A dinastia continua em San Antonio.

Após uma derrota difícil de engolir na última edição das finais da NBA (4-3), os San Antonio Spurs voltaram a encontrar a equipa sensação da prova pelo 2º ano consecutivo, os Miami Heat (bi-campeões em título).
NBA Finals 2014

Esperava-se uma série de jogos disputados entre as duas equipas mais motivadas da Liga a conquistar este título.
Do lado dos Heat, havia um LeBron a querer levar o 3º caneco consecutivo para casa e assim igualar Michael Jordan e Kobe Bryant, afirmando-se definitivamente como um dos melhores de sempre. Do lado dos Spurs, havia um colectivo à procura de vingança das últimas finais e Tim Duncan (na sua 17ª época ao serviço dos Spurs), à procura de se tonar o primeiro jogador da NBA a sagrar-se campeão em 3 décadas diferentes.

Tim Duncan - 5 vezes campeão da NBA

Tim Duncan – 5 vezes campeão da NBA

Num jogo premeditado como decisivo para equipa de Miami (por estar a perder a série por 3-1), esperava-se muito, no entanto apesar da óptima exibição de LeBron, o seu esforço foi em vão devido à falta de empenho pelo resto da equipa, fazendo deste 5º jogo um reflexo das finais pois os Heat perderam por 104-87. Oferecendo assim a vitória expressiva(!) por 4-1 aos Spurs.

Desilusão de LeBron

Desilusão de LeBron


Em contraste…
Festejos dos Spurs

Festejos dos Spurs

No encontro dos 2 Big Three mais fortes da NBA, LeBron/Wade/Bosh vs Duncan/Parker/Ginobili, foi outro o jogador que mais se sobressaiu…

Big 3 de Miami vs Big 3 de San Antonio

Big 3 de Miami vs Big 3 de San Antonio

Aos 22 anos de idade, o jovem jogador Californiano, foi uma das grandes figuras do 5º jogo, ao assinar 22 pontos, 10 ressaltos e 2 assistências e a figura das finais, subindo a sua prestação da época regular em que fez uma média de 12,8 pontos, 6,2 ressaltos e 2 assistências, tornado-se assim o 3º MVP mais novo de sempre, a seguir ao lendário Magic Johnson e ao seu “tutor” Tim Duncan.
Com isto, uma coisa é certa: os fãs dos Spurs podem ficar descansados, pois o legado que Duncan construiu com a ajuda de Parker e Ginobili, está bem assegurado e com o presságio de que em San Antonio há uma nova estrela prestes a emergir nos próximos anos, seu nome é Kawhi Leonard!

Kawhli Leonard, o MVP das Finais

Kawhli Leonard, o MVP das Finais

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NBA 2013\2014 #44

Joakim Noah

Thank You Jo!

É sempre bom bater o campeão com uma atitude intensa e fantástica no final do 4º período e no prolongamento. Jogo de doidos na casa dos malucos (Madhouse on Madison). Vamos ver se os meus Bulls são capazes de repetir a gracinha nos playoffs. LeBron James foi completamente seco ora por Joakim Noah ora por Jimmy Butler. Quando não o foi, quase sempre que teve sacar de cotoveladas para ganhar no 1×1 ao defensor. Numa das jogadas, armou farinha com Jimmy Butler e na minha opinião a Liga deveria rever o lance e castigar LeBron James pela atitude que o levou a fazer uma conduta inapropriada.

bulls 3

Delicioso também foi o momento em que o pai de Joakim Noah (o antigo tenista francês Yannick Noah) marimbou-se literalmente numa entrevista que estava a ser feita em directo por uma jornaolista. Ver aqui.

NBA 2013\2014 #42

1. No rescaldo dos 61 pontos de LeBron James (recorde de carreira e da história do próprio franchise):

22 field goals em 33 tentativas. Eis os spots:

james

Para quem não é um triplista nato mas vem a melhorar muito nas últimas épocas nesse sentido, os 8\10 realizado ontem beyond the arc é assustador, principalmente os 6\7 daquela posição mais à esquerda.

2. Bulls @ Brooklyn Nets

Prefiro atribuir a desastrosa exibição dos Bulls ontem no Barclays Center ao cansaço. A equipa vinha de 4 vitórias bem suadas frente a Hawks (fora 107-103), Warriors (casa 103-83), Mavericks (100-91 fora) e Knicks (casa 109-90). Denominador comum a todas essas vitórias foram as prestações dos dois postes (Noah com 2o pts e 12 ressaltos frente aos Hawks e 12 pontos, 13 ressaltos e 14 assistências; record de franchise para um poste; 5th triplo-duplo da carreira para Noah, frente aos Knicks; Taj Gibson com 21 pontos frente aos Warriors e 20 pontos e 15 ressaltos contra os Mavs; vindo do banco em ambos os jogos).

Ontem não pudemos assistir nem à boa exibição de um nem à boa exibição de outro. Com um fantástico Joe Johnson do outro lado (19 pontos\7\11 fgs e 3\4 em triplos) a exibição dos Bulls foi um desastre. A equipa cometeu 28 turnovers durante a partida, número que por si só aniquila qualquer hipótese de uma equipa de basquetebol vencer uma partida. Péssimos no capítulo do passe, péssimos a gerir o tempo de ataque, péssimos nas recepções, a cometer muitas faltas na defesa, os Bulls entregaram o jogo de mão beijada aos Nets que, por sua vez, também não fizeram um jogo por aí além na ausência de Kevin Garnett.

3. Duas notícias interessantes:

Steve Nash

Steve Nash não deverá jogar mais esta temporada. Fim de carreira à vista?

Steve Nash 2

jabbar

2.2 Steve Aschburner afirma no Hangtime que Kareem Abdul-Jabbar está a ponderar adquirir parte dos Milwaukee Bucks para terminar com a especulação em torno do futuro do franchising.Jabbar jogou os seus primeiros 6 anos da carreira em Milwaukee.

3. Antevisão da free-agency:

  • Indiana Pacers

Lavoy Allen, Rasual Butler e Orlando Johnson deverão ser jogadores livres durante o verão. Donald Sloam tem team option na ordem do milhão de dólares que deverá ser exercida

Andrew Bynum também não tem contrato para 2014\2015 mas a renovação deste será equacionada só no final da temporada pela equipa de Indianápolis.

Lance Stephenson termina contrato e é o único dossier no qual a equipa terá que ter algum cuidado. Stephenson já afirmou que qualquer mais qualquer coisa do que um contrato de 15 milhões de dólares por temporada. Poderá ser um dos free-agents mais cobiçados do verão. Indiferentemente do que proponha ao jogador, Indiana estará sempre acima do tecto salarial previsto visto que já tem cativos 63 milhões para a próxima temporada. Contudo, quanto mais oferecer ao jogador irá subir as penalizações a pagar pela equipa de Larry Bird.

  • LA Clippers

Willie Green tem team option mas não é nem de perto nem de longe um jogador fulcral na manobra da equipa. Ryan Hollins também se poderá tornar free-agent. Não são dossiers que tirem do sério os dirigentes da equipa.

  • LA Lakers

Pau Gasol, Chris Kaman, Jordan Hill, Jodie Meeks, Chris Duhon, Marshon Brooks, Jordan Farmar, Xavier Henry, Wesley Johnson e Kent Bazemore não tem contrato assegurado.

Nick Young tem player option e deverá continuar em Los Angeles a não ser que alguém lhe ofereça mais dinheiro ou um lugar no 5 titular. Os Lakers tem team option sobre Kendall Marshall e deverão exercê-la visto que o jogador tem jogado a alto nível e é até um dos melhores ao nível de assistências da liga com 9.4. Com estes dois, os Lakers tem 5 jogadores sob contrato para a próxima temporada. É praticamente certo que Jordan Hill, Jodie Meeks e Jordan Farmar renovem o que perfaz 8 jogadores. Os restantes 5 virão do draft, estando a equipa de LA em posição para ir buscar um top-5 garantidamente na 1st pick e na free-agency, onde a equipa irá querer reconstruir a equipa com algumas unidades que acrescentem valor e possam ajudar ao regresso de Kobe Bryant ao mais alto nível. Os Lakers terão 18 milhões (até ao tecto salarial) para gastar na próxima temporada.

Os Lakers irão esperar pelo verão para ver com quem é que podem reconstruir a sua equipa.

Certo é que Pau Gasol deverá mudar de ares. A família Buss bem tentou no passado mês de Fevereiro por o espanhol a andar para Phoenix por troca com Okafor mas a equipa de Phoenix acabou por roer a corda. O mesmo deverá acontecer também com Chris Kaman, Chris Duhon, Marshon Brooks, Xavier Henry, Wesley Johnson e Kent Bazemore.

  • Memphis Grizzlies

Mike Miller, Fab Melo, James Johnson, Nick Calathes, Beno Udrih (dispensado pelos Knicks nos últimos dias, assinou pela equipa de Memphios) não tem contrato previsto para a próxima época.Creio que apenas o grego irá renovar porque é visto como um jogador de futuro dentro da equipa e visto que no próximo ano a equipa não só estará acima do tecto salarial máximo como ainda tem várias questões para resolver ao longo da temporada. O regresso de Mike Miller não correspondeu às expectativas idealizadas pelos dirigentes de Memphis e Beno Udrih está claramente só de passagem.

Além do mais, para o ano os Grizzlies tem um cap subscrito de 64 milhões e ainda terão que lidar com a renovação ou não de Zach Randolph.

  • Miami Heat

Player options serão activas pelas grandes estrelas da companhia. Bosh, Wade, James e Haslem irão renovar os seus respectivos contratos mais tarde ou mais cedo. O mesmo deverá acontecer com o base Mario Chalmers e Shane Battier.

Ray Allen termina contrato, não se sabendo para já se irá renovar por mais 1 ano ou se irá terminar carreira. O jogador de 38 anos ainda não se pronunciou publicamente sobre o seu futuro.

Toney Douglas, James Jones deverão ser jogadores livres no próximo verão.

Por resolver continuarão os casos de Greg Oden (depois do período de recuperação à qual o jogador de 26 anos foi sujeito pela equipa, já alinhou 14 partidas esta temporada e está a ser inserido dentro da rotação da mesma) estando os dirigentes de South Beach à espera de observar até onde é que Oden é capaz de ir…

Michael Beasley deverá renovar com a equipa de Miami visto que foi inserido com algum exito dentro da rotação da equipa.

to be continued…

4. Stephen Curry vs Mark Jackson

Jogador e treinador entraram numa paródia numa sessão de treinos da equipa e o antigo jogador dos Knicks, Clippers, Pacers, Nuggets, Raptors, Jazz e Rockets, rookie of the year de 1988, desde 2011 o treinador da equipa de Oakland, provou que mesmo aos 49 anos ainda dava uma perninha na NBA como lançador de canto.

