Ciclismo 2014 #32

volta ao país basco

Foi assim que Contador terminou na segunda-feira a Volta ao País Basco: de beret enfiado na cabeça (bem bonito por sinal) e duas beijocas de duas moçoilas contratadas pela organização da prova.

2ª etapa – ontem

tony martin

O bicampeão do mundo de contra-relógio Tony Martin brilhou na etapa que foi corrida na região de Ordizia em pleno coração do país basco. A etapa convidava a alguns ataques na parte final, apesar de conter 4 contagens de montanha no percurso de 155 km (1 de 1ª categoria; todas elas na primeira metade da etapa) e da última dificuldade do dia (posicionada a cerca de 7 km da meta) não ser uma subida categorizada para o prémio da montanha.

Um fuga de 7 ciclistas, entre eles o bicampeão do mundo, Jon Izaguirre (colocado pela Movistar porventura para estar na frente caso Valverde decidisse atacar Contador; facto que viria a acontecer nessa subida não categorizada com resposta imediata de Alberto Contador; excelente trabalho da Movistar no endurecimento da corrida nos quilómetros que antecederam o ataque de Valverde) e Jan Bakelants (Omega). Apesar de excelentes roladores, tanto Bakelants como Martin são homens que ultrapassam sem grande dificuldade a média montanha, tendo em Ordizia uma grande oportunidade para fazer vingar a fuga. No pelotão, sapiente da boa forma física de Alberto Contador (qualquer ataque dos adversários directos seriam respondido pelo próprio ou pelo próprio mais a ajuda de Kreuziger) a Tinkoff limitou-se a controlar a diferença para depois passar a bola a quem estivesse mais interessado em vencer a etapa. A Orica GreenEdge chegou-se à frente para trabalhar para os seus homens rápidos Michael Matthews e Simon Gerrans. No caso do segundo, um dos chefes-de-fila da equipa, qualquer ataque do australiano teria que se executado entre 10 a 5 km da meta, como o próprio gosta de executar.

Martin e os 6 corredores chegaram a ter 2:40 de vantagem. Com o andamento da corrida, a vantagem foi reduzida. Até à subida final e ao ataque de Valverde, respondido directamente por todos os candidatos à vitória na geral. Com Rui Costa inserido no grupo principal, o português viria até a dar o arzinho da sua graça ao esboçar um ataque que viria a ser concretizado na altura por Phillippe Gilbert da BMC numa altura em que Martin já se encontrava sozinho na frente com 45 segundos de vantagem. Com uma ponta final na qual conseguiu resistir, o alemão habituado a ganhar na luta contra o cronómetro (uma autêntica máquina nesta especialidade) colocou um ponto final na coisa ao chegar isolado com meio minuto de vantagem sobre o pelotão, encabeçado por Ben Swift da Sky.

Na geral nada se alterou em relação à 1ª tirada da prova.

Boa etapa de Rui Costa. O português afirmou que depois de ter perdido 4 minutos e meio na 1ª etapa estaria interessado defender Damiano Cunego e atacar numa etapa se houvesse possibilidade para tal. Nesta etapa, Rui apareceu ao lado do italiano, protegendo-o do vento e colocando-o em condições de não perder tempo para os seus mais directos rivais.

3ª etapa hoje

michael matthews

Na etapa corrida hoje na região de Vitoria Gasteiz, cidade do mítico Alavés, um dos “Michaels” que compõe a nova geração do ciclismo australiano (Michael Matthews, Michael Hepburn, Rohan Dennis) voltou a triunfar ao sprint em Espanha, 1 ano depois de ter chocado meio mundo ao ter vencido 2 etapas da Vuelta ao sprint com apenas 23 anos.

A Orica continuou a lutar desesperadamente por uma discussão ao sprint. A equipa australiana trabalhou bem para anular as fugas do dia (a que durou mais foi a do vencedor da geral da Volta à França do Futuro Koldo Fernandez da Caja Rural) e o jovem sprinter da equipa foi mais rápido que Kevin Reza da Europcar (a Europcar apresenta-se no País Basco com os dois ciclistas negros integrantes da equipa; Reza e Berhane; ambos tem muita qualidade) e Michal Kwiatkowski da Omega.

Alberto Contador continua a liderar a prova com 14 segundos de vantagem sobre Alejandro Valverde e 34 sobre o ciclista polaco da Omega-Pharma Quickstep.

Para amanhã:

Os bascos não brincam em serviço. As etapas são curtinhas mas durinhas. A que irá ligar amanhã Vitoria Gasteiz a Eibar tem apenas 151 km mas, pelo meio os ciclistas terão que ultrapassar 5 contagens de montanha (2 de 1ª categoria; a última a terminar) e 3 de 2ª categoria. Um autêntico sobe e desce que é tão apetecível para ciclistas neste momento despreocupados na geral como Rui Costa, Rinaudo Nocentini, Warren Barguil (Giant-Shimano) Samuel Sanchez (BMC), Mikel Nieve, Jelle Vanendert ou Robert Gesink (Belkin). Acredito que um destes estará na fuga do dia ou lancará o seu ataque na penúltima contagem do dia.

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Ciclismo 2014 #31

fabien cancellara

Ronde Van Vlaanderen – Volta à Flandres, Bélgica – Ontem

O magnífico Fabian Cancellara escreveu ontem mais uma página de história na sua carreira ao ser pela 3ª vez vencedor da prova belga, 5º vitória suiça na prova. Cancellara junta-se assim a um lote de vencedores por 3 vezes no qual estão ciclistas como Johan Museeuw ou Tom Boonen. Boonen esteve presente na prova e ainda tentou dar um arzinho da sua graça.

259 km a separar Osteende e Blankenberg. Pelo meio, dezenas de corridas, segmentos em pavé e uma loucura de corrida, cheia de nervosismo e de aparatosas quedas.

Foi precisamente uma queda que pautou as primeiras das 6 horas de corrida disputadas na clássica Belga, clássica que serve de antecâmara para a clássica dos heróis, para o Inferno do Norte, o Paris-Roubaix, clássica que se irá disputar no próximo domingo. Para todos os leigos em ciclismo passo a explicar: a Paris-Roubaix é uma clássica disputada entre a capital francesa e o mítico velódromo da pequena cidade da região de Pas de Calais (o mais antigo velódromo ciclístico francês) na qual os ciclistas tem que superar cerca de 2 dezenas de segmentos de estrada em pavê (barro e paralelo). A prova contém um nível de espectacularidade enorme pela sua extrema dureza, pelas dezenas de quedas que acontecem e pela diabólica situação de corrida decorrente, com ataques e mudanças de posições constantes ao longo da prova. É uma daquelas clássicas que merece ser vista do princípio ao fim. Para não me alongar mais, voltando à Volta à Flandres…

Foi este o momento mais negativo da corrida. Protagonizado precisamente por um dos vencedores da Paris-Roubaix, o belga Johan VanSummeren da Garmin, um dos candidatos à vitória na prova de ontem. Numa altura em que o pelotão rolava a alta velocidade (km 60), o belga embateu violentamente contra uma idosa que se encontrava sentada à beira da estrada. A senhora está hospitalizada em estado muito grave. O ciclista afirma que o corredor que está traumatizado com o sucedido. Não é para menos.

No momento em que Van Summeren bateu contra a espectadora, na frente, rolava a primeira fuga do dia. 11 ciclistas foram os primeiros a evadir-se à aventura na dura prova belga, quase todos de equipas belgas menos cotadas. O mais cotados na fuga eram o sul-africano Daryl Impey da Orica e o norte-americano Taylor Phinney da BMC. Nas primeiras horas de corrida, sucederam-se várias quedas.  Luke Durbridge (Orica), Yaroslav Popovich (Trek), o duas vezes vencedor da prova Stijn Devolder (Trek) ou Step Vanmarcke (homem que depois viria a atacar na fase decisiva da prova) protagonizaram as quedas mais feias da prova. O experiente ucraniano da Trek também foi literalmente cuspido da bicicleta contra um espectador na beira da estrada.

As quedas foram partido o pelotão em vários grupos. Aproveitando a confusão, Peter Sagan decidiu sair do pelotão, obrigando os Omega (Boonen, Stybar e Terpstra) a trabalhar para o apanhar. À espreita encontravam-se nesse grupo homens como Edvald Boasson Hagen (também tentou atacar a 40 km da meta), Alexander Kristoff (Katusha) Fabien Cancellara, Anulado Sagan, os Omega conseguiram controlar o grupo principal até às mexidas que aconteceram após a colina de Kruisberg, uma das pendentes mais inclinadas do percuso, quando, na sua descida, Greg Van Avermaet (BMC) e Stijn Vandenberg (um dos altões da Omega) atacaram. Resposta imediata de Step Vanmarck e Peter Sagan. Na resposta de Sagan, quem viu a transmissão televisiva da prova pode apreciar as informações que o director desportivo da Cannondale ia dando ao eslovaco, pedindo-lhe que se mantesse em posição intermédia até 18 km da meta, altura em que os corredores iam subir a última grande inclinação do dia, a lendária Oude-Kwaremont. Nessa inclinação, pedia o director da Cannondale para Sagan fazer um dos seus ataques demolidores. Os dois ciclistas rodaram muito bem na frente. Boonen e Terpstra abandonaram a frente da corrida. O primeiro teve inclusive dificuldades em acompanhar o ritmo do grupo principal, cuja perseguição estava entregue a Kristoff e a Cancellara.

Foi precisamente na Oude-Kwaremont que Cancellara viu o cenário perfeito para atacar e colar-se aos da frente. O suiço atacou, Sagan não conseguiu acompanhar, Vanmarcke conseguiu aguentar o ataque do suiço e os dois corredores acabariam por colar-se a Van Avermaet e Vanderbergh nos últimos quilómetros.

Habitual nestas corridas, a constituição do quarteto provocou as habituais danças tácticas com os ciclistas a esboçarem ataques e contra-ataques para poderem vencer a prova. Só a 300 metros do fim, em posição privilegiada para sprintar (na cauda do grupo), Cancellara lançou o sprint e venceu um estafado Greg Van Avermaet em cima da linha de meta. O Belga voltou a falhar o objectivo de vencer uma das 5 maravilhas das clássicas da primavera (Flandres, Roubaix, Liège, Amstel Gold Race, Milão-São Remo) apesar de ter merecido claramente a vitória. Valeu novamente a enorme ponta final de Cancellara. O suiço soube resguardar-se e ler muito bem a corrida, respondendo e atacando no timing correcto aos ciclistas correctos. No final, a excelente posição na cauda do grupo aliada à sua habitual frieza na finalização de etapas, garantiu ao suiço de 33 anos a 3ª vitória na prova e 7ª nas 5 maravilhas da primavera (em 25 participações; 14 pódios).

 

GP Miguel Indurain valverde 4

Neste fim de semana, correu-se em Espanha a edição deste ano do GP Miguel Induraín. Tendo como pano de fundo a Volta ao País Basco (começou hoje), Alejandro Valverde conseguiu a sua 6ª vitória da temporada (depois das vitórias em Murcia, Roma Máxima, geral da Andaluzia e 2 etapas na prova andaluz) depois de bater Tom Jelte Slagter da Garmin. O holandês da equipa Norte-Americana voltou a mostrar a sua apetência para as clássicas. Acredito que o holandês será um das maiores figuras deste tipo de provas a partir da próxima temporada.

Da prova espanhol ficou o excelente resultado obtido por André Cardoso. O português da Garmin foi 4º classificado a 1 minuto e 2 segundos do ciclista da Movistar.

Vuelta a La Rioja

Em Espanha também se correu a Volta a La Rioja. A 54ª edição da prova foi encurtada apenas a 1 etapa, à semelhança daquilo que aconteceu com a Volta a Murcia por exemplo. Marcaram presença na prova espanhola nomes como o sprinter Brett Lancaster (Orica), Igor Antón (Movistar), Michael Albasini (Orica) e as equipas portuguesas da Louletano-Dunas Douradas e Boavista Radio Popular.

Michael Matthews da equipa australiana venceu a prova, batendo ao sprint Francesco Lasca da Caja Rural e Carlos Barbero da Euskadi. O melhor português foi Federico Figueiredo da Radio Popular na 14ª posição.

Volta a Limburg

Moreno Hofland

Vitória para o sprinter da Belkin Moreno Hofland. O Holandês, vencedor de uma etapa no Paris-Nice, 2º na Kuurne-Brussels-Kuurne, bateu Simone Colbrelli da Bardiani e Mauro Finetto da Neri na linha de meta.

Volta ao País Basco – 1ª etapa

contador 3

Alberto Contador começou a ganhar no País Basco. Em Ordizia, pleno coração do País Basco, o espanhol da Tinkoff voltou a provar que está embalado para uma grande temporada. Contador atacou com Valverde na última passagem pela 2ª categoria categorizada entre os 10 e os 7,5 km para a meta, deixou o ciclista da Movistar para trás, aguentou a vantagem obtida na descida e venceu isolado na pequena localidade de 10 mil habitantes.

Péssimo dia para Rui Costa. O português desapareceu das imagens antes da última passagem pela subida de Gaintza, acumulando mais de 4 minutos para o líder. Se por um lado o resultado é péssimo (o Rui fica irremediavelmente afastado pela luta da geral), por outro lado, a péssima classificação justifica-se pelo uso da bicicleta suplente (apesar de ter a medida do ciclista, foi pouco utilizada pelo ciclista; a bicicleta principal do português desenvolvida pela Mérida não chegou a tempo da primeira etapa) e pelo cansaço acumulado no terrível dia de espera ontem vivido pelo português no aeroporto na viagem para o País Basco com atraso de 10 horas no voo. Este resultado irá permitir uma maior liberdade de ataque ao ciclista português nas próximas etapas visto que 4 minutos de atraso para a liderança deverão permitir uma maior probabilidade de ataque sem resposta directa dos favoritos à geral da prova. No entanto, também me parece assertivo afirmar que dentro do pelotão ninguém deixa sair de ânimo leve o campeão do mundo. Quem sabe se poderemos ter o ciclista da Póvoa do Varzim ao ataque já amanhã numa etapa que tem um perfil do seu agrado.

Corrida dominada do início ao fim pela Movistar e pela Tinkoff. Uma fuga com Matteo Montaguti (AG25) foi anulada a tempo do momento das decisões (a última passagem pela 2ª categoria de Gaintza, um autêntico muro com pendentes de 15% e 20% em alguns pontos, em particular nos primeiros 500 metros). Tanto a equipa espanhola como a equipa dinamarquesa colocaram muita gente na frente do pelotão de forma a fazer uma selecção dos candidatos logo nesta primeira etapa. Recordo que esta prova só tem chegada em alto na 4ª etapa na quinta-feira. Mikel Nieve (Sky), Damiano Cunego (Lampre), Cadel Evans (BMC), Michal Kwiatkowski (Omega-Pharma-Quickstep), Yuri Trofimov (Katusha; excelente etapa deste ciclista russo) e Jean-Christophe Perraud (afirmou ontem ter algumas ambições na prova; 1 semana depois de ter vencido a geral do Criterium da Córsega) aguentaram o máximo que puderam. Excelente trabalho da Movistar na aproximação à última dificuldade do dia com um grande trabalho de Benat Inxausti a endurecer a corrida. Até ao momento em que Valverde tentou o ataque logo no início da subida e Contador não só o acompanhou como o ultrapassou com um ataque demolidor.

O espanhol conseguiu 13 segundos de vantagem no Alto da Gaintza para Valverde e 30 para o grupo formado pelos nomes supra-citados, diferenças que se mantiveram aquando da chegada dos ciclistas à meta. Contador sobe defender a vantagem na descida e com a vitória nesta 1ª etapa, ascendeu à liderança da prova.

pais basco

André Cardoso chegou integrado no grupo de Frank Schleck (Trek), Samuel Sanchez (BMC), Robert Gesink (Belkin), Simon Spilak (Katusha) e Tejay Van Garderen (BMC) a 58 segundos de Contador. Os ciclistas da BMC Racing Team foram as maiores desilusões do dia. Pela forma apresentada por Van Garderen na Catalunha, esperava-se que o all-rounder Norte-Americano fosse capaz de acompanhar Contador. O basco, a correr em casa, também esteve um furo abaixo daquilo que costuma fazer na prova.

A etapa de amanhã tem um perfil duríssimo. Os ciclistas costumam catalogar este tipo de etapas de “rasga pernas” pela quantidade de descidas e subidas que o traçado apresenta. Apesar das 4 contagens de montanha estarem posicionadas longe da meta (a de 1ª é a última), após a última contagem de montanha, o percurso é um sobe e desce constante, existindo uma subida de 4 km não categorizada a 5 km da meta.

Ciclismo 2014 #24

1. Tirreno-Adriático

tirreno-adriatico 4

Na última etapa do Tirreno-Adriático, a organização decidiu marcar um contra-relógio curto de 9,1 km em San Benedetto del Tronto.

Adriano Malori

Vitória para o contra-relogista italiano Adriano Malori da Movistar. O antigo campeão italiano da especialidade (2011) e bi-campeão mundial de sub-23 (Malori tem 26 anos) superou Fabian Cancellara de Trek por 6 segundos e Bradley Wiggins da Sky por 11. O bi-campeão do mundo em título da especialidade Tony Martin (Omega-Pharma-Quickstep) foi 4º a 15 segundos de Malori. Michal Kwiatkowski 7º a 22 segundos.

Na luta pela geral, Nairo Quintana superiorizou-se a Alberto Contador. O colombiano da Movistar foi 20º a 38 segundos enquanto o espanhol foi 28º a 41 segundos. O 3 segundos ganhos não puseram em perigo a vitória de Contador na geral da prova. No entanto, fica aqui mais um bom registo do trepador colombiano no contra-relógio.

contador 2

Vitória para Contador na Geral da prova, nas vésperas do primeiro embate frente-a-frente com Chris Froome, duelo que vai acontecer nas estradas da Catalunha na próxima semana. Vencendo duas vezes em alto (na 2ª, descolou do pelotão logo ao quilómetro 36) mostrou estar em forma neste início de temporada. As vitórias no Tirreno-Adriático também demonstraram que o espanhol sente-se motivado para conseguir chegar ao Tour na melhor forma, um ano depois da desilusão que foi a sua participaçao no Tour.

Nairo Quintana – Excelente participação no Tirreno-Adriático. Anteontem foi o único que conseguiu acompanhar Alberto Contador no ataque realizado pelo espanhol. É pena que a Movistar tenha outros planos para a época do Colombiano. É neste momento um dos únicos capazes de acompanhar Froome e Contador na alta-montanha. O outro é Purito Rodriguez. O espanhol ainda não realizou qualquer teste a sério nesta temporada. Vai correr o giro. Numa prova que terá, em princípio, como grandes cabeças-de-cartaz, Ryder Hesjdal, Michelle Scarponi e Chris Horner, o colombiano é para mim, neste momento, o grande favorito à vitória final.

