Da Champions #21

Jogo na Baviera, que opôs Bayern Munique de Guardiola, o campeão em título da Champions e o já renovado campeão da Bundesliga, ao Manchester United da Premier League. Na primeira mão em Old Trafford aconteceu o que não era esperado, o Bayern a jogar no estilo característico de Guardiola não conseguiu sair de Inglaterra com a vitória, apesar de ter dominado o jogo a seu bel prazer e reduziu-se a apenas um empate a uma bola. O golo fora era bom, mas não bastava para o que poderia ser uma revanche do Manchester na Baviera.

No entanto o jogo de hoje foi um jogo em tudo diferente. O Bayern entrou a acusar algum nervosismo, parecia que Guardiola teria pedido aos seus comandados para decidirem o jogo rapidamente e poderem relaxar depois, ou então entrou a acusar a pressão dos últimos resultados pós confirmação do campeonato (empatou a 3 com o Hertha e perdeu com o Augsburgo). Isto revelou-se sobretudo na atitude de alguns jogadores. Robben parecia querer decidir o jogo só por si e Dante foi acumulando alguns erros, chegando mesmo a permitir que Rooney chega-se com perigo à baliza de Neuer, no entanto o Inglês desperdiçou aquela que pode ter sido a oportunidade da primeira parte para ambos os lados.

Nas estatisticas e como é característica das equipas de Guardiola, o Bayern goleou de longe, desde os abismais 63% contra 37% da posse de bola às 14 bolas metidas na direcção da baliza contra as 4 do Manchester, simplesmente se viu Bayern, o problema é que quem ganha jogos não é a estatística, mas sim a eficácia e nisso o Manchester esteve por cima.

Que o diga Evra, que logo perto do reatar da partida conseguiu num estrondoso remate colocar os red devils em vantagem, depois de um grande trabalho de Valencia na direita, a passar por três jogadores do Bayern e a evitar que a bola saísse, este coloca a bola tensa para a entrada da área, sobre o lado esquerdo, onde apareceu Evra, que com um remate portentoso e cheio de colocação colocou a bola indefensável no fundo das redes. Nesta fase Moyes respirou de alívio, os próprios adeptos do Manchester pensaram que o jogo estaria bem encaminhado para um bom fim e que bastaria gerir o resultado, mas quem assim pensou caiu no erro, pois imediatamente na jogada seguinte Mandzukic apareceu na frente a finalizar de cabeça uma boa bola colocada por Ribery, após boa combinação com Lahm. Estava assim relançado o resultado, o jogo e a eliminatória. No entanto depois deste rude golpe, o Manchester claramente foi abaixo e pouco mais se viu, sendo que o Bayern aproveitou, meteu o pé no acelerador e só parou aos 3-1, fechando a eliminatória e conseguindo carimbar a passagem às meias com facilidade.

O segundo golo é conseguido por Muller depois de assistência de Robben e onde Vidic fica mal na fotografia (De Gea também não fica isento de culpas) uma vez que deixa Muller praticamente solto sem marcação e antecipa-se mal à bola, sendo que o Alemão apenas tem de empurrar para o fim da baliza. O último golo pertence a Robben, ele que tanto queria decidir o jogo na primeira parte e que na segunda explanou todo o seu perfume de futebol sobre a relva e conseguiu assistir e ainda vir a marcar, num golo em que finta 3 defesas do United, insiste, flecte para o meio e finaliza, colocando a bola rente ao poste, sem hipótese para De Gea (aqui sim se viu o Robben egoísta e individualista).

Se o Manchester e David Moyes tinham ganho o balão de oxigénio na primeira mão desta eliminatória e se achavam que a época ainda podia ser salva, apesar de dificilmente tal acontecer, agora essa ideia parte totalmente para fora da mente de qualquer um. Numa equipa em reconstrução e que está já a pensar mais na próxima época que na presente, já pouco se pode fazer, resta aos homens de Manchester fechar o livro, tomar como exemplo (mau) aquilo que se passou e melhorar bastante para o ano seguinte. O Manchester tem capacidade de reverter a situação, De Gea, Welbeck, Fletcher, Kagawa, Januzasj e mesmo Chicharito têm capacidade de fazer e dar muito mais, mas definitivamente este não foi o seu ano (talvez David Moyes não saiba potenciar todo o seu talento).

Do lado do Bayern, Pep Guardiola é um homem feliz, está nas meias finais da Champions, tem já o campeonato arrumado, tem uma equipa que se pode dar ao luxo de montar um meio campo com Gotze, Muller, Kroos, Robben e Ribery, que dificilmente são jogadores que no seu conjunto perderão para qualquer meio campo de outra equipa. Neste momento é uma incógnita, porque nas meias-finais estarão equipas bastante fortes, mas este Bayern pode ter aqui palavra mais forte a dizer sobre uma eventual repetição do que se viu na final do ano passado.

 

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O que eu ando a ver #60

Na ressaca do título, o jogo contra o Hoffenheim até permitiu a Guardiola colocar Ribery de forma ao francês adquirir forma depois das semanas em que esteve lesionado e Robben re-adquirir forma tendo em vista o main objective dos bávaros: a re-conquista da Liga dos Campeões.

O Hoffenheim foi a 2ª equipa nesta temporada a conseguir reverter uma vantagem de dois golos do Bayern. A primeira foi o Manchester City na fase de grupos da Champions.

O destaque individual na partida vai para o Brasileiro Roberto Firmino. O playmaker da equipa orientada por Marcus Gisdol mostrou mais uma vez (contra os melhores) o seu cartão de visita. Há muito que ando debaixo de olho neste brasileiro de 22 anos, jogador que trocou o modesto Figueirense de Santa Catarina pelo Hoffenheim em 2010. Para além dos 20 golos que já leva esta temporada (14 no campeonato e 6 na Taça) Firmino é um tecnicista por excelência capaz de fazer maravilhas com a bola. Não é exagero nenhum pensar que este jogador, actuando numa equipa de topo poderá facilmente chegar ao escrete. Apesar de ter renovado recentemente contrato com a equipa alemã até 2017 (para fazer aumentar a sua cláusula de rescisão) Firmino está neste momento a ser seguido por Borussia de Dortmund, Leverkusen, Manchester United, Liverpool, Everton – as equipas de Jurgen Klopp e Brandon Rodgers estão na linha da frente.

Sorteio da Champions e da Liga Europa

CL

Quartos-de-final

Nesta fase da prova pode-se dizer que quem chegou até aqui, tem capacidades para eliminar qualquer adversário. Os quartos-de-final desta prova são, na minha opinião, a eliminatória mais espectacular da mesma. Basta recordar por exemplo a espectacularidade que eliminatórias como Galatasaray vs Real Madrid ou Borussia de Dortmund vs Málaga deram na edição do ano passado, com reviravoltas quase imprevisíveis, uma delas consumada, no caso do Dortmund.

road to lisbon

Com a final de 24 de Maio no horizonte, no Estádio da Luz, os quartos-de-final trazem-nos 4 excitantes eliminatórias:

  • Barcelona vs Atlético de Madrid
  • Real Madrid vs Borussia de Dortmund
  • Paris Saint Germain vs Chelsea
  • Manchester United vs Bayern de Munique

Exceptuando a eliminatória que vai opor os Red Devils ao Bayern de Munique (não creio que o United tenha de todo bagagem suficiente para eliminar a equipa bávara), todos os restantes jogos são jogos de tripla.

Barcelona vs Atlético de Madrid

Missão espinhola para os catalães. As duas equipas espanholas, respectivamente 2ª e 3ª na actual classificação da La Liga (o Barcelona poderá recuperar a 2ª posição amanhã caso vença o Real no Bernabeu e caso o Atlético escorregue frente ao Bétis no Benito Villamarin ou o Atlético poderá ser o maior beneficiário de uma vitória culé em Madrid, ascendendo à 1ª posição em igualdade de pontos com a equipa de Cristiano Ronaldo) farão, para a Champions, o 4º e 5º embate da temporada. Faltando um jogo por disputar (na 38ª e última jornada da Liga Espanhola, jogo que poderá ser decisivo para as aspirações ao título de ambas as equipas se ali chegarem em condições de se sagrarem campeãs), o saldo de confrontos realizados por estas duas equipas augura bastante equilíbrio para a eliminatória europeia. Nos dois jogos realizados para a Supertaça Espanhola em Agosto, ambas as partidas redundaram em empate (1-1 no Vicente Calderón e 0-0 em Nou Camp), acabando por vencer o troféu a equipa de Tata Martino em virtude do golo marcado em Madrid. Nessa altura, as fantásticas exibições demonstradas pela equipa de Simeone, os primeiros jogos sem Falcão, anunciavam, ao contrário do que previa com a saída do colombiano para o Mónaco, um Atlético de Madrid diferente, capaz, em muitos anos de lutar pelo campeonato espanhol. Para o campeonato, no Vicente Calderón, um novo empate a zero bolas na 19ª jornada confirmou novamente o equilíbrio.

