God Save the Queen (or at least try to…) #18

Enquanto Mourinho escreveu no bloco de notas de um jornalista que o que realmente faltou à equipa para vencer o Crystal Palace foi um bom par de tomates (“balls”) e, o Arsenal de Wenger, já despressurizado, ou como quem diz, arredado do título pelo facto de não conseguir vencer jogos contra os grandes, até conseguiu travar o City no Emirates (os citizens estão cada vez mais próximos do título), a verdadeira cena da jornada aconteceu na derrota do Fulham contra o Everton por 3-1.

Um adepto do Fulham pegou numa bengala de um cego e ofereceu-a ao fiscal-de-linha da partida, que, por acaso, até se riu da situação. Um protesto no mínimo hilariante.

frase do dia

(tangas – porque ganhou por 6-0…)

«O jogo estava a terminar, a minha mulher não o estava a ver na televisão e pediu-me, mal pudesse, para lhe ligar para informá-la do resultado. Ela tinha algumas dúvidas sobre os marcadores dos golos, apesar de ainda faltarem dois minutos. Se pudesse ter-lhe ligado antes seria perfeito» – José Mourino no flash-interview realizado após o final do Chelsea vs Arsenal.

God Save the Queen (or at least try to…) #17

Rolo compressor ou simplesmente a melhor resposta que Mourinho deu a Wenger? Arsenal Out. Homem do jogo: André Schurrle.

É certo que para a goleada contribuiu em muito o erro grosseiro do árbitro da partida André Mariner quando expulsou Kieran Gibbs num lance em que a bola foi cortada por Oxlade-Chamberlain. Não tenham a menor dúvida que o episódio será analisado e julgado pelo panel de arbitragem da FA e Mariner será severamente castigado. Subtil diferença entre a analise que é executada pela Football Association às arbitragens e aquela que não é feita pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, mais precisamente, pela sua Comissão de Análise.

Muito in…

O Liverpool de Brendan Rodgers continua a deslumbrar. Depois do 3-0 em Old Trafford, um 6-3 em Cardiff mantem viva a hipótese dos Reds lutar pelo título da Premier League, título que escapa há 24 anos.

Sorteio da Champions e da Liga Europa

CL

Quartos-de-final

Nesta fase da prova pode-se dizer que quem chegou até aqui, tem capacidades para eliminar qualquer adversário. Os quartos-de-final desta prova são, na minha opinião, a eliminatória mais espectacular da mesma. Basta recordar por exemplo a espectacularidade que eliminatórias como Galatasaray vs Real Madrid ou Borussia de Dortmund vs Málaga deram na edição do ano passado, com reviravoltas quase imprevisíveis, uma delas consumada, no caso do Dortmund.

road to lisbon

Com a final de 24 de Maio no horizonte, no Estádio da Luz, os quartos-de-final trazem-nos 4 excitantes eliminatórias:

  • Barcelona vs Atlético de Madrid
  • Real Madrid vs Borussia de Dortmund
  • Paris Saint Germain vs Chelsea
  • Manchester United vs Bayern de Munique

Exceptuando a eliminatória que vai opor os Red Devils ao Bayern de Munique (não creio que o United tenha de todo bagagem suficiente para eliminar a equipa bávara), todos os restantes jogos são jogos de tripla.

Barcelona vs Atlético de Madrid

Missão espinhola para os catalães. As duas equipas espanholas, respectivamente 2ª e 3ª na actual classificação da La Liga (o Barcelona poderá recuperar a 2ª posição amanhã caso vença o Real no Bernabeu e caso o Atlético escorregue frente ao Bétis no Benito Villamarin ou o Atlético poderá ser o maior beneficiário de uma vitória culé em Madrid, ascendendo à 1ª posição em igualdade de pontos com a equipa de Cristiano Ronaldo) farão, para a Champions, o 4º e 5º embate da temporada. Faltando um jogo por disputar (na 38ª e última jornada da Liga Espanhola, jogo que poderá ser decisivo para as aspirações ao título de ambas as equipas se ali chegarem em condições de se sagrarem campeãs), o saldo de confrontos realizados por estas duas equipas augura bastante equilíbrio para a eliminatória europeia. Nos dois jogos realizados para a Supertaça Espanhola em Agosto, ambas as partidas redundaram em empate (1-1 no Vicente Calderón e 0-0 em Nou Camp), acabando por vencer o troféu a equipa de Tata Martino em virtude do golo marcado em Madrid. Nessa altura, as fantásticas exibições demonstradas pela equipa de Simeone, os primeiros jogos sem Falcão, anunciavam, ao contrário do que previa com a saída do colombiano para o Mónaco, um Atlético de Madrid diferente, capaz, em muitos anos de lutar pelo campeonato espanhol. Para o campeonato, no Vicente Calderón, um novo empate a zero bolas na 19ª jornada confirmou novamente o equilíbrio.

Dois estilos diferentes. O tiki-taka do Barcelona (bastante mais atacante e com menos contenção de bola, na era Tata Martino) frente à retranca inteligente de Simeone. Uma equipa que gosta de circular bola e capitalizar todos os erros defensivos das equipas contrárias, apostando ora nos desequilíbrios que Messi consegue efectuar pelo centro do terreno, conseguindo jogar sempre no limite (ou tira o adversário com um toque subtil quando este está perto de desarmar ou fazer falta, ou consegue enfiar as bolas para as costas da defesa no limite do desarme), ora pelos desequilíbrios que Iniesta e Neymar conseguem fazer pelas alas\alas-centro do terreno no caso de Andrés Iniesta. Se o brasileiro consegue trocar as voltas aos adversários com o seu drible desconcertante, o centrocampista titular da selecção espanhol é um 10 em 1 ao nível de soluções de jogo, graças ao seu poder de aceleração, ao seu drible rasgado, às movimentações que habitualmente faz para o interior da área de forma a aparecer em zona de finalização e à fantástica visão de jogo que possui. Iniesta é para mim o médio mais completo da actualidade do futebol mundial.

Já o Atlético de Madrid possui 3 características muito preciosas que podem irritar a equipa catalã:

  • O seu equilíbrio, organização e posicionamento defensivo. Uma equipa tendencialmente a defender com 9 atrás da linha da bola, bem organizada, com linhas muito juntas, a não dar espaços para jogar e com uma dupla de centrais (Miranda e Godin) quase sempre irrepreensível no desarme tanto pelo chão como pelo ar.
  • Se há coisa que os jogadores do Barcelona odeiam é não ter bola nos pés. A inteligência do meio-campo de Simeone (Gabi, Koke, Arda Turan, Raul Garcia) é capaz de retirar a posse a qualquer equipa e irritá-la profundamente com a sua contemporização de jogo quando a equipa necessita de travar o ímpeto do adversário e acelerar o jogo quando convém (o Atlético é a equipa com melhor contragolpe na Europa neste momento).
  • Um autêntico quebra cabeças na frente. Diego Costa “come o cérebro a qualquer central” – Piqué e Mascherano terão muitas dificuldades para travar o brasileiro. Este deverá “picar-se” com o argentino para “lhe fazer saltar a tampa” – com alguns, o brasileiro agora naturalizado espanhol conseguiu tirar os devidos frutos das picardias armadas. Com outros, como o caso de Pepe e Arbeloa, o “colchonero” saiu muito mal na fotografia.

Aposto numa eliminatória muito equilibrada, com direito a prolongamento no jogo da 2ª mão.

Real Madrid vs Borussia de Dortmund

lewandowski

Reedição da eliminatória das meias-finais da edição da temporada passada.