NBA 2013\2014 #41

Lebron 5

O CaBronco da “máscara de ferro” (aposto que nos próximos meses vai estar na moda jogar com máscara) acabou de brindar os Charlotte Hornets com 61 pontos na vitória dos Heat por 124-107 no American Airlines Center. Record de pontos de franchise, 22\23 e 8\10 em 3pts fgs. Mais 5 assistências e 7 ressaltos. Num jogo em que o poste Al Jefferson até fez 38 pontos e 19 ressaltos.

Meanwhile on Barclays Center, Brooklyn, o dito bairro do adepto ferrenho do rival dos Nets Spike Lee:

bulls 2

Alguém conhece uma equipa de iniciados capaz de fazer 28 turnovers por jogo?

2º jogo de Jimmer Freddette com os Bulls depois de ter sido dispensado pelos Sacramento Kings. Quem diria que este jogador, quando ainda alinhava no NCAA (All-American em 2010-11) sacou ao presidente Norte-Americano Barack Obama elogios deste calíbre: “Unbelievable. Best scorer obviously in the country. Great talent.

NBA 2013\2014 #38

1. Jogos que tenho visto nos últimos dias:

Na noite de quinta-feira, os bicampeões em título foram dar uma autêntica malha de basket ao reduto dos Oklahoma City Thunder. A equipa de Oklahoma ainda espera o regresso de Russell Westbrook de lesão. LeBron James distinguiu-se na partida com 33 pontos e não evitou ter que sair no último período com o nariz partido. Irá falhar no máximo 2 partidas. À hora a que escrevo este post está a falhar a partida de Miami frente a Chicago em South Beach, Miami.

Os Grizzlies bateram os Clippers no seu pavilhão na madrugada de quinta para sexta num jogo bastante emotivo. Foi 23º jogo entre estas duas equipas nas últimas 3 temporadas, facto que só acontece devido ao facto de se terem encontrado nos playoffs das últimas duas. Os esforços de Blake Griffin e Jamal Crawford no 4º período foram insuficientes para bater uma equipa de Memphis extremamente assertiva no capítulo do lançamento. Com um score de 31-24 na época, a recuperar de um péssimo início de temporada, a equipa de Memphis ainda espreita um lugar nos playoffs no último terço da temporada regular. São 9ºs mesmo atrás dos Dallas Mavericks. A dupla de postes Zach Randolph e Marc Gasol tem subido o nível das suas exibições. A equipa de Doc Rivers, apesar de ter melhorado imenso no plano defensivo, ainda está longe do que se considera aceitável para uma equipa com aspirações na temporada.

2. Deadline day

Na quinta-feira fechou o mercado de trocas no que a esta temporada concerne. As equipas com objectivos altos tiveram a sua última oportunidade para afinar as respectivas máquinas para o que falta jogar na temporada regular e para os playoffs, apesar de, até ao final da temporada regular ainda ser possível contratar jogadores que neste momento se encontram livres. As equipas que já se encontram sem hipóteses (virtuais) de se qualificarem para a ronda final da prova aproveitaram também a janela para começar a preparar o futuro ou alinhavar (em termos financeiros) as contas da equipa para a próxima janela de draft e free-agency nos meses de Junho e Julho. Alguns jogadores com potencial foram dispensados e podem reforçar outras equipas nas próximas semanas.

2.1 Trocas

Em cima da mesa nos últimos dias disponíveis para se efectuar trocas entre equipas, pendiam alguns jogadores de destaque como Jeff Teague (Atlanta Hawks) Andrea Bargnani (New York Knicks) Rajon Rondo (Boston Celtics) ou Luol Deng (Cleveland Cavaliers).

Nos últimos dia efectuaram-se algumas trocas mas nenhuma delas afectou uma estrela da Liga.

steve blake

Os Golden State Warriors reforçaram o seu plantel com o Steve Blake. Os Warriors já se tinham reforçado com o SG Jordan Crawford, vindo de Boston. Os Celtics abdicaram do seu SG visto que este no final da época poderia sair da equipa do Massachussets visto que era restricted free-agent by qualifying-offer. Para ficar com o jogador, os Celtics teriam que fazer uma proposta igual ao superior do contrato do atleta (4,2 milhões de dólares por temporada). Ao enviar o jogador para Golden State, a equipa da california assumiu metade do ordenado do jogador durante esta temporada e Boston poupou cap para atacar a próxima temporada e assim repensar as suas escolhas de acordo com a estratégia de rebuild assumida pela equipa. Os Warriors reforçaram o seu plantel com um excelente lançador de meia distância, algo inconstante ao nível exibicional é certo, mas que poderá ajudar a equipa a cumprir os objectivos estabelecidos pela mesma: as meias-finais de conferência. Já o base mal-amado em Los Angeles será suplente de Stephen Curry na equipa de forma a dar mais descanso à grande estrela da equipa. A equipa de Los Angeles recebeu Kent Bazemore e DeMarshoon Brooks, jogadores que deverão ser aproveitados na rotação da próxima temporada visto que a equipa de LA tem poucos jogadores sobre contrato previsto para a mesma.

Marcus Thornton

Sacramento e Brooklyn Nets acordaram a troca de vários jogadores que se encontravam insatisfeitos dentro dos seus roosters. Marcus Thornton rumou à equipa Nova Iorquina. O base estava a ter cada vez menos minutos na rotação de Michael Malone e como tal estava a produzir números (8.3 pontos\2.7 assistências) muito abaixos daqueles que é capaz de produzir. Os Nets ofereceram aos Kings um jogador que não entrava regularmente na rotação (Reggie Evans) e outro cuja contratação no início da época saiu muito furada, o SG Jason Terry.

turner

A maior troca do dia acabou por ser a troca efectuada entre Philadelphia 76ers e Indiana Pacers. A equipa de Larry Bird continua a mostrar a sua ambição, o título da NBA. Como tal continuou a sua estratégia expansiva ao contratar o SG\SF de Philadelphia que, esta temporada, tem uma média de 17.6. Indiana completa com o Turner o enorme leque de atiradores que dispõe (Paul George, CJ Watson, George Hill, Lance Stephenson e David West). Os Pacers souberam compreender a importância que um jogador Evan Turner (repentista, bom lançador mid e long range) poderá desempenhar na equipa nos playoffs, altura da época em que os candidatos necessitam claramente de experiência e virtuosismo para alcançarem os seus objectivos.

Os Philadelphia 76ers receberam Danny Granger. O azarado extremo (passou grande parte dos últimos dois anos lesionado) viu consumado aquilo que se previa há muito: não fazer parte da estratégia da equipa. Foi dispensado pelos Sixers no mesmo dia por motivos salariais. Enquanto os Pacers decidiram reforçar a sua equipa com um jogador capaz de decidir, apoiar, marcar pontos em troca de outro que para além das sucessivas lesões, não estava a acrescentar muito à equipa desde que voltou aos courts. Os Sixers continuam a traçar o seu rebuild em torno de Michael Carter-Williams e acabaram por poupar cap salarial para a próxima temporada com a dispensa de Granger.

2.2 Dispensados e contratados.

Contratados: Para completar o 13º jogador da equipa, número regularmentar de jogadores obrigado pela liga, Chicago contratou Jarvis Varnado. O jogador assinou por 10 dias e será experimentado para ver se poderá assinar até ao final da temporada.San Antonio contratou por 10 dias Shannon Brown, antigo jogador dos Lakers.

Dispensados ou sem contrato

danny granger

O extremo está neste momento sem equipa. Auferindo 14 milhões de dólares (era o último ano de contrato com os Pacers), Oklahoma, Miami e San Antonio Spurs poderão estar interessados nos préstimos do extremo. Oklahoma neste momento lidera a corrida. Granger poderá baixar os seus valores salariais para metade porque para além da sua situação específica, poderá aceitar tais valores pelo simples facto de poder ingressar numa equipa que luta pelo título. Quando assim o é, existem jogadores que abdicam de parte do seu salário para poderem lutar pelo título da NBA.

glen davis

Quem também está sem contrato é Glen Davis. O Orlando Magic cansaram-se do mau feitio e da falta de rendimento do poste em campo, tendo decidido dispensá-lo para poderem poupar cap space para a free-agency. Com a dispensa, os Magic pouparam cerca de 10 milhões nos próximos 18 meses. Ainda não existem interessados em Davis mas o base poderá encontrar o seu espaço na Liga nas próximas semanas, como suplente de uma estrela da sua posição. Clippers ou OKC poderão ser hipóteses muito válidas para o jogador. Inseria-se facilmente nos primeiros visto que já trabalhou com Doc Rivers no passado, treinador que admira o seu potencial (apesar de o ter trocado) mas cujo feitio afirmou ser o “principal inimigo do jogador” que outrora foi apelidado de Baby Shaq por causa das suas parecências físicas e ao nível de características com Shaquille O´Neal.

2.3 A definir o verão

As últimas mexidas realizadas pelas equipas já começaram a definir a próxima free-agency. Eis os rostos daqueles que poderão mudar as suas bagagens no próximo verão.

Equipa a equipa:

Atlanta Hawks

Elton Brand, DeShawn Stevenson, Jared Cunningham e Gustavo Ayon são free-agents unrestricted ou seja, livres para negociar com quem quiserem e deverão seguir caminho no final da temporada até porque a equipa de Atlanta já tem um cap de 47,9 milhões cativos para a próxima temporada e terá o dossier da renovação de Paul Millsap na próxima temporada. O poste ganha 9,5 milhões por temporada e poderá querer estender este valor para um pacote perto de 75 milhões por 4 temporadas.

Boston Celtics
Kris Humphries não deverá renovar. Auferindo 14 milhões de dólares e estando a equipa com um cap de 47 milhões previstos para a próxima temporada, será impensável para os Celtics renovar com o poste. Deverá arranjar colocação dentro da liga mas com um contrato muito menor do que o actual e com papel de suplente.
Keith Bogans e Ryan Gomes também não deverão renovar. O primeiro pode acabar carreira no final da temporada.

Irão renovar com a equipa de Boston Jerryd Bayless (+3,5 milhões) e Avery Bradley (qualifying offer de 3,5 milhões de euros para Boston) 

Detendo a opção para estender contrato por mais 1 temporada, o poste canadiano Joel Anthony deverá querer renovar, mas os 3,8 milhões de salário poderão ser proibitivos para os Celtics numa altura em que estes estão a tentar diminuir custos para poderem passar a luxury tax na época 2015\2016 com uma equipa mais experiente e com uma free-agency bem mais apelativa ao nível de nomes grandes. Para além do mais, a equipa irá apostar na dupla Olynyk e Faverani sendo que o brasileiro poderá sair caso a equipa não se mostre interessada em renovar.

Brooklyn Nets

Pierce

Paul Pierce é para já a grande incógnita que a equipa tem para o verão.

