Ciclismo 2014 #27

Purito

La Molina é de Purito Rodriguez. O espanhol da Katusha atacou no último quilómetro como tanto gosta e venceu no Alto que finalizou a 3ª etapa da Volta à Catalunha. Purito conseguiu ganhar alguns segundos a toda a concorrência e tornou-se líder da prova catalã.

Uma fuga de 6 corredores animou praticamente toda a etapa. Andrey Zeits da Astana, Jack Borbridge da Belkin, o repetente Michael Koch (Cannondale), Kevin Reza (Europcar), Branislav Samoilau (CCC Polsat) e Rudy Molard da Cofidis saíram do pelotão ao quilómetro 9. Pelo meio, ultrapassaram um sprint especial e duas contagens de categoria (uma de primeira e outra especial) com Borbridge a passar em primeiro nas duas contagens, passagens que lhe garantiram nesta etapa o uso da camisola da classificação da montanha com 46 pontos contra os 33 de Andrey Zeits. Aos 84 km de 162,9 km, a vantagem destes 6 fugitivos atingiu o seu máximo com 6 minutos e 40.

Até à subida para La Molina, a diferença foi baixando. A Katusha de Purito Rodriguez e a Movistar de Nairo Quintana assumiram as despesas de perseguição. Na subida final, Kevin Reza e Samoilau atacaram mas o ritmo imposto pela Movistar no pelotão (entretanto reduzido a 60 unidades) fez com que os dois rapidamente fossem alcançados pelo grupo no qual já não estava o líder Luka Mezgec.

A Movistar iniciou a pendente na frente. Igor Antón (que gregário de luxo tem aqui Nairo Quintana) imprimiu um ritmo medonho e rapidamente cortou o grupo à presença de 25\30 unidades no qual estavam para já todos os candidatos. Contudo, no fundo do grupo, Carlos Alberto Betancur, vencedor do último Paris-Nice, já apresentava algumas dificuldades para seguir o ritmo imposto pelo homem da Movistar.

Sem ataques até aos últimos três quilómetros, coube a Pierre Roland (Europcar) efectuar o primeiro rasgão no grupo principal. Andrew Talansky (Garmin-Sharp) e Jakob Fuglsang (Astana) responderam directamente ao trepador francês. Com Roland neutralizado, Fuglsang tentou a sua sorte e num primeiro momento não teve qualquer resposta directa dentro do grupo. Contador, Quintana, Purito e Froome marcavam-se mutuamente, facto que permitiu ao homem da Astana ganhar 200\300 metros de vantagem. Sentindo que Fuglsang poderia estar ali com as portas escancaradas para vencer no alto (o dinamarquês é perigoso neste tipo de ataques e a sua explosividade permite-lhe ganhar tempo considerável num curto espaço de terreno), os 4 organizaram-se e trataram de alcançar o homem da Astana.

Neutralizado Fuglsang, Daniel Moreno chegou-se à frente do grupo e tratou de endurecer o ritmo para preparar o ataque de Purito. Mal Moreno saiu da frente, atacou Froome, obtendo resposta de Purito e Contador. Até que Purito cansou-se de ataques e já dentro do último quilómetro foi sozinho, venceu a etapa, ganhou tempo a toda a concorrência e tornou-se líder da prova.

catalunha 2

Classificação geral:

catalunha 3

3 surpresas:

1. Wilco Keldermann está a ser uma das surpresas deste início de época. O jovem holandês já era referenciado como um dos ciclistas do futuro. Na média-montanha do Paris-Nice sentiu-se como peixe na água. O mesmo aconteceu hoje em La Molina junto dos melhores da modalidade.

2. Doménico Pozzovivo – Na ausência do seu líder, ou melhor, num dia mau do seu líder, assumiu a liderança da equipa e safou o dia para a AG2R.

3. Premyslaw Niemec – O polaco da Lampre está a ser treinado para ser o gregário de Chris Horner no Giro e Rui Costa no Tour. Na ausência de Horner da frente da corrida (talvez ainda ressentido do problema no tendão de Aquiles) o polaco esteve na frente da corrida, muito atento e muito bem posicionado na roda de Purito Rodriguez.

1 incógnita:

1. Samuel Sanchez – Primeira prova pela BMC. Ainda não se sabe o estatuto dentro do espanhol dentro da equipa. Se líder partilhado com Van Garderen, se subalterno do americano.

Desilusão: Podem gabar quem quiserem dentro da Saxo-Tinkoff. Nicky Sorensen, Paulinho, Bruno Pires, Michael Morkov, Daniel Navarro, Benjamin Noval, Chris Sorensen, Rafal Majka. “Todos eles grandes gregários” é o argumento mais utilizado que leio por aí nos fóruns da modalidade. O que é certo é que quando Contador sobe, os gregários desaparecem e o líder, invariavelmente fica sempre sozinho.

Amanhã é a etapa raínha da prova. Outra etapa de alta montanha.

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Ciclismo 2014 #25

Milão – São Remo

kristoff 2

O medalhado de bronze da última prova de estrada dos Jogos Olímpicos de Londres, Alexander Kristoff da Katusha tornou-se o vencedor da edição deste ano ao bater ao sprint nomes como Fabian Cancellara (Trek), Ben Swift (Sky) e Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep).

Ontem teve lugar a dura clássica que liga a capital do norte italiano a San Remo, uma das atracções turísticas da Ligúria. Esta clássica marcou o arranque das clássicas da primavera. Até ao mês de Maio, os ciclistas terão pela frente 12 clássicas disputadas em vários países, entre as quais a Amstel Gold Race, a Liège-Bastogne-Liège, a Kuurne-Brussels-Kurne ou o inferno do Paris-Roubaix. À partida em Milão, os grandes favoritos para vencer a clássica eram Fabian Cancellara, Peter Sagan (Cannondale), Mark Cavendish, Filippo Pozzatto e Sasha Modolo (Lampre) ou Vincenzo Nibali (Astana).

