NBA 2013\2014 #42

1. No rescaldo dos 61 pontos de LeBron James (recorde de carreira e da história do próprio franchise):

22 field goals em 33 tentativas. Eis os spots:

james

Para quem não é um triplista nato mas vem a melhorar muito nas últimas épocas nesse sentido, os 8\10 realizado ontem beyond the arc é assustador, principalmente os 6\7 daquela posição mais à esquerda.

2. Bulls @ Brooklyn Nets

Prefiro atribuir a desastrosa exibição dos Bulls ontem no Barclays Center ao cansaço. A equipa vinha de 4 vitórias bem suadas frente a Hawks (fora 107-103), Warriors (casa 103-83), Mavericks (100-91 fora) e Knicks (casa 109-90). Denominador comum a todas essas vitórias foram as prestações dos dois postes (Noah com 2o pts e 12 ressaltos frente aos Hawks e 12 pontos, 13 ressaltos e 14 assistências; record de franchise para um poste; 5th triplo-duplo da carreira para Noah, frente aos Knicks; Taj Gibson com 21 pontos frente aos Warriors e 20 pontos e 15 ressaltos contra os Mavs; vindo do banco em ambos os jogos).

Ontem não pudemos assistir nem à boa exibição de um nem à boa exibição de outro. Com um fantástico Joe Johnson do outro lado (19 pontos\7\11 fgs e 3\4 em triplos) a exibição dos Bulls foi um desastre. A equipa cometeu 28 turnovers durante a partida, número que por si só aniquila qualquer hipótese de uma equipa de basquetebol vencer uma partida. Péssimos no capítulo do passe, péssimos a gerir o tempo de ataque, péssimos nas recepções, a cometer muitas faltas na defesa, os Bulls entregaram o jogo de mão beijada aos Nets que, por sua vez, também não fizeram um jogo por aí além na ausência de Kevin Garnett.

3. Duas notícias interessantes:

Steve Nash

Steve Nash não deverá jogar mais esta temporada. Fim de carreira à vista?

Steve Nash 2

jabbar

2.2 Steve Aschburner afirma no Hangtime que Kareem Abdul-Jabbar está a ponderar adquirir parte dos Milwaukee Bucks para terminar com a especulação em torno do futuro do franchising.Jabbar jogou os seus primeiros 6 anos da carreira em Milwaukee.

3. Antevisão da free-agency:

  • Indiana Pacers

Lavoy Allen, Rasual Butler e Orlando Johnson deverão ser jogadores livres durante o verão. Donald Sloam tem team option na ordem do milhão de dólares que deverá ser exercida

Andrew Bynum também não tem contrato para 2014\2015 mas a renovação deste será equacionada só no final da temporada pela equipa de Indianápolis.

Lance Stephenson termina contrato e é o único dossier no qual a equipa terá que ter algum cuidado. Stephenson já afirmou que qualquer mais qualquer coisa do que um contrato de 15 milhões de dólares por temporada. Poderá ser um dos free-agents mais cobiçados do verão. Indiferentemente do que proponha ao jogador, Indiana estará sempre acima do tecto salarial previsto visto que já tem cativos 63 milhões para a próxima temporada. Contudo, quanto mais oferecer ao jogador irá subir as penalizações a pagar pela equipa de Larry Bird.

  • LA Clippers

Willie Green tem team option mas não é nem de perto nem de longe um jogador fulcral na manobra da equipa. Ryan Hollins também se poderá tornar free-agent. Não são dossiers que tirem do sério os dirigentes da equipa.

  • LA Lakers

Pau Gasol, Chris Kaman, Jordan Hill, Jodie Meeks, Chris Duhon, Marshon Brooks, Jordan Farmar, Xavier Henry, Wesley Johnson e Kent Bazemore não tem contrato assegurado.

Nick Young tem player option e deverá continuar em Los Angeles a não ser que alguém lhe ofereça mais dinheiro ou um lugar no 5 titular. Os Lakers tem team option sobre Kendall Marshall e deverão exercê-la visto que o jogador tem jogado a alto nível e é até um dos melhores ao nível de assistências da liga com 9.4. Com estes dois, os Lakers tem 5 jogadores sob contrato para a próxima temporada. É praticamente certo que Jordan Hill, Jodie Meeks e Jordan Farmar renovem o que perfaz 8 jogadores. Os restantes 5 virão do draft, estando a equipa de LA em posição para ir buscar um top-5 garantidamente na 1st pick e na free-agency, onde a equipa irá querer reconstruir a equipa com algumas unidades que acrescentem valor e possam ajudar ao regresso de Kobe Bryant ao mais alto nível. Os Lakers terão 18 milhões (até ao tecto salarial) para gastar na próxima temporada.

Os Lakers irão esperar pelo verão para ver com quem é que podem reconstruir a sua equipa.

Certo é que Pau Gasol deverá mudar de ares. A família Buss bem tentou no passado mês de Fevereiro por o espanhol a andar para Phoenix por troca com Okafor mas a equipa de Phoenix acabou por roer a corda. O mesmo deverá acontecer também com Chris Kaman, Chris Duhon, Marshon Brooks, Xavier Henry, Wesley Johnson e Kent Bazemore.

  • Memphis Grizzlies

Mike Miller, Fab Melo, James Johnson, Nick Calathes, Beno Udrih (dispensado pelos Knicks nos últimos dias, assinou pela equipa de Memphios) não tem contrato previsto para a próxima época.Creio que apenas o grego irá renovar porque é visto como um jogador de futuro dentro da equipa e visto que no próximo ano a equipa não só estará acima do tecto salarial máximo como ainda tem várias questões para resolver ao longo da temporada. O regresso de Mike Miller não correspondeu às expectativas idealizadas pelos dirigentes de Memphis e Beno Udrih está claramente só de passagem.

