A dinastia continua em San Antonio.

Após uma derrota difícil de engolir na última edição das finais da NBA (4-3), os San Antonio Spurs voltaram a encontrar a equipa sensação da prova pelo 2º ano consecutivo, os Miami Heat (bi-campeões em título).
NBA Finals 2014

Esperava-se uma série de jogos disputados entre as duas equipas mais motivadas da Liga a conquistar este título.
Do lado dos Heat, havia um LeBron a querer levar o 3º caneco consecutivo para casa e assim igualar Michael Jordan e Kobe Bryant, afirmando-se definitivamente como um dos melhores de sempre. Do lado dos Spurs, havia um colectivo à procura de vingança das últimas finais e Tim Duncan (na sua 17ª época ao serviço dos Spurs), à procura de se tonar o primeiro jogador da NBA a sagrar-se campeão em 3 décadas diferentes.

Tim Duncan - 5 vezes campeão da NBA

Tim Duncan – 5 vezes campeão da NBA

Num jogo premeditado como decisivo para equipa de Miami (por estar a perder a série por 3-1), esperava-se muito, no entanto apesar da óptima exibição de LeBron, o seu esforço foi em vão devido à falta de empenho pelo resto da equipa, fazendo deste 5º jogo um reflexo das finais pois os Heat perderam por 104-87. Oferecendo assim a vitória expressiva(!) por 4-1 aos Spurs.

Desilusão de LeBron

Desilusão de LeBron


Em contraste…
Festejos dos Spurs

Festejos dos Spurs

No encontro dos 2 Big Three mais fortes da NBA, LeBron/Wade/Bosh vs Duncan/Parker/Ginobili, foi outro o jogador que mais se sobressaiu…

Big 3 de Miami vs Big 3 de San Antonio

Big 3 de Miami vs Big 3 de San Antonio

Aos 22 anos de idade, o jovem jogador Californiano, foi uma das grandes figuras do 5º jogo, ao assinar 22 pontos, 10 ressaltos e 2 assistências e a figura das finais, subindo a sua prestação da época regular em que fez uma média de 12,8 pontos, 6,2 ressaltos e 2 assistências, tornado-se assim o 3º MVP mais novo de sempre, a seguir ao lendário Magic Johnson e ao seu “tutor” Tim Duncan.
Com isto, uma coisa é certa: os fãs dos Spurs podem ficar descansados, pois o legado que Duncan construiu com a ajuda de Parker e Ginobili, está bem assegurado e com o presságio de que em San Antonio há uma nova estrela prestes a emergir nos próximos anos, seu nome é Kawhi Leonard!

Kawhli Leonard, o MVP das Finais

Kawhli Leonard, o MVP das Finais

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NBA 2013\2014 #35

All-Star Weekend

Sexta-Feira – Rising Stars Challenge

Não sendo um natural entusiasta deste tipo de eventos, opto por não escrever qualquer comentário sobre o jogo de exibição realizado entre os rookies e os sophomores da liga.

andre drummond

O poste dos Detroit Pistons Andre Drummond sucedeu a Kenneth Farried (Denver Nuggets) como o MVP da partida de exibição. O poste dos Pistons coroa com exito o seu ano de afirmação dentro da liga. Aos 20 anos tem todo o potencial para se tornar uma das grandes referências históricas da liga na sua posição específica. Na partida somou 30 pontos e 25 ressaltos.

Aqui ficam as habituais fotos da praxe:

rookies 1

rookies 2

Lillard

Damien Lillard (Portland Trail Blazers)

Miles Plumlee

Miles Plumlee (Phoenix Suns) – facto curioso do jogo foi a presença dos irmãos Plumlee nos dois lados da contenda. Miles de um lado, Mason (Brooklyn Nets) do outro.

mason plumlee

Mason Plumlee.

Sábado

Slam Dunk Contest

este

Terence Ross (Toronto Raptors) Paul George (Indiana Pacers) e John Wall (Washington Wizards) venceram a primeira edição do concurso de afundanços (por equipas) pela conferência este.

3 points contest

O italiano Marco Belinelli (San Antonio Spurs) levou para a casa o prémio relativo ao concurso de triplos.

