piada do dia

Se o André Villas-Boas consegue vencer dois jogos seguidos na Liga Russa, é melhor mandá-lo sozinho para a crimeia para ver se vence os Ucranianos.

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anotamento

andré villas-boas

Muitos milhões de euros gastos num plantel desequilibradíssimo e com um futebol altamente robotizado para a referência ofensiva da equipa (Hulk) – passagem de um treinador pouco competente (quem o disse foram vários jogadores do Clube quando Luciano Spaletti ainda o era), pouco ambicioso e extremamente defensivo, para outro cujo currículo é, na verdade, bastante enganador. Estes russos tem muitos rublos para gastar mas não tem emenda. Vale o ditado popular: pelo menos, só se estraga uma casa.

Superbock! Fresquinha #80

jorge jesus 3

As declarações proferidas por Tim Sherwood no rescaldo do jogo contra o Benfica fazem todo o sentido. O inglês afirmou que “Jorge Jesus é um treinador sem classe” – se há coisa que os agentes desportivos britânicos não suportam é folclore e falta de fair-play. Esse é indiscutivelmente um dos motivos pelos quais o mercado do treinador do Benfica é, no estrangeiro, nulo. Por mais skills e conhecimento do futebol que Jesus tenha (é um treinador com uma metodologia de treino extremamente avançada, mais avançada até do que as metodologias de treino utilizadas por grande parte dos treinadores das 4 melhores ligas europeias; é mestre na preparação de jogos;), os ingleses, por exemplo, não só punem com mão severa este tipo de atitudes como se esquivam o máximo que podem à escolha deste tipo de treinadores para as suas equipas.

Dançar aquando de um golo, quando as coisas estão a correr bem e quando o treinador sente que a equipa está a desempenhar na perfeição dentro do rectângulo do jogo tudo aquilo que foi preparado durante a semana, deve-se considerar, como considerei ontem, um momento engraçado.Tudo o que o treinador do Benfica fez para além da dança em White Hart Lane (sair fora da sua área técnica; coisa que o treinador do Benfica faz em 99% dos jogos com a conivência dos 4ºs árbitros destacados para os jogos do Benfica; a sinalética dos 3 golos; o “bate-boca” com Sherwood, como se Jesus pudesse de um momento para o outro desatar a falar inglês quando nem o português fala em condições ou como se o inglês pudesse perceber o seu código dialético pessoal ou a justificação esfarrapada da camisola do Luisão) ultrapassa por completo o campo do fair-play e roça o limiar tolerado para a falta de respeito, para a falta de maneiras e até para a falta de educação.

A revelação que JJ fez hoje é mais um desses exemplos. Quando ouvi a notícia na rádio, interroguei-me logo: “ó Jesus, mas para que é que isso te interessa?” –

em primeiro lugar, é de mau tom reproduzir publicamente um conversa mantida ao telemóvel com alguém.

em segundo lugar, ao tornar público o que supostamente André Villas-Boas lhe terá dito na conversa, Jorge Jesus poderá dificultar a vida ao seu companheiro de profissão: Imaginemos que a confirmar-se como verdade, há um princípio de acordo entre Zenit e André Villas-Boas mas não há nada escrito e assinado. Imaginemos que o Zenit, sabendo que a contratação já foi tornada  pública em Portugal pela boca de um desbocado colega de profissão do treinador português, decide mudar de ideias. Todos nós sabemos quanto os clubes do Leste mudam de intenções muito rapidamente.

em terceiro lugar, é de mau tom a estranha mania que o treinador do Benfica tem em comentar assuntos que não dizem respeito à vida do clube que treina. é um dos únicos treinadores em portugal que o faz e que o faz constantemente, chegando até a criticar o trabalho de colegas de profissão com a maior das naturalidades quando… na sua própria casa também teve\tem os seus telhados de vidro. por aqui percebe-se porque é que a imprensa nacional adora Jorge Jesus. Qual é o jornalista que não adora preencher as páginas destinadas a um clube e conseguir preencher outras tantas destinadas a outros com informação barata e minimamente fidedigna?

frases da semana

ronaldo 2

1. O prémio é merecido mas não é disso que venho escrever.

Por diversas vezes nos últimos meses tenho visto vários agentes da imprensa especializada vender como um dos grandes sucessos da carreira de Cristiano Ronaldo o excelente trabalho que é feito por trás pela equipa da Gestifute de Jorge Mendes.

