Quo Vadis Ferrari?

Todos os desportos vivem dos resultados que se obtém na prática deles, todas as pessoas ligadas ao desporto, seja ele qual for, têm o seu tempo útil de ligação a uma dada equipa, consoante forem os seus resultados, ou os resultados que ajuda a obter, que o diga Stefano Domenicalli, o homem forte da Ferrari nos últimos 7 anos e que hoje colocou um ponto final na ligação com a scuderia, numa reunião com o patrão Luca Di Montezemolo.

O último dos engenheiros a ser campeão pela equipa foi precisamente este homem, com Kimi Raikkonen e Massa ao volante do monolugar inteiramente renovado que ele e a sua equipa construíram. Foi um ano de estreia em grande e depois disso uma travessia no deserto apoderou-se da Ferrari. Ano após ano o carro começava mal nas primeiras provas e pouco melhorava daí até meio, sendo que os melhores resultados apareciam sempre para o final, o que arredava completamente os pilotos da mais emblemática marca do grande circo, dos títulos de campeões e a própria scuderia não ganhava o mundial de construtores.

Com a chegada de Alonso e a saída de Raikkonen as expectativas mudaram, no entanto o espanhol nunca facilitou a vida ao italiano. Diz-se que o espanhol não acatava as ordens de Domenicalli, evitava o simulador, era contra as alterações propostas no carro e tentava sempre que possível queimar o engenheiro, no entanto este último sempre fez do espanhol a prioridade da equipa e sempre colocou a equipa a trabalhar em prol dos resultados de Alonso. Contudo os resultados não apareceram.

Sedenta de títulos, com uma época totalmente de lotaria devido às novas regras e com vontade de regressar ao passado, a Ferrari trouxe de volta o último campeão do mundo a pedido de várias pessoas, inclusivé do próprio engenheiro. A boa forma do Finlandês na Lotus e o facto de ser um piloto “sem escrúpulos”, que arrisca agradavam a todos, no entanto a mistura com Alonso parece ter-se tornado bombástica para o Italiano que acabou por ser alvo agora não só de Alonso, mas também de Raikkonen, que aliado aos resultados péssimos da equipa (lembro que no último GP ambos os Ferrari lutavam para estar nos últimos lugares pontuáveis), levou a que Domenicalli pedisse uma reunião com o patrão da Ferrari e apresentasse a sua demissão que foi prontamente aceite (ambos os pilotos fizeram pressão para que o carro fosse melhorado, ao que o italiano nada conseguiu fazer para corresponder).

O seu substituto já está em cima da mesa e é Marco Matiacci, homem que nunca esteve ligado à F1 e que até à pouco tempo era director da Ferrari no continente Norte-Americano. Não me parece ser a melhor escolha, dado a equipa estar já a 78 pontos da Mercedes e ser constantemente a 6ª equipa ao nível das corridas realizadas. Melhorias precisam-se e estas não parecem chegar com pessoas que nunca sequer estiveram ligadas ao mundo da F1. Esperemos que a bem deste desporto isto seja a melhor decisão que a Ferrari vai tomar em 7 anos…

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F1 – GP Malásia

Segunda corrida da época, quinze dias depois da primeira, carros cada vez mais aprumados e pilotos cada vez mais habituados ao novo modelo da F1. A pista prometia espectáculo, as condições atmosféricas prometiam chuva e trovoada, mas felizmente tal não se verificou, ficando-se o tempo apenas pela humidade, temperatura alta e pouco mais.

No paddock assistiu-se a um habitual desfile de estrelas, desde o actor da série Sherlock Holmes, Benedict Cumberbatch, passando por Travis Pastrana, conhecido desportista na área dos desportos motorizados, Giacomo Agostini, grande campeão na área das duas rodas e ainda Michel Salgado, ex jogador do Real Madrid ou Emerson Fittipaldi. Cada vez mais se nota que a F1 vive também disto, da publicidade feita pela imagem de pessoas importantes que vão aparecendo corrida após corrida e que permite levar imagens a serem partilhadas pelo mundo fora.

Sobre a grelha de partida pouco a salientar e já tinha sido analisada aqui. De notar que Valteri Bottas sofreu uma penalização de 3 lugares (partiu de 18º) pois na qualificação impediu deliberadamente a passagem de outro piloto, forçando-o a rodar atrás do seu  carro e dadas as condições da pista na altura (completamente alagada) acabou por condicionar a qualificação. Também Sergio Perez que partiu de 14º foi bastante penalizado, mas este por problemas técnicos, uma vez que não conseguiu sequer completar uma volta devido a problemas na caixa de velocidades.

partida

Corrida lançada e logo à 7ª volta a Lotus continuou a sua senda de azar e Maldonado foi forçado a abandonar devido a problemas no seu motor (lembro que já na qualificação se tinha deparado com problemas de sobreaquecimento). Logo na volta seguinte foi a vez de Jules Bianchi em Marussia ser forçado a retirar-se devido a danos no carro causados por um embate com Maldonado na volta anterior.

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Os azares dos pilotos não terminaram aqui e na 18ª volta foi a vez de Jean-Eric Vergne, que tem vindo a realizar um excelente início de temporada (tal como a Toro Rosso), desistir devido a problemas no seu turbo que também se encontrava em sobreaquecimento e com possibilidades de causar danos maiores ao carro e motor. Os dois últimos a retirarem-se e estes já na segunda metade da corrida, foram ambos os pilotos da Sauber, quer Sutil, quer Gutierrez tiveram problemas no motor e na caixa de velocidades respectivamente, sendo que Sutil chegou a ficar parado no meio da pista, na entrada da recta da meta.

Sutil

O último dos desistentes e já na fase final da corrida foi Ricciardo, este por azares consecutivos, desde ter ido às boxes e ter saído com um pneu mal apertado (o que de resto já lhe valeu uma penalização de 10 lugares na grelha de partida do próximo GP), como de seguida ter quebrado a lateral da asa frontal e ter sido forçado a regressar às boxes, acumulando assim 5 paragens (numa estratégia de corrida de 2 ou 3 paragens) o australiano e a equipa foram forçados a retirar-se à 49ª volta. Isto acabou por hipotecar de certa forma a estratégia da RedBull que poderia ter feito P3 e P5 dado o desenrolar da corrida e assim acabou por sair com as expectativas furadas.

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Ricciardo

Quanto aos pilotos que acabaram a corrida, Kobayashi, Ericsson e Chilton acabaram por beneficiar das desistências subindo a 13º, 14º e 15º respectivamente (partiram todos do final da grelha), mas há que notar que Kobayashi lutou e andou sempre bastante bem, chegando diversas vezes a estar no top 10, mas não tendo carro para tanto, claro que naturalmente foi recuando para as posições do fim.

Magnussen, Kvyatt, Grosjean e Raikkonen foram os pilotos que se posicionaram logo de seguida, respectivamente entre a 9ª e a 12ª posição, sendo que todos foram dobrados pelos pilotos da frente. De resto as únicas notas negativas aqui vão para Magnussen e Raikkonen que com os carros que têm deviam fazer mais, especialmente Raikkonen que até partiu de uma boa 6ª posição e acabou por descer 6 lugares, realizando das piores corridas pela sua parte. Já Kvyatt tem sido uma agradável surpresa e mais uma vez manteve o nível (o carro também ajuda) e conseguiu mais uma 10ª posição. Grosjean acabou por fazer o melhor da Lotus esta temporada, sendo que é a primeira corrida que a equipa acaba e a primeira vez que consegue colocar o carro a rodar durante uma corrida inteira.

