Superbock! Fresquinha! #94

Continuo a acreditar que as suspensões do Conselho de Disciplina da FPF a presidentes de clubes por declarações ofensivas valem o que valem: um balde de pipocas e mais uns euros para os cofres da FPF. Não é o caso da suspensão aplicada ao presidente do FC Porto. Falou e falou muito bem. A arbitragem de Rui Costa no jogo contra o Estoril na amoreira foi do mais nojento que vimos durante esta temporada.

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Superbock! Fresquinha! #90

1. Notícia de Última hora: O Conselho de Justiça da FPF deu razão parcial ao Sporting no recurso apresentado quanto à decisão do Conselho de Disciplina na FPF no caso do atraso do FC Porto no jogo da Taça da Liga contra o Marítimo mas manteve a decisão desportiva tomada pela câmara baixa jurisdicional do referido órgão. O FC Porto passa às meias-finais da prova. A multa foi aumentada para cerca de 3 mil euros. Nada que não fosse esperado em Alvalade. O próprio presidente do Sporting já tinha declarado publicamente que não esperava que a decisão revertesse a favor dos argumentos apresentados pelo emblema leonino.

Creio que não preciso de adicionar mais nenhum comentário aqueles que teci nesta mesma série de posts sobre o caso.

 

2. A tal senilidade que o presidente do Sporting falava na semana passada.

Pinto da Costa 4

Nos últimos meses temos vindo a constatar que algo mudou no reino do Dragão. E não, a mudança não foi executada apenas ao nível da administração com a saída do incompetente Angelino Ferreira. As artimanhas, os esquemas de comunicação, de intimidação e de chantagem para usufruto e defesa dos interesses colectivos da entidade e até as piadas contra o presidente do Benfica mudaram. Subitamente. Se antigamente, no dito poiso de biltres do calíbre mais ordinário da história do futebol português, para se chegar ao objectivo A, usavam-se B e C, ou seja, para se atingirem certos objectivos necessários à defesa dos interesses do clube, utilizavam-se uma data de esquemas para a prossecução desse mesmo objectivo, actualmente, no seio de Dom Jorge Nuno e seus pares, reside uma tal de senilidade, chata, bacoca, ridícula.

Trocando por miúdos: se o Deco era castigado, plantava-se uma notícia no Jogo a afirmar que o Deco renunciava automaticamente à convocatória para o Euro 2004 caso fosse castigado. Se o árbitro era x, pedia-se ao Valentim para dar um toque à arbitragem para vir o árbitro y. Se certo jogador de clube rival não era castigado pela arbitragem pela atitude z, c fazia questão de mandar uns berros ao Valentim para se mexer de maneira a instaurar imediatamente um sumaríssimo. Se o Mourinho rasgava camisolas, a culpa era do roupeiro, do atrasado mental do Paulinho (com todo o respeito pela enorme dignidade que o nosso roupeiro tem). Se o Benfica perdia campeonatos em casa e tratava de ligar o sistema de rega para evitar os festejos dos jogadores do Porto, o Benfica precisava de contratar um canalizador para descobrir o furo… e por aí adiante. Sempre que Jorge Nuno Pinto da Costa ia às casas do clube, a cabeça do presidente do Benfica inchava que nem um melão.

Volto ao início: algo mudou. A desculpa esfarrapada do atraso provocado por Fernando no jogo contra o Marítimo colou porque o sistema domina os órgãos federativos. Bruno de Carvalho apelou aos sócios e adeptos do Sporting para se insurgirem e como bom filho de gente que sente decidiu queixar-se à UEFA e à FIFA sobre as arbitragens realizadas nos jogos do Sporting bem como instaurar um processo judicial junto das entidades judiciais civis (direito que a lei confere a todas as pessoas singulares e colectivas quando se sentem lesadas por algo ou por alguém). Para as “esburacadas” contas no Reino do Dragão (necessitadas da qualificação para a Champions da próxima temporada pelos motivos óbvios) tais movimentações protagonizadas pelo presidente do Sporting em benefício dos interesses do clube que dirige (se bem que o presidente do Sporting já foi altruísta o suficiente para apresentar propostas que visam a alteração de alguns dos pressupostos basilares do futebol português de forma a torná-lo efectivamente mais justo, mais equalitário e mais atractivo) soaram como uma forma de “coacção factual e coacção na sua forma tentada”.

A prova dos 9 em relação a tudo aquilo que escrevi nas últimas linhas veio da boca do presidente do Porto hoje a propósito da cena lamentável protagonizada por Quaresma no domingo. Jorge Nuno Pinto da Costa teve a nojice (desculpem mas não encontro outro termo) de relacionar a cena protagonizada pelo extremo no domingo com meia dúzia de suposições vindas do reino da teoria da conspiração que em nada abonam para justificar a falha humana protagonizada pelo jogador.

“Sou contra todo e qualquer ato racista e sei o que levou o Quaresma a momentaneamente ficar muito exaltado. Qualquer um ficaria nas mesmas condições. Tive o cuidado de ver pela televisão, que acompanhou sempre o Quaresma, de verificar que ele não agrediu ninguém e apenas quis responder a quem o insultou e portanto dou aqui a minha solidariedade ao Ricardo Quaresma. Tem é de aprender que há gente no futebol que é indigna de lá estar e tenta perturbar o adversário com insultos dos mais soezes”

Vamos por partes.

Em primeiro lugar, será que o egípcio Gomaa, residente em Portugal há cerca de 3 meses, já aprendeu de forma substantiva a língua e a cultura futebolísta portuguesa para, num laivo de loucura, insultar pejorativamente Ricardo Quaresma de “cigano”?

Segundo, se efectivamente Gomaa utilizou o termo “cigano” para provocar o extremo do Porto, pode-se dizer que o jogador está a ser insultado quase diariamente visto que toda a imprensa da especialidade (desde o comum redator do jornal diário até ao comum relatador radiofónico) escreve\diz constantemente a alcunha pela qual é conhecido nos meandros do futebolês o jogador do FC Porto.

Terceiro: Quaresma não agrediu ninguém. Porque um batalhão de gente impediu que agredisse. Nestes casos, a lei não pune o acto consumado. Pune quem tem intenta agredir.

Quarto : para que é que a selecção tem que ser chamada para a conversa? Na minha opinião, Ricardo Quaresma está a jogar o suficiente para ser convocado para a selecção. Está a fazer uma excelente 2ª metade da época. É indiscutivelmente o único jogador do Porto capaz de desequilibrar ofensivamente. Mas não foi chamado à selecção. Porque o seleccionador nacional não teve a mesma opinião que eu. Quer Pinto da Costa queira, quer não queira, quem tem o poder de convocar o jogador é o seleccionador nacional.

Quinto: A quem se refere o presidente do Porto com esta frase: “Tem é de aprender que há gente no futebol que é indigna de lá estar e tenta perturbar o adversário com insultos dos mais soezes” – será que o presidente do FC Porto se refere ao pobre jogador Gomaa do Nacional, recentemente chegado à Liga Portuguesa?