As condições estruturais actuais das equipas inverteram-se em relação às condições estruturais existentes em Abril do ano passado. Enquanto por um lado, o Borussia de Dortmund vivia o expoente da era Klopp, em Madrid, o egocentrismo de José Mourinho, com o treinador português já planear a fuga antecipada ao contrato assinado com Florentino Perez, minava por completo o balneário merengue (as tricas com Sérgio Ramos e Iker Casillas; a conturbada relação do setubalense com a imprensa espanhola) e a equipa, no rectângulo de jogo, não correspondia minimamente ao seu talento, vivendo quasi dos momentos de génio de CR7. Nas meias-finais da prova, o futebol objectivo do Dortmund, bem construído por Reus e Gotze (entretanto vendido ao Bayern) e bem finalizado por Robert Lewandowski (o primeiro reforço dos Bávaros para a próxima época) redundou numa derrota copiosa de Mourinho na eliminatória, com o polaco a assumir o papel de carrasco no jogo da primeira mão no Westfallen Stadium com um fantástico póquer na vitória por 4-1 dos germânicos. O tardio 2-0 dos espanhóis na 2ª mão foi insuficiente para sonegar a final à equipa de Jurgen Kloop.

Hodiernamente, os papéis inverteram-se. Carlo Ancelotti venceu o desafio Madrid e a equipa respira uma suprema confiança. Lidera a Liga com 4 pontos de vantagem e pode até, amanhã, arredar definitivamente o seu maior rival (Barcelona) da luta pelo título caso vença a equipa de Tata Martino no jogo do Santiago Bernabéu. O target-man do futebol merengue continua e continuará a ser (enquanto permanecer em Madrid) Cristiano Ronaldo. Contudo, a equipa ganhou colectivo e inteligência com Ancelotti. É indiscutível negar neste momento que o italiano não tenha devolvido a Madrid o bom futebol e a ambição que a história do clube, per se, exige a quem o representa. Com um meio campo extremamente inteligente e talentoso (Modric, Xabi Alonso, Isco, o lesionado Khédira) e com um ataque poderosíssimo e em excelente forma (Di Maria, Gareth Bale, Cristiano Ronaldo, Benzema, Morata, o lesionado Jesé Rodriguez) a equipa de Madrid, consegue, ofensivamente, praticar um futebol total com um leque vastíssimo de soluções e mecanismos de jogo, com epicentro na construção de Modric e Alonso, objectivo na finalização ora por parte de Ronaldo ou Benzema e meio na criatividade de Isco, Di Maria e Gareth Bale (o primeiro pelo centro, os segundos tanto pelo centro como pelas alas) através de processos muito simples e objectivos.

Em Dortmund, chegou ao fim a 1ª era Klopp. Creio que com a saída de Lewandowski no Verão, outros que tem acompanhado Jurgen Klopp nestes últimos 4 anos lhe irão seguir os passos. O futebol alemão é mesmo assim. Tirando o Bayern (a equipa mais regular nos últimos 20 anos de Bundesliga), os restantes grandes do futebol alemão (Estugarda, Hamburgo, Borussia de Dortmund, Schalke 04) vão vivendo fases boas e fases menos boas. As fases dependem de muitos factores: do dinheiro existente para investir numa equipa competitiva (relembro que na Alemanha todas as transferências tem que ser pagas a pronto), dos talentos que vem da formação dos clubes, das apostas que os clubes vão fazendo na sua política de transferências e nas apostas feitas com determinados treinadores. Relembro por exemplo que quando Jurgen Klopp foi contratado em 2008\2009, a meio de mais uma crise financeira do clube, os responsáveis do Dortmund estavam longe de imaginar que Klopp, um indivíduo com uma modesta carreira enquanto futebolista e até então treinador de um modesto clube da Bundesliga 2, o FC Mainz (clube que agora tem aspirações europeias na Bundesliga) seria capaz de pegar em meia dúzia de veteranos e meia dúzia de jovens com algum talento (Schmelzer, Grosskreutz, Hummels, Subotic, posteriormente Mario Gotze, Lewandowski, Lukasz Piszczek, Sven Bender, Nuri Sahin) e tornar a equipa bicampeã alemã em 2010\2011 e 2011\2012 e finalista europeia em 2013.

Com a saída de Gotze a equipa tornou-se bastante irregular. A batuta mudou para o criativo da equipa, de nome Marco Reus. É dos pés do antigo jogador do Borussia de Moenchagladbach que sai grande parte do perigo ofensivo desta equipa. O Dortmund joga a época nestes quartos-de-final. A continuidade na Champions poderá devolver o sonho europeu aos adeptos do clube e poderá salvar uma época desastrosa na Bundesliga. O dinheiro da Champions poderá garantir à equipa alemã um poderio financeiro capaz de relançar internamente a equipa na próxima temporada através da contratação de 2 ou 3 reforços de qualidade para as posições chave onde a equipa apresenta alguma carência (as alas e a frente do ataque com a saída de Lewandowski; Pierre Aubemeyang é um jogador talentoso mas não correspondeu minimamente às expectativas fantasiadas pela estrutura do clube aquando da sua contratação).

Uma eliminatória de encaixe homem-a-homem

  • Hummels e Subotic terão a missão de travar as movimentações de área de CR7. Cristiano Ronaldo não poderia ter melhor desafio pela frente visto que a dupla de Dortmund é uma das melhores duplas de centrais da Europa.
  • Schmelzer irá travar um excelente confronto com Gareth Bale. O lateral alemão adora atacar. O galês não pára de atacar. É com esta dupla missão que o alemão entrará em campo: ser profícuo a travar o galês e ser capaz de ir lá à frente executar os seus venenosos cruzamentos.
  • Marcelo vs Kuba – A ofensividade total do brasileiro contra a ofensividade total do polaco.
  • Na batalha de meio-campo, um churrilho de estrelas: Gundogan e Henrik Mkhitaryan contra Luka Modric e Xabi Alonso. 4 grandes tecnicistas. O turco é o único músculo de meio-campo destes se bem que o Croata está sempre em alta-rotação.
  • Lewandowski vs Pepe – O internacional português sabe o quão é difícil parar o polaco quando este embala em drible ou quando este consegue desmarcar-se na área. Não lhe poderá dar nenhum espaço. Com 1 centimetro de espaço, Lewandowski faz estragos.
  • Marco Reus – O joker. É um dos jogadores que mais adoro na actualidade. Completíssimo: capacidade de passe, visão de jogo, fantástico remate de meia distância, inteligência, poderoso no contragolpe. Em dia sim, vence um jogo sozinho.

Prevejo uma eliminatória equilibrada e uma vitória madrilena no final.

PSG vs Chelsea

O Cavalão vs O Cavalinho

Mourinho é o cavalinho. Blanc é o cavalão.

Mourinho entra sem pressão (já a retirou toda a pressão da equipa no que a esta época concerne quando afirmou que estava a construir uma equipa para vencer tudo no próximo ano) mas o que é certo é que apesar das suas constantes declarações, este Chelsea arrisca-se a vencer o campeonato e a Champions.

Laurent Blanc entra com pressão. O proprietário do clube parisiense dotou o antigo seleccionador francês de um plantel de sonho, bem recheado em todas as posições do terreno, para, dominar de forma avassaladora a Ligue 1 e conquistar o título europeu nesta ou na próxima época. ” O Nosso projeto ainda está em construção, mas a nossa ambição é ganhar a Champions League” – afirmou Blanc. Uma construção desmedida, um onze de sonho e muitas soluções no banco de suplentes: de Yohan Cabaye ao mago Lucas Moura, passando pelo rapidíssimo Lavezzi ou pelo tecnicista Verrati.

