Superbock! Fresquinha! #94

Continuo a acreditar que as suspensões do Conselho de Disciplina da FPF a presidentes de clubes por declarações ofensivas valem o que valem: um balde de pipocas e mais uns euros para os cofres da FPF. Não é o caso da suspensão aplicada ao presidente do FC Porto. Falou e falou muito bem. A arbitragem de Rui Costa no jogo contra o Estoril na amoreira foi do mais nojento que vimos durante esta temporada.

insólito #4

olhanense

Nem de propósito, tomando em conta o post que escrevi há algumas horas atrás sobre a Olhanense. Não tenho palavras para descrever a situação que se poderá viver em Olhão esta semana. Comparável apenas à situação vivida em Genoa (no Genoa) quando o maluco presidente dos genoveses Enrico Preziozi decidiu (a meio de um tortuosa serie A) despedir Alberto Malesani a meio da temporada, contratar Pasquale Marino por algumas semanas e despedi-lo para contratar novamente Malesani para salvar o clube da descida de divisão.

Giuseppe Galderisi é quem tem menos culpas no cartório. A procissão começou precisamente na temporada passada quando Isidoro Sousa foi buscar o Olhanense Manuel Cajuda para garantir a manutenção num cenário interno de incumprimento salarial perante o plantel. Cajuda sacrificou-se pelo clube da terra, endireitou o barco e com a manutenção praticamente garantida foi despedido por Isidoro Sousa a duas jornadas do fim. Veio Abel Xavier. Pouca experiência e um plantel cuja qualidade deve ser catalogada com um adjectivo simpático como comezinho. Com a chegada de Xavier, chegaram também os empresários italianos. À perna com os sócios, com imensas dificuldades de tesouraria e com a possibilidade de iniciar a época sem um plantel competitivo, capaz de fazer um campeonato tranquilo, Isidoro Sousa caiu no conto do vigário: os italianos prometiam dinheiro fresco e um conjunto de jogadores, quase todos estrangeiros, alguns com alguma experiência, maior parte sem mercado em nenhuma parte do planeta futebol.

És pago com o nosso dinheiro, portanto obedeces às nossas regras…

Pensavam os italianos. Chegaram, viram e viram Xavier vencer nas primeiras jornadas. Puro desconhecimento ou não da realidade do nosso futebol, os ditos começaram a pensar que a montra angariada para os seus activos até poderia ser benéfica para fazer umas vendas. Foram falar com o treinador e pediram-lhe que lutasse pelas competições europeias. O resto da história já a conhecemos: conaisseur da realidade, Abel Xavier sabia que poderia garantir uma época tranquila. Como o próprio disse, mais que isso seria pedir o impossível. Bateu com a porta. Veio Paulo Alves. Desempregado. Pouco tempo aguentou em Olhão. Até que os italianos decidiram contratar o boneco mais à mão, um tal de Giuseppe Galderisi, homem com um percurso interessante enquanto jogador e totalmente desinteressante enquanto treinador. Para o italiano, o desafio de Olhão significava tudo aquilo pelo qual não tinha passado enquanto técnico de futebol: a possibilidade de treinar um clube do 1º escalão de um determinado país. Com Galderisi também vieram mais reforços. E a coisa não melhorou.

Prenúncio

Algo me faz acreditar que, descendo à 2ª liga, Belenenses e Olhanense são candidatos naturais à extinção. Se no caso da Turma de Belém, o espectro conjuntural e social em que está inserida ainda me faz crer que alguém poderá, passo a expressão, “por a mão no clube”, ou como quem diz salvá-lo do pior, por outro lado, a Olhanense poderá não ter essa sorte.

