na NFL

O comentador televisivo texano Dale Hansen surpreendeu toda a América ao defender os jogadores homossexuais que paulatinamente se vão assumindo na NFL. A propósito do primeiro jogador que assumiu a sua escolha sexual (Michael Sam), o comentador televisivo tentou fazer a hipócrita distinção que a sociedade faz entre  jogadores que tem bom rendimento em campo mas que cometem, por outro lado, episódios menos felizes na vida real e jogadores que tem a coragem de assumir as suas escolhas sexuais: “You beat a woman and drag her down a flight of stairs, pulling her hair out by the roots? You’re the fourth guy taken in the NFL draft. You kill people while driving drunk? That guy’s welcome. Players caught in hotel rooms with illegal drugs and prostitutes? We know they’re welcome. Players accused of rape and pay the woman to go away? You lie to police, trying to cover up a murder? We’re comfortable with that. You love another man? Well, now you’ve gone too far! (…) I’m not always comfortable when a man tells me he’s gay; I don’t understand his world, But I do understand that he’s part of mine.”

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Já temos Super Bowl!

Não vale a pena ver o vídeo, é só mesmo para evidenciar que em Agosto já havia quem previsse quais iam ser as equipas a participar no Super Bowl deste ano. Bruxaria?!

Avançando para o cerne da questão…

Na noite passada foram as finais tanto da NFC como da AFC (as duas conferências em que se divide a NFL), que na realidade são só as meias-finais do jogo mais esperado do ano nos Estados Unidos, que é o Super Bowl. Pode-se lhe chamar a cereja no topo do bolo!
E é o jogo mais esperado do ano, porque se trata de um só jogo, não há cá mãos para aqui e para acolá. Um estádio, duas equipas, apenas 1 vencedor.
Tom Brady e Peyton Manning
O primeiro jogo da noite foi entre os Denver Broncos e New England Patriots. O jogo começou muito fechado, sem grande espectáculo ofensivo e com erros tanto de Manning (Broncos) como de Brady (patriots), os Quarterbacks de ambas as equipas.
Broncos conseguiram pontuar primeiro e ainda na primeira parte o cornerback dos Patriots, Aqib Talib saiu lesionado, o que dificultou mais as coisas para o lado dos Patriots, deixando a defensiva dos Patriots fragilizada e permitindo assim a Manning mais espaço de manobra.
Tom Brady ainda tentou rectificar a desvantagem, mas mesmo assim, os Patriots só conseguiram concretizar um field goal de 47 jardas, deixando-os sair da primeira parte com uns míseros 3 pontos face aos 13 já consumados pela equipa da casa.
No início da 2ª parte, percebeu-se que já não havia muito a fazer pela equipa dos Patriots, pois do lado dos Broncos estava Peyton Manning, o melhor quarterback da época regular e com a experiência necessária para controlar tanto a defensiva dos Patriots como o relógio.
Tom Brady não estava nos seus dias e field goal após field goal (um dos quais a 54(!) jardas), os Broncos já levavam uma vantagem fácil de gerir 20-3 no placar.
Acabando o 4º período o resultado era um expressivo 26-16 para os Denver Broncos, fazendo assim deles campeões da AFC.
Curiosamente em todas as vezes que Manning e Brady se defrontaram nos playoffs, o vencedor da partida acabou sempre por ganhar o Superbowl, tendo Tom Brady já 3 conquistados (XXXVI, XXXVIII e XXXIX), e Peyton Manning 1 (XLI), consumando assim uma rivalidade ao nível de Ronaldo e Messi, entre estas dois veteranos da NFL.
Peyton Manning após a vitória sobre os Patriots
Será este um bom presságio para a equipa de Denver?

Mais para o norte, no topo da Costa Oeste, tivemos o outro jogo de acesso ao Super Bowl e que jogo!
Duelo dos Quarterbacks promessa da NFL
Como já havia referido ontem, este poderia vir bem a ser o jogo do ano e pelos vistos não me enganei.
Primeiramente porque a equipa da casa, fez jus ao título de “12th Man” da NFL criando um ambiente incrível no Century Link Field e depois porque o embate entre os dois quarterbacks foi notável.
Foi a equipa de fora que entrou melhor no jogo, com muita pressão e logo na primeiro jogada, Russell Wilson (quarterback da casa) sofreu um fumble, conquistado por Aldon Smith (linebacker dos 49ers) na linha de 15 jardas dos Seahawks que ainda conseguiram evitar o touchdown, mas entraram logo a perder 0-3, depois de um field goal por Phill Dawson. Os Seahawks não estavam a conseguir impor o seu jogo muito por culpa da defesa implacável de San Francisco. Os 49ers acabaram ainda por ser os primeiros a conseguir um touchdown, alterando assim o placar para 0-10, só reduzido em cima do intervalo com um field goal para a equipa da casa por Steven Hauschka (3-10).
Após o intervalo as equipas voltaram diferentes. Seahawks serenos com o ataque mais desperto e a defesa dos 49ers apática, deixando de conseguir anular o runnig back Marshawn Lynch, que após encontrar um espaço à direita da defesa, com uma corrida incrível de 40 jardas com 4 adversários no seu encalço, conseguiu fazer touchdown empatar a partida.
Empate esse que não durou muito tempo, pois os 49ers reagiram, após um passe sensacional de Colin Kaepernick de 27 jardas, agarrado dentro da endzone por Anquan Boldin, repondo a diferença de 7 pontos (10-17).
Ainda no 3º período, após novo field goald, os Seahawks reduziram para 13-17.
A partir daí, o ataque dos Seahawks acordou de vez para o jogo, dominando o 4º período e Wilson mostrou a Kaepernick que também tem qualidade para merecer presença no Super Bowl e com um passe longo de 35 jardas para a endzone, encontrou Jermaine Kearse que virou o jogo para 20-17, trazendo tranquilidade à defesa para impedir o ataque do adversário.
Tranquilidade essa que funcionou! Após um fumble e uma intercepção, os Seahawks conseguiram voltar a pontuar com o 3º field goal da noite de Steven Hauschka, aumentando a vantagem para 23-17.
Com este field goal, os Seahawks deixaram os 49ers a precisar de um touchdown e apenas com 3 minutos para o fazer.
Kaepernick parecia decidido a fazê-lo. Encontrava-se na mesma situação que no Super Bowl do ano passado, com pouco mais de 30 segundos e a precisar de pontuar. Tudo parecia encaminhado, após um passe longo de Kaepernick para a endzone onde se encontrava Crabtree pronto para o receber quando, do nada, um dos melhores cornerbacks da NFL, Richard Sherman aparece no ar, desviando a bola que acabou por cair nas mãos de Malcolm Smith, terminando assim com a partida e garantindo aos Seattle Seahawks a 2ª vaga no XLVIII Super Bowl.
Russell Wilson com a taça de campeões da NFC

Para a final de dia 2 de Fevereiro, vamos ter um confronto interessante entre os Denver Broncos e os Seattle Seahawks que contam respectivamente com um dos melhores quarterbacks da história da NFL do lado de Denver (Peyton Manning) e um dos Quarterbacks mais promissores do lado de Seattle (Russell Wilson), que no seu 2º ano de NFL conseguiu conduzir a sua equipa ao 2º Super Bowl da história.
Quem vencerá dia 2?