A equipa gastou este ano 102 milhões de euros mais o valor relativo à taxa de luxo. No próximo ano, a equipa detida pelo multimilionário russo Mikhail Prokhorov tem um gasto de 89 milhões previsto, podendo amenizar em cerca de 8,6 milhões caso Travis Outlaw seja amnestiado (vai ser) e Andray Kirilenko e Andray Blatche não exerçam a sua opção pessoal. Creio que Blatche deverá exercê-la. Quanto ao russo, duvido. Como Shawn Livingstone (1,2) e Alan Anderson tem tido boas prestações e deverão renovar com os Nets, se a equipa renovar com o Paul Pierce de acordo com o salário actual (15,33 milhões) a equipa voltará a gastar 100 milhões de dólares, indiferentemente do facto consumado de ter usado a luxury tax pelo 3º ano consecutivo e pelo 3º ano em 5 temporadas, facto que garante uma penalização extra.

Ocorre que o proprietário da equipa já afirmou que pode não escorregar com a nota no próximo ano.

Charlotte Bobcats

Ben Gordon (13,2 milhões) não deverá ver o seu contrato renovado, Luke Ridnour (4,3M) também não deverá permanecer dados os seus números e exibições esta temporada (5,3 pontos\1.7 ass). Tyrus Thomas (9,3M) será amnestiado com quase toda a certeza e Josh McRoberts (2,7) tem player option. Com 46 milhões de cap previsto (16 de sobra) a equipa de Charlotte poderá atacar 1 ou 2 bons free-agents para continuar a construir o seu 5 inicial de forma a poderem continuar a evoluir visto que este ano já tem um lugar mais ou menos solidificado nos playoffs (6º no Este com um score de 27-30)

Chicago Bulls

Kirk Hinrich

Com um cap de 63 milhões assegurado para a próxima época (ligeiramente superior ao tecto máximo virtualmente estabelecido para a próxima época) as duas dúvidas de Chicago irão cair sobre Kirk Hinrich e DJ Augustin. Na minha opinião, o primeiro será preterido pela renovação do segundo porque é mais novo, inseriu-se muito bem dentro da equipa e tem mais margem de progressão na nomenklatura de Chicago. Como Derrick Rose vai voltar na próxima temporada, Augustin passará a ser o 6th man de Chicago, estatuto que, dado o historial do jogador num passado recente (dispensado em Indiana; despedido em Toronto) deverá agradar ao jogador. Resta saber quem é que estará na disposição de desembolsar mais do que Chicago ou granjear ao jogador um estatuto superior na equipa do que aquele que o base tem em Chicago (starter).

Com a equipa de Chicago evita as penalizações, é mais ou menos certo que volte a ultrapassar a luxury tax no próximo ano até porque a equipa irá pretender a vinda de Nicola Mirotic para a NBA com o montenegrino a candidatar-se a um salário perto dos 6 milhões de dólares. A equipa de Chicago também poderá atacar um extremo e um poste com estatuto de suplente de Joakim Noah, dependendo essas contratações do que calhar no draft à equipa dos Bulls.

Nazr Mohammed e o Rookie Erik Murphy serão jogadores livres.

Cleveland Cavaliers

deng 2

Luol Deng é a grande dúvida da equipa do Estado do Ohio. Na última semana noticiou-se em vários órgãos de comunicação da especialidade a ideia de que Cleveland poderia querer trocar o jogador que recebeu de Chicago em Janeiro pelo facto de não ter capacidade financeira para renovar com ele no verão e assim conseguir uma boa moeda de troca com o extremo. Como a equipa de Cleveland tem um cap programado de 32 milhões (+ 9,5 pela renovação que irá exercer sobre Anderson Varejão; team option e mais 3,25 sobre Alonzo Gee) sobram cerca de 17\18 milhões para avaliar Deng (14 milhões com tendência a ficar mais ou menos nestes valores\54 milhões\3 anos ou 72\4 anos) Spencer Hawes (6,5 milhões com tendência a subir) e CJ Miles (deverá ser descartado). A equipa terá portanto que optar por Deng ou Hawes ou pelo pagamento de luxury tax, coisa que decerto não irá agradar aos homens de Cleveland visto que Kyrie Irving tem qualifying offer prevista para 2015\2016, podendo ser necessária a extensão de contrato já no próximo ano com uma subida substancial de salário do epicentro do rebuild de Cleveland.

Deng poderá tornar-se um dos cabeças-de-cartaz do mês de Julho

Dallas Mavericks

nowitzky

Em Dallas, não é certo que Dirk Nowitzky renove e por isso é que a equipa está de olho em Kevin Love. Não é certo também que Shawn Marion, Vince Carter e Devin Harris renovem. Brandan Haywood deverá ser amnestiado pela equipa cujo proprietário é Mark Cuban (7M). DeJuan Blair deve renovar.

Caso Dirk Nowitzky não renove, a equipa de Dallas (apenas de 26M) irá atacar forte e feio no mercado. Caso renove, a equipa terá cerca de 15M para o fazer. Se o alemão não renovar, deverá ter meia equipa interessada nos seus serviços. O jogador afirmou recentemente que deverá assinar por mais 2 ou 3 temporadas.

Denver Nuggets

Jan Vesely é o único jogador unrestricted. O checo não deverá renovar. Nate Robinson tem player option mas como é a 3ª escolha para a sua posição na equipa deverá rumar a outras paragens.

Detroit Pistons

A equipa tem 41 milhões cativos para a próxima época. Charlie Villanueva está a falhar vários jogos derivado dos problemas físicos. Logo, não deverá renovar visto que ganha 8,5 milhões nesta temporada. O rebuild da equipa também já não passa por Villanueva. Rodney Stuckey é outra das incógnitas. O base tem feito uma época bastante interessante, principalmente ao nível da pontuação (13,7). No entanto a equipa tem um défice enorme na armação de jogo visto que nem Stuckey nem Brandon Jennings são dois puros bases organizadores. O jogador aufere 8M. Como Greg Munroe está com qualifying offer de 5,5 e a equipa não deverá querer perder o poste porque este combina muito bem com Andre Drummond, Jonas Jerebko pode exercer uma opção de +1 ano por 4,5M (juntos perfazem para 52 milhões o cap de detroit) e a equipa de Detroit não dispõe de fundos para subir o tecto salarial máximo, a equipa poderá renovar com Stuckey ou procurar um base organizador no draft até ao valor auferido pelo veterano base, mantendo-se em ambos os casos abaixo do tecto salarial máximo.

Golden State Warriors

Steve Blake é claramente uma aposta a curto prazo e Jermaine O´Neal não deverá assinar renovação porque as lesões não o deixam jogar com regularidade numa equipa que quer ser campeã da NBA. Jordan Crawford tem uma qualifying offer de 3,2 milhões para a próxima época. É a única incógnita na equipa de Oakland para o verão. Os Warriors tem 65M cativos para a próxima época. Dinheiro não é problema no franchise californiano.

Houston Rockets

O mesmo se passa em Houston. A equipa ainda está a pagar o salário a Luis Scola, amnestiado e contratado pelos Indiana Pacers. A amnistia não significa que a equipa não tenha que pagar o resto do contrato ao jogador. Apenas tem efeitos contabilísticos no cap space da equipa. Faça o que fizer, a equipa continuará acima da lux no próximo ano. Omri Casspi deve renovar visto que é um jogador muito precioso porque consegue ser bastante efectivo tanto no jogo exterior como nas penetrações com finalização debaixo do cesto. A equipa também deverá exercer os direitos sobre Chandler Parsons e Patrick Beverley (cerca de 900 mil sobre cada um). Francisco Garcia tem player option. A escolha do jogador não irá interferir muito com o rendimento bruto da equipa, conhecidas que são as suas soluções de plantel.

Nos próximos posts irei analisar as restantes equipas.

NBA 2013\2014 #34

Os 2 jogos que vi nas últimas 2 madrugada:

Golden State Warriors vs Miami Heat

A equipa de Oakland fez uma exibição ofensiva fraquíssima até sensivelmente metade do 3º período. A 7:40 do fim deste, a equipa orientada por Mark Jackson estava a perder por 21 pontos de diferença num jogo em que os bicampeões em título estavam a dar um autêntico festival ofensivo. Stephen Curry, David Lee e Klay Thompson não só conseguiram recuperar a desvantagem até ao final do período como ainda conseguiram dar vantagem de 3 pontos à equipa no primeiro minuto do último período. Quando a meio do último período, Mark Jackson foi obrigado a dar descanso por alguns minutos às suas maiores estrelas (Curry e Lee), os Heat floresceram novamente e cavaram uma diferença de 11 pontos. Disputado até ao último segundo, o jogo haveria de ser decidido com um fantástico (e nada usual) triplo de canto de LeBron James.

Chicago Bulls vs Brooklyn Nets

Na jornada de ontem, os Bulls venceram os Nets numa partida bastante medíocre. Ambas as equipas respiram alguma tranquilidade depois de um início de época conturbado. Os Bulls ainda lutam pelo 3º lugar da conferência este enquanto os Nets de Jason Kidd vão solidificando uma posição de playoff e vão tentando trabalhar o seu colectivo. Apesar da equipa ainda cometer demasiados turnovers (mesmo com um dos melhores playmakers da liga na equipa, caso de D-Will) e de não ter a engrenagem no devido sítio (Paul Pierce e Jason Terry continuam a jogar manifestamente mal; a equipa não tem soluções ofensivas no jogo interior) as coisas melhoraram significativamente para Jason Kidd desde o mês de Janeiro, altura em que finalmente pode começar a trabalhar com o plantel praticamente completo.

No que concerne aos Bulls, ultrapassada que está a lesão de Rose (afirmou ontem que não está nos seus planos voltar esta temporada) e a saída de Luol Deng para Cleveland, apesar do futuro de alguns jogadores ainda não estar completamente clarificado e da imprensa da especialidade ter voltado a afirmar que até ao final do prazo limite para trocas (na próxima semana) poderão haver surpresas em Chicago (o Operations Vice-Presidente John Paxson não confirmou neste desmentiu a possibilidade dos Bulls realizarem uma troca até dia 21) Tom Thibodeau está a realizar um bom trabalho com os Bulls e a equipa está claramente a crescer de forma a cada dia que passa. A excelente inserção de DJ Augustin como 6th man, a subida de rendimento de Mike Dunleavy (há que dar o chapéu ao trabalho que o técnico está a fazer com o shooting guard visto que o mesmo já faz penetrações ao cesto, movimentação que não constava do seu jogo noutras paragens), de Joakim Noah e de Taj Gibson (está muito melhor no tiro exterior) dão a Chicago a possibilidade de não só acabar nos 4 primeiros da conferência como acreditar que uma surpresa ou outra é possível nos próximos playoffs.

Os Bulls tomaram conta das operações no primeiro período, mesmo apesar de ter sido a equipa orientada por Jason Kidd a inaugurar o marcador com 5 pontos seguidos de Shaun Livingstone precisamente em dois lances nos quais deixou (com duas mudanças de velocidade) Mike Dunleavy pregado ao solo. O SG dos Bulls acabou por ser decisivo no 3º período ao conseguir 2 triplos numa altura em que os Nets ameaçavam recuperar no marcador.