As SAD´s modernas (as SDUC´s são para mim neste momento o melhor modelo para os clubes pequenos) abarcam esse tipo de riscos: se os clubes necessitam de se abrir ao investimento privado (capaz de suprir com sucessivos aumentos de capitais as necessidades de crescimento que os clubes vão tendo ao longo dos anos), esse investimento não poderá vir desagregado do factor retorno. O método utilizado tanto em Belém como em Olhão faz-me lembrar o método usado pela família Pishyar em Aveiro: os investidores entram com o capital para pagar os custos operativos, contactam certos empresários para colocarem jogadores a rodar nesse clube, e os dividendos dos jogadores passíveis de venda após período de utilização revertem percentualmente para as partes envolvidas. Enquanto o clube se mantiver num patamar competitivo, ou seja, capaz de servir de montra a certos jogadores com mercado (logo, transferíveis), as despesas estruturais são suportadas através da promessa de lucro. Quando já não forem competitivos, serão abandonados à sua sorte. Assertivo é dizer que os problemas em Aveiro já vinham de trás desde o momento em que Leonardo Jardim abandonou o clube, precisamente ao mesmo tempo em que chegaram as primeiras informações conhecidas sobre o tal iraniano que estava interessado em, literalmente, amortizar todo o passivo do Beira-Mar e investir numa equipa capaz de lutar pela Liga Europa. A descida de divisão na época passada só agudizou a falta de plano que Pishyar, Regala e seus pares tinham para o clube que dirigiam. Curiosamente, Rui Pedro Soares apostou no Belenenses (na temporada passada) num momento da história do clube em que o clube do restelo estava precisamente abandonado à sua sorte. No caso Pishyar, eram os iranianos (e a direcção do Beira-Mar, detentora de 10% da SAD aveirense) os financiadores, Ulisses Santos e Nuno Patrão os empresários dos jogadores cedidos (bem como detentores de partes ou da totalidade dos direitos económicos desses mesmos jogadores) e o esquema baseava-se no argumento supra-citado, ficando ainda a SAD do Beira-Mar, neste caso, Majid Pishyar com os direitos económicos de todos os jogadores dos escalões junior e juvenil.

Esta esquemática tem os seus custos. Tanto Belenenses como Olhanense receberam nesta temporada jogadores vindos das mais variadas paragens. Alguns com qualidade, outros sem qualidade alguma para actuarem no nível competitivo em que alinham. Costumo dizer que na brincadeira, no caso relativo à turma de Olhão, que um italiano a treinar uma selecção do mundo deveria estar a treinar aqueles jogos amigáveis que o Figo e que o Zidane levam a cabo anualmente. Na competitiva Liga Portuguesa, o plantel formado pelo Olhanense e as suas consequentes reformulações no mercado de inverno foi um profundo harakiri.

Superbock! Fresquinha! #93

Similaridades com um passado algo irregular – A CMA anotou publicamente que concedeu ao Arouca a utilização do Estádio Municipal de Aveiro mediante a retribuição estipulada pela gestora da infraestrutura, a Estádio Municipal de Aveiro.

Enquanto FC Porto e Sporting tiveram que jogar em Arouca, naquele estádio cujas condições roçam o submundismo do futebol de distrital, naquele relvado (chamar relvado aquele campo de batatas é um gracioso elogio) minado, dificultando a partida e sujeitando os seus atletas a um risco de lesão iminente, o Benfica tem direito a jogar contra os Arouquenses num estádio de topo deste país. A EMA agradece. Rentabilização extraordinária de uma infraestrutura pouco rentabilizada. O jogo do Sport Clube Beira-Mar contra o Sporting da Covilhã foi inclusive passado a patacos para dia 16 de Abril. A saudável igualdade de condições que se pretende para a Liga Portuguesa cai novamente ao nível da sarjeta. Os Arouquenses ponderaram a sua escolha com base no factor receita, mesmo apesar de, para se chegar ao EMA, alguns adeptos Benfiquistas terem que dispender mais uns euros no pagamento de taxas de portagem da auto-estrada (a saída para Taboeira para a estrada nacional que liga Águeda a Aveiro nestes jogos é caótica; caótica ao ponto do espectador não conseguir estacionamento no Estádio ou na rua que serve de serventia para a dita estrada nacional).

Contudo, esta subita mudança de venue, faz-me lembrar um dito jogo disputado no passado, mais precisamente no Estádio do Algarve, entre Estoril e Benfica no ano em que Giovanni Trappatoni venceu o campeonato com a turma da Luz. Curiosamente, o dito jogo foi à jornada 30, na altura, a 4 jornadas do final do campeonato, sendo que o jogo era decisivo para Estorilistas na luta pela manutenção (o clube da linha de Sintra haveria de descer de divisão) e para Benfiquistas na luta pelo título. O jogo ficou marcado por uma reviravolta encarnada nos minutos finais, empurradinha pelo saudoso Hélio Santos. Num jogo em que Estoril marcou cedo (11″), massacrou na primeira parte e à passagem da meia hora foi reduzido a 10 unidades (8 na 2ª parte). O presidente estorilista na altura era Antonio Figueiredo, um ex-dirigente do Benfica. Jamais me esquecerei das palavras proferidas pelo dito senhor na semana que antecedeu o jogo: “Alterámos o local de jogo para o Algarve porque os benfiquistas da região já não assistem a um jogo do clube há muito tempo…”

Similaridades?

