NBA 2013\2014 #53

nowitzky 2

Com os playoffs a caminho (começam no dia no próximo dia de 19; os Phoenix Suns deram um passe de gigante na última semana para serem, de forma surpreendente, os 8ºs da conferência Oeste) este final de fase regular fica marcado por mais três recordes, 2 individuais, de carreira, outro de um jogo da fase regular e pelo fim de um recorde de época.

1. O alemão Dirk Nowitzky entrou para o 10º lugar do histórico ranking de marcadores da Liga. O alemão de 35 anos, jogador dos Dallas Mavericks, detentor de um poderoso fade away shot (a sua imagem de marca), ultrapassou na lista o também histórico Oscar Robertson, considerado por muitos como um dos jogadores capazes de figurar no Mount Rushmore da NBA (a imaginária adaptação para a NBA do memorial construído nos rochedos de Black Hills of South Dakota com a figura de 4 históricos presidentes norte-americanos) com os 21 pontos obtidos na vitória dos Mavs em Utah. Nowitzy tem agora 26714 pontos, estando a 232 da antiga estrela de Houston Hakeem Olajuwon (ainda ultrapassável na presente temporada caso Nowitzky mantenha a sua pontuação regular nos 3 jogos que faltam disputar na fase regular e em 7 ou 8 jogos de playoffs) e a 599 de Elvin Hayes. Dirk é o 2º jogador com mais pontos em actividade. O primeiro é Kobe Bryant (31700) e o 3º é Kevin Garnett com 25614 pontos.

2. O quarentão de Los Angeles Steve Nash tornou-se o 3º jogador da história da liga no capítulo das assistências. Nash passou nesta madrugada Mark Jackson (actual treinador dos Golden State Warriors).

3. No jogo em Nash se consagrou no top 3 do respectivo recorde de carreira, os Lakers averbaram mais uma derrota volumosa. Derrota por inacreditáveis 145-130 contra os Houston Rockets de James Harden. A equipa de Houston apontou 49 pontos no 3º período, máximo de pontos apontados por uma equipa num período já que estamos numa de recordes. A equipa de LA somou o 3º jogo desta temporada a sofrer mais de 130 pontos. A equipa de Houston ganhou a Oklahoma no fim de semana num jogo que ficou marcado pelo record obtido por Kevin Durant. O extremo de OKC bateu um velhinho record obtido nos anos 90 por Michael Jordan: 41 jogos consecutivos a marcar 25 ou mais pontos.

4. O record de Durant terminou ontem. O jogador da equipa orientada por Scott Brooks apenas somou 23 pontos na vitória de Oklahoma frente aos Sacramento Kings.

2. Meanwhile in Detroit…

Dumars

Dumars 2

O histórico jogador e actual general manager dos Detroit Pistons Joe Dumars, poderá renunciar ao cargo que ocupa no final desta semana. Já tinha abordado aqui neste blog o facto de, para Detroit, esta ser uma temporada decisiva. Os Pistons tem sido desde o desmembramento da geração campeã em 2004 (Rashid Wallace, Ben Wallace, Richard Hamilton, Antonio McDyess, Tayshaun Prince, Chauncey Billups) uma das equipas que mais prejuízo dá dentro da liga. Ao prejuízo somam-se os péssimos resultados obtidos nas últimas 3 épocas (últimos lugares da conferência este na fase regular) e um rebuild lento e pouco eficaz face às ambições conhecidas dos Pistons: um franchise pretendente ao título da NBA pelo menos numa época por década.

Face a um crónico défice de bilheteira registado no Palace of Auburn Hills (como bem sabemos, a cidade de Detroit está perto da falência e conta neste momento com milhões de desempregados e com várias partes da cidade parcial ou totalmente desertificadas) a presidência da equipa apostou tudo este ano para chegar aos playoffs com as entradas de Brandon Jennings, o italiano Gigi Datome (via draft) e Josh Smith para uma equipa epicentrada nos postes Andre Drummond e Greg Munroe. Os próprios bilhetes para os jogos dos Pistons em casa eram oferecidos a preço de saldos. Cheguei a ver a meio da temporada, entradas individuais a 8 dólares e colectivas de 8 pessoas a 70 dolares com várias ofertas. A equipa ainda chegou a ameaçar a possibilidade de ir aos playoffs na primeira metade da época mas, na 2ª metade, sucumbiu. O presidente da equipa Tom Gores crê que está na altura de renovar os seus quadros directivos. Como nos últimos anos, Gores tem perdido imenso dinheiro na equipa, não há coisas de coração (Dumars é um dos consagrados de Detroit tanto como jogador como na pele de dirigente) que resistam a um mau investimento.

4. O segredo de Greg Popovich. Bom artigo escrito na Bleacher Report.

O segredo de Popovich é a escolha de um grande jogador por geração, assegurando a equipa que esse jogador é um jogador de franchise. Fazendo uma analogia ao lema do FC Porto, Popovich quer um jogador à Spurs. Como David Robinson, Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili ou agora Kahwi Leonard por exemplo. Ou seja jogadores com características de sucesso, prontos a vencer a qualquer momento, reservados, trabalhadores, respeitadores das suas regras (em San Antonio a coisa funciona assim: Se Pop diz x, é x e ninguém ousa contrariar Pop porque toda a gente sabe que Pop sabe bem aquilo que faz) e tecnica e defensivamente evoluídos. Não é por acaso que San Antonio é uma das raras equipas do Oeste que defende tão bem ou melhor que as habituais grandes defensoras da Liga, as equipas da Conferência Este.

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NBA 2013\2014 #46

Mais uma grande exibição dos Bulls. Principalmente no início do terceiro período com um parcial de 16-0 nos primeiros 5 minutos. Em particular, mais uma grande exibição de Joakim Noah. Secou praticamente Howard (nao lhe deu um milímetro de espaço para jogar), ganhou muitas faltas, assistiu bastante os seus companheiros. 13 pontos, 10 ressaltos e 9 assistências. Bem próximo novamente do triplo-duplo. Em suma, o francês é a alma da equipa.
Eficácia estonteante para os Bulls nos triplos 14\24, com a tripla Dunleavy\Augustin\Hinrich a conseguir marcar 12 lançamentos em 19 tentativas. Muito contribuiu Joakim Noah para esta eficiência com os seus preciosos bloqueios aos defensores, bloqueios que quase sempre permitiram boas situações de lançamento ao trio acima enunciado.

Mike Dunleavy ainda assustou quando no 2º período ao sofrer uma cotovelada de Chandler Parsons (foi marcada falta ofensiva; os Rockets cometeram muitas faltas ofensivas) teve que sair para o balneário para ser cozido no sobrolho. Quando regressou, brindou o público presente no United Center com uma exibição de gala no parcial do 3º período (16 pontos). Para uma equipa que apresentava algum défice na meia-distância (por norma nos últimos lugares no ranking de eficiência de 3 pts), o trabalho desenvolvido pelo staff de Chicago junto dos lançadores (Hinrich, Dunleavy, Butler, Augustine).

Péssima exibição dos Rockets. Entregaram o jogo de bandeja aos Bulls no 3º período. Foi uma equipa sem soluções, a começar pelo individualismo de James Harden. O único que escapou a este desastre foi Jeremy Lin com 21 pontos.

Anotamentos pós-jogo:

bulls 4

Momento caricato do jogo: Quando os Bulls tinham 99 pontos falharam duas ou três jogadas ofensivas. Apesar de estarem a vencer por mais de 20 pontos, no United Center o público brindava com um bruá cada um dos lançamentos falhados. Porque se os Bulls ultrapassarem os 100 pontos por partida, a McDonalds oferece um hamburguer a cada espectador. Quando os Bulls ultrapassam os 100 pontos, nas bancadas do United Center, alguns assistentes de recinto cruzam as bancadas do pavilhão com placards-foto dos hamburguers. Excelente estratégia de marketing da corporação que decerto deverá ter rendido vários milhões de euros aos cofres da equipa de Chicago.

Noah

O treinador dos Rockets Kevin McHale afirmou que Joakim Noah merece receber no final desta temporada o prémio de Defensive Player of The Year.

2. Meanwhile in Los Angeles…

Como já se previa, Kobe anunciou que não irá jogar mais esta época. Contudo, a imprensa tem especulado que o extremo não quer que Mike D´Antoni continue no comando técnico do clube. Sekou Smith no seu habitual Morning Shootaround no HangTime Blog:

Kobe 2

Numa altura em que Carmelo Anthony volta a ser equacionado pelos responsáveis dos Lakers e precisamente numa altura que se especula em Los Angeles que Steve Nash e Kobe Bryant poderão não ser capazes de voltar na próxima temporada em virtude dos multiplos períodos de lesão passados pelos dois atletas nas últimas 2 temporadas. Caso Jim Buss decida avançar para Melo, segundo Sekou Smith, sempre muito bem informado, terá concorrência apertada. O jogador entrou no radar dos Rockets como a missing thing para completar a equipa rumo ao objectivo título.

