Ciclismo 2014 #13

volta ao algarve

4ª etapa – Almodovar – Alto do Malhão 164,5 km

A 4ª e penúltima etapa da Volta ao Algarve trouxe à tona da competição a mais importante etapa do evento, a tão esperada subida ao Alto do Malhão, inclinação de média dificuldade na distância de 2,6 km. Antes de passar ao relato da etapa, permitam-me apenas uma crítica à organização da Volta a Portugal: no sentido de elevar a dificuldade da prova visto que esta ao nível de montanha se resume às subidas da Senhora da Graça e da Estrela, continuo a considerar incompreensível porque é a prova não vai ao Alto do Malhão. É certo afirmar que parte dos fundos que a organização da nossa prova raínha (João Lagos Sport) dispõe para a organizar provém dos apoios que as Câmaras Municipais de respectivas localidades dão à prova em troca de uma chegada ou partida de etapa. Contudo, neste caso, uma etapa a terminar no Alto do Malhão, poderia acrescentar mais competitividade à prova e o aumento de competitividade per se é capaz de trazer mais nomes para competir nesta. Enquadrada numa fase da temporada em que alguns ciclistas poderão utilizar o evento português para afinar baterias para a Vuelta, não seria mal pensado incluir esta subida no calendário da prova.

Na partida para a 4ª etapa, o polaco Michal Kwiatkowski partia com uma ligeira diferença para os seus mais directos rivais na classificação geral, o português Rui Costa e o espanhol Alberto Contador.

Contador

Na súbida do Alto do Malhão o primeiro ataque pertenceu ao ciclista português Ricardo Vilela da OFM-Quinta da Lixa. O português provou não ter pernas para levar o ataque até ao fim e rapidamente foi apanhado pelo grupo principal, comandado pela Omega-Pharma. Foi então a vez de Contador e Rui Costa. Ambos ameaçaram o ataque até que o espanhol o concretizou e chegou ao Alto do Malhão com 3 segundos de vantagem sobre Rui Costa e 10 sobre o líder. Rui Costa voltou a fazer pela 3ª vez o 2º lugar na etapa, o que revela algum azar do português na prova. Não quis vencer a primeira etapa e acabou não conquistar nenhuma! Tiago Machado (Net-App) foi 5º a 14 segundos, chegando à frente de Chris Horner também com o mesmo diferencial para o vencedor da etapa. Logo a seguir chegou Edgar Pinto a 16 segundos.Alberto Contador repetiu a vitória alcançada no Malhão na edição de 2010.

A Geral da prova ficou praticamente decidida. Michal Kwiatkowski segurou a camisola amarela apesar da diferença perdida para Contador. O espanhol irá ficar na 2ª posição da prova a 16 segundos do ciclista da Omega-Pharma-Quickstep. Rui Costa segurou o 3º lugar a 29 segundos. No top ten permaneceram Christopher Horner (Lampre-Mérida) a 1.32m do líder e o português Edgar Pinto, o melhor português das equipas portuguesas em prova (o melhor ciclista das equipas portuguesas foi o espanhol Eduard Prades da OFM na 7ª posição), alcançando o atleta oriundo da região de Aveiro o 10º lugar a 1.41m da liderança.

Rui Costa lidera a camisola verde dos Pontos, o português Valter Pereira do Banco BIC-Carmin-Tavira lidera a camisola da montanha e César Fonte da Rádio Popular-Boavista lídera a camisola das metas volantes. Na geral por equipas, a liderança é detida pela Lampre.

No final da etapa, Rui Costa mostrou-se satisfeito com o trabalho realizado: “Mostra que estou a ser o mais regular. Estou satisfeito com este resultado. Sabia que ia encontrar aqui adversários muito fortes, como o Kwiatkowski e o Alberto Contador. O Malhão é uma subida muito curta e muito explosiva. E gosto particularmente deste figurino. Ataquei para ver como estava o Kwiatkowski e apercebi-me que ia muito justo. No final, o Alberto acabou por estar melhor mas estou contente com o meu desempenho.” – o campeão do mundo também prometeu estar melhor no Paris-Nice, prova por etapas que se irá realizar no próximo mês.

