NBA 2013\2014 #53

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Com os playoffs a caminho (começam no dia no próximo dia de 19; os Phoenix Suns deram um passe de gigante na última semana para serem, de forma surpreendente, os 8ºs da conferência Oeste) este final de fase regular fica marcado por mais três recordes, 2 individuais, de carreira, outro de um jogo da fase regular e pelo fim de um recorde de época.

1. O alemão Dirk Nowitzky entrou para o 10º lugar do histórico ranking de marcadores da Liga. O alemão de 35 anos, jogador dos Dallas Mavericks, detentor de um poderoso fade away shot (a sua imagem de marca), ultrapassou na lista o também histórico Oscar Robertson, considerado por muitos como um dos jogadores capazes de figurar no Mount Rushmore da NBA (a imaginária adaptação para a NBA do memorial construído nos rochedos de Black Hills of South Dakota com a figura de 4 históricos presidentes norte-americanos) com os 21 pontos obtidos na vitória dos Mavs em Utah. Nowitzy tem agora 26714 pontos, estando a 232 da antiga estrela de Houston Hakeem Olajuwon (ainda ultrapassável na presente temporada caso Nowitzky mantenha a sua pontuação regular nos 3 jogos que faltam disputar na fase regular e em 7 ou 8 jogos de playoffs) e a 599 de Elvin Hayes. Dirk é o 2º jogador com mais pontos em actividade. O primeiro é Kobe Bryant (31700) e o 3º é Kevin Garnett com 25614 pontos.

2. O quarentão de Los Angeles Steve Nash tornou-se o 3º jogador da história da liga no capítulo das assistências. Nash passou nesta madrugada Mark Jackson (actual treinador dos Golden State Warriors).

3. No jogo em Nash se consagrou no top 3 do respectivo recorde de carreira, os Lakers averbaram mais uma derrota volumosa. Derrota por inacreditáveis 145-130 contra os Houston Rockets de James Harden. A equipa de Houston apontou 49 pontos no 3º período, máximo de pontos apontados por uma equipa num período já que estamos numa de recordes. A equipa de LA somou o 3º jogo desta temporada a sofrer mais de 130 pontos. A equipa de Houston ganhou a Oklahoma no fim de semana num jogo que ficou marcado pelo record obtido por Kevin Durant. O extremo de OKC bateu um velhinho record obtido nos anos 90 por Michael Jordan: 41 jogos consecutivos a marcar 25 ou mais pontos.

4. O record de Durant terminou ontem. O jogador da equipa orientada por Scott Brooks apenas somou 23 pontos na vitória de Oklahoma frente aos Sacramento Kings.

2. Meanwhile in Detroit…

Dumars

Dumars 2

O histórico jogador e actual general manager dos Detroit Pistons Joe Dumars, poderá renunciar ao cargo que ocupa no final desta semana. Já tinha abordado aqui neste blog o facto de, para Detroit, esta ser uma temporada decisiva. Os Pistons tem sido desde o desmembramento da geração campeã em 2004 (Rashid Wallace, Ben Wallace, Richard Hamilton, Antonio McDyess, Tayshaun Prince, Chauncey Billups) uma das equipas que mais prejuízo dá dentro da liga. Ao prejuízo somam-se os péssimos resultados obtidos nas últimas 3 épocas (últimos lugares da conferência este na fase regular) e um rebuild lento e pouco eficaz face às ambições conhecidas dos Pistons: um franchise pretendente ao título da NBA pelo menos numa época por década.

Face a um crónico défice de bilheteira registado no Palace of Auburn Hills (como bem sabemos, a cidade de Detroit está perto da falência e conta neste momento com milhões de desempregados e com várias partes da cidade parcial ou totalmente desertificadas) a presidência da equipa apostou tudo este ano para chegar aos playoffs com as entradas de Brandon Jennings, o italiano Gigi Datome (via draft) e Josh Smith para uma equipa epicentrada nos postes Andre Drummond e Greg Munroe. Os próprios bilhetes para os jogos dos Pistons em casa eram oferecidos a preço de saldos. Cheguei a ver a meio da temporada, entradas individuais a 8 dólares e colectivas de 8 pessoas a 70 dolares com várias ofertas. A equipa ainda chegou a ameaçar a possibilidade de ir aos playoffs na primeira metade da época mas, na 2ª metade, sucumbiu. O presidente da equipa Tom Gores crê que está na altura de renovar os seus quadros directivos. Como nos últimos anos, Gores tem perdido imenso dinheiro na equipa, não há coisas de coração (Dumars é um dos consagrados de Detroit tanto como jogador como na pele de dirigente) que resistam a um mau investimento.

4. O segredo de Greg Popovich. Bom artigo escrito na Bleacher Report.

O segredo de Popovich é a escolha de um grande jogador por geração, assegurando a equipa que esse jogador é um jogador de franchise. Fazendo uma analogia ao lema do FC Porto, Popovich quer um jogador à Spurs. Como David Robinson, Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili ou agora Kahwi Leonard por exemplo. Ou seja jogadores com características de sucesso, prontos a vencer a qualquer momento, reservados, trabalhadores, respeitadores das suas regras (em San Antonio a coisa funciona assim: Se Pop diz x, é x e ninguém ousa contrariar Pop porque toda a gente sabe que Pop sabe bem aquilo que faz) e tecnica e defensivamente evoluídos. Não é por acaso que San Antonio é uma das raras equipas do Oeste que defende tão bem ou melhor que as habituais grandes defensoras da Liga, as equipas da Conferência Este.

NBA 2013\2014 #46

Mais uma grande exibição dos Bulls. Principalmente no início do terceiro período com um parcial de 16-0 nos primeiros 5 minutos. Em particular, mais uma grande exibição de Joakim Noah. Secou praticamente Howard (nao lhe deu um milímetro de espaço para jogar), ganhou muitas faltas, assistiu bastante os seus companheiros. 13 pontos, 10 ressaltos e 9 assistências. Bem próximo novamente do triplo-duplo. Em suma, o francês é a alma da equipa.
Eficácia estonteante para os Bulls nos triplos 14\24, com a tripla Dunleavy\Augustin\Hinrich a conseguir marcar 12 lançamentos em 19 tentativas. Muito contribuiu Joakim Noah para esta eficiência com os seus preciosos bloqueios aos defensores, bloqueios que quase sempre permitiram boas situações de lançamento ao trio acima enunciado.

Mike Dunleavy ainda assustou quando no 2º período ao sofrer uma cotovelada de Chandler Parsons (foi marcada falta ofensiva; os Rockets cometeram muitas faltas ofensivas) teve que sair para o balneário para ser cozido no sobrolho. Quando regressou, brindou o público presente no United Center com uma exibição de gala no parcial do 3º período (16 pontos). Para uma equipa que apresentava algum défice na meia-distância (por norma nos últimos lugares no ranking de eficiência de 3 pts), o trabalho desenvolvido pelo staff de Chicago junto dos lançadores (Hinrich, Dunleavy, Butler, Augustine).

Péssima exibição dos Rockets. Entregaram o jogo de bandeja aos Bulls no 3º período. Foi uma equipa sem soluções, a começar pelo individualismo de James Harden. O único que escapou a este desastre foi Jeremy Lin com 21 pontos.

Anotamentos pós-jogo:

bulls 4

Momento caricato do jogo: Quando os Bulls tinham 99 pontos falharam duas ou três jogadas ofensivas. Apesar de estarem a vencer por mais de 20 pontos, no United Center o público brindava com um bruá cada um dos lançamentos falhados. Porque se os Bulls ultrapassarem os 100 pontos por partida, a McDonalds oferece um hamburguer a cada espectador. Quando os Bulls ultrapassam os 100 pontos, nas bancadas do United Center, alguns assistentes de recinto cruzam as bancadas do pavilhão com placards-foto dos hamburguers. Excelente estratégia de marketing da corporação que decerto deverá ter rendido vários milhões de euros aos cofres da equipa de Chicago.

Noah

O treinador dos Rockets Kevin McHale afirmou que Joakim Noah merece receber no final desta temporada o prémio de Defensive Player of The Year.

2. Meanwhile in Los Angeles…

Como já se previa, Kobe anunciou que não irá jogar mais esta época. Contudo, a imprensa tem especulado que o extremo não quer que Mike D´Antoni continue no comando técnico do clube. Sekou Smith no seu habitual Morning Shootaround no HangTime Blog:

Kobe 2

Numa altura em que Carmelo Anthony volta a ser equacionado pelos responsáveis dos Lakers e precisamente numa altura que se especula em Los Angeles que Steve Nash e Kobe Bryant poderão não ser capazes de voltar na próxima temporada em virtude dos multiplos períodos de lesão passados pelos dois atletas nas últimas 2 temporadas. Caso Jim Buss decida avançar para Melo, segundo Sekou Smith, sempre muito bem informado, terá concorrência apertada. O jogador entrou no radar dos Rockets como a missing thing para completar a equipa rumo ao objectivo título.

Carmelo 3

O negócio poderá ser facilitado com a troca de Jeremy Lin. Os Knicks já mostraram interesse no regresso do base a Nova Iorque. Todavia, analisando bem a possibilidade de Melo rumar a Houston, não sei até que ponto é que os Rockets estarão a dar um passo em frente ou um passo atrás. Se com Harden e Howard no rooster, Kevin McHale teve algum trabalho a conciliar o jogo destes dois jogadores (exterior e interior) com Melo, não correm os Rockets o risco de criar uma equipa excessivamente individualista?

NBA 2013\2014 #45

Os rumores que tem marcado os últimos dias da liga:

1. Agita-se a especulação sobre o futuro de Melo. No Point Forward, um dos blogs associados do site da NBA, Rob Mahoney afirma que Joakim Noah já poderá ter feito a operação de charme junto do extremo dos Knicks para se juntar à Wind City já no próximo verão.

melo anthony

Claro está que a equipa de Chicago, não terá os 22 milhões de dólares que Carmelo aufere por ano (nunca assinará pelos Bulls por menos daquilo que actualmente ganha nos Knicks, isto é, cerca de 23,5 milhões de dólares; esta é a player option que jogará terá ou não de activar no verão com a equipa de Nova Iorque) sem ultrapassar a taxa de luxo. Incluída a amnestia sobre Carlos Boozer, movimento que irá poupar cerca de 16,8 milhões de dólares à equipa de Chicago e fixar o cap space da equipa cativo para a próxima época em 46,603 milhões de dolares (cerca de 15\16 milhões de dólares a menos que o tecto salarial máximo previsto para a próxima época) com 5 jogadores a contrato (6 com Melo). Surgem então aqui vários problemas:

  • Chicago terá que investir a sério. Não só na free-agency (recrutando dois ou três jogadores para a rotação) como na renovação de casos pendentes (Augustine por exemplo, Jimmer Freddette; caso Thibodeau queira manter o jogador em Chicago) e assim ultrapassar em muito o tecto salarial máximo. O montenegrino naturalizado espanhol Nikola Mirotic, jogador cujos direitos pertencem a Chicago depois do negócio que envolveu a cedência de Kirk Hinrich e Kevin Seraphin há uns anos atrás, MVP da liga espanhola do ano passado, poderá ter que ficar mais um ano em Madrid visto que Chicago terá que lhe pagar um salário a rondar os 6\7 milhões de dólares. Apesar do proprietário dos Bulls, Jerry Reinsdorff já ter afirmado várias vezes durante esta época, a vontade de investir (significa, pagar taxas) caso lhe apresentem um projecto sólido e capaz de lutar pelo título da NBA.
  • Pessoalmente gostava de ver Carmelo Anthony nos Bulls. Acredito que com Rose totalmente recuperado, tanto o base como o extremo iriam beneficiar imenso do jogo um do outro. Enquanto o primeiro, com as suas fantásticas arrancadas pelo eixo central seria capaz de abrir muito espaço para o 2º, a marcação que é executada sistematicamente sobre o segundo iria abrir muito espaço para o primeiro. Para além do mais, dadas as evoluções que Melo fez no seu jogo, creio que iria constituir uma tripla temível com Taj Gibson e Joakim Noah na luta das tabelas.
  • Por outro lado, Melo iria roubar tempo a Jimmy Butler. Butler é uma das almas desta equipa dos Bulls. É um lutador nato que tem evoluído a pulso de ferro na equipa. Dado como um jogador sem futuro da NBA, está a tornar-se um jogador cada vez mais completo com fantásticas penetrações debaixo do cesto, boa capacidade de tiro de meia distância e de 3 pts e sobretudo uma habilidade fantástica para defender. Já é indiscutivelmente um dos melhores defensores da Liga.
  • A injustiça perante Carlos Boozer. Boozer tem as suas limitações a defender, tem. Mas Boozer está a realizar uma das suas melhores épocas na liga. O seu lançamento em arco é certinho e garante muitos pontos por jogo. Combina bem tanto com Noah como com Gibson.
  • O futuro de Mirotic: não é tarde nem é cedo para o jogador do Real vir para a Liga. A possível contratação de Melo para Chicago poderá ser nociva para o seu crescimento dentro da equipa visto que são jogadores com características muito mas mesmo muito semelhantes.