Além do mais, para o ano os Grizzlies tem um cap subscrito de 64 milhões e ainda terão que lidar com a renovação ou não de Zach Randolph.

  • Miami Heat

Player options serão activas pelas grandes estrelas da companhia. Bosh, Wade, James e Haslem irão renovar os seus respectivos contratos mais tarde ou mais cedo. O mesmo deverá acontecer com o base Mario Chalmers e Shane Battier.

Ray Allen termina contrato, não se sabendo para já se irá renovar por mais 1 ano ou se irá terminar carreira. O jogador de 38 anos ainda não se pronunciou publicamente sobre o seu futuro.

Toney Douglas, James Jones deverão ser jogadores livres no próximo verão.

Por resolver continuarão os casos de Greg Oden (depois do período de recuperação à qual o jogador de 26 anos foi sujeito pela equipa, já alinhou 14 partidas esta temporada e está a ser inserido dentro da rotação da mesma) estando os dirigentes de South Beach à espera de observar até onde é que Oden é capaz de ir…

Michael Beasley deverá renovar com a equipa de Miami visto que foi inserido com algum exito dentro da rotação da equipa.

to be continued…

4. Stephen Curry vs Mark Jackson

Jogador e treinador entraram numa paródia numa sessão de treinos da equipa e o antigo jogador dos Knicks, Clippers, Pacers, Nuggets, Raptors, Jazz e Rockets, rookie of the year de 1988, desde 2011 o treinador da equipa de Oakland, provou que mesmo aos 49 anos ainda dava uma perninha na NBA como lançador de canto.

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NBA 2013\2014 #37

Tardio. Para quem não tenha visto em directo na madrugada de domingo para segunda, aqui fica.

2. Passado que está o all-star game, vem aí o deadline day. O “mercado” de trocas fecha no dia 21. Nos últimos dias, a liga tem assistido à plantação de vários rumores e às declarações de interesses de várias equipas. Algumas tentam desfazer-se de jogadores que terminam contrato no verão para poderem ganhar alguma coisa com eles ou poderem livrar salários do seu cap de forma a poderem atacar jogadores livres em Julho enquanto outras ainda procuram uma mais-valia para o seu plantel. Eis a análise aos rumores que tenho visto nos últimos dias:

2.1 O Hangtime publicou há minutos que Sacramento Kings e Brooklyn Nets estão em negociações avançadas tendo em vista a troca do base Marcus Thornton pelo SG Jason Terry e pelo poste Reggie Evans.
A mesma fonte referiu que a equipa de Sacramento também está a negociar Jimmer Fredette com várias equipas.

2.2 – Regresso a Nova Iorque?

Lin

Jeremy Lin poderá voltar à casa que o viu despontar para a liga na época 2011-2012. O Hangtime não afirma para já se os Knicks apresentaram alguma oferta aos Houston Rockets para fazer regressar o base. Durante esta temporada, foi notória a ausência de um base organizador de jogo na equipa de Nova Iorque. Lin encaixa bem no perfil desejado para a posição pela equipa de Nova Iorque. Poderão estar aqui a preparar o futuro, já que esta temporada está irremediavelmente perdida.

2.3 – Utah gostaria de contar com Rajon Rondo quando o base regressar de lesão. Os Celtics estão interessado em Gordon Hayward. O base dos Jazz é insuficiente para os Celtics. Há um rumor que afirma que os Celtics ofereceram Jeff Green aos Celtics na troca por Hayward e escolhas de draft, proposta que foi rejeitada pelos Jazz pelo simples facto de não estarem interessados no extremo da equipa de Boston.

2.4 Dalton Russell escreve na Yahoo Sports (sports.yahoo.com/news/chicago-bulls-eyes-thunder-39-russell-westbrook-derrick-163900222–nba.html) a possibilidade de Chicago avançar para a contratação de Russell Westbrook enquanto Derrick Rose recupera de lesão. Este rumor não tem fundamento porque:

  • Depois da troca de Luol Deng, as contas de Chicago estão a ser feitas ao cêntimo para a equipa poder evitar o 2º ano consecutivo a pagar luxury tax. Pagando luxury tax nesta e na próxima época, a equipa de Chicago seria penalizada com mais impostos. O motivo que levou à troca com os Cavs foi precisamente a necessidade de salvaguardar a possibilidade de não pagar luxury tax esta época para poder limpar o “histórico” na próxima e, assim poder ultrapassar o tecto salarial máximo imposto pela liga nas próximas 2 épocas sem haver direito a penalização. Creio portanto que a possível contratação de Russell Westbrook por um pacote salarial nunca inferior a 100 milhões de dólares por 5 temporadas ou 80 milhões por 4 temporadas iria anular por completo a estratégia delineada na troca de Deng.
  • Derrick Rose continua a ser a aposta da equipa apesar das lesões. Não faria sentido nenhum contratar Russell Westbrook para jogar apenas por uns meses na equipa. DJ Augustin entrou muito bem na equipa. Perante a possibilidade da equipa não renovar com Kirk Hinrich no final da temporada, o base deverá ser brindado com uma proposta de renovação até 8 milhões de dólares por 2 temporadas (4M\época) para ser o titular da equipa na próxima temporada até à re-inserção de Rose e 6th man quando o #1 reassumir a sua posição. Resta saber que se alguém na liga estará na disposição de lhe dar melhores condições salariais e o estatuto de titular.
  • Os Thunder não irão abdicar de uma das suas maiores estrelas por tuta e meia. Se existir algum interesse da equipa de Oklahoma num jogador de Chicago, só poderá ser em Joakim Noah visto que seria a master pièce no 5 base de Oklahoma City. O francês é neste momento inegociável para Chicago.

