Da Champions #13

O Olympiacos ganhou ontem meio bilhete para os oitavos-de-final da Champions depois de derrotar o Manchester United por 2-0 no Piraeu. A equipa grega aproveitou mais uma exibição muito desapontante da equipa de David Moyes nesta temporada para conseguir uma vantagem confortável para o jogo da 2ª mão em Old Trafford. A equipa de David Moyes terá 15 dias para mudar a sua atitude se quiser passar aos oitavos-de-final.

As duas equipas defrontaram-se pela 5ª vez na prova. Nos 4 primeiros confrontos, a contar para a fase-de-grupos das temporadas 2001\2002 e 2002\2003, o Manchester United de Sir Alex Ferguson venceu as 4 partidas.

Na antevisão feita para a partida, o treinador do Olympiacos, o espanhol Michel avisou que apesar de não ser favorita na eliminatória, a sua equipa ia fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para levar de vencido o United de David Moyes. Realçando que a Liga dos Campeões é uma prova imprevisível onde tudo pode acontecer e desvalorizando o mau momento actual da equipa inglesa, Michel alertou que a equipa orientada pelo treinador escocês poderá vislumbar a competição como a tábua de salvação de uma época que está, a ser até ao momento, desatrosa. Como a equipa grega lidera de forma destacada a liga grega (já é praticamente campeã), Michel poderá apostar as fichas todas na Champions.

No primeiro jogo na prova sem uma das revelações da prova, o avançado Kostas Mitroglou (vendido ao Fulham no mês de Janeiro) Michel também não pode contar com o argentino Javier Saviola, o autor do apuramento dos gregos para a fase final da prova no jogo disputado contra o Benfica na Grécia.

Os treinadores entraram em campo com um sistema de jogo exactamente igual: 4x5x1. Do lado do Olympiacos, Michel fez alinhar o seu quarteto defensivo habitual, reforçando o meio-campo com Maniatis e Delvin Ndinga (esteve exibiu-se de forma exemplar, ganhando todas as batalhas do meio-campo), Choro Dominguez nas costas do nigeriano Michael Oleité, com o primeiro a deter a tarefa de construir o jogo do Olympiacos pelo miolo e o segundo como um ponta-de-lança móvel. Nas alas, o técnico espanhol colocou o paraguaio Hernan Perez, reforço da equipa no mês de Janeiro, na esquerda e este em conjunto com o lateral José Holebas moeu a cabeça a Chris Smalling. Na direita, Michel deu a titularidade ao costa-riquenho emprestado pelo Arsenal Joel Campbell. O costa-riquenho haveria de aproveitar uma excelente combinação no miolo com Oleité para fazer o 2-o com um certeiro remate em arco que DiGea não conseguiu defender.

David Moyes voltou a apresentar a defesa tipo do último mês com Smalling à direita, Vidic e Ferdinand no centro e Evra à esquerda. Smalling teve um dia para esquecer. Defensivamente não deu uma para a caixa no confronto com Perez. Ofensivamente não conseguiu acrescentar nada à equipa e ficou muito aquém das exibições de Rafael da Silva. E aqui se vêem as lacunas existentes no plantel da equipa de Manchester: não tem um lateral direito capaz de cumprir as tarefas defensivas e ofensivas com um certo equilíbrio. Rio Ferdinand mostra que já não tem andamento para jogar ao mais alto nível.
Carrick e Cleverley assumiram as posições do Miolo. Moyes tentou dar alguma velocidade ao flanco esquerdo com a inserção de Ashley Young no onze até porque do outro lado Leandro Salino é um jogador, como bem sabemos, combativo. Na direita jogou o equatoriano Antonio Valência. Wayne Rooney voltou a jogar no meio-campo com a função de construir o jogo do United e apoiar Robin Van Persie, a referência de ataque dos Red Devils. Nesta temporada, o holandês está muito aquém daquilo que realizou na temporada 2012\2013.

O jogo começou numa toada lenta e com as equipas a adoptarem uma postura cautelosa. Este ritmo de jogo haveria de ser mantido durante os 90 minutos de jogo. O Olympiacos foi controlando os acontecimentos perante uma equipa de Manchester muito apática, muito desligada, pouco pressionante, pouco agressiva, sem grandes rasgos individuais, pouco interligada entre sectores, com uma construção de jogo bastante incipiente e acima de tudo, com muita pressão nos pés. Por várias vezes Smalling e Ferdinand perderam bolas em zonas recuadas e permitiram ao Olympiacos acelerar o jogo e construir jogadas de perigo. Prova disso foi quando aos 8″ Smalling tentou sair a jogar pela direita, complicou e o argentino Choro Dominguez recuperou o esférico, galgou o meio-campo dos ingleses sem que nenhum jogador do United saísse a seu encontro, entrou na área, rematou e viu o seu remate bloqueado por um espectacular carrinho de Nemanja Vidic. Se não fosse o acto heróico do central sérvio, o Olympiacos poderia ter inaugurado aqui o marcador.