Tour de Oman – 5ª etapa – ontem

Christopher Froome

Em Oman, na penúltima etapa, também ela decisiva no que às contas da geral da prova diz respeito, Christopher Froome venceu a etapa (primeira vitória do ano) e ascendeu à liderança da prova. Na subida final, o britânico saltou do pelotão sem pedir licença a ninguém e cavou uma diferença para os seus perseguidores, o norte-americano Tejay Van Garderen (BMC) de 22 segundos e 33 para o colombiano Rigoberto Uran (Omega-Pharma-Quickstep).

Com a vitória na etapa, Froome destronou Peter Sagan e prepara-se para vencer a geral da prova visto que tem 26 segundos de avanço sobre Van Garderen. A última etapa deverá ser discutida ao sprint.

Para logo à noite deixo as análises da última etapa no Algarve e em Oman, as 4 etapas da Volta à Andalucia, prova onde participou o português Fábio Silvestre (Trek-Leopard) e as duas etapas do Tour de Haut Var.

 

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Ciclismo 2014 #12

Volta ao Algarve

Ontem – 2ª etapa – Lagos-Monchique 190 km

Kwiatowski 2

A opção que Rui Costa tomou no dia anterior (oferecer a vitória ao seu sprinter Sasha Modolo em cima da recta da meta) poderá não ter sido a mais a acertada. Na 2ª etapa da Volta ao Algarve, o português voltou a fazer novamente no 2º em Monchique, atrás do vencedor da etapa, o talentoso all-rounder Michal Kwiatkowski da Omega-Pharma-Lotto. O Belga já tinha triunfado numa etapa um tanto quanto semelhante no Challenge de Maiorca na semana passada. No Algarve, está a confirmar o excelente momento de forma que atravessa neste início de temporada. A Omega-Pharma-Quickstep está para já a confirmar-se como a grande dominadora deste início de temporada. Para além das vitórias individuais do ciclista polaco de 23 anos, a equipa já venceu no Dubai, no Qatar (geral inclusive) e em Oman, completando o pleno nas provas de World Tour até agora disputadas.

Depois de uma interessante primeira etapa, esperava-se que Rui Costa fosse capaz de vencer na serra de Monchique. Não se esperava que Alberto Contador quisesse entrar na luta pela vitória visto que é a primeira prova que está a realizar na presente temporada.

A etapa iniciou com uma fuga composta por ciclistas franceses. O sprinter Arnaud Demare (FDJ) Alexandre Pichot (Europcar) e Florian Senechal (Cofidis) decidiram atacar em conjunto com o primeiro de olho nas metas volantes posicionadas a meio da tirada. A Radio Popular-Boavista, líder da classificação das metas volantes através de Cesar Fonte não quis deixar escapar a oportunidade de salvaguardar a camisola no corpo do seu atleta até porque enquanto este a mantiver dá um mediatismo superior ao nome e à imagem do patrocinador da sua equipa. Fonte haveria de testar uma fuga com mais 4 ciclistas poucos quilómetros depois do trio da frente ter sido apanhado mas a Saxo-Tinkoff foi rápida a anular por completo a investida.

A presença da equipa dinamarquesa na frente indiciava que Alberto Contador tinha planos em mente para a subida final, nem que fosse apenas “esticar as pernas” para medir as respostas do corpo nestes primeiros dias de competição e o nível de preparação feita no estágio de pré-temporada. A subida esfumou-se sem existir um ataque. Na descida de 5 km até Monchique, o grupo dos favoritos entrou numa espiral de desconfiança mútua, Kwiatkowski decidiu avançar e cortou a meta em Monchique com 6 segundos de avanço para Rui Costa que bateu ao sprint os espanhóis Albert Contador e Eduard Prades da OFM-Quinta da Lixa. Mais atrás, a 17 segundos do polaco chegaria um grupo onde estavam Alexandre Geniez (FDJ) Chris Horner (Lampre-Merida) Jonathan Castroviejo (Movistar) e Edgar Pinto (LA Alumínios-Antarte).

Na geral, o polaco ficou com a liderança da prova, com Rui Costa a 4s e Alberto Contador a 12s.