Em 7º e 8º aparecem ambos os Williams, com Massa e Bottas. Caricato que, Massa ainda não se livrou da célebre mensagem “Bottas is faster than you” (antes era Alonso) e recebeu ordens para deixar passar o Finlandês que tinha os pneus menos desgastados e poderia ainda ir à luta com Button, no entanto Massa não acatou as ordens e não deixou que Bottas passa-se, forçando sempre a que se o finlandês quisesse passar tivesse de se esforçar.

Massa bottas

No fim justificou-se dizendo que ambos estavam a lutar para a melhor posição possível e que ele próprio (Massa) estava a tentar o tudo por tudo para alcançar Button (chegou a dar luta ainda sem ser realmente efectivo), mas sem resultados, pelo que achava que Bottas também não conseguiria. Já Bottas não se revelou chateado e apenas disse que Massa fez o que achou correcto. Por um lado Massa quer liderar a Williams, por outro tentou demonstrar que não quer ser submisso durante mais uma época e veremos se tal não lhe pode sair caro em breve…

Massa button

Em 4º, 5º e 6º apareceram Alonso, Hulkenberg e Button. Se o primeiro correu como pode e teve de suar para passar Hulkenberg, o último destes três correu sempre a alguma distância, só conseguindo chegar perto já na parte final (muito em parte pelo racionamento dos outros com o combustível). No entanto a nota positiva vai claramente para o alemão. Tem sido o melhor dos pilotos “menos cotados” e tem dado à Force India alguma consistência neste novo começo. Andou sempre à frente de Alonso, até que o espanhol arriscou e lá o ultrapassou numa dura batalha já perto das últimas 10 voltas. De resto tanto o alemão como o inglês fizeram uma corrida em que recuperaram lugares em relação à partida.

Alonso vs hulk

Por fim, o pódio, encabeçado por Hamilton e Rosberg e fechado com Vettel. Não há quem bata estes Mercedes neste início de temporada (excepto os problemas técnicos) e felizmente a RedBull e Vettel mostram que estão de volta e que o trabalho está a ser feito (o único ponto de anotação é mesmo o andamento, o alemão acabou a 27 segundos do primeiro lugar).

pódio

 

Hamilton conseguiu assim a primeira vitória da época e chegar-se à frente (além da volta mais rápida na corrida) e Rosberg mantém-se como líder durante mais uma semana, sendo que nos construtores a Mercedes já vai cavando um fosso e dificilmente será batida a menos que muita coisa mude nos próximos tempos…

Hamilton

F1 – GP da Austrália

O primeiro grande prémio da época da F1 era já ansiado pelos amantes da modalidade à alguns meses, especialmente pelas alterações que a classe mais prestigiada do desporto motorizado sofreu para esta época, esta era uma data que estava nas agendas de todos os mais assíduos acompanhantes e torcedores. O facto de este ano a atenção e tempos de antena dados aos preparativos para a nova época ter sido bastante mais alargada, muito em facto das mudanças técnicas e com o soar do alarme para algumas equipas da frente (especialmente as de motor Renault), tornaram ainda mais ansiosa a espera de cada um para este fim de semana caótico, onde muitos têm de fazer o esforço de seguir por horas impróprias aquilo que se vai passando no outro lado do globo, devido ao fuso horário. Posto isto e porque antes já foi aqui escrutinado a fundo quer as alterações técnicas, quer a pré época, passemos directamente à análise daquilo que foi o fim de semana desde os treinos até ao final da corrida, o que nos deixa já bastante sobre o que debruçar.

GP Austrália

Sobre a pista, muito pouco a assinalar. Uma pista rápida, com uma configuração que permitia alguns excessos em determinados pontos, sendo os casos mais críticos na entrada para a recta da meta, com um gancho mais complicado e depois da armadilha de velocidade, com uma pequena chicane que não permitia velocidades elevadas, de resto sempre com possibilidades de proporcionar bons momentos, duelos intensos e alguma velocidade.

Como habitualmente os primeiros três dias foram destinados a treinos livres, para adequação à pista, ao teste dos pneus e afinações pontuais. Como já se previa daquilo que tinha sido retirado antes, a Mercedes apareceu bastante forte e sempre a cronometrar tempos bastante agradáveis, a par da Williams, Ferrari e McLaren. Depois numa segunda linha apareceram sempre Force India, Toro Rosso (a surpresa agradável) e a Red Bull que se mostrou bastante mais confortável e ligeiramente mais preparada do que nos testes anteriores. Por fim e sem surpresa, Marrussia, Lotus e Caterham, que são as equipas mais fracas deste ano (sendo que a Lotus tem esse estatuto devido à má construção do carro e adaptação do carro ao motor que dispõe). Individualmente assistiu-se a várias surpresas agradáveis também, nomeadamente Magnussen e Kvyatt, dois dos estreantes deste ano que prometem bastante, que não têm medo de arriscar e que vêm acrescentar algo mais à F1, no caso do segundo ainda não estou totalmente rendido e continuo a achar que deve e tem de mostrar mais (a pista também não é das mais complicadas nem técnicas), mas que impressionaram, disso não há dúvida (prova disso a brilhante qualificação que ambos fizeram). Também Ricciardo, talvez motivado por estar a correr em casa e pelo constante e incansável apoio das bancadas, se mostrou sempre a um nível superior, muitos furos acima do colega de equipa e tetracampeão (curioso que o Australiano conseguiu o apuramento para a Q3, precisamente na volta em que Vettel ficou sem hipótese de lá chegar, o que motivou dupla alegria ao público presente).

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Por outro lado, o mais negativo, Raikkonen evidencia alguma inconsistência e nota-se que o seu carro não está a render o que pode render, Vettel continua com variados problemas e não consegue ainda obter resultados consistentes e Button não conseguiu melhor que juntar-se a estes dois no lote dos que acabaram por ser as surpresas mais desagradáveis dos primeiros dias (sobretudo na qualificação, pois tinha conseguido dados interessantes nos treinos).

Por fim e em dados gerais, Hamilton conseguiu ser o melhor na qualificação e angariar mais uma pole-position para o seu currículo, sendo a primeira da época, mas prevendo que o faça por mais umas quantas vezes, pelo menos uma mão cheia, acho que tem boas possibilidades de ser o vencedor do novo troféu referente a esta categoria específica. Também uma qualificação surpreendente teve Kevin Magnussen, sendo ele rookie, não se esperava tanto à vontade, o que é certo é que mostrou que está no circuito por mérito e com vontade de mostrar trabalho (à margem deste GP e sobre este assunto particular, Mark Webber referiu inclusivé que aplaudia a coragem da McLaren em “dotar o seu carro de talento e não de dinheiro, como outros andavam a fazer”. Também Jean Eric Vergne em Toro Rosso mostrou que pode vir a obter resultados interessantes depois da brilhante qualificação que conseguiu. No entanto referir que a qualificação viu-se afectada no final da Q1 pela chuva que acabou por fazer com que os pilotos fossem mais prudentes e calculistas e permitiu a outros (especialmente estes mais novos e com vontade de mostrar serviço) que se mostrassem agressivos e a querer lutar por mais que meros lugares do meio da grelha de partida.