2. Ranking UCI

Nova actualização do Ranking UCI (com Paris-Nice)

ranking

Carlos Betancur (AG2R) lidera, fruto da sua vitória na geral do Paris-Nice bem como das suas vitórias em etapas da prova. No ranking individual, destaque para os 88 pontos amealhados por Rui Costa na prova francesa, facto que lhe permite a subida para o 5º lugar da tabela.

Por equipas

ranking 2

Por Nações:

ranking 3

Portugal ocupa o 6º lugar graças aos pontos de Rui Costa. Se os campeonatos do mundo se realizassem de acordo com esta actualização de ranking, Portugal teria direito a levar 7 ciclistas à prova. O resultado é enganador. Neste momento, somos das selecções com menos corredores com possibilidades de correr provas de World Tour (Nelson Oliveira, Rui Costa, Fabio Silvestre, André Cardoso estão em equipas de World Tour; José Mendes, Tiago Machado estão em equipas de UCI Pro Continental mas tem hipóteses de correr algumas corridas World Tour).

3. Rui Costa

O Português caiu na última etapa do Paris-Nice. Felizmente não se lesionou na queda. O Português afirmou que não é nada de grave, felizmente: “ Tinha umas dores horríveis no joelho esquerdo. Penso que bati com o joelho nas grades… foi tudo muito rápido. Depois, com a ajuda do meu director Matxin, levantei-me e pude terminar a corrida, bastante dolorido. Tenho uma grande pisadura no joelho, outras nas costas e anca. Não é nada de grave, só espero poder recuperar depressa e voltar aos treinos o antes possível.”

Ciclismo 2014 #22

paris nice 2

Paris-Nice

rui costa 21

2×2. 5×2. 2 vitórias de etapa para Betancur na prova (e a correspondente e merecida liderança da prova; tem sido sem dúvida o maior agitador da corrida nos momentos decisivos), 2 vitórias de etapa para o holandês da Garmin Tom Jelte Slagter (tem sido o corredor mais inteligente da prova, atacando apenas nos momentos certos) e 2 2ºs lugares para o nosso Rui Costa, mais 2 a juntar 3 obtidos na Volta ao Algarve. O início de temporada do campeão do mundo tem sido excelente mas, no mínimo… azarado nas chegadas… Cumpre-se o prenúncio dos homens que vestem a camisola de arco-íris: com a dita vestida, a época seguinte é uma miséria. Salvam-se os pontos obtidos pelo português para a classificação por nações da UCI, critério de selecção do número de corredores que cada federação pode levar aos próximos campeonatos do mundo.

6ª etapa – ontem

Betancur

Nos últimos 500 metros da etapa que ligou Saint Saturnin-lés-Avignon a Fayence (221.5 km) Rui Costa teve a porta literalmente escancarada para vencer a etapa quando Alexis Villermoz (AG2R) caiu espalhafatosamente quando lançava o sprint em subida para o seu chefe-de-fila (Carlos Alberto Betancur) mas não aproveitou a brecha, sendo ultrapassado pela maior explosividade do colombiano nos metros finais.

Na partida da etapa, a organização foi informada do abandono de Simon Gerrans da Orica. O australiano, um dos favoritos à vitória na geral da prova, justificou o seu abandono e a sua fraca prestação nesta devido a problemas gastrointestinais.

A etapa arrancou com mais uma tentativa de Sylvain Chavanel (IAM Cycling). Decidido a vencer a classificação da montanha e quem sabe a etapa (era propícia às suas características com um constante sobe e desce), o ciclista francês da equipa suiça arrancou bem cedo do pelotão, numa primeira tentativa sozinho (para vencer a 3ª categoria disposta ao quilómetro 36.5 km). Depois de vencer a contagem de montanha, Chavanel recuou novamente ao pelotão. Ao quilómetro 68, 7 ciclistas, entre outros,  Stephen Cummings da BMC, o suiço Gregory Rast da Trek, Aleksandr Kutchynski da Katusha, Mattia Cattaneo da Lampre e Alessandro Di Marchi da Cannondale haveriam de tentar a sua sorte. Lá atrás, aos 164.5 km, aquando da sua contagem de montanha do dia, Sylvain Chavanel haveria novamente de atacar em conjunto com Thomas Vockler da Europcar. Ambos conseguiriam chegar ao grupo de fugitivos cerca de 5 km depois.

Chavanel conseguiu passar mais uma contagem em primeiro ao quilómetro 180. Mais 4 pontos para o prémio da montanha. Lá atrás no pelotão, a Sky e a AG2R tomavam conta das operações e tentavam anular a fuga do homem da IAM Cycling e fazer a primeira selecção dentro do pelotão na aproximação à grande contagem de montanha do dia: Col de Bourigaille. Nessa contagem, só Chavanel, Voeckler, Pim Ligthart da Lotto-Belison e Alessandro Di Marchi restavam da fuga que já tinha sido composta por 10 elementos. No pelotão começavam a aparecer os primeiros esticãos: os primeiros a mexer na corrida foram Alexis Villermoz da AG2R e José Serpa da Lampre. Pela primeira vez viu-se a Lampre de Rui Costa a agitar a corrida para desgastar a Sky e a AG2R. Os dois cicilistas viriam a alcançar o grupo de Chavanel ao quilómetro 198. Ao quilómetro 200, o pelotão apanhou os fugitivos. Chavanel perdeu logo o contacto com o grupo dos favoritos e teve a companhia de Andy Schleck, uma perfeita desilusão na prova francesa.

Começa o espectáculo…

Nova iniciativa de Villermoz. Leva com ele 4 ciclistas, entre os quais, Frank Schleck (Trek), Przemyslaw Niemec (Lampre), Yury Trofimov (Katusha) and Eduardo Sepulveda (Bretagne) – um grupo de respeito que poderia vencer naturalmente a etapa não fosse o trabalho de junção que estava a ser feito pela equipa do líder, a Sky. Com Frank Schleck a tentar a sua sorte, a equipa inglesa preferiu não dar abévias e na descida, o grupo seria apanhado.

A 10 km da meta foi a vez de Damiano Caruso (Cannondale) e Dries Devenyns da Giant tentarem o seu ataque, respondido de imediato por Vincenzo Nibali. 2ª vez que o italiano tentou atacar numa descida na prova. Aqui e numa imagem posterior (Nibali a descolar do grupo principal na aproximação à meta) finalmente consegui perceber que as declarações proferidas pelo ciclista italiano de que não estaria no Paris-Nice para vencer (mas sim para trabalhar para Jakob Fuglsang) não eram bluff. Quando o italiano atacou, teve resposta directa de Geraint Thomas. Este ataque não passou de mais uma tentativa para desgastar a Sky, reduzida a esta altura ao líder da prova (Geraint Thomas) e a David Lopez Garcia. O bielorusso Vasil Kyrienka já tinha trabalhado na frente do pelotão durante cerca de 40 km e não se encontrava nesta altura no grupo principal. Rui Costa pedalava confortavelmente a meio do grupo.

A 4,5 km Simon Spilak (Katusha) tentou a sua sorte. Quem lhe respondeu foi Nibali. David Lopez Garcia promoveu novamente a junção. Depois deixou o seu líder sozinho para o que restava correr na etapa. Precisamente nesta altura dava-se o furo de Wilco Kelderman da Belkin, o melhor classificado da equipa holandesa na prova.

Na aproximação à meta, a AG2R voltou a carregar. Alexis Villermoz foi buscar forças para acelerar a corrida na ligeira pendente final e Rui Costa saiu do meio do grupo para se posicionar atrás do homem da AG2R. Na sua roda ia o campeão francês Arthur Vichot e na roda de Vichot, expectante Betancur. Até que a 500 metros da meta, Tom Jelte Slagter puxou da sua explosividade em subida, atacou, Villermoz respondeu, assumiu novamente as rédeas da corrida e na curva que antecedeu a eira da meta caiu, deixando Rui Costa na frente do grupo. O português sprintou mas vindo de trás, Betancur efectuou uma ponta final do outro mundo e roubou a vitória ao ciclista português.

Bettancur 2

Betancur e Rui Costa lograram ganhar segundos para além das bonificações aos mais directos concorrentes. O checo Zdynek Stybar da Omega perdeu 3 segundos, assim como Geraint Thomas e Arthur Vichot. O 6º classificado da etapa, o francês Cyril Gautier da Europcar perdeu 7 assim como Jakob Fuglsang da Astana. Quem acabou por ficar para trás nos metros finais foi Tom Jelte Slagter, devido a um problema mecânico (saltou-lhe a corrente quando tentou atacar a 500 metros da meta). O holandês perdeu tempo para Betancur e ficou arredado da discussão da geral da prova.

Com a vitória na etapa, Betancur roubou a liderança a Geraint Thomas e cavou uma diferença de 8 segundos para o britânico. Rui Costa perdeu tempo mas subiu 9 lugares na geral para a 3ª posição a 18 segundos do colombiano. Stybar ficou a 22 enquanto o sprinter Joaquin Rojas da Movistar fechou o top-5 da prova a 24 segundos da liderança. O sprinter da Movistar está a fazer uma prova bastante interessante, conseguindo ultrapassar com exito as etapas de média montanha.

Apesar de mais um 2º lugar na tempoada (o 4º), Rui Costa mostrou-se agradado com o desempenho: ““Queria muito dar uma vitória à equipa e a todos os que me apoiam, mas ainda não foi desta. Aquela queda do Vuillermoz estragou-me um pouco os planos. Obrigou-me a sair mais cedo e desgastar-me um pouco mais. Cerrei os dentes e dei o meu máximo mas Betancur veio na minha roda e na meta foi o mais forte. Ele está num grande momento de forma e eu dou-lhe os parabéns. O balanço de hoje é bastante positivo. Estou muito satisfeito com as minhas sensações”

Quanto aos outros portugueses em prova, André Cardoso foi 26º a 25 segundos (22º da geral a 1 minuto e 2 segundos) enquanto Nelson Oliveira chegou muito atrasado com mais de 6 minutos para o vencedor da etapa.

7ª etapa – hoje

Tom Jelte Slagter

Tom Jelte Slagter vingou-se da avaria mecânica que o tinha arredado da luta pela vitória da etapa no dia anterior e voltou a vencer na prova. A Garmin consegue 2 inexpectáveis vitórias na prova e sai desta como uma das equipas em destaque. O holandês provou que é um nome a ter em conta para as clássicas da primavera, em particular, para as clássicas de colinas que serão disputadas na Belgica e na Holanda, provas onde decerto não estará tão à vontade dentro do pelotão. O holandês deu a conhecer ao mundo do ciclismo todo o seu potencial explosivo no ataque em perímetro curto (5\10\15 km para a meta) e a sua fantástica ponta final. De certa maneira, Slagter faz-me lembrar em muitas características que possui “o melhor” do antigo campeão do mundo e actual corredor da BMC Phillipe Gilbert.

Na etapa de hoje, 6 corredores aventuraram-se logo a bandeira foi içada pelos comissários de prova. Lieuwe Westra (Astana), Pim Ligthart (Lotto) Laurent Didier (Trek), Sylvester Szmyd (Movistar), Albert Timmer (Giant) and Florian Guillou (Bretagne) tentaram a sua sorte. Westra, Ligthart e Guillou já tinham tentado a sua sorte em momentos algo parecidos com este nas etapas anteriores. A colocaçao de Sylvester Szmyd na fuga revelou que a Movistar tinha planos para Rojas.

Estes foram imediatamente perseguidos por um grupo composto por Matthias Frank (o gregário da IAM em defesa da camisola da montanha de Chavanel; como Lighthart já tinha ganho alguns pontos no dia anterior, estava na fuga para recolher mais alguns para a dita classificação), Brice Feillu (Bretagne; aproveitando a posição do colega na frente, teria alguém para o ajudar caso a fuga tivesse sucesso), Marco Marcato (Cannondale) Cyril Lemoine da Cofidis e Amael Moinard da BMC. Apesar dos esforços de Frank, Ligthart conseguiu recolher 32 pontos na passagem por Vence (3ª categoria) Col D´Ecre (2ª categoria) e Col de Cipriéres (2 passagens nesta contagem de 3ª categoria) e retirar a camisola às bolinhas a Sylvain Chavanel.

Na primeira passagem pela linha de meta (152 km), o holandês Liewe Westra atacou e deixou os companheiros de fuga para trás. Os seus companheiros seriam rapidamente apanhados pelo pelotão antes da linha de meta (sprint bonificado) tendo o português Rui Costa sido o 2º a passar nesse mesmo sprint (recolheu mais 2 segundos para Betancur) num sprint com Rojas. Betancur e a AG2R vigiaram esta iniciativa na cabeça do pelotão.

Junção feita a Westra, foi a vez do agitador mor Sylvain Chavanel iniciar mais uma fuga em conjunto com outros corredores. Sem efeito. Chavanel, Felline, Alex Howe (Garmin), Francesco Gavazzi (Astana) Jan  Bakelants (Omega), John Gadret (Movistar), Yuri Trofimov (Katusha), Angel Mate (Cofidis) rodaram vários quilómetros na frente do pelotão, chegaram a ter uma vantagem de 20 segundos mas acabariam por ser apanhados. A AG2R e a Sky sabiam perfeitamente que deixar andar na frente um grupo composto por Chavanel, Gavazzi, Gadret, Bakelants, Trofimov e Mate poderia por em perigo a discussão da etapa e até a liderança da prova.

Nos últimos 5 km dá-se o acontecimento do dia: a queda que envolveu Geraint Thomas, Frank Schleck e Arnold Jeanesson da Française des Jeux. O inglês, 2º da geral estava definitivamente arredado da luta pela geral. Caído junto ao rail onde tinha embatido, foi rapidamente assistido pelo médico da organização e pelos médicos da equipa. Apesar de ainda se ter feito à estrada (chegou com 7 minutos de atraso para Slagter), suspeita-se que o corredor da Sky tenha partido a clavícula e tenha avisado a organização do seu abandono durante a noite de sábado.

A Lampre chegava-se à frente do pelotão com 2\3 homens. Também Rui Costa ambicionava quebrar o enguiço na etapa de hoje e ganhar mais alguns segundos a Betancur. Nos últimos quilómetros Jakob Fuglsang esboçou um ataque mas a Lampre não deixou o dinamarquês ir. A corrida chegou aos últimos metros com Tom Jelte Slagter a bater Rui Costa ao sprint. Em cima da linha, o português garantiu a 2ª posição e bonificou à frente de Rojas e Betancur. No final da etapa, pousado sobre a bicicleta, a cara do português mostrava algum desalento. A temporada leva 2 meses e o nosso grande corredor já leva 5 2ºs lugares em etapa.

A minha equipa esteve fenomenal e tentamos tudo para mexer na corrida. Obrigado aos meus colegas pelo trabalho.” – começou por dizer, Rui Costa, dorsal 61 da corrida do sol. “Voltei a deixar todas as minhas forças na estrada e estive perto da vitória. Fui até à exaustão e de consciência tranquila por ter dado o meu máximo. Não deu para ganhar, mas voltar a fazer 2.º é bom sinal e sabe muito bem ter pernas para estar na luta. É bom conseguir manter-me ali, entre os melhores.”

betancur 3

Carlos Alberto Betancur viu a sua vantagem reduzida para o português. Os dois ciclistas estão separados por 14 segundos à entrada para a última etapa. Não bastará a Rui Costa vencer a etapa e o colombiano não bonificar. Numa prova onde as diferenças ganhas pelos ciclistas são tão curtas, o português necessitará de um milagre para vencer a geral da prova. Já ficava feliz se vencesse a etapa. Pelo menos, assim, seria capaz de quebrar a malapata neste início de temporada.

Zdenek Stybar aproveitou a queda de Thomas para ascender ao pódio da prova a 26 segundos da liderança.

Ligthart

Pim Ligthart ascendeu à liderança da camisola da montanha. Amanhã terá um dia difícil na última etapa da prova. A etapa de 128 corrida em Nice, apresenta 3 contagens de 2ª categoria e 2 de primeira.

Nice

Decisiva. Não haverá lugar para consagrações. Rui Costa terá aqui a sua derradeira oportunidade para sair em glória da prova francesa. Uma etapa à medida das suas capacidades. As atenções da AG2R estão viradas para si, para Fuglsang e para Stybar. A equipa francesa sabe que o português é o único que, devidamente embalado num ataque, tem capacidade para fazer perigar a liderança de Betancur. Os dois sprints intermédios a meio da etapa podem ajudar à festa.

Tirreno-Adriático

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3ª etapa – sexta-feira

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Na chegada (em subida) à cidade toscana de Arezzo, Peter Sagan vingou-se da derrota obtida no passado fim-de-semana na Strade Bianchi (também ela corrida na bonita região da Toscânia) para Michal Kwiatkowski. O vencedor da Volta ao Algarve voltou a confirmar que está em excelente forma.

Na subida final para Arezzo quem foi o primeiro a atacar foi Phillippe Gilbert da BMC. A inclinação final fazia lembrar as rampas de Valkenburg, rampas que fazem o gosto do antigo campeão do mundo. Gilbert não teve pernas para chegar à recta da meta, sendo ultrapassado por um temerário Sagan que acelerou e deixou o polaco para trás. Simon Clarke da Orica foi 3º e Gilbert 4º.

Michal Kwiatkowski (Omega-Pharma-Quickstep) ocupou a liderança da prova com mais 10 segundos de vantagem para o seu colega de equipa Rigoberto Uran. Simon Clarke ascendeu à 3ª posição a 13 segundos do líder. Sagan posicionou-se na 6ª posição a 22 do polaco.

O eslovaco da Cannondale mostrou-se extremamente feliz com a 2ª vitória da época: “Today I am very glad for the win. Thank you to all my team-mates because they put me on the front. It was a very dangerous finish. When I saw parcours for Tirreno-Adriatico, this stage was very special and I wanted to be on the front today, and I take another victory. I am very happy.”

4ª etapa – hoje, sábado.

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Depois de ter vencido no Alto do Malhão na Volta ao Algarve, Alberto Contador voltou a vencer, desta feita na 4ª etapa da Tirreno-Adriático, confirmando que revela muita ambição e uma boa preparação física para o ano 2014.

Na etapa que terminou em Cittareale, o trepador Stefano Pirazzi da Bardiani-CSF foi o primeiro a atacar na subida final a 9 km da meta. Roman Kreuziger (Tinkoff) e Benat Inxausti da Movistar responderam ao ataque do italiano. Chegaram a ter 30 segundos de vantagem para o grupo reduzido de corredores que se formou na sua perseguição. Kreuziger quis mais e aventurou-se pela subida acima. No grupo principal, Michelle Scarponi resolveu atacar e levou consigo o croata Robert Kiserlovski da Trek. O ataque do italiano da Astana, corredor muito perigoso neste tipo de etapas, conhecedor do terreno que pisava, motivou a resposta em cadeia de Alberto Contador e Nairo Quintana, facto que levou Kreuziger a esperar pelo seu líder lá na frente. Entretanto Daniel Moreno conseguiu acompanhar estes dois.

