NBA 2013\2014 #43

Noah, Augustin, Gibson – confiança. Pura confiança. O primeiro com mais um triplo-duplo (10 pontos\11 resssaltos\11 assistências). O segundo com 26 pontos vindos do banco. O terceiro com 22 pontos vindos do banco. Para uma equipa que era criticada por não ter soluções de banco (50 pontos\4 jogadores utilizados\Nazr Mohammed não marcou qualquer ponto) pode-se dizer que neste momento é o banco da liga com maior rendimento.

2. Apuramento com estilo.

Indiana Pacers

Pese embora o cabaz que a equipa de Indianápolis apanhou dos Bobcats (109-87 em Charlotte). Primeira equipa apurada para os playoffs. O que equivale a dizer que o primeiro objectivo programado para a época está cumprido. O segundo objectivo (vencer a fase regular da conferência este) está dificultado. Com um score de 46-15 e com Miami a apertar os calcanhares 43-15, a ver vamos se a equipa de Indiana aguenta a pressão dos bicampeões. Para aguçar ainda mais a pressão sentida pela equipa de Vogel, é bom recordar que caso Indiana vença a fase regular e caso dispute as finais de conferência como prevejo contra os Heat, terá a vantagem de realizar o 7º jogo em casa. O dito 7º jogo que escapou aos Pacers na temporada passada no duelo contra a equipa de Miami.

jefferson

Al Jefferson com 34 pontos e 8 ressaltos voltou a estar em destaque na renovada equipa de Charlotte. Jefferson está a justificar todos os cêntimos que aufere no final do mês. Está a fazer a melhor temporada da sua carreira.

3. On board

nash

No seu habitual Morning ShootAround no HangTime, Sekou Smith faz menção ao 2º episódio da saga “The Finish Line”, uma série de episódios realizados em torno de Steve Nash nos quais o canadiano fala sobre a sua vida e sobre a sua extensa carreira na NBA.

Sekou Smith vai buscar as palavras escritas no Bleacher Report por Kevin Ding para hipotetizar sobre o futuro do base canadiano nos Los Angeles Lakers. Segundo Smith, Nash não será dispensado no final do ano. Os Lakers irão dar-lhe uma última oportunidade para recuperar das lesões que tem padecido esta época.

4. Recordes

kyle korver

Terminou o recorde de Kyle Korver. O shooter de Atlanta estava há 127 jogos consecutivos a marcar pelo menos um triplo por jogo.

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A retirada do 3 de Allen Iverson

O Wells Fargo Center em Philadelphia viveu há poucas horas atrás um daqueles momentos mágicos que só a NBA (e as outras ligas profissionais norte-americanas como a NHL, NFL e MLB; respectivamente a liga profissional de hóquei no gelo, futebol americano e baseball) costumam proporcionar: a retirada de um número utilizado por um jogador digamos, histórico, no franchise. Ontem, coube a Allen Iverson ver o 3 que utilizou na equipa de Philadelphia ser retirado, o que, significa, explicando sucitamente aos leigos que leiam este post, que mais nenhum jogador na história da equipa de Philadelphia poderá utilizar este número.

O melhor da carreira do base foi vivido em Philadelphia. Escolhido como #1 no draft de 1996, o jogo de Allen Iverson sempre se caracterizou por um fortíssimo drible 1×1, pelo repentismo com que executava os seus lançamentos e pela extraordinária capacidade que tinha de, apesar do seu 1,83m, penetrar até debaixo do cesto e concretizar perante a oposição de postes, grande parte deles, 25, 30, 35 cm mais altos. Nos seus melhores anos na equipa do estado da Pensilvânia (2000-01, 2001-02, 2004-05 e 2005-06) o base ultrapassou os 30 pontos de média pontual durante a fase regular. Na sua melhor época a todos os níveis (045) fez uma média pontual de 30.7 pontos por jogo, 7.9 assistências por jogo e 4 ressaltos por jogo. Estas épocas viriam a coincidir com uma fase muito interessante da história dos Phily na qual o franchise de Philadelphia conseguiu ir às finais da temporada 2000-01, perdidas contra os Lakers de Kobe Bryant, Bryan Shaw e Shaquille O´Neal.

O jogador sempre revelou problemas fora-de-campo. O vício do jogo e o fracasso nos objectivos estipulados pelo franchise aquando da sua escolha no draft e das escolhas realizadas para a equipa nos anos seguintes (vencer um título da NBA) levaram a que a equipa de Philadelphia o trocasse para Denver logo no primeiro quarto-da-época de 2005\2006 quando o base estava a fazer 40 pontos em quase todos os jogos. A partir de Denver, Iverson nunca mais foi o mesmo jogador e acabou por se arrastar por várias equipas (Detroit, Memphis, Besiktas na Turquia, algumas exibições por uma equipa porto-riquenha e uma passagem algo sucedida pelos Philadelphia 76ers novamente na season 2008\2009).

Apesar da equipa de Philadelphia já ter a cerimónia programada há vários meses, não será de admirar que esta tenha sido realizada devido aos problemas pelos quais o jogador está a passar neste momento: há poucos meses atrás Iverson admitiu que está falido e que tem sobrevivido graças à ajuda de antigos amigos e do sindicato de jogadores da NBA. Outras fontes tem desmentido que o jogador esteja totalmente falido. (ver aqui, aqui) afirmando que este ainda tem alguns investimentos pendentes, apesar dos prazos de maturação terem sido programados para daqui a 15 e 20 anos. Como este tipo de cerimónias costumam realizar-se, na maioria dos casos, 10 a 15 anos depois do jogador ter abandonado carreira ou ter atingido o seu pico mais alto na equipa, o facto da cerimónia de Iverson se ter realizado meia dúzia de anos do abandono da carreira do jogador, 8 anos depois do final do pico da sua carreira, pode indiciar que a direcção da equipa de Philadelphia quis dar uma mãozinha ao seu antigo jogador de forma a que este seja visto e possa angariar mais uns trocos juntos dos patrocinadores da liga.

Para finalizar aqui fica um video random de Allen Iverson na equipa de Philadelphia, um resumo feito pelo jogador à sua carreira na equipa da Pensilvânia bem como os números e as distinções obtidas ao longo de toda a carreira:

  • MVP da fase regular da NBA em 2001
  • 11 vezes All-Star de 2000 a 2010
  • 2 vezes MVP do All-Star Game (2001 e 2005)
  • 3 vezes na equipa ideal da fase regular
  • 3 vezes na equipa secundária da fase regular
  • Rookie do ano em 1997
  • MVP do rookie Challenge em 1997
  • 4 vezes o melhor pontuador da fase regular NBA (1999, 2001, 2002 e 2005)
  • 3 vezes o líder da fase regular nos roubos de bola (2001, 2002, 2003)
  • 24368 pontos
  • 3394 ressaltos
  • 5624 assistências
  • 1983 roubos de bola
  • 1059 triplos

Curiosidade final: Iverson é o 8º jogador da história de Philadelphia a ver o número retirado. Iverson sucede aos grandes Julius Irving (1976-1987) Maurice Cheeks (1978-1989) Wilt Chamberlain (1965-1968) Hal Greer (1963-1973) Bobby Jones (1978-86) Billy Cunningham (1975-1986) e Charles Barkley (1984-1992). Os Philadelphia 76ers também já retiraram simbolicamente o seu public-adress-announcement (o homem do microfone) Dave Zinkoff pelos serviços prestados entre 1963 e 1985.

NBA 2013\2014 #38

1. Jogos que tenho visto nos últimos dias:

Na noite de quinta-feira, os bicampeões em título foram dar uma autêntica malha de basket ao reduto dos Oklahoma City Thunder. A equipa de Oklahoma ainda espera o regresso de Russell Westbrook de lesão. LeBron James distinguiu-se na partida com 33 pontos e não evitou ter que sair no último período com o nariz partido. Irá falhar no máximo 2 partidas. À hora a que escrevo este post está a falhar a partida de Miami frente a Chicago em South Beach, Miami.

