NBA 2013\2014 #52

No United Center, os Bulls retribuíram a derrota sofrida na passada sexta-feira em Indiana. Jogo péssimo ao nível de eficácia de lançamento. A equipa de Indiana continua a viver o seu pior período da temporada. Em risco está o 1º lugar da conferência. Para além da falta de eficácia (apesar dos 21 pontos marcados, Paul George não fez uma exibição por aí alem) os comandados de Frank Vogel cometeram muitos turnovers, inclusive duas perdas de bola em duas reposições da mesma pela regra dos 5 segundos (se já é raro acontecer a violação desta regra numa jornada inteira diária da Liga, mais raro é acontecer duas vezes à mesma equipa no mesmo jogo. Nos últimos 12 jogos, Indiana venceu apenas 5.

A equipa de Chicago resolveu no 3º período depois de uma primeira parte medíocre. A alma de Joakim Noah (Roy Hibbert foi mais uma vítima do poste) com 10 pontos, 8 ressaltos, 8 assistências, 4 roubos de bola e 2 abafos (sim, Noah é um poste!), a inspiração de Mike Dunleavy (fantástico catch and shoot no 3º período que cavou a diferença nos 8\9 pontos neste período), a inteligência de Kirk Hinrich (16 dos 18 pontos na 2ª parte) em conjunto com um certeiro Taj Gibson (23 pontos) foram as chaves do jogo para a equipa de Tom Thibodeau.

Pelo que está a fazer em campo e pelo espectáculo que nos tem brindado com os seus fantásticos posters na cara dos adversários, o poste suplente de Chicago (sai do banco quase sempre para marcar mais de 15 pontos e ganhar 6\7 ressaltos) é para mim aquele que deverá receber no final da temporada o prémio de 6th man da Liga (melhor suplente do ano).

Na conferência este começam-se a fazer as contas. Indiana e Miami lutarão pela primeira posição da conferência. Chicago tem dois jogos de diferença para Brooklyn (3ºs). Knicks e Atlanta lutam pela última vaga. Os “novos Knicks” poderão ser perigosíssimos. Pela equipa que tem e pelo rendimento que tem conseguido desde que Phil Jackson assumiu a presidência do clube. Há quem afirme que no dia seguinte à sua tomada de posse, Jackson foi ao balneário falar com jogadores e treinadores. A equipa conseguiu uma série de 8 vitórias consecutivas e voltou a acreditar que os playoffs são possíveis. Para a equipa que ganhar a conferência, os Knicks em forma serão sempre perigosos. Para os Bulls interessa neste momento qualquer resultado que não faça sair os Heat (virtualmente) antes da final de conferência. Se a equipa de Miami vencer a conferência, a equipa de Chicago precisa de ficar na 3ª posição. Se os Pacers vencerem, a 4ª posição será imperiosa para as equipas se defrontarem nas meias de conferência caso passem a primeira ronda. Continuo a acreditar que no actual estado de forma dos Bulls, a equipa de Tom Thibodeau será capaz de bater os Pacers numa série de playoff. A equipa de Indiana está a perder argumentos: Paul George não está tão eficaz, Lance Stephenson e Hibbert estão abaixo de forma, Evan Turner ainda não encaixou no estilo de jogo da equipa, Luis Scola já não consegue acrescentar tantos pontos e ressaltos como conseguia no início da época. Ao invés, Chicago cresceu nos últimos 2 meses a todos os níveis: Hinrich e Augustine são dois bases completos que organizam muito bem o jogo e acrescentam muitos pontos à equipa, Jimmy Butler e Mike Dunleavy, para além de efectivos lançadores são dois jogadores que já conseguem efectuar boas penetrações ao cesto (Jimmy também tem a vantagem de ser um excelente defensor), Carlos Boozer faz os seus pontos regulares e Taj Gibson e Joakim Noah são neste momento metade do sucesso da equipa pela entrega que tem ao jogo.

