para ler

chamberlain

O Bleacher Report volta a “mexer” numa daqueles que pode ser a maior farsa da história da Liga: os 100 pontos de Wilt Chamberlain, na altura nos Philadelphia Warriors (posteriormente 76ers) contra os New York Knicks a 2 de Março de 1962.

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A retirada do 3 de Allen Iverson

O Wells Fargo Center em Philadelphia viveu há poucas horas atrás um daqueles momentos mágicos que só a NBA (e as outras ligas profissionais norte-americanas como a NHL, NFL e MLB; respectivamente a liga profissional de hóquei no gelo, futebol americano e baseball) costumam proporcionar: a retirada de um número utilizado por um jogador digamos, histórico, no franchise. Ontem, coube a Allen Iverson ver o 3 que utilizou na equipa de Philadelphia ser retirado, o que, significa, explicando sucitamente aos leigos que leiam este post, que mais nenhum jogador na história da equipa de Philadelphia poderá utilizar este número.

O melhor da carreira do base foi vivido em Philadelphia. Escolhido como #1 no draft de 1996, o jogo de Allen Iverson sempre se caracterizou por um fortíssimo drible 1×1, pelo repentismo com que executava os seus lançamentos e pela extraordinária capacidade que tinha de, apesar do seu 1,83m, penetrar até debaixo do cesto e concretizar perante a oposição de postes, grande parte deles, 25, 30, 35 cm mais altos. Nos seus melhores anos na equipa do estado da Pensilvânia (2000-01, 2001-02, 2004-05 e 2005-06) o base ultrapassou os 30 pontos de média pontual durante a fase regular. Na sua melhor época a todos os níveis (045) fez uma média pontual de 30.7 pontos por jogo, 7.9 assistências por jogo e 4 ressaltos por jogo. Estas épocas viriam a coincidir com uma fase muito interessante da história dos Phily na qual o franchise de Philadelphia conseguiu ir às finais da temporada 2000-01, perdidas contra os Lakers de Kobe Bryant, Bryan Shaw e Shaquille O´Neal.

O jogador sempre revelou problemas fora-de-campo. O vício do jogo e o fracasso nos objectivos estipulados pelo franchise aquando da sua escolha no draft e das escolhas realizadas para a equipa nos anos seguintes (vencer um título da NBA) levaram a que a equipa de Philadelphia o trocasse para Denver logo no primeiro quarto-da-época de 2005\2006 quando o base estava a fazer 40 pontos em quase todos os jogos. A partir de Denver, Iverson nunca mais foi o mesmo jogador e acabou por se arrastar por várias equipas (Detroit, Memphis, Besiktas na Turquia, algumas exibições por uma equipa porto-riquenha e uma passagem algo sucedida pelos Philadelphia 76ers novamente na season 2008\2009).

Apesar da equipa de Philadelphia já ter a cerimónia programada há vários meses, não será de admirar que esta tenha sido realizada devido aos problemas pelos quais o jogador está a passar neste momento: há poucos meses atrás Iverson admitiu que está falido e que tem sobrevivido graças à ajuda de antigos amigos e do sindicato de jogadores da NBA. Outras fontes tem desmentido que o jogador esteja totalmente falido. (ver aqui, aqui) afirmando que este ainda tem alguns investimentos pendentes, apesar dos prazos de maturação terem sido programados para daqui a 15 e 20 anos. Como este tipo de cerimónias costumam realizar-se, na maioria dos casos, 10 a 15 anos depois do jogador ter abandonado carreira ou ter atingido o seu pico mais alto na equipa, o facto da cerimónia de Iverson se ter realizado meia dúzia de anos do abandono da carreira do jogador, 8 anos depois do final do pico da sua carreira, pode indiciar que a direcção da equipa de Philadelphia quis dar uma mãozinha ao seu antigo jogador de forma a que este seja visto e possa angariar mais uns trocos juntos dos patrocinadores da liga.

Para finalizar aqui fica um video random de Allen Iverson na equipa de Philadelphia, um resumo feito pelo jogador à sua carreira na equipa da Pensilvânia bem como os números e as distinções obtidas ao longo de toda a carreira:

  • MVP da fase regular da NBA em 2001
  • 11 vezes All-Star de 2000 a 2010
  • 2 vezes MVP do All-Star Game (2001 e 2005)
  • 3 vezes na equipa ideal da fase regular
  • 3 vezes na equipa secundária da fase regular
  • Rookie do ano em 1997
  • MVP do rookie Challenge em 1997
  • 4 vezes o melhor pontuador da fase regular NBA (1999, 2001, 2002 e 2005)
  • 3 vezes o líder da fase regular nos roubos de bola (2001, 2002, 2003)
  • 24368 pontos
  • 3394 ressaltos
  • 5624 assistências
  • 1983 roubos de bola
  • 1059 triplos

Curiosidade final: Iverson é o 8º jogador da história de Philadelphia a ver o número retirado. Iverson sucede aos grandes Julius Irving (1976-1987) Maurice Cheeks (1978-1989) Wilt Chamberlain (1965-1968) Hal Greer (1963-1973) Bobby Jones (1978-86) Billy Cunningham (1975-1986) e Charles Barkley (1984-1992). Os Philadelphia 76ers também já retiraram simbolicamente o seu public-adress-announcement (o homem do microfone) Dave Zinkoff pelos serviços prestados entre 1963 e 1985.