Dois estilos diferentes. O tiki-taka do Barcelona (bastante mais atacante e com menos contenção de bola, na era Tata Martino) frente à retranca inteligente de Simeone. Uma equipa que gosta de circular bola e capitalizar todos os erros defensivos das equipas contrárias, apostando ora nos desequilíbrios que Messi consegue efectuar pelo centro do terreno, conseguindo jogar sempre no limite (ou tira o adversário com um toque subtil quando este está perto de desarmar ou fazer falta, ou consegue enfiar as bolas para as costas da defesa no limite do desarme), ora pelos desequilíbrios que Iniesta e Neymar conseguem fazer pelas alas\alas-centro do terreno no caso de Andrés Iniesta. Se o brasileiro consegue trocar as voltas aos adversários com o seu drible desconcertante, o centrocampista titular da selecção espanhol é um 10 em 1 ao nível de soluções de jogo, graças ao seu poder de aceleração, ao seu drible rasgado, às movimentações que habitualmente faz para o interior da área de forma a aparecer em zona de finalização e à fantástica visão de jogo que possui. Iniesta é para mim o médio mais completo da actualidade do futebol mundial.

Já o Atlético de Madrid possui 3 características muito preciosas que podem irritar a equipa catalã:

  • O seu equilíbrio, organização e posicionamento defensivo. Uma equipa tendencialmente a defender com 9 atrás da linha da bola, bem organizada, com linhas muito juntas, a não dar espaços para jogar e com uma dupla de centrais (Miranda e Godin) quase sempre irrepreensível no desarme tanto pelo chão como pelo ar.
  • Se há coisa que os jogadores do Barcelona odeiam é não ter bola nos pés. A inteligência do meio-campo de Simeone (Gabi, Koke, Arda Turan, Raul Garcia) é capaz de retirar a posse a qualquer equipa e irritá-la profundamente com a sua contemporização de jogo quando a equipa necessita de travar o ímpeto do adversário e acelerar o jogo quando convém (o Atlético é a equipa com melhor contragolpe na Europa neste momento).
  • Um autêntico quebra cabeças na frente. Diego Costa “come o cérebro a qualquer central” – Piqué e Mascherano terão muitas dificuldades para travar o brasileiro. Este deverá “picar-se” com o argentino para “lhe fazer saltar a tampa” – com alguns, o brasileiro agora naturalizado espanhol conseguiu tirar os devidos frutos das picardias armadas. Com outros, como o caso de Pepe e Arbeloa, o “colchonero” saiu muito mal na fotografia.

Aposto numa eliminatória muito equilibrada, com direito a prolongamento no jogo da 2ª mão.

Real Madrid vs Borussia de Dortmund

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Reedição da eliminatória das meias-finais da edição da temporada passada.

As condições estruturais actuais das equipas inverteram-se em relação às condições estruturais existentes em Abril do ano passado. Enquanto por um lado, o Borussia de Dortmund vivia o expoente da era Klopp, em Madrid, o egocentrismo de José Mourinho, com o treinador português já planear a fuga antecipada ao contrato assinado com Florentino Perez, minava por completo o balneário merengue (as tricas com Sérgio Ramos e Iker Casillas; a conturbada relação do setubalense com a imprensa espanhola) e a equipa, no rectângulo de jogo, não correspondia minimamente ao seu talento, vivendo quasi dos momentos de génio de CR7. Nas meias-finais da prova, o futebol objectivo do Dortmund, bem construído por Reus e Gotze (entretanto vendido ao Bayern) e bem finalizado por Robert Lewandowski (o primeiro reforço dos Bávaros para a próxima época) redundou numa derrota copiosa de Mourinho na eliminatória, com o polaco a assumir o papel de carrasco no jogo da primeira mão no Westfallen Stadium com um fantástico póquer na vitória por 4-1 dos germânicos. O tardio 2-0 dos espanhóis na 2ª mão foi insuficiente para sonegar a final à equipa de Jurgen Kloop.

Hodiernamente, os papéis inverteram-se. Carlo Ancelotti venceu o desafio Madrid e a equipa respira uma suprema confiança. Lidera a Liga com 4 pontos de vantagem e pode até, amanhã, arredar definitivamente o seu maior rival (Barcelona) da luta pelo título caso vença a equipa de Tata Martino no jogo do Santiago Bernabéu. O target-man do futebol merengue continua e continuará a ser (enquanto permanecer em Madrid) Cristiano Ronaldo. Contudo, a equipa ganhou colectivo e inteligência com Ancelotti. É indiscutível negar neste momento que o italiano não tenha devolvido a Madrid o bom futebol e a ambição que a história do clube, per se, exige a quem o representa. Com um meio campo extremamente inteligente e talentoso (Modric, Xabi Alonso, Isco, o lesionado Khédira) e com um ataque poderosíssimo e em excelente forma (Di Maria, Gareth Bale, Cristiano Ronaldo, Benzema, Morata, o lesionado Jesé Rodriguez) a equipa de Madrid, consegue, ofensivamente, praticar um futebol total com um leque vastíssimo de soluções e mecanismos de jogo, com epicentro na construção de Modric e Alonso, objectivo na finalização ora por parte de Ronaldo ou Benzema e meio na criatividade de Isco, Di Maria e Gareth Bale (o primeiro pelo centro, os segundos tanto pelo centro como pelas alas) através de processos muito simples e objectivos.

Em Dortmund, chegou ao fim a 1ª era Klopp. Creio que com a saída de Lewandowski no Verão, outros que tem acompanhado Jurgen Klopp nestes últimos 4 anos lhe irão seguir os passos. O futebol alemão é mesmo assim. Tirando o Bayern (a equipa mais regular nos últimos 20 anos de Bundesliga), os restantes grandes do futebol alemão (Estugarda, Hamburgo, Borussia de Dortmund, Schalke 04) vão vivendo fases boas e fases menos boas. As fases dependem de muitos factores: do dinheiro existente para investir numa equipa competitiva (relembro que na Alemanha todas as transferências tem que ser pagas a pronto), dos talentos que vem da formação dos clubes, das apostas que os clubes vão fazendo na sua política de transferências e nas apostas feitas com determinados treinadores. Relembro por exemplo que quando Jurgen Klopp foi contratado em 2008\2009, a meio de mais uma crise financeira do clube, os responsáveis do Dortmund estavam longe de imaginar que Klopp, um indivíduo com uma modesta carreira enquanto futebolista e até então treinador de um modesto clube da Bundesliga 2, o FC Mainz (clube que agora tem aspirações europeias na Bundesliga) seria capaz de pegar em meia dúzia de veteranos e meia dúzia de jovens com algum talento (Schmelzer, Grosskreutz, Hummels, Subotic, posteriormente Mario Gotze, Lewandowski, Lukasz Piszczek, Sven Bender, Nuri Sahin) e tornar a equipa bicampeã alemã em 2010\2011 e 2011\2012 e finalista europeia em 2013.

Com a saída de Gotze a equipa tornou-se bastante irregular. A batuta mudou para o criativo da equipa, de nome Marco Reus. É dos pés do antigo jogador do Borussia de Moenchagladbach que sai grande parte do perigo ofensivo desta equipa. O Dortmund joga a época nestes quartos-de-final. A continuidade na Champions poderá devolver o sonho europeu aos adeptos do clube e poderá salvar uma época desastrosa na Bundesliga. O dinheiro da Champions poderá garantir à equipa alemã um poderio financeiro capaz de relançar internamente a equipa na próxima temporada através da contratação de 2 ou 3 reforços de qualidade para as posições chave onde a equipa apresenta alguma carência (as alas e a frente do ataque com a saída de Lewandowski; Pierre Aubemeyang é um jogador talentoso mas não correspondeu minimamente às expectativas fantasiadas pela estrutura do clube aquando da sua contratação).

Uma eliminatória de encaixe homem-a-homem

  • Hummels e Subotic terão a missão de travar as movimentações de área de CR7. Cristiano Ronaldo não poderia ter melhor desafio pela frente visto que a dupla de Dortmund é uma das melhores duplas de centrais da Europa.
  • Schmelzer irá travar um excelente confronto com Gareth Bale. O lateral alemão adora atacar. O galês não pára de atacar. É com esta dupla missão que o alemão entrará em campo: ser profícuo a travar o galês e ser capaz de ir lá à frente executar os seus venenosos cruzamentos.
  • Marcelo vs Kuba – A ofensividade total do brasileiro contra a ofensividade total do polaco.
  • Na batalha de meio-campo, um churrilho de estrelas: Gundogan e Henrik Mkhitaryan contra Luka Modric e Xabi Alonso. 4 grandes tecnicistas. O turco é o único músculo de meio-campo destes se bem que o Croata está sempre em alta-rotação.
  • Lewandowski vs Pepe – O internacional português sabe o quão é difícil parar o polaco quando este embala em drible ou quando este consegue desmarcar-se na área. Não lhe poderá dar nenhum espaço. Com 1 centimetro de espaço, Lewandowski faz estragos.
  • Marco Reus – O joker. É um dos jogadores que mais adoro na actualidade. Completíssimo: capacidade de passe, visão de jogo, fantástico remate de meia distância, inteligência, poderoso no contragolpe. Em dia sim, vence um jogo sozinho.

Prevejo uma eliminatória equilibrada e uma vitória madrilena no final.

PSG vs Chelsea

O Cavalão vs O Cavalinho

Mourinho é o cavalinho. Blanc é o cavalão.

