Superbock! Fresquinha! #90

1. Notícia de Última hora: O Conselho de Justiça da FPF deu razão parcial ao Sporting no recurso apresentado quanto à decisão do Conselho de Disciplina na FPF no caso do atraso do FC Porto no jogo da Taça da Liga contra o Marítimo mas manteve a decisão desportiva tomada pela câmara baixa jurisdicional do referido órgão. O FC Porto passa às meias-finais da prova. A multa foi aumentada para cerca de 3 mil euros. Nada que não fosse esperado em Alvalade. O próprio presidente do Sporting já tinha declarado publicamente que não esperava que a decisão revertesse a favor dos argumentos apresentados pelo emblema leonino.

Creio que não preciso de adicionar mais nenhum comentário aqueles que teci nesta mesma série de posts sobre o caso.

 

2. A tal senilidade que o presidente do Sporting falava na semana passada.

Pinto da Costa 4

Nos últimos meses temos vindo a constatar que algo mudou no reino do Dragão. E não, a mudança não foi executada apenas ao nível da administração com a saída do incompetente Angelino Ferreira. As artimanhas, os esquemas de comunicação, de intimidação e de chantagem para usufruto e defesa dos interesses colectivos da entidade e até as piadas contra o presidente do Benfica mudaram. Subitamente. Se antigamente, no dito poiso de biltres do calíbre mais ordinário da história do futebol português, para se chegar ao objectivo A, usavam-se B e C, ou seja, para se atingirem certos objectivos necessários à defesa dos interesses do clube, utilizavam-se uma data de esquemas para a prossecução desse mesmo objectivo, actualmente, no seio de Dom Jorge Nuno e seus pares, reside uma tal de senilidade, chata, bacoca, ridícula.

Trocando por miúdos: se o Deco era castigado, plantava-se uma notícia no Jogo a afirmar que o Deco renunciava automaticamente à convocatória para o Euro 2004 caso fosse castigado. Se o árbitro era x, pedia-se ao Valentim para dar um toque à arbitragem para vir o árbitro y. Se certo jogador de clube rival não era castigado pela arbitragem pela atitude z, c fazia questão de mandar uns berros ao Valentim para se mexer de maneira a instaurar imediatamente um sumaríssimo. Se o Mourinho rasgava camisolas, a culpa era do roupeiro, do atrasado mental do Paulinho (com todo o respeito pela enorme dignidade que o nosso roupeiro tem). Se o Benfica perdia campeonatos em casa e tratava de ligar o sistema de rega para evitar os festejos dos jogadores do Porto, o Benfica precisava de contratar um canalizador para descobrir o furo… e por aí adiante. Sempre que Jorge Nuno Pinto da Costa ia às casas do clube, a cabeça do presidente do Benfica inchava que nem um melão.

Volto ao início: algo mudou. A desculpa esfarrapada do atraso provocado por Fernando no jogo contra o Marítimo colou porque o sistema domina os órgãos federativos. Bruno de Carvalho apelou aos sócios e adeptos do Sporting para se insurgirem e como bom filho de gente que sente decidiu queixar-se à UEFA e à FIFA sobre as arbitragens realizadas nos jogos do Sporting bem como instaurar um processo judicial junto das entidades judiciais civis (direito que a lei confere a todas as pessoas singulares e colectivas quando se sentem lesadas por algo ou por alguém). Para as “esburacadas” contas no Reino do Dragão (necessitadas da qualificação para a Champions da próxima temporada pelos motivos óbvios) tais movimentações protagonizadas pelo presidente do Sporting em benefício dos interesses do clube que dirige (se bem que o presidente do Sporting já foi altruísta o suficiente para apresentar propostas que visam a alteração de alguns dos pressupostos basilares do futebol português de forma a torná-lo efectivamente mais justo, mais equalitário e mais atractivo) soaram como uma forma de “coacção factual e coacção na sua forma tentada”.

A prova dos 9 em relação a tudo aquilo que escrevi nas últimas linhas veio da boca do presidente do Porto hoje a propósito da cena lamentável protagonizada por Quaresma no domingo. Jorge Nuno Pinto da Costa teve a nojice (desculpem mas não encontro outro termo) de relacionar a cena protagonizada pelo extremo no domingo com meia dúzia de suposições vindas do reino da teoria da conspiração que em nada abonam para justificar a falha humana protagonizada pelo jogador.

“Sou contra todo e qualquer ato racista e sei o que levou o Quaresma a momentaneamente ficar muito exaltado. Qualquer um ficaria nas mesmas condições. Tive o cuidado de ver pela televisão, que acompanhou sempre o Quaresma, de verificar que ele não agrediu ninguém e apenas quis responder a quem o insultou e portanto dou aqui a minha solidariedade ao Ricardo Quaresma. Tem é de aprender que há gente no futebol que é indigna de lá estar e tenta perturbar o adversário com insultos dos mais soezes”

Vamos por partes.

Em primeiro lugar, será que o egípcio Gomaa, residente em Portugal há cerca de 3 meses, já aprendeu de forma substantiva a língua e a cultura futebolísta portuguesa para, num laivo de loucura, insultar pejorativamente Ricardo Quaresma de “cigano”?

Segundo, se efectivamente Gomaa utilizou o termo “cigano” para provocar o extremo do Porto, pode-se dizer que o jogador está a ser insultado quase diariamente visto que toda a imprensa da especialidade (desde o comum redator do jornal diário até ao comum relatador radiofónico) escreve\diz constantemente a alcunha pela qual é conhecido nos meandros do futebolês o jogador do FC Porto.

Terceiro: Quaresma não agrediu ninguém. Porque um batalhão de gente impediu que agredisse. Nestes casos, a lei não pune o acto consumado. Pune quem tem intenta agredir.

Quarto : para que é que a selecção tem que ser chamada para a conversa? Na minha opinião, Ricardo Quaresma está a jogar o suficiente para ser convocado para a selecção. Está a fazer uma excelente 2ª metade da época. É indiscutivelmente o único jogador do Porto capaz de desequilibrar ofensivamente. Mas não foi chamado à selecção. Porque o seleccionador nacional não teve a mesma opinião que eu. Quer Pinto da Costa queira, quer não queira, quem tem o poder de convocar o jogador é o seleccionador nacional.

Quinto: A quem se refere o presidente do Porto com esta frase: “Tem é de aprender que há gente no futebol que é indigna de lá estar e tenta perturbar o adversário com insultos dos mais soezes” – será que o presidente do FC Porto se refere ao pobre jogador Gomaa do Nacional, recentemente chegado à Liga Portuguesa?

Sexto: Por muitos contentes se deviam ter dado os dirigentes do FC Porto. Que eu saiba, as regras do jogo mandam o árbitro sancionar com o cartão vermelho durante o tempo útil de jogo todo o jogador que tenha intenção de agredir outro jogador ou um agente devidamente identificado assim como sancionar esse mesmo jogador quando este consume ou manifeste intenção de agredir terceiros nos minutos posteriores ao fim do jogo bem como mencionar a ocorrência no relatório de jogo. Se os relatórios dos árbitros fossem tornados públicos, saberíamos se João Capela o fez. Se não o fez, a Comissão de Análise de Arbitragem do Conselho de Arbitragem da FPF tem por ofício lançar um processo de avaliação à omissão do árbitro em questão.

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frase do dia

FUTEBOL - Bruno de Carvvalho Presidente do Sporting Clube de Portugal

«Há pessoas que não deixam de me surpreender. Por vezes damos uma conotação negativa mas a senilidade, quanto mais a conheço, mais abrangente e maravilhosa é. Não deixa de ser altamente frutuosa na sua imaginação» – Bruno de Carvalho, em reacção à queixa entreposta pelo FC Porto junto do Comité de Instrução e Inquéritos da Liga.

Superbock! Fresquinha! #88

Primeiro: a reportagem exibida ontem pela SIC (prometo que no fim-de-semana farei uma análise mais pormenorizada ao dito) cuja mensagem é dedicada directamente ao presidente do sporting, cujo case-study exibido (a comunicação entre a equipa de arbitragem) foi filtrado criteriosamente num jogo amigável do Sporting (será que os árbitros sentem a mesma pressão sentida nos jogos oficiais quando apitam amigáveis?) não passou pura e simplesmente de uma encomenda com cariz propagandístico e contra-informativo paga (a peso de ouro) pelo presidente da APAF para tentar “calar a boca” ao presidente do Sporting. Quanto a isso não tenho as mínimas dúvidas.

Segundo: Ainda sobre esse documentário. Uma das ideias que mais me fez rir (confesso) foi quando, tanto Pedro Proença como Jorge Sousa, tentaram vender a ideia que existem árbitros que entram em depressão nos momentos em que sofrem (socialmente) as consequências dos seus erros no relvado. Se tal afirmação fosse verdade, ninguém queria ser árbitro de 1ª categoria neste país.

Terceiro: As declarações de Jaime Pacheco no Fórum de Treinadores realizado na Maia.

“O futebol português podia estar melhor e só não está porque estas coisas continuam a acontecer”

“Que Bruno de Carvalho não arraste o futebol para a lama”

Não deixo de realçar que esse Fórum de Treinadores é uma fantochada. O que é que ganharam Jaime Pacheco e Henrique Calisto para servirem de exemplo para quem se inicia no ofício ou na profissão? Que exemplo deram Jaime Pacheco e Henrique Calisto para “formar” ou aconselhar treinadores? Pacheco por exemplo chamou “doente mental” a um colega de profissão. Calisto ofendeu a honra de um jogador emprestado pelo seu último clube a um clube de 2ª liga por ter marcado o golo que eliminou a primeira equipa da Taça de Portugal (caso Jaime Poulson).