NBA 2013\2014 #38

1. Jogos que tenho visto nos últimos dias:

Na noite de quinta-feira, os bicampeões em título foram dar uma autêntica malha de basket ao reduto dos Oklahoma City Thunder. A equipa de Oklahoma ainda espera o regresso de Russell Westbrook de lesão. LeBron James distinguiu-se na partida com 33 pontos e não evitou ter que sair no último período com o nariz partido. Irá falhar no máximo 2 partidas. À hora a que escrevo este post está a falhar a partida de Miami frente a Chicago em South Beach, Miami.

Os Grizzlies bateram os Clippers no seu pavilhão na madrugada de quinta para sexta num jogo bastante emotivo. Foi 23º jogo entre estas duas equipas nas últimas 3 temporadas, facto que só acontece devido ao facto de se terem encontrado nos playoffs das últimas duas. Os esforços de Blake Griffin e Jamal Crawford no 4º período foram insuficientes para bater uma equipa de Memphis extremamente assertiva no capítulo do lançamento. Com um score de 31-24 na época, a recuperar de um péssimo início de temporada, a equipa de Memphis ainda espreita um lugar nos playoffs no último terço da temporada regular. São 9ºs mesmo atrás dos Dallas Mavericks. A dupla de postes Zach Randolph e Marc Gasol tem subido o nível das suas exibições. A equipa de Doc Rivers, apesar de ter melhorado imenso no plano defensivo, ainda está longe do que se considera aceitável para uma equipa com aspirações na temporada.

2. Deadline day

Na quinta-feira fechou o mercado de trocas no que a esta temporada concerne. As equipas com objectivos altos tiveram a sua última oportunidade para afinar as respectivas máquinas para o que falta jogar na temporada regular e para os playoffs, apesar de, até ao final da temporada regular ainda ser possível contratar jogadores que neste momento se encontram livres. As equipas que já se encontram sem hipóteses (virtuais) de se qualificarem para a ronda final da prova aproveitaram também a janela para começar a preparar o futuro ou alinhavar (em termos financeiros) as contas da equipa para a próxima janela de draft e free-agency nos meses de Junho e Julho. Alguns jogadores com potencial foram dispensados e podem reforçar outras equipas nas próximas semanas.

2.1 Trocas

Em cima da mesa nos últimos dias disponíveis para se efectuar trocas entre equipas, pendiam alguns jogadores de destaque como Jeff Teague (Atlanta Hawks) Andrea Bargnani (New York Knicks) Rajon Rondo (Boston Celtics) ou Luol Deng (Cleveland Cavaliers).

Nos últimos dia efectuaram-se algumas trocas mas nenhuma delas afectou uma estrela da Liga.

steve blake

Os Golden State Warriors reforçaram o seu plantel com o Steve Blake. Os Warriors já se tinham reforçado com o SG Jordan Crawford, vindo de Boston. Os Celtics abdicaram do seu SG visto que este no final da época poderia sair da equipa do Massachussets visto que era restricted free-agent by qualifying-offer. Para ficar com o jogador, os Celtics teriam que fazer uma proposta igual ao superior do contrato do atleta (4,2 milhões de dólares por temporada). Ao enviar o jogador para Golden State, a equipa da california assumiu metade do ordenado do jogador durante esta temporada e Boston poupou cap para atacar a próxima temporada e assim repensar as suas escolhas de acordo com a estratégia de rebuild assumida pela equipa. Os Warriors reforçaram o seu plantel com um excelente lançador de meia distância, algo inconstante ao nível exibicional é certo, mas que poderá ajudar a equipa a cumprir os objectivos estabelecidos pela mesma: as meias-finais de conferência. Já o base mal-amado em Los Angeles será suplente de Stephen Curry na equipa de forma a dar mais descanso à grande estrela da equipa. A equipa de Los Angeles recebeu Kent Bazemore e DeMarshoon Brooks, jogadores que deverão ser aproveitados na rotação da próxima temporada visto que a equipa de LA tem poucos jogadores sobre contrato previsto para a mesma.