Skills Challenge

Damien Lillard (Portland Trail Blazers) e Trey Burke (Utah Jazz) venceram o desafio de perícia individual destinado aos bases. Na final derrotaram a dupla de rookies da conferência este composta por Michael Carter-Williams e Victor “the singer” Oladipo.

No concurso de shooting stars, a equipa de Chris Bosh deu a vitória à conferência este.

Outros eventos:

cares 1

Como é tradição no evento, o programa social da NBA (NBA Cares) realizou algumas actividades de cariz social junto da comunidade de New Orleans. Aqui ficam algumas das imagens do evento realizado junto da população juvenil da cidade do Estado do Louisiana na qual participaram (na construção de um parque infantil) algumas das antigas e actuais estrelas da liga como Dwight Howard (Houston Rockets) Dikembe Mutombo, Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers), o frontman da casa Anthony Davis (New Orleans Pelicans), Kelly Olynyk (Boston Celtics), Michael Carter Williams (Philadelphia 76ers), John Wall (Washington Wizards) ou Kevin Love (Minesota Timberwolves).

carter williams 2

carmelo 2

Carmelo, o rebarbado.

kevin love 2

Kevin Love demonstra que apertar parafusos é tão fácil como fazer 30 pontos, 6 triplos e 15 ressaltos por jogo.

D-League All-Star Game

No jogo entre os melhores da D-League não há lugar para exibições. À procura do seu espaço na principal divisão organizada pela National Basketball Association, toda a gente se esforça para ser visto.

E.J Singler (Idaho Stampede) venceu o concurso de 3 pontos da D-League. O jogador alinha na equipa afiliada dos Portland Trail Blazers.

Tony Michell venceu pela segunda vez o concurso de afundanços da D-League. Os direitos do jogador pertencem aos Milwaukee Bucks.

NBA 2013\2014 #35 (All-Star Weekend)

all-star

Realiza-se este fim-de-semana em New Orleans no Smothie King Center o All-Star Weekend, a festa que a NBA oferece todos os anos aos seus fãs a meio da temporada. O programa oficial do evento contempla o jogo entre personalidades famosas (neste momento estou a ver esse jogo), o jogo entre rookies e sophomores da liga (hoje às 2 da manhã com transmissão na Sporttv), a noite de skills (bases, 3 pts, shooting stars e afundanços; amanhã à 1 da manhã) e o all-star à meia noite de domingo para segunda-feira. O evento também terá outros eventos menores como as festas que alguns jogadores dão durante o fim-de-semana, o jogo entre os all-star da D-League ou as inúmeras iniciativas do NBA Cares junto da comunidade de New Orleans.

Passo às apresentações dos eventos:

1. Rising Stars Challenge – dentro de momentos.

No jogo que põe frente-a-frente duas equipas constituídas por jogadores que actuam pelo primeiro e segundo ano na liga, formaram-se duas equipas: a equipa Hill e a equipa Webber, orientadas precisamente por Grant Hill e Chris Webber.

A equipa Hill é composta por:

  1. Damian Lillard (Portland, Soph)
  2. Bradley Beal (Washington, Soph.)
  3. Andre Drummond (Detroit, Soph.)
  4. Harrison Barnes (Golden State, Soph.)
  5. Terrence Jones (Houston, Soph.)
  6. Giannis Antetokounmpo (Milwaukee, Rookie)
  7. Jonas Valanciunas (Toronto, Soph.)
  8. Dion Waiters (Cleveland, Soph.)
  9. Miles Plumlee** (Phoenix, Soph.) – este substitui o lesionado Pero Antic de Atlanta.

A equipa de Chris Webber por sua vez é composta por:

  1. Anthony Davis (New Orleans, Soph.)
  2. Michael Carter-Williams (Philadelphia, Rookie)
  3. Tim Hardaway Jr. (New York, Rookie)
  4. Trey Burke (Utah, Rookie)
  5. Jared Sullinger (Boston, Soph.)
  6. Mason Plumlee (Brooklyn, Rookie)
  7. Victor Oladipo (Orlando, Rookie)
  8. Steven Adams (OKC, Rookie)
  9. Kelly Olynyk (Boston, Rookie)

2. Sábado

2.1 Shooting Stars

Cada conferência tem duas equipas. As equipas são compostas por um jogador que actualmente alinha numa equipa da respectiva conferência, um antigo jogador e uma jogadora da WBNA nas mesmas circunstâncias.