Sexto: Por muitos contentes se deviam ter dado os dirigentes do FC Porto. Que eu saiba, as regras do jogo mandam o árbitro sancionar com o cartão vermelho durante o tempo útil de jogo todo o jogador que tenha intenção de agredir outro jogador ou um agente devidamente identificado assim como sancionar esse mesmo jogador quando este consume ou manifeste intenção de agredir terceiros nos minutos posteriores ao fim do jogo bem como mencionar a ocorrência no relatório de jogo. Se os relatórios dos árbitros fossem tornados públicos, saberíamos se João Capela o fez. Se não o fez, a Comissão de Análise de Arbitragem do Conselho de Arbitragem da FPF tem por ofício lançar um processo de avaliação à omissão do árbitro em questão.

lembrete

o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu. o guarda abel nunca existiu.

Quando repetimos muito uma frase, mesmo que seja mentira, chegamos ao ponto em que finalmente nos convencemos da sua veracidade. Tudo não passou de uma quantidade desmedida de boatos. De inverdades. De mal querer ao FC Porto. Tudo isto é mentira (aqui, aqui) – entre outras que entretanto foram retiradas da internet por medo dos jornalistas.

Toda esta história da coacção (por parte de Bruno de Carvalho) e do artigo 66º do Regulamento Disciplinar da Liga faz-me lembrar todas as patranhas de contra-informação manipuladas por alguém para tentar negar o rasgão que Mourinho deu à camisola de Rui Jorge num célebre clássico de Alvalade, precisamente, num dos anos em que se cingiu a investigação feita pelo Ministério Público ao arquivado caso Apito Dourado.

Fiquemos com os “atrasados mentais do futebol português”

Isto sim é coacção! A bomba atómica! O momento em que o individuo mais sujo no mundo do futebol teve a coragem de chamar “atrasado mental” à pessoa mais digna dentro do futebol português.

Superbock! Fresquinha! #84

Lê-se no site do FC Porto:

“O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD, reunido hoje, face aos acontecimentos que precederam e ocorreram durante o jogo Sporting-FC Porto, deliberou solicitar ao departamento jurídico efectuar uma participação disciplinar junto da Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga Portuguesa de Futebol Profissional contra o Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD e o seu presidente.

​A campanha de condicionamento da arbitragem, com o anúncio da interposição de acções judiciais aos árbitros desta época e da anterior, extensível aos membros dos órgãos jurisdicionais do Conselho de Disciplina e do Conselho de Justiça, a que se juntou a ameaça de acções com pedidos indemnizatórios contra os árbitros dos jogos futuros, como era o caso do Sporting-FC Porto, configuram uma intolerável violência moral com a intenção de constranger os agentes desportivos, resultado do presente no artigo 66 do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.”

É uma das ironias do nosso futebol. Fazendo a devida distinção entre as funções e as competências atribuídas pelos regulamentos e estatutos do organismo ao seu presidente e ao seu Comite de Instrução e Inquéritos, não deixa de ser delicioso o FC Porto tratar de fazer queixinhas ao organismo cujo interesse manifesto pelo FC Porto nas últimas semanas prende-se apenas com a destituição do seu actual presidente. Com o Herculano Lima a coisa até pode pegar. Com este Comité, penso que não. Até porque o dito artigo 66º…

artigo 66

Estamos num estado de direito democrático ou no fim da macacada? Somos ou não civilizados? Todas as pessoas singulares ou colectivas tem ou não tem o direito (constitucionalmente protegido) de aceder à justiça quando sintam que outros lesam os seus interesses? Será que o direito à justiça? Todas as pessoas singulares ou colectivas deste país tem ou não tem direito a exprimir as suas ideias, pensamentos e opiniões?

Ou estará o FC Porto esquecido dos tempos em que jornalistas eram agredidos nas Antas? Ou estará a direcção do FC Porto esquecida do mítico guarda Abel, aquele antigo agente da Polícia de Segurança Pública que entrava com armas em zonas restritas das Antas para ameaçar árbitros e jogadores adversários? Isso sim era coacção física, verbal e psicológica a agentes desportivos!

Superbock! Fresquinha! #78

Segundo o Jornal A Bola, em Fátima o presidente do Marítimo chamou “velho gaga” e “imbecil” a Pinto da Costa, que, por seu turno ripostou que a formação que tinha não era essa. O presidente do Marítimo contra-atacou com “não é não, pois a minha formação é diurna” – Carlos Pereira cruzou os insultos, ao chamar “pau mandado dos interesses do FCP” ao presidente do Vitória de Guimarães Julio Mendes. Recordo que Julio Mendes foi um dos presidentes que manifestou maior conexão com as propostas apresentadas pelo Sporting para alterar o estado de sítio actual do futebol português na reunião de presidentes realizada em Alvalade em meados de Janeiro. Ao contrário de outros como António Salvador, conheço perfeitamente a posição do líder vitoriano: como nos últimos anos recebe jogadores por empréstimo do FC Porto assim como dispensados do Sporting (casos de Amido Baldé, Nii Plange ou André Santos; são cedidos ao Vitória a custo zero, ficando o Sporting com percentagens do passe), Julio Mendes sabe que tem a ganhar caso vá satisfazendo aqui e ali os interesses de ambas as partes.

As razões apontadas para o abandono de Bruno de Carvalho e Luis Filipe Vieira da reunião foram simples: pensavam que iam a Fátima dialogar sobre as questões que realmente interessam para o futuro do futebol português (redução do IVA no preço dos bilhetes, redução da carga fiscal aplicada à indústria do futebol, tabelamento unificado do preço dos bilhetes, publicação dos relatórios dos observações dos árbitros, sistema de nomeação dos árbitros por sorteio, redefinição dos poderes da Liga de Clubes, entre outras questões) e acabaram por assistir a uma reunião marcada para decidir o que fazer com o actual presidente da Liga na próxima assembleia-geral do organismo. Como escrevi ontem, os poderes instalados no futebol português estão a mexer-se. Bastante bem e com passos visíveis e previsíveis. Mário Figueiredo já sabe a quem se agarrar em caso de problemas. Segundo o que foi dito pelo presidente da Liga na quinta-feira, alguns dos clubes aliados do FC Porto e do Braga (não é estranho e ao mesmo tempo delicioso observar que Antonio Salvador é parceiro de negócios de Luis Filipe Vieira mas ao mesmo tempo também negoceia benefícios futebolísticos com Jorge Nuno Pinto da Costa?) andam a beneficiar da ajuda de alguém, parafraseando o advogado conimbricense, “detentor de uma posição ” no sector, para, adiar o pagamento de alguns instrumentos financeiros que vão contraíndo nos últimos meses junto da banca.

Daqui pode-se retirar uma conclusão: há uns anos atrás, nos meandros do futebol, era vendida a ideia que os clubes grandes dominavam os pequenos consoante a quantidade de jogadores e “técnicos emprestados” – o Porto chegou a ter há uns anos mais de 30 jogadores emprestados a clubes de 1ª liga assim como meia dúzia de antigos treinadores ao serviço desses mesmos clubes. Actualmente, seguindo a charada do presidente da Liga, esse domínio vai bem mais além dos simples empréstimos.