Superbock! Fresquinha! #91

Agora finalmente consigo compreender as declarações de Pinto da Costa quando este afirmava que Ricardo Quaresma “Tem é de aprender que há gente no futebol que é indigna de lá estar e tenta perturbar o adversário com insultos dos mais soezes”

1.Os indignos contradizem-se. Se bem que metade do que o dito senhor diz é algo imperceptível. Se há intenção, há dolo. O dolo é indissociável da intenção. Vamos a um caso prático: se eu tiver intenção de assassinar alguém, tenho intenção de causar dolo a terceiros. A intenção é tão punível quanto o dolo. Chama-se homícidio culposo, estando o crime previsto na lei. A analogia não é forçada, é realista.

2. O interessante das declarações: aumentaram o número de Unidades de Conta na multa aplicada. Realmente, tal sanção aplicada é de facto “o mais interessante” da decisão do Conselho de Justiça da FPF. Vai de encontro à estratégia geral do presidente da FPF para o organismo e para o futebol português: aumentar a receita, encher os cofres da federação. Nada mais, nada menos que isso. O que equivale por outro lado a dizer que a partir de hoje existem regras diferentes daquelas que estão estabelecidas, servindo os regulamentos para limpar o cú quando não há papel higiénico nos estádios.

breve

1. Penalty inexistente em Braga para ajudar o Benfica a não empatar em Braga, penalty inexistente na Choupana para ajudar o Porto a manter vivo o sonho da Champions. É assim que o nosso futebol vai vivendo os seus dias de glória.

2. Fantástica exibição do Nacional. Fantástica atitude defensiva, fantástico contragolpe. Manuel Machado está de parabéns. Tem aqui uma equipa bastante arejada, organizada a defender (considero a equipa que melhor defende na liga portuguesa) e bastante eficaz.

3. A vitória da Académica frente à Olhanense em Coimbra e a vitória do Arouca em casa frente ao Setúbal.

3.1 – A Briosa está neste momento na 6ª posição, espreitando um lugar europeu na entrada para o último 1\6 do campeonato. Sérgio Conceição e os seus comandados deverão estar neste momento a torcer por um deslize do Nacional frente ao FC Porto para não perderem o comboio europeu de vez.

3.1.1 – Fantástico trabalho de Sérgio Conceição em Coimbra. Para quem viveu durante meio ano sem um jogador decente para uma das posições mais essenciais do futebol moderno (um ponta-de-lança), o 6º lugar revela um excelente trabalho do treinador oriundo de Oliveira do Hospital. Há jogadores na Briosa altamente valorizados (Fernando Alexandre, Makelele, Marcos Paulo, Halliche, Djavan) que começam a ter mercado em clubes com objectivos maiores. O 6º lugar acaba até por ser enganador. Se a Académica não tivesse sido prejudicada em 2 ou 3 partidas, poderia estar hoje na 5ª posição do campeonato.

3.2 – A vitória do Arouca frente ao Setúbal dá um certo desafogo aos arouquenses. Os 7 pontos de vantagem para a linha de água (Belenenses e Olhanense) são um autêntico matchpoint que os comandados de Pedro Emanuel não poderão desperdiçar. Com uma conjugação de resultados (derrotas da Olhanense e do Belenenses na próxima jornada, respectivamente contra o Braga em Olhão e em Barcelos no caso dos homens do clube da cruz de Cristo), caso vençam na Madeira, os arouquenses asseguram matematicamente a manutenção. Belenenses e Olhanense estão cada vez mais condenados.

Superbock! Fresquinha! #89

1. Já vamos no 3º golo mal anulado a Montero nesta temporada. Tantos quantos os que foram validados ao colombiano cuja influência do mesmo nas jogadas resultaram em golo logo no princípio da temporada. Abro portanto este post à discussão para todos aqueles que ainda hoje se queixam dos golos irregulares (ou passes para passes para golo) obtidos pelo colombiano durante a presente temporada. Venham de lá esses argumentos.