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NBA 2013\2014 #43

Noah, Augustin, Gibson – confiança. Pura confiança. O primeiro com mais um triplo-duplo (10 pontos\11 resssaltos\11 assistências). O segundo com 26 pontos vindos do banco. O terceiro com 22 pontos vindos do banco. Para uma equipa que era criticada por não ter soluções de banco (50 pontos\4 jogadores utilizados\Nazr Mohammed não marcou qualquer ponto) pode-se dizer que neste momento é o banco da liga com maior rendimento.

2. Apuramento com estilo.

Indiana Pacers

Pese embora o cabaz que a equipa de Indianápolis apanhou dos Bobcats (109-87 em Charlotte). Primeira equipa apurada para os playoffs. O que equivale a dizer que o primeiro objectivo programado para a época está cumprido. O segundo objectivo (vencer a fase regular da conferência este) está dificultado. Com um score de 46-15 e com Miami a apertar os calcanhares 43-15, a ver vamos se a equipa de Indiana aguenta a pressão dos bicampeões. Para aguçar ainda mais a pressão sentida pela equipa de Vogel, é bom recordar que caso Indiana vença a fase regular e caso dispute as finais de conferência como prevejo contra os Heat, terá a vantagem de realizar o 7º jogo em casa. O dito 7º jogo que escapou aos Pacers na temporada passada no duelo contra a equipa de Miami.

jefferson

Al Jefferson com 34 pontos e 8 ressaltos voltou a estar em destaque na renovada equipa de Charlotte. Jefferson está a justificar todos os cêntimos que aufere no final do mês. Está a fazer a melhor temporada da sua carreira.

3. On board

nash

No seu habitual Morning ShootAround no HangTime, Sekou Smith faz menção ao 2º episódio da saga “The Finish Line”, uma série de episódios realizados em torno de Steve Nash nos quais o canadiano fala sobre a sua vida e sobre a sua extensa carreira na NBA.

Sekou Smith vai buscar as palavras escritas no Bleacher Report por Kevin Ding para hipotetizar sobre o futuro do base canadiano nos Los Angeles Lakers. Segundo Smith, Nash não será dispensado no final do ano. Os Lakers irão dar-lhe uma última oportunidade para recuperar das lesões que tem padecido esta época.

4. Recordes

kyle korver

Terminou o recorde de Kyle Korver. O shooter de Atlanta estava há 127 jogos consecutivos a marcar pelo menos um triplo por jogo.

NBA 2013\2014 #40

NBA 3

Começo a gostar disto. Da atitude em campo e da moral em alta. Desde que Deng foi trocado que os Bulls não param de crescer. As lesões terminaram e os jogadores começaram a ganhar forma. Tom Thibodeau não só recusou-se a fazer tanking como moralizou imenso os jogadores a darem tudo aquilo que tem para provar a muito boa gente que mesmo sem Deng e Rose, o 5 de Chicago ainda deve ser olhado com respeito. A equipa reaprendeu novamente a jogar sem Rose. Para isso também contribuiu a contratação de DJ Augustine. O errático e inconstante basquetebol dos Bulls ganhou ordem. Ganhou alguém que pensa o jogo e também é capaz de marcar os seus triplos. Joakim Noah voltou à sua grande forma e está a adicionar um dado novo: a sua capacidade de passe, tanto para o jogo exterior dos companheiros (Augustine, Hinrich, Butler, Dunleavy) como para a agora habitual jogada de corte nas costas do defensor de Taj Gibson. Jimmy Butler tem melhorado a olhos vistos no lançamento de 3 pontos, Taj Gibson tem melhorado imenso no tiro exterior. Há uns meses atrás, toda a gente criticava Mike Dunleavy por este fazer penetrações ao cesto. Diziam alguns até que lhe estava a ser pedido fazer o seu papel e o papel de Nate Robinson e Mike Belinelli. Hoje, Dunleavy vai debaixo do cesto tranquilamente e executa esta papel. A defesa agressiva, característica da equipa na em 2010\2011 e 2011\2012 voltou a aparecer. Tom Thibodeu está claramente de parabéns. Nota-se a evolução da equipa e o dedo do treinador e do seu staff nesta mesma evolução.

NBA 2013\2014 #37

Tardio. Para quem não tenha visto em directo na madrugada de domingo para segunda, aqui fica.

