NBA 2013\2014 #52

No United Center, os Bulls retribuíram a derrota sofrida na passada sexta-feira em Indiana. Jogo péssimo ao nível de eficácia de lançamento. A equipa de Indiana continua a viver o seu pior período da temporada. Em risco está o 1º lugar da conferência. Para além da falta de eficácia (apesar dos 21 pontos marcados, Paul George não fez uma exibição por aí alem) os comandados de Frank Vogel cometeram muitos turnovers, inclusive duas perdas de bola em duas reposições da mesma pela regra dos 5 segundos (se já é raro acontecer a violação desta regra numa jornada inteira diária da Liga, mais raro é acontecer duas vezes à mesma equipa no mesmo jogo. Nos últimos 12 jogos, Indiana venceu apenas 5.

A equipa de Chicago resolveu no 3º período depois de uma primeira parte medíocre. A alma de Joakim Noah (Roy Hibbert foi mais uma vítima do poste) com 10 pontos, 8 ressaltos, 8 assistências, 4 roubos de bola e 2 abafos (sim, Noah é um poste!), a inspiração de Mike Dunleavy (fantástico catch and shoot no 3º período que cavou a diferença nos 8\9 pontos neste período), a inteligência de Kirk Hinrich (16 dos 18 pontos na 2ª parte) em conjunto com um certeiro Taj Gibson (23 pontos) foram as chaves do jogo para a equipa de Tom Thibodeau.

Pelo que está a fazer em campo e pelo espectáculo que nos tem brindado com os seus fantásticos posters na cara dos adversários, o poste suplente de Chicago (sai do banco quase sempre para marcar mais de 15 pontos e ganhar 6\7 ressaltos) é para mim aquele que deverá receber no final da temporada o prémio de 6th man da Liga (melhor suplente do ano).

Na conferência este começam-se a fazer as contas. Indiana e Miami lutarão pela primeira posição da conferência. Chicago tem dois jogos de diferença para Brooklyn (3ºs). Knicks e Atlanta lutam pela última vaga. Os “novos Knicks” poderão ser perigosíssimos. Pela equipa que tem e pelo rendimento que tem conseguido desde que Phil Jackson assumiu a presidência do clube. Há quem afirme que no dia seguinte à sua tomada de posse, Jackson foi ao balneário falar com jogadores e treinadores. A equipa conseguiu uma série de 8 vitórias consecutivas e voltou a acreditar que os playoffs são possíveis. Para a equipa que ganhar a conferência, os Knicks em forma serão sempre perigosos. Para os Bulls interessa neste momento qualquer resultado que não faça sair os Heat (virtualmente) antes da final de conferência. Se a equipa de Miami vencer a conferência, a equipa de Chicago precisa de ficar na 3ª posição. Se os Pacers vencerem, a 4ª posição será imperiosa para as equipas se defrontarem nas meias de conferência caso passem a primeira ronda. Continuo a acreditar que no actual estado de forma dos Bulls, a equipa de Tom Thibodeau será capaz de bater os Pacers numa série de playoff. A equipa de Indiana está a perder argumentos: Paul George não está tão eficaz, Lance Stephenson e Hibbert estão abaixo de forma, Evan Turner ainda não encaixou no estilo de jogo da equipa, Luis Scola já não consegue acrescentar tantos pontos e ressaltos como conseguia no início da época. Ao invés, Chicago cresceu nos últimos 2 meses a todos os níveis: Hinrich e Augustine são dois bases completos que organizam muito bem o jogo e acrescentam muitos pontos à equipa, Jimmy Butler e Mike Dunleavy, para além de efectivos lançadores são dois jogadores que já conseguem efectuar boas penetrações ao cesto (Jimmy também tem a vantagem de ser um excelente defensor), Carlos Boozer faz os seus pontos regulares e Taj Gibson e Joakim Noah são neste momento metade do sucesso da equipa pela entrega que tem ao jogo.

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NBA 2013\2014 #40

NBA 3

Começo a gostar disto. Da atitude em campo e da moral em alta. Desde que Deng foi trocado que os Bulls não param de crescer. As lesões terminaram e os jogadores começaram a ganhar forma. Tom Thibodeau não só recusou-se a fazer tanking como moralizou imenso os jogadores a darem tudo aquilo que tem para provar a muito boa gente que mesmo sem Deng e Rose, o 5 de Chicago ainda deve ser olhado com respeito. A equipa reaprendeu novamente a jogar sem Rose. Para isso também contribuiu a contratação de DJ Augustine. O errático e inconstante basquetebol dos Bulls ganhou ordem. Ganhou alguém que pensa o jogo e também é capaz de marcar os seus triplos. Joakim Noah voltou à sua grande forma e está a adicionar um dado novo: a sua capacidade de passe, tanto para o jogo exterior dos companheiros (Augustine, Hinrich, Butler, Dunleavy) como para a agora habitual jogada de corte nas costas do defensor de Taj Gibson. Jimmy Butler tem melhorado a olhos vistos no lançamento de 3 pontos, Taj Gibson tem melhorado imenso no tiro exterior. Há uns meses atrás, toda a gente criticava Mike Dunleavy por este fazer penetrações ao cesto. Diziam alguns até que lhe estava a ser pedido fazer o seu papel e o papel de Nate Robinson e Mike Belinelli. Hoje, Dunleavy vai debaixo do cesto tranquilamente e executa esta papel. A defesa agressiva, característica da equipa na em 2010\2011 e 2011\2012 voltou a aparecer. Tom Thibodeu está claramente de parabéns. Nota-se a evolução da equipa e o dedo do treinador e do seu staff nesta mesma evolução.

NBA 2013\2014 #38

1. Jogos que tenho visto nos últimos dias:

Na noite de quinta-feira, os bicampeões em título foram dar uma autêntica malha de basket ao reduto dos Oklahoma City Thunder. A equipa de Oklahoma ainda espera o regresso de Russell Westbrook de lesão. LeBron James distinguiu-se na partida com 33 pontos e não evitou ter que sair no último período com o nariz partido. Irá falhar no máximo 2 partidas. À hora a que escrevo este post está a falhar a partida de Miami frente a Chicago em South Beach, Miami.

Os Grizzlies bateram os Clippers no seu pavilhão na madrugada de quinta para sexta num jogo bastante emotivo. Foi 23º jogo entre estas duas equipas nas últimas 3 temporadas, facto que só acontece devido ao facto de se terem encontrado nos playoffs das últimas duas. Os esforços de Blake Griffin e Jamal Crawford no 4º período foram insuficientes para bater uma equipa de Memphis extremamente assertiva no capítulo do lançamento. Com um score de 31-24 na época, a recuperar de um péssimo início de temporada, a equipa de Memphis ainda espreita um lugar nos playoffs no último terço da temporada regular. São 9ºs mesmo atrás dos Dallas Mavericks. A dupla de postes Zach Randolph e Marc Gasol tem subido o nível das suas exibições. A equipa de Doc Rivers, apesar de ter melhorado imenso no plano defensivo, ainda está longe do que se considera aceitável para uma equipa com aspirações na temporada.

2. Deadline day

Na quinta-feira fechou o mercado de trocas no que a esta temporada concerne. As equipas com objectivos altos tiveram a sua última oportunidade para afinar as respectivas máquinas para o que falta jogar na temporada regular e para os playoffs, apesar de, até ao final da temporada regular ainda ser possível contratar jogadores que neste momento se encontram livres. As equipas que já se encontram sem hipóteses (virtuais) de se qualificarem para a ronda final da prova aproveitaram também a janela para começar a preparar o futuro ou alinhavar (em termos financeiros) as contas da equipa para a próxima janela de draft e free-agency nos meses de Junho e Julho. Alguns jogadores com potencial foram dispensados e podem reforçar outras equipas nas próximas semanas.

2.1 Trocas

Em cima da mesa nos últimos dias disponíveis para se efectuar trocas entre equipas, pendiam alguns jogadores de destaque como Jeff Teague (Atlanta Hawks) Andrea Bargnani (New York Knicks) Rajon Rondo (Boston Celtics) ou Luol Deng (Cleveland Cavaliers).