Sobre a corrida, há que começar com os detalhes mais técnicos. Esta era uma corrida com duas paragens programadas para troca de pneus, eventualmente alguma equipa mais ambiciosa poderia apostar apenas numa, no entanto a ameaça iminente de chuva não deixava outro desfecho que não o do primeiro cenário. Os pneus permitidos restringiram-se a macios, normais, médios e super macios, sendo que a maioria apostou em macios (face às temperaturas amenas e ameaça de chuva), sendo que Vettel e Gutierréz apostaram em pneus médios, para tentar evitar a paragem aquando os restantes, beneficiando assim de subida de posições intermédias (Vettel partiu de 13º). Sobre os detalhes individuais as únicas notas de registo foram a penalização de Bottas em 5 lugares na grelha de partido (partiu em 15º), de Gutierrez (partiu de 20º) e de Grosjean que seria forçado a partir das boxes (e acrescia ainda uma volta pelas boxes na seguinte volta), todos penalizados devido a alterações nos monolugares não justificadas ou desrespeito de sinalização durante as qualificações.

Caricato foi o início da corrida, que depois da habitual volta de aquecimento e de formação ordenada da grelha de partida, viu ser oferecida uma volta adicional em virtude do Marrussia de Jules Bianchi ter ficado imobilizado no meio da grelha de partida, sendo forçado a partir também das boxes tal como o seu colega de equipa, Max Chilton, que nem sequer havia conseguido a primeira volta de aquecimento.

Dado o sinal de partida, foi uma largada bastante disputada, saiu melhor Rosberg que desde logo saltou de terceiro para primeiro, descobrindo uma boa abertura entre Ricciardo e Hamilton, o que fez com que os Mercedes ocupassem desde logo as duas primeiras posições (no entanto apenas por duas voltas, pois Hamilton seria forçado a desistir por problemas na componente electrónica do carro). Desta disputa sobrou também para Massa um abandono prematuro da corrida devido a acidente causado por Kobayashi, que abalroou completamente o Brasileiro (ver vídeo), destruindo o primeiro o eixo de direcção do Caterham e forçando o segundo a abandono devido a imobilização do Williams (continua portanto com bastante azar Filipe Massa, no que a acidentes diz respeito e a abandonos),  fazendo ver o que fez Bottas durante a corrida e mesmo na partida para a corrida (ganhou 4 posições), diria que estaria ali um foco de mais algum espectáculo, a confirmar nos próximos GP’s.

Massa acidente

Massa revelou-se bastante triste e sobretudo injustiçado com o que lhe aconteceu, pedindo de imediato uma penalização para Kobayashi (não se viria a verificar pois aparentemente o problema foi ao nível dos travões e não foi propositado) e revelou que com o carro que tem poderia estar nesta corrida a lutar por um pódio, o que sinceramente me parece justo da parte do Brasileiro.

Já no decorrer da corrida, Hamilton recebe ordem via rádio à entrada para a 2ª volta de que deveria sair da corrida devido a problemas técnicos no seu Mercedes, no entanto ainda concede mais uma volta, para tentar recompor e não forçar o abandono, no entanto os esforços revelaram-se infrutíferos e à 4ª volta foi mesmo obrigado a sair, ao que parece devido a um problema electrónico na caixa de velocidades. O próprio disse que não tinha sentido que tivesse uma grande partida e que o carro não estava a responder à potência pedida, parecia que apenas tinha 5 dos 6 cilindros a carburar e não poderia abusar demasiado do motor.

Já o homem em quem recaiem mais holofotes, Vettel, partira em 13º e ainda perdeu 3 lugares na partida, aguentou-se a rodar durante 5 voltas, mas no fim foi forçado a retirar-se também devido a problemas no seu carro, provando que apesar de parecer melhor e mais ajustado à entrada para este GP, os problemas continuam a acontecer.

A partir daqui a corrida estabilizou e os carros foram rodando, dos poucos que lutaram e nunca se mostraram conformados podemos dizer que foram Valteri Bottas e Nico Hulkenberg. O segundo andou durante algum tempo em luta árdua com o Ferrari de Alonso e o primeiro passou a corrida toda do princípio ao fim a dar luta a quem lhe aparecesse pela frente, começou com o seu compatriota Raikkonen, até que uma saída de uma curva mal calculada lhe valeu um pneu contra a parede e uma ida às boxes, forçando o Safety Car a entrar em pista logo na volta 11, o que acabou por se alongar durante 5 voltas (tempo de limpar os detritos deixados em pista), acabaram por aproveitar os pilotos da frente para fazer logo aqui a primeira paragem, aproveitando o facto de não perderem lugares para os opositores, no entanto os pilotos da cauda do pelotão optaram por não usufruir desta benesse.

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Quando chegou a altura de começar a segunda ronda de paragens, Button foi o primeiro a usufruir desta, passou de pneus macios para médios, o que lhe garantia conseguir chegar ao fim sem parar mais nenhuma vez, no entanto teve um pequeno percalço, pois quando parou na box a má colocação do elevador do carro na parte da frente acabou por danificar a ponteira do nariz do seu McLaren, o que o forçou a correr até ao fim com um défice aerodinâmico, ainda assim não demasiado severo ao ponto de o prejudicar em termos de tempos e lugares. Depois de Button também Hulkenberg , que vinha a protagonizar algum espectáculo devido ao seu duelo com Alonso, se deslocou às boxes para mudar o seu conjunto de pneus para médios, o Espanhol ganhou vantagem, mas logo na volta seguinte foi por uma unha negra que conseguiu ficar à frente do Alemão, visto que se inverteram os papéis e à saída do pit lane, Alonso teve de dar tudo para não se ver ultrapassado pelo Force India.

À volta 35, novamente um duelo de Filandeses vinha a animar bastante o espectáculo, mas uma travagem ligeira mal calculada do mais experiente Raikkonen fez com que este perdesse o controlo do carro durante alguns metros e ofereceu assim de bandeja o 5º lugar a Bottas, no entanto este desfecho já era previsível, dado o andamento que Bottas vinha a impregnar à sua corrida. Mas esta disputa não se ficou por aqui e na volta 37 ambos fizeram a segunda paragem nas boxes ao mesmo tempo, no entanto a maior eficácia da Williams e a destreza de Bottas a sair rápido permitiram-lhe manter-se na frente com uma vantagem suficiente para conseguir estar seguro.

Enquanto tudo isto se passou, Rosberg foi aproveitando para alargar vantagem e abrir uma margem suficiente do primeiro para o segundo lugar, de forma a conseguir fazer o seu último pit stop sem problemas de maior e sair ainda em primeiro e basicamente foi o que conseguiu fazer sem qualquer problema, pois nem Ricciardo nem Magnussen estavam a apertar o suficiente para incomodar o alemão. No entanto Kevin Magnussen depois de receber várias ordens via rádio para se manter controlado devido ao fluxo de combustível, a 15 voltas do fim começou a fazer pressão sobre Ricciardo, no entanto o australiano conseguiu sempre defender-se a bem, mantendo o segundo posto até ao fim. Ainda assim Magnussen continuou a receber alguns avisos, desta vez devido ao desgaste dos pneus traseiros, o que fazia com que muitos carros nas saídas das curvas começassem a fugir da sua rota ideal, foi basicamente o que aconteceu com Vergne que perdeu assim o seu lugar para Bottas na curva antes da recta da meta, fugindo-lhe o carro, obrigando a abrandar e dando passagem ao finlandês da williams.