Mourinho entra sem pressão (já a retirou toda a pressão da equipa no que a esta época concerne quando afirmou que estava a construir uma equipa para vencer tudo no próximo ano) mas o que é certo é que apesar das suas constantes declarações, este Chelsea arrisca-se a vencer o campeonato e a Champions.

Laurent Blanc entra com pressão. O proprietário do clube parisiense dotou o antigo seleccionador francês de um plantel de sonho, bem recheado em todas as posições do terreno, para, dominar de forma avassaladora a Ligue 1 e conquistar o título europeu nesta ou na próxima época. ” O Nosso projeto ainda está em construção, mas a nossa ambição é ganhar a Champions League” – afirmou Blanc. Uma construção desmedida, um onze de sonho e muitas soluções no banco de suplentes: de Yohan Cabaye ao mago Lucas Moura, passando pelo rapidíssimo Lavezzi ou pelo tecnicista Verrati.

Batalha de meio-campo – Muito talento em ambos os conjuntos – Matic, Hazard, William, Lampard, Mikel, Oscar, Ramires de um lado. Thiago Motta, Marco Verrati, Cabaye, Matuidi, Pastore do outro. Todas estas soluções garantem força, pulmão, assertividade no passe, inteligência, visão de jogo e criatividade, muita criatividade, em particular, quando falamos de Eden Hazard, o verdadeiro mago desta equipa do Chelsea. Se bem que Oscar é um jogador que me agrada pela simplicidade de processos, pela rapidez que incute na equipa atráves do seu rápido pensamento de jogo e pela rapidez com que, recebendo a bola no meio-campo, não inventa, não engonha e quase sempre consegue descobrir uma excelente solução para dar continuidade à jogada.

Referências de ataque de sonho – Maior pendente para o PSG com Cavani e Ibra. Dois killers. Samuel Eto´o aparece em grande forma nesta temporada, tendo sido decisivo no jogo contra o Galatasaray e noutros desafios domésticos da equipa de Mourinho. Fernando Torres tem por seu turno a estrelinha de campeão. Quando entra, nos minutos finais, costuma ser decisivo. Assim o foi contra o Barcelona há 2 anos e contra o Benfica na final da Liga Europa do ano passado.

O duelo entre PSG e Chelsea será para mim o mais espectacular, futebolisticamente falando.

Manchester United vs Bayern de Munique

champions

O confronto mais desequilibrado destes quartos-de-final. Em breves palavras: à passagem da meia-hora da primeira mão tudo poderá estar decidido. A equipa de Guardiola decide, esmaga, humilha e no final sorri e agradece ao generoso público afecto. David Moyes deverá ter visto o purgatório e o inferno nas bolinhas do sorteio quando se apercebeu que irá defrontar o campeão europeu. Com um plantel desequilibrado, com a moral em baixa, e com uma equipa que neste momento pratica um futebol sem nexo, desligado entre sectores, pouco pressionante defensivamente, as hipóteses deste Manchester eliminar o campeão europeu são quase nulas. Os laivos de genialidade de Robin Van Persie atenuaram por completo uma eliminatória em que os gregos do Olympiacos mereceram mais mas foram muito perdulários no jogo de Old Traford. O mesmo não se irá passar nesta eliminatória: a equipa de Guardiola é absolutamente letal. Cada tiro, cada melro.

 

Liga Europa

Carlos Bacca

Porto vs Sevilla

Ainda no rescaldo de Napoli. Nunca pensei que este Porto fosse capaz de tamanha proeza. Mérito de Luis Castro, demérito da equipa Napolitana. O Porto segue para a casa de partida. Ou melhor, para um das casas de partida: Sevilla. Sanchez Pizjuan, o mítico estádio da capital Andaluz onde o Porto de Mourinho conseguiu o seu primeiro triunfo na competição, na altura, ainda denominada como Taça UEFA, naquele jogo de loucos frente ao Celtic de Glasgow de Henrik Larsson.

O Sevilla não era a equipa mais forte a sorteio. A Juventus e o Benfica seriam adversários muito mais fortes que a equipa sevilhana.

Vinda de uma eliminatória difícil contra o rival Bétis (derrota em casa por 2-0, vitória mesmo ao lado no Benito Villamarin por 2-0 com o triunfo na eliminatória a ser obtido na marcação de grandes penalidades) o Sevilla, actual 7º classificado da Liga Espanhola é uma equipa, no mínimo, inconstante. É uma capaz do pior e do melhor num curto espaço de tempo.

O Porto irá reencontrar Beto. O português é o titular da baliza sevillana e está na equipa andaluz em definitivo depois de ter cumprido a segunda metade de 2012\2013 por empréstimo do FC Porto. À sua frente Beto tem uma defensiva agressiva mas bastante inconstante. Tanto Federico Fazio, como Javi Navarro como Dani Pareja são centrais que conseguem executar uma boa marcação (a Jackson e Ghilas) usando e abusando do físico. Contudo são dois centrais muito instáveis ao nível exibicional, cometendo bastantes falhas. Nas alas jogará o português Diogo Figueiras (o tal desconhecido que o Sevilla veio buscar ao Paços de Ferreira). O português é um lateral bastante ofensivo e faz boas combinações com os jogadores que actuam na direita (Reyes, Perotti). Na esquerda estará Alberto Moreno, uma das estrelas da equipa. Equilibrado, é certinho a defender e a atacar. Se Luis Castro colocar Quaresma na direita, Moreno tem capacidade para estancar aquele que neste momento é o jogador que cria mais perigo na equipa do Porto.

No meio-campo Unay Emery tem apostado mais (quando digo apostado mais, quero com isto dizer que Emery não costuma apresentar um onze base e por norma faz rodar imenso o plantel) num meio-campo composto por Carriço a trinco (esse mítico) Ivan Rakitic na construção de jogo (é o cérebro da equipa) José António Reyes numa ala, Perotti na outra, Marko Marin ora no centro na criação de jogo ora no flanco direito, e um ataque composto ou por Carlos Bacca (sozinho) e Kevin Gameiro ou por Carlos Bacca e Jairo Samperio mais recuado nas suas costas, ou por Carlos Bacca e Vitolo nas suas costas, papel onde se sente claramente mais à vontade como tecnicista que é.

De onde é que vem o perigo deste Sevilla?

  • De Rakitic. É o motor desta equipa espanhola. Joga e faz jogar. Sem o croata, os sevilhanos não conseguem ser objectivos no seu jogo ofensivo.
  • De Carlos Bacca. Jackson conhece-o bem porque são companheiros de selecção. Mortífero. Acrobático. Fortíssimo nas movimentações de área. Mangala, Maicon, Reyes ou Abdoulaye não lhe poderão dar um milímetro. Transforma uma bola morta em golo.
  • De Kevin Gameiro. Menos efectivo que Bacca mas o luso-francês também é um homem de área.
  • De Reyes. Numa bola parada, num cruzamento, espeta a bola na área e assiste com pinta um dos seus companheiros
  • De Marco Marin. O alemão está a subir de rendimento nesta parte final de temporada. Quando mete o turbo, é menino para individualizar, sacar 2 ou 3 adversários da frente e construir uma situação de perigo.

Benfica vs AZ Alkmaar

Dick Advocaat

Ao Benfica saiu a lotaria. Ao AZ a fava que ninguém neste momento queria.

O treinador do AZ, Dick Advocaat pode dizer que sabe o que é vencer esta competição. O treinador de 66 anos, um dos globetrotters da actualidade do futebol mundial (já treinou em 7 países diferentes) leva no seu extenso currículo, para além do título holandês conquistado em 1996\1997 ao serviço do PSV, das 2 ligas escocesas conquistas pelo Rangers entre 1998 e 2000 e do título russo conquistado em 2007 ao serviço do Zenit, uma vitória na competição na época 2007\2008 precisamente ao serviço da equipa de São Petersburgo. No ano em que os semi-desconhecidos do Petrovski (Arshavin, Anyukov, Fayzulin, Denisov, Konstantin Zyryanov, Pavel Pogrebnyak) se deram a conhecer à europa e catapultaram o Zenit para um estatuto europeu até então nunca detido pelo clube da antiga Leninegrado.

A equipa que orienta é neste momento 7ª classificada da Eredivisie, lugar que para já lhe garante a participação no playoff final disputado entre todas as equipas que se classificarem entre o 3º e o 8º lugar (apuramento para as competições europeias). Pelo menos, a coisa na Liga Holandesa é decidida assim.

Pontos fracos deste AZ:

  • A sua inconsistência. É uma equipa capaz de ganhar 3 ou 4 jogos seguidos e perder outros 3 ou 4 seguidos.
  • Dois centrais duros de rins (Nick Vergiever e Jeffrey Gouweleeuw) fortes no jogo áereo mas com muitas dificuldades para travar avançados rápidos, caso de Lima e Rodrigo.

Pontos fortes:

  • Muita rapidez na frente de ataque – O extremo Roy Beerens é um jogador rapidinho e com uma capacidade de cruzamento fantástica. É a estrela da companhia. Em conjunto com…
  • A dupla de médios centro – Viktor Elm, um conhecido nosso. Alinhou contra a selecção portuguesa no passado mês de Novembro e Nemanja Gudelj, um conhecido dos sérvios que alinham na equipa encarnada. Este sérvio de 22 anos, contratado no verão passado ao NAC Breda, é o grande maestro desta equipa.