2. Phil Jackson on Knicks? Don´t shit me.

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Se os Knicks andam completamente desesperados para conseguir os serviços de Phil Jackson no front-office (Vice-President of Basketball Operations), na minha opinião, tal escolha não se deve apenas à época desastrosa que a equipa de Nova Iorque está a realizar esta temporada e à necessidade de renovação existente no seio do franchise a partir da contratação de alguém com a credibilidade do Mr. Zen. O desespero indicia claramente que Carmelo Anthony já deverá ter dado algum recado para o gabinete da direcção. Vejo a escolha de Phil Jackson (se aceitar ser VP dos Knicks, irei considerar imperceptível porque é que não se mexeu para ser GM\treinador dos Lakers quando os fãs da equipa assim o exigiam à direcção dos Buss na época passada; recordo que Mr. Zen é casado com Jeanie Buss, filha do antigo proprietário dos Lakers, Jerry Buss e irmã do actual presidente da equipa Jim Buss) como a última cartada dos Knicks para manter Melo em Nova Iorque. Só um projecto demasiado atractivo manterá o all-star no Madison Square Garden.

3. A retirada de camisola de Zydrunas Ilgaukas:

O lituano muito pouco lituano (desde que chegou à NBA em 1996 como a 20ª escolha do draft, literalmente marimbou-se na selecção do seu país natal\quando a quis representar, lesionou-se) viu a sua camisola retirada no Quicken Loans Arena em Cleveland. Apesar de nunca ter sido uma big-star da Liga (foi all-star duas ocasiões mas nunca foi uma das enormes estrelas da liga) compreendo que a retirada de camisola tenha como fundamento as 15 temporadas que o poste lituano passou com a equipa do Ohio. Pela sua carreira na Liga (pese embora o facto de ter sido um jogador com épocas bastante homógeneas com números a rondar 15 pts\8 ressaltos, números que de resto são satisfatórios para um poste titular de equipa como o foi Ilgauskas) decerto que Ilgaukas não veria o seu número 11 retirado porque não foi demasiado importante para lhe ser cumprido o desígnio. A própria retirada de camisola foi muito precoce: apenas 3 anos depois do jogador se retirar oficialmente.

É o 7º jogador do franchise de Cleveland a ver a sua camisola retirada depois de Bingo Smith (1970-1979), Larry Nance (1989-1994), Mark Price (1986-1995), Austin Carr (1971-1980), Nate Thurmond (1975-77), Brad Daughery (1986-1994).

NBA 2013\2014 #43

Noah, Augustin, Gibson – confiança. Pura confiança. O primeiro com mais um triplo-duplo (10 pontos\11 resssaltos\11 assistências). O segundo com 26 pontos vindos do banco. O terceiro com 22 pontos vindos do banco. Para uma equipa que era criticada por não ter soluções de banco (50 pontos\4 jogadores utilizados\Nazr Mohammed não marcou qualquer ponto) pode-se dizer que neste momento é o banco da liga com maior rendimento.

2. Apuramento com estilo.

Indiana Pacers

Pese embora o cabaz que a equipa de Indianápolis apanhou dos Bobcats (109-87 em Charlotte). Primeira equipa apurada para os playoffs. O que equivale a dizer que o primeiro objectivo programado para a época está cumprido. O segundo objectivo (vencer a fase regular da conferência este) está dificultado. Com um score de 46-15 e com Miami a apertar os calcanhares 43-15, a ver vamos se a equipa de Indiana aguenta a pressão dos bicampeões. Para aguçar ainda mais a pressão sentida pela equipa de Vogel, é bom recordar que caso Indiana vença a fase regular e caso dispute as finais de conferência como prevejo contra os Heat, terá a vantagem de realizar o 7º jogo em casa. O dito 7º jogo que escapou aos Pacers na temporada passada no duelo contra a equipa de Miami.

jefferson

Al Jefferson com 34 pontos e 8 ressaltos voltou a estar em destaque na renovada equipa de Charlotte. Jefferson está a justificar todos os cêntimos que aufere no final do mês. Está a fazer a melhor temporada da sua carreira.

3. On board

nash

No seu habitual Morning ShootAround no HangTime, Sekou Smith faz menção ao 2º episódio da saga “The Finish Line”, uma série de episódios realizados em torno de Steve Nash nos quais o canadiano fala sobre a sua vida e sobre a sua extensa carreira na NBA.

Sekou Smith vai buscar as palavras escritas no Bleacher Report por Kevin Ding para hipotetizar sobre o futuro do base canadiano nos Los Angeles Lakers. Segundo Smith, Nash não será dispensado no final do ano. Os Lakers irão dar-lhe uma última oportunidade para recuperar das lesões que tem padecido esta época.

4. Recordes

kyle korver

Terminou o recorde de Kyle Korver. O shooter de Atlanta estava há 127 jogos consecutivos a marcar pelo menos um triplo por jogo.

NBA 2013\2014 #42

1. No rescaldo dos 61 pontos de LeBron James (recorde de carreira e da história do próprio franchise):

22 field goals em 33 tentativas. Eis os spots:

james

Para quem não é um triplista nato mas vem a melhorar muito nas últimas épocas nesse sentido, os 8\10 realizado ontem beyond the arc é assustador, principalmente os 6\7 daquela posição mais à esquerda.

2. Bulls @ Brooklyn Nets

Prefiro atribuir a desastrosa exibição dos Bulls ontem no Barclays Center ao cansaço. A equipa vinha de 4 vitórias bem suadas frente a Hawks (fora 107-103), Warriors (casa 103-83), Mavericks (100-91 fora) e Knicks (casa 109-90). Denominador comum a todas essas vitórias foram as prestações dos dois postes (Noah com 2o pts e 12 ressaltos frente aos Hawks e 12 pontos, 13 ressaltos e 14 assistências; record de franchise para um poste; 5th triplo-duplo da carreira para Noah, frente aos Knicks; Taj Gibson com 21 pontos frente aos Warriors e 20 pontos e 15 ressaltos contra os Mavs; vindo do banco em ambos os jogos).

Ontem não pudemos assistir nem à boa exibição de um nem à boa exibição de outro. Com um fantástico Joe Johnson do outro lado (19 pontos\7\11 fgs e 3\4 em triplos) a exibição dos Bulls foi um desastre. A equipa cometeu 28 turnovers durante a partida, número que por si só aniquila qualquer hipótese de uma equipa de basquetebol vencer uma partida. Péssimos no capítulo do passe, péssimos a gerir o tempo de ataque, péssimos nas recepções, a cometer muitas faltas na defesa, os Bulls entregaram o jogo de mão beijada aos Nets que, por sua vez, também não fizeram um jogo por aí além na ausência de Kevin Garnett.

3. Duas notícias interessantes:

Steve Nash

Steve Nash não deverá jogar mais esta temporada. Fim de carreira à vista?

Steve Nash 2

jabbar

2.2 Steve Aschburner afirma no Hangtime que Kareem Abdul-Jabbar está a ponderar adquirir parte dos Milwaukee Bucks para terminar com a especulação em torno do futuro do franchising.Jabbar jogou os seus primeiros 6 anos da carreira em Milwaukee.

3. Antevisão da free-agency:

  • Indiana Pacers

Lavoy Allen, Rasual Butler e Orlando Johnson deverão ser jogadores livres durante o verão. Donald Sloam tem team option na ordem do milhão de dólares que deverá ser exercida

Andrew Bynum também não tem contrato para 2014\2015 mas a renovação deste será equacionada só no final da temporada pela equipa de Indianápolis.

Lance Stephenson termina contrato e é o único dossier no qual a equipa terá que ter algum cuidado. Stephenson já afirmou que qualquer mais qualquer coisa do que um contrato de 15 milhões de dólares por temporada. Poderá ser um dos free-agents mais cobiçados do verão. Indiferentemente do que proponha ao jogador, Indiana estará sempre acima do tecto salarial previsto visto que já tem cativos 63 milhões para a próxima temporada. Contudo, quanto mais oferecer ao jogador irá subir as penalizações a pagar pela equipa de Larry Bird.

  • LA Clippers

Willie Green tem team option mas não é nem de perto nem de longe um jogador fulcral na manobra da equipa. Ryan Hollins também se poderá tornar free-agent. Não são dossiers que tirem do sério os dirigentes da equipa.

  • LA Lakers

Pau Gasol, Chris Kaman, Jordan Hill, Jodie Meeks, Chris Duhon, Marshon Brooks, Jordan Farmar, Xavier Henry, Wesley Johnson e Kent Bazemore não tem contrato assegurado.

Nick Young tem player option e deverá continuar em Los Angeles a não ser que alguém lhe ofereça mais dinheiro ou um lugar no 5 titular. Os Lakers tem team option sobre Kendall Marshall e deverão exercê-la visto que o jogador tem jogado a alto nível e é até um dos melhores ao nível de assistências da liga com 9.4. Com estes dois, os Lakers tem 5 jogadores sob contrato para a próxima temporada. É praticamente certo que Jordan Hill, Jodie Meeks e Jordan Farmar renovem o que perfaz 8 jogadores. Os restantes 5 virão do draft, estando a equipa de LA em posição para ir buscar um top-5 garantidamente na 1st pick e na free-agency, onde a equipa irá querer reconstruir a equipa com algumas unidades que acrescentem valor e possam ajudar ao regresso de Kobe Bryant ao mais alto nível. Os Lakers terão 18 milhões (até ao tecto salarial) para gastar na próxima temporada.

Os Lakers irão esperar pelo verão para ver com quem é que podem reconstruir a sua equipa.

Certo é que Pau Gasol deverá mudar de ares. A família Buss bem tentou no passado mês de Fevereiro por o espanhol a andar para Phoenix por troca com Okafor mas a equipa de Phoenix acabou por roer a corda. O mesmo deverá acontecer também com Chris Kaman, Chris Duhon, Marshon Brooks, Xavier Henry, Wesley Johnson e Kent Bazemore.

  • Memphis Grizzlies

Mike Miller, Fab Melo, James Johnson, Nick Calathes, Beno Udrih (dispensado pelos Knicks nos últimos dias, assinou pela equipa de Memphios) não tem contrato previsto para a próxima época.Creio que apenas o grego irá renovar porque é visto como um jogador de futuro dentro da equipa e visto que no próximo ano a equipa não só estará acima do tecto salarial máximo como ainda tem várias questões para resolver ao longo da temporada. O regresso de Mike Miller não correspondeu às expectativas idealizadas pelos dirigentes de Memphis e Beno Udrih está claramente só de passagem.

Além do mais, para o ano os Grizzlies tem um cap subscrito de 64 milhões e ainda terão que lidar com a renovação ou não de Zach Randolph.

  • Miami Heat

Player options serão activas pelas grandes estrelas da companhia. Bosh, Wade, James e Haslem irão renovar os seus respectivos contratos mais tarde ou mais cedo. O mesmo deverá acontecer com o base Mario Chalmers e Shane Battier.

Ray Allen termina contrato, não se sabendo para já se irá renovar por mais 1 ano ou se irá terminar carreira. O jogador de 38 anos ainda não se pronunciou publicamente sobre o seu futuro.

Toney Douglas, James Jones deverão ser jogadores livres no próximo verão.

Por resolver continuarão os casos de Greg Oden (depois do período de recuperação à qual o jogador de 26 anos foi sujeito pela equipa, já alinhou 14 partidas esta temporada e está a ser inserido dentro da rotação da mesma) estando os dirigentes de South Beach à espera de observar até onde é que Oden é capaz de ir…

Michael Beasley deverá renovar com a equipa de Miami visto que foi inserido com algum exito dentro da rotação da equipa.

to be continued…

4. Stephen Curry vs Mark Jackson

Jogador e treinador entraram numa paródia numa sessão de treinos da equipa e o antigo jogador dos Knicks, Clippers, Pacers, Nuggets, Raptors, Jazz e Rockets, rookie of the year de 1988, desde 2011 o treinador da equipa de Oakland, provou que mesmo aos 49 anos ainda dava uma perninha na NBA como lançador de canto.

A retirada do 3 de Allen Iverson

O Wells Fargo Center em Philadelphia viveu há poucas horas atrás um daqueles momentos mágicos que só a NBA (e as outras ligas profissionais norte-americanas como a NHL, NFL e MLB; respectivamente a liga profissional de hóquei no gelo, futebol americano e baseball) costumam proporcionar: a retirada de um número utilizado por um jogador digamos, histórico, no franchise. Ontem, coube a Allen Iverson ver o 3 que utilizou na equipa de Philadelphia ser retirado, o que, significa, explicando sucitamente aos leigos que leiam este post, que mais nenhum jogador na história da equipa de Philadelphia poderá utilizar este número.