Até ao final da corrida, pouco mais de diferente se viu, apenas mais alguns despiques entre Bottas e Hulkenberg (já atrás de Alonso à algum tempo), o que acabou por dar frutos à volta 52, confirmando assim o Finlandês com o 6º lugar. Também nesta volta já a RedBull festejava e congratulava Ricciardo pelo excelente trabalho, sobretudo devido à excelente poupança de combustível feito, o que não deixa de ser irónico segundo o que se passou no pós corrida (falaremos à frente).

Por fim, Raikkonen confirmou o 8º lugar (um pouco abaixo das expectativas do icemen e da Ferrari), atrás de Hulkenberg (boa corrida do Alemão), Valteri Bottas (o homem que mereceria o prémio de melhor em pista se o houvesse), Alonso, Button (recuperou bastante bem do desnível inicial), Magnussen (o rookie que promete e que é o primeiro Dinamarquês a fazer um pódio na F1), Ricciardo (deslumbrou em casa, no entanto o lugar viria a ser-lhe retirado devido ao não cumprimento da limitação de fluxo de combustível por hora, pois consumiu acima dos 100 Kg/h) e do grande vencedor Nico Rosberg, com a vitória 100 para a Mercedes e a primeira da época, o que pode dar muito alento a este talentoso piloto.

pódio

Notas finais

1º – Não deixa de ser irónico que Ricciardo, a correr em casa, com todo o apoio de fora, tenha tido o azar de ser desclassificado no pós corrida. Depois de toda uma superação no que à RedBull da pré época diz respeito, depois de uma corrida com tudo do Australiano, depois mesmo de a equipa ter via rádio confirmado que Ricciardo teria feito um bom trabalho e conseguido equilibrar os níveis de combustivel gasto, não deixa de ser irónico que seja desclassificado por essas razões. Algo de muito mau para sobre esta equipa, no entanto beneficiou a McLaren que assim colocou dois corredores no pódio, partindo para já na frente do Mundial de Construtores.

Ricciardo em casa

 

2º – Não deixa de escapar aos mais atentos a evolução no que diz respeito à tecnologia dos carros, consegui durante a transmissão tirar esta belíssima foto do volante da Mercedes e é soberbo ver a quantidade de controlo e informação que apenas um componente do carro pode ter. (Reparem no pormenor do SC – safety car em pista)

promenor volante

 

3º – A beleza nas boxes. Desde que se viveu o fenómeno do ano Hamilton e da sua bela esposa Nicole, é recorrente ver as namoradas e conjuges dos pilotos a passear pelo paddock durante os dias anteriores à corrida, ou mesmo durante a corrida nas boxes, dá-se tempo de antena também a estas belezas femininas que acompanham os grandes homens por trás das máquinas.

Grosjean e namorada

 

Rosberg e namorada

 

4º – A beleza da transmissão da SkySportsF1, não desgostando eu da transmissão nacional da sportTv, mas achando que no que toca a conhecimento sobre tudo na F1 fico a ganhar se seguir a transmissão da Sky, consegue-se retirar vários momentos de relaxe e engraçados desta transmissão, seja por exemplo por frases como “I’m coming to catch you…”, cantando num tom meio obscuro, quando Bottas recebe a ordem via rádio para atacar Hulkenberg, ou por exemplo o facto de se discutir o sotaque italiano que o boss da ferrari transmite a Alonso quando fala sobre “Ricciardo, Riccardooo ou Riciardo”, vale a pena e depois de acumular bastante informação torna-se agradável estes pequenos retirar de pressão.

5º – E por fim mais um momento de riso, quando Rosberg eufórico com a vitória entra pela garagem de estacionamento dos 3 primeiros em corrida e estaciona no lugar do 2º classificado, nem dando por isso, deve ser do hábito do passado que se espera seja diferente por agora.

Daqui a 9 dias voltamos a ter o circo da F1, desta vez na Malásia. Até lá estejam atentos!

F1 2014 #12

Começa dentro de horas a primeira corrida da época. Como é habitual, Albert Park ultima os preparativos para a sessão de abertura da prova.

O circuito de Melbourne é excelente para quem gosta de acelerar a fundo e para os melhores no departamento das ultrapassagens. Com uma longa recta no primeiro sector logo à seguir à primeira chicane e uma parte rápida no 2º sector em curva para a direita que antecede uma chicane e uma recta interessante antes de outra chicane no 3º sector, permitem 3 dos 5 pontos de ultrapassagem aos pilotos. O poder do DRS desenvolvido pelas equipas para cada carro fará diferença nestes 3 pontos. Nos outros dois (na primeira chicane e 3 curvas que antecedem a meta) os pilotos terão que mostrar uma enorme perícia para ultrapassar os seus adversários. O traçado é excelente para pilotos ofensivos como Sérgio Perez, Kamui Kobayashi ou Pastor Maldonado. Ambos partem fora do top-10 da grelha de partida.

A pista de Albert Park apresenta outra característica sui-géneris: quando molhada em demasia, apresenta uma fraca capacidade de escoamento e consequentemente pouca visibilidade para os pilotos. Felipe Massa é por exemplo, um dos pilotos que treme quando é obrigado a correr em pista molhada. O brasileiro odeia o piso molhado e caso a corrida se inicie nestas condições, poderá ter um Melbourne um autêntico pesadelo.

Lewis Hamilton ganhou a pole position e para já, caso arranque bem terá a vantagem de não ter que passar pelo inferno da primeira chicane. Esta costuma resultar em acidentes com algum aparato no meio do pelotão. Será seguido por Daniel Ricciardo, o melhor dos Red Bull nas primeiras 3 sessões de qualificação da época. Depois de uma fase de testes algo conturbada, surpreendeu-me pela positiva o resultado obtido pelo australiano (a jogar literalmente em casa) em deterimento do fraquinho 13º lugar obtido por Vettel.

O 8º lugar de Danii Kvyat (o tal chutou António Felix da Costa para canto em virtude dos rublos que meteu na afiliada da Red Bull) também me soou de forma surpreendente. Afinal de contas, será o russo talentoso o suficiente para andar no circo ou a imprensa portuguesa tratou logo de arranjar um bode expiatório para tentar explicar que se calhar o português “deu o facto como consumado e deitou-se à sombra da bananeira?” – Albert Park irá começar a esclarecer-me (nos) essa duvida.