Outros jogos da liga europa:

Lyon vs Juventus – O Olympique Lyonnais será presa fácil para a equipa de Turim. Apesar de Alexandre Lacazette estar em grande forma e da dupla de centrocampistas da equipa lionesa ser do melhor que se encontra pela Ligue 1 (Grenier e Gourcouff), a defensiva do Lyon tem jogos em que é como passar a faca na manteiga.

Basel vs Valência – A equipa suiça será um adversário tenebroso para a equipa de Pizzi. É uma equipa bastante segura defensivamente (destaque para o sueco Behrang Safari na direita e para o central Fabian Schar), com um meio campo muito activo (David Degen, Marcelo Dias, Valentin Stocker, Fabian Frei) com um jogo orientado para a grande referência ofensiva da equipa, o veteraníssimo Marco Streller.

frase do dia

“Fugi aos impostos. Tenho consciência de que esse ato não muda com a confissão. Pretendia com ela poder evitar o processo penal. Alegro-me que agora tudo se esclareça. Lamento profundamente o meu erro. Vou fazer de tudo para virar esta página negra da minha vida” – Uli Hoeness, presidente do Bayern de Munique, na sessão judicial relativa ao processo motivado por fraude fiscal movido pelo Ministério Público Alemão.

Mas… Mas… Quem é que na tua geração não fugiu Uli? Vocês iam todos jogar para os Estados Unidos pelo bonito futebol que lá se praticava nos meados da década de 70? Reformulo a primeira pergunta: Qual é o agente desportivo que hoje não foge aos impostos?

O que eu ando a ver #48

10 meses depois de terem sido atropelados por 6-1 no Allianz Arena a contar para a Bundesliga da época 2012\2013, os lobos da Volfswagen (das auto) voltaram a ser cilindrados pelo superlativo, transcendente, futebol do Bayern de Munique. Mais 6-1. Caricato foi o facto de ter visto ontem na semanal magazine da Bundesliga (Sporttv), Phillip Lahm afirmar, a propósito dos 49 jogos que a equipa bávara leva sem perder para o campeonato (recorde da história do campeonato alemão) que no futebol “os recordes não são tudo mas se a equipa os puder quebrar…” – Guardiola tem a plena noção que, na sua primeira época no comando técnico dos bávaros, por mais que faça (dentro de 4 jornadas pode tornar-se campeão e para mim é mais ou menos certo que se irá tornar bicampeão europeu no final do ano; espero não me vir a queimar com estas palavras) não irá superar a temporada passada e o número de títulos conquistados por Jupp Heynckes (o campeonato do mundo de clubes não conta porque Don Jupp não teve a oportunidade de discutir esse título).

Tenho reflectido imenso sobre a estratégia passada e presente tomada pelos bávaros. Muitos pensaram que a ideia que motivou a contratação de Guardiola prendeu-se com o facto do espanhol poder trazer mais mediatismo para o clube. Todos nós sabemos o quanto vale o mediatismo no futebol neste momento. Tal ideia é profundamente errada. O Bayern é arrogante. O Bayern não precisa de investidores vindos das arábias. Com mais ou menos patrocínios, o Bayern tem o que necessita para vencer: o seu estádio completamente cheio todos os jogos, milhares de associados, uma máquina de merchandizing brutal (basta só referir que na loja online do Bayern, o clube até cintos de cabedal com o símbolo do clube vende), milhões e milhões vindos dos sponsors fidedignos do clube (T-Mobile, Audi, Allianz, HypoVereinsBank, Lufthansa, Paulaner, Yingi Solar, Adidas; de referir que só o patrocínio da Adidas rende 20 milhões de euros por temporada e que o da T-Mobile é de 18 milhões de euros por temporada), milhões de milhões vindos das transmissões televisivas e das receitas geradas por anos e anos de Champions (continuo a considerar que o Bayern tem os melhores resultados na Champions nos últimos 20 anos apesar de só ter vencido a prova em duas ocasiões). A ideia que subjaz por detrás da contratação de Guardiola é simplesmente uma, aquela que de resto tem sido a filosofia do clube desde Beckenbauer, Hoeness e Gerd Muller: ser o maior clube europeia. Mehr als ein verein. Mia san Mia. E Guardiola paulatinamente vai moldando a equipa a seu jeito para atacar tudo o que mexer nas próximas épocas. Não só é assustadora a possibilidade do espanhol vencer 2 ou 3 Ligas dos Campeões nos próximos 5 anos como está a tornar-se assustador o fosso que vai separando o Bayern dos restantes clubes da Bundesliga, campeonato que ao contrário do que aquilo que muitos julgam, sempre se pautou pelo equilíbrio (ver a lista de vencedores, ver a higiène a que os clubes são sujeitos pelas duras regras que a Federação Alemã impõe na contratação de jogadores ou na sua gestão).

Falamos portanto dos mais directos competidores. Em Dortmund Klopp irá perder Robert Lewandowski para o Bayern na próxima temporada. Com a saída do polaco, Klopp (o tal que agora dá para entrar nos anúncios do Opel Insignia) irá perder metade do seu abono de família. A ver vamos se a saída do polaco não irá provocar um cataclismo de todo o tamanho no seio do clube da Vestefália, cataclismo esse que de resto já é expectável no seio deste: a morte desta geração do Borussia, a sua completa desfragmentação e o início de uma nova era no clube a partir da estaca zero. Com ou sem Klopp. Do técnico germânico conhecemos o facto, de, estar apto a aceitar novos desafios. Afinal de contas, toda esta geração do clube foi efectivamente construída por Klopp a partir da estaca zero.

Em Gelsenkirchen e em Leverkusen, há talento de sobra (Draxler, Boateng, Howedes, Matip, Huntelaar, Farfan; Kiessling, Sidney Sam, Castro, Emre Can, Lars Bendes; entre outros) mas a condição tanto de Schalke como de Bayer de Leverkusen é bastante diferente da condição do Bayern: enquanto o Bayern é comprador, tanto o Schalke como o Leverkusen, apesar de compradores, não tem estatuto e poderio financeiro para manter os seus grandes jogadores quando assediados pelos grandes europeus.

Sondagem #4

sondagem 11sondagem 12

Na pole em que tentámos saber as apostas dos nossos leitores para a vitória na presente edição da Champions, após o apuramento de 42 votos, o campeão europeu em título Bayern de Munique foi a equipa mais votada com 14 votos. Os bávaros superaram o Real Madrid com 12 votos e o Barcelona com 4. PSG e Chelsea recolheram 3 votos, o Atlético de Madrid de Simeone 2, e várias equipas (as de Manchester, o Galatasaray e o Schalke 04 recolheram 1; decerto que o Schalke não sairá vencedor depois de ter sido esmagado em casa pelo Real Madrid por claros 6-1). Olympiacos (tem tudo para eliminar o United) Milan, Dortmund (apuramento praticamente garantido) Arsenal, Bayer Leverkusen e Zenit não tiveram qualquer voto.

Dentro de minutos serão colocadas duas novas polls.

o novo contrato de Wayne Rooney

rooney

300 mil libras por semana. não, o daily mail não está equivocado nos valores. O que não vale um jogador dizer que está insatisfeito e querer trocar o clube onde joga por um rival! O acordo prevê que o jogador se torne embaixador do clube quando terminar contrato. Cargo que actualmente é ocupado por Sir. Bobby Charlton. As percentagens dos direitos de imagem do jogador também foram revistas assim como foi incluída uma cláusula no contrato que obriga o jogador a participar num número indeterminado de spots publicitários.

O mesmo Daily Mail afirma hoje que os proprietários do Manchester United estão dispostos a oferecer o mesmo contrato a Toni Kroos caso esteja se mostre interessado em jogar no United. O clube de Manchester está disposto a oferecer os 36 milhões de euros que o Bayern pede pelo jogador.

Da Champions #11

A noite de quarta-feira, segunda das 4 noites previstas para a realização dos jogos da 1ª mão dos oitavos-de-final da prova trouxe outro dos cabeças-de-cartaz desta eliminatória da prova, o primeiro duelo entre o Arsenal e o campeão europeu Bayern de Munique.

Na última jornada da fase de grupos, o “novo” Bayern de Guardiola deu-se mal com o futebol inglês. Já apurado, o campeão europeu recebeu na altura o Manchester City de Manuel Pellegrini e perdeu por 3-2. O jogo ficou marcado por uma sensacional reviravolta dos homens de Manchester de o-2 (aos 11 minutos) para 3-2.