love

2.5 – Os Dallas Mavericks poderão estar a preparar uma investida sobre Kevin Love dos Minnesota Timberwolves. Vários rumores tem afirmado que o poste poderá juntar-se aos Lakers no final do seu contrato com os Wolves ou seja, em 2015\2016. Os Lakers poderão antecipar esse cenário caso apresentem uma boa proposta à equipa do Estado de Minnesota na próxima época. Até lá, não dispõe de qualquer elemento sob contrato capaz de satisfazer as pretensões dos Timberwolves. O dinheiro não parece ser problema para Mark Cuban. O problema põe-se quanto ao pacote de jogadores que Dallas poderá oferecer aos Wolves sabendo que estes não irão querer a ficar a perder no negócio. Se Vince Carter e Shaun Marion são demasiado velhos para encaixar no “modelo jovem” composto pela equipa de Mineapolis, outros jogadores que poderão ser oferecidos como Monta Ellis ou o base Calderón não interessam à equipa visto que seriam jogadores demasiado caros para estarem tapados pelos titulares da equipa (Kevin Martin e Ricky Rúbio respectivamente).

2.6 – O Bleacher Report avança que, mês e meio depois de ter sido contrato pelos Cavs, Luol Deng poderá ser trocado ou mesmo dispensado pela equipa de Cleveland.Como Luol Deng se irá tornar free-agent no final da temporada, os Cleveland Cavaliers temem não ter capacidade financeira para segurar o extremo em Cleveland. Como tal, poderão testar já as ofertas de eventuais interessados no jogador.

3. Análise

Bleacher Report – Adam Fromal sobre o rookie de Milwaukee Gianni Antetokounmpo. Facto incrível mencionado sobre a evolução do jovem de 19 anos na equipa de Milwaukee foi o crescimento (em altura) obtido nos meses em que está com a equipa.

4. Injury Depot

4.1 Tony Parker – San Antonio Spurs – 2 jogos – lesão no queixoApesar da ausência do base, os Spurs venceram os Los Angeles Clippers esta madrugada no Stapples Center num jogo em que Tim Duncan fez 17 pontos, 7 assistências e 13 ressaltos e o italiano Marco Belinelli voltou a confirmar o seu melhor momento da temporada com 20 pontos.

4.2 LaMarcus Aldridge – Portland Trail Blazers – 1 semana.

4.3 – Isaiah Thomas – Sacramento Kings – indeterminado.

4.4 Dion Waiters – Cleveland Cavaliers – indeterminado.

5. Extra-NBA.

A TNT colocou um dos seus actuais comentadores, o antigo basquetebolista Charles Barkley a entrevistar o presidente Norte-Americano Barack Obama. Aqui fica um excerto da entrevista na qual o comentador e o presidente falaram sobre Basquetebol e Política.

NBA 2013\2014 #35 (All-Star Weekend)

all-star

Realiza-se este fim-de-semana em New Orleans no Smothie King Center o All-Star Weekend, a festa que a NBA oferece todos os anos aos seus fãs a meio da temporada. O programa oficial do evento contempla o jogo entre personalidades famosas (neste momento estou a ver esse jogo), o jogo entre rookies e sophomores da liga (hoje às 2 da manhã com transmissão na Sporttv), a noite de skills (bases, 3 pts, shooting stars e afundanços; amanhã à 1 da manhã) e o all-star à meia noite de domingo para segunda-feira. O evento também terá outros eventos menores como as festas que alguns jogadores dão durante o fim-de-semana, o jogo entre os all-star da D-League ou as inúmeras iniciativas do NBA Cares junto da comunidade de New Orleans.

Passo às apresentações dos eventos:

1. Rising Stars Challenge – dentro de momentos.

No jogo que põe frente-a-frente duas equipas constituídas por jogadores que actuam pelo primeiro e segundo ano na liga, formaram-se duas equipas: a equipa Hill e a equipa Webber, orientadas precisamente por Grant Hill e Chris Webber.

A equipa Hill é composta por:

  1. Damian Lillard (Portland, Soph)
  2. Bradley Beal (Washington, Soph.)
  3. Andre Drummond (Detroit, Soph.)
  4. Harrison Barnes (Golden State, Soph.)
  5. Terrence Jones (Houston, Soph.)
  6. Giannis Antetokounmpo (Milwaukee, Rookie)
  7. Jonas Valanciunas (Toronto, Soph.)
  8. Dion Waiters (Cleveland, Soph.)
  9. Miles Plumlee** (Phoenix, Soph.) – este substitui o lesionado Pero Antic de Atlanta.

A equipa de Chris Webber por sua vez é composta por:

  1. Anthony Davis (New Orleans, Soph.)
  2. Michael Carter-Williams (Philadelphia, Rookie)
  3. Tim Hardaway Jr. (New York, Rookie)
  4. Trey Burke (Utah, Rookie)
  5. Jared Sullinger (Boston, Soph.)
  6. Mason Plumlee (Brooklyn, Rookie)
  7. Victor Oladipo (Orlando, Rookie)
  8. Steven Adams (OKC, Rookie)
  9. Kelly Olynyk (Boston, Rookie)

2. Sábado

2.1 Shooting Stars

Cada conferência tem duas equipas. As equipas são compostas por um jogador que actualmente alinha numa equipa da respectiva conferência, um antigo jogador e uma jogadora da WBNA nas mesmas circunstâncias.