  • Compreendo perfeitamente que Jaime Pacheco seja um fracassado. Com a sua idade, já deveria ser um dos consagrados da Liga Portuguesa em vez de ter que ser mais um a pegar nas malinhas de 6 em 6 meses para ir treinar para os Bahreins e para as Chinas desta vida.
    Compreendo perfeitamente que aos 55 anos, Pacheco queira um lugar na liga portuguesa, nem que seja num clube que só paga salários de 3 em 3 meses. Dinheiro não é tudo na vida.
  • Compreendo perfeitamente toda a lógica desta gente pois quem não é visto nem tido nem achado é esquecido e não tem as mesmas oportunidades daqueles que mal ou bem conseguem arranjar a sua colocação em clubes de primeira e segunda liga.
  • Compreendo perfeitamente que Jaime Pacheco tenha que se sacudir para o lado que neste momento mais treinadores emprega na Liga Portuguesa. Para bom entendedor penso que meia palavra basta.

O que na verdade me causa muita indignação é o facto de tais palavras virem de quem foi durante muitos anos jogador e treinador de dois dos clubes acusados formalmente pelo Ministério Público como o epicentro de todo o processo “Apito Dourado”.

O que realmente me causa muita repugna é o facto de tais palavras virem de quem foi campeão nacional à custa dos cordelinhos mexidos em posição dominante por parte de um dos acusados do Processo Apito Dourado.

O que realmente me incomoda é o facto de Jaime Pacheco vir a público criticar o presidente de outro clube, quando ele Jaime Pacheco reclamou vezes sem conta das arbitragens quando treinava Boavista e Vitória de Guimarães, por vezes, com declarações bem piores do que aquelas que foram ditas da boca do presidente do Sporting.

Superbock! Fresquinha! #86

APAF 1APAF 2

Como é seu apanágio, a Corporação só responde (institucional e directamente) quando se tratam de declarações ou comunicados lançados pelo Sporting e pelo seu presidente. Não respondem com comunicados a qualquer declaração proferida por qualquer outro presidente de um clube da Liga. A estratégia é inverter as culpas para as acções e declarações que são feitas pelos dirigentes de forma a esconder quem realmente foi o móbil deste clima de suspeição e falsidade desportiva: os seus associados.

Vamos fazer o seguinte exercício:

  • “basta” de pagar 40 mil euros anuais a maus profissionais, alguns deles, indivíduos que erram sistemática ou propositadamente contra um clube, por inimizade ou a por favor a terceiros;
  • “basta” de pagar despesas em dias de jogos em restaurantes de luxo das regiões dos clubes às equipas de arbitragens; os elementos das equipas de arbitragem passam a receber 5 euros por hora de trabalho como qualquer outro trabalhador português, para não dizer o correspondente à hora de trabalho de quem ganha o salário mínimo mais as despesas de deslocação e alimentação tabeladas por lei (4,27);
  • “basta” de pagar novos pares de chuteiras, compradas de propósito para certos jogos e outras despesas extras (medicamentos) que são enfolhadas pelos ditos nas despesas a pagar pelos clubes.

Quem é que nestas condições andava na arbitragem?

Aprecio particularmente a frase escrita num dos trechos do dito: “a arbitragem saberá dar a sua resposta, como sempre deu” – ou seja, voltando a cometer erros na jornada seguinte com influência directa em resultados de partidas. Simple as that.

Superbock! Fresquinha! #83

BdC

  • “pela primeira vez um clube é capaz de fazer uma análise crítica do seu benefício e do seu prejuízo no campeonato que está a decorrer” – 
  • “o sporting não tem problemas nenhuns em admitir que o andré até pode estar em fora de jogo” – mostrando as várias sequências do lance, retiradas da transmissão televisiva da Sporttv que mostram André Martins numa situação no mínimo, muito duvidosa.
  •       “não passamos é para o exagero de dizer que este foi um erro grosseiro”

Um presidente ENORME num clube ENORME!

Superbock! Fresquinha! #78

Segundo o Jornal A Bola, em Fátima o presidente do Marítimo chamou “velho gaga” e “imbecil” a Pinto da Costa, que, por seu turno ripostou que a formação que tinha não era essa. O presidente do Marítimo contra-atacou com “não é não, pois a minha formação é diurna” – Carlos Pereira cruzou os insultos, ao chamar “pau mandado dos interesses do FCP” ao presidente do Vitória de Guimarães Julio Mendes. Recordo que Julio Mendes foi um dos presidentes que manifestou maior conexão com as propostas apresentadas pelo Sporting para alterar o estado de sítio actual do futebol português na reunião de presidentes realizada em Alvalade em meados de Janeiro. Ao contrário de outros como António Salvador, conheço perfeitamente a posição do líder vitoriano: como nos últimos anos recebe jogadores por empréstimo do FC Porto assim como dispensados do Sporting (casos de Amido Baldé, Nii Plange ou André Santos; são cedidos ao Vitória a custo zero, ficando o Sporting com percentagens do passe), Julio Mendes sabe que tem a ganhar caso vá satisfazendo aqui e ali os interesses de ambas as partes.

As razões apontadas para o abandono de Bruno de Carvalho e Luis Filipe Vieira da reunião foram simples: pensavam que iam a Fátima dialogar sobre as questões que realmente interessam para o futuro do futebol português (redução do IVA no preço dos bilhetes, redução da carga fiscal aplicada à indústria do futebol, tabelamento unificado do preço dos bilhetes, publicação dos relatórios dos observações dos árbitros, sistema de nomeação dos árbitros por sorteio, redefinição dos poderes da Liga de Clubes, entre outras questões) e acabaram por assistir a uma reunião marcada para decidir o que fazer com o actual presidente da Liga na próxima assembleia-geral do organismo. Como escrevi ontem, os poderes instalados no futebol português estão a mexer-se. Bastante bem e com passos visíveis e previsíveis. Mário Figueiredo já sabe a quem se agarrar em caso de problemas. Segundo o que foi dito pelo presidente da Liga na quinta-feira, alguns dos clubes aliados do FC Porto e do Braga (não é estranho e ao mesmo tempo delicioso observar que Antonio Salvador é parceiro de negócios de Luis Filipe Vieira mas ao mesmo tempo também negoceia benefícios futebolísticos com Jorge Nuno Pinto da Costa?) andam a beneficiar da ajuda de alguém, parafraseando o advogado conimbricense, “detentor de uma posição ” no sector, para, adiar o pagamento de alguns instrumentos financeiros que vão contraíndo nos últimos meses junto da banca.

Daqui pode-se retirar uma conclusão: há uns anos atrás, nos meandros do futebol, era vendida a ideia que os clubes grandes dominavam os pequenos consoante a quantidade de jogadores e “técnicos emprestados” – o Porto chegou a ter há uns anos mais de 30 jogadores emprestados a clubes de 1ª liga assim como meia dúzia de antigos treinadores ao serviço desses mesmos clubes. Actualmente, seguindo a charada do presidente da Liga, esse domínio vai bem mais além dos simples empréstimos.

Superbock! Fresquinha! #77

Da reunião dos presidentes de clubes profissionais em Fátima:

Bruno de Carvalho foi o primeiro a sair da reunião. O presidente do Sporting não aguentou mais que 1 hora dentro da sala. Luis Filipe Vieira seguiu-lhe os passos minutos depois e afirmou: «Para bem do futebol é melhor nem dizermos nada. Espero que quem ficou assuma as responsabilidades do que vai acontecer no futebol português. O futebol português está acima de tudo e não com guerras pessoais. O futuro do futebol português terá que passar pelo Benfica e pelo Sporting. Não vamos aturar guerras de pessoas » – ora bem, as dúvidas ficaram aqui esclarecidas: Mário Figueiredo tem aqui os seus dois maiores aliados. Ainda não sabe é até que ponto Bruno de Carvalho alinha na bitola de Luis Filipe Vieira.

Dentro da sala ficaram os restantes presidentes, existindo relatos que afirmam que Carlos Pereira e Jorge Nuno Pinto da Costa insultaram-se durante toda a sessão. Cansado do bate boca, Carlos Pereira também haveria de abandonar a sala. A atitude do presidente do Marítimo em alguns momentos deixa a desejar. O clube madeirense está de costas voltadas para a direcção portista desde o caso Kléber. Contudo, aquando do atraso alegadamente provocado por Fernando no jogo a contar para a Taça da Liga, a direcção maritimista não só ficou calada durante todo o processo desencadeado pela Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga\Conselho de Disciplina, como negou categoricamente as palavras de um jogador do plantel do clube madeirense à imprensa (sob anonimato) que consideravam o atraso provocado pelos portistas como deliberado. No mesmo dia, Carlos Pereira teceu os comentários que teceu sobre o alegado interesse do Sporting em Heldon e Sami e no dia seguinte vendeu o cabo-verdiano por 1,5 milhões de euros.

O que é que mudou nisto tudo? Foi a posição do Sporting como comprador? Se o Sporting não tivesse comprado o jogador cabo-verdiano, de que lado estaria Carlos Pereira neste momento?

Superbock! Fresquinha! #76

William Carvalho

William Carvalho 2

Noticia do Gazzetta Dello Sport. 40 milhões: fruta a mais para clubes italianos. O Manchester United destacou vários dos seus observadores para acompanhar o trinco em todas as partidas que disputam. O Real Madrid não tem sido o mais assíduo dos espanhóis a observar: o Barcelona já veio observar o internacional português por meia dúzia de vezes. Assim como meio batalhão da Premier League e da Bundesliga: Newcastle, West Bromwich Albion, Cardiff, Swansea, Estugarda, Borussia de Dortmund.