Numa corrida disputada quase na sua totalidade sob condições atmosféricas adversas (a chuva deu tréguas na parte final da prova) foi uma prova disputada com muitos ataques de várias equipas, entre os quais o de Vincenzo Nibali na aproximação à última inclinação do dia, a Cipressa. Nibali não só não levou avante o seu ataque (mais uma vez fez um ataque descabido muito longe da meta) como no início dessa colina perdeu contacto com o grupo de favoritos, grupo onde estavam Cancellara, Sagan, Cavendish e o vencedor da prova do ano passado, o alemão Gerald Ciolek.

podio milan san remo

Nenhum dos ataques conseguiu ser mortífero e a prova foi discutida ao sprint por um lote reduzido de corredores. O norueguês Kristoff foi mais forte que a concorrência, batendo Fabian Cancellara e Ben Swift ao sprint. Mark Cavendish ainda discutiu o sprint mas apenas logrou ser 5º na prova. Peter Sagan não conseguiu posicionar-se bem para o sprint final, tendo ficado apenas na 10ª posição.
Excelente vitória para Kristoff no ano em que o norueguês espera consolidar o seu estatuto dentro da elite dos sprinters do pelotão internacional. Já no passado mês de Fevereiro, em entrevista, o norueguês afirmava que tinha treinado imenso a sua postura corporal no sprint para poder ser mais competitivo nas chegadas em pelotão ou em grupo compacto.

Últimos quilómetros:

Volta à Catalunha

volta catalunha

martin

Entretanto começou hoje na região autónoma espanhola a Volta à Catalunha em bicicleta. Durante 7 etapas, vários ciclistas tentarão suceder ao irlandês Daniel Martin como o vencedor da geral da prova. Martin corre perto de casa visto que o ciclista irlandês mora na Catalunha, mais precisamente em Girona. Em declarações à organização da prova, o ciclista irlandês afirmou que estará na catalunha para honrar o dorsal número 1 e iniciar a sério a sua preparação para o Giro de Itália, uma das provas que constitui parte dos seus objectivos para esta temporada: lutar pela vitória na geral da prova ou pelo menos fazer um pódio. O facto de Martin estar destacado como chefe-de-fila para o Giro poderá indiciar que no Tour a equipa irá apostar em Talansky para a Geral e Hesjdal poderá ser a aposta para a Vuelta. Tal assumpção justifica-se com a inserção de Hesjdal na prova, ele que poucas corridas em espanha correu nos últimos anos.

Para além de Martin, presentes na Volta Catalã estão Purito Rodriguez da Katusha (a sua primeira aparição em competição na presente temporada), Alberto Contador (Saxo-Tinkoff), Samuel Sanchez da BMC (primeira corrida pelas cores da sua nova equipa), Luis Leon Sanchez (Caja Rural), Carlos Alberto Betancur (AG2R), Wilco Keldermann (Belkin), Tejay Van Garderen (BMC), Christopher Froome (Team Sky), Ivan Basso (Cannondale), Andrew Talansky (Garmin), Ryder Hesjdal (Garmin), Simon Clarke (Orica GreenEdge), Chris Horner (Lampre; a lesão contraída no Tirreno-Adriático não passou de um susto), Daniel Moreno (Katusha), David Rebellin (CCC Polsat) e Nairo Quintana (Movistar). Ou seja, estão cá praticamente todos os grandes ciclistas mundiais, prevendo-se bastante espectacularidade nas etapas de montanha que a prova irá oferecer durante esta semana. Alberto Contador e Chris Froome estarão aqui, pela primeira vez, em contenda numa prova em que a Garmin veio com os seus 2 chefes-de-fila e com o seu ciclista outsider (Talansky) para renovar o título conquistado pelo ciclista Irlandês.

1ª etapa

Luka Mezgec

Aproveitando o facto da prova ter poucos sprinters (o traçado não é convidativo à sua presença), o esloveno Luka Mezgec, 3º sprinter da equipa, actual lançador de Marcel Kittel conseguiu a sua primeira vitória da época na prova disputada no circuito montado pela organização em Callela com a distância de 169 km.

O esloveno bateu ao sprint Leigh Howard da Orica GreenEdge e Julian Alaphillipe da Omega-Pharma-Quickstep, tornando-se o primeiro camisola vermelha da competição.
Quanto aos portugueses em prova, Bruno Pires e Sérgio Paulinho chegaram dentro do pelotão, respectivamente nas 72ª e 152ª posições.

Na 2ª etapa, os ciclistas partirão de Mataró em direcção a Girona (total de 168 km) numa etapa cujo final também se prevê disputado ao sprint. Pelo meio, os ciclistas terão uma contagem de montanha de 3ª categoria e outra de 2ª que não causarão grandes diferenças ou dificuldades aos sprinters.

3. Alterações para o futuro da Vuelta

ASO

No final da semana passada, a ASO, empresa subsidiária da Amaury (proprietária do jornal L´Equipe e dos direitos de organização do Rally Dakar) anunciou a compra de 49% da espanhola Unipublic, a actual organizadora da Vuelta. A organização da prova espanhola passará a partir deste ano a ser partilhada pelas duas empresas.