  • O objectivo do jogo obriga os 3 atletas a conseguirem lançar com eficácia de 4 posições marcadas no terreno (termina com um lançamento do meio-campo).
  • Até ao último lançamento cada atleta lança da posição no terreno que lhe for designada.
  • No último lançamento, todos podem tentar marcar do meio-campo. O relógio só para quando a equipa marcar os 4 lançamentos.

Equipas:

Conferência Este:

> Team 1: Tim Hardaway Jr. (NYK); Tim Hardaway Sr. (Legend); Elena Delle Donne (Chicago Sky)
> Team 2: Chris Bosh (MIA); Dominique Wilkins (Legend); Swin Cash (Chicago Sky)

Conferência Oeste:

> Team 1: Stephen Curry (GS); Dell Curry (Legend); Becky Hammon (San Antonio Stars)
> Team 2: Kevin Durant (OKC); Karl Malone (Legend); Skylar Diggins (Tulsa Shock)

As equipas de cada conferência jogam uma contra a outra na 1ª fase, sendo a final disputada entre as vencedoras de cada conferência.

3. Taco Bell Skills Challenge

goran dragic

O esloveno Goran Dragic (Phoenix Suns) é um dos grandes candidatos à vitória no duelo entre bases.

EASTERN CONFERENCE:
> Team 1: Giannis Antetokounmpo, Milwaukee; DeMar DeRozan, Toronto
> Team 2: Michael Carter-Williams, Philadelphia; Victor Oladipo, Orlando

WESTERN CONFERENCE:
> Team 1: Trey Burke, Utah Damian Lillard, Portland
> Team 2: Goran Dragic, Phoenix; Reggie Jackson, Oklahoma City

O Challenge de habilidades procura descobrir o base com mais perícia da liga. Pela frente, os atletas terão um circuito de obstáculos onde terão que arrancar em velocidade, executar um slalom, fazer 2 tipos de passe (picado e passe de peito) e lançar ao cesto, isto tudo, no menor tempo possível. Até este ano a competição era disputada individualmente. Em New Orleans, os jogadores irão fazer equipas de 2, sendo que o tempo acumulado diz respeito às 2 voltas realizadas pelos atletas. A equipa vencedora de cada conferência disputa a final. Na minha opinião, esta alteração tirou metade da piada à prova.

4. three-point contest

Os atiradores desta liga serão postos à prova.

  • 5 racks.
  • 4 deles contem 4 bolas laranjas e uma bola às cores.
  • Cada bola laranja vale 1 ponto.
  • Cada multicolor vale 2 pontos.
  • O 5º rack é composto por 5 bolas multicolores.
  • Cada atleta pode colocar o 5º rack numa das 5 posições designadas pela organização.
  • Cada atleta tem 1 minuto para atirar as 25 bolas.

EASTERN CONFERENCE:
> Arron Afflalo, Orlando
> Bradley Beal, Washington
> Kyrie Irving, Cleveland
> Joe Johnson, Brooklyn

WESTERN CONFERENCE:
> Marco Belinelli, San Antonio
> Stephen Curry, Golden State
> Damian Lillard, Portland
> Kevin Love, Minnesota

Os atiradores do Este competem entre si enquanto os do Oeste fazem exactamente o mesmo. Os vencedores de cada conferência disputam a final. Em caso de empate nas eliminatórias, há lugar a um desempate de 24 segundos.

5. Slam Dunk

Sprite Slam Dunk

EASTERN CONERENCE:
> Paul George, Indiana Pacers
> Terrence Ross, Toronto Raptors
> John Wall, Washington Wizards

WESTERN CONERENCE:
> Harrison Barnes, Golden State Warriors
> Damian Lillard, Portland Trail Blazers
> Ben McLemore, Sacramento Kings

Em relação ao tradicional modelo que regulamentava esta competição, existem algumas diferenças a salientar. Até à edição deste ano, cada atleta tinha direito a dois ensaios, vencendo aquele que obtivesse a maior pontuação do juri. Na edição deste ano a organização decidiu baralhar as contas do concurso de afundanços com um sistema assente em duas rondas: uma ronda freestyle e uma ronda de batalha.

  • Na ronda freestyle, os 3 participantes de cada conferência tem 90 segundos para mostrarem o que prepararam em casa. Cada um dos participantes por conferência tem que afundar pelo menos uma vez. Depois de realizados os afundanços, um painel de 3 juízes vota na melhor prestação realizada, ou seja, nos atletas do Este ou Oeste. A conferência mais votada tem direito a escolher a ordem de saída da ronda de batalha.
  • Na ronda de batalha, existe um duelo individual 1×1 entre os atletas de ambas as conferências. Cada um executa um afundanço. Os juízes escolhem aquele que acharam melhor. Quem reunir mais votos, marca um ponto. A conferência vencedora será aquela que marcar 3 pontos

Estas novas regras foram criadas com o intuito de proporcionar uma maior espectacularidade ao concurso. Haverão mais afundanços do que aqueles que haviam nos concursos realizados até aqui. A meu ver, este novo modelo também retira piada à prova. Pela primeira vez na história da liga, o lendário prémio relativo ao rei dos afundanços não será atribuído a um só jogador.