O melhor da carreira do base foi vivido em Philadelphia. Escolhido como #1 no draft de 1996, o jogo de Allen Iverson sempre se caracterizou por um fortíssimo drible 1×1, pelo repentismo com que executava os seus lançamentos e pela extraordinária capacidade que tinha de, apesar do seu 1,83m, penetrar até debaixo do cesto e concretizar perante a oposição de postes, grande parte deles, 25, 30, 35 cm mais altos. Nos seus melhores anos na equipa do estado da Pensilvânia (2000-01, 2001-02, 2004-05 e 2005-06) o base ultrapassou os 30 pontos de média pontual durante a fase regular. Na sua melhor época a todos os níveis (045) fez uma média pontual de 30.7 pontos por jogo, 7.9 assistências por jogo e 4 ressaltos por jogo. Estas épocas viriam a coincidir com uma fase muito interessante da história dos Phily na qual o franchise de Philadelphia conseguiu ir às finais da temporada 2000-01, perdidas contra os Lakers de Kobe Bryant, Bryan Shaw e Shaquille O´Neal.

O jogador sempre revelou problemas fora-de-campo. O vício do jogo e o fracasso nos objectivos estipulados pelo franchise aquando da sua escolha no draft e das escolhas realizadas para a equipa nos anos seguintes (vencer um título da NBA) levaram a que a equipa de Philadelphia o trocasse para Denver logo no primeiro quarto-da-época de 2005\2006 quando o base estava a fazer 40 pontos em quase todos os jogos. A partir de Denver, Iverson nunca mais foi o mesmo jogador e acabou por se arrastar por várias equipas (Detroit, Memphis, Besiktas na Turquia, algumas exibições por uma equipa porto-riquenha e uma passagem algo sucedida pelos Philadelphia 76ers novamente na season 2008\2009).

Apesar da equipa de Philadelphia já ter a cerimónia programada há vários meses, não será de admirar que esta tenha sido realizada devido aos problemas pelos quais o jogador está a passar neste momento: há poucos meses atrás Iverson admitiu que está falido e que tem sobrevivido graças à ajuda de antigos amigos e do sindicato de jogadores da NBA. Outras fontes tem desmentido que o jogador esteja totalmente falido. (ver aqui, aqui) afirmando que este ainda tem alguns investimentos pendentes, apesar dos prazos de maturação terem sido programados para daqui a 15 e 20 anos. Como este tipo de cerimónias costumam realizar-se, na maioria dos casos, 10 a 15 anos depois do jogador ter abandonado carreira ou ter atingido o seu pico mais alto na equipa, o facto da cerimónia de Iverson se ter realizado meia dúzia de anos do abandono da carreira do jogador, 8 anos depois do final do pico da sua carreira, pode indiciar que a direcção da equipa de Philadelphia quis dar uma mãozinha ao seu antigo jogador de forma a que este seja visto e possa angariar mais uns trocos juntos dos patrocinadores da liga.

Para finalizar aqui fica um video random de Allen Iverson na equipa de Philadelphia, um resumo feito pelo jogador à sua carreira na equipa da Pensilvânia bem como os números e as distinções obtidas ao longo de toda a carreira:

  • MVP da fase regular da NBA em 2001
  • 11 vezes All-Star de 2000 a 2010
  • 2 vezes MVP do All-Star Game (2001 e 2005)
  • 3 vezes na equipa ideal da fase regular
  • 3 vezes na equipa secundária da fase regular
  • Rookie do ano em 1997
  • MVP do rookie Challenge em 1997
  • 4 vezes o melhor pontuador da fase regular NBA (1999, 2001, 2002 e 2005)
  • 3 vezes o líder da fase regular nos roubos de bola (2001, 2002, 2003)
  • 24368 pontos
  • 3394 ressaltos
  • 5624 assistências
  • 1983 roubos de bola
  • 1059 triplos

Curiosidade final: Iverson é o 8º jogador da história de Philadelphia a ver o número retirado. Iverson sucede aos grandes Julius Irving (1976-1987) Maurice Cheeks (1978-1989) Wilt Chamberlain (1965-1968) Hal Greer (1963-1973) Bobby Jones (1978-86) Billy Cunningham (1975-1986) e Charles Barkley (1984-1992). Os Philadelphia 76ers também já retiraram simbolicamente o seu public-adress-announcement (o homem do microfone) Dave Zinkoff pelos serviços prestados entre 1963 e 1985.

NBA 2013\2014 #38

1. Jogos que tenho visto nos últimos dias:

Na noite de quinta-feira, os bicampeões em título foram dar uma autêntica malha de basket ao reduto dos Oklahoma City Thunder. A equipa de Oklahoma ainda espera o regresso de Russell Westbrook de lesão. LeBron James distinguiu-se na partida com 33 pontos e não evitou ter que sair no último período com o nariz partido. Irá falhar no máximo 2 partidas. À hora a que escrevo este post está a falhar a partida de Miami frente a Chicago em South Beach, Miami.

Os Grizzlies bateram os Clippers no seu pavilhão na madrugada de quinta para sexta num jogo bastante emotivo. Foi 23º jogo entre estas duas equipas nas últimas 3 temporadas, facto que só acontece devido ao facto de se terem encontrado nos playoffs das últimas duas. Os esforços de Blake Griffin e Jamal Crawford no 4º período foram insuficientes para bater uma equipa de Memphis extremamente assertiva no capítulo do lançamento. Com um score de 31-24 na época, a recuperar de um péssimo início de temporada, a equipa de Memphis ainda espreita um lugar nos playoffs no último terço da temporada regular. São 9ºs mesmo atrás dos Dallas Mavericks. A dupla de postes Zach Randolph e Marc Gasol tem subido o nível das suas exibições. A equipa de Doc Rivers, apesar de ter melhorado imenso no plano defensivo, ainda está longe do que se considera aceitável para uma equipa com aspirações na temporada.

2. Deadline day

Na quinta-feira fechou o mercado de trocas no que a esta temporada concerne. As equipas com objectivos altos tiveram a sua última oportunidade para afinar as respectivas máquinas para o que falta jogar na temporada regular e para os playoffs, apesar de, até ao final da temporada regular ainda ser possível contratar jogadores que neste momento se encontram livres. As equipas que já se encontram sem hipóteses (virtuais) de se qualificarem para a ronda final da prova aproveitaram também a janela para começar a preparar o futuro ou alinhavar (em termos financeiros) as contas da equipa para a próxima janela de draft e free-agency nos meses de Junho e Julho. Alguns jogadores com potencial foram dispensados e podem reforçar outras equipas nas próximas semanas.

2.1 Trocas

Em cima da mesa nos últimos dias disponíveis para se efectuar trocas entre equipas, pendiam alguns jogadores de destaque como Jeff Teague (Atlanta Hawks) Andrea Bargnani (New York Knicks) Rajon Rondo (Boston Celtics) ou Luol Deng (Cleveland Cavaliers).

Nos últimos dia efectuaram-se algumas trocas mas nenhuma delas afectou uma estrela da Liga.

steve blake

Os Golden State Warriors reforçaram o seu plantel com o Steve Blake. Os Warriors já se tinham reforçado com o SG Jordan Crawford, vindo de Boston. Os Celtics abdicaram do seu SG visto que este no final da época poderia sair da equipa do Massachussets visto que era restricted free-agent by qualifying-offer. Para ficar com o jogador, os Celtics teriam que fazer uma proposta igual ao superior do contrato do atleta (4,2 milhões de dólares por temporada). Ao enviar o jogador para Golden State, a equipa da california assumiu metade do ordenado do jogador durante esta temporada e Boston poupou cap para atacar a próxima temporada e assim repensar as suas escolhas de acordo com a estratégia de rebuild assumida pela equipa. Os Warriors reforçaram o seu plantel com um excelente lançador de meia distância, algo inconstante ao nível exibicional é certo, mas que poderá ajudar a equipa a cumprir os objectivos estabelecidos pela mesma: as meias-finais de conferência. Já o base mal-amado em Los Angeles será suplente de Stephen Curry na equipa de forma a dar mais descanso à grande estrela da equipa. A equipa de Los Angeles recebeu Kent Bazemore e DeMarshoon Brooks, jogadores que deverão ser aproveitados na rotação da próxima temporada visto que a equipa de LA tem poucos jogadores sobre contrato previsto para a mesma.

Marcus Thornton

Sacramento e Brooklyn Nets acordaram a troca de vários jogadores que se encontravam insatisfeitos dentro dos seus roosters. Marcus Thornton rumou à equipa Nova Iorquina. O base estava a ter cada vez menos minutos na rotação de Michael Malone e como tal estava a produzir números (8.3 pontos\2.7 assistências) muito abaixos daqueles que é capaz de produzir. Os Nets ofereceram aos Kings um jogador que não entrava regularmente na rotação (Reggie Evans) e outro cuja contratação no início da época saiu muito furada, o SG Jason Terry.

turner

A maior troca do dia acabou por ser a troca efectuada entre Philadelphia 76ers e Indiana Pacers. A equipa de Larry Bird continua a mostrar a sua ambição, o título da NBA. Como tal continuou a sua estratégia expansiva ao contratar o SG\SF de Philadelphia que, esta temporada, tem uma média de 17.6. Indiana completa com o Turner o enorme leque de atiradores que dispõe (Paul George, CJ Watson, George Hill, Lance Stephenson e David West). Os Pacers souberam compreender a importância que um jogador Evan Turner (repentista, bom lançador mid e long range) poderá desempenhar na equipa nos playoffs, altura da época em que os candidatos necessitam claramente de experiência e virtuosismo para alcançarem os seus objectivos.

Os Philadelphia 76ers receberam Danny Granger. O azarado extremo (passou grande parte dos últimos dois anos lesionado) viu consumado aquilo que se previa há muito: não fazer parte da estratégia da equipa. Foi dispensado pelos Sixers no mesmo dia por motivos salariais. Enquanto os Pacers decidiram reforçar a sua equipa com um jogador capaz de decidir, apoiar, marcar pontos em troca de outro que para além das sucessivas lesões, não estava a acrescentar muito à equipa desde que voltou aos courts. Os Sixers continuam a traçar o seu rebuild em torno de Michael Carter-Williams e acabaram por poupar cap salarial para a próxima temporada com a dispensa de Granger.

2.2 Dispensados e contratados.

Contratados: Para completar o 13º jogador da equipa, número regularmentar de jogadores obrigado pela liga, Chicago contratou Jarvis Varnado. O jogador assinou por 10 dias e será experimentado para ver se poderá assinar até ao final da temporada.San Antonio contratou por 10 dias Shannon Brown, antigo jogador dos Lakers.

Dispensados ou sem contrato

danny granger

O extremo está neste momento sem equipa. Auferindo 14 milhões de dólares (era o último ano de contrato com os Pacers), Oklahoma, Miami e San Antonio Spurs poderão estar interessados nos préstimos do extremo. Oklahoma neste momento lidera a corrida. Granger poderá baixar os seus valores salariais para metade porque para além da sua situação específica, poderá aceitar tais valores pelo simples facto de poder ingressar numa equipa que luta pelo título. Quando assim o é, existem jogadores que abdicam de parte do seu salário para poderem lutar pelo título da NBA.

glen davis

Quem também está sem contrato é Glen Davis. O Orlando Magic cansaram-se do mau feitio e da falta de rendimento do poste em campo, tendo decidido dispensá-lo para poderem poupar cap space para a free-agency. Com a dispensa, os Magic pouparam cerca de 10 milhões nos próximos 18 meses. Ainda não existem interessados em Davis mas o base poderá encontrar o seu espaço na Liga nas próximas semanas, como suplente de uma estrela da sua posição. Clippers ou OKC poderão ser hipóteses muito válidas para o jogador. Inseria-se facilmente nos primeiros visto que já trabalhou com Doc Rivers no passado, treinador que admira o seu potencial (apesar de o ter trocado) mas cujo feitio afirmou ser o “principal inimigo do jogador” que outrora foi apelidado de Baby Shaq por causa das suas parecências físicas e ao nível de características com Shaquille O´Neal.

2.3 A definir o verão

As últimas mexidas realizadas pelas equipas já começaram a definir a próxima free-agency. Eis os rostos daqueles que poderão mudar as suas bagagens no próximo verão.

Equipa a equipa:

Atlanta Hawks

Elton Brand, DeShawn Stevenson, Jared Cunningham e Gustavo Ayon são free-agents unrestricted ou seja, livres para negociar com quem quiserem e deverão seguir caminho no final da temporada até porque a equipa de Atlanta já tem um cap de 47,9 milhões cativos para a próxima temporada e terá o dossier da renovação de Paul Millsap na próxima temporada. O poste ganha 9,5 milhões por temporada e poderá querer estender este valor para um pacote perto de 75 milhões por 4 temporadas.