2. Passado que está o all-star game, vem aí o deadline day. O “mercado” de trocas fecha no dia 21. Nos últimos dias, a liga tem assistido à plantação de vários rumores e às declarações de interesses de várias equipas. Algumas tentam desfazer-se de jogadores que terminam contrato no verão para poderem ganhar alguma coisa com eles ou poderem livrar salários do seu cap de forma a poderem atacar jogadores livres em Julho enquanto outras ainda procuram uma mais-valia para o seu plantel. Eis a análise aos rumores que tenho visto nos últimos dias:

2.1 O Hangtime publicou há minutos que Sacramento Kings e Brooklyn Nets estão em negociações avançadas tendo em vista a troca do base Marcus Thornton pelo SG Jason Terry e pelo poste Reggie Evans.
A mesma fonte referiu que a equipa de Sacramento também está a negociar Jimmer Fredette com várias equipas.

2.2 – Regresso a Nova Iorque?

Lin

Jeremy Lin poderá voltar à casa que o viu despontar para a liga na época 2011-2012. O Hangtime não afirma para já se os Knicks apresentaram alguma oferta aos Houston Rockets para fazer regressar o base. Durante esta temporada, foi notória a ausência de um base organizador de jogo na equipa de Nova Iorque. Lin encaixa bem no perfil desejado para a posição pela equipa de Nova Iorque. Poderão estar aqui a preparar o futuro, já que esta temporada está irremediavelmente perdida.

2.3 – Utah gostaria de contar com Rajon Rondo quando o base regressar de lesão. Os Celtics estão interessado em Gordon Hayward. O base dos Jazz é insuficiente para os Celtics. Há um rumor que afirma que os Celtics ofereceram Jeff Green aos Celtics na troca por Hayward e escolhas de draft, proposta que foi rejeitada pelos Jazz pelo simples facto de não estarem interessados no extremo da equipa de Boston.

2.4 Dalton Russell escreve na Yahoo Sports (sports.yahoo.com/news/chicago-bulls-eyes-thunder-39-russell-westbrook-derrick-163900222–nba.html) a possibilidade de Chicago avançar para a contratação de Russell Westbrook enquanto Derrick Rose recupera de lesão. Este rumor não tem fundamento porque:

  • Depois da troca de Luol Deng, as contas de Chicago estão a ser feitas ao cêntimo para a equipa poder evitar o 2º ano consecutivo a pagar luxury tax. Pagando luxury tax nesta e na próxima época, a equipa de Chicago seria penalizada com mais impostos. O motivo que levou à troca com os Cavs foi precisamente a necessidade de salvaguardar a possibilidade de não pagar luxury tax esta época para poder limpar o “histórico” na próxima e, assim poder ultrapassar o tecto salarial máximo imposto pela liga nas próximas 2 épocas sem haver direito a penalização. Creio portanto que a possível contratação de Russell Westbrook por um pacote salarial nunca inferior a 100 milhões de dólares por 5 temporadas ou 80 milhões por 4 temporadas iria anular por completo a estratégia delineada na troca de Deng.
  • Derrick Rose continua a ser a aposta da equipa apesar das lesões. Não faria sentido nenhum contratar Russell Westbrook para jogar apenas por uns meses na equipa. DJ Augustin entrou muito bem na equipa. Perante a possibilidade da equipa não renovar com Kirk Hinrich no final da temporada, o base deverá ser brindado com uma proposta de renovação até 8 milhões de dólares por 2 temporadas (4M\época) para ser o titular da equipa na próxima temporada até à re-inserção de Rose e 6th man quando o #1 reassumir a sua posição. Resta saber que se alguém na liga estará na disposição de lhe dar melhores condições salariais e o estatuto de titular.
  • Os Thunder não irão abdicar de uma das suas maiores estrelas por tuta e meia. Se existir algum interesse da equipa de Oklahoma num jogador de Chicago, só poderá ser em Joakim Noah visto que seria a master pièce no 5 base de Oklahoma City. O francês é neste momento inegociável para Chicago.