Nos últimos dia efectuaram-se algumas trocas mas nenhuma delas afectou uma estrela da Liga.

steve blake

Os Golden State Warriors reforçaram o seu plantel com o Steve Blake. Os Warriors já se tinham reforçado com o SG Jordan Crawford, vindo de Boston. Os Celtics abdicaram do seu SG visto que este no final da época poderia sair da equipa do Massachussets visto que era restricted free-agent by qualifying-offer. Para ficar com o jogador, os Celtics teriam que fazer uma proposta igual ao superior do contrato do atleta (4,2 milhões de dólares por temporada). Ao enviar o jogador para Golden State, a equipa da california assumiu metade do ordenado do jogador durante esta temporada e Boston poupou cap para atacar a próxima temporada e assim repensar as suas escolhas de acordo com a estratégia de rebuild assumida pela equipa. Os Warriors reforçaram o seu plantel com um excelente lançador de meia distância, algo inconstante ao nível exibicional é certo, mas que poderá ajudar a equipa a cumprir os objectivos estabelecidos pela mesma: as meias-finais de conferência. Já o base mal-amado em Los Angeles será suplente de Stephen Curry na equipa de forma a dar mais descanso à grande estrela da equipa. A equipa de Los Angeles recebeu Kent Bazemore e DeMarshoon Brooks, jogadores que deverão ser aproveitados na rotação da próxima temporada visto que a equipa de LA tem poucos jogadores sobre contrato previsto para a mesma.

Marcus Thornton

Sacramento e Brooklyn Nets acordaram a troca de vários jogadores que se encontravam insatisfeitos dentro dos seus roosters. Marcus Thornton rumou à equipa Nova Iorquina. O base estava a ter cada vez menos minutos na rotação de Michael Malone e como tal estava a produzir números (8.3 pontos\2.7 assistências) muito abaixos daqueles que é capaz de produzir. Os Nets ofereceram aos Kings um jogador que não entrava regularmente na rotação (Reggie Evans) e outro cuja contratação no início da época saiu muito furada, o SG Jason Terry.

turner

A maior troca do dia acabou por ser a troca efectuada entre Philadelphia 76ers e Indiana Pacers. A equipa de Larry Bird continua a mostrar a sua ambição, o título da NBA. Como tal continuou a sua estratégia expansiva ao contratar o SG\SF de Philadelphia que, esta temporada, tem uma média de 17.6. Indiana completa com o Turner o enorme leque de atiradores que dispõe (Paul George, CJ Watson, George Hill, Lance Stephenson e David West). Os Pacers souberam compreender a importância que um jogador Evan Turner (repentista, bom lançador mid e long range) poderá desempenhar na equipa nos playoffs, altura da época em que os candidatos necessitam claramente de experiência e virtuosismo para alcançarem os seus objectivos.

Os Philadelphia 76ers receberam Danny Granger. O azarado extremo (passou grande parte dos últimos dois anos lesionado) viu consumado aquilo que se previa há muito: não fazer parte da estratégia da equipa. Foi dispensado pelos Sixers no mesmo dia por motivos salariais. Enquanto os Pacers decidiram reforçar a sua equipa com um jogador capaz de decidir, apoiar, marcar pontos em troca de outro que para além das sucessivas lesões, não estava a acrescentar muito à equipa desde que voltou aos courts. Os Sixers continuam a traçar o seu rebuild em torno de Michael Carter-Williams e acabaram por poupar cap salarial para a próxima temporada com a dispensa de Granger.

2.2 Dispensados e contratados.

Contratados: Para completar o 13º jogador da equipa, número regularmentar de jogadores obrigado pela liga, Chicago contratou Jarvis Varnado. O jogador assinou por 10 dias e será experimentado para ver se poderá assinar até ao final da temporada.San Antonio contratou por 10 dias Shannon Brown, antigo jogador dos Lakers.

Dispensados ou sem contrato

danny granger

O extremo está neste momento sem equipa. Auferindo 14 milhões de dólares (era o último ano de contrato com os Pacers), Oklahoma, Miami e San Antonio Spurs poderão estar interessados nos préstimos do extremo. Oklahoma neste momento lidera a corrida. Granger poderá baixar os seus valores salariais para metade porque para além da sua situação específica, poderá aceitar tais valores pelo simples facto de poder ingressar numa equipa que luta pelo título. Quando assim o é, existem jogadores que abdicam de parte do seu salário para poderem lutar pelo título da NBA.

glen davis

Quem também está sem contrato é Glen Davis. O Orlando Magic cansaram-se do mau feitio e da falta de rendimento do poste em campo, tendo decidido dispensá-lo para poderem poupar cap space para a free-agency. Com a dispensa, os Magic pouparam cerca de 10 milhões nos próximos 18 meses. Ainda não existem interessados em Davis mas o base poderá encontrar o seu espaço na Liga nas próximas semanas, como suplente de uma estrela da sua posição. Clippers ou OKC poderão ser hipóteses muito válidas para o jogador. Inseria-se facilmente nos primeiros visto que já trabalhou com Doc Rivers no passado, treinador que admira o seu potencial (apesar de o ter trocado) mas cujo feitio afirmou ser o “principal inimigo do jogador” que outrora foi apelidado de Baby Shaq por causa das suas parecências físicas e ao nível de características com Shaquille O´Neal.

2.3 A definir o verão

As últimas mexidas realizadas pelas equipas já começaram a definir a próxima free-agency. Eis os rostos daqueles que poderão mudar as suas bagagens no próximo verão.

Equipa a equipa:

Atlanta Hawks

Elton Brand, DeShawn Stevenson, Jared Cunningham e Gustavo Ayon são free-agents unrestricted ou seja, livres para negociar com quem quiserem e deverão seguir caminho no final da temporada até porque a equipa de Atlanta já tem um cap de 47,9 milhões cativos para a próxima temporada e terá o dossier da renovação de Paul Millsap na próxima temporada. O poste ganha 9,5 milhões por temporada e poderá querer estender este valor para um pacote perto de 75 milhões por 4 temporadas.

Boston Celtics
Kris Humphries não deverá renovar. Auferindo 14 milhões de dólares e estando a equipa com um cap de 47 milhões previstos para a próxima temporada, será impensável para os Celtics renovar com o poste. Deverá arranjar colocação dentro da liga mas com um contrato muito menor do que o actual e com papel de suplente.
Keith Bogans e Ryan Gomes também não deverão renovar. O primeiro pode acabar carreira no final da temporada.

Irão renovar com a equipa de Boston Jerryd Bayless (+3,5 milhões) e Avery Bradley (qualifying offer de 3,5 milhões de euros para Boston) 

Detendo a opção para estender contrato por mais 1 temporada, o poste canadiano Joel Anthony deverá querer renovar, mas os 3,8 milhões de salário poderão ser proibitivos para os Celtics numa altura em que estes estão a tentar diminuir custos para poderem passar a luxury tax na época 2015\2016 com uma equipa mais experiente e com uma free-agency bem mais apelativa ao nível de nomes grandes. Para além do mais, a equipa irá apostar na dupla Olynyk e Faverani sendo que o brasileiro poderá sair caso a equipa não se mostre interessada em renovar.

Brooklyn Nets

Pierce

Paul Pierce é para já a grande incógnita que a equipa tem para o verão.

A equipa gastou este ano 102 milhões de euros mais o valor relativo à taxa de luxo. No próximo ano, a equipa detida pelo multimilionário russo Mikhail Prokhorov tem um gasto de 89 milhões previsto, podendo amenizar em cerca de 8,6 milhões caso Travis Outlaw seja amnestiado (vai ser) e Andray Kirilenko e Andray Blatche não exerçam a sua opção pessoal. Creio que Blatche deverá exercê-la. Quanto ao russo, duvido. Como Shawn Livingstone (1,2) e Alan Anderson tem tido boas prestações e deverão renovar com os Nets, se a equipa renovar com o Paul Pierce de acordo com o salário actual (15,33 milhões) a equipa voltará a gastar 100 milhões de dólares, indiferentemente do facto consumado de ter usado a luxury tax pelo 3º ano consecutivo e pelo 3º ano em 5 temporadas, facto que garante uma penalização extra.

Ocorre que o proprietário da equipa já afirmou que pode não escorregar com a nota no próximo ano.