Kvyat, Marcus Ericsson (Caterham) e Kevin Magnussem farão em Melbourne a sua estreia ao mais alto nível. São os lucky ones deste ano. Milhares de jovens trabalham durante anos (alguns abdicam inclusivamente de estudar em idades prococes) para chegar ao grande circo do automobilismo. Sabemos bem que tão difícil é entrar no circo como permanecer nele. No hodierno panorama da competição, aquilo que manda, põe, dispõe, faz assinar contratos, faz entrar e sair marcas, construtores, staff e tudo o mais que a competição acarrete, não é propriamente o currículo ou os skills dos pilotos, se bem que este(s) ajudam à angariação de patrocinadores, mas sim os resultados e o dinheiro que os resultados traz. É certo que há casos em que os skills são por si só sinónimo de dinheiro para as escuderias. Algumas das escuderias desesperam por um talento para poderem obter resultados que lhes permitam um estado financeiro saudável e a licença da FIA para a próxima temporada. No primeiro ano, todos os patrocinadores de Vettel sabiam que mais tarde ou mais cedo a sua hora iria chegar. No caso de Kobayashi, sendo o japonês um dos mais talentosos da prova, as primeiras provas (abandonos, resultados muito aquém dos objectivos programados pela Sauber) foram o suficiente para a equipa despachar o Japonês e render-se, na altura, ao dinheiro trazido por Carlos Slim via Esteban Gutierrez. Para mim, o mexicano é indiscutivelmente um dos mais fracos deste pelotão em conjunto com Max Chilton e Jules Bianchi.

Marcus Ericsson (e Kamui Kobayashi) são 2 dos pilotos cuja pressão pendente fortemente sobre os ombros. Esta temporada será determinante para a Caterham de Tony Fernandes. Primeiro porque o malaio já avisou a equipa que este será a última temporada em que irá “bancar erros” – das duas uma: ou a Caterham consegue pontos ou então será trespassada para outro, sem a garantia que a FIA volte a dar licença à equipa sediada na Irlanda para competir na próxima temporada. As regras para obtenção de licenças apertaram e há quem afirme por aí que a Honda e a Peugeot estão desertinhas para voltar à prova máxima do automobilismo com uma equipa de fábrica.

Kevin Magnussen é filho de peixe (Jan Magnussen). Nem sempre filho de peixe sabe nada. Esta regra aplicou-se a Jacques Villeneuve (se bem que considero que Villeneuve merecia mais do que aquilo que realmente teve porque era um excelente piloto) mas não se aplicou a Nelson Piquet Jr, por exemplo. A responsabilidade de Magnussen é, em ditame popular, mais que muita. Bastante! Aos 21 anos, o dinamarquês vai defender uma das históricas scuderias da competição, ocupando um lugar que só foi ocupado (no ano de rookie) por um tal de Lewis Hamilton há 6 anos atrás… obtendo no seu ano de estreia um 2º lugar que só não resvalou para título porque na última prova, um tal de Kimi Raikkonen, antigo corredores da McLaren, de regresso à Ferrari nesta temporada, estragou todos os planos ao então wonderkid britânico. Numa época em que o duelo Alonso-Hamilton dentro da equipa à altura comandada por Ron Dennis roçou o ridículo.

Os três irão tremer que nem varas verdes nos minutos que irão antecer a largada. Houve quem no passado “tivesse amarelado” quando meteu o carro a trabalhar. Há uns anos atrás, um húngaro chamado Zsolt Baumgartner atingiu um estado de confusão mental tão grande dentro do carro a meio da sua primeira prova, que, chegou inclusive a activar o botão de stop quando estava a meio de curva.

Em maus lençóis neste início de temporada está a Williams. Massa queixou-se da chuva. Pat Symonds, o director-geral da equipa afirmou estar incredulo quanto à falta de resposta do carro às modificações feitas no mesmo. O director-geral da Williams afirmou: “Já mudámos as caixas laterais, o sistema de escape e outras peças aerodinâmicas e o o resultado disso foi mínimo. Todas essas mudanças custaram meio milhão de euros. No entanto, nem no simulador estamos a ter bons resultados.” – disse.

No reino colorido da Ferrari:

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Estou por Kimi. Alonso é o meu ídolo, mas Kimi é a minha aposta segura enquanto tiffosi. Estou farto do feitio de Alonso, da falta de resultados de Alonso e da sua falta de interesse. O melhor que fazia à scuderia era dedicar-se por inteiro ao projecto ciclístico que pretende formar em parceria com o Santander em 2015 (fala-se que irão comprar a Cannondale). Comprem lá o que quiserem. Se quiserem, comprem também o Valverde. Estou literalmente farto de heróis furados e das minhas equipas favoritas (sim, também sou fã da Movistar, ou melhor, era) estarem inundadas de gente fracassada. Sei bem que a missão de Kimi será difícil. Alonso continuará a mobilizar todos os meios enquanto o Santander continuar a passar o chorudo cheque anual a Luca Di Montezemolo. A coisa até pode descambar para o fracasso total. Kimi e Fernando são dois dos pilotos mais ego(ístas) da competição. Se um mata, o outro esfola. Se tudo decorrer num ambiente controlado (competitivo), os feitos de um poderão estimular o outro a querer mais e melhor. Se tudo descambar como de resto acredito num bate boca descontrolado e numa luta de galos pelo poleiro principal (mal Fernando começar a ter as mordomias do costume para a falta de resultados do costume, Kimi não é de se ficar), a Ferrari bem que pode repensar novamente a sua estratégia para os próximos anos.

F1 2014 #6

No penúltimo dia dos testes em Sakhir a história fez-se com Massa a conseguir a melhor volta de todos os testes realizados até agora e com Vettel e o seu RedBull a defraudar cada vez mais as expectativas de tudo e todos (até adversários) ao não conseguir sequer levar o carro a completar uma única volta à pista. Posto isto a RedBull reuniu de emergência e partindo amanhã para o último dia de testes, pensa-se que nada irá mudar e que o início daqui a 12 dias será  bastante penoso para todos dentro da equipa. Neste momento até já se fala numa espécie de jogada e bluff dentro da equipa, para tentar evidenciar fraqueza e aparecer em Melbourne num nível muito acima do esperado, mas tal seria estúpido, pois apenas andariam a queimar testes preciosos para melhorar o carro competitivamente.

Redbull1

 

De resto o carro de Vettel ainda chegou a sair das boxes, mas poucos metros à frente, antes de abandonar o pit, já estava parado, com o Alemão a deixar o carro e voltar para as boxes pelo próprio pé, isto ainda na sessão matinal.

Vettel

 

Pouco depois o que se viu foi os elementos da equipa técnica empurrarem o veículo de volta à garagem para tentar suprimir as lacunas e fazer com que o campeão em título conseguisse uma boa tarde de treinos, isto depois de ontem Ricciardo até ter conseguido um razoável upgrade àquilo que foram os mais recentes treinos da equipa.

Vettel1

 

Na sessão da tarde a coisa não melhorou e desta vez o carro ainda chegou a entrar em pista, no entanto nem um minuto durou a volta de estreia de Vettel nestes últimos treinos sendo que o carro viria a parar novamente com um problema eléctrico e teria de ser rebocado para voltar às boxes.

RedBull

 

De resto Grosjean teve praticamente a mesma sorte, mas o francês ainda conseguiu 33 voltas cronometradas, sendo que ficou com o 8º tempo do dia, no entanto viu o seu carro também ter de ser rebocado devido a uma paragem em pista, que de resto e como temos referido continuamente, tem afectado todos os carros de motor Renault devido a problemas técnicos (primeiro o sobreaquecimento dos turbos, agora problemas eléctricos). Além destes dois, também Sutil e o seu Sauber não viram mais que uma volta conseguida, sendo que depois o motor também decidiu dar problemas e forçar a que o carro regressasse às boxes e não mais saísse.