Richie Porte conseguiu fazer recolar o seu grupo a este grupo e tudo redundou num fantástico sprint em Cittareal com vitória (e estabelecimento de diferenças) para Contador. Nairo Quintana foi 2º a 1 segundo e Daniel Moreno 3º a 5.

Na geral da prova, Kwiatkowski lidera com 16 segundos de vantagem para Contador e 23 para Nairo Quintana. Eis o top-10 da prova:

1 Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma – Quick-Step, 16:06:42
2 Alberto Contador (Esp) Tinkoff-Saxo, +16s
3 Nairo Quintana (Col) Movistar, +23
4 Richie Porte (Aus) Team Sky, +34
5 Rigoberto Uran (Col) Omega Pharma – Quick-Step, +38
6 Roman Kreuziger (Cze) Tinkoff-Saxo, +39
7 Robert Kiserlovski (Cro) Trek Factory Racing, +49
8 Moreno Moser (Ita) Cannondale, +1:01
9 Mikel Nieve (Esp) Team Sky, +1:02
10 Julian Arredondo (Col) Trek Factory Racing, +1:03

Ciclismo 2014 #21

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Paris-Nice

4ª etapa – ontem

Tom Jelte Slagter

Na primeira aproximação à montanha e às etapas que realmente fazem as diferenças na geral da prova, o holandês de 24 anos Tom Jelte Slagter atacou na última contagem do dia (uma 2ª categoria posicionada a cerca de 20 km da meta), recebeu a ajuda vinda de trás de Geraint Thomas (Sky) e venceu a etapa que terminou em Belleville. O holandês conseguiu a sua primeira vitória da temporada. Em 2013, conseguiu alguns resultados de destaque como a vitória na geral individual do Tour Down Under (Austrália; a primeira prova World Tour da temporada), a vitória numa etapa na mesma prova e a vitória no prémio da montanha do Tour de Alberta. Com o 2º lugar na etapa, Thomas ascendeu à liderança da geral da prova.

A etapa de ontem era tida como crucial para aqueles que tem aspirações à geral (Carlos Alberto Bettancur, Rui Costa, Bauke Mollema, Vincenzo Nibali, Geraint Thomas). Com 3 contagens de 3ª categoria praticamente seguidas e uma de 2ª a finalizar, era expectável que um ou vários destes ciclistas pudessem executar o seu ataque na subida final. Para o camisola amarela à partida, o alemão John Degenkolb, seria bastante difícil sair da etapa como líder, apesar do facto do alemão conseguir suportar bastante bem a média montanha. A etapa veio provar isso mesmo: Degenkolb chegou incluído no 2º grupo a apenas 18 segundos do vencedor da etapa.

A etapa começou com as habituais fugas. O primeiro a tentar foi o combativo Thomas Voeckler (Europcar) logo nos primeiros quilómetros. Voeckler foi rápidamente alcançado pelo pelotão, sapiente do perigo a que se arriscava caso deixasse sair o antigo campeão nacional francês. Apesar da tentativa, Voeckler mostrou que ainda não está em forma. Poucos quilómetros depois, a Europcar não desistiu do objectivo de constituir um grupo de fugitivos. Perrig Quemeneur, homem que já tinha encetado uma fuga precisamente na 3ª etapa saiu do pelotão e com ele foram Valerio Agnoli (Astana), Laurent Didier (Trek) e Jesus Herrada da Movistar. Tendo em conta a perigosidade da fuga pela presença de Agnoli, o pelotão deixou ir o quarteto à vontade até ao quilómetro 111, altura em que começaram as inclinações do dia. Nesse preciso quilómetro, o quarteto tinha cerca de 6 minutos e meio de vantagem sobre o pelotão.

Os fugitivos tiveram tempo de passar pelas 3 montanhas de 3ª categoria. Nos Cote de la Clayette (km 137.5), Col de Champ de Juin (Km 156.5) and Col de Crie (Km 164) Agnoli passou na frente e colheu os 4 pontos em disputa para a classificação da montanha, pontos que se revelaram suficientes para retirar a correspondente camisola de líder da classificação a Christophe Laborie da Bretagne. Na contagem de 2ª categoria, o homem da Bretagne foi um dos primeiros a descolar do pelotão.

À entrada da última montanha do dia, o Mount Bruilly, o pelotão tratou de anular a fuga de forma ao espectáculo poder começar.

A Sky chegou-se à frente do pelotão e começou a endurecer o ritmo para fazer a primeira selecção dentro do numeroso grupo. A 15,5 km do fim, o primeiro a abrir as hostilidades foi um dos principais favoritos à vitória na geral da prova, o colombiano Carlos Alberto Bettancur da AG25. Bettancur atacou precisamente numa fase da subida em que num espaço de 500 metros esta apresentava uma pendente média de 20%. Sem efeito, poucos metros mais à frente seria alcançado, crendo eu que o colombiano apenas quis testar o poder de resposta da Sky e da concorrência. Tanto Vincenzo Nibali como Rui Costa iam bem posicionados dentro do grupo e bastante atento às possíveis investidas dos adversários. Aos 14,4 km, Bettancur tentou novamente fugir. E o pelotão rompeu de vez num grupo de 40 a 50 unidades.

Com o ataque de Bettencur, abriu-se o precedente para mais ataques. Mal o colombiano foi alcançado novamente, Tom Jelte Slagter fez o ataque decisivo. Saíndo que nem uma bala do pelotão, rapidamente ganhou 7\8 segundos de vantagem para o mesmo. Ninguém respondeu no pelotão. 600 metros após, foi Geraint Thomas da Sky a sair do pelotão para alcançar o ciclista holandês da Garmin. Rui Costa chegou-se à frente do pelotão para encetar a perseguição mas não teve grande colaboração. O grupo principal haveria de deixar os dois ciclistas vencer a etapa precisamente porque nunca se conseguiu organizar para os perseguir. Até ao final da subida, também iria sair o jovem holandês Wilco Kelderman da Belkin, jovem em quem a equipa holandesa deposita grandes esperanças para o futuro, posicionando-se num ponto intermédio entre os dois da frente e o grupo principal. Num grupo secundário, bem próximo do grupo principal já estava John Degenkolb. O ciclista da Giant-Shimano era o homem que mais ia trabalhando na frente do grupo para conseguir a recolagem.

Iniciou-se a longa descida que iria levar os ciclistas à recta da meta com Thomas e Slagter na frente e Kelderman entre o grupo principal e os homens da frente. A 8 km da meta, tentaram sair do grupo 2 homens bastante perigosos: o dinamarquês Jakob Fuglsang da Astana e Romain Bardet da AG2R. Conseguiram alcançar alguns metros de vantagem mas nunca se constituíram como perigo tanto para os homens da frente como para os ciclistas do grupo principal. Thomas e Slagter iam trabalhando muito bem na frente para terem hipóteses de disputar a vitória na etapa. Para Geraint Thomas, mesmo que não conseguisse vencer a etapa, estava em condições de assumir a amarela da prova.

Apesar de Wilco Kelderman se ter aproximado muito rapidamente aos dois da frente, o sprint final pela vitória iria pertencer aos dois homens da frente com o holandês a deter uma ponta final mais forte que Thomas. O grupo dos favoritos acabou por alcançar Kelderman, terminando o holandês na 3ª posição e todo o grupo a 5 segundos dos vencedores. No grupo principal chegaram Arthur Vichot (Française des Jeux), Rui Costa (11º), Jon Insausti (Movistar), Carlos Alberto Bettancur, Frank Schleck (Trek), Jakob Fugsland e Vincenzo Nibali, e John Gadret (Movistar). A 18 segundos chegou o líder Degenkolb num grupo que incluía André Cardoso (Garmin), Maxime Monfort e Tony Gallopin (Lotto-Belisol).

Com atraso significativo de 57 segundos chegou Chavanel (IAM). O francês foi uma das baixas logo no início da segunda categoria por causa de um furo. Jerome Pineau, outro dos chefes-de-fila da suiça IAM, apanhou quase 4 minutos. O português Nelson Oliveira chegou incluído no grupo de Andy Schleck a mais de 7 minutos. Mais uma vez o luxemburguês voltou a desiludir. Apesar de ter considerado que se encontra motivado e a preparar forma para voltar em grande às competições por etapas de 3 semanas, o que é certo é que (um dos chefes-de-fila da Trek) não está a conseguir re-encontrar o ritmo que possuía noutros tempos depois da grave lesão que o deixou de fora durante vários meses.

Na geral, Geraint Thomas assumiu a amarela, detendo uma vantagem de 3 segundos sobre John Degenkolb e de 4 sobre Tom Jelte Slagter. Rui Costa posicionou-se na 14ª posição da geral a 19 segundos da liderança. Na geral da montanha, Agnoli assumiu a liderança com 12 pontos, mais 3 que Christophe Laborie.

5ª etapa – hoje

bettancur

Na etapa que ligou Crêches-Sur-Saône a Rive-de-Gier, na distância de 153 km, os ciclistas tiveram pela frente uma etapa muito semelhante à do dia anterior com 3 contagens de 3ª categoria (2 no início da etapa, outra a meio) e uma contagem de 2ª muito próxima da meta. Carlos Alberto Bettancur conseguiu a vitória que tanto procurava na prova ao atacar na descida final a 9 km da meta.

Thomas Voeckler voltou a fugir nos quilómetros iniciais da prova. Com ele levou Florian Guillou da Bretagne. Mais uma vez, a Bretagne escolheu os primeiros quilómetros da etapa para ser vista. A fuga não durou muito. Ao quilómetro 11, um quinteto de luxo tentou a sua sorte: quase afastado da geral da prova e com uma etapa propícia às suas características, Sylvain Chavanel tentou a sorte em conjunto com Jan Bakelants da Omega, Matthew Busche da Trek, Gorka Izaguirre da Movistar e Brice Feillu da Bretagne. O melhor classificado na geral era precisamente Bakelants, a 19 segundos de Geraint Thomas.

A fuga mostrou algum entrosamento. Chavanel venceu os pontos em disputa nas 2 3ªas categorias dispostas enquanto Bakelants venceu os sprints intermédios posicionados ao quilómetro 87.5 e 126.5.

Pelo meio, Nacer Bouhanni, o vencedor da 1ª etapa da prova, anunciava o seu abandono.

Sylvain Chavanel decidiu investir sozinho. No entanto, lá atrás no pelotão, a Team Sky não ia dando hipóteses. Rapidamente engoliram o quarteto que ficou para trás e prosseguiram rumo a Chavanel. Entretanto, na apróximação ao cote de St Catherine, a AG2R tinha 3 contratempos quase seguidos: Romain Bardet e Samuel Dumoulin tiveram problemas mecânicos e Maxime Bouet caiu no meio do pelotão. No topo da contagem, Vincenzo Nibali decidiu atacar e levou consigo Bettancur, Geraint Thomas, Tom Jelte Slagter (provou hoje que também procura qualquer coisa na geral) e Jakob Fuglsang. Apenas Bettencourt e Fuglsang vingaram a sua investida, sendo acompanhados por outro ciclista que saltou do pelotão, o luxemburguês Bob Jungels da Trek. Rui Costa não conseguiu responder a estas movimentações. Mais uma vez, a equipa Lampre mostrou incapacidade para tomar a cabeça do pelotão e ajudar o seu líder.

Na descida final, o trio haveria de chegar junto, com Bettencur a vencer o sprint final. Ganhou 2 segundos a todo o pelotão mais bonificações. Com a vitória, o colombiano subiu ao 4º lugar da geral a 5 segundos de Degenkolb. Rui Costa chegou na 12ª posição e na geral ascendeu também à 12ª posição da geral a 19 segundos da liderança.

O português expressou o seu feedback sobre a etapa no seu diário: ““Foi uma etapa idêntica à de ontem com a agravante de ter chegado Betancour na frente e ter bonificado dez segundos. Ele, Geraint Thomas e Nibali são os mais perigosos neste momento para a classificação geral, mas pode haver surpresas. As minhas pernas não se portaram mal mas espero que amanhã estejam melhores.”

O líder Geraint Thomas mostrou-se feliz com a liderança da prova na véspera da etapa que muitos consideram decisiva para a classificação final da prova: “I’m glad to still be in the yellow jersey. The guys did a great job again but we wouldn’t cover everybody. I saw there were Giant Shimano and Omega Quick Step guys with us and I banked on them to chase for a mass sprint and we nearly got it. In my mind, riders like Nibali or Betancur still remain the favorites, they have more GC experience than I do. Tomorrow will be a hard day with a 220 something stage and a steep hill finale. I hope to be there or thereabout.”

Na classificação da montanha, Sylvain Chavanel assumiu a liderança com os mesmos pontos de Valerio Agnoli.

Amanhã, o Paris-Nice tem a sua etapa mais importante. A etapa que liga San Saturnin-lès-Avignon a Fayance vai fazer diferenças. Uma contagem de 3ª categoria logo no início da tirada e 4 contagens seguidas a terminar (1 de 3ª, 2 de 2ª e 1 de 1ª categoria) serão o suficiente para um dos favoritos arrumar com a geral já amanhã.

Tirreno-Adriático

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Começou na quarta em Itália, a prova que irá ligar a prova que irá rasgar a Itália a meio, fazendo a ligação entre a parte que é banhada pelo Mar Tirreno e a parte que é banhada pelo Adriático.

Na “carteira de clientes”, a prova italiana conta com a participação de ciclistas como Alejandro Valverde (Movistar), Alberto Contador (Tinkoff), Purito Rodriguez (Katusha), Mark Cavendish (Omega), Michal Kwiatkowski (Omega), Roman Kreuziger (Tinkoff), Peter Sagan e Ivan Basso (Cannondale), Richie Porte e Braddley Wiggins (Sky) ou Chris Horner (Lampre).

1ª etapa – quarta-feira

A organização da prova preparou um contra-relógio por equipas a abrir. No total de 18,5 km disputados entre Donorático e San Vincenzo, a Omega-Pharma de Mark Cavendish e Michal Kwiatkowski voltou a vencer este ano (ainda não passaram nenhuma prova que disputaram este ano em branco), tornando-se o britânico o primeiro líder da geral da prova e o polaco o segundo. A equipa belga foi a mais rápida no crono, deixando a Orica a 11 segundos e a Movistar de Alejandro Valverde a 18.

2ª etapa – hoje

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Na 2ª etapa da prova, uma fuga a meio da etapa protagonizada por Daniel Teklehaymanot (MTN-Qhubeka), Marco Canola (Bardiani-CSF), Alex Dowsett (Movistar), David de la Cruz (NetApp-Endura) e Davide Malacarne (Europcar) obrigou a Omega-Pharma-Quickstep a trabalhar no duro para manter a ordem. A 60 km da meta, o quinteto da frente chegou a ter 4 minutos e meio de vantagem. Ajudados pela Tinkoff (a trabalhar para Bennatti), as duas equipas conseguiriam alcançar o grupo de fugitivos.

Seguiram-se os habituais comboios. A Lotto chegou-se à frente e fez a papa para André Greipel, bem marcado de perto por Arnaud Demare (FDJ). Mark Cavendish não se conseguiu posicionar bem para o sprint final. Contudo, foi outro dos que vinha literalmente na roda do alemão, o jovem Matteo Pelluchi da IAM Cycling que conseguiu triunfar nos metros finais.

Na classificação geral, tudo na mesma.

Ciclismo 2014 #19

2ª parte da entrevista do Milano Sportivo a Rui Costa:

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Paris-Nice

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8. Quais são os seus objectivos para esta prova?

Não tenho muita experiência no Paris-Nice. No passado, por norma, participávamos na Tirreno-Adriático, mas, em 2013, decidimos mudar o calendário (da equipa Movistar) porque tínhamos a crença que a prova francesa apresentava um nível mais elevado de qualidade.

O início da prova foi bom, com uma boa prestação no contra-relógio de abertura. Mas depois, na etapa seguinte, caí e tive que abandonar a corrida. As recordações que levo não são boas. No entanto, vou tentar apagar da memória essa experiência em 2014: a prova é um dos meus objectivos principais e seria óptimo obter um excelente resultado.

9. O que é acha do percurso?

É incomum, especialmente pela ausência de contra-relógios e subidas duras. O que também significa que terei que estar atento em todas as etapas, em todos os quilómetros e fracções de terreno. Acho que o percurso tem um perfil que se adequa às minhas características e nele, posso melhorar a minha forma de pedalar tendo em vista as clássicas: quase que podemos dizer que em França nós enfrentamos autênticas “etapas de um dia em série” em vez de uma daquelas etapas normais.
Vai ser uma experiência nova e interessante!

Rui Costa 18

10. Qual das etapas é que se adapta melhor às suas características? – anotamento meu: pergunta idiota.

Não sei; Repito: todas as etapas do Paris-Nice são importantes!

11. Indique 3 corredores para o pódio final da prova.

Considero necessário indicar mais de 3. Serão Vincenzo Nibali, Tejay Van Garderen, Richie Porte, Carlos Bettancur, Sylvain Chavanel, Tom Boonen, Simon Gerrans, Nacer Bouhanni, Lars Boom, Andy e Frank Schleck; todos são grandes campeões que poderão ser perigosos, mesmo no Paris-Nice.

12. Como é a sua relação com os adeptos franceses? Tem recordações especiais das provas que correu em França?

Adoro a França. Se analisar a minha trajectória profissional, eu nunca corri no Giro ou na Vuelta mas sim em França no Tour desde a minha primeira participação em 2009. Naquela ocasião, percebi porque é que é a corrida mais fascinante do calendário. Também tenho grandes memórias. Durante a minha carreira sempre fiz um bom desempenho no Tour De L´Avenir. Ganhei a classificação geral dos 4 dias de Dunkerque: uma vitória especial na minha carreira porque foi a primeira que ganhei enquanto profissional frente a grandes nomes.

Obviamente também não me posso esquecer das vitórias de etapa no Tour.

Todas são memórias especiais, obtidas ao lado de adeptos fantásticos. Quero agradecer o apoio que o público francês sempre me deu.

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O resto da prova

13. O Paris-Nice não terá contra-relógio e o Tour terá apenas 1. O que é que acha da tendência expressa pela ASO (empresa que organiza as provas de World Tour em França, inclusive o Tour) na redução das etapas de luta contra o cronómetro? Para si pode tornar-se uma vantagem?

Os contra-relógios são uma vantagem para os roladores. Se (os ciclistas) estiverem em boa forma, poderão aspirar a tempos idênticos aos dos especialistas. Se, pelo contrário, a condição não é a ideal, é quase certo que o cronómetro será um adversário.

