NBA 2013\2014 #42

1. No rescaldo dos 61 pontos de LeBron James (recorde de carreira e da história do próprio franchise):

22 field goals em 33 tentativas. Eis os spots:

james

Para quem não é um triplista nato mas vem a melhorar muito nas últimas épocas nesse sentido, os 8\10 realizado ontem beyond the arc é assustador, principalmente os 6\7 daquela posição mais à esquerda.

2. Bulls @ Brooklyn Nets

Prefiro atribuir a desastrosa exibição dos Bulls ontem no Barclays Center ao cansaço. A equipa vinha de 4 vitórias bem suadas frente a Hawks (fora 107-103), Warriors (casa 103-83), Mavericks (100-91 fora) e Knicks (casa 109-90). Denominador comum a todas essas vitórias foram as prestações dos dois postes (Noah com 2o pts e 12 ressaltos frente aos Hawks e 12 pontos, 13 ressaltos e 14 assistências; record de franchise para um poste; 5th triplo-duplo da carreira para Noah, frente aos Knicks; Taj Gibson com 21 pontos frente aos Warriors e 20 pontos e 15 ressaltos contra os Mavs; vindo do banco em ambos os jogos).

Ontem não pudemos assistir nem à boa exibição de um nem à boa exibição de outro. Com um fantástico Joe Johnson do outro lado (19 pontos\7\11 fgs e 3\4 em triplos) a exibição dos Bulls foi um desastre. A equipa cometeu 28 turnovers durante a partida, número que por si só aniquila qualquer hipótese de uma equipa de basquetebol vencer uma partida. Péssimos no capítulo do passe, péssimos a gerir o tempo de ataque, péssimos nas recepções, a cometer muitas faltas na defesa, os Bulls entregaram o jogo de mão beijada aos Nets que, por sua vez, também não fizeram um jogo por aí além na ausência de Kevin Garnett.

3. Duas notícias interessantes:

Steve Nash

Steve Nash não deverá jogar mais esta temporada. Fim de carreira à vista?

Steve Nash 2

jabbar

2.2 Steve Aschburner afirma no Hangtime que Kareem Abdul-Jabbar está a ponderar adquirir parte dos Milwaukee Bucks para terminar com a especulação em torno do futuro do franchising.Jabbar jogou os seus primeiros 6 anos da carreira em Milwaukee.

3. Antevisão da free-agency:

  • Indiana Pacers

Lavoy Allen, Rasual Butler e Orlando Johnson deverão ser jogadores livres durante o verão. Donald Sloam tem team option na ordem do milhão de dólares que deverá ser exercida

Andrew Bynum também não tem contrato para 2014\2015 mas a renovação deste será equacionada só no final da temporada pela equipa de Indianápolis.

Lance Stephenson termina contrato e é o único dossier no qual a equipa terá que ter algum cuidado. Stephenson já afirmou que qualquer mais qualquer coisa do que um contrato de 15 milhões de dólares por temporada. Poderá ser um dos free-agents mais cobiçados do verão. Indiferentemente do que proponha ao jogador, Indiana estará sempre acima do tecto salarial previsto visto que já tem cativos 63 milhões para a próxima temporada. Contudo, quanto mais oferecer ao jogador irá subir as penalizações a pagar pela equipa de Larry Bird.

  • LA Clippers

Willie Green tem team option mas não é nem de perto nem de longe um jogador fulcral na manobra da equipa. Ryan Hollins também se poderá tornar free-agent. Não são dossiers que tirem do sério os dirigentes da equipa.

  • LA Lakers

Pau Gasol, Chris Kaman, Jordan Hill, Jodie Meeks, Chris Duhon, Marshon Brooks, Jordan Farmar, Xavier Henry, Wesley Johnson e Kent Bazemore não tem contrato assegurado.

Nick Young tem player option e deverá continuar em Los Angeles a não ser que alguém lhe ofereça mais dinheiro ou um lugar no 5 titular. Os Lakers tem team option sobre Kendall Marshall e deverão exercê-la visto que o jogador tem jogado a alto nível e é até um dos melhores ao nível de assistências da liga com 9.4. Com estes dois, os Lakers tem 5 jogadores sob contrato para a próxima temporada. É praticamente certo que Jordan Hill, Jodie Meeks e Jordan Farmar renovem o que perfaz 8 jogadores. Os restantes 5 virão do draft, estando a equipa de LA em posição para ir buscar um top-5 garantidamente na 1st pick e na free-agency, onde a equipa irá querer reconstruir a equipa com algumas unidades que acrescentem valor e possam ajudar ao regresso de Kobe Bryant ao mais alto nível. Os Lakers terão 18 milhões (até ao tecto salarial) para gastar na próxima temporada.