Carmelo 3

O negócio poderá ser facilitado com a troca de Jeremy Lin. Os Knicks já mostraram interesse no regresso do base a Nova Iorque. Todavia, analisando bem a possibilidade de Melo rumar a Houston, não sei até que ponto é que os Rockets estarão a dar um passo em frente ou um passo atrás. Se com Harden e Howard no rooster, Kevin McHale teve algum trabalho a conciliar o jogo destes dois jogadores (exterior e interior) com Melo, não correm os Rockets o risco de criar uma equipa excessivamente individualista?

NBA 2013\2014 #38

1. Jogos que tenho visto nos últimos dias:

Na noite de quinta-feira, os bicampeões em título foram dar uma autêntica malha de basket ao reduto dos Oklahoma City Thunder. A equipa de Oklahoma ainda espera o regresso de Russell Westbrook de lesão. LeBron James distinguiu-se na partida com 33 pontos e não evitou ter que sair no último período com o nariz partido. Irá falhar no máximo 2 partidas. À hora a que escrevo este post está a falhar a partida de Miami frente a Chicago em South Beach, Miami.

Os Grizzlies bateram os Clippers no seu pavilhão na madrugada de quinta para sexta num jogo bastante emotivo. Foi 23º jogo entre estas duas equipas nas últimas 3 temporadas, facto que só acontece devido ao facto de se terem encontrado nos playoffs das últimas duas. Os esforços de Blake Griffin e Jamal Crawford no 4º período foram insuficientes para bater uma equipa de Memphis extremamente assertiva no capítulo do lançamento. Com um score de 31-24 na época, a recuperar de um péssimo início de temporada, a equipa de Memphis ainda espreita um lugar nos playoffs no último terço da temporada regular. São 9ºs mesmo atrás dos Dallas Mavericks. A dupla de postes Zach Randolph e Marc Gasol tem subido o nível das suas exibições. A equipa de Doc Rivers, apesar de ter melhorado imenso no plano defensivo, ainda está longe do que se considera aceitável para uma equipa com aspirações na temporada.

2. Deadline day

Na quinta-feira fechou o mercado de trocas no que a esta temporada concerne. As equipas com objectivos altos tiveram a sua última oportunidade para afinar as respectivas máquinas para o que falta jogar na temporada regular e para os playoffs, apesar de, até ao final da temporada regular ainda ser possível contratar jogadores que neste momento se encontram livres. As equipas que já se encontram sem hipóteses (virtuais) de se qualificarem para a ronda final da prova aproveitaram também a janela para começar a preparar o futuro ou alinhavar (em termos financeiros) as contas da equipa para a próxima janela de draft e free-agency nos meses de Junho e Julho. Alguns jogadores com potencial foram dispensados e podem reforçar outras equipas nas próximas semanas.

2.1 Trocas

Em cima da mesa nos últimos dias disponíveis para se efectuar trocas entre equipas, pendiam alguns jogadores de destaque como Jeff Teague (Atlanta Hawks) Andrea Bargnani (New York Knicks) Rajon Rondo (Boston Celtics) ou Luol Deng (Cleveland Cavaliers).

Nos últimos dia efectuaram-se algumas trocas mas nenhuma delas afectou uma estrela da Liga.

steve blake

Os Golden State Warriors reforçaram o seu plantel com o Steve Blake. Os Warriors já se tinham reforçado com o SG Jordan Crawford, vindo de Boston. Os Celtics abdicaram do seu SG visto que este no final da época poderia sair da equipa do Massachussets visto que era restricted free-agent by qualifying-offer. Para ficar com o jogador, os Celtics teriam que fazer uma proposta igual ao superior do contrato do atleta (4,2 milhões de dólares por temporada). Ao enviar o jogador para Golden State, a equipa da california assumiu metade do ordenado do jogador durante esta temporada e Boston poupou cap para atacar a próxima temporada e assim repensar as suas escolhas de acordo com a estratégia de rebuild assumida pela equipa. Os Warriors reforçaram o seu plantel com um excelente lançador de meia distância, algo inconstante ao nível exibicional é certo, mas que poderá ajudar a equipa a cumprir os objectivos estabelecidos pela mesma: as meias-finais de conferência. Já o base mal-amado em Los Angeles será suplente de Stephen Curry na equipa de forma a dar mais descanso à grande estrela da equipa. A equipa de Los Angeles recebeu Kent Bazemore e DeMarshoon Brooks, jogadores que deverão ser aproveitados na rotação da próxima temporada visto que a equipa de LA tem poucos jogadores sobre contrato previsto para a mesma.

Marcus Thornton

Sacramento e Brooklyn Nets acordaram a troca de vários jogadores que se encontravam insatisfeitos dentro dos seus roosters. Marcus Thornton rumou à equipa Nova Iorquina. O base estava a ter cada vez menos minutos na rotação de Michael Malone e como tal estava a produzir números (8.3 pontos\2.7 assistências) muito abaixos daqueles que é capaz de produzir. Os Nets ofereceram aos Kings um jogador que não entrava regularmente na rotação (Reggie Evans) e outro cuja contratação no início da época saiu muito furada, o SG Jason Terry.

turner

A maior troca do dia acabou por ser a troca efectuada entre Philadelphia 76ers e Indiana Pacers. A equipa de Larry Bird continua a mostrar a sua ambição, o título da NBA. Como tal continuou a sua estratégia expansiva ao contratar o SG\SF de Philadelphia que, esta temporada, tem uma média de 17.6. Indiana completa com o Turner o enorme leque de atiradores que dispõe (Paul George, CJ Watson, George Hill, Lance Stephenson e David West). Os Pacers souberam compreender a importância que um jogador Evan Turner (repentista, bom lançador mid e long range) poderá desempenhar na equipa nos playoffs, altura da época em que os candidatos necessitam claramente de experiência e virtuosismo para alcançarem os seus objectivos.

Os Philadelphia 76ers receberam Danny Granger. O azarado extremo (passou grande parte dos últimos dois anos lesionado) viu consumado aquilo que se previa há muito: não fazer parte da estratégia da equipa. Foi dispensado pelos Sixers no mesmo dia por motivos salariais. Enquanto os Pacers decidiram reforçar a sua equipa com um jogador capaz de decidir, apoiar, marcar pontos em troca de outro que para além das sucessivas lesões, não estava a acrescentar muito à equipa desde que voltou aos courts. Os Sixers continuam a traçar o seu rebuild em torno de Michael Carter-Williams e acabaram por poupar cap salarial para a próxima temporada com a dispensa de Granger.

2.2 Dispensados e contratados.

Contratados: Para completar o 13º jogador da equipa, número regularmentar de jogadores obrigado pela liga, Chicago contratou Jarvis Varnado. O jogador assinou por 10 dias e será experimentado para ver se poderá assinar até ao final da temporada.San Antonio contratou por 10 dias Shannon Brown, antigo jogador dos Lakers.

Dispensados ou sem contrato

danny granger

O extremo está neste momento sem equipa. Auferindo 14 milhões de dólares (era o último ano de contrato com os Pacers), Oklahoma, Miami e San Antonio Spurs poderão estar interessados nos préstimos do extremo. Oklahoma neste momento lidera a corrida. Granger poderá baixar os seus valores salariais para metade porque para além da sua situação específica, poderá aceitar tais valores pelo simples facto de poder ingressar numa equipa que luta pelo título. Quando assim o é, existem jogadores que abdicam de parte do seu salário para poderem lutar pelo título da NBA.

glen davis

Quem também está sem contrato é Glen Davis. O Orlando Magic cansaram-se do mau feitio e da falta de rendimento do poste em campo, tendo decidido dispensá-lo para poderem poupar cap space para a free-agency. Com a dispensa, os Magic pouparam cerca de 10 milhões nos próximos 18 meses. Ainda não existem interessados em Davis mas o base poderá encontrar o seu espaço na Liga nas próximas semanas, como suplente de uma estrela da sua posição. Clippers ou OKC poderão ser hipóteses muito válidas para o jogador. Inseria-se facilmente nos primeiros visto que já trabalhou com Doc Rivers no passado, treinador que admira o seu potencial (apesar de o ter trocado) mas cujo feitio afirmou ser o “principal inimigo do jogador” que outrora foi apelidado de Baby Shaq por causa das suas parecências físicas e ao nível de características com Shaquille O´Neal.