Batalha de meio-campo – Muito talento em ambos os conjuntos – Matic, Hazard, William, Lampard, Mikel, Oscar, Ramires de um lado. Thiago Motta, Marco Verrati, Cabaye, Matuidi, Pastore do outro. Todas estas soluções garantem força, pulmão, assertividade no passe, inteligência, visão de jogo e criatividade, muita criatividade, em particular, quando falamos de Eden Hazard, o verdadeiro mago desta equipa do Chelsea. Se bem que Oscar é um jogador que me agrada pela simplicidade de processos, pela rapidez que incute na equipa atráves do seu rápido pensamento de jogo e pela rapidez com que, recebendo a bola no meio-campo, não inventa, não engonha e quase sempre consegue descobrir uma excelente solução para dar continuidade à jogada.

Referências de ataque de sonho – Maior pendente para o PSG com Cavani e Ibra. Dois killers. Samuel Eto´o aparece em grande forma nesta temporada, tendo sido decisivo no jogo contra o Galatasaray e noutros desafios domésticos da equipa de Mourinho. Fernando Torres tem por seu turno a estrelinha de campeão. Quando entra, nos minutos finais, costuma ser decisivo. Assim o foi contra o Barcelona há 2 anos e contra o Benfica na final da Liga Europa do ano passado.

O duelo entre PSG e Chelsea será para mim o mais espectacular, futebolisticamente falando.

Manchester United vs Bayern de Munique

champions

O confronto mais desequilibrado destes quartos-de-final. Em breves palavras: à passagem da meia-hora da primeira mão tudo poderá estar decidido. A equipa de Guardiola decide, esmaga, humilha e no final sorri e agradece ao generoso público afecto. David Moyes deverá ter visto o purgatório e o inferno nas bolinhas do sorteio quando se apercebeu que irá defrontar o campeão europeu. Com um plantel desequilibrado, com a moral em baixa, e com uma equipa que neste momento pratica um futebol sem nexo, desligado entre sectores, pouco pressionante defensivamente, as hipóteses deste Manchester eliminar o campeão europeu são quase nulas. Os laivos de genialidade de Robin Van Persie atenuaram por completo uma eliminatória em que os gregos do Olympiacos mereceram mais mas foram muito perdulários no jogo de Old Traford. O mesmo não se irá passar nesta eliminatória: a equipa de Guardiola é absolutamente letal. Cada tiro, cada melro.

 

Liga Europa

Carlos Bacca

Porto vs Sevilla

Ainda no rescaldo de Napoli. Nunca pensei que este Porto fosse capaz de tamanha proeza. Mérito de Luis Castro, demérito da equipa Napolitana. O Porto segue para a casa de partida. Ou melhor, para um das casas de partida: Sevilla. Sanchez Pizjuan, o mítico estádio da capital Andaluz onde o Porto de Mourinho conseguiu o seu primeiro triunfo na competição, na altura, ainda denominada como Taça UEFA, naquele jogo de loucos frente ao Celtic de Glasgow de Henrik Larsson.

O Sevilla não era a equipa mais forte a sorteio. A Juventus e o Benfica seriam adversários muito mais fortes que a equipa sevilhana.

Vinda de uma eliminatória difícil contra o rival Bétis (derrota em casa por 2-0, vitória mesmo ao lado no Benito Villamarin por 2-0 com o triunfo na eliminatória a ser obtido na marcação de grandes penalidades) o Sevilla, actual 7º classificado da Liga Espanhola é uma equipa, no mínimo, inconstante. É uma capaz do pior e do melhor num curto espaço de tempo.

O Porto irá reencontrar Beto. O português é o titular da baliza sevillana e está na equipa andaluz em definitivo depois de ter cumprido a segunda metade de 2012\2013 por empréstimo do FC Porto. À sua frente Beto tem uma defensiva agressiva mas bastante inconstante. Tanto Federico Fazio, como Javi Navarro como Dani Pareja são centrais que conseguem executar uma boa marcação (a Jackson e Ghilas) usando e abusando do físico. Contudo são dois centrais muito instáveis ao nível exibicional, cometendo bastantes falhas. Nas alas jogará o português Diogo Figueiras (o tal desconhecido que o Sevilla veio buscar ao Paços de Ferreira). O português é um lateral bastante ofensivo e faz boas combinações com os jogadores que actuam na direita (Reyes, Perotti). Na esquerda estará Alberto Moreno, uma das estrelas da equipa. Equilibrado, é certinho a defender e a atacar. Se Luis Castro colocar Quaresma na direita, Moreno tem capacidade para estancar aquele que neste momento é o jogador que cria mais perigo na equipa do Porto.

No meio-campo Unay Emery tem apostado mais (quando digo apostado mais, quero com isto dizer que Emery não costuma apresentar um onze base e por norma faz rodar imenso o plantel) num meio-campo composto por Carriço a trinco (esse mítico) Ivan Rakitic na construção de jogo (é o cérebro da equipa) José António Reyes numa ala, Perotti na outra, Marko Marin ora no centro na criação de jogo ora no flanco direito, e um ataque composto ou por Carlos Bacca (sozinho) e Kevin Gameiro ou por Carlos Bacca e Jairo Samperio mais recuado nas suas costas, ou por Carlos Bacca e Vitolo nas suas costas, papel onde se sente claramente mais à vontade como tecnicista que é.

De onde é que vem o perigo deste Sevilla?

  • De Rakitic. É o motor desta equipa espanhola. Joga e faz jogar. Sem o croata, os sevilhanos não conseguem ser objectivos no seu jogo ofensivo.
  • De Carlos Bacca. Jackson conhece-o bem porque são companheiros de selecção. Mortífero. Acrobático. Fortíssimo nas movimentações de área. Mangala, Maicon, Reyes ou Abdoulaye não lhe poderão dar um milímetro. Transforma uma bola morta em golo.
  • De Kevin Gameiro. Menos efectivo que Bacca mas o luso-francês também é um homem de área.
  • De Reyes. Numa bola parada, num cruzamento, espeta a bola na área e assiste com pinta um dos seus companheiros
  • De Marco Marin. O alemão está a subir de rendimento nesta parte final de temporada. Quando mete o turbo, é menino para individualizar, sacar 2 ou 3 adversários da frente e construir uma situação de perigo.

Benfica vs AZ Alkmaar

Dick Advocaat

Ao Benfica saiu a lotaria. Ao AZ a fava que ninguém neste momento queria.

O treinador do AZ, Dick Advocaat pode dizer que sabe o que é vencer esta competição. O treinador de 66 anos, um dos globetrotters da actualidade do futebol mundial (já treinou em 7 países diferentes) leva no seu extenso currículo, para além do título holandês conquistado em 1996\1997 ao serviço do PSV, das 2 ligas escocesas conquistas pelo Rangers entre 1998 e 2000 e do título russo conquistado em 2007 ao serviço do Zenit, uma vitória na competição na época 2007\2008 precisamente ao serviço da equipa de São Petersburgo. No ano em que os semi-desconhecidos do Petrovski (Arshavin, Anyukov, Fayzulin, Denisov, Konstantin Zyryanov, Pavel Pogrebnyak) se deram a conhecer à europa e catapultaram o Zenit para um estatuto europeu até então nunca detido pelo clube da antiga Leninegrado.