Os Lakers irão esperar pelo verão para ver com quem é que podem reconstruir a sua equipa.

Certo é que Pau Gasol deverá mudar de ares. A família Buss bem tentou no passado mês de Fevereiro por o espanhol a andar para Phoenix por troca com Okafor mas a equipa de Phoenix acabou por roer a corda. O mesmo deverá acontecer também com Chris Kaman, Chris Duhon, Marshon Brooks, Xavier Henry, Wesley Johnson e Kent Bazemore.

  • Memphis Grizzlies

Mike Miller, Fab Melo, James Johnson, Nick Calathes, Beno Udrih (dispensado pelos Knicks nos últimos dias, assinou pela equipa de Memphios) não tem contrato previsto para a próxima época.Creio que apenas o grego irá renovar porque é visto como um jogador de futuro dentro da equipa e visto que no próximo ano a equipa não só estará acima do tecto salarial máximo como ainda tem várias questões para resolver ao longo da temporada. O regresso de Mike Miller não correspondeu às expectativas idealizadas pelos dirigentes de Memphis e Beno Udrih está claramente só de passagem.

Além do mais, para o ano os Grizzlies tem um cap subscrito de 64 milhões e ainda terão que lidar com a renovação ou não de Zach Randolph.

  • Miami Heat

Player options serão activas pelas grandes estrelas da companhia. Bosh, Wade, James e Haslem irão renovar os seus respectivos contratos mais tarde ou mais cedo. O mesmo deverá acontecer com o base Mario Chalmers e Shane Battier.

Ray Allen termina contrato, não se sabendo para já se irá renovar por mais 1 ano ou se irá terminar carreira. O jogador de 38 anos ainda não se pronunciou publicamente sobre o seu futuro.

Toney Douglas, James Jones deverão ser jogadores livres no próximo verão.

Por resolver continuarão os casos de Greg Oden (depois do período de recuperação à qual o jogador de 26 anos foi sujeito pela equipa, já alinhou 14 partidas esta temporada e está a ser inserido dentro da rotação da mesma) estando os dirigentes de South Beach à espera de observar até onde é que Oden é capaz de ir…

Michael Beasley deverá renovar com a equipa de Miami visto que foi inserido com algum exito dentro da rotação da equipa.

to be continued…

4. Stephen Curry vs Mark Jackson

Jogador e treinador entraram numa paródia numa sessão de treinos da equipa e o antigo jogador dos Knicks, Clippers, Pacers, Nuggets, Raptors, Jazz e Rockets, rookie of the year de 1988, desde 2011 o treinador da equipa de Oakland, provou que mesmo aos 49 anos ainda dava uma perninha na NBA como lançador de canto.

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A NBA anda de loucos! #3

Desta vez não escrevo nesta rubrica pelos melhores motivos, mas que é de loucos é!
Na noite passada em Miami, os Heat fizeram a recepção à equipa que defrontaram e derrotaram nas finais da NBA da época passada, os San Antonio Spurs. Sob o contexto da tão esperada desforra, os adeptos dos Heat tiveram uma reacção similar à do jogo 6 das finais em que deixaram os estádio despido, só que desta vez nem chegaram a entrar.

Início do jogo

Começou o jogo e assim se apresentavam as bancadas da AmericanAirlines Arena.
Ao que parece os adeptos da equipa da casa simplesmente não quiseram saber deste jogo entre líderes de divisão (ambos em 2º da conferência).