Marcus Thornton

Sacramento e Brooklyn Nets acordaram a troca de vários jogadores que se encontravam insatisfeitos dentro dos seus roosters. Marcus Thornton rumou à equipa Nova Iorquina. O base estava a ter cada vez menos minutos na rotação de Michael Malone e como tal estava a produzir números (8.3 pontos\2.7 assistências) muito abaixos daqueles que é capaz de produzir. Os Nets ofereceram aos Kings um jogador que não entrava regularmente na rotação (Reggie Evans) e outro cuja contratação no início da época saiu muito furada, o SG Jason Terry.

turner

A maior troca do dia acabou por ser a troca efectuada entre Philadelphia 76ers e Indiana Pacers. A equipa de Larry Bird continua a mostrar a sua ambição, o título da NBA. Como tal continuou a sua estratégia expansiva ao contratar o SG\SF de Philadelphia que, esta temporada, tem uma média de 17.6. Indiana completa com o Turner o enorme leque de atiradores que dispõe (Paul George, CJ Watson, George Hill, Lance Stephenson e David West). Os Pacers souberam compreender a importância que um jogador Evan Turner (repentista, bom lançador mid e long range) poderá desempenhar na equipa nos playoffs, altura da época em que os candidatos necessitam claramente de experiência e virtuosismo para alcançarem os seus objectivos.

Os Philadelphia 76ers receberam Danny Granger. O azarado extremo (passou grande parte dos últimos dois anos lesionado) viu consumado aquilo que se previa há muito: não fazer parte da estratégia da equipa. Foi dispensado pelos Sixers no mesmo dia por motivos salariais. Enquanto os Pacers decidiram reforçar a sua equipa com um jogador capaz de decidir, apoiar, marcar pontos em troca de outro que para além das sucessivas lesões, não estava a acrescentar muito à equipa desde que voltou aos courts. Os Sixers continuam a traçar o seu rebuild em torno de Michael Carter-Williams e acabaram por poupar cap salarial para a próxima temporada com a dispensa de Granger.

2.2 Dispensados e contratados.

Contratados: Para completar o 13º jogador da equipa, número regularmentar de jogadores obrigado pela liga, Chicago contratou Jarvis Varnado. O jogador assinou por 10 dias e será experimentado para ver se poderá assinar até ao final da temporada.San Antonio contratou por 10 dias Shannon Brown, antigo jogador dos Lakers.

Dispensados ou sem contrato

danny granger

O extremo está neste momento sem equipa. Auferindo 14 milhões de dólares (era o último ano de contrato com os Pacers), Oklahoma, Miami e San Antonio Spurs poderão estar interessados nos préstimos do extremo. Oklahoma neste momento lidera a corrida. Granger poderá baixar os seus valores salariais para metade porque para além da sua situação específica, poderá aceitar tais valores pelo simples facto de poder ingressar numa equipa que luta pelo título. Quando assim o é, existem jogadores que abdicam de parte do seu salário para poderem lutar pelo título da NBA.

glen davis

Quem também está sem contrato é Glen Davis. O Orlando Magic cansaram-se do mau feitio e da falta de rendimento do poste em campo, tendo decidido dispensá-lo para poderem poupar cap space para a free-agency. Com a dispensa, os Magic pouparam cerca de 10 milhões nos próximos 18 meses. Ainda não existem interessados em Davis mas o base poderá encontrar o seu espaço na Liga nas próximas semanas, como suplente de uma estrela da sua posição. Clippers ou OKC poderão ser hipóteses muito válidas para o jogador. Inseria-se facilmente nos primeiros visto que já trabalhou com Doc Rivers no passado, treinador que admira o seu potencial (apesar de o ter trocado) mas cujo feitio afirmou ser o “principal inimigo do jogador” que outrora foi apelidado de Baby Shaq por causa das suas parecências físicas e ao nível de características com Shaquille O´Neal.

2.3 A definir o verão

As últimas mexidas realizadas pelas equipas já começaram a definir a próxima free-agency. Eis os rostos daqueles que poderão mudar as suas bagagens no próximo verão.

Equipa a equipa:

Atlanta Hawks

Elton Brand, DeShawn Stevenson, Jared Cunningham e Gustavo Ayon são free-agents unrestricted ou seja, livres para negociar com quem quiserem e deverão seguir caminho no final da temporada até porque a equipa de Atlanta já tem um cap de 47,9 milhões cativos para a próxima temporada e terá o dossier da renovação de Paul Millsap na próxima temporada. O poste ganha 9,5 milhões por temporada e poderá querer estender este valor para um pacote perto de 75 milhões por 4 temporadas.

Boston Celtics
Kris Humphries não deverá renovar. Auferindo 14 milhões de dólares e estando a equipa com um cap de 47 milhões previstos para a próxima temporada, será impensável para os Celtics renovar com o poste. Deverá arranjar colocação dentro da liga mas com um contrato muito menor do que o actual e com papel de suplente.
Keith Bogans e Ryan Gomes também não deverão renovar. O primeiro pode acabar carreira no final da temporada.