2. Já que escrevo a palavra argumentos, um dos argumentos que algumas correntes de opinião (não-sportinguistas) tem manifestado nos últimos meses (penso que já li qualquer coisa aqui na barra de comentários de um post sobre isso) tentam justificar o actual 2º lugar do Sporting na tabela classificativa com o “seu fraco futebol” – creio que este jogo contra o Vitória de Guimarães mostrou mais uma vez o esclarecimento que essas correntes merecem – um futebol bonito, altamente flanqueado, a toda a largura do terreno, com uma excelente comportamento da defesa (mais uma vez Rojo e Maurício fizeram uma exibição irrepreensível; os dois laterais foram dois galgos de corrida tanto a defender como a atacar), com um meio-campo muito assertivo no capítulo do passe (Adrien e William fizeram aberturas de sonho com o seu passe longo para a entrada dos laterais e dos extremos pelo flanco), com um meio-campo bastante pressionante e com um Carlos Mané absolutamente endiabrado (para o Paulo Bento ver, porque não?) a limpar 2 e 3 jogadores do Guimarães com o seu drible (puto, pede lá desculpa ao André Santos pelas maldades que lhe fizeste na primeira parte). Na noite de Alvalade pode-se dizer que a única coisa que realmente falhou foi o último passe para Slimani. Tanto Jefferson como Capel na esquerda como Cedric e Heldon na direita exageraram um pouco no capítulo do cruzamento, não possibilitando boas situações de finalização ao Argelino.

(Sem demérito ao Guimarães de Rui Vitória, que, na minha modesta opinião é das melhores equipas da liga a defender e a sair no contragolpe; André André está um senhor jogador naquele meio-campo do Guimarães)

3. A arbitragem de Bruno Almeida e da sua equipa foi, como não poderia deixar de ser vergonhosa. Como gosto de admitir quando o meu clube é beneficiado e criticar quando é espoliado:

  • Um golo mal anulado a Fredy Montero
  • Um vermelho directo que ficou por mostrar a Moreno na primeira parte num lance em que o jogador do Vitória de Guimarães corta a bola com o braço numa jogada em que é o último defensor vitoriano e com o gesto corta um lance considerado pelas regras do jogo como “iminente ou passível de golo”
  • Um vermelho directo que ficou por mostrar a Adrien pela entrada duríssima cometida sobre Marco Matias.
  • Ficou por mostrar o 2º cartão amarelo e correspondente cartão vermelho a Slimani pela simulação feita a meio-campo, seguindo à risca o critério que motivou o primeiro cartão.
  • Há um amarelo mostrado a Rojo na segunda parte (Bruno Almeida poderia ter sacado do vermelho directo) num lance em que o argentino joga simplesmente a bola, não havendo lugar à marcação de falta.

Os senhores da APAF podem encomendar os espaços televisivos que quiserem para demonstrar os critérios utilizados pelos árbitros na sua lavoura assim como aquilo que comunicam entre si durante os jogos. O que vimos de Bruno Almeida e dos seus auxiliares em Alvalade foi mais um atestado de incompetência e falta de qualidade. Quando escrevo pura incompetência, convido-vos a rever o jogo novamente, com especial atenção ao posicionamento do árbitro. Bruno Almeida esteve durante toda a partida longe (quando escrevo longe, escrevo a mais de 30 metros) das jogadas. Como é que um árbitro que se posiciona a 30 metros das jogadas as pode avaliar com clareza?

joao ribas

4. O nome dos adeptos nas camisolas e a homenagem ao vocalista dos Tara Perdida – Enquanto alguns ainda continuam a viver do passado e a fazer transcender ao olimpo o nome de quem já morreu, fundindo o clube com o jogador e o jogador com o clube, num acto que para além de saudosista (clube sem futuro?) pode ser perigosamente sinal de anacronismo, outros homenageiam quem constitui realmente o clube: todos os sportinguistas. Foi muito bem ver o nome de alguns leões (tão leões quanto eu; mais leões que eu 😉 ) nas camisolas de quem nos representa. Bonita também foi a singela homenagem promovida pelo clube a um dos seus que nos deixou esta semana. O Sportinguismo alimenta-se destes pequenos gestos. O que custa talvez perceber a muitos é que apesar de não ganharmos com regularidade, temos dentro de nós um enorme amor, incomparavelmente maior que a relação que temos com o restantes fenómenos que a vida nos proporciona. Ao contrário de outros clubes, não o abandonamos quando fica 3 ou 4 anos sem ganhar um título nacional, voltando apenas quando está em condições de o conseguir. A todos esses que nos invejam, dedico este singelo tema de Jorge Palma:

frase do dia

FUTEBOL - Bruno de Carvvalho Presidente do Sporting Clube de Portugal

«Há pessoas que não deixam de me surpreender. Por vezes damos uma conotação negativa mas a senilidade, quanto mais a conheço, mais abrangente e maravilhosa é. Não deixa de ser altamente frutuosa na sua imaginação» – Bruno de Carvalho, em reacção à queixa entreposta pelo FC Porto junto do Comité de Instrução e Inquéritos da Liga.