Tom Haberstroh da ESPN fez questão de deixar toda a gente a saber o que se passava

Tom Haberstroh da ESPN fez questão de deixar toda a gente a saber o que se passava

Já Ethan J. Skolnick, da Bleacher Report arranjou uma desculpa para o sucedido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por sua vez Ira Winderman do The South Florida South Sentinel não se absteve

Por sua vez Ira Winderman do The South Florida South Sentinel não se absteve

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Numa noite em que a equipa da casa fez jus à sua qualidade, já com Dywane Wade de volta, tendo ficado Grey Oden de fora devido a problemas no calcanhar, os Heat dominaram confortavelmente os 3 primeiros períodos, chegando ao 4º com uma vantagem de 20 pontos.
Tendo sido um jogo calmo para os Heat, Erik Spelstra aproveitou para rodar a equipa no último período, fazendo descansar as estrelas da companhia. Lebron James com 28 minutos de jogo, passou despercebido ofensivamente com apenas 18 pontos e 6 assistências, mas a fazer um bom jogo defensivo com 7 rebonds ganhos e um roubo de bola. Dywane Wade não fez o regresso que esperaria, tendo em 24 minutos apenas feito 8 pontos, 3 rebonds, 5 assistências e 1 roubo. Já Chris Bosh teve uma das suas noites ofensivamente, tendo conseguindo atingir os 24 pontos com uma taxa de 90% em Field Goals, 50% nos triplos e 100% nos lances livres. Ray Allen fez um jogo seguro e calmo, e foi durante o tempo que esteve em campo que a equipa mais pontuou.


Chris Bosh aquando do triplo da noite, após uma assintência fantástica de LeBron James

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do lado do San Antonio Spurs não houve grandes rasgos de brilhantismo numa noite em que não conseguiram impor o seu jogo. Quem mais pontuou foi Tim Duncan com 23 pontos, tendo Tony Parker conseguido menos de metade dos pontos com o mesmo tempo de jogo compensado apenas pelas assistências que fez. Belinelli passou despercebido e Ginobili parece que não esteve sequer em Miami, apesar de ter jogado 25 minutos.

Nota positiva para Aron Baynes que durante os 15 minutos que jogou, a sua equipa recuperou 8 pontos, tendo este concretizado 6 (100% em field goals), 1 rebound ofensivo e 5 defensivos conquistados, 2 assistências, 1 roubo de bola e 1 block.

Aaron Baynes #16

Resultado final: Miami Heat 113-101 San Antonio Spurs

Numa noite negativa para a equipa de San Antonio, foram os adeptos de Miami quem esteve pior e não lhes fica nada bem!
Estarão eles à espera das finais para recomeçar a aparecer?

A NBA anda de loucos! #2

Na semana passada, algumas das estrelas dos Miami Heat estiveram de visita à Casa Branca, durante a qual foi feita uma mini entrevista por parte do treinador (Erik Spoelstra) dos Heat a alguns dos jogadores da sua equipa (LeBron James, Chris Bosh, Dywane Wade e Ray Allen).
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A entrevista feita prende-se com campanha “Let’s Move”, cujo propósito é acabar com a obesidade infantil nos Estados Unidos. A campanha foi iniciada pela primeira-dama Michelle Obama. A iniciativa tem o objectivo inicialmente declarado de resolver o desafio da obesidade infantil para que as crianças cheguem à idade adulta com um peso saudável.
Até aí tudo bem, com algumas charadas pelo meio e um ambiente descontraído, quando do nada aparece o LeBron em 2º plano a segurar uma Mini-Tabela e a primeira-dama entra na sala a correr faz um afundanço digno de NBA. Claro que os invejosos vão dizer que o LeBron facilitou!
Vejam o vídeo e confiram o momento de boa disposição.

NBA 2013\2013 #21

Durante a quadra natalícia, o melhor campeonato do mundo não parou e trouxe momentos de grande espectacularidade.

1. Jogos:

Vitória tranquila para os Pacers frente aos Nets na 2ª feira por 103-86. Lance Stephenson, embalado por uma grande partida frente a Boston, coroada com triplo-duplo, fez o seu career-high com 26 pontos frente a uns Nets que voltaram a baquear por completo no 3º período, período esse que costuma ser muito forte para a equipa de Indiana e em particular para Paul George.

Na primeira parte assistiu-se a um jogo muito lutado mas pouco esclarecido e pouco eficaz. Sinal negativo (mais uma vez) para Deron Williams (péssimo a organizar, cometeu muitos turnovers) e para Paul Pierce, este último, por uma falta anti-desportiva sobre George Hill na fase de descalabro da equipa nova-iorquina que valeu a expulsão ao poste e uma multa de 15 mil dólares por parte da liga num jogo em que o extremo fez o 2º jogo da sua carreira sem pontuar (em mais de 1100 jogos na NBA).