Com a vantagem de Chicago a oscilar entre diferenciais de 9,10 e 11 pontos, os Nets tiveram alguns parciais de jogo onde estiveram a perder por 3 e 5 pontos (54-51, 58-53 no ínicio do 3º período), aproveitando fases de encontro em que os Bulls estavam a cometer muitos turnovers. Apertados pela equipa de Jason Kidd nesses parciais, os Bulls quase sempre conseguiram reagir bem às aproximações. Na última aproximação que os Nets fizeram ao resultado, a equipa de Chicago conseguiu sempre responder à altura. No último período, limitou-se a controlar a vantagem adquirida na casa das dezenas até ao resultado final de 92-76.

Destaque para as exibições de Taj Gibson (super eficaz a lançar longe do cesto), e Joakim Noah (12 pontos, 12 ressaltos, 5 assistências). Juntos dominaram a luta das tabelas. O francês está a assumir uma preponderância cada vez mais na equipa como passador (tanto para o jogo exterior quando tenta trabalhar junto do cesto mas acaba por passar a bola a um dos lançadores exteriores da equipa como no passe para o corte nas costas feito ora por Boozer, ora por Gibson)

2. Ainda sobre Chicago

Os últimos dias da equipa de Chicago tem sido preenchidos com vários rumores sobre o futuro da equipa.

1. O primeiro rumor indicava uma possível troca com os New York Knicks de forma à equipa de Chicago obter Carmelo Anthony. A terminar o seu contrato com os Knicks, se a equipa de Nova Iorque não quiser ver o seu melhor jogador deixar a equipa no Verão a troco de nada, terá que o trocar até dia 21. Vários especialistas (aqui; aqui; aqui) deram como quase certa a preferência de Carmelo Anthony por Chicago em detrimento dos Lakers. Tantos outros afirmaram recentemente as fórmulas nas quais se poderia dar o negócio: uns afirmaram que Melo pode sair em troca com Boozer mais umas escolhas de draft visto que Chicago as tem abundancia em virtude da troca de Luol Deng para os Cleveland Cavaliers (também ele passível de amnistia no próximo verão por parte de Chicago) enquanto outros trataram de dizer que Boozer não chega para ter Melo e que os Knicks tinham feito chegar uma proposta que incluía os nomes de Taj Gibson e Jimmy Butler. A única declaração verídica no meio de toda esta onda de especulação muito própria dos dias que antecedem o deadline por parte da direcção de Chicago foi a de John Paxson, o VP Operations ao Chicago Sun Times a quem o responsável afirmou que apesar de Chicago ter os olhos bem abertos em relação às movimentações de mercado, é muito difícil extrair nesta altura do campeonato os melhores jogadores às equipas.

Craig Sager afirmou hoje que o jogador lhe confessou ontem que não irá ser trocado até ao final desta temporada.

2. Nikola Mirotic

nikola mirotic

John Paxson também arrumou a questão de Nikola Mirotic. O VP dos Bulls afirmou ao Chicago Sun Times que a prioridade dos Bulls é trazer o MVP da liga espanhola para a equipa o mais rapidamente possível. Claro está que pelo meio, Chicago e Washington terão que pagar a clásula de 4,4 milhões que o Real Madrid impôs para a cedência do atleta (4,4M release clause; visto que Mirotic foi uma pick que Washington escolheu e cedeu a Chicago por causa da cedência do francês Kévin Seraphin, o acordo assinado entre Chicago e Washington prevê que os Bulls paguem 700 mil euros dos 4,4 milhões e os wizards o resto).

3. Derrick Rose

derrick rose 23

O base dos Bulls diz-se apenas preocupado em recuperar da terrível lesão no menisco que o atirou para fora dos courts até ao final desta temporada. Tom Thibodeau já tinha afirmado no dia anterior que não existiam quaisquer possibilidades do jogador alinhar esta temporada. O base limitou-se a afirmar que nem sequer pensou na hipótese. Porém, não fecha à porta à participação pela selecção Norte-Americana no mundial que se vai realizar em Espanha no próximo ano.

4. Andrew Bynum

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

Sensivelmente 1 mês após ter sido suspenso pelos Cavs, inserido no pacote oferecido aos Bulls por Luol Deng, dispensado por Chicago por questões de cap space e contratado pelos Indiana Pacers, os Cleveland Cavaliers revelaram quais os motivos que levaram ao castigo imposto ao seu antigo poste: Andrew Bynum não tinha um comportamento adequado nos treinos da equipa. Nos treinos de colectivo, sempre que lhe era passada a bola, lançava o cesto. Nenhuma equipa pode treinar nestas condições. Já imaginaram o quão irritantes devem ter sido estas situações?

5. LeBron James

lebron 4

Em semana de All-Star, LeBron James decidiu antecipar o espectáculo. De dunk em dunk, de trintena em trintena de pontos, carregado de afundanções, alley-oops e lançamentos longos, James marcou 37 pontos na vitória contra Phoenix e 36 na vitória contra Golden State. Estão a chegar os playoffs e James está a aumentar o nível. Contudo, esta semana aumentou-o em demasia quando afirmou que já está ao nível daqueles que considera os 4 melhores de sempre da história da competição: Bird, Kobe, Jordan e Oscar Robertson. Sabendo que ficam de fora Kareem Abdul-Jabbar (melhor marcador da história da competição) Reggie Miller, Magic Johnson, Bill Russell, Wilt Chamberlain, Tim Duncan e Karl Malone (entre outros com mais títulos conquistados que o jogador de Miami; não basta ir muito longe; Robert Horry não foi nenhuma estrela da NBA mas poderá ter terminado a sua carreira com mais anéis e preponderância nesses mesmos anéis do que LeBron James alguma vez poderá vir a ter) parece-me que as afirmações do King provêm daquela falsa modéstia que lhe é tão característica. Considerando-o o melhor do jogador do mundo da actualidade, dentro de 6 ou 7 anos, a história (o legado; a dinastia; palavras com tanto significado no mundo da NBA) estarão bem vísiveis para corroborar a validade destas afirmações.

A NBA anda de loucos! #3

Desta vez não escrevo nesta rubrica pelos melhores motivos, mas que é de loucos é!
Na noite passada em Miami, os Heat fizeram a recepção à equipa que defrontaram e derrotaram nas finais da NBA da época passada, os San Antonio Spurs. Sob o contexto da tão esperada desforra, os adeptos dos Heat tiveram uma reacção similar à do jogo 6 das finais em que deixaram os estádio despido, só que desta vez nem chegaram a entrar.

Início do jogo

Começou o jogo e assim se apresentavam as bancadas da AmericanAirlines Arena.
Ao que parece os adeptos da equipa da casa simplesmente não quiseram saber deste jogo entre líderes de divisão (ambos em 2º da conferência).

Tom Haberstroh da ESPN fez questão de deixar toda a gente a saber o que se passava

Tom Haberstroh da ESPN fez questão de deixar toda a gente a saber o que se passava

Já Ethan J. Skolnick, da Bleacher Report arranjou uma desculpa para o sucedido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por sua vez Ira Winderman do The South Florida South Sentinel não se absteve

Por sua vez Ira Winderman do The South Florida South Sentinel não se absteve

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Numa noite em que a equipa da casa fez jus à sua qualidade, já com Dywane Wade de volta, tendo ficado Grey Oden de fora devido a problemas no calcanhar, os Heat dominaram confortavelmente os 3 primeiros períodos, chegando ao 4º com uma vantagem de 20 pontos.
Tendo sido um jogo calmo para os Heat, Erik Spelstra aproveitou para rodar a equipa no último período, fazendo descansar as estrelas da companhia. Lebron James com 28 minutos de jogo, passou despercebido ofensivamente com apenas 18 pontos e 6 assistências, mas a fazer um bom jogo defensivo com 7 rebonds ganhos e um roubo de bola. Dywane Wade não fez o regresso que esperaria, tendo em 24 minutos apenas feito 8 pontos, 3 rebonds, 5 assistências e 1 roubo. Já Chris Bosh teve uma das suas noites ofensivamente, tendo conseguindo atingir os 24 pontos com uma taxa de 90% em Field Goals, 50% nos triplos e 100% nos lances livres. Ray Allen fez um jogo seguro e calmo, e foi durante o tempo que esteve em campo que a equipa mais pontuou.


Chris Bosh aquando do triplo da noite, após uma assintência fantástica de LeBron James

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do lado do San Antonio Spurs não houve grandes rasgos de brilhantismo numa noite em que não conseguiram impor o seu jogo. Quem mais pontuou foi Tim Duncan com 23 pontos, tendo Tony Parker conseguido menos de metade dos pontos com o mesmo tempo de jogo compensado apenas pelas assistências que fez. Belinelli passou despercebido e Ginobili parece que não esteve sequer em Miami, apesar de ter jogado 25 minutos.

Nota positiva para Aron Baynes que durante os 15 minutos que jogou, a sua equipa recuperou 8 pontos, tendo este concretizado 6 (100% em field goals), 1 rebound ofensivo e 5 defensivos conquistados, 2 assistências, 1 roubo de bola e 1 block.

Aaron Baynes #16

Resultado final: Miami Heat 113-101 San Antonio Spurs

Numa noite negativa para a equipa de San Antonio, foram os adeptos de Miami quem esteve pior e não lhes fica nada bem!
Estarão eles à espera das finais para recomeçar a aparecer?

A NBA anda de loucos! #2

Na semana passada, algumas das estrelas dos Miami Heat estiveram de visita à Casa Branca, durante a qual foi feita uma mini entrevista por parte do treinador (Erik Spoelstra) dos Heat a alguns dos jogadores da sua equipa (LeBron James, Chris Bosh, Dywane Wade e Ray Allen).
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A entrevista feita prende-se com campanha “Let’s Move”, cujo propósito é acabar com a obesidade infantil nos Estados Unidos. A campanha foi iniciada pela primeira-dama Michelle Obama. A iniciativa tem o objectivo inicialmente declarado de resolver o desafio da obesidade infantil para que as crianças cheguem à idade adulta com um peso saudável.
Até aí tudo bem, com algumas charadas pelo meio e um ambiente descontraído, quando do nada aparece o LeBron em 2º plano a segurar uma Mini-Tabela e a primeira-dama entra na sala a correr faz um afundanço digno de NBA. Claro que os invejosos vão dizer que o LeBron facilitou!
Vejam o vídeo e confiram o momento de boa disposição.

NBA 2013\2014 #30

Do jogo desta madrugada entre Nets e Heat:

Nickname Game: antes de mais, nota para os nomes nas camisolas dos jogadores. acontecimento inédito (julgo) na história da NBA.

A violenta falta do Bósnio Mirza Teletovic sobre LeBron James, seguida da reacção do craque de Miami. sou da opinião que ambos deverão ser bem castigados pela Liga. Pela falta, o Bósnio ficava 10 jogos sem jogar. Pela reacção, James ficava 3.