Arsenal e Bayern de Munique são velhos conhecidos do futebol europeu. Apesar dos Gunners nunca terem vencido a maior prova do futebol europeu (foram finalistas vencidos em 2005\2006; venceram a Taça das Taças em 1993\1994 e foram finalistas vencidos da Taça UEFA em 2000), ambas as equipas já se encontraram em várias ocasiões na prova. Nos últimos 14 anos, as duas equipas já se tinham defrontado por 6 ocasiões, com um histórico de 3 vitórias para o Bayern de Munique, 2 para o Arsenal e 1 empate. Curioso ou não, ambas as equipas cruzaram-se nesta fase da prova por 2 vezes: na primeira, na temporada 2004\2005, quando ainda moravam na turma londrina nomes como Dennis Bergkamp, Thierry Henry, Fredrik Ljungberg ou Robert Pirès, o Bayern levou a melhor sobre a equipa de Wenger com um agregado de 3-2 (3-1 em Munique para o Bayern; 1-0 para o Arsenal em Londres). A segunda vez que as equipas se encontraram nos oitavos-de-final da prova foi na edição da temporada passada. No caminho para a glória, os bávaros sofreram muito para bater o Arsenal e só o conseguiram fazer graças aos golos marcados no Emirates (1-3 para o Bayern em Londres; 0-2 para o Arsenal na Allianz Arena). Tendo em conta a diferença averbada pela equipa bávara no jogo de quarta-feira, se a história porventura se puder reproduzir dentro de 12 dias, poderemos ter uma excitante segunda-mão. Dado o lote de jogadores de que Arsène Wenger dispõe no plantel que orienta (mesmo apesar de algumas peças chave da equipa se encontrarem a contas com algumas lesões, casos de Olivier Giroud, Aaron Ramsey ou Theo Walcott), as melhorias de rendimento que esse plantel tem vindo a efectuar nos jogos contra equipas grandes e a própria exibição que o Arsenal fez contra a turma alemã nesta partida, não se pode dizer que o 2-0 seja suficiente para arrumar com a coisa.

As duas equipas entraram em campo com um sistema táctico parecido: o 4×51. Com algumas variações ao nível dos processos técnicos de cada um, pode-se dizer que Guardiola e Arsène Wenger são defensores de um modelo de jogo com bastantes similaridades: ambos gostam de colocar a equipa a circular bem a bola, a executar os seus processos ofensivos com rapidez, a experimentar todos os canais de jogo, ou seja, a procurar criar desequilíbrios tanto pela zona central como pelas alas, ora através do 1×1 dos seus extremos, ora através da inserção dos laterais nos processos ofensivos de forma a centrar bem para a referência de área que colocam em campo. Defensivamente, ambos os treinadores gostam de colocar as suas equipas a pressionar alto de forma a obrigarem a equipa contrária a errar.

Com algumas limitações no seu plantel como anteriormente referi, Wenger apresentou aquele que é o seu melhor onze possível: o polaco Wojciech Szczesny na baliza (aposta segura de Wenger para a baliza dos Gunners); um quarteto defensivo formado por Bacary Sagna na direita, Kieran Gibbs na esquerda (tirou o espanhol Nacho Monreal do onze em relação ao jogo disputado no passado fim-de-semana contra o Liverpool para a FA Cup) e a habitual dupla de centrais formada pelo alemão Per Mertesacker e pelo francês Laurent Koscielny; um meio-campo reforçado com Mathieu Flamini como médio com tarefas mais defensivas, Jack Wilshere e Santi Cazorla na construção e criação de jogo, Mezut Ozil mais à esquerda e Oxlade-Chamberlain na esquerda; como referência de ataque, Wenger apostou mais uma vez no jovem Yaya Sanogo. Em relação ao jogo contra o Liverpool, o espanhol Mikel Arteta saiu fora do onze. Não sendo um apreciador (nem de perto nem de longe) das características de Mathieu Flamini, compreendo perfeitamente a sua inserção nos onze titular: deixando a organização e as acelerações para quem de direito (Wilshere, Cazorla, Ozil) com dois laterais muito ofensivos na sua equipa, perante a presença de dois colossos a cair nas alas (Gotze e Robben), sempre bem auxiliados pela presença dos laterais (tanto Lahm como Alaba são extremos com bastante ofensividade ao nível da execução de cruzamentos, entrada na área com bola, combinações com Robben, Ribery e Gotze) cabia ao francês a missão de dobrar os seus laterais quando estes estivessem demasiado adiantados no terreno para não permitir que Gotze e Robben, jogadores que não são solidários nas tarefas defensivas do Bayern, isto é, raramente descem para ajudar os seus laterais, pudessem apanhar em contrapé a equipa do Arsenal naquele sector do terreno.

Já Pep Guardiola não pode contar com Franck Ribèry. De resto, Bayern na máxima força. Manuel Neuer na baliza, defesa composta como habitual por Phillip Lahm, Dante, Jerome Boateng e David Alaba; Javi Martinez à frente dos centrais, Thiago Alcantara e Toni Kroos; Arjen Robben na direita do ataque, Mario Gotze na esquerda e Mario Mandzukic na frente de ataque; no big deal.

Pode-se dizer que o Arsenal entrou de rompante na partida. Os Gunners entraram em campo literalmente para surpreender Pep Guardiola. Com um ritmo de jogo demoníaco, o Arsenal foi uma equipa directa, vertical e muito rápida de processos. Nos primeiros minutos, em bom da verdade, o meio-campo do Bayern abriu uma autêntica auto-estrada para as acelerações de Oxlade-Chamberlain e Santi Cazorla e não conseguiu acertar as marcações, os blocos de pressão. Na esquerda, Sagna e Oxlade-Chamberlain fizeram papa de David Alaba. Como Mario Gotze não colaborou nas tarefas defensivas, o austríaco viu-se a braços com dois homens muito rápidos. O Arsenal tentou explorar com intensividade aquela ala na primeira meia-hora. O espanhol haveria de obrigar Manuel Neuer à defesa da noite logo aos 3″. Sem conseguir respirar, isto é, sem conseguir ter bola, o Bayern viu a sua vida dificultada quando aos 8″ o Arsenal materializou o domínio com a conquista de uma grande penalidade: Mezut Ozil tentou passar por Jerome Boateng na área e, aproveitando o natural contacto destes lances caiu. Na repetição, avaliei que o médio alemão forçou imenso a queda. O experiente árbitro Niccola Rizoli errou ao apontar para a marca de grande penalidade e admoestar o central titular da Mannschaft com o cartão amarelo, cartão que condicionou toda a primeira parte de Boateng e obrigou inclusive Pep Guardiola a ter que retirar o jogador ao intervalo. Contudo, a alteração feita pelo antigo treinador do Barcelona teve um duplo motivo: aliado ao cartão amarelo do seu central, Guardiola denotou que o meio-campo do Arsenal venceu claramente a batalha disputada no miolo. Para por um ponto de ordem na segunda parte e como o plantel que tem à sua disposição tem várias soluções e gente bastante rotinada em vários processos (Phillip Lahm está rotinado e joga com mestria na posição de trinco; Lahm não sabe jogar mal em nenhuma posição do campo!!), o catalão colocou Rafinha na direita, desceu Javi Martinez ao centro da defesa e colocou o lateral a jogar a trinco. Lahm não só estancou o défice evidenciado pelo Bayern neste sector na primeira parte como se inseriu naturalmente na circulação de bola e na criação de jogo ofensivo por parte do Bayern no segundo tempo).

Mezut Ozil foi chamado a bater a grande penalidade. Perante o seu colega de selecção, o antigo jogador do Real Madrid desperdiçou uma daquelas oportunidades que jamais se pode desperdiçar quando se está a jogar contra o campeão europeu em título. Manuel Neuer abordou de forma inteligente o lance: aguentou até à última para ver a intenção de remate do seu compatriota e já balanceado para o lado esquerdo conseguiu defender a bola com a mão direita. Erros como o de Ozil pagam-se bastante caros a este nível.

Como nenhuma equipa no mundo consegue manter o ritmo de jogo colocado pelo Arsenal no início da partida durante 90 minutos, coube ao Bayern de Munique serenar os ânimos e diminuir o ritmo de jogo através de uma lenta circulação de bola. Situação que é incutida decerto por Pep Guardiola para as ocasiões em que tal seja necessário. A tarefa do Bayern foi sucedida nos minutos que se seguiram: Pep Guardiola não gostava daquilo que via no banco; Robben e Gotze estavam para já arredados do jogo; Thiago Alcântara e Toni Kroos não davam a urgente progressão que a equipa bávara necessitavam depois de uma entrada tão forte dos homens de Wenger; porém, a circulação de bola sem circulação foi um acto de inteligência e maturidade destes jogadores pois, paulatinamente obrigaram os adversários a abandonarem o esquema de pressão alta e baixar significativamente as suas linhas. Em poucos minutos, as linhas do Arsenal juntaram-se, não permitiram ao Bayern de Munique encontrar espaços para executar a sua rápida circulação de jogo para os flancos (coisa que não aflige os bávaros dadas as características de alguns dos seus jogadores) mas entregaram por completo as despesas do jogo para os centrocampistas da equipa de Munique. A absência de jogo na sua ala obrigou Robben a procurar jogo nas imediações da área numa posição mais central.

Aproveitando a superioridade númerica no flanco, o Arsenal seria capaz de provocar mais um calafrio à defesa do Bayern. Jack Wilshere tentou lançar com um passe longo Alex Oxlade-Chamberlain na direita, David Alaba deixou a bola bater no relvado, facto que possibilitou que o esférico ganhasse velocidade e nas costas o jogador inglês apareceu na cara de Neuer, que, com uma saída rápida da baliza conseguiu atirar a bola para fora. Nas últimas semanas, o guarda-redes do Bayern realçou que a maior evoluição sentida no seu jogo neste início de funções do técnico espanhol no clube germanico foi precisamente o jogo com os pés. Neuer afirmou que pela primeira vez na sua carreira não sente receio quando a bola lhe vem parar aos pés.