Neste jogo também assistimos a mais duas decisões erradas por parte de Jason Kidd: o regressado Jason Terry esteve disponível para o jogo, entrou muito bem com 3 triplos mas só entrou quando o jogo já estava decidido para a equipa orientada por Frank Vogel. Reggie Evans voltou a ficar no banco de suplentes. No jogo seguinte contra Chicago (em baixo) fez 9 ressaltos só no primeiro tempo, controlando os postes de Chicago. Quando saiu, Boozer e Gibson cresceram no jogo e os Nets voltaram a perder.

No dia de Natal, Bulls e Nets encontraram-se no Barclays Arena. Camisolas especiais para a ocasião. Estas camisolas valeram de resto muitas críticas entre os adeptos da liga. Pessoalmente creio que o seu uso deve considerar-se uma aberração para o basquetebol. Tenho dúvidas que qualquer atleta se sinta confortável a jogar com estas camisolas que, são muito aplaudidas em modalidades como o rugby visto que o seu tecido fino torna mais difícil o acto de placagem. O primeiro jogador a protestar foi o alemão Dirk Nowitzky:

Dirk

Os Bulls venceram por 95-75 num jogo em que os Nets voltaram a perder o jogo no 3º período. Mérito para a defesa de Chicago nesse período, fazendo valer o estatuto (esquecido esta época) de equipa defensora. Kirk Hinrich, Carlos Boozer e Taj Gibson estiveram em destaque.

Mais uma vez se provou que no seio dos Nets, vive-se a ferro e fogo: num desconto de tempo Kevin Garnett sentou-se e deu a táctica enquanto Jason Kidd estava de mãos atadas no banco de suplentes a observar. No final do jogo, os adeptos dos Nets assobiaram a equipa.

Na passada madrugada, LeBron James fez uma exibição monumental (33 pontos, 8 ressaltos e 8 assistências) tendo passado Larry Bird e Gary Payton na lista de melhores pontuadores da história da Liga – King James é agora 29º nessa lista. Neste momento, LeBron tem 21819 pontos. Em actividade só é suplantado por Vince Carter (22532; 27º, a cumprir a sua 15ª temporada na liga), Ray Allen (24086; 22º, a cumprir a sua 17ª temporada na liga) Tim Duncan (24165; 21º; a cumprir a sua 16ª temporada na liga) Paul Pierce (24317; 20º; a cumprir a sua 15ª temporada na liga) Kevin Garnett (25451; 15º; a cumprir a sua 18ª temporada na liga) Dirk Nowitzky (25564; 13º; a cumprir a sua 15ª temporada na liga) e Kobe Bryant (31700; 4º; a cumprir a sua 18ª temporada na liga) – pode-se dizer que Bryant está a dois anéis e 592 pontos de suplantar Michael Jordan.

A megalómana exibição de James não foi suficiente para a equipa de Miami levar de vencida a modesta equipa dos Kings (9-19) recentemente reestruturada com a troca que efectuou com Toronto e da qual resultou a contratação de Rudy Gay. Gay marcou 26 pontos. O destaque da partida vai para a melhor exibição de carreira do poste DeMarcus Cousins (já esteve várias vezes em cima da mesa para ser trocado de forma a promover um novo rebuild para a equipa de Sacramento) com 27 pontos, 17 ressaltos e 5 assistências. O base Isiah Thomas fez 22 pontos, 11 assistências e 7 ressaltos. Dados os últimos resultados dos Kings, pode-se dizer que a continuar assim vão construir uma boa equipa para o próximo ano.

No dia de ontem, ao contrário do que tem feito este ano, Seth Curry até marcou menos pontos dos que costuma marcar nos jogos dos Warriors na vitória sobre os Suns por 115-86. Apenas 14 pontos para o sg num jogo brilhante onde conseguiu um triplo-duplo com 14 assistências e 13 ressaltos. Grande jogo do base num jogo em que fez assistências capazes de levantar pavilhões. Voltou a sacar rogados elogios da boca do seu treinador Mike Jackson: “It was spectacular. Awfully impressive running a team. Kept his foot on the gas pedal. Rebounded the basketball. Defended at a high level. Made shots. I mean, the guy is playing at an all-time level for himself, and that’s saying a lot. He’s been spectacular and continued it tonight. I just loved the way he competed.”