Boston Celtics
Kris Humphries não deverá renovar. Auferindo 14 milhões de dólares e estando a equipa com um cap de 47 milhões previstos para a próxima temporada, será impensável para os Celtics renovar com o poste. Deverá arranjar colocação dentro da liga mas com um contrato muito menor do que o actual e com papel de suplente.
Keith Bogans e Ryan Gomes também não deverão renovar. O primeiro pode acabar carreira no final da temporada.

Irão renovar com a equipa de Boston Jerryd Bayless (+3,5 milhões) e Avery Bradley (qualifying offer de 3,5 milhões de euros para Boston) 

Detendo a opção para estender contrato por mais 1 temporada, o poste canadiano Joel Anthony deverá querer renovar, mas os 3,8 milhões de salário poderão ser proibitivos para os Celtics numa altura em que estes estão a tentar diminuir custos para poderem passar a luxury tax na época 2015\2016 com uma equipa mais experiente e com uma free-agency bem mais apelativa ao nível de nomes grandes. Para além do mais, a equipa irá apostar na dupla Olynyk e Faverani sendo que o brasileiro poderá sair caso a equipa não se mostre interessada em renovar.

Brooklyn Nets

Pierce

Paul Pierce é para já a grande incógnita que a equipa tem para o verão.

A equipa gastou este ano 102 milhões de euros mais o valor relativo à taxa de luxo. No próximo ano, a equipa detida pelo multimilionário russo Mikhail Prokhorov tem um gasto de 89 milhões previsto, podendo amenizar em cerca de 8,6 milhões caso Travis Outlaw seja amnestiado (vai ser) e Andray Kirilenko e Andray Blatche não exerçam a sua opção pessoal. Creio que Blatche deverá exercê-la. Quanto ao russo, duvido. Como Shawn Livingstone (1,2) e Alan Anderson tem tido boas prestações e deverão renovar com os Nets, se a equipa renovar com o Paul Pierce de acordo com o salário actual (15,33 milhões) a equipa voltará a gastar 100 milhões de dólares, indiferentemente do facto consumado de ter usado a luxury tax pelo 3º ano consecutivo e pelo 3º ano em 5 temporadas, facto que garante uma penalização extra.

Ocorre que o proprietário da equipa já afirmou que pode não escorregar com a nota no próximo ano.

Charlotte Bobcats

Ben Gordon (13,2 milhões) não deverá ver o seu contrato renovado, Luke Ridnour (4,3M) também não deverá permanecer dados os seus números e exibições esta temporada (5,3 pontos\1.7 ass). Tyrus Thomas (9,3M) será amnestiado com quase toda a certeza e Josh McRoberts (2,7) tem player option. Com 46 milhões de cap previsto (16 de sobra) a equipa de Charlotte poderá atacar 1 ou 2 bons free-agents para continuar a construir o seu 5 inicial de forma a poderem continuar a evoluir visto que este ano já tem um lugar mais ou menos solidificado nos playoffs (6º no Este com um score de 27-30)

Chicago Bulls

Kirk Hinrich

Com um cap de 63 milhões assegurado para a próxima época (ligeiramente superior ao tecto máximo virtualmente estabelecido para a próxima época) as duas dúvidas de Chicago irão cair sobre Kirk Hinrich e DJ Augustin. Na minha opinião, o primeiro será preterido pela renovação do segundo porque é mais novo, inseriu-se muito bem dentro da equipa e tem mais margem de progressão na nomenklatura de Chicago. Como Derrick Rose vai voltar na próxima temporada, Augustin passará a ser o 6th man de Chicago, estatuto que, dado o historial do jogador num passado recente (dispensado em Indiana; despedido em Toronto) deverá agradar ao jogador. Resta saber quem é que estará na disposição de desembolsar mais do que Chicago ou granjear ao jogador um estatuto superior na equipa do que aquele que o base tem em Chicago (starter).

Com a equipa de Chicago evita as penalizações, é mais ou menos certo que volte a ultrapassar a luxury tax no próximo ano até porque a equipa irá pretender a vinda de Nicola Mirotic para a NBA com o montenegrino a candidatar-se a um salário perto dos 6 milhões de dólares. A equipa de Chicago também poderá atacar um extremo e um poste com estatuto de suplente de Joakim Noah, dependendo essas contratações do que calhar no draft à equipa dos Bulls.

Nazr Mohammed e o Rookie Erik Murphy serão jogadores livres.

Cleveland Cavaliers

deng 2

Luol Deng é a grande dúvida da equipa do Estado do Ohio. Na última semana noticiou-se em vários órgãos de comunicação da especialidade a ideia de que Cleveland poderia querer trocar o jogador que recebeu de Chicago em Janeiro pelo facto de não ter capacidade financeira para renovar com ele no verão e assim conseguir uma boa moeda de troca com o extremo. Como a equipa de Cleveland tem um cap programado de 32 milhões (+ 9,5 pela renovação que irá exercer sobre Anderson Varejão; team option e mais 3,25 sobre Alonzo Gee) sobram cerca de 17\18 milhões para avaliar Deng (14 milhões com tendência a ficar mais ou menos nestes valores\54 milhões\3 anos ou 72\4 anos) Spencer Hawes (6,5 milhões com tendência a subir) e CJ Miles (deverá ser descartado). A equipa terá portanto que optar por Deng ou Hawes ou pelo pagamento de luxury tax, coisa que decerto não irá agradar aos homens de Cleveland visto que Kyrie Irving tem qualifying offer prevista para 2015\2016, podendo ser necessária a extensão de contrato já no próximo ano com uma subida substancial de salário do epicentro do rebuild de Cleveland.

Deng poderá tornar-se um dos cabeças-de-cartaz do mês de Julho

Dallas Mavericks

nowitzky

Em Dallas, não é certo que Dirk Nowitzky renove e por isso é que a equipa está de olho em Kevin Love. Não é certo também que Shawn Marion, Vince Carter e Devin Harris renovem. Brandan Haywood deverá ser amnestiado pela equipa cujo proprietário é Mark Cuban (7M). DeJuan Blair deve renovar.

Caso Dirk Nowitzky não renove, a equipa de Dallas (apenas de 26M) irá atacar forte e feio no mercado. Caso renove, a equipa terá cerca de 15M para o fazer. Se o alemão não renovar, deverá ter meia equipa interessada nos seus serviços. O jogador afirmou recentemente que deverá assinar por mais 2 ou 3 temporadas.

Denver Nuggets

Jan Vesely é o único jogador unrestricted. O checo não deverá renovar. Nate Robinson tem player option mas como é a 3ª escolha para a sua posição na equipa deverá rumar a outras paragens.

Detroit Pistons

A equipa tem 41 milhões cativos para a próxima época. Charlie Villanueva está a falhar vários jogos derivado dos problemas físicos. Logo, não deverá renovar visto que ganha 8,5 milhões nesta temporada. O rebuild da equipa também já não passa por Villanueva. Rodney Stuckey é outra das incógnitas. O base tem feito uma época bastante interessante, principalmente ao nível da pontuação (13,7). No entanto a equipa tem um défice enorme na armação de jogo visto que nem Stuckey nem Brandon Jennings são dois puros bases organizadores. O jogador aufere 8M. Como Greg Munroe está com qualifying offer de 5,5 e a equipa não deverá querer perder o poste porque este combina muito bem com Andre Drummond, Jonas Jerebko pode exercer uma opção de +1 ano por 4,5M (juntos perfazem para 52 milhões o cap de detroit) e a equipa de Detroit não dispõe de fundos para subir o tecto salarial máximo, a equipa poderá renovar com Stuckey ou procurar um base organizador no draft até ao valor auferido pelo veterano base, mantendo-se em ambos os casos abaixo do tecto salarial máximo.

Golden State Warriors

Steve Blake é claramente uma aposta a curto prazo e Jermaine O´Neal não deverá assinar renovação porque as lesões não o deixam jogar com regularidade numa equipa que quer ser campeã da NBA. Jordan Crawford tem uma qualifying offer de 3,2 milhões para a próxima época. É a única incógnita na equipa de Oakland para o verão. Os Warriors tem 65M cativos para a próxima época. Dinheiro não é problema no franchise californiano.

Houston Rockets

O mesmo se passa em Houston. A equipa ainda está a pagar o salário a Luis Scola, amnestiado e contratado pelos Indiana Pacers. A amnistia não significa que a equipa não tenha que pagar o resto do contrato ao jogador. Apenas tem efeitos contabilísticos no cap space da equipa. Faça o que fizer, a equipa continuará acima da lux no próximo ano. Omri Casspi deve renovar visto que é um jogador muito precioso porque consegue ser bastante efectivo tanto no jogo exterior como nas penetrações com finalização debaixo do cesto. A equipa também deverá exercer os direitos sobre Chandler Parsons e Patrick Beverley (cerca de 900 mil sobre cada um). Francisco Garcia tem player option. A escolha do jogador não irá interferir muito com o rendimento bruto da equipa, conhecidas que são as suas soluções de plantel.

Nos próximos posts irei analisar as restantes equipas.

NBA 2013\2014 #37

Tardio. Para quem não tenha visto em directo na madrugada de domingo para segunda, aqui fica.

2. Passado que está o all-star game, vem aí o deadline day. O “mercado” de trocas fecha no dia 21. Nos últimos dias, a liga tem assistido à plantação de vários rumores e às declarações de interesses de várias equipas. Algumas tentam desfazer-se de jogadores que terminam contrato no verão para poderem ganhar alguma coisa com eles ou poderem livrar salários do seu cap de forma a poderem atacar jogadores livres em Julho enquanto outras ainda procuram uma mais-valia para o seu plantel. Eis a análise aos rumores que tenho visto nos últimos dias:

2.1 O Hangtime publicou há minutos que Sacramento Kings e Brooklyn Nets estão em negociações avançadas tendo em vista a troca do base Marcus Thornton pelo SG Jason Terry e pelo poste Reggie Evans.
A mesma fonte referiu que a equipa de Sacramento também está a negociar Jimmer Fredette com várias equipas.

2.2 – Regresso a Nova Iorque?

Lin

Jeremy Lin poderá voltar à casa que o viu despontar para a liga na época 2011-2012. O Hangtime não afirma para já se os Knicks apresentaram alguma oferta aos Houston Rockets para fazer regressar o base. Durante esta temporada, foi notória a ausência de um base organizador de jogo na equipa de Nova Iorque. Lin encaixa bem no perfil desejado para a posição pela equipa de Nova Iorque. Poderão estar aqui a preparar o futuro, já que esta temporada está irremediavelmente perdida.

2.3 – Utah gostaria de contar com Rajon Rondo quando o base regressar de lesão. Os Celtics estão interessado em Gordon Hayward. O base dos Jazz é insuficiente para os Celtics. Há um rumor que afirma que os Celtics ofereceram Jeff Green aos Celtics na troca por Hayward e escolhas de draft, proposta que foi rejeitada pelos Jazz pelo simples facto de não estarem interessados no extremo da equipa de Boston.

2.4 Dalton Russell escreve na Yahoo Sports (sports.yahoo.com/news/chicago-bulls-eyes-thunder-39-russell-westbrook-derrick-163900222–nba.html) a possibilidade de Chicago avançar para a contratação de Russell Westbrook enquanto Derrick Rose recupera de lesão. Este rumor não tem fundamento porque:

  • Depois da troca de Luol Deng, as contas de Chicago estão a ser feitas ao cêntimo para a equipa poder evitar o 2º ano consecutivo a pagar luxury tax. Pagando luxury tax nesta e na próxima época, a equipa de Chicago seria penalizada com mais impostos. O motivo que levou à troca com os Cavs foi precisamente a necessidade de salvaguardar a possibilidade de não pagar luxury tax esta época para poder limpar o “histórico” na próxima e, assim poder ultrapassar o tecto salarial máximo imposto pela liga nas próximas 2 épocas sem haver direito a penalização. Creio portanto que a possível contratação de Russell Westbrook por um pacote salarial nunca inferior a 100 milhões de dólares por 5 temporadas ou 80 milhões por 4 temporadas iria anular por completo a estratégia delineada na troca de Deng.
  • Derrick Rose continua a ser a aposta da equipa apesar das lesões. Não faria sentido nenhum contratar Russell Westbrook para jogar apenas por uns meses na equipa. DJ Augustin entrou muito bem na equipa. Perante a possibilidade da equipa não renovar com Kirk Hinrich no final da temporada, o base deverá ser brindado com uma proposta de renovação até 8 milhões de dólares por 2 temporadas (4M\época) para ser o titular da equipa na próxima temporada até à re-inserção de Rose e 6th man quando o #1 reassumir a sua posição. Resta saber que se alguém na liga estará na disposição de lhe dar melhores condições salariais e o estatuto de titular.
  • Os Thunder não irão abdicar de uma das suas maiores estrelas por tuta e meia. Se existir algum interesse da equipa de Oklahoma num jogador de Chicago, só poderá ser em Joakim Noah visto que seria a master pièce no 5 base de Oklahoma City. O francês é neste momento inegociável para Chicago.

love

2.5 – Os Dallas Mavericks poderão estar a preparar uma investida sobre Kevin Love dos Minnesota Timberwolves. Vários rumores tem afirmado que o poste poderá juntar-se aos Lakers no final do seu contrato com os Wolves ou seja, em 2015\2016. Os Lakers poderão antecipar esse cenário caso apresentem uma boa proposta à equipa do Estado de Minnesota na próxima época. Até lá, não dispõe de qualquer elemento sob contrato capaz de satisfazer as pretensões dos Timberwolves. O dinheiro não parece ser problema para Mark Cuban. O problema põe-se quanto ao pacote de jogadores que Dallas poderá oferecer aos Wolves sabendo que estes não irão querer a ficar a perder no negócio. Se Vince Carter e Shaun Marion são demasiado velhos para encaixar no “modelo jovem” composto pela equipa de Mineapolis, outros jogadores que poderão ser oferecidos como Monta Ellis ou o base Calderón não interessam à equipa visto que seriam jogadores demasiado caros para estarem tapados pelos titulares da equipa (Kevin Martin e Ricky Rúbio respectivamente).