Charlotte Bobcats

Ben Gordon (13,2 milhões) não deverá ver o seu contrato renovado, Luke Ridnour (4,3M) também não deverá permanecer dados os seus números e exibições esta temporada (5,3 pontos\1.7 ass). Tyrus Thomas (9,3M) será amnestiado com quase toda a certeza e Josh McRoberts (2,7) tem player option. Com 46 milhões de cap previsto (16 de sobra) a equipa de Charlotte poderá atacar 1 ou 2 bons free-agents para continuar a construir o seu 5 inicial de forma a poderem continuar a evoluir visto que este ano já tem um lugar mais ou menos solidificado nos playoffs (6º no Este com um score de 27-30)

Chicago Bulls

Kirk Hinrich

Com um cap de 63 milhões assegurado para a próxima época (ligeiramente superior ao tecto máximo virtualmente estabelecido para a próxima época) as duas dúvidas de Chicago irão cair sobre Kirk Hinrich e DJ Augustin. Na minha opinião, o primeiro será preterido pela renovação do segundo porque é mais novo, inseriu-se muito bem dentro da equipa e tem mais margem de progressão na nomenklatura de Chicago. Como Derrick Rose vai voltar na próxima temporada, Augustin passará a ser o 6th man de Chicago, estatuto que, dado o historial do jogador num passado recente (dispensado em Indiana; despedido em Toronto) deverá agradar ao jogador. Resta saber quem é que estará na disposição de desembolsar mais do que Chicago ou granjear ao jogador um estatuto superior na equipa do que aquele que o base tem em Chicago (starter).

Com a equipa de Chicago evita as penalizações, é mais ou menos certo que volte a ultrapassar a luxury tax no próximo ano até porque a equipa irá pretender a vinda de Nicola Mirotic para a NBA com o montenegrino a candidatar-se a um salário perto dos 6 milhões de dólares. A equipa de Chicago também poderá atacar um extremo e um poste com estatuto de suplente de Joakim Noah, dependendo essas contratações do que calhar no draft à equipa dos Bulls.

Nazr Mohammed e o Rookie Erik Murphy serão jogadores livres.

Cleveland Cavaliers

deng 2

Luol Deng é a grande dúvida da equipa do Estado do Ohio. Na última semana noticiou-se em vários órgãos de comunicação da especialidade a ideia de que Cleveland poderia querer trocar o jogador que recebeu de Chicago em Janeiro pelo facto de não ter capacidade financeira para renovar com ele no verão e assim conseguir uma boa moeda de troca com o extremo. Como a equipa de Cleveland tem um cap programado de 32 milhões (+ 9,5 pela renovação que irá exercer sobre Anderson Varejão; team option e mais 3,25 sobre Alonzo Gee) sobram cerca de 17\18 milhões para avaliar Deng (14 milhões com tendência a ficar mais ou menos nestes valores\54 milhões\3 anos ou 72\4 anos) Spencer Hawes (6,5 milhões com tendência a subir) e CJ Miles (deverá ser descartado). A equipa terá portanto que optar por Deng ou Hawes ou pelo pagamento de luxury tax, coisa que decerto não irá agradar aos homens de Cleveland visto que Kyrie Irving tem qualifying offer prevista para 2015\2016, podendo ser necessária a extensão de contrato já no próximo ano com uma subida substancial de salário do epicentro do rebuild de Cleveland.

Deng poderá tornar-se um dos cabeças-de-cartaz do mês de Julho

Dallas Mavericks

nowitzky

Em Dallas, não é certo que Dirk Nowitzky renove e por isso é que a equipa está de olho em Kevin Love. Não é certo também que Shawn Marion, Vince Carter e Devin Harris renovem. Brandan Haywood deverá ser amnestiado pela equipa cujo proprietário é Mark Cuban (7M). DeJuan Blair deve renovar.

Caso Dirk Nowitzky não renove, a equipa de Dallas (apenas de 26M) irá atacar forte e feio no mercado. Caso renove, a equipa terá cerca de 15M para o fazer. Se o alemão não renovar, deverá ter meia equipa interessada nos seus serviços. O jogador afirmou recentemente que deverá assinar por mais 2 ou 3 temporadas.

Denver Nuggets

Jan Vesely é o único jogador unrestricted. O checo não deverá renovar. Nate Robinson tem player option mas como é a 3ª escolha para a sua posição na equipa deverá rumar a outras paragens.

Detroit Pistons

A equipa tem 41 milhões cativos para a próxima época. Charlie Villanueva está a falhar vários jogos derivado dos problemas físicos. Logo, não deverá renovar visto que ganha 8,5 milhões nesta temporada. O rebuild da equipa também já não passa por Villanueva. Rodney Stuckey é outra das incógnitas. O base tem feito uma época bastante interessante, principalmente ao nível da pontuação (13,7). No entanto a equipa tem um défice enorme na armação de jogo visto que nem Stuckey nem Brandon Jennings são dois puros bases organizadores. O jogador aufere 8M. Como Greg Munroe está com qualifying offer de 5,5 e a equipa não deverá querer perder o poste porque este combina muito bem com Andre Drummond, Jonas Jerebko pode exercer uma opção de +1 ano por 4,5M (juntos perfazem para 52 milhões o cap de detroit) e a equipa de Detroit não dispõe de fundos para subir o tecto salarial máximo, a equipa poderá renovar com Stuckey ou procurar um base organizador no draft até ao valor auferido pelo veterano base, mantendo-se em ambos os casos abaixo do tecto salarial máximo.

Golden State Warriors

Steve Blake é claramente uma aposta a curto prazo e Jermaine O´Neal não deverá assinar renovação porque as lesões não o deixam jogar com regularidade numa equipa que quer ser campeã da NBA. Jordan Crawford tem uma qualifying offer de 3,2 milhões para a próxima época. É a única incógnita na equipa de Oakland para o verão. Os Warriors tem 65M cativos para a próxima época. Dinheiro não é problema no franchise californiano.

Houston Rockets

O mesmo se passa em Houston. A equipa ainda está a pagar o salário a Luis Scola, amnestiado e contratado pelos Indiana Pacers. A amnistia não significa que a equipa não tenha que pagar o resto do contrato ao jogador. Apenas tem efeitos contabilísticos no cap space da equipa. Faça o que fizer, a equipa continuará acima da lux no próximo ano. Omri Casspi deve renovar visto que é um jogador muito precioso porque consegue ser bastante efectivo tanto no jogo exterior como nas penetrações com finalização debaixo do cesto. A equipa também deverá exercer os direitos sobre Chandler Parsons e Patrick Beverley (cerca de 900 mil sobre cada um). Francisco Garcia tem player option. A escolha do jogador não irá interferir muito com o rendimento bruto da equipa, conhecidas que são as suas soluções de plantel.

Nos próximos posts irei analisar as restantes equipas.

NBA 2013\2014 #37

Tardio. Para quem não tenha visto em directo na madrugada de domingo para segunda, aqui fica.

2. Passado que está o all-star game, vem aí o deadline day. O “mercado” de trocas fecha no dia 21. Nos últimos dias, a liga tem assistido à plantação de vários rumores e às declarações de interesses de várias equipas. Algumas tentam desfazer-se de jogadores que terminam contrato no verão para poderem ganhar alguma coisa com eles ou poderem livrar salários do seu cap de forma a poderem atacar jogadores livres em Julho enquanto outras ainda procuram uma mais-valia para o seu plantel. Eis a análise aos rumores que tenho visto nos últimos dias:

2.1 O Hangtime publicou há minutos que Sacramento Kings e Brooklyn Nets estão em negociações avançadas tendo em vista a troca do base Marcus Thornton pelo SG Jason Terry e pelo poste Reggie Evans.
A mesma fonte referiu que a equipa de Sacramento também está a negociar Jimmer Fredette com várias equipas.

2.2 – Regresso a Nova Iorque?

Lin

Jeremy Lin poderá voltar à casa que o viu despontar para a liga na época 2011-2012. O Hangtime não afirma para já se os Knicks apresentaram alguma oferta aos Houston Rockets para fazer regressar o base. Durante esta temporada, foi notória a ausência de um base organizador de jogo na equipa de Nova Iorque. Lin encaixa bem no perfil desejado para a posição pela equipa de Nova Iorque. Poderão estar aqui a preparar o futuro, já que esta temporada está irremediavelmente perdida.