Jorge Mendes e seus pares estão efectivamente a tirar todo o rendimento possível da Marca Ronaldo sem a esgotar. É certo que o rendimento do atleta no campo também fez com que a sua marca ainda não se tenha esgotado. Contudo, ao analisar o trabalho de comunicação que tem sido feito com o jogador, posso afirmar que a empresa de Jorge Mendes não tem gente adequada para estas coisas.

Só um péssimo assessor de imprensa deixa o jogador fazer a figura ridícula que fez em palco na passada segunda-feira. A choradeira e tal já é a parolice do costume, típica do tuga neste tipo de cerimónias. A parvoíce\falta de cultura surge quando Ronaldo agradece o prémio a uma “figura muito importante na vida dele”, um tal “de Mandiba” – CR7 não só não é capaz de dizer bem a alcunha do histórico líder sul-africano como atira para o ar o seu nome como uma figura “muito importante na sua vida”, ditame que faz supor ao mais alarve dos seres humanos, por norma, gente que devora este tipo de galas, que Nelson Mandela era um amigo íntimo, unha com carne. Ronaldo tentou ficar bem na foto e acabou novamente abaixo da sarjeta.

Como se o episódio de Zurique não bastasse, o inflamado Jorge Mendes vem logo a seguir brindar-nos com mais uma das suas fantásticas pérolas –Ficará até aos 40 anos. Conheço Cristiano, foi uma alegria muito grande para ele ganhar a Bola de Ouro, é algo que nunca esqueceremos” – sim, até aos 40, até aos 50, porque é que não assina um vitalício com o Real Madrid como aquele que o JVP assinou nos 90 com o Vale e Azevedo?

Jorge Mendes pode ser excelente a vender jogadores, mas a falar é provavelmente uma das maiores cavalgaduras do futebol actual.

2. Para além da barreira de tradução:

O coach Pereira protagonizou na Arábia uma cena à la Toni (I love you, Tony Olivera I love you)

Mais uma evidência da facilidade tida pelos treinadores portugueses na expressão de tudo o que lhes vai na alma.

André Villas-Boas era o mestre da comunicação segundo o Guardian. AVB conseguiu na sua passagem por Londres surpreender os ingleses com novos termos linguísticos nunca antes conhecidos no diccionário futebolístico: “I couldn´t put my hand on game” ou “Defoe can smell crosses from everywhere”

Já Vitor Pereira, impedido de falar de pormenores técnicos do jogo pelo tradutor, conseguiu cometer a proeza de mentir aos sauditas quando afirmou que tudo o que “fala vem do coração” como se nas conferências de imprensa do Porto qualquer treinador fosse encorajado a dizer aquilo que sente…. sem contar com o súbito respeito que adquiriu naquele preciso momento para com a classe jornalística, facto contrário aquilo que experienciámos nos dois anos de FCP.

O Tottenham da era André Villas – Boas

Para quem não sabe, André Villas – Boas foi demitido ao final da manhã de ontem do seu cargo de treinador principal no Tottenham Hotspur, após uma humilhante derrota por 0-5, em casa, e frente ao Liverpool. Para quem está surpreendido, era expectável que chegasse a este ponto. Julgo que a época do Tottenham não estava a ser assim tão má para os recursos humanos e estruturais de que o clube dispõe, neste momento, mas as humilhantes derrotas frente a Manchester City, West Ham e Liverpool ditaram a fatalidade.

Mas então o que falhou na era Villas – Boas?