2.6 – O Bleacher Report avança que, mês e meio depois de ter sido contrato pelos Cavs, Luol Deng poderá ser trocado ou mesmo dispensado pela equipa de Cleveland.Como Luol Deng se irá tornar free-agent no final da temporada, os Cleveland Cavaliers temem não ter capacidade financeira para segurar o extremo em Cleveland. Como tal, poderão testar já as ofertas de eventuais interessados no jogador.

3. Análise

Bleacher Report – Adam Fromal sobre o rookie de Milwaukee Gianni Antetokounmpo. Facto incrível mencionado sobre a evolução do jovem de 19 anos na equipa de Milwaukee foi o crescimento (em altura) obtido nos meses em que está com a equipa.

4. Injury Depot

4.1 Tony Parker – San Antonio Spurs – 2 jogos – lesão no queixoApesar da ausência do base, os Spurs venceram os Los Angeles Clippers esta madrugada no Stapples Center num jogo em que Tim Duncan fez 17 pontos, 7 assistências e 13 ressaltos e o italiano Marco Belinelli voltou a confirmar o seu melhor momento da temporada com 20 pontos.

4.2 LaMarcus Aldridge – Portland Trail Blazers – 1 semana.

4.3 – Isaiah Thomas – Sacramento Kings – indeterminado.

4.4 Dion Waiters – Cleveland Cavaliers – indeterminado.

5. Extra-NBA.

A TNT colocou um dos seus actuais comentadores, o antigo basquetebolista Charles Barkley a entrevistar o presidente Norte-Americano Barack Obama. Aqui fica um excerto da entrevista na qual o comentador e o presidente falaram sobre Basquetebol e Política.

NBA 2013\2014 #33

O jogo já estava a correr mal para os Bulls de Tom Thibodeau em Sacramento. O poste Joakim Noah decidiu piorar o cenário quando pintou a manta junto dos árbitros e foi expulso. Os resultados foram óbvios: mais uma péssima exibição ofensiva dos Bulls na derrota por 99-70 frente aos Kings.

2. O “excentrico” Mark Cuban

cuban

Diz-se que o proprietário dos Dallas Mavericks cheira filões de ouro a léguas. Voltou a estar nas bocas do mundo nos últimos dias ao apostar num safety na primeira jogada da final do Superbowl. E com a aposta aumentou a sua fortuna em 20 milhões de dólares.

3. A possível troca entre Lakers e Suns:

gasol 1

gasol 2

4. On board:

david stern

A semana trouxe a notícia do abandono de funções de David Stern enquanto Comissário da Liga no preciso momento em que fez 30 anos no cargo. A longa era Stern deu à liga quase tudo o que aquilo ela é hoje: o profissionalismo, a globalização do jogo e a espectacularidade. Com David Stern enquanto comissário, a liga passou a ser assumidamente profissional, foram criados mais 7 franchises, as receitas aumentaram em cerca de 30%, a NBA passou a ser palco dos melhores jogadores de todo o mundo, as transmissões do maior basquetebol do mundo são exibidas em quase todos os países do mundo, criou-se a WNBA e a D-League, criou-se e expandiu-se a rede de solidariedade da Liga com os programas da NBA Cares, foi assinado o primeiro protocolo anti-drogas na Liga, a NBA disputou pela primeira vez jogos fora dos Estados Unidos (tanto contra equipas não-americanas na pré-época como na sua fase regular) e a liga criou as suas diversas plataformas digitais (site da NBA, da WNBA, NBA league passe, NBA mobile, NBA D-League.com, NBA TV) que tanto jeito dão para a a divulgação das marcas, dos jogadores, para a angariação de receitas para as equipas, para as liga, para os jogadores e que tanto basquetebol divulgam junto de quem sustenta a existência da Liga: os amantes de basquetebol.

David Stern deixa todo este legado e faz aumentar a exigência junto de Adam Silver, o homem que irá ocupar o seu lugar muito em breve.

NBA 2013\2014 #32

Da jornada de sexta-feira:

A fantasmagórica exibição dos atiradores exteriores dos Clippers em Chicago. Regressado de lesão, JJ Redick logrou marcar 4 triplos em Chicago logo no primeiro período. Se no final do primeiro período, com uma primeiro período bastante bom dos Bulls, os Clippers venciam por 41-26 (pontuação record num período de uma equipa a jogar no United Center desde que Tom Thibodeau é treinador dos Bulls) a meio do 2º período, para que se tenha noção da avalanche ofensiva praticada no United Center, a equipa orientada por Doc Rivers tinha uma eficácia de lançamento de 3 pts de 90% (10 em 11). Nenhuma equipa da liga seria capaz de contrariar tamanha eficácia. Também convém salientar que no primeiro período, Carlos Boozer esteve em grande evidência com 16 pontos. Só voltaria a fazer mais 6 no 3º período. Acabou o jogo com uma eficácia de 10 em 18.

No segundo tempo, os Bulls tentaram diminuir a diferença. Alavancados por uma excelente exibição de Mike Dunleavy e Taj Gibson (fez 3 lançamentos fora do seu habitual spot de lançamento) os Bulls chegaram a reduzir a diferença para 8, sucumbindo novamente no início do 4º período, onde, habitualmente, Tom Thibodeau praticou a sua rotação by the book. Os melhores marcadores da equipa na partida (Dunleavy e Boozer) acabaram por não ser utilizados no 4º período.

Curiosa stat apresentada durante o jogo revelou que Joakim Noah subiu bastante os seus números nos 9 jogos efectuados pela equipa sem Luol Deng. Dos 10 pontos de média feitos até então, o poste francês subiu para os 14. De 9.6 ressaltos de média subiupara os 12.8 nas 9 partidas realizadas.

Apesar da derrota por 112-95, a equipa dos Bulls continuou o seu bom momento de forma na última madrugada ao bater os Bobcats em Charlotte por 89-87. 8 vitórias nos últimos 10 jogos. DJ Augustin fez season-high com 28 pontos. O base contratado por Chicago nos dias seguintes à lesão de Rose, está claramente a merecer um contrato para as próximas 2\3 épocas. O mais provável é que Chicago lhe ofereça no final do ano um contrato mínimo de veterano a rondar os 1,2 milhões de euros. Por meia temporada, Augustin está a receber 403 mil euros nos Bulls.

Depois da vitória em Chicago, os Clippers foram vencer a Toronto na madrugada de ontem. Fantástica exibição individual (career-high) do sophomore Terence Ross com 51 pontos. Nos últimos dias, jogadores a fazer mais de 40 pontos é um facto banal na liga!

Viral. Os 62 pontos de Carmelo Anthony na vitória dos Knicks sobre os Bobcats no Madison Square Garden por 125-96. Completamente onfire. Para além de ter feito praticamente metade dos pontos da equipa (e de não ter feito mais porque foi poupado por Mike Woodson a 7 minutos e meio do fim da partida) na retina fica a fantástica eficácia do #7 de Nova Iorque com 23 lançamentos certeiros em 35 tentativas, 6 triplos e 13 ressaltos.

Algumas notícias sobre a Liga:

derrick rose rule

1. A Derrick Rose Rule – novas regras contratuais de protecção aos jovens atletas que se destacam nos primeiros anos na liga para efeitos de assinatura de contratos salariais máximos.

“A Designated Player may be eligible to earn 30% of the salary cap (rather than the standard 25%) if he passes certain criteria. To be eligible, the player must be voted to start in two All-Star Games or be named to an All-NBA team twice (at any level), or be named MVP. Officially titled the “5th Year 30% Max Criteria”it has been dubbed (and is more commonly known as) the “Derrick Rose Rule” after the MVP due to the fact that when the criterion was introduced, Rose was the only player in the NBA eligible to sign the maximum extension (due to his MVP award). The reasoning for the rule is to suitably reward rookie players who are considered to be of a higher “caliber” than their peers, without restricting them to the lower (25%) salary level. A player may sign a “5th Year, 30% Max” contract before the final year of his rookie contract and before fulfilling the criteria needed to receive the 30% salary grade. Should the player fail to fulfil the criteria before the start of his Designated Player contract, he will receive the standard five year, 25% Designated Player contract. James Harde of the Houston Rockets had such a clause in his contract extension, but failed to meet the criteria. The only player in the NBA currently attempting to qualify for a full 30% contract is Paul George, who signed a provisional 30%/5 year contract in September, 2013 (George requires entry into only one further All-NBA team in the 2013-14 season, having made the All-NBA 3rd team in 2012-13)”

2. Carmelo Anthony termina contrato no verão e ainda não assinou extensão com os Knicks. O Bleacher Report hipotetiza sobre o futuro do jogador dos Knicks, se bem que creio que Carmelo vai renovar com os Knicks.

Se não o fizer, a única equipa minimamente atractiva com cap suficiente para albergar o seu salário são os Lakers. A equipa de Los Angeles terá no próximo verão cerca de 27 milhões para gastar até atingir o tecto salarial máximo. Melo não irá assinar por menos de um pacote de 100 milhões por 5 anos ou 85 milhões por 4 anos. O único problema que surge para a equipa de Los Angeles é que só tem 3 jogadores subscritos para a próxima época (Kobe Bryant, Steve Nash e Robert Sacre) e uma player option nas mãos de Nick Young para a época 14\15. A contratação de Carmelo irá impreterivelmente obrigar a equipa de Los Angeles a ultrapassar o seu tecto salarial e consequentemente a ter que pagar luxury tax para compor o resto do seu plantel (8 jogadores), brincadeira que não sairá barato à família Russ.

3. A Liga aprovou excepções salariais (o jogador ser pago mas parte do seu salário ser deduzido no cap da equipa) para os Atlanta Hawks e Milwaukee Hawks em virtude das lesões prolongadas no tempo de Al-Hortford e Carlos Delfino (Adrian Wojnarowki\Yahoo Sports)

4. O fenómeno do Tanking voltou a estar em destaque nos últimos dias. Por Tanking designa-se o acontecimento em que uma equipa da NBA perde jogos de forma propositada para poder ir à lotaria do draft em condições de poder ficar num dos primeiros lugares do mesmo e assim poder começar um rebuild (reconstrução de plantel) com epicentro num talentoso rookie.

NBA 2013\2014 #27

Mais uma derrota no United Center para Chicago. Péssimo 4º período dos Bulls. Muitos lançamentos falhados, muitas penetrações falhadas, muitos ressaltos que estiveram nas mãos de Noah e resvalaram para o lado contrário, alguns turnovers de Kirk Hinrich, Luol Deng e Noah e sobretudo muita desinspiração na hora de lançar. Mesmo quando a equipa estava a 4 pontos e Deng estava a atacar bem ao cesto, os pontos não apareceram. No outro lado os pick and rolls de Greivis Vasquez e Jonas Valenciunas foram o móbil da reviravolta – o lituano esteve muito bem com 15 pontos e 9 ressaltos – e John Salmons voltou a fazer das suas em Chicago (quando vem a Chicago resolve sempre o jogo).

Mérito para Toronto, demérito para Chicago. Thibodeau terá que trabalhar muito mais este o seu 5 base. Sem Mike Dunleavy. Não é, nunca foi e nunca será titular, assim como nunca será jogador para fazer penetrações – urge ao treinador dos Bulls pré-designar um papel à altura do seu 6 que, na minha modesto opinião, é de apanhar a bola e lançar (a típica designação de catch and shoot)

1\4 – vou agora ver o último jogo do dia – Bucks @ Lakers.