Superbock! Fresquinha! #77

Da reunião dos presidentes de clubes profissionais em Fátima:

Bruno de Carvalho foi o primeiro a sair da reunião. O presidente do Sporting não aguentou mais que 1 hora dentro da sala. Luis Filipe Vieira seguiu-lhe os passos minutos depois e afirmou: «Para bem do futebol é melhor nem dizermos nada. Espero que quem ficou assuma as responsabilidades do que vai acontecer no futebol português. O futebol português está acima de tudo e não com guerras pessoais. O futuro do futebol português terá que passar pelo Benfica e pelo Sporting. Não vamos aturar guerras de pessoas » – ora bem, as dúvidas ficaram aqui esclarecidas: Mário Figueiredo tem aqui os seus dois maiores aliados. Ainda não sabe é até que ponto Bruno de Carvalho alinha na bitola de Luis Filipe Vieira.

Dentro da sala ficaram os restantes presidentes, existindo relatos que afirmam que Carlos Pereira e Jorge Nuno Pinto da Costa insultaram-se durante toda a sessão. Cansado do bate boca, Carlos Pereira também haveria de abandonar a sala. A atitude do presidente do Marítimo em alguns momentos deixa a desejar. O clube madeirense está de costas voltadas para a direcção portista desde o caso Kléber. Contudo, aquando do atraso alegadamente provocado por Fernando no jogo a contar para a Taça da Liga, a direcção maritimista não só ficou calada durante todo o processo desencadeado pela Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga\Conselho de Disciplina, como negou categoricamente as palavras de um jogador do plantel do clube madeirense à imprensa (sob anonimato) que consideravam o atraso provocado pelos portistas como deliberado. No mesmo dia, Carlos Pereira teceu os comentários que teceu sobre o alegado interesse do Sporting em Heldon e Sami e no dia seguinte vendeu o cabo-verdiano por 1,5 milhões de euros.

O que é que mudou nisto tudo? Foi a posição do Sporting como comprador? Se o Sporting não tivesse comprado o jogador cabo-verdiano, de que lado estaria Carlos Pereira neste momento?

Superbock! Fresquinha! #75

Pinto da Costa 3

Não deixa de ser oportuno o timing que alguém dentro da FPF, mais concretamente do Conselho de Justiça da FPF, escolheu para voltar a mexer na fruta. Com um cenário de profunda instabilidade dentro do FC Porto (nos meandros da coisa já se fala em sucessão a partir da próxima temporada) e com um dos piores desempenhos desportivos e financeiros do clube, a direcção do clube da invicta é pródiga em arranjar assunto para realizar as habituais manobras de diversão, tão preciosas para afastar os holofotes da equipa de futebol e de outros problemas relacionados com a estrutura profissional de futebol do clube.

O CJ\FPF voltou a baixar o acórdão ao Conselho de Disciplina da FPF como mandam de resto os estatutos da FPF. Ocorre que, dadas como ilegais as escutas ao presidente do Porto, ao árbitro Jacinto Paixão e aos seus fiscais-de-linha, no CD\FPF manda um tal de Herculano Lima, o antigo juiz da Relação que segundo ditam os cânones, tem um camarote no estádio do Dragão oferecido pelo próprio clube. Está bom de ver o que vai acontecer. O Conselho de Disciplina irá referir, à boa maneira judicial portuguesa, que não existem provas para condenar o árbitro e o presidente do Porto. Ambos, lesados, irão recorrer à justiça civil, possivelmente para, processar a FPF. Ou o que nunca aconteceu: o cumprimento por parte do presidente do Porto dos 14 meses de interdição de exercício de cargos desportivos. Nesses 14 meses pudemos constatar, jogo após jogo no Dragão, o presidente do Porto no seu lugar habitual na tribuna presidencial do estádio.

Superbock! Fresquinha! #73

paulo fonseca

Algumas palavras sobre o comando do despedido Paulo Fonseca e sobre o seu sucesso, ainda que interino, Luis Castro.

Quanto a Paulo Fonseca – Ao contrário do argumento que muitos amigos me tentaram vender aquando da sua contratação, nunca acreditei que Paulo Fonseca tivesse sucesso no Porto. Sempre achei que, com apenas 2 épocas enquanto treinador de uma equipa profissional de futebol (apenas 1 na primeira liga), apesar de, muitas vezes, o Porto vencer literalmente sem treinador, Paulo Fonseca pouco ou nada tinha mostrado para ocupar cargo com tamanha responsabilidade.

Defendo que o 3º lugar conquistado na Liga ao serviço do Paços de Ferreira foi sobrevalorizado por toda a comunidade do futebol português. Não querendo subvalorizar o futebol praticado pelos pacenses na época passada (verdade seja dita, a equipa era mortífera a jogar em contra-ataque), tal pole deveu-se sobretudo à incompetência demonstrada por Sporting e Sporting de Braga. Claro está também que uma equipa que conseguiu o seu objectivo para a temporada bastante cedo (a manutenção) tendeu naturalmente a galvanizar-se para procurar algo mais que a manutenção. Foi exactamente aquilo que se sucedeu na capital de móvel. Atingido o objectivo inicial, a equipa livrou-se da pressão inerente aos seus objectivos e aos seus estatutos e, vitória após vitória, derrota após derrota dos naturais candidatos ao 3º lugar, foi acreditando jornada após jornada, vitória após vitória que poderia escrever uma página dourada na história do clube. No entanto, a mensagem subliminar que o Paços de Ferreira passou para a comunidade foi a de um treinador competentíssimo, estudioso do futebol, moralizador, capaz de ressuscitar para o futebol o mais incorrigível dos futebolistas, como foi o caso de Josué, em suma, um dos big things do futuro. 

E o FC Porto, decidido a fazer sair Vitor Pereira pela porta grande depois de ter ganho dois campeonatos da forma que ganhou, acreditou que Fonseca seria o homem capaz de reconsolidar o estatuto nacional do FC Porto e ambicionar uma grande epopeia europeia.

Paulo Fonseca chegou ao Dragão ao mesmo tempo em que o clube decidiu vender dois dos mais valiosos jogadores do plantel e um jogador cuja ascendência nesta temporada seria mais que previsível (Christian Atsu). Bastará apenas dizer que o primeiro tinha sido o verdadeiro motor do Porto nas últimas conquistas. Nos primeiros meses de trabalho, vencendo para a liga, Paulo Fonseca conseguiu disfarçar não só as carências do plantel que dispunha assim como a intranquilidade vivida no seio do reino do Dragão. Desde logo denotei que este Porto apresentava inúmeras fragilidades, mais fragilidades que o normal. Não só nas soluções das quais não dispunha no seu plantel (um 10 que conseguisse pensar o jogo, um extremo desiquilibrador, um central rápido) como na disposição de alguns jogadores em permanecer no clube (Fernando, Fucile) como nos inúmeros casos em que a psicologia do clube não estava a funcionar (Marat Izmailov). Tudo somado tornava a vida do treinador extremamente complicada, mas…

Paulo Fonseca entrou a matar. O discurso articulado pelo treinador nos primeiros meses era um discurso pomposo, um discurso à Porto, um discurso vindo de alguém que a julgar, já tinha sido plenamente vitorioso na sua carreira. O discurso de Fonseca era extremamente confiante e dava quase como adquiridos os 3 pontos antes da partida se jogar. Era ofensivo. Paulo Fonseca não se coibia de responder à letra a declarações de Jorge Jesus ou atacar constantemente o treinador do Benfica. Rapidamente, com as derrotas no plano europeu, passou a ser o discurso do coitadinho – “jogámos bem e o resultado foi injusto para o que jogámos. Fomos melhores mas a outra equipa foi lá uma vez e aproveitou os nossos erros” – e da teoria da conspiração: “a tal cabala contra o FC Porto, o tratamento injusto e diferenciado por parte da imprensa” – imprensa essa que determinantemente se baldava ao acto de, aproveitar para escrever, todos os escândalos que iam, paulatinamente, sendo tornados públicos. A medo e medindo bem as palavras, alguns iam tentando explorar as fugas de informação (nada habituais) oferecidas pela estrutura do FC Porto.

