F1 – GP Bahrein

Final de tarde/início de noite no Bahrein, circuito de El Sahkir com os holofotes a aquecer e o ronronar esquisito dos novos monolugares a fazer-se sentir ao longe e eis que está assim alinhado o início da terceira prova do calendário da F1.

Um circuito rápido e que faz prever espectáculo é tudo o que se quer para prender qualquer amante da F1 ao televisor e se os primeiros dois GP’s foram algo desoladores este trouxe melhores e mais emocionantes lutas por um lugar na grelha final. Uma pista com três sectores, dos quais dois são passíveis de se fazer em velocidade e onde as curvas rápidas predominam em contraste com as curvas lentas (apenas 4), uma pequena “speed trap” no final da recta da meta e duas zonas de DRS (na recta da meta e na recta paralela a esta) compõe esta pista onde a volta mais rápida prevalece no nome de Pedro de la Rosa e data de 2005, na altura com um McLaren-Mercedes e uma volta em 1:31:447s.

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A qualificação ordenou que os Mercedes partissem da primeira linha, como já vem sendo hábito, apenas alternando entre Hamilton e Rosberg estes lugares (desta vez coube a Rosberg o primeiro), sendo que a surpresa apareceu logo na segunda linha, onde se alinharam Bottas e Perez (Ricciardo havia-se qualificado em terceiro, mas uma penalização relativa a uma partida das boxes fora de segurança no último GP valeu-lhe uma penalização de 10 lugares e consequente largada do 13º posto). Da 3ª linha partiram respectivamente Raikkonen, que fez uma qualificação de melhor nível que ambas as anteriores e Button, respectivamente em 5º e 6º, logo seguidos de Massa e Magnussen nas posições 7 e 8. A defraudar as expectativas apareceram Alonso e Vettel, em 9º e 10º lugar da partida, o que vem confirmar que a RedBull ainda não encontrou o seu melhor carro e que a Ferrari ao contrário das expectativas continua a começar mal as épocas, com um carro que não chega para se bater com Force India ou até mesmo Williams. Em 11º e 12º partiram Hulkenberg (viria a ser a surpresa do dia) e Kvyatt (o rookie que tem dado que falar). Jean Eric Vergne desta vez não conseguiu melhor que uma 14ª posição e na cauda da grelha os piores carros do início de época, onde se contabilizam Gutierrez, Grosjean, Maldonado, Kobayashi, Bianchi, Ericsson, Chilton e Sutil (com uma penalização de 5 lugares por ter forçado Grosjean a uma saída de pista durante a qualificação).

À partida para a corrida, todos os pilotos escolheram partir com pneus macios, à excepção de Vettel e Sutil, que optaram pelos pneus médios, prevendo-se assim que fossem parar mais tarde que os restantes, tentando com isso beneficiar da subida de alguns lugares na grelha durante a corrida. A estratégia das equipas passaria por três paragens, ou num panorama mais risório, apenas duas.

Dada a partida, a corrida começou logo com um interessante duelo entre os Mercedes, Hamilton não se contentou em partir do segundo posto e logo vendeu caro o primeiro lugar obtido na qualificação por Rosberg, de tal forma que na saída da recta da meta, já os dois Mercedes tinham aberto um fosso para os restantes carros e Hamilton acabou por sair vencedor do duelo que se prolongou até à saída da zona de “speed trap”. Bottas por sua vez perdia 3 lugares, descendo para sexto, ao passo que Massa conseguia subir para o lugar do companheiro de equipa, depois de um arranque brilhante, onde conseguiu passar parte dos seus opositores através da passagem pelo meio da pista. Raikkonen também viria a perder lugares descendo à 9ª posição logo atrás do seu companheiro de equipa, isto depois de ter sofrido um toque no seu carro, logo na partida por parte de Magnussen.

Da corrida viu-se finalmente espectáculo, desde os despiques entre os Mercedes, Hamilton atacou logo na partida o seu colega Rosberg, ganhando posição e pelo meio da corrida, Rosberg retaliou, chegando inclusivé a passar à frente do britânico, mas apenas por breves instantes, passando pelas lutas a três entre Hulkenberg, Alonso, Bottas, ou Button e Raikkonen, passando pelo elevado andamento de Ricciardo em comparação com o colega de equipa e tetracampeão Vettel (chegou a queixar-se de problemas no seu DRS e foi obrigado a deixar o australiano ultrapassar), passando ainda pela agressividade de Perez e pela regularidade bastante acima da média de Hulkenberg, ou pelo arriscar típico de novato de Magnussen, todos os ingredientes se conjugaram para uma óptima corrida.