  • O objectivo do jogo obriga os 3 atletas a conseguirem lançar com eficácia de 4 posições marcadas no terreno (termina com um lançamento do meio-campo).
  • Até ao último lançamento cada atleta lança da posição no terreno que lhe for designada.
  • No último lançamento, todos podem tentar marcar do meio-campo. O relógio só para quando a equipa marcar os 4 lançamentos.

Equipas:

Conferência Este:

> Team 1: Tim Hardaway Jr. (NYK); Tim Hardaway Sr. (Legend); Elena Delle Donne (Chicago Sky)
> Team 2: Chris Bosh (MIA); Dominique Wilkins (Legend); Swin Cash (Chicago Sky)

Conferência Oeste:

> Team 1: Stephen Curry (GS); Dell Curry (Legend); Becky Hammon (San Antonio Stars)
> Team 2: Kevin Durant (OKC); Karl Malone (Legend); Skylar Diggins (Tulsa Shock)

As equipas de cada conferência jogam uma contra a outra na 1ª fase, sendo a final disputada entre as vencedoras de cada conferência.

3. Taco Bell Skills Challenge

goran dragic

O esloveno Goran Dragic (Phoenix Suns) é um dos grandes candidatos à vitória no duelo entre bases.

EASTERN CONFERENCE:
> Team 1: Giannis Antetokounmpo, Milwaukee; DeMar DeRozan, Toronto
> Team 2: Michael Carter-Williams, Philadelphia; Victor Oladipo, Orlando

WESTERN CONFERENCE:
> Team 1: Trey Burke, Utah Damian Lillard, Portland
> Team 2: Goran Dragic, Phoenix; Reggie Jackson, Oklahoma City

O Challenge de habilidades procura descobrir o base com mais perícia da liga. Pela frente, os atletas terão um circuito de obstáculos onde terão que arrancar em velocidade, executar um slalom, fazer 2 tipos de passe (picado e passe de peito) e lançar ao cesto, isto tudo, no menor tempo possível. Até este ano a competição era disputada individualmente. Em New Orleans, os jogadores irão fazer equipas de 2, sendo que o tempo acumulado diz respeito às 2 voltas realizadas pelos atletas. A equipa vencedora de cada conferência disputa a final. Na minha opinião, esta alteração tirou metade da piada à prova.

4. three-point contest

Os atiradores desta liga serão postos à prova.

  • 5 racks.
  • 4 deles contem 4 bolas laranjas e uma bola às cores.
  • Cada bola laranja vale 1 ponto.
  • Cada multicolor vale 2 pontos.
  • O 5º rack é composto por 5 bolas multicolores.
  • Cada atleta pode colocar o 5º rack numa das 5 posições designadas pela organização.
  • Cada atleta tem 1 minuto para atirar as 25 bolas.

EASTERN CONFERENCE:
> Arron Afflalo, Orlando
> Bradley Beal, Washington
> Kyrie Irving, Cleveland
> Joe Johnson, Brooklyn

WESTERN CONFERENCE:
> Marco Belinelli, San Antonio
> Stephen Curry, Golden State
> Damian Lillard, Portland
> Kevin Love, Minnesota

Os atiradores do Este competem entre si enquanto os do Oeste fazem exactamente o mesmo. Os vencedores de cada conferência disputam a final. Em caso de empate nas eliminatórias, há lugar a um desempate de 24 segundos.

5. Slam Dunk

Sprite Slam Dunk

EASTERN CONERENCE:
> Paul George, Indiana Pacers
> Terrence Ross, Toronto Raptors
> John Wall, Washington Wizards

WESTERN CONERENCE:
> Harrison Barnes, Golden State Warriors
> Damian Lillard, Portland Trail Blazers
> Ben McLemore, Sacramento Kings

Em relação ao tradicional modelo que regulamentava esta competição, existem algumas diferenças a salientar. Até à edição deste ano, cada atleta tinha direito a dois ensaios, vencendo aquele que obtivesse a maior pontuação do juri. Na edição deste ano a organização decidiu baralhar as contas do concurso de afundanços com um sistema assente em duas rondas: uma ronda freestyle e uma ronda de batalha.

