NBA 2013\2014 #52

No United Center, os Bulls retribuíram a derrota sofrida na passada sexta-feira em Indiana. Jogo péssimo ao nível de eficácia de lançamento. A equipa de Indiana continua a viver o seu pior período da temporada. Em risco está o 1º lugar da conferência. Para além da falta de eficácia (apesar dos 21 pontos marcados, Paul George não fez uma exibição por aí alem) os comandados de Frank Vogel cometeram muitos turnovers, inclusive duas perdas de bola em duas reposições da mesma pela regra dos 5 segundos (se já é raro acontecer a violação desta regra numa jornada inteira diária da Liga, mais raro é acontecer duas vezes à mesma equipa no mesmo jogo. Nos últimos 12 jogos, Indiana venceu apenas 5.

A equipa de Chicago resolveu no 3º período depois de uma primeira parte medíocre. A alma de Joakim Noah (Roy Hibbert foi mais uma vítima do poste) com 10 pontos, 8 ressaltos, 8 assistências, 4 roubos de bola e 2 abafos (sim, Noah é um poste!), a inspiração de Mike Dunleavy (fantástico catch and shoot no 3º período que cavou a diferença nos 8\9 pontos neste período), a inteligência de Kirk Hinrich (16 dos 18 pontos na 2ª parte) em conjunto com um certeiro Taj Gibson (23 pontos) foram as chaves do jogo para a equipa de Tom Thibodeau.

Pelo que está a fazer em campo e pelo espectáculo que nos tem brindado com os seus fantásticos posters na cara dos adversários, o poste suplente de Chicago (sai do banco quase sempre para marcar mais de 15 pontos e ganhar 6\7 ressaltos) é para mim aquele que deverá receber no final da temporada o prémio de 6th man da Liga (melhor suplente do ano).

Na conferência este começam-se a fazer as contas. Indiana e Miami lutarão pela primeira posição da conferência. Chicago tem dois jogos de diferença para Brooklyn (3ºs). Knicks e Atlanta lutam pela última vaga. Os “novos Knicks” poderão ser perigosíssimos. Pela equipa que tem e pelo rendimento que tem conseguido desde que Phil Jackson assumiu a presidência do clube. Há quem afirme que no dia seguinte à sua tomada de posse, Jackson foi ao balneário falar com jogadores e treinadores. A equipa conseguiu uma série de 8 vitórias consecutivas e voltou a acreditar que os playoffs são possíveis. Para a equipa que ganhar a conferência, os Knicks em forma serão sempre perigosos. Para os Bulls interessa neste momento qualquer resultado que não faça sair os Heat (virtualmente) antes da final de conferência. Se a equipa de Miami vencer a conferência, a equipa de Chicago precisa de ficar na 3ª posição. Se os Pacers vencerem, a 4ª posição será imperiosa para as equipas se defrontarem nas meias de conferência caso passem a primeira ronda. Continuo a acreditar que no actual estado de forma dos Bulls, a equipa de Tom Thibodeau será capaz de bater os Pacers numa série de playoff. A equipa de Indiana está a perder argumentos: Paul George não está tão eficaz, Lance Stephenson e Hibbert estão abaixo de forma, Evan Turner ainda não encaixou no estilo de jogo da equipa, Luis Scola já não consegue acrescentar tantos pontos e ressaltos como conseguia no início da época. Ao invés, Chicago cresceu nos últimos 2 meses a todos os níveis: Hinrich e Augustine são dois bases completos que organizam muito bem o jogo e acrescentam muitos pontos à equipa, Jimmy Butler e Mike Dunleavy, para além de efectivos lançadores são dois jogadores que já conseguem efectuar boas penetrações ao cesto (Jimmy também tem a vantagem de ser um excelente defensor), Carlos Boozer faz os seus pontos regulares e Taj Gibson e Joakim Noah são neste momento metade do sucesso da equipa pela entrega que tem ao jogo.

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NBA 2013\2014 #35

All-Star Weekend

Sexta-Feira – Rising Stars Challenge

Não sendo um natural entusiasta deste tipo de eventos, opto por não escrever qualquer comentário sobre o jogo de exibição realizado entre os rookies e os sophomores da liga.

andre drummond

O poste dos Detroit Pistons Andre Drummond sucedeu a Kenneth Farried (Denver Nuggets) como o MVP da partida de exibição. O poste dos Pistons coroa com exito o seu ano de afirmação dentro da liga. Aos 20 anos tem todo o potencial para se tornar uma das grandes referências históricas da liga na sua posição específica. Na partida somou 30 pontos e 25 ressaltos.

Aqui ficam as habituais fotos da praxe:

rookies 1

rookies 2

Lillard

Damien Lillard (Portland Trail Blazers)

Miles Plumlee

Miles Plumlee (Phoenix Suns) – facto curioso do jogo foi a presença dos irmãos Plumlee nos dois lados da contenda. Miles de um lado, Mason (Brooklyn Nets) do outro.

mason plumlee

Mason Plumlee.

Sábado

Slam Dunk Contest

este

Terence Ross (Toronto Raptors) Paul George (Indiana Pacers) e John Wall (Washington Wizards) venceram a primeira edição do concurso de afundanços (por equipas) pela conferência este.

3 points contest

O italiano Marco Belinelli (San Antonio Spurs) levou para a casa o prémio relativo ao concurso de triplos.

Skills Challenge

Damien Lillard (Portland Trail Blazers) e Trey Burke (Utah Jazz) venceram o desafio de perícia individual destinado aos bases. Na final derrotaram a dupla de rookies da conferência este composta por Michael Carter-Williams e Victor “the singer” Oladipo.

No concurso de shooting stars, a equipa de Chris Bosh deu a vitória à conferência este.