Bruno de Carvalho afirmou recentemente que, caso não apresentem uma proposta de acordo com os valores previstos para a venda dos atletas, os clubes estrangeiros podem vir a Alvalade observar os jogadores do Sporting que quiserem mas não terão feed da SAD do Sporting. O que é certo é que o nome de William Carvalho começa a aparecer com maior frequência nas paragonas dos grandes diários estrangeiros: Daily Mail, Marca, Gazzetta. Confesso que o melhor para o jogador seria continuar a evoluir no Sporting pelo menos por mais uma época. Poderá ser titular na selecção no Mundial (embora ache que a teimosia de Paulo Bento irá levá-lo a prosseguir a aposta em Miguel Veloso) e tal facto poderá valorizar imenso o jogador. No entanto, com a hipótese pendente do clube jogar na Liga dos Campeões na próxima temporada, uma boa prestação na Champions pode valorizar ainda mais o seu passe. Claro que pelo meio, o Sporting terá forçosamente que renovar contrato com o jogador para poder aumentar a sua cláusula de rescisão

mentiras que passam por verdades

Permitam-me o reparo.

Há uns meses atrás, quando ainda enfrentava o processo de recuperação financeira do clube e da SAD, o presidente do Sporting Bruno de Carvalho afirmou que as secções responsáveis pelas modalidades do clube teriam que ajustar-se à realidade financeira do novo Sporting e diminuir os seus orçamentos. Na altura, o presidente do Sporting anunciou uma diminuição geral de custos com as modalidades entre 30 a 50% daqueles que eram executados.

Os arautos da desgraça da nossa praça jornalística e da blogosfera (algum deles sócios do Sporting Clube de Portugal) trataram de advogar a morte de um dos capítulos mais importantes da história do Sporting: o seu ecletismo. Basta ler o que vários escreveram aqui, aqui, aqui.

Vamos aos números:

1. apesar dos cortes anunciados e postos em execução pelas respectivas secções, tanto as equipas de futsal como as andebol renovaram ou mantiveram os contratos de quase todos os jogadores dos seus planteis. As únicas excepções foram, salvo erro, Leitão (Futsal) e Hugo Figueira (Andebol). O primeiro por opção do técnico e da direcção da secção de futsal. O segundo por opção pessoal.

2. a qualidade na secção futsal diminuiu muito pouco. a equipa já falhou dois objectivos programados para esta temporada: a fase final da UEFA Futsal Cup (acontece aos melhores) e a final da Taça de Portugal (eliminados pelo Rio Ave). Contudo…

futsal

lideram a fase regular do campeonato e no próximo sábado podem até cavar o fosso classificativo para um dos mais directos perseguidores (o Sporting de Braga) caso consigam vencer a equipa Bracarense.

3. a qualidade da secção de andebol aumentou. O Sporting já não vence um título nacional há mais de 10 anos, isto é, se não contarmos os títulos de 1ª divisão obtidos em 2004 e 2005 quando a modalidade estava dividida em dois campeonatos de 1ª divisão (Liga e Federação; o Sporting jogou o da FPA enquanto as restantes potências da modalidade jogaram o da Liga). No entanto…

sporting 3

na presente temporada terminou a fase regular na primeira posição e transitou para a fase final em vantagem sobre o FCP, equipa que defronta no próximo sábado no arranque da round robin de 10 jornadas entre as 6 primeiras equipas da primeira fase. Em caso de vitória sobre os tetracampeões nacionais em título, o sporting poderá amealhar uma diferença de 4 pontos muito valiosa para a fase final pois dita-me a experiência (sem querer menosprezar o ABC e o Aguas Santas que são equipas capazes de se bater taco a taco com qualquer um dos 3 grandes) que é nos jogos entre os grandes que a coisa se resolve.

Como se esse facto não fosse por si só relevante, o Sporting está na fase 16 da EHF e já encaminhou praticamente o apuramento para os quartos-de-final da prova. A EHF Cup é a 2ª taça mais importante da nomenklatura de competições da Federação Europeia. Nunca antes uma equipa portuguesa conseguiu estar na fase 16 da prova e, na verdade, só o Sporting conseguiu vencer uma grande competição de clubes com a chancela da EHF: a Challenge Cup, em 2010. Escrevo que “encaminhou praticamente” porque apesar das 2 vitórias obtidas em 3 jornadas ainda faltam disputar 4 jornadas. Contudo, duvido que o Sporting perca na Macedónia com o Zomimak-M visto que a primeira mão foi esclarecedora no que toca ao potencial das duas equipas (39-22 para o Sporting). A equipa orientada por Frederico Santos é até a 2ª melhor marcadora na fase em disputa com 89 golos marcados, logo atrás da equipa que lidera o seu grupo: o poderoso Montepellier de Thierry Omeyer. Na primeira jornada, relembro que o Sporting venceu o vice-campeão dinamarquês, o Skjern, equipa onde alinham dois jogadores titulares da selecção dinamarquesa vice campeã mundial e europeia (Henrik Mollgard e Kasper Soondergaard) no seu reduto por 32-25.

Dito isto, só posso dizer: venham mais cortes nas modalidades. Com resultados assim, como Sportinguista quero um Sporting a gastar menos e a ganhar mais.

com a pulga atrás da orelha

O presidente do CD\FPF Herculano Lima adiou a decisão do referido organismo relativa ao atraso do FC Porto no jogo da Taça da Liga para a próxima sexta-feira. O antigo juiz do supremo tribunal de justiça motivou “alterações processuais” para o adiamento. Toda a gente já sabe neste país que o CD\FPF decidiu em unanimidade pela prescrição de urranque de um jogo. Provavelmente ma multa ao FC Porto visto não ter encontrado dolo no acto. Bruno de Carvalho proferiu ontem algumas palavras sobre o sistema. O sistema poderá não ser a família organizada, estratificada e hierarquizada que talvez sempre imaginamos. Mas não deixa de estar bem oleado. É delicioso constatar que a atrasada decisão faz passar impune a clara violação regulamentar cometida pelo atraso no arranque de um jogo. São muitos atrasos para o meu gosto. Ou entao tudo isto não passa de um gozo.

Superbock! Fresquinha! #61

Tudo ao Molho! –

Bruno

Bruno de Carvalho foi esta noite ao programa SIC Notícias dar um autêntico “show de bola” fora das 4 linhas… Com a ironia que lhe é característica, o presidente do Sporting analisou a actualidade do futebol português e do clube leonino nas respostas efectuadas às “armadilhadas” (algumas foram mesmo ridículas) perguntas feitas pelo jornalista Paulo Garcia.

A entrevista começou como não poderia deixar de ser com a questão da praxe: o celeuma levantado pelo atraso do FC Porto no jogo contra o Marítimo para a Taça da Liga. Bruno de Carvalho referiu que é uma injustiça se a decisão que amanhã é anunciada pelo Conselho de Disciplina não der razão ao Sporting. O presidente do Sporting motivou a sua posição ao considerar a justificação apresentada pelos dirigentes do FC Porto como uma desculpa esfarrapada: “A conta do Fernando bate mal. Desculpa pobre, de mau pagador. E nem essa é boa, que foi inventada… Em terra de cegos, quem tem olho é rei, mas o rei também falha. Nem as horas batem certo…” – o presidente do Sporting não se coibiu a proferir algumas palavras em relação ao dito “sistema” que é comandado pelo FC Porto. BdC afirmou que o conhecimento que o público tem do dito sistema não bate certo com a realidade. Do “sofisticado sistema que toda a gente pensa ser uma estrutura com ramificações afinal é do mais bacoco possível”. E com isto o presidente do Sporting foi, na minha opinião o mais simples possível: o sistema passa apenas pela colocação (por parte dos clubes) de marionetes de confiança dentro das instituições que gerem o futebol de forma a poderem manobrar o rumo do futebol português a seu belo prazer.

No que concerne ao documento que o Sporting enviou para vários órgãos (desportivos e políticos), o presidente do Sporting rejeitou que o emblema de Alvalade tenha como objectivo categórico a imposição da sua própria lei, voltando a reiterar que o Sporting (e os vários clubes que já associaram à discussão promovida pelo clube de Alvalade nas últimas semanas) pretendem modificar as bases em que está assente o futebol português de forma a melhorá-lo: O Sporting está neste momento em algo que envolve muitos clubes, que é um trabalho sério em prol do futebol. Não tenha dúvidas, se o futebol quiser avançar, é preciso atrair pessoas. Gente mais nova… Ou o futebol muda, ou atraímos a mesma coisa de sempre. Ou muda e passa a respirar, ou não muda e vamos continuar na mesma como a lesma. Uns falam, são filhos; outros falam e são enteados. O Sporting estará cá para fazer mais e melhor. Em vez de andar sempre a queixar-me, vou impulsionar um movimento positivo para mudar o futebol. Podem decidir o que quiserem, dar um tratamento diferente, mas água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Não tenha dúvidas de que as coisas vão mudar”