A equipa que orienta é neste momento 7ª classificada da Eredivisie, lugar que para já lhe garante a participação no playoff final disputado entre todas as equipas que se classificarem entre o 3º e o 8º lugar (apuramento para as competições europeias). Pelo menos, a coisa na Liga Holandesa é decidida assim.

Pontos fracos deste AZ:

  • A sua inconsistência. É uma equipa capaz de ganhar 3 ou 4 jogos seguidos e perder outros 3 ou 4 seguidos.
  • Dois centrais duros de rins (Nick Vergiever e Jeffrey Gouweleeuw) fortes no jogo áereo mas com muitas dificuldades para travar avançados rápidos, caso de Lima e Rodrigo.

Pontos fortes:

  • Muita rapidez na frente de ataque – O extremo Roy Beerens é um jogador rapidinho e com uma capacidade de cruzamento fantástica. É a estrela da companhia. Em conjunto com…
  • A dupla de médios centro – Viktor Elm, um conhecido nosso. Alinhou contra a selecção portuguesa no passado mês de Novembro e Nemanja Gudelj, um conhecido dos sérvios que alinham na equipa encarnada. Este sérvio de 22 anos, contratado no verão passado ao NAC Breda, é o grande maestro desta equipa.

Outros jogos da liga europa:

Lyon vs Juventus – O Olympique Lyonnais será presa fácil para a equipa de Turim. Apesar de Alexandre Lacazette estar em grande forma e da dupla de centrocampistas da equipa lionesa ser do melhor que se encontra pela Ligue 1 (Grenier e Gourcouff), a defensiva do Lyon tem jogos em que é como passar a faca na manteiga.

Basel vs Valência – A equipa suiça será um adversário tenebroso para a equipa de Pizzi. É uma equipa bastante segura defensivamente (destaque para o sueco Behrang Safari na direita e para o central Fabian Schar), com um meio campo muito activo (David Degen, Marcelo Dias, Valentin Stocker, Fabian Frei) com um jogo orientado para a grande referência ofensiva da equipa, o veteraníssimo Marco Streller.

Da Champions #16

Drogba 3

enquanto Morata e CR7 chegam e sobram para levar de vencida a equipa do Schalke (mais um de Ronaldo na prova) num jogo com pouco interesse e com um ritmo muito baixo, em Stanford Bridge, os adeptos do Chelsea demonstram, num gesto muito bonito, toda a sua gratidão ao jogador Costa-Marfinense. Até hoje, a maior referência da história do clube!

God Save the Queen (or at least try to…) #16

QPR

qpr 2

Quando executar uma medida deste calíbre no futebol português seria tida por muitos como uma profunda loucura… mas, seria extremamente benéfica para arrumar dentro do armário com uma certa classe de dirigentes que sabem que não tem dinheiro para vícios caros, prometem mas depois não cumprem.

Still in London:

Razia Completa. Mais um prenúncio para aquilo que tenho vindo a crer ultimamente: o Benfica limpa o Tottenham à primeira e nem precisa de se apoquentar muito com o assunto.

Sondagem #4

sondagem 11sondagem 12

Na pole em que tentámos saber as apostas dos nossos leitores para a vitória na presente edição da Champions, após o apuramento de 42 votos, o campeão europeu em título Bayern de Munique foi a equipa mais votada com 14 votos. Os bávaros superaram o Real Madrid com 12 votos e o Barcelona com 4. PSG e Chelsea recolheram 3 votos, o Atlético de Madrid de Simeone 2, e várias equipas (as de Manchester, o Galatasaray e o Schalke 04 recolheram 1; decerto que o Schalke não sairá vencedor depois de ter sido esmagado em casa pelo Real Madrid por claros 6-1). Olympiacos (tem tudo para eliminar o United) Milan, Dortmund (apuramento praticamente garantido) Arsenal, Bayer Leverkusen e Zenit não tiveram qualquer voto.

Dentro de minutos serão colocadas duas novas polls.

Da Champions #10

Pela boca morre o peixe, já diz o ditado. Marquem bem esta frase. Dentro de alguns meses fará todo o sentido relembrá-la numa situação particular.

José Mourinho continua a bater a eito. Indiscriminadamente. Não lhe bastasse o facto de ter provocado Manuel Pellegrini e de ter recebido a devida resposta dentro das 4 linhas no jogo de sábado a contar para a Taça de Inglaterra, não lhe bastasse o facto de ter respondido da maneira que respondeu às declarações de Wenger e de posteriormente ter visto a equipa orientada pelo francês eliminar o estonteante Liverpool de Brandon Rodgers, o special one voltou a destilar… ódio, desta feita contra o Barcelona.
A ITV convidou o técnico a fazer a antevisão do jogo entre Manchester City e Barcelona. Poucas horas antes do jogo, Mourinho afirmou: “Pela história, o Barcelona é obviamente favorito. Mas este Barça, esta época, está a mostrar que não é o mesmo de anos anteriores. Claro que têm Messi, e ele é especial. E tem mais do que ele. Mas acho que este é o pior Barcelona em muitos anos. Por isso, o City tem hipóteses” – as hipóteses previstas para o City pelo treinador português deram no que deram. Visto que Mourinho foi um dos únicos treinadores capazes de vencer em Nou Camp nos últimos anos, desmontar por completo o futebol do Barcelona (em particular o futebol de Messi) e com essas conquistas granjear títulos para as últimas equipas que orientou (Inter de Milão e Real Madrid) só posso acreditar que na cabeça do técnico português ainda ecoa algum ressabianço contra alguém da estrutura culé. Como Tito Villanova já não mora em Nou Camp, das três uma: ou Mourinho já prevê uma eliminatória contra o Barcelona e como tal já antecipou os seus habituais mind games, ou Mourinho teme profundamente o Barcelona, cisma na qual não acredito ou Mourinho limitou-se a ser aquilo que tem sido nas últimas semanas – um palermóide de todo o tamanho que já devia ter fechado a boca. A terceira parece-me a opção mais convincente…

As declarações do treinador português fizeram eco na cabeça dos jogadores do Barça. Prova disso foi a resposta à altura que Cesc Fabrègas deu no flash interview do jogo da passada terça-feira.

Quem se mete em alhadas…

A UEFA abriu um processo de investigação ao treinador do Manchester City Manuel Pellegrini. O treinador do City teceu duras críticas ao trabalho realizado pelo árbitro sueco Jonas Erikson no final do jogo de terça-feira: “Não foi uma boa ideia escolher um árbitro sueco para um jogo tão importante”, – O treinador chileno deu portanto a entender que a Suécia não é um país com tradição no futebol. Perdoamos-lhe a chi(ne)lada. Até vir para a Europa, Pellegrini nunca deverá ter visto um jogador de apelido Gustaffson jogar pelo Santiago Wanderers ou por qualquer outra equipa da Liga Chilena ou da Copa dos Libertadores. Tampouco se deverá recordar que a selecção sueca já foi finalista e semi-finalista em duas edições do campeonato do mundo e que só não foi mais porque do outro lado, na primeira ocasião, em 1958 moravam na selecção brasileira uns tais de Pelé e Garrinha.