Outros eventos:

cares 1

Como é tradição no evento, o programa social da NBA (NBA Cares) realizou algumas actividades de cariz social junto da comunidade de New Orleans. Aqui ficam algumas das imagens do evento realizado junto da população juvenil da cidade do Estado do Louisiana na qual participaram (na construção de um parque infantil) algumas das antigas e actuais estrelas da liga como Dwight Howard (Houston Rockets) Dikembe Mutombo, Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers), o frontman da casa Anthony Davis (New Orleans Pelicans), Kelly Olynyk (Boston Celtics), Michael Carter Williams (Philadelphia 76ers), John Wall (Washington Wizards) ou Kevin Love (Minesota Timberwolves).

carter williams 2

carmelo 2

Carmelo, o rebarbado.

kevin love 2

Kevin Love demonstra que apertar parafusos é tão fácil como fazer 30 pontos, 6 triplos e 15 ressaltos por jogo.

D-League All-Star Game

No jogo entre os melhores da D-League não há lugar para exibições. À procura do seu espaço na principal divisão organizada pela National Basketball Association, toda a gente se esforça para ser visto.

E.J Singler (Idaho Stampede) venceu o concurso de 3 pontos da D-League. O jogador alinha na equipa afiliada dos Portland Trail Blazers.

Tony Michell venceu pela segunda vez o concurso de afundanços da D-League. Os direitos do jogador pertencem aos Milwaukee Bucks.

NBA 2013\2014 #35 (All-Star Weekend)

all-star

Realiza-se este fim-de-semana em New Orleans no Smothie King Center o All-Star Weekend, a festa que a NBA oferece todos os anos aos seus fãs a meio da temporada. O programa oficial do evento contempla o jogo entre personalidades famosas (neste momento estou a ver esse jogo), o jogo entre rookies e sophomores da liga (hoje às 2 da manhã com transmissão na Sporttv), a noite de skills (bases, 3 pts, shooting stars e afundanços; amanhã à 1 da manhã) e o all-star à meia noite de domingo para segunda-feira. O evento também terá outros eventos menores como as festas que alguns jogadores dão durante o fim-de-semana, o jogo entre os all-star da D-League ou as inúmeras iniciativas do NBA Cares junto da comunidade de New Orleans.

Passo às apresentações dos eventos:

1. Rising Stars Challenge – dentro de momentos.

No jogo que põe frente-a-frente duas equipas constituídas por jogadores que actuam pelo primeiro e segundo ano na liga, formaram-se duas equipas: a equipa Hill e a equipa Webber, orientadas precisamente por Grant Hill e Chris Webber.

A equipa Hill é composta por:

  1. Damian Lillard (Portland, Soph)
  2. Bradley Beal (Washington, Soph.)
  3. Andre Drummond (Detroit, Soph.)
  4. Harrison Barnes (Golden State, Soph.)
  5. Terrence Jones (Houston, Soph.)
  6. Giannis Antetokounmpo (Milwaukee, Rookie)
  7. Jonas Valanciunas (Toronto, Soph.)
  8. Dion Waiters (Cleveland, Soph.)
  9. Miles Plumlee** (Phoenix, Soph.) – este substitui o lesionado Pero Antic de Atlanta.

A equipa de Chris Webber por sua vez é composta por:

  1. Anthony Davis (New Orleans, Soph.)
  2. Michael Carter-Williams (Philadelphia, Rookie)
  3. Tim Hardaway Jr. (New York, Rookie)
  4. Trey Burke (Utah, Rookie)
  5. Jared Sullinger (Boston, Soph.)
  6. Mason Plumlee (Brooklyn, Rookie)
  7. Victor Oladipo (Orlando, Rookie)
  8. Steven Adams (OKC, Rookie)
  9. Kelly Olynyk (Boston, Rookie)

2. Sábado

2.1 Shooting Stars

Cada conferência tem duas equipas. As equipas são compostas por um jogador que actualmente alinha numa equipa da respectiva conferência, um antigo jogador e uma jogadora da WBNA nas mesmas circunstâncias.

  • O objectivo do jogo obriga os 3 atletas a conseguirem lançar com eficácia de 4 posições marcadas no terreno (termina com um lançamento do meio-campo).
  • Até ao último lançamento cada atleta lança da posição no terreno que lhe for designada.
  • No último lançamento, todos podem tentar marcar do meio-campo. O relógio só para quando a equipa marcar os 4 lançamentos.

Equipas:

Conferência Este:

> Team 1: Tim Hardaway Jr. (NYK); Tim Hardaway Sr. (Legend); Elena Delle Donne (Chicago Sky)
> Team 2: Chris Bosh (MIA); Dominique Wilkins (Legend); Swin Cash (Chicago Sky)

Conferência Oeste:

> Team 1: Stephen Curry (GS); Dell Curry (Legend); Becky Hammon (San Antonio Stars)
> Team 2: Kevin Durant (OKC); Karl Malone (Legend); Skylar Diggins (Tulsa Shock)

As equipas de cada conferência jogam uma contra a outra na 1ª fase, sendo a final disputada entre as vencedoras de cada conferência.

3. Taco Bell Skills Challenge

goran dragic

O esloveno Goran Dragic (Phoenix Suns) é um dos grandes candidatos à vitória no duelo entre bases.