2.3 – Utah gostaria de contar com Rajon Rondo quando o base regressar de lesão. Os Celtics estão interessado em Gordon Hayward. O base dos Jazz é insuficiente para os Celtics. Há um rumor que afirma que os Celtics ofereceram Jeff Green aos Celtics na troca por Hayward e escolhas de draft, proposta que foi rejeitada pelos Jazz pelo simples facto de não estarem interessados no extremo da equipa de Boston.

2.4 Dalton Russell escreve na Yahoo Sports (sports.yahoo.com/news/chicago-bulls-eyes-thunder-39-russell-westbrook-derrick-163900222–nba.html) a possibilidade de Chicago avançar para a contratação de Russell Westbrook enquanto Derrick Rose recupera de lesão. Este rumor não tem fundamento porque:

  • Depois da troca de Luol Deng, as contas de Chicago estão a ser feitas ao cêntimo para a equipa poder evitar o 2º ano consecutivo a pagar luxury tax. Pagando luxury tax nesta e na próxima época, a equipa de Chicago seria penalizada com mais impostos. O motivo que levou à troca com os Cavs foi precisamente a necessidade de salvaguardar a possibilidade de não pagar luxury tax esta época para poder limpar o “histórico” na próxima e, assim poder ultrapassar o tecto salarial máximo imposto pela liga nas próximas 2 épocas sem haver direito a penalização. Creio portanto que a possível contratação de Russell Westbrook por um pacote salarial nunca inferior a 100 milhões de dólares por 5 temporadas ou 80 milhões por 4 temporadas iria anular por completo a estratégia delineada na troca de Deng.
  • Derrick Rose continua a ser a aposta da equipa apesar das lesões. Não faria sentido nenhum contratar Russell Westbrook para jogar apenas por uns meses na equipa. DJ Augustin entrou muito bem na equipa. Perante a possibilidade da equipa não renovar com Kirk Hinrich no final da temporada, o base deverá ser brindado com uma proposta de renovação até 8 milhões de dólares por 2 temporadas (4M\época) para ser o titular da equipa na próxima temporada até à re-inserção de Rose e 6th man quando o #1 reassumir a sua posição. Resta saber que se alguém na liga estará na disposição de lhe dar melhores condições salariais e o estatuto de titular.
  • Os Thunder não irão abdicar de uma das suas maiores estrelas por tuta e meia. Se existir algum interesse da equipa de Oklahoma num jogador de Chicago, só poderá ser em Joakim Noah visto que seria a master pièce no 5 base de Oklahoma City. O francês é neste momento inegociável para Chicago.

love

2.5 – Os Dallas Mavericks poderão estar a preparar uma investida sobre Kevin Love dos Minnesota Timberwolves. Vários rumores tem afirmado que o poste poderá juntar-se aos Lakers no final do seu contrato com os Wolves ou seja, em 2015\2016. Os Lakers poderão antecipar esse cenário caso apresentem uma boa proposta à equipa do Estado de Minnesota na próxima época. Até lá, não dispõe de qualquer elemento sob contrato capaz de satisfazer as pretensões dos Timberwolves. O dinheiro não parece ser problema para Mark Cuban. O problema põe-se quanto ao pacote de jogadores que Dallas poderá oferecer aos Wolves sabendo que estes não irão querer a ficar a perder no negócio. Se Vince Carter e Shaun Marion são demasiado velhos para encaixar no “modelo jovem” composto pela equipa de Mineapolis, outros jogadores que poderão ser oferecidos como Monta Ellis ou o base Calderón não interessam à equipa visto que seriam jogadores demasiado caros para estarem tapados pelos titulares da equipa (Kevin Martin e Ricky Rúbio respectivamente).

2.6 – O Bleacher Report avança que, mês e meio depois de ter sido contrato pelos Cavs, Luol Deng poderá ser trocado ou mesmo dispensado pela equipa de Cleveland.Como Luol Deng se irá tornar free-agent no final da temporada, os Cleveland Cavaliers temem não ter capacidade financeira para segurar o extremo em Cleveland. Como tal, poderão testar já as ofertas de eventuais interessados no jogador.

3. Análise

Bleacher Report – Adam Fromal sobre o rookie de Milwaukee Gianni Antetokounmpo. Facto incrível mencionado sobre a evolução do jovem de 19 anos na equipa de Milwaukee foi o crescimento (em altura) obtido nos meses em que está com a equipa.

4. Injury Depot

4.1 Tony Parker – San Antonio Spurs – 2 jogos – lesão no queixoApesar da ausência do base, os Spurs venceram os Los Angeles Clippers esta madrugada no Stapples Center num jogo em que Tim Duncan fez 17 pontos, 7 assistências e 13 ressaltos e o italiano Marco Belinelli voltou a confirmar o seu melhor momento da temporada com 20 pontos.

4.2 LaMarcus Aldridge – Portland Trail Blazers – 1 semana.

4.3 – Isaiah Thomas – Sacramento Kings – indeterminado.

4.4 Dion Waiters – Cleveland Cavaliers – indeterminado.

5. Extra-NBA.

A TNT colocou um dos seus actuais comentadores, o antigo basquetebolista Charles Barkley a entrevistar o presidente Norte-Americano Barack Obama. Aqui fica um excerto da entrevista na qual o comentador e o presidente falaram sobre Basquetebol e Política.

NBA 2013\2014 #29

Sem muito tempo para ver jogos, ficam alguns dos curiosos acontecimentos desta semana:

Luol Deng

1. Em Chicago terminou a “novela Luol Deng” – notícia da semana: o extremo foi trocado com os Cleveland Cavaliers.

Depois de exigir a Chicago um pacote salarial igual ou superior a 54 milhões de dólares por 4 anos (o valor de mercado estimado pelo jogador e pelo seu agente) e do General Manager Gar Forman ter feito duas propostas, uma com um pacote salarial de 30 milhões a 3 anos e outra de 40 a 4 anos que Deng rejeitou) Chicago não teve outra solução (para evitar o pagamento de luxury tax este ano\para limpar cap space do seu plantel\para evitar pagar uma penalização extra por ter utilizado 3 vezes a taxa de luxo em 5 épocas em virtude da utilização desta nesta e na próxima época\para poder ultrapassar a luxury tax na próxima época) senão trocar o seu melhor jogador (na ausência de Rose) por Andrew Bynum dos Cleveland Cavaliers e uma série de picks nos próximos drafts cujos detalhes específicos são:

– 1st round pick dos Sacramento Kings protegida (Top12 em 2014, Top10 em 2015, 2016 e 2017). Pick esta que se não der até 2017, passa, nesse ano, a 2nd round pick, desde que não seja entre a 55ª e a 60ª escolha.
– Direito de trocar a 1st round pick com os Cavs em 2015, desde que os Cleveland vão aos playoffs nesse ano (Top14 protected right).
– 2nd round pick dos Blazers em 2015
– 2nd round pick dos blazers em 2016

O sudanês com passaporte britânico abandona a equipa de Chicago 9 anos e meio depois de ter chegado à wind City em 2004 como 7ªa escolha do draft desse ano, escolha realizadae cedida pelos Phoenix Suns aos Chicago Bulls.

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

Sem grande vontade no Cavs, suspenso pela equipa por tempo indeterminado, com uma cláusula no contrato que permitia aos Cavs dispensar metade do seu salário deste ano caso trocassem ou dispensassem o jogador até dia 7 de Janeiro, Andrew Bynum foi a moeda de troca para a equipa do estado do Ohio adquirir Deng e assim continuar na prossecução do seu objectivo para esta época: um lugar nos playoffs.

Chicago decidiu dispensar Andrew Bynum hoje. Com a dispensa de Bynum, Chicago poupou 6 milhões de dólares, conseguindo assim baixar o tecto salarial para 71,07 milhões, abaixo do tecto salarial máximo de 71,7 milhões de dólares. Chicago evitou assim o pagamento de luxury tax esta época assim como o pagamento de uma penalização no próximo ano caso ultrapasse o tecto salarial da Liga. Contudo, com apenas 12 jogadores na Liga (a Liga obriga a que as equipas tenham 13 de mínimo) restando um cap de cerca de 630 mil dólares, os Bulls terão que acrescentar mais um jogado nos próximos dias, sendo de espectar que contratem um veterano (sem clube) ou um DLeaguer por um valor igual ou superior a esse valor.

O que é significa na prática esta troca?

1. A contratação de Luol Deng por parte dos Cavs insere-se na estratégia de playoffs definida pela equipa no início da época.

