Ciclismo 2014 #25

Milão – São Remo

kristoff 2

O medalhado de bronze da última prova de estrada dos Jogos Olímpicos de Londres, Alexander Kristoff da Katusha tornou-se o vencedor da edição deste ano ao bater ao sprint nomes como Fabian Cancellara (Trek), Ben Swift (Sky) e Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep).

Ontem teve lugar a dura clássica que liga a capital do norte italiano a San Remo, uma das atracções turísticas da Ligúria. Esta clássica marcou o arranque das clássicas da primavera. Até ao mês de Maio, os ciclistas terão pela frente 12 clássicas disputadas em vários países, entre as quais a Amstel Gold Race, a Liège-Bastogne-Liège, a Kuurne-Brussels-Kurne ou o inferno do Paris-Roubaix. À partida em Milão, os grandes favoritos para vencer a clássica eram Fabian Cancellara, Peter Sagan (Cannondale), Mark Cavendish, Filippo Pozzatto e Sasha Modolo (Lampre) ou Vincenzo Nibali (Astana).

Numa corrida disputada quase na sua totalidade sob condições atmosféricas adversas (a chuva deu tréguas na parte final da prova) foi uma prova disputada com muitos ataques de várias equipas, entre os quais o de Vincenzo Nibali na aproximação à última inclinação do dia, a Cipressa. Nibali não só não levou avante o seu ataque (mais uma vez fez um ataque descabido muito longe da meta) como no início dessa colina perdeu contacto com o grupo de favoritos, grupo onde estavam Cancellara, Sagan, Cavendish e o vencedor da prova do ano passado, o alemão Gerald Ciolek.

podio milan san remo

Nenhum dos ataques conseguiu ser mortífero e a prova foi discutida ao sprint por um lote reduzido de corredores. O norueguês Kristoff foi mais forte que a concorrência, batendo Fabian Cancellara e Ben Swift ao sprint. Mark Cavendish ainda discutiu o sprint mas apenas logrou ser 5º na prova. Peter Sagan não conseguiu posicionar-se bem para o sprint final, tendo ficado apenas na 10ª posição.
Excelente vitória para Kristoff no ano em que o norueguês espera consolidar o seu estatuto dentro da elite dos sprinters do pelotão internacional. Já no passado mês de Fevereiro, em entrevista, o norueguês afirmava que tinha treinado imenso a sua postura corporal no sprint para poder ser mais competitivo nas chegadas em pelotão ou em grupo compacto.

Últimos quilómetros:

Volta à Catalunha

volta catalunha

martin

Entretanto começou hoje na região autónoma espanhola a Volta à Catalunha em bicicleta. Durante 7 etapas, vários ciclistas tentarão suceder ao irlandês Daniel Martin como o vencedor da geral da prova. Martin corre perto de casa visto que o ciclista irlandês mora na Catalunha, mais precisamente em Girona. Em declarações à organização da prova, o ciclista irlandês afirmou que estará na catalunha para honrar o dorsal número 1 e iniciar a sério a sua preparação para o Giro de Itália, uma das provas que constitui parte dos seus objectivos para esta temporada: lutar pela vitória na geral da prova ou pelo menos fazer um pódio. O facto de Martin estar destacado como chefe-de-fila para o Giro poderá indiciar que no Tour a equipa irá apostar em Talansky para a Geral e Hesjdal poderá ser a aposta para a Vuelta. Tal assumpção justifica-se com a inserção de Hesjdal na prova, ele que poucas corridas em espanha correu nos últimos anos.

Para além de Martin, presentes na Volta Catalã estão Purito Rodriguez da Katusha (a sua primeira aparição em competição na presente temporada), Alberto Contador (Saxo-Tinkoff), Samuel Sanchez da BMC (primeira corrida pelas cores da sua nova equipa), Luis Leon Sanchez (Caja Rural), Carlos Alberto Betancur (AG2R), Wilco Keldermann (Belkin), Tejay Van Garderen (BMC), Christopher Froome (Team Sky), Ivan Basso (Cannondale), Andrew Talansky (Garmin), Ryder Hesjdal (Garmin), Simon Clarke (Orica GreenEdge), Chris Horner (Lampre; a lesão contraída no Tirreno-Adriático não passou de um susto), Daniel Moreno (Katusha), David Rebellin (CCC Polsat) e Nairo Quintana (Movistar). Ou seja, estão cá praticamente todos os grandes ciclistas mundiais, prevendo-se bastante espectacularidade nas etapas de montanha que a prova irá oferecer durante esta semana. Alberto Contador e Chris Froome estarão aqui, pela primeira vez, em contenda numa prova em que a Garmin veio com os seus 2 chefes-de-fila e com o seu ciclista outsider (Talansky) para renovar o título conquistado pelo ciclista Irlandês.

1ª etapa

Luka Mezgec

Aproveitando o facto da prova ter poucos sprinters (o traçado não é convidativo à sua presença), o esloveno Luka Mezgec, 3º sprinter da equipa, actual lançador de Marcel Kittel conseguiu a sua primeira vitória da época na prova disputada no circuito montado pela organização em Callela com a distância de 169 km.

O esloveno bateu ao sprint Leigh Howard da Orica GreenEdge e Julian Alaphillipe da Omega-Pharma-Quickstep, tornando-se o primeiro camisola vermelha da competição.
Quanto aos portugueses em prova, Bruno Pires e Sérgio Paulinho chegaram dentro do pelotão, respectivamente nas 72ª e 152ª posições.