Grosjean

 

Pouco importados com estes problemas estiveram os restantes que se viram em pista, Massa conseguiu o melhor tempo e ainda conseguiu realizar os últimos testes para a aerodinâmica do carro ficar totalmente calibrada, no entanto a obtenção do melhor tempo ficou-se bem para o fim do dia, pois Nico Rosberg (Mercedes) deu bastante luta e andou sempre muito perto, mas Massa e a Williams decidiram sair para a pista no final da tarde e Massa conseguiu uns brilhantes 1:33:258, com Rosberg a ficar então a 0,226 segundos do Brasileiro. Pelo terceiro posto apareceu Kimi Raikkonen, a perder quase 2 segundos para os dois da frente, o que indica que ainda é preciso aprefeiçoar mais o seu Ferrari. Conseguiu apenas 87 voltas e no fim disse que “não tinha sido um dia fácil e esperava ter conseguido mais”, curto e conciso, ao seu estilo, fechou assim os seus testes e agora só o veremos em Melbourne.

Raikkonen

 

Nas posições seguintes apareceram Magnussen, Kvyatt e Sutil, respectivamente McLaren, Toro Rosso e Force India, nas 4ª, 5ª e 6ª posições. Pior a Force India em relação a ontem, normal a prestação de Magnussen (deverá ser o rookie da época) e uma boa obra de Kvyatt que apesar do pouco tempo que tem tido em pista com o seu Toro Rosso conseguiu fechar os treinos (para si) com um bom resultado, o que pode motivá-lo bastante.

Treinos de Sábado
1. Felipe Massa, Williams, 1m 33.258s, 99 laps
2. Nico Rosberg, Mercedes, 1m 33.484s, 103 laps
3. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1m 35.426s, 87 laps
4. Kevin Magnussen, McLaren, 1m 35.894s, 88 laps
5. Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1m 36.113s, 81 laps
6. Nico Hulkenberg, Force India, 1m 36.205s, 115 laps
7. Jules Bianchi, Marussia, 1m 37.087s, 78 laps
8. Marcus Ericsson, Caterham, 1m 38.083s, 117 laps
9. Romain Grosjean, Lotus, 1m 42.166s, 33 laps
10. Adrian Sutil, Sauber, No time, 1 lap
11. Sebastian Vettel, Red Bull, No time, 0 laps

F1 2014 #4

Estamos a 16 dias do início dos treinos livres para o GP da Austrália em Melbourne e cumpre-se desde hoje até Sábado o último dos três testes oficiais para a temporada de 2014, a ter lugar novamente no Bahrein, a aproveitar o circuito bom, as altas temperaturas (para forçar os pneus ao extremo) e o capital que os Árabes vão deixando a Bernie Ecclestone para investir na FIA e na F1.

Deste primeiro dia nada de novo do que já tinha sido visto e analisado anteriormente (em Jerez e na semana passada em Sakhir). Motores Renault a continuar a rodar mal e a ser previsível que as equipas com este motor tenham um início bastante desastroso nas provas a contar oficialmente, os Mercedes a mostrarem-se como os mais fortes e portanto os óbvio candidatos a dominar a primeira metade da época e os Ferrari a terem a consistência que precisam para começar também pelos lugares cimeiros. Depois podemos ainda incluir as boas prestações da Williams e da Force India (já não é novidade) que podem vir a intrometer-se no top 5 dos pilotos nesta fase.

Sergio Perez

No dia de hoje foi mesmo Sergio Perez da Force India (motor Mercedes) o melhor das sessões realizadas, sendo que a maior parte das equipas e pilotos adoptaram uma estratégia de conseguir acumular rodagem no motor e não se preocuparam tanto com os tempos e voltas mais rápidas. Independentemente de qualquer estratégia adoptada quem não fez melhor que 39 voltas e 1:37:908 foi Daniel Ricciardo no seu RedBull que continua a defraudar a cada treino que passa. Amanhã veremos se Vettel vai para a pista fazer melhor ou se as dificuldades se continuam a acentuar como até aqui.

No final das sessões vários pilotos foram chamados a comentar o dia de treinos e Perez apenas disse que “Era preciso começar com um bom dia e hoje tivemos isso mesmo”, fazendo-se valer dos seus 1:35:290 e das suas 105 voltas no total. Ainda aproveitou para dizer que conseguiu testar vários conjuntos de pneus e que amanhã vai mesmo estar sentado ao volante pela última vez antes do início oficial em Melbourne. Foi portanto um Perez bastante motivado e bastante confiante que se viu hoje na pista de Sakhir.

Valtteri Bottas

O segundo do dia foi Valteri Bottas em Williams que confidenciou que a equipa estava mais preocupada em procurar algum problema no motor do que fazer o melhor tempo e mostrou-se bastante satisfeito por ter completado o dia com 128 voltas realizadas e sem problemas de grande relevância. Ainda disse que os dados recolhidos na sessão da manhã foram bastantes e que durante o dia de hoje a análise a esses dados iria traduzir-se num melhoramento aerodinâmico para ser testado já amanhã. Veremos portanto o que nos vai trazer a sessão de amanhã, relembrando que ao volante vai estar Susie Wolff, num regresso de uma mulher ao volante de um carro de F1, para testar pelo menos numa das sessões de treinos do dia.

kimi raikkonen

O outro Finlandês, Kimi Raikkonen viu-se com alguns problemas na sessão da manhã, onde apenas conseguiu realizar 12 voltas, mas na sessão da tarde conseguiu fazer muito mais e melhor, testando sobretudo a velocidade em rectas, forçando o motor a acelerar bastante e mudar bruscamente de velocidades, de forma a testar essa situação limite. No entanto não viria a terminar a última sessão quando a bandeira axadrezada foi abanada, mas terminou antes, novamente por paragem em pista do F14-T.

No restante a Mercedes apostou no dia de hoje em testes de novos componentes no carro e Rosberg explicou isso mesmo, que os tempos foram globalmente mais abaixo que dos outros dois treinos devido a essa opção. Dos não motor Ferrari ou Mercedes o segundo melhor foi mesmo Adrian Sutil em Sauber, ainda assim não se mostrou muito contente relembrando que o carro ainda mostra alguns problemas e que têm muito para trabalhar durante os últimos dias disponíveis para preparação.

A expectativa maior recaiu pois claro sobre Ricciardo e o seu RB10, que ainda pareceu querer dar algo mais na sessão da manhã (conseguiu o 5º melhor tempo e rodou 32 vezes a pista), no entanto na sessão da tarde não conseguiu mais que 7 voltas e o motor de novo a fazer o carro abandonar a pista mais cedo.

Por fim destacar os muitos problemas dos Caterham, Marrussia e Toro Rosso que na realidade não conseguiram mesmo mais que 50/60 voltas cada um nas duas sessões.