No meu caso, sempre obtive bons desempenhos nos cronos quando estava em forma e os percursos apresentavam-se em linha recta. Por exemplo, ganhei o contra-relógio da Volta à Suiça em 2013, mas penso que não serei capaz de bater Cancellara ou Martin em percursos simples. Creio que a presença de um contra-relógio mais longo num traçado difícil e desafiador, poderia ser um factor bastante interessante para mim.

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14. O Tour terá pela primeira vez o pavé (anotamento meu: piso composto por paralelo e barro; muitas vezes esburacado; típico das estradas do Norte de França; piso no qual se correm algumas clássicas como a Paris-Roubaix): Já correu em pavê? Está a fazer o reconhecimento das características oferecidas pelo traçado da Grand Boucle (alcunha pela qual é conhecido o Tour)?

Já tive algumas experiências no pavê. Claro que não tenho tanta como os belgas ou holandeses. (anotamento meu: algumas das clássicas disputadas nestes países tem segmentos de pavé). Corri por duas vezes no pavê: no Paris-Roubaix e no Tour de Flandres. No meu primeiro ano enquanto profissional (anotamento meu: no Benfica em 2007), por exemplo, tive a oportunidade de competir em algumas provas com etapas que apresentavam alguns sectores de pavê.

Não digo que não sejam as minhas corridas favoritas, mas posso dizer que estou à vontade: só é preciso acreditar que é capaz de atingir o mais famoso velódromo do mundo, o de Roubaix! Posso portanto dizer o que é terminar o grande desafio que é o Inferno do Norte (anotamento meu: alcunha pela qual é conhecida a distinta prova que termina no Velódromo de Roubaix; um autêntico inferno para muitos ciclistas visto que os sectores de pavê são dificílimos e provocam imensas quedas e cortes no pelotão).

15. O Tour é a prova mais importante da sua temporada ou considera que existem outras provas tão importantes?

O Tour de France é importante mas não é o único objectivo que tenho para esta temporada. Tenho a agradável missão de honrar a camisola de arco-íris em todas as corridas em que irei participar e principalmente, naquelas que considero mais adequadas para as minhas características: as corridas de uma semana e as clássicas.

16. Qual será o teu calendário de corridas quando terminar o Paris-Nice?

Vou correr mais ou menos aquelas que corri em 2013. A ideia é participar na Volta ao País Basco, Amstel Gold Race, Flèche Wallone, Liège-Bastogne-Liège, Tour da Romandia e Volta à Suiça.

2. Paris-Nice

1ª etapa

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E Rui Costa não andava muito longe da verdade ao integrar o jovem sprinter francês Nacer Bouhanni no lote dos favoritos à vitória na geral do Paris-Nice. O foguete da Française des Jeux venceu a primeira etapa da prova que liga à capital francesa à belíssima cidade de Nice, situada no coração da riviéra francesa.

Grande parte da nata do ciclismo mundial está neste momento a correr a prova francesa. Excepção feita a meia dúzia de grandes figuras do pelotão mundial como Peter Sagan, André Greipel, Nairo Quintana, Bauke Mollema, Alejandro Valverde, Michael Kwiatkowski ou os dois homens fortes da Sky (Richie Porte e Christopher Froome), ainda a descansar dos compromissos que tiveram no passado mês de Fevereiro nas provas no médio oriente\Maiorca\Algarve, ou a competir noutras provas que decorreram este fim-de-semana ou que irão decorrer a meio desta semana. Richie Porte era para marcar presença na prova francesa, mas, na ausência de um contra-relógio (um dos fortes de Porte que poderia granjear ao australiano uma boa oportunidade para lutar pela geral), decidiu alterar junto da equipa a sua participação para a prova italiana.

O pelotão do Paris-Nice conta com a presença de 3 portugueses: Rui Costa e Nelson Oliveira (Lampre-Mérida) e André Cardoso pela Garmin.

A primeira etapa da prova correu-se num circuito montado em Mantes-La-Jolie, uma comuna (município) situada na Ile-de-France, a cerca de 48 km de Paris (o município ainda é considerado como subúrbio da capital francesa).

Numa etapa com um grau de dificuldade muito diminuito, estava prevista uma chegada ao sprint. O primeiro ataque da prova surgiu logo nos primeiros quilómetros com uma fuga encetada em solitário por Christophe Laborie da Bretagne (uma das equipas convidadas por Wild Card para a prova; UCI Pro Continental). A fuga do ciclista francês tinha um propósito claro: vencer a única contagem de montanha do dia fixada ao quilómetro 40 no Cote de Vert (40,5 km) e tentar vencer o primeiro sprint intermédio da prova ao quilómetro 63. O ciclista da Bretagne teve sucesso nos seus objectivos. Acumulando imenso tempo em relação ao pelotão (controlado pela Omega, pela FDJ e pela Orica), aos 23 km já tinha cerca de 11 minutos de vantagem, tendo esta diminuído com o evoluir da etapa. O ciclista francês passou na contagem de montanha e no sprint intermédio na primeira posição. No pelotão, Gianni Meersman (Omega-Pharma-Quickstep) e Geraint Thomas (Sky) posicionaram-se nas 2ªs e 3ªs posições.

Poucos quilómetros depois, a organização era informada do abandono de Tejay Van Garderen, o chefe-de-fila da BMC, abandono motivado por dores de estomago.

Laborie foi seguindo na frente até onde lhe foi permitido. Desistiu da fuga a poucos quilómetros do segundo sprint intermédio (a 50 km da meta) , sprint no qual Gianni Meersman marcou mais 3 pontos para a classificação por pontos e, consequentemente, mais 3 segundos para a geral.

Até que ao quilómetro 136 deu-se o incidente do dia. Uma queda no meio do pelotão apanhou Romain Bardet (Ag2r) e Andy Schleck (Trek). Mal posicionados na cauda do pelotão, Thomas Voeckler (Europcar), Edvald Boasson Hagen (Team Sky), Lieuwe Westra (Astana) e Simon Gerrans (Orica) haveriam de cair para um 2º grupo que chegou com 1 minuto e 9 segundos de atraso para Bouhanni. Andy Schleck haveria de perder 1 minuto e 50 segundos para o vencedor da etapa, manifestando mais uma vez as dificuldades que tem não só em colocar-se no pelotão como em conseguir recolar a este quando se encontra sozinho (ou com poucos colegas de equipa) num grupo perseguidor mais atrasado.

Ciente do perigo, a Française des Jeux aproveitou a ausência do norueguês Boasson Hagen e do australiano Gerrans para acelerar o ritmo da frente da corrida. Ajudada imenso pela Argus (a trabalhar para Degenkolb) seria um dos seus meninos de ouro (Bouhanni; o outro é Arnaud Demare) a finalizar melhor que  o ciclista alemão em cima da linha da meta, e, a conseguir a primeira camisola amarela da prova. Rui Costa passou completamente ao lado da confusão, tendo terminado na 32ª posição com o mesmo tempo do vencedor. André Cardoso foi 45º e Nelson Oliveira 60º. Ambos estão a 10 segundos de Bouhanni na classificação geral em virtude das bonificações obtidas pelo ciclista da equipa francesa.

Rui Costa descreveu no seu diário que a etapa foi muito perigosa: “Eu vinha sempre atento e bem colocado pois já contava com algum perigo. No ano passado tive uma queda feia logo na primeira etapa em linha, que me forçou a abandonar a corrida. Esse incidente ficou-me de lição. Diz-se no pelotão que as corridas francesas são sempre perigosas e hoje, infelizmente, tivemos um exemplo disso, quando faltavam cerca de 21 quilómetros para o fim. Cheguei a ser encostado e por pouco não caí, ou provoquei uma queda. Mas, instantes depois, deu-se uma grande queda e o pelotão ficou dividido em três grupos. Eu não fiquei envolvido, mas ficaram alguns elementos da nossa equipa. Felizmente sem gravidade.”

A etapa de amanhã disputa-se entre Rambouillet e Saint-Georges-Sur-Baulche no total de 205 km. Para além de ser uma etapa longuíssima é uma etapa que exige muita atenção por parte dos ciclistas. De referir que o líder Nacer Bouhanni caiu nesta precisa etapa na edição do ano passado e partiu vários dentes. A etapa tem uma contagem de 3ª categoria bem perto da meta, situada em Saint-Georges-Sul-Baulche, localidade próxima de Auxerre.

Roma Máxima – hoje

Vitória de Alejandro Valverde (Movistar) na semi-clássica que no passado era designada como Giro Del Lazio. A prova foi disputada em Roma. Um dia depois de ter sido 3º na Strade Bianchi.

Um agradecimento especial para o Sérgio Minas pelo facto de me ter alertado para o desfecho final desta prova.

 

Strade Bianchi – OntemMichal Kwiatkowski

A preparar a sua participação no Tirreno-Adriático, alguns dos principais nomes do ciclismo mundial foram a Itália correr uma das mais sui-géneris clássicas do calendário internacional, a Strade Bianchi. Digo sui-géneris porque 1\4 da prova é corrido em terra batida. Para além do piso, a prova ultrapassa diversas colinas da região de Siena. Nomes como Alejandro Valverde ou Cadel Evans (BMC) foram testar as suas capacidades físicas no duro percurso oferecido pela organização nas colinas da Toscânia.

Michael Kwiatkowski, vencedor da edição deste ano da geral da Volta ao Algarve, voltou a provar a excelente forma física detida neste momento da temporada, fugindo ao pelotão e terminando destacado na primeira posição na chegada em Siena. 4ª vitória em etapas da temporada para o ciclista da Omega-Pharma-Quickstep. O polaco sucedeu a Moreno Mozer (Cannondale) na lista de vencedores da prova. O colega de Mozer na Canondale Peter Sagan foi 2º na prova a 19 segundos de Kwiatkowski. Alejandro Valverde foi 3º a 36 segundos. Damiango Cunego foi 4º a 40 segundos e revelou no final sentir-se de volta “ao lote dos melhores do pelotão internacional” – espera-se portanto uma boa temporada do colega de Rui Costa depois de algumas épocas em que o seu rendimento deixou muito a desejar.

Reacção de Peter Sagan no final da etapa.

Aqui ficam algumas fotos da prova italiana:

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A Cannondale liderou a cabeça do pelotão praticamente durante toda a prova. Aqui, a equipa italiana tentava alcançar uma fuga composta por um ciclista da Androni-Giocatolli.

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Cadel Evans tentou escapar por várias vezes, reduzir o grupo principal a poucas unidades para uma chegada disputada ao sprint mas nenhuma das suas fugas e dos seus esforços foi bem sucedido.

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O momento em que Michal Kwiatkowski deixa Peter Sagan para trás, já dentro da cidade de Siena.

Ciclismo 2014 #18

Entrevista de Rui Costa ao Milano Sportivo. Faço-vos o favor de traduzir a 1ª parte hoje e a 2ª parte amanhã

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Para o corredor português, depois de um início brilhante de temporada, é hora de assentar os pés na terra para poder honrar o símbolo de melhor do mundo.

Nesse prisma, para poder aproveitar na plenitude o momento de transição no Paris-Nice e para satisfazer os inúmeros pedidos de entrevistas que lhe são propostos, conforme o que foi acordado com a equipa Lampre-Merida, Rui Costa aceitou expressar as suas impressões e satisfazer a curiosidade dos jornalistas através da entrevista que se segue, que, também será publicidade na página oficial da equipa Lampre.

Considerando que durante a corrida não serão feitas entrevistas individuais, convido-vos a disfrutar desta entrevista:

A nova temporada e a nova equipa

1. A nova temporada começou há dois meses: qual foi para já o melhor momento?

Sempre pensei que o melhor virá no futuro… se trabalharmos duro e possamos ter saúde. Quando olho para trás é claro que me lembro das vitórias que conquistei. Mas acho que nunca são suficientes. Quero sempre focar-me no futuro e pensar em novos objectivos. Este tipo de reflexões marcaram os primeiros dois meses da temporada. Claro que também tive bons momentos mas penso que será no futuro que virão os melhores momentos…

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2. Ao olhar para trás, não se arrepende de não ter sido capaz e de ter feito por 3 vezes o segundo lugar?

Não, isso não é um problema. Se repararmos nas minhas prestações nas temporadas anteriores a esta, em 2013, não ganhei até Abril e em 2012 esperei mais tempo até conseguir ganhar apenas em Junho. É verdade que começo a temporada em boa forma física mas também é verdade que só no Verão é que atingo a melhor condição física e posso ganhar. Claro que é um dos meus objectivos ganhar o mais rápido possível! Devo dizer que me sinto bem e estou apto para lutar por esses objectivos. No Algarve eu tenho 3 segundos lugares, atrás de corredores de classe como Kwiatkowski e Alberto Contador. Não gosto de perder mas tudo isto serviu para ter a noção da minha forma, tendo em conta os objectivos que tenho para Março e Abril e que não tinha em Fevereiro. Deve ter notado que no Algarve ganhamos com Modolo e ganhamos a classificação por equipas. Considero portanto que o trabalho que tenho feito para a equipa e o 2º lugar são resultados bastante aceitáveis: o meu esforço serviu para a vitória de Sacha e para toda a equipa Lampre-Mérida!

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3 – Entraste numa nova equipa, no grupo da Team Lampre-Mérida: como é que te enquadraste nesta nova equipa? Gostaste de alguma aspecto em particular? Qual foi a impressão que uma equipa maioritariamente composta por italianos te deu?

Na Lampre, vivemos num ambiente familiar: isso é fundamental para mim. Quando no Verão de 2013 tive que decidir o meu futuro escolhi assinar pela Lampre por várias razões. Uma delas era a cultura (italiana). Para mim é fácil falar italiano e assim falar com os directores desportivos, mecânicos, massagistas e companheiros de equipa. Depois de 2 meses de adaptação, posso dizer que não estou a ter dificuldades em adaptar-se como já me sinto completamente integrado no seio da equipa. Tudo está a ir muito bem, muito bem mesmo!

4 – Algum colega de equipa te impressionou especificamente?

Não posso escolher apenas um! Todos os meus colegas de equipa são novos para mim e a sua qualidade impressionou-me bastante dia após dia.

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5 – Porque é o apoio da Mérida (fabricante de bicicletas que patrocina a equipa) é tão valioso?

A resposta é simples: porque é a verdade! A Mérida oferece uma bicicleta muito cómoda com uma boa rigidez. Para além do mais, tem testado a minha posição na bicicleta de forma a melhorá-la. Estes pequenos detalhes são muito importantes na actualidade do ciclismo profissional e a Mérida tem-se tornado um excelente parceiro para o presente e para o futuro! Iremos percorrer juntos uma trajectória de crescimento no futuro.

6 – Conte-nos algo sobre a quantidade de solicitações que recebeu dos jornalistas durante o Campo de imprensa da Mérida e da parte dos fãs portugueses durante a Volta ao Algarve.

“Fiquei surpreso. O Merida Press Camp foi incrível. Tivemos a oportunidade de treinar com os jornalistas, patrocinadores … foi uma experiência divertida, é importante para oferecer maior parte do nosso tempo com as pessoas que gostam de andar de bicicleta.  Uma das mais-valias que poderemos oferecer no ciclismo é o contacto directo com os fãs. Não deveremos esquecer que o ciclismo é a modalidade com maior contacto directo entre os atletas e as pessoas. Os fãs podem assistir, falar e andar com os seus ídolos. E uma das suas peculiaridades que deve ser sempre preservada.

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7 – Como tens vindo a gerir a pressão vinda dos Média e dos teus fãs?

Nem sempre é fácil, mas a minha equipa ajuda imenso ao organizar os meus compromissos. Além disso, não tenho dúvidas sobre os meus objectivos: a minha prioridade é sempre a parte desportiva. Lamento não poder dar sempre uma resposta positiva a todos aqueles que comigo se querem encontrar para me entrevistar ou simplesmente falar comigo, pese embora o facto de haver a necessidade de manter sempre um contacto directo com os fãs e com os jornalistas. Contudo, tenho que dedicar o tempo necessário ao descanso e ao treino. Para honrar a camisola do arco-íris (símbolo de campeão do mundo). Para poder fazer isso, é preciso treinar muito.

Ciclismo 2014 #15

Vuelta a Murcia

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1 unica etapa na região de Murcia contou ontem com a presença de várias estrelas do pelotão internacional, a começar pelo homem da casa, Alejandro Valverde Belmonte, vencedor da prova em duas ocasiões, Nairo Quintana (Movistar) Luis León Sanchez (Caja Rural) ou David Rebellin (CCC-Polsat).

A equipa também teve a presença dos portugueses Tiago Machado e José Mendes (Net-App Endura) e das equipas portuguesas Efapel-Glassdrive e Louletano Dunas Douradas.

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Pelo que pude aferir, a etapa desenrolou-se em pelotão compacto até à súbida final (a 4ª do dia). No último quilómetro Tiago Machado atacou e quem respondeu foi Alejandro Valverde. O espanhol haveria de ser mais rápido que o português nos metros finais. O ciclista português da Net-App endura foi 2º seguido de David Rebellin e de Luis Angel Mate da Cofidis. José Mendes, também da Net-App Endura ficou em 7º a 9 segundos do vencedor da prova.

O melhor português das equipas portuguesas em prova foi Sérgio Sousa da Efapel na 12ª posição a 17 segundos de Valverde.

2. Apresentação das equipas

Lampre-Mérida

Lampre Merida

O nosso Rui Costa é o chefe-de-fila absoluto da equipa Lampre, poucos meses depois de ter concordado fazer parte do projecto da equipa italiana numa altura em que se encontrava em final de contrato com a espanhola Movistar.

Localização: A equipa é italiana, está sediada na Federação Italiana de Ciclismo mas tem a sua sede em Lugano na Suiça.

Site: www.teamlampremerida.com

Director Desportivo: Orlando Maini, coadjuvado entre outros por antigos ciclistas como Marco Marzano ou Daniele Righi.