O assunto debatido puxou obrigatoriamente para o diálogo Vitor Pereira. O presidente do Sporting foi concludente na análise às declarações que o presidente do CA proferiu no final da reunião tida com as mais altas instâncias da FPF: “Transmiti aquilo que depois apareceu na documentação do Sporting. Essa reunião foi normalíssima, onde ele ouviu. Tivemos essa conversa e depois, como se costuma dizer, ‘as palavras leva-as o vento’. O Sporting acaba de apresentar a documentação e foi o que se viu. Dizer que as propostas do Sporting não melhora o futebol. Não é bonito, mas há tanta coisa que não o é…” e Vitor Pereira levou Paulo Garcia a interrogar o presidente do Sporting sobre as arbitragens. Este não teve problemas em meter o dedo na ferida ao afirmar que foi “anjinho” por ter falado da maneira que falou depois do jogo da Taça de Portugal contra o Benfica e da Liga contra o Nacional. Para melhor explicar o seu argumento, Bruno de Carvalho recorreu a dois casos análogos ocorridos com presidentes de outros clubes. O presidente do Sporting referiu que quando proferiu as duras críticas à arbitragem de Manuel Mota no Sporting vs Nacional viu o presidente da APAF pedir publicamente uma “punição exemplar para o presidente do Sporting” – Contudo, quando o presidente do FC Porto veio dar uma entrevista onde criticou a arbitragem de um jogo do Porto, ninguém pediu uma punição exemplar para as declarações do mesmo. Ou quando o presidente do Braga, na passada quinta-feira, falou o que falou da arbitragem de Olegário Benquerença em Vila do Conde, ninguém pediu uma punição exemplar.
O presidente do Sporting aproveitou a deixa para alfinetar mais uma vez Vitor Pereira, ao afirmar que quando o Sporting reclama das arbitragens, nem Vitor Pereira nem os árbitros vem a público falar sobre o assunto ou mostrar arrependimento. BdC realçou que o mesmo não se passou noutras ocasiões, referindo que de vez em quando aparecem árbitros a mostrar arrependimento de algumas das decisões que tomam.

Esgotado o conteúdo do quente período introdutório, Paulo Garcia rodou o disco e puxou a conversa para o quotidiano do clube leonino. Sobre o caso de Elias, o presidente do Sporting respondeu que o jogador brasileiro e o “pai\empresário tentaram montaram uma estratégia” contra o clube de Alvalade que, se limitou a defender os seus interesses. “Sou conhecido como o presidente dos comunicados. Acho que me vou divertir quando explicar o que foi todo o processo do Elias. Ao nível do que se escrito sobre o Elias e sobre tudo tem sido tão ridículo mas explicarei tudo. Por vezes leio tudo sobre o Elias e devo pensar que o presidente do Sporting é atrasado mental e depois percebo que afinal se trata de mim”, disparou em tom sarcástico. Aproveitando a deixa e a pergunta de Paulo Garcia em relação à possibilidade de ter que vender alguns jogadores para manter o clube sustentável no seu plano financeiro, Bruno de Carvalhou deixou óbvio que “alguns clubes” já se aperceberam que em Alvalade mora gente que não está disposta a vender as jóias da coroa a preços de saldo. Neste capítulo, o presidente do Sporting chegou mesmo a afirmar que grande parte dos clubes que visitam alvalade para observar os jogadores do Sporting já sabem que só terão feedback da SAD leonina se apresentarem propostas vantajosas para o clube de Alvalade. Ou seja, os clubes já se aperceberam que o Sporting realizou algumas mudanças e como tal, relacionam-se de forma diferente com o clube leonino.

Paulo Garcia proporcionou o momento imbecil da noite quando perguntou se Bruno de Carvalho ia oferecer um “relvado novo a Leonardo Jardim como presente da época que o treinador está a realizar no comando do clube” e se o presidente concordava com a tomada de posição tomada pelo seu treinador ao não poupar jogadores em risco de sanção disciplinar. O jornalista da SIC questionou se a estrutura profissional do Sporting tinha gerido mal a questão dos amarelos de William Carvalho. BdC respondeu categoricamente, partindo de um argumento base: “Leonardo Jardim foi uma escolha pessoal. O Sporting necessitava de um treinador que demonstrasse trabalho, exigência (…) se ele não concorda, eu também não concordo”

breve

O pai de Elias (Eliseu Trindade) comunicou que o jogador voltou a fazer uma acção conjunta contra o Sporting na FIFA e na UEFA relativa a salários em atraso.

Sinceramente pensei que, ao ser reintegrado na equipa B depois do término do empréstimo ao Flamengo e, por outro lado, enquanto o Sporting espera uma proposta minimamente vantajosa para vender o jogador, a SAD do Sporting lhe estivesse a pagar o salário, coisa que de facto não está.

Bruno de Carvalho é neste momento o vendedor. Bruno de Carvalho afirmou que com a sua chegada à presidência do clube, tinham acabado os “saldos”, isto é, a venda ao desbarato de jogadores. Quer queiramos quer não, pelo que fez no passado, Elias é um jogador bem cotado e com mercado no Brasil. E não só, tomando em conta as propostas que chegaram da China, da Rússia e do Valência. Contudo, nenhuma das propostas satisfez quem tem os direitos desportivos do jogador. Existe portanto a necessidade de traçar a distinção entre direitos desportivos (federativos) e direitos económicos (percentagens do passe de propriedade) sobre o jogador. Detendo a maioria percentual do passe do jogador (direitos económicos) e os actuais direitos desportivos do jogador, o fundo de investimento que detém o resto do passe de Elias bem pode aceitar as propostas que quiser. O Sporting aceitou uma proposta superior ao valor pedido vinda da China. Elias não quis ser transferido para o clube chinês. Valência, Corinthians, Rubin Kazan e Flamengo não apresentaram até agora uma proposta igual ou superior ao valor estipulado pelo clube leonino. 7.5 milhões por 50% do passe é a parada mínima. A última proposta do Flamengo não chegou aos 6 milhões por 50% do passe, pagos em 4 prestações. Logo, Bruno de Carvalho como bom vendedor que pretende ser, tem todo o direito a não vender o jogador.

É eticamente reprovável e juridicamente condenável o facto do Sporting não ter cumprido e não estar a cumprir as obrigações que teve e tem perante o jogador. É legítimo que este avance para quem de direito para poder receber aquilo que é seu. Elias aufere cerca de 150 mil euros por mês. Tais valores saem completamente fora das possibilidades financeiras actuais do Sporting. Não creio portanto que os dirigentes do Sporting estejam a agir de má-fé perante o jogador nesta situação até porque, como é do conhecimento público, o Sporting poderá não apresentar capacidades financeiras para cumprir as suas responsabilidades perante Elias. Tão pouco deverá querer abdicar de pagar a outros jogadores do plantel ou fornecedores para o poder fazer junto de um jogador que neste momento não faz parte das contas da estrutura profissional de futebol.
O que não invalida que manchado fique o bom nome e a credibilidade da instituição.

verdade verdadinha

recreio de agueda

lembro-me perfeitamente das discussões que tive na altura com o meu pai em virtude da descida do clube do concelho do qual sou originário. O Recreio Desportivo de Águeda viria a subir à 3ª divisão nacional na época seguinte, mas depois desta descida nunca mais seria o mesmo clube. Creio até que depois desta descida só viria a ter uma direcção (de factum) eleita ao cabo destes 9 anos.

Superbock! Fresquinha #36

Pode-se dizer que a vitória que o Sporting arrancou a ferros em Arouca é uma daquelas vitórias que dá titulos. Num autêntico batatal, valeu a maior crença do Sporting perante um Arouca que se bateu muito bem e saiu do jogo como um digno vencido.

Como se previa, o Arouca de Pedro Emanuel aproveitou o maior conhecimento do pesado terreno de jogo para entrar a matar e conseguir o primeiro golo da partida. Desde logo também me apercebi que o Arouca iria entrar em campo com as linhas muito subidas e com vontade de marcar nos primeiros 15 minutos, para depois, baixar as linhas e dar a iniciativa de jogo ao Sporting. Dito e feito. Com um André Claro muito inspirado no flanco esquerdo (pode-se dizer que Ivan Piris teve uns primeiros 15 minutos de terror) e sob a batuta de dois grandes organizadores de jogo (Bruno Amaro e David Simão; grande dupla de meio-campo que o treinador Pedro Emanuel tem aqui em Arouca) o Arouca conseguiu criar muitos desequilíbrios e rapidamente chegou ao primeiro golo por intermédio do antigo médio de Penafiel, Académica e Nacional num remate no centro da área resultante de uma boa combinação no flanco esquerdo.

Como se exigia, o Sporting teve que subir no terreno para tentar reagir ao golo dos arouquenses. Mérito de Pedro Emanuel, o Arouca conseguiu descodificar o tendão de aquiles do ataque do Sporting ao afectar a circulação de bola do Sporting através de uma excelente marcação a Adrien por parte de 2 jogadores. Sem a organização de Adrien, o Sporting não consegue ter nexo nas suas jogadas ofensivas. Quando Adrien teve bola, o Sporting conseguiu articular mais jogo para o último terço do terreno. Prova disso foram os dois cruzamentos venenosos que Capel efectuou à procura de Freddy Montero, um deles desarmado na hora h pelo central Diego Queiroz quando Montero se preparava para facturar. O Sporting acabaria por marcar num lance de bola parada por Rojo num cabeceamento como mandas as regras, de cima para baixo aos 25″.