Julgo que o principal problema do AVB foi a sua ideia de jogo. AVB tentou implementar, no futebol britânico, uma nova cultura de futebol. Devido às características muito próprias dos campeonatos ingleses, é sempre muito difícil conseguir implementar um nova cultura dentro da cultura, excepto se fores um pré-destinado (como é o caso de José Mourinho). Até aqui tudo bem. Contudo, o estranho é AVB ter tentado implementar, desde o primeiro dia em White Hart Lane, um modelo de jogo completamente desadequado com as ideias de jogo que implementou na sua curta estadia em Portugal. Quando AVB chegou à Académica, conseguiu recuperar um conjunto de jogadores “nas lonas” em termos anímicos e psicológicos. Após consegui-lo, implementou um modelo de jogo que consistia na posse de bola e da aglomeração da mesma nas zonas mais frágeis do adversário e na constante pressão alta no processo de recuperação de bola. Poucos se deverão lembrar que esta Académica era entusiasmante, e pouco se lembrarão que o trabalho que o Villas-Boas lá fez não foi menos do que notável. Por isso é que foi parar ao FC Porto. E na cidade Invicta transportou o mesmo modelo e ideia de jogo, desta vez com jogadores de maior qualidade individual. O resultado dessa época 10/11 está escrito na história. E o que está escrito não foi só obra dos jogadores. Villas-Boas é um belíssimo treinador, e tem um potencial imenso em certos aspectos. Infelizmente, o que se viu por Inglaterra foi um treinador que além de não conseguir adaptar essa ideia aos seus jogadores, fez com que ela deixasse de existir. Quando se via o Chelsea e principalmente o Tottenham a jogar, assistia-se constantemente a uma equipa inflexível, sem fio de jogo e extremamente dependente de 1 ou 2 individualidades. Algo completamente antagónico com a ideia que AVB apresentou em Portugal. Porque abdicou Villas-Boas das suas ideias?

Parece também que tivemos no Tottenham o mesmo que no Chelsea: AVB a não se conseguir impor frente a um grupo de futebolistas cheio de vícios. Muito se falava que, no FC Porto, o Villas – Boas não era a pessoa que controlava o grupo de trabalho, mas sim o Vítor Pereira. enquanto o Villas – Boas preparava a equipa em termos técnico – tácticos para jogar o melhor futebol possível, o Vítor Pereira procurava atender às necessidade motivacionais da equipa. Parece faltar liderança a Villas-Boas. Tal como no Chelsea, onde foi engolido por um balneário complicado, é possível que tenha acontecido o mesmo em White Hart Lane. Quem quiser pode verificar os tweets do Assou-Ekotto, dispensado por AVB no início da temporada:

https://twitter.com/AssouEkotto/statuses/412278969619476480

O outro problema prende-se com a qualidade individual dos jogadores do Tottenham. É certo e sabido, tanto AVB como o Levy reiteraram que o objectivo no ano passado era atingir a Champions. Neste ano, o objectivo continua (?) a ser o mesmo. Por outras palavras, o Tottenham teria de ser top-4 nesta Premier League. Eu faço a pergunta: como é possível este Tottenham ser top-4 nesta Premier League? Estou saturado de dizer que este Tottenham não tem capacidade individual para lutar contra outros clubes com os mesmos objectivos, como Arsenal, Chelsea, Manchester City, Liverpool. Ninguém pode atacar um top-4 com o Soldado quando outros atacam com Giroud, Eto’o, Aguero, Suarez, Sturridge. Ninguém pode atacar um top-4 sem um abre-latas, quando os outros têm isso com Ozil, Hazard, Aguero, Silva, Suarez (Poderá ser Eriksen, quem sabe, mas tem de recuperar da lesão e adaptar-se). Ninguém pode atacar um top-4 sem um dupla de centrais consistente. E finalmente, e referindo um pouco o mau investimento que foi feito e relacionando com a falta de uma boa dupla de centrais, ninguém pode atacar um top-4 com zero defesas esquerdos, e adaptar o seu melhor central a lateral-esquerdo sucessivamente. Um erro crasso!! A fazer lembrar Jorge Jesus 2010/2011, onde tentou ganhar um campeonato frente ao FC Porto de AVB a jogar com um defesa esquerdo sem qualidade de Liga ZON Sagres.

Além disso, pelo que estamos a ver, dificilmente terá capacidade para contrariar as surpresas da temporada se mantiverem o nível (Southampton, Everton) e ainda tem o Manchester United à perna que irá subir de rendimento ao longo da temporada para tentar chegar, no mínimo, ao top-6. Não estarão as ambições pré-definidas no início da temporada pela equipa directiva e técnica do Tottenham desajustadas com a realidade?