Em Janeiro, Lucho saiu. Se até então Paulo Fonseca estava a revelar dificuldades para acertar com a fórmula do meio-campo,experimentando Herrera, Defour e Carlos Eduardo sem que um destes tivesse o rendimento esperado, a saída do argentino, motivada pelo dinheiro fresco oferecido pelos árabes, aniquilou metade da ofensividade do plantel portista. A outra metade foi claramente abafada pela quebra de rendimento dos laterais Danilo e Alex Sandro, de forma clara, os dois jogadores mais ofensivos deste FC Porto. Quando uma equipa tem como os dois grandes motores ofensivos os laterais, não pode, no futebol moderno, aspirar a nenhuma conquista.

Com as derrotas, a mensagem deixou de passar. Se há factor que não trás confiança aos jogadores para executar a sua profissão, esse factor são as derrotas. Paulo Fonseca tornou-se confuso, bizarro. Revoltado em certos jogos. A gaffe cometida na conferência de imprensa de antevisão do jogo contra o Eintracht de Frankfurt assim como aquelas que cometeu no pós-jogo, foram a morte do artista que, pelas minhas contas, foi, desde que tenho memória futebolística, o 4º treinador despedido por Jorge Nuno Pinto da Costa.

O futuro de Paulo Fonseca – O Porto tem destas coisas. Tanto pode ser o clube exportador de treinadores (como o foi com muitos; Mourinho, ABV, António Oliveira e de certa maneira com Vitor Pereira) como pode ser o fim da linha para quem não consiga vencer. Se repararmos, dos 4 treinadores despedidos a meio da temporada por Jorge Nuno Pinto da Costa:

  • Octávio Machado nunca mais orientou nenhum clube de futebol.
  • Victor Fernandez treinou o Zaragoza de 2006 a 2008, cumpriu um hiato de dois anos sem treinar, orientou o Betis por uns meses, cumpriu novo hiato de 3 anos e agora está a orientar o Gent da Bélgica.

Gigi Del Neri foi o único que ainda teve algum futuro depois do Porto, orientando entre outros a Roma, o Palermo e a Juventus sem obter resultados de maior.

O interino

Luis Castro

Se existe personalidade no futebol de quem posso escrever com conhecimento de causa, essa pessoa é Luis Castro. Durante a minha infância vi Luis Castro jogar vezes sem conta ao serviço do clube da minha cidade, o Recreio Desportivo de Águeda, clube ao qual chegou já no final da sua carreira em 1990, foi capitão durante várias épocas na 2ª divisão B e na 3ª divisão e começou a sua carreira de treinador em 1998, tendo alcançado até no primeiro ano a subida à 2ª divisão B. Ainda hoje sou amigo da sua filha.

Como jogador lembro-me de ver Castro a central. Segundo o que sei, só o foi no Águeda já no final da sua carreira. Era duro e certinho, fazendo da sua experiência no futebol (jogou vários anos no União de Leiria e no Vitória de Guimarães) o seu maior trunfo. Batia muito bem livres à entrada da área. Nunca mais me esqueço de um golo de livre numa goleada ao Oliveira do Bairro em 95 ou 96 por 5-0 ou 5-1 se não estou em erro, num jogo em que chovia imenso. Lembro de ter sido um golo quase perfeito.

Enquanto treinador, foi muito injustiçado pela direcção e pelo povo de Águeda. Em 1998\1999 conseguiu terminar a série C do campeonato da 3ª divisão no 2º lugar, apenas atrás do rival Oliveira do Bairro. A repentina subida de divisão e a propensão que o clube tinha nas suas camadas de formação, levaram na altura as gentes de Águeda a pensar que a gracinha poderia ser repetida no ano seguinte na segunda Divisão B. Para o efeito, o clube investiu em 5 ou 6 jogadores com estatuto nessa divisão, um deles que até tinha sido o melhor marcador da zona centro, para colmatar a saída do brasileiro Roger, o melhor marcador do futebol português na temporada anterior para o Sporting de Espinho, equipa que na altura tinha ambições na 2ª liga. Castro acabou por sair a meio da época e o Recreio desceu. Apesar do treinador ter ainda orientado alguns clubes da região, sempre pensei que o seu futuro não seria nas distritais. Até que apareceu a oportunidade Penafiel e o treinador fez um brilharete com os penafidelenses.

Eis que surge a oportunidade de coordenar a estrutura de formação do FC Porto. Não sei se por falta de ambição, bom contrato ou simples comodidade, Castro aceitou o desafio e bloqueou a hipótese de crescer no futebol português. Não tenho a menor dúvida que poderia chegar facilmente a orientar um grande caso continuasse a trilhar o seu caminho. O futuro escreve-se muitas vezes por linhas tortas e eis que, hoje, Castro assume interinamente o FC Porto depois de um excelente trabalho quer na formação do clube da invicta quer na equipa B dos dragões onde para além dos resultados que são bons de ver, conseguiu potenciar imensos jogadores da formação do Porto (Rafa, Tozé, Podstawski, Kadu, Mikel), todos eles capazes de se afirmar na equipa principal do clube.

Desconfio que não fique mais do que 1 ou 2 jogos. Existem muitos pretendentes ao trono: Marco Silva, AVB, Domingos Paciência. Contudo, não seria mal jogado deixar o treinador mostrar todo o seu potencial até ao final da época até porque esta está perdida. Quem sabe se o treinador não será a melhor opção que o Porto tem para o seu comando técnico?

frase do dia

“Só os ratos é que fogem. Ninguém nos obriga a alterar o nosso caminho. Não aceitamos que a polícia nos obrigue a ir em contra-mão. Queremos fazer o percurso normal. Não fugimos de ninguém, muito menos dos nossos adeptos. A polícia queria, em vez de fazer o seu serviço, que saíssemos em sentido contrário, para fugir ao contacto das pessoas. Não temos medo e saímos por aqui, agora ou daqui a 10 horas. Mas não fugimos de quem quer que seja” – Jorge Nuno Pinto da Costa

Verdade seja feita. Por este tipo de atitudes é que é que Jorge Nuno Pinto da Costa é o grande dirigente que é. Dar à mão a palmatória perante quem financia a actividade do clube é um sinal enorme de humildade e inteligência.

Superbock! Fresquinha! #63

“O “Bayern” não chegou à area na primeira parte mas na segunda fez um remate de fora da área e marcou.” Contado ninguém acredita. Está explicado porque é que o Porto não ganha jogos nas competições europeias nesta temporada: Paulo Fonseca monta a equipa à espera de Rafa Alcântara e Toni Kroos mas quem aparece é Marco Russ e o Tranquilo, o Barnetta.

No jogo contra o Marítimo para a Taça da Liga, o treinador do Paços de Ferreira, perdão, o treinador do Porto já nos tinha deliciado quando, no penalty transformado por Josué, não festejou, porque não tinha contado os golos da equipa da prova e como tal achava que a equipa estava eliminada da prova.

