És craque, mas no Sporting não podes usar o 7.

O Sporting podia conseguir ter no seu plantel Cristiano Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Raúl, Cantona ou Figo, mas o que não podia era deixá-los usar a camisola número 7, sob pena de lhes condicionar as carreiras de excelência com lesões e problemas físicos. Diria que esta até devia ser uma preocupação dos dirigentes a incluir em futuros contratos de jogadores com elevado nível de técnica que por norma gostam de usar o 7, ora vejamos…

Shikabala chegou ao Sporting neste mercado de transferências de Inverno e apesar de ter sido avisado que a camisola número 7 tinha uma maldição impregnada, como bom craque que é quis ficar com ela. Começou os primeiros dias a fazer treino específico para recuperar os índices físicos, não foi convocado para os jogos da A por ainda não ter ritmo e hoje estava nos eleitos para o jogo da B, foi titular e saiu aos 28 minutos com problemas num pé.

Pouca gente acredita nestas superstições associadas aos números, mas o que é certo é que a camisola 7 do Sporting tem sido pródiga nos problemas físicos dos jogadores que a envergam e desde que foi permitido aos jogadores escolherem o número com que querem jogar, todos os que a vestiram tiveram associados problemas físicos graves. Sá Pinto, Iordanov, Delfim, Niculae, Izmailov e Jeffren foram a prova disso. No entanto um dado curioso é que na época seguinte a Niculae se lesionar com gravidade e Sá Pinto ter decidido trocar o 7 pelo 10, isto em 2003/2004 ninguém mais pegou na malfadada camisola até à época 2007/2008, quando chegou Izmailov e decidiu que o seu número era o 7, resultado lesões e problemas físicos atrás uns dos outros. Depois dele Jeffren teve a mesma sorte e agora parece que Shikabala entra com o pé esquerdo no que à maldição diz respeito… Espera-se portanto que o Egípcio regresse rápido e bem e que leve a camisola até ao túmulo do Faraó Tutancamon e a deixe por lá, junto com a maldição do Faraó, longe de todos os craques que possam vir a ingressar futuramente no Sporting!

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