O Manchester United tentava circular bola a toda a largura do terreno de forma a solicitar uma atitude mais interventiva de Ashley Young na esquerda e Valência na direita. O primeiro optou quase sempre por tentar puxar a bola para o centro do terreno de modo a poder aplicar o seu remate ou servir Van Persie na área. O segundo tentou ganhar a linha a Holebas mas o lateral da equipa grega não permitiu muitas veleidades ao extremo equatoriano.

Aos 25″ o paraguaio Hernan Perez sacudiu um jogo que estava a ser, a bom da verdade, secante. Recebendo a bola no flanco, encarou Chris Smalling olhos nos olhos, entrou na área e atirou às malhas laterais da baliza de David De Gea. Tanto o paraguaio como o costa-riquenho Joel Campbell conseguiram aproveitar muito bem o facto de Michael Oleité estar constantemente a arrastar a defesa do United com as suas movimentações erráticas pelo último terço do terreno. Até aos 25″ o melhor que o United conseguiu fazer na partida foi um remate muito torto de Tom Cleverley por cima da baliza de Roberto Jimenez.

Aos 37″ aconteceu o primeiro momento do jogo: Joel Campbell tenta centrar da direita, a bola acaba por ser cortada por um jogador do Manchester United para a entrada da área onde apareceu o centrocampista Giannis Maniatis a rematar rasteiro e Choro Dominguez a desviar a bola do alcance de David De Gea para o primeiro golo dos visitados, a única equipa nesta ronda que conseguiu vencer o seu encontro nessa condição.

Ao intervalo, a diferença no marcador aceitava-se visto que no marasmo realizado, os gregos tentaram fazer mais pela vida que a turma inglesa.

Na segunda parte, pouco daquilo que se tinha visto no primeiro tempo se alterou. O jogo continuou com uma toada lenta e a atitude dos homens de Moyes continuou exactamente a mesma.

O jogo partiu logo no início do 2º tempo, facto que permitiu Choro Dominguez fazer aquilo que mais gosta: meter velocidade no contra-ataque do Olympiacos. A equipa de Manchester não conseguiu re-equilibrar a partida e haveria de sofrer o 2º golo aos 54″ através de Joel Campbell numa jogada em que Oleité recebeu no miolo, combinou com o costa riquenho e este, com classe disferiu um remate em arco para o fundo da baliza de David De Gea.

David Moyes tentou modificar a falta de velocidade do United na manobra ofensiva, colocando o japonês Shinji Kagawa e o avançado Danny Welbeck. Os dois deram alguma velocidade ao jogo do United mas a equipa inglesa haveria de confirmar até ao final da partida uma exibição muito descolorida que não perspectiva uma 2ª mão fácil. Depois do 2º golo, a equipa do Olympiacos, satisfeita com o resultado limitou-se a controlar a partida e para isso contribuiu a entrada do português Paulo Machado.

A única jogada interessante da última meia hora resultou num remate de Oleitan aos 66″. O nigeriano poderia ter feito o 3º golo da equipa grega. Se a bola tivesse entrada, a eliminatória estaria praticamente resolvida.

Na 2ª mão creio que o Manchester vai tentar provar que não é este tipo de equipa. O Olympiacos deverá ir a Old Trafford defender a vantagem obtida nesta partida através de um estilo de jogo defensivamente organizado e baseado no contragolpe quando a equipa do Manchester der azo a tal. De resto, a equipa grega consegue desempenhar muito bem esta filosofia de jogo, já o tendo feito por exemplo nos dois jogos realizados contra o Benfica. A equipa de Manchester terá que fazer pela vida caso queira levar de vencida esta equipa grega. Ou seja, a equipa de Manchester terá que ser rápida na circulação, acutilante e fantasista no jogo da 2ª mão visto que o Olympiacos irá encarar o jogo de Manchester com uma defesa muito baixa e com muita articulação entre linhas de forma a não oferecer espaços à equipa inglesa.