Na 2ª etapa, os ciclistas partirão de Mataró em direcção a Girona (total de 168 km) numa etapa cujo final também se prevê disputado ao sprint. Pelo meio, os ciclistas terão uma contagem de montanha de 3ª categoria e outra de 2ª que não causarão grandes diferenças ou dificuldades aos sprinters.

3. Alterações para o futuro da Vuelta

ASO

No final da semana passada, a ASO, empresa subsidiária da Amaury (proprietária do jornal L´Equipe e dos direitos de organização do Rally Dakar) anunciou a compra de 49% da espanhola Unipublic, a actual organizadora da Vuelta. A organização da prova espanhola passará a partir deste ano a ser partilhada pelas duas empresas.

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Ciclismo 2014 #23

paris nice 2

Paris-Nice

8ª e última etapa

vichot

Na última etapa da corrida do Sol, o campeão nacional francês Arthur Vichot deu a 2ª vitória para a Française des Jeux na prova e garantiu o último lugar do pódio.

A última etapa da prova trazia os últimos 128 km desta, corridos na região de Nice. 14 segundos separavam o líder Carlos Alberto Bettancur da AG2R do Português Rui Costa. Com 2 contagens de 2 categoria e 2 de primeira no percurso, sera imperioso ao português vencer a etapa e ganhar tempo (as bonificações decorrentes da vitória em etapa seriam insuficientes ao português para vencer a geral da prova, qualquer que fosse o resultado obtido pelo colombiano) ou simplesmente ganhar tempo ao colombiano. Numa prova onde as diferenças se fizeram ao segundo, o português teria uma missão muito difícil pela frente.

A primeira investida do dia pertenceu à Giant-Shimano. De forma a vencer a camisola dos pontos, John Degenkolb aproveitou o facto do primeiro sprint intermédio (mais 3 pontos para a classificação) se posicionar logo aos 19 km para fugir do pelotão. O ciclista holandês conseguiria o seu primeiro objectivo do dia, recuando novamente para o seio do pelotão.

A seguir ao sprint intermédio saiu a fuga do dia. Composta por 17 elementos, entre os quais, Xavier Zandio da Sky (antigo vencedor da Volta a Portugal), Greg Van Avermaet (BMC), Jerome Pineau (IAM Cycling) Jens Keukeleire (Orica), Francesco Gavazzi (Astana), Moreno Hofland (Belkin, vencedor de 1 etapa na prova), Danilo Hondo (Trek), Imanol Erviti (Movistar) Alexander Kristoff (Katusha) ou Marco Marcato, a fuga avizinhava-se como perigosa pela quantidade de bons ciclistas envolvidos. A fuga conseguiu a sua máxima vantagem ao quilómetro 64 com 2 minutos e 40 de vantagem sobre o pelotão com a AG2R muito atenta e muito interessada em não conceder muito tempo de avanço aos fugitivos.

Pelo meio, Thomas Voeckler e Tom Boonen preferiram não chegar a Nice, informando a organização do seu abandono.

As 3 primeiras subidas do dia (de 4) não fizeram grande diferença, a não ser no grupo da frente que rapidamente se desintegrou. Alguns dos ciclistas viriam a ser alcançados pelo pelotão. A um km do alto do Cote de Peille (1ª categoria), Vincenzo Nibali decidiu atacar, levando consigo o seu colega de equipa Francesco Gavazzi, Wilco Kelderman da Belkin e Simon Spilak da Katusha, este ainda interessado na vitória na geral.  Rapidamente chegaram ao contacto com os 5 homens restantes da fuga inicial (Matthew Busche da Trek, Jerome Coppel da Cofidis, Cousin da Europcar, Xavier Zandio e Greg Van Avermaet). Tudo isto aconteceu debaixo do controlo das AG2R, ainda a liderar o grupo dos favoritos.

Na descida para a última subida do dia seriam todos alcançados. Na subida para o Col De Ezè, 3 ciclistas tentaram a sua sorte: Yuri Trofimov da Katusha, Luis Angel Maté da Cofidis e Cousin da Europcar. O primeiro haveria de ficar sozinho na frente enquanto lá atrás, no grupo principal, a Movistar auxiliava a AG2R na perseguição, sinal de que Rojas estaria bem e capaz de discutir a vitória ao sprint em Nice.

Tudo decorreu num ambiente devidamente controlado pela AG2R até ao Col De Ezé, contagem de 1ª categoria onde viriam a atacar Frank Schleck (Trek), George Bennett (Cannondale) e David Lopez Garcia (Sky). A AG2R desorientou-se com o ataque de Schleck e a Lampre começou a fazer companhia à Movistar na frente do pelotão. Não interessava nada a Rui Costa ver Franck Schleck cavar uma diferença significativa que lhe permitisse chegar isolado à recta da meta. O luxemburguês mostrou-se muito combativo, recebendo a companhia de Simon Spilak na descida. A diferença espacial só seria anulada já dentro do quilómetro final com Rui Costa a ter que tomar a iniciativa de perseguição na frente do grupo principal. Se o português não o tivesse feito, Spilak e Schleck estariam em condições para discutir o sprint.