O caso pior aconteceu entre Maldonado e Gutierrez, na volta 41 quando o Venezuelano simplesmente abalroou o Mexicano, que viu o seu carro capotar, naquelas que foram as imagens mais impressionantes desta corrida. De resto esse episódio valeu uma penalização a Maldonado de 3 pontos na sua super licensa e ainda uma penalização a averiguar no próximo GP.

De resto deixo as imagens que são espantosas e deixam qualquer um a pensar na sorte que Gutierrez terá tido de sair ileso.

Depois disto o Safety Car manteve-se em pista até à volta 47, ou seja libertou as últimas 10 voltas para se discutirem os lugares finais.

Por fim a classificação ficou ordenada com Hamilton, Rosberg e Perez, os dois primeiros simplesmente não deram hipóteses nem espaço à discussão para os restantes, sendo que os gaps criados eram sempre enormes para quem vinha atrás (acima dos 15 segundos), o que me leva a relembrar fenómenos semelhantes conseguidos pelas equipas de Ross Brawn, quando por exemplo levou a Brawn GP a ser campeã com Button. De certa forma parece que este senhor tem o talento de colocar as equipas em que pega a correr bem e bem mais que as restantes.

Logo atrás apareceram Ricciardo, Hulkenberg e Vettel e se o primeiro destes andou sempre uns furos acima, o segundo também não se fez rogado e mesmo com o seu Force India foi dando luta, foi servindo de tampão a Vettel (já o fez com Alonso no passado) e vai acumulando pontos fulcrais quer para a equipa, quer para si próprio, fazendo subir as cotações de um e outro. Já a RedBull e o campeão do mundo, vêm a subir de forma, mas ainda se encontram longe do melhor que podem fazer.

Massa, Bottas, Alonso e Raikkonen acabaram praticamente equiparados e muito próximos em termos de tempo entre cada um, o que demonstra bem que os carrosde Williams e Ferrari estão próximos um do outro, ainda assim os Williams têm conseguido mostrar mais andamento.

Dos que acabaram no fim da tabela destaque para Max Chilton. Apesar de ser dos pilotos mais lentos e dos que costuma ficar sempre no último lugar, mostra uma regularidade incrível e não me lembro de o ter visto falhar a conclusão de um GP desde que entrou no Circuito. Pode ser mau, pode ter um mau carro, no entanto esforça-se e tem conseguido marcas menores, mas relevantes para a sua história particular.

Dos que não concluíram destaque para ambos os McLaren que foram forçados a desistir por problemas na embraiagem e caixa de velocidades.

Espera-se agora ver o que acontecerá na China, entretanto por estes dias ocorrem os primeiros testes “in-season” da época, precisamente no Bahrein, veremos se as equipas se mostrarão depois disso em melhor forma ou se tudo se manterá ao mesmo nível.

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F1 2014 #4

Estamos a 16 dias do início dos treinos livres para o GP da Austrália em Melbourne e cumpre-se desde hoje até Sábado o último dos três testes oficiais para a temporada de 2014, a ter lugar novamente no Bahrein, a aproveitar o circuito bom, as altas temperaturas (para forçar os pneus ao extremo) e o capital que os Árabes vão deixando a Bernie Ecclestone para investir na FIA e na F1.

Deste primeiro dia nada de novo do que já tinha sido visto e analisado anteriormente (em Jerez e na semana passada em Sakhir). Motores Renault a continuar a rodar mal e a ser previsível que as equipas com este motor tenham um início bastante desastroso nas provas a contar oficialmente, os Mercedes a mostrarem-se como os mais fortes e portanto os óbvio candidatos a dominar a primeira metade da época e os Ferrari a terem a consistência que precisam para começar também pelos lugares cimeiros. Depois podemos ainda incluir as boas prestações da Williams e da Force India (já não é novidade) que podem vir a intrometer-se no top 5 dos pilotos nesta fase.