EASTERN CONFERENCE:
> Team 1: Giannis Antetokounmpo, Milwaukee; DeMar DeRozan, Toronto
> Team 2: Michael Carter-Williams, Philadelphia; Victor Oladipo, Orlando

WESTERN CONFERENCE:
> Team 1: Trey Burke, Utah Damian Lillard, Portland
> Team 2: Goran Dragic, Phoenix; Reggie Jackson, Oklahoma City

O Challenge de habilidades procura descobrir o base com mais perícia da liga. Pela frente, os atletas terão um circuito de obstáculos onde terão que arrancar em velocidade, executar um slalom, fazer 2 tipos de passe (picado e passe de peito) e lançar ao cesto, isto tudo, no menor tempo possível. Até este ano a competição era disputada individualmente. Em New Orleans, os jogadores irão fazer equipas de 2, sendo que o tempo acumulado diz respeito às 2 voltas realizadas pelos atletas. A equipa vencedora de cada conferência disputa a final. Na minha opinião, esta alteração tirou metade da piada à prova.

4. three-point contest

Os atiradores desta liga serão postos à prova.

  • 5 racks.
  • 4 deles contem 4 bolas laranjas e uma bola às cores.
  • Cada bola laranja vale 1 ponto.
  • Cada multicolor vale 2 pontos.
  • O 5º rack é composto por 5 bolas multicolores.
  • Cada atleta pode colocar o 5º rack numa das 5 posições designadas pela organização.
  • Cada atleta tem 1 minuto para atirar as 25 bolas.

EASTERN CONFERENCE:
> Arron Afflalo, Orlando
> Bradley Beal, Washington
> Kyrie Irving, Cleveland
> Joe Johnson, Brooklyn

WESTERN CONFERENCE:
> Marco Belinelli, San Antonio
> Stephen Curry, Golden State
> Damian Lillard, Portland
> Kevin Love, Minnesota

Os atiradores do Este competem entre si enquanto os do Oeste fazem exactamente o mesmo. Os vencedores de cada conferência disputam a final. Em caso de empate nas eliminatórias, há lugar a um desempate de 24 segundos.

5. Slam Dunk

Sprite Slam Dunk

EASTERN CONERENCE:
> Paul George, Indiana Pacers
> Terrence Ross, Toronto Raptors
> John Wall, Washington Wizards

WESTERN CONERENCE:
> Harrison Barnes, Golden State Warriors
> Damian Lillard, Portland Trail Blazers
> Ben McLemore, Sacramento Kings

Em relação ao tradicional modelo que regulamentava esta competição, existem algumas diferenças a salientar. Até à edição deste ano, cada atleta tinha direito a dois ensaios, vencendo aquele que obtivesse a maior pontuação do juri. Na edição deste ano a organização decidiu baralhar as contas do concurso de afundanços com um sistema assente em duas rondas: uma ronda freestyle e uma ronda de batalha.

  • Na ronda freestyle, os 3 participantes de cada conferência tem 90 segundos para mostrarem o que prepararam em casa. Cada um dos participantes por conferência tem que afundar pelo menos uma vez. Depois de realizados os afundanços, um painel de 3 juízes vota na melhor prestação realizada, ou seja, nos atletas do Este ou Oeste. A conferência mais votada tem direito a escolher a ordem de saída da ronda de batalha.
  • Na ronda de batalha, existe um duelo individual 1×1 entre os atletas de ambas as conferências. Cada um executa um afundanço. Os juízes escolhem aquele que acharam melhor. Quem reunir mais votos, marca um ponto. A conferência vencedora será aquela que marcar 3 pontos

Estas novas regras foram criadas com o intuito de proporcionar uma maior espectacularidade ao concurso. Haverão mais afundanços do que aqueles que haviam nos concursos realizados até aqui. A meu ver, este novo modelo também retira piada à prova. Pela primeira vez na história da liga, o lendário prémio relativo ao rei dos afundanços não será atribuído a um só jogador.

Nota: Abusiva também se deve considerar a presença de Damien Lillard em praticamente todas as provas. O base de Portland é de facto um jogador fantástico com um futuro promissor à frente mas penso que a liga (à semelhança do que fez há uns anos atrás com Kevin Durant, Dwight Howard ou Blake Griffin) não tem necessidade nenhuma de praticar estes excessos de hype em volta do jovem jogador da equipa detida pelo co-fundador da Microsoft Paul Allen.

No domingo irei apresentar o All-Star Game quando já tiver disponíveis as tradicionais fotos dos atletas que irão participar.

 

NBA 2012\2013 #17

1.O viral poster cartão de visita de LeBron James a0 rookie Ben McLemore na vitória de Miami frente aos Sacramento Kings. Tudo legal visto que o jogador dos Kings estava a pisar a linha da área restritiva, logo, estava dentro.

2. O cabaz que Indiana aplicou a Houston na sexta-feira:

1. Os Rockets até vinham de uma vitória confortável sobre Chicago. Em Indiana, perante a equipa que está a jogar o melhor basket desta temporada, ainda deram luta na primeira parte, tendo sucumbido nos primeiros minutos do 3º período com um parcial de 25-10 (12 pontos de Paul George nesse parcial). O sg de Indiana deu uma lição a todos os jogadores de basquetebol nessa semana ao afirmar que ao contrário do que todos os analistas da liga afirmam, não é incompatível com o jogo do regressado (bem regressado) Danny Granger. Lição de maturidade de George:

Noutras declarações ao site dos Pacers, Paul George afirmou que o que interessa é que ele George irá fazer de tudo para aumentar os seus números e ao mesmo tempo poderá aumentar o rendimento de todos os colegas. “Quando existem jogadores bons, nada mais importa” – afirmou.

2. De realçar também são os máximos de carreira de Dwight Howard no que toca ao lance livre. 61% nos jogos realizados esta temporada. Os treinadores de Houston estão finalmente a fazer o trabalho que Howard não deverá ter feito em Orlando e Los Angeles. O jogador aumentou a eficácia, já é capaz de marcar lances livres sem espinhas e isso irá beneficar em muito a equipa de Houston visto que é um dos jogadores que mais vezes vai para a linha de lance livre. Existe quem já tenha adoptado propositadamente uma postura faltosa perante o base para tirar partido da situação. Bom trabalho por parte do staff técnico de Houston.