2.3 A definir o verão

As últimas mexidas realizadas pelas equipas já começaram a definir a próxima free-agency. Eis os rostos daqueles que poderão mudar as suas bagagens no próximo verão.

Equipa a equipa:

Atlanta Hawks

Elton Brand, DeShawn Stevenson, Jared Cunningham e Gustavo Ayon são free-agents unrestricted ou seja, livres para negociar com quem quiserem e deverão seguir caminho no final da temporada até porque a equipa de Atlanta já tem um cap de 47,9 milhões cativos para a próxima temporada e terá o dossier da renovação de Paul Millsap na próxima temporada. O poste ganha 9,5 milhões por temporada e poderá querer estender este valor para um pacote perto de 75 milhões por 4 temporadas.

Boston Celtics
Kris Humphries não deverá renovar. Auferindo 14 milhões de dólares e estando a equipa com um cap de 47 milhões previstos para a próxima temporada, será impensável para os Celtics renovar com o poste. Deverá arranjar colocação dentro da liga mas com um contrato muito menor do que o actual e com papel de suplente.
Keith Bogans e Ryan Gomes também não deverão renovar. O primeiro pode acabar carreira no final da temporada.

Irão renovar com a equipa de Boston Jerryd Bayless (+3,5 milhões) e Avery Bradley (qualifying offer de 3,5 milhões de euros para Boston) 

Detendo a opção para estender contrato por mais 1 temporada, o poste canadiano Joel Anthony deverá querer renovar, mas os 3,8 milhões de salário poderão ser proibitivos para os Celtics numa altura em que estes estão a tentar diminuir custos para poderem passar a luxury tax na época 2015\2016 com uma equipa mais experiente e com uma free-agency bem mais apelativa ao nível de nomes grandes. Para além do mais, a equipa irá apostar na dupla Olynyk e Faverani sendo que o brasileiro poderá sair caso a equipa não se mostre interessada em renovar.

Brooklyn Nets

Pierce

Paul Pierce é para já a grande incógnita que a equipa tem para o verão.

A equipa gastou este ano 102 milhões de euros mais o valor relativo à taxa de luxo. No próximo ano, a equipa detida pelo multimilionário russo Mikhail Prokhorov tem um gasto de 89 milhões previsto, podendo amenizar em cerca de 8,6 milhões caso Travis Outlaw seja amnestiado (vai ser) e Andray Kirilenko e Andray Blatche não exerçam a sua opção pessoal. Creio que Blatche deverá exercê-la. Quanto ao russo, duvido. Como Shawn Livingstone (1,2) e Alan Anderson tem tido boas prestações e deverão renovar com os Nets, se a equipa renovar com o Paul Pierce de acordo com o salário actual (15,33 milhões) a equipa voltará a gastar 100 milhões de dólares, indiferentemente do facto consumado de ter usado a luxury tax pelo 3º ano consecutivo e pelo 3º ano em 5 temporadas, facto que garante uma penalização extra.

Ocorre que o proprietário da equipa já afirmou que pode não escorregar com a nota no próximo ano.

Charlotte Bobcats

Ben Gordon (13,2 milhões) não deverá ver o seu contrato renovado, Luke Ridnour (4,3M) também não deverá permanecer dados os seus números e exibições esta temporada (5,3 pontos\1.7 ass). Tyrus Thomas (9,3M) será amnestiado com quase toda a certeza e Josh McRoberts (2,7) tem player option. Com 46 milhões de cap previsto (16 de sobra) a equipa de Charlotte poderá atacar 1 ou 2 bons free-agents para continuar a construir o seu 5 inicial de forma a poderem continuar a evoluir visto que este ano já tem um lugar mais ou menos solidificado nos playoffs (6º no Este com um score de 27-30)

Chicago Bulls

Kirk Hinrich

Com um cap de 63 milhões assegurado para a próxima época (ligeiramente superior ao tecto máximo virtualmente estabelecido para a próxima época) as duas dúvidas de Chicago irão cair sobre Kirk Hinrich e DJ Augustin. Na minha opinião, o primeiro será preterido pela renovação do segundo porque é mais novo, inseriu-se muito bem dentro da equipa e tem mais margem de progressão na nomenklatura de Chicago. Como Derrick Rose vai voltar na próxima temporada, Augustin passará a ser o 6th man de Chicago, estatuto que, dado o historial do jogador num passado recente (dispensado em Indiana; despedido em Toronto) deverá agradar ao jogador. Resta saber quem é que estará na disposição de desembolsar mais do que Chicago ou granjear ao jogador um estatuto superior na equipa do que aquele que o base tem em Chicago (starter).

Com a equipa de Chicago evita as penalizações, é mais ou menos certo que volte a ultrapassar a luxury tax no próximo ano até porque a equipa irá pretender a vinda de Nicola Mirotic para a NBA com o montenegrino a candidatar-se a um salário perto dos 6 milhões de dólares. A equipa de Chicago também poderá atacar um extremo e um poste com estatuto de suplente de Joakim Noah, dependendo essas contratações do que calhar no draft à equipa dos Bulls.

Nazr Mohammed e o Rookie Erik Murphy serão jogadores livres.

Cleveland Cavaliers

deng 2

Luol Deng é a grande dúvida da equipa do Estado do Ohio. Na última semana noticiou-se em vários órgãos de comunicação da especialidade a ideia de que Cleveland poderia querer trocar o jogador que recebeu de Chicago em Janeiro pelo facto de não ter capacidade financeira para renovar com ele no verão e assim conseguir uma boa moeda de troca com o extremo. Como a equipa de Cleveland tem um cap programado de 32 milhões (+ 9,5 pela renovação que irá exercer sobre Anderson Varejão; team option e mais 3,25 sobre Alonzo Gee) sobram cerca de 17\18 milhões para avaliar Deng (14 milhões com tendência a ficar mais ou menos nestes valores\54 milhões\3 anos ou 72\4 anos) Spencer Hawes (6,5 milhões com tendência a subir) e CJ Miles (deverá ser descartado). A equipa terá portanto que optar por Deng ou Hawes ou pelo pagamento de luxury tax, coisa que decerto não irá agradar aos homens de Cleveland visto que Kyrie Irving tem qualifying offer prevista para 2015\2016, podendo ser necessária a extensão de contrato já no próximo ano com uma subida substancial de salário do epicentro do rebuild de Cleveland.

Deng poderá tornar-se um dos cabeças-de-cartaz do mês de Julho

Dallas Mavericks

nowitzky

Em Dallas, não é certo que Dirk Nowitzky renove e por isso é que a equipa está de olho em Kevin Love. Não é certo também que Shawn Marion, Vince Carter e Devin Harris renovem. Brandan Haywood deverá ser amnestiado pela equipa cujo proprietário é Mark Cuban (7M). DeJuan Blair deve renovar.

Caso Dirk Nowitzky não renove, a equipa de Dallas (apenas de 26M) irá atacar forte e feio no mercado. Caso renove, a equipa terá cerca de 15M para o fazer. Se o alemão não renovar, deverá ter meia equipa interessada nos seus serviços. O jogador afirmou recentemente que deverá assinar por mais 2 ou 3 temporadas.

Denver Nuggets

Jan Vesely é o único jogador unrestricted. O checo não deverá renovar. Nate Robinson tem player option mas como é a 3ª escolha para a sua posição na equipa deverá rumar a outras paragens.

Detroit Pistons

A equipa tem 41 milhões cativos para a próxima época. Charlie Villanueva está a falhar vários jogos derivado dos problemas físicos. Logo, não deverá renovar visto que ganha 8,5 milhões nesta temporada. O rebuild da equipa também já não passa por Villanueva. Rodney Stuckey é outra das incógnitas. O base tem feito uma época bastante interessante, principalmente ao nível da pontuação (13,7). No entanto a equipa tem um défice enorme na armação de jogo visto que nem Stuckey nem Brandon Jennings são dois puros bases organizadores. O jogador aufere 8M. Como Greg Munroe está com qualifying offer de 5,5 e a equipa não deverá querer perder o poste porque este combina muito bem com Andre Drummond, Jonas Jerebko pode exercer uma opção de +1 ano por 4,5M (juntos perfazem para 52 milhões o cap de detroit) e a equipa de Detroit não dispõe de fundos para subir o tecto salarial máximo, a equipa poderá renovar com Stuckey ou procurar um base organizador no draft até ao valor auferido pelo veterano base, mantendo-se em ambos os casos abaixo do tecto salarial máximo.