Chefes-de-fila: Damiano Cunego, Rui Costa, Chris Horner,

Gregários de Luxo\Corredores de estatuto protegido: Przemyslaw Niemec, (Filippo Pozzato), José Serpa, Diego Ulissi,

Contra-relógio: Nelson Oliveira

Sprinters: Sasha Modolo

Clássicas: Filippo Pozzato,

Gregários: Winner Gomez Anacona, Matteo Bono, Davide Cimolai, Luca Dodi, Krijstian Durasek, Elia Favilli, Roberto Ferrari, Manuele Mori, Andrea Palini, Jan Polanc, Maximiliano Richeze, Rafael Valls, Luka Wackermann, Xu Gang, Niccolo Bonifazio, Mattia Cattaneo, Valerio Conti,

Principais vitórias\conquistas em 2013:

  • Vitória no Troféu Laigueglia (Filippo Pozzato)
  • Vitória na Geral da Settimana Internazionale di Coppa e Bartali (Diego Ulissi) e 3 etapas (Ulissi, Cunego e Adriano Malori)
  • Vitória na Geral da Bayern-Rundfart e 1 etapa (Adriano Malori)
  • 1 etapa na Volta à Polónia
  • Vitória na Coppa Ugo Agostini (Filippo Pozzato)
  • Vitória no GP Ouest-France (Filippo Pozzato)
  • Vitória no Gran Premio della Costa Etruschi (Michelle Scarponi)
  • Vitória na Milano-Torino (Diego Ulissi)
  • Vitória na Coppa Sabatino (Diego Ulissi)
  • Vitória no Giro Dell Emília (Diego Ulissi)

Depois de um ano 2013 desastrado a nível internacional (a licença World Tour chegou a estar em risco) e de vários anos em que a equipa italiana apostou forte mas não conseguiu ter resultados coadunantes com o valor investido, tendo até dificuldades em arranjar um 2º patrocinador para a equipa (a Lampre ponderou há cerca de 3 anos atrás retirar o patrocínio à equipa), o ano 2014 assume-se como um ano muito decisivo para o futuro desta equipa.

As apostas do passado foram de certa forma apagadas. Ciclistas com estatuto dentro da equipa como David Vigano, Michelle Scarponi ou Adriano Malori rumaram a outras paragens. Rui Costa foi aliciado e ficou deleitado com o papel oferecido pela equipa dentro da mesma: chefe-de-fila no Tour e em outras provas de relevo do calendário internacional (Volta à Suiça, Volta ao Algarve, Paris-Nice, Amstel Gold Race, Volta ao País Basco, Fleche-Wallone, Tour da Romandia, Liege-Bastogne-Liege, GP Montreal) e Christopher Horner, o vencedor em título da geral da Volta à Espanha, depois de um cenário de indecisões (até final de Janeiro não tinha equipa para correr esta época) decidiu assinar com a equipa italiana. A Lampre deixou para trás corredores que não conseguiram corresponder às expectativas geradas (casos de Michelle Scarponi; venceu o Giro em 2011 mas não conseguiu repetir o feito na prova italiana e foi infeliz na passagem para o Tour em 2012 onde só foi 24º e para a Vuelta onde foi 15º da geral) e voltou a apostar forte em dois ciclistas que neste momento lhe garantem maior profundidade e combatividade no Tour (caso do português) e na Vuelta, caso do ciclista Norte-Americano, sem falar que, pelo meio existe um Damiano Cunego (deverá correr o Giro e o Tour), Filippo Pozzato (um ciclista temível nas clássicas) e um ciclista com um papel ascendente dentro da equipa (Diego Ulissi).

Comecemos então pelo português – Rui Costa aparece em 2014 com a espinhosa (mas apetecível missão) de repetir aquele que será, sem sombra para dúvidas, um dos melhores anos da sua carreira. 2013 foi o ano de afirmação do ciclista nascido na Póvoa do Varzim dentro do pelotão internacional, apesar deste já levar no seu currículo uma vitória numa etapa do Tour em 2011 e uma vitória na Geral da Volta à Suiça em 2012. Contudo, para um ciclista cujo estatuto dentro da Movistar ainda não era propriamente de destaque (só na Volta à Suiça liderou a equipa porque era o vencedor do ano anterior; no Tour teve que trabalhar para Valverde num primeiro plano e depois do azar do espanhol no qual Rui Costa também perdeu a possibilidade de lutar por um top-10 da prova, teve possibilidade de lançar as suas cartas na montanha de forma a sair vitorioso em 2 etapas) as vitórias na Geral e nas duas etapas da prova suiça, as etapas ganhas no Tour, a vitória na Klasika Primavera, o 3º lugar na Romândia e a vitória na prova de estrada dos Campeonatos do Mundo elevam a fasquia para o ano 2014, primeiro ano do português como chefe-de-fila de uma equipa. Veremos como o ciclista português vai reagir à responsabilidade acrescida granjeada pela época que realizou no ano passado, pela posse da camisola de campeão do mundo (as transmissões televisivas andam literalmente em cima dele; só ainda não tiveram tempo de mudar o banner de apresentação do nome do ciclista) e pelo estatuto detido dentro da equipa Lampre. Creio que o português irá corresponder às expectativas, irá vencer algumas provas em 2014 e irá continuar a trilhar a sua evolução dentro do Tour, prova onde se espera que consiga um lugar no top-10.

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Depois da sensacional vitória na Vuelta, Chris Horner aparece na Lampre depois de ter terminado contrato com a Radioshack e de não ter sido enquadrado no novo projecto da Trek-Leopard, a equipa que a Trek fundou com a extinta Radioshack-Leopard.

Aquando da contratação do veterano de 42 anos, o manager da Lampre Brett Copeland afirmou qual seria o papel de Horner dentro da equipa: chefiar a equipa no Giro e na Vuelta. Apesar de já não ser um ciclista capaz de fazer mais de 40 dias de prova por ano, Horner irá programar a sua temporada para atingir os dois picos de forma previstos em Maio (Giro) e Agosto\Setembro (Vuelta).

Damiano Cunego – Não sendo certa a sua inclusão no Giro, o vencedor da prova de 2014 deverá regressar à matriz inicial dos primeiros anos da sua carreira. 6º classificado na última edição em que participou, poderá ser o plano B a Horner na prova que contará também com Nairo Quintana a chefiar a Movistar e Rydel Hesjdal (vencedor em 2012). O vencedor do ano passado, o italiano Vincenzo Nibali (Astana) irá correr o Tour. Cunego poderá ser uma preciosa ajuda para Rui Costa no Tour assim como Diego Ulissi.

Filippo Pozzato – Aos 32 anos, este corredor de clássicas goza de um estatuto de corredor protegido. Em 2013 apenas venceu 2 provas. 2014 será o ano em que tentará reavivar a sua carreira ou entrar no período de decadência desta.

Sasha Modolo – O Sprinter da Lampre já conseguiu algumas vitórias em 2014. Será a grande aposta da equipa para a especialidade. Poderá fazer um excelente 2014 e inserir-se no lote dos melhores do mundo.

Przemyslaw Niemec e José Serpa – São dois grandes gregários de luxo. O primeiro será uma ajuda para o português. O segundo será destacado para o Giro e para a Vuelta.

Diego Ulissi – Aos 24 anos está a tornar-se um caso sério. Já venceu em 2014 na Volta à Austrália. Vencedor por 2 vezes da prova de estrada do campeonato do mundo de Juniores, tem provado ao longo dos anos ser um homem capaz de andar muito bem em todos os terrenos. Poderá surpreender numa ou noutra clássica. Apesar de ter corrido a Vuelta no ano passado, espera-se que a sua evolução continue nas grandes voltas como escudeiro de Rui Costa no Tour para daqui a alguns anos poder lutar pela discussão da geral da Volta à Itália.

Nelson Oliveira – O atleta natural de Anadia é um especialista em contra-relógio. Será mais uma ajuda para o seu compatriota no Tour. Poderá surpreender na especialidade de contra-relógio.

Rafael Valls – Interessante trepador que não teve o seu espaço na Fuji-Servetto e na Vacansoleil. Poderá ser uma ajuda para Christopher Horner na Vuelta.

3. A Fechar:

Fabio Silvestre

Fim de semana estupendo para os ciclistas portugueses. A acrescentar ao 2º lugar de Tiago Machado em Murcia, o jovem Fabio Silvestre da Trek-Leopard venceu a 4ª etapa da Ronde De L´Oise em França (prova menor do calendário UCI) depois de conseguir bater ao sprint os seus companheiros de fuga durante 90 km.

Ciclismo 2014 #14

volta ao algarve

Volta ao Algarve

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No domingo terminou mais uma edição da Volta ao Algarve, a única do calendário ciclístico português pontuável para o calendário UCI World Tour. Na última etapa, com a geral praticamente decidida, coube a Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep) dar um arzinho da sua graça na chegada na marina de Vilamoura. O sprinter britânico bateu o jovem francês Arnaud Demare da Française des Jeux e Brian Coquard da Europcar sobre a linha da meta.

No final da etapa, Mark Cavendish protagonizou mais um episódio típico do seu mau feitio. O britânico avisou que só iria dar 1 minuto aos jornalistas para fazerem as suas perguntas e se à primeira pergunta até reagiu de forma positiva (“Gostou de participar na prova e vencer a última etapa?” até respondeu “Sim, gostei muito. Estou bastante feliz”) o mesmo não se passou nas seguintes questões postas pelos restantes profissionais, ora não respondendo ora respondendo de forma monosilábica e sobretudo muito desinteressada. Cavendish já não vencia uma etapa desde setembro passado.

Dado consumado da etapa anterior (Alto do Malhão) coube ao polaco Michal Kwiatkowski subir ao pódio para receber a camisola amarela correspondente à vitória na classificação geral da prova e o respectivo cheque oferecido pela organização da prova à equipa Omega-Pharma. No ciclismo, os prémios obtidos pelos ciclistas nas metas volantes, vitórias em etapa, vitórias na geral e nas diferentes categorias e contagens de montanha são divididos por toda a estrutura da equipa. A vitória na geral confirma uma excelente prova realizada pelo polaco, vencendo em Monchique depois de uma investida na qual deixou Rui Costa e Alberto Contador para os lugares secundários e de um contra-relógio curto perfeito realizado na 3ª etapa entre Vila do Bispo e Sagres. O ciclista polaco confirmou que é a grande aposta da equipa Belga para a classificação geral das provas por etapas de uma e três semanas. Esta equipa, recheada de roladores e sprinters poderá ter aqui o seu filão para se tornar extremamente completa na época que se avizinha. Vamos ver como é que Michal Kwiatkowski vai reagir nas provas de preparação para o Tour e na prova francesa, prova onde em 2013 ficou à beira do top 10. Apesar de ser um ciclista com enorme potencial na média e na alta montanha e um contra-relogista de excelência, um dos pontos fracos que pode afectar o seu rendimento individual é precisamente o facto da sua equipa não ter muita gente no seu rooster capaz de o ajudar nas etapas de alta montanha. Isto é, se for a primeira aposta da equipa para o Tour visto que ainda não está decidido se o polaco será líder ou se terá estatuto de corredor protegido (livre de trabalho para o líder) dentro da liderança do colombiano Rigoberto Uran.

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Amarga de boca fica a prestação do nosso Rui Costa. O algarve avizinhava-se como a prova ideal para o português vencer. Rui Costa deu no Algarve mostras de uma excelente condição física nesta fase da época, facto que faz crer que a Lampre-Mérida está a planear a época do campeão do mundo ao pormenor. Logo na primeira etapa, podia ter vencido ao Sprint mas preferiu dar a vitória ao sprinter da sua equipa Sasha Modolo. Uma questão de papéis que os ciclistas normalmente respeitam. Como a equipa tinha trabalhado para Modolo, o mais correcto é deixar fluir a normalidade de papéis dentro das equipas. Em Monchique voltou a ser segundo. No malhão voltou novamente a ser segundo. Na geral foi terceiro. Como escrevi anteriormente, fica o amargo de boca por não ter ganho uma etapa junto do seu público. Estou seguro que o português vai realizar novamente uma época de arromba. Vencer será uma questão de tempo.

Alberto Contador – Um segundo lugar que sabe a vitória na geral depois da classe demonstrada pelo espanhol no Alto do Malhão. Antes da prova começar afirmou que vinha ao Algarve ganhar ritmo nas pernas depois do primeiro estágio da temporada. Acabou por vencer na prova raínha da competição. A vitória no Algarve promete um excelente Contador durante a temporada. Bem precisa de deixar 2013 para trás das costas. O tour e o ciclismo agradecem que Contador volte a ser o grande ciclista que é pois senão, Froome limpa tudo novamente com a maior das tranquilidades.

Edgar Pinto – Andou durante toda a prova junto dos melhores. Participou em todas as contendas, tanto a rolar como na montanha. Está um senhor ciclista dentro do pelotão português e a bom da verdade já merecia uma oportunidade numa equipa de World Tour como ciclista de estatuto nas provas de 1 semana e clássicas. Para já, afirmou-se como um dos candidatos à geral da Volta a Portugal 1 ano depois de se ter inserido nesse lote na edição de 2013.

Tour de Oman

Oman

Christopher Froome (Team Sky) voltou a vencer a geral da Volta a Oman. Pela segunda vez consecutiva. Pela segunda vez que apenas venceu a 5ª etapa da prova e na 5ª etapa da prova cavou a diferença necessária para vencer a geral.

O britânico reagiu à vitória com uma certa presunção: “I couldn’t ask for much more. If at the start of the race you’d said to me I’d be here in the red jersey, I’d have taken it, definitely. That’s the best case for me. It’s great to be able to back it up and come and defend my title. The team we’ve had here has been really compatible, really aggressive and wanting to make the most out of the racing. It shows that everyone has come off a good winter and that everyone is working hard to be in good shape for this. It really a pleasure to work with people who share that mentality. We’ve got the leader’s jersey to show for it. We’re really happy.”

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Na última etapa da prova, o britânico assistiu de cadeirinha a mais uma vitória em etapas de André Greipel na prova. O alemão da Lotto-Belisol voltou a deixar o jovem francês Nacer Bouhanni para trás na linha de chegada e confirmou a vitória na camisola por pontos. André Greipel está lançado para uma época que se prevê muito vitoriosa.

Volta à Andaluzia

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Disputada desde quinta a domingo, a Volta a Andaluzia reuniu na região integrante do cada vez mais fracturado estado espanhol alguns dos maiores nomes do ciclismo mundial, também eles cheios de vontade de esticar as pernas depois de semanas intensivas de treino de preparação para a temporada. Nas estradas andaluzes competiram ciclistas como Alejandro Valverde (Movistar) Richie Porte, Edvald Boasson Hagen e Braddley Wiggins (Team Sky) Luis Leon Sanchez (Caja Rural), Marcel Kittel (Argus-Shimano), Bauke Mollema (Belkin) ou o dinamarques Jakob Fuglsang (Astana).

1ª etapa

valverde

A prova andaluz iniciou-se com um prólogo. Alejandro Valverde provou que não estava na andaluzia para treinar. O ciclista da Movistar cumpriu os 7,3 km realizados em Almeria em 8 minutos e 22 segundos, sendo mais rápido em 7 segundos que Tom Dumoulin da Giant-Shimano e em 9 que o seu colega de equipa, o basco Jon Insausti. Os homens da Sky perderam 13 (Kiryenka) 14 (Wiggins e Geraint Thomas) e 15 Richie Porte.

2ª etapa

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Na segunda etapa da prova, a organização quis provar quem é que tinha perninhas para aguentar uma daquelas etapas pica musculos. Na distância de 186,5 km, a etapa que ligou Málaga a Jaen oferecia a todo o pelotão presente na prova uma etapa com 6 contagens de montanha. Uma duríssima de primeira categoria entre os 13 e os 25 km, três de 2ª categoria e três de terceira categoria, a última nos 3 kms finais.

O pelotão manteve-se minimamente intacto até à subida final. Até que Alejandro Valverde saltou do grupo principal nos últimos metros e venceu a etapa destacado com 4 segundos de avanço para Bauke Mollema da Belkin, Davide Rebellin da CCC Polsat, Luis Leon Sanchez e Richie Porte da Sky. Ausência do grupo principal foi Braddley Wiggins.

Video dos últimos 3 km

3ª etapa

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Na 3ª etapa da prova, a maior atracção desta era a subida final ao Santuário de La Virgem de la Sierra de Cabra, outra daquelas subidas cuja ausência do calendário da Vuelta é inexplicável visto que é uma subida de cerca de 11 km com uma pendente média de 8% e algumas rampas na parte final de 18\20% (ascenção de 18 metros em altitude a cada 100 metros de estrada). Os ciclistas tinham portanto um autêntico muro pela frente.

Como lhe competia, a Movistar controlou a etapa. Na ascenção final, o grupo dos favoritos destacou-se no grupo principal, existindo uma abordagem altamente tacticista entre Alejandro Valverde e Richie Porte. O espanhol não se fez rogado e voltou a fazer das suas (não é normal Valverde ter dois dias bons seguidos na alta montanha, muito menos vitoriosos) ao atacar nos metros finais da etapa. Retirou apenas 1 segundo ao grupo perseguidor: Scarponi (Astana) Porte, Daniel Navarro (Cofidis; cuidado que este senhor também quer qualquer coisa no Tour deste ano) e Luis León Sanchez. No 2º grupo, Bauke Mollema cruzou a meta a 5 segundos de Valverde juntamente com o ciclista estónio Tanel Kangert da Astana. O estónio demonstrou na Andaluzia que está a melhorar a olhos vistos na alta-montanha. Poderá ser uma ajuda preciosa para os seus líderes de equipa (principalmente de Nibali e Tiralongo) nas etapas de montanha das grandes provas por etapas. Tiralongo esteve bastante mal na etapa ao perder 1 minuto e 48 para Valverde. Braddley Wiggins esteve novamente ausente do grupo dos favoritos.

Com a vitória na Sierra de Cabra, Valverde aumentou a sua vantagem para Richie Porte para 20 segundos. Luis Leon Sanchez era terceiro a 22 segundos.

4ª etapa

Ultrapassada a montanha era tempo para os sprinters impor as suas credenciais. Com Marcel Kittel e Gerald Ciolek em prova, a etapa terminada em Sevilla seria ideal para uma chegada ao sprint. Coube ao veterano alemão da MTN-Qubeka cruzar em primeiro lugar a linha de meta disposta na capital da região à frente de Roy Jans da Wanty-Groupe Gobert e do sprinter Moreno Hofland da Belkin. O jovem sprinter português Fabio Silvestre da Trek-Leopard, a fazer a sua primeira época como profissional e como ciclista da primeira formação da equipa foi 8º numa chegada em que Marcel Kittel decidiu não ir a jogo.

5ª etapa

Na consagração de Alejandro Valverde como o vencedor da geral da prova (3ª vitória consecutiva) coube ao holandês Moreno Hofland vencer a etapa final da prova.

Valverde provou ser mais forte que a concorrência na fase final das provas de montanha e saboreou as suas primeiras vitórias do ano. O espanhol preparou assim as principais provas de uma semana nas quais costuma participar e vencer como a Volta a Catalunha, Murcia e Burgos, provas que irão decorrer mais adiante no calendário internacional, algumas das quais com a presença de Rui Costa.

Tour de Haut Var

A contar para a Taça Nacional de França, o Tour de Haut Var ofereceu aos ciclistas que nele participaram 2 etapas de nível de dificuldade médio. Na prova participou o jovem ciclista português Domingos Gonçalves da La Pomme Marseille, equipa francesa da UCI Pro Continental na qual também corre o seu irmão José Gonçalves.

