NBA 2013\2014 #53

nowitzky 2

Com os playoffs a caminho (começam no dia no próximo dia de 19; os Phoenix Suns deram um passe de gigante na última semana para serem, de forma surpreendente, os 8ºs da conferência Oeste) este final de fase regular fica marcado por mais três recordes, 2 individuais, de carreira, outro de um jogo da fase regular e pelo fim de um recorde de época.

1. O alemão Dirk Nowitzky entrou para o 10º lugar do histórico ranking de marcadores da Liga. O alemão de 35 anos, jogador dos Dallas Mavericks, detentor de um poderoso fade away shot (a sua imagem de marca), ultrapassou na lista o também histórico Oscar Robertson, considerado por muitos como um dos jogadores capazes de figurar no Mount Rushmore da NBA (a imaginária adaptação para a NBA do memorial construído nos rochedos de Black Hills of South Dakota com a figura de 4 históricos presidentes norte-americanos) com os 21 pontos obtidos na vitória dos Mavs em Utah. Nowitzy tem agora 26714 pontos, estando a 232 da antiga estrela de Houston Hakeem Olajuwon (ainda ultrapassável na presente temporada caso Nowitzky mantenha a sua pontuação regular nos 3 jogos que faltam disputar na fase regular e em 7 ou 8 jogos de playoffs) e a 599 de Elvin Hayes. Dirk é o 2º jogador com mais pontos em actividade. O primeiro é Kobe Bryant (31700) e o 3º é Kevin Garnett com 25614 pontos.

2. O quarentão de Los Angeles Steve Nash tornou-se o 3º jogador da história da liga no capítulo das assistências. Nash passou nesta madrugada Mark Jackson (actual treinador dos Golden State Warriors).

3. No jogo em Nash se consagrou no top 3 do respectivo recorde de carreira, os Lakers averbaram mais uma derrota volumosa. Derrota por inacreditáveis 145-130 contra os Houston Rockets de James Harden. A equipa de Houston apontou 49 pontos no 3º período, máximo de pontos apontados por uma equipa num período já que estamos numa de recordes. A equipa de LA somou o 3º jogo desta temporada a sofrer mais de 130 pontos. A equipa de Houston ganhou a Oklahoma no fim de semana num jogo que ficou marcado pelo record obtido por Kevin Durant. O extremo de OKC bateu um velhinho record obtido nos anos 90 por Michael Jordan: 41 jogos consecutivos a marcar 25 ou mais pontos.

4. O record de Durant terminou ontem. O jogador da equipa orientada por Scott Brooks apenas somou 23 pontos na vitória de Oklahoma frente aos Sacramento Kings.

2. Meanwhile in Detroit…

Dumars

Dumars 2

O histórico jogador e actual general manager dos Detroit Pistons Joe Dumars, poderá renunciar ao cargo que ocupa no final desta semana. Já tinha abordado aqui neste blog o facto de, para Detroit, esta ser uma temporada decisiva. Os Pistons tem sido desde o desmembramento da geração campeã em 2004 (Rashid Wallace, Ben Wallace, Richard Hamilton, Antonio McDyess, Tayshaun Prince, Chauncey Billups) uma das equipas que mais prejuízo dá dentro da liga. Ao prejuízo somam-se os péssimos resultados obtidos nas últimas 3 épocas (últimos lugares da conferência este na fase regular) e um rebuild lento e pouco eficaz face às ambições conhecidas dos Pistons: um franchise pretendente ao título da NBA pelo menos numa época por década.

Face a um crónico défice de bilheteira registado no Palace of Auburn Hills (como bem sabemos, a cidade de Detroit está perto da falência e conta neste momento com milhões de desempregados e com várias partes da cidade parcial ou totalmente desertificadas) a presidência da equipa apostou tudo este ano para chegar aos playoffs com as entradas de Brandon Jennings, o italiano Gigi Datome (via draft) e Josh Smith para uma equipa epicentrada nos postes Andre Drummond e Greg Munroe. Os próprios bilhetes para os jogos dos Pistons em casa eram oferecidos a preço de saldos. Cheguei a ver a meio da temporada, entradas individuais a 8 dólares e colectivas de 8 pessoas a 70 dolares com várias ofertas. A equipa ainda chegou a ameaçar a possibilidade de ir aos playoffs na primeira metade da época mas, na 2ª metade, sucumbiu. O presidente da equipa Tom Gores crê que está na altura de renovar os seus quadros directivos. Como nos últimos anos, Gores tem perdido imenso dinheiro na equipa, não há coisas de coração (Dumars é um dos consagrados de Detroit tanto como jogador como na pele de dirigente) que resistam a um mau investimento.

4. O segredo de Greg Popovich. Bom artigo escrito na Bleacher Report.

O segredo de Popovich é a escolha de um grande jogador por geração, assegurando a equipa que esse jogador é um jogador de franchise. Fazendo uma analogia ao lema do FC Porto, Popovich quer um jogador à Spurs. Como David Robinson, Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili ou agora Kahwi Leonard por exemplo. Ou seja jogadores com características de sucesso, prontos a vencer a qualquer momento, reservados, trabalhadores, respeitadores das suas regras (em San Antonio a coisa funciona assim: Se Pop diz x, é x e ninguém ousa contrariar Pop porque toda a gente sabe que Pop sabe bem aquilo que faz) e tecnica e defensivamente evoluídos. Não é por acaso que San Antonio é uma das raras equipas do Oeste que defende tão bem ou melhor que as habituais grandes defensoras da Liga, as equipas da Conferência Este.

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NBA 2013\2014 #51

O buzzer-beat de Nowitzky na vitória dos Mavericks frente aos Knicks no Madison Square Garden. A forma em como o alemão recebe e pressionado por Carmelo Anthony faz rodar o corpo, tenta o drible, mete o extremo dos Knicks a dar patadas no vazio e depois aplica o seu fade away shot (é certo que não tinha pressão pois se falhasse o jogo ia para prolongamento) é pura classe!

 

NBA 2013\2014 #38

1. Jogos que tenho visto nos últimos dias:

Na noite de quinta-feira, os bicampeões em título foram dar uma autêntica malha de basket ao reduto dos Oklahoma City Thunder. A equipa de Oklahoma ainda espera o regresso de Russell Westbrook de lesão. LeBron James distinguiu-se na partida com 33 pontos e não evitou ter que sair no último período com o nariz partido. Irá falhar no máximo 2 partidas. À hora a que escrevo este post está a falhar a partida de Miami frente a Chicago em South Beach, Miami.

Os Grizzlies bateram os Clippers no seu pavilhão na madrugada de quinta para sexta num jogo bastante emotivo. Foi 23º jogo entre estas duas equipas nas últimas 3 temporadas, facto que só acontece devido ao facto de se terem encontrado nos playoffs das últimas duas. Os esforços de Blake Griffin e Jamal Crawford no 4º período foram insuficientes para bater uma equipa de Memphis extremamente assertiva no capítulo do lançamento. Com um score de 31-24 na época, a recuperar de um péssimo início de temporada, a equipa de Memphis ainda espreita um lugar nos playoffs no último terço da temporada regular. São 9ºs mesmo atrás dos Dallas Mavericks. A dupla de postes Zach Randolph e Marc Gasol tem subido o nível das suas exibições. A equipa de Doc Rivers, apesar de ter melhorado imenso no plano defensivo, ainda está longe do que se considera aceitável para uma equipa com aspirações na temporada.