Cycling: 72th Paris - Nice 2014 / Stage 8

Até que nos derradeiros metros quando os candidatos à vitória na etapa lançavam o sprint, deu-se o incidente do dia. Nos habituais movimentos feitos pelos ciclistas para ganhar a melhor posição para ganhar o sprint, um ciclista da Lotto empurrou outro ciclista e acabou por se desequilibrar e cair da bicicleta, atingindo o português Rui Costa e outros ciclistas mais encostados às barreiras que separam os ciclistas do público. O português caiu com aparato contra as barreiras e ficou estendido no chão. Durante alguns minutos temeu-se que o ciclista da Póvoa do Varzim tivesse uma lesão grave. Apesar do susto, a queda não teve consequências físicas para o português nem consequências para a geral (todos aqueles que caírem ou furarem dentro dos 3 quilómetros finais acabam com o tempo do vencedor da etapa). Contudo, devo censurar a atitude do atleta da Lotto-Belisol, atitude essa que é realizada muitas vezes durante a temporada nos comboios formados nos metros finais para André Greipel. As equipas belgas (tanto a Lotto como a Omega) são as equipas que mais usam e abusam das mais variadas irregularidades (empurrões, desvios de trajectória de sprint) para vencer etapas.

No sprint final, o campeão francês Arthur Vichot superiorizou-se a Rojas da Movistar e a Cyril Gautier da Europcar. Carlos Alberto Betancur acabou em 8º mas celebrou na linha de chegada a sua vitória na Geral do Paris-Nice.

rui costa 22

Paris-Nice 2

2º lugar para o Rui na geral da prova francesa. Um resultado extraordinário que só fica manchado pelo facto de não ter sido desta que conseguiu vencer uma etapa. O português teve um desempenho muito satisfatório na prova francesa com 2 segundos lugares em etapa, apenas batido pela explosividade de Betancur e Tom Jelte Slagter. Bem posicionado no pelotão, demonstrou a inteligência de apenas responder a ataques quando os considerou perigosos.

John Degenkolb levou para casa a camisola dos pontos. O holandês ganhou à justa por 2 pontos sobre Betancur. Abençoado sprint intermédio ganho na última temporada.

Pim Ligthart da Lotto-Belisol conquistou a camisola da montanha, premiando o seu esforço na fuga efectuada na 6ª etapa.

A Movistar ganhou a prova por equipas.

Tirreno-Adriático

5ª etapa – ontem

contador 2

Segunda vitória consecutiva para Alberto Contador na montanha da prova italiana.

A etapa começou com o abandono de Richie Porte. O australiano passou mal a noite e decidiu abandonar a prova. Recordo que Porte tinha sido destacado pela equipa do Paris-Nice para a prova italiana devido à ausência de Chris Froome.

O espanhol venceu categoricamente a etapa na qual atacou ao 36º quilómetro.

Com um ataque demolidor, só Nairo Quintana (Movistar) foi capaz de acompanhar o ciclista da Tinkoff. O colombiano tornou-se companhia indesejável para Alberto, conseguindo acompanhar o seu ritmo e os seus constantes esticões para o tentar deixar para trás. Sempre que Contador tentava fazer descolar o colombiano e este lhe garantia a devida resposta, ambos diminuíam o ritmo da subida, facto que permitiu a aproximação e a recolagem de alguns ciclistas.

A 32 km da meta, Contador foi sozinho e Quintana não conseguiu responder. Aproveitando a posição intermédia de Adam Hansen (Lotto-Belisol) entre si e a frente da corrida, Contador e o ciclista da Lotto trabalharam em conjunto para alcançar os trio que andava fugido na frente, do qual Hansen fazia inicialmente parte.

Na inclinação final para Muro di Guardiagrele, Contador e Hansen colaram-se aos 3 da frente, com o norte-americano Ben King da Garmin a atacar com resposta imediata de Contador que rapidamente deixaria o homem vestido de jersey azul para trás. Na linha de chegada, o espanhol chegou no primeiro lugar, superando Simon Geschke da Giant-Shimano (outro dos fugitivos) e Ben King.

O líder da prova, o polaco Michal Kwiatkowski baqueou na subida final e perdeu cerca de 6 minutos para Contador, ficando irremediavelmente afastado da vitória na geral e até do top-10 da prova.

Classificação Geral na 5ª etapa

tirreno-adriático 2

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Legenda: em cima, aclassificação da montanha.

Highlights da etapa:

6ª etapa – hoje

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Chris Horner (Lampre-Merida) abandonou hoje a corrida com uma tendinite no tendão de Aquiles. Quem informou foi o médico da Lampre, nao diagnosticando para já o tempo de paragem do ciclista Norte-Americano. Não se sabe portanto se a lesão será impeditiva apenas durante algumas semanas ou se será capaz de limitar o ciclista na preparação que irá efectuar a partir de meados de Abril para o Giro de Itália.

Mark Cavendish venceu ao sprint a 6ª etapa da prova. O foguetão britânico da Sky bateu o seu companheiro de equipa Alessandro Pettachi e Peter Sagan da Cannondale. Arnaud Demare foi 4º. Marcel Kittel (e Cadel Evans) chegaram num grupo muito atrasado a 6 minutos do vencedor.

Ciclismo 2014 #14

volta ao algarve

Volta ao Algarve

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No domingo terminou mais uma edição da Volta ao Algarve, a única do calendário ciclístico português pontuável para o calendário UCI World Tour. Na última etapa, com a geral praticamente decidida, coube a Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep) dar um arzinho da sua graça na chegada na marina de Vilamoura. O sprinter britânico bateu o jovem francês Arnaud Demare da Française des Jeux e Brian Coquard da Europcar sobre a linha da meta.

No final da etapa, Mark Cavendish protagonizou mais um episódio típico do seu mau feitio. O britânico avisou que só iria dar 1 minuto aos jornalistas para fazerem as suas perguntas e se à primeira pergunta até reagiu de forma positiva (“Gostou de participar na prova e vencer a última etapa?” até respondeu “Sim, gostei muito. Estou bastante feliz”) o mesmo não se passou nas seguintes questões postas pelos restantes profissionais, ora não respondendo ora respondendo de forma monosilábica e sobretudo muito desinteressada. Cavendish já não vencia uma etapa desde setembro passado.