Ciclismo 2014 #17

1. O rumor em torno do futuro de Peter Sagan

Sagansagan 2

O futuro do eslovaco entalado entre um acordo alegadamente firmado com Oleg Tinkoff (um dos donos da Saxo-Tinkoff) e a necessidade de patrocinio da Cannondale (ou com a Tinkoff ou na venda dos direitos a Fernando Alonso, que, decerto terá por detrás o seu principal sponsor, o Banco Santander) – ocorre também no meio destas trocas e baldrocas que Alberto Contador é patrocinado pela Specialized, concorrente de sector da Cannondale e só termina contrato no final de 2015, facto que poderá inviabilizar um acordo entre Tinkoff e Cannondale e como tal a transferência de Sagan.

2. Tour de Langkawi

8ª etapa

Na etapa que ligou Kuantan a Marang, 3ª vitória ao sprint para Theo Bos da Belkin. O holandês bateu ao sprint Andrea Guardini da Astana e Kenny Van Hummel da Androni, ambos vencedores de uma etapa na prova.

O ciclista iraniano Mirsamad Pourseyedigolakhour da Tabriz Petrochemical-Team continua a liderar a prova com 8 segundos de avanço para o etiope Merwahi Kudus da MTN-Qubeka e 11 para Isaac Bolívar da United Health Care.

Na classificação por pontos lidera Aidis Kuopis da Orica.

 

Ciclismo 2014 #16

Tour de Langwaki – Malária – UCI Asia

Tour de Langwaki

Desde 27 de Fevereiro (até domingo) está a ser disputado o Tour de Langwaki, ou como quem diz, a Volta à Malásia, prova da UCI Continental Asia que reune naquele país algumas das fortes equipas do pelotão internacional. Esta competição ainda é encarada por algumas equipas, em particular as de World Tour como uma prova de preparação para o mês de Março, esse sim já a doer com o Paris-Nice ou o Tirreno-Adriático, provas que se irão disputar na próxima semana. Também é de referir que estas provas pagam a peso de ouro a presença de alguns ciclistas. Para as equipas asiáticas, a prova da Malásia serve para estas poderem ganhar pontos para a classificação UCI Continental Asia, 3 ª divisão mundial, rampa de lançamento para a Pro Continental e para a World Tour.

6 equipas da UCI World Tour marcaram presença na prova asiática, entre as quais Belkin, Astana, Orica, Katusha, Saxo-Tinkoff e Team Europcar. 6 profissionais Continentais também marcaram presença: a Colombia (projecto nacional colombiano de ciclismo), Androni-Venezuela (projecto italo-venezuelano de ciclismo), MTN-Qubeka, United Healt Care (EUA) e Neri (Itália). Entre as asiáticas da divisão Continental presentes, destaque para a local Terengganu, para a Tabriz Petrochemical Team (equipa da cidade do Traktor de Toni) e para a Giant, recém-formada equipa chinesa que almeja ascender ao World Tour nas próximas 3 temporadas.

Entre o lote de ciclistas que está a correr a prova estão nomes como o sprinters Theo Bos e Graeme Brown (Belkin), o sprinter australiano Brett Lancaster (Orica), Alexander Ribakov (Katusha), Christophe Kern (Europcar) o trepador Fabio Duarte e o sprinter Leonardo Duque (Colombia), o trepador venezuelano José Ochoa (Androni), os famoso John-Lee Augustin da MTN-Qubeka e Jonathan Clarke da United Healt Care (vencedores de etapas nas últimas edições da Volta a Portugal) o italiano Francesco Chicchi (Neri) ou Zhi Jiang, aquele que é apontado como a maior promessa do ciclismo chinês. À excepção de Bos, Lancaster e Fabio Duarte, nenhum dos outros nomes faz parte da “nata”, digamos assim, do ciclismo mundial. Contudo, a organização da prova paga milhares de euros pela presença de segundas linhas do ciclismo mundial.

1ª etapa

quintero 2

Na primeira etapa, disputada em circuito fechado em Langwaki, na distância de 101 km, o recentemente profissionalizado Duber Quintero de 23 anos (Colombia) logrou bater ao sprint Matt Brettmaier da Sinergy Baku do Azerbeijão e Jonathan Clarke depois de uma fuga nos quilómetros finais Quintero conseguiu a sua primeira vitória enquanto profissional e tornou-se lider da prova com 11 segundos de vantagem para o corredor australiano da equipa azeri e para o corredor norte-americano.O pelotão chegou a 1.08 minutos do ciclista colombiano.

2ª etapa

Theo Bos

Na etapa que ligou Petani a Taiping, Theo Bos mostrou que é o melhor sprinter em prova. Dobradinha para a Rabobank. Graeme Brown lançou o antigo campeão mundial de pista e conseguiu a 2ª posição na etapa. Marco Haller da Katusha foi 3º. A liderança continuou na posse de Quintero.

3ª etapa

guardini

A 3ª etapa viria a pertencer a Andrea Guardini também ao sprint. Guardini já é um repetente na Volta a Malásia, prova na qual já venceu 12 etapas e por 2 vezes a camisola dos pontos. Para além das vitórias na prova da Malásia, o sprinter de 25 anos que a Astana foi recrutar à Vini-Farnese em 2013, já leva no seu currículos vitórias em etapa na Volta à Turquia, na Volta a Portugal (2011) no Giro e na Volta ao Qatar.
No sprint final da etapa que ligou Kampar à capital Kuala Lumpur, Guardini superiorizou-se a Theo Bos e Yannick Martinez da Europcar.

4ª etapa

Primeira etapa de montanha da prova. Chegada em alto nas Gentings Highlands. Vitória o iraniano Mirsamad Pourseyedigolakhour com 4 segundos de vantagem sobre o ciclista da Eritreia Merhawi Kudus da MTN-Qubeka e 5 sobre Isaac Bolivar da United Health Care. Duber Quintero perdeu a camisola amarela para o ciclista do irão visto que chegou com 6 minutos de atraso para o vencedor da etapa.