Os Grizzlies bateram os Clippers no seu pavilhão na madrugada de quinta para sexta num jogo bastante emotivo. Foi 23º jogo entre estas duas equipas nas últimas 3 temporadas, facto que só acontece devido ao facto de se terem encontrado nos playoffs das últimas duas. Os esforços de Blake Griffin e Jamal Crawford no 4º período foram insuficientes para bater uma equipa de Memphis extremamente assertiva no capítulo do lançamento. Com um score de 31-24 na época, a recuperar de um péssimo início de temporada, a equipa de Memphis ainda espreita um lugar nos playoffs no último terço da temporada regular. São 9ºs mesmo atrás dos Dallas Mavericks. A dupla de postes Zach Randolph e Marc Gasol tem subido o nível das suas exibições. A equipa de Doc Rivers, apesar de ter melhorado imenso no plano defensivo, ainda está longe do que se considera aceitável para uma equipa com aspirações na temporada.

2. Deadline day

Na quinta-feira fechou o mercado de trocas no que a esta temporada concerne. As equipas com objectivos altos tiveram a sua última oportunidade para afinar as respectivas máquinas para o que falta jogar na temporada regular e para os playoffs, apesar de, até ao final da temporada regular ainda ser possível contratar jogadores que neste momento se encontram livres. As equipas que já se encontram sem hipóteses (virtuais) de se qualificarem para a ronda final da prova aproveitaram também a janela para começar a preparar o futuro ou alinhavar (em termos financeiros) as contas da equipa para a próxima janela de draft e free-agency nos meses de Junho e Julho. Alguns jogadores com potencial foram dispensados e podem reforçar outras equipas nas próximas semanas.

2.1 Trocas

Em cima da mesa nos últimos dias disponíveis para se efectuar trocas entre equipas, pendiam alguns jogadores de destaque como Jeff Teague (Atlanta Hawks) Andrea Bargnani (New York Knicks) Rajon Rondo (Boston Celtics) ou Luol Deng (Cleveland Cavaliers).

Nos últimos dia efectuaram-se algumas trocas mas nenhuma delas afectou uma estrela da Liga.

steve blake

Os Golden State Warriors reforçaram o seu plantel com o Steve Blake. Os Warriors já se tinham reforçado com o SG Jordan Crawford, vindo de Boston. Os Celtics abdicaram do seu SG visto que este no final da época poderia sair da equipa do Massachussets visto que era restricted free-agent by qualifying-offer. Para ficar com o jogador, os Celtics teriam que fazer uma proposta igual ao superior do contrato do atleta (4,2 milhões de dólares por temporada). Ao enviar o jogador para Golden State, a equipa da california assumiu metade do ordenado do jogador durante esta temporada e Boston poupou cap para atacar a próxima temporada e assim repensar as suas escolhas de acordo com a estratégia de rebuild assumida pela equipa. Os Warriors reforçaram o seu plantel com um excelente lançador de meia distância, algo inconstante ao nível exibicional é certo, mas que poderá ajudar a equipa a cumprir os objectivos estabelecidos pela mesma: as meias-finais de conferência. Já o base mal-amado em Los Angeles será suplente de Stephen Curry na equipa de forma a dar mais descanso à grande estrela da equipa. A equipa de Los Angeles recebeu Kent Bazemore e DeMarshoon Brooks, jogadores que deverão ser aproveitados na rotação da próxima temporada visto que a equipa de LA tem poucos jogadores sobre contrato previsto para a mesma.

Marcus Thornton

Sacramento e Brooklyn Nets acordaram a troca de vários jogadores que se encontravam insatisfeitos dentro dos seus roosters. Marcus Thornton rumou à equipa Nova Iorquina. O base estava a ter cada vez menos minutos na rotação de Michael Malone e como tal estava a produzir números (8.3 pontos\2.7 assistências) muito abaixos daqueles que é capaz de produzir. Os Nets ofereceram aos Kings um jogador que não entrava regularmente na rotação (Reggie Evans) e outro cuja contratação no início da época saiu muito furada, o SG Jason Terry.

turner

A maior troca do dia acabou por ser a troca efectuada entre Philadelphia 76ers e Indiana Pacers. A equipa de Larry Bird continua a mostrar a sua ambição, o título da NBA. Como tal continuou a sua estratégia expansiva ao contratar o SG\SF de Philadelphia que, esta temporada, tem uma média de 17.6. Indiana completa com o Turner o enorme leque de atiradores que dispõe (Paul George, CJ Watson, George Hill, Lance Stephenson e David West). Os Pacers souberam compreender a importância que um jogador Evan Turner (repentista, bom lançador mid e long range) poderá desempenhar na equipa nos playoffs, altura da época em que os candidatos necessitam claramente de experiência e virtuosismo para alcançarem os seus objectivos.

Os Philadelphia 76ers receberam Danny Granger. O azarado extremo (passou grande parte dos últimos dois anos lesionado) viu consumado aquilo que se previa há muito: não fazer parte da estratégia da equipa. Foi dispensado pelos Sixers no mesmo dia por motivos salariais. Enquanto os Pacers decidiram reforçar a sua equipa com um jogador capaz de decidir, apoiar, marcar pontos em troca de outro que para além das sucessivas lesões, não estava a acrescentar muito à equipa desde que voltou aos courts. Os Sixers continuam a traçar o seu rebuild em torno de Michael Carter-Williams e acabaram por poupar cap salarial para a próxima temporada com a dispensa de Granger.

2.2 Dispensados e contratados.

Contratados: Para completar o 13º jogador da equipa, número regularmentar de jogadores obrigado pela liga, Chicago contratou Jarvis Varnado. O jogador assinou por 10 dias e será experimentado para ver se poderá assinar até ao final da temporada.San Antonio contratou por 10 dias Shannon Brown, antigo jogador dos Lakers.

Dispensados ou sem contrato

danny granger

O extremo está neste momento sem equipa. Auferindo 14 milhões de dólares (era o último ano de contrato com os Pacers), Oklahoma, Miami e San Antonio Spurs poderão estar interessados nos préstimos do extremo. Oklahoma neste momento lidera a corrida. Granger poderá baixar os seus valores salariais para metade porque para além da sua situação específica, poderá aceitar tais valores pelo simples facto de poder ingressar numa equipa que luta pelo título. Quando assim o é, existem jogadores que abdicam de parte do seu salário para poderem lutar pelo título da NBA.

glen davis

Quem também está sem contrato é Glen Davis. O Orlando Magic cansaram-se do mau feitio e da falta de rendimento do poste em campo, tendo decidido dispensá-lo para poderem poupar cap space para a free-agency. Com a dispensa, os Magic pouparam cerca de 10 milhões nos próximos 18 meses. Ainda não existem interessados em Davis mas o base poderá encontrar o seu espaço na Liga nas próximas semanas, como suplente de uma estrela da sua posição. Clippers ou OKC poderão ser hipóteses muito válidas para o jogador. Inseria-se facilmente nos primeiros visto que já trabalhou com Doc Rivers no passado, treinador que admira o seu potencial (apesar de o ter trocado) mas cujo feitio afirmou ser o “principal inimigo do jogador” que outrora foi apelidado de Baby Shaq por causa das suas parecências físicas e ao nível de características com Shaquille O´Neal.

2.3 A definir o verão

As últimas mexidas realizadas pelas equipas já começaram a definir a próxima free-agency. Eis os rostos daqueles que poderão mudar as suas bagagens no próximo verão.

Equipa a equipa:

Atlanta Hawks

Elton Brand, DeShawn Stevenson, Jared Cunningham e Gustavo Ayon são free-agents unrestricted ou seja, livres para negociar com quem quiserem e deverão seguir caminho no final da temporada até porque a equipa de Atlanta já tem um cap de 47,9 milhões cativos para a próxima temporada e terá o dossier da renovação de Paul Millsap na próxima temporada. O poste ganha 9,5 milhões por temporada e poderá querer estender este valor para um pacote perto de 75 milhões por 4 temporadas.

Boston Celtics
Kris Humphries não deverá renovar. Auferindo 14 milhões de dólares e estando a equipa com um cap de 47 milhões previstos para a próxima temporada, será impensável para os Celtics renovar com o poste. Deverá arranjar colocação dentro da liga mas com um contrato muito menor do que o actual e com papel de suplente.
Keith Bogans e Ryan Gomes também não deverão renovar. O primeiro pode acabar carreira no final da temporada.