  • Na ronda freestyle, os 3 participantes de cada conferência tem 90 segundos para mostrarem o que prepararam em casa. Cada um dos participantes por conferência tem que afundar pelo menos uma vez. Depois de realizados os afundanços, um painel de 3 juízes vota na melhor prestação realizada, ou seja, nos atletas do Este ou Oeste. A conferência mais votada tem direito a escolher a ordem de saída da ronda de batalha.
  • Na ronda de batalha, existe um duelo individual 1×1 entre os atletas de ambas as conferências. Cada um executa um afundanço. Os juízes escolhem aquele que acharam melhor. Quem reunir mais votos, marca um ponto. A conferência vencedora será aquela que marcar 3 pontos

Estas novas regras foram criadas com o intuito de proporcionar uma maior espectacularidade ao concurso. Haverão mais afundanços do que aqueles que haviam nos concursos realizados até aqui. A meu ver, este novo modelo também retira piada à prova. Pela primeira vez na história da liga, o lendário prémio relativo ao rei dos afundanços não será atribuído a um só jogador.

Nota: Abusiva também se deve considerar a presença de Damien Lillard em praticamente todas as provas. O base de Portland é de facto um jogador fantástico com um futuro promissor à frente mas penso que a liga (à semelhança do que fez há uns anos atrás com Kevin Durant, Dwight Howard ou Blake Griffin) não tem necessidade nenhuma de praticar estes excessos de hype em volta do jovem jogador da equipa detida pelo co-fundador da Microsoft Paul Allen.

No domingo irei apresentar o All-Star Game quando já tiver disponíveis as tradicionais fotos dos atletas que irão participar.

 

A NBA anda de loucos! #3

Desta vez não escrevo nesta rubrica pelos melhores motivos, mas que é de loucos é!
Na noite passada em Miami, os Heat fizeram a recepção à equipa que defrontaram e derrotaram nas finais da NBA da época passada, os San Antonio Spurs. Sob o contexto da tão esperada desforra, os adeptos dos Heat tiveram uma reacção similar à do jogo 6 das finais em que deixaram os estádio despido, só que desta vez nem chegaram a entrar.

Início do jogo

Começou o jogo e assim se apresentavam as bancadas da AmericanAirlines Arena.
Ao que parece os adeptos da equipa da casa simplesmente não quiseram saber deste jogo entre líderes de divisão (ambos em 2º da conferência).

Tom Haberstroh da ESPN fez questão de deixar toda a gente a saber o que se passava

Tom Haberstroh da ESPN fez questão de deixar toda a gente a saber o que se passava

Já Ethan J. Skolnick, da Bleacher Report arranjou uma desculpa para o sucedido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por sua vez Ira Winderman do The South Florida South Sentinel não se absteve

Por sua vez Ira Winderman do The South Florida South Sentinel não se absteve

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Numa noite em que a equipa da casa fez jus à sua qualidade, já com Dywane Wade de volta, tendo ficado Grey Oden de fora devido a problemas no calcanhar, os Heat dominaram confortavelmente os 3 primeiros períodos, chegando ao 4º com uma vantagem de 20 pontos.
Tendo sido um jogo calmo para os Heat, Erik Spelstra aproveitou para rodar a equipa no último período, fazendo descansar as estrelas da companhia. Lebron James com 28 minutos de jogo, passou despercebido ofensivamente com apenas 18 pontos e 6 assistências, mas a fazer um bom jogo defensivo com 7 rebonds ganhos e um roubo de bola. Dywane Wade não fez o regresso que esperaria, tendo em 24 minutos apenas feito 8 pontos, 3 rebonds, 5 assistências e 1 roubo. Já Chris Bosh teve uma das suas noites ofensivamente, tendo conseguindo atingir os 24 pontos com uma taxa de 90% em Field Goals, 50% nos triplos e 100% nos lances livres. Ray Allen fez um jogo seguro e calmo, e foi durante o tempo que esteve em campo que a equipa mais pontuou.