A masterpièce neste flash-interview acaba por ser a cara de susto com que Fonseca aparece. O pânico estampado no rosto do treinador, pareceu digna do Shining de Kubrick. Algo me faz crer que o Antero Henrique tratou de apertar os saramagos ao treinador. Amanhã teremos a prova dos 9 se Pinto da Costa subir pela enésima vez nesta temporada ao relvado do Olival.

Esta cerveja enfeitiçou-me!

Nem tudo foi mau na exibição do Porto. Ontem tinha criticado a pré-convocatória de Ricardo Quaresma para a selecção aqui bem como as suas exibições a camisola azul e branca. Tenho que dar a mão à palmatória. O ciganito fez uma exibição de sonho e foi mostrou finalmente um resquício daquilo que foi no passado. Um grande golo coroou uma exibição onde o extremo fez partiu a loiça toda em meia dúzia de arrancadas que fez pelo flanco esquerdo.

Superbock! Fresquinha! #42

Tudo ao Molho! –

não é que a Taça seja interessante porque não é. na próxima edição, mais vale ir jogar ao chincalhão.

Jogos interrompidos a meio. Árbitros que há bem pouco tempo foram contestados por um clube, nomeados para o jogo da outra equipa que podia eliminar esse mesmo clube nesta jornada. Jogos que não começam à mesma hora do outro jogo do grupo. Bolas ao solo a 5 metros da baliza em lances em que o guarda-redes contrário tem a bola segura. Penaltis inexistentes assinalados em pseudo-faltas (fora da área).

Para quem cantava aos sete ventos aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, (irra que a primeira página do google está cheia delas) que a Taça da Liga servia para limpar o rabo aos atletas do Taekwondo, pode-se dizer que desta vez tiveram que usar de métodos mais sofisticados que os utilizados no passado para levar a água ao seu moínho. Para vencer a Taça que o seu inimigo público nº2 (Mário Figueiredo) teimou em manter no calendário nacional. Fizeram-no provavelmente porque, mais uma vez, quiseram provar a sua “superioridade” ao presidente do Sporting, o tal chorão que teve a coragem de lhes fazer frente.

Coincidências habituais a que a história do futebol português nos habituou. Coincidências ou não, num destes dias dei-me ao trabalho de verificar que há uns anos atrás, no Estádio Municipal de Coimbra, um certo árbitro que interrompeu a meio o “caricato” FC Porto vs Penafiel , num dilúvio bastante superior aquele que se abateu na Invicta nessa noite, dilúvio esse que não deixava a bola rolar no calhabé, foi o mesmo que não teve coragem para interromper a partida ao intervalo visto que o Porto vencia com um golo de Varela. Coincidências, digo eu…

frase do dia

“Se a sua melhor lhe disser todos os dias que o ama são vezes demais? Não me parece… É uma honra treinar o FC Porto e as palavras do presidente deixam-me satisfeito” – Paulo Fonseca, quando questionado por um jornalista sobre o voto de confiança expresso pelo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa.

É caso para dizer que temos aqui um matrimónio por conveniência.

Superbock! Fresquinha #36

Pode-se dizer que a vitória que o Sporting arrancou a ferros em Arouca é uma daquelas vitórias que dá titulos. Num autêntico batatal, valeu a maior crença do Sporting perante um Arouca que se bateu muito bem e saiu do jogo como um digno vencido.

Como se previa, o Arouca de Pedro Emanuel aproveitou o maior conhecimento do pesado terreno de jogo para entrar a matar e conseguir o primeiro golo da partida. Desde logo também me apercebi que o Arouca iria entrar em campo com as linhas muito subidas e com vontade de marcar nos primeiros 15 minutos, para depois, baixar as linhas e dar a iniciativa de jogo ao Sporting. Dito e feito. Com um André Claro muito inspirado no flanco esquerdo (pode-se dizer que Ivan Piris teve uns primeiros 15 minutos de terror) e sob a batuta de dois grandes organizadores de jogo (Bruno Amaro e David Simão; grande dupla de meio-campo que o treinador Pedro Emanuel tem aqui em Arouca) o Arouca conseguiu criar muitos desequilíbrios e rapidamente chegou ao primeiro golo por intermédio do antigo médio de Penafiel, Académica e Nacional num remate no centro da área resultante de uma boa combinação no flanco esquerdo.

Como se exigia, o Sporting teve que subir no terreno para tentar reagir ao golo dos arouquenses. Mérito de Pedro Emanuel, o Arouca conseguiu descodificar o tendão de aquiles do ataque do Sporting ao afectar a circulação de bola do Sporting através de uma excelente marcação a Adrien por parte de 2 jogadores. Sem a organização de Adrien, o Sporting não consegue ter nexo nas suas jogadas ofensivas. Quando Adrien teve bola, o Sporting conseguiu articular mais jogo para o último terço do terreno. Prova disso foram os dois cruzamentos venenosos que Capel efectuou à procura de Freddy Montero, um deles desarmado na hora h pelo central Diego Queiroz quando Montero se preparava para facturar. O Sporting acabaria por marcar num lance de bola parada por Rojo num cabeceamento como mandas as regras, de cima para baixo aos 25″.

A 2ª parte começou chuvosa com uma deterioração extrema do relvado. À equipa de Leonardo Jardim exigia-se que vestisse o fato macaco para levar de vencida a equipa do Arouca, bem como a prática de um futebol mais directo. Com Islam Slimani no banco, a entrada do argelino sincronizava na perfeição com as exigências do jogo. Com mais bola, o Sporting entrou decidido a vencer o jogo na 2ª parte. Entra Slimani. Dão-se as duas expulsões, justíssimas. Jogo de treinadores. Jardim arrisca com a entrada de Slimani para a saída de um desinspirado Capel. Rojo é expulso e Jardim volta a arriscar com a saída de William para a entrada de Eric Dier, deixando o Sporting em inferioridade numérica no meio-campo.  O treinador do Sporting acabou por justificar a alteração como uma necessidade de um futebol mais directo, apostando em Adrien como “lançador de jogo” para um irrequieto Slimani.Pedro Emanuel, não se contentando com o empate, também mexeu na equipa para procurar a vitória, ao colocar Lassad e Pintassilgo em campo, este último quando o Sporting já se encontrava em vantagem.  As substituições deram os seus frutos quando, primeiro, o argelino recebe na área e dá o golo a Fredy Montero num lance em que o colombiano em vez de mandar um bico na bola optou por tentar rematar em jeito contra um jogador do Arouca. Poucos minutos decorreram até ao lance em que aproveitando uma bola rechaçada por Cassio fora da pequena área, num gesto técnico elegante William picou a bola sobre a área esbarrando esta no poste da baliza defendida pelo Brasileiro. Na recarga, Slimani e Rojo, talvez não contando com aquela bola, não foram capazes de dar o toque final. O argelino provou-se um quebra cabeças para a defesa do arouca, ganhando todas as disputas, mexendo-se muito bem no último terço do terreno com e sem bola. Seria o internacional Argelino a dar a vitória ao emblema leonino numa movimentação clássica de ponta-de-lança (recepção com o peito e remate mortífero de pé esquerdo numa bola em que Cássio ainda defendeu). Mais uma vez, o argelino foi o pronto socorro de Leonardo Jardim. A opção recaída em Adrien como lançador de jogo também foi ganha. O médio conseguiu libertar-se da teia montada por Bruno Amaro e David Simão, e com bola no pé, conseguiu caudalizar bastante jogo para os homens da frente.