5ª etapa

Mais uma fuga sucedida. O Norte-Americano Bradley White da United Health Care cruzou a meta na primeira posição em Rembau, vingando uma fuga de quase 60 km. O pelotão chegou a 1 minuto e 5 segundos de diferença.

6ª etapa

van hummel

Vitória para o sprinter holandês Kenny Van Hummel sobre Aidis Kuopis da Orica GreenEdge e Ken Hanson da United Health Care

7ª etapa

Disputada hoje. Mais uma vitória para Theo Bos na prova e mais um 2º lugar para Aidis Kruopis. Leonardo Duque, sprinter da Colombia foi 3º.

Ciclismo 2014 #13

volta ao algarve

4ª etapa – Almodovar – Alto do Malhão 164,5 km

A 4ª e penúltima etapa da Volta ao Algarve trouxe à tona da competição a mais importante etapa do evento, a tão esperada subida ao Alto do Malhão, inclinação de média dificuldade na distância de 2,6 km. Antes de passar ao relato da etapa, permitam-me apenas uma crítica à organização da Volta a Portugal: no sentido de elevar a dificuldade da prova visto que esta ao nível de montanha se resume às subidas da Senhora da Graça e da Estrela, continuo a considerar incompreensível porque é a prova não vai ao Alto do Malhão. É certo afirmar que parte dos fundos que a organização da nossa prova raínha (João Lagos Sport) dispõe para a organizar provém dos apoios que as Câmaras Municipais de respectivas localidades dão à prova em troca de uma chegada ou partida de etapa. Contudo, neste caso, uma etapa a terminar no Alto do Malhão, poderia acrescentar mais competitividade à prova e o aumento de competitividade per se é capaz de trazer mais nomes para competir nesta. Enquadrada numa fase da temporada em que alguns ciclistas poderão utilizar o evento português para afinar baterias para a Vuelta, não seria mal pensado incluir esta subida no calendário da prova.

Na partida para a 4ª etapa, o polaco Michal Kwiatkowski partia com uma ligeira diferença para os seus mais directos rivais na classificação geral, o português Rui Costa e o espanhol Alberto Contador.

Contador

Na súbida do Alto do Malhão o primeiro ataque pertenceu ao ciclista português Ricardo Vilela da OFM-Quinta da Lixa. O português provou não ter pernas para levar o ataque até ao fim e rapidamente foi apanhado pelo grupo principal, comandado pela Omega-Pharma. Foi então a vez de Contador e Rui Costa. Ambos ameaçaram o ataque até que o espanhol o concretizou e chegou ao Alto do Malhão com 3 segundos de vantagem sobre Rui Costa e 10 sobre o líder. Rui Costa voltou a fazer pela 3ª vez o 2º lugar na etapa, o que revela algum azar do português na prova. Não quis vencer a primeira etapa e acabou não conquistar nenhuma! Tiago Machado (Net-App) foi 5º a 14 segundos, chegando à frente de Chris Horner também com o mesmo diferencial para o vencedor da etapa. Logo a seguir chegou Edgar Pinto a 16 segundos.Alberto Contador repetiu a vitória alcançada no Malhão na edição de 2010.

A Geral da prova ficou praticamente decidida. Michal Kwiatkowski segurou a camisola amarela apesar da diferença perdida para Contador. O espanhol irá ficar na 2ª posição da prova a 16 segundos do ciclista da Omega-Pharma-Quickstep. Rui Costa segurou o 3º lugar a 29 segundos. No top ten permaneceram Christopher Horner (Lampre-Mérida) a 1.32m do líder e o português Edgar Pinto, o melhor português das equipas portuguesas em prova (o melhor ciclista das equipas portuguesas foi o espanhol Eduard Prades da OFM na 7ª posição), alcançando o atleta oriundo da região de Aveiro o 10º lugar a 1.41m da liderança.

Rui Costa lidera a camisola verde dos Pontos, o português Valter Pereira do Banco BIC-Carmin-Tavira lidera a camisola da montanha e César Fonte da Rádio Popular-Boavista lídera a camisola das metas volantes. Na geral por equipas, a liderança é detida pela Lampre.

No final da etapa, Rui Costa mostrou-se satisfeito com o trabalho realizado: “Mostra que estou a ser o mais regular. Estou satisfeito com este resultado. Sabia que ia encontrar aqui adversários muito fortes, como o Kwiatkowski e o Alberto Contador. O Malhão é uma subida muito curta e muito explosiva. E gosto particularmente deste figurino. Ataquei para ver como estava o Kwiatkowski e apercebi-me que ia muito justo. No final, o Alberto acabou por estar melhor mas estou contente com o meu desempenho.” – o campeão do mundo também prometeu estar melhor no Paris-Nice, prova por etapas que se irá realizar no próximo mês.

Tour de Oman – 5ª etapa – ontem

Christopher Froome

Em Oman, na penúltima etapa, também ela decisiva no que às contas da geral da prova diz respeito, Christopher Froome venceu a etapa (primeira vitória do ano) e ascendeu à liderança da prova. Na subida final, o britânico saltou do pelotão sem pedir licença a ninguém e cavou uma diferença para os seus perseguidores, o norte-americano Tejay Van Garderen (BMC) de 22 segundos e 33 para o colombiano Rigoberto Uran (Omega-Pharma-Quickstep).

Com a vitória na etapa, Froome destronou Peter Sagan e prepara-se para vencer a geral da prova visto que tem 26 segundos de avanço sobre Van Garderen. A última etapa deverá ser discutida ao sprint.

Para logo à noite deixo as análises da última etapa no Algarve e em Oman, as 4 etapas da Volta à Andalucia, prova onde participou o português Fábio Silvestre (Trek-Leopard) e as duas etapas do Tour de Haut Var.