Dado consumado da etapa anterior (Alto do Malhão) coube ao polaco Michal Kwiatkowski subir ao pódio para receber a camisola amarela correspondente à vitória na classificação geral da prova e o respectivo cheque oferecido pela organização da prova à equipa Omega-Pharma. No ciclismo, os prémios obtidos pelos ciclistas nas metas volantes, vitórias em etapa, vitórias na geral e nas diferentes categorias e contagens de montanha são divididos por toda a estrutura da equipa. A vitória na geral confirma uma excelente prova realizada pelo polaco, vencendo em Monchique depois de uma investida na qual deixou Rui Costa e Alberto Contador para os lugares secundários e de um contra-relógio curto perfeito realizado na 3ª etapa entre Vila do Bispo e Sagres. O ciclista polaco confirmou que é a grande aposta da equipa Belga para a classificação geral das provas por etapas de uma e três semanas. Esta equipa, recheada de roladores e sprinters poderá ter aqui o seu filão para se tornar extremamente completa na época que se avizinha. Vamos ver como é que Michal Kwiatkowski vai reagir nas provas de preparação para o Tour e na prova francesa, prova onde em 2013 ficou à beira do top 10. Apesar de ser um ciclista com enorme potencial na média e na alta montanha e um contra-relogista de excelência, um dos pontos fracos que pode afectar o seu rendimento individual é precisamente o facto da sua equipa não ter muita gente no seu rooster capaz de o ajudar nas etapas de alta montanha. Isto é, se for a primeira aposta da equipa para o Tour visto que ainda não está decidido se o polaco será líder ou se terá estatuto de corredor protegido (livre de trabalho para o líder) dentro da liderança do colombiano Rigoberto Uran.

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Amarga de boca fica a prestação do nosso Rui Costa. O algarve avizinhava-se como a prova ideal para o português vencer. Rui Costa deu no Algarve mostras de uma excelente condição física nesta fase da época, facto que faz crer que a Lampre-Mérida está a planear a época do campeão do mundo ao pormenor. Logo na primeira etapa, podia ter vencido ao Sprint mas preferiu dar a vitória ao sprinter da sua equipa Sasha Modolo. Uma questão de papéis que os ciclistas normalmente respeitam. Como a equipa tinha trabalhado para Modolo, o mais correcto é deixar fluir a normalidade de papéis dentro das equipas. Em Monchique voltou a ser segundo. No malhão voltou novamente a ser segundo. Na geral foi terceiro. Como escrevi anteriormente, fica o amargo de boca por não ter ganho uma etapa junto do seu público. Estou seguro que o português vai realizar novamente uma época de arromba. Vencer será uma questão de tempo.

Alberto Contador – Um segundo lugar que sabe a vitória na geral depois da classe demonstrada pelo espanhol no Alto do Malhão. Antes da prova começar afirmou que vinha ao Algarve ganhar ritmo nas pernas depois do primeiro estágio da temporada. Acabou por vencer na prova raínha da competição. A vitória no Algarve promete um excelente Contador durante a temporada. Bem precisa de deixar 2013 para trás das costas. O tour e o ciclismo agradecem que Contador volte a ser o grande ciclista que é pois senão, Froome limpa tudo novamente com a maior das tranquilidades.

Edgar Pinto – Andou durante toda a prova junto dos melhores. Participou em todas as contendas, tanto a rolar como na montanha. Está um senhor ciclista dentro do pelotão português e a bom da verdade já merecia uma oportunidade numa equipa de World Tour como ciclista de estatuto nas provas de 1 semana e clássicas. Para já, afirmou-se como um dos candidatos à geral da Volta a Portugal 1 ano depois de se ter inserido nesse lote na edição de 2013.

Tour de Oman

Oman

Christopher Froome (Team Sky) voltou a vencer a geral da Volta a Oman. Pela segunda vez consecutiva. Pela segunda vez que apenas venceu a 5ª etapa da prova e na 5ª etapa da prova cavou a diferença necessária para vencer a geral.

O britânico reagiu à vitória com uma certa presunção: “I couldn’t ask for much more. If at the start of the race you’d said to me I’d be here in the red jersey, I’d have taken it, definitely. That’s the best case for me. It’s great to be able to back it up and come and defend my title. The team we’ve had here has been really compatible, really aggressive and wanting to make the most out of the racing. It shows that everyone has come off a good winter and that everyone is working hard to be in good shape for this. It really a pleasure to work with people who share that mentality. We’ve got the leader’s jersey to show for it. We’re really happy.”

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Na última etapa da prova, o britânico assistiu de cadeirinha a mais uma vitória em etapas de André Greipel na prova. O alemão da Lotto-Belisol voltou a deixar o jovem francês Nacer Bouhanni para trás na linha de chegada e confirmou a vitória na camisola por pontos. André Greipel está lançado para uma época que se prevê muito vitoriosa.

Volta à Andaluzia

andaluzia

Disputada desde quinta a domingo, a Volta a Andaluzia reuniu na região integrante do cada vez mais fracturado estado espanhol alguns dos maiores nomes do ciclismo mundial, também eles cheios de vontade de esticar as pernas depois de semanas intensivas de treino de preparação para a temporada. Nas estradas andaluzes competiram ciclistas como Alejandro Valverde (Movistar) Richie Porte, Edvald Boasson Hagen e Braddley Wiggins (Team Sky) Luis Leon Sanchez (Caja Rural), Marcel Kittel (Argus-Shimano), Bauke Mollema (Belkin) ou o dinamarques Jakob Fuglsang (Astana).