Curioso é o facto que aconteceu na semana passada na Liga Italiana. Na 2ª mão das meias-finais da Taça de Itália disputada no Olímpico de Roma entre Roma e Napoli, os tiffosi da Roma entoaram vários cânticos e várias palavras de ordem contra a equipa napolitana nas quais apelidaram, por várias vezes, os napolitanos de africanos. Tais comportamentos motivaram a Federação Italiana a punir o clube romano com um jogo à porta fechada por “discriminação territorial”. No dia seguinte. Válido para a jornada seguinte, 3 dias depois… A ver vamos se a UEFA não aproveita o precedente aberto na legislação desportiva italiana pela FIGC para criar jurisprudência desportiva com o treinador dos citizens.

frase do dia

wenger

A resposta de José Mourinho ao treinador do Arsenal não demorou muito: “He is a specialist in failure. I’m not. So if supposing he’s right and I’m afraid of failure, it’s because I don’t fail many times. So maybe he’s right. I’m not used to failing. But the reality is he’s a specialist because, eight years without a piece of silverware, that’s failure. If I did that in Chelsea I’d leave and not come back.”

Já diz o ditado: Quem diz o que quer, ouve o que não quer! É assim que José Mourinho centra as atenções da imprensa em si, retira pressão da equipa, pressiona os jogadores adversários e moraliza a sua equipa. Por outro lado, verdade seja dita, são estas as guerrinhas que fazem as delícias da imprensa inglesa e que geram o tal fascínio que esta sente pelo treinador português!

vale a pena ler\ver

o lado B da carreira de Demba Ba (Chelsea).

A História de Demba Bá remete-me para a reportagem exibida pela Sporttv há alguns meses atrás que retrata a vida dos jogadores guineenses em Portugal. O pesadelo vendido como sonho. A história de Ansumane, o homem que sustenta dezenas de pessoas na Guiné com o mísero salário que recebe no Freamunde, clube do Campeonato Nacional de Séniores.

Rapidinha Inglesa #2

Hoje foi dia de jogo grande na Premier League, sendo um jogo que já vinha dando muito bate-papo na imprensa, especialmente por parte de Mourinho com os seus mind games, era de prever que fosse ainda mais apimentado dentro de campo, afinal esteve em jogo o alcance da liderança isolada por parte do City, ou o aproximar do Chelsea ao pelotão da frente, o que acabou por acontecer. Do jogo propriamente dito destacam-se logo as opções tácticas.

Pellegrini não podia contar com Fernandinho e Aguero a contas com lesões, optou por ser mais cauteloso e colocou em campo um 4-4-2, onde Demichellis (a jogar no meio, mas com características e trabalho muito mais defensivo) enquanto que na frente naturalmente apareceu a complementar a dupla com Negredo, Edin Dzeko. Mourinho por seu lado optou por ser mais cínico e jogar no contra golpe (ou pelo menos dava a entender isso) com David Luiz como médio mais recuado e Matic e Ramires  logo à sua frente, (Oscar e Lampard no banco asseguram substitutos de luxo e opções para o pior) dispondo um 4-3-3 que defensivamente se traduzia num 4-5-1 com a maioria das vezes a serem vistos nove jogadores do Chelsea atrás da linha da bola.

Claramente Mourinho usou e abusou do poder psicológico pré-jogo (isso também faz parte do jogo) e isso em muito influenciou as escolhas que foram feitas por cada um dos treinadores, depois o Português claramente sabia que o City é uma máquina trituradora e foi-se precavendo com o que podia. Durante a primeira parte viu-se um jogo aberto e disputado de parte a parte, do lado dos Citizens os melhores e sempre em maior destaque foram Yaya Touré (que jogador e motor desta equipa este senhor é), David Silva e o xerife Kompany que limpou tudo o que podia e não podia lá atrás, pelo contrário Nastasic entrou mal, jogou mal e acho que quando tomou banho acabou por se ensaboar mal.

No meio disto tudo a máquina trituradora encravou e o Chelsea assumiu-se, só foi parado pelos postes (três vezes e uma era do Matic que dava mais uma nomeação para golo do ano) mas não conseguiram evitar que o Ivanovic se chegasse à frente e num lance onde houve liberdade para a equipa dos Blues fazer o que quis e bem lhe apeteceu, mandou a bola lá para dentro. Fica assim mais contente o mestre Mouro que pode agora deixar de chorar e começar a rir-se, afinal já só lhe faltam 2 pontos para se chegar à frente e conseguiu ganhar aquela equipa que andou durante uma semana a transformar num bicho papão.

cenas de um futebol doente

Não venham dizer que são os valores de mercado ou que empresários mexem-se bem junto de clubes para conseguir tais valores de transferência. Os 95 milhões que alegadamente o Barcelona terá pago por Neymar (segundo o relatório apresentado pelo sócio do Barcelona que motivou a abertura de um processo de investigação por parte das autoridades espanholas à transferência) são imorais. A imprensa espanhola afirma que Sandro Rosell deverá ter pedido a sua demissão durante o dia de hoje.

Rosell cai vítima do seu próprio veneno. Quando Juan Laporta ainda era presidente do clube, na campanha eleitoral para a presidência do clube em 2010, perante um cenário catastrófico de perdas financeiras previstas nesse exercício económico de 79.6 milhões de euros, valor que se veio a confirmar em Outubro desse ano, o então candidato à presidência do clube afirmou publicamente que o Barcelona não tinha um euro que se pudesse dizer seu. Uma das primeiras medidas de Rosell enquanto presidente foi cancelar o patrocínio não-oneroso que a UNICEF tinha nas camisolas do clube catalão, procurar dinheiro nas árabias (Qatar Foundation – 35 milhões\anuais) e adjudicar um empréstimo para o clube aos bancos Santander e La Caixa no valor de 150 milhões de euros para o clube fazer face às despesas estruturais do clube (salários, pagamento a fornecedores, manutenção do Nou Camp, da Academia do clube e do mini-estadio). Ironia das ironias, para quem advogava enquanto candidato a catástrofe financeira do mandato Laporta, Rosell não se coibiu de dispender de uma assentada a módica quantia de 60 milhões de euros pelos passes de Cesc Fabrègas e Alexis Sanchez.

O esforço de amortização do passivo do clube tornou-se eficaz. O clube tem vindo a verificar uma diminuição da receita ano após ano, culminada na última época com uma descida de 1% em relação à receita verificada em 2012. Vejamos portanto este gráfico:

barcelona

despesas:

barça 2

Em tendência inversa, o relatório de contas do clube em 2013, revelou um aumento de 2 milhões de euros de euros nos custos estruturais a suportar pelo clube. Nesta rúbrica, os custos com salários de jogadores subiram 8 milhões de euros enquanto os custos com staff técnico desceram 5 milhões. Curiosa é a gestão do presidente do Barcelona neste cenário: com um esforço tremendo do clube para fazer descerem as despesas e fazer aumentar as receitas, com os limites do fair play financeiro da UEFA cumpridos a ferro e fogo (491 milhões de receita, 491 milhões de despesa), com o pesado empréstimo que o clube começou a pagar em 2012 ao La Caixa e ao Santander (11 milhões anuais) Rosell avançou para a contratação de Neymar por 57 milhões de euros, 95 segundo o relatório apresentado à justiça espanhola pelo sócio do clube.

A 30 de Junho, o vice-presidente para a área financeira Juan Faus afirmou: ““For the first time in the club’s history we are following a path of stabilizing revenue against total sporting wages. From an economical point of view, it’s much more important to control and stabilize wages as opposed to transfer fees”.  – Perante estas palavras onde é que se encaixa a transferência de Neymar?