3ª etapa – hoje

Contra-relógio de 13,6 quilómetros entre Vila do Bispo e Sagres. Previa-se uma interessante batalha pela geral entre Michal Kwiatkoswski e Rui Costa visto que, apesar do polaco ser um especialista nesse departamento do ciclismo, o português também tem um rendimento muito interessante no contra-relógio curto. Relembro que o português é o campeão nacional em título. No ano passado, na prova disputada em Pataias (Alcobaça), Rui não deu qualquer hipótese à concorrência interna (os principais especialistas no contra-relógio curto como Tiago Machado ou Nelson Oliveira ficaram a mais de 1 minuto do campeão do mundo em 26 km de prova). Como principal candidato para vencer a ventosa luta contra o cronómetro no Sudoeste Algarvio estava o actual bicampeão do mundo da especialidade, o alemão Tony Martin da Omega-Pharma (outra vez arroz!), curiosamente o vencedor da geral da Volta ao Algarve em 2009 e 2013. Nas duas edições, o alemão cravou a sua diferença para os demais no Contra-relógio e, no caso de particular da edição de 2009, no Alto do Malhão, principal inclinação da prova. O Malhão será a atracção da etapa de amanhã.

Desta vez o campeão do mundo não conseguiu fazer a diferença. Kwiatkowski voltou a vencer de forma categorica, deixando a 11 segundos Adriano Malori da Movistar (outro dos candidatos à vitória na etapa, o espanhol Jonathan Castroviejo não conseguiu entrar sequer no top-10) e a 13 Tony Martin. Alberto Contador perdeu 20 segundos (4º) e Rui Costa foi 11º a 34 segundos.

Com a vitória na etapa, o ciclista da Omega-Pharma-Quickstep aumentou a sua vantagem para os mais directos perseguidores. Alberto Contador ascendeu à 2ª posição da prova com uma diferença de 32 segundos para o líder enquanto o português caiu para a 3ª posição a 38 segundos.

Amanhã corre-se a etapa decisiva da prova com a chegada em alto ao Malhão (1ª categoria).

Tour de Oman

3ª etapa – na quinta

Andre Greipel

(toda a gente sabe que essas pulseiras do equilíbrio não funcionam ó Greipel)

Quando toda a gente previa que os homens mais vocacionados para a média montanha pudessem atacar nas contagens de montanha destacadas nos últimos quilómetros da etapa que ligou Bank Muscat a Al Bustan (146 km), tudo acabou por ser discutido no sprint final com o alemão André Greipel a resolver novamente para a Lotto-Belisol.

Depois de uma fuga de 5 ciclistas pouco cotados que durou quase 100 km, a segunda ascenção da etapa separou o trigo do joio. Dario Cataldo comandou o pelotão e trabalhou para Chris Froome (Sky). Na roda de Froome seguiram Peter Sagan (Cannondale) Fabian Cancellara (Trek-Leopard) e do checo Zdenek Stybar (Omega-Pharma-Quickstep). Estes quatro haveriam de atacar, sendo apanhados a cerca de 1km para a meta pelo grupo principal. Para o efeito, valeu o trabalho conjunto de BMC, FDJ e Lotto. No Sprint final André Greipel voltou a superiorizar-se a Peter Sagan e ao jovem sprinter francês Nacer Bouhanni (FDJ) e segurou a liderança da prova.

4ª etapa – Ontem

Peter Sagan 2

A etapa que ligou Wadi Al Abiyad ao Ministério da Habitação na capital Muscat, na distância de 173 km, poderia ser decisiva no que diz respeito às contas da geral. Com 4 inclinações, 1 delas com algum grau de dificuldade, quem chegasse isolado à Avenida onde se situa o Ministério da Habitação daquele estado do médio oriente poderia não só ganhar a etapa como amealhar o tempo suficiente para vencer a geral da prova, apesar de, ainda existir um contra-relógio pela frente até domingo.

A prova começou com uma fuga muito precoce nos primeiros quilómetros. Valerio Agnoli e Liewe Westra (é o homem mais combativo da época até ao momento; ambos da Astana) tentaram a sua sorte ao quilómetro 9 com o brasileiro Murilo Fischer da FDJ. A fuga durou 6 km. 2 quilómetros depois, o sprinter belga Greg Van Avermaet (BMC) Yaroslav Popovych (Trek) e Huffman (Astana) tentaram a sua sorte se bem que penso que aqui a estratégia dos directores desportivos, em particular o da Astana, era o de pura e simplesmente obrigar a Lotto-Belisol e as demais interessadas (Sky, Cannondale, Omega-Pharma) a desgastarem-se na frente do pelotão. Não sendo um trepador de excelência, a presença de Popovych na frente da corrida poderia causar alguma ameaça às pretensões destas equipas.

