A dinastia continua em San Antonio.

Após uma derrota difícil de engolir na última edição das finais da NBA (4-3), os San Antonio Spurs voltaram a encontrar a equipa sensação da prova pelo 2º ano consecutivo, os Miami Heat (bi-campeões em título).
NBA Finals 2014

Esperava-se uma série de jogos disputados entre as duas equipas mais motivadas da Liga a conquistar este título.
Do lado dos Heat, havia um LeBron a querer levar o 3º caneco consecutivo para casa e assim igualar Michael Jordan e Kobe Bryant, afirmando-se definitivamente como um dos melhores de sempre. Do lado dos Spurs, havia um colectivo à procura de vingança das últimas finais e Tim Duncan (na sua 17ª época ao serviço dos Spurs), à procura de se tonar o primeiro jogador da NBA a sagrar-se campeão em 3 décadas diferentes.

Tim Duncan - 5 vezes campeão da NBA

Tim Duncan – 5 vezes campeão da NBA

Num jogo premeditado como decisivo para equipa de Miami (por estar a perder a série por 3-1), esperava-se muito, no entanto apesar da óptima exibição de LeBron, o seu esforço foi em vão devido à falta de empenho pelo resto da equipa, fazendo deste 5º jogo um reflexo das finais pois os Heat perderam por 104-87. Oferecendo assim a vitória expressiva(!) por 4-1 aos Spurs.

Desilusão de LeBron

Desilusão de LeBron


Em contraste…
Festejos dos Spurs

Festejos dos Spurs

No encontro dos 2 Big Three mais fortes da NBA, LeBron/Wade/Bosh vs Duncan/Parker/Ginobili, foi outro o jogador que mais se sobressaiu…

Big 3 de Miami vs Big 3 de San Antonio

Big 3 de Miami vs Big 3 de San Antonio

Aos 22 anos de idade, o jovem jogador Californiano, foi uma das grandes figuras do 5º jogo, ao assinar 22 pontos, 10 ressaltos e 2 assistências e a figura das finais, subindo a sua prestação da época regular em que fez uma média de 12,8 pontos, 6,2 ressaltos e 2 assistências, tornado-se assim o 3º MVP mais novo de sempre, a seguir ao lendário Magic Johnson e ao seu “tutor” Tim Duncan.
Com isto, uma coisa é certa: os fãs dos Spurs podem ficar descansados, pois o legado que Duncan construiu com a ajuda de Parker e Ginobili, está bem assegurado e com o presságio de que em San Antonio há uma nova estrela prestes a emergir nos próximos anos, seu nome é Kawhi Leonard!

Kawhli Leonard, o MVP das Finais

Kawhli Leonard, o MVP das Finais

Da Champions #17

Real Madrid e Schalke reencontram-se no Bernabeu para cumprir calendário. Vá. Se para ambos, a vitória ainda valia mais uns milhõezitos nas suas respectivas contas, para os alemães, o teste de Madrid servia para rectificar a desastrosa exibição defensiva demonstrada no Gelsenkirchen na derrota por 1-6.

Carlo Ancelotti mexeu no onze. Poupanças para o superclássico do próximo fim-de-semana. Jesé Rodriguez, Asier Illarramendi, Nacho, Raphael Varane e Alvaro Morata saltaram directamente para o onze do técnico italiano. Logo nos primeiros minutos, Jesé haveria de se lesionar com gravidade num choque com o lateral-esquerdo bósnio-alemão do Schalke Sead K0lasinac. Ancelotti viu-se obrigado a colocar Gareth Bale no rectângulo de jogo. O jovem extremo espanhol sofreu uma rotura de ligamentos no joelho tendo sido submetido a uma intervenção cirúrgica hoje em Augsburgo na Alemanha por um reputado cirurgião alemão. O departamento médico do Real aponta um tempo de paragem nunca inferior a 7 meses. Contudo, a lesão do extremo espanhol vem em má altura dada a afirmação conclusiva do jogador no seio do plantel merengue. Todos sabemos o quanto essas lesões poderão deixar as suas sequelas no futuro.

O Real controlou a partida e a vitória só foi ameaçada por uma vez, no final da primeira parte, após o golo do empate do Schalke. A tripla da frente do Real (Morata, Ronaldo, Bale) esteve muito interventiva, muito mexida. A tríade haveria de estar na sequência no primeiro de dois golos de Ronaldo do jogo (fica a 1 do record de Messi na competição\Ronaldo poderá atingir facilmente os 20 golos na competição) com Morata a desmarcar na perfeição Bale na direita e o galês a assistir Ronaldo na cara de Ralf Fahrmann. O português não desperdiçou.

A equipa de Jens Keller voltou a demonstrar muitas dificuldades defensivas. Sem que o Real tenha acelerado muito o jogo. Sem o capitão Benedikt Howedes (Jefferson Farfan e Kevin-Prince Boateng e Kyrgiakos Papadoupoulos no banco) Joel Matip, central cujas características aprecio (duro mas técnico; sai bem a jogar e é bastante versátil) foi escasso para as encomendas. Ao inverso, no meio-campo, Jens Keller tem aqui bastantes talentos para trabalhar: Julian Draxler é uma certeza do futebol alemão, o médio defensivo Kaan Ayan é um jogador com algum potencial (habitualmente é central mas ultimamente tem jogado a trinco) e  Max Meier é uma promessa bastante interessante (é um tecnicista puro que alia a sua imensa capacidade técnica à inteligência e à visão de jogo) – prova disso foi a jogada na qual serviu Klaas-Jan Huntelaar na cara de Casillas ao minuto 39, 9 minutos depois do sortudo golo do lateral Tim Hogland.

Ao intervalo, o empate justificava-se.

Na 2ª parte, CR7 e seus pares aceleraram ligeiramente o jogo e o português (em conjunto com Morata) arrumou literalmente a questão. Pelo meio, Cristiano Ronaldo mandou uma bola à barra num lance em que o português poderia ter igualado o record de Messi. Teremos que esperar pela próxima eliminatória para ver CR7 como o melhor marcador de sempre de uma edição da Champions.

Da Champions #4

Muito breve:

1. A Juve acabou de ser eliminada pelo Galatasaray em Istambul. Cai assim por terra uma das equipas que julgava capaz de poder vencer a champions este ano. A equipa não esteve pura e simplesmente à altura do desafio e os empates concedidos contra o Copenhaga e contra o Galatasaray em casa são prova disso.

2. Cuidado com este Galatasaray: Felipe Melo, Hamit Altintop, Wesley Sneijder, Didier Drogba, Fernando Muslera, Sabri Sarioglu, Umut Bulut, Gokhan Zan, Burak Yilmaz, Albert Riera – muitos quilómetros de futebol de alto nível, um matreiro treinador italiano e uma fortíssima transição no contragolpe, aproveitando a rapidez do ataque (Drogba, Bruma sobretudo) e o know-how de Wesley Sneijder neste departamento de jogo. Podem facilmente atingir (com uma ou duas surpresas; estiveram muito perto disso na eliminatória dos quartos-de-final do ano passado contra o Real de o fazer) as meias-finais da prova. A ter em conta.