Na quinta-feira Clippers e Trail Blazers protagonizaram aquele que podia bem ser uma partida de jogo 7 dos próximos playoffs. Cheia de intensidade entre duas equipas que estão a protagonizar uma boa época (os Clippers em crescendo) valeu por meia dúzia de jogos o final sensacional protagonizado por LaMarcus Aldridge e Blake Griffin. Se aquela bola de Jamal Crawford entra (com falta) é um dos momentos mais brilhantes desta fase regular.

2. Momentos:

em particular para o fantástico abafo realizado pelo lituano Donatas Montijunas seguido de contra-ataque pela sua equipa (Houston Rockets) e para o buzzer-beat vitorioso de Jeff Teague na vitória sobre os Oklahoma City Thunder.

O Shaqtin´a´Fool de 26 de Dezembro. A reacção de Chandler Parsons à backcourt violation do israelita Omri Casspi é awesome!

3. Notícias e rumores:

1. John Schumann escreve no Hang Time uma das bombas deste 28 de Dezembro de 2013 – Os Cleveland Cavaliers suspenderam Andrew Bynum por tempo indeterminado em função da sua conduta na equipa. Andrew Wojnarowski afirma na Yahoo Sports que o motivo que levou à suspensão do poste foi a sua falta de vontade em render mais. Os Cavaliers pagam 12,25 milhões este ano ao poste que foram resgatar aos 76ers. Na minha opinião acho muito dinheiro (e desperdicio de tempo) tentar reabilitar uma estrela que não apresenta indices físicos que lhe permitam ter regularidade na liga. Bynum tem mais um ano de contrato a receber 12,54 milhões se bem que especialistas afirmam que o contrato de Bynum em Cleveland tem várias cláusulas que podem amenizar perdas para os Cavaliers caso o poste não cumpra certos objectivos.

2. Em Brooklyn, Kidd continua com a vida muito difícil. Sekou Smith afirmou hoje no habitual Shootaround report pelas equipas, citando o infalível Woj do Yahoo Sports que agora são os responsáveis do franchise que já não acreditam no técnico: ” From management to players, Kidd has shown an inability to manage crisis and keep the respect of his players.” – Kidd nunca perdeu o balneário porque nunca o teve. Prova disso foi o discurso de Garnett num dos timeouts contra Chicago.

3. O Bleacher Report fez a cobertura do shootaround dos Heat em Sacramento no dia do jogo contra os Kings, vincando o esforço que Greg Oden e os fisios de Miami estão a fazer para que o #1 em 2006 volte à competição.

4. A lesão de Bradley Beal dos Washington Wizards.

5. A lesão de Russell Westbrook dos Thunder.

6. Durante a semana, falou-se na hipótese de Clippers e Knicks trocarem Carmelo Anthony por Rajon Rondo. O rumor não ganhou força.

 

NBA 2013\2014 #10

O incidente a meio da partida que envolveu Amare Stoudamire, Andrea Bagnani e Kevin Garnett.

Algo me diz que isto vai acabar mal. Diz-me a experiência que para vencer a NBA, é  necessário que as equipas tenham no seu seio uma simbiótica estratégia desportiva e financeira. Nessa estratégia, é mister que os dirigentes das equipas acautelem objectivos a curto prazo (para uma época) a médio prazo (para as próximas 2 épocas) e a longo prazo, plano estratégico fundamental para garantir a sustentabilidade futura da organização. Para isso acontecer incorrem dois factores fundamentais: a constituição de equipas competitivas que respeitem a aquisição\troca de jogadores com base numa crescente melhoria de rendimento desportivo ao melhor preço possível e a aquisição de um staff que saiba lidar com todas as situações que a liga oferece a cada dia de competição.