3. Ainda por Indiana:

A meio desta semana, os Pacers perderam com Miami num jogo em que os Pacers ficaram a reclamar uma falta de LeBron James no acto de lançamento de Paul George. Clara falta jogador de Miami, se bem que antes do acto lançamento, logo, passível de dar dois lançamentos livres ao jogador de Indiana.

Indiana é na minha opinião a única equipa capaz (até agora) de ter condições para rivalizar com os Heat no Este.

Os Bulls acabaram ontem com o streak negativo que a equipa acumulou nas últimas semanas ao vencer os Cavaliers por 100-84.

O que é que ressalta da partida? O que escrevi aqui na passada sexta-feira.

DJ Augustin marcou 18 pontos e continua a lutar pelo sucesso da equipa.

O rookie Tony Snell saiu do banco e facturou 18 pontos. Thibodeau teima em amarrar à cadeira certos jogadores. Se os colocasse mais no court, teria surpresas mais agradáveis e resultados mais favoráveis.

Na altura em que continua a novela Deng:

Deng

4. Para finalizar, duas notícias:

1. Patrick Beverley (Houston Rockets) poderá ficar de fora entre 4 a 6 semanas devido a uma lesão na mão. 

Depois de ter iniciado a época com uma lesão, o rápido base dos Rockets estava a crescer a olhos vistos nesta que é a sua segunda época na liga.

2. O poste do Nuggets Kenneth Faried lesionou-se ontem na anca. Ainda não existe previsão quanto ao tempo que irá parar.

A NBA anda de loucos!

Após a promessa, em 2012/2013, de que em Indiana havia equipa para chegar longe nas finais, os Pacers sagraram-se vice-campeões da Conferência Este (perdendo apenas para os Miami Heat, que acabaram por ganhar o título de campeões NBA), e este ano estão a provar que são capazes de cumprir o que prometeram.
Actualmente líderes da conferência com uma impressionante percentagem de 0.864, os Pacers estão a realizar a melhor campanha desta época na NBA.
Venceram inclusive, na madrugada passada, a equipa de Miami por 90-84, confirmando o bom momento.
Tudo normal até que, durante o intervalo do jogo, se passou algo fora do comum, mas memorável. [Vídeo anexado]
Será que já pairam expectativas de chegar longe nas finais ou talvez, até mesmo, de lutar pelo título da NBA? Química de equipa e moral não faltam, confiram lá no vídeo…

NBA 2013\2014 #10

O incidente a meio da partida que envolveu Amare Stoudamire, Andrea Bagnani e Kevin Garnett.

Algo me diz que isto vai acabar mal. Diz-me a experiência que para vencer a NBA, é  necessário que as equipas tenham no seu seio uma simbiótica estratégia desportiva e financeira. Nessa estratégia, é mister que os dirigentes das equipas acautelem objectivos a curto prazo (para uma época) a médio prazo (para as próximas 2 épocas) e a longo prazo, plano estratégico fundamental para garantir a sustentabilidade futura da organização. Para isso acontecer incorrem dois factores fundamentais: a constituição de equipas competitivas que respeitem a aquisição\troca de jogadores com base numa crescente melhoria de rendimento desportivo ao melhor preço possível e a aquisição de um staff que saiba lidar com todas as situações que a liga oferece a cada dia de competição.

Todos os projectos que conheci até hoje na liga (já lá vão mais de 15 anos de NBA a sério) construídos no modelo com o qual está actualmente a ser construída a equipa de Brooklyn raramente redundam em sucesso. O primeiro projecto que vi ser construído nesses moldes foi o célebre projecto de Indiana nos meados dos anos 90 que visava juntar uma catrefada de “estrelas” da Liga para ofuscar a brilhante geração de Chicago. Para quem não é desse tempo, falo da geração de Reggie Miller, geração essa cujo basketball de então a considerava ser milimetricamente construída para parar os Bulls nos playoffs. Certo é que essa geração esteve muito próxima de parar a grande geração da wind city numa final de conferência este. Jordan e Pippen souberam à boa moda do basketbolês contornar a situação e dizer presente no momento certo, ou seja, nos 6º e 7º jogo daquela série disputada em 1997. Anos mais tarde conheci a geração de Washington, geração essa construída em torno do regresso de Jordan. O velho Jordan, desrotinado, metade do jogador que 3 anos antes tinha sido campeão pela 6ª vez em 8 anos (nesta frase há que considerar que Jordan só não foi campeão nos 8 anos porque após a morte do pai decidiu eternizá-lo com a sua repentina passagem pelo baseball, modalidade a qual o pai tinha sido jogador) reapareceu amortalhado na equipa da capital num projecto que se previa vencedor mas que, no lavar dos cestos em 2003, não pôs os pés nos playoffs. O projecto Jordan acabaria por custar aos Wizards (apelido dado à equipa no início da era jordan) uns anitos a ver os outros jogar nos playoffs, tendêKoncia que só seria contrariada quando apareceu um azarado Gilbert Arenas na 2ª metade da década. Mais do mesmo aconteceu uns anos depois quando os então campeões Miami Heat (2006) decidiram juntar a Dwayne Wade um tal de Shaquille O´Neal, quando os Rockets juntaram Tracy McGrady a gente como Yao Ming, Shane Battier, Rafer Alstom e não cheiraram nadinha em 3 épocas ou quando, noutra paragem dos Estados Unidos, um projecto que se previa ambicioso (Seattle Supersonics) e que juntava gente (Rashard Lewis, Ray Allen) que mais tarde viria a ser campeã noutras paragens (excepção feita a Kevin Durant) expirou na extinção da mítica equipa do Noroeste Americano. Mais recentemente, em Los Angeles, o que se previa a construção de uma “equipa campeã” nos Lakers com a junção de Steve Nash e Dwight Howard a jogadores consagrados como Kobe Bryant ou Pau Gasol, acabou por redundar num enorme fracasso que está a ser “pago” pela equipa nesta temporada.