Cinco Notas individuais – três positivas: até esta fase do jogo, Jack Wilshere usou e abusou do passe longo. Não falhou nenhum dos 3 ou 4 que executou. Laurent Koscielny e Per Mertesacker estavam a ter uma noite tranquila. Meteram o croata Mario Mandzukic no bolso. duas negativas: Toni Kroos e Thiago Alcântara estavam muito estáticos no miolo do Bayern e permitiam aos jogadores do Arsenal antever com facilidade aquilo que iam executando.

Aos 30″ dá-se o segundo caso do jogo: Jerome Boateng carrega Kieron Gibbs. O lateral-esquerdo do Arsenal cai no chão e pede a substituição. Com um amarelo na partida, coube a Nicola Rizzoli decidir se devia expulsar o central alemão. O italiano não o fez apesar da falta ter sido feia, provavelmente para não estragar a partida. Entra Nacho Monreal.

O Bayern pegou definitivamente no jogo e tentou pela primeira vez na partida conseguir alguma progressão no meio-campo e criar jogo no último terço do terreno – Aos 34″, Robben combinou com Alaba no flanco esquerdo, entrou na área, recebeu do austríaco e rematou contra as pernas de Mertesacker. Na repetição, calculei que Szczesny. No minuto seguinte, Gotze tentou uma acção individual dentro da área. Recebeu de Alcântara in the box, tentou puxar a bola para o centro mas Laurent Koscielny não permitiu veleidades ao antigo jogador do Borussia de Dortmund. Aos 36″ Robben, conseguiu cravar uma grande penalidade. Justa. Robben recebeu nas imediações da área, deu um bocado mais para trás para Kroos, furou pelos centrais do Arsenal e recebeu um passe pelo ar de Kroos. Contra a saída de Scszesny tocou a bola para a frente e esperou ser tocado pelo polaco. Tenho as minhas dúvidas em como o craque holandês conseguisse chegar à bola. Nicola Rizzoli aplicou a regra: como o holandês estava na cara do guarda-redes, o cartão vermelho era a decisão correcta. Arsene Wenger foi obrigado a mexer na equipa e a sacrificar Santi Cazorla para a entrada de Lukasz Fabianski. Depois do ímpeto inicial demonstrado pelo espanhol nos primeiros 10 minutos, foi desaparecendo do jogo com o avançar dos minutos.
Como o futebol é um bicho complicado, cheio de carambolas, David Alaba partiu para a bola (a imagem mostrou um segundo plano maravilhoso com os adeptos do Arsenal a pedir que o austríaco enviasse a bola para a bancada) e atirou para o lado esquerdo com a bola a embater na base do poste antes de sair!

Ao intervalo, o empate justificava-se. Ambas as equipas desperdiçaram duas grandes penalidades, fizeram os mesmos remates à baliza (7) e tiveram uma oportunidade de golo.

A 2ª parte inicia com as alterações promovidas por Guardiola. A jogar em superioridade númerica, a equipa do Bayern tratou de encostar às boxes a equipa do Arsenal.Jack Wilshere pedia calma aos seus colegas. Aos 50″ Koscielny teve nos pés uma boa oportunidade para alvejar a baliza de Neuer. Livre batido por Ozil dentro do meio-campo do Bayern. O alemão coloca a bola à entrada da área. Aproveitando a subida da cortina defensiva do Bayern para tentar colocar várias unidades do Arsenal em fora-de-jogo, Koscielny aparece destacado na área a receber (em linha). O francês dominou mal a bola e não conseguiu melhor do que um remate para defesa fácil de Neuer. Na jogada seguinte, Robben combinou com Lahm na direita e o lateral não conseguiu melhor que o francês.

The Robben Show –

O holandês tratou de puxar dos galões. Aos 52″ pôs em campo a sua imagem de marcar ao receber na direita, flectir para o centro do terreno e rematar em arco para a baliza do Arsenal com o remate a sair ligeiramente ao lado. No minuto seguinte, Lahm tentou combinar com Robben mas optou por dar a bola ao meio para o remate de Toni Kroos. De primeira, o alemão haveria de inaugurar o marcador com um fantástico remate em arco que entrou junto ao poste direito de Luksz Fabianski. O guarda-redes polaco bem se estirou mas o remate do médio alemão era indefensável.

Com a obtenção do golo, o Bayern continuou a rondar a baliza do Arsenal. Aos 62″, os jogadores do clube bávaro executaram uma jogada a fazer lembrar os velhos tempos do Barcelona de Guardiola: Robben apareceu nas costas da defensiva inglesa e Toni Kroos tratou de lhe colocar a bola. O Holandês acabou por rematar para defesa fácil de Fabianski, não sendo sua intenção, na minha opinião, rematar à baliza mas sim servir Mario Mandzukic no coração da área. O croata não deverá ter percebido as intenções do seu companheiro de equipa e não atacou o espaço.
No minuto seguinte, Mandzukic saiu para dar lugar a Thomas Muller. O Bayern fazia tudo bem excepto o último passe.
O holandês continuou o seu show pessoal. Numa fase em que os 10 elementos do Arsenal defendiam nos últimos 10 metros, o holandês recepcionou a bola na direita e executou mais um remate em arco para fora. Adivinhava-se portanto o segundo golo do Bayern.

Sem qualquer iniciativa de ataque, Arsène Wenger jogou a sua cartada final: Aos 73″ tirou Oxlade-Chamberlain e colocou o checo Tomas Rosicky em campo.
No minuto seguinte, os jogadores do Bayern ficaram a pedir grande penalidade: Robben solicita Muller dentro da área e este perante a oposição de Koscielny sente o toque do francês no seu pé de apoio e cai na área. Fiquei com muitas dúvidas em relação a este lance.

Guardiola pressentia que o segundo golo poderia matar o jogo e a eliminatória. Aos 78″ substitui Thiago Alcântara por Claudio Pizarro, passando a jogar com 2 avançados. O 2º golo haveria de chegar nos minutos finais quando Thomas Muller materializou o domínio exercido pelo Bayern depois da expulsão de Wojciech Szczesny. Vitória justa para o Bayern. O Arsenal vai ao Allianz Arena com uma missão muito difícil mas não impossível. Se repetir a vitória conquistada no ano passado, irá levar o jogo para prolongamento.

Mercado de Transferências #3

lewandowski

1- Alemanha – Com efeitos práticos contratuais posteriores a 30 de Junho, como a lei da FIFA determina e como há muito era especulado, o polaco Robert Lewandowski será reforço do Bayern de Munique para a próxima época. O polaco anunciou ontem a assinatura de um acordo com o clube Bávaro. O Dortmund não quis vender o jogador aos seus rivais da Bundesliga no final da época passada, acreditando os seus responsáveis que o polaco iria renovar contrato com a equipa. Assim sendo, o polaco sai a custo zero para os campeões europeus.

hleb

2- Turquia – Notícia do dia neste sector também é a transferência do experientíssimo médio bielorussia Aleksandr Hleb de 32 anos do BATE Borisov da Bielorussia para o Konyaspor da Turquia a custo zero. Mais uma experiência internacional para o grande ícone do futebol bielorusso depois de uma carreira a alto nível em clubes como o Barcelona, Estugarda ou Arsenal.

3- Alemanha – O Augsburg pagou 220 mil euros ao Nuremberga pelo passe do avançado de 23 anos Alexander Esswein.

4- Noruega – O Rosenborg contratou o médio internacional finlandês Riku Riski ao Honefoss da 1ª liga norueguesa por cerca de 1 milhão de euros.

Paolo Hurtado

5- Uruguai – Penarol e Paços de Ferreira acertaram a cedência do extremo internacional peruano Paolo Hurtado à equipa Uruguaia. O extremo renovou pelo Paços Ferreira até 2016 mas irá rodar 6 meses no colosso sul-americano.

6- O Eintracht Braunschweig contratou o jovem avançado internacional norueguês de 20 anos Havard Nielsen por empréstimo de 6 meses do Red Bull Salzburg.

7- Chipre – O APOEL Limassol contratou por empréstimo o argentino de 24 anos Tomás de Vincenti ao Olympiacos.

Valor total gasto neste mercado de transferências: 29 milhões e 645 mil euros.

Mercado de Transferências #1

Confirmadas hoje:

Ricardo Quaresma

1. Portugal – Ricardo Quaresma desvinculou-se do Al Ahly dos Emirados Árabes Unidos e assinou um contrato com o FC Porto por 2 anos e meio. O extremo vem colmatar o défice de extremos do clube da invicta.

2. Brasil – Aos 40 anos, Dida protagonizou uma das grandes surpresas do futebol brasileiro ao trocar o Grémio de Porto Alegre pelo rival Internacional.

3. França – Djibril Cissé será jogador do Bastia nos próximos 6 meses. O avançado desvinculou-se dos russos do Kuban de Krasnodar.

4. Espanha – O Almeria contratou o lateral-esquerdo\central internacional chileno Hans Martinez ao Universidade do Chile por empréstimo até ao final da temporada.

5. Alemanha – O central de 23 anos Jan Kirchoff foi cedido pelo Bayern de Munique ao Schalke 04 até ao final da presente temporada.