Tempos dos treinos
1. Sergio Perez, Force India, 1m 35.290s, 105 laps
2. Valtteri Bottas, Williams, 1m 36.184s, 128 laps
3. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1m 36.432s, 54 laps
4. Nico Rosberg, Mercedes, 1m 36.624s, 89 laps
5. Adrian Sutil, Sauber, 1m 37.700s, 89 laps
6. Kevin Magnussen, McLaren, 1m 37.825s, 109 laps
7. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1m 37.908s, 39 laps
8. Max Chilton, Marussia, 1m 38.610s, 44 laps
9. Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1m 39.242s, 56 laps
10. Pastor Maldonado, Lotus, 1m 40.599s, 31 laps
11. Kamui Kobayashi, Caterham, 1m 42.285s, 19 laps

A notícia que abriu o dia e que pareceu agitar muita da imprensa internacional foi a confirmação de que Rob Smedley, engenheiro que acompanhou massa na Ferrari durante toda a sua estadia em Itália, foi para a Williams, continuando assim a sua ligação ao Brasileiro. Por curiosidade ocorre-me deixar este vídeo que retrata bem a relação entre os dois:

O que vai trazer 2014 à F1?

Já tinha sido analisado aqui aquele que foi o primeiro grande teste oficial da época, mas ainda não nos tínhamos dado ao trabalho de apresentar aquilo que 2014 vai trazer de novo para a F1. A precisamente 30 dias do início de mais uma temporada do “Grande Circo”, ficam aqui os pontos de mudança mais relevantes.

Condutores

Podemos começar pela dança de pilotos entre as equipas que compõem a nata da F1, a saber:

  • Kimi Raikkonen regressa à Ferrari vindo da Lotus. Todos se recordam de quem foi o último campeão pela Ferrari? Sim, foi ele mesmo, o que é o mesmo que dizer que esta escuderia já leva uma seca de 7 anos. Vai ser interessante ver como vai ser o regresso de Kimi a esta casa, todos sabem do seu temperamento nada fácil, todos sabem que é capaz de tudo e todos sabem que não quererá ser segunda escolha (face a Alonso).
  • Pastor Maldonado abandona a Williams e ingressa na Lotus numa operação que se deu sobretudo devido à carência de dinheiro de patrocínios e não tanto à qualidade do piloto (é bom, mas tem um temperamento e toma decisões demasiado erradas para o alto nível).
  • Niko Hulkenberg (ex-STR) e Sergio Perez (ex-McLaren) vão ser agora companheiros numa Force India que quis renovar-se. Tanto um como outro são bons pilotos e já o demonstraram, no entanto Perez ainda precisa de crescer muito para pertencer a uma equipa com o nível da McLaren, apesar da imensa qualidade, a cabeça é zero.
  • Felipe Massa deixa a Ferrari e segue para a Williams. Parece que o Brasileiro ainda quer provar algo que lhe faltou na Ferrari e quem sabe não pode fazer uma gracinha.
  • Daniel Ricciardo como já era previsível deixa a Toro Rosso e sobe para a RedBull, ainda se falou na hipótese de António Félix da Costa vir a ocupar o seu lugar (lembro que o Português é piloto de testes da RedBull), mas Helmut Marko (o patrão que gere os jovens talentos da RedBull e Toro Rosso) vetou essa hipótese.
  • Adrian Sutil que depois de uma boa época na Force India acabou por sair e foi aproveitado (muito bem) pela Sauber, esperando-se que corresponda àquilo que mostrou na última época, de todos e a par de Hulkenberg parece-me ser aquele que terá um melhor futuro a curto prazo.

Noutro plano teremos os rookies (estreantes) nestas adanças que serão:

  • Marcus Ericsson na Caterham será um nome a ter em conta, vem do GP2 com alguns resultados interessantes, é sueco e depois de alguns anos, volta a abrir as portas desse país do Norte da Europa à F1.
  • Kevin Magnussen, Dinamarquês, transita da Formula Renault 3.5 onde foi campeão e entra na McLaren com uma grande responsabilidade, uma vez que este ano esta escuderia precisa realmente de fazer muito mais que no ano passado. Veremos como se aguenta.
  • Daniil Kvyat, o Russo que pertencia à F3 e à GP3 series onde ganhou um título vem para a Toro Rosso. É difícil ser imparcial, quando este rapaz condenou a entrada de Félix da Costa nesta equipa (o dinheiro Russo e o facto de haver um GP na Rússia falaram mais alto). Vamos ver se tem estofo para estas andanças, mas parece-me a mim que tem pouca qualidade para o lugar que vai ocupar.

A destacar ainda é o facto de Kamui Kobayashi regressar depois de 2 anos de interregno, sendo que vai integrar a Caterham.

Grande Prémios

Ao nível do calendário também vão existir novidades e desde já podem ser marcadas nas agendas a inclusão de dois novos GP, a saber:

  • GP Áustria (20 a 22 de Junho)

GP Austria

Uma pista fluída, boa para o espectáculo dadas as suas rectas, o que se prevê que traga bastantes ultrapassagens e competetividade. Já não recebia um GP desde 2003.

  • GP Rússia (10 a 12 de Outubro)

GP Russia

Um circuito totalmente novo, que aparece já pelo fim da época e que pode ser considerado de um grau de tecnicismo médio, veremos se é uma aposta de valor ou não.

Novas regras

Ao nível das novas regulamentações é onde se encontram as maiores mudanças, podendo ser distiguidas entre as que se destinam a melhorar a competição reforçando a competitividade entre pilotos, onde podemos desde logo destacar a inclusão de um novo troféu destinado ao piloto que conseguir o maior número de pole positions da época ou a atribuição de pontos a dobrar no último GP da época em Abu Dhabi e as que vêm impor mais limites técnicos aos carros de forma estratégica quer para melhorar a sua eficiência, quer para reduzir a poluição e afins, destacando-se aqui introduções como o regresso aos motores V6 turbinados de 1.6l, novos sistemas de recolha de energia, limites de combustível mudados entre outras.

Mudanças técnicas:

Motores V6 turbinados de 1.6 litros e inclusão de dois sistemas ERS (recuperação de energia)

Motor Mercedes

Os motores utilizados na época 2013 eram motores V8 de 2.4 litros com aspiração normal, com apenas um sistema KERS de auxílio, o que permitia produzir 750 bhp (break horsepower – unidade de medida antes das perdas causadas pela caixa de velocidades, alternador, diferencial,…) no motor mais 80 bhp durante 6 segundos por volta que vinham do sistema KERS. Com os novos motores consegue-se obter apenas 600 bhp no motor mais 160 bhp nos sistemas ERS, mas com a novidade de que este último estará disponível durante 33 segundos por volta, o que vai fazer com que se consigam ver lutas mais intensas e durante mais tempo nas ultrapassagens por exemplo. Por outro lado agora o ERS deixa de ter que ser accionado, o que quer dizer que essa potência adicional vai estar constantemente disponível para o piloto. No entanto esta alteração além de alterar a corrida em pista irá também alterar a estratégia de cada piloto e equipa, uma vez que com mais potência disponível se vai gastar mais combustível, tendo de ser a estratégia delineada ao milímetro para que a componente mecânica e eléctrica seja ajustada da melhor forma. Por outro lado o facto de haver mais binário disponível ao motor do carro também requer melhores pneus e mais duradouros, aqui espera-se que a Pirelli esteja atenta, ou então corre-se o risco de ver o que acontecia muitas vezes na última época em que os pneus pura e simplesmente estavam constantemente a atirar pilotos para as boxes devido a desgaste e problemas de durabilidade.