2. Para os Bulls, a troca de Deng, indiferentemente das picks (cheias de restrições e especificidades que dependem de resultados dos clubes doadores nos próximos anos) significou uma poupança salarial significativa que permitirá à equipa evitar impostos e assim preparar o seu rebuild com maior facilidade para os próximos anos. Sem grandes expectativas para esta época desde a lesão de Derrick Rose e com alguns dossiers que terão de merecer a máxima atenção na próxima época (entre os quais o salário de Nikola Mirotic, poste baixo MVP da liga Espanhola do Real Madrid que virá para Chicago receber perto de 8 milhões de dólares) os Bulls começaram a preparar o futuro. Como é mais ou menos certo que Carlos Boozer vai ser amnistiado e Kirk Hinrich não deverá renovar contrato (tornar-se-ão free agents no verão) os Bulls vão iniciar a próxima época com um cap de 45,725 milhões ( 8 jogadores) aos quais se acrescentam 8 milhões de Mirotic e um valor ainda não estimado por uma escolha de draft. Como o tecto salarial estimado para o ano é inferior ao deste ano (cerca de 62 milhões de euros), os Bulls deverão ter 7 milhões disponíveis para atacar jogadores na free-agency no imediato, podendo aumentar esse valor caso ainda consigam realizar mais trocas até ao fim do período designado pela liga para tal no final de Fevereiro. Já se comentou na liga que os Bulls ainda poderão trocar mais jogadores até ao fim do ano. Kirk Hinrich, apesar de terminar contrato este ano com a equipa poderá ser um deles, sendo que uma possível troca do veterano só será feita para efeitos desportivos (alguém que acrescente valor futuro à equipa). Especula-se já numa troca com Golden State a realizar nos próximos dias.

Quanto às picks cedidas, alguma coisa daí virá.

3. Ainda sobre Chicago.

Durante os últimos dias, várias notícias foram publicadas sobre a situação dos Bulls e as expectativas que se devem e deverão gerar para o presente da equipa nesta temporada e para o futuro. Houve quem afirmasse que a equipa vai fazer tanking até ao final do ano, ou seja, perder jogos para cair o mais fundo possível na classificação para conseguir, na lottery dos lugares do próximo draft uma 1st pick alta (primeiros 8). Tom Thibodeau também não terá ficado satisfeito ao perder o seu melhor jogador disponível. O técnico afirmou que compreende a estratégia (financeira) da direcção (Gar Forman e John Paxson) mas apontou algumas críticas à troca na sua óptica de rendimento desportivo da equipa. O que quer dizer que o treinador de Chicago ainda pretende fazer qualquer coisa desta época.

No primeiro jogo sem Deng, os Bulls venceram os Suns.

4. Nova Iorque

Momento alto da época dos Knicks:

No jogo contra Dallas, o maluco beleza JR Smith entrou para fazer das suas ao desatar os atacadores do adversário Shaun Marion. Embora não me pareça maldoso, o acto destraiu Marion no ressalto! Quem não teve a mesma opinião foram os comissários da Liga, tendo multado pela segunda vez o shooting guard dos Knicks esta época. Se na primeira multa, Smith foi castigado em 25 mil dólares por ter escrito palavras pouco simpáticas no twitter de Brandon Jennings (Detroit Pistons) nesta situação, a Liga resolveu ter uma mão mais pesada sobre o jogador: 50 mil euros de multa.

Como as exibições dos Knicks andam um pouco descoloridas, a animação é feita nas bancadas. A actriz Michelle Rodriguez, actriz que participou em filmes como Fast and Furious, Avatar, S.W.A.T e na Série Lost, bissexual assumida, foi apanhada visivelmente embriagada nas primeiras filas do Madison Square Garden a beijar uma modelo de nome Cara Delevingne.

NBA 2013\2014 #27

Mais uma derrota no United Center para Chicago. Péssimo 4º período dos Bulls. Muitos lançamentos falhados, muitas penetrações falhadas, muitos ressaltos que estiveram nas mãos de Noah e resvalaram para o lado contrário, alguns turnovers de Kirk Hinrich, Luol Deng e Noah e sobretudo muita desinspiração na hora de lançar. Mesmo quando a equipa estava a 4 pontos e Deng estava a atacar bem ao cesto, os pontos não apareceram. No outro lado os pick and rolls de Greivis Vasquez e Jonas Valenciunas foram o móbil da reviravolta – o lituano esteve muito bem com 15 pontos e 9 ressaltos – e John Salmons voltou a fazer das suas em Chicago (quando vem a Chicago resolve sempre o jogo).

Mérito para Toronto, demérito para Chicago. Thibodeau terá que trabalhar muito mais este o seu 5 base. Sem Mike Dunleavy. Não é, nunca foi e nunca será titular, assim como nunca será jogador para fazer penetrações – urge ao treinador dos Bulls pré-designar um papel à altura do seu 6 que, na minha modesto opinião, é de apanhar a bola e lançar (a típica designação de catch and shoot)

1\4 – vou agora ver o último jogo do dia – Bucks @ Lakers.

NBA 2013\2013 #21

Durante a quadra natalícia, o melhor campeonato do mundo não parou e trouxe momentos de grande espectacularidade.

1. Jogos:

Vitória tranquila para os Pacers frente aos Nets na 2ª feira por 103-86. Lance Stephenson, embalado por uma grande partida frente a Boston, coroada com triplo-duplo, fez o seu career-high com 26 pontos frente a uns Nets que voltaram a baquear por completo no 3º período, período esse que costuma ser muito forte para a equipa de Indiana e em particular para Paul George.

Na primeira parte assistiu-se a um jogo muito lutado mas pouco esclarecido e pouco eficaz. Sinal negativo (mais uma vez) para Deron Williams (péssimo a organizar, cometeu muitos turnovers) e para Paul Pierce, este último, por uma falta anti-desportiva sobre George Hill na fase de descalabro da equipa nova-iorquina que valeu a expulsão ao poste e uma multa de 15 mil dólares por parte da liga num jogo em que o extremo fez o 2º jogo da sua carreira sem pontuar (em mais de 1100 jogos na NBA).

Neste jogo também assistimos a mais duas decisões erradas por parte de Jason Kidd: o regressado Jason Terry esteve disponível para o jogo, entrou muito bem com 3 triplos mas só entrou quando o jogo já estava decidido para a equipa orientada por Frank Vogel. Reggie Evans voltou a ficar no banco de suplentes. No jogo seguinte contra Chicago (em baixo) fez 9 ressaltos só no primeiro tempo, controlando os postes de Chicago. Quando saiu, Boozer e Gibson cresceram no jogo e os Nets voltaram a perder.

No dia de Natal, Bulls e Nets encontraram-se no Barclays Arena. Camisolas especiais para a ocasião. Estas camisolas valeram de resto muitas críticas entre os adeptos da liga. Pessoalmente creio que o seu uso deve considerar-se uma aberração para o basquetebol. Tenho dúvidas que qualquer atleta se sinta confortável a jogar com estas camisolas que, são muito aplaudidas em modalidades como o rugby visto que o seu tecido fino torna mais difícil o acto de placagem. O primeiro jogador a protestar foi o alemão Dirk Nowitzky:

Dirk

Os Bulls venceram por 95-75 num jogo em que os Nets voltaram a perder o jogo no 3º período. Mérito para a defesa de Chicago nesse período, fazendo valer o estatuto (esquecido esta época) de equipa defensora. Kirk Hinrich, Carlos Boozer e Taj Gibson estiveram em destaque.

Mais uma vez se provou que no seio dos Nets, vive-se a ferro e fogo: num desconto de tempo Kevin Garnett sentou-se e deu a táctica enquanto Jason Kidd estava de mãos atadas no banco de suplentes a observar. No final do jogo, os adeptos dos Nets assobiaram a equipa.