Irão renovar com a equipa de Boston Jerryd Bayless (+3,5 milhões) e Avery Bradley (qualifying offer de 3,5 milhões de euros para Boston) 

Detendo a opção para estender contrato por mais 1 temporada, o poste canadiano Joel Anthony deverá querer renovar, mas os 3,8 milhões de salário poderão ser proibitivos para os Celtics numa altura em que estes estão a tentar diminuir custos para poderem passar a luxury tax na época 2015\2016 com uma equipa mais experiente e com uma free-agency bem mais apelativa ao nível de nomes grandes. Para além do mais, a equipa irá apostar na dupla Olynyk e Faverani sendo que o brasileiro poderá sair caso a equipa não se mostre interessada em renovar.

Brooklyn Nets

Pierce

Paul Pierce é para já a grande incógnita que a equipa tem para o verão.

A equipa gastou este ano 102 milhões de euros mais o valor relativo à taxa de luxo. No próximo ano, a equipa detida pelo multimilionário russo Mikhail Prokhorov tem um gasto de 89 milhões previsto, podendo amenizar em cerca de 8,6 milhões caso Travis Outlaw seja amnestiado (vai ser) e Andray Kirilenko e Andray Blatche não exerçam a sua opção pessoal. Creio que Blatche deverá exercê-la. Quanto ao russo, duvido. Como Shawn Livingstone (1,2) e Alan Anderson tem tido boas prestações e deverão renovar com os Nets, se a equipa renovar com o Paul Pierce de acordo com o salário actual (15,33 milhões) a equipa voltará a gastar 100 milhões de dólares, indiferentemente do facto consumado de ter usado a luxury tax pelo 3º ano consecutivo e pelo 3º ano em 5 temporadas, facto que garante uma penalização extra.

Ocorre que o proprietário da equipa já afirmou que pode não escorregar com a nota no próximo ano.

Charlotte Bobcats

Ben Gordon (13,2 milhões) não deverá ver o seu contrato renovado, Luke Ridnour (4,3M) também não deverá permanecer dados os seus números e exibições esta temporada (5,3 pontos\1.7 ass). Tyrus Thomas (9,3M) será amnestiado com quase toda a certeza e Josh McRoberts (2,7) tem player option. Com 46 milhões de cap previsto (16 de sobra) a equipa de Charlotte poderá atacar 1 ou 2 bons free-agents para continuar a construir o seu 5 inicial de forma a poderem continuar a evoluir visto que este ano já tem um lugar mais ou menos solidificado nos playoffs (6º no Este com um score de 27-30)

Chicago Bulls

Kirk Hinrich

Com um cap de 63 milhões assegurado para a próxima época (ligeiramente superior ao tecto máximo virtualmente estabelecido para a próxima época) as duas dúvidas de Chicago irão cair sobre Kirk Hinrich e DJ Augustin. Na minha opinião, o primeiro será preterido pela renovação do segundo porque é mais novo, inseriu-se muito bem dentro da equipa e tem mais margem de progressão na nomenklatura de Chicago. Como Derrick Rose vai voltar na próxima temporada, Augustin passará a ser o 6th man de Chicago, estatuto que, dado o historial do jogador num passado recente (dispensado em Indiana; despedido em Toronto) deverá agradar ao jogador. Resta saber quem é que estará na disposição de desembolsar mais do que Chicago ou granjear ao jogador um estatuto superior na equipa do que aquele que o base tem em Chicago (starter).

Com a equipa de Chicago evita as penalizações, é mais ou menos certo que volte a ultrapassar a luxury tax no próximo ano até porque a equipa irá pretender a vinda de Nicola Mirotic para a NBA com o montenegrino a candidatar-se a um salário perto dos 6 milhões de dólares. A equipa de Chicago também poderá atacar um extremo e um poste com estatuto de suplente de Joakim Noah, dependendo essas contratações do que calhar no draft à equipa dos Bulls.

Nazr Mohammed e o Rookie Erik Murphy serão jogadores livres.

Cleveland Cavaliers

deng 2

Luol Deng é a grande dúvida da equipa do Estado do Ohio. Na última semana noticiou-se em vários órgãos de comunicação da especialidade a ideia de que Cleveland poderia querer trocar o jogador que recebeu de Chicago em Janeiro pelo facto de não ter capacidade financeira para renovar com ele no verão e assim conseguir uma boa moeda de troca com o extremo. Como a equipa de Cleveland tem um cap programado de 32 milhões (+ 9,5 pela renovação que irá exercer sobre Anderson Varejão; team option e mais 3,25 sobre Alonzo Gee) sobram cerca de 17\18 milhões para avaliar Deng (14 milhões com tendência a ficar mais ou menos nestes valores\54 milhões\3 anos ou 72\4 anos) Spencer Hawes (6,5 milhões com tendência a subir) e CJ Miles (deverá ser descartado). A equipa terá portanto que optar por Deng ou Hawes ou pelo pagamento de luxury tax, coisa que decerto não irá agradar aos homens de Cleveland visto que Kyrie Irving tem qualifying offer prevista para 2015\2016, podendo ser necessária a extensão de contrato já no próximo ano com uma subida substancial de salário do epicentro do rebuild de Cleveland.

