F1 – GP da China (previsão)

Depois dos primeiros testes intermédios da temporada no Bahrein, onde de resto se correu o último grande prémio, chega a hora da deslocação à Ásia, desta vez para o GP da China.

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Numa pista em que metade é acidentada e a outra metade é de velocidade, veremos como serão as lutas entre cada piloto e se serão estes capazes de apresentar espectáculo idêntico ao observado no Bahrein. De salientar que o recorde desta pista completa este ano 10 anos e pertence a Michael Schumacher, com um precioso tempo de 1:32:238. A dizer sobre a pista apenas que pode proporcionar bom espectáculo na zona mais acidentada e lenta, ou seja desde a curva 1 à curva 12, nesta extensão podemos ver duras batalhas protagonizadas por qualquer piloto, inclusivé entre os Mercedes como vimos no GP anterior. Quanto às zonas mais rápidas da pista, aqui o domínio deverá ser para os Mercedes que não deverão dar hipótese à concorrência. Há ainda a salientar a habitual “speed trap” que se encontra neste caso à entrada da recta da meta, sendo que à saída os pilotos encontram curva rápida e “chicane”.

Com estes ingredientes sabemos que há garantia para um bom espectáculo, resta saber se os pilotos, os carros e o tempo vão ajudar à festa para gáudio dos adeptos. E se dos pilotos já vimos que estão todos a trabalhar para dar o seu melhor (basta olhar aos excelentes desempenhos de Hulkenberg, Perez, Vergne, Ricciardo, Rosberg ou Hamilton), dos carros esperamos ver muito melhor depois dos testes intermédios realizados, esperam-se melhorias sobretudo nos Ferraris e nos McLaren que de resto deixaram a desejar nestas primeiras corridas. Por fim o tempo pode ser um factor determinante, já vimos na Malásia que a chuva afectou bastante as qualificações e na China voltamos a ver tempo incerto e hoje mesmo durante a qualificação a chuva abateu-se fortemente sobre o circuito de Shangai, pelo que se amanhã as condições se mantiverem podemos estar perante uma lotaria e uma corrida muito menos espectacular do que pode ser potencialmente.

Dos treinos livres podemos começar por falar das estreias dos pilotos de testes na primeira sessão. A Williams deu hipótese a Filipe Nasr de ir para a pista com o seu monolugar e o brasileiro até conseguiu fazer 13 voltas e um tempo de 1:42:265, que lhe valeu o 13º lugar da P1, logo abaixo deste ficou Giedo Van der Garde em Sauber, com um tempo de 1:42:615 e 16 voltas e que viria a superar mesmo o colega de equipa Esteban Gutierrez. Por fim, esta P1 ficou marcada pelos problemas que Raikkonen encontrou e que nem o deixaram completar uma volta, no sentido contrário o seu colega de equipa, Alonso, viria a ser o mais rápido da sessão com 1:39:783 e com 20 voltas realizadas.

Na P2 o número de voltas médio aumentou e claro os Mercedes começaram a instalar de novo o seu domínio (tipicamente as primeiras sessões de treino são mais leves e o destaque cabe às equipas de segunda linha, sendo que com o aproximar da Qualificação os carros em melhor forma aparecem no topo), Lewis Hamilton foi o mais rápido com 1:38:315 e 25 voltas, logo seguido de Alonso que se intrometeu entre os Mercedes, pois Rosberg viria logo em terceiro, seguido dos dois Red Bull, do Williams de Massa, do Ferrari de Raikkonen, do McLaren de Button e do Lotus de Grosjean. O mais decepcionante desta sessão foram mesmo os Force India que acabaram por aparecer em 11º e 15º da sessão, já Maldonado continua a sua saga de acidentes e despistes, o que lhe vai valendo más prestações nos treinos.

Na P3, numa sessão muito atribulada devido à chuva, viria mesmo a ser interrompida, não há muito a concluir, apenas que Hamilton, Rosberg, Alonso e Magnussen não cronometraram tempos e os restantes pilotos rodaram todos acima de 1:50.

Por fim a qualificação que viria também a ser afectada pela chuva, o mais rápido foi Hamilton, sem dar hipóteses a uma concorrência toda ela calculista para evitar males maiores, que conseguiu o melhor tempo em todas as mangas de qualificação. Logo seguido do Britânico apareceram os Red Bulls (Ricciardo em segundo), que parecem estar em crescendo e estão prontos para fazer algumas cócegas à Mercedes, pelo menos a Rosberg já conseguiram superar, até porque este revelou que o seu carro tem tido algumas desafinações ao nível de travões e suspensão o que fez com que numa qualificação perigosa ele próprio se mantivesse calculista o suficiente para não entrar em grandes exageros.

Hamilton

Na 5ª posição de partida aparece Alonso, logo seguido de ambos os Williams, o que pode querer dizer que na largada veremos Massa ou Bottas a tentar a sua sorte como nas anteriores partidas e a conseguir subir algumas posições. Em 8º lugar aparece Hulkenberg, mantendo a Force India em boa posição para pontuar e logo de seguida aparece o surpreendente Vergne, que apesar de já registar um abandono tem tido prestações interessantes.

Grosjean

A surpresa deste GP tem sido mesmo Grosjean que arrecadou o 10º lugar, logo à frente de Raikkonen e Button (estes têm estado bastante aquém das expectativas). Por fim aparecem Kvyat, Sutil, Magnussen, Perez, Gutierrez, Kobayashi, Bianchi, Ericsson e Chilton. Pastor Maldonado, o case study desta época vai partir do pit lane, uma vez que foi desclassificado da qualificação por ter causado vários distúrbios durante os treinos livres.

Por fim a explicação para o melhor andamento dos carros com motor Mercedes em relação aos carros com motor Renault foi descoberta esta semana, quando foram publicados dados técnicos relativos ao turbo de cada uma das marcas. No caso da Mercedes o facto de ter o turbo dividido em duas partes diferentes do motor acaba por assegurar uma melhor refrigeração e um menor volume dos chassis do carro, o que leva a melhor aerodinâmica e a mais capacidade de aceleração com menos aquecimento. Tal pode verificar-se nas seguintes imagens onde é mostrado o esquemático do motor Mercedes e o do motor Renault.

motor mercedes

motor renault

Esperemos que os novos testes ajudem na corrida de amanhã e que a chuva dê tréguas para termos uma boa corrida, até lá vamos mantendo os motores mornos!

 

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