 

Ciclismo 2014 #12

Volta ao Algarve

Ontem – 2ª etapa – Lagos-Monchique 190 km

Kwiatowski 2

A opção que Rui Costa tomou no dia anterior (oferecer a vitória ao seu sprinter Sasha Modolo em cima da recta da meta) poderá não ter sido a mais a acertada. Na 2ª etapa da Volta ao Algarve, o português voltou a fazer novamente no 2º em Monchique, atrás do vencedor da etapa, o talentoso all-rounder Michal Kwiatkowski da Omega-Pharma-Lotto. O Belga já tinha triunfado numa etapa um tanto quanto semelhante no Challenge de Maiorca na semana passada. No Algarve, está a confirmar o excelente momento de forma que atravessa neste início de temporada. A Omega-Pharma-Quickstep está para já a confirmar-se como a grande dominadora deste início de temporada. Para além das vitórias individuais do ciclista polaco de 23 anos, a equipa já venceu no Dubai, no Qatar (geral inclusive) e em Oman, completando o pleno nas provas de World Tour até agora disputadas.

Depois de uma interessante primeira etapa, esperava-se que Rui Costa fosse capaz de vencer na serra de Monchique. Não se esperava que Alberto Contador quisesse entrar na luta pela vitória visto que é a primeira prova que está a realizar na presente temporada.

A etapa iniciou com uma fuga composta por ciclistas franceses. O sprinter Arnaud Demare (FDJ) Alexandre Pichot (Europcar) e Florian Senechal (Cofidis) decidiram atacar em conjunto com o primeiro de olho nas metas volantes posicionadas a meio da tirada. A Radio Popular-Boavista, líder da classificação das metas volantes através de Cesar Fonte não quis deixar escapar a oportunidade de salvaguardar a camisola no corpo do seu atleta até porque enquanto este a mantiver dá um mediatismo superior ao nome e à imagem do patrocinador da sua equipa. Fonte haveria de testar uma fuga com mais 4 ciclistas poucos quilómetros depois do trio da frente ter sido apanhado mas a Saxo-Tinkoff foi rápida a anular por completo a investida.

A presença da equipa dinamarquesa na frente indiciava que Alberto Contador tinha planos em mente para a subida final, nem que fosse apenas “esticar as pernas” para medir as respostas do corpo nestes primeiros dias de competição e o nível de preparação feita no estágio de pré-temporada. A subida esfumou-se sem existir um ataque. Na descida de 5 km até Monchique, o grupo dos favoritos entrou numa espiral de desconfiança mútua, Kwiatkowski decidiu avançar e cortou a meta em Monchique com 6 segundos de avanço para Rui Costa que bateu ao sprint os espanhóis Albert Contador e Eduard Prades da OFM-Quinta da Lixa. Mais atrás, a 17 segundos do polaco chegaria um grupo onde estavam Alexandre Geniez (FDJ) Chris Horner (Lampre-Merida) Jonathan Castroviejo (Movistar) e Edgar Pinto (LA Alumínios-Antarte).

Na geral, o polaco ficou com a liderança da prova, com Rui Costa a 4s e Alberto Contador a 12s.

3ª etapa – hoje

Contra-relógio de 13,6 quilómetros entre Vila do Bispo e Sagres. Previa-se uma interessante batalha pela geral entre Michal Kwiatkoswski e Rui Costa visto que, apesar do polaco ser um especialista nesse departamento do ciclismo, o português também tem um rendimento muito interessante no contra-relógio curto. Relembro que o português é o campeão nacional em título. No ano passado, na prova disputada em Pataias (Alcobaça), Rui não deu qualquer hipótese à concorrência interna (os principais especialistas no contra-relógio curto como Tiago Machado ou Nelson Oliveira ficaram a mais de 1 minuto do campeão do mundo em 26 km de prova). Como principal candidato para vencer a ventosa luta contra o cronómetro no Sudoeste Algarvio estava o actual bicampeão do mundo da especialidade, o alemão Tony Martin da Omega-Pharma (outra vez arroz!), curiosamente o vencedor da geral da Volta ao Algarve em 2009 e 2013. Nas duas edições, o alemão cravou a sua diferença para os demais no Contra-relógio e, no caso de particular da edição de 2009, no Alto do Malhão, principal inclinação da prova. O Malhão será a atracção da etapa de amanhã.

Desta vez o campeão do mundo não conseguiu fazer a diferença. Kwiatkowski voltou a vencer de forma categorica, deixando a 11 segundos Adriano Malori da Movistar (outro dos candidatos à vitória na etapa, o espanhol Jonathan Castroviejo não conseguiu entrar sequer no top-10) e a 13 Tony Martin. Alberto Contador perdeu 20 segundos (4º) e Rui Costa foi 11º a 34 segundos.

Com a vitória na etapa, o ciclista da Omega-Pharma-Quickstep aumentou a sua vantagem para os mais directos perseguidores. Alberto Contador ascendeu à 2ª posição da prova com uma diferença de 32 segundos para o líder enquanto o português caiu para a 3ª posição a 38 segundos.

Amanhã corre-se a etapa decisiva da prova com a chegada em alto ao Malhão (1ª categoria).

Tour de Oman

3ª etapa – na quinta

Andre Greipel

(toda a gente sabe que essas pulseiras do equilíbrio não funcionam ó Greipel)

Quando toda a gente previa que os homens mais vocacionados para a média montanha pudessem atacar nas contagens de montanha destacadas nos últimos quilómetros da etapa que ligou Bank Muscat a Al Bustan (146 km), tudo acabou por ser discutido no sprint final com o alemão André Greipel a resolver novamente para a Lotto-Belisol.

