Ciclismo 2014 #30

volta catalunha

7ª e última etapa – Domingo

westra

O holandês Lieuwe Westra (Astana) tanto tentou (principalmente na Volta ao Algarve) que finalmente conseguiu vencer uma etapa nesta temporada através de uma fuga. Na chegada a Barcelona, na consagração de Purito Rodriguez como vencedor da volta da sua região natal, Westra chegou isolado e venceu a 7ª etapa da Volta à Catalunha.

A etapa começou com uma fuga protagonizada por 13 ciclistas logo ao quilómetro 6. Lieuwe Westra (Astana), Stef Clement (Belkin; vencedor de etapa no dia anterior), Marcus Burghardt (BMC; fugitivo nos dias anteriores), Ratto (Cannondale; o maior derrotado da prova também tentou a sua sorte através de uma fuga), Pineau (FDJ), Vallee (Lotto), Thomas Voeckler (Europcar), Perrig Quemeneur (Europcar), Beppi Fumiyuki (Trek), Paterski (CCC), Bagot (Cofidis), Jerome Baugnies (Wanty) e Michael Kreder (Wanty) tentaram a sua sorte na etapa corrida num circuito desenhado à volta da cidade condal.

Enquanto a vantagem dos fugitivos aumentava (sensivelmente 3 minutos nesta altura) ao quilómetro 58, Chris Froome caía dentro do pelotão numa queda colectiva. O britânico saiu ileso da queda e rapidamente se re-inseriu dentro do pelotão.

Westra 2

Até ao circuito final (8 voltas) a diferença dos fugitivos manteve-se nos 3 minutos e meio de diferença. Sentido a oportunidade, na 5ª volta, Thomas Voeckler decidiu atacar para poder vencer a etapa. O francês atacou e Lieuwe Westra foi o único capaz de responder ao ciclista francês da Europcar e isolar-se posteriormente na frente da corrida. Com cerca de 1 minuto de vantagem até ao final da etapa, o holandês geriu a diferença e venceu isolado a etapa com 1 minuto e 22 segundos de diferença para Voeckler e Marcus Burghardt.

Tinha afirmado no último post que apesar de ser a última etapa, esta poderia não ser a etapa típica de consagração do líder da prova. Enquanto Westra alinhava sozinho na frente, no pelotão, com 4 segundos de diferença na geral para Purito Rodriguez, Alberto Contador tentou o seu ataque a 2 km da meta de forma a conseguir anular a diferença de Purito. O espanhol teve resposta imediata do seu compatriota e de Tejay Van Garderen (BMC), outro dos interessados em estabelecer diferença nesta última etapa. O Norte-Americano precisava de recuperar os 7 segundos de diferença que tinha para Purito para poder vencer a geral da prova. No entanto, nenhum deles conseguiu retirar a ténue diferença no cronómetro para o ciclista da Katusha, tendo este vencido a geral da prova.

Anotamento meu: Purito venceu a prova com um fantástico ataque disferido nos quilómetros finais da 3ª etapa (1ª das 2 de montanha) mostrando que é neste momento o único ciclista capaz de estabelecer diferenças consideráveis num curto espaço de terreno. O desempenho do ciclista catalão perante Chris Froome faz-me aguardar com alguma ansiedade o próximo Tour de France. Com Quintana ausente por opção da Movistar (irá correr Giro e Vuelta), os espanhóis são na minha opinião os únicos capazes de rivalizar com o britânico na prova francesa. Froome, Contador, Quintana e Van Garderen estiveram à altura da prova, dando algum espectáculo na alta montanha. O Norte-Americano venceu categoricamente a etapa raínha da prova. Perante um leque de ciclistas tão elevado, a prova merecia mais 1 ou 2 etapas de montanha nem que para tal tivesse que entrar em território andorrenho.

Purito 2

catalunha 7

Destaque também para o 4º lugar de Romain Bardet. O jovem ciclista francês de 24 anos andou taco-a-taco na alta montanha com os maiores trepadores da actualidade. Será desta que os franceses tem aqui um diamante em bruto capaz de ser lapidado para vencer a Grand Boucle dentro de alguns anos?

Desilusões:

Daniel Martin – O irlandês, vencedor da prova em 2013, prometeu andar com os melhores mas passou claramente ao lado da prova.

Carlos Betancur – Talvez a acusar o esforço dispendido na Paris-Nice, o colombiano ficou para trás logo na primeira dificuldade e no dia seguinte, fez a mala e voltou para casa. Bardet salvou a honra da AG2R. Esperava-se muito mais do colombiano numa altura da temporada em que toda a gente colocava Betancur na lista de favoritos à vitória na geral da prova.

A classificação da montanha foi ganha por Stef Clemens da Belkin. A Garmin venceu colectivamente.

 

Gent – Welvegen – Domingo

John Degenkolb 2

Semana de sonho para a Giant-Shimano. A equipa holandesa já soma 14 vitórias em etapas neste primeiro trimestre de temporada sendo para já, em conjunto com a Omega e com a Cannondale, uma das equipas mais dominadoras deste início de temporada. Luka Mezgec deu 3 alegrias em outros tantos sprints na Volta à Catalunha. Na primeira das míticas clássicas das colinas dos países baixos, John Degenkolb tratou de colocar a cereja no topo do bolo.

A Nata das clássicas deslocou-se à Bélgica para correr a primeira das clássicas belgas da primavera. John Degenkolb (Giant), Fabian Cancellara (Trek), Peter Sagan (Cannondale), Tom Boonen (Omega) Alexander Kristoff (Katusha), Phillip Gilbert (BMC), André Greipel (Lotto), Tyler Farrar (Garmin), Geraint Thomas (Sky) e Greg Van Avermaet constituam o principal grupo dos favoritos à vitória na prova. A única ausência de destaque na prova foi o campeão do mundo. A Lampre decidiu não escalonar o português para a prova. A prova não se adequava às características do português. Teremos que esperar pelas rampas de Liége e pelas rampas de Valkenburg (Amstel Gold Race) para ver o ciclista português em acção nas clássicas da primavera. Neste mês de Abril, o português irá disputar a Volta ao País Basco, prova onde é um dos principais favoritos à vitória na geral.

Os primeiros a tentar sair do pelotão foram Sebastian Lander (BMC), Manuele Boaro (Tinkoff), Jacobus Venter (MTN-Qubeka), Marcel Aregger (IAM) e Frederick Veuchelen (Wanty). Destaque para a Qubeka e para Wanty. Não sendo das principais equipas da divisão UCI Pro Continental tem estado muito bem nas provas em que são convidadas para correr com as equipas de World Tour. Apesar de terem orçamentos muito inferiores aos das equipas de World Tour e ciclistas menos cotados (de referir que o líder da Qubeka é o alemão Gerald Ciolek; não é um mau sprinter e até consegue de vez em quando inserir na luta entre os melhores, mas, também não é propriamente uma estrela do ciclismo mundial; o chefe-de-fila absoluto da Wanty é o italiano Danilo Napolitano), as primeiras exibições executadas durante a presente temporada nas provas a doer, provaram que estas duas equipas tem ciclistas muito combativos, que de resto, ao contrário de outras equipas com maior potencial e maiores ambições (casos da Cofidis e da Caja Rural; equipas que almejam vencer a divisão para poderem reclamar uma licença de World Tour na próxima temporada) tem-se escondido dentro do pelotão nas provas que tem corrido.

Esta fuga só seria anulada a cerca de 50 km para a meta. Em desespero, quando o pelotão já se aproximava a alta velocidade, Manuele Boaro ainda tentou sair do grupo em solitário. Seria apanhado poucos quilómetros depois.

As primeiras movimentações tácticas eram feitas lá atrás. A perseguição era feita por um pequeno grupo de ciclistas no qual estavam Sagan, Cancellara e Boonen. Uma queda tinha afastado quase todos os outros candidatos à vitória. Desse grupo haveriam de sair a 22 km da meta, Stijn Devolder (Trek), Silvain Dillier (BMC) e Andrey Amador (Movistar). Ameaçada pela presença de Devolder no ataque, a Omega de Boonen tratou de colocar Guillaume Van Keirsbuick em posição intermédia para tentar estabelecer a ponte entre os dois grupos. A ideia da Trek era colocar Devolder em posição intermédia para auxiliar posteriormente Cancellara vindo de trás. Já Dillier poderia fazer suspeitar que Phillipe Gilbert também poderia sair do grupo dos favoritos.

O que é certo é que o trio foi andando e só a 1 km da meta colocada em Welvegem foi alcançado pelo grupo principal, mais alargado nos quilómetros finais, graças à perseguição organizada feita em conjunto pela Cannondale de Sagan, pela Omega de Boonen e pela Giant-Shimano de Degenkolb. A Lotto-Belisol (a trabalhar para Greipel) e a Tinkoff também deram uma ajuda nos quilómetros finais. Se a equipa dinamarquesa pouco ou nada tinha a ganhar num sprint final contra os tubarões (mesmo com Daniele Benatti em prova), a equipa Belga trabalhou bem para o seu líder mas Greipel haveria de trocar as voltas ao envolver-se numa queda com Tyler Farrar nos metros finais. Os habituais empurrões de Greipel e as habituais mudanças bruscas de trajectória do norte-americano (manobras que de resto são odiadas e muito criticadas por meio pelotão) haveriam de provar em Welvegen o seu próprio veneno.

Quem aproveitou toda esta confusão, como o próprio afirmou no final da prova foi John Degenkolb. O holandês foi novamente letal e venceu o expectante Arnaud Demare (sempre discreto e muito bem colocado dentro do pelotão) no sprint final com o noruguês Kristoff novamente muito perto do brilharete.

 

Criterium Internacional da Corsega

tiago machado 2

Numa das provas fetiche de Tiago Machado (Net-App-Endura), na qual o português já venceu a classificação da Juventude em 2010 e tinha feito um 5º lugar na geral em 2011, o ciclista da equipa alemã fez neste fim-de-semana pódio.

O critérium internacional da córsega é um dos vários critérios organizados em frança pela ASO, a empresa que detém os direitos de organização do Tour e agora da Vuelta, esta última, partilhada com a Unipublic. Na prova de 3 etapas, na qual participaram nomes como Jean-Christophe Peraud (vencedor da geral deste ano), Franck Schleck (Trek), Alexis Villermoz (AG2R), Michele Scarponi ou Janez Brajkovic(Astana), o português foi 3º à geral com 19 segundos de diferença para Peraud. Excelente participação do português que este ano irá correr o Tour em conjunto com outro português José Mendes pela equipa alemã.

Tour de Panne

1ª etapa – hoje

sagan 3

Sagan. Quem mais?

Mesmo a travar, The Terminator conseguiu vencer a primeira etapa do Tour de Panne, prova de 3 dias corrida na Bélgica, antecamara da prova de domingo, a perigosa Volta à Flandres.

Durante 3 dias, o pelotão que irá correr a Volta à Flandres (com umas equipas belgas de Pro Continental à mistura) irá experimentar novamente a experiência duríssima de correr etapas recheadas de segmentos de pavé seguidas de inclinadas colinas de 500\700 metros com pendentes de 7 e 8%.

Na primeira etapa da prova belga, uma fuga composta por ciclistas belgas de equipas menores (Wanty, Top-Sport; o único nome conhecido presente no grupo era Pim Ligthart da Lotto-Belisol; vencedor do prémio da montanha da Paris-Nice) obrigou Sagan a lançar-se com o colega de equipa Oscar Ratto e dois ciclistas da Omega ( um deles Gert Steegmans) a 9,5 km da meta numa altura em que os segmentos de pavé sucedidos de violentas rampas de 450 e 700 metros, respectivamente, estavam a cortar o pelotão em pequenos grupetos.

Sagan e Gatto chegaram ao grupo principal, obrigando Arnaud Demare a tentar fazer a ponte a cerca de 6 km da meta. O francês conseguiu chegar perto de Sagan mas viu de longe a sui-géneris vitória do eslovaco no sprint (lançado por Mauro Finetto da Bardiani; Finetto foi muito inteligente ao ser o primeiro a saltar do grupo principal para o grupo dos fugitivos quando ainda faltavam 20 km para a meta) quando o mesmo se encontrava a travar para oferecer a vitória ao colega de equipa Oscar Gatto. Num primeiro momento, pensou-se que teria sido Gatto a vencer a prova mas, no photo-finish, a roda de Sagan cruzou primeiro a linha de meta que a roda do outro homem da Cannondale. A imagem apresentada pela organização continha um pormenor delicioso: Sagan estava com a mão esquerda no travão a tentar travar para Gatto vencer a etapa perante a oposição de Alexander Kristoff. No final da etapa, Gatto mostrou-se todavia satisfeito com a vitória do colega de equipa, realçando que o objectivo da equipa era simplesmente vencer a etapa e preparar a grande prova de domingo.

Apesar de amanhã haver uma etapa em linha tão dura quanto a etapa de hoje, o mais provável é que a classificação geral se decida na quinta-feira no contra-relógio individual que fecha a prova.

 

 

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Ciclismo 2014 #27

Purito

La Molina é de Purito Rodriguez. O espanhol da Katusha atacou no último quilómetro como tanto gosta e venceu no Alto que finalizou a 3ª etapa da Volta à Catalunha. Purito conseguiu ganhar alguns segundos a toda a concorrência e tornou-se líder da prova catalã.

Uma fuga de 6 corredores animou praticamente toda a etapa. Andrey Zeits da Astana, Jack Borbridge da Belkin, o repetente Michael Koch (Cannondale), Kevin Reza (Europcar), Branislav Samoilau (CCC Polsat) e Rudy Molard da Cofidis saíram do pelotão ao quilómetro 9. Pelo meio, ultrapassaram um sprint especial e duas contagens de categoria (uma de primeira e outra especial) com Borbridge a passar em primeiro nas duas contagens, passagens que lhe garantiram nesta etapa o uso da camisola da classificação da montanha com 46 pontos contra os 33 de Andrey Zeits. Aos 84 km de 162,9 km, a vantagem destes 6 fugitivos atingiu o seu máximo com 6 minutos e 40.