Certo também que no meio deste processo, existem equipas que tentam construir equipas ambiciosas mas nada consegue. Exemplos disso são as sucessivas investidas ambiciosas que Bulls, Knicks, Clippers e Bucks fizeram na últimada década ao tentarem melhorar as suas equipas de ano para ano para conseguir o objectivo de pisar uma final da NBA. Os resultados dessas mesmas equipas tem estado aquém do esperado, mas não se pode dizer até agora que tais esforços tenham fracasso ou tenham posto em causa o futuro das respectivas organizações.
Está claro que existem exemplos de sucesso nos mesmos moldes: os Boston campeões em 2008. Os Heat bicampeões em título. Forças da natureza em acção que não falham nos momentos certos.

Nem todos os exemplos são assim. O que aqui quero escrever é o modo como estruturas equilibradas se tem tornado exemplos de sucesso. Falo portanto de modelos como o  modelo Popovych nos Spurs construído na consolidação de uma estrutura assente durante uma década no trio Parker-Ginobili-Duncan e sucessivamente melhorada por gerações de jogadores que souberam ter um espírito de equipa fantástico como Bruce Bowen, Matt Boner, Gary Neal, Danny Green, Robert Horry, Antonio McDyess, Luis Scola, Thiago Splitter, Stephen Jackson e por adiante. Falo de modelos como o que Detroit construiu no início da década passada (Prince, Ben Wallace, Rasheed Wallace, Chauncey Billups, Jason Maxiell, Nazr Mohammed, novamente Antonio McDyess, Richard Hamilton, Lindsay Hunter) que conseguiu o título em 2004 quando ninguém na altura o previa ou, actualmente, a estrutura equilibrada e continuada que Indiana está a construir com a consolidação de uma equipa que começou centrada nas escolhas de Roy Hibbert e Danny Granger em dois drafts e continuada com sucessivas aquisições de jogadores e do próprio treinador Frank Vogel (DJ Augustin, Paul George, Ian Mahimni, Luis Scola, David West, Paul George, CJ Watson, etc) durante alguns anos (traçando objectivos progressivos consoante as reais capacidades dos planteis que a equipa possuiu) até ao sucesso in loco que hoje podemos observar quando olhamos a tabela classificativa da conferência este.

Com a mudança da equipa de New Jersey para Brooklyn, seria intenção da organização dos Nets apagar os fantasmas do passado. O franchising respirou alguns momentos de glória quando na sua equipa contava com gente como Jason Kidd ou Stephen Marbury e durante alguns anos cheirou de perto o título da NBA. Nunca o conseguiu. Quando a dupla Jay Z\Prokhorov pegou na amorfanhada equipa da margem esquerda do Rio Hudson e a tirou do vício de Atlantic City para o poderoso bairro do Brooklyn, todo o mundo da NBA assistiu um incrível show-off, típico da liga, que tentou vender Brooklyn como o apogeu da nova oligarquia que tinha como objectivo conquistar a liga a todo o custo, fazendo o pleonasmo. Com uma dúzia de malas com notas, Prokhorov prometeu tudo: Wade, James, Bryant, Howard, todo o mundo de arco-iris que só os biliões de rublos jorrantes em abundância poderiam juntar na mesma equipa. A aposta saiu um bocado ao lado. No primeiro ano, Howard decidiu ir para Los Angeles apesar da proposta feita pelos Nets ser melhor do ponto de vista contratual. Wade e James passaram ao lado da questão. Bryant fez ouvidos moucos. O melhor que Prokhorov e Jay Z, o tal que canta que “se Jesus tem LeBron, eu tenho o Dwayne Wade) conseguiram juntar a um presente Deron Williams (encalacrado numa equipa sem rumo depois de uma experiência na turquia nos meses em que vigorou o lock-out dos jogadores) e a um promissor Brook Lopez foi Joe Johnson, a ascendente estrela dos Hawks. O resto foi constituído entre alguns sumíticos que transitaram da anterior equipa dos Nets (Kris Humphries, Reggie Evans) e meia dúzia de perdidos sem rumo da liga como é o caso de Andray Blatche (foi o único desta equipa que melhorou em relação aquilo que era no passado) CJ Watson, Shaun Livingstone, entre outros. Para os treinar foi contratado Avery Johnson, um tipo pelo qual até tenho alguma simpatia, cujo currículo assinalava uma presença interessante pelos Dallas Mavericks e cujo estilo de jogo até prometia uma equipa muito interessante do ponto de vista defensivo. Johnson não aqueceu muito no cargo. Decorrido o primeiro mês do campeonato, haveria de ser trocado por PJ Carlesimo que, por sua vez, também não teve espaço para construir o que desde logo se denotava a grande dificuldade da equipa: a construção de um colectivo. Carlesimo devolveu os Nets aos playoffs e foi, como não poderia deixar de ser, numa organização sem rei nem roque, despedido.

Nova voltinha.