As interrogações que meia Espanha faz hoje são: para onde foram os 38 milhões da diferença entre o que foi declarado pelo Barça e o que realmente poderá ter sido pago pela contratação do internacional brasileiro? Rosell lucrou pessoalmente com a transferência? Se não lucrou, quem lucrou com essa transferência? – o mais provável é termos que esperar pelo desenrolar dos próximos capítulos (na justiça espanhola) para perceber os meandros da coisa.

Parece-me também claro que este incidente irá reabrir novamente o dossier do acontecimento protagonizado pelos Messi no caso dos direitos de imagem onde pai e filho deverão ter fugido ao fisco espanhol.

Noutro prisma, mais uma vez, a banca espanhola é apanhada em fora-de-jogo. Depois do Bankia (banco nacionalizado com 23 mil milhões de euros, credor em cerca de 400 milhões do Valência) é o La Caixa (outro dos bancos nacionalizados em espanha) que se vê a braços com mais um possível escândalo em virtude de ser o maior credor do Barcelona.

Meanwhile,

Em Inglaterra, os 45 milhões que serão pagos pelo Manchester United pelo passe de Juan Mata ao Chelsea são super inflaccionados. Não vejo mais talento em Juan Mata do que a capacidade que o espanhol tem em centrar bolas para a área e bater bolas paradas. O que é, na minha opinião, muito escasso para os 45 milhões que clube da cidade de manchester vai pagar ao clube da capital. Por outro lado, creio que o United deveria procurar gastar esses 45 milhões de euros nas posições onde realmente tem carência de talento, caso do eixo da defesa, da lateral-direita e da posição 6, posição onde Michael Carrick não dá conta do recado (há anos) e onde a contratação de verão do clube (Marrouane Fellaini) pura e simplesmente não encaixa porque o Belga não é trinco sim um 8.

Mercado de Transferências #2

1 – França – O experiente avançado de 29 anos (formado no PSG) Guilhaume Hoarau é reforço do Bordéus. O avançado representava os chineses do Dalian Aerbin. Transferiu-se a custo zero para a equipa girondina depois de ter terminado o seu vínculo contratual com a equipa chinesa.

Olympique Marseille's Jordan Ayew celebrates his goal against AS Nancy during French Ligue 1 soccer match in Nancy

2 – França – O jovem avançado ganês Jordan Ayew de 22 anos foi emprestado pelo Marselha ao Sochaux por 6 meses. O avançado está sem espaço no plantel marselhês em virtude da utilização regular da dupla Andre Ayew (irmão de Jordan) e André-Pierre Gignac (foi suplente utilizado em 11 jogos tendo marcado apenas um golo) – irá rodar na equipa da Ligue 1 para poder constituir-se escolha na sua selecção para o próximo mundial onde a selecção Ganesa irá enfrentar a nossa selecção na fase de grupos.

Maduro

3- Grécia – O central\médio defensivo Holandês Hedwiges Maduro é reforço dos gregos do PAOK depois de ter sido dispensado do Sevilla. Os Gregos adquirem o internacional Holandês a custo zero. Aos 28 anos, aquele que foi considerado o melhor jogador do campeonato do mundo de sub-20 em 2005 tenta relançar a sua carreira. Maduro conta no seu pecúlio individual com passagens por Ajax, Valência e Sevilla, clubes onde nunca se conseguiu impor e confirmar as expectativas que pendiam sobre si. Não poderá jogar contra o Benfica na Liga Europa em virtude de ter sido utilizado pelos Sevillanos numa pré-eliminatória da competição.

4- Holanda – O Chelsea emprestou o médio ofensivo centro\esquerda burkinês Bertrand Traoré ao seu clube satélite, o Vitesse. Traoré, de 18 anos, é visto como um jogador com algum futuro no clube londrino. Irá rodar na Eredivisie nos próximos 6 meses.

5- Alemanha – Os Búlgaros do Botev Plovdiv e os Alemães do Mainz chegaram a acordo quanto à transferência do médio ofensivo esquerdo de 20 anos Todor Nedelev. Os Alemães pagaram 3 milhões de euros pela totalidade do passe da jovem promessa do futebol Búlgaro.

6- Turquia – O Konyaspor adquiriu o lateral-esquerdo sérvio de 25 anos Jagos Vukovic ao Vojvodina por uma verba a rondar os 150 mil euros.

7- Turquia – O avançado internacional turco em 6 ocasiões Gokhan Unal transferiu-se do Karabukspor para o Ankarasport numa transferência livre.

8- Estados Unidos – Os Portland Timbers contrataram o avançado argentino de 30 anos Gaston Fernandez ao Estudiantes de la Plata por empréstimo de 1 ano.

9- Russia – O Volga Novgorod da Superliga Russa adquiriu o passe do médio defensivo internacional polaco Ariel Borsyuk por empréstimo do Kaiserslautern.

10 – Inglaterra – Como já se tornou hábito nos clubes da família Pozzo (Udinese, Granda, Watford) o médio centro alemão Alexander Merkel foi trocado entre Udinese e Watford. Os proprietários do clube tentarão valorizar o seu activo no futebol inglês, mais propriamente no Championship, divisão onde o Watford ocupa actualmente a 3ª posição. A transferência também visa reforçar o clube de modo a atacar a subida, facto que valorizará ainda mais os activos da família Pozzo.

11- Arábia Saudita – O defesa direito Digão de 25 anos, transferiu-se do despromovido Fluminense para o Al-Hilal por um valor a rondar o milhão e meio de euros.

12 – Portugal – Caetano trocou o Paços de Ferreira pelo Gil Vicente. O extremo chega a Barcelos a custo zero e assinou por época e meia. Segundo palavras do jogador, esta é uma oportunidade para relançar a carreira, depois de meio ano em que não foi muito utilizado no Paços por Costinha e Henrique Calisto.

13- África do Sul – O médio George Maluleka, internacional por 1 ocasião pela selecção sul-africana transferiu-se do Supersport United para o grande Kaiser Chiefs.

14- Alemanha – O experiente defesa direito Alex Madlung transferiu-se do Wolfsburg para o Eintracht Frankfurt por uma verba a rondar os 800 mil euros. Madlung poderá jogar contra o FC Porto na próxima ronda da Liga Europa.

15- Roménia – O Cluj adquiriu ao Ceauhlul o médio espanhol Aitor Rueda de 26 anos.

16 – Chipre – O Apoel Nicósia adquiriu o experiente avançado de 32 anos Cesar Santin ao Kobenhavn por cerca de 1 milhão de euros.

17- França – O Valenciennes adquiriu o avançado ganês de 22 anos Abdul Waris ao Spartak de Moscovo por empréstimo.

18 – Bulgária – O defesa central Viktor Genev transferiu-se a custo zero do Slavia de Sófia para o Chernomorets.

19- Portugal – O Paços de Ferreira fez uma troca de jogadores com o Rio Ave. O venezuelano Yonathan Del Vale foi trocado pelo médio Ruben Ribeiro.

20 – Polónia – O Legia de Varsóvia adquiriu o guarda-redes de 22 anos Konrad Jalocha.

zaki

21- Marrocos – Os campeões africanos e vice-campeões mundiais Raja Casablanca adquiriram a custo zero o experiente avançado internacional egípcio Amr Zaki depois deste ter terminado o seu contrato com o Al-Samiyah do Kuwait. O avançado tenta relançar a sua carreira depois de ter passado por clubes como Lokomotiv de Moscovo, Zamalek, Wigan, ENPPI e Hull City.

22- Brasil – O Palmeiras contratou por empréstimo de 1 ano o médio defensivo de 22 anos França ao Hannover.