Sergio Perez

No dia de hoje foi mesmo Sergio Perez da Force India (motor Mercedes) o melhor das sessões realizadas, sendo que a maior parte das equipas e pilotos adoptaram uma estratégia de conseguir acumular rodagem no motor e não se preocuparam tanto com os tempos e voltas mais rápidas. Independentemente de qualquer estratégia adoptada quem não fez melhor que 39 voltas e 1:37:908 foi Daniel Ricciardo no seu RedBull que continua a defraudar a cada treino que passa. Amanhã veremos se Vettel vai para a pista fazer melhor ou se as dificuldades se continuam a acentuar como até aqui.

No final das sessões vários pilotos foram chamados a comentar o dia de treinos e Perez apenas disse que “Era preciso começar com um bom dia e hoje tivemos isso mesmo”, fazendo-se valer dos seus 1:35:290 e das suas 105 voltas no total. Ainda aproveitou para dizer que conseguiu testar vários conjuntos de pneus e que amanhã vai mesmo estar sentado ao volante pela última vez antes do início oficial em Melbourne. Foi portanto um Perez bastante motivado e bastante confiante que se viu hoje na pista de Sakhir.

Valtteri Bottas

O segundo do dia foi Valteri Bottas em Williams que confidenciou que a equipa estava mais preocupada em procurar algum problema no motor do que fazer o melhor tempo e mostrou-se bastante satisfeito por ter completado o dia com 128 voltas realizadas e sem problemas de grande relevância. Ainda disse que os dados recolhidos na sessão da manhã foram bastantes e que durante o dia de hoje a análise a esses dados iria traduzir-se num melhoramento aerodinâmico para ser testado já amanhã. Veremos portanto o que nos vai trazer a sessão de amanhã, relembrando que ao volante vai estar Susie Wolff, num regresso de uma mulher ao volante de um carro de F1, para testar pelo menos numa das sessões de treinos do dia.

kimi raikkonen

O outro Finlandês, Kimi Raikkonen viu-se com alguns problemas na sessão da manhã, onde apenas conseguiu realizar 12 voltas, mas na sessão da tarde conseguiu fazer muito mais e melhor, testando sobretudo a velocidade em rectas, forçando o motor a acelerar bastante e mudar bruscamente de velocidades, de forma a testar essa situação limite. No entanto não viria a terminar a última sessão quando a bandeira axadrezada foi abanada, mas terminou antes, novamente por paragem em pista do F14-T.

No restante a Mercedes apostou no dia de hoje em testes de novos componentes no carro e Rosberg explicou isso mesmo, que os tempos foram globalmente mais abaixo que dos outros dois treinos devido a essa opção. Dos não motor Ferrari ou Mercedes o segundo melhor foi mesmo Adrian Sutil em Sauber, ainda assim não se mostrou muito contente relembrando que o carro ainda mostra alguns problemas e que têm muito para trabalhar durante os últimos dias disponíveis para preparação.

A expectativa maior recaiu pois claro sobre Ricciardo e o seu RB10, que ainda pareceu querer dar algo mais na sessão da manhã (conseguiu o 5º melhor tempo e rodou 32 vezes a pista), no entanto na sessão da tarde não conseguiu mais que 7 voltas e o motor de novo a fazer o carro abandonar a pista mais cedo.

Por fim destacar os muitos problemas dos Caterham, Marrussia e Toro Rosso que na realidade não conseguiram mesmo mais que 50/60 voltas cada um nas duas sessões.

Tempos dos treinos
1. Sergio Perez, Force India, 1m 35.290s, 105 laps
2. Valtteri Bottas, Williams, 1m 36.184s, 128 laps
3. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1m 36.432s, 54 laps
4. Nico Rosberg, Mercedes, 1m 36.624s, 89 laps
5. Adrian Sutil, Sauber, 1m 37.700s, 89 laps
6. Kevin Magnussen, McLaren, 1m 37.825s, 109 laps
7. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1m 37.908s, 39 laps
8. Max Chilton, Marussia, 1m 38.610s, 44 laps
9. Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1m 39.242s, 56 laps
10. Pastor Maldonado, Lotus, 1m 40.599s, 31 laps
11. Kamui Kobayashi, Caterham, 1m 42.285s, 19 laps

A notícia que abriu o dia e que pareceu agitar muita da imprensa internacional foi a confirmação de que Rob Smedley, engenheiro que acompanhou massa na Ferrari durante toda a sua estadia em Itália, foi para a Williams, continuando assim a sua ligação ao Brasileiro. Por curiosidade ocorre-me deixar este vídeo que retrata bem a relação entre os dois:

F1 2014 #3

Continua a senda da F1 em 2014 e desta vez o palco de testes foi a pista do Bahrein (Sakhir), onde se realizou a segunda ronda de testes oficiais para todas as equipas que vão competir em 2014 (e desta vez já estiveram presentes todas as 11 equipas oficiais), é preciso relembrar que no próximo fim de semana ocorrerá no mesmo local a última ronda de testes antes do início da temporada (agendada para Melbourne, entre 14 e 16 de Março). O grande objectivo deste teste passa por expor os carros e pilotos a um clima mais quente em pista, isto depois do teste em Jerez os ter exposto a um clima húmido e chuvoso.