Golden State Warriors

Steve Blake é claramente uma aposta a curto prazo e Jermaine O´Neal não deverá assinar renovação porque as lesões não o deixam jogar com regularidade numa equipa que quer ser campeã da NBA. Jordan Crawford tem uma qualifying offer de 3,2 milhões para a próxima época. É a única incógnita na equipa de Oakland para o verão. Os Warriors tem 65M cativos para a próxima época. Dinheiro não é problema no franchise californiano.

Houston Rockets

O mesmo se passa em Houston. A equipa ainda está a pagar o salário a Luis Scola, amnestiado e contratado pelos Indiana Pacers. A amnistia não significa que a equipa não tenha que pagar o resto do contrato ao jogador. Apenas tem efeitos contabilísticos no cap space da equipa. Faça o que fizer, a equipa continuará acima da lux no próximo ano. Omri Casspi deve renovar visto que é um jogador muito precioso porque consegue ser bastante efectivo tanto no jogo exterior como nas penetrações com finalização debaixo do cesto. A equipa também deverá exercer os direitos sobre Chandler Parsons e Patrick Beverley (cerca de 900 mil sobre cada um). Francisco Garcia tem player option. A escolha do jogador não irá interferir muito com o rendimento bruto da equipa, conhecidas que são as suas soluções de plantel.

Nos próximos posts irei analisar as restantes equipas.

NBA 2013\2014 #37

Tardio. Para quem não tenha visto em directo na madrugada de domingo para segunda, aqui fica.

2. Passado que está o all-star game, vem aí o deadline day. O “mercado” de trocas fecha no dia 21. Nos últimos dias, a liga tem assistido à plantação de vários rumores e às declarações de interesses de várias equipas. Algumas tentam desfazer-se de jogadores que terminam contrato no verão para poderem ganhar alguma coisa com eles ou poderem livrar salários do seu cap de forma a poderem atacar jogadores livres em Julho enquanto outras ainda procuram uma mais-valia para o seu plantel. Eis a análise aos rumores que tenho visto nos últimos dias:

2.1 O Hangtime publicou há minutos que Sacramento Kings e Brooklyn Nets estão em negociações avançadas tendo em vista a troca do base Marcus Thornton pelo SG Jason Terry e pelo poste Reggie Evans.
A mesma fonte referiu que a equipa de Sacramento também está a negociar Jimmer Fredette com várias equipas.

2.2 – Regresso a Nova Iorque?

Lin

Jeremy Lin poderá voltar à casa que o viu despontar para a liga na época 2011-2012. O Hangtime não afirma para já se os Knicks apresentaram alguma oferta aos Houston Rockets para fazer regressar o base. Durante esta temporada, foi notória a ausência de um base organizador de jogo na equipa de Nova Iorque. Lin encaixa bem no perfil desejado para a posição pela equipa de Nova Iorque. Poderão estar aqui a preparar o futuro, já que esta temporada está irremediavelmente perdida.

2.3 – Utah gostaria de contar com Rajon Rondo quando o base regressar de lesão. Os Celtics estão interessado em Gordon Hayward. O base dos Jazz é insuficiente para os Celtics. Há um rumor que afirma que os Celtics ofereceram Jeff Green aos Celtics na troca por Hayward e escolhas de draft, proposta que foi rejeitada pelos Jazz pelo simples facto de não estarem interessados no extremo da equipa de Boston.

2.4 Dalton Russell escreve na Yahoo Sports (sports.yahoo.com/news/chicago-bulls-eyes-thunder-39-russell-westbrook-derrick-163900222–nba.html) a possibilidade de Chicago avançar para a contratação de Russell Westbrook enquanto Derrick Rose recupera de lesão. Este rumor não tem fundamento porque:

  • Depois da troca de Luol Deng, as contas de Chicago estão a ser feitas ao cêntimo para a equipa poder evitar o 2º ano consecutivo a pagar luxury tax. Pagando luxury tax nesta e na próxima época, a equipa de Chicago seria penalizada com mais impostos. O motivo que levou à troca com os Cavs foi precisamente a necessidade de salvaguardar a possibilidade de não pagar luxury tax esta época para poder limpar o “histórico” na próxima e, assim poder ultrapassar o tecto salarial máximo imposto pela liga nas próximas 2 épocas sem haver direito a penalização. Creio portanto que a possível contratação de Russell Westbrook por um pacote salarial nunca inferior a 100 milhões de dólares por 5 temporadas ou 80 milhões por 4 temporadas iria anular por completo a estratégia delineada na troca de Deng.
  • Derrick Rose continua a ser a aposta da equipa apesar das lesões. Não faria sentido nenhum contratar Russell Westbrook para jogar apenas por uns meses na equipa. DJ Augustin entrou muito bem na equipa. Perante a possibilidade da equipa não renovar com Kirk Hinrich no final da temporada, o base deverá ser brindado com uma proposta de renovação até 8 milhões de dólares por 2 temporadas (4M\época) para ser o titular da equipa na próxima temporada até à re-inserção de Rose e 6th man quando o #1 reassumir a sua posição. Resta saber que se alguém na liga estará na disposição de lhe dar melhores condições salariais e o estatuto de titular.
  • Os Thunder não irão abdicar de uma das suas maiores estrelas por tuta e meia. Se existir algum interesse da equipa de Oklahoma num jogador de Chicago, só poderá ser em Joakim Noah visto que seria a master pièce no 5 base de Oklahoma City. O francês é neste momento inegociável para Chicago.

love

2.5 – Os Dallas Mavericks poderão estar a preparar uma investida sobre Kevin Love dos Minnesota Timberwolves. Vários rumores tem afirmado que o poste poderá juntar-se aos Lakers no final do seu contrato com os Wolves ou seja, em 2015\2016. Os Lakers poderão antecipar esse cenário caso apresentem uma boa proposta à equipa do Estado de Minnesota na próxima época. Até lá, não dispõe de qualquer elemento sob contrato capaz de satisfazer as pretensões dos Timberwolves. O dinheiro não parece ser problema para Mark Cuban. O problema põe-se quanto ao pacote de jogadores que Dallas poderá oferecer aos Wolves sabendo que estes não irão querer a ficar a perder no negócio. Se Vince Carter e Shaun Marion são demasiado velhos para encaixar no “modelo jovem” composto pela equipa de Mineapolis, outros jogadores que poderão ser oferecidos como Monta Ellis ou o base Calderón não interessam à equipa visto que seriam jogadores demasiado caros para estarem tapados pelos titulares da equipa (Kevin Martin e Ricky Rúbio respectivamente).

2.6 – O Bleacher Report avança que, mês e meio depois de ter sido contrato pelos Cavs, Luol Deng poderá ser trocado ou mesmo dispensado pela equipa de Cleveland.Como Luol Deng se irá tornar free-agent no final da temporada, os Cleveland Cavaliers temem não ter capacidade financeira para segurar o extremo em Cleveland. Como tal, poderão testar já as ofertas de eventuais interessados no jogador.

3. Análise

Bleacher Report – Adam Fromal sobre o rookie de Milwaukee Gianni Antetokounmpo. Facto incrível mencionado sobre a evolução do jovem de 19 anos na equipa de Milwaukee foi o crescimento (em altura) obtido nos meses em que está com a equipa.

4. Injury Depot

4.1 Tony Parker – San Antonio Spurs – 2 jogos – lesão no queixoApesar da ausência do base, os Spurs venceram os Los Angeles Clippers esta madrugada no Stapples Center num jogo em que Tim Duncan fez 17 pontos, 7 assistências e 13 ressaltos e o italiano Marco Belinelli voltou a confirmar o seu melhor momento da temporada com 20 pontos.

4.2 LaMarcus Aldridge – Portland Trail Blazers – 1 semana.

4.3 – Isaiah Thomas – Sacramento Kings – indeterminado.

4.4 Dion Waiters – Cleveland Cavaliers – indeterminado.

5. Extra-NBA.

A TNT colocou um dos seus actuais comentadores, o antigo basquetebolista Charles Barkley a entrevistar o presidente Norte-Americano Barack Obama. Aqui fica um excerto da entrevista na qual o comentador e o presidente falaram sobre Basquetebol e Política.

NBA 2013\2014 #35 (All-Star Weekend)

all-star

Realiza-se este fim-de-semana em New Orleans no Smothie King Center o All-Star Weekend, a festa que a NBA oferece todos os anos aos seus fãs a meio da temporada. O programa oficial do evento contempla o jogo entre personalidades famosas (neste momento estou a ver esse jogo), o jogo entre rookies e sophomores da liga (hoje às 2 da manhã com transmissão na Sporttv), a noite de skills (bases, 3 pts, shooting stars e afundanços; amanhã à 1 da manhã) e o all-star à meia noite de domingo para segunda-feira. O evento também terá outros eventos menores como as festas que alguns jogadores dão durante o fim-de-semana, o jogo entre os all-star da D-League ou as inúmeras iniciativas do NBA Cares junto da comunidade de New Orleans.