Deng poderá tornar-se um dos cabeças-de-cartaz do mês de Julho

Dallas Mavericks

nowitzky

Em Dallas, não é certo que Dirk Nowitzky renove e por isso é que a equipa está de olho em Kevin Love. Não é certo também que Shawn Marion, Vince Carter e Devin Harris renovem. Brandan Haywood deverá ser amnestiado pela equipa cujo proprietário é Mark Cuban (7M). DeJuan Blair deve renovar.

Caso Dirk Nowitzky não renove, a equipa de Dallas (apenas de 26M) irá atacar forte e feio no mercado. Caso renove, a equipa terá cerca de 15M para o fazer. Se o alemão não renovar, deverá ter meia equipa interessada nos seus serviços. O jogador afirmou recentemente que deverá assinar por mais 2 ou 3 temporadas.

Denver Nuggets

Jan Vesely é o único jogador unrestricted. O checo não deverá renovar. Nate Robinson tem player option mas como é a 3ª escolha para a sua posição na equipa deverá rumar a outras paragens.

Detroit Pistons

A equipa tem 41 milhões cativos para a próxima época. Charlie Villanueva está a falhar vários jogos derivado dos problemas físicos. Logo, não deverá renovar visto que ganha 8,5 milhões nesta temporada. O rebuild da equipa também já não passa por Villanueva. Rodney Stuckey é outra das incógnitas. O base tem feito uma época bastante interessante, principalmente ao nível da pontuação (13,7). No entanto a equipa tem um défice enorme na armação de jogo visto que nem Stuckey nem Brandon Jennings são dois puros bases organizadores. O jogador aufere 8M. Como Greg Munroe está com qualifying offer de 5,5 e a equipa não deverá querer perder o poste porque este combina muito bem com Andre Drummond, Jonas Jerebko pode exercer uma opção de +1 ano por 4,5M (juntos perfazem para 52 milhões o cap de detroit) e a equipa de Detroit não dispõe de fundos para subir o tecto salarial máximo, a equipa poderá renovar com Stuckey ou procurar um base organizador no draft até ao valor auferido pelo veterano base, mantendo-se em ambos os casos abaixo do tecto salarial máximo.

Golden State Warriors

Steve Blake é claramente uma aposta a curto prazo e Jermaine O´Neal não deverá assinar renovação porque as lesões não o deixam jogar com regularidade numa equipa que quer ser campeã da NBA. Jordan Crawford tem uma qualifying offer de 3,2 milhões para a próxima época. É a única incógnita na equipa de Oakland para o verão. Os Warriors tem 65M cativos para a próxima época. Dinheiro não é problema no franchise californiano.

Houston Rockets

O mesmo se passa em Houston. A equipa ainda está a pagar o salário a Luis Scola, amnestiado e contratado pelos Indiana Pacers. A amnistia não significa que a equipa não tenha que pagar o resto do contrato ao jogador. Apenas tem efeitos contabilísticos no cap space da equipa. Faça o que fizer, a equipa continuará acima da lux no próximo ano. Omri Casspi deve renovar visto que é um jogador muito precioso porque consegue ser bastante efectivo tanto no jogo exterior como nas penetrações com finalização debaixo do cesto. A equipa também deverá exercer os direitos sobre Chandler Parsons e Patrick Beverley (cerca de 900 mil sobre cada um). Francisco Garcia tem player option. A escolha do jogador não irá interferir muito com o rendimento bruto da equipa, conhecidas que são as suas soluções de plantel.

Nos próximos posts irei analisar as restantes equipas.

NBA 2013\2014 #35

All-Star Weekend

Sexta-Feira – Rising Stars Challenge

Não sendo um natural entusiasta deste tipo de eventos, opto por não escrever qualquer comentário sobre o jogo de exibição realizado entre os rookies e os sophomores da liga.

andre drummond

O poste dos Detroit Pistons Andre Drummond sucedeu a Kenneth Farried (Denver Nuggets) como o MVP da partida de exibição. O poste dos Pistons coroa com exito o seu ano de afirmação dentro da liga. Aos 20 anos tem todo o potencial para se tornar uma das grandes referências históricas da liga na sua posição específica. Na partida somou 30 pontos e 25 ressaltos.

Aqui ficam as habituais fotos da praxe:

rookies 1

rookies 2

Lillard

Damien Lillard (Portland Trail Blazers)

Miles Plumlee

Miles Plumlee (Phoenix Suns) – facto curioso do jogo foi a presença dos irmãos Plumlee nos dois lados da contenda. Miles de um lado, Mason (Brooklyn Nets) do outro.

mason plumlee

Mason Plumlee.