Em acontecimentos desta índole mandam as regras da Liga:

Conduta de Teletovic – Fouls: Flagrant-UNSPORTSMANLIKE:

flagrante

A secção IV da regra 12 B diz o seguinte:

12b

Com moletas na Secção VI da Regra 12 A, o que vai acontecer a Teletovic é:

secção 6

Uma multa até aos 35 mil euros bem como uma suspensão que será decretada pelos Comissários da Liga.

Quanto à atitude de LeBron James (misconduct) aplica-se:

LeBron 2

Nas Guides que a Liga estabelece para a aplicação das regras podemos constatar este averbamento para a aplicação das regras em faltas violentas. Qualquer falta não é justificação para retaliação, como tal James também será alvo de um processo disciplinar e possivelmente de uma multa e suspensão.

Para a atitude de James, aplica-se a mesma regra de Teletovic:

lebron 3

Ou seja, resumindo e concluíndo, a batata quente está nas mãos dos comissários da Liga.

Joe Johnson

Quanto ao jogo em si, vitória para os Nets após 2 overtimes por 104-95. Maior vitória dos Nets nesta temporada. LeBron fez um jogo fantástico com 36 pontos, apesar do incidente supra citado. Do lado dos Nets, Joe Johnson esteve incrível no lançamento com 14-25 em lançamentos de campo, 4-6 em triplos, carregando a equipa de Jason Kidd para a 15ª vitória da equipa nesta temporada. Com o regresso dos all-star de Brooklyn nota-se que a equipa está a jogar melhor e a conseguir melhores resultados. Até porque Joe Johnson está a assumir mais (e melhor) jogo. Os Nets já estão dentro dos lugares de playoff.

NBA 2013\2014 #25

No dia do 29º aniversário de LeBron James, os Heat foram ao Pepsi Center em Denver, Colorado, vencer os locais Nuggets por 97-94.

Ausência de Chris Andersen para o lado de Miami e Danilo Galinari para o lado de Denver.

Os Heat começaram bem o jogo com um parcial de 8-0 com 2 triplos de Shane Battier. Característica comum a todos os períodos da partida foram os maus arranques de período dos Denver Nuggets em todos os períodos da partida. Num piscar de olhos, a equipa orientada por Brian Shaw equilibrou a partida até ao primeiro timeout, pedido a 4 minutos do fim do período. Com 2 triplos (Ty Lawson e Jordan Hamilton) e um par de boas penetrações por parte de Wilson Chandler, os Nuggets haveriam de ir para o timeout a perder por 14-18. Nesta fase inicial, sinal negativo para o poste Kenneth Farried com 4 lançamentos falhados. Rapidamente, os Nuggets passariam pela 1ª vez para a frente da partida com mais uma penetração de Wilson Chandler (2:08) – muito activo no primeiro tempo, Chandler prometia uma grande exibição, facto que não viria a acontecer na generalidade da partida.

No final do primeiro período, o jogo tinha todos os condimentos – 30-29 no marcador para Denver, espectacularidade, efectividade, intensidade a todos os níveis e produtividade.

O 2º período abre com dois lançamentos de Dwayne Wade que devolvem a liderança aos Heat. Mais uma vez, Denver entra mal no período com alguns turnovers de André Miller. Poucos pontos no minuto inicial dão a melhor fase do jogo para os Denver: Randy Foye assumiu muito jogo, Farried começou a acertar com o cesto e J.J Hickson com 2 lançamentos afastados do cesto nada característicos ao seu jogo resultaram num parcial de 9-2 para os Denver (6 de vantagem; 41-35 a meio do período). No recomeço da partida após timeout pedido por Erik Spoelstra entra na equipa de Miami Michael Beasley, jogador que tem vindo a actuar com mais regularidade nesta fase da época (com bom aproveitamento diga-se a bom da verdade; 11 pontos de média\4.4 ressaltos) e que viria a ser decisivo na partida.

Os Nuggets haveriam de aproveitar o memento construído através de uma excelente intensidade defensiva (principalmente na luta das tabelas, onde Miami apresentou algum défice talvez em virtude da estratégia defensiva montada por Spoelstra; estratégia essa que passou por não contestar ressaltos e fazer recuar a equipa rapidamente para evitar o fastbreak game, departamento de jogo onde a equipa de Denver se sente como peixe na água) e de um par de boas investidas montadas por penetrações de Chandler e Foye, lançamentos de meia distância de Ty Lawson e uma melhor eficácia de Kevin Farried (neste 2º período, Denver ganhava no jogo interior\points in the paint por 22-10 ao intervalo) para chegar ao intervalo a vencer por 55-46. Do outro lado, assistiamos a uma primeira onde Dwayne Wade assumiu muito jogo, chegando ao intervalo com 12 pontos. No intervalo, queixou-se de dores nas costas e não regressou ao jogo.

No 3º período, os Heat recolaram-se novamente aos Nuggets com um parcial de 8-0 nos primeiros 3 minutos. Brian Shaw foi obrigado a parar a partida. No seu recomeço, Miami passa para a frente e dá-se um dos casos da partida: Norris Cole vai isolado para o cesto quando é carregado por Kenneth Farried. Cole cai desamparado de cara no piso e nota-se que o jogador de Denver fica perturbado com a situação. Dois lances livres para Miami. Cole sai a chorar do terreno de jogo, acompanhado pelo colega de equipa Joel Anthony. Aplica-se a regra mais estupida da liga. Como Cole não pode cobrar os lances livres, o árbitro vai ao banco adversário, como a regra manda, pedir ao treinador de Denver que escolha quem de Miami vai executar os lances. Brian Shaw ri-se, todo o banco de Denver ri-se e Greg Oden, junto ao banco de Miami dá uma garagalhada – Shaw acaba de escolher, Joel Anthony, o jogador de Miami menos efectivo no capítulo do lançamento, aquele que precisamente estava a levar Cole ao balneário. Faz-se um compasso de espera, Anthony regressa e para espanto de todos enfia os dois lançamentos dentro do cesto, fazendo na altura o 59-(57).

Começa o jogo LeBron.

Darrell Arthur entra para Denver e faz dois posters espectaculares fazendo a equipa disparar novamente no marcador. Começa o espectáculo LeBron. O artista de South Beach faz 3 triplos quase seguidos (haveria de terminar o jogo com 26 pontos\5 triplos). No final do 3º período, Denver vence por 77-72. Sinal + para Randy Foye neste período. O jogo continua muito eficaz com Denver a terminar o 3º período com 57% de efectividade no lançamento e Miami perto dos 50%.

O 4º período começou sem pontos. Denver tenta rodar mais a bola. Jogo muito intenso mas pouco efectivo nesta fase. Aos 8:45 Ray Allen empata a partida a 77 com um fantástico triplo em zona central. Responde Lawson com um triplo. J.J Hickson conquista nesta altura alguns ressaltos importantes para a equipa. Sobressai Ty Lawson com a sua capacidade de organização de jogo, lançamento exterior e inteligência. Joga, faz jogar e em situações de pressão consegue cavar muitas faltas. Quando o jogo já se aproxima do fim, a equipa de Denver baqueia. Chris Bosh faz 2 lançamentos seguidos e devolve a liderança a Miami a 5 minutos do fim (83-82). Allen completa o ramalhete já perto do final com um triplo que estabelece 82-86. Lawson responde logo a seguir com novo triplo (85-86). O jogo avança para um fantástico final.

Já no último minuto, Allen consegue enfiar um triplo do canto esquerdo completamente apertado por 2 adversários. Chandler responde com um fantástico afundanço onde Ty Lawson conseguiu bloquear Chris Bosh para abrir espaço para o colega passar. Fica uma falta por marcar neste lance e de certa maneira a arbitragem influiu no resultado final da partida. Timeout de ocasião. Miami com bola vence o jogo num fantástico triplo de Michael Beasley a 30 segundos do fim (92-96). O triplo de Beasley é a prova viva de que nesta equipa de Miami quando não são os jogadores do big-three a decidir, alguém o faz. Ou Battier, ou Chalmers, ou Cole, ou desta feita, Beasley. E isso tem sido um dos méritos da evolução que Spoelstra está a fazer nesta equipa nos últimos 3 anos – de uma equipa centrada na figura de LeBron James, Miami passou a ser uma equipa que está a funcionar como colectivo. Randy Foye ainda consegue fazer uma penetração a 25s do fim. Falta sobre Ray Allen – falha um dos lances livres (94-97) dando hipótese a Denver de levar o jogo para prolongamento com um triplo nos últimos minutos.

Sai o bizarro. Brian Shaw pede timeout. No timeout, JaVale McGee toca piano virtual com os dedos aproveitando a pianística música de fundo. Jordan Hamilton vai repor a bola. Nenhum dos seus companheiros se desmarca. Passam os 5 segundos como manda a regra. A bola é dada ao contrário e Denver estraga numa joga o fantástico jogo que fez. Vitória para Miami por 97-94.

Outros jogos de ontem:

Jogo com várias carambolas no marcador na 2ª parte. A equipa de Detroit teve o jogo na mão no 4º período mas deixou-se perder. 106-99 num grande jogo de John Wall com 29 pontos e 7 assistências. Do lado de Detroit, mais um grande jogo dos postes da equipa – Greg Munroe (22 pontos e 10 ressaltos) fez um facial violento a John Wall e Andre Drummond com 16 pontos e 16 ressaltos.

Vitória limpinha limpinha dos meus Bulls em Memphis. Jimmy Butler fez 26 pontos e DJ Augustin foi novamente fantástico a organizar o jogo da equipa, obtendo 9 assistências. Vitória muito importante para uma equipa que está neste momento fora dos playoffs. No ponto seguinte irei analisar uma possível de troca que Bulls e Cavs podem fazer nos próximos dias.

Mavericks e Wolves protagonizaram o jogo da jornada. Kevin Love voltou a fazer números surreais. Noite após noite, Love está a carregar com os Timberwolves às costas e mesmo assim isso não está a chegar para que estes saltem para uma posição dentro dos lugares de playoffs.

Kevin Love

26.5 pontos, 13.7 ressaltos e 4.4 assistências de média fazem de Love o primeiro ao nível do ranking de eficiência da Liga. Apesar da equipa ter feito um esforço enorme para dotar Love com um colectivo capaz de ir aos playoffs (Corey Brewer, Ricky Rubio, Juan José Barea, Nikola Pekovic), creio que os colegas não tem estado à sua altura e a própria conferência Oeste, extremamente competitiva este ano, fará com que os Timberwolves fiquem aquém do seu objectivo. Os Wolves são 9ºs no Oeste.