Irão renovar com a equipa de Boston Jerryd Bayless (+3,5 milhões) e Avery Bradley (qualifying offer de 3,5 milhões de euros para Boston) 

Detendo a opção para estender contrato por mais 1 temporada, o poste canadiano Joel Anthony deverá querer renovar, mas os 3,8 milhões de salário poderão ser proibitivos para os Celtics numa altura em que estes estão a tentar diminuir custos para poderem passar a luxury tax na época 2015\2016 com uma equipa mais experiente e com uma free-agency bem mais apelativa ao nível de nomes grandes. Para além do mais, a equipa irá apostar na dupla Olynyk e Faverani sendo que o brasileiro poderá sair caso a equipa não se mostre interessada em renovar.

Brooklyn Nets

Pierce

Paul Pierce é para já a grande incógnita que a equipa tem para o verão.

A equipa gastou este ano 102 milhões de euros mais o valor relativo à taxa de luxo. No próximo ano, a equipa detida pelo multimilionário russo Mikhail Prokhorov tem um gasto de 89 milhões previsto, podendo amenizar em cerca de 8,6 milhões caso Travis Outlaw seja amnestiado (vai ser) e Andray Kirilenko e Andray Blatche não exerçam a sua opção pessoal. Creio que Blatche deverá exercê-la. Quanto ao russo, duvido. Como Shawn Livingstone (1,2) e Alan Anderson tem tido boas prestações e deverão renovar com os Nets, se a equipa renovar com o Paul Pierce de acordo com o salário actual (15,33 milhões) a equipa voltará a gastar 100 milhões de dólares, indiferentemente do facto consumado de ter usado a luxury tax pelo 3º ano consecutivo e pelo 3º ano em 5 temporadas, facto que garante uma penalização extra.

Ocorre que o proprietário da equipa já afirmou que pode não escorregar com a nota no próximo ano.

Charlotte Bobcats

Ben Gordon (13,2 milhões) não deverá ver o seu contrato renovado, Luke Ridnour (4,3M) também não deverá permanecer dados os seus números e exibições esta temporada (5,3 pontos\1.7 ass). Tyrus Thomas (9,3M) será amnestiado com quase toda a certeza e Josh McRoberts (2,7) tem player option. Com 46 milhões de cap previsto (16 de sobra) a equipa de Charlotte poderá atacar 1 ou 2 bons free-agents para continuar a construir o seu 5 inicial de forma a poderem continuar a evoluir visto que este ano já tem um lugar mais ou menos solidificado nos playoffs (6º no Este com um score de 27-30)

Chicago Bulls

Kirk Hinrich

Com um cap de 63 milhões assegurado para a próxima época (ligeiramente superior ao tecto máximo virtualmente estabelecido para a próxima época) as duas dúvidas de Chicago irão cair sobre Kirk Hinrich e DJ Augustin. Na minha opinião, o primeiro será preterido pela renovação do segundo porque é mais novo, inseriu-se muito bem dentro da equipa e tem mais margem de progressão na nomenklatura de Chicago. Como Derrick Rose vai voltar na próxima temporada, Augustin passará a ser o 6th man de Chicago, estatuto que, dado o historial do jogador num passado recente (dispensado em Indiana; despedido em Toronto) deverá agradar ao jogador. Resta saber quem é que estará na disposição de desembolsar mais do que Chicago ou granjear ao jogador um estatuto superior na equipa do que aquele que o base tem em Chicago (starter).

Com a equipa de Chicago evita as penalizações, é mais ou menos certo que volte a ultrapassar a luxury tax no próximo ano até porque a equipa irá pretender a vinda de Nicola Mirotic para a NBA com o montenegrino a candidatar-se a um salário perto dos 6 milhões de dólares. A equipa de Chicago também poderá atacar um extremo e um poste com estatuto de suplente de Joakim Noah, dependendo essas contratações do que calhar no draft à equipa dos Bulls.

Nazr Mohammed e o Rookie Erik Murphy serão jogadores livres.

Cleveland Cavaliers

deng 2

Luol Deng é a grande dúvida da equipa do Estado do Ohio. Na última semana noticiou-se em vários órgãos de comunicação da especialidade a ideia de que Cleveland poderia querer trocar o jogador que recebeu de Chicago em Janeiro pelo facto de não ter capacidade financeira para renovar com ele no verão e assim conseguir uma boa moeda de troca com o extremo. Como a equipa de Cleveland tem um cap programado de 32 milhões (+ 9,5 pela renovação que irá exercer sobre Anderson Varejão; team option e mais 3,25 sobre Alonzo Gee) sobram cerca de 17\18 milhões para avaliar Deng (14 milhões com tendência a ficar mais ou menos nestes valores\54 milhões\3 anos ou 72\4 anos) Spencer Hawes (6,5 milhões com tendência a subir) e CJ Miles (deverá ser descartado). A equipa terá portanto que optar por Deng ou Hawes ou pelo pagamento de luxury tax, coisa que decerto não irá agradar aos homens de Cleveland visto que Kyrie Irving tem qualifying offer prevista para 2015\2016, podendo ser necessária a extensão de contrato já no próximo ano com uma subida substancial de salário do epicentro do rebuild de Cleveland.

Deng poderá tornar-se um dos cabeças-de-cartaz do mês de Julho

Dallas Mavericks

nowitzky

Em Dallas, não é certo que Dirk Nowitzky renove e por isso é que a equipa está de olho em Kevin Love. Não é certo também que Shawn Marion, Vince Carter e Devin Harris renovem. Brandan Haywood deverá ser amnestiado pela equipa cujo proprietário é Mark Cuban (7M). DeJuan Blair deve renovar.

Caso Dirk Nowitzky não renove, a equipa de Dallas (apenas de 26M) irá atacar forte e feio no mercado. Caso renove, a equipa terá cerca de 15M para o fazer. Se o alemão não renovar, deverá ter meia equipa interessada nos seus serviços. O jogador afirmou recentemente que deverá assinar por mais 2 ou 3 temporadas.

Denver Nuggets

Jan Vesely é o único jogador unrestricted. O checo não deverá renovar. Nate Robinson tem player option mas como é a 3ª escolha para a sua posição na equipa deverá rumar a outras paragens.

Detroit Pistons

A equipa tem 41 milhões cativos para a próxima época. Charlie Villanueva está a falhar vários jogos derivado dos problemas físicos. Logo, não deverá renovar visto que ganha 8,5 milhões nesta temporada. O rebuild da equipa também já não passa por Villanueva. Rodney Stuckey é outra das incógnitas. O base tem feito uma época bastante interessante, principalmente ao nível da pontuação (13,7). No entanto a equipa tem um défice enorme na armação de jogo visto que nem Stuckey nem Brandon Jennings são dois puros bases organizadores. O jogador aufere 8M. Como Greg Munroe está com qualifying offer de 5,5 e a equipa não deverá querer perder o poste porque este combina muito bem com Andre Drummond, Jonas Jerebko pode exercer uma opção de +1 ano por 4,5M (juntos perfazem para 52 milhões o cap de detroit) e a equipa de Detroit não dispõe de fundos para subir o tecto salarial máximo, a equipa poderá renovar com Stuckey ou procurar um base organizador no draft até ao valor auferido pelo veterano base, mantendo-se em ambos os casos abaixo do tecto salarial máximo.

Golden State Warriors

Steve Blake é claramente uma aposta a curto prazo e Jermaine O´Neal não deverá assinar renovação porque as lesões não o deixam jogar com regularidade numa equipa que quer ser campeã da NBA. Jordan Crawford tem uma qualifying offer de 3,2 milhões para a próxima época. É a única incógnita na equipa de Oakland para o verão. Os Warriors tem 65M cativos para a próxima época. Dinheiro não é problema no franchise californiano.

Houston Rockets

O mesmo se passa em Houston. A equipa ainda está a pagar o salário a Luis Scola, amnestiado e contratado pelos Indiana Pacers. A amnistia não significa que a equipa não tenha que pagar o resto do contrato ao jogador. Apenas tem efeitos contabilísticos no cap space da equipa. Faça o que fizer, a equipa continuará acima da lux no próximo ano. Omri Casspi deve renovar visto que é um jogador muito precioso porque consegue ser bastante efectivo tanto no jogo exterior como nas penetrações com finalização debaixo do cesto. A equipa também deverá exercer os direitos sobre Chandler Parsons e Patrick Beverley (cerca de 900 mil sobre cada um). Francisco Garcia tem player option. A escolha do jogador não irá interferir muito com o rendimento bruto da equipa, conhecidas que são as suas soluções de plantel.