Depois de uma fuga de 5 ciclistas pouco cotados que durou quase 100 km, a segunda ascenção da etapa separou o trigo do joio. Dario Cataldo comandou o pelotão e trabalhou para Chris Froome (Sky). Na roda de Froome seguiram Peter Sagan (Cannondale) Fabian Cancellara (Trek-Leopard) e do checo Zdenek Stybar (Omega-Pharma-Quickstep). Estes quatro haveriam de atacar, sendo apanhados a cerca de 1km para a meta pelo grupo principal. Para o efeito, valeu o trabalho conjunto de BMC, FDJ e Lotto. No Sprint final André Greipel voltou a superiorizar-se a Peter Sagan e ao jovem sprinter francês Nacer Bouhanni (FDJ) e segurou a liderança da prova.

4ª etapa – Ontem

Peter Sagan 2

A etapa que ligou Wadi Al Abiyad ao Ministério da Habitação na capital Muscat, na distância de 173 km, poderia ser decisiva no que diz respeito às contas da geral. Com 4 inclinações, 1 delas com algum grau de dificuldade, quem chegasse isolado à Avenida onde se situa o Ministério da Habitação daquele estado do médio oriente poderia não só ganhar a etapa como amealhar o tempo suficiente para vencer a geral da prova, apesar de, ainda existir um contra-relógio pela frente até domingo.

A prova começou com uma fuga muito precoce nos primeiros quilómetros. Valerio Agnoli e Liewe Westra (é o homem mais combativo da época até ao momento; ambos da Astana) tentaram a sua sorte ao quilómetro 9 com o brasileiro Murilo Fischer da FDJ. A fuga durou 6 km. 2 quilómetros depois, o sprinter belga Greg Van Avermaet (BMC) Yaroslav Popovych (Trek) e Huffman (Astana) tentaram a sua sorte se bem que penso que aqui a estratégia dos directores desportivos, em particular o da Astana, era o de pura e simplesmente obrigar a Lotto-Belisol e as demais interessadas (Sky, Cannondale, Omega-Pharma) a desgastarem-se na frente do pelotão. Não sendo um trepador de excelência, a presença de Popovych na frente da corrida poderia causar alguma ameaça às pretensões destas equipas.

A fuga teve algum sucesso. O trio conseguiu amealhar 5 minutos e meio de vantagem no momento em que abordaram a primeira montanha do dia. Lá atrás no pelotão, a vantagem amealhada levou a que a Lotto-Belisol, Omega e Saxo-Tinkoff assumissem as despesas da perseguição com a BMC a colocar 2 ou 3 elementos na frente para atrapalhar a organização desta.

Na terceira incursão pela montanha do dia, Popovych foi alcançado, ficando Van Avermaet sozinho na frente com 32 segundos de vantagem para o pelotão. Entretanto, na cauda do pelotão André Greipel começou a ficar para trás e nunca mais regressou ao convívio dos grandes. No final desta colina, o colombiano Sergio Henao disferiu o seu ataque, tendo passado no alto com 18 segundos de vantagem para o pelotão e 16 de desvantagem para Van Avermaet. O último só seria alcançado a 14 km da meta por um grupo de 60 unidades.

Na última ascenção do dia, a Sky foi para a frente e deixou Chris Froome sozinho. Na perseguição ao vencedor do Tour em 2013 estavam Rigoberto Uran (agora na Omega), Roman Kreuziger (Saxo-Tinkoff), Peter Sagan e Vincenzo Nibali (Astana). Froome passou a contagem de montanha na primeira posição mas rapidamente foi alcançado na descida por Uran, Sagan e Nibali que trabalharam em conjunto para anular a diferença para o britânico. Com 18 segundos para os perseguidores, o quarteto chegou ao fim da etapa e Peter Sagan foi como seria de esperar o mais rápido no sprint final.

O eslovaco assumiu a geral da prova com 10 segundos de vantagem sobre Rigoberto Uran e 14 sobre Vincenzo Nibali. André Greipel cruzou a meta a 21 minutos do vencedor!

Ciclismo 2014 #11

volta ao algarve

Começou hoje em Faro a 40ª edição da Volta ao Algarve, a única prova do calendário ciclístico português que é pontuável para o ranking da World Tour. Até domingo, alguns dos melhores ciclistas mundiais da actualidade estarão a competir no nosso país.

Apesar da prova Algarvia estar inserida numa fase inicial da temporada na qual tanto os ciclistas como as equipas ultimam a preparação física ideal para encarar as primeiras provas competitivas a sério (no início do próximo mês) pode-se dizer que o cartaz é bastante apetecível: 5 etapas com a presença de alguns dos melhores ciclistas da actualidade como o campeão do mundo Rui Costa (a correr pela primeira vez esta temporada com a camisola do arco-íris) Alberto Contador (Saxo-Tinkoff) Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep) Aleksandr Kolobnev (Katusha) Christopher Horner (Lampre-Mérida) Arnaud Demare (Française des Jeux) ou Rein Taaramae (Cofidis).

A armada portuguesa também está bem representada. Para além das equipas Banco BIC-Carmin, OFM-Quinta da Lixa, Radio Popular Boavista, LA-Antarte Paredes dos Móveis e do campeão do mundo, marcam presença na prova Tiago Machado e José Mendes (Net-App) Bruno Pires e Sérgio Paulinho (Saxo-Tinkoff) e Nelson Oliveira (Lampre). A única ausência de vulto no que toca à nata do ciclismo português é a de André Cardoso da Garmin.

sasha modolo 2

O sprinter italiano de 26 anos Sasha Modolo ganhou a primeira etapa da prova, tirada que ligou Faro a Albufeira na distância de 160 km.