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A prova acolheu a participação de ciclistas como Carlos Bettancur (AG2R; ciclista que de resto venceria a prova depois de desafiar com sucesso o holandês John Degenkolb da Argus no sprint da primeira etapa; é de homem um trepador conseguir bater um sprinter do nível de degenkolb na sua especialidade), Thor Hushovd (Cadel Evans e Amael Moinard (BMC; este venceria Betancur ao sprint na segunda etapa) Sylvain Chavanel e Jerome Pineau (IAM Cycling) John Gadret da Movistar ou Pierrick Fèdrigo da FJD. Basta portanto dizer que os grandes ciclistas do pelotão francês estavam lá todos.

Amanhã irei escrever sobre o Tirreno-Adriático e irei apresentar mais 1 equipa da World Tour. Irei também actualizar o ranking da World Tour.

Ciclismo 2014 #13

volta ao algarve

4ª etapa – Almodovar – Alto do Malhão 164,5 km

A 4ª e penúltima etapa da Volta ao Algarve trouxe à tona da competição a mais importante etapa do evento, a tão esperada subida ao Alto do Malhão, inclinação de média dificuldade na distância de 2,6 km. Antes de passar ao relato da etapa, permitam-me apenas uma crítica à organização da Volta a Portugal: no sentido de elevar a dificuldade da prova visto que esta ao nível de montanha se resume às subidas da Senhora da Graça e da Estrela, continuo a considerar incompreensível porque é a prova não vai ao Alto do Malhão. É certo afirmar que parte dos fundos que a organização da nossa prova raínha (João Lagos Sport) dispõe para a organizar provém dos apoios que as Câmaras Municipais de respectivas localidades dão à prova em troca de uma chegada ou partida de etapa. Contudo, neste caso, uma etapa a terminar no Alto do Malhão, poderia acrescentar mais competitividade à prova e o aumento de competitividade per se é capaz de trazer mais nomes para competir nesta. Enquadrada numa fase da temporada em que alguns ciclistas poderão utilizar o evento português para afinar baterias para a Vuelta, não seria mal pensado incluir esta subida no calendário da prova.

Na partida para a 4ª etapa, o polaco Michal Kwiatkowski partia com uma ligeira diferença para os seus mais directos rivais na classificação geral, o português Rui Costa e o espanhol Alberto Contador.

Contador

Na súbida do Alto do Malhão o primeiro ataque pertenceu ao ciclista português Ricardo Vilela da OFM-Quinta da Lixa. O português provou não ter pernas para levar o ataque até ao fim e rapidamente foi apanhado pelo grupo principal, comandado pela Omega-Pharma. Foi então a vez de Contador e Rui Costa. Ambos ameaçaram o ataque até que o espanhol o concretizou e chegou ao Alto do Malhão com 3 segundos de vantagem sobre Rui Costa e 10 sobre o líder. Rui Costa voltou a fazer pela 3ª vez o 2º lugar na etapa, o que revela algum azar do português na prova. Não quis vencer a primeira etapa e acabou não conquistar nenhuma! Tiago Machado (Net-App) foi 5º a 14 segundos, chegando à frente de Chris Horner também com o mesmo diferencial para o vencedor da etapa. Logo a seguir chegou Edgar Pinto a 16 segundos.Alberto Contador repetiu a vitória alcançada no Malhão na edição de 2010.

A Geral da prova ficou praticamente decidida. Michal Kwiatkowski segurou a camisola amarela apesar da diferença perdida para Contador. O espanhol irá ficar na 2ª posição da prova a 16 segundos do ciclista da Omega-Pharma-Quickstep. Rui Costa segurou o 3º lugar a 29 segundos. No top ten permaneceram Christopher Horner (Lampre-Mérida) a 1.32m do líder e o português Edgar Pinto, o melhor português das equipas portuguesas em prova (o melhor ciclista das equipas portuguesas foi o espanhol Eduard Prades da OFM na 7ª posição), alcançando o atleta oriundo da região de Aveiro o 10º lugar a 1.41m da liderança.

Rui Costa lidera a camisola verde dos Pontos, o português Valter Pereira do Banco BIC-Carmin-Tavira lidera a camisola da montanha e César Fonte da Rádio Popular-Boavista lídera a camisola das metas volantes. Na geral por equipas, a liderança é detida pela Lampre.

No final da etapa, Rui Costa mostrou-se satisfeito com o trabalho realizado: “Mostra que estou a ser o mais regular. Estou satisfeito com este resultado. Sabia que ia encontrar aqui adversários muito fortes, como o Kwiatkowski e o Alberto Contador. O Malhão é uma subida muito curta e muito explosiva. E gosto particularmente deste figurino. Ataquei para ver como estava o Kwiatkowski e apercebi-me que ia muito justo. No final, o Alberto acabou por estar melhor mas estou contente com o meu desempenho.” – o campeão do mundo também prometeu estar melhor no Paris-Nice, prova por etapas que se irá realizar no próximo mês.

Tour de Oman – 5ª etapa – ontem

Christopher Froome

Em Oman, na penúltima etapa, também ela decisiva no que às contas da geral da prova diz respeito, Christopher Froome venceu a etapa (primeira vitória do ano) e ascendeu à liderança da prova. Na subida final, o britânico saltou do pelotão sem pedir licença a ninguém e cavou uma diferença para os seus perseguidores, o norte-americano Tejay Van Garderen (BMC) de 22 segundos e 33 para o colombiano Rigoberto Uran (Omega-Pharma-Quickstep).

Com a vitória na etapa, Froome destronou Peter Sagan e prepara-se para vencer a geral da prova visto que tem 26 segundos de avanço sobre Van Garderen. A última etapa deverá ser discutida ao sprint.

Para logo à noite deixo as análises da última etapa no Algarve e em Oman, as 4 etapas da Volta à Andalucia, prova onde participou o português Fábio Silvestre (Trek-Leopard) e as duas etapas do Tour de Haut Var.

 

Ciclismo 2014 #12

Volta ao Algarve

Ontem – 2ª etapa – Lagos-Monchique 190 km

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A opção que Rui Costa tomou no dia anterior (oferecer a vitória ao seu sprinter Sasha Modolo em cima da recta da meta) poderá não ter sido a mais a acertada. Na 2ª etapa da Volta ao Algarve, o português voltou a fazer novamente no 2º em Monchique, atrás do vencedor da etapa, o talentoso all-rounder Michal Kwiatkowski da Omega-Pharma-Lotto. O Belga já tinha triunfado numa etapa um tanto quanto semelhante no Challenge de Maiorca na semana passada. No Algarve, está a confirmar o excelente momento de forma que atravessa neste início de temporada. A Omega-Pharma-Quickstep está para já a confirmar-se como a grande dominadora deste início de temporada. Para além das vitórias individuais do ciclista polaco de 23 anos, a equipa já venceu no Dubai, no Qatar (geral inclusive) e em Oman, completando o pleno nas provas de World Tour até agora disputadas.

Depois de uma interessante primeira etapa, esperava-se que Rui Costa fosse capaz de vencer na serra de Monchique. Não se esperava que Alberto Contador quisesse entrar na luta pela vitória visto que é a primeira prova que está a realizar na presente temporada.

A etapa iniciou com uma fuga composta por ciclistas franceses. O sprinter Arnaud Demare (FDJ) Alexandre Pichot (Europcar) e Florian Senechal (Cofidis) decidiram atacar em conjunto com o primeiro de olho nas metas volantes posicionadas a meio da tirada. A Radio Popular-Boavista, líder da classificação das metas volantes através de Cesar Fonte não quis deixar escapar a oportunidade de salvaguardar a camisola no corpo do seu atleta até porque enquanto este a mantiver dá um mediatismo superior ao nome e à imagem do patrocinador da sua equipa. Fonte haveria de testar uma fuga com mais 4 ciclistas poucos quilómetros depois do trio da frente ter sido apanhado mas a Saxo-Tinkoff foi rápida a anular por completo a investida.

A presença da equipa dinamarquesa na frente indiciava que Alberto Contador tinha planos em mente para a subida final, nem que fosse apenas “esticar as pernas” para medir as respostas do corpo nestes primeiros dias de competição e o nível de preparação feita no estágio de pré-temporada. A subida esfumou-se sem existir um ataque. Na descida de 5 km até Monchique, o grupo dos favoritos entrou numa espiral de desconfiança mútua, Kwiatkowski decidiu avançar e cortou a meta em Monchique com 6 segundos de avanço para Rui Costa que bateu ao sprint os espanhóis Albert Contador e Eduard Prades da OFM-Quinta da Lixa. Mais atrás, a 17 segundos do polaco chegaria um grupo onde estavam Alexandre Geniez (FDJ) Chris Horner (Lampre-Merida) Jonathan Castroviejo (Movistar) e Edgar Pinto (LA Alumínios-Antarte).

Na geral, o polaco ficou com a liderança da prova, com Rui Costa a 4s e Alberto Contador a 12s.

3ª etapa – hoje

Contra-relógio de 13,6 quilómetros entre Vila do Bispo e Sagres. Previa-se uma interessante batalha pela geral entre Michal Kwiatkoswski e Rui Costa visto que, apesar do polaco ser um especialista nesse departamento do ciclismo, o português também tem um rendimento muito interessante no contra-relógio curto. Relembro que o português é o campeão nacional em título. No ano passado, na prova disputada em Pataias (Alcobaça), Rui não deu qualquer hipótese à concorrência interna (os principais especialistas no contra-relógio curto como Tiago Machado ou Nelson Oliveira ficaram a mais de 1 minuto do campeão do mundo em 26 km de prova). Como principal candidato para vencer a ventosa luta contra o cronómetro no Sudoeste Algarvio estava o actual bicampeão do mundo da especialidade, o alemão Tony Martin da Omega-Pharma (outra vez arroz!), curiosamente o vencedor da geral da Volta ao Algarve em 2009 e 2013. Nas duas edições, o alemão cravou a sua diferença para os demais no Contra-relógio e, no caso de particular da edição de 2009, no Alto do Malhão, principal inclinação da prova. O Malhão será a atracção da etapa de amanhã.

Desta vez o campeão do mundo não conseguiu fazer a diferença. Kwiatkowski voltou a vencer de forma categorica, deixando a 11 segundos Adriano Malori da Movistar (outro dos candidatos à vitória na etapa, o espanhol Jonathan Castroviejo não conseguiu entrar sequer no top-10) e a 13 Tony Martin. Alberto Contador perdeu 20 segundos (4º) e Rui Costa foi 11º a 34 segundos.

Com a vitória na etapa, o ciclista da Omega-Pharma-Quickstep aumentou a sua vantagem para os mais directos perseguidores. Alberto Contador ascendeu à 2ª posição da prova com uma diferença de 32 segundos para o líder enquanto o português caiu para a 3ª posição a 38 segundos.

Amanhã corre-se a etapa decisiva da prova com a chegada em alto ao Malhão (1ª categoria).

Tour de Oman

3ª etapa – na quinta

Andre Greipel

(toda a gente sabe que essas pulseiras do equilíbrio não funcionam ó Greipel)

Quando toda a gente previa que os homens mais vocacionados para a média montanha pudessem atacar nas contagens de montanha destacadas nos últimos quilómetros da etapa que ligou Bank Muscat a Al Bustan (146 km), tudo acabou por ser discutido no sprint final com o alemão André Greipel a resolver novamente para a Lotto-Belisol.

Depois de uma fuga de 5 ciclistas pouco cotados que durou quase 100 km, a segunda ascenção da etapa separou o trigo do joio. Dario Cataldo comandou o pelotão e trabalhou para Chris Froome (Sky). Na roda de Froome seguiram Peter Sagan (Cannondale) Fabian Cancellara (Trek-Leopard) e do checo Zdenek Stybar (Omega-Pharma-Quickstep). Estes quatro haveriam de atacar, sendo apanhados a cerca de 1km para a meta pelo grupo principal. Para o efeito, valeu o trabalho conjunto de BMC, FDJ e Lotto. No Sprint final André Greipel voltou a superiorizar-se a Peter Sagan e ao jovem sprinter francês Nacer Bouhanni (FDJ) e segurou a liderança da prova.

4ª etapa – Ontem

Peter Sagan 2

A etapa que ligou Wadi Al Abiyad ao Ministério da Habitação na capital Muscat, na distância de 173 km, poderia ser decisiva no que diz respeito às contas da geral. Com 4 inclinações, 1 delas com algum grau de dificuldade, quem chegasse isolado à Avenida onde se situa o Ministério da Habitação daquele estado do médio oriente poderia não só ganhar a etapa como amealhar o tempo suficiente para vencer a geral da prova, apesar de, ainda existir um contra-relógio pela frente até domingo.

A prova começou com uma fuga muito precoce nos primeiros quilómetros. Valerio Agnoli e Liewe Westra (é o homem mais combativo da época até ao momento; ambos da Astana) tentaram a sua sorte ao quilómetro 9 com o brasileiro Murilo Fischer da FDJ. A fuga durou 6 km. 2 quilómetros depois, o sprinter belga Greg Van Avermaet (BMC) Yaroslav Popovych (Trek) e Huffman (Astana) tentaram a sua sorte se bem que penso que aqui a estratégia dos directores desportivos, em particular o da Astana, era o de pura e simplesmente obrigar a Lotto-Belisol e as demais interessadas (Sky, Cannondale, Omega-Pharma) a desgastarem-se na frente do pelotão. Não sendo um trepador de excelência, a presença de Popovych na frente da corrida poderia causar alguma ameaça às pretensões destas equipas.

A fuga teve algum sucesso. O trio conseguiu amealhar 5 minutos e meio de vantagem no momento em que abordaram a primeira montanha do dia. Lá atrás no pelotão, a vantagem amealhada levou a que a Lotto-Belisol, Omega e Saxo-Tinkoff assumissem as despesas da perseguição com a BMC a colocar 2 ou 3 elementos na frente para atrapalhar a organização desta.

Na terceira incursão pela montanha do dia, Popovych foi alcançado, ficando Van Avermaet sozinho na frente com 32 segundos de vantagem para o pelotão. Entretanto, na cauda do pelotão André Greipel começou a ficar para trás e nunca mais regressou ao convívio dos grandes. No final desta colina, o colombiano Sergio Henao disferiu o seu ataque, tendo passado no alto com 18 segundos de vantagem para o pelotão e 16 de desvantagem para Van Avermaet. O último só seria alcançado a 14 km da meta por um grupo de 60 unidades.

Na última ascenção do dia, a Sky foi para a frente e deixou Chris Froome sozinho. Na perseguição ao vencedor do Tour em 2013 estavam Rigoberto Uran (agora na Omega), Roman Kreuziger (Saxo-Tinkoff), Peter Sagan e Vincenzo Nibali (Astana). Froome passou a contagem de montanha na primeira posição mas rapidamente foi alcançado na descida por Uran, Sagan e Nibali que trabalharam em conjunto para anular a diferença para o britânico. Com 18 segundos para os perseguidores, o quarteto chegou ao fim da etapa e Peter Sagan foi como seria de esperar o mais rápido no sprint final.

O eslovaco assumiu a geral da prova com 10 segundos de vantagem sobre Rigoberto Uran e 14 sobre Vincenzo Nibali. André Greipel cruzou a meta a 21 minutos do vencedor!

Ciclismo 2014 #11

volta ao algarve

Começou hoje em Faro a 40ª edição da Volta ao Algarve, a única prova do calendário ciclístico português que é pontuável para o ranking da World Tour. Até domingo, alguns dos melhores ciclistas mundiais da actualidade estarão a competir no nosso país.

Apesar da prova Algarvia estar inserida numa fase inicial da temporada na qual tanto os ciclistas como as equipas ultimam a preparação física ideal para encarar as primeiras provas competitivas a sério (no início do próximo mês) pode-se dizer que o cartaz é bastante apetecível: 5 etapas com a presença de alguns dos melhores ciclistas da actualidade como o campeão do mundo Rui Costa (a correr pela primeira vez esta temporada com a camisola do arco-íris) Alberto Contador (Saxo-Tinkoff) Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep) Aleksandr Kolobnev (Katusha) Christopher Horner (Lampre-Mérida) Arnaud Demare (Française des Jeux) ou Rein Taaramae (Cofidis).

A armada portuguesa também está bem representada. Para além das equipas Banco BIC-Carmin, OFM-Quinta da Lixa, Radio Popular Boavista, LA-Antarte Paredes dos Móveis e do campeão do mundo, marcam presença na prova Tiago Machado e José Mendes (Net-App) Bruno Pires e Sérgio Paulinho (Saxo-Tinkoff) e Nelson Oliveira (Lampre). A única ausência de vulto no que toca à nata do ciclismo português é a de André Cardoso da Garmin.

sasha modolo 2

O sprinter italiano de 26 anos Sasha Modolo ganhou a primeira etapa da prova, tirada que ligou Faro a Albufeira na distância de 160 km.

Sem grandes obstáculos no percurso (apenas uma 3ª categoria à passagem do quilómetro 34), a etapa foi animada com uma fuga de 5 ciclistas menos cotados que obrigou as equipas com sprinters presentes (Omega-Pharma, Lampre, Française des Jeux) a trabalhar arduamente no pelotão. Na parte final da etapa, a Lampre assumiu as despesas da corrida e preparou caminho para o seu sprinter. Na recta da meta, Rui Costa poderia ter ganho a etapa. O português preferiu abrir nos metros finais para a vitória do seu colega de equipa Sasha Modolo, respeitando os papéis existentes dentro da equipa. A atitude do chefe-de-fila da Lampre levou Modolo a classificá-lo no final como um “senhor dentro do pelotão”. No terceiro lugar ficou o veteraníssimo sprinter italiano Alessandro Petacchi (Omega-Pharma-Quickstep). Modolo conquistou em Albufeira a sua 4ª vitória da temporada depois de ter vencido uma etapa no Tour do Dubai e 2 na Vuelta a Maiorca.

César Fonte bonificou num sprint intermédio e é 2º da geral. Rui Costa é 3º. Arnaud Demare foi 6º e Mark Cavendish não entrou sequer no sprint final.

A prova prossegue amanhã com uma etapa que é considerada como uma autêntica clássica dentro das provas por etapa. A tirada liga Lagoa a Monchique na distância de 190 km. Antes de chegar à serra de Monchique, os ciclistas terão que passar pelas várias inclinações sinalizadas ao longo do percurso.

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O nosso grande campeão do mundo correu pela sua primeira vez com a camisola que o identifica como o nº1 do ciclismo mundial. No seu site oficial, Rui Costa descreveu as sensações vividas na primeira etapa.A aposta da Lampre é levar o campeão mundial à vitória na geral da prova algarvia. O dia de amanhã poderá ser decisivo quanto a esse objectivo.

Cycling: 5th Tour of Oman 2014 / Stage 1

Se meio pelotão internacional está no Algarve, a outra metade está no médio Oriente a correr a Volta a Oman.

A prova daquele pequeno país do continente asiático apresenta-se como um autêntico paraíso para os roladores.