Chris Bosh aquando do triplo da noite, após uma assintência fantástica de LeBron James

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do lado do San Antonio Spurs não houve grandes rasgos de brilhantismo numa noite em que não conseguiram impor o seu jogo. Quem mais pontuou foi Tim Duncan com 23 pontos, tendo Tony Parker conseguido menos de metade dos pontos com o mesmo tempo de jogo compensado apenas pelas assistências que fez. Belinelli passou despercebido e Ginobili parece que não esteve sequer em Miami, apesar de ter jogado 25 minutos.

Nota positiva para Aron Baynes que durante os 15 minutos que jogou, a sua equipa recuperou 8 pontos, tendo este concretizado 6 (100% em field goals), 1 rebound ofensivo e 5 defensivos conquistados, 2 assistências, 1 roubo de bola e 1 block.

Aaron Baynes #16

Resultado final: Miami Heat 113-101 San Antonio Spurs

Numa noite negativa para a equipa de San Antonio, foram os adeptos de Miami quem esteve pior e não lhes fica nada bem!
Estarão eles à espera das finais para recomeçar a aparecer?

A NBA anda de loucos! #2

Na semana passada, algumas das estrelas dos Miami Heat estiveram de visita à Casa Branca, durante a qual foi feita uma mini entrevista por parte do treinador (Erik Spoelstra) dos Heat a alguns dos jogadores da sua equipa (LeBron James, Chris Bosh, Dywane Wade e Ray Allen).
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A entrevista feita prende-se com campanha “Let’s Move”, cujo propósito é acabar com a obesidade infantil nos Estados Unidos. A campanha foi iniciada pela primeira-dama Michelle Obama. A iniciativa tem o objectivo inicialmente declarado de resolver o desafio da obesidade infantil para que as crianças cheguem à idade adulta com um peso saudável.
Até aí tudo bem, com algumas charadas pelo meio e um ambiente descontraído, quando do nada aparece o LeBron em 2º plano a segurar uma Mini-Tabela e a primeira-dama entra na sala a correr faz um afundanço digno de NBA. Claro que os invejosos vão dizer que o LeBron facilitou!
Vejam o vídeo e confiram o momento de boa disposição.

NBA 2013\2014 #23

Pode bem ser a combinação das finais da Liga nesta temporada. Não quis acreditar que tal tivesse acontecido. Lembro-me de mais 2 ou 3 situações de carreira em que ele fez isto, 1 delas decisiva para uma vitória de Miami, outra duas como buzzer-beat de final de período (uma em Toronto, uma em Miami) – é um lance fantástico tendo em conta o jogador que é e as suas reais capacidades neste departamento de jogo – não é um mau lançador de triplos (até porque não lança regularmente de 3 pts; tem um registo de 105-354 nas 11 temporadas que leva na liga; 29.7% de eficácia) mas está a melhorar imenso ultimamente neste capitulo: basta só referir que este ano lança mais (52 em 29 jogos tendo em conta os 74 que lançou em 74 na época passada, com uma eficácia de 18 esta temporada; 34,6%; contra os 21 em 74 na época passada) é mais efectivo e está a conseguir colmatar a saída de Mike Miller, por exemplo, homem que acrescentava muito valor à equipa neste departamento de jogo.

Miami venceu por 108-107 em Portland. Sem LeBron. Em mais uma noite em que desisti de ver os meus Bulls @ Dallas logo no 2º período. (85-103)

Meanwhile:

Cleveland Cavaliers v Washington Wizards

O Hang Time revela que Bynum suscitou algum interesse em Miami. Como afirmei aqui (vide nº21 desta série) ontem, Bynum foi suspenso pela direcção dos Cavaliers. Após investigação séria ao seu contrato (como afirmei aqui ontem) confirmei que os Cavs apenas salvaguardaram metade do salário do jogador deste ano, no valor de 6 milhões, sob condição de activar a outra metade do salário depois de 7 de Janeiro. Assim sendo, os Cavs tem até dia 7 para trocar o jogador ou então o jogador ficará até ao final da temporada.