2. Deadline day

Na quinta-feira fechou o mercado de trocas no que a esta temporada concerne. As equipas com objectivos altos tiveram a sua última oportunidade para afinar as respectivas máquinas para o que falta jogar na temporada regular e para os playoffs, apesar de, até ao final da temporada regular ainda ser possível contratar jogadores que neste momento se encontram livres. As equipas que já se encontram sem hipóteses (virtuais) de se qualificarem para a ronda final da prova aproveitaram também a janela para começar a preparar o futuro ou alinhavar (em termos financeiros) as contas da equipa para a próxima janela de draft e free-agency nos meses de Junho e Julho. Alguns jogadores com potencial foram dispensados e podem reforçar outras equipas nas próximas semanas.

2.1 Trocas

Em cima da mesa nos últimos dias disponíveis para se efectuar trocas entre equipas, pendiam alguns jogadores de destaque como Jeff Teague (Atlanta Hawks) Andrea Bargnani (New York Knicks) Rajon Rondo (Boston Celtics) ou Luol Deng (Cleveland Cavaliers).

Nos últimos dia efectuaram-se algumas trocas mas nenhuma delas afectou uma estrela da Liga.

steve blake

Os Golden State Warriors reforçaram o seu plantel com o Steve Blake. Os Warriors já se tinham reforçado com o SG Jordan Crawford, vindo de Boston. Os Celtics abdicaram do seu SG visto que este no final da época poderia sair da equipa do Massachussets visto que era restricted free-agent by qualifying-offer. Para ficar com o jogador, os Celtics teriam que fazer uma proposta igual ao superior do contrato do atleta (4,2 milhões de dólares por temporada). Ao enviar o jogador para Golden State, a equipa da california assumiu metade do ordenado do jogador durante esta temporada e Boston poupou cap para atacar a próxima temporada e assim repensar as suas escolhas de acordo com a estratégia de rebuild assumida pela equipa. Os Warriors reforçaram o seu plantel com um excelente lançador de meia distância, algo inconstante ao nível exibicional é certo, mas que poderá ajudar a equipa a cumprir os objectivos estabelecidos pela mesma: as meias-finais de conferência. Já o base mal-amado em Los Angeles será suplente de Stephen Curry na equipa de forma a dar mais descanso à grande estrela da equipa. A equipa de Los Angeles recebeu Kent Bazemore e DeMarshoon Brooks, jogadores que deverão ser aproveitados na rotação da próxima temporada visto que a equipa de LA tem poucos jogadores sobre contrato previsto para a mesma.

Marcus Thornton

Sacramento e Brooklyn Nets acordaram a troca de vários jogadores que se encontravam insatisfeitos dentro dos seus roosters. Marcus Thornton rumou à equipa Nova Iorquina. O base estava a ter cada vez menos minutos na rotação de Michael Malone e como tal estava a produzir números (8.3 pontos\2.7 assistências) muito abaixos daqueles que é capaz de produzir. Os Nets ofereceram aos Kings um jogador que não entrava regularmente na rotação (Reggie Evans) e outro cuja contratação no início da época saiu muito furada, o SG Jason Terry.

turner

A maior troca do dia acabou por ser a troca efectuada entre Philadelphia 76ers e Indiana Pacers. A equipa de Larry Bird continua a mostrar a sua ambição, o título da NBA. Como tal continuou a sua estratégia expansiva ao contratar o SG\SF de Philadelphia que, esta temporada, tem uma média de 17.6. Indiana completa com o Turner o enorme leque de atiradores que dispõe (Paul George, CJ Watson, George Hill, Lance Stephenson e David West). Os Pacers souberam compreender a importância que um jogador Evan Turner (repentista, bom lançador mid e long range) poderá desempenhar na equipa nos playoffs, altura da época em que os candidatos necessitam claramente de experiência e virtuosismo para alcançarem os seus objectivos.

Os Philadelphia 76ers receberam Danny Granger. O azarado extremo (passou grande parte dos últimos dois anos lesionado) viu consumado aquilo que se previa há muito: não fazer parte da estratégia da equipa. Foi dispensado pelos Sixers no mesmo dia por motivos salariais. Enquanto os Pacers decidiram reforçar a sua equipa com um jogador capaz de decidir, apoiar, marcar pontos em troca de outro que para além das sucessivas lesões, não estava a acrescentar muito à equipa desde que voltou aos courts. Os Sixers continuam a traçar o seu rebuild em torno de Michael Carter-Williams e acabaram por poupar cap salarial para a próxima temporada com a dispensa de Granger.

2.2 Dispensados e contratados.

Contratados: Para completar o 13º jogador da equipa, número regularmentar de jogadores obrigado pela liga, Chicago contratou Jarvis Varnado. O jogador assinou por 10 dias e será experimentado para ver se poderá assinar até ao final da temporada.San Antonio contratou por 10 dias Shannon Brown, antigo jogador dos Lakers.

Dispensados ou sem contrato

danny granger

O extremo está neste momento sem equipa. Auferindo 14 milhões de dólares (era o último ano de contrato com os Pacers), Oklahoma, Miami e San Antonio Spurs poderão estar interessados nos préstimos do extremo. Oklahoma neste momento lidera a corrida. Granger poderá baixar os seus valores salariais para metade porque para além da sua situação específica, poderá aceitar tais valores pelo simples facto de poder ingressar numa equipa que luta pelo título. Quando assim o é, existem jogadores que abdicam de parte do seu salário para poderem lutar pelo título da NBA.

glen davis

Quem também está sem contrato é Glen Davis. O Orlando Magic cansaram-se do mau feitio e da falta de rendimento do poste em campo, tendo decidido dispensá-lo para poderem poupar cap space para a free-agency. Com a dispensa, os Magic pouparam cerca de 10 milhões nos próximos 18 meses. Ainda não existem interessados em Davis mas o base poderá encontrar o seu espaço na Liga nas próximas semanas, como suplente de uma estrela da sua posição. Clippers ou OKC poderão ser hipóteses muito válidas para o jogador. Inseria-se facilmente nos primeiros visto que já trabalhou com Doc Rivers no passado, treinador que admira o seu potencial (apesar de o ter trocado) mas cujo feitio afirmou ser o “principal inimigo do jogador” que outrora foi apelidado de Baby Shaq por causa das suas parecências físicas e ao nível de características com Shaquille O´Neal.

2.3 A definir o verão

As últimas mexidas realizadas pelas equipas já começaram a definir a próxima free-agency. Eis os rostos daqueles que poderão mudar as suas bagagens no próximo verão.

Equipa a equipa:

Atlanta Hawks

Elton Brand, DeShawn Stevenson, Jared Cunningham e Gustavo Ayon são free-agents unrestricted ou seja, livres para negociar com quem quiserem e deverão seguir caminho no final da temporada até porque a equipa de Atlanta já tem um cap de 47,9 milhões cativos para a próxima temporada e terá o dossier da renovação de Paul Millsap na próxima temporada. O poste ganha 9,5 milhões por temporada e poderá querer estender este valor para um pacote perto de 75 milhões por 4 temporadas.