1ª etapa

Na primeira etapa da prova, a Lotto-Belisol controlou todos os acontecimentos na cabeça do pelotão. No final da etapa, os elementos da equipa belga aceleraram o ritmo no pelotão de forma a garantirem as melhores condições de sprint para o seu velocista (o alemão André Greipel). Na recta da meta, o alemão não facilitou e conquistou a sua segunda vitória em etapas na presente temporada, 1 semana depois de ter vencido uma etapa no Tour do Qatar. O seu maior rival na prova de Oman, o belga Tom Boonen (Omega-Pharma-Quickstep) não consegui inserir-se na discussão da etapa. No final da mesma, o antigo campeão do mundo afirmou que a vitória de Greipel foi merecida em virtude do trabalho realizado pelos elementos da Lotto-Belisol.

2ª etapa – ontem quarta-feira.

kristoff

Na 2ª etapa da prova, os corredores da IAM Cycling iniciaram a etapa com um enorme sentimento de tristeza. Horas antes tinha sido confirmada a morte de Kristof Goddaerts, ciclista belga de 27 anos que alinhava na equipa suiça. Goddaerts foi atropelado por um autocarro quando treinava na sua cidade natal na Bélgica. Apesar da tristeza demonstrada nos rostos de alguns ciclistas, os homens da IAM Cycling decidiram continuar a sua participação na prova. Antes da partida, o pelotão cumpriu 1 minuto de silêncio em honra do seu antigo colega de profissão.

Sem obstáculos pela frente no percurso, previa-se uma chegada em linha disputada ao sprint. Foi exactamente isso que aconteceu. Na recta da meta, o actual detentor da medalha de bronze olímpica na prova de estrada conquistada em Londres 2012, o noruguês Alexander Kristoff da Katusha, venceu a etapa e assumiu a liderança na geral da prova. No final da etapa, Kristoff mostou-se feliz por ter ganho a tirada (1ª vitória da temporada) e revelou que nos últimos meses treinou intensivamente o seu posicionamento e a sua postura na bicicleta na especialidade de sprint de forma a poder ombrear com os melhores finalizadores do pelotão mundial.

Ciclismo 2014 #8

rui costa 5

Rescaldo da Volta ao Dubai

Marcel Kittel

As últimas etapas da prova ditaram duas vitórias de Marcel Kittel ao Sprint. O foguete da Argus conseguiu as primeiras vitórias da época 2014. Na última etapa, Kittel bateu Peter Sagan Cannondale no sprint final.

Classificação Geral

phinney 2

O Norte-Americano Taylor Phinney celebrou nesta primeira edição do Dubai Tour a sua primeira vitória na classificação geral de uma prova por etapas. Fruto da vantagem obtida no prólogo que iniciou a prova, o ciclista da BMC conseguiu segurar a vitória até ao final. Como os 3 primeiros classificados das etapas bonificavam, para não perder a vantagem amealhada para Marcel Kittel ou Peter Sagan, Phinney disputou os sprints e até conseguiu uma 3ª posição num deles.

O português Rui Costa foi 15º da geral na prova.

Vuelta Mallorca

modolo

Começou ontem em Palma de Maiorca a Volta Ciclística a Maiorca, prova onde participam entre outros, Damiano Cunego (Lampre) Dario Cataldo (Sky) ou Luis León Sanchez (Caja Rural).

Na primeira etapa da prova, disputada no circuito urbano de 116 quilómetros (1o voltas a um circuito de 11,6 km), a Lampre conseguiu alcançar a sua primeira vitória da temporada através do seu sprinter Sasha Modolo. O ciclista da equipa italiana bateu no sprint final Jens Debusschere da Lotto-Belisol e Dylan Groenewegen da De Rijke (equipa Holandesa da divisão Pro Continental).

No que diz respeito aos portugueses presentes na prova, André Cardoso (Garmin) chegou dentro do pelotão na 48ª posição.

Qatar Tour

1ª etapa

terpstra

Na etapa que ligou Al Wakra a Durkhan Beach na distância de 136 km, o vento forte que se fez sentir causou muitas dificuldades aos ciclistas. Etapa marcada por muitas fugas. O holandês Liewe Westra (Astana) foi o primeiro a tentar a sua sorte ao km 9. Seria apanhado 11 km depois. Pouco depois, um grupo de luxo constituído por Tom Boonen (Omega-Pharma-Quickstep) Fabien Cancellara (Trek) André Greipel (Lotto-Belisol) e Philip Gilbert (BMC) tentaram a sua sorte. Foram apanhados ao km 59, numa fase em que o pelotão se partiu em vários grupos. O pelotão só viria a juntar-se novamente ao km 95. No último sprint intermédio, coube ao Holandês Niki Terpstra (na imagem; Omega-Pharma-Quickstep) tentar a sua fuga com o belga Jurgen Roelants (Lotto) e Michael Schar (BMC).

Na linha de meta, o antigo campeão holandês foi mais forte que os seus companheiros de fuga, vencendo a etapa e assumindo a camisola dourada que representa a liderança da prova.

2ª etapa

omega

Disputada há poucas horas atrás. A etapa que ligou Camel Race Track a Al Khor Corniche (160.5) foi ganha pelo mítico Tom Boonen depois de uma estratégia de corrida muito peculiar praticada pela sua equipa, a Omega-Pharma.

Com um vento muito forte contra os ciclistas, a equipa Belga tratou de assumir a liderança do pelotão para tentar praticar uma corrida por exclusão. Deixando Philip Gilbert escapar nos primeiros quilómetros da etapa (foi apanhado aos 33km) e o letão Gatis Smukulis aos 89 km (seria apanhado ao quilómetro 105), apanhado o letão, sobravam apenas 23 ciclistas no grupo principal: 8 da Omega e alguns resistentes como Bernhard Eisel e Ian Stannard (Sky), Lars Boom (Belkin), Andrea Guarnieri (Astana) ou Daniele Bennati (Saxo Bank).

Os homens da Belkin auxiliaram a “falsa fuga” dos homens da Omega até aos 5 km finais, ponto onde Lars Boom tentou a sua sorte. Apanhado mesmo em cima da meta pelos homens da Omega, possibilitou que Tom Boonen completasse o serviço encomendado pela equipa belga ao longo da tirada com uma vitória em cima da linha de chegada sobre o dinamarquês Michael Morkov da Team Saxo e Jurgen Roelants da Lotto-Belisol. 21ª vitória em etapas para Tom Boonen na prova qatari, prova de que de resto já venceu por 4 vezes na sua carreira.

Classificação geral:

1º Niki Terpstra (Holanda\Omega-Pharma-Quickstep)
2º Jurgen Roelants (Bélgica\Lotto-Belisol) a 5s
3º Tom Boonen (Bélgica\Omega-Pharma-Quickstep) a 14s
4º Michael Morkov (Dinamarca\Saxo-Bank) a 20s

Niki Terpstra lidera por pontos e a Omega lidera na geral por equipas.

4. Bradley Wiggins fala sobre a época 2014. No vídeo que pode ver carregando neste link, o antigo vencedor do Tour, afirma que o conflito interno que manteve na temporada 2013 com Christopher Froome está sanado e que em 2014 existe um bom ambiente dentro da equipa Britânica.

5. Apresentação das equipas

Garmin-Sharp

Garmin

Localização: Colorado – Estados Unidos da América

Site: http://www.slipstreamsports.com

Director Desportivo: Jonathan Vaughters

Chefes-de-fila: Ryder Hesjdal, Daniel Martin, Andrew Talansky

Gregários de luxo\corredores de estatuto protegido: André Cardoso, Tom Danielson, Ramunas Navardauskas,

Contra-Relógio: Jack Bauer, David Millar, Lasse Norman Hansen,

Sprinters: Tyler Farrar, Koldo Fernandez,

Clássicas: Nick Nuyens, Johan Van Summeren, Fabien Wegmann

Gregários: Javier Acevedo, Nate Brown, Rohan Dennis, Caleb Fairly, Phil Gaimon, Nathan Haas, Alex Howes, Ben King, Raymond Kreder, Sebastien Langveld, Lachlan Morton, Tom Jelte Slagter, Dylan Van Baarle, Steele Von Hoff, Thomas Dekker,

Principais vitórias\conquistas em 2013:

  • Geral da Volta à Catalunha e 1 etapa (Daniel Martin)
  • Geral da Volta a Utah (Tom Danielson)
  • 1 etapa na Volta a Utah (Lachlan Morton)
  • Geral do Tour de Alberta e 1 etapa (Rohan Dennis)
  • Vitória na Liège-Bastogne-Liège (Daniel Martin)
  • 1 vitória em etapa no Paris-Nice (Andrew Talansky)
  • Vitória na geral da Juventude no Paris-Nice (Andrew Talansky)
  • 1 vitória em etapa no Tour de L´Metropole (Tyler Farrar)
  • 1 vitória em etapa no Tour da Romandia (Navardauskas)
  • 1 vitória em etapa nos 4 dias de Dunkerque (Michel Kreder)
  • 1 vitória em etapa no Giro de Itália (Navardauskas)
  • 1 vitória em etapa no Tour da California (Tyler Farrar)
  • 1 vitória em etapa na Bayern-Rundhfart (Alex Rasmussen; entretanto transferido)
  • 1 vitória em etapa no Tour de France (Daniel Martin)
  • Vitória na Geral da Juventude no Criterium Du Dauphiné (Rohan Dennis)

daniel martin

Na minha opinião, a Garmin fez uma temporada 2013 decepcionante. Se por um lado, a equipa até conseguiu atingir vitórias surpreendentes como a de Daniel Martin (na imagem) na clássica Liège-Bastogne-Liège ou conquistas interessantes (perspectivando o futuro) como o top 10 de Andrew Talansky no Tour ou a sua espantosa prestação no Paris-Nice, por outro lado, integrando no seu seio soluções de qualidade para todo o tipo de provas, para todo o tipo de terrenos e para todo o tipo de objectivos, nem as vitórias de Ramunas Navardauskas no Giro e de Daniel Martin na 9ª etapa do Tour limparam uma época em que os objectivos cruciais da equipa não foram atingidos.

Começando pelo Giro, a defender a vitória obtida na geral em 2012, Ryder Hesjdal passou por completo ao lado da prova. No Tour, provou-se que Daniel Martin, apesar da etapa ganha, não é ciclista para lutar pelo top-10 da prova. Por outro lado, com o 10º lugar na prova e com as exibições demonstradas tanto na alta-montanha como no contra-relógio, Andrew Talansky posicionou-se de forma decisiva como a aposta de futuro da equipa para a geral na prova. Na Vuelta, a equipa da Garmin não apareceu durante toda a prova. No capitulo da luta dos sprints, depois de um ano 2012 para esquecer, Tyler Farrar teve outro ano para esquecer com 2 vitórias em provas menores, facto que poderá transportar condicionalismos para a época que o canadiano vai realizar em 2014: auferindo cerca de 1,2 milhões de euros por ano, ou Tyler Farrar re-entra na luta com os melhores ou bem que pode começar a procurar uma nova equipa para a época 2015, sabendo de antemão que já não tem créditos firmes dentro do pelotão internacional e, que muita gente não dispõe de um milhão de fichas para gastar com um ciclista que já não vence de forma regular desde 2011.

A fórmula para 2014 deverá manter-se: Hesjdal vai tentar limpar a imagem deixada no Giro, Talansky deverá consolidar a sua posição no Tour e Daniel Martin deverá dedicar-se em definitivo à Vuelta, às clássicas (especialidade onde tomou o gosto) e às provas por etapas de uma semana.

andre cardoso

No intuito de reforçar a equipa, chega em 2014 à equipa norte-americana André Cardoso, ciclista português de 29 anos, natural do Porto, vindo da Caja Rural, equipa que liderou na Vuelta. O Português fez um fantástico ano de 2013, coroado com um 16º lugar na geral da prova. Numa das etapas de montanha da prova, tentou encetar uma fuga com vários ciclistas, estando muito próximo de vencer a tirada. O português deverá ser o plano B da equipa à prova espanhola. Se conseguir andar no mesmo registo de 2013, poderá até sonhar com um top-10 na prova.

Os ascendentes – Aos 26 anos, o lituano Ramunas Navardauskas é um ciclista de quem se espera um brilhante futuro. No seu currículo, o lituano já leva anotações de qualidade: 2 vitórias nos campeonatos nacionais lituanos na especialidade de contra-relógio, 1 vitória na prova de estrada, uma vitória na Liège-Bastogne-Liège na prova de sub-23, uma vitória no contra-relógio no Tour, uma vitória em etapa num contra-relógio do Giro e um 8º lugar na prova de estrada dos campeonatos do mundo em 2012 (Valkenburg).

Sendo por excelência um contra-relogista, Navardaukas tem evoluído imenso na forma como corre as clássicas, constituíndo-se portanto como um ciclista a ter em conta para as clássicas da primavera deste e dos próximos anos. Ao mesmo tempo, é uma das esperanças da Lituânia para os campeonatos do mundo tanto na prova de contra-relógio como na prova de estrada.

Rohan Dennis é um poço de talento. Aos 23 anos, este australiano de 23 anos, vai trilhando o seu percurso dentro da Garmin. Inscrito pela primeira vez como profissional para a temporada de 2014, este all-rounder é o sucessor natural de Cadel Evans. Fortíssimo no contra-relógio (especialidade onde já limpou por várias vezes o título australiano de sub-23) e muito interessante na alta-montanha (prova disso foi o 8º lugar da geral obtido no Criterium Du Dauphiné, prova de preparação para o Tour), Dennis tem todas as condições para se tornar um sério líder dentro de 3\4 anos. Não será admirável se Jonathan Vaughters o inserir no Giro ou na Vuelta com estatuto de corredor protegido já no ano de 2014.

Lasse Norman Hansen – Este dinamarquês será garantidamente um dos contra-relogistas do futuro.

Os veteranos –

tyler farrar

Ano de tudo ou nada para Tyler Farrar.

David Millar – Conhecido pela especialidade de contra-relógio, tentará pontuar pelo menos uma vez em 2014 com o seu enorme potencial no breakaway.

Tom Danielson – Apesar da sua veterania, é um nome a ter em conta para as provas de uma semana que a equipa irá realizar na América e na Europa.

Thomas Dekker – Apesar de ter um currículo feito nas provas por etapas de uma semana, este holandês de 29 anos está apto para mudar o disco para as clássicas de 1 dia.

Nick Nuyens, Johan Van Summeren e Fabien Wegmann – Os belgas chegam ao ano de 2014 com muitas histórias por conta no versículo das clássicas. Aos 33 anos, Nick Nuyens já conta no seu currículo com vitórias na Paris-Bruxelas (2004) no GP da Valónia (2005, 2006, 2009) na geral da Volta à Grã-Bretanha (2006) na Kuurne-Bruxelas-Kuurne (2006) entre outras prestações interessantes na Amstel Gold Race e nos campeonatos do mundo onde já foi 9º. Van Summeren já venceu em 2011 o mítico Paris-Roubaix, prova que tentará conquistar novamente em 2014. Se ganhar o Paris-Roubaix por uma vez não é uma tarefa fácil para qualquer ciclista do pelotão, ganhar pela segunda no Inferno do Norte significa para muitos o maior exito de uma carreira. Falamos de uma prova de estrada e pavé (estrada de paralelo e barro) disputada entre a capital francesa e a cidade de Roubaix (na fronteira com a Bélgica) na qual muitos ciclistas do pelotão internacional não ousam sequer participar dada a quantidade de quedas que se verificam durante a mesma.

Fabien Wegmann – Apesar de não ser considerado no seio da equipa norte-americana como um corredor com estatuto protegido, ou seja, com liberdade para fazer a sua corrida em detrimento da habitual ajuda em torno do líder da equipa nas provas, o alemão é sem dúvida o ciclista com maior currículo dentro da equipa no que toca a clássicas e provas de uma semana. É expectável portanto que Wegmann lidere a Garmin em provas como a Amstel Gold Race, GP Miguel Indurain, Fleche Wallone, Giro da Lombardia e Volta à Polónia. Nas restantes provas, irá actuar em função dos líderes designados por Jonathan Vaughters.

Para dobrar a pressão junto destes ciclistas, a empresa que fabrica aparelhos de orientação por satélite (Garmin) ainda não informou se irá renovar ou não o patrocínio que expira em 2014.

Ciclismo 2014 #7

1. Volta ao Dubai

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A 1ª Volta ao Dubai começou ontem com um prólogo de 9,9 km com vitória para o Norte-Americano Taylor Phinney. Tailor Phinney começou bem a sua temporada de 2014, fazendo jus às palavras que aqui escrevi sobre a capacidade do ciclista da BMC na especialidade de contra-relógio.

Contudo, o destaque do dia de ontem foi a estreia do campeão do Mundo Rui Costa com as cores da Lampre, curiosamente com um jersey personalizado de campeão nacional de contra-relógio. O campeão do mundo gastou mais 47 segundos que o ciclista da BMC, posicionando-se na 24ª posição da geral da prova. Também a correr pela Lampre, Nélson Oliveira, especialista no contra-relógio, foi 35º gastando mais 53 segundos que o vencedor da etapa.

phinney

Phiney concluiu os 9,9km em 12 minutos e 3 segundos. Gastou menos 14 segundos que o colega de equipa Steven Cummings e 16 que o dinamarquês da Garmin Lasse Norman Hansen. Tony Martin (Omega-Pharma) foi 4º a 22 segundos de Phinney, Cancellara (Trek) 5º a 25 segundos e Peter Sagan 6º a 31 segundos do ciclista norte-americano.

Em destaque também esteve o facto da organização da prova não ter autorizado os ciclistas a correr com bicicletas especiais de contra-relógio no prólogo que abriu a prova que segue até domingo.

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Estranha mania da UCI complicar aquilo que é fácil. O estatuto de nº1 do ciclismo mundial adquirido pelo português na prova de Firenze do passado 29 de Setembro de 2013, parece ainda não permitir a amostra de um banner com o seu primeiro nome e apelido nas transmissões oficiais das provas UCI World Tour. O ciclista reclamou na sua página de facebook.

2ª etapa

Kittel

Dia marcado por condições climatéricas adversas para o pelotão. O vento que se fez sentir na região de Doha provocou algum nervosismo dentro do pelotão. Apesar de metade do pelotão se encontrar a “treinar”no Dubai de forma a conseguir alcançar o ritmo competitivo que muitos desejam para as provas de 1 semana e clássicas da primavera que começam a partir de Março, ninguém pretende fazer má figura dentro do pelotão.

O foguete alemão da Argus-Shimano Marcel Kittel (vencedor da 4 etapas no Tour em 2013) venceu a tirada, batendo Peter Sagan ao Sprint. Taylor Phinney foi 3º no sprint, conseguindo aumentar a sua vantagem na geral em 1 segundo para os concorrentes directos. Os portugueses em prova chegaram dentro do pelotão.