Niang

23 – França – Praticamente acordado desde o início de Novembro, o Montpellier conseguiu o empréstimo da jovem promessa franco-senegalesa Mbaye Niang por empréstimo do Milan até ao final da época.

24 – Turquia – O Antalyaspor adquiriu a custo zero o extremo-direito Holandês Ismael Aissati aos russos do Terek Grozny. Aissati tenta relançar a carreira na Turquia.

25- Turquia – O Galatasaray emprestou o internacional camaronês de 27 anos Dany Nounkeu ao Karabukspor. O camaronês irá tentar jogar com mais regularidade para poder ser escolha na selecção camaronesa no próximo mundial.

26- China – O extremo internacional sueco Tobias Hysen é reforço do Shanghai East Asia. O clube chinês pagou 900 mil euros pelo passe ao IFK Gotemborg.

27- Escocia – O Ross County adquiriu o guarda-redes internacional sub-21 pela Noruega Eirik Johansson ao Manchester City numa transferência cujos valores não foram divulgados.

28- Brasil – O Figueirense contratou o central Thiago Heleno ao Criciúma a custo zero.

29 – Turquia – O médio defensivo Eyong Enoh transferiu-se do Ajax (não jogava regularmente) para o Antalyaspor da Turquia por cerca de 250 mil euros.

30- Itália – A Atalanta de Bérgamo adquiriu por empréstimo de 6 meses o defesa-esquerdo francês de 26 anos Yohan Benalouane ao Parma.

31 – Polónia – Pogon e Wisla Cracovia acordaram a transferência do avançado internacional polaco Patrick Malecki. O Pogon pagou cerca de 150 mil euros pelo jogador.

32 – Itália – O Grosseto cedeu o veteraníssimo médio Gennaro Delvecchio ao Bari.

33- Itália – A Udinese cedeu o jovem colombiano Alexis Zapata ao Sassuolo por empréstimo até ao final da época.

34 – Brasil – O antigo central de Benfica e Belenenses Leo Kanu transferiu-se do Novo Hamburgo para o Náutico.

35- França – O Sochaux adquiriu os internacionais zambianos Stophira Sunzu e Nathan Sinkala por empréstimo dos Congoleses do TP Mazembe até ao final da época. Os franceses tem opção de compra dos dois jogadores no final da temporada.

36- Brasil – O central de 27 anos Paulão transferiu-se dos chineses do Guangzhou Ever Grande para o Internacional de Porto Alegre.

37- China – O experiente médio internacional Búlgaro George Iliev será jogador Shijiazhuang da Liga Chinesa. O clube Chinês pagou 100 mil euros ao Cherno More da Bulgária.

38 – Inglaterra – o West Ham adquiriu por empréstimo o avançado internacional pela Costa do Marfim Lacina Traoré por empréstimo do Mónaco até ao final da época.

39- Espanha – O Málaga acordou com o Newells Old Boys a transferência do médio ofensivo de 28 anos Pablo Perez. Perez custou aos malaguenhos cerca de 1 milhão de euros.

40- Brasil – O avançado Diogo (ex-olympiacos) é reforço do Palmeiras para a próxima época. Não se conhecem os pormenores da transferência.

carlos martins

41- Emirados Arabes Unidos – Sem espaço nos planteis profissionais do Benfica, Carlos Martins é reforço do Al-Wahda, equipa orientada por José Peseiro. O clube emir irá indeminizar o Benfica em 800 mil euros, verba relativa ao resto do contrato do médio com o clube encarnado.

42- Itália – O Sassuolo adquiriu por 3,3 milhões de euros o defesa-esquerdo do Cagliari Lorenzo Ariaudo de 24 anos.

43- França – O Argelino Carl Medjani será jogador do Valenciennes até ao final da época por empréstimo do Mónaco.

44- Itália – O avançado Francesco Lodi será jogador do Catania após a equipa siciliana ter accionado a co-propriedade do jogador por um valor a rondar os 3 milhões de euros.

Total gasto pelos clubes no mercado de inverno: 28 milhões e 425 mil euros.

God Save the Queen (or at least try to…) #10

First:

Só consegui ver os 20 minutos finais quando o Arsenal já geria a sua magra vantagem. Fica na retina o lance que decidiu a partida.

Second:

Chelsea e Liverpool defrontaram-se esta tarde em Stanford Bridge com a perseguição ao Arsenal na mira das duas equipas.

Na antevisão do jogo, José Mourinho afirmou que a equipa necessita de mais “1 ou 2 contratações de valor” para se tornar uma equipa, segundo as palavras do técnico, “fantástica” – se dentro do campo Mourinho venceu (justamente) o Liverpool pelo caudal ofensivo produzido pelos Blues no primeiro tempo, no campo das palavras, Mourinho provou do seu próprio veneno, pelo menos, no que diz respeito às declarações que proferiu no início desta semana depois do jogo contra o Arsenal (e das queixas que foram feitas pelos Gunners no que toca à arbitragem) visto que o Liverpool pode queixar-se da actuação de Howard Webb ao não assinalar um penalty claríssimo de Samuel Eto´o sobre Luis Suarez aos 81″.

A primeira parte mostrou-nos um dos melhores 45 minutos da Premier League desta temporada. Com uma entrada incisiva, as duas equipas jogaram tudo para marcar cedo, cabendo aos homens de Brendan Rodgers abrir o marcador aos 4″ por intermédio do central Eslovaco Martin Skrtel – falta de Eto´o na esquerda sobre Agger (à qual Howard Webb poupou o primeiro amarelo) livre batido pelo brasileiro Phillippe Coutinho, Suarez penteia a bola para o corte de Ivanovic que coloca a bola na esfera de acção do central eslovaco que só tem que empurrar para o fundo das redes de Petr Cech.

O Liverpool entrou no jogo com muita ambição, motivo que obrigou o Chelsea a puxar dos galões depois do golo sofrido. Com Hazard na direita e Willian na esquerda a criar muito jogo para os Blues (e a darem água pela barba para os laterais do Liverpool Glen Johnson e Daniel Agger) rapidamente os Blues cercaram a baliza defendida pelo Belga Mignolet. Aos 5″ Hazard foi solicitado na direita à entrada na área tendo rematado para grande defesa do seu compatriota. 2 minutos depois, depois de uma falta ganha por Willian na esquerda, do livre resultaria um cabeceamento de Gary Cahill ao lado. O Chelsea crescia perante um Liverpool mais cauteloso. Cautelosa também era a postura dos laterais do Chelsea (Ivanovic à direita e Azpilicueta à esquerda) perante o poderoso arranque dos extremos contrários (Steerling foi um diabo à solta no flanco direito, pese embora ter jogado algo desapoiado e ter recebido a bola quase sempre com 3 e 4 adversários na sua esfera de acção). Aos 10″ Hazard entrou dentro da área e tentou cavar um penalty. Na repetição, nota-se que o Belga driblou um adversário, e, sabendo que um adversário vinha embalado de trás para tentar desarme, fez um compasso de espera e atirou-se para a piscina de forma a provocar uma reacção do experiente Howard Webb.

Com o Chelsea a crescer no jogo, adivinhava-se o golo do empate. Aos 12″ foi Lampard a tentar de meia-distância para mais uma grande defesa de Mignolet. No melhor do pano cai a nódoa. Daniel Agger estava a ter muitas dificuldades para travar Eden Hazard pela direita. Como se não bastasse o lance aos 16″ em que Howard Webb avisou o dinamarquês que seria a última falta antes do cartão amarelo (empurrão do dinamarquês na lateral sem bola quando Hazard pretendia ganhar em velocidade para receber um passe de Lampard), o Belga tirou partido desse facto e dois minutos depois haveria de aparecer no centro do terreno a aproveitar um mau alívio de um jogador do Liverpool para atirar para o fundo das redes num fenomenal remate em arco.