Até à subida para La Molina, a diferença foi baixando. A Katusha de Purito Rodriguez e a Movistar de Nairo Quintana assumiram as despesas de perseguição. Na subida final, Kevin Reza e Samoilau atacaram mas o ritmo imposto pela Movistar no pelotão (entretanto reduzido a 60 unidades) fez com que os dois rapidamente fossem alcançados pelo grupo no qual já não estava o líder Luka Mezgec.

A Movistar iniciou a pendente na frente. Igor Antón (que gregário de luxo tem aqui Nairo Quintana) imprimiu um ritmo medonho e rapidamente cortou o grupo à presença de 25\30 unidades no qual estavam para já todos os candidatos. Contudo, no fundo do grupo, Carlos Alberto Betancur, vencedor do último Paris-Nice, já apresentava algumas dificuldades para seguir o ritmo imposto pelo homem da Movistar.

Sem ataques até aos últimos três quilómetros, coube a Pierre Roland (Europcar) efectuar o primeiro rasgão no grupo principal. Andrew Talansky (Garmin-Sharp) e Jakob Fuglsang (Astana) responderam directamente ao trepador francês. Com Roland neutralizado, Fuglsang tentou a sua sorte e num primeiro momento não teve qualquer resposta directa dentro do grupo. Contador, Quintana, Purito e Froome marcavam-se mutuamente, facto que permitiu ao homem da Astana ganhar 200\300 metros de vantagem. Sentindo que Fuglsang poderia estar ali com as portas escancaradas para vencer no alto (o dinamarquês é perigoso neste tipo de ataques e a sua explosividade permite-lhe ganhar tempo considerável num curto espaço de terreno), os 4 organizaram-se e trataram de alcançar o homem da Astana.

Neutralizado Fuglsang, Daniel Moreno chegou-se à frente do grupo e tratou de endurecer o ritmo para preparar o ataque de Purito. Mal Moreno saiu da frente, atacou Froome, obtendo resposta de Purito e Contador. Até que Purito cansou-se de ataques e já dentro do último quilómetro foi sozinho, venceu a etapa, ganhou tempo a toda a concorrência e tornou-se líder da prova.

catalunha 2

Classificação geral:

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3 surpresas:

1. Wilco Keldermann está a ser uma das surpresas deste início de época. O jovem holandês já era referenciado como um dos ciclistas do futuro. Na média-montanha do Paris-Nice sentiu-se como peixe na água. O mesmo aconteceu hoje em La Molina junto dos melhores da modalidade.

2. Doménico Pozzovivo – Na ausência do seu líder, ou melhor, num dia mau do seu líder, assumiu a liderança da equipa e safou o dia para a AG2R.

3. Premyslaw Niemec – O polaco da Lampre está a ser treinado para ser o gregário de Chris Horner no Giro e Rui Costa no Tour. Na ausência de Horner da frente da corrida (talvez ainda ressentido do problema no tendão de Aquiles) o polaco esteve na frente da corrida, muito atento e muito bem posicionado na roda de Purito Rodriguez.

1 incógnita:

1. Samuel Sanchez – Primeira prova pela BMC. Ainda não se sabe o estatuto dentro do espanhol dentro da equipa. Se líder partilhado com Van Garderen, se subalterno do americano.

Desilusão: Podem gabar quem quiserem dentro da Saxo-Tinkoff. Nicky Sorensen, Paulinho, Bruno Pires, Michael Morkov, Daniel Navarro, Benjamin Noval, Chris Sorensen, Rafal Majka. “Todos eles grandes gregários” é o argumento mais utilizado que leio por aí nos fóruns da modalidade. O que é certo é que quando Contador sobe, os gregários desaparecem e o líder, invariavelmente fica sempre sozinho.

Amanhã é a etapa raínha da prova. Outra etapa de alta montanha.

Ciclismo 2014 #25

Milão – São Remo

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O medalhado de bronze da última prova de estrada dos Jogos Olímpicos de Londres, Alexander Kristoff da Katusha tornou-se o vencedor da edição deste ano ao bater ao sprint nomes como Fabian Cancellara (Trek), Ben Swift (Sky) e Mark Cavendish (Omega-Pharma-Quickstep).

Ontem teve lugar a dura clássica que liga a capital do norte italiano a San Remo, uma das atracções turísticas da Ligúria. Esta clássica marcou o arranque das clássicas da primavera. Até ao mês de Maio, os ciclistas terão pela frente 12 clássicas disputadas em vários países, entre as quais a Amstel Gold Race, a Liège-Bastogne-Liège, a Kuurne-Brussels-Kurne ou o inferno do Paris-Roubaix. À partida em Milão, os grandes favoritos para vencer a clássica eram Fabian Cancellara, Peter Sagan (Cannondale), Mark Cavendish, Filippo Pozzatto e Sasha Modolo (Lampre) ou Vincenzo Nibali (Astana).

Numa corrida disputada quase na sua totalidade sob condições atmosféricas adversas (a chuva deu tréguas na parte final da prova) foi uma prova disputada com muitos ataques de várias equipas, entre os quais o de Vincenzo Nibali na aproximação à última inclinação do dia, a Cipressa. Nibali não só não levou avante o seu ataque (mais uma vez fez um ataque descabido muito longe da meta) como no início dessa colina perdeu contacto com o grupo de favoritos, grupo onde estavam Cancellara, Sagan, Cavendish e o vencedor da prova do ano passado, o alemão Gerald Ciolek.

podio milan san remo

Nenhum dos ataques conseguiu ser mortífero e a prova foi discutida ao sprint por um lote reduzido de corredores. O norueguês Kristoff foi mais forte que a concorrência, batendo Fabian Cancellara e Ben Swift ao sprint. Mark Cavendish ainda discutiu o sprint mas apenas logrou ser 5º na prova. Peter Sagan não conseguiu posicionar-se bem para o sprint final, tendo ficado apenas na 10ª posição.
Excelente vitória para Kristoff no ano em que o norueguês espera consolidar o seu estatuto dentro da elite dos sprinters do pelotão internacional. Já no passado mês de Fevereiro, em entrevista, o norueguês afirmava que tinha treinado imenso a sua postura corporal no sprint para poder ser mais competitivo nas chegadas em pelotão ou em grupo compacto.

Últimos quilómetros:

Volta à Catalunha

volta catalunha

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Entretanto começou hoje na região autónoma espanhola a Volta à Catalunha em bicicleta. Durante 7 etapas, vários ciclistas tentarão suceder ao irlandês Daniel Martin como o vencedor da geral da prova. Martin corre perto de casa visto que o ciclista irlandês mora na Catalunha, mais precisamente em Girona. Em declarações à organização da prova, o ciclista irlandês afirmou que estará na catalunha para honrar o dorsal número 1 e iniciar a sério a sua preparação para o Giro de Itália, uma das provas que constitui parte dos seus objectivos para esta temporada: lutar pela vitória na geral da prova ou pelo menos fazer um pódio. O facto de Martin estar destacado como chefe-de-fila para o Giro poderá indiciar que no Tour a equipa irá apostar em Talansky para a Geral e Hesjdal poderá ser a aposta para a Vuelta. Tal assumpção justifica-se com a inserção de Hesjdal na prova, ele que poucas corridas em espanha correu nos últimos anos.

Para além de Martin, presentes na Volta Catalã estão Purito Rodriguez da Katusha (a sua primeira aparição em competição na presente temporada), Alberto Contador (Saxo-Tinkoff), Samuel Sanchez da BMC (primeira corrida pelas cores da sua nova equipa), Luis Leon Sanchez (Caja Rural), Carlos Alberto Betancur (AG2R), Wilco Keldermann (Belkin), Tejay Van Garderen (BMC), Christopher Froome (Team Sky), Ivan Basso (Cannondale), Andrew Talansky (Garmin), Ryder Hesjdal (Garmin), Simon Clarke (Orica GreenEdge), Chris Horner (Lampre; a lesão contraída no Tirreno-Adriático não passou de um susto), Daniel Moreno (Katusha), David Rebellin (CCC Polsat) e Nairo Quintana (Movistar). Ou seja, estão cá praticamente todos os grandes ciclistas mundiais, prevendo-se bastante espectacularidade nas etapas de montanha que a prova irá oferecer durante esta semana. Alberto Contador e Chris Froome estarão aqui, pela primeira vez, em contenda numa prova em que a Garmin veio com os seus 2 chefes-de-fila e com o seu ciclista outsider (Talansky) para renovar o título conquistado pelo ciclista Irlandês.

1ª etapa

Luka Mezgec

Aproveitando o facto da prova ter poucos sprinters (o traçado não é convidativo à sua presença), o esloveno Luka Mezgec, 3º sprinter da equipa, actual lançador de Marcel Kittel conseguiu a sua primeira vitória da época na prova disputada no circuito montado pela organização em Callela com a distância de 169 km.

O esloveno bateu ao sprint Leigh Howard da Orica GreenEdge e Julian Alaphillipe da Omega-Pharma-Quickstep, tornando-se o primeiro camisola vermelha da competição.
Quanto aos portugueses em prova, Bruno Pires e Sérgio Paulinho chegaram dentro do pelotão, respectivamente nas 72ª e 152ª posições.

Na 2ª etapa, os ciclistas partirão de Mataró em direcção a Girona (total de 168 km) numa etapa cujo final também se prevê disputado ao sprint. Pelo meio, os ciclistas terão uma contagem de montanha de 3ª categoria e outra de 2ª que não causarão grandes diferenças ou dificuldades aos sprinters.

3. Alterações para o futuro da Vuelta

ASO

No final da semana passada, a ASO, empresa subsidiária da Amaury (proprietária do jornal L´Equipe e dos direitos de organização do Rally Dakar) anunciou a compra de 49% da espanhola Unipublic, a actual organizadora da Vuelta. A organização da prova espanhola passará a partir deste ano a ser partilhada pelas duas empresas.

Ciclismo 2014 #23

paris nice 2

Paris-Nice

8ª e última etapa

vichot

Na última etapa da corrida do Sol, o campeão nacional francês Arthur Vichot deu a 2ª vitória para a Française des Jeux na prova e garantiu o último lugar do pódio.

A última etapa da prova trazia os últimos 128 km desta, corridos na região de Nice. 14 segundos separavam o líder Carlos Alberto Bettancur da AG2R do Português Rui Costa. Com 2 contagens de 2 categoria e 2 de primeira no percurso, sera imperioso ao português vencer a etapa e ganhar tempo (as bonificações decorrentes da vitória em etapa seriam insuficientes ao português para vencer a geral da prova, qualquer que fosse o resultado obtido pelo colombiano) ou simplesmente ganhar tempo ao colombiano. Numa prova onde as diferenças se fizeram ao segundo, o português teria uma missão muito difícil pela frente.

A primeira investida do dia pertenceu à Giant-Shimano. De forma a vencer a camisola dos pontos, John Degenkolb aproveitou o facto do primeiro sprint intermédio (mais 3 pontos para a classificação) se posicionar logo aos 19 km para fugir do pelotão. O ciclista holandês conseguiria o seu primeiro objectivo do dia, recuando novamente para o seio do pelotão.

A seguir ao sprint intermédio saiu a fuga do dia. Composta por 17 elementos, entre os quais, Xavier Zandio da Sky (antigo vencedor da Volta a Portugal), Greg Van Avermaet (BMC), Jerome Pineau (IAM Cycling) Jens Keukeleire (Orica), Francesco Gavazzi (Astana), Moreno Hofland (Belkin, vencedor de 1 etapa na prova), Danilo Hondo (Trek), Imanol Erviti (Movistar) Alexander Kristoff (Katusha) ou Marco Marcato, a fuga avizinhava-se como perigosa pela quantidade de bons ciclistas envolvidos. A fuga conseguiu a sua máxima vantagem ao quilómetro 64 com 2 minutos e 40 de vantagem sobre o pelotão com a AG2R muito atenta e muito interessada em não conceder muito tempo de avanço aos fugitivos.

Pelo meio, Thomas Voeckler e Tom Boonen preferiram não chegar a Nice, informando a organização do seu abandono.

As 3 primeiras subidas do dia (de 4) não fizeram grande diferença, a não ser no grupo da frente que rapidamente se desintegrou. Alguns dos ciclistas viriam a ser alcançados pelo pelotão. A um km do alto do Cote de Peille (1ª categoria), Vincenzo Nibali decidiu atacar, levando consigo o seu colega de equipa Francesco Gavazzi, Wilco Kelderman da Belkin e Simon Spilak da Katusha, este ainda interessado na vitória na geral.  Rapidamente chegaram ao contacto com os 5 homens restantes da fuga inicial (Matthew Busche da Trek, Jerome Coppel da Cofidis, Cousin da Europcar, Xavier Zandio e Greg Van Avermaet). Tudo isto aconteceu debaixo do controlo das AG2R, ainda a liderar o grupo dos favoritos.

Na descida para a última subida do dia seriam todos alcançados. Na subida para o Col De Ezè, 3 ciclistas tentaram a sua sorte: Yuri Trofimov da Katusha, Luis Angel Maté da Cofidis e Cousin da Europcar. O primeiro haveria de ficar sozinho na frente enquanto lá atrás, no grupo principal, a Movistar auxiliava a AG2R na perseguição, sinal de que Rojas estaria bem e capaz de discutir a vitória ao sprint em Nice.

Tudo decorreu num ambiente devidamente controlado pela AG2R até ao Col De Ezé, contagem de 1ª categoria onde viriam a atacar Frank Schleck (Trek), George Bennett (Cannondale) e David Lopez Garcia (Sky). A AG2R desorientou-se com o ataque de Schleck e a Lampre começou a fazer companhia à Movistar na frente do pelotão. Não interessava nada a Rui Costa ver Franck Schleck cavar uma diferença significativa que lhe permitisse chegar isolado à recta da meta. O luxemburguês mostrou-se muito combativo, recebendo a companhia de Simon Spilak na descida. A diferença espacial só seria anulada já dentro do quilómetro final com Rui Costa a ter que tomar a iniciativa de perseguição na frente do grupo principal. Se o português não o tivesse feito, Spilak e Schleck estariam em condições para discutir o sprint.