A fuga teve algum sucesso. O trio conseguiu amealhar 5 minutos e meio de vantagem no momento em que abordaram a primeira montanha do dia. Lá atrás no pelotão, a vantagem amealhada levou a que a Lotto-Belisol, Omega e Saxo-Tinkoff assumissem as despesas da perseguição com a BMC a colocar 2 ou 3 elementos na frente para atrapalhar a organização desta.

Na terceira incursão pela montanha do dia, Popovych foi alcançado, ficando Van Avermaet sozinho na frente com 32 segundos de vantagem para o pelotão. Entretanto, na cauda do pelotão André Greipel começou a ficar para trás e nunca mais regressou ao convívio dos grandes. No final desta colina, o colombiano Sergio Henao disferiu o seu ataque, tendo passado no alto com 18 segundos de vantagem para o pelotão e 16 de desvantagem para Van Avermaet. O último só seria alcançado a 14 km da meta por um grupo de 60 unidades.

Na última ascenção do dia, a Sky foi para a frente e deixou Chris Froome sozinho. Na perseguição ao vencedor do Tour em 2013 estavam Rigoberto Uran (agora na Omega), Roman Kreuziger (Saxo-Tinkoff), Peter Sagan e Vincenzo Nibali (Astana). Froome passou a contagem de montanha na primeira posição mas rapidamente foi alcançado na descida por Uran, Sagan e Nibali que trabalharam em conjunto para anular a diferença para o britânico. Com 18 segundos para os perseguidores, o quarteto chegou ao fim da etapa e Peter Sagan foi como seria de esperar o mais rápido no sprint final.

O eslovaco assumiu a geral da prova com 10 segundos de vantagem sobre Rigoberto Uran e 14 sobre Vincenzo Nibali. André Greipel cruzou a meta a 21 minutos do vencedor!

breves do ciclismo

Mercado de transferências no ciclismo:

Euskatel desmantelada, bem desmantelada:

Nieve

1. Mikel Nieve vai correr na Sky na próxima temporada. O basco assinou por duas temporadas. O gregário de luxo já tem no seu currículo 1 vitória em etapa na Vuelta, outra no Giro, 2 classificações no top 10 na Vuelta (dois décimos lugares) e outro no Giro. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. igor anton

Já Igor Anton assinou pela Movistar onde terá o papel de gregário de luxo, o mesmo que tinha Rui Costa na equipa espanhola. O basco tentará ajudar a dupla Quintana e Valverde no próximo tour, podendo tentar a vitória nas etapas quando Unzué o consentir.

2. Mikel Landa assinou pela Astana

TOUR DE FRANCE - STAGE FIFTEEN

3. O chefe de fila Samuel Sanchez assinou pela Saxo-Tinkoff. O campeão olímpico de estrada em 2008 será o chefe-de-fila da equipa dinamarquesa na Vuelta em 2014.

Outras transferências de realce:

uran

4. O insatisfeito (na Sky) Rigoberto Uran assinou contrato pela Omega-Pharma. O colombiano será o joker à geral da equipa Belga no próximo tour.

5. o sprinter de 20 anos Rick Zabel (filho do grande sprinter alemão Erik Zabel) será reforço da suiça BMC. O jovem sprinter alemão foi campeão de estrada alemão no escalão de sub-23 em 2012 e no ano passado obteve as suas duas primeiras vitórias enquanto ciclista profissional, uma delas numa etapa do Tour da Romandia.

6. O corredor de clássicas e contrarelogista Lieuwe Westra mudou da Vacansoleil para a Astana. Westra é o actual campeão de contra-relógio Holandês e no ano passado venceu a geral do Tour da Califórnia.

7. O argentino Mauro Richese transferiu-se para a Lampre onde terá funções na 2ª formação e na equipa continental do nosso compatriota Rui Costa.

8. O sprinter\lançador de sprinter Mark Renshaw é outra das aquisições da Omega. O australiano voltará a encontrar o seu antigo companheiro na HTC Mark Cavendish. A sua contratação terá sido uma exigência do Sprinter britânico em virtude da queda dos seus resultados desde que saiu da equipa norte-americana. Poderá também ser o 2º sprinter da equipa.

9. O estonteante all-rounder francês Tony Gallopin será reforço da Lotto-Belisol. O francês ganhou a clássica de San Sebastian no ano de 2013. Irá reforçar a poderosíssima máquina da equipa Belga nas clássicas do World Tour.