love

2.5 – Os Dallas Mavericks poderão estar a preparar uma investida sobre Kevin Love dos Minnesota Timberwolves. Vários rumores tem afirmado que o poste poderá juntar-se aos Lakers no final do seu contrato com os Wolves ou seja, em 2015\2016. Os Lakers poderão antecipar esse cenário caso apresentem uma boa proposta à equipa do Estado de Minnesota na próxima época. Até lá, não dispõe de qualquer elemento sob contrato capaz de satisfazer as pretensões dos Timberwolves. O dinheiro não parece ser problema para Mark Cuban. O problema põe-se quanto ao pacote de jogadores que Dallas poderá oferecer aos Wolves sabendo que estes não irão querer a ficar a perder no negócio. Se Vince Carter e Shaun Marion são demasiado velhos para encaixar no “modelo jovem” composto pela equipa de Mineapolis, outros jogadores que poderão ser oferecidos como Monta Ellis ou o base Calderón não interessam à equipa visto que seriam jogadores demasiado caros para estarem tapados pelos titulares da equipa (Kevin Martin e Ricky Rúbio respectivamente).

2.6 – O Bleacher Report avança que, mês e meio depois de ter sido contrato pelos Cavs, Luol Deng poderá ser trocado ou mesmo dispensado pela equipa de Cleveland.Como Luol Deng se irá tornar free-agent no final da temporada, os Cleveland Cavaliers temem não ter capacidade financeira para segurar o extremo em Cleveland. Como tal, poderão testar já as ofertas de eventuais interessados no jogador.

3. Análise

Bleacher Report – Adam Fromal sobre o rookie de Milwaukee Gianni Antetokounmpo. Facto incrível mencionado sobre a evolução do jovem de 19 anos na equipa de Milwaukee foi o crescimento (em altura) obtido nos meses em que está com a equipa.

4. Injury Depot

4.1 Tony Parker – San Antonio Spurs – 2 jogos – lesão no queixoApesar da ausência do base, os Spurs venceram os Los Angeles Clippers esta madrugada no Stapples Center num jogo em que Tim Duncan fez 17 pontos, 7 assistências e 13 ressaltos e o italiano Marco Belinelli voltou a confirmar o seu melhor momento da temporada com 20 pontos.

4.2 LaMarcus Aldridge – Portland Trail Blazers – 1 semana.

4.3 – Isaiah Thomas – Sacramento Kings – indeterminado.

4.4 Dion Waiters – Cleveland Cavaliers – indeterminado.

5. Extra-NBA.

A TNT colocou um dos seus actuais comentadores, o antigo basquetebolista Charles Barkley a entrevistar o presidente Norte-Americano Barack Obama. Aqui fica um excerto da entrevista na qual o comentador e o presidente falaram sobre Basquetebol e Política.

NBA 2013\2014 #34

Os 2 jogos que vi nas últimas 2 madrugada:

Golden State Warriors vs Miami Heat

A equipa de Oakland fez uma exibição ofensiva fraquíssima até sensivelmente metade do 3º período. A 7:40 do fim deste, a equipa orientada por Mark Jackson estava a perder por 21 pontos de diferença num jogo em que os bicampeões em título estavam a dar um autêntico festival ofensivo. Stephen Curry, David Lee e Klay Thompson não só conseguiram recuperar a desvantagem até ao final do período como ainda conseguiram dar vantagem de 3 pontos à equipa no primeiro minuto do último período. Quando a meio do último período, Mark Jackson foi obrigado a dar descanso por alguns minutos às suas maiores estrelas (Curry e Lee), os Heat floresceram novamente e cavaram uma diferença de 11 pontos. Disputado até ao último segundo, o jogo haveria de ser decidido com um fantástico (e nada usual) triplo de canto de LeBron James.