Nota: Abusiva também se deve considerar a presença de Damien Lillard em praticamente todas as provas. O base de Portland é de facto um jogador fantástico com um futuro promissor à frente mas penso que a liga (à semelhança do que fez há uns anos atrás com Kevin Durant, Dwight Howard ou Blake Griffin) não tem necessidade nenhuma de praticar estes excessos de hype em volta do jovem jogador da equipa detida pelo co-fundador da Microsoft Paul Allen.

No domingo irei apresentar o All-Star Game quando já tiver disponíveis as tradicionais fotos dos atletas que irão participar.

 

NBA 2013\2014 #32

Da jornada de sexta-feira:

A fantasmagórica exibição dos atiradores exteriores dos Clippers em Chicago. Regressado de lesão, JJ Redick logrou marcar 4 triplos em Chicago logo no primeiro período. Se no final do primeiro período, com uma primeiro período bastante bom dos Bulls, os Clippers venciam por 41-26 (pontuação record num período de uma equipa a jogar no United Center desde que Tom Thibodeau é treinador dos Bulls) a meio do 2º período, para que se tenha noção da avalanche ofensiva praticada no United Center, a equipa orientada por Doc Rivers tinha uma eficácia de lançamento de 3 pts de 90% (10 em 11). Nenhuma equipa da liga seria capaz de contrariar tamanha eficácia. Também convém salientar que no primeiro período, Carlos Boozer esteve em grande evidência com 16 pontos. Só voltaria a fazer mais 6 no 3º período. Acabou o jogo com uma eficácia de 10 em 18.

No segundo tempo, os Bulls tentaram diminuir a diferença. Alavancados por uma excelente exibição de Mike Dunleavy e Taj Gibson (fez 3 lançamentos fora do seu habitual spot de lançamento) os Bulls chegaram a reduzir a diferença para 8, sucumbindo novamente no início do 4º período, onde, habitualmente, Tom Thibodeau praticou a sua rotação by the book. Os melhores marcadores da equipa na partida (Dunleavy e Boozer) acabaram por não ser utilizados no 4º período.

Curiosa stat apresentada durante o jogo revelou que Joakim Noah subiu bastante os seus números nos 9 jogos efectuados pela equipa sem Luol Deng. Dos 10 pontos de média feitos até então, o poste francês subiu para os 14. De 9.6 ressaltos de média subiupara os 12.8 nas 9 partidas realizadas.

Apesar da derrota por 112-95, a equipa dos Bulls continuou o seu bom momento de forma na última madrugada ao bater os Bobcats em Charlotte por 89-87. 8 vitórias nos últimos 10 jogos. DJ Augustin fez season-high com 28 pontos. O base contratado por Chicago nos dias seguintes à lesão de Rose, está claramente a merecer um contrato para as próximas 2\3 épocas. O mais provável é que Chicago lhe ofereça no final do ano um contrato mínimo de veterano a rondar os 1,2 milhões de euros. Por meia temporada, Augustin está a receber 403 mil euros nos Bulls.

Depois da vitória em Chicago, os Clippers foram vencer a Toronto na madrugada de ontem. Fantástica exibição individual (career-high) do sophomore Terence Ross com 51 pontos. Nos últimos dias, jogadores a fazer mais de 40 pontos é um facto banal na liga!

Viral. Os 62 pontos de Carmelo Anthony na vitória dos Knicks sobre os Bobcats no Madison Square Garden por 125-96. Completamente onfire. Para além de ter feito praticamente metade dos pontos da equipa (e de não ter feito mais porque foi poupado por Mike Woodson a 7 minutos e meio do fim da partida) na retina fica a fantástica eficácia do #7 de Nova Iorque com 23 lançamentos certeiros em 35 tentativas, 6 triplos e 13 ressaltos.

Algumas notícias sobre a Liga:

derrick rose rule

1. A Derrick Rose Rule – novas regras contratuais de protecção aos jovens atletas que se destacam nos primeiros anos na liga para efeitos de assinatura de contratos salariais máximos.

“A Designated Player may be eligible to earn 30% of the salary cap (rather than the standard 25%) if he passes certain criteria. To be eligible, the player must be voted to start in two All-Star Games or be named to an All-NBA team twice (at any level), or be named MVP. Officially titled the “5th Year 30% Max Criteria”it has been dubbed (and is more commonly known as) the “Derrick Rose Rule” after the MVP due to the fact that when the criterion was introduced, Rose was the only player in the NBA eligible to sign the maximum extension (due to his MVP award). The reasoning for the rule is to suitably reward rookie players who are considered to be of a higher “caliber” than their peers, without restricting them to the lower (25%) salary level. A player may sign a “5th Year, 30% Max” contract before the final year of his rookie contract and before fulfilling the criteria needed to receive the 30% salary grade. Should the player fail to fulfil the criteria before the start of his Designated Player contract, he will receive the standard five year, 25% Designated Player contract. James Harde of the Houston Rockets had such a clause in his contract extension, but failed to meet the criteria. The only player in the NBA currently attempting to qualify for a full 30% contract is Paul George, who signed a provisional 30%/5 year contract in September, 2013 (George requires entry into only one further All-NBA team in the 2013-14 season, having made the All-NBA 3rd team in 2012-13)”

2. Carmelo Anthony termina contrato no verão e ainda não assinou extensão com os Knicks. O Bleacher Report hipotetiza sobre o futuro do jogador dos Knicks, se bem que creio que Carmelo vai renovar com os Knicks.