Sem grande posse de bola (Henderson e Joe Allen foram completamente secos pelo móvel meio-campo do Chelsea; em particular por um David Luiz omnipresente em todas as tentativas de ataque dos Reds) tanto Luis Suarez como Raheem Sterling tentaram sair várias vezes em contra-ataque mas todas as suas tentativas saíram goradas frente a um limpo e eficaz aparelho defensivo da turma de José Mourinho.

Depois de 25 minutos fantásticos, o jogo pacificou. Aos 25″, Cahill tirou o pão da bola a Joe Allen já dentro da área. 3 minutos depois dá-se um dos momentos do jogo: Branislav Ivanovic lesiona-se num lance, é assistido pela fisioterapeuta portuguesa Eva Carneiro, volta ao jogo e pede substituição. Entra Ashley Cole e Mourinho é obrigado a trocar os laterais, troca que até deu algum efeito no que toca à prestação do espanhol. Seria o espanhol aquele que iria dar o clique para o 2º golo dos Blues aos 33″ desmarcando-se na direita para receber um passe do miolo, colocando a bola já dentro da área para Óscar trabalhar para o toque final de Eto´o na cara de um Mignolet muito mal batido no lance. Único lance de destaque para o brasileiro na partida. Ofereceu muitas vias de passe no meio-campo, trabalhou muito mas não fez uma exibição por aí além. A equipa de José Mourinho tinha a sorte de marcar numa altura em que as equipas apresentavam um futebol pouco esclarecido.

Até ao final da 1ª parte, destaque para um remate de Joe Allen para uma grande defesa de Petr Cech aos 41″. A equipa de Brandon Rodgers necessitava de mais posse de bola na 2ª parte para poder construir situações para o seu homem de referência. Para isso muito contribuíu também a pressão a meio campo feita por David Luiz e Frank Lampard, pressão essa que fez com que Allen não tivesse muito jogo nos pés e, nas transições, Lucas não fosse efectivo no capítulo do passe.

Ao intervalo, Mourinho tirou Lampard para colocar John Obi Mikel. O Liverpool entrou mais acutilante e com mais posse de bola. Apercebendo-se disso, os jogadores do Chelsea subiram o bloco de pressão à altura da transição de jogo, feita quase sempre por Lucas Leiva. O ímpeto inicial dos Reds levaria a uma bola ao poste aos 51″ por intermédio de Sakho depois de um livre na direita onde Phillippe Coutinho passa a bola rasteira para Lucas e o brasileiro executa um belo picadinho para a cabeça do francês, livre de marcação .Bola cá, bola lá. Aproveitando o caudal ofensivo de Hazard e Willian e a pressão alta exercida sobre Lucas, o Belga aproveita um passe transviado do brasileiro para lançar Samuel Eto´o isolado na cara de Mignolet. O camaronês teve todo o tempo do mundo para fuzilar o antigo guarda-redes do Sunderland mas acabou por lhe permitir a defesa da tarde em Stanford Bridge. O Belga remediou assim o golo sofrido na primeira parte.
Nesta fase do jogo, destaque novamente para Willian e Hazard. O primeiro foi ávido a explorar o flanco-esquerdo quando Glen Johnson subiu em demasia no terreno. Quando o internacional inglês estacionava à sua frente, procurou o miolo e do miolo lançou muitas vezes Hazard e Azpilicueta na direita. Já o Belga foi um autêntico quebra cabeças para a defensiva do Liverpool.

Bola cá, bola lá: Suarez tentou o golo aos 57; do outro lado, Samuel Eto´o obrigava Skrtel a uma grande exibição. Na direita, Raheem Sterling ia remando contra a maré (leiam-se sempre 3\4 jogadores do Chelsea na sua esfera de acção quando tinha bola).

O Chelsea voltou a pacificar o jogo quando tal atitude mais lhe convinha através de um jogo de contenção. Rapidamente voltaria a desarmar (em definitivo o ímpeto ofensivo do Liverpool). Até ao minuto 81″ quando Howard Webb fez vista grossa ao lance que poderia ter dado o empate à equipa de Anfield Road. Suarez disputa um lance na área com Gary Cahill, o central inglês corta e segue com bola num movimento perpendicular à linha final perante a oposição do uruguaio e, de repente, aparece Samuel Eto´o a ir às pernas de Suarez na tentativa de fazer um bloqueio. Howard Webb não viu um lance que na minha opinião me pareceu claríssimo.

Até ao final, nota apenas para uma escaramuça que envolveu Óscar e Lucas Leiva com Suarez à mistura. Brandon Rodgers ainda tem muito trabalho pela frente até ter uma equipa capaz de lutar pelo título. Em Janeiro ou no próximo verão ainda terá que reforçar a equipa com um bom defesa-esquerdo, outro defesa-direito, um jogador capaz de efectuar transições de forma rápida e, quanto a mim, com um homem de área mais vocacionado para jogo directo em momentos em que a equipa esteja a perder.
A equipa de Mourinho vai cavando uma luta a três com City e Arsenal, se bem que ainda desconfio muito da regularidade da equipa de Wenger.

God save the queen (or at least try to…) #9

a imprensa portuguesa, emprenhada pelos ouvidos pelas sentences do Guardian e do Independent. Há um mes atrás o que era fixe era “correr com o Moyes no pior período da história do Manchester” – uma série vitoriosa e “Moyes já é o grande treinador de um United em ascenção”

Começo a desconfiar que Mourinho vai até lá cima pé ante pé. Não creio ainda que os Wenger Boys tenham esforço para manter a regularidade que apresentaram nesta metade de temporada. O Liverpool de Rodgers está a construir uma boa equipa para o fruto mas ainda vive dos fogachos de Suarez. O United pode recuperar a diferença e tudo pode acontecer de um dia para o outro. Não será a primeira nem a última vez que a equipa de Manchester nos irá brindar com o fantástico. Resta o brilhante City de Pellegrini perante um Chelsea que, a jogar mal, vai andando pelos lugares cimeiros aos repolões.

frase do dia

Mourinho

Sou da opinião que José Mourinho deve mudar novamente a alcunha. De “Happy One” deve alterar para “the insatisfaction one” – como é seu tímbre, continua a puxar as atenções para si. Nada se alterou desde a última época de Madrid. Estranha é, comparando as declarações que proferiu nos dias em que esteve em Londres para assinar contrato com o Chelsea, a atitude do português. Em Junho pudemos assistir a toda uma cena de teatro (mais uma no infindável rol que já protagonizou em toda a sua carreira) onde o Português regozijava de felicidade por voltar a um futebol sem fitas, de ambiente fantástico, recheado de cumplicidade entre a imprensa e os agentes desportivos. Os meses passaram. Mourinho baixou as espectativas em relação à equipa e disse que está a formar um colectivo. Aceito. Contudo, o circo continua. Os bate bocas com os jornalistas ingleses são os mesmos que tinha em Madrid e em Milão. Continua a mediatizar as atenções para si. O tal futebol sem fitas, tem limites. Os outros é que tem culpas. Eu cá vi o jogo e considero que o Arsenal mereceu ganhar. Já cheira mal tanta insatisfação. Já cheira mal tanta cara de enjoo nas conferências de imprensa…