Nos próximos posts irei analisar as restantes equipas.

NBA 2013\2014 #35

All-Star Weekend

Sexta-Feira – Rising Stars Challenge

Não sendo um natural entusiasta deste tipo de eventos, opto por não escrever qualquer comentário sobre o jogo de exibição realizado entre os rookies e os sophomores da liga.

andre drummond

O poste dos Detroit Pistons Andre Drummond sucedeu a Kenneth Farried (Denver Nuggets) como o MVP da partida de exibição. O poste dos Pistons coroa com exito o seu ano de afirmação dentro da liga. Aos 20 anos tem todo o potencial para se tornar uma das grandes referências históricas da liga na sua posição específica. Na partida somou 30 pontos e 25 ressaltos.

Aqui ficam as habituais fotos da praxe:

rookies 1

rookies 2

Lillard

Damien Lillard (Portland Trail Blazers)

Miles Plumlee

Miles Plumlee (Phoenix Suns) – facto curioso do jogo foi a presença dos irmãos Plumlee nos dois lados da contenda. Miles de um lado, Mason (Brooklyn Nets) do outro.

mason plumlee

Mason Plumlee.

Sábado

Slam Dunk Contest

este

Terence Ross (Toronto Raptors) Paul George (Indiana Pacers) e John Wall (Washington Wizards) venceram a primeira edição do concurso de afundanços (por equipas) pela conferência este.

3 points contest

O italiano Marco Belinelli (San Antonio Spurs) levou para a casa o prémio relativo ao concurso de triplos.

Skills Challenge

Damien Lillard (Portland Trail Blazers) e Trey Burke (Utah Jazz) venceram o desafio de perícia individual destinado aos bases. Na final derrotaram a dupla de rookies da conferência este composta por Michael Carter-Williams e Victor “the singer” Oladipo.

No concurso de shooting stars, a equipa de Chris Bosh deu a vitória à conferência este.

Outros eventos:

cares 1

Como é tradição no evento, o programa social da NBA (NBA Cares) realizou algumas actividades de cariz social junto da comunidade de New Orleans. Aqui ficam algumas das imagens do evento realizado junto da população juvenil da cidade do Estado do Louisiana na qual participaram (na construção de um parque infantil) algumas das antigas e actuais estrelas da liga como Dwight Howard (Houston Rockets) Dikembe Mutombo, Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers), o frontman da casa Anthony Davis (New Orleans Pelicans), Kelly Olynyk (Boston Celtics), Michael Carter Williams (Philadelphia 76ers), John Wall (Washington Wizards) ou Kevin Love (Minesota Timberwolves).

carter williams 2

carmelo 2

Carmelo, o rebarbado.

kevin love 2

Kevin Love demonstra que apertar parafusos é tão fácil como fazer 30 pontos, 6 triplos e 15 ressaltos por jogo.

D-League All-Star Game

No jogo entre os melhores da D-League não há lugar para exibições. À procura do seu espaço na principal divisão organizada pela National Basketball Association, toda a gente se esforça para ser visto.

E.J Singler (Idaho Stampede) venceu o concurso de 3 pontos da D-League. O jogador alinha na equipa afiliada dos Portland Trail Blazers.

Tony Michell venceu pela segunda vez o concurso de afundanços da D-League. Os direitos do jogador pertencem aos Milwaukee Bucks.

NBA 2013\2014 #35 (All-Star Weekend)

all-star

Realiza-se este fim-de-semana em New Orleans no Smothie King Center o All-Star Weekend, a festa que a NBA oferece todos os anos aos seus fãs a meio da temporada. O programa oficial do evento contempla o jogo entre personalidades famosas (neste momento estou a ver esse jogo), o jogo entre rookies e sophomores da liga (hoje às 2 da manhã com transmissão na Sporttv), a noite de skills (bases, 3 pts, shooting stars e afundanços; amanhã à 1 da manhã) e o all-star à meia noite de domingo para segunda-feira. O evento também terá outros eventos menores como as festas que alguns jogadores dão durante o fim-de-semana, o jogo entre os all-star da D-League ou as inúmeras iniciativas do NBA Cares junto da comunidade de New Orleans.

Passo às apresentações dos eventos:

1. Rising Stars Challenge – dentro de momentos.

No jogo que põe frente-a-frente duas equipas constituídas por jogadores que actuam pelo primeiro e segundo ano na liga, formaram-se duas equipas: a equipa Hill e a equipa Webber, orientadas precisamente por Grant Hill e Chris Webber.

A equipa Hill é composta por:

  1. Damian Lillard (Portland, Soph)
  2. Bradley Beal (Washington, Soph.)
  3. Andre Drummond (Detroit, Soph.)
  4. Harrison Barnes (Golden State, Soph.)
  5. Terrence Jones (Houston, Soph.)
  6. Giannis Antetokounmpo (Milwaukee, Rookie)
  7. Jonas Valanciunas (Toronto, Soph.)
  8. Dion Waiters (Cleveland, Soph.)
  9. Miles Plumlee** (Phoenix, Soph.) – este substitui o lesionado Pero Antic de Atlanta.

A equipa de Chris Webber por sua vez é composta por:

  1. Anthony Davis (New Orleans, Soph.)
  2. Michael Carter-Williams (Philadelphia, Rookie)
  3. Tim Hardaway Jr. (New York, Rookie)
  4. Trey Burke (Utah, Rookie)
  5. Jared Sullinger (Boston, Soph.)
  6. Mason Plumlee (Brooklyn, Rookie)
  7. Victor Oladipo (Orlando, Rookie)
  8. Steven Adams (OKC, Rookie)
  9. Kelly Olynyk (Boston, Rookie)

2. Sábado

2.1 Shooting Stars

Cada conferência tem duas equipas. As equipas são compostas por um jogador que actualmente alinha numa equipa da respectiva conferência, um antigo jogador e uma jogadora da WBNA nas mesmas circunstâncias.

  • O objectivo do jogo obriga os 3 atletas a conseguirem lançar com eficácia de 4 posições marcadas no terreno (termina com um lançamento do meio-campo).
  • Até ao último lançamento cada atleta lança da posição no terreno que lhe for designada.
  • No último lançamento, todos podem tentar marcar do meio-campo. O relógio só para quando a equipa marcar os 4 lançamentos.

Equipas:

Conferência Este:

> Team 1: Tim Hardaway Jr. (NYK); Tim Hardaway Sr. (Legend); Elena Delle Donne (Chicago Sky)
> Team 2: Chris Bosh (MIA); Dominique Wilkins (Legend); Swin Cash (Chicago Sky)

Conferência Oeste:

> Team 1: Stephen Curry (GS); Dell Curry (Legend); Becky Hammon (San Antonio Stars)
> Team 2: Kevin Durant (OKC); Karl Malone (Legend); Skylar Diggins (Tulsa Shock)

As equipas de cada conferência jogam uma contra a outra na 1ª fase, sendo a final disputada entre as vencedoras de cada conferência.

3. Taco Bell Skills Challenge

goran dragic

O esloveno Goran Dragic (Phoenix Suns) é um dos grandes candidatos à vitória no duelo entre bases.

EASTERN CONFERENCE:
> Team 1: Giannis Antetokounmpo, Milwaukee; DeMar DeRozan, Toronto
> Team 2: Michael Carter-Williams, Philadelphia; Victor Oladipo, Orlando

WESTERN CONFERENCE:
> Team 1: Trey Burke, Utah Damian Lillard, Portland
> Team 2: Goran Dragic, Phoenix; Reggie Jackson, Oklahoma City

O Challenge de habilidades procura descobrir o base com mais perícia da liga. Pela frente, os atletas terão um circuito de obstáculos onde terão que arrancar em velocidade, executar um slalom, fazer 2 tipos de passe (picado e passe de peito) e lançar ao cesto, isto tudo, no menor tempo possível. Até este ano a competição era disputada individualmente. Em New Orleans, os jogadores irão fazer equipas de 2, sendo que o tempo acumulado diz respeito às 2 voltas realizadas pelos atletas. A equipa vencedora de cada conferência disputa a final. Na minha opinião, esta alteração tirou metade da piada à prova.

4. three-point contest

Os atiradores desta liga serão postos à prova.