Se não o fizer, a única equipa minimamente atractiva com cap suficiente para albergar o seu salário são os Lakers. A equipa de Los Angeles terá no próximo verão cerca de 27 milhões para gastar até atingir o tecto salarial máximo. Melo não irá assinar por menos de um pacote de 100 milhões por 5 anos ou 85 milhões por 4 anos. O único problema que surge para a equipa de Los Angeles é que só tem 3 jogadores subscritos para a próxima época (Kobe Bryant, Steve Nash e Robert Sacre) e uma player option nas mãos de Nick Young para a época 14\15. A contratação de Carmelo irá impreterivelmente obrigar a equipa de Los Angeles a ultrapassar o seu tecto salarial e consequentemente a ter que pagar luxury tax para compor o resto do seu plantel (8 jogadores), brincadeira que não sairá barato à família Russ.

3. A Liga aprovou excepções salariais (o jogador ser pago mas parte do seu salário ser deduzido no cap da equipa) para os Atlanta Hawks e Milwaukee Hawks em virtude das lesões prolongadas no tempo de Al-Hortford e Carlos Delfino (Adrian Wojnarowki\Yahoo Sports)

4. O fenómeno do Tanking voltou a estar em destaque nos últimos dias. Por Tanking designa-se o acontecimento em que uma equipa da NBA perde jogos de forma propositada para poder ir à lotaria do draft em condições de poder ficar num dos primeiros lugares do mesmo e assim poder começar um rebuild (reconstrução de plantel) com epicentro num talentoso rookie.

NBA 2013\2014 #27

Mais uma derrota no United Center para Chicago. Péssimo 4º período dos Bulls. Muitos lançamentos falhados, muitas penetrações falhadas, muitos ressaltos que estiveram nas mãos de Noah e resvalaram para o lado contrário, alguns turnovers de Kirk Hinrich, Luol Deng e Noah e sobretudo muita desinspiração na hora de lançar. Mesmo quando a equipa estava a 4 pontos e Deng estava a atacar bem ao cesto, os pontos não apareceram. No outro lado os pick and rolls de Greivis Vasquez e Jonas Valenciunas foram o móbil da reviravolta – o lituano esteve muito bem com 15 pontos e 9 ressaltos – e John Salmons voltou a fazer das suas em Chicago (quando vem a Chicago resolve sempre o jogo).

Mérito para Toronto, demérito para Chicago. Thibodeau terá que trabalhar muito mais este o seu 5 base. Sem Mike Dunleavy. Não é, nunca foi e nunca será titular, assim como nunca será jogador para fazer penetrações – urge ao treinador dos Bulls pré-designar um papel à altura do seu 6 que, na minha modesto opinião, é de apanhar a bola e lançar (a típica designação de catch and shoot)

1\4 – vou agora ver o último jogo do dia – Bucks @ Lakers.

NBA 2013\2014 #10

O incidente a meio da partida que envolveu Amare Stoudamire, Andrea Bagnani e Kevin Garnett.

Algo me diz que isto vai acabar mal. Diz-me a experiência que para vencer a NBA, é  necessário que as equipas tenham no seu seio uma simbiótica estratégia desportiva e financeira. Nessa estratégia, é mister que os dirigentes das equipas acautelem objectivos a curto prazo (para uma época) a médio prazo (para as próximas 2 épocas) e a longo prazo, plano estratégico fundamental para garantir a sustentabilidade futura da organização. Para isso acontecer incorrem dois factores fundamentais: a constituição de equipas competitivas que respeitem a aquisição\troca de jogadores com base numa crescente melhoria de rendimento desportivo ao melhor preço possível e a aquisição de um staff que saiba lidar com todas as situações que a liga oferece a cada dia de competição.

Todos os projectos que conheci até hoje na liga (já lá vão mais de 15 anos de NBA a sério) construídos no modelo com o qual está actualmente a ser construída a equipa de Brooklyn raramente redundam em sucesso. O primeiro projecto que vi ser construído nesses moldes foi o célebre projecto de Indiana nos meados dos anos 90 que visava juntar uma catrefada de “estrelas” da Liga para ofuscar a brilhante geração de Chicago. Para quem não é desse tempo, falo da geração de Reggie Miller, geração essa cujo basketball de então a considerava ser milimetricamente construída para parar os Bulls nos playoffs. Certo é que essa geração esteve muito próxima de parar a grande geração da wind city numa final de conferência este. Jordan e Pippen souberam à boa moda do basketbolês contornar a situação e dizer presente no momento certo, ou seja, nos 6º e 7º jogo daquela série disputada em 1997. Anos mais tarde conheci a geração de Washington, geração essa construída em torno do regresso de Jordan. O velho Jordan, desrotinado, metade do jogador que 3 anos antes tinha sido campeão pela 6ª vez em 8 anos (nesta frase há que considerar que Jordan só não foi campeão nos 8 anos porque após a morte do pai decidiu eternizá-lo com a sua repentina passagem pelo baseball, modalidade a qual o pai tinha sido jogador) reapareceu amortalhado na equipa da capital num projecto que se previa vencedor mas que, no lavar dos cestos em 2003, não pôs os pés nos playoffs. O projecto Jordan acabaria por custar aos Wizards (apelido dado à equipa no início da era jordan) uns anitos a ver os outros jogar nos playoffs, tendêKoncia que só seria contrariada quando apareceu um azarado Gilbert Arenas na 2ª metade da década. Mais do mesmo aconteceu uns anos depois quando os então campeões Miami Heat (2006) decidiram juntar a Dwayne Wade um tal de Shaquille O´Neal, quando os Rockets juntaram Tracy McGrady a gente como Yao Ming, Shane Battier, Rafer Alstom e não cheiraram nadinha em 3 épocas ou quando, noutra paragem dos Estados Unidos, um projecto que se previa ambicioso (Seattle Supersonics) e que juntava gente (Rashard Lewis, Ray Allen) que mais tarde viria a ser campeã noutras paragens (excepção feita a Kevin Durant) expirou na extinção da mítica equipa do Noroeste Americano. Mais recentemente, em Los Angeles, o que se previa a construção de uma “equipa campeã” nos Lakers com a junção de Steve Nash e Dwight Howard a jogadores consagrados como Kobe Bryant ou Pau Gasol, acabou por redundar num enorme fracasso que está a ser “pago” pela equipa nesta temporada.