Na passada madrugada, LeBron James fez uma exibição monumental (33 pontos, 8 ressaltos e 8 assistências) tendo passado Larry Bird e Gary Payton na lista de melhores pontuadores da história da Liga – King James é agora 29º nessa lista. Neste momento, LeBron tem 21819 pontos. Em actividade só é suplantado por Vince Carter (22532; 27º, a cumprir a sua 15ª temporada na liga), Ray Allen (24086; 22º, a cumprir a sua 17ª temporada na liga) Tim Duncan (24165; 21º; a cumprir a sua 16ª temporada na liga) Paul Pierce (24317; 20º; a cumprir a sua 15ª temporada na liga) Kevin Garnett (25451; 15º; a cumprir a sua 18ª temporada na liga) Dirk Nowitzky (25564; 13º; a cumprir a sua 15ª temporada na liga) e Kobe Bryant (31700; 4º; a cumprir a sua 18ª temporada na liga) – pode-se dizer que Bryant está a dois anéis e 592 pontos de suplantar Michael Jordan.

A megalómana exibição de James não foi suficiente para a equipa de Miami levar de vencida a modesta equipa dos Kings (9-19) recentemente reestruturada com a troca que efectuou com Toronto e da qual resultou a contratação de Rudy Gay. Gay marcou 26 pontos. O destaque da partida vai para a melhor exibição de carreira do poste DeMarcus Cousins (já esteve várias vezes em cima da mesa para ser trocado de forma a promover um novo rebuild para a equipa de Sacramento) com 27 pontos, 17 ressaltos e 5 assistências. O base Isiah Thomas fez 22 pontos, 11 assistências e 7 ressaltos. Dados os últimos resultados dos Kings, pode-se dizer que a continuar assim vão construir uma boa equipa para o próximo ano.

No dia de ontem, ao contrário do que tem feito este ano, Seth Curry até marcou menos pontos dos que costuma marcar nos jogos dos Warriors na vitória sobre os Suns por 115-86. Apenas 14 pontos para o sg num jogo brilhante onde conseguiu um triplo-duplo com 14 assistências e 13 ressaltos. Grande jogo do base num jogo em que fez assistências capazes de levantar pavilhões. Voltou a sacar rogados elogios da boca do seu treinador Mike Jackson: “It was spectacular. Awfully impressive running a team. Kept his foot on the gas pedal. Rebounded the basketball. Defended at a high level. Made shots. I mean, the guy is playing at an all-time level for himself, and that’s saying a lot. He’s been spectacular and continued it tonight. I just loved the way he competed.”

Na quinta-feira Clippers e Trail Blazers protagonizaram aquele que podia bem ser uma partida de jogo 7 dos próximos playoffs. Cheia de intensidade entre duas equipas que estão a protagonizar uma boa época (os Clippers em crescendo) valeu por meia dúzia de jogos o final sensacional protagonizado por LaMarcus Aldridge e Blake Griffin. Se aquela bola de Jamal Crawford entra (com falta) é um dos momentos mais brilhantes desta fase regular.

2. Momentos:

em particular para o fantástico abafo realizado pelo lituano Donatas Montijunas seguido de contra-ataque pela sua equipa (Houston Rockets) e para o buzzer-beat vitorioso de Jeff Teague na vitória sobre os Oklahoma City Thunder.

O Shaqtin´a´Fool de 26 de Dezembro. A reacção de Chandler Parsons à backcourt violation do israelita Omri Casspi é awesome!

3. Notícias e rumores:

1. John Schumann escreve no Hang Time uma das bombas deste 28 de Dezembro de 2013 – Os Cleveland Cavaliers suspenderam Andrew Bynum por tempo indeterminado em função da sua conduta na equipa. Andrew Wojnarowski afirma na Yahoo Sports que o motivo que levou à suspensão do poste foi a sua falta de vontade em render mais. Os Cavaliers pagam 12,25 milhões este ano ao poste que foram resgatar aos 76ers. Na minha opinião acho muito dinheiro (e desperdicio de tempo) tentar reabilitar uma estrela que não apresenta indices físicos que lhe permitam ter regularidade na liga. Bynum tem mais um ano de contrato a receber 12,54 milhões se bem que especialistas afirmam que o contrato de Bynum em Cleveland tem várias cláusulas que podem amenizar perdas para os Cavaliers caso o poste não cumpra certos objectivos.

2. Em Brooklyn, Kidd continua com a vida muito difícil. Sekou Smith afirmou hoje no habitual Shootaround report pelas equipas, citando o infalível Woj do Yahoo Sports que agora são os responsáveis do franchise que já não acreditam no técnico: ” From management to players, Kidd has shown an inability to manage crisis and keep the respect of his players.” – Kidd nunca perdeu o balneário porque nunca o teve. Prova disso foi o discurso de Garnett num dos timeouts contra Chicago.

3. O Bleacher Report fez a cobertura do shootaround dos Heat em Sacramento no dia do jogo contra os Kings, vincando o esforço que Greg Oden e os fisios de Miami estão a fazer para que o #1 em 2006 volte à competição.

4. A lesão de Bradley Beal dos Washington Wizards.

5. A lesão de Russell Westbrook dos Thunder.

6. Durante a semana, falou-se na hipótese de Clippers e Knicks trocarem Carmelo Anthony por Rajon Rondo. O rumor não ganhou força.

 

NBA 2013\2014 #16

Da vitória de Houston pouco há a dizer. Vitória fácil para uma equipa que nunca teve de subir o ritmo para fazer sucumbir os mortiços Bulls. Tecnicamente, Beverley e James Harden fizeram ponta e mola de Marquis Teague e DJ Augustin (se bem que o segundo voltou a demonstrar que quer agarrar um contrato com os Bulls nesta fase em que se encontra apenas com contrato a 10 dias) e Dwight Howard trocou as voltas a um desinpirado Joakim Noah que só entrou para distribuir pancada. Com Boozer e Gibson na marcação, o poste ex-Lakers piou mais fino. Ofensivamente, foi mais uma péssima exibição a juntar à colecção de más exibições que Chicago leva este ano. A equipa tem momentos em que para no marcador, não tem qualquer critério no ataque, em particular no lançamento, não tem fio de jogo e isso por si leva a que hajam ataques iniciados pelos postes, continua com muitos turnovers (maior parte deles cometidos por erros de amador) e é, portanto, uma presa fácil para qualquer adversário até porque não está a defender bem.

O impasse continua em Chicago. Juntei-me aqueles que proclamam a saída de Tom Thibodeau. Os Bulls foram de facto apanhados psicologicamente pela lesão de Derrick Rose. Volto ao passado. A direcção no ano passado conseguiu formar uma equipa competitiva na ausência do seu melhor jogador. Para além de se ter construído um colectivo, haviam soluções que permitiam outros voos (Nate Robinson; Marco Belinelli) não sendo positivo pedir a Kirk Hinrich ou Mike Dunleavy truques fora do seu reportório (Hinrich será um bom organizador que lança de vez em quando e Dunleavy é um lançador catch and shoot) para igualar as incursões ao cesto que tanto o base como o shooting guard italiano faziam bem como o poderoso jogo exterior que faziam acrescentar à equipa. No Verão, Nate foi dispensado. Para além de questões salariais, os responsáveis dos Bulls pensaram que o base não tinha lugar na equipa com a entrada de Rose. De nada valeu a Nate Robinson a evidência de ter levado a equipa às costas nos momentos decisivos da época como os jogos contra Brooklyn na primeira ronda dos playoffs. Derrick Rose voltou e os responsáveis de Chicago pensaram que a sua estrela estaria em condições de voltar a entrar na dinâmica da Liga. Até ao momento em que o base se lesionou e com a época em risco, abateu-se a melancolia nos jogadores de Chicago na medida em que se lhes vai ser exigido todo o sacrífico que fizeram na temporada passada. Ocorre porém que a resposta dos jogadores não está (para já) a ser à altura do desafio, ainda para mais quando existem situações no plantel por clarificar como as de Luol Deng e Carlos Boozer.

Deng ainda não o renovou e não é esperado que o faça até ao deadline de Fevereiro. Até lá qualquer cenário poderá acontecer, inclusive a de uma troca. No entanto, avaliando pelo que vai acontecendo noutras equipas da liga, o seu poder de troca está incurtado e não existem candidatos (para já) dispostos a avançar pelo jogador até porque o seu salário é pesado. Do ponto de vista financeiro da equipa de Chicago, a renovação com Deng irá implicar obrigatoriamente a saída de Carlos Boozer visto que a equipa arrisca-se a levar com uma dura penalidade fiscal caso mantenha os seus gastos acima do tecto salarial pelo 3º ano consecutivo. A direcção dos Bulls já afirmou que não quer trocar o extremo.