NBA 2013\2014 #22

No post anterior, faltou-me esta que foi gentilmente cedida pelo Roger Forte:

kaman

Chris Kaman (Los Angeles Lakers), aquele simpático alemão a quem o Raúl Meireles copiou a barba e que mais parece um daqueles alemães que aterra todos os anos na praia de nudistas de oliveira do hospital todo nuzinho e de sandalinha franscicana e meínha branca, dá o exemplo do que é ser um Manuel Mota no mundo da NBA!

NBA 2013\2014 #16

Da vitória de Houston pouco há a dizer. Vitória fácil para uma equipa que nunca teve de subir o ritmo para fazer sucumbir os mortiços Bulls. Tecnicamente, Beverley e James Harden fizeram ponta e mola de Marquis Teague e DJ Augustin (se bem que o segundo voltou a demonstrar que quer agarrar um contrato com os Bulls nesta fase em que se encontra apenas com contrato a 10 dias) e Dwight Howard trocou as voltas a um desinpirado Joakim Noah que só entrou para distribuir pancada. Com Boozer e Gibson na marcação, o poste ex-Lakers piou mais fino. Ofensivamente, foi mais uma péssima exibição a juntar à colecção de más exibições que Chicago leva este ano. A equipa tem momentos em que para no marcador, não tem qualquer critério no ataque, em particular no lançamento, não tem fio de jogo e isso por si leva a que hajam ataques iniciados pelos postes, continua com muitos turnovers (maior parte deles cometidos por erros de amador) e é, portanto, uma presa fácil para qualquer adversário até porque não está a defender bem.

O impasse continua em Chicago. Juntei-me aqueles que proclamam a saída de Tom Thibodeau. Os Bulls foram de facto apanhados psicologicamente pela lesão de Derrick Rose. Volto ao passado. A direcção no ano passado conseguiu formar uma equipa competitiva na ausência do seu melhor jogador. Para além de se ter construído um colectivo, haviam soluções que permitiam outros voos (Nate Robinson; Marco Belinelli) não sendo positivo pedir a Kirk Hinrich ou Mike Dunleavy truques fora do seu reportório (Hinrich será um bom organizador que lança de vez em quando e Dunleavy é um lançador catch and shoot) para igualar as incursões ao cesto que tanto o base como o shooting guard italiano faziam bem como o poderoso jogo exterior que faziam acrescentar à equipa. No Verão, Nate foi dispensado. Para além de questões salariais, os responsáveis dos Bulls pensaram que o base não tinha lugar na equipa com a entrada de Rose. De nada valeu a Nate Robinson a evidência de ter levado a equipa às costas nos momentos decisivos da época como os jogos contra Brooklyn na primeira ronda dos playoffs. Derrick Rose voltou e os responsáveis de Chicago pensaram que a sua estrela estaria em condições de voltar a entrar na dinâmica da Liga. Até ao momento em que o base se lesionou e com a época em risco, abateu-se a melancolia nos jogadores de Chicago na medida em que se lhes vai ser exigido todo o sacrífico que fizeram na temporada passada. Ocorre porém que a resposta dos jogadores não está (para já) a ser à altura do desafio, ainda para mais quando existem situações no plantel por clarificar como as de Luol Deng e Carlos Boozer.

Deng ainda não o renovou e não é esperado que o faça até ao deadline de Fevereiro. Até lá qualquer cenário poderá acontecer, inclusive a de uma troca. No entanto, avaliando pelo que vai acontecendo noutras equipas da liga, o seu poder de troca está incurtado e não existem candidatos (para já) dispostos a avançar pelo jogador até porque o seu salário é pesado. Do ponto de vista financeiro da equipa de Chicago, a renovação com Deng irá implicar obrigatoriamente a saída de Carlos Boozer visto que a equipa arrisca-se a levar com uma dura penalidade fiscal caso mantenha os seus gastos acima do tecto salarial pelo 3º ano consecutivo. A direcção dos Bulls já afirmou que não quer trocar o extremo.

A equipa não reage aos parcos estímulos de um Tom Thibodeau que está efectivamente a passar pelo seu pior período em Chicago. O energético treinador é no banco o espelho de uma equipa triste. Ao invés dos constantes berros vemos um Thibodeau calado, impotente e sem soluções para dar a volta à situação. O despedimento do treinador parece-me certo se os Bulls ainda quiserem fazer alguma coisa desta época. Lionel Hollins, Doug Collins e George Karl são alguns dos treinadores que se encontram à espera de um possível desfecho desta história. Estou certo que se Hollins e Karl pegarem nestes Bulls com os recursos que a equipa apresenta (muito superiores aos que tinham em Memphis e Denver) poderão fazer milagres maiores do que aqueles que fizeram nas equipas do estado do Tennessee e do Colorado.

Como um mal nunca vem só, Luol Deng está novamente lesionado e junta-se a Kirk Hinrich no lote dos indisponíveis. O plantel dos Bulls é curto e como se isso só não bastasse, Thibodeau tem um amontado de jogadores que não utiliza no banco como Tony Snell, Mike James, Erik Murphy e Marquis Teague.

Do outro lado da Liga:

Mais seis semanas para paragem para Kobe. As lesões não estão a deixar a humilde equipa dos Lakers ir mais longe.

Em Houston, Omer Asik só sairá no momento em que a equipa encontrar o jogador que necessita para reforçar a equipa.

NA NCAA:

ncaa

Já quem lhes chame o fab three do futuro da liga. Os 3 rookies do campeonato universitário (da esquerda para a direita Jabari Parker da Universidade de Duke, Andrew Wiggins de Kansas e Aaron Gordon da Universidade do Arizona) + Julius Randle de Kentucky e Tyler Ennis de Syracuse estão a dar que falar na imprensa norte-americana pela qualidade dos seus números no seu ano de estreia no campeonato universitário e já existe quem os aponte lugar específico na NBA: o primeiro em Chicago em 2015 por via da troca que está prometida com Charlotte caso Derrick Rose não volte na condição que lhe reconhecemos, o segundo em Toronto também em 2015 visto que é o próximo wannabe vindo do Canadá, o terceiro em Sacramento já no próximo ano caso a equipa troque Cousins.

A ler:

NBA 2013\2014 #15

passou-me em claro quando estava a ver o jogo:

Kobe assiste propositadamente Jordan Hill utilizando as costas de Serge Ibaka.

acrescento o fantástico game winner de Mike Dunleavy (à tabela) na vitória sobre Milwaukee e o abafo do Noah no último lance. Se o primeiro elevou a fasquia para os 20 pontos nos últimos jogos (aproveitando a lesão do titular Jimmy Butler), o outro está a crescer de dia para dia: frente aos Bucks apontou 21 pontos, 18 ressaltos, 5 assistências e 3 abafos.

NBA 2013\2014 #13

The Doc returns to Boston!

Jeff Green fez 29 pontos, continuando a época fantástica que está a fazer na equipa de Boston. Insuficiente para evitar um grande jogo de CP 3 (22 pontos, 9 assistências e 7 ressaltos).

Apesar do insuspeitável (previsão ao início da época para Boston) 4º lugar de conferência para os Celtics, surgiram ontem dois rumores que indicavam negociações entre Celtics e Kings e Celtics e Jazz para uma eventual troca. Das negociações com os Kings saiu a possível troca de Rajon Rondo (lesionado por tempo indeterminado) por Isaiah Thomas, Marcus Thornton e mais 2 draft picks de 1ª ronda (em 2014 e 2016) a ceder pelos Kings aos Celtics. De Utah saiu o rumor de que Boston tinha oferecido o seu melhor jogador em troca por Marvin Williams e Gordon Hayward mais compensações salariais e draft picks.

Penso que ambas as propostas são descabidas porque ainda não se sabe como irá voltar o base dos Celtics. Se nos rumores com Sacramento, os Boston recebiam no imediato um dos bases que mais gosto na liga (o temível lançador Isaiah Thomas) e mais uma solução para o seu jogo interior (sem considerar a pick de 2014 que deverá estar no top 10 dada a péssima classificação dos Kings esta época e que poderá dar jeito aos Celtics no seu esforço de re-building) caso Rondo volte à competição bem depois da lesão no joelho (igual à que afastou Rose da competição na época passada) os Celtics ficam a perder a longo prazo. A possível com Utah não é passível de ser comentada porque é pura e simplesmente ridícula.

2. Chicago voltou a perder. Contra os Knicks. Quem decidiu o jogo? Carmelo. Whatelse?

3. LA ainda não venceu desde que Kobe regressou.

NBA 2013\2014 #12

Dois pontos breves que surgiram de madrugada:

1 Primeira troca a meio desta temporada – Toronto envia Rudy Gay, Quincy Acy e Aaron Gray para Sacramento e recebe dos Kings um pack de jogadores composto por John Salmons, Chuck Hayes, Greivis Vasquez e Patrick Patterson.

1.1 – Em primeiro lugar cumpre dizer que Rudy Gay veio para Toronto a meio da temporada passada a fim de completar o esforço de re-building que a equipa canadiana está a fazer. Memphis não quis renovar com Gay com a justificação de não ter cap salarial\possibilidades para suportar a sua extensão de contrato. A coisa não está a correr bem para os Raptors no início da nova temporada. A equipa apontou baterias para lutar pelos playoffs e tem gente com condições para lutar por esse objectivo (Kyle Lowry, DeMar DeRozan, Landry Fields, Jonas Valenciunas, Terrence Ross, Amir Johnson, Tyler Hansbrough; apesar deste último ser um jogador que não aprecio) – para já estão com um score 7-12.

1.2 – Porém, o jogo de Rudy Gay não é propriamente o que a equipa precisa. Rudy Gay é um scorer. A equipa já tem alguns scorers no presente e terá mais um quando Terrence Ross evoluir. Se olharmos às estatísticas de Rozan e Kyle Lowry percebemos isso. Apesar de Kyle Lowry ser jogador para fazer 6\7 assistências por jogo não é um armador puro como o é o venezuelano dos Kings. Esse base é obviamente Greivis Vasquez. Vasquez tem ainda a vantagem de ser um razoavel lançador de meia distância. Esta troca tem ainda a particularidade de ceder a Toronto um jogador que ameniza as perdas ao nível de lançamento pois John Salmons é um bom atirador. Instável do ponto de vista exibicional mas bom atirador.

1.3 – Outro dos leitmotivs desta troca acabou por ser o aspecto salarial. Rudy Gay iria ganhar 19,7 milhões de dólares no próximo ano sendo que actualmente os Raptors tem um tecto salarial acima do tecto salarial máximo em 2 milhões de dólares e para o ano tem contratos assinados no valor de 54,3 milhões de euros aos quais se subtraem os contratos previstos para Gay e Acy (Gray termina contrato no fim da época com a equipa canadiana) e se adicionam (em condições ceteris paribus) os actuais contratos dos 4 jogadores que vem de Sacramento. No total, mais coisa menos coisa, a folha salarial prevista para a próxima época dos Raptors estará 52,1 milhões de dólares. É claro que tudo irá depender dos planos que a equipa tem para Patterson, Salmons e Hayes. Vasquez acredito que seja o target que motivou esta troca.

1.4 – Tudo isto faz sentido numa altura em que Toronto tem um dossier complicado sobre a mesa que envolve a renovação de Kyle Kowry. O base aufere 6,2 milhões de dólares, tem 27 anos e como tal está a chegar ao pico alto da sua carreira, é um dos bases de topo da liga, bom defensor, agressivo, bom lançador, faz a sua meia dúzia de assistências por jogo e para base ainda vai buscar alguns ressaltos. Se não renovar, terá muitos interessados na Liga. A lógica desta troca faz-me acreditar que os Raptors tentaram contratar um armador de jogo e prescindiram de Gay para poderem ter cap para segurar Lowry.

2. O regresso de Kobe.

9 pontos, 8 ressaltos e 4 assistências na derrota dos Lakers em Toronto com uma exibição monumental de Amir Johnson no primeiro tempo. Máximo de carreira para o poste com 32 pontos.

NBA 2013\2014 #11

Then…

and now…

Vitória na quinta sobre Miami com duas exibições monumentais de Carlos Boozer (27 pontos) e Luol Deng (20). Volta-se a confirmar a ideia que há muito manifesto: quando Rose sai de cena, Deng reaparece. Vitória seguida de uma derrota colossal em casa frente aos Pistons, equipa à qual os Bulls venceram há menos de duas semanas por 59-79 precisamente no Palace of Auburn Hills.