Certo também que no meio deste processo, existem equipas que tentam construir equipas ambiciosas mas nada consegue. Exemplos disso são as sucessivas investidas ambiciosas que Bulls, Knicks, Clippers e Bucks fizeram na últimada década ao tentarem melhorar as suas equipas de ano para ano para conseguir o objectivo de pisar uma final da NBA. Os resultados dessas mesmas equipas tem estado aquém do esperado, mas não se pode dizer até agora que tais esforços tenham fracasso ou tenham posto em causa o futuro das respectivas organizações.
Está claro que existem exemplos de sucesso nos mesmos moldes: os Boston campeões em 2008. Os Heat bicampeões em título. Forças da natureza em acção que não falham nos momentos certos.

Nem todos os exemplos são assim. O que aqui quero escrever é o modo como estruturas equilibradas se tem tornado exemplos de sucesso. Falo portanto de modelos como o  modelo Popovych nos Spurs construído na consolidação de uma estrutura assente durante uma década no trio Parker-Ginobili-Duncan e sucessivamente melhorada por gerações de jogadores que souberam ter um espírito de equipa fantástico como Bruce Bowen, Matt Boner, Gary Neal, Danny Green, Robert Horry, Antonio McDyess, Luis Scola, Thiago Splitter, Stephen Jackson e por adiante. Falo de modelos como o que Detroit construiu no início da década passada (Prince, Ben Wallace, Rasheed Wallace, Chauncey Billups, Jason Maxiell, Nazr Mohammed, novamente Antonio McDyess, Richard Hamilton, Lindsay Hunter) que conseguiu o título em 2004 quando ninguém na altura o previa ou, actualmente, a estrutura equilibrada e continuada que Indiana está a construir com a consolidação de uma equipa que começou centrada nas escolhas de Roy Hibbert e Danny Granger em dois drafts e continuada com sucessivas aquisições de jogadores e do próprio treinador Frank Vogel (DJ Augustin, Paul George, Ian Mahimni, Luis Scola, David West, Paul George, CJ Watson, etc) durante alguns anos (traçando objectivos progressivos consoante as reais capacidades dos planteis que a equipa possuiu) até ao sucesso in loco que hoje podemos observar quando olhamos a tabela classificativa da conferência este.

Com a mudança da equipa de New Jersey para Brooklyn, seria intenção da organização dos Nets apagar os fantasmas do passado. O franchising respirou alguns momentos de glória quando na sua equipa contava com gente como Jason Kidd ou Stephen Marbury e durante alguns anos cheirou de perto o título da NBA. Nunca o conseguiu. Quando a dupla Jay Z\Prokhorov pegou na amorfanhada equipa da margem esquerda do Rio Hudson e a tirou do vício de Atlantic City para o poderoso bairro do Brooklyn, todo o mundo da NBA assistiu um incrível show-off, típico da liga, que tentou vender Brooklyn como o apogeu da nova oligarquia que tinha como objectivo conquistar a liga a todo o custo, fazendo o pleonasmo. Com uma dúzia de malas com notas, Prokhorov prometeu tudo: Wade, James, Bryant, Howard, todo o mundo de arco-iris que só os biliões de rublos jorrantes em abundância poderiam juntar na mesma equipa. A aposta saiu um bocado ao lado. No primeiro ano, Howard decidiu ir para Los Angeles apesar da proposta feita pelos Nets ser melhor do ponto de vista contratual. Wade e James passaram ao lado da questão. Bryant fez ouvidos moucos. O melhor que Prokhorov e Jay Z, o tal que canta que “se Jesus tem LeBron, eu tenho o Dwayne Wade) conseguiram juntar a um presente Deron Williams (encalacrado numa equipa sem rumo depois de uma experiência na turquia nos meses em que vigorou o lock-out dos jogadores) e a um promissor Brook Lopez foi Joe Johnson, a ascendente estrela dos Hawks. O resto foi constituído entre alguns sumíticos que transitaram da anterior equipa dos Nets (Kris Humphries, Reggie Evans) e meia dúzia de perdidos sem rumo da liga como é o caso de Andray Blatche (foi o único desta equipa que melhorou em relação aquilo que era no passado) CJ Watson, Shaun Livingstone, entre outros. Para os treinar foi contratado Avery Johnson, um tipo pelo qual até tenho alguma simpatia, cujo currículo assinalava uma presença interessante pelos Dallas Mavericks e cujo estilo de jogo até prometia uma equipa muito interessante do ponto de vista defensivo. Johnson não aqueceu muito no cargo. Decorrido o primeiro mês do campeonato, haveria de ser trocado por PJ Carlesimo que, por sua vez, também não teve espaço para construir o que desde logo se denotava a grande dificuldade da equipa: a construção de um colectivo. Carlesimo devolveu os Nets aos playoffs e foi, como não poderia deixar de ser, numa organização sem rei nem roque, despedido.

Nova voltinha.