Cycling: 72th Paris - Nice 2014 / Stage 8

Até que nos derradeiros metros quando os candidatos à vitória na etapa lançavam o sprint, deu-se o incidente do dia. Nos habituais movimentos feitos pelos ciclistas para ganhar a melhor posição para ganhar o sprint, um ciclista da Lotto empurrou outro ciclista e acabou por se desequilibrar e cair da bicicleta, atingindo o português Rui Costa e outros ciclistas mais encostados às barreiras que separam os ciclistas do público. O português caiu com aparato contra as barreiras e ficou estendido no chão. Durante alguns minutos temeu-se que o ciclista da Póvoa do Varzim tivesse uma lesão grave. Apesar do susto, a queda não teve consequências físicas para o português nem consequências para a geral (todos aqueles que caírem ou furarem dentro dos 3 quilómetros finais acabam com o tempo do vencedor da etapa). Contudo, devo censurar a atitude do atleta da Lotto-Belisol, atitude essa que é realizada muitas vezes durante a temporada nos comboios formados nos metros finais para André Greipel. As equipas belgas (tanto a Lotto como a Omega) são as equipas que mais usam e abusam das mais variadas irregularidades (empurrões, desvios de trajectória de sprint) para vencer etapas.

No sprint final, o campeão francês Arthur Vichot superiorizou-se a Rojas da Movistar e a Cyril Gautier da Europcar. Carlos Alberto Betancur acabou em 8º mas celebrou na linha de chegada a sua vitória na Geral do Paris-Nice.

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Paris-Nice 2

2º lugar para o Rui na geral da prova francesa. Um resultado extraordinário que só fica manchado pelo facto de não ter sido desta que conseguiu vencer uma etapa. O português teve um desempenho muito satisfatório na prova francesa com 2 segundos lugares em etapa, apenas batido pela explosividade de Betancur e Tom Jelte Slagter. Bem posicionado no pelotão, demonstrou a inteligência de apenas responder a ataques quando os considerou perigosos.

John Degenkolb levou para casa a camisola dos pontos. O holandês ganhou à justa por 2 pontos sobre Betancur. Abençoado sprint intermédio ganho na última temporada.

Pim Ligthart da Lotto-Belisol conquistou a camisola da montanha, premiando o seu esforço na fuga efectuada na 6ª etapa.

A Movistar ganhou a prova por equipas.

Tirreno-Adriático

5ª etapa – ontem

contador 2

Segunda vitória consecutiva para Alberto Contador na montanha da prova italiana.

A etapa começou com o abandono de Richie Porte. O australiano passou mal a noite e decidiu abandonar a prova. Recordo que Porte tinha sido destacado pela equipa do Paris-Nice para a prova italiana devido à ausência de Chris Froome.

O espanhol venceu categoricamente a etapa na qual atacou ao 36º quilómetro.

Com um ataque demolidor, só Nairo Quintana (Movistar) foi capaz de acompanhar o ciclista da Tinkoff. O colombiano tornou-se companhia indesejável para Alberto, conseguindo acompanhar o seu ritmo e os seus constantes esticões para o tentar deixar para trás. Sempre que Contador tentava fazer descolar o colombiano e este lhe garantia a devida resposta, ambos diminuíam o ritmo da subida, facto que permitiu a aproximação e a recolagem de alguns ciclistas.

A 32 km da meta, Contador foi sozinho e Quintana não conseguiu responder. Aproveitando a posição intermédia de Adam Hansen (Lotto-Belisol) entre si e a frente da corrida, Contador e o ciclista da Lotto trabalharam em conjunto para alcançar os trio que andava fugido na frente, do qual Hansen fazia inicialmente parte.

Na inclinação final para Muro di Guardiagrele, Contador e Hansen colaram-se aos 3 da frente, com o norte-americano Ben King da Garmin a atacar com resposta imediata de Contador que rapidamente deixaria o homem vestido de jersey azul para trás. Na linha de chegada, o espanhol chegou no primeiro lugar, superando Simon Geschke da Giant-Shimano (outro dos fugitivos) e Ben King.

O líder da prova, o polaco Michal Kwiatkowski baqueou na subida final e perdeu cerca de 6 minutos para Contador, ficando irremediavelmente afastado da vitória na geral e até do top-10 da prova.

Classificação Geral na 5ª etapa

tirreno-adriático 2

tirreno-adriático 3

Legenda: em cima, aclassificação da montanha.

Highlights da etapa:

6ª etapa – hoje

chris horner 3

Chris Horner (Lampre-Merida) abandonou hoje a corrida com uma tendinite no tendão de Aquiles. Quem informou foi o médico da Lampre, nao diagnosticando para já o tempo de paragem do ciclista Norte-Americano. Não se sabe portanto se a lesão será impeditiva apenas durante algumas semanas ou se será capaz de limitar o ciclista na preparação que irá efectuar a partir de meados de Abril para o Giro de Itália.

Mark Cavendish venceu ao sprint a 6ª etapa da prova. O foguetão britânico da Sky bateu o seu companheiro de equipa Alessandro Pettachi e Peter Sagan da Cannondale. Arnaud Demare foi 4º. Marcel Kittel (e Cadel Evans) chegaram num grupo muito atrasado a 6 minutos do vencedor.

Ciclismo 2014 #22

paris nice 2

Paris-Nice

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2×2. 5×2. 2 vitórias de etapa para Betancur na prova (e a correspondente e merecida liderança da prova; tem sido sem dúvida o maior agitador da corrida nos momentos decisivos), 2 vitórias de etapa para o holandês da Garmin Tom Jelte Slagter (tem sido o corredor mais inteligente da prova, atacando apenas nos momentos certos) e 2 2ºs lugares para o nosso Rui Costa, mais 2 a juntar 3 obtidos na Volta ao Algarve. O início de temporada do campeão do mundo tem sido excelente mas, no mínimo… azarado nas chegadas… Cumpre-se o prenúncio dos homens que vestem a camisola de arco-íris: com a dita vestida, a época seguinte é uma miséria. Salvam-se os pontos obtidos pelo português para a classificação por nações da UCI, critério de selecção do número de corredores que cada federação pode levar aos próximos campeonatos do mundo.

6ª etapa – ontem

Betancur

Nos últimos 500 metros da etapa que ligou Saint Saturnin-lés-Avignon a Fayence (221.5 km) Rui Costa teve a porta literalmente escancarada para vencer a etapa quando Alexis Villermoz (AG2R) caiu espalhafatosamente quando lançava o sprint em subida para o seu chefe-de-fila (Carlos Alberto Betancur) mas não aproveitou a brecha, sendo ultrapassado pela maior explosividade do colombiano nos metros finais.

Na partida da etapa, a organização foi informada do abandono de Simon Gerrans da Orica. O australiano, um dos favoritos à vitória na geral da prova, justificou o seu abandono e a sua fraca prestação nesta devido a problemas gastrointestinais.

A etapa arrancou com mais uma tentativa de Sylvain Chavanel (IAM Cycling). Decidido a vencer a classificação da montanha e quem sabe a etapa (era propícia às suas características com um constante sobe e desce), o ciclista francês da equipa suiça arrancou bem cedo do pelotão, numa primeira tentativa sozinho (para vencer a 3ª categoria disposta ao quilómetro 36.5 km). Depois de vencer a contagem de montanha, Chavanel recuou novamente ao pelotão. Ao quilómetro 68, 7 ciclistas, entre outros,  Stephen Cummings da BMC, o suiço Gregory Rast da Trek, Aleksandr Kutchynski da Katusha, Mattia Cattaneo da Lampre e Alessandro Di Marchi da Cannondale haveriam de tentar a sua sorte. Lá atrás, aos 164.5 km, aquando da sua contagem de montanha do dia, Sylvain Chavanel haveria novamente de atacar em conjunto com Thomas Vockler da Europcar. Ambos conseguiriam chegar ao grupo de fugitivos cerca de 5 km depois.

Chavanel conseguiu passar mais uma contagem em primeiro ao quilómetro 180. Mais 4 pontos para o prémio da montanha. Lá atrás no pelotão, a Sky e a AG2R tomavam conta das operações e tentavam anular a fuga do homem da IAM Cycling e fazer a primeira selecção dentro do pelotão na aproximação à grande contagem de montanha do dia: Col de Bourigaille. Nessa contagem, só Chavanel, Voeckler, Pim Ligthart da Lotto-Belison e Alessandro Di Marchi restavam da fuga que já tinha sido composta por 10 elementos. No pelotão começavam a aparecer os primeiros esticãos: os primeiros a mexer na corrida foram Alexis Villermoz da AG2R e José Serpa da Lampre. Pela primeira vez viu-se a Lampre de Rui Costa a agitar a corrida para desgastar a Sky e a AG2R. Os dois cicilistas viriam a alcançar o grupo de Chavanel ao quilómetro 198. Ao quilómetro 200, o pelotão apanhou os fugitivos. Chavanel perdeu logo o contacto com o grupo dos favoritos e teve a companhia de Andy Schleck, uma perfeita desilusão na prova francesa.

Começa o espectáculo…

Nova iniciativa de Villermoz. Leva com ele 4 ciclistas, entre os quais, Frank Schleck (Trek), Przemyslaw Niemec (Lampre), Yury Trofimov (Katusha) and Eduardo Sepulveda (Bretagne) – um grupo de respeito que poderia vencer naturalmente a etapa não fosse o trabalho de junção que estava a ser feito pela equipa do líder, a Sky. Com Frank Schleck a tentar a sua sorte, a equipa inglesa preferiu não dar abévias e na descida, o grupo seria apanhado.

A 10 km da meta foi a vez de Damiano Caruso (Cannondale) e Dries Devenyns da Giant tentarem o seu ataque, respondido de imediato por Vincenzo Nibali. 2ª vez que o italiano tentou atacar numa descida na prova. Aqui e numa imagem posterior (Nibali a descolar do grupo principal na aproximação à meta) finalmente consegui perceber que as declarações proferidas pelo ciclista italiano de que não estaria no Paris-Nice para vencer (mas sim para trabalhar para Jakob Fuglsang) não eram bluff. Quando o italiano atacou, teve resposta directa de Geraint Thomas. Este ataque não passou de mais uma tentativa para desgastar a Sky, reduzida a esta altura ao líder da prova (Geraint Thomas) e a David Lopez Garcia. O bielorusso Vasil Kyrienka já tinha trabalhado na frente do pelotão durante cerca de 40 km e não se encontrava nesta altura no grupo principal. Rui Costa pedalava confortavelmente a meio do grupo.

A 4,5 km Simon Spilak (Katusha) tentou a sua sorte. Quem lhe respondeu foi Nibali. David Lopez Garcia promoveu novamente a junção. Depois deixou o seu líder sozinho para o que restava correr na etapa. Precisamente nesta altura dava-se o furo de Wilco Kelderman da Belkin, o melhor classificado da equipa holandesa na prova.

Na aproximação à meta, a AG2R voltou a carregar. Alexis Villermoz foi buscar forças para acelerar a corrida na ligeira pendente final e Rui Costa saiu do meio do grupo para se posicionar atrás do homem da AG2R. Na sua roda ia o campeão francês Arthur Vichot e na roda de Vichot, expectante Betancur. Até que a 500 metros da meta, Tom Jelte Slagter puxou da sua explosividade em subida, atacou, Villermoz respondeu, assumiu novamente as rédeas da corrida e na curva que antecedeu a eira da meta caiu, deixando Rui Costa na frente do grupo. O português sprintou mas vindo de trás, Betancur efectuou uma ponta final do outro mundo e roubou a vitória ao ciclista português.

Bettancur 2

Betancur e Rui Costa lograram ganhar segundos para além das bonificações aos mais directos concorrentes. O checo Zdynek Stybar da Omega perdeu 3 segundos, assim como Geraint Thomas e Arthur Vichot. O 6º classificado da etapa, o francês Cyril Gautier da Europcar perdeu 7 assim como Jakob Fuglsang da Astana. Quem acabou por ficar para trás nos metros finais foi Tom Jelte Slagter, devido a um problema mecânico (saltou-lhe a corrente quando tentou atacar a 500 metros da meta). O holandês perdeu tempo para Betancur e ficou arredado da discussão da geral da prova.

Com a vitória na etapa, Betancur roubou a liderança a Geraint Thomas e cavou uma diferença de 8 segundos para o britânico. Rui Costa perdeu tempo mas subiu 9 lugares na geral para a 3ª posição a 18 segundos do colombiano. Stybar ficou a 22 enquanto o sprinter Joaquin Rojas da Movistar fechou o top-5 da prova a 24 segundos da liderança. O sprinter da Movistar está a fazer uma prova bastante interessante, conseguindo ultrapassar com exito as etapas de média montanha.

Apesar de mais um 2º lugar na tempoada (o 4º), Rui Costa mostrou-se agradado com o desempenho: ““Queria muito dar uma vitória à equipa e a todos os que me apoiam, mas ainda não foi desta. Aquela queda do Vuillermoz estragou-me um pouco os planos. Obrigou-me a sair mais cedo e desgastar-me um pouco mais. Cerrei os dentes e dei o meu máximo mas Betancur veio na minha roda e na meta foi o mais forte. Ele está num grande momento de forma e eu dou-lhe os parabéns. O balanço de hoje é bastante positivo. Estou muito satisfeito com as minhas sensações”

Quanto aos outros portugueses em prova, André Cardoso foi 26º a 25 segundos (22º da geral a 1 minuto e 2 segundos) enquanto Nelson Oliveira chegou muito atrasado com mais de 6 minutos para o vencedor da etapa.

7ª etapa – hoje

Tom Jelte Slagter

Tom Jelte Slagter vingou-se da avaria mecânica que o tinha arredado da luta pela vitória da etapa no dia anterior e voltou a vencer na prova. A Garmin consegue 2 inexpectáveis vitórias na prova e sai desta como uma das equipas em destaque. O holandês provou que é um nome a ter em conta para as clássicas da primavera, em particular, para as clássicas de colinas que serão disputadas na Belgica e na Holanda, provas onde decerto não estará tão à vontade dentro do pelotão. O holandês deu a conhecer ao mundo do ciclismo todo o seu potencial explosivo no ataque em perímetro curto (5\10\15 km para a meta) e a sua fantástica ponta final. De certa maneira, Slagter faz-me lembrar em muitas características que possui “o melhor” do antigo campeão do mundo e actual corredor da BMC Phillipe Gilbert.