A 2ª parte começou chuvosa com uma deterioração extrema do relvado. À equipa de Leonardo Jardim exigia-se que vestisse o fato macaco para levar de vencida a equipa do Arouca, bem como a prática de um futebol mais directo. Com Islam Slimani no banco, a entrada do argelino sincronizava na perfeição com as exigências do jogo. Com mais bola, o Sporting entrou decidido a vencer o jogo na 2ª parte. Entra Slimani. Dão-se as duas expulsões, justíssimas. Jogo de treinadores. Jardim arrisca com a entrada de Slimani para a saída de um desinspirado Capel. Rojo é expulso e Jardim volta a arriscar com a saída de William para a entrada de Eric Dier, deixando o Sporting em inferioridade numérica no meio-campo.  O treinador do Sporting acabou por justificar a alteração como uma necessidade de um futebol mais directo, apostando em Adrien como “lançador de jogo” para um irrequieto Slimani.Pedro Emanuel, não se contentando com o empate, também mexeu na equipa para procurar a vitória, ao colocar Lassad e Pintassilgo em campo, este último quando o Sporting já se encontrava em vantagem.  As substituições deram os seus frutos quando, primeiro, o argelino recebe na área e dá o golo a Fredy Montero num lance em que o colombiano em vez de mandar um bico na bola optou por tentar rematar em jeito contra um jogador do Arouca. Poucos minutos decorreram até ao lance em que aproveitando uma bola rechaçada por Cassio fora da pequena área, num gesto técnico elegante William picou a bola sobre a área esbarrando esta no poste da baliza defendida pelo Brasileiro. Na recarga, Slimani e Rojo, talvez não contando com aquela bola, não foram capazes de dar o toque final. O argelino provou-se um quebra cabeças para a defesa do arouca, ganhando todas as disputas, mexendo-se muito bem no último terço do terreno com e sem bola. Seria o internacional Argelino a dar a vitória ao emblema leonino numa movimentação clássica de ponta-de-lança (recepção com o peito e remate mortífero de pé esquerdo numa bola em que Cássio ainda defendeu). Mais uma vez, o argelino foi o pronto socorro de Leonardo Jardim. A opção recaída em Adrien como lançador de jogo também foi ganha. O médio conseguiu libertar-se da teia montada por Bruno Amaro e David Simão, e com bola no pé, conseguiu caudalizar bastante jogo para os homens da frente.

No final da partida, no flash-interview, tanto o treinador do Sporting como o jogador convocado (Adrien) destacaram a enorme vitória do Sporting no difícil terreno do Arouca. O médio leonino não se coibiu de deixar uma mensagem para o jornalista da Bola Joaquim Ritta na resposta ao que o jornalista tinha escrito a meio da Sporting (para ter estofo de campeão, “este sporting ainda precisa de ganhar na neve) ao afirmar que se provas se necessitavam para provar o enorme espírito de sacríficio desta equipa, tais provas foram dadas na “buracada” de Arouca.

Tudo ao Molho! –

Bruno

Certeiro e oportuno, Bruno de Carvalho acertou na mouche ao espetar uma autêntica bofetada de luva branca na estrutura do FC Porto, em particular, nas declarações proferidas pelo presidente Jorge Nuno Pinto da Costa ao afirmar: “Há poucos dias foram anunciados os filmes para os Óscares deste ano e, realmente, há pessoas que deviam ser consideradas para o prémio de melhor ator. Pessoas que têm feito no seu passado um aproveitamento das debilidades do sistema desportivo e que têm beneficiado com tantos erros e tantas situações de falta de transparência. É digno de Óscar. (…) Anda irritado pelo facto de ter de olhar para cima. Portugal tem bons árbitros, mas tem outros que, de facto, não merece, porque não fazem boas arbitragens. Não há só seres demoníacos de um lado e seres angélicos do outro. Fico contente que já se tenha percebido que os árbitros também podem ter uma má atuação. Há clubes do norte que têm beneficiado muito com muitos dos maus dias da arbitragem” 

Preto no branco. Não tenho mais nenhuma vírgula a acrescentar a estas declarações.

 

para esclarecer algumas cabeças fumegantes que por aí pulpitam

1. o documento que Bruno de Carvalho enviou para a FPF, Liga, Governo e Assembleia da República não contém qualquer alteração às regras de jogo, regras essas que só podem ser alteradas pela International Football Association Board (IFAB) da FIFA em sede própria. É um documento que tem como base algumas propostas de alteração a diversas leis respectivas à carga fiscal aplicada no futebol português e à forma como são nomeados os árbitros na liga portuguesa.

2. o documento que Bruno de Carvalho enviou para a Assembleia da República, mais concretamente para os representantes dos grupos parlamentares que receberam o presidente do Sporting ainda não se constituíu como lei. O dito documento ainda não foi discutido sequer em sessão parlamentar.

3. Com este documento, Bruno de Carvalho não quis instalar a política dentro do mundo do futebol porque a política já está há muito instalada no futebol. Bastará para isto apenas afirmar que a FPF assim como as restantes federações desportivas nacionais regem-se por um Regime Jurídico gerado pela Secretaria de Estado do Desporto\Conselho Nacional do Desporto, alterando a legislação em vigor na referida matéria:

Presidência do Conselho de Ministros
Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto
Conselho Nacional do Desporto
Artigo 69º
Revogação
São revogados:
a) O Decreto-Lei nº 144/93, de 26 de Abril;
b) A Portaria nº 595/93, de 19 de Junho;
c) O Decreto-Lei n.º 111/97, de 9 de Maio;
d) A Lei n.º 112/99, de 3 de Agosto.
4. O que equivale a dizer que as medidas apresentadas no referido documento apresentado pelo presidente do Sporting tem a força (jurídica) que têm: para já nenhuma. Caberá à Assembleia da República nomear um relator para a petição apresenta, sendo esta encaminhada a agenda da Comissão Especializada de Educação e Desporto e consequentemente discutida aí, ou, encaminhada para uma sessão de plenário por via da introdução na agenda por parte de um grupo parlamentar no decurso das competências que lhes cabem pelo Regimento da Assembleia da República e pela lei.
Espero ter esclarecido todos aqueles que me tem apoquentado sobre a questão e todos aqueles que me têm brindado com as infactualidades que diariamente lêem nos diários desportivos.

A Entrevista de Bruno de Carvalho

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Bruno de Carvalho concedeu esta noite uma entrevista ao Programa “Zona Mista”, da RTP Informação, onde falou sobre alguns dos temas da actual realidade do Sporting. Resumindo em 10 pontos os principais temas abordados:

1 – A entrevista iniciou-se com meia dúzia de questões retóricas, e com outras tantas às quais Bruno de Carvalho (BdC) está certamente farto de responder. Do “Está feliz por o Sporting ter chegado bem ao Natal?“, passando pelo “Estava consciente da realidade do Sporting quando chegou ao clube?” e a terminar no “Gostava que o Sporting acabasse bem a época?“, temi que a entrevista se tornasse mais previsível que uma arbitragem do Capela no Estádio da Luz.

2 – Foi a partir de uma dessas questões (“O Sporting é ou não candidato ao título?“), que BdC assumiu a Liga dos Campeões como objectivo para esta época, mas não sem antes falar (pela 146532ª vez) na política do “pensar jogo-a-jogo”.

3 – Voltou a tecer rasgados elogios ao trabalho de Leonardo Jardim, mas também ao de Inácio, Virgílio e ao seu próprio trabalho enquanto Presidente, realçando mais uma vez que o facto de todos eles serem Sportinguistas muito contribui para o actual bom momento que o clube atravessa.

4 – Ficou-se também a saber que Elias está a ser negociado com o Flamengo, e que “diversos outros clubes” demonstraram interesse em contar com os serviços do internacional brasileiro. Também Labyad e Jeffren estão a ser negociados.

5 – Rinaudo pediu efectivamente para sair, com o objectivo de poder ter mais minutos de jogo e eventualmente vir a estar entre as escolhas da Selecção Argentina para o Mundial. Apesar de o Sporting não pretender prescindir dos serviços do internacional argentino, BdC realça a necessidade de o Sporting ser flexível com a vontade do atleta, uma vez que a gestão de recursos humanos “pressupõe que saibamos que estamos a lidar com pessoas, e não com robôs“.

6 – BdC referiu a necessidade que o Sporting tem de fazer uma aposta forte na Televisão e no Jornal do Clube, “porque [o clube] não se revê no que se passa na restante imprensa“. Salientou a importância dos Sportinguistas usarem os canais de informação do clube, dando como exemplos concretos o péssimo jornalismo de desinformação que tem sido feito por Correio da Manhã e Record, que regularmente lançam notícias com o intuito de destabilizar o clube (a suposta pressão de um Fundo de Investimento para a venda de Rojo, e o alegado descontentamento de William Carvalho no clube, são os dois casos mais recentes).

7 – Explicou a questão da “Mensagem de Natal aos Sócios e Adeptos do Sporting”, onde referiu que a restruturação financeira do clube está em risco (devido ao baixo número de novos sócios e de venda de Gameboxes), dizendo que foi acima de tudo uma tentativa de fazer aproximar do clube muitos adeptos que têm possibilidade financeira para apoiar o clube, mas que por um motivo qualquer que BdC diz não entender, optam por continuar afastados da vida do clube. Eu também não percebo, sobretudo quando de acordo com o novo Regime de Quotização existem quotas a partir de 2€..

8 – A aposta na Formação por parte do Sporting custa anualmente 9 Milhões de euros ao clube, e BdC alerta para a necessidade de se criarem mecanismos que protejam mais os clubes formadores. Aliás, essa foi uma das medidas propostas no documento que recentemente enviou à Assembleia da República.

9 – BdC referiu que continua a marcar presença no banco de suplentes para “entender o espírito da equipa“. Já antes ouvi BdC dizer que seria para entender o “grau de comprometimento de cada um dos jogadores com a causa“, e continuo a achar que nesta altura faz todo o sentido esta proximidade do relvado, em detrimento do conforto da Tribuna Presidencial.

10 – Em resposta às declarações de Cristiano Ronaldo, que recentemente afirmou que “lhe faltava ser campeão pelo Sporting”, BdC respondeu esta noite com (óbvia) abertura, dizendo que o Sporting “está disponível para lhe dar essa alegria“. A ver vamos o que acontece no futuro.