No final da partida, no flash-interview, tanto o treinador do Sporting como o jogador convocado (Adrien) destacaram a enorme vitória do Sporting no difícil terreno do Arouca. O médio leonino não se coibiu de deixar uma mensagem para o jornalista da Bola Joaquim Ritta na resposta ao que o jornalista tinha escrito a meio da Sporting (para ter estofo de campeão, “este sporting ainda precisa de ganhar na neve) ao afirmar que se provas se necessitavam para provar o enorme espírito de sacríficio desta equipa, tais provas foram dadas na “buracada” de Arouca.

Tudo ao Molho! –

Bruno

Certeiro e oportuno, Bruno de Carvalho acertou na mouche ao espetar uma autêntica bofetada de luva branca na estrutura do FC Porto, em particular, nas declarações proferidas pelo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa ao afirmar: “Há poucos dias foram anunciados os filmes para os Óscares deste ano e, realmente, há pessoas que deviam ser consideradas para o prémio de melhor ator. Pessoas que têm feito no seu passado um aproveitamento das debilidades do sistema desportivo e que têm beneficiado com tantos erros e tantas situações de falta de transparência. É digno de Óscar. (…) Anda irritado pelo facto de ter de olhar para cima. Portugal tem bons árbitros, mas tem outros que, de facto, não merece, porque não fazem boas arbitragens. Não há só seres demoníacos de um lado e seres angélicos do outro. Fico contente que já se tenha percebido que os árbitros também podem ter uma má atuação. Há clubes do norte que têm beneficiado muito com muitos dos maus dias da arbitragem” 

Preto no branco. Não tenho mais nenhuma vírgula a acrescentar a estas declarações.

 

Superbock! Fresquinha! #35

Tudo Ao Molho!

Urge-me tecer alguns comentários às palavras proferidas por Jorge Nuno Pinto da Costa ao Porto Canal e Paulo Fonseca na conferência de imprensa do FC Porto.

1. Quanto aos comentários do presidente do FC Porto – As palavras proferidas pelo presidente do FC Porto na referida entrevista, para além de desprovidas de fundamento, revelam e bem o mau momento que a estrutura de futebol atravessa. Tendo como base a péssima actuação de um árbitro (no clássico) facto que acabou por não beneficiar nenhum dos clubes visto que Artur Soares Dias cometeu erros para os dois lados, tais declarações só visam espantar o mau período que a equipa atravessa, não por culpa da arbitragem, sim por culpa de um plantel desequilibradíssimo, ofensivamente desarticulado (Paulo Fonseca ainda não acertou com a fórmula de meio-campo da equipa) e consequentemente inofensivo.

2. Dualidade de critérios? Dois pesos, duas medidas? – Pego nestas frases: “não tem condições para apitar. Sendo honesto, não sabe, não tem competência para apitar o FC Porto. Ele deve abandonar a arbitragem e se não o fizer, não pode apitar mais o FC Porto” – se esta frase não visa condicionar o trabalho de um árbitro em desafios futuros, vou aqui e já venho. Acho indecente que um presidente envolvido há alguns anos atrás num processo jurídico que tinha como premissa base a manipulação de arbitragens em jogos do seu clube, ilibado das acusações em circunstâncias suspeitas por falta de provas (quando as escutas telefónicas efectuadas pelo Ministério Público eram conclusivas) venha agora com este tipo de declarações. Espero para ouvir aquilo que o presidente do FC Porto terá para dizer quando um árbitro beneficiar o seu clube no futuro. O que não ouvimos dizer da boca do presidente do clube da cidade invicta foi que a sua equipa anda a jogar muito pouco. Concluo portanto que o FC Porto entrou novamente no modo “ataque é a melhor defesa”, modo esse onde, pela manipulação da opinião em relação a determinado acontecimento, os responsáveis do clube do Norte não só entram no seu forte, os habituais jogos psicológicos, como tentam desviar as atenções do mau momento notório da sua equipa.

Curiosa também foi a dualidade de critérios usada por alguns agentes ligados à arbitragem. Há cerca de um mês atrás, quando o Presidente do Sporting Bruno de Carvalho teceu duras críticas à arbitragem de Manuel Mota no Sporting vs Nacional, críticas essas que não visaram condicionar a arbitragem aos jogos do Sporting, ao contrário daquilo que o presidente do FC Porto tentou efectuar, o presidente de APAF José Fontelas Gomes defendeu um castigo para o presidente do Sporting. Castigo esse que o líder dos associados da arbitragem nacional não defendeu para as palavras do presidente do FC Porto. 

Já agora, onde estão todos os adeptos do FC Porto que criticaram as palavras do presidente do Sporting aquando da dita conferência de imprensa no final do jogo frente ao Nacional?

2. Na conferência de imprensa de ontem, Paulo Fonseca afirmou existir uma “campanha concertada” contra o FC Porto. Parece-me claro que o discurso proferido pelo treinador do Porto já vinha completamente encomendado pela direcção do clube. Não bastasse a figura ridícula protagonizada pelo seu presidente no dia anterior, o treinador do FC Porto veio prestar-se a mais um acto de auto-comiseração. Queixar-se que a imprensa trata de forma diferente o FC Porto dos restantes grandes é atirar poeira para os olhos das pessoas. Se a imprensa realmente quisesse tratar o FC Porto de forma diferente já teria investigado até ao osso o que é que se anda a passar com Marat Izmailov, com Jorge Fucile e com Quintero. No caso do russo, se a imprensa quisesse provocar instabilidade no FC Porto, já teria iniciado uma novela ao estilo daquela que protagonizou quando Marat Izmailov desapareceu de Alvalade no dia anterior ao célebre jogo da liga europa entre Sporting e Atlético de Madrid. Como podemos constatar diariamente nos diários desportivos, o russo já está desaparecido há 4 meses, sem uma justificação minimamente plausível (não me venham com esse argumento dos problemas familiares) e poucos tem sido aqueles na imprensa que tem escrito linhas sobre o assunto durante todo este tempo.

Falamos da mesma imprensa que leio todos os dias? Falamos da mesma imprensa que crucifica diariamente Jorge Jesus pelas escolhas tácticas que faz? Falamos da mesma imprensa que não é capaz de escrever que Paulo Fonseca já tentou todas as combinações de jogadores de meio-campo que dispõe no plantel sem resultados práticos? Falamos da mesma imprensa que não é capaz de escrever que Paulo Fonseca ainda não acertou com o posicionamento de dois jogadores (Defour e Herrera)? Deixo aqui as perguntas para reflexão individual para quem as quiser ler.

Esta cerveja enfeitiçou-me! – Na semelhante escala em que a formação está a enfeitiçar as hostes na luz!

Na minha opinião, as palavras de Jorge Jesus a respeito da venda de Nemanja Matic ao Chelsea foram muito fáceis de entender. Jorge Jesus não acredita na formação do Benfica. Jorge Jesus não concordou com a venda do sérvio, pelos danos óbvios que a venda do sérvio terá no futebol praticado pela equipa encarnada, danos esses que obrigarão Jesus a ter que repensar toda a manobra defensiva e ofensiva da equipa.