Superbock! Fresquinha! #88

Primeiro: a reportagem exibida ontem pela SIC (prometo que no fim-de-semana farei uma análise mais pormenorizada ao dito) cuja mensagem é dedicada directamente ao presidente do sporting, cujo case-study exibido (a comunicação entre a equipa de arbitragem) foi filtrado criteriosamente num jogo amigável do Sporting (será que os árbitros sentem a mesma pressão sentida nos jogos oficiais quando apitam amigáveis?) não passou pura e simplesmente de uma encomenda com cariz propagandístico e contra-informativo paga (a peso de ouro) pelo presidente da APAF para tentar “calar a boca” ao presidente do Sporting. Quanto a isso não tenho as mínimas dúvidas.

Segundo: Ainda sobre esse documentário. Uma das ideias que mais me fez rir (confesso) foi quando, tanto Pedro Proença como Jorge Sousa, tentaram vender a ideia que existem árbitros que entram em depressão nos momentos em que sofrem (socialmente) as consequências dos seus erros no relvado. Se tal afirmação fosse verdade, ninguém queria ser árbitro de 1ª categoria neste país.

Terceiro: As declarações de Jaime Pacheco no Fórum de Treinadores realizado na Maia.

“O futebol português podia estar melhor e só não está porque estas coisas continuam a acontecer”

“Que Bruno de Carvalho não arraste o futebol para a lama”

Não deixo de realçar que esse Fórum de Treinadores é uma fantochada. O que é que ganharam Jaime Pacheco e Henrique Calisto para servirem de exemplo para quem se inicia no ofício ou na profissão? Que exemplo deram Jaime Pacheco e Henrique Calisto para “formar” ou aconselhar treinadores? Pacheco por exemplo chamou “doente mental” a um colega de profissão. Calisto ofendeu a honra de um jogador emprestado pelo seu último clube a um clube de 2ª liga por ter marcado o golo que eliminou a primeira equipa da Taça de Portugal (caso Jaime Poulson).

  • Compreendo perfeitamente que Jaime Pacheco seja um fracassado. Com a sua idade, já deveria ser um dos consagrados da Liga Portuguesa em vez de ter que ser mais um a pegar nas malinhas de 6 em 6 meses para ir treinar para os Bahreins e para as Chinas desta vida.
    Compreendo perfeitamente que aos 55 anos, Pacheco queira um lugar na liga portuguesa, nem que seja num clube que só paga salários de 3 em 3 meses. Dinheiro não é tudo na vida.
  • Compreendo perfeitamente toda a lógica desta gente pois quem não é visto nem tido nem achado é esquecido e não tem as mesmas oportunidades daqueles que mal ou bem conseguem arranjar a sua colocação em clubes de primeira e segunda liga.
  • Compreendo perfeitamente que Jaime Pacheco tenha que se sacudir para o lado que neste momento mais treinadores emprega na Liga Portuguesa. Para bom entendedor penso que meia palavra basta.

O que na verdade me causa muita indignação é o facto de tais palavras virem de quem foi durante muitos anos jogador e treinador de dois dos clubes acusados formalmente pelo Ministério Público como o epicentro de todo o processo “Apito Dourado”.

O que realmente me causa muita repugna é o facto de tais palavras virem de quem foi campeão nacional à custa dos cordelinhos mexidos em posição dominante por parte de um dos acusados do Processo Apito Dourado.

O que realmente me incomoda é o facto de Jaime Pacheco vir a público criticar o presidente de outro clube, quando ele Jaime Pacheco reclamou vezes sem conta das arbitragens quando treinava Boavista e Vitória de Guimarães, por vezes, com declarações bem piores do que aquelas que foram ditas da boca do presidente do Sporting.