É importante também referir que com esta alteração os motores deixam de ser compostos por uma unidade única, passando a ser compostos pela integração de 5 partes distintas (Motor de Combustão Interna, Unidade de geração cinética – MGU-K, Unidade geradora de calor – MGU-H, Armazenamento de Energia e Turbo).

Motor Renault em componentes

Segundo as novas regras, cada piloto não pode modificar mais que 5 vezes uma destas partes integrantes do motor (antes podia usar até 8 motores), sob pena de sofrer uma penalização que vai desde descer 5 lugares na grelha de partida até partir do pit-lane.

Neste campo a Ferrari e a Mercedes são as equipas que podem levar a melhor, uma vez que motor e chassis são de fabrico próprio (os restantes são fornecidos ou por estas ou pela Renaul) ou seja os restantes ainda terão de adaptar motores ao chassis dos seus carros, enquanto que estas duas equipas já levam essa adaptação praticamente finalizada.

Combustível limitado a 100 Kg por corrida

Esta medida é claramente para influenciar menos gastos, tornando as máquinas mais eficientes. No ano passado não havia limitações específicas sobre isto e normalmente os carros aguentavam-se com 160 Kg por corrida. Note-se que esta alteração é quase 1/3 a menos daquilo que era habitual, o que vai condicionar bastante os estilos de corrida mais arrojados e de pé mais duro sendo que a estratégia terá de ser muito bem pensada para conseguir superar cada GP. Caso algum carro seja detectado com limite superior a 100 Kg de combustível, automaticamente sofre uma penalização de exclusão.

Introdução de caixa com 8 velocidades 

Caixa de Velocidades do Lotus E22

Caixa de Velocidades do Lotus E22

Em detrimento das 7 velocidades aparece esta novidade com algumas nuances. Antes da 1ª corrida da época cada equipa terá de definir o seu modelo final da caixa de velocidades com as devidas reduções/multiplicações definidas para a caixa e não mais a poderão alterar até ao fim da época. A substituição das caixas fica assim limitada apenas quando se verificar um dano severo, sendo que a alteração pode ser feita, sem no entanto existirem qualquer tipo de mudanças técnicas dentro da própria caixa. A nível de restrições pode-se também referir que cada piloto tem de aguentar a mesma caixa durante 6 eventos, sob pena de a haver alteração desta, sofrer uma penalização de 5 lugares na grelha de partida.

Caixa de Velocidades do Force India

Caixa de Velocidades do Force India

A inclusão desta regra vem trazer um planeamento que tem de ser feito de maneira a que uma caixa de velocidades seja compatível com pistas mais fáceis como por exemplo Monza ou Áustria e que seja também válida e eficiente para pistas tão complicadas como o Mónaco.

Asa frontal mais estreita

Detalhe asa frontal Ferrari

 

Na imagem apenas conseguimos ver metade da asa, mas dá para perceber que ela foi claramente encurtada, no total foram-lhe retirados 150 mm de largura, antes tinham 1800 mm e agora podem ter 1650 mm, o grande objectivo desta alteração passa por reduzir o dano nos pneus em caso de choque, como tantas vezes se viu nas largadas por exemplo, no entanto esta alteração baralha bastante a aerodinâmica, isto porque o controlo do fluxo de ar torna-se mais complicado e é necessário direccioná-lo em dois sentidos, um por entre as rodas (para baixo do carro) e outro por cima do carro, o que explica (em parte) os novos narizes apresentados.

Asa traseira rasa e eliminação do “canhão de asa” (Beam wing)

Detalhe Asa traseira Lotus

 

Neste caso a caixa onde se insere a asa traseira dos carros perdeu 20 mm e tornou-se mais rasa, o que provoca uma menor produção de força gravítica, para compensar isto a solução passa por conseguir ganhar alguma aerodinâmica nalgumas partes da suspensão traseira. No entanto a asa do DRS pode agora ser mais aberta (+ 15 mm) o que dá um total de 65 mm, tornando o DRS muito mais efectivo.

Peso mínimo aumenta 48 Kg

Anteriormente o peso do carro mais condutor tinha de ser no mínimo de 642 Kg, sendo que agora passa para 680 Kg para compensar em parte a introdução de mais componentes ao nível do motor e o aumento da caixa de velocidades.

Nariz e Chassis com altura reduzida

Esta alteração surge sobretudo por razões de segurança, especialmente para impedir que acidentes como o ocorrido com Mark Webber em Valência no ano de 2010 (ver vídeo). Assim o chassis passa a ter apenas 525 mm de altura a contar do chão (antes tinha 625 mm) e o nariz diminui drasticamente de 550 mm para 185 mm. As implicações que esta alteração traz são sobretudo de ordem aerodinâmica (os narizes e os chassis vinham com uma tendência de se tornar mais altos ano após ano para que se conseguisse retirar mais partido dos fluxos de ar. Com os chassis mais baixos a geometria da suspensão frontal é bastante afectada e os pés dos pilotos vão encontrar-se muito mais próximos do solo (10 cm mais abaixo que anteriormente).

Escape único com saída central

Estávamos habituados a ver as saídas de escape lateralizadas e em dupla na traseira dos carros, agora passa a existir apenas uma, centralizada. Esta alteração afecta sobretudo as equipas que usavam um sistema de “escape por sopro” (exhaust blowing), pois vão perder muita da força gravítica que conseguiam antes, pois era conseguido obter essa força através do efeito Coanda dos gases de exaustão.

Renault Power Unit

 

Alterações aos Testes das equipas

Aqui ocorrem grandes novidades, sobretudo porque voltam a ser permitidos testes durante o decorrer da temporada (eram proibidos até aqui e a Mercedes até enfrentou problemas pela suspeita de realizar alguns o ano passado), no entanto estes testes estão mais regulamentados, sendo que apenas são permitidos 4 testes e não podem durar mais que 2 dias consecutivos, além disso têm de ser realizados na pista relativa ao GP que se vai disputar em seguida.

Ao nível de fábrica os testes em túnel de vento e as simulações em CFD também ganham novas particularidades.

Sessões de treinos livres de 6ª feira

Passam a poder contar com 4 pilotos inscritos e podem ser usados apenas dois carros, no entanto os quatro pilotos podem treinar livremente (antes podiam ser inscritos apenas 3 pilotos).

Novas Penalidades

Aparecem penalizações de 5 segundos por infringir em acções menores (ultrapassagens que não podem ser feitas, acidentes ligeiros,…) e aparece também uma limitação aos pontos de penalidade, ou seja cada vez que um condutor em 12 meses adquirir 12 pontos de penalidade fica automaticamente excluído da próxima corrida a realizar

Números dos condutores

Antes a numeração era feita sequencialmente, pertencendo o 1 ao actual campeão e o restante ordenamento era feito segundo a tabela classificativa, agora apenas o campeão actual tem de utilizar o número 1, os restantes pilotos podem escolher entre a sequência que vai do 2 ao 99.

Este ano é portanto um grande ano de mudanças no circo da F1, estamos expectantes e ansiosos para ver o que acontece daqui a um mês em Melbourne, na Austrália. Os mais dramáticos já disseram que há a possibilidade de metade dos pilotos não conseguirem acabar os primeiros GP’s com estas novas regras, os mais confiantes até dizem que podem fazer gracinhas e que isto torna tudo mais fácil, nós cá estaremos para averiguar e vibrar com as emoções!