  • 5 racks.
  • 4 deles contem 4 bolas laranjas e uma bola às cores.
  • Cada bola laranja vale 1 ponto.
  • Cada multicolor vale 2 pontos.
  • O 5º rack é composto por 5 bolas multicolores.
  • Cada atleta pode colocar o 5º rack numa das 5 posições designadas pela organização.
  • Cada atleta tem 1 minuto para atirar as 25 bolas.

EASTERN CONFERENCE:
> Arron Afflalo, Orlando
> Bradley Beal, Washington
> Kyrie Irving, Cleveland
> Joe Johnson, Brooklyn

WESTERN CONFERENCE:
> Marco Belinelli, San Antonio
> Stephen Curry, Golden State
> Damian Lillard, Portland
> Kevin Love, Minnesota

Os atiradores do Este competem entre si enquanto os do Oeste fazem exactamente o mesmo. Os vencedores de cada conferência disputam a final. Em caso de empate nas eliminatórias, há lugar a um desempate de 24 segundos.

5. Slam Dunk

Sprite Slam Dunk

EASTERN CONERENCE:
> Paul George, Indiana Pacers
> Terrence Ross, Toronto Raptors
> John Wall, Washington Wizards

WESTERN CONERENCE:
> Harrison Barnes, Golden State Warriors
> Damian Lillard, Portland Trail Blazers
> Ben McLemore, Sacramento Kings

Em relação ao tradicional modelo que regulamentava esta competição, existem algumas diferenças a salientar. Até à edição deste ano, cada atleta tinha direito a dois ensaios, vencendo aquele que obtivesse a maior pontuação do juri. Na edição deste ano a organização decidiu baralhar as contas do concurso de afundanços com um sistema assente em duas rondas: uma ronda freestyle e uma ronda de batalha.

  • Na ronda freestyle, os 3 participantes de cada conferência tem 90 segundos para mostrarem o que prepararam em casa. Cada um dos participantes por conferência tem que afundar pelo menos uma vez. Depois de realizados os afundanços, um painel de 3 juízes vota na melhor prestação realizada, ou seja, nos atletas do Este ou Oeste. A conferência mais votada tem direito a escolher a ordem de saída da ronda de batalha.
  • Na ronda de batalha, existe um duelo individual 1×1 entre os atletas de ambas as conferências. Cada um executa um afundanço. Os juízes escolhem aquele que acharam melhor. Quem reunir mais votos, marca um ponto. A conferência vencedora será aquela que marcar 3 pontos

Estas novas regras foram criadas com o intuito de proporcionar uma maior espectacularidade ao concurso. Haverão mais afundanços do que aqueles que haviam nos concursos realizados até aqui. A meu ver, este novo modelo também retira piada à prova. Pela primeira vez na história da liga, o lendário prémio relativo ao rei dos afundanços não será atribuído a um só jogador.

Nota: Abusiva também se deve considerar a presença de Damien Lillard em praticamente todas as provas. O base de Portland é de facto um jogador fantástico com um futuro promissor à frente mas penso que a liga (à semelhança do que fez há uns anos atrás com Kevin Durant, Dwight Howard ou Blake Griffin) não tem necessidade nenhuma de praticar estes excessos de hype em volta do jovem jogador da equipa detida pelo co-fundador da Microsoft Paul Allen.

No domingo irei apresentar o All-Star Game quando já tiver disponíveis as tradicionais fotos dos atletas que irão participar.

 

A visita de Rodman à Coreia do Norte

A anual visita de “diplomacia basquetebolista” de Dennis Rodman à Coreia do Norte de Kim Jong-Un, a propósito do 31º aniversário do ditador norte-coreano.

Rodman pegou em alguns antigos jogadores da liga ( Kenny Anderson, Cliff Robinson, Vin Baker, Craig Hodges e Doug Christie) e foi a Pyongyang fazer um jogo de exibição comemorativo do aniversário do líder Norte-Coreano contra a selecção local. A vitória acabou por sorrir, como não poderia deixar de ser, aos jogadores asiáticos. Contudo, a polémica em volta da visita de Rodman aquele país asiático acabou por ficar polémica pela recente condenação do missionário norte-americano (de ascedência coreana) Kenneth Bae a 15 anos de prisão pela justiça coreana por actos de espionagem alegadamente cometidos em território norte-coreano. Rodman saiu em defesa do regime quanto ao “Dossier Bae”.

Aqui ficam alguns dos vídeos que recolhi deste acontecimento:

O amigo Kim-Jong Un – Acrescente-se que o líder norte-coreano é badalado como um grande fã da NBA

A família de Bae repudiou a visita e as declarações proferidas pelo antigo poste all-star dos Chicago Bulls e Detroit Pistons. A Casa Branca não quis contestar a visita do antigo jogador a um dos seus inimigos diplomáticos.

NBA 2013\2014 #25

No dia do 29º aniversário de LeBron James, os Heat foram ao Pepsi Center em Denver, Colorado, vencer os locais Nuggets por 97-94.

Ausência de Chris Andersen para o lado de Miami e Danilo Galinari para o lado de Denver.

Os Heat começaram bem o jogo com um parcial de 8-0 com 2 triplos de Shane Battier. Característica comum a todos os períodos da partida foram os maus arranques de período dos Denver Nuggets em todos os períodos da partida. Num piscar de olhos, a equipa orientada por Brian Shaw equilibrou a partida até ao primeiro timeout, pedido a 4 minutos do fim do período. Com 2 triplos (Ty Lawson e Jordan Hamilton) e um par de boas penetrações por parte de Wilson Chandler, os Nuggets haveriam de ir para o timeout a perder por 14-18. Nesta fase inicial, sinal negativo para o poste Kenneth Farried com 4 lançamentos falhados. Rapidamente, os Nuggets passariam pela 1ª vez para a frente da partida com mais uma penetração de Wilson Chandler (2:08) – muito activo no primeiro tempo, Chandler prometia uma grande exibição, facto que não viria a acontecer na generalidade da partida.

No final do primeiro período, o jogo tinha todos os condimentos – 30-29 no marcador para Denver, espectacularidade, efectividade, intensidade a todos os níveis e produtividade.

O 2º período abre com dois lançamentos de Dwayne Wade que devolvem a liderança aos Heat. Mais uma vez, Denver entra mal no período com alguns turnovers de André Miller. Poucos pontos no minuto inicial dão a melhor fase do jogo para os Denver: Randy Foye assumiu muito jogo, Farried começou a acertar com o cesto e J.J Hickson com 2 lançamentos afastados do cesto nada característicos ao seu jogo resultaram num parcial de 9-2 para os Denver (6 de vantagem; 41-35 a meio do período). No recomeço da partida após timeout pedido por Erik Spoelstra entra na equipa de Miami Michael Beasley, jogador que tem vindo a actuar com mais regularidade nesta fase da época (com bom aproveitamento diga-se a bom da verdade; 11 pontos de média\4.4 ressaltos) e que viria a ser decisivo na partida.

Os Nuggets haveriam de aproveitar o memento construído através de uma excelente intensidade defensiva (principalmente na luta das tabelas, onde Miami apresentou algum défice talvez em virtude da estratégia defensiva montada por Spoelstra; estratégia essa que passou por não contestar ressaltos e fazer recuar a equipa rapidamente para evitar o fastbreak game, departamento de jogo onde a equipa de Denver se sente como peixe na água) e de um par de boas investidas montadas por penetrações de Chandler e Foye, lançamentos de meia distância de Ty Lawson e uma melhor eficácia de Kevin Farried (neste 2º período, Denver ganhava no jogo interior\points in the paint por 22-10 ao intervalo) para chegar ao intervalo a vencer por 55-46. Do outro lado, assistiamos a uma primeira onde Dwayne Wade assumiu muito jogo, chegando ao intervalo com 12 pontos. No intervalo, queixou-se de dores nas costas e não regressou ao jogo.