O que eu ando a ver #57

Em Braga, na Pedreira, no Axa – a ver o jogo da Taça de Portugal do clube do coração do meu colega Bernardo Albuquerque Nogueira. Esperemos que desta vez não haja um “Olegário Benquerença” capaz de misturar realidade e ficção no mesmo saco. Dito de outra maneira em futebolês: que Braga caia sozinho na área mas leve o respectivo amarelo por simulação. Caso contrário, vai haver macacada da grossa.

Superbock! Fresquinha! #87

superbock

Se assim o é, a lógicas perguntas que faço são: onde é que foi gasto tanto dinheiro? Porque é que o FC Porto SAD continua a apresentar um passivo acima dos 3 digitos de milhões de euros se, teoricamente, com orçamentos anuais de 60 milhões de euros desde a contabilização destas receitas, só as receitas das transferências chegavam para custear os orçamentos anuais da SAD? Se por um lado a esse valor deverão subtrair-se os valores liquidos pagos a empresários, a terceiras partes detentoras de passes de jogadores, a empresários e a bancos que intermediaram negócios, caso do BMG, por outro lado a receita do Porto não se cinge apenas à venda de jogadores (direitos televisivos, receitas da UEFA, receitas de bilhética, merchandizing, sponsorship, quotização de associados, outras receitas que renderam nos últimos exercícios declarados cerca de 35 a 40 milhões de euros) assim como se deve considerar que o orçamento anual estabelecido poderá ter desvios.

Existem muitas mas mesmo muitas rubricas muito dúbias nos relatórios de contas que são apresentados pela SAD portista. Mais dúvidas tenho quando tento aferir a veracidade de algumas. Não considero possível que um clube que teve tudo nos últimos anos para ser um dos mais ricos do mundo, não só tenha um passivo consolidado de 212 milhões de euros por abater como ainda apresente resultados semestrais (primeiro semestre da temporada 2013\2014) negativos de 30 milhões de euros.

Há uns meses atrás, levantou-se um celeuma na comunicação social relativmente à mentira de Godinho acerca do real valor dispendido nas aquisições de Elias e Labyad. Mais milhão, menos milhão, mais um pai-observador (no caso do holandês) menos um pai-observador (fícticio) a Godinho Lopes pode ser imputada a culpa por omissão: inseriu as rubricas nos relatórios de contas mas mentiu aos associados do Sporting da forma mais descarada possível. Porém, quem analisar estes relatórios de contas do FC Porto fica claramente com a sensação que existe mais vida para além da Torre das Antas. Boas vidas!

Superbock! Fresquinha! #86

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Como é seu apanágio, a Corporação só responde (institucional e directamente) quando se tratam de declarações ou comunicados lançados pelo Sporting e pelo seu presidente. Não respondem com comunicados a qualquer declaração proferida por qualquer outro presidente de um clube da Liga. A estratégia é inverter as culpas para as acções e declarações que são feitas pelos dirigentes de forma a esconder quem realmente foi o móbil deste clima de suspeição e falsidade desportiva: os seus associados.

Vamos fazer o seguinte exercício:

  • “basta” de pagar 40 mil euros anuais a maus profissionais, alguns deles, indivíduos que erram sistemática ou propositadamente contra um clube, por inimizade ou a por favor a terceiros;
  • “basta” de pagar despesas em dias de jogos em restaurantes de luxo das regiões dos clubes às equipas de arbitragens; os elementos das equipas de arbitragem passam a receber 5 euros por hora de trabalho como qualquer outro trabalhador português, para não dizer o correspondente à hora de trabalho de quem ganha o salário mínimo mais as despesas de deslocação e alimentação tabeladas por lei (4,27);
  • “basta” de pagar novos pares de chuteiras, compradas de propósito para certos jogos e outras despesas extras (medicamentos) que são enfolhadas pelos ditos nas despesas a pagar pelos clubes.

Quem é que nestas condições andava na arbitragem?

Aprecio particularmente a frase escrita num dos trechos do dito: “a arbitragem saberá dar a sua resposta, como sempre deu” – ou seja, voltando a cometer erros na jornada seguinte com influência directa em resultados de partidas. Simple as that.