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God Save The Queen (or at least try to…) #13

Sempre a castigar os tristes… Grande vitória do Stoke frente ao United por 2-1 com um grande golo do escocês Charlie Adam na 2ª parte. Com Mata em campo, ficou bem assente que a contratação do espanhol ajuda mas não resolve todos os problemas existentes na equipa de Moyes. Problemas esses que são de resto bem visíveis: os péssimos processos colectivos na circulação de bola (quando Rooney é o número 8 da equipa penso que isso diz tudo sobre este departamento de jogo) a falta de um jogador que crie desequilíbrios em perimetros curtos e o habitual défice defensivo que a equipa apresenta em virtude da inexistência de um central em condições capaz de secar os avançados contrários na área.

Continuo portanto a crer que os 45 milhões gastos em Mata seriam melhor empregues na compra de um box-to-box, de um defesa central mandão, de um lateral-direito melhor que o que a equipa de Moyes apresenta (Rafael) e de um extremo capaz de desequilibrar na ala no 1×1 e servir com eficácia os homens da frente.

a confirmar (movimentações de mercado)

vamos ter um mês de Janeiro muito animado ao nível de transferências. senão vejamos os rumores que circulam por essa europa:

Guarín é pretendido pelo Manchester United. O Inter poderá abrir mão do colombiano por um valor aproximado de 15 milhões de libras mais o passe de Chicharito Hernández (em baixo). O Tottenham também já enviou um emissário a Milão para negociar o jogador. É um rumor com algum fundo de verdade dado que o colombiano catapultou-se para o futebol europeu sob o comando de AVB no Porto. O último rumor dá conta do interesse do Chelsea (o director desportivo do Inter Marco Branca poderá estar reunido neste momento com responsáveis Blues) no colombiano por uma verba que permitirá aos nerazzurri atacar Ezequiel Lavezzi em Janeiro.

guarin

A possível saída do colombiano já motivou um recado interno de Walter Mazzarri ao novo proprietário dos milaneses, o indonésio Erick Thorir: “precisamos de reforços”.

O Gazetta afirma que Erik Lamella na mira do Inter, Milan e Fiorentina – o Tottenham pagou 30 milhões à Roma no passado verão.

– O mesmo artigo afirma que Casillas está muito próximo de rumar ao Arsenal já em Janeiro. O City também está de olho no titular da selecção espanhola. O mesmo Arsenal já deverá ter feito chegar a San Siro uma proposta pelo avançado de 18 anos Mbaye Niang.

– O marroquino Adel Taarabt pode estar a caminho de Málaga por empréstimo do Fulham.

– A Roma poderá estar interessada em Dzeko do Manchester City.

O defesa central do Saint Ettiène Kurt Zouma (grande centralão) está a ser cobiçado por Manchester City, Chelsea, Mónaco e Liverpool. – O mesmo Mónaco encontra-se actualmente com um problema interno – a nova lei fiscal de Sarkozy ameaça retirar mais alguns milhões ao salário de Falcão. Especula-se que a nova carga fiscal está a por em risco a continuidade do Colombiano no clube monegasco, pese embora este tenha afirmado ontem que não tem jogado as últimas partidas porque está lesionado. Outras fontes em Inglaterra afirmam que Ranieri e Radamel estão de costas voltadas.

Falcão

Newcastle, Arsenal e Southampton estão de olho no médio centro do Anderlecht Cheick Kouyaté – os belgas estão a pedir 5.5 milhões de libras pelo seu activo.

– Outro dos destaques do dia é o interesse do Liverpool em Javier Pastore.

– O Daily Star afirma que Chelsea e Manchester United poderão apresentar proposta em Janeiro ou no final da época com Xabi Alonso, em fim de contrato com o Real e sem proposta de renovação desencadeada por nenhuma das partes. O Liverpool também pode estar de olho na possibilidade de regresso do médio a Anfield Road.

alonso

– Sem espaço no Real Madrid, Jesé poderá ser emprestado na 2ª metade da época.

Jesé Rodriguez

 

moyes

Moyes continua o seu périplo pela europa. Presença (indirectamente) em Alvalade para ver William Carvalho (já mandou observar o médio em 6 jogos da Liga), foi agora a Madrid observar Koke e Mangala no jogo entre Atlético e Porto.

 

God save the queen (or at least try to…) #4

Memória curta.

Não sei qual é a lógica que a imprensa tem em apontar um momento crítico ao United só porque o clube está em 9º lugar na tabela da Premier no início da era Moyes.

Porventura deverão estar esquecidos que o mítico Fergie não cheirou nada nos primeiros 3 anos à frente do clube e apenas conseguiu vencer a Premier à 6ª temporada no clube. Foi posto em causa em alguma dessas épocas? A resposta é óbvia.