No 3º período, os Heat recolaram-se novamente aos Nuggets com um parcial de 8-0 nos primeiros 3 minutos. Brian Shaw foi obrigado a parar a partida. No seu recomeço, Miami passa para a frente e dá-se um dos casos da partida: Norris Cole vai isolado para o cesto quando é carregado por Kenneth Farried. Cole cai desamparado de cara no piso e nota-se que o jogador de Denver fica perturbado com a situação. Dois lances livres para Miami. Cole sai a chorar do terreno de jogo, acompanhado pelo colega de equipa Joel Anthony. Aplica-se a regra mais estupida da liga. Como Cole não pode cobrar os lances livres, o árbitro vai ao banco adversário, como a regra manda, pedir ao treinador de Denver que escolha quem de Miami vai executar os lances. Brian Shaw ri-se, todo o banco de Denver ri-se e Greg Oden, junto ao banco de Miami dá uma garagalhada – Shaw acaba de escolher, Joel Anthony, o jogador de Miami menos efectivo no capítulo do lançamento, aquele que precisamente estava a levar Cole ao balneário. Faz-se um compasso de espera, Anthony regressa e para espanto de todos enfia os dois lançamentos dentro do cesto, fazendo na altura o 59-(57).

Começa o jogo LeBron.

Darrell Arthur entra para Denver e faz dois posters espectaculares fazendo a equipa disparar novamente no marcador. Começa o espectáculo LeBron. O artista de South Beach faz 3 triplos quase seguidos (haveria de terminar o jogo com 26 pontos\5 triplos). No final do 3º período, Denver vence por 77-72. Sinal + para Randy Foye neste período. O jogo continua muito eficaz com Denver a terminar o 3º período com 57% de efectividade no lançamento e Miami perto dos 50%.

O 4º período começou sem pontos. Denver tenta rodar mais a bola. Jogo muito intenso mas pouco efectivo nesta fase. Aos 8:45 Ray Allen empata a partida a 77 com um fantástico triplo em zona central. Responde Lawson com um triplo. J.J Hickson conquista nesta altura alguns ressaltos importantes para a equipa. Sobressai Ty Lawson com a sua capacidade de organização de jogo, lançamento exterior e inteligência. Joga, faz jogar e em situações de pressão consegue cavar muitas faltas. Quando o jogo já se aproxima do fim, a equipa de Denver baqueia. Chris Bosh faz 2 lançamentos seguidos e devolve a liderança a Miami a 5 minutos do fim (83-82). Allen completa o ramalhete já perto do final com um triplo que estabelece 82-86. Lawson responde logo a seguir com novo triplo (85-86). O jogo avança para um fantástico final.

Já no último minuto, Allen consegue enfiar um triplo do canto esquerdo completamente apertado por 2 adversários. Chandler responde com um fantástico afundanço onde Ty Lawson conseguiu bloquear Chris Bosh para abrir espaço para o colega passar. Fica uma falta por marcar neste lance e de certa maneira a arbitragem influiu no resultado final da partida. Timeout de ocasião. Miami com bola vence o jogo num fantástico triplo de Michael Beasley a 30 segundos do fim (92-96). O triplo de Beasley é a prova viva de que nesta equipa de Miami quando não são os jogadores do big-three a decidir, alguém o faz. Ou Battier, ou Chalmers, ou Cole, ou desta feita, Beasley. E isso tem sido um dos méritos da evolução que Spoelstra está a fazer nesta equipa nos últimos 3 anos – de uma equipa centrada na figura de LeBron James, Miami passou a ser uma equipa que está a funcionar como colectivo. Randy Foye ainda consegue fazer uma penetração a 25s do fim. Falta sobre Ray Allen – falha um dos lances livres (94-97) dando hipótese a Denver de levar o jogo para prolongamento com um triplo nos últimos minutos.

Sai o bizarro. Brian Shaw pede timeout. No timeout, JaVale McGee toca piano virtual com os dedos aproveitando a pianística música de fundo. Jordan Hamilton vai repor a bola. Nenhum dos seus companheiros se desmarca. Passam os 5 segundos como manda a regra. A bola é dada ao contrário e Denver estraga numa joga o fantástico jogo que fez. Vitória para Miami por 97-94.

Outros jogos de ontem:

Jogo com várias carambolas no marcador na 2ª parte. A equipa de Detroit teve o jogo na mão no 4º período mas deixou-se perder. 106-99 num grande jogo de John Wall com 29 pontos e 7 assistências. Do lado de Detroit, mais um grande jogo dos postes da equipa – Greg Munroe (22 pontos e 10 ressaltos) fez um facial violento a John Wall e Andre Drummond com 16 pontos e 16 ressaltos.

Vitória limpinha limpinha dos meus Bulls em Memphis. Jimmy Butler fez 26 pontos e DJ Augustin foi novamente fantástico a organizar o jogo da equipa, obtendo 9 assistências. Vitória muito importante para uma equipa que está neste momento fora dos playoffs. No ponto seguinte irei analisar uma possível de troca que Bulls e Cavs podem fazer nos próximos dias.

Mavericks e Wolves protagonizaram o jogo da jornada. Kevin Love voltou a fazer números surreais. Noite após noite, Love está a carregar com os Timberwolves às costas e mesmo assim isso não está a chegar para que estes saltem para uma posição dentro dos lugares de playoffs.

Kevin Love

26.5 pontos, 13.7 ressaltos e 4.4 assistências de média fazem de Love o primeiro ao nível do ranking de eficiência da Liga. Apesar da equipa ter feito um esforço enorme para dotar Love com um colectivo capaz de ir aos playoffs (Corey Brewer, Ricky Rubio, Juan José Barea, Nikola Pekovic), creio que os colegas não tem estado à sua altura e a própria conferência Oeste, extremamente competitiva este ano, fará com que os Timberwolves fiquem aquém do seu objectivo. Os Wolves são 9ºs no Oeste.

Quanto ao futuro de Kevin Love:

1. É expectável que caso os Wolves não consigam atingir os playoffs, Kevin Love saia da equipa no próximo verão. Love tem contrato com os Wolves até 2016, recebendo 14,63 milhões nesta época, 15,7 na próxima e 16,7 na temporada 15\16. Qualquer equipa que o queira terá que ter este (ou um cap superior) cap salarial para o adicionar. Para além disso terá que efectuar uma troca contratualmente equalitária ao contrato que aufere actualmente Love. Os Lakers tem cap para adicionar Love para o ano mas não tem ninguém com um valor de troca (financeiro\desportivo) que agrade a Minesota.

Ler Steve Aschburner no Hang Time sobre o rendimento do poste de Minesota.

Grande vitória dos New Orleans Pelicans frente aos Blazers por 110-108. Exibição monstruosa do base reforço Jrue Holliday com 29 pontos e 13 ressaltos. Os Pelicans continuam a fazer uma temporada muito tranquila, tentando evoluir a equipa que têm para atingir outros objectivos no próximo ano. Anthony Davis está a evoluir muito favoravelmente aos problemas físicos que o tem atormentado nos últimos meses.

2- Notícias e rumores:

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

Faltam 7 dias para Andrew Bynum decidir o futuro. Ontem e hoje surgiram dois rumores:

1- O primeiro dava conta de negociações entre Bulls e Cavaliers. O Bleacher Report e o analista da Yahoo Adrian Wojnarowski (quando salta um rumor da boca deste raramente é mentira) afirmam que Bulls podem estar interessados em trocar Luol Deng por Andrew Bynum e mais qualquer coisa: fala-se no sg Dion Waiters e em compensações monetárias até porque Dion Waiters poderá estar incompatibilizado com Kyrie Irving.

Na minha opinião, toda a gente fica a ganhar com este cenário.

1.1 – Os Bulls limpam algum cap salarial com a saída de um jogador que ganha cerca de 14,5 milhões e ainda recebem um poste de qualidade (limitado fisicamente é certo) para ser alternativa a Joakim Noah e um SG que permitirá mais soluções de colectivo para Tom Thibodeau. Além disso, os Bulls começam a preparar o futuro da equipa que pelos últimos rumores não deverá passar pela continuidade de Deng (está insatisfeito com a proposta salarial que a equipa lhe fez e quer sair) e Carlos Boozer (será amnistiado no final do ano porque da Liga Espanhola vem, em virtude da pick que Chicago recebeu em 2012, Nikola Mirotic). Do ponto de vista financeiro, ajuda os Bulls a descerem a sua folha salarial, imperativo que Jerry Reinsdorf terá pedido ao GM Gar Forman para a próxima época, excepto se a equipa lutar pelo título. Só nesse cenário, Reinsdorf irá pagar as penalizações e taxes que sejam necessárias.