Sábado

Slam Dunk Contest

este

Terence Ross (Toronto Raptors) Paul George (Indiana Pacers) e John Wall (Washington Wizards) venceram a primeira edição do concurso de afundanços (por equipas) pela conferência este.

3 points contest

O italiano Marco Belinelli (San Antonio Spurs) levou para a casa o prémio relativo ao concurso de triplos.

Skills Challenge

Damien Lillard (Portland Trail Blazers) e Trey Burke (Utah Jazz) venceram o desafio de perícia individual destinado aos bases. Na final derrotaram a dupla de rookies da conferência este composta por Michael Carter-Williams e Victor “the singer” Oladipo.

No concurso de shooting stars, a equipa de Chris Bosh deu a vitória à conferência este.

Outros eventos:

cares 1

Como é tradição no evento, o programa social da NBA (NBA Cares) realizou algumas actividades de cariz social junto da comunidade de New Orleans. Aqui ficam algumas das imagens do evento realizado junto da população juvenil da cidade do Estado do Louisiana na qual participaram (na construção de um parque infantil) algumas das antigas e actuais estrelas da liga como Dwight Howard (Houston Rockets) Dikembe Mutombo, Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers), o frontman da casa Anthony Davis (New Orleans Pelicans), Kelly Olynyk (Boston Celtics), Michael Carter Williams (Philadelphia 76ers), John Wall (Washington Wizards) ou Kevin Love (Minesota Timberwolves).

carter williams 2

carmelo 2

Carmelo, o rebarbado.

kevin love 2

Kevin Love demonstra que apertar parafusos é tão fácil como fazer 30 pontos, 6 triplos e 15 ressaltos por jogo.

D-League All-Star Game

No jogo entre os melhores da D-League não há lugar para exibições. À procura do seu espaço na principal divisão organizada pela National Basketball Association, toda a gente se esforça para ser visto.

E.J Singler (Idaho Stampede) venceu o concurso de 3 pontos da D-League. O jogador alinha na equipa afiliada dos Portland Trail Blazers.

Tony Michell venceu pela segunda vez o concurso de afundanços da D-League. Os direitos do jogador pertencem aos Milwaukee Bucks.

NBA 2013\2014 #1

NBA

Ao fim da primeira semana e meia de competição cumpre-me fazer uma pequena analise destas primeiras jornadas da maior liga de basquetebol do mundo.

Para ser mais inteligível decidi dividir o conteúdo em vários posts para ser mais fácil e menos morosa a sua leitura.

Indiana Pacers

Paul George

Na ausência de Danny Granger por lesão, Paul George afirmou-se como a grande referência do basquetebol de Indiana.

Depois de terem atingido a final de conferência na temporada passada (nas quais foram a 7º jogo contra os campeões Miami Heat), os Indiana Pacers arrancam esta temporada com expectativas mais elevadas. O estatuto de equipa surpresa terminou para a equipa de Frank Vogel a partir do momento em que esta, sem o seu melhor jogador, conseguiu atingir a final de conferência. Pessoalmente acredito que a equipa deu o salto para poder lutar pelo título. Os reforços que adquiriu durante o verão (CJ Watson aos Brooklyn Nets, Luis Scola aos Phoenix Suns e Chris Copeland aos New York Knicks) serviram para colmater uma das insuficiências que a equipa demonstrava na temporada passada: a falta de soluções no banco.

Frank Vogel tem o seu projecto em Indiana no auge. O 5 inicial da equipa manteve-se. Não existiram saídas de jogadores importantes. Pode-se dizer que o jogador mais importante que saiu de Indiana foi Jeff Pendergraph (agora Jeff Ayres) para os San Antonio Spurs, onde, este ano, tem tido 3\4 minutos de utilização por partida. Granger está lesionado. Na temporada passada apenas realizou 5 jogos. Nesta época, apesar das previsões feitas pelo staff médico da equipa apontarem o seu regresso para o 3º jogo da temporada, ainda não regressou. As novas previsões apontam que Granger regresse daqui a 3 semanas. Outro dos lesionados do 5 inicial da equipa é o base George Hill. Hill conseguiu os melhores números da carreira na época passada (5ª época do jogador na liga) ao apontar 14.2 pontos por jogo e 4.7 assistências). Irá voltar nos próximos jogos. Para reforçar uma posição onde a equipa sofria de alguma carência (DJ Augustin não era na verdade o base suplente ideal para uma equipa que tem objectivos a cumprir na liga) a equipa contratou CJ Watson. O experiente base de 7ª temporada na liga (ex-Chicago Bulls e Brooklyn Nets) foi contratado para acrescentar uma maior organização ao jogo da equipa e garantir uma melhor eficácia no jogo exterior visto que é um dos mais eficazes lançadores de 3 pontos da liga. Com Paul George, CJ Watson e Lance Stephenson, os Pacers arriscam-se a ser uma das equipas mais eficazes atrás do garrafão. Falando em Lance Stephenson, sou um apreciador das suas qualidades. Exímio lançador exterior, Stephenson não se fica só pelo jogo exterior. O seu enorme atleticismo permite-o também fazer bastantes incorporações no jogo interior. Contudo, é um jogador bastante irregular e psicologicamente muito fraco.