Chicago Bulls vs Brooklyn Nets

Na jornada de ontem, os Bulls venceram os Nets numa partida bastante medíocre. Ambas as equipas respiram alguma tranquilidade depois de um início de época conturbado. Os Bulls ainda lutam pelo 3º lugar da conferência este enquanto os Nets de Jason Kidd vão solidificando uma posição de playoff e vão tentando trabalhar o seu colectivo. Apesar da equipa ainda cometer demasiados turnovers (mesmo com um dos melhores playmakers da liga na equipa, caso de D-Will) e de não ter a engrenagem no devido sítio (Paul Pierce e Jason Terry continuam a jogar manifestamente mal; a equipa não tem soluções ofensivas no jogo interior) as coisas melhoraram significativamente para Jason Kidd desde o mês de Janeiro, altura em que finalmente pode começar a trabalhar com o plantel praticamente completo.

No que concerne aos Bulls, ultrapassada que está a lesão de Rose (afirmou ontem que não está nos seus planos voltar esta temporada) e a saída de Luol Deng para Cleveland, apesar do futuro de alguns jogadores ainda não estar completamente clarificado e da imprensa da especialidade ter voltado a afirmar que até ao final do prazo limite para trocas (na próxima semana) poderão haver surpresas em Chicago (o Operations Vice-Presidente John Paxson não confirmou neste desmentiu a possibilidade dos Bulls realizarem uma troca até dia 21) Tom Thibodeau está a realizar um bom trabalho com os Bulls e a equipa está claramente a crescer de forma a cada dia que passa. A excelente inserção de DJ Augustin como 6th man, a subida de rendimento de Mike Dunleavy (há que dar o chapéu ao trabalho que o técnico está a fazer com o shooting guard visto que o mesmo já faz penetrações ao cesto, movimentação que não constava do seu jogo noutras paragens), de Joakim Noah e de Taj Gibson (está muito melhor no tiro exterior) dão a Chicago a possibilidade de não só acabar nos 4 primeiros da conferência como acreditar que uma surpresa ou outra é possível nos próximos playoffs.

Os Bulls tomaram conta das operações no primeiro período, mesmo apesar de ter sido a equipa orientada por Jason Kidd a inaugurar o marcador com 5 pontos seguidos de Shaun Livingstone precisamente em dois lances nos quais deixou (com duas mudanças de velocidade) Mike Dunleavy pregado ao solo. O SG dos Bulls acabou por ser decisivo no 3º período ao conseguir 2 triplos numa altura em que os Nets ameaçavam recuperar no marcador.

Com a vantagem de Chicago a oscilar entre diferenciais de 9,10 e 11 pontos, os Nets tiveram alguns parciais de jogo onde estiveram a perder por 3 e 5 pontos (54-51, 58-53 no ínicio do 3º período), aproveitando fases de encontro em que os Bulls estavam a cometer muitos turnovers. Apertados pela equipa de Jason Kidd nesses parciais, os Bulls quase sempre conseguiram reagir bem às aproximações. Na última aproximação que os Nets fizeram ao resultado, a equipa de Chicago conseguiu sempre responder à altura. No último período, limitou-se a controlar a vantagem adquirida na casa das dezenas até ao resultado final de 92-76.

Destaque para as exibições de Taj Gibson (super eficaz a lançar longe do cesto), e Joakim Noah (12 pontos, 12 ressaltos, 5 assistências). Juntos dominaram a luta das tabelas. O francês está a assumir uma preponderância cada vez mais na equipa como passador (tanto para o jogo exterior quando tenta trabalhar junto do cesto mas acaba por passar a bola a um dos lançadores exteriores da equipa como no passe para o corte nas costas feito ora por Boozer, ora por Gibson)

2. Ainda sobre Chicago

Os últimos dias da equipa de Chicago tem sido preenchidos com vários rumores sobre o futuro da equipa.