Passo às apresentações dos eventos:

1. Rising Stars Challenge – dentro de momentos.

No jogo que põe frente-a-frente duas equipas constituídas por jogadores que actuam pelo primeiro e segundo ano na liga, formaram-se duas equipas: a equipa Hill e a equipa Webber, orientadas precisamente por Grant Hill e Chris Webber.

A equipa Hill é composta por:

  1. Damian Lillard (Portland, Soph)
  2. Bradley Beal (Washington, Soph.)
  3. Andre Drummond (Detroit, Soph.)
  4. Harrison Barnes (Golden State, Soph.)
  5. Terrence Jones (Houston, Soph.)
  6. Giannis Antetokounmpo (Milwaukee, Rookie)
  7. Jonas Valanciunas (Toronto, Soph.)
  8. Dion Waiters (Cleveland, Soph.)
  9. Miles Plumlee** (Phoenix, Soph.) – este substitui o lesionado Pero Antic de Atlanta.

A equipa de Chris Webber por sua vez é composta por:

  1. Anthony Davis (New Orleans, Soph.)
  2. Michael Carter-Williams (Philadelphia, Rookie)
  3. Tim Hardaway Jr. (New York, Rookie)
  4. Trey Burke (Utah, Rookie)
  5. Jared Sullinger (Boston, Soph.)
  6. Mason Plumlee (Brooklyn, Rookie)
  7. Victor Oladipo (Orlando, Rookie)
  8. Steven Adams (OKC, Rookie)
  9. Kelly Olynyk (Boston, Rookie)

2. Sábado

2.1 Shooting Stars

Cada conferência tem duas equipas. As equipas são compostas por um jogador que actualmente alinha numa equipa da respectiva conferência, um antigo jogador e uma jogadora da WBNA nas mesmas circunstâncias.

  • O objectivo do jogo obriga os 3 atletas a conseguirem lançar com eficácia de 4 posições marcadas no terreno (termina com um lançamento do meio-campo).
  • Até ao último lançamento cada atleta lança da posição no terreno que lhe for designada.
  • No último lançamento, todos podem tentar marcar do meio-campo. O relógio só para quando a equipa marcar os 4 lançamentos.

Equipas:

Conferência Este:

> Team 1: Tim Hardaway Jr. (NYK); Tim Hardaway Sr. (Legend); Elena Delle Donne (Chicago Sky)
> Team 2: Chris Bosh (MIA); Dominique Wilkins (Legend); Swin Cash (Chicago Sky)

Conferência Oeste:

> Team 1: Stephen Curry (GS); Dell Curry (Legend); Becky Hammon (San Antonio Stars)
> Team 2: Kevin Durant (OKC); Karl Malone (Legend); Skylar Diggins (Tulsa Shock)

As equipas de cada conferência jogam uma contra a outra na 1ª fase, sendo a final disputada entre as vencedoras de cada conferência.

3. Taco Bell Skills Challenge

goran dragic

O esloveno Goran Dragic (Phoenix Suns) é um dos grandes candidatos à vitória no duelo entre bases.

EASTERN CONFERENCE:
> Team 1: Giannis Antetokounmpo, Milwaukee; DeMar DeRozan, Toronto
> Team 2: Michael Carter-Williams, Philadelphia; Victor Oladipo, Orlando

WESTERN CONFERENCE:
> Team 1: Trey Burke, Utah Damian Lillard, Portland
> Team 2: Goran Dragic, Phoenix; Reggie Jackson, Oklahoma City

O Challenge de habilidades procura descobrir o base com mais perícia da liga. Pela frente, os atletas terão um circuito de obstáculos onde terão que arrancar em velocidade, executar um slalom, fazer 2 tipos de passe (picado e passe de peito) e lançar ao cesto, isto tudo, no menor tempo possível. Até este ano a competição era disputada individualmente. Em New Orleans, os jogadores irão fazer equipas de 2, sendo que o tempo acumulado diz respeito às 2 voltas realizadas pelos atletas. A equipa vencedora de cada conferência disputa a final. Na minha opinião, esta alteração tirou metade da piada à prova.

4. three-point contest

Os atiradores desta liga serão postos à prova.

  • 5 racks.
  • 4 deles contem 4 bolas laranjas e uma bola às cores.
  • Cada bola laranja vale 1 ponto.
  • Cada multicolor vale 2 pontos.
  • O 5º rack é composto por 5 bolas multicolores.
  • Cada atleta pode colocar o 5º rack numa das 5 posições designadas pela organização.
  • Cada atleta tem 1 minuto para atirar as 25 bolas.

EASTERN CONFERENCE:
> Arron Afflalo, Orlando
> Bradley Beal, Washington
> Kyrie Irving, Cleveland
> Joe Johnson, Brooklyn

WESTERN CONFERENCE:
> Marco Belinelli, San Antonio
> Stephen Curry, Golden State
> Damian Lillard, Portland
> Kevin Love, Minnesota

Os atiradores do Este competem entre si enquanto os do Oeste fazem exactamente o mesmo. Os vencedores de cada conferência disputam a final. Em caso de empate nas eliminatórias, há lugar a um desempate de 24 segundos.

5. Slam Dunk

Sprite Slam Dunk

EASTERN CONERENCE:
> Paul George, Indiana Pacers
> Terrence Ross, Toronto Raptors
> John Wall, Washington Wizards

WESTERN CONERENCE:
> Harrison Barnes, Golden State Warriors
> Damian Lillard, Portland Trail Blazers
> Ben McLemore, Sacramento Kings

Em relação ao tradicional modelo que regulamentava esta competição, existem algumas diferenças a salientar. Até à edição deste ano, cada atleta tinha direito a dois ensaios, vencendo aquele que obtivesse a maior pontuação do juri. Na edição deste ano a organização decidiu baralhar as contas do concurso de afundanços com um sistema assente em duas rondas: uma ronda freestyle e uma ronda de batalha.

  • Na ronda freestyle, os 3 participantes de cada conferência tem 90 segundos para mostrarem o que prepararam em casa. Cada um dos participantes por conferência tem que afundar pelo menos uma vez. Depois de realizados os afundanços, um painel de 3 juízes vota na melhor prestação realizada, ou seja, nos atletas do Este ou Oeste. A conferência mais votada tem direito a escolher a ordem de saída da ronda de batalha.
  • Na ronda de batalha, existe um duelo individual 1×1 entre os atletas de ambas as conferências. Cada um executa um afundanço. Os juízes escolhem aquele que acharam melhor. Quem reunir mais votos, marca um ponto. A conferência vencedora será aquela que marcar 3 pontos

Estas novas regras foram criadas com o intuito de proporcionar uma maior espectacularidade ao concurso. Haverão mais afundanços do que aqueles que haviam nos concursos realizados até aqui. A meu ver, este novo modelo também retira piada à prova. Pela primeira vez na história da liga, o lendário prémio relativo ao rei dos afundanços não será atribuído a um só jogador.

Nota: Abusiva também se deve considerar a presença de Damien Lillard em praticamente todas as provas. O base de Portland é de facto um jogador fantástico com um futuro promissor à frente mas penso que a liga (à semelhança do que fez há uns anos atrás com Kevin Durant, Dwight Howard ou Blake Griffin) não tem necessidade nenhuma de praticar estes excessos de hype em volta do jovem jogador da equipa detida pelo co-fundador da Microsoft Paul Allen.

No domingo irei apresentar o All-Star Game quando já tiver disponíveis as tradicionais fotos dos atletas que irão participar.

 

NBA 2012\2013 #17

1.O viral poster cartão de visita de LeBron James a0 rookie Ben McLemore na vitória de Miami frente aos Sacramento Kings. Tudo legal visto que o jogador dos Kings estava a pisar a linha da área restritiva, logo, estava dentro.

2. O cabaz que Indiana aplicou a Houston na sexta-feira:

1. Os Rockets até vinham de uma vitória confortável sobre Chicago. Em Indiana, perante a equipa que está a jogar o melhor basket desta temporada, ainda deram luta na primeira parte, tendo sucumbido nos primeiros minutos do 3º período com um parcial de 25-10 (12 pontos de Paul George nesse parcial). O sg de Indiana deu uma lição a todos os jogadores de basquetebol nessa semana ao afirmar que ao contrário do que todos os analistas da liga afirmam, não é incompatível com o jogo do regressado (bem regressado) Danny Granger. Lição de maturidade de George:

Noutras declarações ao site dos Pacers, Paul George afirmou que o que interessa é que ele George irá fazer de tudo para aumentar os seus números e ao mesmo tempo poderá aumentar o rendimento de todos os colegas. “Quando existem jogadores bons, nada mais importa” – afirmou.