Quanto ao futuro de Kevin Love:

1. É expectável que caso os Wolves não consigam atingir os playoffs, Kevin Love saia da equipa no próximo verão. Love tem contrato com os Wolves até 2016, recebendo 14,63 milhões nesta época, 15,7 na próxima e 16,7 na temporada 15\16. Qualquer equipa que o queira terá que ter este (ou um cap superior) cap salarial para o adicionar. Para além disso terá que efectuar uma troca contratualmente equalitária ao contrato que aufere actualmente Love. Os Lakers tem cap para adicionar Love para o ano mas não tem ninguém com um valor de troca (financeiro\desportivo) que agrade a Minesota.

Ler Steve Aschburner no Hang Time sobre o rendimento do poste de Minesota.

Grande vitória dos New Orleans Pelicans frente aos Blazers por 110-108. Exibição monstruosa do base reforço Jrue Holliday com 29 pontos e 13 ressaltos. Os Pelicans continuam a fazer uma temporada muito tranquila, tentando evoluir a equipa que têm para atingir outros objectivos no próximo ano. Anthony Davis está a evoluir muito favoravelmente aos problemas físicos que o tem atormentado nos últimos meses.

2- Notícias e rumores:

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

Faltam 7 dias para Andrew Bynum decidir o futuro. Ontem e hoje surgiram dois rumores:

1- O primeiro dava conta de negociações entre Bulls e Cavaliers. O Bleacher Report e o analista da Yahoo Adrian Wojnarowski (quando salta um rumor da boca deste raramente é mentira) afirmam que Bulls podem estar interessados em trocar Luol Deng por Andrew Bynum e mais qualquer coisa: fala-se no sg Dion Waiters e em compensações monetárias até porque Dion Waiters poderá estar incompatibilizado com Kyrie Irving.

Na minha opinião, toda a gente fica a ganhar com este cenário.

1.1 – Os Bulls limpam algum cap salarial com a saída de um jogador que ganha cerca de 14,5 milhões e ainda recebem um poste de qualidade (limitado fisicamente é certo) para ser alternativa a Joakim Noah e um SG que permitirá mais soluções de colectivo para Tom Thibodeau. Além disso, os Bulls começam a preparar o futuro da equipa que pelos últimos rumores não deverá passar pela continuidade de Deng (está insatisfeito com a proposta salarial que a equipa lhe fez e quer sair) e Carlos Boozer (será amnistiado no final do ano porque da Liga Espanhola vem, em virtude da pick que Chicago recebeu em 2012, Nikola Mirotic). Do ponto de vista financeiro, ajuda os Bulls a descerem a sua folha salarial, imperativo que Jerry Reinsdorf terá pedido ao GM Gar Forman para a próxima época, excepto se a equipa lutar pelo título. Só nesse cenário, Reinsdorf irá pagar as penalizações e taxes que sejam necessárias.

1.2 – Os Cavs continuam a sua estratégia de evolução com a entrada de Deng. Será um bom complemento para Kyrie Irving e do ponto de vista de maturidade talvez seja o jogador que necessitam para atacar objectivos maiores.

1.3 – Para Andrew Bynum, a subalternização que terá a Joakim Noah será benéfica para voltar em grande à liga como espera. Com menos minutos de jogo e menos pressão, poderá relançar a carreira em Chicago. Dion Waiters poderá ser um excelente 6 em Chicago.

2- O segundo dava conta do interesse dos Lakers em fazer regressar uma das suas principais apostas no passado em troca por Pau Gasol.

A troca é muito engraçada para os Lakers (poupam imediatamente 10 milhões no seu cap, podendo ter espaço para tentar várias trocas ainda esta época para dotar a equipa de jogadores capazes de atingir os playoffs ainda esta época) mas não estou a ver Cleveland dar 10 milhões de euros por um jogador que está a jogar mal e que não acrescenta muito mais daquilo que Varejão oferece à equipa.

3- O Hang Time advoga que Rajon Rondo (Boston Celtics) pode voltar à competição na equipa afiliada do franchise de Boston da DLeague.

4- Em Nova Iorque continua a irmandade. Depois do irmão de Mike Woodson ter sido contratado pela equipa, agora foi a vez dos Knicks anunciarem a contratação de Chris Smith, irmão de J.R Smith

Já diz o ditado que quem sai aos seus não degenera. Se Chris Smith for metade do irmão, em vez de um problema, os Knicks passam a ter dois!

5 – Al Hortford (Atlanta Hawks) será novamente operado ao músculo direito da zona peitoral. Ficará 1 ano de fora. Má notícia para os Hawks.

6 – Os rumores à volta da possível troca de Carmelo Anthony.

3 – A ler ainda:

 

NBA 2013\2014 #23

Pode bem ser a combinação das finais da Liga nesta temporada. Não quis acreditar que tal tivesse acontecido. Lembro-me de mais 2 ou 3 situações de carreira em que ele fez isto, 1 delas decisiva para uma vitória de Miami, outra duas como buzzer-beat de final de período (uma em Toronto, uma em Miami) – é um lance fantástico tendo em conta o jogador que é e as suas reais capacidades neste departamento de jogo – não é um mau lançador de triplos (até porque não lança regularmente de 3 pts; tem um registo de 105-354 nas 11 temporadas que leva na liga; 29.7% de eficácia) mas está a melhorar imenso ultimamente neste capitulo: basta só referir que este ano lança mais (52 em 29 jogos tendo em conta os 74 que lançou em 74 na época passada, com uma eficácia de 18 esta temporada; 34,6%; contra os 21 em 74 na época passada) é mais efectivo e está a conseguir colmatar a saída de Mike Miller, por exemplo, homem que acrescentava muito valor à equipa neste departamento de jogo.

Miami venceu por 108-107 em Portland. Sem LeBron. Em mais uma noite em que desisti de ver os meus Bulls @ Dallas logo no 2º período. (85-103)

Meanwhile:

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

O Hang Time revela que Bynum suscitou algum interesse em Miami. Como afirmei aqui (vide nº21 desta série) ontem, Bynum foi suspenso pela direcção dos Cavaliers. Após investigação séria ao seu contrato (como afirmei aqui ontem) confirmei que os Cavs apenas salvaguardaram metade do salário do jogador deste ano, no valor de 6 milhões, sob condição de activar a outra metade do salário depois de 7 de Janeiro. Assim sendo, os Cavs tem até dia 7 para trocar o jogador ou então o jogador ficará até ao final da temporada.

Com Bosh a render, Birdman Anderson a acrescentar muitos ressaltos, muita luta nas tabelas e, claro está, principalmente na linha de lance livre em virtude das faltas que sofre, a acrescentar pontos para a equipa, sem contar com o eterno lesionado Greg Oden (jogador em que Miami deposita confiança) penso que este rumor não deve ter fundamento. A não ser que South Beach deixe de ser um poiso gerador de títulos e campeões para se transformar num centro de reabilitação para as mais diversas maleitas (lesões, drogas)…

NBA 2013\2013 #21

Durante a quadra natalícia, o melhor campeonato do mundo não parou e trouxe momentos de grande espectacularidade.

1. Jogos:

Vitória tranquila para os Pacers frente aos Nets na 2ª feira por 103-86. Lance Stephenson, embalado por uma grande partida frente a Boston, coroada com triplo-duplo, fez o seu career-high com 26 pontos frente a uns Nets que voltaram a baquear por completo no 3º período, período esse que costuma ser muito forte para a equipa de Indiana e em particular para Paul George.

Na primeira parte assistiu-se a um jogo muito lutado mas pouco esclarecido e pouco eficaz. Sinal negativo (mais uma vez) para Deron Williams (péssimo a organizar, cometeu muitos turnovers) e para Paul Pierce, este último, por uma falta anti-desportiva sobre George Hill na fase de descalabro da equipa nova-iorquina que valeu a expulsão ao poste e uma multa de 15 mil dólares por parte da liga num jogo em que o extremo fez o 2º jogo da sua carreira sem pontuar (em mais de 1100 jogos na NBA).

Neste jogo também assistimos a mais duas decisões erradas por parte de Jason Kidd: o regressado Jason Terry esteve disponível para o jogo, entrou muito bem com 3 triplos mas só entrou quando o jogo já estava decidido para a equipa orientada por Frank Vogel. Reggie Evans voltou a ficar no banco de suplentes. No jogo seguinte contra Chicago (em baixo) fez 9 ressaltos só no primeiro tempo, controlando os postes de Chicago. Quando saiu, Boozer e Gibson cresceram no jogo e os Nets voltaram a perder.

No dia de Natal, Bulls e Nets encontraram-se no Barclays Arena. Camisolas especiais para a ocasião. Estas camisolas valeram de resto muitas críticas entre os adeptos da liga. Pessoalmente creio que o seu uso deve considerar-se uma aberração para o basquetebol. Tenho dúvidas que qualquer atleta se sinta confortável a jogar com estas camisolas que, são muito aplaudidas em modalidades como o rugby visto que o seu tecido fino torna mais difícil o acto de placagem. O primeiro jogador a protestar foi o alemão Dirk Nowitzky:

Dirk

Os Bulls venceram por 95-75 num jogo em que os Nets voltaram a perder o jogo no 3º período. Mérito para a defesa de Chicago nesse período, fazendo valer o estatuto (esquecido esta época) de equipa defensora. Kirk Hinrich, Carlos Boozer e Taj Gibson estiveram em destaque.

Mais uma vez se provou que no seio dos Nets, vive-se a ferro e fogo: num desconto de tempo Kevin Garnett sentou-se e deu a táctica enquanto Jason Kidd estava de mãos atadas no banco de suplentes a observar. No final do jogo, os adeptos dos Nets assobiaram a equipa.

Na passada madrugada, LeBron James fez uma exibição monumental (33 pontos, 8 ressaltos e 8 assistências) tendo passado Larry Bird e Gary Payton na lista de melhores pontuadores da história da Liga – King James é agora 29º nessa lista. Neste momento, LeBron tem 21819 pontos. Em actividade só é suplantado por Vince Carter (22532; 27º, a cumprir a sua 15ª temporada na liga), Ray Allen (24086; 22º, a cumprir a sua 17ª temporada na liga) Tim Duncan (24165; 21º; a cumprir a sua 16ª temporada na liga) Paul Pierce (24317; 20º; a cumprir a sua 15ª temporada na liga) Kevin Garnett (25451; 15º; a cumprir a sua 18ª temporada na liga) Dirk Nowitzky (25564; 13º; a cumprir a sua 15ª temporada na liga) e Kobe Bryant (31700; 4º; a cumprir a sua 18ª temporada na liga) – pode-se dizer que Bryant está a dois anéis e 592 pontos de suplantar Michael Jordan.

A megalómana exibição de James não foi suficiente para a equipa de Miami levar de vencida a modesta equipa dos Kings (9-19) recentemente reestruturada com a troca que efectuou com Toronto e da qual resultou a contratação de Rudy Gay. Gay marcou 26 pontos. O destaque da partida vai para a melhor exibição de carreira do poste DeMarcus Cousins (já esteve várias vezes em cima da mesa para ser trocado de forma a promover um novo rebuild para a equipa de Sacramento) com 27 pontos, 17 ressaltos e 5 assistências. O base Isiah Thomas fez 22 pontos, 11 assistências e 7 ressaltos. Dados os últimos resultados dos Kings, pode-se dizer que a continuar assim vão construir uma boa equipa para o próximo ano.