1ª etapa

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A prova andaluz iniciou-se com um prólogo. Alejandro Valverde provou que não estava na andaluzia para treinar. O ciclista da Movistar cumpriu os 7,3 km realizados em Almeria em 8 minutos e 22 segundos, sendo mais rápido em 7 segundos que Tom Dumoulin da Giant-Shimano e em 9 que o seu colega de equipa, o basco Jon Insausti. Os homens da Sky perderam 13 (Kiryenka) 14 (Wiggins e Geraint Thomas) e 15 Richie Porte.

2ª etapa

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Na segunda etapa da prova, a organização quis provar quem é que tinha perninhas para aguentar uma daquelas etapas pica musculos. Na distância de 186,5 km, a etapa que ligou Málaga a Jaen oferecia a todo o pelotão presente na prova uma etapa com 6 contagens de montanha. Uma duríssima de primeira categoria entre os 13 e os 25 km, três de 2ª categoria e três de terceira categoria, a última nos 3 kms finais.

O pelotão manteve-se minimamente intacto até à subida final. Até que Alejandro Valverde saltou do grupo principal nos últimos metros e venceu a etapa destacado com 4 segundos de avanço para Bauke Mollema da Belkin, Davide Rebellin da CCC Polsat, Luis Leon Sanchez e Richie Porte da Sky. Ausência do grupo principal foi Braddley Wiggins.

Video dos últimos 3 km

3ª etapa

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Na 3ª etapa da prova, a maior atracção desta era a subida final ao Santuário de La Virgem de la Sierra de Cabra, outra daquelas subidas cuja ausência do calendário da Vuelta é inexplicável visto que é uma subida de cerca de 11 km com uma pendente média de 8% e algumas rampas na parte final de 18\20% (ascenção de 18 metros em altitude a cada 100 metros de estrada). Os ciclistas tinham portanto um autêntico muro pela frente.

Como lhe competia, a Movistar controlou a etapa. Na ascenção final, o grupo dos favoritos destacou-se no grupo principal, existindo uma abordagem altamente tacticista entre Alejandro Valverde e Richie Porte. O espanhol não se fez rogado e voltou a fazer das suas (não é normal Valverde ter dois dias bons seguidos na alta montanha, muito menos vitoriosos) ao atacar nos metros finais da etapa. Retirou apenas 1 segundo ao grupo perseguidor: Scarponi (Astana) Porte, Daniel Navarro (Cofidis; cuidado que este senhor também quer qualquer coisa no Tour deste ano) e Luis León Sanchez. No 2º grupo, Bauke Mollema cruzou a meta a 5 segundos de Valverde juntamente com o ciclista estónio Tanel Kangert da Astana. O estónio demonstrou na Andaluzia que está a melhorar a olhos vistos na alta-montanha. Poderá ser uma ajuda preciosa para os seus líderes de equipa (principalmente de Nibali e Tiralongo) nas etapas de montanha das grandes provas por etapas. Tiralongo esteve bastante mal na etapa ao perder 1 minuto e 48 para Valverde. Braddley Wiggins esteve novamente ausente do grupo dos favoritos.

Com a vitória na Sierra de Cabra, Valverde aumentou a sua vantagem para Richie Porte para 20 segundos. Luis Leon Sanchez era terceiro a 22 segundos.

4ª etapa

Ultrapassada a montanha era tempo para os sprinters impor as suas credenciais. Com Marcel Kittel e Gerald Ciolek em prova, a etapa terminada em Sevilla seria ideal para uma chegada ao sprint. Coube ao veterano alemão da MTN-Qubeka cruzar em primeiro lugar a linha de meta disposta na capital da região à frente de Roy Jans da Wanty-Groupe Gobert e do sprinter Moreno Hofland da Belkin. O jovem sprinter português Fabio Silvestre da Trek-Leopard, a fazer a sua primeira época como profissional e como ciclista da primeira formação da equipa foi 8º numa chegada em que Marcel Kittel decidiu não ir a jogo.

5ª etapa

Na consagração de Alejandro Valverde como o vencedor da geral da prova (3ª vitória consecutiva) coube ao holandês Moreno Hofland vencer a etapa final da prova.

Valverde provou ser mais forte que a concorrência na fase final das provas de montanha e saboreou as suas primeiras vitórias do ano. O espanhol preparou assim as principais provas de uma semana nas quais costuma participar e vencer como a Volta a Catalunha, Murcia e Burgos, provas que irão decorrer mais adiante no calendário internacional, algumas das quais com a presença de Rui Costa.

Tour de Haut Var

A contar para a Taça Nacional de França, o Tour de Haut Var ofereceu aos ciclistas que nele participaram 2 etapas de nível de dificuldade médio. Na prova participou o jovem ciclista português Domingos Gonçalves da La Pomme Marseille, equipa francesa da UCI Pro Continental na qual também corre o seu irmão José Gonçalves.

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A prova acolheu a participação de ciclistas como Carlos Bettancur (AG2R; ciclista que de resto venceria a prova depois de desafiar com sucesso o holandês John Degenkolb da Argus no sprint da primeira etapa; é de homem um trepador conseguir bater um sprinter do nível de degenkolb na sua especialidade), Thor Hushovd (Cadel Evans e Amael Moinard (BMC; este venceria Betancur ao sprint na segunda etapa) Sylvain Chavanel e Jerome Pineau (IAM Cycling) John Gadret da Movistar ou Pierrick Fèdrigo da FJD. Basta portanto dizer que os grandes ciclistas do pelotão francês estavam lá todos.