2. A confirmação de Cavendish na Volta ao Algarve

mark cavendish

Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep) confirmou hoje a participação na Volta ao Algarve, prova que se irá disputar de 19 a 23 de Fevereiro. A prova também irá contar com a presença de Rui Costa.

3. Classificações World Tour

tom boonen UCI 1

A primeira tabela de rankings UCI World Tour foi lançada. Com a vitória alcançada numa etapa e na Geral do Tour Down Under na Austrália, o australiano Simon Gerrans (Orica GreenEdge) assumiu a liderança do maior ranking mundial com 114 pontos.

Por equipas, lidera o projecto australiano de ciclismo:

UCI 2

Importante também é o ranking por nações visto que é este ranking que vai decretar o número de ciclistas que cada selecção pode levar aos campeonatos do mundo:

UCI 3

Como não poderia deixar de ser, lidera a Austrália.

Ciclismo 2014 #6

Chris Horner 2

A Lampre confirmou ontem a contratação de Chris Horner como reforço para a época de 2014.

O ciclista Norte-Americano de 42 anos, antigo gregário de Lance Armstrong, vencedor da Geral da Vuelta em 2013 estava sem equipa para o presente ano. Palpitei aqui há uns dias o excelente custo de oportunidade que a contratação do ciclista traria aos objectivos traçados pelo nosso Rui Costa enquanto gregário do ciclista português na próxima edição do Tour. O estatuto obtido pelo quarentão na Vuelta obriga a que seja o líder da equipa na Vuelta. Horner também irá correr no Giro de Itália, estando ainda por clarificar o seu papel dentro da equipa italiana.

Ciclismo 2014 #1

Nos próximos posts irei fazer uma antevisão equipa-a-equipa de todas as equipas da World Tour e das principais equipas da divisão Continental UCI.

A época ciclistíca já arrancou. Hoje, no Tour Down Under da Austrália, Cadel Evans venceu a primeira etapa da primeira prova do calendário World Tour numa fuga bem sucedida. (O que Cadel Evans teve que pedalar para vencer em casa!!)

Antes da antevisão, fica aqui a notícia mais badalada da modalidade nesta semana:

chris horner

Meses depois da fantástica proeza que Christopher Horner fez aos 41 anos na Volta a Espanha, ainda está por decidir se o americano irá correr este ano ou irá terminar carreira. A reformulada Trek não renovou com o veterano ciclista norte-americano e este, já no mês de Janeiro não chegou a acordo com a Christina Watches, equipa sediada na Dinamarca, de divisão UCI Continental, dirigida pelo antigo ciclista australiano Baden Cooke. Isto porque a Christina Watches queria usar o vencedor da Vuelta em 2013 para pedir um wild-card a seu favor à organização espanhola. Horner não concordou com os termos usados por Cooke e não assinou com a equipa dinamarquesa.

Aos 42 anos, penso que Horner podia ser uma mais-valia para o nosso Rui Costa. Fisicamente, Horner apresenta limitações próprias da idade que apenas lhe permitem fazer 30 a 35 dias de prova pelo ano. Se o americano concordar em servir de gregário de luxo para o português no Tour, penso que a sua contratação deveria ser feita imediatamente pela Lampre visto que Horner sabe perfeitamente como proteger um líder dentro do pelotão e por outro lado poderia teria um papel fantástico na aceleração do pelotão em etapas de montanha (à semelhança do que fez diversas vezes com Lance Armstrong) bem como na resposta aos possíveis adversários que o português terá na prova francesa nas etapas de montanha.

Superbock! Fresquinha! #37

Palácio de Bélem. Tarde de ontem. Na SIC N, um spot irritante anuncia que Rui Santos ainda pergunta se Ronaldo venceu justamente a Bola de Ouro. Na RTP, um inútil do jornalismo, antigo sporttv (dos mais fracos dos fracos da Sporttv) intervém com esta: “Nesta distinção, Ronaldo ganha a Messi porque Messi não a poderá atingir visto que não é português”. Distinção merecida. Injusta se analisarmos pelo prisma em que foi atribuída. Fado, Fátima e Futebol. Morreu o Rei Eusébio, já ninguém se lembra dele. O rei agora é CR7. Só assim de cabeça, em 2013 tivemos Rui Costa, Paulo Gonçalves, Emanuel Silva e João Silva campeões do mundo, Frederico Morais campeão europeu, Diogo Carvalho medalhado europeu, João Sousa, o primeiro português a vencer um ATP Tour. Num país alienado pelo futebol (doméstico, mal praticado, mal arbitrado e quezilento) todas estas vitórias foram bem mais importantes que o ano 2013 para Cristiano Ronaldo. A vitória do Rui foi um milagre. Podemos não cheirar mais a camisola arco-íris na nossa história. A da dupla de Canoagem foi a primeira em mundiais da canoagem portuguesa. A medalha de bronze do nadador dos Galitos (Aveiro) resulta de anos e anos de trabalho em que o jovem aveirense deixou tudo para trás (inclusive um curso de medicina) pelo amor à natação. A carreira de João Sousa só agora está a gerar lucro para o português. No início, quando tudo era escuro, foram os pais de João Sousa que investiram milhares na formação do seu filho. Fruto também da falta de infraestrutura e know-how de treino existente no nosso país.

Todos estes atletas, venceram devido ao seu talento e ao seu espírito de abnegação, à sua disciplina, a sua coragem, ao seu rigor. Todos estes atletas tiveram por vezes de competir com as custas pagas pelo seu próprio bolso. Palavras de presidente. Caso contrário, poucos em Portugal seriam aqueles dispostos a patrociná-los. Porque é que o presidente não distingue todos estes atletas? Fácil. O momento ontem protagonizado com Cristiano Ronaldo também serviu para reforçar a imagem do presidente da República, facto que não seria possível caso o presidente condecorasse os restantes mencionados. Ninguém os conhece, pois claro. Cavaco Silva mencionou-o de forma clara quando afirmou: “Ronaldo é o elo de união entre todos os portugueses” – Cavaco capitalizou.

Sanguessugas. As do costume. Tantas. Um Dias Ferreira que não sei ao certo o que é que andava por lá a fazer. O governo marimbou-se no assunto e deixou os louros para o presidente ao enviar o secretário de estado adjunto (Adjunto, veja-se lá) da saúde. Sim, essas individualidades que por São Bento pululam para esmifrar o erário público. Sim, esses bonecos michelin que só servem para aparecer neste tipo de ocasiões. Bonecos de conveniência. Um Florentino Perez que a Portugal nada diz respeito. Os netos do presidente. Não são figuras de estado mas por lá também andavam. A ganhar conhecimentos para o futuro pois claro. O Zé Povinho cá fora adora este tipo de ocasiões, desloca-se com o melhor traje domingueiro, com as inefáveis bandeiras lusas e nada vê. Fica à porta. Manuel Ferreira Leite. Foi acompanhar o irmão pois claro. Pobreza franciscana. O mérito perece. A fandungagem, o folclore, não. É foleiro.

breves do ciclismo

Mercado de transferências no ciclismo:

Euskatel desmantelada, bem desmantelada:

Nieve

1. Mikel Nieve vai correr na Sky na próxima temporada. O basco assinou por duas temporadas. O gregário de luxo já tem no seu currículo 1 vitória em etapa na Vuelta, outra no Giro, 2 classificações no top 10 na Vuelta (dois décimos lugares) e outro no Giro. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. igor anton

Já Igor Anton assinou pela Movistar onde terá o papel de gregário de luxo, o mesmo que tinha Rui Costa na equipa espanhola. O basco tentará ajudar a dupla Quintana e Valverde no próximo tour, podendo tentar a vitória nas etapas quando Unzué o consentir.

2. Mikel Landa assinou pela Astana

TOUR DE FRANCE - STAGE FIFTEEN

3. O chefe de fila Samuel Sanchez assinou pela Saxo-Tinkoff. O campeão olímpico de estrada em 2008 será o chefe-de-fila da equipa dinamarquesa na Vuelta em 2014.

Outras transferências de realce:

uran

4. O insatisfeito (na Sky) Rigoberto Uran assinou contrato pela Omega-Pharma. O colombiano será o joker à geral da equipa Belga no próximo tour.

5. o sprinter de 20 anos Rick Zabel (filho do grande sprinter alemão Erik Zabel) será reforço da suiça BMC. O jovem sprinter alemão foi campeão de estrada alemão no escalão de sub-23 em 2012 e no ano passado obteve as suas duas primeiras vitórias enquanto ciclista profissional, uma delas numa etapa do Tour da Romandia.

6. O corredor de clássicas e contrarelogista Lieuwe Westra mudou da Vacansoleil para a Astana. Westra é o actual campeão de contra-relógio Holandês e no ano passado venceu a geral do Tour da Califórnia.

7. O argentino Mauro Richese transferiu-se para a Lampre onde terá funções na 2ª formação e na equipa continental do nosso compatriota Rui Costa.

8. O sprinter\lançador de sprinter Mark Renshaw é outra das aquisições da Omega. O australiano voltará a encontrar o seu antigo companheiro na HTC Mark Cavendish. A sua contratação terá sido uma exigência do Sprinter britânico em virtude da queda dos seus resultados desde que saiu da equipa norte-americana. Poderá também ser o 2º sprinter da equipa.

9. O estonteante all-rounder francês Tony Gallopin será reforço da Lotto-Belisol. O francês ganhou a clássica de San Sebastian no ano de 2013. Irá reforçar a poderosíssima máquina da equipa Belga nas clássicas do World Tour.

10. Adriano Malori irá correr pela Movistar. O italiano faz o caminho inverso de Rui Costa.

11. O sprinter Japonês Fumiyuki Beppu saiu da Orica e assinou pela Trek.

12. O eslovaco Peter Velits assinou pela BMC. Velits será uma das armas da equipa suiça para o contra-relógio, depois de em 2013 se ter tornado campeão eslovaco da especialidade.

santaromita

13. O all-rounder campeão italiano de estrada Ivan Santaromita protagonizou uma das maiores transferências da estação (para mim a que me causou mais surpresa neste mês de Dezembro) ao sair da BMC, onde em 2013 conseguiu ter algum destaque em algumas provas para reforçar o projecto australiano de ciclismo, a World Tour Orica GreenEdge. Santaromita será chefe-de-fila da equipa australiana no Giro e tentará vencer etapas e a geral de provas de uma semana.

14. O alemão Linus Gerdemann reforçou a continental MTK-Qubeka depois de alguns meses sem competir.

IAM Cycling

15. O projecto da IAM Cycling:

De uma assentada, esta equipa suiça da divisão continental da UCI com aspirações à vitória na divisão e subida\licença ao World Tour contratou Mathias Frank à BMC, os Franceses Sylvain Chavanel e Jerome Pineau à Omega-Pharma (Chavanel venceu em 2013 a ENECO Tour, a prova de contra-relógio dos campeonatos franceses de estrada) e o sprinter Vicente Reynès à Lotto.

16. Jon Atapuma, colombiano que surpreendeu o mundo do ciclismo ao conseguir um podio na última volta à Polónia terá a sua primeira experiência no World Tour na BMC.

Maxime Monfort

17. O trepador Belga Maxime Monfort foi outra das surpresas do mercado de transferências da modalidade ao trocar a Radioshack pela Lotto-Belisol onde será o chefe-de-fila da equipa e principal candidato à geral da equipa no Tour num ano 2014 onde Monfort aparece como candidato ao top5 da prova.

18. O trepador francês John Gadret será reforço da movistar para 2014. Gadret teve um ano 2013 para esquecer.

19. O luxemburguês Jan Bakelants (foi camisola amarela no último tour) será reforço da Omega-Pharma. A mesma equipa também adquiriu o contra-relogista Thomas DeGendt à Vacansoleil.

20. O veteraníssimo Francisco Mancebo de 36 anos transferiu-se da Americana 5-Hour para a Sky Dive do Qatar. Irá correr em provas UCI Continental Ásia. No ano passado correu provas da Continental Norte-Americana.

21. A Efapel contratou Ricardo Mestre à Euskatel. Mestre será o chefe-de-fila da equipa depois da sua curta passagem no estrangeiro ao serviço dos bascos.

22. O italiano Davide Vigano será o novo chefe-de-fila da Caja Rural. O gregario italiano foi dispensado após a contratação de Nelson Oliveira por parte da Lampre.

23. O Holandês Johnny Hoogerland assinou pela equipa continental da Androni. Hoogerland será o chefe-de-fila da equipa italiana.

scarponi

24. Sem espaço para os seus objectivos na equipa Lampre, Michele Scarponi protagonizou outra das surpreendentes transferências do defeso. O italiano mudou-se para a Astana, equipa na qual será candidato à geral no próximo giro.

25. Juan José Cobo, vencedor da Vuelta em 2012, decidiu “reformar-se” da elite do ciclismo mundial e trocou a Movistar por um contrato pela turca Torku Sekersport.

Renovaram com as suas equipas:– Ian Stannard, Chris Froome e Peter Kennaugh (Sky)
– Nicky Sorensen, Bruno Pires, Matteo Tosatto, Olivier Zaugg e Sérgio Paulinho (Saxo-Tinkoff)
– Manuele Mori,  Przemyslaw Niemec e Matteo Bono (Lampre)
– Cameron Wurf, Fabio Sabatini, Paolo Longo, Maciej Bodnar, Danielle Rato (Cannondale)
– Mickael Cherrel (AG2r)
– Davide Rebellin,  Jacek Morajko, Nikolay Mihaylov  (CCC Polsat)
– Daryl Impey (Orica)
– Cyril Gautier e Davide Malacarne (Europcar)
– Yuri Trofimov, Simon Spilak, Vladimir Isaychev (Katusha)
– Tom Danielson (Garmin)
– Javier Moreno (Movistar)
– Danilo Wyss, Marcus Burghardt (BMC)
– José Ochoa (Androni)
– Leopold Konig (Net App)

Superbock! Fresquinha! #9

Que raio de cerveja é esta? – os lambuças do costume.

record 2

Jornal Record

Sinceramente ainda não consegui perceber bem o que é que os webdevelopers, os webdesigners, os jornalistas, os editores, os directores-adjuntos e o director principal deste pasquim andam a fazer durante o dia. Não sei se andam a dormir ou se esta barbaridade é um truque para fazer render mais os jornais que vendem. Todos os dias a rapaziada do Record Online brinda-nos com informações, notícias e vídeos que não lembram ao arco da velha. Num dia notíciam que a unha do pé mindinho do Fábio Coentrão rachou num cruzamento feito aos 38″. No outro dia notíciam que o Josué foi apanhado a chutar cavalo em Ermesinde. Noutro filmam durante 20 segundos a movimentação na rua onde mora o Leonardo Jardim. Não consigo nem quero acreditar que centenas de pessoas não queiram, não consigam ou não tenham a obrigação (para informar correctamente quem lhes garante o emprego) de abrir este link para verem a tabela classificativa da Liga e assim repor a verdade sobre o campeonato português.

Aqui vai a explicação aos meninos do Record para que não hajam dúvidas:

Critérios de desempate pelo Regulamento das Competições da Liga de Clubes: 

Ponto 6 do Artigo 9.º (competições por pontos) do Regulamento de Competições da Liga Profissional de Futebol:

«Para estabelecimento da classificação geral dos Clubes que no final das competições se encontrarem com igual número de pontos, serão aplicados, para efeitos de desempate, os seguintes critérios, segundo ordem de prioridade:

a) Número de pontos alcançados pelos Clubes empatados, no jogo ou jogos que entre si realizaram;

b) Maior diferença entre o número de golos marcados e o número de golos sofridos pelos Clubes empatados, nos jogos que realizaram entre si;

c) Maior número de golos marcados no campo do adversário, nos jogos que realizaram entre si;

d) Maior diferença entre o número dos golos marcados e o número de golos sofridos pelos Clubes nos jogos realizados em toda a competição;

e) Maior número de vitórias em toda a competição;

f) Maior número de golos marcados em toda a competição»

A Liga determinou, no entanto, que DURANTE a prova, para estabelecer a classificação, aplicam-se APENAS os critérios d) a f).

Tudo ao Molho! –

Os verdadeiros casuals voltaram. No Porto tudo funciona assim: à lei do petardo. Noutros carnavais da bola deste país, acusaram e acusam os dirigentes e adeptos adversários. Um agente da polícia ficou ferido. Podia ter morrido. Pior que isso: os adeptos do Porto colocaram um foguete a arder debaixo do autocarro que transportava a sua equipa. O foguete poderia ter incendiado o autocarro causando ali uma tragédia. Tudo legal, como podemos ver!

Paulo Fonseca esteve toda a noite a acertar agulhas com Antero Henrique. Deve-se ponderar seriamente a hipótese do treinador estar à condição até último jogo da Champions. Se bem conheço a metodologia de comunicação utilizada pelo Porto, tudo assim o indica. A comunicação do Porto funciona em spin-doctoring. A ideia é envenenar a informação ao ponto de a manipular de tal forma que uma mentira seja tida como uma verdade universal. Exemplo prático: Para manter uma aparente tranquilidade na estrutura, o departamento de comunicação vaza informações para os jornais que afirmam a confiança do presidente no seu treinador. Por detrás, o seu treinador já está a prazo. Outro exemplo: Fucile e Izmailov continuam “ausentes” dos treinos pois estão a tratar de assuntos pessoais. O spin-doctoring mascara a correcta informação: Fucile já disse que não quer renovar pelo clube e\ou vai ser despachado em Janeiro para o Porto lucrar algum ou vai arejar as ideias durante uns meses para renovar contrato. O russo já nem conta no baralho de Fonseca.

Esta cerveja enfeitiçou-me!

O Record mostra no seu site imagens gravadas no interior do complexo desportivo do Rio Ave que mostram Jorge Jesus a entrar numa porta cuja serventia não se conhece. Para mim quer-me parecer que a malta do Record quer tirar nabos da púcara. Depois do castigo suave com que foi presenteado há 2 semanas, não acredito que JJ quisesse arriscar entras nas chamadas “zonas interditas” do estádio a meio do castigo que actualmente está a cumprir sob pena de o agravar – contudo, não ponho as minhas mãos no fogo se tal aconteceu. Como sabemos, não seria a primeira vez que um dirigente do Benfica o faz. É de referir também que Rui Costa foi suspenso por 40 dias pelo Conselho Disciplinar da Liga (Jesus foi pelo CD da Federação) por ter insultado um dirigente da SAD do Braga e por ter sido reincidente a sua presença nas chamadas zonas proibidas, ou seja, na zona reservadas aos árbitros e ao delegado da Liga. Na mesma altura, o então director do Sporting de Braga Carlos Freitas foi suspenso por 45 dias por insultos proferidos contra o presidente do Conselho Disciplinar na Liga. Factos que mais uma vez corroboram a mão leve que o CD\FPF teve para com o treinador benfiquista.