1.2 – Os Cavs continuam a sua estratégia de evolução com a entrada de Deng. Será um bom complemento para Kyrie Irving e do ponto de vista de maturidade talvez seja o jogador que necessitam para atacar objectivos maiores.

1.3 – Para Andrew Bynum, a subalternização que terá a Joakim Noah será benéfica para voltar em grande à liga como espera. Com menos minutos de jogo e menos pressão, poderá relançar a carreira em Chicago. Dion Waiters poderá ser um excelente 6 em Chicago.

2- O segundo dava conta do interesse dos Lakers em fazer regressar uma das suas principais apostas no passado em troca por Pau Gasol.

A troca é muito engraçada para os Lakers (poupam imediatamente 10 milhões no seu cap, podendo ter espaço para tentar várias trocas ainda esta época para dotar a equipa de jogadores capazes de atingir os playoffs ainda esta época) mas não estou a ver Cleveland dar 10 milhões de euros por um jogador que está a jogar mal e que não acrescenta muito mais daquilo que Varejão oferece à equipa.

3- O Hang Time advoga que Rajon Rondo (Boston Celtics) pode voltar à competição na equipa afiliada do franchise de Boston da DLeague.

4- Em Nova Iorque continua a irmandade. Depois do irmão de Mike Woodson ter sido contratado pela equipa, agora foi a vez dos Knicks anunciarem a contratação de Chris Smith, irmão de J.R Smith

Já diz o ditado que quem sai aos seus não degenera. Se Chris Smith for metade do irmão, em vez de um problema, os Knicks passam a ter dois!

5 – Al Hortford (Atlanta Hawks) será novamente operado ao músculo direito da zona peitoral. Ficará 1 ano de fora. Má notícia para os Hawks.

6 – Os rumores à volta da possível troca de Carmelo Anthony.

3 – A ler ainda:

 

NBA 2013\2014 #11

Then…

and now…

Vitória na quinta sobre Miami com duas exibições monumentais de Carlos Boozer (27 pontos) e Luol Deng (20). Volta-se a confirmar a ideia que há muito manifesto: quando Rose sai de cena, Deng reaparece. Vitória seguida de uma derrota colossal em casa frente aos Pistons, equipa à qual os Bulls venceram há menos de duas semanas por 59-79 precisamente no Palace of Auburn Hills.

Situação actual da equipa:

1.Rose out até ao final da temporada. Culpas no cartório para Gar Forman, o General Manager da equipa. No início da época pensou-se: “bem, o Rose regressa, Rose e Hinrich dão prós gastos e extravaganzas, vamos mandar o Nate Robinson embora” – o Rose lesionou-se novamente, o Hinrich não vale ponta de um peido, e o Nate, que até levou Chicago às costas na ausência de Rose (e em certa maneira de Deng) está lentamente a fazer em Denver aquilo que fez na última época em Chicago: saltar do banco, tomar conta da equipa e resolver jogos de forma espectacular.

2. O fantástico ambiente que reina no seio do franchise. Esta semana confirmaram-se os rumores de que há muito se suspeitava – Gar Forman e o treinador Tom Thibodeau não se falam há meses. Zangaram-se porquê? Porque passou uma núvem pelo homem que comanda o destino dos Bulls e este despediu o adjunto responsável pelo departamento defensivo e pela fantástica defesa que Chicago apresentou nos últimos anos. Depois da saída de Adams, a equipa nunca mais voltou a defender da forma implacável como defendia há ano e meio atrás.

3. Dwayne Wade voltou a comprar casa na sua cidade natal. O acontecimento levou toda a imprensa especializada a afirmar que Wade (tacitamente poderá terminar contrato com os Heat se assim o entender no final da próxima temporada) poderá estar a caminho dos Bulls na próxima época. Tal assumpção levanta-me várias questões:

3.1. Em primeiro lugar, estarão os Heat dispostos a abdicar da sua fórmula de sucesso?

3.2. Apesar de ter nascido em Chicago, Wade é um jogador de franchise de Miami. Um símbolo de equipa, o pilar em que assenta o triunfo da equipa da Flórida nas últimas duas épocas. Estará Wade disposto a abdicar da vida que fez em Miami para ir para uma equipa sem rei nem roque?

3.3. Wade não caminha para novo. Tal crença agudizou-se recentemente com a utilização a conta gotas que os Heat estão a fazer do seu base em virtude das lesões que tem padecido ultimamente. Se os Bulls afirmaram não ter dinheiro para manter Robinson e Belinelli, se os Bulls já pagam luxury tax com a medíocre equipa que tem, se os Bulls ainda não conseguiram resolver os dossiers Boozer e Deng, terão capacidades para atacar um jogador que não virá ganhar menos de 20 milhões de dólares para Chicago caso esteja interessado em assinar?

4. Deriva do ponto 3.3. Esta época está feita para os Bulls. Apuramento à rasquinha para os playoffs, isto é, se o conseguirem de facto. A falta de estratégia a médio prazo do franchise é um problema gritante. Não vem de agora. Vem desde a contratação de Thibodeau e Boozer. A estratégia (ou a falta dela) está assente na premissa: “formamos uma equipa e pró ano é que é” – “O Rose lesionou-se mas quando voltar, pro ano é que é” – “O Rose voltou a lesionar-se mas pró ano com o Mirotic e com um bom free-agent é que é” – assim se queimam épocas atrás de épocas sem qualquer critério e com uma lista de pagamentos altíssima.

5. Os postes. Boozer está a exibir-se a alto nível no ano em que pode estar de malas aviadas. Boozer não é parvo nenhum. Sabe perfeitamente que esta época pode ser a montra ou para renovar com a equipa com valores aproximados aos que actualmente aufere ou com outra equipa com um salário minimamente elevado (9 a 12 milhões).

Noah está a subir de forma depois de ultrapassadas as dificuldades físicas sentidas no crónico problema na planta do pé.

Taj Gibson está a subir de forma e parece ser o candidato natural à posição 4 se Boozer sair.

Nazr Mohammed é uma nódoa. Ainda não consegui perceber o que é os responsáveis de Chicago vêem nele para o manterem na equipa.

6. Rose ainda acredita que vai voltar. Ao site\rádio dos Bulls disse: Dead serious. I know I’m going to be alright. It shouldn’t be hard for me at all, I don’t have anything to complain about. I think the hard part that I had to go through in life, period, is living in poverty and not being able to get what I want. I’ve got everything that I want and I just can’t play the game that I love playing. But I have my son and I think he’s going to be huge in this process. I’ll be around him a lot. “I just turned and this happened, kind of like a freak accident, If this were to happen 10 more times, I’ll be able to deal with it. I did all that I could do. I’ll put everything I have into coming back.” 

Pessoalmente acredito que regresse, mas dúvido que regresse ao nível que esperamos dele.

Vou ainda abordar mais duas questões:

Kobe

O regresso de Kobe.

8 meses depois da horrível lesão no tendão de aquiles, é expectável que regresse à competição hoje no jogo contra os Raptors (2 e meia da manhã). Os Lakers bem o merecem pelo esforço que a sua pobre equipa está a fazer neste início de temporada para manter o barco minimamente estável na ausência das suas principais figuras (Kobe, Nash, ultimamente Kaman).

Se por um lado reconheço, olhando para a equipa de LA que existe gente com muito talento – Gasol, Nick Young, Jodie Meeks – na ausência dos 3 lesionados – por outro, existe ali gente que apesar de não ter um talento compatível ao ponto de se dizer que tem estatuto de jogador médio ou médio\alto – Steve Blake, Jordan Farmar, Xavier Henry, Wesley Johnson, Robert Sacre – há que reconhecer que tem feito das tripas coração para manter o franchise perto dos lugares de playoff e, neste momento, até estão a conseguir esse objectivo (score 10-9).

Espero mesmo do fundo do coração que Kobe regresse em força e dentro de meses volte a mostrar a fera que existe dentro de si. Para bem da equipa e dos seus pobres adeptos que, em certa medida, tem sido aqueles que tem sofrido mais com o percurso da sua equipa. (Os adeptos dos Bulls não andam longe!)