Gostei também da parte da entrevista em que BdC se dirigiu àqueles que o acusam de ser “populista”. O Presidente do Sporting disse que ser “popular” é diferente de ser “populista”, e que ele de populista não tem nada, uma vez que as pessoas com esse perfil são famosas por venderem ilusões, enquanto ele é sobretudo conhecido por ser directo e dizer aquilo que muitas pessoas não gostam de ouvir. Faz sentido, não faz?

frase do dia #2

Bruma

1. O que Bruma deveria compreender é que não existe dinheiro no mundo que pague a pertença de um valor que se chama gratidão… e Bruma tem uma dívida de gratidão perante o Sporting cujos 12 milhões de euros não pagam o que o clube fez por ele.

2. Essa mesma gratidão está incorporada na atitude que o Sporting teve para com o jogador aquando da novela que teve fim na decisão favorável ao clube na questão contratual julgada na Comissão Arbitral Paritária da Liga. Se Bruma está hoje no Galatasaray, vendido por uma verba muito inferior aquela pela qual poderia ter sido vendido caso tivesse permanecido no Sporting mais 1 ou 2 anos, ao Sporting Clube de Portugal (em particular aos seus actuais dirigentes) muito deve. Aos 19 anos, com uma marcha evolutiva irreversível fruto da sua inclusão na equipa A do Sporting, o presidente Bruno de Carvalho e o director da estrutura profissional de futebol Augusto Inácio poderiam ter mantido Bruma a cumprir o resto do contrato a treinar à parte. Pode-se dizer que nesse cenário, o Sporting não rentabilizava um activo que possuía em fim de contrato. Certo. Por outro lado, esse cenário destruía a carreira de Bruma ali e o aviso ficava dado a todos aqueles que estão actualmente na Academia de Alcochete: para se ser um grande jogador de futebol não basta ter talento nos pés, é preciso ter juízo e seguir os conselhos das pessoas certas.

3. O tempo deu-me certeza em relação a outro aspecto: num outro clube da liga portuguesa, Bruma teria ficado o resto do contrato a treinar à parte. Disso não tenho dúvidas.

O que eu ando a ver #17

Sporting 0-0 Nacional (em Alvalade)

Resumo do jogo.

1. Alvalade em estado de graça procurava ser o 12º jogador numa noite que previa vitoriosa. Obrigado a vencer para manter a liderança isolada do campeonato, a noite começou bastante animada em Alvalade. William Carvalho recebeu o prémio de jogador do mês de Novembro do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol, uma criança de 10 anos teve direito aos parabéns em pleno relvado e ao intervalo, o adepto nº 7 milhões Salvador Correia de 74 anos teve direito a uma camisola oferecida pelo guarda-redes suplente Marcelo Boeck. O mesmo fez um discurso emocionado que recolheu milhares de aplusos no estádio ao afirmar “sei que não sou eterno, mas também sei que o Sporting será uma instituição que se eternizará no tempo”.

2. Condição sem arbitragem. O jogo de ontem foi quanto a mim a pior exibição do Sporting na época. Jardim repetiu o onze mas decidiu colocar Carrillo na esquerda e Capel na direita. O Sporting foi incapaz de produzir o caudal ofensivamente que tem vindo a produzir até aqui. O peruano esteve outra vez na sombra. Teve 2 ou 3 anotamentos artísticos nos primeiros 15 minutos onde trocou as voltinhas ao lateral-esquerdo do Nacional Marçal mas ficou-se por ali não tendo sido capaz de combinar com Jefferson de modo a criar superioridade pelas alas. Na direita, o espanhol tentou por várias vezes a flexão para o centro do terreno de forma a aplicar o seu fantástico remate mas não causou grande perigo. Na 2ª parte, Jardim trocou os extremos mas a troca haveria por não causar danos de maior à baliza do Nacional pois Capel complicou em demasia o seu jogo. Haveriam de ser rendidos por Wilson Eduardo e Carlos Mané na 2ª parte. No meio William Carvalho voltou a demonstrar a sua qualidade: eficaz no desarme, efectivo no passe. Adrien fez uma 2ª parte de sonho na qual recuperou muitas bolas a meio-campo e no papel de criativo no 4x4x2 improvisado por Jardim depois da lesão de André Martins, pegou na batuta que pertenceu ao 8 do Sporting no primeiro tempo e tentou organizar e desiquilibrar pelo centro do terreno. No ataque Fredy Montero teve um jogo desinpirado e nunca se conseguiu impor no meio dos centrais do Nacional. Na 2ª parte, o colombiano serviu de apoio ao ponta-de-lança de referência (Islam Slimani) tendo efectivamente servido o argelino em duas situações, uma das quais no cabeceamento que Gottardi defendeu aos 58″. Defensivamente, Cedric apareceu diversas vezes a centrar no lado direito sem efeito e teve que se preocupar com o irrequieto Candeias no seu flanco. Recebeu diversas vezes a ajuda de William Carvalho e Adrien Silva.

3. Com a lesão de André Martins ao intervalo, Jardim, mudou novamente o sistema táctico para 4x4x2 como costuma ser apanágio com a entrada do internacional argelino, perdeu o principal criativo da equipa e ganhou mais poder de choque no último terço. O argelino mostrou mais uma vez que não é um típico homem de área, ganhando diversas bolas a meio-campo e quando solicitado de costas para a baliza, conseguiu participar várias vezes na manobra ofensiva da equipa recebendo a bola e encaminhando de primeira ou para os flancos ou para Adrien Silva. Bom de pés este argelino.

4. Como se previa, o Nacional veio a Lisboa aplicar a mesma receita que já tinha aplicado no empate no estádio do Dragão. Manuel Machado disse na conferência de imprensa estar agradado com a “competência da sua defesa” e com a “competência dos blocos de pressão que actuam mais à frente” – o treinador do Nacional não poderia ser mais assertivo na sua análise ao jogo. O Nacional foi uma equipa que estacionou o autocarro no seu meio-campo e não permitiu o Sporting jogar. Foi uma equipa que não se coibiu de aplicar em campo um jogo agressivo, impetuoso, recorrendo por diversas vezes à falta para travar o meio-campo do Sporting. No ataque, a equipa lançou-se no contragolpe de forma cautelosa, quase sempre com 3 unidades: os extremos Rondón e Candeias e o ponta-de-lança Diego Barcelos, que, na 2ª parte dispôs na cara de Rui Patrício a maior oportunidade de golo da partida. O brasileiro acabaria por rematar de forma escandalosa para fora.

No final da partida, quando o Sporting já jogava em desespero, os entrados Jota e João Aurélio (renderam Candeias e Rondón) tiveram diversas bolas no pé em contra-ataque, ficando a pairar a ideia que se tivessem demonstrado mais ambição poderiam sair de Alvalade com os 3 pontos.

5. O jogo contra o Nacional demonstrou a meu ver uma das fragilidades deste Sporting: com um banco composto por Marcelo Boeck, Vitor Silva, Eric Dier, Gerson Magrão, Wilson Eduardo, Carlos Mané e Islam Slimani, ficou visível a necessidade que Jardim tem de ter um jogador “abre-latas” para este tipo de jogos. Se Wilson Eduardo é capaz de criar desiquílibrios pelo flanco direito e o avançado argelino é um homem-golo, o resto do banco é muito escasso pois Vitor é um substituto natural para Adrien (um jogador capaz de pautar o jogo com algum esclarecimento e com muita capacidade de circular bola quando a equipa está a ganhar e como tal necessita de retirar posse ao adversário) Gerson Magrão ainda não fez nada que justificasse a sua contratação e permanência no plantel e o jovem Carlos Mané, apesar do talento que demonstra, ainda é muito tenro para ser colocado em situações de pressão. Justifica-se por exemplo a contratação de Leocísio Sami do Marítimo, por exemplo.

Manuel Mota

6. Depois do que vi, é-me impossível não escrever sobre a arbitragem, a cargo de Manuel Mota da Silva da AF de Braga. Este árbitro natural de Vila Verde veio a Alvalade apitar o seu 4º jogo na Primeira Liga na presente temporada. O que fez no relvado de Alvalade justifica o porquê de não ter sido nomeado mais vezes para jogos do principal escalão do futebol português. Este empresário de 36 anos, que na declaração anual entregue à FPF assumiu-se como adepto do Benfica, fez uma péssima arbitragem em Alvalade a todos os níveis.

No plano técnico deixou o Nacional fazer um jogo faltoso durante toda a partida, não assinalando no primeiro tempo uma falta claríssima do moçambicano Zainedine Jr. sobre Jefferson à entrada da área cuja marca do carrinho do jogador do Nacional permaneceu visível no relvado de Alvalade. O egípcio Aly Ghezzal deu porrada q.b em Adrien durante toda a partida e o lateral Marçal abusou do jogo de braços nos duelos com Diego Capel. No capítulo disciplinar, Manuel Mota poupou diversos cartões amarelos aos jogadores do Nacional, não poupando 3 a jogadores do Sporting na 2ª parte (Jefferson, Montero e Mané). Não se preocupou sequer em por cobro ao anti-jogo praticado pelos nacionalistas durante todo o jogo.