O verão foi agitado no bairro de Brooklyn. Prokhorov e o General Manager Billy King voltaram a prometer mundos e fundos. Garnett, Pierce e Dwight Howard é para já. Wade e James no ano que vem. Olé, campeões olé, campeões olé, campeões oléeeee. 5 aneis de ouro seguido. Vladimir Putin a dizer que é a equipa mais americanoruskia de todos os tempos, um orgulho da nação, o zenit do mundo da Spalding e do crochet. E a bola nem tinha rolado. Kidd não vás para longe porque necessitamos de ti para receber o anel. Kidd é o gajo certo. Ele já foi treinador nos últimos 5 anos. Uma espécie de treinador dentro do campo. Um captain ao bom estilo da Taça Davis no ténis. Howard fez um manguito. Ó porra. Vieram Garnett e Pierce que mal se aguentavam nas canetas em Brooklyn. Juntou-se Kirilenko que mal se aguentou nas canetas nos últimos 10 anos. Tá feito. campeões olé, campeões olé, campeões olé. Vieram os primeiros jogos e eu até pensei: estes gajos jogam muito até. Vitória categórica sobre os Heat. Primeiras derrotas. Não há de ser nada. Garnett e Pierce vão para o estaleiro. Williams vai para o estaleiro. Sweating. 15 derrotas. Kidd a pedir a jogadores para lhe verter a bebida para ter um desconto de tempo extra, como se estivesse a meio de um prom numa cena em que uma namorada descobre que o seu anjinho de meninice acabou de a trocar por uma girl next door. Entre lesionados e castigados, já jogou um batalhão pelos Nets. Tudo legal! Situação de desespero.

Verdade seja dita, os Knicks de Mike Woodson foram ontem aos seus vizinhos do Brooklyn aliviar tamanho desespero que vigorava (também) no seu feudo com a melhor exibição da época. Tudo q.b (jogo colectivo, intensidade defensiva, Relação Melo-equipa) e uma dose exagerada de triplos (16) que por si não explicam a vantagem conseguida no final dos 48 minutos. O que mais me impressionou e ao mesmo tempo chocou não foi a brilhante exibição dos Knicks. Foi precisamente a falta de atitude da equipa de Brooklyn. Da exibição dos comandados de Jason Kidd não se viu colectivo, não se viu chama, não se viu coração, não se viu alma, não se viu química, não se viu ataque, não se viu humildade (principalmente na malta que estava no banco\enquanto Evans roía as unhas e deitava um sorrisinho sádico ao funeral da sua equipa e do seu treinador, Pierce e Deron Williams pareciam estar noutro planeta) não se viram bolas no cesto, ressaltos, abafos e tudo aquilo que o jogo habitualmente deve proporcionar. Viu-se uma equipa acanhada (excepção feita a Shaun Livingstone e Brook Lopez) com jogadores cuja mente deambula por outro lugar (Joe Johnson foi incapaz de atacar o cesto com atitude/Garnett preocupou-se mais em mandar umas arrochadas em Bargnani e Amare do que em jogar o jogo pelo jogo) e com um treinador no banco que misturou todos os jogadores que tinha disponível e tentou atirar à sorte o destino da equipa na partida. É portanto uma tremenda loucura pagar aquilo que os donos da equipa estão a pagar a estes jogadores. É evidente que esta equipa está de cabeça perdida e Kidd não irá durar muito tempo no lugar pois é necessária uma mudança de atitude. Acima de tudo. Caso contrário, tenho como certo que o está em causa é a sustentabilidade da equipa a longo prazo. Nesse cenário, tenho a certeza que este recém criado franchising passará para o lado negro da história da liga. Conhecendo estes tipos de leste como conheço, de um dia para o outro, Prokhorov irá fechar a torneira e sabe-se lá o que poderá acontecer a esta organização dos Nets. Cidades desejosas de receber uma equipa não faltam por esses Estados Unidos a fora.
Quanto aos Knicks. A coisa também está feia naqueles lados. A equipa demonstra um potencial tremendo no meio de uma enorme instabilidade. Quando a equipa começar a ganhar alguns jogos, poderá galvanizar-se para uma época muito interessante. Melo está cada vez mais completo. O que antes lhe era um mundo estranho (a luta das tabelas) está a tornar-se uma nova cartada no seu jogo. Cada vez menos individualista e mais jogador de equipa. Amare está a mostrar ser capaz de jogar mais minutos. A equipa necessita muito de Chandler. Bargnani está a entrar no esquema. Contudo, o seu jogo já é bem preenchido pelos triplistas que a equipa tem. A equipa necessita de um base general, um tipo ao estilo Ricky Rubio que marque poucos pontos mas faça a equipa jogar. Prigioni é esse homem mas já não tem idade nem andamento para ser o base titular. Udrih é uma boa solução nesse departamento de jogo mas não joga. Felton não é esse base. A equipa também necessita de mais JR Smith. Melhor, a equipa necessita que JR Smith se deixe de cenas tristes pelo twitter e solte aqueles laivos de loucura que por vezes o possuem ao ponto de saltar do banco e espetar 4 ou 5 tripletas seguidas que arrumam qualquer adversário e galvanizam a equipa. Do banco dos Knicks podem saltar vários JR Smiths. O original ou as suas cópias fidedignas Iwan Shumpert e Tim Hardaway Jr.

Um caso específico. Tim Hardaway Jr. Transporta na pele um legado. Tem um talento enorme. É rápido, corajoso, gosta de assumir lances difíceis, com 1,2,3 pendurados. Mas não sabe o que  é um colectivo. Quando o souber, será um jogador com um futuro muito mas mesmo muito risonho.

NBA 2013\2014 #1

NBA

Ao fim da primeira semana e meia de competição cumpre-me fazer uma pequena analise destas primeiras jornadas da maior liga de basquetebol do mundo.

Para ser mais inteligível decidi dividir o conteúdo em vários posts para ser mais fácil e menos morosa a sua leitura.

Indiana Pacers

Paul George

Na ausência de Danny Granger por lesão, Paul George afirmou-se como a grande referência do basquetebol de Indiana.