Luis Filipe Vieira tem apregoado recentemente aos sete ventos a obrigatoriedade do Benfica ser um clube de formação a partir da próxima época. Vamos fazer o seguinte exercício. Seguindo o modelo descrito pelo presidente do Benfica (7\8 jogadores na formação no onze da equipa na próxima época) trato de construir o onze do Benfica na próxima época, tendo como objectivo o título nacional: Oblak; João Cancelo, Fabio Cardoso, Luisão e André Almeida; André Gomes, Enzo Perez, Bernardo Silva, Ivan Cavaleiro, Toto Salvio e Oscar Cardozo – quantos Benfiquistas compram este onze?

Superbock! Fresquinha! #24

Esta cerveja enfeitiçou-me! –

Primeira jornada da fase de grupos da Taça da Cerveja 2013\2014. Cresce a ansiedade entre as hostes benfiquistas. A missão na Luz é recuperar uma Taça que pertence ao clube por decreto-real desde os tempos do rei D. Pedro V, que, por azar, foi no ano passado, parar a Braga, mais concretamente ao reino do melhor amigo do seu presidente, constituíndo assim como, o único título oficial desse 3º grande que é o Sporting Clube de Braga.

Contudo, não é o jogo entre o Benfica e o Nacional que marca a primeira jornada da prova.

casuals

Os Casuais andam por aí à solta, preparadíssimos para voltar a atacar em força nas ruas do Campo Grande antes do encontro que opõe Sporting vs FC Porto, encontro que vai ser dirigido pelo mais portista dos árbitros, um tal de Olegário Benquerença. Como se não bastasse o que Manueis Motas destas vidas fizeram noutros terrenos de jogo, a nomeação de Olegário Benquerença para o jogo que, teoricamente, irá decidir a sorte de uma destas equipas na prova, pode-se considerar como uma prova de que a norte “nunca se dorme”.

Quanto à partida em si:

1- Em relação ao Porto existem dúvidas sobre a equipa que Paulo Fonseca irá colocar no rectângulo de jogo de Alvalade. Os Colombianos (Quintero e Jackson) só regressaram ontem das mini-férias gozadas no seu país natal e são dúvida num onze tendencialmente secundário, como é apanágio do clube nesta prova. O Porto só começou a preparar este jogo ontem e tal facto revela que o clube da invicta deverá estar-se nas tintas para a competição.

2- Em Alvalade, o jogo também não é encarado com seriedade. Leonardo Jardim vincou na conferência de imprensa que a competição é de certa maneira secundária para o clube que lidera a liga. Jefferson, Adrien e André Martins estão em dúvida por lesão. Espectável é que apenas o lateral brasileiro actue na partida. Caso falhem a partida ou não sejam titulares, Jardim irá escalonar para as suas posições Ivan Piris, Vitor e, cumprindo os desígnios tácticos habituais nesta época, Gerson Magrão. Porém, Jardim poderá alterar o sistema de jogo para um 4x3x3 invertido com dois pivots defensivos para fazer as devidas compensações às alas, sector onde o Sporting não esteve bem defensivamente no jogo do Dragão a contar para o campeonato (Fito Rinaudo e William) ou alterar a disposição da equipa para um 4x4x2 (caso Adrien Silva jogue) com a entrada de Islam Slimani para o onze titular.

Na segunda-feira, o meu Beira-Mar vai a Belém jogar contra o Belenenses. Hipótese para a equipa de Jorge Neves continuar a amealhar uns trocos com a competição numa altura em que o novo investidor está por Aveiro a arrumar a balbúrdia herdada pelos seus antecessores, Majid e Amin Pishyar.

O director-geral do grupo Pieralisi Omar Scafuro confirmou ontem aos jornalistas da região num almoço de apresentação de intenções, o depósito de um valor de 700 mil euros como primeiro sinal de investimento directo no clube, verba que servirá para abater de imediato parte de um passivo que se cifra nos 5 milhões de euros. O grupo Pieralisi confirmou também que as contas do plantel profissional estão em dia, fazendo elogiar o esforço de Jorge Neves, restante equipa técnica e jogadores pela época tranquila que estão a realizar.

Depois do Restelo, no dia 5 de Janeiro, o Beira-Mar joga contra a Académica para os oitavos-de-final da Taça de Portugal em mais um clássico da zona centro que se espera vitorioso (até porque bem precisa o clube de um jogo contra um grande na eliminatória seguinte para obter alguma receita).

Tudo ao Molho! –

Na tribuna presidencial do Estádio José de Alvalade. Competições diferentes, critérios diferentes.

A edição de hoje do Record notícia que Jefferson viu o jogo do Dragão numa sala a partir de um computador com ligação à internet. – A razão é muito simples. Com o corte de relações institucionais entre os dois clubes no Verão, o FC Porto não cedeu qualquer lugar ao Sporting Clube de Portugal nas suas tribunas no jogo da Liga. Não convocado por Leonardo Jardim, o brasileiro não tinha sítio para ver a partida. Segundo o Record, esteve perto de ir para o autocarro ouvir o relato.

No jogo de amanhã, devido ao regulamento da Taça da Liga, a Liga de Clubes obriga o Sporting a ceder 8 lugares nas suas tribunas para os responsáveis da SAD portista. Lugares esses que em princípio serão ocupados por Jorge Nuno Pinto da Costa e o seu amigo cabeçudo Adelino Caldeira, boxeur de primeira água, facto testemunhado em diversos campos deste país.

Atiro-te já os amendoíns à tromba, ó lambuças! –

Manuel Mota

Deveria ser “atiro-te já os amendoíns à tromba, ó talhante!”

Este empresário de 36 anos de Vila Verde (Braga), que nem é empresário nenhum mas sim um cortador de carnes num talho registado na conservatória de registo notarial desse mesmo concelho minhoto, alimentou a semana futebolística nacional.

Desde o like no post do Orgulho Benfiquista ao facto do seu talho ter sido vandalizado numa destas noites (claro está que a imprensa atribuiu logo o acto a um adepto Sportinguista!), sumo é a nota negativa dada pelo observador do CA\FPF à arbitragem do Sporting Nacional. O típico.

Não acredito em macumbas ou em má-fé e continuo a repetir alto e em bom som para quem queira ouvir: podem dar as notas negativas a todos os Manueis Motas deste país. Enquanto não os punirem a sério, ou seja, enquanto não lhes retirarem a possibilidade de auferir 1000 e picos euros durante semanas, meses, devido a arbitragens destas, toda esta manipulação sofisticada de resultados continuará a existir.

A nota fica lá, mas o prejuízo resultante para o Sporting Clube de Portugal irá perdurar até ao fim da prova.

Superbock! Fresquinha! #23

Tudo ao Molho! –

Parece que surtiu efeito a campanha propagandística que o FC Porto “encomendou” a Fernando Santos ontem, na sessão de apresentação do novo livro de Jorge Nuno Pinto da Costa em Lisboa. Santos afirmou que “Fernando tem lugar de caras na selecção” – opinião essa que foi dada, segundo palavras do próprio, “do ponto de vista técnico” – porque é que digo que o FC Porto encomendou o discurso ao actual seleccionador grego? A lógica parece-me óbvia. Fernando afirmou no verão que queria sair. No facebook, o trinco pediu à direcção do Porto que o vendesse ao Mónaco, afirmando que a proposta dos monegascos era “o contrato da sua vida que não iria ter em mais nenhum lado” – como é óbvio nestas situações, a direcção do Porto actuou e dias depois, foi o irmão de Fernando que veio a praça pública dizer que o trinco estava contente no FC Porto, desmontando por completo as afirmações do trinco.