Na etapa de hoje, 6 corredores aventuraram-se logo a bandeira foi içada pelos comissários de prova. Lieuwe Westra (Astana), Pim Ligthart (Lotto) Laurent Didier (Trek), Sylvester Szmyd (Movistar), Albert Timmer (Giant) and Florian Guillou (Bretagne) tentaram a sua sorte. Westra, Ligthart e Guillou já tinham tentado a sua sorte em momentos algo parecidos com este nas etapas anteriores. A colocaçao de Sylvester Szmyd na fuga revelou que a Movistar tinha planos para Rojas.

Estes foram imediatamente perseguidos por um grupo composto por Matthias Frank (o gregário da IAM em defesa da camisola da montanha de Chavanel; como Lighthart já tinha ganho alguns pontos no dia anterior, estava na fuga para recolher mais alguns para a dita classificação), Brice Feillu (Bretagne; aproveitando a posição do colega na frente, teria alguém para o ajudar caso a fuga tivesse sucesso), Marco Marcato (Cannondale) Cyril Lemoine da Cofidis e Amael Moinard da BMC. Apesar dos esforços de Frank, Ligthart conseguiu recolher 32 pontos na passagem por Vence (3ª categoria) Col D´Ecre (2ª categoria) e Col de Cipriéres (2 passagens nesta contagem de 3ª categoria) e retirar a camisola às bolinhas a Sylvain Chavanel.

Na primeira passagem pela linha de meta (152 km), o holandês Liewe Westra atacou e deixou os companheiros de fuga para trás. Os seus companheiros seriam rapidamente apanhados pelo pelotão antes da linha de meta (sprint bonificado) tendo o português Rui Costa sido o 2º a passar nesse mesmo sprint (recolheu mais 2 segundos para Betancur) num sprint com Rojas. Betancur e a AG2R vigiaram esta iniciativa na cabeça do pelotão.

Junção feita a Westra, foi a vez do agitador mor Sylvain Chavanel iniciar mais uma fuga em conjunto com outros corredores. Sem efeito. Chavanel, Felline, Alex Howe (Garmin), Francesco Gavazzi (Astana) Jan  Bakelants (Omega), John Gadret (Movistar), Yuri Trofimov (Katusha), Angel Mate (Cofidis) rodaram vários quilómetros na frente do pelotão, chegaram a ter uma vantagem de 20 segundos mas acabariam por ser apanhados. A AG2R e a Sky sabiam perfeitamente que deixar andar na frente um grupo composto por Chavanel, Gavazzi, Gadret, Bakelants, Trofimov e Mate poderia por em perigo a discussão da etapa e até a liderança da prova.

Nos últimos 5 km dá-se o acontecimento do dia: a queda que envolveu Geraint Thomas, Frank Schleck e Arnold Jeanesson da Française des Jeux. O inglês, 2º da geral estava definitivamente arredado da luta pela geral. Caído junto ao rail onde tinha embatido, foi rapidamente assistido pelo médico da organização e pelos médicos da equipa. Apesar de ainda se ter feito à estrada (chegou com 7 minutos de atraso para Slagter), suspeita-se que o corredor da Sky tenha partido a clavícula e tenha avisado a organização do seu abandono durante a noite de sábado.

A Lampre chegava-se à frente do pelotão com 2\3 homens. Também Rui Costa ambicionava quebrar o enguiço na etapa de hoje e ganhar mais alguns segundos a Betancur. Nos últimos quilómetros Jakob Fuglsang esboçou um ataque mas a Lampre não deixou o dinamarquês ir. A corrida chegou aos últimos metros com Tom Jelte Slagter a bater Rui Costa ao sprint. Em cima da linha, o português garantiu a 2ª posição e bonificou à frente de Rojas e Betancur. No final da etapa, pousado sobre a bicicleta, a cara do português mostrava algum desalento. A temporada leva 2 meses e o nosso grande corredor já leva 5 2ºs lugares em etapa.

A minha equipa esteve fenomenal e tentamos tudo para mexer na corrida. Obrigado aos meus colegas pelo trabalho.” – começou por dizer, Rui Costa, dorsal 61 da corrida do sol. “Voltei a deixar todas as minhas forças na estrada e estive perto da vitória. Fui até à exaustão e de consciência tranquila por ter dado o meu máximo. Não deu para ganhar, mas voltar a fazer 2.º é bom sinal e sabe muito bem ter pernas para estar na luta. É bom conseguir manter-me ali, entre os melhores.”

betancur 3

Carlos Alberto Betancur viu a sua vantagem reduzida para o português. Os dois ciclistas estão separados por 14 segundos à entrada para a última etapa. Não bastará a Rui Costa vencer a etapa e o colombiano não bonificar. Numa prova onde as diferenças ganhas pelos ciclistas são tão curtas, o português necessitará de um milagre para vencer a geral da prova. Já ficava feliz se vencesse a etapa. Pelo menos, assim, seria capaz de quebrar a malapata neste início de temporada.

Zdenek Stybar aproveitou a queda de Thomas para ascender ao pódio da prova a 26 segundos da liderança.

Ligthart

Pim Ligthart ascendeu à liderança da camisola da montanha. Amanhã terá um dia difícil na última etapa da prova. A etapa de 128 corrida em Nice, apresenta 3 contagens de 2ª categoria e 2 de primeira.

Nice

Decisiva. Não haverá lugar para consagrações. Rui Costa terá aqui a sua derradeira oportunidade para sair em glória da prova francesa. Uma etapa à medida das suas capacidades. As atenções da AG2R estão viradas para si, para Fuglsang e para Stybar. A equipa francesa sabe que o português é o único que, devidamente embalado num ataque, tem capacidade para fazer perigar a liderança de Betancur. Os dois sprints intermédios a meio da etapa podem ajudar à festa.

Tirreno-Adriático

tirreno-adriatico

3ª etapa – sexta-feira

sagan 3

Na chegada (em subida) à cidade toscana de Arezzo, Peter Sagan vingou-se da derrota obtida no passado fim-de-semana na Strade Bianchi (também ela corrida na bonita região da Toscânia) para Michal Kwiatkowski. O vencedor da Volta ao Algarve voltou a confirmar que está em excelente forma.

Na subida final para Arezzo quem foi o primeiro a atacar foi Phillippe Gilbert da BMC. A inclinação final fazia lembrar as rampas de Valkenburg, rampas que fazem o gosto do antigo campeão do mundo. Gilbert não teve pernas para chegar à recta da meta, sendo ultrapassado por um temerário Sagan que acelerou e deixou o polaco para trás. Simon Clarke da Orica foi 3º e Gilbert 4º.

Michal Kwiatkowski (Omega-Pharma-Quickstep) ocupou a liderança da prova com mais 10 segundos de vantagem para o seu colega de equipa Rigoberto Uran. Simon Clarke ascendeu à 3ª posição a 13 segundos do líder. Sagan posicionou-se na 6ª posição a 22 do polaco.

O eslovaco da Cannondale mostrou-se extremamente feliz com a 2ª vitória da época: “Today I am very glad for the win. Thank you to all my team-mates because they put me on the front. It was a very dangerous finish. When I saw parcours for Tirreno-Adriatico, this stage was very special and I wanted to be on the front today, and I take another victory. I am very happy.”

4ª etapa – hoje, sábado.

contador 2

Depois de ter vencido no Alto do Malhão na Volta ao Algarve, Alberto Contador voltou a vencer, desta feita na 4ª etapa da Tirreno-Adriático, confirmando que revela muita ambição e uma boa preparação física para o ano 2014.

Na etapa que terminou em Cittareale, o trepador Stefano Pirazzi da Bardiani-CSF foi o primeiro a atacar na subida final a 9 km da meta. Roman Kreuziger (Tinkoff) e Benat Inxausti da Movistar responderam ao ataque do italiano. Chegaram a ter 30 segundos de vantagem para o grupo reduzido de corredores que se formou na sua perseguição. Kreuziger quis mais e aventurou-se pela subida acima. No grupo principal, Michelle Scarponi resolveu atacar e levou consigo o croata Robert Kiserlovski da Trek. O ataque do italiano da Astana, corredor muito perigoso neste tipo de etapas, conhecedor do terreno que pisava, motivou a resposta em cadeia de Alberto Contador e Nairo Quintana, facto que levou Kreuziger a esperar pelo seu líder lá na frente. Entretanto Daniel Moreno conseguiu acompanhar estes dois.

Richie Porte conseguiu fazer recolar o seu grupo a este grupo e tudo redundou num fantástico sprint em Cittareal com vitória (e estabelecimento de diferenças) para Contador. Nairo Quintana foi 2º a 1 segundo e Daniel Moreno 3º a 5.

Na geral da prova, Kwiatkowski lidera com 16 segundos de vantagem para Contador e 23 para Nairo Quintana. Eis o top-10 da prova:

1 Michal Kwiatkowski (Pol) Omega Pharma – Quick-Step, 16:06:42
2 Alberto Contador (Esp) Tinkoff-Saxo, +16s
3 Nairo Quintana (Col) Movistar, +23
4 Richie Porte (Aus) Team Sky, +34
5 Rigoberto Uran (Col) Omega Pharma – Quick-Step, +38
6 Roman Kreuziger (Cze) Tinkoff-Saxo, +39
7 Robert Kiserlovski (Cro) Trek Factory Racing, +49
8 Moreno Moser (Ita) Cannondale, +1:01
9 Mikel Nieve (Esp) Team Sky, +1:02
10 Julian Arredondo (Col) Trek Factory Racing, +1:03

Ciclismo 2014 #21

paris nice 2

Paris-Nice

4ª etapa – ontem

Tom Jelte Slagter

Na primeira aproximação à montanha e às etapas que realmente fazem as diferenças na geral da prova, o holandês de 24 anos Tom Jelte Slagter atacou na última contagem do dia (uma 2ª categoria posicionada a cerca de 20 km da meta), recebeu a ajuda vinda de trás de Geraint Thomas (Sky) e venceu a etapa que terminou em Belleville. O holandês conseguiu a sua primeira vitória da temporada. Em 2013, conseguiu alguns resultados de destaque como a vitória na geral individual do Tour Down Under (Austrália; a primeira prova World Tour da temporada), a vitória numa etapa na mesma prova e a vitória no prémio da montanha do Tour de Alberta. Com o 2º lugar na etapa, Thomas ascendeu à liderança da geral da prova.

A etapa de ontem era tida como crucial para aqueles que tem aspirações à geral (Carlos Alberto Bettancur, Rui Costa, Bauke Mollema, Vincenzo Nibali, Geraint Thomas). Com 3 contagens de 3ª categoria praticamente seguidas e uma de 2ª a finalizar, era expectável que um ou vários destes ciclistas pudessem executar o seu ataque na subida final. Para o camisola amarela à partida, o alemão John Degenkolb, seria bastante difícil sair da etapa como líder, apesar do facto do alemão conseguir suportar bastante bem a média montanha. A etapa veio provar isso mesmo: Degenkolb chegou incluído no 2º grupo a apenas 18 segundos do vencedor da etapa.

A etapa começou com as habituais fugas. O primeiro a tentar foi o combativo Thomas Voeckler (Europcar) logo nos primeiros quilómetros. Voeckler foi rápidamente alcançado pelo pelotão, sapiente do perigo a que se arriscava caso deixasse sair o antigo campeão nacional francês. Apesar da tentativa, Voeckler mostrou que ainda não está em forma. Poucos quilómetros depois, a Europcar não desistiu do objectivo de constituir um grupo de fugitivos. Perrig Quemeneur, homem que já tinha encetado uma fuga precisamente na 3ª etapa saiu do pelotão e com ele foram Valerio Agnoli (Astana), Laurent Didier (Trek) e Jesus Herrada da Movistar. Tendo em conta a perigosidade da fuga pela presença de Agnoli, o pelotão deixou ir o quarteto à vontade até ao quilómetro 111, altura em que começaram as inclinações do dia. Nesse preciso quilómetro, o quarteto tinha cerca de 6 minutos e meio de vantagem sobre o pelotão.

Os fugitivos tiveram tempo de passar pelas 3 montanhas de 3ª categoria. Nos Cote de la Clayette (km 137.5), Col de Champ de Juin (Km 156.5) and Col de Crie (Km 164) Agnoli passou na frente e colheu os 4 pontos em disputa para a classificação da montanha, pontos que se revelaram suficientes para retirar a correspondente camisola de líder da classificação a Christophe Laborie da Bretagne. Na contagem de 2ª categoria, o homem da Bretagne foi um dos primeiros a descolar do pelotão.

À entrada da última montanha do dia, o Mount Bruilly, o pelotão tratou de anular a fuga de forma ao espectáculo poder começar.

A Sky chegou-se à frente do pelotão e começou a endurecer o ritmo para fazer a primeira selecção dentro do numeroso grupo. A 15,5 km do fim, o primeiro a abrir as hostilidades foi um dos principais favoritos à vitória na geral da prova, o colombiano Carlos Alberto Bettancur da AG25. Bettancur atacou precisamente numa fase da subida em que num espaço de 500 metros esta apresentava uma pendente média de 20%. Sem efeito, poucos metros mais à frente seria alcançado, crendo eu que o colombiano apenas quis testar o poder de resposta da Sky e da concorrência. Tanto Vincenzo Nibali como Rui Costa iam bem posicionados dentro do grupo e bastante atento às possíveis investidas dos adversários. Aos 14,4 km, Bettancur tentou novamente fugir. E o pelotão rompeu de vez num grupo de 40 a 50 unidades.

Com o ataque de Bettencur, abriu-se o precedente para mais ataques. Mal o colombiano foi alcançado novamente, Tom Jelte Slagter fez o ataque decisivo. Saíndo que nem uma bala do pelotão, rapidamente ganhou 7\8 segundos de vantagem para o mesmo. Ninguém respondeu no pelotão. 600 metros após, foi Geraint Thomas da Sky a sair do pelotão para alcançar o ciclista holandês da Garmin. Rui Costa chegou-se à frente do pelotão para encetar a perseguição mas não teve grande colaboração. O grupo principal haveria de deixar os dois ciclistas vencer a etapa precisamente porque nunca se conseguiu organizar para os perseguir. Até ao final da subida, também iria sair o jovem holandês Wilco Kelderman da Belkin, jovem em quem a equipa holandesa deposita grandes esperanças para o futuro, posicionando-se num ponto intermédio entre os dois da frente e o grupo principal. Num grupo secundário, bem próximo do grupo principal já estava John Degenkolb. O ciclista da Giant-Shimano era o homem que mais ia trabalhando na frente do grupo para conseguir a recolagem.