Superbock! Fresquinha! #85

1. O golo de Bebé na vitória do Paços sobre o Arouca na Mata Real.

2. Não sei se é impressão minha ou se foi mesmo uma realidade: à 24ª jornada tivemos uma jornada quase perfeita ao nível da arbitragem. Ou seja, sem que um único jogo da jornada tivesse a influência directa da arbitragem no desfecho final da partida. Até ao penúltimo jogo da ronda no Dragão e aos momentos concretos nos quais Mangala deu a fruta que deu na primeira parte do jogo frente ao Belenenses (chegando a agredir um adversário com uma barbara cotovelada) sem que Carlos Xistra tenha visto. Creio mais que Carlos Xistra viu mas fingiu não ver… Sei que anda por aí um estratagema…

Superbock! Fresquinha! #83

BdC

  • “pela primeira vez um clube é capaz de fazer uma análise crítica do seu benefício e do seu prejuízo no campeonato que está a decorrer” – 
  • “o sporting não tem problemas nenhuns em admitir que o andré até pode estar em fora de jogo” – mostrando as várias sequências do lance, retiradas da transmissão televisiva da Sporttv que mostram André Martins numa situação no mínimo, muito duvidosa.
  •       “não passamos é para o exagero de dizer que este foi um erro grosseiro”

Um presidente ENORME num clube ENORME!

Superbock! Fresquinha! #82

Momentos-chave para a compreensão e análise do jogo:

  • A primeira parte foi efectivamente dominada pelo Porto. Os portistas tem no primeiro tempo as três grandes ocasiões de golo da partida. No remate de Ricardo Quaresma ao poste e nas investidas onde “cegou” literalmente Cedric. Na deliciosa jogada que construiu para Silvestre Varela, dando um nó em Cedric seguido de um brilhante e certeiro cruzamento de letra para a entrada do seu companheiro no coração da área. No lance que Jackson desperdiçou na cara de Patrício.
  • A primeira parte trouxe novamente o melhor de Quaresma. Ao seu estilo, cheio de fantasia e objectividade. Cedric viu-se muito mal com as investidas do cigano e preferiu não subir no terreno.
  • Perante um Sporting alto robótico nos seus processos de jogo. Bola na área e cruzamento à procura de Slimani.
  • A fantástica pressão alta exercida pelo Sporting nos primeiros 15 minutos da 2ª parte, obrigando o Porto a jogar mal.
  • O lance do golo. Fora-de-jogo claro de André Martins. Se não tivesse resultado em golo, seria considerado agora um erro grostesco de arbitragem?
  • As enormes falhas dos centrais do Porto. Jogar para as costas dos centrais do Porto é neste momento o melhor estrategema ofensivo a utilizar pelos seus adversários. Luis Castro voltou a experimentar um esquema de defesa subida de forma a colocar sistematicamente os homens mais avançados do Sporting em fora-de-jogo. O objectivo foi por vezes conseguido. Noutras, obrigou Helton e Fabiano a saídas arrojadas fora da área aos pés do argelino. Slimani foi muito combativo na primeira parte. Na 2ª parte, na primeira vez em que o deixaram à solta na área aproveitou uma defesa de Helton para atirar por cima. Na segunda vez em que Abdoulaye falhou a marcação, não perdoou. Para além disso, os centrais voltaram a mostrar muita intranquilidade quando chamados a iniciar as jogadas do FC Porto. Ambos falharam muitos passes em zonas onde jamais deverão falhar.
  • Capel e Jefferson. Nas suas acções individuais, o espanhol voltou a usar e abusar da sua velocidade. Contudo nem sempre foi um jogador esclarecido nas suas acções. Nas acções com o lateral conseguiram criar bastantes desequilíbrios pelas alas mas o brasileiro em quase todos os lances não conseguiu centrar bem.
  • Mais uma espantosa exibição de William Carvalho no meio-campo do Sporting. Não só secou por completo o meio-campo do Porto quando Juan Fer Quintero tentava trazer alguma criatividade ao mesmo como voltou a demonstrar muita classe a descongestionar o jogo em situações de aperto e a iniciar as transições do emblema de Alvalade. É muito mas mesmo muito difícil ganhar uma dividida com o 14 do Sporting a meio-campo.
  • A intranquilidade de Rui Patrício em dois lances: no lance em que se desentendeu com Dier e Jackson só não marcou porque o inglês conseguiu travar in-extremis o remate do colombiano e num lance ocorrido poucos minutos depois quando num canto largou a bola e colocou novamente a sua baliza em risco.
  • Juan Fernando Quintero e Carlos Mané – O primeiro é indiscutivelmente o único pensador de jogo presente neste plantel do FC Porto. O segundo foi um mouro de trabalho. O miúdo está a crescer a olhos vistos. É raçudo, agressivo, nunca dá um lance como perdido, tem um drible rapidíssimo, desconcertante, desequilibrador.
  • Uma exibição monumental de Eric Dier e Marcos Rojo. Entalaram Jackson no seu meio e não permitiram grandes veleidades ao colombiano. Estiveram simplesmente impecáveis no desarme. O primeiro roubou um golo a Jackson na sua parte enquanto o 2º fez dois excelentes desarmes a Ricardo Quaresma quando o “Harry Potter” ameaçava por em perigo a baliza de Patrício.
  • A lesão de Helton. Esperemos que não seja motivo para Helton terminar a carreira. Fala-se que esta temporada terminou para o guarda-redes brasileiro. Helton não merece este desfecho para a sua carreira. Clubismos à parte, é um autêntico senhor dentro do futebol português. Por isso é que a massa associativa de Alvalade decidiu ovacioná-lo de pé.
  • A arbitragem de Pedro Proença. Dois erros. Um do seu assistente no golo do Sporting. Outro quando decidiu dar o amarelo a Abdoulaye num lance em que o vermelho era a cor mais adequada para a falta do senegalês pois Carlos Mané ficaria isolado na cara de Fabiano.
  • A expulsão de Fernando. Montero atrasou a reposição de bola e levou um amarelo justíssimo. Fernando tem intenção de agredir. Segundo as leis do jogo, o cartão vermelho não se aplica apenas à consumação do acto mas também à intenção da sua prática. Expulsão justíssima.
  • Os 10 minutos finais. 4\5 iniciativas em contragolpe por parte do Sporting poderiam ter matado o jogo. Faltou objectividade a Montero e a Jefferson em dois lances. No primeiro, o colombiano quis fazer o bonito sobre Abdoulaye. No segundo, o brasileiro deslumbrou-se com tantas facilidades.
  • O golo de Slimani, precedido ou não de fora-de-jogo, deu justiça a uma grande 2ª parte do Sporting. Mais pressionante, mais rápido, mais lutador nas batalhas de meio-campo, mais construtor, mais assertivo defensivamente e sobretudo, mais eficaz que o FC Porto na 2ª parte.