2. De realçar também são os máximos de carreira de Dwight Howard no que toca ao lance livre. 61% nos jogos realizados esta temporada. Os treinadores de Houston estão finalmente a fazer o trabalho que Howard não deverá ter feito em Orlando e Los Angeles. O jogador aumentou a eficácia, já é capaz de marcar lances livres sem espinhas e isso irá beneficar em muito a equipa de Houston visto que é um dos jogadores que mais vezes vai para a linha de lance livre. Existe quem já tenha adoptado propositadamente uma postura faltosa perante o base para tirar partido da situação. Bom trabalho por parte do staff técnico de Houston.

3. Ainda por Indiana:

A meio desta semana, os Pacers perderam com Miami num jogo em que os Pacers ficaram a reclamar uma falta de LeBron James no acto de lançamento de Paul George. Clara falta jogador de Miami, se bem que antes do acto lançamento, logo, passível de dar dois lançamentos livres ao jogador de Indiana.

Indiana é na minha opinião a única equipa capaz (até agora) de ter condições para rivalizar com os Heat no Este.

Os Bulls acabaram ontem com o streak negativo que a equipa acumulou nas últimas semanas ao vencer os Cavaliers por 100-84.

O que é que ressalta da partida? O que escrevi aqui na passada sexta-feira.

DJ Augustin marcou 18 pontos e continua a lutar pelo sucesso da equipa.

O rookie Tony Snell saiu do banco e facturou 18 pontos. Thibodeau teima em amarrar à cadeira certos jogadores. Se os colocasse mais no court, teria surpresas mais agradáveis e resultados mais favoráveis.

Na altura em que continua a novela Deng:

Deng

4. Para finalizar, duas notícias:

1. Patrick Beverley (Houston Rockets) poderá ficar de fora entre 4 a 6 semanas devido a uma lesão na mão. 

Depois de ter iniciado a época com uma lesão, o rápido base dos Rockets estava a crescer a olhos vistos nesta que é a sua segunda época na liga.

2. O poste do Nuggets Kenneth Faried lesionou-se ontem na anca. Ainda não existe previsão quanto ao tempo que irá parar.

NBA 2012\2013 #14

1. Da madrugada de ontem:

Mais uma para os Knicks. É de borla e já não doi nada. Courtney Lee saiu do banco para fazer um season-high de 18 pontos e fazer o jogo pender para o lado de Boston.

Do outro lado do Rio Hudson o cenário também não é famoso mas esta semana, os Nets já conseguiram melhor tanto os seus resultados como as suas exibições depois do regresso do lesionado Deron Williams. Tanto que o seu score já saltou para 8-15. Os Nets perderam no Palace of Auburn Hill contra os Pistons por 4 num jogo muito equilibrado até ao fim.

Grande exibição dos postes de Detroit. André Drummond continua a pontuar como a revelação do ano (22 pontos e 13 ressaltos) e Greg Munroe (a jogar a 4) fez 22 e 11 ressaltos. Do banco saltaram muito bem Rodney Stuckey (17 pontos) e Kyle Singler (16). Primeiro jogo dos Nets esta época com uma excelente contribuição do banco: Andray Blatche (20 pontos\12 ressaltos) Paul Pierce (12 pontos) e Mirza Teletovic (17 pontos) – Deron Williams fez 22 pontos e 9 assistências.

(o tipo estava a dormir ou é impressão minha?)

Os Thunder aplicaram o seu habitual cabaz anual aos Lakers. Na época passada em Los Angeles, o cabaz motivou a saída do first liner Jack Nicholson do pavilhão a meio da partida. Kevin Durant e Russel Westbrook fizeram as honras dos forasteiros.

A instabilidade continua em Los Angeles. Mesmo com o regresso de Kobe, regresso que ainda não trouxe resultados visíveis, continua o fogo cruzado entre jogadores e treinadores. Desta vez, o celeuma é entre Pau Gasol e Mike D´Antoni. O poste (afirma-se pela enésima vez que o espanhol está de saída de Los Angeles) afirma que o seu treinador não sabe aproveitar as suas potencialidades e que os seus movimentos não lhe permitem receber a bola nos spots onde é mais efectivo. E tem toda a razão. Não é de agora, é de há 1 ano a esta parte. Gasol está a receber maior parte das bolas perto da linha de 3 pts quando as deveria receber perto da linha de lance livre centrado ao cesto. O treinador enviou uma mensagem para Gasol que se extende a toda a equipa, pedindo que os jogadores se concentrem mais em jogar com mais intensidade do que se preocuparem com outros assuntos. Contudo, o Yahoo Sports afirma que jogador e treinador estão de costas voltadas.

Houston e Golden State podem  não vencer nada esta época mas são para mim, em conjunto com Portland e Indiana, as equipas que dão mais espectáculo na Liga.

2. Classificação actual:

Conferencia Este Conferência Oeste

3. Momentos fantásticos desta semana:

A louca exibição de LaMarcus Aldrigde na vitória frente aos Rockets por 111-104. 31 pontos e 25 ressaltos. Aldridge está a fazer a sua melhor época de sempre na NBA e tal feito catapultou os Blazers para o primeiro lugar do Oeste, resultado que para mim não é surpreendente pois na época passada já acreditava que Terry Stotts conseguiria moldar uma equipa vencedora mais tarde ou mais cedo. Cai tudo de todo o lado a Aldridge.

Adenda pessoal: o que ficaram a perder os meus Bulls com a maldita troca que fizeram há uns anos no draft quando enviaram este para Portland e trouxeram o fracasso Tyrus Thomas.

Qual das 10 a melhor. Pessoalmente aponto como o melhor momento o passe de Joakim Noah para o airball de Taj Gibson. Passe que não é usual para um base se bem que Noah já teve diversos momentos em que tentou mascarar-se de base e acabou a fazer asneiras.

Mais um matchpoint para Stephen Curry. Este trocou as voltas a Shawn Marion e o base da equipa de Oakland ainda teve o condão (ao ir festejar com os elementos do banco a 2s do fim; provavelmente pensou que Dallas ia pedir um timeout após o lance) de colocar os jogadores de Dallas a meter a bola rapidamente em jogo (em vez de pedir o timeout) e falhar o último lançamento.

A generosidade de Zach Randolph (Memphis Grizzlies) com uma criança portadora de trissomia 21!

Curiosidade: Giannis Antetokoupo tem nos dias que correm o nome mais difícil de pronunciar da liga e quiçá uma das proveniências mais estranhas da liga (é filho de uma grega e de um nigeriano; por mais estranho que pareça viveu na Grécia e em Espanha até Maio deste ano com passaporte grego). Aqui faz um espantoso dunk após passe de Nick Wolters.

Uncle Drew Kyrie Irving voltou a fazer das suas ao trocar as voltas ao velhinho Prigioni no jogo contra os Knicks, jogo que de resto dominou do princípio ao fim. Irving também permaneceu nas paragonas da liga depois de ter sido actor num episódio caricato na Quicken Loans Arena: um jovem adolescente entrou no rectângulo de jogo com uma camisola onde se lia “Kyrie Don´t leave” – cena muito mas muito engraçada visto que o jovem entrou a meio da partida e exibiu a camisola para o base dos Cavaliers.

4. Notícias, artigos e rumores:

1- Com 4 picks disponíveis no próximo draft (duas na primeira ronda passíveis de serem nas primeiras posições do draft) os Suns querem começar a trabalhar o seu rebuild já este ano com a possível troca de picks.

2. Brook Lopez lesionou-se. A onda de lesões nos Nets não tem fim. – Ja o seu irmão Robin está a jogar muito em Portland.

4. Excelente artigo no Bleacher Report – Josh Martin foi saber o que é que as equipas mais ricas da NBA pensam e planeiam para o futuro.  – Nota pessoal: a equipa mais rica é os Chicago Bulls. Este artigo só peca pela inexistência de uma parte dedicada aos Bulls, ainda para mais numa altura em que não se sabe concretamente qual vai ser a estratégia da equipa para os próximos anos.

5. O mesmo Bleacher Report especula sobre a possibilidade de vir a acontecer uma troca entre Carmelo Anthony e Blake Griffin.