No dia de ontem, ao contrário do que tem feito este ano, Seth Curry até marcou menos pontos dos que costuma marcar nos jogos dos Warriors na vitória sobre os Suns por 115-86. Apenas 14 pontos para o sg num jogo brilhante onde conseguiu um triplo-duplo com 14 assistências e 13 ressaltos. Grande jogo do base num jogo em que fez assistências capazes de levantar pavilhões. Voltou a sacar rogados elogios da boca do seu treinador Mike Jackson: “It was spectacular. Awfully impressive running a team. Kept his foot on the gas pedal. Rebounded the basketball. Defended at a high level. Made shots. I mean, the guy is playing at an all-time level for himself, and that’s saying a lot. He’s been spectacular and continued it tonight. I just loved the way he competed.”

Na quinta-feira Clippers e Trail Blazers protagonizaram aquele que podia bem ser uma partida de jogo 7 dos próximos playoffs. Cheia de intensidade entre duas equipas que estão a protagonizar uma boa época (os Clippers em crescendo) valeu por meia dúzia de jogos o final sensacional protagonizado por LaMarcus Aldridge e Blake Griffin. Se aquela bola de Jamal Crawford entra (com falta) é um dos momentos mais brilhantes desta fase regular.

2. Momentos:

em particular para o fantástico abafo realizado pelo lituano Donatas Montijunas seguido de contra-ataque pela sua equipa (Houston Rockets) e para o buzzer-beat vitorioso de Jeff Teague na vitória sobre os Oklahoma City Thunder.

O Shaqtin´a´Fool de 26 de Dezembro. A reacção de Chandler Parsons à backcourt violation do israelita Omri Casspi é awesome!

3. Notícias e rumores:

1. John Schumann escreve no Hang Time uma das bombas deste 28 de Dezembro de 2013 – Os Cleveland Cavaliers suspenderam Andrew Bynum por tempo indeterminado em função da sua conduta na equipa. Andrew Wojnarowski afirma na Yahoo Sports que o motivo que levou à suspensão do poste foi a sua falta de vontade em render mais. Os Cavaliers pagam 12,25 milhões este ano ao poste que foram resgatar aos 76ers. Na minha opinião acho muito dinheiro (e desperdicio de tempo) tentar reabilitar uma estrela que não apresenta indices físicos que lhe permitam ter regularidade na liga. Bynum tem mais um ano de contrato a receber 12,54 milhões se bem que especialistas afirmam que o contrato de Bynum em Cleveland tem várias cláusulas que podem amenizar perdas para os Cavaliers caso o poste não cumpra certos objectivos.

2. Em Brooklyn, Kidd continua com a vida muito difícil. Sekou Smith afirmou hoje no habitual Shootaround report pelas equipas, citando o infalível Woj do Yahoo Sports que agora são os responsáveis do franchise que já não acreditam no técnico: ” From management to players, Kidd has shown an inability to manage crisis and keep the respect of his players.” – Kidd nunca perdeu o balneário porque nunca o teve. Prova disso foi o discurso de Garnett num dos timeouts contra Chicago.

3. O Bleacher Report fez a cobertura do shootaround dos Heat em Sacramento no dia do jogo contra os Kings, vincando o esforço que Greg Oden e os fisios de Miami estão a fazer para que o #1 em 2006 volte à competição.

4. A lesão de Bradley Beal dos Washington Wizards.

5. A lesão de Russell Westbrook dos Thunder.

6. Durante a semana, falou-se na hipótese de Clippers e Knicks trocarem Carmelo Anthony por Rajon Rondo. O rumor não ganhou força.

 

NBA 2012\2013 #17

1.O viral poster cartão de visita de LeBron James a0 rookie Ben McLemore na vitória de Miami frente aos Sacramento Kings. Tudo legal visto que o jogador dos Kings estava a pisar a linha da área restritiva, logo, estava dentro.

2. O cabaz que Indiana aplicou a Houston na sexta-feira:

1. Os Rockets até vinham de uma vitória confortável sobre Chicago. Em Indiana, perante a equipa que está a jogar o melhor basket desta temporada, ainda deram luta na primeira parte, tendo sucumbido nos primeiros minutos do 3º período com um parcial de 25-10 (12 pontos de Paul George nesse parcial). O sg de Indiana deu uma lição a todos os jogadores de basquetebol nessa semana ao afirmar que ao contrário do que todos os analistas da liga afirmam, não é incompatível com o jogo do regressado (bem regressado) Danny Granger. Lição de maturidade de George:

Noutras declarações ao site dos Pacers, Paul George afirmou que o que interessa é que ele George irá fazer de tudo para aumentar os seus números e ao mesmo tempo poderá aumentar o rendimento de todos os colegas. “Quando existem jogadores bons, nada mais importa” – afirmou.

2. De realçar também são os máximos de carreira de Dwight Howard no que toca ao lance livre. 61% nos jogos realizados esta temporada. Os treinadores de Houston estão finalmente a fazer o trabalho que Howard não deverá ter feito em Orlando e Los Angeles. O jogador aumentou a eficácia, já é capaz de marcar lances livres sem espinhas e isso irá beneficar em muito a equipa de Houston visto que é um dos jogadores que mais vezes vai para a linha de lance livre. Existe quem já tenha adoptado propositadamente uma postura faltosa perante o base para tirar partido da situação. Bom trabalho por parte do staff técnico de Houston.

3. Ainda por Indiana:

A meio desta semana, os Pacers perderam com Miami num jogo em que os Pacers ficaram a reclamar uma falta de LeBron James no acto de lançamento de Paul George. Clara falta jogador de Miami, se bem que antes do acto lançamento, logo, passível de dar dois lançamentos livres ao jogador de Indiana.

Indiana é na minha opinião a única equipa capaz (até agora) de ter condições para rivalizar com os Heat no Este.

Os Bulls acabaram ontem com o streak negativo que a equipa acumulou nas últimas semanas ao vencer os Cavaliers por 100-84.

O que é que ressalta da partida? O que escrevi aqui na passada sexta-feira.

DJ Augustin marcou 18 pontos e continua a lutar pelo sucesso da equipa.

O rookie Tony Snell saiu do banco e facturou 18 pontos. Thibodeau teima em amarrar à cadeira certos jogadores. Se os colocasse mais no court, teria surpresas mais agradáveis e resultados mais favoráveis.

Na altura em que continua a novela Deng:

Deng

4. Para finalizar, duas notícias:

1. Patrick Beverley (Houston Rockets) poderá ficar de fora entre 4 a 6 semanas devido a uma lesão na mão. 

Depois de ter iniciado a época com uma lesão, o rápido base dos Rockets estava a crescer a olhos vistos nesta que é a sua segunda época na liga.

2. O poste do Nuggets Kenneth Faried lesionou-se ontem na anca. Ainda não existe previsão quanto ao tempo que irá parar.

NBA 2013\2014 #4

O primeiro com a ajuda do Staff da NBA Portugal League.

1. O primeiro Shaqtin´a´Fool da temporada. – Escolha do Eduardo Barroco de Melo.

2. Norris Cole (Miami Heat) faz um ankle breaker a Derrick Rose (Chicago Bulls) na vitória de Miami sobre a equipa de Chicago a abrir a temporada. – Escolha do nosso futuro autor Hugo Coelho Gomes.

3.

Paul Pierce faz um tremendo abafo sobre LeBron James na primeira vitória dos Nets nesta época por 101-100 sobre os campeões em título a 1 de Novembro. – Escolha de Eduardo Barroco de Melo

4. O #2 do draft deste ano Victor Oladipo (Orlando Magic) mostra os seus dotes vocais! –Escolha de Eduardo Barroco de Melo

5.

A bola de jogo de Steve Blake sobre Dwight Howard (ex-Lakers) na vitória dos Lakers sobre os Houston Rockets. O poste acabaria por ser decisivo na partida pela negativa. Os Lakers aproveitaram a deficiência que Howard mostra na linha de lance livre, fazendo, nos minutos finais, faltas que o colocaram na linha. – Escolha de Roger Forte.

6.

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Jeff Green faz um jogo muito interessante na vitória dos Boston Celtics sobre os Miami Heat, principalmente nos minutos finais quando fez um poster com falta na cara de LeBron James e concretizou o estupendo título da vitória dos Celtics. – Escolha do Roger Forte.

7.

Um dos vídeos do momento na Liga. A 9 de Novembro deste ano, o poste dos Orlando Magic destruiu um teclado de um computador na recepção de um motel de Orlando. O jogador estava visivelmente embriagado. A polícia teve que intervir no assunto.

Em comunicado oficial, os Orlando Magic já reagiram com a condenação do acto por parte do seu jogador. O jogador será multado pela equipa. Já não é a primeira vez que o “baby shaq” é multado. A 22 de Janeiro de 2010 foi multado pela liga em 25 mil dólares por comportamento obsceno num jogo frente aos Pistons. Glen Davis respondeu com um gesto obsceno a um espectador que, junto do banco dos Celtics, lhe chamou “gordo”. Já na altura, Doc Rivers, na altura técnico dos Celtics referiu que Davis precisava de crescer ao nível de maturidade. 3 anos passaram mas pouco ou nada mudou…

8.

Xavier Henry “vinga-se” do clube onde jogou na época passada. Salvo seja, visto que os Hornets passaram a Pelicans. O lance é duvidoso. Jeff Whitey parece estar dentro do garrafão, apesar de ter ganho posição. Por outro lado, Henry ataca o oponente com o braço. Lance duvidoso. – Escolha do Roger Forte.

NBA 2013\2014 #1

NBA

Ao fim da primeira semana e meia de competição cumpre-me fazer uma pequena analise destas primeiras jornadas da maior liga de basquetebol do mundo.

Para ser mais inteligível decidi dividir o conteúdo em vários posts para ser mais fácil e menos morosa a sua leitura.

Indiana Pacers

Paul George

Na ausência de Danny Granger por lesão, Paul George afirmou-se como a grande referência do basquetebol de Indiana.

Depois de terem atingido a final de conferência na temporada passada (nas quais foram a 7º jogo contra os campeões Miami Heat), os Indiana Pacers arrancam esta temporada com expectativas mais elevadas. O estatuto de equipa surpresa terminou para a equipa de Frank Vogel a partir do momento em que esta, sem o seu melhor jogador, conseguiu atingir a final de conferência. Pessoalmente acredito que a equipa deu o salto para poder lutar pelo título. Os reforços que adquiriu durante o verão (CJ Watson aos Brooklyn Nets, Luis Scola aos Phoenix Suns e Chris Copeland aos New York Knicks) serviram para colmater uma das insuficiências que a equipa demonstrava na temporada passada: a falta de soluções no banco.