Depois de terem atingido a final de conferência na temporada passada (nas quais foram a 7º jogo contra os campeões Miami Heat), os Indiana Pacers arrancam esta temporada com expectativas mais elevadas. O estatuto de equipa surpresa terminou para a equipa de Frank Vogel a partir do momento em que esta, sem o seu melhor jogador, conseguiu atingir a final de conferência. Pessoalmente acredito que a equipa deu o salto para poder lutar pelo título. Os reforços que adquiriu durante o verão (CJ Watson aos Brooklyn Nets, Luis Scola aos Phoenix Suns e Chris Copeland aos New York Knicks) serviram para colmater uma das insuficiências que a equipa demonstrava na temporada passada: a falta de soluções no banco.

Frank Vogel tem o seu projecto em Indiana no auge. O 5 inicial da equipa manteve-se. Não existiram saídas de jogadores importantes. Pode-se dizer que o jogador mais importante que saiu de Indiana foi Jeff Pendergraph (agora Jeff Ayres) para os San Antonio Spurs, onde, este ano, tem tido 3\4 minutos de utilização por partida. Granger está lesionado. Na temporada passada apenas realizou 5 jogos. Nesta época, apesar das previsões feitas pelo staff médico da equipa apontarem o seu regresso para o 3º jogo da temporada, ainda não regressou. As novas previsões apontam que Granger regresse daqui a 3 semanas. Outro dos lesionados do 5 inicial da equipa é o base George Hill. Hill conseguiu os melhores números da carreira na época passada (5ª época do jogador na liga) ao apontar 14.2 pontos por jogo e 4.7 assistências). Irá voltar nos próximos jogos. Para reforçar uma posição onde a equipa sofria de alguma carência (DJ Augustin não era na verdade o base suplente ideal para uma equipa que tem objectivos a cumprir na liga) a equipa contratou CJ Watson. O experiente base de 7ª temporada na liga (ex-Chicago Bulls e Brooklyn Nets) foi contratado para acrescentar uma maior organização ao jogo da equipa e garantir uma melhor eficácia no jogo exterior visto que é um dos mais eficazes lançadores de 3 pontos da liga. Com Paul George, CJ Watson e Lance Stephenson, os Pacers arriscam-se a ser uma das equipas mais eficazes atrás do garrafão. Falando em Lance Stephenson, sou um apreciador das suas qualidades. Exímio lançador exterior, Stephenson não se fica só pelo jogo exterior. O seu enorme atleticismo permite-o também fazer bastantes incorporações no jogo interior. Contudo, é um jogador bastante irregular e psicologicamente muito fraco.

O jogo interior dos Pacers continuará entregue aos postes David West e Roy Hibbert. Luis Scola foi contratado aos Suns para dar mais robustez ao jogo defensivo da equipa. O argentino entrega-se bastante ao jogo, garantindo muita luta, eficácia nos lançamentos perto do cesto e de meia-distância e muita agressividade defensiva.

Os Pacers iniciaram o campeonato com um parcial de 6-0. 6 vitórias em 6 jogos, com uma vitória de topo frente a um dos outros contenders da equipa Este, os Chicago Bulls. Dadas as 6 vitórias sem resposta, volta a reaparecer uma das perguntas que remexeu os meandros opinativos da Liga durante o Verão. Serão os Pacers apenas outsiders ou contenders ao título da NBA? Pessoalmente não tenho qualquer dúvidas em afirmar que os Pacers rechearam o seu rooster de bons jogadores para poderem lutar pelo título da conferência Este e assim disputar as finais da competição. No final do mês de Setembro, o Presidente da equipa Larry Bird afirmou que a equipa poderá lutar pelo título. O base Lance Stephenson afirma exactamente o mesmo e corrobora a minha opinião. “We can be great,” Stephenson said. “We’ve got five good players. We’ve got a bench. We’ve got everything that we need. I think this team is a team that can win the championship. We’ve got better players. We’ve got a lot of players coming back. Our team is great. We’ve got a lot of players here that can help us win the championship.”

Se desportivamente tudo corre bem à equipa do estado de Indianápolis, ao nível do business da equipa, as coisas poderão azedar já neste mês de Novembro. Até ao final do mês, as equipas começarão a desenhar as próximas temporadas visto que será até dia 30 de Novembro terão que ser assinadas as extensões de contratos dos seus jogadores. Jogador que não assine extensão de contrato pela equipa pela qual jogue, ou será trocado até ao final da época por outro em semelhantes condições ou sairá a custo zero da equipa no próximo verão.

No caso de Indiana, existem 4 preocupações em cima da mesa. A equipa atingiu este ano o tecto máximo da Liga ao nível salarial. O tecto da Liga para este ano é de 58.6 milhões de dólares (para mais explicações sobre o cálculo do tecto máximo salarial da liga ver aqui) e de cerca de 71.7 milhões de dólares para evitar o pagamento de imposto de luxo por parte das equipas. O imposto de luxo na liga é calculado por escalões:

  • Portion of team salary $0-$4.99 million over tax level:          $1.50 for $1
  • Portion of team salary $5-$9.99 million over tax level:          $1.75 for $1
  • Portion of team salary $10-$14.99 million over tax level:      $2.50 for $1
  • Portion of team salary $15-$19.99 million over tax level:      $3.25 for $1
  • Rates increase by $0.50 for each additional $5 million of team salary above the tax level

Por “Portion of team salary” entende-se uma violação aos 71.7 milhões de nível máximo permitido sem pagamento de imposto de 1 dolar a 4.99 milhões. Por cada dólar a mais, 1.5 de imposto. As restantes portions dizem respeito a violações salariais maiores. Ou seja, quem quer gastar mais, terá que dispender mais dinheiro para pagar impostos de luxo.