Homem do jogo: William Carvalho. De longe o melhor em campo. O meio-campo na 2ª parte foi dele. Desvastou, ganhou todas as 2ªs bolas, descongestionou, construiu, arrancou, decidiu sempre bem em todos os lances em que teve a bola nos pés, mesmo naquele que conseguiu desenvencilhar-se no meio de 4 adversários do FC Porto. Estamos perante o nascimento de um jogador de classe mundial.

Constatação do dia

Ontem, o Fernando Seara, indivíduo sem qualquer ligação na actualidade às mais altas instâncias que gerem o nosso futebol, já sabia que ia ser Olegário Benquerença a apitar o clássico de domingo.

E se eu vos disser que as ordens de comando que tem sido dadas a alguns membros do Conselho de Arbitragem da FPF nos últimos dias determinam que o “Sporting seja gamado indecentemente até ao final da temporada”?

Superbock! Fresquinha! #79

Quem o acabou de dizer foi António Oliveira, no programa playoff na SIC Notícias acerca dos “argumentos” que os clubes grandes utilizam para dominar os pequenos:

“há aqui uma espécie de chantagem: se tu não fazes, eu não te empresto, se não fazes,  eu não te arranjo contrato, se tu não fazes não compramos, se tu não fazes, não meto a cunha (para beneficiar; junto da banca para reduzir dívidas, fazer passar letras, garantias dos clubes)… e mais, se tu não fazes, até podes descer de divisão… não preciso de explicar aqui textualmente”

está tudo explicado sobre a degenerescência em que caiu o nosso futebol?

ENCOMENDA

vasco santos
Inqualificável. Irradiação é o mínimo que se deve pedir para este senhor.

Agora quero ver qual dos colegas e dos dirigentes da sua corporação é que vão sair em sua defesa nos próximos dias.

Mérito ao Vitória de Setúbal. Tem um peso superior ao do Sporting dentro da piramide do futebol português. É um bom afiliado daquele matreiro que outrora disse que o “futuro do futebol português passa pelo Benfica e pelo Sporting”.