Todos os projectos que conheci até hoje na liga (já lá vão mais de 15 anos de NBA a sério) construídos no modelo com o qual está actualmente a ser construída a equipa de Brooklyn raramente redundam em sucesso. O primeiro projecto que vi ser construído nesses moldes foi o célebre projecto de Indiana nos meados dos anos 90 que visava juntar uma catrefada de “estrelas” da Liga para ofuscar a brilhante geração de Chicago. Para quem não é desse tempo, falo da geração de Reggie Miller, geração essa cujo basketball de então a considerava ser milimetricamente construída para parar os Bulls nos playoffs. Certo é que essa geração esteve muito próxima de parar a grande geração da wind city numa final de conferência este. Jordan e Pippen souberam à boa moda do basketbolês contornar a situação e dizer presente no momento certo, ou seja, nos 6º e 7º jogo daquela série disputada em 1997. Anos mais tarde conheci a geração de Washington, geração essa construída em torno do regresso de Jordan. O velho Jordan, desrotinado, metade do jogador que 3 anos antes tinha sido campeão pela 6ª vez em 8 anos (nesta frase há que considerar que Jordan só não foi campeão nos 8 anos porque após a morte do pai decidiu eternizá-lo com a sua repentina passagem pelo baseball, modalidade a qual o pai tinha sido jogador) reapareceu amortalhado na equipa da capital num projecto que se previa vencedor mas que, no lavar dos cestos em 2003, não pôs os pés nos playoffs. O projecto Jordan acabaria por custar aos Wizards (apelido dado à equipa no início da era jordan) uns anitos a ver os outros jogar nos playoffs, tendêKoncia que só seria contrariada quando apareceu um azarado Gilbert Arenas na 2ª metade da década. Mais do mesmo aconteceu uns anos depois quando os então campeões Miami Heat (2006) decidiram juntar a Dwayne Wade um tal de Shaquille O´Neal, quando os Rockets juntaram Tracy McGrady a gente como Yao Ming, Shane Battier, Rafer Alstom e não cheiraram nadinha em 3 épocas ou quando, noutra paragem dos Estados Unidos, um projecto que se previa ambicioso (Seattle Supersonics) e que juntava gente (Rashard Lewis, Ray Allen) que mais tarde viria a ser campeã noutras paragens (excepção feita a Kevin Durant) expirou na extinção da mítica equipa do Noroeste Americano. Mais recentemente, em Los Angeles, o que se previa a construção de uma “equipa campeã” nos Lakers com a junção de Steve Nash e Dwight Howard a jogadores consagrados como Kobe Bryant ou Pau Gasol, acabou por redundar num enorme fracasso que está a ser “pago” pela equipa nesta temporada.

Certo também que no meio deste processo, existem equipas que tentam construir equipas ambiciosas mas nada consegue. Exemplos disso são as sucessivas investidas ambiciosas que Bulls, Knicks, Clippers e Bucks fizeram na últimada década ao tentarem melhorar as suas equipas de ano para ano para conseguir o objectivo de pisar uma final da NBA. Os resultados dessas mesmas equipas tem estado aquém do esperado, mas não se pode dizer até agora que tais esforços tenham fracasso ou tenham posto em causa o futuro das respectivas organizações.
Está claro que existem exemplos de sucesso nos mesmos moldes: os Boston campeões em 2008. Os Heat bicampeões em título. Forças da natureza em acção que não falham nos momentos certos.

Nem todos os exemplos são assim. O que aqui quero escrever é o modo como estruturas equilibradas se tem tornado exemplos de sucesso. Falo portanto de modelos como o  modelo Popovych nos Spurs construído na consolidação de uma estrutura assente durante uma década no trio Parker-Ginobili-Duncan e sucessivamente melhorada por gerações de jogadores que souberam ter um espírito de equipa fantástico como Bruce Bowen, Matt Boner, Gary Neal, Danny Green, Robert Horry, Antonio McDyess, Luis Scola, Thiago Splitter, Stephen Jackson e por adiante. Falo de modelos como o que Detroit construiu no início da década passada (Prince, Ben Wallace, Rasheed Wallace, Chauncey Billups, Jason Maxiell, Nazr Mohammed, novamente Antonio McDyess, Richard Hamilton, Lindsay Hunter) que conseguiu o título em 2004 quando ninguém na altura o previa ou, actualmente, a estrutura equilibrada e continuada que Indiana está a construir com a consolidação de uma equipa que começou centrada nas escolhas de Roy Hibbert e Danny Granger em dois drafts e continuada com sucessivas aquisições de jogadores e do próprio treinador Frank Vogel (DJ Augustin, Paul George, Ian Mahimni, Luis Scola, David West, Paul George, CJ Watson, etc) durante alguns anos (traçando objectivos progressivos consoante as reais capacidades dos planteis que a equipa possuiu) até ao sucesso in loco que hoje podemos observar quando olhamos a tabela classificativa da conferência este.