Boston Celtics
Kris Humphries não deverá renovar. Auferindo 14 milhões de dólares e estando a equipa com um cap de 47 milhões previstos para a próxima temporada, será impensável para os Celtics renovar com o poste. Deverá arranjar colocação dentro da liga mas com um contrato muito menor do que o actual e com papel de suplente.
Keith Bogans e Ryan Gomes também não deverão renovar. O primeiro pode acabar carreira no final da temporada.

Irão renovar com a equipa de Boston Jerryd Bayless (+3,5 milhões) e Avery Bradley (qualifying offer de 3,5 milhões de euros para Boston) 

Detendo a opção para estender contrato por mais 1 temporada, o poste canadiano Joel Anthony deverá querer renovar, mas os 3,8 milhões de salário poderão ser proibitivos para os Celtics numa altura em que estes estão a tentar diminuir custos para poderem passar a luxury tax na época 2015\2016 com uma equipa mais experiente e com uma free-agency bem mais apelativa ao nível de nomes grandes. Para além do mais, a equipa irá apostar na dupla Olynyk e Faverani sendo que o brasileiro poderá sair caso a equipa não se mostre interessada em renovar.

Brooklyn Nets

Pierce

Paul Pierce é para já a grande incógnita que a equipa tem para o verão.

A equipa gastou este ano 102 milhões de euros mais o valor relativo à taxa de luxo. No próximo ano, a equipa detida pelo multimilionário russo Mikhail Prokhorov tem um gasto de 89 milhões previsto, podendo amenizar em cerca de 8,6 milhões caso Travis Outlaw seja amnestiado (vai ser) e Andray Kirilenko e Andray Blatche não exerçam a sua opção pessoal. Creio que Blatche deverá exercê-la. Quanto ao russo, duvido. Como Shawn Livingstone (1,2) e Alan Anderson tem tido boas prestações e deverão renovar com os Nets, se a equipa renovar com o Paul Pierce de acordo com o salário actual (15,33 milhões) a equipa voltará a gastar 100 milhões de dólares, indiferentemente do facto consumado de ter usado a luxury tax pelo 3º ano consecutivo e pelo 3º ano em 5 temporadas, facto que garante uma penalização extra.

Ocorre que o proprietário da equipa já afirmou que pode não escorregar com a nota no próximo ano.

Charlotte Bobcats

Ben Gordon (13,2 milhões) não deverá ver o seu contrato renovado, Luke Ridnour (4,3M) também não deverá permanecer dados os seus números e exibições esta temporada (5,3 pontos\1.7 ass). Tyrus Thomas (9,3M) será amnestiado com quase toda a certeza e Josh McRoberts (2,7) tem player option. Com 46 milhões de cap previsto (16 de sobra) a equipa de Charlotte poderá atacar 1 ou 2 bons free-agents para continuar a construir o seu 5 inicial de forma a poderem continuar a evoluir visto que este ano já tem um lugar mais ou menos solidificado nos playoffs (6º no Este com um score de 27-30)

Chicago Bulls

Kirk Hinrich

Com um cap de 63 milhões assegurado para a próxima época (ligeiramente superior ao tecto máximo virtualmente estabelecido para a próxima época) as duas dúvidas de Chicago irão cair sobre Kirk Hinrich e DJ Augustin. Na minha opinião, o primeiro será preterido pela renovação do segundo porque é mais novo, inseriu-se muito bem dentro da equipa e tem mais margem de progressão na nomenklatura de Chicago. Como Derrick Rose vai voltar na próxima temporada, Augustin passará a ser o 6th man de Chicago, estatuto que, dado o historial do jogador num passado recente (dispensado em Indiana; despedido em Toronto) deverá agradar ao jogador. Resta saber quem é que estará na disposição de desembolsar mais do que Chicago ou granjear ao jogador um estatuto superior na equipa do que aquele que o base tem em Chicago (starter).

Com a equipa de Chicago evita as penalizações, é mais ou menos certo que volte a ultrapassar a luxury tax no próximo ano até porque a equipa irá pretender a vinda de Nicola Mirotic para a NBA com o montenegrino a candidatar-se a um salário perto dos 6 milhões de dólares. A equipa de Chicago também poderá atacar um extremo e um poste com estatuto de suplente de Joakim Noah, dependendo essas contratações do que calhar no draft à equipa dos Bulls.

Nazr Mohammed e o Rookie Erik Murphy serão jogadores livres.

Cleveland Cavaliers

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Luol Deng é a grande dúvida da equipa do Estado do Ohio. Na última semana noticiou-se em vários órgãos de comunicação da especialidade a ideia de que Cleveland poderia querer trocar o jogador que recebeu de Chicago em Janeiro pelo facto de não ter capacidade financeira para renovar com ele no verão e assim conseguir uma boa moeda de troca com o extremo. Como a equipa de Cleveland tem um cap programado de 32 milhões (+ 9,5 pela renovação que irá exercer sobre Anderson Varejão; team option e mais 3,25 sobre Alonzo Gee) sobram cerca de 17\18 milhões para avaliar Deng (14 milhões com tendência a ficar mais ou menos nestes valores\54 milhões\3 anos ou 72\4 anos) Spencer Hawes (6,5 milhões com tendência a subir) e CJ Miles (deverá ser descartado). A equipa terá portanto que optar por Deng ou Hawes ou pelo pagamento de luxury tax, coisa que decerto não irá agradar aos homens de Cleveland visto que Kyrie Irving tem qualifying offer prevista para 2015\2016, podendo ser necessária a extensão de contrato já no próximo ano com uma subida substancial de salário do epicentro do rebuild de Cleveland.

Deng poderá tornar-se um dos cabeças-de-cartaz do mês de Julho

Dallas Mavericks

nowitzky

Em Dallas, não é certo que Dirk Nowitzky renove e por isso é que a equipa está de olho em Kevin Love. Não é certo também que Shawn Marion, Vince Carter e Devin Harris renovem. Brandan Haywood deverá ser amnestiado pela equipa cujo proprietário é Mark Cuban (7M). DeJuan Blair deve renovar.

Caso Dirk Nowitzky não renove, a equipa de Dallas (apenas de 26M) irá atacar forte e feio no mercado. Caso renove, a equipa terá cerca de 15M para o fazer. Se o alemão não renovar, deverá ter meia equipa interessada nos seus serviços. O jogador afirmou recentemente que deverá assinar por mais 2 ou 3 temporadas.

Denver Nuggets

Jan Vesely é o único jogador unrestricted. O checo não deverá renovar. Nate Robinson tem player option mas como é a 3ª escolha para a sua posição na equipa deverá rumar a outras paragens.

Detroit Pistons

A equipa tem 41 milhões cativos para a próxima época. Charlie Villanueva está a falhar vários jogos derivado dos problemas físicos. Logo, não deverá renovar visto que ganha 8,5 milhões nesta temporada. O rebuild da equipa também já não passa por Villanueva. Rodney Stuckey é outra das incógnitas. O base tem feito uma época bastante interessante, principalmente ao nível da pontuação (13,7). No entanto a equipa tem um défice enorme na armação de jogo visto que nem Stuckey nem Brandon Jennings são dois puros bases organizadores. O jogador aufere 8M. Como Greg Munroe está com qualifying offer de 5,5 e a equipa não deverá querer perder o poste porque este combina muito bem com Andre Drummond, Jonas Jerebko pode exercer uma opção de +1 ano por 4,5M (juntos perfazem para 52 milhões o cap de detroit) e a equipa de Detroit não dispõe de fundos para subir o tecto salarial máximo, a equipa poderá renovar com Stuckey ou procurar um base organizador no draft até ao valor auferido pelo veterano base, mantendo-se em ambos os casos abaixo do tecto salarial máximo.