A equipa não reage aos parcos estímulos de um Tom Thibodeau que está efectivamente a passar pelo seu pior período em Chicago. O energético treinador é no banco o espelho de uma equipa triste. Ao invés dos constantes berros vemos um Thibodeau calado, impotente e sem soluções para dar a volta à situação. O despedimento do treinador parece-me certo se os Bulls ainda quiserem fazer alguma coisa desta época. Lionel Hollins, Doug Collins e George Karl são alguns dos treinadores que se encontram à espera de um possível desfecho desta história. Estou certo que se Hollins e Karl pegarem nestes Bulls com os recursos que a equipa apresenta (muito superiores aos que tinham em Memphis e Denver) poderão fazer milagres maiores do que aqueles que fizeram nas equipas do estado do Tennessee e do Colorado.

Como um mal nunca vem só, Luol Deng está novamente lesionado e junta-se a Kirk Hinrich no lote dos indisponíveis. O plantel dos Bulls é curto e como se isso só não bastasse, Thibodeau tem um amontado de jogadores que não utiliza no banco como Tony Snell, Mike James, Erik Murphy e Marquis Teague.

Do outro lado da Liga:

Mais seis semanas para paragem para Kobe. As lesões não estão a deixar a humilde equipa dos Lakers ir mais longe.

Em Houston, Omer Asik só sairá no momento em que a equipa encontrar o jogador que necessita para reforçar a equipa.

NA NCAA:

ncaa

Já quem lhes chame o fab three do futuro da liga. Os 3 rookies do campeonato universitário (da esquerda para a direita Jabari Parker da Universidade de Duke, Andrew Wiggins de Kansas e Aaron Gordon da Universidade do Arizona) + Julius Randle de Kentucky e Tyler Ennis de Syracuse estão a dar que falar na imprensa norte-americana pela qualidade dos seus números no seu ano de estreia no campeonato universitário e já existe quem os aponte lugar específico na NBA: o primeiro em Chicago em 2015 por via da troca que está prometida com Charlotte caso Derrick Rose não volte na condição que lhe reconhecemos, o segundo em Toronto também em 2015 visto que é o próximo wannabe vindo do Canadá, o terceiro em Sacramento já no próximo ano caso a equipa troque Cousins.

A ler:

NBA 2013\2014 #11

Then…

and now…

Vitória na quinta sobre Miami com duas exibições monumentais de Carlos Boozer (27 pontos) e Luol Deng (20). Volta-se a confirmar a ideia que há muito manifesto: quando Rose sai de cena, Deng reaparece. Vitória seguida de uma derrota colossal em casa frente aos Pistons, equipa à qual os Bulls venceram há menos de duas semanas por 59-79 precisamente no Palace of Auburn Hills.

Situação actual da equipa:

1.Rose out até ao final da temporada. Culpas no cartório para Gar Forman, o General Manager da equipa. No início da época pensou-se: “bem, o Rose regressa, Rose e Hinrich dão prós gastos e extravaganzas, vamos mandar o Nate Robinson embora” – o Rose lesionou-se novamente, o Hinrich não vale ponta de um peido, e o Nate, que até levou Chicago às costas na ausência de Rose (e em certa maneira de Deng) está lentamente a fazer em Denver aquilo que fez na última época em Chicago: saltar do banco, tomar conta da equipa e resolver jogos de forma espectacular.

2. O fantástico ambiente que reina no seio do franchise. Esta semana confirmaram-se os rumores de que há muito se suspeitava – Gar Forman e o treinador Tom Thibodeau não se falam há meses. Zangaram-se porquê? Porque passou uma núvem pelo homem que comanda o destino dos Bulls e este despediu o adjunto responsável pelo departamento defensivo e pela fantástica defesa que Chicago apresentou nos últimos anos. Depois da saída de Adams, a equipa nunca mais voltou a defender da forma implacável como defendia há ano e meio atrás.

3. Dwayne Wade voltou a comprar casa na sua cidade natal. O acontecimento levou toda a imprensa especializada a afirmar que Wade (tacitamente poderá terminar contrato com os Heat se assim o entender no final da próxima temporada) poderá estar a caminho dos Bulls na próxima época. Tal assumpção levanta-me várias questões:

3.1. Em primeiro lugar, estarão os Heat dispostos a abdicar da sua fórmula de sucesso?

3.2. Apesar de ter nascido em Chicago, Wade é um jogador de franchise de Miami. Um símbolo de equipa, o pilar em que assenta o triunfo da equipa da Flórida nas últimas duas épocas. Estará Wade disposto a abdicar da vida que fez em Miami para ir para uma equipa sem rei nem roque?

3.3. Wade não caminha para novo. Tal crença agudizou-se recentemente com a utilização a conta gotas que os Heat estão a fazer do seu base em virtude das lesões que tem padecido ultimamente. Se os Bulls afirmaram não ter dinheiro para manter Robinson e Belinelli, se os Bulls já pagam luxury tax com a medíocre equipa que tem, se os Bulls ainda não conseguiram resolver os dossiers Boozer e Deng, terão capacidades para atacar um jogador que não virá ganhar menos de 20 milhões de dólares para Chicago caso esteja interessado em assinar?

4. Deriva do ponto 3.3. Esta época está feita para os Bulls. Apuramento à rasquinha para os playoffs, isto é, se o conseguirem de facto. A falta de estratégia a médio prazo do franchise é um problema gritante. Não vem de agora. Vem desde a contratação de Thibodeau e Boozer. A estratégia (ou a falta dela) está assente na premissa: “formamos uma equipa e pró ano é que é” – “O Rose lesionou-se mas quando voltar, pro ano é que é” – “O Rose voltou a lesionar-se mas pró ano com o Mirotic e com um bom free-agent é que é” – assim se queimam épocas atrás de épocas sem qualquer critério e com uma lista de pagamentos altíssima.

5. Os postes. Boozer está a exibir-se a alto nível no ano em que pode estar de malas aviadas. Boozer não é parvo nenhum. Sabe perfeitamente que esta época pode ser a montra ou para renovar com a equipa com valores aproximados aos que actualmente aufere ou com outra equipa com um salário minimamente elevado (9 a 12 milhões).

Noah está a subir de forma depois de ultrapassadas as dificuldades físicas sentidas no crónico problema na planta do pé.

Taj Gibson está a subir de forma e parece ser o candidato natural à posição 4 se Boozer sair.

Nazr Mohammed é uma nódoa. Ainda não consegui perceber o que é os responsáveis de Chicago vêem nele para o manterem na equipa.

6. Rose ainda acredita que vai voltar. Ao site\rádio dos Bulls disse: Dead serious. I know I’m going to be alright. It shouldn’t be hard for me at all, I don’t have anything to complain about. I think the hard part that I had to go through in life, period, is living in poverty and not being able to get what I want. I’ve got everything that I want and I just can’t play the game that I love playing. But I have my son and I think he’s going to be huge in this process. I’ll be around him a lot. “I just turned and this happened, kind of like a freak accident, If this were to happen 10 more times, I’ll be able to deal with it. I did all that I could do. I’ll put everything I have into coming back.” 

Pessoalmente acredito que regresse, mas dúvido que regresse ao nível que esperamos dele.

Vou ainda abordar mais duas questões:

Kobe

O regresso de Kobe.

8 meses depois da horrível lesão no tendão de aquiles, é expectável que regresse à competição hoje no jogo contra os Raptors (2 e meia da manhã). Os Lakers bem o merecem pelo esforço que a sua pobre equipa está a fazer neste início de temporada para manter o barco minimamente estável na ausência das suas principais figuras (Kobe, Nash, ultimamente Kaman).

Se por um lado reconheço, olhando para a equipa de LA que existe gente com muito talento – Gasol, Nick Young, Jodie Meeks – na ausência dos 3 lesionados – por outro, existe ali gente que apesar de não ter um talento compatível ao ponto de se dizer que tem estatuto de jogador médio ou médio\alto – Steve Blake, Jordan Farmar, Xavier Henry, Wesley Johnson, Robert Sacre – há que reconhecer que tem feito das tripas coração para manter o franchise perto dos lugares de playoff e, neste momento, até estão a conseguir esse objectivo (score 10-9).