6. O celeuma D´Antoni\Gasol.

7. O rebuild de Toronto – a saída de Gay (este afirma que não foi por dinheiro) a saída mais que certa de Lowry (esta semana falou-se de uma possível troca com os Knicks Felton por Lowry; o presidente de Toronto Masai Ujiri já deixou claro que o base não está nos planos de Toronto que, com estas trocas, pretende poupar cap e irá construir um rebuild com epicentro no futuro Canadian wannabe Andrew Wiggins) e um artigo sobre o dito rebuild. Para além de mais, os Raptors já anunciaram que vão limpar o cap da equipa para poderem construir uma equipa capaz em 2015.

Amanhã análise a Portland e New Orleans Pelicans.

NBA 2013\2014 #10

O incidente a meio da partida que envolveu Amare Stoudamire, Andrea Bagnani e Kevin Garnett.

Algo me diz que isto vai acabar mal. Diz-me a experiência que para vencer a NBA, é  necessário que as equipas tenham no seu seio uma simbiótica estratégia desportiva e financeira. Nessa estratégia, é mister que os dirigentes das equipas acautelem objectivos a curto prazo (para uma época) a médio prazo (para as próximas 2 épocas) e a longo prazo, plano estratégico fundamental para garantir a sustentabilidade futura da organização. Para isso acontecer incorrem dois factores fundamentais: a constituição de equipas competitivas que respeitem a aquisição\troca de jogadores com base numa crescente melhoria de rendimento desportivo ao melhor preço possível e a aquisição de um staff que saiba lidar com todas as situações que a liga oferece a cada dia de competição.

Todos os projectos que conheci até hoje na liga (já lá vão mais de 15 anos de NBA a sério) construídos no modelo com o qual está actualmente a ser construída a equipa de Brooklyn raramente redundam em sucesso. O primeiro projecto que vi ser construído nesses moldes foi o célebre projecto de Indiana nos meados dos anos 90 que visava juntar uma catrefada de “estrelas” da Liga para ofuscar a brilhante geração de Chicago. Para quem não é desse tempo, falo da geração de Reggie Miller, geração essa cujo basketball de então a considerava ser milimetricamente construída para parar os Bulls nos playoffs. Certo é que essa geração esteve muito próxima de parar a grande geração da wind city numa final de conferência este. Jordan e Pippen souberam à boa moda do basketbolês contornar a situação e dizer presente no momento certo, ou seja, nos 6º e 7º jogo daquela série disputada em 1997. Anos mais tarde conheci a geração de Washington, geração essa construída em torno do regresso de Jordan. O velho Jordan, desrotinado, metade do jogador que 3 anos antes tinha sido campeão pela 6ª vez em 8 anos (nesta frase há que considerar que Jordan só não foi campeão nos 8 anos porque após a morte do pai decidiu eternizá-lo com a sua repentina passagem pelo baseball, modalidade a qual o pai tinha sido jogador) reapareceu amortalhado na equipa da capital num projecto que se previa vencedor mas que, no lavar dos cestos em 2003, não pôs os pés nos playoffs. O projecto Jordan acabaria por custar aos Wizards (apelido dado à equipa no início da era jordan) uns anitos a ver os outros jogar nos playoffs, tendêKoncia que só seria contrariada quando apareceu um azarado Gilbert Arenas na 2ª metade da década. Mais do mesmo aconteceu uns anos depois quando os então campeões Miami Heat (2006) decidiram juntar a Dwayne Wade um tal de Shaquille O´Neal, quando os Rockets juntaram Tracy McGrady a gente como Yao Ming, Shane Battier, Rafer Alstom e não cheiraram nadinha em 3 épocas ou quando, noutra paragem dos Estados Unidos, um projecto que se previa ambicioso (Seattle Supersonics) e que juntava gente (Rashard Lewis, Ray Allen) que mais tarde viria a ser campeã noutras paragens (excepção feita a Kevin Durant) expirou na extinção da mítica equipa do Noroeste Americano. Mais recentemente, em Los Angeles, o que se previa a construção de uma “equipa campeã” nos Lakers com a junção de Steve Nash e Dwight Howard a jogadores consagrados como Kobe Bryant ou Pau Gasol, acabou por redundar num enorme fracasso que está a ser “pago” pela equipa nesta temporada.

Certo também que no meio deste processo, existem equipas que tentam construir equipas ambiciosas mas nada consegue. Exemplos disso são as sucessivas investidas ambiciosas que Bulls, Knicks, Clippers e Bucks fizeram na últimada década ao tentarem melhorar as suas equipas de ano para ano para conseguir o objectivo de pisar uma final da NBA. Os resultados dessas mesmas equipas tem estado aquém do esperado, mas não se pode dizer até agora que tais esforços tenham fracasso ou tenham posto em causa o futuro das respectivas organizações.
Está claro que existem exemplos de sucesso nos mesmos moldes: os Boston campeões em 2008. Os Heat bicampeões em título. Forças da natureza em acção que não falham nos momentos certos.

Nem todos os exemplos são assim. O que aqui quero escrever é o modo como estruturas equilibradas se tem tornado exemplos de sucesso. Falo portanto de modelos como o  modelo Popovych nos Spurs construído na consolidação de uma estrutura assente durante uma década no trio Parker-Ginobili-Duncan e sucessivamente melhorada por gerações de jogadores que souberam ter um espírito de equipa fantástico como Bruce Bowen, Matt Boner, Gary Neal, Danny Green, Robert Horry, Antonio McDyess, Luis Scola, Thiago Splitter, Stephen Jackson e por adiante. Falo de modelos como o que Detroit construiu no início da década passada (Prince, Ben Wallace, Rasheed Wallace, Chauncey Billups, Jason Maxiell, Nazr Mohammed, novamente Antonio McDyess, Richard Hamilton, Lindsay Hunter) que conseguiu o título em 2004 quando ninguém na altura o previa ou, actualmente, a estrutura equilibrada e continuada que Indiana está a construir com a consolidação de uma equipa que começou centrada nas escolhas de Roy Hibbert e Danny Granger em dois drafts e continuada com sucessivas aquisições de jogadores e do próprio treinador Frank Vogel (DJ Augustin, Paul George, Ian Mahimni, Luis Scola, David West, Paul George, CJ Watson, etc) durante alguns anos (traçando objectivos progressivos consoante as reais capacidades dos planteis que a equipa possuiu) até ao sucesso in loco que hoje podemos observar quando olhamos a tabela classificativa da conferência este.

Com a mudança da equipa de New Jersey para Brooklyn, seria intenção da organização dos Nets apagar os fantasmas do passado. O franchising respirou alguns momentos de glória quando na sua equipa contava com gente como Jason Kidd ou Stephen Marbury e durante alguns anos cheirou de perto o título da NBA. Nunca o conseguiu. Quando a dupla Jay Z\Prokhorov pegou na amorfanhada equipa da margem esquerda do Rio Hudson e a tirou do vício de Atlantic City para o poderoso bairro do Brooklyn, todo o mundo da NBA assistiu um incrível show-off, típico da liga, que tentou vender Brooklyn como o apogeu da nova oligarquia que tinha como objectivo conquistar a liga a todo o custo, fazendo o pleonasmo. Com uma dúzia de malas com notas, Prokhorov prometeu tudo: Wade, James, Bryant, Howard, todo o mundo de arco-iris que só os biliões de rublos jorrantes em abundância poderiam juntar na mesma equipa. A aposta saiu um bocado ao lado. No primeiro ano, Howard decidiu ir para Los Angeles apesar da proposta feita pelos Nets ser melhor do ponto de vista contratual. Wade e James passaram ao lado da questão. Bryant fez ouvidos moucos. O melhor que Prokhorov e Jay Z, o tal que canta que “se Jesus tem LeBron, eu tenho o Dwayne Wade) conseguiram juntar a um presente Deron Williams (encalacrado numa equipa sem rumo depois de uma experiência na turquia nos meses em que vigorou o lock-out dos jogadores) e a um promissor Brook Lopez foi Joe Johnson, a ascendente estrela dos Hawks. O resto foi constituído entre alguns sumíticos que transitaram da anterior equipa dos Nets (Kris Humphries, Reggie Evans) e meia dúzia de perdidos sem rumo da liga como é o caso de Andray Blatche (foi o único desta equipa que melhorou em relação aquilo que era no passado) CJ Watson, Shaun Livingstone, entre outros. Para os treinar foi contratado Avery Johnson, um tipo pelo qual até tenho alguma simpatia, cujo currículo assinalava uma presença interessante pelos Dallas Mavericks e cujo estilo de jogo até prometia uma equipa muito interessante do ponto de vista defensivo. Johnson não aqueceu muito no cargo. Decorrido o primeiro mês do campeonato, haveria de ser trocado por PJ Carlesimo que, por sua vez, também não teve espaço para construir o que desde logo se denotava a grande dificuldade da equipa: a construção de um colectivo. Carlesimo devolveu os Nets aos playoffs e foi, como não poderia deixar de ser, numa organização sem rei nem roque, despedido.