Situação actual da equipa:

1.Rose out até ao final da temporada. Culpas no cartório para Gar Forman, o General Manager da equipa. No início da época pensou-se: “bem, o Rose regressa, Rose e Hinrich dão prós gastos e extravaganzas, vamos mandar o Nate Robinson embora” – o Rose lesionou-se novamente, o Hinrich não vale ponta de um peido, e o Nate, que até levou Chicago às costas na ausência de Rose (e em certa maneira de Deng) está lentamente a fazer em Denver aquilo que fez na última época em Chicago: saltar do banco, tomar conta da equipa e resolver jogos de forma espectacular.

2. O fantástico ambiente que reina no seio do franchise. Esta semana confirmaram-se os rumores de que há muito se suspeitava – Gar Forman e o treinador Tom Thibodeau não se falam há meses. Zangaram-se porquê? Porque passou uma núvem pelo homem que comanda o destino dos Bulls e este despediu o adjunto responsável pelo departamento defensivo e pela fantástica defesa que Chicago apresentou nos últimos anos. Depois da saída de Adams, a equipa nunca mais voltou a defender da forma implacável como defendia há ano e meio atrás.

3. Dwayne Wade voltou a comprar casa na sua cidade natal. O acontecimento levou toda a imprensa especializada a afirmar que Wade (tacitamente poderá terminar contrato com os Heat se assim o entender no final da próxima temporada) poderá estar a caminho dos Bulls na próxima época. Tal assumpção levanta-me várias questões:

3.1. Em primeiro lugar, estarão os Heat dispostos a abdicar da sua fórmula de sucesso?

3.2. Apesar de ter nascido em Chicago, Wade é um jogador de franchise de Miami. Um símbolo de equipa, o pilar em que assenta o triunfo da equipa da Flórida nas últimas duas épocas. Estará Wade disposto a abdicar da vida que fez em Miami para ir para uma equipa sem rei nem roque?

3.3. Wade não caminha para novo. Tal crença agudizou-se recentemente com a utilização a conta gotas que os Heat estão a fazer do seu base em virtude das lesões que tem padecido ultimamente. Se os Bulls afirmaram não ter dinheiro para manter Robinson e Belinelli, se os Bulls já pagam luxury tax com a medíocre equipa que tem, se os Bulls ainda não conseguiram resolver os dossiers Boozer e Deng, terão capacidades para atacar um jogador que não virá ganhar menos de 20 milhões de dólares para Chicago caso esteja interessado em assinar?

4. Deriva do ponto 3.3. Esta época está feita para os Bulls. Apuramento à rasquinha para os playoffs, isto é, se o conseguirem de facto. A falta de estratégia a médio prazo do franchise é um problema gritante. Não vem de agora. Vem desde a contratação de Thibodeau e Boozer. A estratégia (ou a falta dela) está assente na premissa: “formamos uma equipa e pró ano é que é” – “O Rose lesionou-se mas quando voltar, pro ano é que é” – “O Rose voltou a lesionar-se mas pró ano com o Mirotic e com um bom free-agent é que é” – assim se queimam épocas atrás de épocas sem qualquer critério e com uma lista de pagamentos altíssima.

5. Os postes. Boozer está a exibir-se a alto nível no ano em que pode estar de malas aviadas. Boozer não é parvo nenhum. Sabe perfeitamente que esta época pode ser a montra ou para renovar com a equipa com valores aproximados aos que actualmente aufere ou com outra equipa com um salário minimamente elevado (9 a 12 milhões).

Noah está a subir de forma depois de ultrapassadas as dificuldades físicas sentidas no crónico problema na planta do pé.

Taj Gibson está a subir de forma e parece ser o candidato natural à posição 4 se Boozer sair.

Nazr Mohammed é uma nódoa. Ainda não consegui perceber o que é os responsáveis de Chicago vêem nele para o manterem na equipa.

6. Rose ainda acredita que vai voltar. Ao site\rádio dos Bulls disse: Dead serious. I know I’m going to be alright. It shouldn’t be hard for me at all, I don’t have anything to complain about. I think the hard part that I had to go through in life, period, is living in poverty and not being able to get what I want. I’ve got everything that I want and I just can’t play the game that I love playing. But I have my son and I think he’s going to be huge in this process. I’ll be around him a lot. “I just turned and this happened, kind of like a freak accident, If this were to happen 10 more times, I’ll be able to deal with it. I did all that I could do. I’ll put everything I have into coming back.” 

Pessoalmente acredito que regresse, mas dúvido que regresse ao nível que esperamos dele.

Vou ainda abordar mais duas questões:

Kobe

O regresso de Kobe.

8 meses depois da horrível lesão no tendão de aquiles, é expectável que regresse à competição hoje no jogo contra os Raptors (2 e meia da manhã). Os Lakers bem o merecem pelo esforço que a sua pobre equipa está a fazer neste início de temporada para manter o barco minimamente estável na ausência das suas principais figuras (Kobe, Nash, ultimamente Kaman).

Se por um lado reconheço, olhando para a equipa de LA que existe gente com muito talento – Gasol, Nick Young, Jodie Meeks – na ausência dos 3 lesionados – por outro, existe ali gente que apesar de não ter um talento compatível ao ponto de se dizer que tem estatuto de jogador médio ou médio\alto – Steve Blake, Jordan Farmar, Xavier Henry, Wesley Johnson, Robert Sacre – há que reconhecer que tem feito das tripas coração para manter o franchise perto dos lugares de playoff e, neste momento, até estão a conseguir esse objectivo (score 10-9).

Espero mesmo do fundo do coração que Kobe regresse em força e dentro de meses volte a mostrar a fera que existe dentro de si. Para bem da equipa e dos seus pobres adeptos que, em certa medida, tem sido aqueles que tem sofrido mais com o percurso da sua equipa. (Os adeptos dos Bulls não andam longe!)

Rubio

É sensacional, é brilhante e ver um jogo da sua equipa (Timberwolves) é um prazer. Ricky Rubio. Só lhe falta melhorar o capítulo do lançamento. Gosto muito destes Timberwolves. Tem um base de sonho, um 5 de sonho (Corey Brewer, Nikola Pekovic, Kevin Love, Kevin Martin) e para dar o passo decisivo para o sucesso só lhes falta um banquinho melhor – José Barea é outro base que aprecio muito, muito energético, bom distribuir e bom lançador se bem que a malta de Minesota não concorda com a minha opinião e assobia constantemente o seu número 6. Luc Mbah-a-Moute é um jogador interessante. Alexei Shved é um jovem com muito potencial que não está a ser aproveitado pela equipa e o rookie Senegalês Gorgui Dieng parece-me ser um jogador capaz de se tornar um poste muito interessante.

A equipa combina muito bem o jogo exterior de Brewer, Love, Martin com o poderosíssimo contributo interior do Montenegrino Pekovic. Esse facto deve-se à excelente leitura de jogo que Rubio faz de cada ataque. A Nikola Pekovic falta melhorar a sua eficácia perto do cesto. É o grande défice deste jogador que recentemente vi estar a fazer uma média pontual de 15 e tal. Trabalho satisfatório (para já) de Rick Adelman.

Para finalizar, aproveitando a deixa do último ponto, Wolves e Spurs foram fazer na quarta-feira um jogo à Cidade do México.

Eis o que aconteceu:

Incêndio no pavilhão obrigou à evacuação do mesmo.

A ler:

NBA 2013\2014 #10

O incidente a meio da partida que envolveu Amare Stoudamire, Andrea Bagnani e Kevin Garnett.

Algo me diz que isto vai acabar mal. Diz-me a experiência que para vencer a NBA, é  necessário que as equipas tenham no seu seio uma simbiótica estratégia desportiva e financeira. Nessa estratégia, é mister que os dirigentes das equipas acautelem objectivos a curto prazo (para uma época) a médio prazo (para as próximas 2 épocas) e a longo prazo, plano estratégico fundamental para garantir a sustentabilidade futura da organização. Para isso acontecer incorrem dois factores fundamentais: a constituição de equipas competitivas que respeitem a aquisição\troca de jogadores com base numa crescente melhoria de rendimento desportivo ao melhor preço possível e a aquisição de um staff que saiba lidar com todas as situações que a liga oferece a cada dia de competição.

Todos os projectos que conheci até hoje na liga (já lá vão mais de 15 anos de NBA a sério) construídos no modelo com o qual está actualmente a ser construída a equipa de Brooklyn raramente redundam em sucesso. O primeiro projecto que vi ser construído nesses moldes foi o célebre projecto de Indiana nos meados dos anos 90 que visava juntar uma catrefada de “estrelas” da Liga para ofuscar a brilhante geração de Chicago. Para quem não é desse tempo, falo da geração de Reggie Miller, geração essa cujo basketball de então a considerava ser milimetricamente construída para parar os Bulls nos playoffs. Certo é que essa geração esteve muito próxima de parar a grande geração da wind city numa final de conferência este. Jordan e Pippen souberam à boa moda do basketbolês contornar a situação e dizer presente no momento certo, ou seja, nos 6º e 7º jogo daquela série disputada em 1997. Anos mais tarde conheci a geração de Washington, geração essa construída em torno do regresso de Jordan. O velho Jordan, desrotinado, metade do jogador que 3 anos antes tinha sido campeão pela 6ª vez em 8 anos (nesta frase há que considerar que Jordan só não foi campeão nos 8 anos porque após a morte do pai decidiu eternizá-lo com a sua repentina passagem pelo baseball, modalidade a qual o pai tinha sido jogador) reapareceu amortalhado na equipa da capital num projecto que se previa vencedor mas que, no lavar dos cestos em 2003, não pôs os pés nos playoffs. O projecto Jordan acabaria por custar aos Wizards (apelido dado à equipa no início da era jordan) uns anitos a ver os outros jogar nos playoffs, tendêKoncia que só seria contrariada quando apareceu um azarado Gilbert Arenas na 2ª metade da década. Mais do mesmo aconteceu uns anos depois quando os então campeões Miami Heat (2006) decidiram juntar a Dwayne Wade um tal de Shaquille O´Neal, quando os Rockets juntaram Tracy McGrady a gente como Yao Ming, Shane Battier, Rafer Alstom e não cheiraram nadinha em 3 épocas ou quando, noutra paragem dos Estados Unidos, um projecto que se previa ambicioso (Seattle Supersonics) e que juntava gente (Rashard Lewis, Ray Allen) que mais tarde viria a ser campeã noutras paragens (excepção feita a Kevin Durant) expirou na extinção da mítica equipa do Noroeste Americano. Mais recentemente, em Los Angeles, o que se previa a construção de uma “equipa campeã” nos Lakers com a junção de Steve Nash e Dwight Howard a jogadores consagrados como Kobe Bryant ou Pau Gasol, acabou por redundar num enorme fracasso que está a ser “pago” pela equipa nesta temporada.

Certo também que no meio deste processo, existem equipas que tentam construir equipas ambiciosas mas nada consegue. Exemplos disso são as sucessivas investidas ambiciosas que Bulls, Knicks, Clippers e Bucks fizeram na últimada década ao tentarem melhorar as suas equipas de ano para ano para conseguir o objectivo de pisar uma final da NBA. Os resultados dessas mesmas equipas tem estado aquém do esperado, mas não se pode dizer até agora que tais esforços tenham fracasso ou tenham posto em causa o futuro das respectivas organizações.
Está claro que existem exemplos de sucesso nos mesmos moldes: os Boston campeões em 2008. Os Heat bicampeões em título. Forças da natureza em acção que não falham nos momentos certos.

Nem todos os exemplos são assim. O que aqui quero escrever é o modo como estruturas equilibradas se tem tornado exemplos de sucesso. Falo portanto de modelos como o  modelo Popovych nos Spurs construído na consolidação de uma estrutura assente durante uma década no trio Parker-Ginobili-Duncan e sucessivamente melhorada por gerações de jogadores que souberam ter um espírito de equipa fantástico como Bruce Bowen, Matt Boner, Gary Neal, Danny Green, Robert Horry, Antonio McDyess, Luis Scola, Thiago Splitter, Stephen Jackson e por adiante. Falo de modelos como o que Detroit construiu no início da década passada (Prince, Ben Wallace, Rasheed Wallace, Chauncey Billups, Jason Maxiell, Nazr Mohammed, novamente Antonio McDyess, Richard Hamilton, Lindsay Hunter) que conseguiu o título em 2004 quando ninguém na altura o previa ou, actualmente, a estrutura equilibrada e continuada que Indiana está a construir com a consolidação de uma equipa que começou centrada nas escolhas de Roy Hibbert e Danny Granger em dois drafts e continuada com sucessivas aquisições de jogadores e do próprio treinador Frank Vogel (DJ Augustin, Paul George, Ian Mahimni, Luis Scola, David West, Paul George, CJ Watson, etc) durante alguns anos (traçando objectivos progressivos consoante as reais capacidades dos planteis que a equipa possuiu) até ao sucesso in loco que hoje podemos observar quando olhamos a tabela classificativa da conferência este.