Iniciou-se a longa descida que iria levar os ciclistas à recta da meta com Thomas e Slagter na frente e Kelderman entre o grupo principal e os homens da frente. A 8 km da meta, tentaram sair do grupo 2 homens bastante perigosos: o dinamarquês Jakob Fuglsang da Astana e Romain Bardet da AG2R. Conseguiram alcançar alguns metros de vantagem mas nunca se constituíram como perigo tanto para os homens da frente como para os ciclistas do grupo principal. Thomas e Slagter iam trabalhando muito bem na frente para terem hipóteses de disputar a vitória na etapa. Para Geraint Thomas, mesmo que não conseguisse vencer a etapa, estava em condições de assumir a amarela da prova.

Apesar de Wilco Kelderman se ter aproximado muito rapidamente aos dois da frente, o sprint final pela vitória iria pertencer aos dois homens da frente com o holandês a deter uma ponta final mais forte que Thomas. O grupo dos favoritos acabou por alcançar Kelderman, terminando o holandês na 3ª posição e todo o grupo a 5 segundos dos vencedores. No grupo principal chegaram Arthur Vichot (Française des Jeux), Rui Costa (11º), Jon Insausti (Movistar), Carlos Alberto Bettancur, Frank Schleck (Trek), Jakob Fugsland e Vincenzo Nibali, e John Gadret (Movistar). A 18 segundos chegou o líder Degenkolb num grupo que incluía André Cardoso (Garmin), Maxime Monfort e Tony Gallopin (Lotto-Belisol).

Com atraso significativo de 57 segundos chegou Chavanel (IAM). O francês foi uma das baixas logo no início da segunda categoria por causa de um furo. Jerome Pineau, outro dos chefes-de-fila da suiça IAM, apanhou quase 4 minutos. O português Nelson Oliveira chegou incluído no grupo de Andy Schleck a mais de 7 minutos. Mais uma vez o luxemburguês voltou a desiludir. Apesar de ter considerado que se encontra motivado e a preparar forma para voltar em grande às competições por etapas de 3 semanas, o que é certo é que (um dos chefes-de-fila da Trek) não está a conseguir re-encontrar o ritmo que possuía noutros tempos depois da grave lesão que o deixou de fora durante vários meses.

Na geral, Geraint Thomas assumiu a amarela, detendo uma vantagem de 3 segundos sobre John Degenkolb e de 4 sobre Tom Jelte Slagter. Rui Costa posicionou-se na 14ª posição da geral a 19 segundos da liderança. Na geral da montanha, Agnoli assumiu a liderança com 12 pontos, mais 3 que Christophe Laborie.

5ª etapa – hoje

bettancur

Na etapa que ligou Crêches-Sur-Saône a Rive-de-Gier, na distância de 153 km, os ciclistas tiveram pela frente uma etapa muito semelhante à do dia anterior com 3 contagens de 3ª categoria (2 no início da etapa, outra a meio) e uma contagem de 2ª muito próxima da meta. Carlos Alberto Bettancur conseguiu a vitória que tanto procurava na prova ao atacar na descida final a 9 km da meta.

Thomas Voeckler voltou a fugir nos quilómetros iniciais da prova. Com ele levou Florian Guillou da Bretagne. Mais uma vez, a Bretagne escolheu os primeiros quilómetros da etapa para ser vista. A fuga não durou muito. Ao quilómetro 11, um quinteto de luxo tentou a sua sorte: quase afastado da geral da prova e com uma etapa propícia às suas características, Sylvain Chavanel tentou a sorte em conjunto com Jan Bakelants da Omega, Matthew Busche da Trek, Gorka Izaguirre da Movistar e Brice Feillu da Bretagne. O melhor classificado na geral era precisamente Bakelants, a 19 segundos de Geraint Thomas.

A fuga mostrou algum entrosamento. Chavanel venceu os pontos em disputa nas 2 3ªas categorias dispostas enquanto Bakelants venceu os sprints intermédios posicionados ao quilómetro 87.5 e 126.5.

Pelo meio, Nacer Bouhanni, o vencedor da 1ª etapa da prova, anunciava o seu abandono.

Sylvain Chavanel decidiu investir sozinho. No entanto, lá atrás no pelotão, a Team Sky não ia dando hipóteses. Rapidamente engoliram o quarteto que ficou para trás e prosseguiram rumo a Chavanel. Entretanto, na apróximação ao cote de St Catherine, a AG2R tinha 3 contratempos quase seguidos: Romain Bardet e Samuel Dumoulin tiveram problemas mecânicos e Maxime Bouet caiu no meio do pelotão. No topo da contagem, Vincenzo Nibali decidiu atacar e levou consigo Bettancur, Geraint Thomas, Tom Jelte Slagter (provou hoje que também procura qualquer coisa na geral) e Jakob Fuglsang. Apenas Bettencourt e Fuglsang vingaram a sua investida, sendo acompanhados por outro ciclista que saltou do pelotão, o luxemburguês Bob Jungels da Trek. Rui Costa não conseguiu responder a estas movimentações. Mais uma vez, a equipa Lampre mostrou incapacidade para tomar a cabeça do pelotão e ajudar o seu líder.

Na descida final, o trio haveria de chegar junto, com Bettencur a vencer o sprint final. Ganhou 2 segundos a todo o pelotão mais bonificações. Com a vitória, o colombiano subiu ao 4º lugar da geral a 5 segundos de Degenkolb. Rui Costa chegou na 12ª posição e na geral ascendeu também à 12ª posição da geral a 19 segundos da liderança.

O português expressou o seu feedback sobre a etapa no seu diário: ““Foi uma etapa idêntica à de ontem com a agravante de ter chegado Betancour na frente e ter bonificado dez segundos. Ele, Geraint Thomas e Nibali são os mais perigosos neste momento para a classificação geral, mas pode haver surpresas. As minhas pernas não se portaram mal mas espero que amanhã estejam melhores.”

O líder Geraint Thomas mostrou-se feliz com a liderança da prova na véspera da etapa que muitos consideram decisiva para a classificação final da prova: “I’m glad to still be in the yellow jersey. The guys did a great job again but we wouldn’t cover everybody. I saw there were Giant Shimano and Omega Quick Step guys with us and I banked on them to chase for a mass sprint and we nearly got it. In my mind, riders like Nibali or Betancur still remain the favorites, they have more GC experience than I do. Tomorrow will be a hard day with a 220 something stage and a steep hill finale. I hope to be there or thereabout.”

Na classificação da montanha, Sylvain Chavanel assumiu a liderança com os mesmos pontos de Valerio Agnoli.

Amanhã, o Paris-Nice tem a sua etapa mais importante. A etapa que liga San Saturnin-lès-Avignon a Fayance vai fazer diferenças. Uma contagem de 3ª categoria logo no início da tirada e 4 contagens seguidas a terminar (1 de 3ª, 2 de 2ª e 1 de 1ª categoria) serão o suficiente para um dos favoritos arrumar com a geral já amanhã.

Tirreno-Adriático

tirreno-adriatico

Começou na quarta em Itália, a prova que irá ligar a prova que irá rasgar a Itália a meio, fazendo a ligação entre a parte que é banhada pelo Mar Tirreno e a parte que é banhada pelo Adriático.

Na “carteira de clientes”, a prova italiana conta com a participação de ciclistas como Alejandro Valverde (Movistar), Alberto Contador (Tinkoff), Purito Rodriguez (Katusha), Mark Cavendish (Omega), Michal Kwiatkowski (Omega), Roman Kreuziger (Tinkoff), Peter Sagan e Ivan Basso (Cannondale), Richie Porte e Braddley Wiggins (Sky) ou Chris Horner (Lampre).

1ª etapa – quarta-feira

A organização da prova preparou um contra-relógio por equipas a abrir. No total de 18,5 km disputados entre Donorático e San Vincenzo, a Omega-Pharma de Mark Cavendish e Michal Kwiatkowski voltou a vencer este ano (ainda não passaram nenhuma prova que disputaram este ano em branco), tornando-se o britânico o primeiro líder da geral da prova e o polaco o segundo. A equipa belga foi a mais rápida no crono, deixando a Orica a 11 segundos e a Movistar de Alejandro Valverde a 18.

2ª etapa – hoje

pelucchi

Na 2ª etapa da prova, uma fuga a meio da etapa protagonizada por Daniel Teklehaymanot (MTN-Qhubeka), Marco Canola (Bardiani-CSF), Alex Dowsett (Movistar), David de la Cruz (NetApp-Endura) e Davide Malacarne (Europcar) obrigou a Omega-Pharma-Quickstep a trabalhar no duro para manter a ordem. A 60 km da meta, o quinteto da frente chegou a ter 4 minutos e meio de vantagem. Ajudados pela Tinkoff (a trabalhar para Bennatti), as duas equipas conseguiriam alcançar o grupo de fugitivos.

Seguiram-se os habituais comboios. A Lotto chegou-se à frente e fez a papa para André Greipel, bem marcado de perto por Arnaud Demare (FDJ). Mark Cavendish não se conseguiu posicionar bem para o sprint final. Contudo, foi outro dos que vinha literalmente na roda do alemão, o jovem Matteo Pelluchi da IAM Cycling que conseguiu triunfar nos metros finais.

Na classificação geral, tudo na mesma.

Ciclismo 2014 #20

paris nice 2

Paris-Nice

2ª etapa

Paris-Nice

A etapa disputada entre Rambouillet e Saint-Georges-Sur-Baulche começou com algumas dúvidas dentro do pelotão. Apesar da vitória na primeira tirada da prova e do facto de ter sido assistido duas vezes pela equipa médica da sua equipa junto ao carro da Française des Jeux, existiam algumas dúvidas quanto à condição física do líder Nacer Bouhanni, em particular, quanto a uma lesão no joelho que o tem atormentado desde o início da temporada. O sprinter francês acabou por negar, nas entrevistas realizadas no final da etapa, que o joelho tenha condicionado a sua prestação no final da etapa.

A etapa começou com uma fuga logo aos 2,5 km. Anthony Delaplace da Bretagne (mais uma vez a Bretagne optou por fazer escapar um corredor muito cedo para se poder tornar visível e ter hipóteses de vencer um dos sprints intermédios\provavelmente esta estratégia de corrida é motivada pelos interesses dos seus patrocinadores) e o letão Alexejs Saramotins da IAM Cycling Team chegaram a ter 11 minutos de vantagem sobre o pelotão aos 33 km. No primeiro sprint intermédio do dia, ao quilómetro 61 Delaplace bateu Saramotins ao sprint e lá atrás, no pelotão, Gianni Meersman foi 3º, confirmando o intento de lutar pela geral dos pontos da prova.

A fuga foi decorrendo. Lá atrás, as equipas dos principais sprinters em prova (Omega, Française des Jeux, Belkin) aumentavam o ritmo (e consequentemente a probabilidade de cortes no pelotão devido ao vento que se fazia sentir e à dificuldade de um traçado que no ano passado provocou imensas quedas dentro do pelotão da edição de 2013) na peugada dos fugitivos, que, foram avançando isolados à única contagem de montanha disposta (uma 3ª categoria, já bem perto da meta). Na contagem de montanha de Cote de la Ferte-Loupiere, Saramotins passou à frente de Delaplace. Mesmo assim dispunham de uma vantagem de aproximadamente 5 minutos, vantagem que na altura era considerada como suficiente para poderem vencer a etapa.

Quando o pelotão teve noção dos 5 minutos que levava de atraso, as equipas dos sprinters organizaram-se e começaram a imprimir um ritmo louco na cabeça do pelotão. Com o aumento rítmico, começaram também os problemas no seio do mesmo. A 30 km da meta, as televisões foram buscar a imagem de Andy Schleck com o trepador luxemburguês a sentir imensas dificuldades na cauda do pelotão. Poucos quilómetros depois, enquanto Saramotins batia Delaplace noutro sprint intermédio e Gianni Meersman conseguia ser novamente terceiro. O segundo alcançado por Meersman seria suficiente para dar a liderança virtual da prova ao sprinter belga, mas, a etapa iria reservar-lhe outros planos.

Formaram-se os comboios. A 12 km da meta, quando a fuga seria alcançada mais tarde ou mais cedo (a 12 km do fim Saramotins deixou Delaplace para trás; seria alcançado a 4 km da linha de chegada), o comboio da Orica tomou a frente do pelotão (para trabalhar para Simon Gerrans e Matthew Goss) e com a tomada de posse da equipa australiana deu-se a maior queda do dia, precisamente na frente, ficando nela dois possíveis candidatos à vitória: o noruguês Edvald Boasson Hagen (Team Sky), o famigerado Tyler Farrar (Garmin-Sharp) e Lars Boom da Belkin.

Alcançado Saramotins, rapidamente a Giant-Shimano (antiga Argus) montou o seu dispositivo pró John Degenkolb e tratou de formar o seu comboio para levar o holandês até aos metros finais, onde, Degenkolb e Bouhanni marcaram-se mutuamente mas o antigo campeão holandês de sub-23 da Belkin Moreno Hofland, um dos ascendentes sprinters do cenário internacional, levou a melhor sobre toda a concorrência e garantiu uma preciosa vitória à Belkin na prova. Nos metros finais, houve mais uma queda dentro do pelotão que retirou a possibilidade de ciclistas como Gianni Meersman ou Tom Boonen de lutar pela vitória na etapa.

Highlights da etapa

3ª etapa

Degenkolb

À 3ª foi de vez. Depois de 2 vezes segundo, envergando a camisola dos pontos da prova, John Degenkolb conseguiu vencer no Paris-Nice e atingir a sua 4ª vitória em etapas na presente temporada.

Na última etapa antes da montanha, o circo foi até ao histórico circuito de Magny-Cours. Seria interessante analisar a prestação dos ciclistas nos minutos finais dada a forte exposição ventosa típica dos circuitos automobilísticos.