Com a mudança da equipa de New Jersey para Brooklyn, seria intenção da organização dos Nets apagar os fantasmas do passado. O franchising respirou alguns momentos de glória quando na sua equipa contava com gente como Jason Kidd ou Stephen Marbury e durante alguns anos cheirou de perto o título da NBA. Nunca o conseguiu. Quando a dupla Jay Z\Prokhorov pegou na amorfanhada equipa da margem esquerda do Rio Hudson e a tirou do vício de Atlantic City para o poderoso bairro do Brooklyn, todo o mundo da NBA assistiu um incrível show-off, típico da liga, que tentou vender Brooklyn como o apogeu da nova oligarquia que tinha como objectivo conquistar a liga a todo o custo, fazendo o pleonasmo. Com uma dúzia de malas com notas, Prokhorov prometeu tudo: Wade, James, Bryant, Howard, todo o mundo de arco-iris que só os biliões de rublos jorrantes em abundância poderiam juntar na mesma equipa. A aposta saiu um bocado ao lado. No primeiro ano, Howard decidiu ir para Los Angeles apesar da proposta feita pelos Nets ser melhor do ponto de vista contratual. Wade e James passaram ao lado da questão. Bryant fez ouvidos moucos. O melhor que Prokhorov e Jay Z, o tal que canta que “se Jesus tem LeBron, eu tenho o Dwayne Wade) conseguiram juntar a um presente Deron Williams (encalacrado numa equipa sem rumo depois de uma experiência na turquia nos meses em que vigorou o lock-out dos jogadores) e a um promissor Brook Lopez foi Joe Johnson, a ascendente estrela dos Hawks. O resto foi constituído entre alguns sumíticos que transitaram da anterior equipa dos Nets (Kris Humphries, Reggie Evans) e meia dúzia de perdidos sem rumo da liga como é o caso de Andray Blatche (foi o único desta equipa que melhorou em relação aquilo que era no passado) CJ Watson, Shaun Livingstone, entre outros. Para os treinar foi contratado Avery Johnson, um tipo pelo qual até tenho alguma simpatia, cujo currículo assinalava uma presença interessante pelos Dallas Mavericks e cujo estilo de jogo até prometia uma equipa muito interessante do ponto de vista defensivo. Johnson não aqueceu muito no cargo. Decorrido o primeiro mês do campeonato, haveria de ser trocado por PJ Carlesimo que, por sua vez, também não teve espaço para construir o que desde logo se denotava a grande dificuldade da equipa: a construção de um colectivo. Carlesimo devolveu os Nets aos playoffs e foi, como não poderia deixar de ser, numa organização sem rei nem roque, despedido.

Nova voltinha.

O verão foi agitado no bairro de Brooklyn. Prokhorov e o General Manager Billy King voltaram a prometer mundos e fundos. Garnett, Pierce e Dwight Howard é para já. Wade e James no ano que vem. Olé, campeões olé, campeões olé, campeões oléeeee. 5 aneis de ouro seguido. Vladimir Putin a dizer que é a equipa mais americanoruskia de todos os tempos, um orgulho da nação, o zenit do mundo da Spalding e do crochet. E a bola nem tinha rolado. Kidd não vás para longe porque necessitamos de ti para receber o anel. Kidd é o gajo certo. Ele já foi treinador nos últimos 5 anos. Uma espécie de treinador dentro do campo. Um captain ao bom estilo da Taça Davis no ténis. Howard fez um manguito. Ó porra. Vieram Garnett e Pierce que mal se aguentavam nas canetas em Brooklyn. Juntou-se Kirilenko que mal se aguentou nas canetas nos últimos 10 anos. Tá feito. campeões olé, campeões olé, campeões olé. Vieram os primeiros jogos e eu até pensei: estes gajos jogam muito até. Vitória categórica sobre os Heat. Primeiras derrotas. Não há de ser nada. Garnett e Pierce vão para o estaleiro. Williams vai para o estaleiro. Sweating. 15 derrotas. Kidd a pedir a jogadores para lhe verter a bebida para ter um desconto de tempo extra, como se estivesse a meio de um prom numa cena em que uma namorada descobre que o seu anjinho de meninice acabou de a trocar por uma girl next door. Entre lesionados e castigados, já jogou um batalhão pelos Nets. Tudo legal! Situação de desespero.