Com Bosh a render, Birdman Anderson a acrescentar muitos ressaltos, muita luta nas tabelas e, claro está, principalmente na linha de lance livre em virtude das faltas que sofre, a acrescentar pontos para a equipa, sem contar com o eterno lesionado Greg Oden (jogador em que Miami deposita confiança) penso que este rumor não deve ter fundamento. A não ser que South Beach deixe de ser um poiso gerador de títulos e campeões para se transformar num centro de reabilitação para as mais diversas maleitas (lesões, drogas)…

NBA 2013\2014 #1

NBA

Ao fim da primeira semana e meia de competição cumpre-me fazer uma pequena analise destas primeiras jornadas da maior liga de basquetebol do mundo.

Para ser mais inteligível decidi dividir o conteúdo em vários posts para ser mais fácil e menos morosa a sua leitura.

Indiana Pacers

Paul George

Na ausência de Danny Granger por lesão, Paul George afirmou-se como a grande referência do basquetebol de Indiana.

Depois de terem atingido a final de conferência na temporada passada (nas quais foram a 7º jogo contra os campeões Miami Heat), os Indiana Pacers arrancam esta temporada com expectativas mais elevadas. O estatuto de equipa surpresa terminou para a equipa de Frank Vogel a partir do momento em que esta, sem o seu melhor jogador, conseguiu atingir a final de conferência. Pessoalmente acredito que a equipa deu o salto para poder lutar pelo título. Os reforços que adquiriu durante o verão (CJ Watson aos Brooklyn Nets, Luis Scola aos Phoenix Suns e Chris Copeland aos New York Knicks) serviram para colmater uma das insuficiências que a equipa demonstrava na temporada passada: a falta de soluções no banco.

Frank Vogel tem o seu projecto em Indiana no auge. O 5 inicial da equipa manteve-se. Não existiram saídas de jogadores importantes. Pode-se dizer que o jogador mais importante que saiu de Indiana foi Jeff Pendergraph (agora Jeff Ayres) para os San Antonio Spurs, onde, este ano, tem tido 3\4 minutos de utilização por partida. Granger está lesionado. Na temporada passada apenas realizou 5 jogos. Nesta época, apesar das previsões feitas pelo staff médico da equipa apontarem o seu regresso para o 3º jogo da temporada, ainda não regressou. As novas previsões apontam que Granger regresse daqui a 3 semanas. Outro dos lesionados do 5 inicial da equipa é o base George Hill. Hill conseguiu os melhores números da carreira na época passada (5ª época do jogador na liga) ao apontar 14.2 pontos por jogo e 4.7 assistências). Irá voltar nos próximos jogos. Para reforçar uma posição onde a equipa sofria de alguma carência (DJ Augustin não era na verdade o base suplente ideal para uma equipa que tem objectivos a cumprir na liga) a equipa contratou CJ Watson. O experiente base de 7ª temporada na liga (ex-Chicago Bulls e Brooklyn Nets) foi contratado para acrescentar uma maior organização ao jogo da equipa e garantir uma melhor eficácia no jogo exterior visto que é um dos mais eficazes lançadores de 3 pontos da liga. Com Paul George, CJ Watson e Lance Stephenson, os Pacers arriscam-se a ser uma das equipas mais eficazes atrás do garrafão. Falando em Lance Stephenson, sou um apreciador das suas qualidades. Exímio lançador exterior, Stephenson não se fica só pelo jogo exterior. O seu enorme atleticismo permite-o também fazer bastantes incorporações no jogo interior. Contudo, é um jogador bastante irregular e psicologicamente muito fraco.

O jogo interior dos Pacers continuará entregue aos postes David West e Roy Hibbert. Luis Scola foi contratado aos Suns para dar mais robustez ao jogo defensivo da equipa. O argentino entrega-se bastante ao jogo, garantindo muita luta, eficácia nos lançamentos perto do cesto e de meia-distância e muita agressividade defensiva.

