uma equipa fazer 12 pontos na Champions e ser eliminada? Ontem, abordou-se o caso do Benfica com 10. 5 tinham sido as equipas a serem eliminadas com esse número de pontos desde 1997. A essas 5 juntou-se a equipa portuguesa e o Napoli que até fez mais 2.

San Paolo ferveu. Gritou-se mil vezes o nome de Gonzalo Higuaín quando o Argentino inaugurou o marcador aos 74″ com uma rotação de mestre. Outras 500 no espectacular chapelão de Callejón quando tudo já estava decidido a favor dos Gunners e do Borussia de Dortmund. Tarde demais. Se o espanhol tivesse feito o 2-o a 10 minutos do fim, iria ser o diabo para Wènger e seus pares. Ou saíriam eliminados de Napoli ou no mínimo saíriam esfolados pelos colossais adeptos tiffosi que nunca se calaram durante todo o jogo e no final da partida aplaudiram de pé o esforço dos seus rapazes. Não é para menos: este Napoli de Benitez pode não ganhar nada mas joga à bola que se farta.

Digam o que disserem, tanto Higuaín como Callejón têm espaço na equipa do Real Madrid. Um é de caretas melhor que um certo chuta cocos de nome Karim Benzema. O outro já fez mais em Napoli em 3 meses do que o que Gareth Bale irá fazer em toda a época em Madrid. A dispensa de Callejón se pode entender (como podemos vislumbrar nas exibições do espanhol em Napoli) se atendermos que é um jogador que se dá bem a jogar em contra-ataque. Contudo, também deverei dizer que o extremo espanhol sempre que saía do banco na era Mourinho molhava a sopa! Se o Napoli tiver capacidade para os segurar arrisca-se a ter um futuro ainda mais risonho do que o que tem. Se não os segurar, estou seguro que tanto um como o outro rapidamente estarão num grande italiano e o Inter aparece-me à cabeça como o principal interessado nestes dois quando voltar a ter um mega projecto.

Existem equipas cuja linha estratégica compreendo, outras não. O Real Madrid pertence ao clube daqueles que não percebo. Existem vários exemplos disso no passado: o Luis Enrique que mais tarde seria símbolo do rival Barça, o Steve McManaman que deu um título europeu ao clube antes de ser encostado no início da era dos galáticos (nunca mais conseguiria jogar ao mais alto nível) ao Eclipse das passagens de Arjen Robben e Wesley Sneijder em Madrid, jogadores que anos mais tarde foram obreiros nos títulos europeus de Bayern de Munique e Inter de Milão. Isto sem falar de inúmeros casos de jogadores muito pouco aproveitados na sua estadia em Madrid como Klaas-Jan Huntelaar, Roberto Soldado, Borja Valero, Antonio Cassano, Juan Manuel Jurado, Esteban Cambiasso, Juanfran, Javi Garcia – só na última década – senhores cuja saída de Madrid trouxe o seu melhor futebol e cujos exitos desportivos noutras equipas são bem conhecidos. Resumindo e concluíndo: o dinheiro deu para tudo e se existe clube onde o dinheiro é o factor primordial para fazer uma estratégia e não uma condicionante da estratégia que se pretende levar a cabo, esse clube é o Real Madrid.

Voltando ao jogo. Final dramático no San Paolo. Higuaín agarrou-se à camisola e chorou copiosamente durante minutos numa cena comovente que deverá ter agradado e muito aos fervorosos adeptos do clube Napolitano. O Dortmund venceu em Marselha e ganhou um novo balão de oxigénio numa altura da época em que bem precisava depois das derrotas contra o Bayern de Munique e Bayer de Leverkusen. Grupo que se previa muito equilibrado e que terminou muito equilibrado. Futebol de muita qualidade, principalmente nos jogos entre Dortmund e Napoli. Os Napolitanos são um dos principais contenders à vitória da Liga Europa.