Golden State Warriors

Steve Blake é claramente uma aposta a curto prazo e Jermaine O´Neal não deverá assinar renovação porque as lesões não o deixam jogar com regularidade numa equipa que quer ser campeã da NBA. Jordan Crawford tem uma qualifying offer de 3,2 milhões para a próxima época. É a única incógnita na equipa de Oakland para o verão. Os Warriors tem 65M cativos para a próxima época. Dinheiro não é problema no franchise californiano.

Houston Rockets

O mesmo se passa em Houston. A equipa ainda está a pagar o salário a Luis Scola, amnestiado e contratado pelos Indiana Pacers. A amnistia não significa que a equipa não tenha que pagar o resto do contrato ao jogador. Apenas tem efeitos contabilísticos no cap space da equipa. Faça o que fizer, a equipa continuará acima da lux no próximo ano. Omri Casspi deve renovar visto que é um jogador muito precioso porque consegue ser bastante efectivo tanto no jogo exterior como nas penetrações com finalização debaixo do cesto. A equipa também deverá exercer os direitos sobre Chandler Parsons e Patrick Beverley (cerca de 900 mil sobre cada um). Francisco Garcia tem player option. A escolha do jogador não irá interferir muito com o rendimento bruto da equipa, conhecidas que são as suas soluções de plantel.

Nos próximos posts irei analisar as restantes equipas.

NBA 2013\2014 #37

Tardio. Para quem não tenha visto em directo na madrugada de domingo para segunda, aqui fica.

2. Passado que está o all-star game, vem aí o deadline day. O “mercado” de trocas fecha no dia 21. Nos últimos dias, a liga tem assistido à plantação de vários rumores e às declarações de interesses de várias equipas. Algumas tentam desfazer-se de jogadores que terminam contrato no verão para poderem ganhar alguma coisa com eles ou poderem livrar salários do seu cap de forma a poderem atacar jogadores livres em Julho enquanto outras ainda procuram uma mais-valia para o seu plantel. Eis a análise aos rumores que tenho visto nos últimos dias:

2.1 O Hangtime publicou há minutos que Sacramento Kings e Brooklyn Nets estão em negociações avançadas tendo em vista a troca do base Marcus Thornton pelo SG Jason Terry e pelo poste Reggie Evans.
A mesma fonte referiu que a equipa de Sacramento também está a negociar Jimmer Fredette com várias equipas.

2.2 – Regresso a Nova Iorque?

Lin

Jeremy Lin poderá voltar à casa que o viu despontar para a liga na época 2011-2012. O Hangtime não afirma para já se os Knicks apresentaram alguma oferta aos Houston Rockets para fazer regressar o base. Durante esta temporada, foi notória a ausência de um base organizador de jogo na equipa de Nova Iorque. Lin encaixa bem no perfil desejado para a posição pela equipa de Nova Iorque. Poderão estar aqui a preparar o futuro, já que esta temporada está irremediavelmente perdida.

2.3 – Utah gostaria de contar com Rajon Rondo quando o base regressar de lesão. Os Celtics estão interessado em Gordon Hayward. O base dos Jazz é insuficiente para os Celtics. Há um rumor que afirma que os Celtics ofereceram Jeff Green aos Celtics na troca por Hayward e escolhas de draft, proposta que foi rejeitada pelos Jazz pelo simples facto de não estarem interessados no extremo da equipa de Boston.

2.4 Dalton Russell escreve na Yahoo Sports (sports.yahoo.com/news/chicago-bulls-eyes-thunder-39-russell-westbrook-derrick-163900222–nba.html) a possibilidade de Chicago avançar para a contratação de Russell Westbrook enquanto Derrick Rose recupera de lesão. Este rumor não tem fundamento porque:

  • Depois da troca de Luol Deng, as contas de Chicago estão a ser feitas ao cêntimo para a equipa poder evitar o 2º ano consecutivo a pagar luxury tax. Pagando luxury tax nesta e na próxima época, a equipa de Chicago seria penalizada com mais impostos. O motivo que levou à troca com os Cavs foi precisamente a necessidade de salvaguardar a possibilidade de não pagar luxury tax esta época para poder limpar o “histórico” na próxima e, assim poder ultrapassar o tecto salarial máximo imposto pela liga nas próximas 2 épocas sem haver direito a penalização. Creio portanto que a possível contratação de Russell Westbrook por um pacote salarial nunca inferior a 100 milhões de dólares por 5 temporadas ou 80 milhões por 4 temporadas iria anular por completo a estratégia delineada na troca de Deng.
  • Derrick Rose continua a ser a aposta da equipa apesar das lesões. Não faria sentido nenhum contratar Russell Westbrook para jogar apenas por uns meses na equipa. DJ Augustin entrou muito bem na equipa. Perante a possibilidade da equipa não renovar com Kirk Hinrich no final da temporada, o base deverá ser brindado com uma proposta de renovação até 8 milhões de dólares por 2 temporadas (4M\época) para ser o titular da equipa na próxima temporada até à re-inserção de Rose e 6th man quando o #1 reassumir a sua posição. Resta saber que se alguém na liga estará na disposição de lhe dar melhores condições salariais e o estatuto de titular.
  • Os Thunder não irão abdicar de uma das suas maiores estrelas por tuta e meia. Se existir algum interesse da equipa de Oklahoma num jogador de Chicago, só poderá ser em Joakim Noah visto que seria a master pièce no 5 base de Oklahoma City. O francês é neste momento inegociável para Chicago.

love

2.5 – Os Dallas Mavericks poderão estar a preparar uma investida sobre Kevin Love dos Minnesota Timberwolves. Vários rumores tem afirmado que o poste poderá juntar-se aos Lakers no final do seu contrato com os Wolves ou seja, em 2015\2016. Os Lakers poderão antecipar esse cenário caso apresentem uma boa proposta à equipa do Estado de Minnesota na próxima época. Até lá, não dispõe de qualquer elemento sob contrato capaz de satisfazer as pretensões dos Timberwolves. O dinheiro não parece ser problema para Mark Cuban. O problema põe-se quanto ao pacote de jogadores que Dallas poderá oferecer aos Wolves sabendo que estes não irão querer a ficar a perder no negócio. Se Vince Carter e Shaun Marion são demasiado velhos para encaixar no “modelo jovem” composto pela equipa de Mineapolis, outros jogadores que poderão ser oferecidos como Monta Ellis ou o base Calderón não interessam à equipa visto que seriam jogadores demasiado caros para estarem tapados pelos titulares da equipa (Kevin Martin e Ricky Rúbio respectivamente).

2.6 – O Bleacher Report avança que, mês e meio depois de ter sido contrato pelos Cavs, Luol Deng poderá ser trocado ou mesmo dispensado pela equipa de Cleveland.Como Luol Deng se irá tornar free-agent no final da temporada, os Cleveland Cavaliers temem não ter capacidade financeira para segurar o extremo em Cleveland. Como tal, poderão testar já as ofertas de eventuais interessados no jogador.

3. Análise

Bleacher Report – Adam Fromal sobre o rookie de Milwaukee Gianni Antetokounmpo. Facto incrível mencionado sobre a evolução do jovem de 19 anos na equipa de Milwaukee foi o crescimento (em altura) obtido nos meses em que está com a equipa.