Espero mesmo do fundo do coração que Kobe regresse em força e dentro de meses volte a mostrar a fera que existe dentro de si. Para bem da equipa e dos seus pobres adeptos que, em certa medida, tem sido aqueles que tem sofrido mais com o percurso da sua equipa. (Os adeptos dos Bulls não andam longe!)

Rubio

É sensacional, é brilhante e ver um jogo da sua equipa (Timberwolves) é um prazer. Ricky Rubio. Só lhe falta melhorar o capítulo do lançamento. Gosto muito destes Timberwolves. Tem um base de sonho, um 5 de sonho (Corey Brewer, Nikola Pekovic, Kevin Love, Kevin Martin) e para dar o passo decisivo para o sucesso só lhes falta um banquinho melhor – José Barea é outro base que aprecio muito, muito energético, bom distribuir e bom lançador se bem que a malta de Minesota não concorda com a minha opinião e assobia constantemente o seu número 6. Luc Mbah-a-Moute é um jogador interessante. Alexei Shved é um jovem com muito potencial que não está a ser aproveitado pela equipa e o rookie Senegalês Gorgui Dieng parece-me ser um jogador capaz de se tornar um poste muito interessante.

A equipa combina muito bem o jogo exterior de Brewer, Love, Martin com o poderosíssimo contributo interior do Montenegrino Pekovic. Esse facto deve-se à excelente leitura de jogo que Rubio faz de cada ataque. A Nikola Pekovic falta melhorar a sua eficácia perto do cesto. É o grande défice deste jogador que recentemente vi estar a fazer uma média pontual de 15 e tal. Trabalho satisfatório (para já) de Rick Adelman.

Para finalizar, aproveitando a deixa do último ponto, Wolves e Spurs foram fazer na quarta-feira um jogo à Cidade do México.

Eis o que aconteceu:

Incêndio no pavilhão obrigou à evacuação do mesmo.

A ler:

NBA 2013\2014 #6

Ao 10º jogo, a primeira derrota de Indiana. No United Center está claro.

Facto 1: Pontuação alta de Chicago. Não é todos os dias que os Bulls passam dos 100 pontos. 110 pontos pode-se tornar, ao 8º jogo, a maior pontuação de Chicago num jogo da fase regular.

Facto 2: Primeiro jogo em anos em que vejo Luol Deng (23 pontos e 7 assistências) combinar bem com Derrick Rose (20 pontos\4 assistências) – a experiência dos últimos anos diz-me que quando um está, o outro apaga-se.

Facto 3: Primeira grande contribuição na época vinda do banco dos Bulls – Hinrich, Snell, Dunleavy, Gibson e Nazr Mohammed acumularam 40 pontos, 11 assistências e 17 ressaltos.

Facto 4: Primeiro jogo de Rose sem turnovers nesta época. Quando Rose faz poucos turnovers, a equipa ganha. Quando Rose inventa, a equipa não ganha.

NBA 2013\2014 #2

O Sr. Tom Thibodeau berra tanto e tem a voz tão rouca que qualquer dia só é ouvido com recurso a um amplificador de voz. Ou então, com recurso a uma cassette gravada em bom tempo.

Perdoem-me os Bulleanos mais fanáticos: esta equipa não joga nada. Repito. Esta equipa não joga nada. Não sei o que é que o Sr. Gar Forman faz no gabinete. Coisa boa não é. A equipa é desiquilibradíssima. Em Chicago continua a ilusão de que o 5 base da equipa é capaz de ser a fonte de resolução de todos os problemas da equipa. Não o é. A NBA não funciona nesses moldes. Ou se tem uma equipa com soluções para as mais variadas posições e para os mais variados departamentos de jogo ou então não se anda por aí a apregoar uma equipa capaz de lutar pelos anéis. É inadmissível que uma equipa com 5 jogadores iniciais com talento e 3 soluções de banco credíveis gaste nada mais nada menos que 81 milhões de dólares e esteja a gastar, segundo as minhas contas, algo como 25 milhões de dólares em luxury tax.

Como se isso não bastasse, ainda existem dois dossiers para decidir até ao final do mês: Luol Deng termina contrato no final da época. Se os Bulls assinarem uma extensão com o extremo, poderão aumentar o seu salário de 14 para 17 ou 18 milhões de dólares. Kirk Hinrich também termina contrato. Ganha 4 milhões de dólares. Não creio que exista outra opção senão baixar drasticamente o salário ao base. Richard Hamilton não é visto há anos no court. E ainda recebe 1 milhão de dólares, quase tanto como o valor que Ron Artest (Metta World Peace ou Metta War Peace, como queiram 🙂 recebe em Nova Iorque, ou por exemplo, pouco mais do que o “dispensado” Nate Robinson aufere em Denver. Para não ser mauzinho, um pouco menos do que Marco Belinelli recebe em San Antonio.

Resumindo e baralhando: no último verão, um dos motivos que levou à não-renovação dos contratos de Belinelli e Nate foi, segundo Forman, o facto dos Bulls não terem possibilidades de continuar a pagar o que pagavam a estes jogadores. Falamos de Nate Robinson, aquele que na ausência de Rose levou literalmente com a equipa às costas. Mike Dunleavy foi contratado. Nada contra. Preencheu uma das carências da equipa, o tiro exterior. Engulo o argumento dado por Chicago. Os números de Dunleavy falam por si. Nada que Nate ou Belinelli já não o fizessem. Nate e Belinelli ainda tinham a particularidade de ir debaixo do cesto com garra. Dunleavy não é feito para incursões ao jogo interior. Dunleavy é feito para catch and shoot. Só. Fazendo bem as contas, Nate e Marco recebem 4,7 milhões nas suas novas equipas. Dunleavy, Hinrich e Hamilton recebem juntos algo como 8 milhões de euros. Não havia dinheiro…

Deixo a parte economicista da gestão financeira da equipa e passo ao court. Irregulares. Defensivamente tem dias. Ofensivamente não tem um único dia. Com Rose ou sem Rose. A equipa é capaz de estar a vencer por 20 no 3º período e perder o jogo. A rotação by the book de Tom Thibodeau enoja. É prejudicial. É descabida. Perde jogos. Rose ainda não está nos seus melhores dias. Perde muitas bolas. Poderá ter que parar devido a um problema físico contraído no jogo de ontem (vitória frente aos Cavs). Deng é instável. Quando existe Rose, não existe Deng. Deng reaparece quando não existe Rose. Noah joga cheio de dores. Compreensível. Boozer ainda é o único que está a fazer pela vida. Finalmente. Está a fazer pela vida porque como se sabe termina o contrato no ano de 2016 e como fa restricted deverá ser o primeiro a rolar no próximo verão. Trocado ou amnistiado. Há um senhor em linha de espera para a posição. Um grande senhor do basket europeu que dá pelo nome de Nikola Mirotic.

Do banco dos Bulls, posso aplicar aquele célebre ditado que os portugueses aplicam aos espanhóis: “nem bom vento nem bom casamento”. Hinrich (às vezes) Gibson e Dunleavy. É escasso para uma equipa com pretensões. O resto (Snell, James, Nazr, Teague, Murphy e Hamilton) ou não joga, ou joga pouco ou é gente demasiado jovem para meter neste momento. Basta só lembrar os pobres minutos que Snell teve em campo contra Miami, tremendo como varas verdes quando teve que defender LeBron. Interrogo-me às vezes o que é o Nazr anda por ali a fazer quando já tem idade para estar em casa a tomar conta dos netos. Ter Nazr como suplente de poste alto com um Joakim Noah que vai parar bastantes vezes ao longo da época, é algo que não cabe na cabeça de ninguém. Quando olhamos aos postes que estiveram disponíveis no verão que recebem tanto como o poste de Chicago percebemos que Forman não tem jeito para a coisa: DeJuan Blair (Dallas; 941 mil dólares esta temporada) Byron Mullens (Clippers; 947 mil dólares esta temporada) Fab Melo (Memphis Grizzlies; 1,3 milhões de dólares). Não sei que tipo de contratos é que os Bulls fazem ou qual é o critério usado nas negociações mas creio que estes 3 tem muito mais talento para fazer descansar Noah mais minutos dos que descansar habitual. Isto sem contar que Kenneth Faried quer sair de Denver e está disponível por um valor acima dos 1,4 milhões de dólares, valor actual do seu salário na equipa do estado do Colorado.

Para finalizar, parece que existem outros com opiniões identicas à minha.