Os Pacers iniciaram o campeonato com um parcial de 6-0. 6 vitórias em 6 jogos, com uma vitória de topo frente a um dos outros contenders da equipa Este, os Chicago Bulls. Dadas as 6 vitórias sem resposta, volta a reaparecer uma das perguntas que remexeu os meandros opinativos da Liga durante o Verão. Serão os Pacers apenas outsiders ou contenders ao título da NBA? Pessoalmente não tenho qualquer dúvidas em afirmar que os Pacers rechearam o seu rooster de bons jogadores para poderem lutar pelo título da conferência Este e assim disputar as finais da competição. No final do mês de Setembro, o Presidente da equipa Larry Bird afirmou que a equipa poderá lutar pelo título. O base Lance Stephenson afirma exactamente o mesmo e corrobora a minha opinião. “We can be great,” Stephenson said. “We’ve got five good players. We’ve got a bench. We’ve got everything that we need. I think this team is a team that can win the championship. We’ve got better players. We’ve got a lot of players coming back. Our team is great. We’ve got a lot of players here that can help us win the championship.”

Se desportivamente tudo corre bem à equipa do estado de Indianápolis, ao nível do business da equipa, as coisas poderão azedar já neste mês de Novembro. Até ao final do mês, as equipas começarão a desenhar as próximas temporadas visto que será até dia 30 de Novembro terão que ser assinadas as extensões de contratos dos seus jogadores. Jogador que não assine extensão de contrato pela equipa pela qual jogue, ou será trocado até ao final da época por outro em semelhantes condições ou sairá a custo zero da equipa no próximo verão.

No caso de Indiana, existem 4 preocupações em cima da mesa. A equipa atingiu este ano o tecto máximo da Liga ao nível salarial. O tecto da Liga para este ano é de 58.6 milhões de dólares (para mais explicações sobre o cálculo do tecto máximo salarial da liga ver aqui) e de cerca de 71.7 milhões de dólares para evitar o pagamento de imposto de luxo por parte das equipas. O imposto de luxo na liga é calculado por escalões:

  • Portion of team salary $0-$4.99 million over tax level:          $1.50 for $1
  • Portion of team salary $5-$9.99 million over tax level:          $1.75 for $1
  • Portion of team salary $10-$14.99 million over tax level:      $2.50 for $1
  • Portion of team salary $15-$19.99 million over tax level:      $3.25 for $1
  • Rates increase by $0.50 for each additional $5 million of team salary above the tax level

Por “Portion of team salary” entende-se uma violação aos 71.7 milhões de nível máximo permitido sem pagamento de imposto de 1 dolar a 4.99 milhões. Por cada dólar a mais, 1.5 de imposto. As restantes portions dizem respeito a violações salariais maiores. Ou seja, quem quer gastar mais, terá que dispender mais dinheiro para pagar impostos de luxo.

Voltando ao caso de Indiana, como aqui se pode ver, a equipa tem 3 dos seus mais importantes jogadores em fim de contrato. Danny Granger, Paul George e Lance Stephenson estão sem contrato para a próxima época. Indiana tem aqui alguns casos bicudos por resolver. Danny Granger continuará a ser merecedor dos 14 milhões de dólares que aufere depois de um ano e meio de lesão? Paul George terá de passar obrigatoriamente, dado o estatuto que construiu na época passada na equipa, dos 3 milhões que actualmente aufere para um valor a rondar os 12 milhões de dólares? Irá Indiana abdicar de Granger já para renovar com George? Poderá Granger ser trocado? Quanto ao caso de Lance Stephenson, creio que este é o menor dos problemas. Deverá renovar pelos Pacers.

Philadelphia 76ers

Carter Williams

Michael Carter-Williams chegou, viu e venceu. O nº1 do draft de 2013 chegou à liga rotulado como um base (demasiado alto para base é certo; tem 1,98m) fantástico ao nível de organização, com uma razoável capacidade de tiro (exterior principalmente) e com números bastante completos ao nível de roubos de bola e ressaltos. Na sua estreia contra Miami quase conseguiu um quadro-duplo (10 ou mais pontos, assistências, ressaltos de bola, roubos de bola ou abafos) com 22 pontos (4 lançamentos de 3 pontos; 12 assistências, 7 ressaltos e 9 roubos de bola) – sabendo que na história da NBA apenas existiram 5 ou 6 quadro-duplos, podíamos estar perante a ascenção de mais um record na Liga: um quadro-duplo na estreia na liga de um jogador, de uma equipa que ficou de fora dos playoffs do ano passado contra a equipa campeã.