4. Injury Depot

4.1 Tony Parker – San Antonio Spurs – 2 jogos – lesão no queixoApesar da ausência do base, os Spurs venceram os Los Angeles Clippers esta madrugada no Stapples Center num jogo em que Tim Duncan fez 17 pontos, 7 assistências e 13 ressaltos e o italiano Marco Belinelli voltou a confirmar o seu melhor momento da temporada com 20 pontos.

4.2 LaMarcus Aldridge – Portland Trail Blazers – 1 semana.

4.3 – Isaiah Thomas – Sacramento Kings – indeterminado.

4.4 Dion Waiters – Cleveland Cavaliers – indeterminado.

5. Extra-NBA.

A TNT colocou um dos seus actuais comentadores, o antigo basquetebolista Charles Barkley a entrevistar o presidente Norte-Americano Barack Obama. Aqui fica um excerto da entrevista na qual o comentador e o presidente falaram sobre Basquetebol e Política.

NBA 2013\2014 #33

O jogo já estava a correr mal para os Bulls de Tom Thibodeau em Sacramento. O poste Joakim Noah decidiu piorar o cenário quando pintou a manta junto dos árbitros e foi expulso. Os resultados foram óbvios: mais uma péssima exibição ofensiva dos Bulls na derrota por 99-70 frente aos Kings.

2. O “excentrico” Mark Cuban

cuban

Diz-se que o proprietário dos Dallas Mavericks cheira filões de ouro a léguas. Voltou a estar nas bocas do mundo nos últimos dias ao apostar num safety na primeira jogada da final do Superbowl. E com a aposta aumentou a sua fortuna em 20 milhões de dólares.

3. A possível troca entre Lakers e Suns:

gasol 1

gasol 2

4. On board:

david stern

A semana trouxe a notícia do abandono de funções de David Stern enquanto Comissário da Liga no preciso momento em que fez 30 anos no cargo. A longa era Stern deu à liga quase tudo o que aquilo ela é hoje: o profissionalismo, a globalização do jogo e a espectacularidade. Com David Stern enquanto comissário, a liga passou a ser assumidamente profissional, foram criados mais 7 franchises, as receitas aumentaram em cerca de 30%, a NBA passou a ser palco dos melhores jogadores de todo o mundo, as transmissões do maior basquetebol do mundo são exibidas em quase todos os países do mundo, criou-se a WNBA e a D-League, criou-se e expandiu-se a rede de solidariedade da Liga com os programas da NBA Cares, foi assinado o primeiro protocolo anti-drogas na Liga, a NBA disputou pela primeira vez jogos fora dos Estados Unidos (tanto contra equipas não-americanas na pré-época como na sua fase regular) e a liga criou as suas diversas plataformas digitais (site da NBA, da WNBA, NBA league passe, NBA mobile, NBA D-League.com, NBA TV) que tanto jeito dão para a a divulgação das marcas, dos jogadores, para a angariação de receitas para as equipas, para as liga, para os jogadores e que tanto basquetebol divulgam junto de quem sustenta a existência da Liga: os amantes de basquetebol.

David Stern deixa todo este legado e faz aumentar a exigência junto de Adam Silver, o homem que irá ocupar o seu lugar muito em breve.

NBA 2013\2014 #29

Sem muito tempo para ver jogos, ficam alguns dos curiosos acontecimentos desta semana:

Luol Deng

1. Em Chicago terminou a “novela Luol Deng” – notícia da semana: o extremo foi trocado com os Cleveland Cavaliers.

Depois de exigir a Chicago um pacote salarial igual ou superior a 54 milhões de dólares por 4 anos (o valor de mercado estimado pelo jogador e pelo seu agente) e do General Manager Gar Forman ter feito duas propostas, uma com um pacote salarial de 30 milhões a 3 anos e outra de 40 a 4 anos que Deng rejeitou) Chicago não teve outra solução (para evitar o pagamento de luxury tax este ano\para limpar cap space do seu plantel\para evitar pagar uma penalização extra por ter utilizado 3 vezes a taxa de luxo em 5 épocas em virtude da utilização desta nesta e na próxima época\para poder ultrapassar a luxury tax na próxima época) senão trocar o seu melhor jogador (na ausência de Rose) por Andrew Bynum dos Cleveland Cavaliers e uma série de picks nos próximos drafts cujos detalhes específicos são:

– 1st round pick dos Sacramento Kings protegida (Top12 em 2014, Top10 em 2015, 2016 e 2017). Pick esta que se não der até 2017, passa, nesse ano, a 2nd round pick, desde que não seja entre a 55ª e a 60ª escolha.
– Direito de trocar a 1st round pick com os Cavs em 2015, desde que os Cleveland vão aos playoffs nesse ano (Top14 protected right).
– 2nd round pick dos Blazers em 2015
– 2nd round pick dos blazers em 2016

O sudanês com passaporte britânico abandona a equipa de Chicago 9 anos e meio depois de ter chegado à wind City em 2004 como 7ªa escolha do draft desse ano, escolha realizadae cedida pelos Phoenix Suns aos Chicago Bulls.

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

Sem grande vontade no Cavs, suspenso pela equipa por tempo indeterminado, com uma cláusula no contrato que permitia aos Cavs dispensar metade do seu salário deste ano caso trocassem ou dispensassem o jogador até dia 7 de Janeiro, Andrew Bynum foi a moeda de troca para a equipa do estado do Ohio adquirir Deng e assim continuar na prossecução do seu objectivo para esta época: um lugar nos playoffs.

Chicago decidiu dispensar Andrew Bynum hoje. Com a dispensa de Bynum, Chicago poupou 6 milhões de dólares, conseguindo assim baixar o tecto salarial para 71,07 milhões, abaixo do tecto salarial máximo de 71,7 milhões de dólares. Chicago evitou assim o pagamento de luxury tax esta época assim como o pagamento de uma penalização no próximo ano caso ultrapasse o tecto salarial da Liga. Contudo, com apenas 12 jogadores na Liga (a Liga obriga a que as equipas tenham 13 de mínimo) restando um cap de cerca de 630 mil dólares, os Bulls terão que acrescentar mais um jogado nos próximos dias, sendo de espectar que contratem um veterano (sem clube) ou um DLeaguer por um valor igual ou superior a esse valor.

O que é significa na prática esta troca?

1. A contratação de Luol Deng por parte dos Cavs insere-se na estratégia de playoffs definida pela equipa no início da época.

2. Para os Bulls, a troca de Deng, indiferentemente das picks (cheias de restrições e especificidades que dependem de resultados dos clubes doadores nos próximos anos) significou uma poupança salarial significativa que permitirá à equipa evitar impostos e assim preparar o seu rebuild com maior facilidade para os próximos anos. Sem grandes expectativas para esta época desde a lesão de Derrick Rose e com alguns dossiers que terão de merecer a máxima atenção na próxima época (entre os quais o salário de Nikola Mirotic, poste baixo MVP da liga Espanhola do Real Madrid que virá para Chicago receber perto de 8 milhões de dólares) os Bulls começaram a preparar o futuro. Como é mais ou menos certo que Carlos Boozer vai ser amnistiado e Kirk Hinrich não deverá renovar contrato (tornar-se-ão free agents no verão) os Bulls vão iniciar a próxima época com um cap de 45,725 milhões ( 8 jogadores) aos quais se acrescentam 8 milhões de Mirotic e um valor ainda não estimado por uma escolha de draft. Como o tecto salarial estimado para o ano é inferior ao deste ano (cerca de 62 milhões de euros), os Bulls deverão ter 7 milhões disponíveis para atacar jogadores na free-agency no imediato, podendo aumentar esse valor caso ainda consigam realizar mais trocas até ao fim do período designado pela liga para tal no final de Fevereiro. Já se comentou na liga que os Bulls ainda poderão trocar mais jogadores até ao fim do ano. Kirk Hinrich, apesar de terminar contrato este ano com a equipa poderá ser um deles, sendo que uma possível troca do veterano só será feita para efeitos desportivos (alguém que acrescente valor futuro à equipa). Especula-se já numa troca com Golden State a realizar nos próximos dias.