O jogo interior dos Pacers continuará entregue aos postes David West e Roy Hibbert. Luis Scola foi contratado aos Suns para dar mais robustez ao jogo defensivo da equipa. O argentino entrega-se bastante ao jogo, garantindo muita luta, eficácia nos lançamentos perto do cesto e de meia-distância e muita agressividade defensiva.

Os Pacers iniciaram o campeonato com um parcial de 6-0. 6 vitórias em 6 jogos, com uma vitória de topo frente a um dos outros contenders da equipa Este, os Chicago Bulls. Dadas as 6 vitórias sem resposta, volta a reaparecer uma das perguntas que remexeu os meandros opinativos da Liga durante o Verão. Serão os Pacers apenas outsiders ou contenders ao título da NBA? Pessoalmente não tenho qualquer dúvidas em afirmar que os Pacers rechearam o seu rooster de bons jogadores para poderem lutar pelo título da conferência Este e assim disputar as finais da competição. No final do mês de Setembro, o Presidente da equipa Larry Bird afirmou que a equipa poderá lutar pelo título. O base Lance Stephenson afirma exactamente o mesmo e corrobora a minha opinião. “We can be great,” Stephenson said. “We’ve got five good players. We’ve got a bench. We’ve got everything that we need. I think this team is a team that can win the championship. We’ve got better players. We’ve got a lot of players coming back. Our team is great. We’ve got a lot of players here that can help us win the championship.”

Se desportivamente tudo corre bem à equipa do estado de Indianápolis, ao nível do business da equipa, as coisas poderão azedar já neste mês de Novembro. Até ao final do mês, as equipas começarão a desenhar as próximas temporadas visto que será até dia 30 de Novembro terão que ser assinadas as extensões de contratos dos seus jogadores. Jogador que não assine extensão de contrato pela equipa pela qual jogue, ou será trocado até ao final da época por outro em semelhantes condições ou sairá a custo zero da equipa no próximo verão.

No caso de Indiana, existem 4 preocupações em cima da mesa. A equipa atingiu este ano o tecto máximo da Liga ao nível salarial. O tecto da Liga para este ano é de 58.6 milhões de dólares (para mais explicações sobre o cálculo do tecto máximo salarial da liga ver aqui) e de cerca de 71.7 milhões de dólares para evitar o pagamento de imposto de luxo por parte das equipas. O imposto de luxo na liga é calculado por escalões:

  • Portion of team salary $0-$4.99 million over tax level:          $1.50 for $1
  • Portion of team salary $5-$9.99 million over tax level:          $1.75 for $1
  • Portion of team salary $10-$14.99 million over tax level:      $2.50 for $1
  • Portion of team salary $15-$19.99 million over tax level:      $3.25 for $1
  • Rates increase by $0.50 for each additional $5 million of team salary above the tax level

Por “Portion of team salary” entende-se uma violação aos 71.7 milhões de nível máximo permitido sem pagamento de imposto de 1 dolar a 4.99 milhões. Por cada dólar a mais, 1.5 de imposto. As restantes portions dizem respeito a violações salariais maiores. Ou seja, quem quer gastar mais, terá que dispender mais dinheiro para pagar impostos de luxo.

Voltando ao caso de Indiana, como aqui se pode ver, a equipa tem 3 dos seus mais importantes jogadores em fim de contrato. Danny Granger, Paul George e Lance Stephenson estão sem contrato para a próxima época. Indiana tem aqui alguns casos bicudos por resolver. Danny Granger continuará a ser merecedor dos 14 milhões de dólares que aufere depois de um ano e meio de lesão? Paul George terá de passar obrigatoriamente, dado o estatuto que construiu na época passada na equipa, dos 3 milhões que actualmente aufere para um valor a rondar os 12 milhões de dólares? Irá Indiana abdicar de Granger já para renovar com George? Poderá Granger ser trocado? Quanto ao caso de Lance Stephenson, creio que este é o menor dos problemas. Deverá renovar pelos Pacers.