O impasse em redor da renovação de Fernando continua. A lógica nas acções que o Porto efectuou no passado em situações mais ou menos semelhantes diz-me que a naturalização do Brasileiro indicia aquilo que vai\quer\pode ser feito pela SAD do Porto dentro de alguns meses: o jogador naturalizou-se e o FCP tratou de montar a teia ao seleccionador Paulo Bento, que, como bem sabemos disse, respeitando a opinião expressada pelo presidente da Federação, que não iria desencadear qualquer processo de naturalização com o objectivo de recrutar jogadores para posições de carência na selecção. Numa posição em que Miguel Veloso é um indiscutível titular de Bento mas não joga com regularidade no seu clube e William Carvalho, apesar da grande época que está a fazer em Alvalade, ainda não é um seleccionável regular de Paulo Bento, o FCP sente que existe um nicho de oportunidade para o médio recém naturalizado. Necessitados de vender um jogador com muito mercado, necessitado Fernando de se rentabilizar para poder sonhar com um grande clube europeu e consequentemente com um bom contrato (e nesse campo, todos sabemos que se existe prova que valoriza de forma louca um jogador essa prova é o mundial de selecções) é natural que o Porto tenha acordado com o jogador uma renovação mediante a entrada do jogador na selecção nos próximos amigáveis que esta irá fazer em Março de modo a cair no goto de Bento e figurar no lote de convocáveis para o mundial. Nesse caso, explicam-se as palavras do engenheiro do penta assim como o bloco de pressão que o Jornal O Jogo tem montado nas últimas semanas. A ver vamos se Paulo Bento irá continuar com o mesmo discurso ou, pela primeira vez na sua carreira, irá esquecer a sua eterna teimosia e virar o bico ao prego.

Da apresentação do novo livro de Pinto da Costa, pulularam-me também as caricatas declarações de Santos, o Grego. O grego que se vê grego entre os gregos, mas cuja greguice também lhe permite ingerir-se nos assuntos de um possível rival no próximo campeonato nacional. Ao engenheiriadis do pentakis recomendo-lhe que esteja mais atento à selecção que treina e às suas escolhas.

No relvado:

1. O Porto afirmou que Marat Izmailov irá regressar aos treinos após o Natal. O João Borba afirmou aqui os rumores que avançam que o jogador esteve ausente dos treinos durante 3 meses devido a uma depressão. Só se for uma depressão no joelho. Como a imprensa voltou a escrever meia dúzia de palavras sobre o caso, os dirigentes do FC Porto fizeram regressar o jogador como forma de prevenção. Estratégia óbvia para evitar as habituais novelas a que o russo nos acostumou.

2. O Porto joga dentro de uma hora no Dragão contra o Olhanense. Em teoria prevejo um vitória fácil do Porto, motivado pelo triunfo em Vila do Conde no passado Domingo. Recordo que o clube de Olhão foi o único que conseguiu tirar pontos ao FCP no estádio do dragão na época passada num jogo que ficou marcado por uma interrupção devido ao mau tempo que se abateu no Porto naquele dia.

Esta cerveja enfeitiçou-me! –

De Alvalade, entre as habituais bicadas de Bruno de Carvalho aos rivais (reproduzidas nas últimas semanas no jornal do Sporting). Contudo, a semana do Sporting ficou marcada por três acontecimentos:

1. A confirmação de objectivos pela boca de Leonardo Jardim – a Liga dos Campeões.

2. Os rumores em torno do reforço do plantel em Janeiro que deram conta do interesse do Sporting em Evandro do Estoril e Sami do Marítimo, a possibilidade do clube vender já em Janeiro Miguel Lopes (emprestado ao Lyon) aos Alemães do Estugarda, o dossier Elias e a alegada receptividade que os dirigentes leoninos terão em negociar Fito Rinaudo na reabertura do mercado. Se por um lado considero um crime o Sporting vender um profissional exemplar como o é o trinco argentino, jogador que tem aceite de forma exemplar o facto de não ter lugar no onze do Sporting e que contribui decisivamente com a sua experiência no equilíbrio do plantel, por outro lado creio que também é um crime Rinaudo não jogar com regularidade pois é um jogador que seguramente teria o seu espaço em vários clubes por essa europa fora.

3. O acordo de parceria que o Sporting fez com os colombianos do Real Cartagena. A equipa colombiana é uma das melhores equipas de formação do país, tendo sido responsáveis pela formação de grandes jogadores da história futebolística do país como o guarda-redes Faryd Mondragón, Iván Valenciano, ou mais recentemente, seleccionados colombianos como o central Carlos Valdés. O protocolo irá instaurar no clube colombiano um modelo de formação com base no modelo do Sporting (com esse efeito será enviado José Dominguez para coordenador o departamento de formação do clube) e intercâmbio de jogadores com a possibilidade do Sporting receber jogadores dos colombianos nas suas equipas de formação e equipa B à experiência.

Bruno de Carvalho afirmou a propósito do novo protocolo que o Sporting irá receber “os melhores jogadores colombianos” – parecem-me à primeira vista declarações exageradas tendo em conta o futebol de exportação que Atlético Nacional, Deportivo de Cali, Millionários, Independente de Santa Fé, Envigado e La Equidad oferecem regularmente aos clubes europeus e sul-americanos.

Em jeito de piada, creio que os colombianos quiseram fazer esta parceria porque gostaram do corte de cabelo de Dominguez. Como tal, querem fazer molde!

Atiro-te já com os amendoins à tromba, ó lambuças!

Pouco faltou ontem nos Barreiros para que tal tivesse reprodução num relvado da Liga. Marítimo e Braga arrancaram a 14ª jornada com um fantástico jogo de futebol onde os comandados do professor Pardal (o eterno provocador) comeram de cebolada os marítimistas, incapazes de segurar na 2ª parte uma vantagem de 2-o obtida no primeiro tempo.

Destaque óbvio para a arbitragem. Com 2-1 para o Marítimo, Rui Costa lembrou-se de expulsar Derley num lance polémico em que o jogador madeirense salta e atinge com o braço Sasso. Lance para amarelo no máximo no meu entender. Minutos depois não foi capaz de expulsar Salvador Agra num lance em tudo semelhante, com a agravante do jogador ter reclamado de forma veemente um fora-de-jogo inexistente que lhe foi tirado e de ter mandado um empurrão num jogador do Marítimo depois de uma entrada impetuosa deste. A meio da confusão, também ficou por marcar um penalty a favor do Marítimo quando o jogo já se encontrava empatado.

No final do jogo os ânimos aqueceram fruto das habituais provocações de Ruben Micael e do professor pardal junto à linha lateral. Gegé teve mesmo que ser levado por um dirigente do clube madeirense perante o gozo estampado na cara do “nacionalista” Ruben Micael.

A vida do professor Pardal continua difícil em Braga, fruto das suas inenarráveis invenções com os jogadores que possui. Colocar Rafa na ala esquerda parece-me digno de treinador de distrital que não sabe ler o potencial dos seus atletas.