Voltando ao caso de Indiana, como aqui se pode ver, a equipa tem 3 dos seus mais importantes jogadores em fim de contrato. Danny Granger, Paul George e Lance Stephenson estão sem contrato para a próxima época. Indiana tem aqui alguns casos bicudos por resolver. Danny Granger continuará a ser merecedor dos 14 milhões de dólares que aufere depois de um ano e meio de lesão? Paul George terá de passar obrigatoriamente, dado o estatuto que construiu na época passada na equipa, dos 3 milhões que actualmente aufere para um valor a rondar os 12 milhões de dólares? Irá Indiana abdicar de Granger já para renovar com George? Poderá Granger ser trocado? Quanto ao caso de Lance Stephenson, creio que este é o menor dos problemas. Deverá renovar pelos Pacers.

Philadelphia 76ers

Carter Williams

Michael Carter-Williams chegou, viu e venceu. O nº1 do draft de 2013 chegou à liga rotulado como um base (demasiado alto para base é certo; tem 1,98m) fantástico ao nível de organização, com uma razoável capacidade de tiro (exterior principalmente) e com números bastante completos ao nível de roubos de bola e ressaltos. Na sua estreia contra Miami quase conseguiu um quadro-duplo (10 ou mais pontos, assistências, ressaltos de bola, roubos de bola ou abafos) com 22 pontos (4 lançamentos de 3 pontos; 12 assistências, 7 ressaltos e 9 roubos de bola) – sabendo que na história da NBA apenas existiram 5 ou 6 quadro-duplos, podíamos estar perante a ascenção de mais um record na Liga: um quadro-duplo na estreia na liga de um jogador, de uma equipa que ficou de fora dos playoffs do ano passado contra a equipa campeã.

Philadelphia viu sair dois jogadores no Verão. Jrue Holliday rumou aos New Orleans Pelicans e Andrew Bynum rumou aos Cavaliers. De Bynum nem bom vento nem bom casamento. O antigo poste dos Lakers não singrou em Philadelphia, fruto das imensas lesões que não o permitiram competir a 100%.

Está mais que visto que a estratégia para os próximos anos irá girar à volta de Carter-Williams e Evan Turner, o shooting-guard que procura este ano a sua afirmação como estrela da Liga. A equipa irá executar um re-build à volta destes dois jogadores. A equipa não fez grandes aquisições. Em teoria, no início da época, os Sixers não eram candidatos aos playoffs. Detroit, Cleveland e Toronto, equipas cujo rebuilding já se arrasta desde algumas épocas para cá, apareciam com melhores possibilidades de lutar pelas vagas que Celtics e Hawks, por incapacidade dos seus actuais plantéis, irão deixar. A melhor aquisição da equipa acabou por ser Tony Wroten base contratado a Memphis, jogador que este ano já conseguiu ascender à fasquia de 11.5 pontos de média. Ao nível de jogo interior, poderão contar com um Spencer Hawes que tem andado muito inspirado este ano. Não sou um admirador do jogo de Hawes mas reconheço-lhe um grande potencial ofensivo e uma particularidade especial que nem todos os postes tem: conseguir lançar com eficácia com as duas mãos, a várias distâncias, no centro do garrafão ou nas laterais.

Playoffs? Vamos ver como corre.

Miami Heat

Miami

Os Campeões entram na nova temporada com o mesmo objectivo com que terminaram a anterior: reconquistar os anéis. Não existe muito que possa escrever sobre esta equipa. A espinha dorsal da equipa manteve-se à excepção de Mike Miller. O extremo foi amnistiado (dispensado a custo zero) e assinou pelos Memphis Grizzlies. Os 6,2 milhões que a amnistia de Miller deu aos cofres de Miami permitiu enriquecer a equipa com 3 jogadores novos: Greg Oden, Michael Beasley e Roger Mason Jr.

Recordo que Greg Oden é uma das histórias mais infelizes na Liga. Escolhido como #1 do draft de 2007 pelos Portland Trail Blazers, teve o azar de se lesionar na Summer League de 2007. Parou toda a época. Desde aí nunca mais se viria a reencontrar. De sala de operações em sala de operações (5 desde 2007) seria dispensado pelos Blazers. Depois de muitos meses em que este garantia ter condições para voltar à Liga, Miami decidiu dar-lhe uma oportunidade na sua equipa. Ainda não efectuou qualquer partida.

Michael Beasley é efectivamente um dos jogadores com menos cabeça na liga. Escolhido atrás de Derrick Rose no #2 do draft de 2009, precisamente por Miami, não conseguiu valer esse estatuto na Liga. Extremo de lançamento fácil e eficaz, com um atleticismo enorme que lhe permite aparecer demasiadas vezes debaixo do cesto. Bom lançador de 3 pts. Contudo, Michael Beasley não se impôs em nenhuma das equipas por onde passou (Heat, Suns e Timberwolves) fruto da sua inconsistência enquanto jogador. Volta a Miami para uma 2ª oportunidade. Para já, não tem saído do banco.

LeBron James e Dwayne Wade – O primeiro parece em má forma. Casou-se no verão e confessou não se ter preparado bem para a nova temporada. Continua a ser uma espécie de “faz tudo” da equipa – Deambula entre a posição 1 e a posição 4. Não está tão expressivo neste início de época como nas épocas anteriores. Mais lançador. Ontem atingiu um novo record. Wade está em forma e tem sido para já o jogador em mais destaque na equipa comandada por Erik Spoelstra.

Norris Cole – Confesso que também não sou apreciador deste jogador. Joga sem pressão. Com James, Bosh, Allen e Wade na equipa, jamais lhe será imputada a culpa por alguma derrota da equipa. Gostaria de ver este jogador jogar mais noutra equipa como starter para poder aferir se a qualidade de tiro que ostenta bem como a velocidade que mete na organização de jogo da equipa é verdadeira ou não passa de uma ilusão gerada pelo facto de alinhar na equipa campeã.