Amanhã irei escrever sobre o Tirreno-Adriático e irei apresentar mais 1 equipa da World Tour. Irei também actualizar o ranking da World Tour.

Ciclismo 2014 #11

volta ao algarve

Começou hoje em Faro a 40ª edição da Volta ao Algarve, a única prova do calendário ciclístico português que é pontuável para o ranking da World Tour. Até domingo, alguns dos melhores ciclistas mundiais da actualidade estarão a competir no nosso país.

Apesar da prova Algarvia estar inserida numa fase inicial da temporada na qual tanto os ciclistas como as equipas ultimam a preparação física ideal para encarar as primeiras provas competitivas a sério (no início do próximo mês) pode-se dizer que o cartaz é bastante apetecível: 5 etapas com a presença de alguns dos melhores ciclistas da actualidade como o campeão do mundo Rui Costa (a correr pela primeira vez esta temporada com a camisola do arco-íris) Alberto Contador (Saxo-Tinkoff) Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep) Aleksandr Kolobnev (Katusha) Christopher Horner (Lampre-Mérida) Arnaud Demare (Française des Jeux) ou Rein Taaramae (Cofidis).

A armada portuguesa também está bem representada. Para além das equipas Banco BIC-Carmin, OFM-Quinta da Lixa, Radio Popular Boavista, LA-Antarte Paredes dos Móveis e do campeão do mundo, marcam presença na prova Tiago Machado e José Mendes (Net-App) Bruno Pires e Sérgio Paulinho (Saxo-Tinkoff) e Nelson Oliveira (Lampre). A única ausência de vulto no que toca à nata do ciclismo português é a de André Cardoso da Garmin.

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O sprinter italiano de 26 anos Sasha Modolo ganhou a primeira etapa da prova, tirada que ligou Faro a Albufeira na distância de 160 km.

Sem grandes obstáculos no percurso (apenas uma 3ª categoria à passagem do quilómetro 34), a etapa foi animada com uma fuga de 5 ciclistas menos cotados que obrigou as equipas com sprinters presentes (Omega-Pharma, Lampre, Française des Jeux) a trabalhar arduamente no pelotão. Na parte final da etapa, a Lampre assumiu as despesas da corrida e preparou caminho para o seu sprinter. Na recta da meta, Rui Costa poderia ter ganho a etapa. O português preferiu abrir nos metros finais para a vitória do seu colega de equipa Sasha Modolo, respeitando os papéis existentes dentro da equipa. A atitude do chefe-de-fila da Lampre levou Modolo a classificá-lo no final como um “senhor dentro do pelotão”. No terceiro lugar ficou o veteraníssimo sprinter italiano Alessandro Petacchi (Omega-Pharma-Quickstep). Modolo conquistou em Albufeira a sua 4ª vitória da temporada depois de ter vencido uma etapa no Tour do Dubai e 2 na Vuelta a Maiorca.

César Fonte bonificou num sprint intermédio e é 2º da geral. Rui Costa é 3º. Arnaud Demare foi 6º e Mark Cavendish não entrou sequer no sprint final.

A prova prossegue amanhã com uma etapa que é considerada como uma autêntica clássica dentro das provas por etapa. A tirada liga Lagoa a Monchique na distância de 190 km. Antes de chegar à serra de Monchique, os ciclistas terão que passar pelas várias inclinações sinalizadas ao longo do percurso.

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O nosso grande campeão do mundo correu pela sua primeira vez com a camisola que o identifica como o nº1 do ciclismo mundial. No seu site oficial, Rui Costa descreveu as sensações vividas na primeira etapa.A aposta da Lampre é levar o campeão mundial à vitória na geral da prova algarvia. O dia de amanhã poderá ser decisivo quanto a esse objectivo.

Cycling: 5th Tour of Oman 2014 / Stage 1

Se meio pelotão internacional está no Algarve, a outra metade está no médio Oriente a correr a Volta a Oman.

A prova daquele pequeno país do continente asiático apresenta-se como um autêntico paraíso para os roladores.

1ª etapa

Na primeira etapa da prova, a Lotto-Belisol controlou todos os acontecimentos na cabeça do pelotão. No final da etapa, os elementos da equipa belga aceleraram o ritmo no pelotão de forma a garantirem as melhores condições de sprint para o seu velocista (o alemão André Greipel). Na recta da meta, o alemão não facilitou e conquistou a sua segunda vitória em etapas na presente temporada, 1 semana depois de ter vencido uma etapa no Tour do Qatar. O seu maior rival na prova de Oman, o belga Tom Boonen (Omega-Pharma-Quickstep) não consegui inserir-se na discussão da etapa. No final da mesma, o antigo campeão do mundo afirmou que a vitória de Greipel foi merecida em virtude do trabalho realizado pelos elementos da Lotto-Belisol.

2ª etapa – ontem quarta-feira.

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Na 2ª etapa da prova, os corredores da IAM Cycling iniciaram a etapa com um enorme sentimento de tristeza. Horas antes tinha sido confirmada a morte de Kristof Goddaerts, ciclista belga de 27 anos que alinhava na equipa suiça. Goddaerts foi atropelado por um autocarro quando treinava na sua cidade natal na Bélgica. Apesar da tristeza demonstrada nos rostos de alguns ciclistas, os homens da IAM Cycling decidiram continuar a sua participação na prova. Antes da partida, o pelotão cumpriu 1 minuto de silêncio em honra do seu antigo colega de profissão.