Quanto às picks cedidas, alguma coisa daí virá.

3. Ainda sobre Chicago.

Durante os últimos dias, várias notícias foram publicadas sobre a situação dos Bulls e as expectativas que se devem e deverão gerar para o presente da equipa nesta temporada e para o futuro. Houve quem afirmasse que a equipa vai fazer tanking até ao final do ano, ou seja, perder jogos para cair o mais fundo possível na classificação para conseguir, na lottery dos lugares do próximo draft uma 1st pick alta (primeiros 8). Tom Thibodeau também não terá ficado satisfeito ao perder o seu melhor jogador disponível. O técnico afirmou que compreende a estratégia (financeira) da direcção (Gar Forman e John Paxson) mas apontou algumas críticas à troca na sua óptica de rendimento desportivo da equipa. O que quer dizer que o treinador de Chicago ainda pretende fazer qualquer coisa desta época.

No primeiro jogo sem Deng, os Bulls venceram os Suns.

4. Nova Iorque

Momento alto da época dos Knicks:

No jogo contra Dallas, o maluco beleza JR Smith entrou para fazer das suas ao desatar os atacadores do adversário Shaun Marion. Embora não me pareça maldoso, o acto destraiu Marion no ressalto! Quem não teve a mesma opinião foram os comissários da Liga, tendo multado pela segunda vez o shooting guard dos Knicks esta época. Se na primeira multa, Smith foi castigado em 25 mil dólares por ter escrito palavras pouco simpáticas no twitter de Brandon Jennings (Detroit Pistons) nesta situação, a Liga resolveu ter uma mão mais pesada sobre o jogador: 50 mil euros de multa.

Como as exibições dos Knicks andam um pouco descoloridas, a animação é feita nas bancadas. A actriz Michelle Rodriguez, actriz que participou em filmes como Fast and Furious, Avatar, S.W.A.T e na Série Lost, bissexual assumida, foi apanhada visivelmente embriagada nas primeiras filas do Madison Square Garden a beijar uma modelo de nome Cara Delevingne.

NBA 2013\2014 #25

No dia do 29º aniversário de LeBron James, os Heat foram ao Pepsi Center em Denver, Colorado, vencer os locais Nuggets por 97-94.

Ausência de Chris Andersen para o lado de Miami e Danilo Galinari para o lado de Denver.

Os Heat começaram bem o jogo com um parcial de 8-0 com 2 triplos de Shane Battier. Característica comum a todos os períodos da partida foram os maus arranques de período dos Denver Nuggets em todos os períodos da partida. Num piscar de olhos, a equipa orientada por Brian Shaw equilibrou a partida até ao primeiro timeout, pedido a 4 minutos do fim do período. Com 2 triplos (Ty Lawson e Jordan Hamilton) e um par de boas penetrações por parte de Wilson Chandler, os Nuggets haveriam de ir para o timeout a perder por 14-18. Nesta fase inicial, sinal negativo para o poste Kenneth Farried com 4 lançamentos falhados. Rapidamente, os Nuggets passariam pela 1ª vez para a frente da partida com mais uma penetração de Wilson Chandler (2:08) – muito activo no primeiro tempo, Chandler prometia uma grande exibição, facto que não viria a acontecer na generalidade da partida.

No final do primeiro período, o jogo tinha todos os condimentos – 30-29 no marcador para Denver, espectacularidade, efectividade, intensidade a todos os níveis e produtividade.

O 2º período abre com dois lançamentos de Dwayne Wade que devolvem a liderança aos Heat. Mais uma vez, Denver entra mal no período com alguns turnovers de André Miller. Poucos pontos no minuto inicial dão a melhor fase do jogo para os Denver: Randy Foye assumiu muito jogo, Farried começou a acertar com o cesto e J.J Hickson com 2 lançamentos afastados do cesto nada característicos ao seu jogo resultaram num parcial de 9-2 para os Denver (6 de vantagem; 41-35 a meio do período). No recomeço da partida após timeout pedido por Erik Spoelstra entra na equipa de Miami Michael Beasley, jogador que tem vindo a actuar com mais regularidade nesta fase da época (com bom aproveitamento diga-se a bom da verdade; 11 pontos de média\4.4 ressaltos) e que viria a ser decisivo na partida.

Os Nuggets haveriam de aproveitar o memento construído através de uma excelente intensidade defensiva (principalmente na luta das tabelas, onde Miami apresentou algum défice talvez em virtude da estratégia defensiva montada por Spoelstra; estratégia essa que passou por não contestar ressaltos e fazer recuar a equipa rapidamente para evitar o fastbreak game, departamento de jogo onde a equipa de Denver se sente como peixe na água) e de um par de boas investidas montadas por penetrações de Chandler e Foye, lançamentos de meia distância de Ty Lawson e uma melhor eficácia de Kevin Farried (neste 2º período, Denver ganhava no jogo interior\points in the paint por 22-10 ao intervalo) para chegar ao intervalo a vencer por 55-46. Do outro lado, assistiamos a uma primeira onde Dwayne Wade assumiu muito jogo, chegando ao intervalo com 12 pontos. No intervalo, queixou-se de dores nas costas e não regressou ao jogo.

No 3º período, os Heat recolaram-se novamente aos Nuggets com um parcial de 8-0 nos primeiros 3 minutos. Brian Shaw foi obrigado a parar a partida. No seu recomeço, Miami passa para a frente e dá-se um dos casos da partida: Norris Cole vai isolado para o cesto quando é carregado por Kenneth Farried. Cole cai desamparado de cara no piso e nota-se que o jogador de Denver fica perturbado com a situação. Dois lances livres para Miami. Cole sai a chorar do terreno de jogo, acompanhado pelo colega de equipa Joel Anthony. Aplica-se a regra mais estupida da liga. Como Cole não pode cobrar os lances livres, o árbitro vai ao banco adversário, como a regra manda, pedir ao treinador de Denver que escolha quem de Miami vai executar os lances. Brian Shaw ri-se, todo o banco de Denver ri-se e Greg Oden, junto ao banco de Miami dá uma garagalhada – Shaw acaba de escolher, Joel Anthony, o jogador de Miami menos efectivo no capítulo do lançamento, aquele que precisamente estava a levar Cole ao balneário. Faz-se um compasso de espera, Anthony regressa e para espanto de todos enfia os dois lançamentos dentro do cesto, fazendo na altura o 59-(57).

Começa o jogo LeBron.