A etapa arrancou com alguns abandonos de vulto. Gianni Meersman decidiu ir para casa por problemas físicos motivados pela queda sofrida no dia anterior. Lars Boom também ficou maltratado da queda sofrida a 12 km da meta e decidiu abandonar a corrida. Como tinha acontecido nos dois dias anteriores, os franceses trataram de dar lustro ao patrocínio exibido nas suas respectivas camisolas ao arrancar com uma fuga a três logo aos 3 km. Perrig Quemeneur da Europcar, Julien Fouchard da Cofidis e Romain Feillu da Bretagne (este último, o chefe-de-fila da equipa francesa na prova) tentaram a sua fuga e o ciclista da Europcar esteve a um ligeiro passo de vencer a prova. O pelotão, alertado pelo relativo sucesso da fuga de Delaplace e Saramotins, e, jogando à cautela em virtude dos estragos provocados pela aceleração efectuada com o objectivo de anular a fuga do dia anterior, não permitiu veleidades ao trio da frente. O melhor que conseguiram foi uma vantagem de 3 minutos e meio. É certo que a presença de Feillu (um ciclista com enorme talento) agudizou o engenho às equipas interessadas numa chegada ao sprint. No entanto, nos momentos finais, quando Quemeneur já se encontrava isolado e com bastantes chances de vencer a etapa, as equipas começaram as tricas pela liderança do pelotão e pela formação de comboios e demoraram bastante tempo a agir concretamente na anulação da fuga, facto consumado apenas a 2 km da meta.

Feillu deu-se bem com a montanha e venceu a 3ª categoria colocada ao quilómetro 74. Incapazes de lutar com as mesmas armas nos sprints finais (excepção feita a Bouhanni), os franceses mostram-se mais ávidos, como de resto é habitual, a lutar pela classificação da montanha. Feillu é possivelmente um dos candidatos à vitória nesta classificação caso consiga repetir uma fuga no dia de amanhã. 4 km depois seria Quemeneur o mais rápido no sprint intermédio.

O pelotão foi controlando a fuga até aos 10 quilómetros finais. Lá atrás, Sky (para Geraint Thomas ou Boasson Hagen), Astana e Movistar (Rojas) tentavam ganhar a cabeça do pelotão perante as expectantes Orica, Belkin e Française des Jeux. A ausência da equipa francesa na cabeça do pelotão indicava que o líder da prova não estaria nas melhores condições físicas para disputar o sprint final. Bouhanni seria 7º na etapa. O francês posicionou-se muito mal nos metros finais e não conseguiu alcançar as melhores condições para disputar o sprint.

Na entrada do circuito de Magny-Cours, com Quemeneur na frente e com a possibilidade do vento provocar cortes dentro do pelotão, a Giant-Shimano subiu as suas unidades dentro do pelotão, formou o seu comboio na frente e deu meia vitória ao seu 2º sprinter (o primeiro e chefe-de-fila da equipa é Marcel Kittel) perante a pressão de Rojas (Movistar) Matthew Goss (Orica) e Borut Bozic (Astana).

E tudo Degenkolb levou…

John Degenkolb

Liderança a prazo. A etapa de amanhã, a 4ª da prova, entre Nevers e Belleville, aproxima o pelotão do momento das decisões no que à geral da prova diz respeito. Três contagem de 3ª categoria praticamente seguidas a meio da etapa e uma 2ª categoria na aproximação à meta colocada em Belleville, em plena região demarcada do Beaujolais (uma das castas de vinho mais sui-géneris da europa devido ao facto das uvas não terem que ser pisadas antes de encubadas para a fermentação;: é a própria fermentação que lhes tinha a pele) fazem desta etapa uma autêntica clássica dentro da prova. As 3 contagens de 3ª categoria, sequênciais em poucos quilómetros, decerto farão a primeira selecção dentro do pelotão e a 2ª categoria é propícia a que Rui Costa, Carlos Alberto Bettancur ou Vincenzo Nibali ataquem e formem um grupo de favoritos até a recta da meta.

Cumpre-me também relembrar que amanhã começa a Tirreno-Adriático em Itália.

Ciclismo 2014 #17

1. O rumor em torno do futuro de Peter Sagan

Sagansagan 2

O futuro do eslovaco entalado entre um acordo alegadamente firmado com Oleg Tinkoff (um dos donos da Saxo-Tinkoff) e a necessidade de patrocinio da Cannondale (ou com a Tinkoff ou na venda dos direitos a Fernando Alonso, que, decerto terá por detrás o seu principal sponsor, o Banco Santander) – ocorre também no meio destas trocas e baldrocas que Alberto Contador é patrocinado pela Specialized, concorrente de sector da Cannondale e só termina contrato no final de 2015, facto que poderá inviabilizar um acordo entre Tinkoff e Cannondale e como tal a transferência de Sagan.

2. Tour de Langkawi

8ª etapa

Na etapa que ligou Kuantan a Marang, 3ª vitória ao sprint para Theo Bos da Belkin. O holandês bateu ao sprint Andrea Guardini da Astana e Kenny Van Hummel da Androni, ambos vencedores de uma etapa na prova.

O ciclista iraniano Mirsamad Pourseyedigolakhour da Tabriz Petrochemical-Team continua a liderar a prova com 8 segundos de avanço para o etiope Merwahi Kudus da MTN-Qubeka e 11 para Isaac Bolívar da United Health Care.

Na classificação por pontos lidera Aidis Kuopis da Orica.

 

Ciclismo 2014 #16

Tour de Langwaki – Malária – UCI Asia

Tour de Langwaki

Desde 27 de Fevereiro (até domingo) está a ser disputado o Tour de Langwaki, ou como quem diz, a Volta à Malásia, prova da UCI Continental Asia que reune naquele país algumas das fortes equipas do pelotão internacional. Esta competição ainda é encarada por algumas equipas, em particular as de World Tour como uma prova de preparação para o mês de Março, esse sim já a doer com o Paris-Nice ou o Tirreno-Adriático, provas que se irão disputar na próxima semana. Também é de referir que estas provas pagam a peso de ouro a presença de alguns ciclistas. Para as equipas asiáticas, a prova da Malásia serve para estas poderem ganhar pontos para a classificação UCI Continental Asia, 3 ª divisão mundial, rampa de lançamento para a Pro Continental e para a World Tour.

6 equipas da UCI World Tour marcaram presença na prova asiática, entre as quais Belkin, Astana, Orica, Katusha, Saxo-Tinkoff e Team Europcar. 6 profissionais Continentais também marcaram presença: a Colombia (projecto nacional colombiano de ciclismo), Androni-Venezuela (projecto italo-venezuelano de ciclismo), MTN-Qubeka, United Healt Care (EUA) e Neri (Itália). Entre as asiáticas da divisão Continental presentes, destaque para a local Terengganu, para a Tabriz Petrochemical Team (equipa da cidade do Traktor de Toni) e para a Giant, recém-formada equipa chinesa que almeja ascender ao World Tour nas próximas 3 temporadas.

Entre o lote de ciclistas que está a correr a prova estão nomes como o sprinters Theo Bos e Graeme Brown (Belkin), o sprinter australiano Brett Lancaster (Orica), Alexander Ribakov (Katusha), Christophe Kern (Europcar) o trepador Fabio Duarte e o sprinter Leonardo Duque (Colombia), o trepador venezuelano José Ochoa (Androni), os famoso John-Lee Augustin da MTN-Qubeka e Jonathan Clarke da United Healt Care (vencedores de etapas nas últimas edições da Volta a Portugal) o italiano Francesco Chicchi (Neri) ou Zhi Jiang, aquele que é apontado como a maior promessa do ciclismo chinês. À excepção de Bos, Lancaster e Fabio Duarte, nenhum dos outros nomes faz parte da “nata”, digamos assim, do ciclismo mundial. Contudo, a organização da prova paga milhares de euros pela presença de segundas linhas do ciclismo mundial.

1ª etapa

quintero 2

Na primeira etapa, disputada em circuito fechado em Langwaki, na distância de 101 km, o recentemente profissionalizado Duber Quintero de 23 anos (Colombia) logrou bater ao sprint Matt Brettmaier da Sinergy Baku do Azerbeijão e Jonathan Clarke depois de uma fuga nos quilómetros finais Quintero conseguiu a sua primeira vitória enquanto profissional e tornou-se lider da prova com 11 segundos de vantagem para o corredor australiano da equipa azeri e para o corredor norte-americano.O pelotão chegou a 1.08 minutos do ciclista colombiano.

2ª etapa

Theo Bos

Na etapa que ligou Petani a Taiping, Theo Bos mostrou que é o melhor sprinter em prova. Dobradinha para a Rabobank. Graeme Brown lançou o antigo campeão mundial de pista e conseguiu a 2ª posição na etapa. Marco Haller da Katusha foi 3º. A liderança continuou na posse de Quintero.

3ª etapa

guardini

A 3ª etapa viria a pertencer a Andrea Guardini também ao sprint. Guardini já é um repetente na Volta a Malásia, prova na qual já venceu 12 etapas e por 2 vezes a camisola dos pontos. Para além das vitórias na prova da Malásia, o sprinter de 25 anos que a Astana foi recrutar à Vini-Farnese em 2013, já leva no seu currículos vitórias em etapa na Volta à Turquia, na Volta a Portugal (2011) no Giro e na Volta ao Qatar.
No sprint final da etapa que ligou Kampar à capital Kuala Lumpur, Guardini superiorizou-se a Theo Bos e Yannick Martinez da Europcar.

4ª etapa

Primeira etapa de montanha da prova. Chegada em alto nas Gentings Highlands. Vitória o iraniano Mirsamad Pourseyedigolakhour com 4 segundos de vantagem sobre o ciclista da Eritreia Merhawi Kudus da MTN-Qubeka e 5 sobre Isaac Bolivar da United Health Care. Duber Quintero perdeu a camisola amarela para o ciclista do irão visto que chegou com 6 minutos de atraso para o vencedor da etapa.

5ª etapa

Mais uma fuga sucedida. O Norte-Americano Bradley White da United Health Care cruzou a meta na primeira posição em Rembau, vingando uma fuga de quase 60 km. O pelotão chegou a 1 minuto e 5 segundos de diferença.

6ª etapa

van hummel

Vitória para o sprinter holandês Kenny Van Hummel sobre Aidis Kuopis da Orica GreenEdge e Ken Hanson da United Health Care

7ª etapa

Disputada hoje. Mais uma vitória para Theo Bos na prova e mais um 2º lugar para Aidis Kruopis. Leonardo Duque, sprinter da Colombia foi 3º.

Ciclismo 2014 #12

Volta ao Algarve

Ontem – 2ª etapa – Lagos-Monchique 190 km

Kwiatowski 2

A opção que Rui Costa tomou no dia anterior (oferecer a vitória ao seu sprinter Sasha Modolo em cima da recta da meta) poderá não ter sido a mais a acertada. Na 2ª etapa da Volta ao Algarve, o português voltou a fazer novamente no 2º em Monchique, atrás do vencedor da etapa, o talentoso all-rounder Michal Kwiatkowski da Omega-Pharma-Lotto. O Belga já tinha triunfado numa etapa um tanto quanto semelhante no Challenge de Maiorca na semana passada. No Algarve, está a confirmar o excelente momento de forma que atravessa neste início de temporada. A Omega-Pharma-Quickstep está para já a confirmar-se como a grande dominadora deste início de temporada. Para além das vitórias individuais do ciclista polaco de 23 anos, a equipa já venceu no Dubai, no Qatar (geral inclusive) e em Oman, completando o pleno nas provas de World Tour até agora disputadas.

Depois de uma interessante primeira etapa, esperava-se que Rui Costa fosse capaz de vencer na serra de Monchique. Não se esperava que Alberto Contador quisesse entrar na luta pela vitória visto que é a primeira prova que está a realizar na presente temporada.

A etapa iniciou com uma fuga composta por ciclistas franceses. O sprinter Arnaud Demare (FDJ) Alexandre Pichot (Europcar) e Florian Senechal (Cofidis) decidiram atacar em conjunto com o primeiro de olho nas metas volantes posicionadas a meio da tirada. A Radio Popular-Boavista, líder da classificação das metas volantes através de Cesar Fonte não quis deixar escapar a oportunidade de salvaguardar a camisola no corpo do seu atleta até porque enquanto este a mantiver dá um mediatismo superior ao nome e à imagem do patrocinador da sua equipa. Fonte haveria de testar uma fuga com mais 4 ciclistas poucos quilómetros depois do trio da frente ter sido apanhado mas a Saxo-Tinkoff foi rápida a anular por completo a investida.

A presença da equipa dinamarquesa na frente indiciava que Alberto Contador tinha planos em mente para a subida final, nem que fosse apenas “esticar as pernas” para medir as respostas do corpo nestes primeiros dias de competição e o nível de preparação feita no estágio de pré-temporada. A subida esfumou-se sem existir um ataque. Na descida de 5 km até Monchique, o grupo dos favoritos entrou numa espiral de desconfiança mútua, Kwiatkowski decidiu avançar e cortou a meta em Monchique com 6 segundos de avanço para Rui Costa que bateu ao sprint os espanhóis Albert Contador e Eduard Prades da OFM-Quinta da Lixa. Mais atrás, a 17 segundos do polaco chegaria um grupo onde estavam Alexandre Geniez (FDJ) Chris Horner (Lampre-Merida) Jonathan Castroviejo (Movistar) e Edgar Pinto (LA Alumínios-Antarte).

Na geral, o polaco ficou com a liderança da prova, com Rui Costa a 4s e Alberto Contador a 12s.

3ª etapa – hoje

Contra-relógio de 13,6 quilómetros entre Vila do Bispo e Sagres. Previa-se uma interessante batalha pela geral entre Michal Kwiatkoswski e Rui Costa visto que, apesar do polaco ser um especialista nesse departamento do ciclismo, o português também tem um rendimento muito interessante no contra-relógio curto. Relembro que o português é o campeão nacional em título. No ano passado, na prova disputada em Pataias (Alcobaça), Rui não deu qualquer hipótese à concorrência interna (os principais especialistas no contra-relógio curto como Tiago Machado ou Nelson Oliveira ficaram a mais de 1 minuto do campeão do mundo em 26 km de prova). Como principal candidato para vencer a ventosa luta contra o cronómetro no Sudoeste Algarvio estava o actual bicampeão do mundo da especialidade, o alemão Tony Martin da Omega-Pharma (outra vez arroz!), curiosamente o vencedor da geral da Volta ao Algarve em 2009 e 2013. Nas duas edições, o alemão cravou a sua diferença para os demais no Contra-relógio e, no caso de particular da edição de 2009, no Alto do Malhão, principal inclinação da prova. O Malhão será a atracção da etapa de amanhã.