Michal Kadlek

6. Turquia – O Fenerbache contratou o central\lateral esquerdo internacional pela República Checa Michal Kadlek ao Bayer de Leverkusen por 4,5 milhões de euros.

7. Alemanha – O Borussia de Moenchagladbach apostou 400 mil euros na contratação do jovem avançado (19 anos) australiano de descendência Ganesa Kwame Yeboah ao melhor clube de formação do futebol australiano, os Brisbane Roar. Yeboah irá rodar pela 2ª equipa da equipa alemã.

8- Portugal – O Nacional da Madeira confirmou a contratação do internacional sub-20 egípcio Saleh Gomaa. O centrocampista eleito melhor jogador do campeonato africano de sub-20 vem por empréstimo do ENPPI por 6 meses. Gomaa foi sondado por vários grandes europeus casos do Borussia de Dortmund, Porto e Manchester United. O jogador cumpriu no passado um período à experiência no plantel de Klopp. Na altura de assinar, o jogador não quis transferir-se para o clube alemão porque este pretendia emprestá-lo ao Greuther Furth. Vem para a Madeira ter a sua primeira experiência no futebol europeu, experiência essa que poderá servir de montra para voos maiores no futuro.

9 – Alemanha – O Bayer de Leverkusen adquiriu por empréstimo o internacional sub-20 Coreano Ryu Seung-Woo por 6 meses. O pequeno avançado de 1,71m vem por empréstimo dos coreanos do Jeju United. Apontou 2 golos no passado campeonato do mundo de sub-20 e alguns tentos no campeonato sul-coreano.

10 – Angola – O Petro de Luanda, confirmou, como já se sabia desde o início do mês de Dezembro o internacional angolano Mateus. O jogador que esteve no centro da polémica entre Gil Vicente e Belenenses no verão de 2006, polémica que levaria à injusta descida dos gilistas em preterimento do protestário Belenenses, rendeu 500 mil euros ao Nacional. Estava a 6 meses de terminar contrato com o clube madeirense.

11- Espanha – A família Pozzo rodou mais um jogador entre os clubes que possui. O jovem equatoriano Bryan Mercado salta da Udinese para o Granada.

12 – Espanha – O defesa Cesar Arzo desvinculou-se do Gent da Bélgica para assinar pelo Saragoça da 2ª liga espanhola.

carlos pena

13 – O Arsenal confirmou a contratação de Carlos Peña, internacional mexicano, convocado regularmente pelo seleccionador mexicano Miguel Herrera para a selecção mexicana nos últimos jogos da fase de qualificação para o Mundial. Peña é um médio ofensivo centro criativo que gosta de aparecer a finalizar. A transferência andará à volta de 2,5 milhões de euros.

14 – Brasil – O extremo-esquerdo de 21 anos Negueba será emprestado do São Paulo ao Flamengo durante todo o ano de 2014.

15 – Portugal – Na 2ª liga portuguesa, o avançado Evandro Brandão sai do Tondela para abraçar um novo desafio no Recreativo de Libolo. Valor não confirmado pelo Footinvest, fundo detentor do antigo internacional sub-20.

16- Inglaterra – O lateral-esquerdo Marcos Alonso (sem grande espaço no plantel de Montella) foi emprestado pela Fiorentina ao Sunderland.

17- Brasil – O médio esquerdo de 26 anos Damián Escudero foi emprestado pelo Boca Juniors ao Vitória da Bahia.

18 – Portugal – O experiente central de 32 anos Moreno desvinculou-se do Nacional, regressando à casa que o formou para o futebol, o Vitória de Guimarães.

19 – Turquia – O antigo internacional turco Semih Senturk desvinculou-se do Fenerbahce para assinar pelo Antalyspor.

valdés

20 – Chile – o antigo jogador do sporting Jaime Valdés desvinculou-se do Parma para assinar pelo Colo-Colo.

France/Mali - 25.03.2008 - Match Amical

21 – Itália – Adil Rami protagonizou a maior transferência do dia ao ser confirmado no Milan. O francês jogou muito pouco nesta primeira metade da época (apenas 4 jogos) na equipa de Miroslav Djukic\Juan Antonio Pizzi. Vai por empréstimo para o Milan por uma indeminização a rondar os 325 mil euros com opção de compra dos milaneses no final da época fixada nos 7 milhões de euros. Rami quer jogar com mais regularidade para poder figurar nos eleitos de Didier Deschamps para o próximo mundial.

keisuke honda

22 – A preparar a anunciada renovação, o clube milanês também anunciou hoje a contratação do médio centro Japonês Keisuke Honda ao CSKA de Moscovo. O talentoso nipónico terminou contrato com o clube moscovita, tendo acertado contrato com os milaneses. Será reforço já em Janeiro.

23 – Itália – Eduardo Vargas regressa ao Napoli após empréstimo ao Grémio. Será incorporado no plantel às ordens de Rafa Benitez.

24 – Portugal – Tozé Marreco foi contratado pela Académica ao Tondela. O avançado nascido em Miranda do Corvo terá a sua segunda experiência na primeira liga, depois de na época passada ter passado (sem grande exito nem visibilidade) pelo Beira-Mar.

25 – Portugal – Na 2ª liga portuguesa, o Atlético reforçou o seu ataque com o experiente avançado Almani Moreira. Moreira jogava no Salamanca da 2ª Divisão B Espanhola.

Jose Sosa

26 – O Argentino José Sosa é o mais recente reforço de Diego Simeone. O extremo de 28 anos quer mostrar a Alejandro Sabella que tem lugar na selecção argentina. Vem emprestado pelo Metalist Kharkiv da Ucrânia. Tentará ajudar Simeone a continuar a perseguição ao Barça na Liga Espanhola e a conseguir ir o mais longe possível na Champions League.

27 – Portugal – O defesa Gonçalo Brandão é reforço do Belenenses por dispensa do Parma.

28 – China – O Guangzhou Evergrande, campeão asiático, equipa orientada por Marcelo Lippi contratou o médio direito Renê Júnior ao Santos. O médio não tinha espaço na equipa santista. Apenas alinhou 13 jogos no Brasileirão 2013.

abner

29 – Itália – Embora a negociação do passe do jogador tenha sido feita nos últimos dias, esta transferência só terá efeitos na próxima época. Coritiba e Roma acertaram a transferência do lateral-esquerdo internacional sub-17 Abner, jogador de 17 anos que já alinhou pela equipa principal do clube do estado do Paraná. O director-geral da Roma Walter Sabatini confirmou o pagamento de 5 milhões de euros por 60% do passe da promessa brasileira, ficando o Coritiba com os restantes 40% do passe. Ficará durante 7 meses a evoluir no Coritiba.

30 – Brasil – O central Wellington Paulista (Internacional) reforçou o campeão Cruzeiro a custo zero.

31 – Brasil – O guarda-redes Uruguaio Martin Silva terminou contrato com o Olimpia do Paraguai e assinou pelo Vasco da Gama da 2ª divisão brasileira.

Dempsey

32 – Inglaterra – O internacional Norte-americano Clint Dempsey, adversário de Portugal na fase-de-grupos do próximo Mundial, voltará a envergar a camisola do Fulham até final de Março por empréstimo do Seattle Sounders.

33 – Brasil – O nosso conhecido Geromel (Chaves e Vitória de Guimarães) foi emprestado pelo Colónia ao Grémio de Porto Alegre.

Total gasto pelos clubes no mercado de inverno: 12,725 milhões de euros

Sorteio Champions

Criam-se situações para tudo nos dias que correm. O canal do city mostra-nos a reacção dos jogadores do City ao sorteio da Champions.

1. Manchester City vs Barcelona é em conjunto com o Bayern de Munique vs Arsenal um dos jogos cabeça de cartaz dos oitavos de final. 4 equipas com aspirações. O City chega pela primeira vez aos oitavos-de-final da prova. Depois de duas experiências falhadas na maior prova da UEFA (dois 3ºs lugares e consequente repiscagem para a Liga Europa, onde não conseguiu atingir os quartos-de-final; uma das eliminações ocorreu naquele jogo fantástico que o Sporting de Sá Pinto fez no City of Manchester) o City conseguiu acabar com o enguiço da fase de grupos e os milhões imperaram. Pellegrini está a fazer um grande trabalho no City (assim como o fez em Madrid ao contrário do que todos os pseudo-experts de bola afirmam; perdeu o campenato mas foi até agora o treinador que obteve a maior pontuação dos merengues na Liga) e o futebol de ataque protagonizado pela equipa de Manchester levou a que incomodasse o imperioso Bayern no Allianz Arena. Aos 11″ o Bayern vencia por 2-0 e Ribery dava espectáculo. Vindos de uma fantástica goleada por 7-0 ao Werder Bremen para a Bundesliga suspeitava-se nessa hora que os bávaros iriam arrancar para mais uma goleada. Pé ante pé (com uma exibição enorme de Fernandinho) os homens de Pellegrini conseguiram fazer o que os clubes alemães não fazem há 40 jogos para a Bundesliga: vencer no terreno do fantástico Bayern, cada vez mais cunhado na toada de Guardiola: uma equipa que entra a matar, constrói uma vantagem segura nos primeiros 25 minutos de jogo e depois retira qualquer oportunidade de reacção ao adversário a partir de um jogo de posse e circulação de bola. A única diferença que vislumbro deste Bayern em relação ao Barcelona de Guardiola é a fome insaciável de golos que Arjen Robben e companhia têm mesmo a ganhar. Pela frente, os homens de Pellegrini terão o Barcelona de Tata Martino. O argentino tem cunhado algumas diferenças no estilo de jogo da equipa em relação ao que era apresentado pelos seus antecessores. A essência de Guardiola continua lá mas foi alterada por Martino. O fio de jogo continua lá: os desiquílibrios pelo miolo de Messi (e Neymar pelo flanco esquerdo), a constante subida dos laterais ao último terço do terreno, a infindável posse de Xavi e Iniesta, o rigor táctico de Busquets no equilíbrio da equipa e a figura de Alexis como um avançado móvel trabalhador não-finalizador. Contudo, Martino incutiu mais objectividade na equipa e ao contrário de Guardiola e Villanova, esta não fecha a loja quando se encontra a vencer por 2 ou 3-0.