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Depois de termos analisado o que traria 2014 para a F1 e de termos escrutinado aqui os primeiros treinos livres da época 2014, chegou a hora de analisar a fundo o que aconteceu durante os últimos três dias de testes, quais os resultados e as conclusões.

O grande aperitivo para esta jornada de testes seria sem dúvida ver como responderiam os motores Renault às alterações feitas depois dos problemas registados na pista de Jerez e como reagiriam portanto RedBull, Caterham e Toro Rosso aos falhanços desse primeiro teste. Por outro lado houve também a curiosidade de ver a Lotus em acção, uma vez que optou por não ir a Jerez (relembro que o motor também é Reanault) e seria portanto esta a estreia total em pista com o novo carro. Por fim e não deixando de captar atenções esteve a curiosidade em saber se o fulgurante início da Ferrari, Mercedes e Mc-Laren era para manter, se as equipas como Force India, Sauber, Williams e Marrussia davam novas indicações e a maior destas últimas curiosidades, os pneus, que tanto fizeram falar a época passada e que se mostraram ainda algo desafinados no primeiro teste.

1º dia de testes

No primeiro dia de treinos estiveram em pista apenas 9 pilotos e revelou-se logo um dia surpreendente ao vermos aparecer como melhor tempo Nico Hulkenberg no seu Force India, que bateu Alonso e Hamilton, respectivamente segundo e terceiro do dia, isto tudo em 78 voltas para o alemão, 64 para o espanhol e 74 para o britânico. No restante destacou-se novamente pela negativa Vettel e a RedBull, que além de não terem entrado na sessão matinal, voltaram a conseguir apenas completar 9 voltas na sessão da tarde, o que valeu apenas um modesto 5º lugar, quase a 4 segundos do primeiro. Destaque ainda para a Caterham que apareceu em 7º, o que pode realmente ser um bom indicador para a equipa de Toni Fernandes. Assim os resultados globais do primeiro dia foram os seguintes:

1. Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) 1:36.880 (78 tours)
2. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1:37.879 (64 tours)
3. Lewis Hamilton (GRB/Mercedes-AMG) 1:37.908 (74 tours)
4. Kevin Magnussen (DIN/McLaren-Mercedes) 1:38.295 (81 tours)
5. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) 1:40.224 (14 tours)
6. Adrian Sutil (ALE/Sauber-Ferrari) 1:40.443 (82 tours)
7. Robin Frijns (HOL/Caterham-Renault) 1:42.534 (68 tours)
8. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso-Renault) 1:44.346 (5 tours)
9. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1:44.832 (8 tours)

Hulkenberg

2º dia de testes

No segundo dia de testes a história quase se repetia e Hulkenberg voltou a mostrar consistência, no entanto não conseguiu ultrapassar Kevin Magnussen, o rookie que pode muito bem vir a ser o melhor novato do ano (tem potencial e carro para fazer coisas bonitas). Destaque que neste dia as voltas foram mais rápidas e o gap para os carros da RedBull e Vettel neste caso aumentou em cerca de 1 segundo, sendo que a diferença se ficou pelos 5 segundos e pela descida para o 7º lugar do alemão tetracampeão do mundo que viu o Caterham de Kobayashi ou o Williams de Bottas ficarem-lhe à frente e teve de suar ainda para conseguir bater o Toro Rosso de Vergne e o Sauber de Gutierrez. Há que realçar que neste segundo dia, finalmente a Red Bull conseguiu meter o seu carro a rodar mais de 20 voltas consecutivas. Neste segundo dia a orientação geral dos pilotos em pista foi então:

1. Kevin Magnussen (DEN/McLaren-Mercedes) 1:34.910 (46 voltas)
2. Nico Hülkenberg (GER/Force India-Mercedes) 1:36.445 (59 voltas)
3. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) 1:36.516 (97 voltas)
4. Nico Rosberg (GER/Mercedes-AMG) 1:36.965 (85 voltas)
5. Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes) 1:37.328 (116 voltas)
6. Kamui Kobayashi (JPN/Caterham-Renault) 1:39.855 (66 voltas)
7. Sebastian Vettel (GER/Red Bull-Renault) 1:40.340 (59 voltas)
8. Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Renault) 1:40.609 (58 voltas)
9. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber-Ferrari) 1:40.717 (55 voltas)
10. Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) 1:41.670 (18 voltas)
11. Max Chilton (GBR/Marussia-Ferrari) 1:42.511 (17 voltas)

Kobayashi

3º dia de testes

Neste terceiro dia de testes já foi possível ver em pista a elite dos pilotos completa, que substituíram os respectivos pilotos de teste das suas equipas, no entanto neste dia não se verificou alteração significativa no tempo de rodagem dos carros, que se manteve pelos 1:34:263 conseguidos por Hamilton com o seu Mercedes, logo seguido de Button em McLaren e Massa em Williams. O destaque deste dia vai mesmo para Raikonnen que rodou bastante abaixo das expectativas e apenas conseguiu um modesto 6º lugar (teve um acidente em que destruiu o carro e não pode correr mais) no agregado das duas sessões realizadas. A ordenação de tempos deste dia foi:

1) Lewis Hamilton (ING/Mercedes), 1min34s263 (67 voltas)
2) Jenson Button (ING/McLaren-Mercedes) + 0s713 (103)
3) Felipe Massa (BRA/Williams-Mercedes) + 2s803 (60)
4) Esteban Gutierrez (MEX/Sauber-Ferrari) + 2s917 (96)
5) Sergio Perez (MEX/Force India-Mercedes) + 3s104 (57)
6) Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari),  a 3s213 (44)
7) Daniil Kvyat (RUS/STR-Renault) + 4s711 (57)
8) Pastor Maldonado (VEN/Lotus-Renault) a 5s379 (26)
9) Daniel Ricciardo (AUS/RBR-Renault) + 6s518 (28)
10) Marcus Ericsson (SUE/Caterham-Renault) + 7s867 (98)
11) Max Chilton (ING/Marussia-Ferrari) + 12s409 (4)
12) Valtteri Bottas (FIN/Williams-Mercedes) sem tempo (55)

4º dia de testes

Neste último dia de testes mais uma vez a Mercedes e a McLaren a aparecerem na frente e desta vez Raikkonen a conseguir melhorar o seu tempo do dia anterior, onde havia feito apenas 44 voltas devido a ter tido um acidente e ser forçado a parar os testes. No geral nada de surpreendente e apenas fica no ar que os engenheiros da RedBull vão ter mais uma semana atribulada para tentar colocar o seu carro em melhor nível no terceiro teste (também no Bahrein na próxima semana) e possivelmente o último antes do GP de Melbourne, na Austrália.

1. Nico Rosberg, Mercedes, 1m 33.283s, 89 laps
2. Jenson Button, McLaren, 1m 34.957s, 66 laps
3. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1m 36.718s, 82 laps
4. Felipe Nasr, Williams, 1m 37.569s, 87 laps
5. Pastor Maldonado, Lotus, 1m 38.707s, 59 laps
6. Sergio Perez, Force India, 1m 39.258s, 19 laps
7. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1m 39.837s, 15 laps
8. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1m 40.472s, 19 laps
9. Kamui Kobayashi, Caterham, 1m 43.027s, 17 laps
10. Marcus Ericsson, Caterham, 1m 45.094s, 4 laps
11. Adrian Sutil, Sauber, no time, 7 laps
12. Jules Bianchi, Marussia, no time, 5 laps

No agregado dos quatro dias de treinos sai claramente vencedora a Mercedes, logo seguida da McLaren (ambas têm motor Mercedes), depois intromete-se Hulkenberg com o seu Force India (e mais uma vez motor Mercedes) e depois lá aparecem os Ferraris (mais modestos do que no teste de Jerez). A defraudar as expectativas aparecem os carros com motor Renault (inclui RedBull e Lotus). Os resultados agregados foram:

1. Nico Rosberg, Mercedes, 1m 33.283s, 174 laps
2. Lewis Hamilton, Mercedes, 1m 34.263s, 141 laps
3. Kevin Magnussen, McLaren, 1m 34.910s, 127 laps
4. Jenson Button, McLaren, 1m 34.957s, 169 laps
5. Nico Hulkenberg, Force India, 1m 36.445s, 137 laps
6. Fernando Alonso, Ferrari, 1m 36.516s, 161 laps
7. Kimi Raikkonen, Ferrari, 1m 36.718s, 126 laps
8. Felipe Massa, Williams, 1m 37.066s, 65 laps
9. Esteban Gutierrez, Sauber, 1m 37.180s, 151 laps
10. Valtteri Bottas, Williams, 1m 37.328s, 171 laps
11. Sergio Perez, Force India, 1m 37.367s, 76 laps
12. Felipe Nasr, Williams, 1m 37.569s, 87 laps
13. Pastor Maldonado, Lotus, 1m 38.707s, 85 laps
14. Daniil Kvyat, Toro Rosso, 1m 38.974s, 57 laps
15. Daniel Ricciardo, Red Bull, 1m 39.837s, 43 laps
16. Kamui Kobayashi, Caterham, 1m 39.855s, 83 laps
17. Sebastian Vettel, Red Bull, 1m 40.224s, 73 laps
18. Adrian Sutil, Sauber, 1m 40.443s, 89 laps
19. Jean-Eric Vergne, Toro Rosso, 1m 40.472s, 77 laps
20. Romain Grosjean, Lotus, 1m 41.670s, 26 laps
21. Marcus Ericsson, Caterham, 1m 42.130s, 102 laps
22. Max Chilton, Marussia, 1m 42.511s, 21 laps
23. Robin Frijns, Caterham, 1m 42.534s, 68 laps
24. Jules Bianchi, Marussia, no time, 8 laps

Onde as equipas conseguiram um total de voltas:

1. Williams (Mercedes), 323
2. Mercedes, 315
3. McLaren (Mercedes), 296
4. Ferrari, 287
5. Caterham (Renault), 253
6. Sauber (Ferrari), 240
7. Force India (Mercedes), 213
8. Toro Rosso (Renault), 134
9. Red Bull (Renault), 116
10. Lotus (Renault), 111
11. Marussia (Ferrari), 29

O que se traduz em cada marca de motor no seguinte:

1. Mercedes, 1147 (4 teams)
2. Renault, 614 (4 teams)
3. Ferrari, 556 (3 teams)

Claramente o motor Mercedes mostra-se o mais consistente e fiável de todos, no entanto não nos devemos deixar enganar, pois o facto do motor da Renault aparecer posicionado em segundo lugar apenas acontece devido ao maior partido retirado pela Caterham (de todos os Renault foi o melhor e isto diz muito sobre o que é este problema).

Os pneus

pneus

Em Jerez, como disse antes o clima foi mais favorável aos pneus, que este ano voltam a mudar ao nível dos seus componentes e construção, além disso a pista espanhola é bastante mais abrasiva do que a de Sakhir, pelo contrário a temperatura no Bahrein é muito mais elevada nesta altura, o que fez com que se pudesse testar um extremo importante (calor + desgaste). Além disso, em Espanha como se previa os carros não andaram tantas voltas como o desejado, ao passo que no Bahrein o número de rodagens por carro aumentou bastante, o que dá novos indicadores de durabilidade e desempenho. Mas se no primeiro teste as equipas dispuseram de todos os conjuntos de pneus, neste apenas dispuseram de pneus Duros, Médios, Macios e S. Macios. Em média os tempos foram melhores cerca de 0.7s dos super macios em relação aos macios, 1.2s dos macios em relação aos médios e 1.3s dos médios em relação aos duros. As primeiras indicações vão apontando para que tudo corra bem, mas a Pirelli ainda não se considerou totalmente contente e promete ainda algumas mudanças a serem vistas já no próximo fim de semana.

O destaque final, vai para a estreia de Eric Boullier que deixou a Lotus e juntou-se a McLaren Mercedes, vamos ver como vai lidar com a equipa de Milton Keys, mas o início parece bastante promissor.

Boullier

Por fim, uma pequena amostra de algo surpreendente, uma Volta em 360º da Mercedes  à pista, com possibilidade de conseguir ver em 360º o decorrer dessa volta, aqui fica um vídeo surpreendente, aliado a uma tecnologia que não o é menos.