Philadelphia 76ers

Carter Williams

Michael Carter-Williams chegou, viu e venceu. O nº1 do draft de 2013 chegou à liga rotulado como um base (demasiado alto para base é certo; tem 1,98m) fantástico ao nível de organização, com uma razoável capacidade de tiro (exterior principalmente) e com números bastante completos ao nível de roubos de bola e ressaltos. Na sua estreia contra Miami quase conseguiu um quadro-duplo (10 ou mais pontos, assistências, ressaltos de bola, roubos de bola ou abafos) com 22 pontos (4 lançamentos de 3 pontos; 12 assistências, 7 ressaltos e 9 roubos de bola) – sabendo que na história da NBA apenas existiram 5 ou 6 quadro-duplos, podíamos estar perante a ascenção de mais um record na Liga: um quadro-duplo na estreia na liga de um jogador, de uma equipa que ficou de fora dos playoffs do ano passado contra a equipa campeã.

Philadelphia viu sair dois jogadores no Verão. Jrue Holliday rumou aos New Orleans Pelicans e Andrew Bynum rumou aos Cavaliers. De Bynum nem bom vento nem bom casamento. O antigo poste dos Lakers não singrou em Philadelphia, fruto das imensas lesões que não o permitiram competir a 100%.

Está mais que visto que a estratégia para os próximos anos irá girar à volta de Carter-Williams e Evan Turner, o shooting-guard que procura este ano a sua afirmação como estrela da Liga. A equipa irá executar um re-build à volta destes dois jogadores. A equipa não fez grandes aquisições. Em teoria, no início da época, os Sixers não eram candidatos aos playoffs. Detroit, Cleveland e Toronto, equipas cujo rebuilding já se arrasta desde algumas épocas para cá, apareciam com melhores possibilidades de lutar pelas vagas que Celtics e Hawks, por incapacidade dos seus actuais plantéis, irão deixar. A melhor aquisição da equipa acabou por ser Tony Wroten base contratado a Memphis, jogador que este ano já conseguiu ascender à fasquia de 11.5 pontos de média. Ao nível de jogo interior, poderão contar com um Spencer Hawes que tem andado muito inspirado este ano. Não sou um admirador do jogo de Hawes mas reconheço-lhe um grande potencial ofensivo e uma particularidade especial que nem todos os postes tem: conseguir lançar com eficácia com as duas mãos, a várias distâncias, no centro do garrafão ou nas laterais.

Playoffs? Vamos ver como corre.

Miami Heat

Miami

Os Campeões entram na nova temporada com o mesmo objectivo com que terminaram a anterior: reconquistar os anéis. Não existe muito que possa escrever sobre esta equipa. A espinha dorsal da equipa manteve-se à excepção de Mike Miller. O extremo foi amnistiado (dispensado a custo zero) e assinou pelos Memphis Grizzlies. Os 6,2 milhões que a amnistia de Miller deu aos cofres de Miami permitiu enriquecer a equipa com 3 jogadores novos: Greg Oden, Michael Beasley e Roger Mason Jr.

Recordo que Greg Oden é uma das histórias mais infelizes na Liga. Escolhido como #1 do draft de 2007 pelos Portland Trail Blazers, teve o azar de se lesionar na Summer League de 2007. Parou toda a época. Desde aí nunca mais se viria a reencontrar. De sala de operações em sala de operações (5 desde 2007) seria dispensado pelos Blazers. Depois de muitos meses em que este garantia ter condições para voltar à Liga, Miami decidiu dar-lhe uma oportunidade na sua equipa. Ainda não efectuou qualquer partida.

Michael Beasley é efectivamente um dos jogadores com menos cabeça na liga. Escolhido atrás de Derrick Rose no #2 do draft de 2009, precisamente por Miami, não conseguiu valer esse estatuto na Liga. Extremo de lançamento fácil e eficaz, com um atleticismo enorme que lhe permite aparecer demasiadas vezes debaixo do cesto. Bom lançador de 3 pts. Contudo, Michael Beasley não se impôs em nenhuma das equipas por onde passou (Heat, Suns e Timberwolves) fruto da sua inconsistência enquanto jogador. Volta a Miami para uma 2ª oportunidade. Para já, não tem saído do banco.

LeBron James e Dwayne Wade – O primeiro parece em má forma. Casou-se no verão e confessou não se ter preparado bem para a nova temporada. Continua a ser uma espécie de “faz tudo” da equipa – Deambula entre a posição 1 e a posição 4. Não está tão expressivo neste início de época como nas épocas anteriores. Mais lançador. Ontem atingiu um novo record. Wade está em forma e tem sido para já o jogador em mais destaque na equipa comandada por Erik Spoelstra.

Norris Cole – Confesso que também não sou apreciador deste jogador. Joga sem pressão. Com James, Bosh, Allen e Wade na equipa, jamais lhe será imputada a culpa por alguma derrota da equipa. Gostaria de ver este jogador jogar mais noutra equipa como starter para poder aferir se a qualidade de tiro que ostenta bem como a velocidade que mete na organização de jogo da equipa é verdadeira ou não passa de uma ilusão gerada pelo facto de alinhar na equipa campeã.