Verdade seja dita, os Knicks de Mike Woodson foram ontem aos seus vizinhos do Brooklyn aliviar tamanho desespero que vigorava (também) no seu feudo com a melhor exibição da época. Tudo q.b (jogo colectivo, intensidade defensiva, Relação Melo-equipa) e uma dose exagerada de triplos (16) que por si não explicam a vantagem conseguida no final dos 48 minutos. O que mais me impressionou e ao mesmo tempo chocou não foi a brilhante exibição dos Knicks. Foi precisamente a falta de atitude da equipa de Brooklyn. Da exibição dos comandados de Jason Kidd não se viu colectivo, não se viu chama, não se viu coração, não se viu alma, não se viu química, não se viu ataque, não se viu humildade (principalmente na malta que estava no banco\enquanto Evans roía as unhas e deitava um sorrisinho sádico ao funeral da sua equipa e do seu treinador, Pierce e Deron Williams pareciam estar noutro planeta) não se viram bolas no cesto, ressaltos, abafos e tudo aquilo que o jogo habitualmente deve proporcionar. Viu-se uma equipa acanhada (excepção feita a Shaun Livingstone e Brook Lopez) com jogadores cuja mente deambula por outro lugar (Joe Johnson foi incapaz de atacar o cesto com atitude/Garnett preocupou-se mais em mandar umas arrochadas em Bargnani e Amare do que em jogar o jogo pelo jogo) e com um treinador no banco que misturou todos os jogadores que tinha disponível e tentou atirar à sorte o destino da equipa na partida. É portanto uma tremenda loucura pagar aquilo que os donos da equipa estão a pagar a estes jogadores. É evidente que esta equipa está de cabeça perdida e Kidd não irá durar muito tempo no lugar pois é necessária uma mudança de atitude. Acima de tudo. Caso contrário, tenho como certo que o está em causa é a sustentabilidade da equipa a longo prazo. Nesse cenário, tenho a certeza que este recém criado franchising passará para o lado negro da história da liga. Conhecendo estes tipos de leste como conheço, de um dia para o outro, Prokhorov irá fechar a torneira e sabe-se lá o que poderá acontecer a esta organização dos Nets. Cidades desejosas de receber uma equipa não faltam por esses Estados Unidos a fora.
Quanto aos Knicks. A coisa também está feia naqueles lados. A equipa demonstra um potencial tremendo no meio de uma enorme instabilidade. Quando a equipa começar a ganhar alguns jogos, poderá galvanizar-se para uma época muito interessante. Melo está cada vez mais completo. O que antes lhe era um mundo estranho (a luta das tabelas) está a tornar-se uma nova cartada no seu jogo. Cada vez menos individualista e mais jogador de equipa. Amare está a mostrar ser capaz de jogar mais minutos. A equipa necessita muito de Chandler. Bargnani está a entrar no esquema. Contudo, o seu jogo já é bem preenchido pelos triplistas que a equipa tem. A equipa necessita de um base general, um tipo ao estilo Ricky Rubio que marque poucos pontos mas faça a equipa jogar. Prigioni é esse homem mas já não tem idade nem andamento para ser o base titular. Udrih é uma boa solução nesse departamento de jogo mas não joga. Felton não é esse base. A equipa também necessita de mais JR Smith. Melhor, a equipa necessita que JR Smith se deixe de cenas tristes pelo twitter e solte aqueles laivos de loucura que por vezes o possuem ao ponto de saltar do banco e espetar 4 ou 5 tripletas seguidas que arrumam qualquer adversário e galvanizam a equipa. Do banco dos Knicks podem saltar vários JR Smiths. O original ou as suas cópias fidedignas Iwan Shumpert e Tim Hardaway Jr.

Um caso específico. Tim Hardaway Jr. Transporta na pele um legado. Tem um talento enorme. É rápido, corajoso, gosta de assumir lances difíceis, com 1,2,3 pendurados. Mas não sabe o que  é um colectivo. Quando o souber, será um jogador com um futuro muito mas mesmo muito risonho.