Darrell Arthur entra para Denver e faz dois posters espectaculares fazendo a equipa disparar novamente no marcador. Começa o espectáculo LeBron. O artista de South Beach faz 3 triplos quase seguidos (haveria de terminar o jogo com 26 pontos\5 triplos). No final do 3º período, Denver vence por 77-72. Sinal + para Randy Foye neste período. O jogo continua muito eficaz com Denver a terminar o 3º período com 57% de efectividade no lançamento e Miami perto dos 50%.

O 4º período começou sem pontos. Denver tenta rodar mais a bola. Jogo muito intenso mas pouco efectivo nesta fase. Aos 8:45 Ray Allen empata a partida a 77 com um fantástico triplo em zona central. Responde Lawson com um triplo. J.J Hickson conquista nesta altura alguns ressaltos importantes para a equipa. Sobressai Ty Lawson com a sua capacidade de organização de jogo, lançamento exterior e inteligência. Joga, faz jogar e em situações de pressão consegue cavar muitas faltas. Quando o jogo já se aproxima do fim, a equipa de Denver baqueia. Chris Bosh faz 2 lançamentos seguidos e devolve a liderança a Miami a 5 minutos do fim (83-82). Allen completa o ramalhete já perto do final com um triplo que estabelece 82-86. Lawson responde logo a seguir com novo triplo (85-86). O jogo avança para um fantástico final.

Já no último minuto, Allen consegue enfiar um triplo do canto esquerdo completamente apertado por 2 adversários. Chandler responde com um fantástico afundanço onde Ty Lawson conseguiu bloquear Chris Bosh para abrir espaço para o colega passar. Fica uma falta por marcar neste lance e de certa maneira a arbitragem influiu no resultado final da partida. Timeout de ocasião. Miami com bola vence o jogo num fantástico triplo de Michael Beasley a 30 segundos do fim (92-96). O triplo de Beasley é a prova viva de que nesta equipa de Miami quando não são os jogadores do big-three a decidir, alguém o faz. Ou Battier, ou Chalmers, ou Cole, ou desta feita, Beasley. E isso tem sido um dos méritos da evolução que Spoelstra está a fazer nesta equipa nos últimos 3 anos – de uma equipa centrada na figura de LeBron James, Miami passou a ser uma equipa que está a funcionar como colectivo. Randy Foye ainda consegue fazer uma penetração a 25s do fim. Falta sobre Ray Allen – falha um dos lances livres (94-97) dando hipótese a Denver de levar o jogo para prolongamento com um triplo nos últimos minutos.

Sai o bizarro. Brian Shaw pede timeout. No timeout, JaVale McGee toca piano virtual com os dedos aproveitando a pianística música de fundo. Jordan Hamilton vai repor a bola. Nenhum dos seus companheiros se desmarca. Passam os 5 segundos como manda a regra. A bola é dada ao contrário e Denver estraga numa joga o fantástico jogo que fez. Vitória para Miami por 97-94.

Outros jogos de ontem:

Jogo com várias carambolas no marcador na 2ª parte. A equipa de Detroit teve o jogo na mão no 4º período mas deixou-se perder. 106-99 num grande jogo de John Wall com 29 pontos e 7 assistências. Do lado de Detroit, mais um grande jogo dos postes da equipa – Greg Munroe (22 pontos e 10 ressaltos) fez um facial violento a John Wall e Andre Drummond com 16 pontos e 16 ressaltos.

Vitória limpinha limpinha dos meus Bulls em Memphis. Jimmy Butler fez 26 pontos e DJ Augustin foi novamente fantástico a organizar o jogo da equipa, obtendo 9 assistências. Vitória muito importante para uma equipa que está neste momento fora dos playoffs. No ponto seguinte irei analisar uma possível de troca que Bulls e Cavs podem fazer nos próximos dias.

Mavericks e Wolves protagonizaram o jogo da jornada. Kevin Love voltou a fazer números surreais. Noite após noite, Love está a carregar com os Timberwolves às costas e mesmo assim isso não está a chegar para que estes saltem para uma posição dentro dos lugares de playoffs.

Kevin Love

26.5 pontos, 13.7 ressaltos e 4.4 assistências de média fazem de Love o primeiro ao nível do ranking de eficiência da Liga. Apesar da equipa ter feito um esforço enorme para dotar Love com um colectivo capaz de ir aos playoffs (Corey Brewer, Ricky Rubio, Juan José Barea, Nikola Pekovic), creio que os colegas não tem estado à sua altura e a própria conferência Oeste, extremamente competitiva este ano, fará com que os Timberwolves fiquem aquém do seu objectivo. Os Wolves são 9ºs no Oeste.

Quanto ao futuro de Kevin Love:

1. É expectável que caso os Wolves não consigam atingir os playoffs, Kevin Love saia da equipa no próximo verão. Love tem contrato com os Wolves até 2016, recebendo 14,63 milhões nesta época, 15,7 na próxima e 16,7 na temporada 15\16. Qualquer equipa que o queira terá que ter este (ou um cap superior) cap salarial para o adicionar. Para além disso terá que efectuar uma troca contratualmente equalitária ao contrato que aufere actualmente Love. Os Lakers tem cap para adicionar Love para o ano mas não tem ninguém com um valor de troca (financeiro\desportivo) que agrade a Minesota.

Ler Steve Aschburner no Hang Time sobre o rendimento do poste de Minesota.

Grande vitória dos New Orleans Pelicans frente aos Blazers por 110-108. Exibição monstruosa do base reforço Jrue Holliday com 29 pontos e 13 ressaltos. Os Pelicans continuam a fazer uma temporada muito tranquila, tentando evoluir a equipa que têm para atingir outros objectivos no próximo ano. Anthony Davis está a evoluir muito favoravelmente aos problemas físicos que o tem atormentado nos últimos meses.

2- Notícias e rumores:

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

Faltam 7 dias para Andrew Bynum decidir o futuro. Ontem e hoje surgiram dois rumores:

1- O primeiro dava conta de negociações entre Bulls e Cavaliers. O Bleacher Report e o analista da Yahoo Adrian Wojnarowski (quando salta um rumor da boca deste raramente é mentira) afirmam que Bulls podem estar interessados em trocar Luol Deng por Andrew Bynum e mais qualquer coisa: fala-se no sg Dion Waiters e em compensações monetárias até porque Dion Waiters poderá estar incompatibilizado com Kyrie Irving.

Na minha opinião, toda a gente fica a ganhar com este cenário.

1.1 – Os Bulls limpam algum cap salarial com a saída de um jogador que ganha cerca de 14,5 milhões e ainda recebem um poste de qualidade (limitado fisicamente é certo) para ser alternativa a Joakim Noah e um SG que permitirá mais soluções de colectivo para Tom Thibodeau. Além disso, os Bulls começam a preparar o futuro da equipa que pelos últimos rumores não deverá passar pela continuidade de Deng (está insatisfeito com a proposta salarial que a equipa lhe fez e quer sair) e Carlos Boozer (será amnistiado no final do ano porque da Liga Espanhola vem, em virtude da pick que Chicago recebeu em 2012, Nikola Mirotic). Do ponto de vista financeiro, ajuda os Bulls a descerem a sua folha salarial, imperativo que Jerry Reinsdorf terá pedido ao GM Gar Forman para a próxima época, excepto se a equipa lutar pelo título. Só nesse cenário, Reinsdorf irá pagar as penalizações e taxes que sejam necessárias.