Sem grandes obstáculos no percurso (apenas uma 3ª categoria à passagem do quilómetro 34), a etapa foi animada com uma fuga de 5 ciclistas menos cotados que obrigou as equipas com sprinters presentes (Omega-Pharma, Lampre, Française des Jeux) a trabalhar arduamente no pelotão. Na parte final da etapa, a Lampre assumiu as despesas da corrida e preparou caminho para o seu sprinter. Na recta da meta, Rui Costa poderia ter ganho a etapa. O português preferiu abrir nos metros finais para a vitória do seu colega de equipa Sasha Modolo, respeitando os papéis existentes dentro da equipa. A atitude do chefe-de-fila da Lampre levou Modolo a classificá-lo no final como um “senhor dentro do pelotão”. No terceiro lugar ficou o veteraníssimo sprinter italiano Alessandro Petacchi (Omega-Pharma-Quickstep). Modolo conquistou em Albufeira a sua 4ª vitória da temporada depois de ter vencido uma etapa no Tour do Dubai e 2 na Vuelta a Maiorca.

César Fonte bonificou num sprint intermédio e é 2º da geral. Rui Costa é 3º. Arnaud Demare foi 6º e Mark Cavendish não entrou sequer no sprint final.

A prova prossegue amanhã com uma etapa que é considerada como uma autêntica clássica dentro das provas por etapa. A tirada liga Lagoa a Monchique na distância de 190 km. Antes de chegar à serra de Monchique, os ciclistas terão que passar pelas várias inclinações sinalizadas ao longo do percurso.

rui costa 6

O nosso grande campeão do mundo correu pela sua primeira vez com a camisola que o identifica como o nº1 do ciclismo mundial. No seu site oficial, Rui Costa descreveu as sensações vividas na primeira etapa.A aposta da Lampre é levar o campeão mundial à vitória na geral da prova algarvia. O dia de amanhã poderá ser decisivo quanto a esse objectivo.

Cycling: 5th Tour of Oman 2014 / Stage 1

Se meio pelotão internacional está no Algarve, a outra metade está no médio Oriente a correr a Volta a Oman.

A prova daquele pequeno país do continente asiático apresenta-se como um autêntico paraíso para os roladores.

1ª etapa

Na primeira etapa da prova, a Lotto-Belisol controlou todos os acontecimentos na cabeça do pelotão. No final da etapa, os elementos da equipa belga aceleraram o ritmo no pelotão de forma a garantirem as melhores condições de sprint para o seu velocista (o alemão André Greipel). Na recta da meta, o alemão não facilitou e conquistou a sua segunda vitória em etapas na presente temporada, 1 semana depois de ter vencido uma etapa no Tour do Qatar. O seu maior rival na prova de Oman, o belga Tom Boonen (Omega-Pharma-Quickstep) não consegui inserir-se na discussão da etapa. No final da mesma, o antigo campeão do mundo afirmou que a vitória de Greipel foi merecida em virtude do trabalho realizado pelos elementos da Lotto-Belisol.

2ª etapa – ontem quarta-feira.

kristoff

Na 2ª etapa da prova, os corredores da IAM Cycling iniciaram a etapa com um enorme sentimento de tristeza. Horas antes tinha sido confirmada a morte de Kristof Goddaerts, ciclista belga de 27 anos que alinhava na equipa suiça. Goddaerts foi atropelado por um autocarro quando treinava na sua cidade natal na Bélgica. Apesar da tristeza demonstrada nos rostos de alguns ciclistas, os homens da IAM Cycling decidiram continuar a sua participação na prova. Antes da partida, o pelotão cumpriu 1 minuto de silêncio em honra do seu antigo colega de profissão.

Sem obstáculos pela frente no percurso, previa-se uma chegada em linha disputada ao sprint. Foi exactamente isso que aconteceu. Na recta da meta, o actual detentor da medalha de bronze olímpica na prova de estrada conquistada em Londres 2012, o noruguês Alexander Kristoff da Katusha, venceu a etapa e assumiu a liderança na geral da prova. No final da etapa, Kristoff mostou-se feliz por ter ganho a tirada (1ª vitória da temporada) e revelou que nos últimos meses treinou intensivamente o seu posicionamento e a sua postura na bicicleta na especialidade de sprint de forma a poder ombrear com os melhores finalizadores do pelotão mundial.

breves do ciclismo

Mercado de transferências no ciclismo:

Euskatel desmantelada, bem desmantelada:

Nieve

1. Mikel Nieve vai correr na Sky na próxima temporada. O basco assinou por duas temporadas. O gregário de luxo já tem no seu currículo 1 vitória em etapa na Vuelta, outra no Giro, 2 classificações no top 10 na Vuelta (dois décimos lugares) e outro no Giro. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. igor anton

Já Igor Anton assinou pela Movistar onde terá o papel de gregário de luxo, o mesmo que tinha Rui Costa na equipa espanhola. O basco tentará ajudar a dupla Quintana e Valverde no próximo tour, podendo tentar a vitória nas etapas quando Unzué o consentir.

2. Mikel Landa assinou pela Astana

TOUR DE FRANCE - STAGE FIFTEEN

3. O chefe de fila Samuel Sanchez assinou pela Saxo-Tinkoff. O campeão olímpico de estrada em 2008 será o chefe-de-fila da equipa dinamarquesa na Vuelta em 2014.

Outras transferências de realce:

uran

4. O insatisfeito (na Sky) Rigoberto Uran assinou contrato pela Omega-Pharma. O colombiano será o joker à geral da equipa Belga no próximo tour.