O lance do golo. Como as imagens mostram, o golo é limpo. Tanto o lance que Montero com Marçal como o sequente lance de Slimani são lances absolutamente normais no jogo de área. Manuel Mota viu o lance com o colombiano e deixou o jogo seguir, Slimani marcou golo, deixou o argelino ir festejar o golo com a claque e 30 segundos depois quando o Argelino já regressava ao seu meio-campo decidiu apontar a falta. Perante isto: ou Manuel Mota (por decisão própria ou por decisão dos seus assistentes) decidiu sancionar uma falta de 38800 pessoas não viram ou então estamos perante um erro propositado. Acredito que o erro foi propositado com o intuito de provocar dolo nas aspirações do Sporting Clube de Portugal.

No flash-interview, o central Miguel Rodrigues afirmou: “senti o toque e deixei-me cair” – gostaria de perguntar ao futebolista Miguel, futebolista que já passou por milhares de lances iguais ao que ontem foi assinalado, quantos jogos é que disputou sem tocar ou puxar os adversários contrários?

Continuo a dizer que na arbitragem portuguesa há muita falta de qualidade. Existem tipos que são colocados nos jogos de primeira liga que pura e simplesmente não sabem o que fazem. Pior que isso é assistirmos a arbitragens onde os referidos senhores usam e abusam de critérios distintos para lances semelhantes (caso do Marítimo-Braga da passada quinta-feira) e tentam remediar erros com influência directa no decorrer do jogo com outros erros. Não se justificam erros que prejudicam uma equipa com o benefício dessa mesma equipa noutros lances dos jogos.

Vitor Pereira

É incrível como em 14 jornadas desta liga, não podemos afirmar que existe uma jornada pacífica ao nível de arbitragens. Este ano está a ser por demais nesse capítulo. Da espuma do prejuízo e do benefício de todos os grandes em vários jogos, fica a verdade desportiva em causa. Não tenho qualquer renitência em afirmar que esta liga está a ser completamente manipulada a bel-prazer dos interesses de alguns clubes. Já vi dezenas de jogos de outras competições nesta temporada e que me lembre, só vi um ou dois jogos cujas arbitragens agissem de forma decisiva no desfecho final dos jogos. Lembro-me apenas da actuação dolosa de Gianpaolo Cavarese no Fiorentina 1-2 Napoli, do jogo entre Franceses e Ucranianos e precisamente, do Ajax vs Milan da champions, e de Pedro Proença, essa transcedência da arbitragem mundial no jogo de Atenas entre Gregos e Romenos a contar para o playoff de apuramento para o mundial. Fico portanto estupefacto em saber que, perante todo este churrilho de incompetência no que à arbitragem portuguesa diz respeito, este senhor que acima aparece na imagem, de nome Vitor Pereira, um excelente árbitro na história do futebol português, actual presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, responsável por todas as nomeações dos jogos profissionais de futebol, ja revelou maior incompetência que os seus nomeados na medida em que não é capaz de por mão nesta pouca vergonha. Está a ser a pior época da arbitragem portuguesa. De Vitor Pereira temos o silêncio. Não existe um colocado na jarra. Não existe um procedimento disciplinar. Nada. Puro silêncio, pura desordem, pura incompetência, erros atrás de erros, jornadas polémicas atrás de jornadas polémicas. Estou certo que em Inglaterra ou Itália, este senhor já estaria demitido.

Baila-me na cabeça a ideia de profissionalização da arbitragem em portugal. Tendo em conta que os felizes contemplados irão receber 25 mil euros de salário (x9 dá qualquer coisa como 225 mil euros anuais/ quantos profissionais em Portugal podem gabar-se que recebem este salário ao final do mês) mais bónus por jogo na tarifa designada pela FPF\Liga na ordem dos mil e picos euros por jogo efectuado (por ano civil um árbitro faz em média entre 35 a 37 jogos por temporada, logo, encaixa perto de 40 mil euros/volto a perguntar desta vez qual é o profissional em portugal que recebe 1000 e picos euros por dia de trabalho) e que esse salário vai ser pago com dinheiros públicos e capitais arrecados pela FPF junto de receitas que os clubes fazem em virtude da cobrança de ingressos a pessoas que querem ver espectáculos justos, leais e isentos de actos manipulados ou clubisticamente tendenciosos, começo a perguntar se vale a pena avançar com um projecto de modernização corporativista com profissionais cheios de vícios, clubites e manhas acumuladas durante uma ou duas décadas de arbitragem. Pessoalmente continuo a defender que a profissionalização da arbitragem deveria funcionar no mesmo modelo em que funciona a formação de um clube de futebol: a FPF deveria iniciar a profissionalização com jovens talentos a iniciar carreira na arbitragem e criar um sistema de formação profissional na estaca zero de forma a que esses talentos pudessem desempenhar a sua função com todo o conhecimento e competências profissionais que a profissão exige. Tenho dito.

8. As declarações do presidente do Sporting Bruno de Carvalho: a quente. O meu presidente (não uso máscara clubística, nem sou obrigado a ser imparcial neste blog porque não tenho que seguir a deontologia jornalística) voltou a pecar por defeito. Toda a gente sabe que o Sporting já foi longe demais. Toda a gente sabe que neste momento, o Sporting está a imiscuir-se na luta dos milhões. Ou seja, perante plantéis que custaram os olhos da cara a Benfica e Porto, afirmar que se pretende ir à liga dos campeões é neste momento soar um botão de alarme na Luz e no Dragão. Porquê? Óbvio. Como quase tudo na vida, o futebol é dinheiro. Se Benfica ou Porto não conseguirem o apuramento para a próxima edição da Champions, grande parte do investimento feito nesta e na próxima temporada não terá o seu retorno e como ambas as equipas gastam com previsão no retorno que só a champions dá no futebol mundial, isso provocará um efeito dominó na gestão de ambos obrigando a uma maior retracção orçamental.

Já tive oportunidade de dizer pessoalmente ao presidente que o admiro por ser o primeiro presidente do Sporting Clube de Portugal que vejo defender de forma intransigente os interesses da grandiosa instituição que é o Sporting Clube de Portugal e transportar de viv´alma os valores que sempre pautaram a actuação da instituição ao longo da sua história. Se por um lado considero que Bruno de Carvalho fez muito bem em ir à sala de imprensa defender os interesses do clube perante aquilo que foi uma pouca vergonha, também considero que o meu presidente deveria fazer o mesmo quando a equipa é beneficiada pela arbitragem. Será portanto do meu agrado que a instituição continue, pela voz dos seus dirigentes, a apresentar a dignidade que sempre apresentou ao longo da sua história.

Superbock! Fresquinha! #23

Tudo ao Molho! –

Parece que surtiu efeito a campanha propagandística que o FC Porto “encomendou” a Fernando Santos ontem, na sessão de apresentação do novo livro de Jorge Nuno Pinto da Costa em Lisboa. Santos afirmou que “Fernando tem lugar de caras na selecção” – opinião essa que foi dada, segundo palavras do próprio, “do ponto de vista técnico” – porque é que digo que o FC Porto encomendou o discurso ao actual seleccionador grego? A lógica parece-me óbvia. Fernando afirmou no verão que queria sair. No facebook, o trinco pediu à direcção do Porto que o vendesse ao Mónaco, afirmando que a proposta dos monegascos era “o contrato da sua vida que não iria ter em mais nenhum lado” – como é óbvio nestas situações, a direcção do Porto actuou e dias depois, foi o irmão de Fernando que veio a praça pública dizer que o trinco estava contente no FC Porto, desmontando por completo as afirmações do trinco.

O impasse em redor da renovação de Fernando continua. A lógica nas acções que o Porto efectuou no passado em situações mais ou menos semelhantes diz-me que a naturalização do Brasileiro indicia aquilo que vai\quer\pode ser feito pela SAD do Porto dentro de alguns meses: o jogador naturalizou-se e o FCP tratou de montar a teia ao seleccionador Paulo Bento, que, como bem sabemos disse, respeitando a opinião expressada pelo presidente da Federação, que não iria desencadear qualquer processo de naturalização com o objectivo de recrutar jogadores para posições de carência na selecção. Numa posição em que Miguel Veloso é um indiscutível titular de Bento mas não joga com regularidade no seu clube e William Carvalho, apesar da grande época que está a fazer em Alvalade, ainda não é um seleccionável regular de Paulo Bento, o FCP sente que existe um nicho de oportunidade para o médio recém naturalizado. Necessitados de vender um jogador com muito mercado, necessitado Fernando de se rentabilizar para poder sonhar com um grande clube europeu e consequentemente com um bom contrato (e nesse campo, todos sabemos que se existe prova que valoriza de forma louca um jogador essa prova é o mundial de selecções) é natural que o Porto tenha acordado com o jogador uma renovação mediante a entrada do jogador na selecção nos próximos amigáveis que esta irá fazer em Março de modo a cair no goto de Bento e figurar no lote de convocáveis para o mundial. Nesse caso, explicam-se as palavras do engenheiro do penta assim como o bloco de pressão que o Jornal O Jogo tem montado nas últimas semanas. A ver vamos se Paulo Bento irá continuar com o mesmo discurso ou, pela primeira vez na sua carreira, irá esquecer a sua eterna teimosia e virar o bico ao prego.

Da apresentação do novo livro de Pinto da Costa, pulularam-me também as caricatas declarações de Santos, o Grego. O grego que se vê grego entre os gregos, mas cuja greguice também lhe permite ingerir-se nos assuntos de um possível rival no próximo campeonato nacional. Ao engenheiriadis do pentakis recomendo-lhe que esteja mais atento à selecção que treina e às suas escolhas.

No relvado:

1. O Porto afirmou que Marat Izmailov irá regressar aos treinos após o Natal. O João Borba afirmou aqui os rumores que avançam que o jogador esteve ausente dos treinos durante 3 meses devido a uma depressão. Só se for uma depressão no joelho. Como a imprensa voltou a escrever meia dúzia de palavras sobre o caso, os dirigentes do FC Porto fizeram regressar o jogador como forma de prevenção. Estratégia óbvia para evitar as habituais novelas a que o russo nos acostumou.