Rubio

É sensacional, é brilhante e ver um jogo da sua equipa (Timberwolves) é um prazer. Ricky Rubio. Só lhe falta melhorar o capítulo do lançamento. Gosto muito destes Timberwolves. Tem um base de sonho, um 5 de sonho (Corey Brewer, Nikola Pekovic, Kevin Love, Kevin Martin) e para dar o passo decisivo para o sucesso só lhes falta um banquinho melhor – José Barea é outro base que aprecio muito, muito energético, bom distribuir e bom lançador se bem que a malta de Minesota não concorda com a minha opinião e assobia constantemente o seu número 6. Luc Mbah-a-Moute é um jogador interessante. Alexei Shved é um jovem com muito potencial que não está a ser aproveitado pela equipa e o rookie Senegalês Gorgui Dieng parece-me ser um jogador capaz de se tornar um poste muito interessante.

A equipa combina muito bem o jogo exterior de Brewer, Love, Martin com o poderosíssimo contributo interior do Montenegrino Pekovic. Esse facto deve-se à excelente leitura de jogo que Rubio faz de cada ataque. A Nikola Pekovic falta melhorar a sua eficácia perto do cesto. É o grande défice deste jogador que recentemente vi estar a fazer uma média pontual de 15 e tal. Trabalho satisfatório (para já) de Rick Adelman.

Para finalizar, aproveitando a deixa do último ponto, Wolves e Spurs foram fazer na quarta-feira um jogo à Cidade do México.

Eis o que aconteceu:

Incêndio no pavilhão obrigou à evacuação do mesmo.

A ler:

NBA 2013\2014 #4

O primeiro com a ajuda do Staff da NBA Portugal League.

1. O primeiro Shaqtin´a´Fool da temporada. – Escolha do Eduardo Barroco de Melo.

2. Norris Cole (Miami Heat) faz um ankle breaker a Derrick Rose (Chicago Bulls) na vitória de Miami sobre a equipa de Chicago a abrir a temporada. – Escolha do nosso futuro autor Hugo Coelho Gomes.

3.

Paul Pierce faz um tremendo abafo sobre LeBron James na primeira vitória dos Nets nesta época por 101-100 sobre os campeões em título a 1 de Novembro. – Escolha de Eduardo Barroco de Melo

4. O #2 do draft deste ano Victor Oladipo (Orlando Magic) mostra os seus dotes vocais! –Escolha de Eduardo Barroco de Melo

5.

A bola de jogo de Steve Blake sobre Dwight Howard (ex-Lakers) na vitória dos Lakers sobre os Houston Rockets. O poste acabaria por ser decisivo na partida pela negativa. Os Lakers aproveitaram a deficiência que Howard mostra na linha de lance livre, fazendo, nos minutos finais, faltas que o colocaram na linha. – Escolha de Roger Forte.

6.

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Jeff Green faz um jogo muito interessante na vitória dos Boston Celtics sobre os Miami Heat, principalmente nos minutos finais quando fez um poster com falta na cara de LeBron James e concretizou o estupendo título da vitória dos Celtics. – Escolha do Roger Forte.

7.

Um dos vídeos do momento na Liga. A 9 de Novembro deste ano, o poste dos Orlando Magic destruiu um teclado de um computador na recepção de um motel de Orlando. O jogador estava visivelmente embriagado. A polícia teve que intervir no assunto.

Em comunicado oficial, os Orlando Magic já reagiram com a condenação do acto por parte do seu jogador. O jogador será multado pela equipa. Já não é a primeira vez que o “baby shaq” é multado. A 22 de Janeiro de 2010 foi multado pela liga em 25 mil dólares por comportamento obsceno num jogo frente aos Pistons. Glen Davis respondeu com um gesto obsceno a um espectador que, junto do banco dos Celtics, lhe chamou “gordo”. Já na altura, Doc Rivers, na altura técnico dos Celtics referiu que Davis precisava de crescer ao nível de maturidade. 3 anos passaram mas pouco ou nada mudou…

8.

Xavier Henry “vinga-se” do clube onde jogou na época passada. Salvo seja, visto que os Hornets passaram a Pelicans. O lance é duvidoso. Jeff Whitey parece estar dentro do garrafão, apesar de ter ganho posição. Por outro lado, Henry ataca o oponente com o braço. Lance duvidoso. – Escolha do Roger Forte.

NBA 2013\2014 #3

1. Os Jazz deixaram de ser o saco de pancada da Liga e conseguiram ontem a primeira vitória na competição. Al Jefferson
é que foi fino. Para não levar tantas doses, mudou-se para Charlotte. Tem uma maior possibilidade de ganhar mais 3 ou 4 que jogos do que teria em Utah.

2. Os Nets estão em desespero após um 2-5 inicial. Noutras andanças já se diz à boca pequena que a saída de Jason Kidd poderá dar-se nos próximos jogos. Penso que o problema não é Jason Kidd. No mundo do desporto é normal ver grandes jogadores ou atletas fracassarem enquanto treinadores e, jogadores que não foram profissionais ou tiveram carreiras medíocres conseguirem carreiras vitoriosas enquanto treinadores. Não concordo com o argumento que muitos defendem ao considerar a passagem de Kidd de jogador a treinador principal um acto demasiado rápido. Não concordo porque quem acompanhou Kidd sabe perfeitamente que este, enquanto jogador, foi o braço direito de muitos treinadores no campo e desempenhou durante muitas décadas o papel de líder absoluto das equipas por onde passou. Creio portanto que as últimas épocas serviram para Kidd fazer suavemente a transição de papéis. Assim sendo, não tenho dúvidas que se tornará um bom treinador. O grande problema dos Nets é o problema existente em muitas equipas da liga: o dinheiro não traz felicidade. Pensei que a chegada de Garnett e Pierce trouxessem um maior senso de colectivo à equipa. Enganei-me. Quando a equipa está a ganhar disfarça uma das suas realidades: a inexistência de um jogo colectivo firme. Aquilo a que os americanos chamam de “chemistry” Quando a equipa está a perder, é cada um por si. Deron Williams perde a sua capacidade de decisão, Garnett começa a lançar à toa, Joe Johnson idem. É nisso que Kidd terá que trabalhar para conseguir levar os Nets ao patamar desejado.

3. Minnesota. Ricky Rubio. Um show. É pena que os Wolves não tenham capacidades para manter esta equipa. Há ali gente com muito talento que rapidamente se irá aperceber que ali jamais irão vencer o quer que seja. Rubio, Love e Pekovic são os 3 casos mais veementes numa equipa que tem procurado construir soluções que lhe permitam alcançar os playoffs. Contudo, os postes da equipa já tem rendimentos muito aceitáveis no seio da equipa.

Contudo, o caso de Kevin Love faz-me lembrar o caso Garnett. Na NBA, o dinheiro não é tudo.

4. De Detroit. Há alguns dias atrás vi um jogo de Detroit em que apareceram duas campanhas curiosas. Com a cidade mergulhada num medonho processo de insolvência colectiva, num estado com cerca de 3 milhões de desempregados e com um exodo de pessoas para outros estados americanos estimado nos 2 milhões de pessoas nos últimos 3 anos, os Pistons tem sofrido com a falta de público no Palace of Auburn Hills. O franchising foi o que mais perdeu na liga nas últimas épocas, financeiramente falando. Apenas conseguiram um lucro de 27 milhões de dólares nas últimas 5 temporadas, sendo que a partir de 2009 estão a acumular prejuízos. Recordo que Detroit foi um dos franchisings que mais se opôs às pretensões dos jogadores durante a questão dos contratos colectivos que levou ao lock-out no início da temporada 11\12, fruto da falta de capacidade do franchising para continuar a cumprir a regra que obrigava até então o pagamento de 57,5% dos lucros da equipa aos seus jogadores. Voltando ao jogo. Como o Palace of Auburn Hills tem a 3ª pior média de espectadores da NBA (apenas superado pelo clássicos problemas de New Orleans e Charlotte) os Pistons tem campanhas em certos day events que se podem catalogar de “NBA for free” – nesse jogo, apregoaram 2 packs interessantes: o primeiro que garantia a 4 pessoas bilhete para o jogo, 1 pizza grande e 4 refrigerantes grandes por 46 dólares e outro que garantia a grupos de 8 bilhetes por 64 dólares.

5.

nets

16 de Janeiro – O2 Arena, London – Nets vs Hawks (temporada regular) – Aqui não existem borlas! Os bilhetes vão das 40 libras às 250 libras.