Desta vez o campeão do mundo não conseguiu fazer a diferença. Kwiatkowski voltou a vencer de forma categorica, deixando a 11 segundos Adriano Malori da Movistar (outro dos candidatos à vitória na etapa, o espanhol Jonathan Castroviejo não conseguiu entrar sequer no top-10) e a 13 Tony Martin. Alberto Contador perdeu 20 segundos (4º) e Rui Costa foi 11º a 34 segundos.

Com a vitória na etapa, o ciclista da Omega-Pharma-Quickstep aumentou a sua vantagem para os mais directos perseguidores. Alberto Contador ascendeu à 2ª posição da prova com uma diferença de 32 segundos para o líder enquanto o português caiu para a 3ª posição a 38 segundos.

Amanhã corre-se a etapa decisiva da prova com a chegada em alto ao Malhão (1ª categoria).

Tour de Oman

3ª etapa – na quinta

Andre Greipel

(toda a gente sabe que essas pulseiras do equilíbrio não funcionam ó Greipel)

Quando toda a gente previa que os homens mais vocacionados para a média montanha pudessem atacar nas contagens de montanha destacadas nos últimos quilómetros da etapa que ligou Bank Muscat a Al Bustan (146 km), tudo acabou por ser discutido no sprint final com o alemão André Greipel a resolver novamente para a Lotto-Belisol.

Depois de uma fuga de 5 ciclistas pouco cotados que durou quase 100 km, a segunda ascenção da etapa separou o trigo do joio. Dario Cataldo comandou o pelotão e trabalhou para Chris Froome (Sky). Na roda de Froome seguiram Peter Sagan (Cannondale) Fabian Cancellara (Trek-Leopard) e do checo Zdenek Stybar (Omega-Pharma-Quickstep). Estes quatro haveriam de atacar, sendo apanhados a cerca de 1km para a meta pelo grupo principal. Para o efeito, valeu o trabalho conjunto de BMC, FDJ e Lotto. No Sprint final André Greipel voltou a superiorizar-se a Peter Sagan e ao jovem sprinter francês Nacer Bouhanni (FDJ) e segurou a liderança da prova.

4ª etapa – Ontem

Peter Sagan 2

A etapa que ligou Wadi Al Abiyad ao Ministério da Habitação na capital Muscat, na distância de 173 km, poderia ser decisiva no que diz respeito às contas da geral. Com 4 inclinações, 1 delas com algum grau de dificuldade, quem chegasse isolado à Avenida onde se situa o Ministério da Habitação daquele estado do médio oriente poderia não só ganhar a etapa como amealhar o tempo suficiente para vencer a geral da prova, apesar de, ainda existir um contra-relógio pela frente até domingo.

A prova começou com uma fuga muito precoce nos primeiros quilómetros. Valerio Agnoli e Liewe Westra (é o homem mais combativo da época até ao momento; ambos da Astana) tentaram a sua sorte ao quilómetro 9 com o brasileiro Murilo Fischer da FDJ. A fuga durou 6 km. 2 quilómetros depois, o sprinter belga Greg Van Avermaet (BMC) Yaroslav Popovych (Trek) e Huffman (Astana) tentaram a sua sorte se bem que penso que aqui a estratégia dos directores desportivos, em particular o da Astana, era o de pura e simplesmente obrigar a Lotto-Belisol e as demais interessadas (Sky, Cannondale, Omega-Pharma) a desgastarem-se na frente do pelotão. Não sendo um trepador de excelência, a presença de Popovych na frente da corrida poderia causar alguma ameaça às pretensões destas equipas.

A fuga teve algum sucesso. O trio conseguiu amealhar 5 minutos e meio de vantagem no momento em que abordaram a primeira montanha do dia. Lá atrás no pelotão, a vantagem amealhada levou a que a Lotto-Belisol, Omega e Saxo-Tinkoff assumissem as despesas da perseguição com a BMC a colocar 2 ou 3 elementos na frente para atrapalhar a organização desta.

Na terceira incursão pela montanha do dia, Popovych foi alcançado, ficando Van Avermaet sozinho na frente com 32 segundos de vantagem para o pelotão. Entretanto, na cauda do pelotão André Greipel começou a ficar para trás e nunca mais regressou ao convívio dos grandes. No final desta colina, o colombiano Sergio Henao disferiu o seu ataque, tendo passado no alto com 18 segundos de vantagem para o pelotão e 16 de desvantagem para Van Avermaet. O último só seria alcançado a 14 km da meta por um grupo de 60 unidades.

Na última ascenção do dia, a Sky foi para a frente e deixou Chris Froome sozinho. Na perseguição ao vencedor do Tour em 2013 estavam Rigoberto Uran (agora na Omega), Roman Kreuziger (Saxo-Tinkoff), Peter Sagan e Vincenzo Nibali (Astana). Froome passou a contagem de montanha na primeira posição mas rapidamente foi alcançado na descida por Uran, Sagan e Nibali que trabalharam em conjunto para anular a diferença para o britânico. Com 18 segundos para os perseguidores, o quarteto chegou ao fim da etapa e Peter Sagan foi como seria de esperar o mais rápido no sprint final.

O eslovaco assumiu a geral da prova com 10 segundos de vantagem sobre Rigoberto Uran e 14 sobre Vincenzo Nibali. André Greipel cruzou a meta a 21 minutos do vencedor!

Ciclismo 2014 #10

Qatar Tour

5ª etapa – Sexta-feira

Andre Greipel

Vitória ao sprint para o alemão André Greipel. O ciclista da Lotto-Belisol bateu Aidis Kruopis da Orica GreenEdge e Theo Bos da Belkin.

6ª e última etapa – Hoje

Demare

Na última etapa da prova, o sprinter francês Arnaud Demare conquistou a sua primeira vitória da época bem como da sua equipa, a Française des Jeux. A jovem esperança do ciclismo francês conseguiu a sua 2ª vitória em etapas no Tour do Qatar, prova na qual já tinha ganho em 2012. Etapa marcada por uma fuga de 5 ciclistas logo no primeiro quilómetro onde estavam Liewe Westra (Astana) e Marcus Burghardt da BMC.

No sprint final Arnaud Demare bateu ao sprint Daniele Bennati da Saxo Tinkoff e o austríaco Bernhard Eisel da Sky. Niki Terpstra (Omega-Pharma-Quickstep) venceu justamente a geral da prova, coroando com exito o domínio demonstrado na estrada pela sua equipa. Apesar de não ter sido à partida a escolha da Omega para vencer a classificação geral (o objectivo da equipa belga era levar Tom Boonen à sua 5ª vitória na geral da prova) o holandês conseguiu vencer o prólogo e nunca mais largou a liderança na geral da prova.

qatar 2

O ciclista holandês conquistou assim a sua primeira vitória na geral de uma prova por etapas.

Ciclismo 2014 #9

Vuelta a Mallorca

2ª etapa – Segunda-feira

Mallorca Challenge 2014

Na 2ª etapa do Challenge da ilha maiorquina, Sasha Modolo (Lampre) repetiu a vitória obtida no domingo ao vencer a tirada que ligou Ses Salines-Campos Santanyí na distância de 183 km. Numa etapa marcada por uma fuga de 7 ciclistas, o ciclista da equipa de Rui Costa bateu ao Sprint o britânico Ben Swift da Sky e o belga Gianni Meersmann da Omega-Pharma Quickstep.

3ª etapa

Kwiatowski

A Omega-Pharma viria a ter mais sorte na 3ª etapa da prova. Com um total de 159,9 km e 5 contagens de montanha pela frente (a última de primeira categoria a 18,9 km da meta) a etapa foi animada com uma fuga de 6 ciclistas entre os quais o estónio Tanel Kangert da Astana. Chegaram a gozar 9 minutos de vantagem para o pelotão, liderado pela Movistar. Na contagem de montanha de primeira categoria (Coll del Puig Mayor) o trepador polaco Michael Kwiatkowski lançou o seu ataque em conjunto com o colombiano Sérgio Henao (Sky). Ambos colaram-se aos homens da frente, tendo sido o primeiro mais forte no ataque urdido a 6 km da meta.

4ª etapa

meersman

A última etapa do Challenge de Mallorca trouxe uma etapa com 4 ascenções de 2ª categoria. A etapa foi preenchida com uma fuga com algum sucesso protagoniza por gente de topo do pelotão internacionais, entre os quais Ruben Plaza e Igor Antón (Movistar) Mikel Landa (Astana) Anton Txurruca (Caja Rural) Jurgen Van der Broeck (Lotto-Belisol) e o português Tiago Machado (Net-App). O português seria de resto o último a ser apanhado pelo pelotão a 50 km da meta.

Gianni Meersman acabaria por vencer a tirada ao sprint, batendo o espanhol Fran Ventoso (Movistar) e o britânico Ben Swift da Sky.

Tour do Qatar

3ª etapa – ontem

michael hepburn

Dia de contra-relógio de 10,9 km no Circuito de Losail. Na luta contra o relógio, o campeão australiano da especialidade Michael Hepburn da Orica GreenEdge confirmou as suas credenciais ao vencer a etapa de especialidade com um tempo de 13 minutos e 28 segundos. A 1 segundo do australiano, posicionou-se na 2ª posição Lars Boom da Belkin. O italiano Daniele Bennati (Saxo Bank) ficou na terceira posição a 6 segundos. O camisola dourada Niki Terpstra (Omega-Pharma-Quickstep) foi 5º, tendo perdido 8 segundos para o vencedor.

O holandês aumentou a sua vantagem nesta etapa para Jurgen Roelants (Lotto-Belisol) para 21 segundos. Lars Boom desalojou Tom Boonen da 2ª posição e cifrou 24 segundos de desvantagem para o líder.

4ª etapa –

Tom Boonen 2

Tirada de 135 km corrida com o vento a favor, dificuldade que fez cortes no pelotão nos primeiros 30 km. Lars Boom furou logo ao 4º quilómetro. Phillipe Gilbert voltou a tentar a sua sorte numa fuga. O vento haveria de fazer estragos nos últimos 40 km ao formar vários grupos. Para trás, impedidos de lutar pelo sprint ficaram Lars Boom, Fabien Cancellara e Arnaud Demare (Française des Jeux). A etapa seria novamente disputada ao sprint com vitória para o Gigante Belga Tom Boonen sobre o alemão André Greipel da Lotto-Belisol e sobre Holandês Barry Markus da Belkin. Com a vitória Boonen subiu ao 2º lugar da prova a 17 segundos do seu companheiro de equipa Niki Terpstra.

Amanhã disputa-se a penúltima etapa da prova.

Ciclismo #2

Provas:

Gerrans

Na Volta à Austrália (Tour Down Under) Simon Gerrans (Orica GreenEdge) assumiu a liderança da prova na quinta e penúltima etapa depois de um 3º lugar na tirada que ligou McLaren Vale a Willunga Hill. A etapa foi ganha por Richie Porte (Sky). Gerrans tirou a liderança a Cadel Evans (BMC).

Antevisão da época 2014:

AG2R La Mondiale

AG2R

Localização: La Motte Servolex – Savóia – Alpes Franceses – França

Site: http://www.ag2rlamondiale.fr/

Director Desportivo: Laurent Biondi

Chefe(s)-de-fila: Carlos Alberto Betancur, Rinaudo Nocentini, Doménico Pozzovivo, Christophe Riblon

Grégário de luxo\corredor de estatuto protegido: Romain Bardet, Biel Kadri, Lloyd Mondori,

Contra-relógio: Patrick Gretsch

Sprinters: Mickael Cherel, Yauheni Hutarovic,

Clássicas: Samuel Dumoulin, Sebastien Minard, Matteo Montaguti, Jean-Christophe Perraud e Julien Kern.

Gregários: Davide Apollonio, Gediminas Bagdonas, Julien Berard, Guillaume Bonnafond, Maxime Bouet, Steve Chainel, Hubert Dupont, Ben Gastauer, Damien Gaudin, Hugo Houle, Alexis Villermot, Sebastien Turgot, Maxime Daniel, Axel Dumont, Alexis Gourgeard.

Principais vitórias\conquistas em 2013:

  • 1 vitória na Etoile de Bessèges (Samuel Dumoulin)
  • 1 vitória em etapa na Roma Máxima (Biel Kadri)
  • 1 vitória em etapa no Giro Del Trentino (Maxime Bouet)
  • Vitória na geral da Juventude do Giro (Carlos Bettancourt)
  • Vitória em etapa no Tour (Christophe Riblon)
  • Vitória em etapa na Volta à Polónia (Christophe Riblon)
  • Vitória em etapa no Tour De L´Ain (Romain Bardet)
  • Vitória na Taça Nacional de França por Samuel Dumoulin

carlos betancourt

Depois de um ano 2013 com poucas vitórias, a AG2R chegou a ter a licença World Tour em risco por parte da UCI. A equipa francesa apresenta um plantel bastante interessante, com qualidade para fazer melhor do que fez em 2013. Apesar do objectivo principal ser vencer o máximo número de etapas na Volta à França (objectivo principal transversal a todas as equipas francesas) e colocar um ciclista no top-10 da prova, a AG2R também vai canalizar as suas atenções para as corridas em Itália, de forma a colocar o jovem ciclista colombiano Carlos Betancur no pódio do Giro.

O colombiano teve em 2013 aos 24 anos a sua época de afirmação. Betancur foi 3º na clássica Fleche Wallone, 4º na Liège-Bastogne-Liège e 7º na Volta ao País Basco. Para além da sua excelente prestação nas clássicas de primavera, conseguiu um fantástico 5º lugar na maior prova do ciclismo italiano, facto que aumenta a exigência para 2014. Como todos os colombianos do panorama actual da modalidade, Betancur já provou ser ciclista para todos os terrenos.