2. O Porto joga dentro de uma hora no Dragão contra o Olhanense. Em teoria prevejo um vitória fácil do Porto, motivado pelo triunfo em Vila do Conde no passado Domingo. Recordo que o clube de Olhão foi o único que conseguiu tirar pontos ao FCP no estádio do dragão na época passada num jogo que ficou marcado por uma interrupção devido ao mau tempo que se abateu no Porto naquele dia.

Esta cerveja enfeitiçou-me! –

De Alvalade, entre as habituais bicadas de Bruno de Carvalho aos rivais (reproduzidas nas últimas semanas no jornal do Sporting). Contudo, a semana do Sporting ficou marcada por três acontecimentos:

1. A confirmação de objectivos pela boca de Leonardo Jardim – a Liga dos Campeões.

2. Os rumores em torno do reforço do plantel em Janeiro que deram conta do interesse do Sporting em Evandro do Estoril e Sami do Marítimo, a possibilidade do clube vender já em Janeiro Miguel Lopes (emprestado ao Lyon) aos Alemães do Estugarda, o dossier Elias e a alegada receptividade que os dirigentes leoninos terão em negociar Fito Rinaudo na reabertura do mercado. Se por um lado considero um crime o Sporting vender um profissional exemplar como o é o trinco argentino, jogador que tem aceite de forma exemplar o facto de não ter lugar no onze do Sporting e que contribui decisivamente com a sua experiência no equilíbrio do plantel, por outro lado creio que também é um crime Rinaudo não jogar com regularidade pois é um jogador que seguramente teria o seu espaço em vários clubes por essa europa fora.

3. O acordo de parceria que o Sporting fez com os colombianos do Real Cartagena. A equipa colombiana é uma das melhores equipas de formação do país, tendo sido responsáveis pela formação de grandes jogadores da história futebolística do país como o guarda-redes Faryd Mondragón, Iván Valenciano, ou mais recentemente, seleccionados colombianos como o central Carlos Valdés. O protocolo irá instaurar no clube colombiano um modelo de formação com base no modelo do Sporting (com esse efeito será enviado José Dominguez para coordenador o departamento de formação do clube) e intercâmbio de jogadores com a possibilidade do Sporting receber jogadores dos colombianos nas suas equipas de formação e equipa B à experiência.

Bruno de Carvalho afirmou a propósito do novo protocolo que o Sporting irá receber “os melhores jogadores colombianos” – parecem-me à primeira vista declarações exageradas tendo em conta o futebol de exportação que Atlético Nacional, Deportivo de Cali, Millionários, Independente de Santa Fé, Envigado e La Equidad oferecem regularmente aos clubes europeus e sul-americanos.

Em jeito de piada, creio que os colombianos quiseram fazer esta parceria porque gostaram do corte de cabelo de Dominguez. Como tal, querem fazer molde!

Atiro-te já com os amendoins à tromba, ó lambuças!

Pouco faltou ontem nos Barreiros para que tal tivesse reprodução num relvado da Liga. Marítimo e Braga arrancaram a 14ª jornada com um fantástico jogo de futebol onde os comandados do professor Pardal (o eterno provocador) comeram de cebolada os marítimistas, incapazes de segurar na 2ª parte uma vantagem de 2-o obtida no primeiro tempo.

Destaque óbvio para a arbitragem. Com 2-1 para o Marítimo, Rui Costa lembrou-se de expulsar Derley num lance polémico em que o jogador madeirense salta e atinge com o braço Sasso. Lance para amarelo no máximo no meu entender. Minutos depois não foi capaz de expulsar Salvador Agra num lance em tudo semelhante, com a agravante do jogador ter reclamado de forma veemente um fora-de-jogo inexistente que lhe foi tirado e de ter mandado um empurrão num jogador do Marítimo depois de uma entrada impetuosa deste. A meio da confusão, também ficou por marcar um penalty a favor do Marítimo quando o jogo já se encontrava empatado.

No final do jogo os ânimos aqueceram fruto das habituais provocações de Ruben Micael e do professor pardal junto à linha lateral. Gegé teve mesmo que ser levado por um dirigente do clube madeirense perante o gozo estampado na cara do “nacionalista” Ruben Micael.

A vida do professor Pardal continua difícil em Braga, fruto das suas inenarráveis invenções com os jogadores que possui. Colocar Rafa na ala esquerda parece-me digno de treinador de distrital que não sabe ler o potencial dos seus atletas.

Superbock! Fresquinha! #23

Esta cerveja enfeitiçou-me! –

Izmailov

Pela segunda vez desde a abertura do celeuma que vejo alguém na imprensa portuguesa escrever sobre o subito desaparecimento de Izmailov. A primeira foi quando, na sua habitual crónica dominical no Record, António Varela escreveu algumas palavras sobre o assunto, questionando os verdadeiros motivos que levaram o FC a “dar baixa prolongada” ao médio.

Apraz-me tecer duas breves notas sobre o caso:

1. Dualidade nos critérios editoriais ou medo?

Se bem se recordam, na véspera daquele jogo entre Sporting e Atlético de Madrid em 2010 para a Liga Europa quando Marat Izmailov (aconselhado pelo presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais Joaquim Evangelista e pelo seu empresário Paulo Barbosa) decidiu viajar para Moscovo sem qualquer notificação à\consentimento da estrutura profissional de futebol do Sporting, a imprensa tratou de abrir uma das maiores novelas do futebol português. Todos os cenários foram equacionados: negligência do departamento médico do Sporting no tratamento das suas infindáveis lesões, negligência na utilização e gestão de um jogador com problemas físicos, salários em atraso do Sporting ao jogador e sobretudo, a ideia de que o jogador e o seu empresário estavam de costas voltadas a Costinha, na altura o director desportivo do Sporting.

Record, Bola e Jogo dedicaram na altura infindáveis páginas com pormenores relativos ao caso, desde depoímentos médicos que traçavam diagnósticos ao jogador, depoimentos (reaccionários) de um Evangelista que pedia ao jogador para rescindir com o Sporting, às versões do Sporting pela boca de meia estrutura do Sporting (toda a gente teve direito a usar da palavra!) aos habituais testemunhos (inside) dos habituais chibos em sede própria como Carlos Xavier, Zé Eduardo, entre outros que por lá andam constantemente a cheirar e… a narrar aos jornais.

Dualidade ou medo? Izmailov está fora do universo FCP há 3 meses. Poucos tiveram coragem até hoje (ou critério) de ir pesquisar onde se encontra realmente o jogador ou saber qual é o drama que o impede de voltar a exercer a sua profissão. Motivos familiares vagos que, assim às escuras, soam a mais uma lesão no joelho. A concretizar-se no Sporting ou no Benfica, estaríamos perante uma nova novela sem fim, cheia de detalhes, revelações surpresa e reviravoltas todos os dias. Pergunta-se então aos directores e editores dos ditos jornais a seguinte pergunta: o medo de escreverem artigos incómodos ao FC Porto existe ou não existe?

2. Logo…

Jorge Nuno Pinto da Costa já não é o talker que conhecemos. Da dita maça podre que Bettencourt ofereceu ao Porto ouvimos mundos e fundos. Um caso de reabilitação. Uma valorização do FCP. Um portista de gema. O que foi conseguido com o que os “outros” (sempre os outros) não queriam. Daí ao argumento que tentou colocar o Sporting de joelhos aos pés do FCP como seu clube satélite foi um pequeno passado… Mas…

Não conseguimos ouvir Pinto da Costa, Antero Henrique, Adelino Caldeira, Vitor Pereira, Paulo Fonseca ou qualquer outro elemento da estrutura portista admitir o erro cometido no caso Izmailov, sabendo que o russo foi contratado com o intuito de provar ao Sporting que qualquer jogador no Porto rende. Ou seja, não conseguimos até hoje ouvir da boca de ninguém ligado ao clube do Porto o flop que se constituiu a contratação do russo para o clube.

3. As diferenças de estruturas.

No que toca à comunicação do clube, particularmente . Se bem que ultimamente a comunicação do Sporting tem vindo a melhorar a olhos vistos. Exemplo disso tem sido a facilidade com que o departamento de comunicação do clube leonino tem conseguido articular a uma só voz todas as vozes (no que toca à assumpção de candidatura ao título não existiu uma voz que tenha destoado do discurso apresentado pelas outras) e a aparente ausência de chibos dentro da estrutura.

No celeuma gerado por Izmailov na época 2009\2010, não houve um jogador desse plantel que não fosse chamado a dar uma palavrinha sobre o caso. Cada cabeça, cada sentença.

No celeuma gerado por Bruma este ano, foram vários os jogadores que expressaram a sua opinião sobre o caso.

No caso dos problemas que envolvem Izmailov (e já agora) Fucile, não ouvimos qualquer jogador do FCP falar sobre o assunto. O treinador Paulo Fonseca limitou-se também ele a afirmar uma só vez em sede de conferência de imprensa a ausência do jogador para tratar de “assuntos pessoais” – os jornalistas não pegaram mais no assunto e limitaram-se a escrever durante alguns dias as palavras exactas que foram proferidas pelo treinador do Porto.Quando se diz que o Porto é uma boa estrutura, a boa estrutura engloba este pequeno pormenor: falar a uma só voz nos assuntos que dizem respeito à vida do clube. E por aí mais uma vez vemos que o Sporting de Bruno de Carvalho está num bom caminho.