10. Adriano Malori irá correr pela Movistar. O italiano faz o caminho inverso de Rui Costa.

11. O sprinter Japonês Fumiyuki Beppu saiu da Orica e assinou pela Trek.

12. O eslovaco Peter Velits assinou pela BMC. Velits será uma das armas da equipa suiça para o contra-relógio, depois de em 2013 se ter tornado campeão eslovaco da especialidade.

santaromita

13. O all-rounder campeão italiano de estrada Ivan Santaromita protagonizou uma das maiores transferências da estação (para mim a que me causou mais surpresa neste mês de Dezembro) ao sair da BMC, onde em 2013 conseguiu ter algum destaque em algumas provas para reforçar o projecto australiano de ciclismo, a World Tour Orica GreenEdge. Santaromita será chefe-de-fila da equipa australiana no Giro e tentará vencer etapas e a geral de provas de uma semana.

14. O alemão Linus Gerdemann reforçou a continental MTK-Qubeka depois de alguns meses sem competir.

IAM Cycling

15. O projecto da IAM Cycling:

De uma assentada, esta equipa suiça da divisão continental da UCI com aspirações à vitória na divisão e subida\licença ao World Tour contratou Mathias Frank à BMC, os Franceses Sylvain Chavanel e Jerome Pineau à Omega-Pharma (Chavanel venceu em 2013 a ENECO Tour, a prova de contra-relógio dos campeonatos franceses de estrada) e o sprinter Vicente Reynès à Lotto.

16. Jon Atapuma, colombiano que surpreendeu o mundo do ciclismo ao conseguir um podio na última volta à Polónia terá a sua primeira experiência no World Tour na BMC.

Maxime Monfort

17. O trepador Belga Maxime Monfort foi outra das surpresas do mercado de transferências da modalidade ao trocar a Radioshack pela Lotto-Belisol onde será o chefe-de-fila da equipa e principal candidato à geral da equipa no Tour num ano 2014 onde Monfort aparece como candidato ao top5 da prova.

18. O trepador francês John Gadret será reforço da movistar para 2014. Gadret teve um ano 2013 para esquecer.

19. O luxemburguês Jan Bakelants (foi camisola amarela no último tour) será reforço da Omega-Pharma. A mesma equipa também adquiriu o contra-relogista Thomas DeGendt à Vacansoleil.

20. O veteraníssimo Francisco Mancebo de 36 anos transferiu-se da Americana 5-Hour para a Sky Dive do Qatar. Irá correr em provas UCI Continental Ásia. No ano passado correu provas da Continental Norte-Americana.

21. A Efapel contratou Ricardo Mestre à Euskatel. Mestre será o chefe-de-fila da equipa depois da sua curta passagem no estrangeiro ao serviço dos bascos.

22. O italiano Davide Vigano será o novo chefe-de-fila da Caja Rural. O gregario italiano foi dispensado após a contratação de Nelson Oliveira por parte da Lampre.

23. O Holandês Johnny Hoogerland assinou pela equipa continental da Androni. Hoogerland será o chefe-de-fila da equipa italiana.

scarponi

24. Sem espaço para os seus objectivos na equipa Lampre, Michele Scarponi protagonizou outra das surpreendentes transferências do defeso. O italiano mudou-se para a Astana, equipa na qual será candidato à geral no próximo giro.

25. Juan José Cobo, vencedor da Vuelta em 2012, decidiu “reformar-se” da elite do ciclismo mundial e trocou a Movistar por um contrato pela turca Torku Sekersport.

Renovaram com as suas equipas:– Ian Stannard, Chris Froome e Peter Kennaugh (Sky)
– Nicky Sorensen, Bruno Pires, Matteo Tosatto, Olivier Zaugg e Sérgio Paulinho (Saxo-Tinkoff)
– Manuele Mori,  Przemyslaw Niemec e Matteo Bono (Lampre)
– Cameron Wurf, Fabio Sabatini, Paolo Longo, Maciej Bodnar, Danielle Rato (Cannondale)
– Mickael Cherrel (AG2r)
– Davide Rebellin,  Jacek Morajko, Nikolay Mihaylov  (CCC Polsat)
– Daryl Impey (Orica)
– Cyril Gautier e Davide Malacarne (Europcar)
– Yuri Trofimov, Simon Spilak, Vladimir Isaychev (Katusha)
– Tom Danielson (Garmin)
– Javier Moreno (Movistar)
– Danilo Wyss, Marcus Burghardt (BMC)
– José Ochoa (Androni)
– Leopold Konig (Net App)