5. o sprinter de 20 anos Rick Zabel (filho do grande sprinter alemão Erik Zabel) será reforço da suiça BMC. O jovem sprinter alemão foi campeão de estrada alemão no escalão de sub-23 em 2012 e no ano passado obteve as suas duas primeiras vitórias enquanto ciclista profissional, uma delas numa etapa do Tour da Romandia.

6. O corredor de clássicas e contrarelogista Lieuwe Westra mudou da Vacansoleil para a Astana. Westra é o actual campeão de contra-relógio Holandês e no ano passado venceu a geral do Tour da Califórnia.

7. O argentino Mauro Richese transferiu-se para a Lampre onde terá funções na 2ª formação e na equipa continental do nosso compatriota Rui Costa.

8. O sprinter\lançador de sprinter Mark Renshaw é outra das aquisições da Omega. O australiano voltará a encontrar o seu antigo companheiro na HTC Mark Cavendish. A sua contratação terá sido uma exigência do Sprinter britânico em virtude da queda dos seus resultados desde que saiu da equipa norte-americana. Poderá também ser o 2º sprinter da equipa.

9. O estonteante all-rounder francês Tony Gallopin será reforço da Lotto-Belisol. O francês ganhou a clássica de San Sebastian no ano de 2013. Irá reforçar a poderosíssima máquina da equipa Belga nas clássicas do World Tour.

10. Adriano Malori irá correr pela Movistar. O italiano faz o caminho inverso de Rui Costa.

11. O sprinter Japonês Fumiyuki Beppu saiu da Orica e assinou pela Trek.

12. O eslovaco Peter Velits assinou pela BMC. Velits será uma das armas da equipa suiça para o contra-relógio, depois de em 2013 se ter tornado campeão eslovaco da especialidade.

santaromita

13. O all-rounder campeão italiano de estrada Ivan Santaromita protagonizou uma das maiores transferências da estação (para mim a que me causou mais surpresa neste mês de Dezembro) ao sair da BMC, onde em 2013 conseguiu ter algum destaque em algumas provas para reforçar o projecto australiano de ciclismo, a World Tour Orica GreenEdge. Santaromita será chefe-de-fila da equipa australiana no Giro e tentará vencer etapas e a geral de provas de uma semana.

14. O alemão Linus Gerdemann reforçou a continental MTK-Qubeka depois de alguns meses sem competir.

IAM Cycling

15. O projecto da IAM Cycling:

De uma assentada, esta equipa suiça da divisão continental da UCI com aspirações à vitória na divisão e subida\licença ao World Tour contratou Mathias Frank à BMC, os Franceses Sylvain Chavanel e Jerome Pineau à Omega-Pharma (Chavanel venceu em 2013 a ENECO Tour, a prova de contra-relógio dos campeonatos franceses de estrada) e o sprinter Vicente Reynès à Lotto.

16. Jon Atapuma, colombiano que surpreendeu o mundo do ciclismo ao conseguir um podio na última volta à Polónia terá a sua primeira experiência no World Tour na BMC.

Maxime Monfort

17. O trepador Belga Maxime Monfort foi outra das surpresas do mercado de transferências da modalidade ao trocar a Radioshack pela Lotto-Belisol onde será o chefe-de-fila da equipa e principal candidato à geral da equipa no Tour num ano 2014 onde Monfort aparece como candidato ao top5 da prova.

18. O trepador francês John Gadret será reforço da movistar para 2014. Gadret teve um ano 2013 para esquecer.

19. O luxemburguês Jan Bakelants (foi camisola amarela no último tour) será reforço da Omega-Pharma. A mesma equipa também adquiriu o contra-relogista Thomas DeGendt à Vacansoleil.

20. O veteraníssimo Francisco Mancebo de 36 anos transferiu-se da Americana 5-Hour para a Sky Dive do Qatar. Irá correr em provas UCI Continental Ásia. No ano passado correu provas da Continental Norte-Americana.

21. A Efapel contratou Ricardo Mestre à Euskatel. Mestre será o chefe-de-fila da equipa depois da sua curta passagem no estrangeiro ao serviço dos bascos.

22. O italiano Davide Vigano será o novo chefe-de-fila da Caja Rural. O gregario italiano foi dispensado após a contratação de Nelson Oliveira por parte da Lampre.

23. O Holandês Johnny Hoogerland assinou pela equipa continental da Androni. Hoogerland será o chefe-de-fila da equipa italiana.

scarponi

24. Sem espaço para os seus objectivos na equipa Lampre, Michele Scarponi protagonizou outra das surpreendentes transferências do defeso. O italiano mudou-se para a Astana, equipa na qual será candidato à geral no próximo giro.

25. Juan José Cobo, vencedor da Vuelta em 2012, decidiu “reformar-se” da elite do ciclismo mundial e trocou a Movistar por um contrato pela turca Torku Sekersport.

Renovaram com as suas equipas:– Ian Stannard, Chris Froome e Peter Kennaugh (Sky)
– Nicky Sorensen, Bruno Pires, Matteo Tosatto, Olivier Zaugg e Sérgio Paulinho (Saxo-Tinkoff)
– Manuele Mori,  Przemyslaw Niemec e Matteo Bono (Lampre)
– Cameron Wurf, Fabio Sabatini, Paolo Longo, Maciej Bodnar, Danielle Rato (Cannondale)
– Mickael Cherrel (AG2r)
– Davide Rebellin,  Jacek Morajko, Nikolay Mihaylov  (CCC Polsat)
– Daryl Impey (Orica)
– Cyril Gautier e Davide Malacarne (Europcar)
– Yuri Trofimov, Simon Spilak, Vladimir Isaychev (Katusha)
– Tom Danielson (Garmin)
– Javier Moreno (Movistar)
– Danilo Wyss, Marcus Burghardt (BMC)
– José Ochoa (Androni)
– Leopold Konig (Net App)