1.2 – Os Cavs continuam a sua estratégia de evolução com a entrada de Deng. Será um bom complemento para Kyrie Irving e do ponto de vista de maturidade talvez seja o jogador que necessitam para atacar objectivos maiores.

1.3 – Para Andrew Bynum, a subalternização que terá a Joakim Noah será benéfica para voltar em grande à liga como espera. Com menos minutos de jogo e menos pressão, poderá relançar a carreira em Chicago. Dion Waiters poderá ser um excelente 6 em Chicago.

2- O segundo dava conta do interesse dos Lakers em fazer regressar uma das suas principais apostas no passado em troca por Pau Gasol.

A troca é muito engraçada para os Lakers (poupam imediatamente 10 milhões no seu cap, podendo ter espaço para tentar várias trocas ainda esta época para dotar a equipa de jogadores capazes de atingir os playoffs ainda esta época) mas não estou a ver Cleveland dar 10 milhões de euros por um jogador que está a jogar mal e que não acrescenta muito mais daquilo que Varejão oferece à equipa.

3- O Hang Time advoga que Rajon Rondo (Boston Celtics) pode voltar à competição na equipa afiliada do franchise de Boston da DLeague.

4- Em Nova Iorque continua a irmandade. Depois do irmão de Mike Woodson ter sido contratado pela equipa, agora foi a vez dos Knicks anunciarem a contratação de Chris Smith, irmão de J.R Smith

Já diz o ditado que quem sai aos seus não degenera. Se Chris Smith for metade do irmão, em vez de um problema, os Knicks passam a ter dois!

5 – Al Hortford (Atlanta Hawks) será novamente operado ao músculo direito da zona peitoral. Ficará 1 ano de fora. Má notícia para os Hawks.

6 – Os rumores à volta da possível troca de Carmelo Anthony.

3 – A ler ainda:

 

NBA 2013\2014 #2

O Sr. Tom Thibodeau berra tanto e tem a voz tão rouca que qualquer dia só é ouvido com recurso a um amplificador de voz. Ou então, com recurso a uma cassette gravada em bom tempo.

Perdoem-me os Bulleanos mais fanáticos: esta equipa não joga nada. Repito. Esta equipa não joga nada. Não sei o que é que o Sr. Gar Forman faz no gabinete. Coisa boa não é. A equipa é desiquilibradíssima. Em Chicago continua a ilusão de que o 5 base da equipa é capaz de ser a fonte de resolução de todos os problemas da equipa. Não o é. A NBA não funciona nesses moldes. Ou se tem uma equipa com soluções para as mais variadas posições e para os mais variados departamentos de jogo ou então não se anda por aí a apregoar uma equipa capaz de lutar pelos anéis. É inadmissível que uma equipa com 5 jogadores iniciais com talento e 3 soluções de banco credíveis gaste nada mais nada menos que 81 milhões de dólares e esteja a gastar, segundo as minhas contas, algo como 25 milhões de dólares em luxury tax.

Como se isso não bastasse, ainda existem dois dossiers para decidir até ao final do mês: Luol Deng termina contrato no final da época. Se os Bulls assinarem uma extensão com o extremo, poderão aumentar o seu salário de 14 para 17 ou 18 milhões de dólares. Kirk Hinrich também termina contrato. Ganha 4 milhões de dólares. Não creio que exista outra opção senão baixar drasticamente o salário ao base. Richard Hamilton não é visto há anos no court. E ainda recebe 1 milhão de dólares, quase tanto como o valor que Ron Artest (Metta World Peace ou Metta War Peace, como queiram 🙂 recebe em Nova Iorque, ou por exemplo, pouco mais do que o “dispensado” Nate Robinson aufere em Denver. Para não ser mauzinho, um pouco menos do que Marco Belinelli recebe em San Antonio.

Resumindo e baralhando: no último verão, um dos motivos que levou à não-renovação dos contratos de Belinelli e Nate foi, segundo Forman, o facto dos Bulls não terem possibilidades de continuar a pagar o que pagavam a estes jogadores. Falamos de Nate Robinson, aquele que na ausência de Rose levou literalmente com a equipa às costas. Mike Dunleavy foi contratado. Nada contra. Preencheu uma das carências da equipa, o tiro exterior. Engulo o argumento dado por Chicago. Os números de Dunleavy falam por si. Nada que Nate ou Belinelli já não o fizessem. Nate e Belinelli ainda tinham a particularidade de ir debaixo do cesto com garra. Dunleavy não é feito para incursões ao jogo interior. Dunleavy é feito para catch and shoot. Só. Fazendo bem as contas, Nate e Marco recebem 4,7 milhões nas suas novas equipas. Dunleavy, Hinrich e Hamilton recebem juntos algo como 8 milhões de euros. Não havia dinheiro…

Deixo a parte economicista da gestão financeira da equipa e passo ao court. Irregulares. Defensivamente tem dias. Ofensivamente não tem um único dia. Com Rose ou sem Rose. A equipa é capaz de estar a vencer por 20 no 3º período e perder o jogo. A rotação by the book de Tom Thibodeau enoja. É prejudicial. É descabida. Perde jogos. Rose ainda não está nos seus melhores dias. Perde muitas bolas. Poderá ter que parar devido a um problema físico contraído no jogo de ontem (vitória frente aos Cavs). Deng é instável. Quando existe Rose, não existe Deng. Deng reaparece quando não existe Rose. Noah joga cheio de dores. Compreensível. Boozer ainda é o único que está a fazer pela vida. Finalmente. Está a fazer pela vida porque como se sabe termina o contrato no ano de 2016 e como fa restricted deverá ser o primeiro a rolar no próximo verão. Trocado ou amnistiado. Há um senhor em linha de espera para a posição. Um grande senhor do basket europeu que dá pelo nome de Nikola Mirotic.

Do banco dos Bulls, posso aplicar aquele célebre ditado que os portugueses aplicam aos espanhóis: “nem bom vento nem bom casamento”. Hinrich (às vezes) Gibson e Dunleavy. É escasso para uma equipa com pretensões. O resto (Snell, James, Nazr, Teague, Murphy e Hamilton) ou não joga, ou joga pouco ou é gente demasiado jovem para meter neste momento. Basta só lembrar os pobres minutos que Snell teve em campo contra Miami, tremendo como varas verdes quando teve que defender LeBron. Interrogo-me às vezes o que é o Nazr anda por ali a fazer quando já tem idade para estar em casa a tomar conta dos netos. Ter Nazr como suplente de poste alto com um Joakim Noah que vai parar bastantes vezes ao longo da época, é algo que não cabe na cabeça de ninguém. Quando olhamos aos postes que estiveram disponíveis no verão que recebem tanto como o poste de Chicago percebemos que Forman não tem jeito para a coisa: DeJuan Blair (Dallas; 941 mil dólares esta temporada) Byron Mullens (Clippers; 947 mil dólares esta temporada) Fab Melo (Memphis Grizzlies; 1,3 milhões de dólares). Não sei que tipo de contratos é que os Bulls fazem ou qual é o critério usado nas negociações mas creio que estes 3 tem muito mais talento para fazer descansar Noah mais minutos dos que descansar habitual. Isto sem contar que Kenneth Faried quer sair de Denver e está disponível por um valor acima dos 1,4 milhões de dólares, valor actual do seu salário na equipa do estado do Colorado.

Para finalizar, parece que existem outros com opiniões identicas à minha.