Nova voltinha.

O verão foi agitado no bairro de Brooklyn. Prokhorov e o General Manager Billy King voltaram a prometer mundos e fundos. Garnett, Pierce e Dwight Howard é para já. Wade e James no ano que vem. Olé, campeões olé, campeões olé, campeões oléeeee. 5 aneis de ouro seguido. Vladimir Putin a dizer que é a equipa mais americanoruskia de todos os tempos, um orgulho da nação, o zenit do mundo da Spalding e do crochet. E a bola nem tinha rolado. Kidd não vás para longe porque necessitamos de ti para receber o anel. Kidd é o gajo certo. Ele já foi treinador nos últimos 5 anos. Uma espécie de treinador dentro do campo. Um captain ao bom estilo da Taça Davis no ténis. Howard fez um manguito. Ó porra. Vieram Garnett e Pierce que mal se aguentavam nas canetas em Brooklyn. Juntou-se Kirilenko que mal se aguentou nas canetas nos últimos 10 anos. Tá feito. campeões olé, campeões olé, campeões olé. Vieram os primeiros jogos e eu até pensei: estes gajos jogam muito até. Vitória categórica sobre os Heat. Primeiras derrotas. Não há de ser nada. Garnett e Pierce vão para o estaleiro. Williams vai para o estaleiro. Sweating. 15 derrotas. Kidd a pedir a jogadores para lhe verter a bebida para ter um desconto de tempo extra, como se estivesse a meio de um prom numa cena em que uma namorada descobre que o seu anjinho de meninice acabou de a trocar por uma girl next door. Entre lesionados e castigados, já jogou um batalhão pelos Nets. Tudo legal! Situação de desespero.

Verdade seja dita, os Knicks de Mike Woodson foram ontem aos seus vizinhos do Brooklyn aliviar tamanho desespero que vigorava (também) no seu feudo com a melhor exibição da época. Tudo q.b (jogo colectivo, intensidade defensiva, Relação Melo-equipa) e uma dose exagerada de triplos (16) que por si não explicam a vantagem conseguida no final dos 48 minutos. O que mais me impressionou e ao mesmo tempo chocou não foi a brilhante exibição dos Knicks. Foi precisamente a falta de atitude da equipa de Brooklyn. Da exibição dos comandados de Jason Kidd não se viu colectivo, não se viu chama, não se viu coração, não se viu alma, não se viu química, não se viu ataque, não se viu humildade (principalmente na malta que estava no banco\enquanto Evans roía as unhas e deitava um sorrisinho sádico ao funeral da sua equipa e do seu treinador, Pierce e Deron Williams pareciam estar noutro planeta) não se viram bolas no cesto, ressaltos, abafos e tudo aquilo que o jogo habitualmente deve proporcionar. Viu-se uma equipa acanhada (excepção feita a Shaun Livingstone e Brook Lopez) com jogadores cuja mente deambula por outro lugar (Joe Johnson foi incapaz de atacar o cesto com atitude/Garnett preocupou-se mais em mandar umas arrochadas em Bargnani e Amare do que em jogar o jogo pelo jogo) e com um treinador no banco que misturou todos os jogadores que tinha disponível e tentou atirar à sorte o destino da equipa na partida. É portanto uma tremenda loucura pagar aquilo que os donos da equipa estão a pagar a estes jogadores. É evidente que esta equipa está de cabeça perdida e Kidd não irá durar muito tempo no lugar pois é necessária uma mudança de atitude. Acima de tudo. Caso contrário, tenho como certo que o está em causa é a sustentabilidade da equipa a longo prazo. Nesse cenário, tenho a certeza que este recém criado franchising passará para o lado negro da história da liga. Conhecendo estes tipos de leste como conheço, de um dia para o outro, Prokhorov irá fechar a torneira e sabe-se lá o que poderá acontecer a esta organização dos Nets. Cidades desejosas de receber uma equipa não faltam por esses Estados Unidos a fora.
Quanto aos Knicks. A coisa também está feia naqueles lados. A equipa demonstra um potencial tremendo no meio de uma enorme instabilidade. Quando a equipa começar a ganhar alguns jogos, poderá galvanizar-se para uma época muito interessante. Melo está cada vez mais completo. O que antes lhe era um mundo estranho (a luta das tabelas) está a tornar-se uma nova cartada no seu jogo. Cada vez menos individualista e mais jogador de equipa. Amare está a mostrar ser capaz de jogar mais minutos. A equipa necessita muito de Chandler. Bargnani está a entrar no esquema. Contudo, o seu jogo já é bem preenchido pelos triplistas que a equipa tem. A equipa necessita de um base general, um tipo ao estilo Ricky Rubio que marque poucos pontos mas faça a equipa jogar. Prigioni é esse homem mas já não tem idade nem andamento para ser o base titular. Udrih é uma boa solução nesse departamento de jogo mas não joga. Felton não é esse base. A equipa também necessita de mais JR Smith. Melhor, a equipa necessita que JR Smith se deixe de cenas tristes pelo twitter e solte aqueles laivos de loucura que por vezes o possuem ao ponto de saltar do banco e espetar 4 ou 5 tripletas seguidas que arrumam qualquer adversário e galvanizam a equipa. Do banco dos Knicks podem saltar vários JR Smiths. O original ou as suas cópias fidedignas Iwan Shumpert e Tim Hardaway Jr.

Um caso específico. Tim Hardaway Jr. Transporta na pele um legado. Tem um talento enorme. É rápido, corajoso, gosta de assumir lances difíceis, com 1,2,3 pendurados. Mas não sabe o que  é um colectivo. Quando o souber, será um jogador com um futuro muito mas mesmo muito risonho.

NBA 2013\2014 #4

O primeiro com a ajuda do Staff da NBA Portugal League.

1. O primeiro Shaqtin´a´Fool da temporada. – Escolha do Eduardo Barroco de Melo.

2. Norris Cole (Miami Heat) faz um ankle breaker a Derrick Rose (Chicago Bulls) na vitória de Miami sobre a equipa de Chicago a abrir a temporada. – Escolha do nosso futuro autor Hugo Coelho Gomes.

3.

Paul Pierce faz um tremendo abafo sobre LeBron James na primeira vitória dos Nets nesta época por 101-100 sobre os campeões em título a 1 de Novembro. – Escolha de Eduardo Barroco de Melo

4. O #2 do draft deste ano Victor Oladipo (Orlando Magic) mostra os seus dotes vocais! –Escolha de Eduardo Barroco de Melo

5.

A bola de jogo de Steve Blake sobre Dwight Howard (ex-Lakers) na vitória dos Lakers sobre os Houston Rockets. O poste acabaria por ser decisivo na partida pela negativa. Os Lakers aproveitaram a deficiência que Howard mostra na linha de lance livre, fazendo, nos minutos finais, faltas que o colocaram na linha. – Escolha de Roger Forte.

6.

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Jeff Green faz um jogo muito interessante na vitória dos Boston Celtics sobre os Miami Heat, principalmente nos minutos finais quando fez um poster com falta na cara de LeBron James e concretizou o estupendo título da vitória dos Celtics. – Escolha do Roger Forte.

7.

Um dos vídeos do momento na Liga. A 9 de Novembro deste ano, o poste dos Orlando Magic destruiu um teclado de um computador na recepção de um motel de Orlando. O jogador estava visivelmente embriagado. A polícia teve que intervir no assunto.

Em comunicado oficial, os Orlando Magic já reagiram com a condenação do acto por parte do seu jogador. O jogador será multado pela equipa. Já não é a primeira vez que o “baby shaq” é multado. A 22 de Janeiro de 2010 foi multado pela liga em 25 mil dólares por comportamento obsceno num jogo frente aos Pistons. Glen Davis respondeu com um gesto obsceno a um espectador que, junto do banco dos Celtics, lhe chamou “gordo”. Já na altura, Doc Rivers, na altura técnico dos Celtics referiu que Davis precisava de crescer ao nível de maturidade. 3 anos passaram mas pouco ou nada mudou…

8.

Xavier Henry “vinga-se” do clube onde jogou na época passada. Salvo seja, visto que os Hornets passaram a Pelicans. O lance é duvidoso. Jeff Whitey parece estar dentro do garrafão, apesar de ter ganho posição. Por outro lado, Henry ataca o oponente com o braço. Lance duvidoso. – Escolha do Roger Forte.