Sem obstáculos pela frente no percurso, previa-se uma chegada em linha disputada ao sprint. Foi exactamente isso que aconteceu. Na recta da meta, o actual detentor da medalha de bronze olímpica na prova de estrada conquistada em Londres 2012, o noruguês Alexander Kristoff da Katusha, venceu a etapa e assumiu a liderança na geral da prova. No final da etapa, Kristoff mostou-se feliz por ter ganho a tirada (1ª vitória da temporada) e revelou que nos últimos meses treinou intensivamente o seu posicionamento e a sua postura na bicicleta na especialidade de sprint de forma a poder ombrear com os melhores finalizadores do pelotão mundial.

Ciclismo 2014 #7

1. Volta ao Dubai

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A 1ª Volta ao Dubai começou ontem com um prólogo de 9,9 km com vitória para o Norte-Americano Taylor Phinney. Tailor Phinney começou bem a sua temporada de 2014, fazendo jus às palavras que aqui escrevi sobre a capacidade do ciclista da BMC na especialidade de contra-relógio.

Contudo, o destaque do dia de ontem foi a estreia do campeão do Mundo Rui Costa com as cores da Lampre, curiosamente com um jersey personalizado de campeão nacional de contra-relógio. O campeão do mundo gastou mais 47 segundos que o ciclista da BMC, posicionando-se na 24ª posição da geral da prova. Também a correr pela Lampre, Nélson Oliveira, especialista no contra-relógio, foi 35º gastando mais 53 segundos que o vencedor da etapa.

phinney

Phiney concluiu os 9,9km em 12 minutos e 3 segundos. Gastou menos 14 segundos que o colega de equipa Steven Cummings e 16 que o dinamarquês da Garmin Lasse Norman Hansen. Tony Martin (Omega-Pharma) foi 4º a 22 segundos de Phinney, Cancellara (Trek) 5º a 25 segundos e Peter Sagan 6º a 31 segundos do ciclista norte-americano.

Em destaque também esteve o facto da organização da prova não ter autorizado os ciclistas a correr com bicicletas especiais de contra-relógio no prólogo que abriu a prova que segue até domingo.

rui costa 3

Estranha mania da UCI complicar aquilo que é fácil. O estatuto de nº1 do ciclismo mundial adquirido pelo português na prova de Firenze do passado 29 de Setembro de 2013, parece ainda não permitir a amostra de um banner com o seu primeiro nome e apelido nas transmissões oficiais das provas UCI World Tour. O ciclista reclamou na sua página de facebook.

2ª etapa

Kittel

Dia marcado por condições climatéricas adversas para o pelotão. O vento que se fez sentir na região de Doha provocou algum nervosismo dentro do pelotão. Apesar de metade do pelotão se encontrar a “treinar”no Dubai de forma a conseguir alcançar o ritmo competitivo que muitos desejam para as provas de 1 semana e clássicas da primavera que começam a partir de Março, ninguém pretende fazer má figura dentro do pelotão.

O foguete alemão da Argus-Shimano Marcel Kittel (vencedor da 4 etapas no Tour em 2013) venceu a tirada, batendo Peter Sagan ao Sprint. Taylor Phinney foi 3º no sprint, conseguindo aumentar a sua vantagem na geral em 1 segundo para os concorrentes directos. Os portugueses em prova chegaram dentro do pelotão.

2. A confirmação de Cavendish na Volta ao Algarve

mark cavendish

Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep) confirmou hoje a participação na Volta ao Algarve, prova que se irá disputar de 19 a 23 de Fevereiro. A prova também irá contar com a presença de Rui Costa.

3. Classificações World Tour

tom boonen UCI 1

A primeira tabela de rankings UCI World Tour foi lançada. Com a vitória alcançada numa etapa e na Geral do Tour Down Under na Austrália, o australiano Simon Gerrans (Orica GreenEdge) assumiu a liderança do maior ranking mundial com 114 pontos.

Por equipas, lidera o projecto australiano de ciclismo:

UCI 2

Importante também é o ranking por nações visto que é este ranking que vai decretar o número de ciclistas que cada selecção pode levar aos campeonatos do mundo:

UCI 3

Como não poderia deixar de ser, lidera a Austrália.

breves do ciclismo

Mercado de transferências no ciclismo:

Euskatel desmantelada, bem desmantelada:

Nieve

1. Mikel Nieve vai correr na Sky na próxima temporada. O basco assinou por duas temporadas. O gregário de luxo já tem no seu currículo 1 vitória em etapa na Vuelta, outra no Giro, 2 classificações no top 10 na Vuelta (dois décimos lugares) e outro no Giro. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. igor anton

Já Igor Anton assinou pela Movistar onde terá o papel de gregário de luxo, o mesmo que tinha Rui Costa na equipa espanhola. O basco tentará ajudar a dupla Quintana e Valverde no próximo tour, podendo tentar a vitória nas etapas quando Unzué o consentir.

2. Mikel Landa assinou pela Astana

TOUR DE FRANCE - STAGE FIFTEEN

3. O chefe de fila Samuel Sanchez assinou pela Saxo-Tinkoff. O campeão olímpico de estrada em 2008 será o chefe-de-fila da equipa dinamarquesa na Vuelta em 2014.

Outras transferências de realce:

uran

4. O insatisfeito (na Sky) Rigoberto Uran assinou contrato pela Omega-Pharma. O colombiano será o joker à geral da equipa Belga no próximo tour.

5. o sprinter de 20 anos Rick Zabel (filho do grande sprinter alemão Erik Zabel) será reforço da suiça BMC. O jovem sprinter alemão foi campeão de estrada alemão no escalão de sub-23 em 2012 e no ano passado obteve as suas duas primeiras vitórias enquanto ciclista profissional, uma delas numa etapa do Tour da Romandia.