Philadelphia viu sair dois jogadores no Verão. Jrue Holliday rumou aos New Orleans Pelicans e Andrew Bynum rumou aos Cavaliers. De Bynum nem bom vento nem bom casamento. O antigo poste dos Lakers não singrou em Philadelphia, fruto das imensas lesões que não o permitiram competir a 100%.

Está mais que visto que a estratégia para os próximos anos irá girar à volta de Carter-Williams e Evan Turner, o shooting-guard que procura este ano a sua afirmação como estrela da Liga. A equipa irá executar um re-build à volta destes dois jogadores. A equipa não fez grandes aquisições. Em teoria, no início da época, os Sixers não eram candidatos aos playoffs. Detroit, Cleveland e Toronto, equipas cujo rebuilding já se arrasta desde algumas épocas para cá, apareciam com melhores possibilidades de lutar pelas vagas que Celtics e Hawks, por incapacidade dos seus actuais plantéis, irão deixar. A melhor aquisição da equipa acabou por ser Tony Wroten base contratado a Memphis, jogador que este ano já conseguiu ascender à fasquia de 11.5 pontos de média. Ao nível de jogo interior, poderão contar com um Spencer Hawes que tem andado muito inspirado este ano. Não sou um admirador do jogo de Hawes mas reconheço-lhe um grande potencial ofensivo e uma particularidade especial que nem todos os postes tem: conseguir lançar com eficácia com as duas mãos, a várias distâncias, no centro do garrafão ou nas laterais.

Playoffs? Vamos ver como corre.

Miami Heat

Miami

Os Campeões entram na nova temporada com o mesmo objectivo com que terminaram a anterior: reconquistar os anéis. Não existe muito que possa escrever sobre esta equipa. A espinha dorsal da equipa manteve-se à excepção de Mike Miller. O extremo foi amnistiado (dispensado a custo zero) e assinou pelos Memphis Grizzlies. Os 6,2 milhões que a amnistia de Miller deu aos cofres de Miami permitiu enriquecer a equipa com 3 jogadores novos: Greg Oden, Michael Beasley e Roger Mason Jr.

Recordo que Greg Oden é uma das histórias mais infelizes na Liga. Escolhido como #1 do draft de 2007 pelos Portland Trail Blazers, teve o azar de se lesionar na Summer League de 2007. Parou toda a época. Desde aí nunca mais se viria a reencontrar. De sala de operações em sala de operações (5 desde 2007) seria dispensado pelos Blazers. Depois de muitos meses em que este garantia ter condições para voltar à Liga, Miami decidiu dar-lhe uma oportunidade na sua equipa. Ainda não efectuou qualquer partida.

Michael Beasley é efectivamente um dos jogadores com menos cabeça na liga. Escolhido atrás de Derrick Rose no #2 do draft de 2009, precisamente por Miami, não conseguiu valer esse estatuto na Liga. Extremo de lançamento fácil e eficaz, com um atleticismo enorme que lhe permite aparecer demasiadas vezes debaixo do cesto. Bom lançador de 3 pts. Contudo, Michael Beasley não se impôs em nenhuma das equipas por onde passou (Heat, Suns e Timberwolves) fruto da sua inconsistência enquanto jogador. Volta a Miami para uma 2ª oportunidade. Para já, não tem saído do banco.

LeBron James e Dwayne Wade – O primeiro parece em má forma. Casou-se no verão e confessou não se ter preparado bem para a nova temporada. Continua a ser uma espécie de “faz tudo” da equipa – Deambula entre a posição 1 e a posição 4. Não está tão expressivo neste início de época como nas épocas anteriores. Mais lançador. Ontem atingiu um novo record. Wade está em forma e tem sido para já o jogador em mais destaque na equipa comandada por Erik Spoelstra.

Norris Cole – Confesso que também não sou apreciador deste jogador. Joga sem pressão. Com James, Bosh, Allen e Wade na equipa, jamais lhe será imputada a culpa por alguma derrota da equipa. Gostaria de ver este jogador jogar mais noutra equipa como starter para poder aferir se a qualidade de tiro que ostenta bem como a velocidade que mete na organização de jogo da equipa é verdadeira ou não passa de uma ilusão gerada pelo facto de alinhar na equipa campeã.