Outros diriam que ao André Villas – Boas faltou tempo para assimilar um conjunto de novas contratações à sua metodologia e formar uma modelo de jogo não tão excessivamente dependente do Gareth Bale (como era no ano passado). Eu discordo, em grande parte, desta afirmação. Para quem pouco se lembra, no ano passado, também não existia fio de jogo. Mas existia Gareth Bale, que adaptado a uma função de médio-ofensivo, pautava e ditava o ritmo da sua equipa, e decidia muitos jogos a favor da sua equipa. Por alguma razão ele foi nomeado BPL Player of the Season e foi parar ao Real Madrid pela quantidade exorbitante que foi. Mal seria ter um dos melhores do mundo no clube e não fazer a equipa em redor do mesmo. Mas não deixou de ser engraçado ver os tweets de Rio Ferdinand e Gary Neville, ambos a defenderem AVB:

Sinal de que em Manchester, os jogadores estão habituados a acreditar nos ciclos e em dar tempo ao tempo, embora acho que neste caso, não têm muita razão e o projecto Tottenham 13/14 estaria condenado ao fracasso, numa equipa que, ao contrário do Manchester United, está à procura de chegar ao top-4 a curto-prazo através do investimento rápido e eficaz (algo que não tem acontecido). Um choque de mentalidades e de ideias interessante.

Não há como evitar: André Villas – Boas voltou a falhar, uma vez mais. Um exemplo gritante de como fazer uma péssima gestão de carreira. Mas é preciso referir que a culpa não morre solteira, e nem toda a culpa é dele, como já referi em cima. A falta de uma estrutura e a falta de uma liderança forte prejudicam e muito este Tottenham. Tal como André Villas – Boas quando foi para o Chelsea, o Tottenham parece-me um clube que está a tentar dar um passo maior do que perna. As ambições do Tottenham não correspondem à estrutura, eficácia do investimento e qualidade individual da sua equipa. E venha quem vier, julgo que não conseguirá endireitar as coisas a tempo durante o resto da temporada, excepto se o Levy finalmente investir como deve ser no mercado de inverno.

Ppara AVB, está na hora de tirar um ano sabático e pensar nas suas ideias. O regresso de Vítor Pereira para seu adjunto poderia ser algo positivo, o que lhe daria margem para se concentrar nas equipas em termos técnico – tácticos e deixar outras tarefas onde não é tão competente (motivação e liderança, por exemplo). E que não volte a Inglaterra e vá para um campeonato mais ao seu estilo. Como o campeonato espanhol, por exemplo.

God Save the Queen (or at least try to…) #7

Um golo de Luis Suarez numa falha claríssima da defesa do Tottenham, uma equipa sem fio de jogo e uma patada em cheio no peito de Paulinho em Suarez que levou o árbitro da partida a expulsar o brasileiro. Assim vai o Tottenham de Libras-Boas aos 64″ contra o fantástico Liverpool de Brendan Rodgers (0-2)

p.s 1 – 76m: e vão 3 para o Liverpool. Suarez instalou o terror no pobre defesa do Tottenham. Imagem das bancadas: centenas de adeptos abandonam White Hart Lane.

p.s 2: 85 minutos. 4-0 com a assinatura de Suarez. Começo a ter a certeza que Villas-Boas vai ter um boxing day descansado… no El Corte Inglês de Gaia.

p.s 3: Resultado final 5-0 – a conta certa!

God save the queen (or at least try to…) #2

Cinco mini-feeds rápidos:

1. O que começa torto jamais se endireita.

2. Hugo Lloris anda numa de dar um pito por semana. Não quero com isto dizer que o primeiro golo do City (Jesus Navas) não é um golão porque é, mas, não deixa de ser uma reposição de bola ridícula e inadmissível do guardião francês.

3. Alguém que diga a André Villas-Boas que a equipa dele custou demasiadas Libras (Boas) para andar a atascar desta maneira pelas valetas. Não é um comentário menosprezivo para a exibição monumental que o City realizou. Verdade seja dita, o Tottenham tem armas para fazer muito mais do que isto e o português não se pode queixar que a direcção não lhe deu um “plantel de sonho”.

4. O trabalho de Negredo para o 5º golo do City é absolutamente abismal e constituí-se já como uma das 10 maravilhas que vi no futebol.