Prevê-se um duelo muito renhido. Messi pode não alinhar na eliminatória ou alinhar em péssimas condições de forma em virtude da lesão que está a tratar na Argentina com o staff médico da sua selecção. Neymar está a subir imenso de rendimento e assume-se como o patrão de equipa na ausência do astro argentino. O City poderá repetir em Nou Camp a façanha cometida no Allianz Arena, sendo portanto expectável uma eliminatória em que qualquer equipa poderá vencer fora de portas.

Bayern e Arsenal encontrar-se-ão no final de Fevereiro. Sobre a equipa de Guardiola existe pouco a dizer. A equipa de Wènger tem agora nos próximos dias o seu maior teste: passar o boxing day na liderança. Em situações normais, com o Arsenal em 3º ou 4º o boxing day costuma ser muito difícil para a equipa de Wènger. Na liderança, será um teste de fogo às capacidades internas deste Arsenal que faz da criatividade dos homens do meio-campo (Wilshere, Ramsey, Ozil) o seu forte. Se o Arsenal passar o infernal calendário do natal sem derrotas, estou certo que chegará a Fevereiro com todas as possibilidades de vender muito cara a eliminatória à equipa bávara.

Noutro vértice temos os duelos entre Atlético de Madrid e Milan. Madrilenos e milaneses irão encontrar-se em Fevereiro para uma eliminatória com conteúdos interessantes. Duas épocas completamente distintas, com objectivos iniciais completamente distintos. Apesar do Atlético ter o objectivo de se posicionar a meio da luta de titãs que tem caracterizado a liga espanhola nos últimos 10 anos, se vendessem a Simeone a conjectura actual interna e externa do Atleti, estou certo que o Argentino seria capaz de a comprar no imediato a pronto pagamento. Allegri vai vivendo dias de amargura no seu desesperável Milan. Com um pé fora do clube dia sim dia não, com um plantel desiquilibradíssimo, com resultados muito fracos a nível interno e um apuramento europeu arrancado a ferros (ou melhor, com um empate em amesterdão resultante de um penalti assinalado num lance em que a falta pertence a Mario Balotelli) o treinador italiano aguarda apenas o momento em que Barbara Berlusconi receba a tão esperada ordem do seu pai para passar o cheque de indeminização por despedimento. O que de certa forma é injusto para um treinador cuja direcção prometeu uma reestruturação total ao plantel na época passada e não cumpriu. Ainda para mais quando Allegri cumpriu os objectivos traçados pela direcção na época passada, época essa em que a direcção milanese decidiu estoirar por completo com o plantel da sua equipa com a venda dos melhores jogadores (Zlatan e Thiago Silva num primeiro momento e Kevin Prince Boateng num segundo já no passado defeso).

Carga positiva. Dois estilos que tem alguns traços em comum. O cinismo catenacciano da equipa de Simeone, assimilado talvez nos anos em que o Argentino jogou na Lázio. Uma defesa extremamente organizada, eficaz. Alessandro Nesta revestido de Diego Godín. Favalli num certinho Felipe Luis que só não é titular na selecção do seu país porque do outro lado, junto à Plaza Cibelles mora o melhor lateral-esquerdo do mundo, Marcelo. Koke na pele de Sérgio Conceição. Gabi, o cérebro. Arda Turan, o homem que sabe tudo sobre bola a lembrar os bons tempos de Dejan Stankovic. Diego Costa, o target-man, a fazer talvez, aquela, que será lembrada como a sua melhor época no futebol. O Atleti é uma equipa que defende com 10 homens, raramente se desorganiza, raramente deixa jogar, e, cuja organização nunca seja posta em causa no poderíssimo contragolpe que possuí, quase sempre efectuado com poucos homens.

O Milan de Allegri também funciona nesses moldes. Uma equipa de pendor defensivo, com um meio-campo muito musculado (De Jong, Muntari, Nocerino) e com um ataque vocacionado para o contra-ataque: Kaká, Robinho e Balotelli. Menor organização defensiva do que a demonstrada pelo Atlético, mais instabilidade, probabilidade de existirem mudanças drásticas em Janeiro. O Atlético parte com maior favoritismo para a eliminatória mas precisa de ter cautela: este mesmo Milan causou calafrios ao Barcelona na mesma fase da edição passada, com uma “allegri” vitória em San Siro e um jogo interessante em Nou Camp onde esteve muito perto de selar passagem para a fase seguinte não fosse um fatídico minuto mudar toda a sua sorte com uma bola no poste de Mbaye Niang depois de uma cavalgada rusticana do francês de campo a campo sequenciada por um golo de Messi que na altura fez o 2-0 e empatou a eliminatória. Num jogo a eliminar contra uma equipa italiana, nunca fiando. Simeone sabe-o perfeitamente por experiência própria.

O mesmo se aplica a Mourinho no excitante Chelsea vs Galatasaray. Treinador italiano, jogadores com milhões de km de champions que se dão bem no contra-ataque (Eboué, Sneijder, Drogba, Altintop), um jovem sedento de títulos (Bruma) e um amoroso brasileiro de nome Felipe Melo a distribuir cacete quanto baste no meio campo. Contra a Juventus provou-se a filosofia deste novo Galatasaray: mais italianos que os caralhos dos italianos!

Mourinho baixou as espectativas. Afirmou recentemente que muito dificilmente será capaz de vencer um título esta época. Mais uma vez jogou de forma inteligente. Mourinho sabe que num dia sim de Hazard e Schurrle é capaz de se bater taco-a-taco contra quem vier. No entanto, recordou que está a formar uma equipa. É certo que quando Mou precisar do velho bastião blue (Terry, Lampard, Obi Mikel, Ashley Cole, John Obi Mikel, Michael Essien) este virá em seu auxílio. Mourinho tem a vantagem de conhecer o outro lado por dentro e por fora visto que conduziu os 2 principais jogadores da equipa turca à glória noutras batalhas da sua carreira.

Trigo limpo farinha amparo.

PSG vs Bayer Leverkusen. O mundo lembrou-se subitamente de Kiessling. Joachim Low lembrou-se subitamente de Kiessling. Gonzalo Castro é um jogador apetitoso e tornou-se cobiçado por meia europa e Lars Bender passou a ser o mais bonito dos gémeos Bender. Tretas. Icy est Paris. Laurent Blanc arrebenta com todas as escalas e avança com o objectivo Lisboa. Para os “veteranos” Zlatan, Thiago Silva, Maxwell, Lavezzi, Thiago Motta poderá ser a última vez na carreira que reunem toda a química necessária para escrever uma página nunca antes escrita na equipa parisiense e nas suas carreiras. Os novos como Cavani. Matuidi, “Pirlo Son” Marco Verrati, Gregory Van Der Wiel, Lucas Moura, Rabiot, Digne tem aqui a sua oportunidade de ouro. Prevejo uma eliminatória resolvida de forma fácil no jogo de Paris.

Real Madrid vs Schalke. Idem.

Borussia de Dortmund vs Zenit. A jogar como jogou na fase de grupos, Spaletti arrisca-se a levar uma copiosa humilhação na eliminatória. Sem estar o Dortmund a fazer uma época primordiosa. Se Hulk sair em Janeiro como se fala, com Shirokov lesionado e Danny arredado das escolhas por ofensas verbais ao lunático italiano, será uma porca miseria.

O que eu ando a ver #10

Modo Sono no Sofá de madrugada com o som da Olivesport Limitada. Podia ser uma repetição de um jogo de Champions mas não era. Já sabia que o Bayern andava a apostar forte e feio numa veia eclética. Não se deram nada mal contra o bicampeão europeu que conta no seu plantel com o melhor jogador europeu da última década, Vasilis Spanoulis, um tipo que só amarelou na NBA quando jogou pelos Rockets em 20067 cumprindo à risca o fado dos gregos na NBA. Acordei com o Schweinsteiger (no meio daqueles tipos Deutschs que vão para os pavilhões vestidos de camisa de flanela e suspensórios tocar tambor| cena bem característica do andebol da Bundesliga) a vibrar forte com um triplo de um tipo que podia ser o irmão branco que o Kobe Bryant não conheceu na meninice e que por sinal até nasceu no mesmo dia que eu.