1. O primeiro rumor indicava uma possível troca com os New York Knicks de forma à equipa de Chicago obter Carmelo Anthony. A terminar o seu contrato com os Knicks, se a equipa de Nova Iorque não quiser ver o seu melhor jogador deixar a equipa no Verão a troco de nada, terá que o trocar até dia 21. Vários especialistas (aqui; aqui; aqui) deram como quase certa a preferência de Carmelo Anthony por Chicago em detrimento dos Lakers. Tantos outros afirmaram recentemente as fórmulas nas quais se poderia dar o negócio: uns afirmaram que Melo pode sair em troca com Boozer mais umas escolhas de draft visto que Chicago as tem abundancia em virtude da troca de Luol Deng para os Cleveland Cavaliers (também ele passível de amnistia no próximo verão por parte de Chicago) enquanto outros trataram de dizer que Boozer não chega para ter Melo e que os Knicks tinham feito chegar uma proposta que incluía os nomes de Taj Gibson e Jimmy Butler. A única declaração verídica no meio de toda esta onda de especulação muito própria dos dias que antecedem o deadline por parte da direcção de Chicago foi a de John Paxson, o VP Operations ao Chicago Sun Times a quem o responsável afirmou que apesar de Chicago ter os olhos bem abertos em relação às movimentações de mercado, é muito difícil extrair nesta altura do campeonato os melhores jogadores às equipas.

Craig Sager afirmou hoje que o jogador lhe confessou ontem que não irá ser trocado até ao final desta temporada.

2. Nikola Mirotic

nikola mirotic

John Paxson também arrumou a questão de Nikola Mirotic. O VP dos Bulls afirmou ao Chicago Sun Times que a prioridade dos Bulls é trazer o MVP da liga espanhola para a equipa o mais rapidamente possível. Claro está que pelo meio, Chicago e Washington terão que pagar a clásula de 4,4 milhões que o Real Madrid impôs para a cedência do atleta (4,4M release clause; visto que Mirotic foi uma pick que Washington escolheu e cedeu a Chicago por causa da cedência do francês Kévin Seraphin, o acordo assinado entre Chicago e Washington prevê que os Bulls paguem 700 mil euros dos 4,4 milhões e os wizards o resto).

3. Derrick Rose

derrick rose 23

O base dos Bulls diz-se apenas preocupado em recuperar da terrível lesão no menisco que o atirou para fora dos courts até ao final desta temporada. Tom Thibodeau já tinha afirmado no dia anterior que não existiam quaisquer possibilidades do jogador alinhar esta temporada. O base limitou-se a afirmar que nem sequer pensou na hipótese. Porém, não fecha à porta à participação pela selecção Norte-Americana no mundial que se vai realizar em Espanha no próximo ano.

4. Andrew Bynum

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

Sensivelmente 1 mês após ter sido suspenso pelos Cavs, inserido no pacote oferecido aos Bulls por Luol Deng, dispensado por Chicago por questões de cap space e contratado pelos Indiana Pacers, os Cleveland Cavaliers revelaram quais os motivos que levaram ao castigo imposto ao seu antigo poste: Andrew Bynum não tinha um comportamento adequado nos treinos da equipa. Nos treinos de colectivo, sempre que lhe era passada a bola, lançava o cesto. Nenhuma equipa pode treinar nestas condições. Já imaginaram o quão irritantes devem ter sido estas situações?

5. LeBron James

lebron 4

Em semana de All-Star, LeBron James decidiu antecipar o espectáculo. De dunk em dunk, de trintena em trintena de pontos, carregado de afundanções, alley-oops e lançamentos longos, James marcou 37 pontos na vitória contra Phoenix e 36 na vitória contra Golden State. Estão a chegar os playoffs e James está a aumentar o nível. Contudo, esta semana aumentou-o em demasia quando afirmou que já está ao nível daqueles que considera os 4 melhores de sempre da história da competição: Bird, Kobe, Jordan e Oscar Robertson. Sabendo que ficam de fora Kareem Abdul-Jabbar (melhor marcador da história da competição) Reggie Miller, Magic Johnson, Bill Russell, Wilt Chamberlain, Tim Duncan e Karl Malone (entre outros com mais títulos conquistados que o jogador de Miami; não basta ir muito longe; Robert Horry não foi nenhuma estrela da NBA mas poderá ter terminado a sua carreira com mais anéis e preponderância nesses mesmos anéis do que LeBron James alguma vez poderá vir a ter) parece-me que as afirmações do King provêm daquela falsa modéstia que lhe é tão característica. Considerando-o o melhor do jogador do mundo da actualidade, dentro de 6 ou 7 anos, a história (o legado; a dinastia; palavras com tanto significado no mundo da NBA) estarão bem vísiveis para corroborar a validade destas afirmações.