6. O corredor de clássicas e contrarelogista Lieuwe Westra mudou da Vacansoleil para a Astana. Westra é o actual campeão de contra-relógio Holandês e no ano passado venceu a geral do Tour da Califórnia.

7. O argentino Mauro Richese transferiu-se para a Lampre onde terá funções na 2ª formação e na equipa continental do nosso compatriota Rui Costa.

8. O sprinter\lançador de sprinter Mark Renshaw é outra das aquisições da Omega. O australiano voltará a encontrar o seu antigo companheiro na HTC Mark Cavendish. A sua contratação terá sido uma exigência do Sprinter britânico em virtude da queda dos seus resultados desde que saiu da equipa norte-americana. Poderá também ser o 2º sprinter da equipa.

9. O estonteante all-rounder francês Tony Gallopin será reforço da Lotto-Belisol. O francês ganhou a clássica de San Sebastian no ano de 2013. Irá reforçar a poderosíssima máquina da equipa Belga nas clássicas do World Tour.

10. Adriano Malori irá correr pela Movistar. O italiano faz o caminho inverso de Rui Costa.

11. O sprinter Japonês Fumiyuki Beppu saiu da Orica e assinou pela Trek.

12. O eslovaco Peter Velits assinou pela BMC. Velits será uma das armas da equipa suiça para o contra-relógio, depois de em 2013 se ter tornado campeão eslovaco da especialidade.

santaromita

13. O all-rounder campeão italiano de estrada Ivan Santaromita protagonizou uma das maiores transferências da estação (para mim a que me causou mais surpresa neste mês de Dezembro) ao sair da BMC, onde em 2013 conseguiu ter algum destaque em algumas provas para reforçar o projecto australiano de ciclismo, a World Tour Orica GreenEdge. Santaromita será chefe-de-fila da equipa australiana no Giro e tentará vencer etapas e a geral de provas de uma semana.

14. O alemão Linus Gerdemann reforçou a continental MTK-Qubeka depois de alguns meses sem competir.

IAM Cycling

15. O projecto da IAM Cycling:

De uma assentada, esta equipa suiça da divisão continental da UCI com aspirações à vitória na divisão e subida\licença ao World Tour contratou Mathias Frank à BMC, os Franceses Sylvain Chavanel e Jerome Pineau à Omega-Pharma (Chavanel venceu em 2013 a ENECO Tour, a prova de contra-relógio dos campeonatos franceses de estrada) e o sprinter Vicente Reynès à Lotto.

16. Jon Atapuma, colombiano que surpreendeu o mundo do ciclismo ao conseguir um podio na última volta à Polónia terá a sua primeira experiência no World Tour na BMC.

Maxime Monfort

17. O trepador Belga Maxime Monfort foi outra das surpresas do mercado de transferências da modalidade ao trocar a Radioshack pela Lotto-Belisol onde será o chefe-de-fila da equipa e principal candidato à geral da equipa no Tour num ano 2014 onde Monfort aparece como candidato ao top5 da prova.

18. O trepador francês John Gadret será reforço da movistar para 2014. Gadret teve um ano 2013 para esquecer.

19. O luxemburguês Jan Bakelants (foi camisola amarela no último tour) será reforço da Omega-Pharma. A mesma equipa também adquiriu o contra-relogista Thomas DeGendt à Vacansoleil.

20. O veteraníssimo Francisco Mancebo de 36 anos transferiu-se da Americana 5-Hour para a Sky Dive do Qatar. Irá correr em provas UCI Continental Ásia. No ano passado correu provas da Continental Norte-Americana.

21. A Efapel contratou Ricardo Mestre à Euskatel. Mestre será o chefe-de-fila da equipa depois da sua curta passagem no estrangeiro ao serviço dos bascos.

22. O italiano Davide Vigano será o novo chefe-de-fila da Caja Rural. O gregario italiano foi dispensado após a contratação de Nelson Oliveira por parte da Lampre.

23. O Holandês Johnny Hoogerland assinou pela equipa continental da Androni. Hoogerland será o chefe-de-fila da equipa italiana.

scarponi

24. Sem espaço para os seus objectivos na equipa Lampre, Michele Scarponi protagonizou outra das surpreendentes transferências do defeso. O italiano mudou-se para a Astana, equipa na qual será candidato à geral no próximo giro.

25. Juan José Cobo, vencedor da Vuelta em 2012, decidiu “reformar-se” da elite do ciclismo mundial e trocou a Movistar por um contrato pela turca Torku Sekersport.

Renovaram com as suas equipas:– Ian Stannard, Chris Froome e Peter Kennaugh (Sky)
– Nicky Sorensen, Bruno Pires, Matteo Tosatto, Olivier Zaugg e Sérgio Paulinho (Saxo-Tinkoff)
– Manuele Mori,  Przemyslaw Niemec e Matteo Bono (Lampre)
– Cameron Wurf, Fabio Sabatini, Paolo Longo, Maciej Bodnar, Danielle Rato (Cannondale)
– Mickael Cherrel (AG2r)
– Davide Rebellin,  Jacek Morajko, Nikolay Mihaylov  (CCC Polsat)
– Daryl Impey (Orica)
– Cyril Gautier e Davide Malacarne (Europcar)
– Yuri Trofimov, Simon Spilak, Vladimir Isaychev (Katusha)
– Tom Danielson (Garmin)
– Javier Moreno (Movistar)
– Danilo Wyss, Marcus Burghardt (BMC)
– José Ochoa (Androni)
– Leopold Konig (Net App)