O verão foi agitado no bairro de Brooklyn. Prokhorov e o General Manager Billy King voltaram a prometer mundos e fundos. Garnett, Pierce e Dwight Howard é para já. Wade e James no ano que vem. Olé, campeões olé, campeões olé, campeões oléeeee. 5 aneis de ouro seguido. Vladimir Putin a dizer que é a equipa mais americanoruskia de todos os tempos, um orgulho da nação, o zenit do mundo da Spalding e do crochet. E a bola nem tinha rolado. Kidd não vás para longe porque necessitamos de ti para receber o anel. Kidd é o gajo certo. Ele já foi treinador nos últimos 5 anos. Uma espécie de treinador dentro do campo. Um captain ao bom estilo da Taça Davis no ténis. Howard fez um manguito. Ó porra. Vieram Garnett e Pierce que mal se aguentavam nas canetas em Brooklyn. Juntou-se Kirilenko que mal se aguentou nas canetas nos últimos 10 anos. Tá feito. campeões olé, campeões olé, campeões olé. Vieram os primeiros jogos e eu até pensei: estes gajos jogam muito até. Vitória categórica sobre os Heat. Primeiras derrotas. Não há de ser nada. Garnett e Pierce vão para o estaleiro. Williams vai para o estaleiro. Sweating. 15 derrotas. Kidd a pedir a jogadores para lhe verter a bebida para ter um desconto de tempo extra, como se estivesse a meio de um prom numa cena em que uma namorada descobre que o seu anjinho de meninice acabou de a trocar por uma girl next door. Entre lesionados e castigados, já jogou um batalhão pelos Nets. Tudo legal! Situação de desespero.

Verdade seja dita, os Knicks de Mike Woodson foram ontem aos seus vizinhos do Brooklyn aliviar tamanho desespero que vigorava (também) no seu feudo com a melhor exibição da época. Tudo q.b (jogo colectivo, intensidade defensiva, Relação Melo-equipa) e uma dose exagerada de triplos (16) que por si não explicam a vantagem conseguida no final dos 48 minutos. O que mais me impressionou e ao mesmo tempo chocou não foi a brilhante exibição dos Knicks. Foi precisamente a falta de atitude da equipa de Brooklyn. Da exibição dos comandados de Jason Kidd não se viu colectivo, não se viu chama, não se viu coração, não se viu alma, não se viu química, não se viu ataque, não se viu humildade (principalmente na malta que estava no banco\enquanto Evans roía as unhas e deitava um sorrisinho sádico ao funeral da sua equipa e do seu treinador, Pierce e Deron Williams pareciam estar noutro planeta) não se viram bolas no cesto, ressaltos, abafos e tudo aquilo que o jogo habitualmente deve proporcionar. Viu-se uma equipa acanhada (excepção feita a Shaun Livingstone e Brook Lopez) com jogadores cuja mente deambula por outro lugar (Joe Johnson foi incapaz de atacar o cesto com atitude/Garnett preocupou-se mais em mandar umas arrochadas em Bargnani e Amare do que em jogar o jogo pelo jogo) e com um treinador no banco que misturou todos os jogadores que tinha disponível e tentou atirar à sorte o destino da equipa na partida. É portanto uma tremenda loucura pagar aquilo que os donos da equipa estão a pagar a estes jogadores. É evidente que esta equipa está de cabeça perdida e Kidd não irá durar muito tempo no lugar pois é necessária uma mudança de atitude. Acima de tudo. Caso contrário, tenho como certo que o está em causa é a sustentabilidade da equipa a longo prazo. Nesse cenário, tenho a certeza que este recém criado franchising passará para o lado negro da história da liga. Conhecendo estes tipos de leste como conheço, de um dia para o outro, Prokhorov irá fechar a torneira e sabe-se lá o que poderá acontecer a esta organização dos Nets. Cidades desejosas de receber uma equipa não faltam por esses Estados Unidos a fora.
Quanto aos Knicks. A coisa também está feia naqueles lados. A equipa demonstra um potencial tremendo no meio de uma enorme instabilidade. Quando a equipa começar a ganhar alguns jogos, poderá galvanizar-se para uma época muito interessante. Melo está cada vez mais completo. O que antes lhe era um mundo estranho (a luta das tabelas) está a tornar-se uma nova cartada no seu jogo. Cada vez menos individualista e mais jogador de equipa. Amare está a mostrar ser capaz de jogar mais minutos. A equipa necessita muito de Chandler. Bargnani está a entrar no esquema. Contudo, o seu jogo já é bem preenchido pelos triplistas que a equipa tem. A equipa necessita de um base general, um tipo ao estilo Ricky Rubio que marque poucos pontos mas faça a equipa jogar. Prigioni é esse homem mas já não tem idade nem andamento para ser o base titular. Udrih é uma boa solução nesse departamento de jogo mas não joga. Felton não é esse base. A equipa também necessita de mais JR Smith. Melhor, a equipa necessita que JR Smith se deixe de cenas tristes pelo twitter e solte aqueles laivos de loucura que por vezes o possuem ao ponto de saltar do banco e espetar 4 ou 5 tripletas seguidas que arrumam qualquer adversário e galvanizam a equipa. Do banco dos Knicks podem saltar vários JR Smiths. O original ou as suas cópias fidedignas Iwan Shumpert e Tim Hardaway Jr.

Um caso específico. Tim Hardaway Jr. Transporta na pele um legado. Tem um talento enorme. É rápido, corajoso, gosta de assumir lances difíceis, com 1,2,3 pendurados. Mas não sabe o que  é um colectivo. Quando o souber, será um jogador com um futuro muito mas mesmo muito risonho.