Bidone D´Oro #1

A Viola recupera de uma derrota caseira na passada quarta-feira contra o Napoli em casa (1-2 com um péssima arbitragem do internacional Gianpaolo Cavaresi) com a habitual vitória em San Siro (já no ano passado venceu o Milan no seu reduto por 1-3). Juan Vargas e o fantástico Borja Valero marcaram os golos do triunfo Viola, mas…

Max Allegri está novamente com a cabeça a prémio em Milão. Nunca vi um treinador de uma equipa europeia tão pouco apoiado e ouvido pela direcção desse mesmo clube, e, tantas vezes com a cabeça a prémio. Se fizermos uma breve pesquisa no google, contamos pelos dedos de várias mãos os episódios da vida recente do clube milanês em que o seu treinador (campeão em 2011) esteve com as malas aviadas do clube liderado por Adriano Galiani e cuja propriedade pertence a Silvio Berlusconi. Se ainda dúvida da minha palavra, veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, as vezes em que Allegri teve a porta da rua aberta ou viu alguém com passado no clube milanês incitar a direcção milanesa a fazê-lo. Seedorf é o mais incontrolável. O internacional Holandês, agora no Botafogo, tem trazido a lume recentemente as histórias que envolveram a sua saída do clube milanês.

O futebol é uma coisa deliciosa por estas novelas que se criam à volta dele. Allegri foi campeão em 2011. Não conseguiria renovar o título no ano seguinte. Como tal, viu a direcção vender-lhe os dois melhores jogadores nesse verão quando ninguém o esperava. Zlatan e Thiago Silva foram para Paris e em troca, Allegri não viu qualquer investimento significativo no plantel apesar das palavras de Adriano Galiani, que, prometia na altura, uma renovação a fundo no Milan. A renovação a fundo acabaria por cifrar-se nas contratações de Mario Balotelli, Christian Zapata, Matías Silvestre, Andrea Poli, Kaka Alessandro Matri e Valter Birsa. Por outro lado, a direcção milanesa consegue dar outro tiro nos pés com a venda do seu melhor jogador (Prince Boateng) ao Schalke por 10 milhões de euros.  Exceptuando os três italianos (Poli é um centrocampista de qualidade reconhecida) pode-se dizer que a renovação foi muito curta para um clube que tem aspirações no campeonato italiano e na liga dos campeões. O Brasileiro voltou com algum destaque mas não acredito que seja para durar. A lesão de Stephen El-Sharaawy tratou de completar o pesadelo que o treinador actualmente vive e que de resto admitiu ontem.

A questão Berlusconi. Em Abril Allegri afirmava (como puderam ler num link acima) que o proprietário “Sílvio Berlusconi já não lhe telefonava”. Em Maio, após uma discussão táctica da equipa com o proprietário, Allegri foi readmitido para época, meses depois de tanto Galiani como Berlusconi terem afirmado que Allegri ficava até ao final da época e que, segundo palavras de Galiani só lhe era pedido acelerar a renovação da equipa e o apuramento para a Liga dos Campeões, facto que Allegri conseguiu sem dificuldades de maior. Mesmo na Europa, é de recordar que este Milan teve a um passo de eliminar o poderoso Barcelona. Não fosse aquela perdida de Niang em Nou Camp depois daquela espantosa cavalgada de campo-a-campo…

Táctica. Falei em táctica. Allegri está a cometer o pecado capital na equipa do Milan. 3x5x2. O tendão de Aquiles do Milan é a defesa. Aproveito Zaccardo (mal) e Mèxes. Se bem que o francês é tanto capaz de marcar grandes golos de bicicleta do fundo da área como é capaz de cortar de calcanhar em zona proibida e colocar as bolas nos pés dos adversários contrários. Abate não é ala, é extremo. Ataca muito bem e defende mal. Mattia De Sciglio e Kevin Constant são esforçados mas não encantam. Quando maior parte dos treinadores italianos estão a abandonar o velhinho 3x5x2 (excepção feita a Antonio Conte na Juve; com os resultados que isso está a ter este ano) Allegri aposta num modelo previsível, flanqueado sem ter grandes flanqueadores e com a necessidade extra de ter que entrar em campo com dois poços de força como são Nigel De Jong e Sulley Montari para compensar as subidas dos laterais, o que, tira capacidade ofensiva ao meio-campo milanês.

O resultado disto tudo é óbvio: uma equipa sobre brasas, um treinador sobre brasas (um pouco à imagem do que se tem passado na vida privada de Berlusconi nos últimos meses), um 11º lugar na Serie A e um percurso na Champions literalmente aos repelões… O que é que faz a direcção do Milan? Dá novo voto de confiança a Allegri, funcionando totalmente em contra-ciclo com as atitudes tomadas quando o técnico desenvolvia um bom trabalho em Milão…