Com a mudança da equipa de New Jersey para Brooklyn, seria intenção da organização dos Nets apagar os fantasmas do passado. O franchising respirou alguns momentos de glória quando na sua equipa contava com gente como Jason Kidd ou Stephen Marbury e durante alguns anos cheirou de perto o título da NBA. Nunca o conseguiu. Quando a dupla Jay Z\Prokhorov pegou na amorfanhada equipa da margem esquerda do Rio Hudson e a tirou do vício de Atlantic City para o poderoso bairro do Brooklyn, todo o mundo da NBA assistiu um incrível show-off, típico da liga, que tentou vender Brooklyn como o apogeu da nova oligarquia que tinha como objectivo conquistar a liga a todo o custo, fazendo o pleonasmo. Com uma dúzia de malas com notas, Prokhorov prometeu tudo: Wade, James, Bryant, Howard, todo o mundo de arco-iris que só os biliões de rublos jorrantes em abundância poderiam juntar na mesma equipa. A aposta saiu um bocado ao lado. No primeiro ano, Howard decidiu ir para Los Angeles apesar da proposta feita pelos Nets ser melhor do ponto de vista contratual. Wade e James passaram ao lado da questão. Bryant fez ouvidos moucos. O melhor que Prokhorov e Jay Z, o tal que canta que “se Jesus tem LeBron, eu tenho o Dwayne Wade) conseguiram juntar a um presente Deron Williams (encalacrado numa equipa sem rumo depois de uma experiência na turquia nos meses em que vigorou o lock-out dos jogadores) e a um promissor Brook Lopez foi Joe Johnson, a ascendente estrela dos Hawks. O resto foi constituído entre alguns sumíticos que transitaram da anterior equipa dos Nets (Kris Humphries, Reggie Evans) e meia dúzia de perdidos sem rumo da liga como é o caso de Andray Blatche (foi o único desta equipa que melhorou em relação aquilo que era no passado) CJ Watson, Shaun Livingstone, entre outros. Para os treinar foi contratado Avery Johnson, um tipo pelo qual até tenho alguma simpatia, cujo currículo assinalava uma presença interessante pelos Dallas Mavericks e cujo estilo de jogo até prometia uma equipa muito interessante do ponto de vista defensivo. Johnson não aqueceu muito no cargo. Decorrido o primeiro mês do campeonato, haveria de ser trocado por PJ Carlesimo que, por sua vez, também não teve espaço para construir o que desde logo se denotava a grande dificuldade da equipa: a construção de um colectivo. Carlesimo devolveu os Nets aos playoffs e foi, como não poderia deixar de ser, numa organização sem rei nem roque, despedido.

Nova voltinha.

O verão foi agitado no bairro de Brooklyn. Prokhorov e o General Manager Billy King voltaram a prometer mundos e fundos. Garnett, Pierce e Dwight Howard é para já. Wade e James no ano que vem. Olé, campeões olé, campeões olé, campeões oléeeee. 5 aneis de ouro seguido. Vladimir Putin a dizer que é a equipa mais americanoruskia de todos os tempos, um orgulho da nação, o zenit do mundo da Spalding e do crochet. E a bola nem tinha rolado. Kidd não vás para longe porque necessitamos de ti para receber o anel. Kidd é o gajo certo. Ele já foi treinador nos últimos 5 anos. Uma espécie de treinador dentro do campo. Um captain ao bom estilo da Taça Davis no ténis. Howard fez um manguito. Ó porra. Vieram Garnett e Pierce que mal se aguentavam nas canetas em Brooklyn. Juntou-se Kirilenko que mal se aguentou nas canetas nos últimos 10 anos. Tá feito. campeões olé, campeões olé, campeões olé. Vieram os primeiros jogos e eu até pensei: estes gajos jogam muito até. Vitória categórica sobre os Heat. Primeiras derrotas. Não há de ser nada. Garnett e Pierce vão para o estaleiro. Williams vai para o estaleiro. Sweating. 15 derrotas. Kidd a pedir a jogadores para lhe verter a bebida para ter um desconto de tempo extra, como se estivesse a meio de um prom numa cena em que uma namorada descobre que o seu anjinho de meninice acabou de a trocar por uma girl next door. Entre lesionados e castigados, já jogou um batalhão pelos Nets. Tudo legal! Situação de desespero.

Verdade seja dita, os Knicks de Mike Woodson foram ontem aos seus vizinhos do Brooklyn aliviar tamanho desespero que vigorava (também) no seu feudo com a melhor exibição da época. Tudo q.b (jogo colectivo, intensidade defensiva, Relação Melo-equipa) e uma dose exagerada de triplos (16) que por si não explicam a vantagem conseguida no final dos 48 minutos. O que mais me impressionou e ao mesmo tempo chocou não foi a brilhante exibição dos Knicks. Foi precisamente a falta de atitude da equipa de Brooklyn. Da exibição dos comandados de Jason Kidd não se viu colectivo, não se viu chama, não se viu coração, não se viu alma, não se viu química, não se viu ataque, não se viu humildade (principalmente na malta que estava no banco\enquanto Evans roía as unhas e deitava um sorrisinho sádico ao funeral da sua equipa e do seu treinador, Pierce e Deron Williams pareciam estar noutro planeta) não se viram bolas no cesto, ressaltos, abafos e tudo aquilo que o jogo habitualmente deve proporcionar. Viu-se uma equipa acanhada (excepção feita a Shaun Livingstone e Brook Lopez) com jogadores cuja mente deambula por outro lugar (Joe Johnson foi incapaz de atacar o cesto com atitude/Garnett preocupou-se mais em mandar umas arrochadas em Bargnani e Amare do que em jogar o jogo pelo jogo) e com um treinador no banco que misturou todos os jogadores que tinha disponível e tentou atirar à sorte o destino da equipa na partida. É portanto uma tremenda loucura pagar aquilo que os donos da equipa estão a pagar a estes jogadores. É evidente que esta equipa está de cabeça perdida e Kidd não irá durar muito tempo no lugar pois é necessária uma mudança de atitude. Acima de tudo. Caso contrário, tenho como certo que o está em causa é a sustentabilidade da equipa a longo prazo. Nesse cenário, tenho a certeza que este recém criado franchising passará para o lado negro da história da liga. Conhecendo estes tipos de leste como conheço, de um dia para o outro, Prokhorov irá fechar a torneira e sabe-se lá o que poderá acontecer a esta organização dos Nets. Cidades desejosas de receber uma equipa não faltam por esses Estados Unidos a fora.
Quanto aos Knicks. A coisa também está feia naqueles lados. A equipa demonstra um potencial tremendo no meio de uma enorme instabilidade. Quando a equipa começar a ganhar alguns jogos, poderá galvanizar-se para uma época muito interessante. Melo está cada vez mais completo. O que antes lhe era um mundo estranho (a luta das tabelas) está a tornar-se uma nova cartada no seu jogo. Cada vez menos individualista e mais jogador de equipa. Amare está a mostrar ser capaz de jogar mais minutos. A equipa necessita muito de Chandler. Bargnani está a entrar no esquema. Contudo, o seu jogo já é bem preenchido pelos triplistas que a equipa tem. A equipa necessita de um base general, um tipo ao estilo Ricky Rubio que marque poucos pontos mas faça a equipa jogar. Prigioni é esse homem mas já não tem idade nem andamento para ser o base titular. Udrih é uma boa solução nesse departamento de jogo mas não joga. Felton não é esse base. A equipa também necessita de mais JR Smith. Melhor, a equipa necessita que JR Smith se deixe de cenas tristes pelo twitter e solte aqueles laivos de loucura que por vezes o possuem ao ponto de saltar do banco e espetar 4 ou 5 tripletas seguidas que arrumam qualquer adversário e galvanizam a equipa. Do banco dos Knicks podem saltar vários JR Smiths. O original ou as suas cópias fidedignas Iwan Shumpert e Tim Hardaway Jr.

Um caso específico. Tim Hardaway Jr. Transporta na pele um legado. Tem um talento enorme. É rápido, corajoso, gosta de assumir lances difíceis, com 1,2,3 pendurados. Mas não sabe o que  é um colectivo. Quando o souber, será um jogador com um futuro muito mas mesmo muito risonho.

NBA 2012\2013 #8

Lakers @ Nets – 96-94 para os Lakers no Brooklyn a 8 segundos do fim. Nets com 4-10 na tabela classificativa, necessitados uma vitória (a todo o custo) para poderem sacodir a poeira que paira em volta da equipa – Jason Kidd está sem descontos de tempo e pede a Tyshawn Taylor para chocar de propósito contra ele para verter a bebida que lhe é servida por alguém do staff da equipa. O jogador choca com Kidd, o líquido verte-se no pavilhão e obriga um membro do staff a ter que limpar o piso enquanto Kidd convoca os seus jogadores para um “desconto de tempo” improvisado.

De nada valeu o desconto de tempo. Os Lakers acabaram por vencer o jogo por 99-94. Teoricamente não existe qualquer regra na liga que condene o acto na parte que diz respeito ao comportamento dos jogadores e dos treinadores. Estamos portanto perante uma “lacuna na lei” da NBA. Vamos ver o que é que o Basketball Operations Department comunica sobre o assunto. Isto é, se for feita uma exposição ao dito departamento sobre a situação. Pessoalmente defendo uma punição exemplar ao treinador dos Nets. Valeu-se de uma artimanha para extrapolar por completo as regras do jogo. Como já não é o primeiro castigo de Kidd esta época, como a gravidade da acção é um péssimo exemplo para todos os praticantes e treinadores da modalidade e como a acção foi vista por milhões de agentes da modalidade, deveria ser punida de forma exemplar com 20 jogos de suspensão pelo menos. Kidd desiludiu-me. Depois de uma carreira de jogador pautada por diversos exemplos de fair-play e lealdade pelo jogo, Kidd não tinha necessidade nenhuma de mudar a sua postura só porque o seu lugar em Brooklyn está em risco.

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p.s: ainda por cima os aparelhos sonoros instalados na zona do banco dos Nets apanharam Kidd a dizer ao seu jogador “Hit me”, o que torna o acto completamente deliberado.

p.s 2: em breve irei postar uma análise crítica mais intensiva às últimas 2 semanas da liga.

NBA 2013\2014 #4

O primeiro com a ajuda do Staff da NBA Portugal League.

1. O primeiro Shaqtin´a´Fool da temporada. – Escolha do Eduardo Barroco de Melo.

2. Norris Cole (Miami Heat) faz um ankle breaker a Derrick Rose (Chicago Bulls) na vitória de Miami sobre a equipa de Chicago a abrir a temporada. – Escolha do nosso futuro autor Hugo Coelho Gomes.

3.

Paul Pierce faz um tremendo abafo sobre LeBron James na primeira vitória dos Nets nesta época por 101-100 sobre os campeões em título a 1 de Novembro. – Escolha de Eduardo Barroco de Melo

4. O #2 do draft deste ano Victor Oladipo (Orlando Magic) mostra os seus dotes vocais! –Escolha de Eduardo Barroco de Melo

5.

A bola de jogo de Steve Blake sobre Dwight Howard (ex-Lakers) na vitória dos Lakers sobre os Houston Rockets. O poste acabaria por ser decisivo na partida pela negativa. Os Lakers aproveitaram a deficiência que Howard mostra na linha de lance livre, fazendo, nos minutos finais, faltas que o colocaram na linha. – Escolha de Roger Forte.

6.

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Jeff Green faz um jogo muito interessante na vitória dos Boston Celtics sobre os Miami Heat, principalmente nos minutos finais quando fez um poster com falta na cara de LeBron James e concretizou o estupendo título da vitória dos Celtics. – Escolha do Roger Forte.

7.

Um dos vídeos do momento na Liga. A 9 de Novembro deste ano, o poste dos Orlando Magic destruiu um teclado de um computador na recepção de um motel de Orlando. O jogador estava visivelmente embriagado. A polícia teve que intervir no assunto.

Em comunicado oficial, os Orlando Magic já reagiram com a condenação do acto por parte do seu jogador. O jogador será multado pela equipa. Já não é a primeira vez que o “baby shaq” é multado. A 22 de Janeiro de 2010 foi multado pela liga em 25 mil dólares por comportamento obsceno num jogo frente aos Pistons. Glen Davis respondeu com um gesto obsceno a um espectador que, junto do banco dos Celtics, lhe chamou “gordo”. Já na altura, Doc Rivers, na altura técnico dos Celtics referiu que Davis precisava de crescer ao nível de maturidade. 3 anos passaram mas pouco ou nada mudou…

8.

Xavier Henry “vinga-se” do clube onde jogou na época passada. Salvo seja, visto que os Hornets passaram a Pelicans. O lance é duvidoso. Jeff Whitey parece estar dentro do garrafão, apesar de ter ganho posição. Por outro lado, Henry ataca o oponente com o braço. Lance duvidoso. – Escolha do Roger Forte.