Para o Tour a aposta da equipa será outra. Christophe Riblon será a aposta principal da equipa para vitórias em etapa. Pelo meio ainda há a questão Pozzovivo. Doménico Pozzovivo teve um ano 2013 sem vitórias. Contudo, andou muito bem em várias provas: 6º na Volta à Espanha, 7º na Volta à Polónia, 10º no Giro de Itália. Ainda está por esclarecer qual vai ser o papel de Pozzovivo, ou seja, se irá continuar a fazer o Giro e a Vuelta ou se será o chefe-de-fila da equipa no Tour. Acredito mais que o italiano acabe por ser inserido na segunda opção estratégica visto que a equipa deverá querer atacar este ano um top-10 no Tour. A própria presença de Pozzovivo na prova francesa possibilitará que Riblon tenha carta branca para encetar fugas em etapas de montanha.

Nem só das grandes provas vive esta equipa. Patrick Gretsch é já neste momento um excelente especialista no contra-relógio, sendo expectável que se torne este ano o campeão nacional alemão. O jovem alemão de 25 anos já conta no seu currículo com três medalhas na especialidade nos campeonatos do mundo de sub-23 e uma vitória num contra-relógio na Volta à Andaluzia. O sprinter Bielorusso Hutarovic, apesar de não ser dos 10 melhores mundiais, é homem para conseguir algumas vitórias em provas menores, e nas clássicas, Samuel Dumoulin e Jean-Christophe Perraud são dois nomes a ter em conta. Dumoulin foi o vencedor da Taça Nacional de França, tendo conseguido 11 classificações na prova no top-10 enquanto Perraud, veterano ciclista que passou há uns anos do cross-country, especialidade onde foi medalhado e campeão do mundo várias vezes, para a estrada, é um ciclista a ter em conta visto que é capaz de executar sozinho fugas longuíssimas. Não venceu nada em 2013 portanto creio que tentará vencer este ano.

Romain Bardet e Biel Kadri são o futuro desta equipa. São de longe os ciclistas mais promissores desta AG2R. Terão carta branca para surpreender durante a época.

 

Astana

Astana

Localização: Luxemburgo (principal investidor do Casaquistão)

Site: http://proteam-astana.com/

Directores Desportivos: o mítico Alexandre Vinokourov e Giuseppe Martinelli. Tem no seu staff antigos ciclistas como Dimitry Fofonov, o antigo sprinter estono (ex-AG2R) Jaan Kirsipuu,

Chefes-de-fila: Jakub Fuglsang, Vincenzo Nibali, Michele Scarponi

Gregários de luxo\Corredores protegidos: Enrico Gasparotto, Maxim Iglinsky, Paolo Tiralongo, Janez Brajkovic

Contra-relógio: Andriy Grivko, Frederik Kessiakoff, Tanel Kangert,

Sprinters: Borut Bozic,

Clássicas: Mikel Landa, Lieuwe Westra,

Gregários: Valerio Agnoli, Fabio Aru, Aleksandr Dyachenko, Francesco Gavazzi, Dimitry Grudzev, Andrea Guardini, Jacopo Guarnieri, Valentim Iglinsky, Dimitry Muravyev, Ruslan Tleubayev, Alessandro Vanotti, Andrey Zeits, Daniil Fominkh, EvanHuffman, Arman Kamyshev, Alexey Lutsenko

Principais vitórias\conquistas em 2013:

Vincenzo Nibali

Vincenzo Nibali, vencedor do Giro 2013 e 2º classificado da Vuelta em 2013. Surpreendentemente batido no alto de l´angliru pelo magnífico Chris Horner.

  • Vitória na Geral do Giro do Adriático (Vincenzo Nibali)
  • Vitória na Geral e na classificação da Montanha no Giro do Trentino e 1 etapa (Vincenzo Nibali)
  • Vitória na Geral do Giro de Itália e 2 etapas (Vincenzo Nibali)
  • Vitória numa etapa da Volta à Bélgica (Maxim Iglinsky)
  • Tanel Kangert foi campeão nacional de contra-relógio da Estónia.
  • Alexandr Dyachenko foi campeão nacional de estrada do casaquistão
  • 2 vitórias na Volta à Áustria (Seeldrayers, entretanto transferido)
  • 1 vitória em etapas na Volta a Burgos (Simoni Ponzi, entretanto transferido)
  • 1 vitória numa etapa na Volta a Espanha (contra-relógio colectivo)
  • 2º classificado da geral na Vuelta (Vincenzo Nibali)
  • 4º classificado na prova de estrada dos campeões do mundo (Vincenzo Nibali)

A época da Astana em 2013 ficou marcada no seu ponto mais alto com a vitória de Vincenzo Nibali no Giro e com a derrota do mesmo na Vuelta no alto do Anglirú frente a um inexplicável Christophe Horner. Aos 41 anos, Horner resistiu a todas as puxadas de Nibali na mais difícil e espectacular (na minha opinião) montanha do ciclismo mundial para depois, já nos quilómetros finais, consagrar-se como o vencedor da Volta a Espanha.

A época de Nibali, em particular, teria mais um dissabor nos campeonatos do mundo. Autor do ataque a cerca de 7km da meta onde levaria consigo Purito Rodriguez, e, em que Rui Costa conseguiria fechar a muito custo nos quilómetros finais, pode-se dizer que a selecção italiana, construída ao milimetro para tentar levar Nibali ao final em condições de discutir a prova disputada em Firenze, não conseguiu o seu objectivo mínimo que era medalhar o ciclista da Astana.

Esta equipa da Astana é, poupando-me nas palavras, uma das maiores potências do ciclismo actual. Nibali será o corredor que a equipa irá apresentar ao Tour. Ponto Assente.

scarponi

A contratação de Michelle Scarponi à Lampre (Scarponi não quis ser gregário de luxo de Rui Costa, pelo que a imprensa italiana afirmou há uns meses atrás) assim indicia: Nibali voltará à prova dos reis, prova onde conseguiu um 3º lugar em 2013, para enfrentar Froome e Quintana nas montanhas francesas, Scarponi será a aposta em conjunto com Tiralongo para o Giro, e a dúvida apenas persistirá na equipa quanto aos papéis do esloveno Janez Brajkovic e do dinamarquês Jakob Fuglsang. Brajkovic deverá subalternizar-se numa das grandes provas a um dos líderes. Aposto que Fuglsang será a aposta da equipa para a Vuelta caso Nibali vá ao Tour.

No contra-relógio, a Astana tem o ucraniano Grivko e o estónio Kangert. Tanel Kangert está a crescer muito na especialidade. No ano passado já conseguiu, o estónio de 26 anos já conseguiu 2 bons lugares no top 10 da Volta à Suiça e da Volta à Polónia derivado do facto de ter ficado nos 3 primeiros nos contra-relógios realizados na prova. É expectável que comece a vencer alguns contra-relógios este ano e que melhore significativamente na média montanha.

Como Sprinter da equipa, a Astana apresenta Boruc Bozic. O esloveno não ganhou nenhuma etapa em 2013, não sendo expectável que a equipa trabalhe muito para ele ao longo da temporada.

Facilidade para os líderes tendo em conta o objectivo da equipa, a equipa dispõe de muita gente capaz para ajudar os líderes na alta-montanha: Valério Agnoli, Maxim Iglinsky, Alessandro Vanotti, Paolo Tiralongo são todos eles ciclistas capazes de ir para a frente do pelotão responder a ataques, acelerar ritmos nas ascenções ou desgastar com ataques as equipas rivais da Astana.

 

 

breves do ciclismo

Mercado de transferências no ciclismo:

Euskatel desmantelada, bem desmantelada:

Nieve

1. Mikel Nieve vai correr na Sky na próxima temporada. O basco assinou por duas temporadas. O gregário de luxo já tem no seu currículo 1 vitória em etapa na Vuelta, outra no Giro, 2 classificações no top 10 na Vuelta (dois décimos lugares) e outro no Giro. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. Na equipa britânica terá o papel de gregário de Chris Froome. igor anton

Já Igor Anton assinou pela Movistar onde terá o papel de gregário de luxo, o mesmo que tinha Rui Costa na equipa espanhola. O basco tentará ajudar a dupla Quintana e Valverde no próximo tour, podendo tentar a vitória nas etapas quando Unzué o consentir.

2. Mikel Landa assinou pela Astana

TOUR DE FRANCE - STAGE FIFTEEN

3. O chefe de fila Samuel Sanchez assinou pela Saxo-Tinkoff. O campeão olímpico de estrada em 2008 será o chefe-de-fila da equipa dinamarquesa na Vuelta em 2014.

Outras transferências de realce:

uran

4. O insatisfeito (na Sky) Rigoberto Uran assinou contrato pela Omega-Pharma. O colombiano será o joker à geral da equipa Belga no próximo tour.

5. o sprinter de 20 anos Rick Zabel (filho do grande sprinter alemão Erik Zabel) será reforço da suiça BMC. O jovem sprinter alemão foi campeão de estrada alemão no escalão de sub-23 em 2012 e no ano passado obteve as suas duas primeiras vitórias enquanto ciclista profissional, uma delas numa etapa do Tour da Romandia.

6. O corredor de clássicas e contrarelogista Lieuwe Westra mudou da Vacansoleil para a Astana. Westra é o actual campeão de contra-relógio Holandês e no ano passado venceu a geral do Tour da Califórnia.

7. O argentino Mauro Richese transferiu-se para a Lampre onde terá funções na 2ª formação e na equipa continental do nosso compatriota Rui Costa.

8. O sprinter\lançador de sprinter Mark Renshaw é outra das aquisições da Omega. O australiano voltará a encontrar o seu antigo companheiro na HTC Mark Cavendish. A sua contratação terá sido uma exigência do Sprinter britânico em virtude da queda dos seus resultados desde que saiu da equipa norte-americana. Poderá também ser o 2º sprinter da equipa.

9. O estonteante all-rounder francês Tony Gallopin será reforço da Lotto-Belisol. O francês ganhou a clássica de San Sebastian no ano de 2013. Irá reforçar a poderosíssima máquina da equipa Belga nas clássicas do World Tour.

10. Adriano Malori irá correr pela Movistar. O italiano faz o caminho inverso de Rui Costa.

11. O sprinter Japonês Fumiyuki Beppu saiu da Orica e assinou pela Trek.

12. O eslovaco Peter Velits assinou pela BMC. Velits será uma das armas da equipa suiça para o contra-relógio, depois de em 2013 se ter tornado campeão eslovaco da especialidade.

santaromita

13. O all-rounder campeão italiano de estrada Ivan Santaromita protagonizou uma das maiores transferências da estação (para mim a que me causou mais surpresa neste mês de Dezembro) ao sair da BMC, onde em 2013 conseguiu ter algum destaque em algumas provas para reforçar o projecto australiano de ciclismo, a World Tour Orica GreenEdge. Santaromita será chefe-de-fila da equipa australiana no Giro e tentará vencer etapas e a geral de provas de uma semana.

14. O alemão Linus Gerdemann reforçou a continental MTK-Qubeka depois de alguns meses sem competir.

IAM Cycling

15. O projecto da IAM Cycling:

De uma assentada, esta equipa suiça da divisão continental da UCI com aspirações à vitória na divisão e subida\licença ao World Tour contratou Mathias Frank à BMC, os Franceses Sylvain Chavanel e Jerome Pineau à Omega-Pharma (Chavanel venceu em 2013 a ENECO Tour, a prova de contra-relógio dos campeonatos franceses de estrada) e o sprinter Vicente Reynès à Lotto.

16. Jon Atapuma, colombiano que surpreendeu o mundo do ciclismo ao conseguir um podio na última volta à Polónia terá a sua primeira experiência no World Tour na BMC.

Maxime Monfort

17. O trepador Belga Maxime Monfort foi outra das surpresas do mercado de transferências da modalidade ao trocar a Radioshack pela Lotto-Belisol onde será o chefe-de-fila da equipa e principal candidato à geral da equipa no Tour num ano 2014 onde Monfort aparece como candidato ao top5 da prova.

18. O trepador francês John Gadret será reforço da movistar para 2014. Gadret teve um ano 2013 para esquecer.

19. O luxemburguês Jan Bakelants (foi camisola amarela no último tour) será reforço da Omega-Pharma. A mesma equipa também adquiriu o contra-relogista Thomas DeGendt à Vacansoleil.

20. O veteraníssimo Francisco Mancebo de 36 anos transferiu-se da Americana 5-Hour para a Sky Dive do Qatar. Irá correr em provas UCI Continental Ásia. No ano passado correu provas da Continental Norte-Americana.

21. A Efapel contratou Ricardo Mestre à Euskatel. Mestre será o chefe-de-fila da equipa depois da sua curta passagem no estrangeiro ao serviço dos bascos.

22. O italiano Davide Vigano será o novo chefe-de-fila da Caja Rural. O gregario italiano foi dispensado após a contratação de Nelson Oliveira por parte da Lampre.

23. O Holandês Johnny Hoogerland assinou pela equipa continental da Androni. Hoogerland será o chefe-de-fila da equipa italiana.

scarponi

24. Sem espaço para os seus objectivos na equipa Lampre, Michele Scarponi protagonizou outra das surpreendentes transferências do defeso. O italiano mudou-se para a Astana, equipa na qual será candidato à geral no próximo giro.

25. Juan José Cobo, vencedor da Vuelta em 2012, decidiu “reformar-se” da elite do ciclismo mundial e trocou a Movistar por um contrato pela turca Torku Sekersport.

Renovaram com as suas equipas:– Ian Stannard, Chris Froome e Peter Kennaugh (Sky)
– Nicky Sorensen, Bruno Pires, Matteo Tosatto, Olivier Zaugg e Sérgio Paulinho (Saxo-Tinkoff)
– Manuele Mori,  Przemyslaw Niemec e Matteo Bono (Lampre)
– Cameron Wurf, Fabio Sabatini, Paolo Longo, Maciej Bodnar, Danielle Rato (Cannondale)
– Mickael Cherrel (AG2r)
– Davide Rebellin,  Jacek Morajko, Nikolay Mihaylov  (CCC Polsat)
– Daryl Impey (Orica)
– Cyril Gautier e Davide Malacarne (Europcar)
– Yuri Trofimov, Simon Spilak, Vladimir Isaychev (Katusha)
– Tom Danielson (Garmin)
– Javier Moreno (Movistar)
– Danilo Wyss, Marcus Burghardt (BMC)
– José Ochoa (Androni)
– Leopold Konig (Net App)