Frank Vogel tem o seu projecto em Indiana no auge. O 5 inicial da equipa manteve-se. Não existiram saídas de jogadores importantes. Pode-se dizer que o jogador mais importante que saiu de Indiana foi Jeff Pendergraph (agora Jeff Ayres) para os San Antonio Spurs, onde, este ano, tem tido 3\4 minutos de utilização por partida. Granger está lesionado. Na temporada passada apenas realizou 5 jogos. Nesta época, apesar das previsões feitas pelo staff médico da equipa apontarem o seu regresso para o 3º jogo da temporada, ainda não regressou. As novas previsões apontam que Granger regresse daqui a 3 semanas. Outro dos lesionados do 5 inicial da equipa é o base George Hill. Hill conseguiu os melhores números da carreira na época passada (5ª época do jogador na liga) ao apontar 14.2 pontos por jogo e 4.7 assistências). Irá voltar nos próximos jogos. Para reforçar uma posição onde a equipa sofria de alguma carência (DJ Augustin não era na verdade o base suplente ideal para uma equipa que tem objectivos a cumprir na liga) a equipa contratou CJ Watson. O experiente base de 7ª temporada na liga (ex-Chicago Bulls e Brooklyn Nets) foi contratado para acrescentar uma maior organização ao jogo da equipa e garantir uma melhor eficácia no jogo exterior visto que é um dos mais eficazes lançadores de 3 pontos da liga. Com Paul George, CJ Watson e Lance Stephenson, os Pacers arriscam-se a ser uma das equipas mais eficazes atrás do garrafão. Falando em Lance Stephenson, sou um apreciador das suas qualidades. Exímio lançador exterior, Stephenson não se fica só pelo jogo exterior. O seu enorme atleticismo permite-o também fazer bastantes incorporações no jogo interior. Contudo, é um jogador bastante irregular e psicologicamente muito fraco.

O jogo interior dos Pacers continuará entregue aos postes David West e Roy Hibbert. Luis Scola foi contratado aos Suns para dar mais robustez ao jogo defensivo da equipa. O argentino entrega-se bastante ao jogo, garantindo muita luta, eficácia nos lançamentos perto do cesto e de meia-distância e muita agressividade defensiva.

Os Pacers iniciaram o campeonato com um parcial de 6-0. 6 vitórias em 6 jogos, com uma vitória de topo frente a um dos outros contenders da equipa Este, os Chicago Bulls. Dadas as 6 vitórias sem resposta, volta a reaparecer uma das perguntas que remexeu os meandros opinativos da Liga durante o Verão. Serão os Pacers apenas outsiders ou contenders ao título da NBA? Pessoalmente não tenho qualquer dúvidas em afirmar que os Pacers rechearam o seu rooster de bons jogadores para poderem lutar pelo título da conferência Este e assim disputar as finais da competição. No final do mês de Setembro, o Presidente da equipa Larry Bird afirmou que a equipa poderá lutar pelo título. O base Lance Stephenson afirma exactamente o mesmo e corrobora a minha opinião. “We can be great,” Stephenson said. “We’ve got five good players. We’ve got a bench. We’ve got everything that we need. I think this team is a team that can win the championship. We’ve got better players. We’ve got a lot of players coming back. Our team is great. We’ve got a lot of players here that can help us win the championship.”

Se desportivamente tudo corre bem à equipa do estado de Indianápolis, ao nível do business da equipa, as coisas poderão azedar já neste mês de Novembro. Até ao final do mês, as equipas começarão a desenhar as próximas temporadas visto que será até dia 30 de Novembro terão que ser assinadas as extensões de contratos dos seus jogadores. Jogador que não assine extensão de contrato pela equipa pela qual jogue, ou será trocado até ao final da época por outro em semelhantes condições ou sairá a custo zero da equipa no próximo verão.

No caso de Indiana, existem 4 preocupações em cima da mesa. A equipa atingiu este ano o tecto máximo da Liga ao nível salarial. O tecto da Liga para este ano é de 58.6 milhões de dólares (para mais explicações sobre o cálculo do tecto máximo salarial da liga ver aqui) e de cerca de 71.7 milhões de dólares para evitar o pagamento de imposto de luxo por parte das equipas. O imposto de luxo na liga é calculado por escalões:

  • Portion of team salary $0-$4.99 million over tax level:          $1.50 for $1
  • Portion of team salary $5-$9.99 million over tax level:          $1.75 for $1
  • Portion of team salary $10-$14.99 million over tax level:      $2.50 for $1
  • Portion of team salary $15-$19.99 million over tax level:      $3.25 for $1
  • Rates increase by $0.50 for each additional $5 million of team salary above the tax level

Por “Portion of team salary” entende-se uma violação aos 71.7 milhões de nível máximo permitido sem pagamento de imposto de 1 dolar a 4.99 milhões. Por cada dólar a mais, 1.5 de imposto. As restantes portions dizem respeito a violações salariais maiores. Ou seja, quem quer gastar mais, terá que dispender mais dinheiro para pagar impostos de luxo.

Voltando ao caso de Indiana, como aqui se pode ver, a equipa tem 3 dos seus mais importantes jogadores em fim de contrato. Danny Granger, Paul George e Lance Stephenson estão sem contrato para a próxima época. Indiana tem aqui alguns casos bicudos por resolver. Danny Granger continuará a ser merecedor dos 14 milhões de dólares que aufere depois de um ano e meio de lesão? Paul George terá de passar obrigatoriamente, dado o estatuto que construiu na época passada na equipa, dos 3 milhões que actualmente aufere para um valor a rondar os 12 milhões de dólares? Irá Indiana abdicar de Granger já para renovar com George? Poderá Granger ser trocado? Quanto ao caso de Lance Stephenson, creio que este é o menor dos problemas. Deverá renovar pelos Pacers.

Philadelphia 76ers

Carter Williams

Michael Carter-Williams chegou, viu e venceu. O nº1 do draft de 2013 chegou à liga rotulado como um base (demasiado alto para base é certo; tem 1,98m) fantástico ao nível de organização, com uma razoável capacidade de tiro (exterior principalmente) e com números bastante completos ao nível de roubos de bola e ressaltos. Na sua estreia contra Miami quase conseguiu um quadro-duplo (10 ou mais pontos, assistências, ressaltos de bola, roubos de bola ou abafos) com 22 pontos (4 lançamentos de 3 pontos; 12 assistências, 7 ressaltos e 9 roubos de bola) – sabendo que na história da NBA apenas existiram 5 ou 6 quadro-duplos, podíamos estar perante a ascenção de mais um record na Liga: um quadro-duplo na estreia na liga de um jogador, de uma equipa que ficou de fora dos playoffs do ano passado contra a equipa campeã.

Philadelphia viu sair dois jogadores no Verão. Jrue Holliday rumou aos New Orleans Pelicans e Andrew Bynum rumou aos Cavaliers. De Bynum nem bom vento nem bom casamento. O antigo poste dos Lakers não singrou em Philadelphia, fruto das imensas lesões que não o permitiram competir a 100%.

Está mais que visto que a estratégia para os próximos anos irá girar à volta de Carter-Williams e Evan Turner, o shooting-guard que procura este ano a sua afirmação como estrela da Liga. A equipa irá executar um re-build à volta destes dois jogadores. A equipa não fez grandes aquisições. Em teoria, no início da época, os Sixers não eram candidatos aos playoffs. Detroit, Cleveland e Toronto, equipas cujo rebuilding já se arrasta desde algumas épocas para cá, apareciam com melhores possibilidades de lutar pelas vagas que Celtics e Hawks, por incapacidade dos seus actuais plantéis, irão deixar. A melhor aquisição da equipa acabou por ser Tony Wroten base contratado a Memphis, jogador que este ano já conseguiu ascender à fasquia de 11.5 pontos de média. Ao nível de jogo interior, poderão contar com um Spencer Hawes que tem andado muito inspirado este ano. Não sou um admirador do jogo de Hawes mas reconheço-lhe um grande potencial ofensivo e uma particularidade especial que nem todos os postes tem: conseguir lançar com eficácia com as duas mãos, a várias distâncias, no centro do garrafão ou nas laterais.

Playoffs? Vamos ver como corre.

Miami Heat

Miami

Os Campeões entram na nova temporada com o mesmo objectivo com que terminaram a anterior: reconquistar os anéis. Não existe muito que possa escrever sobre esta equipa. A espinha dorsal da equipa manteve-se à excepção de Mike Miller. O extremo foi amnistiado (dispensado a custo zero) e assinou pelos Memphis Grizzlies. Os 6,2 milhões que a amnistia de Miller deu aos cofres de Miami permitiu enriquecer a equipa com 3 jogadores novos: Greg Oden, Michael Beasley e Roger Mason Jr.

Recordo que Greg Oden é uma das histórias mais infelizes na Liga. Escolhido como #1 do draft de 2007 pelos Portland Trail Blazers, teve o azar de se lesionar na Summer League de 2007. Parou toda a época. Desde aí nunca mais se viria a reencontrar. De sala de operações em sala de operações (5 desde 2007) seria dispensado pelos Blazers. Depois de muitos meses em que este garantia ter condições para voltar à Liga, Miami decidiu dar-lhe uma oportunidade na sua equipa. Ainda não efectuou qualquer partida.

Michael Beasley é efectivamente um dos jogadores com menos cabeça na liga. Escolhido atrás de Derrick Rose no #2 do draft de 2009, precisamente por Miami, não conseguiu valer esse estatuto na Liga. Extremo de lançamento fácil e eficaz, com um atleticismo enorme que lhe permite aparecer demasiadas vezes debaixo do cesto. Bom lançador de 3 pts. Contudo, Michael Beasley não se impôs em nenhuma das equipas por onde passou (Heat, Suns e Timberwolves) fruto da sua inconsistência enquanto jogador. Volta a Miami para uma 2ª oportunidade. Para já, não tem saído do banco.

LeBron James e Dwayne Wade – O primeiro parece em má forma. Casou-se no verão e confessou não se ter preparado bem para a nova temporada. Continua a ser uma espécie de “faz tudo” da equipa – Deambula entre a posição 1 e a posição 4. Não está tão expressivo neste início de época como nas épocas anteriores. Mais lançador. Ontem atingiu um novo record. Wade está em forma e tem sido para já o jogador em mais destaque na equipa comandada por Erik Spoelstra.

Norris Cole – Confesso que também não sou apreciador deste jogador. Joga sem pressão. Com James, Bosh, Allen e Wade na equipa, jamais lhe será imputada a culpa por alguma derrota da equipa. Gostaria de ver este jogador jogar mais noutra equipa como starter para poder aferir se a qualidade de tiro que ostenta bem como a velocidade que mete na organização de jogo da equipa é verdadeira ou não passa de uma ilusão gerada pelo facto de alinhar na equipa campeã.