Os Conselhos do Chico

Há vários anos que é assim. Quando a inquietação me assalta de rompante e não consigo encontrar uma explicação lógica para compreender ou tentar explicar esse acontecimento, ou até mesmo quando não encontro uma explicação lógica para explicar algo que se está a passar no mundo, pego nos meus discos do Chico para ali encontrar a explicação. É impossível não conseguir achar a resposta nos Conselhos do Chico. A obra do Chico é tão vasta, tão genial, tão sublime, tão humana ao ponto de crer que o Chico não é do século passado, não é deste século e não é dos próximos – é um ser transcendente a todos nós que vive noutra era, muito mais avançada – é outra forma, é outra matéria. É um ser que foi enviado para nos ensinar a saber como lutar. Nós é que somos ao lado dele gente tola na lufa-lufa que são os nossos dias, metidos quase sempre nas nossas vidas mundanas, nas nossas eternas insatisfações, no nosso esforço abnegado para querer mais deste mundo quando o mundo não nos quer dar mais nada.

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#9 – picardia

Eu sei, eu sei que neste meu regresso à blogosfera activa com esta espécie de blog, todos andam mortinhos para que eu comece a disparar palavras sobre o deplorável estado da AAC na era Bruno Matias. Relaxem. Não ha muito para criticar porque muito pouco foi feito. O mandato do ano passado começou mais tarde. O deste ano consta que ainda nem sequer começou…

Curiosidades da Champions

José Mourinho continua a acumular recordes ao seu currículo e à lista dos recordes portugueses (lembro que Ronaldo já igualou o recorde de golos marcados numa época com 14 golos, a primeira marca pertence a Messi, na época 2011/2012) com a passagem às meias-finais da Champions, o que mantém o treinador português 100 por cento vitorioso no que diz respeito a trajectos nesta competição até aos quartos de final (passagem de eliminatórias), sendo esta a oitava vez que Mourinho carimba a passagem para as meias da competição.

Curiosidade é o facto de no jogo de ontem terem sido dois substitutos aos habituais titulares a decidirem o jogo (Schurrle e Demba Ba), o que motiva ainda outra curiosidade pois é a primeira vez esta época que dois suplentes marcam e decidem um jogo.

Digam o que disserem, eu próprio já tinha crucificado o Chelsea nesta eliminatória e nunca pensei que viesse a dar a volta, no entanto a vitalidade do golo marcado em Paris e o discurso correcto e motivacional de Mou ao longo da semana fez com que a história se escrevesse de outra forma.

Por outro lado, em Espanha o Real também quebra recordes e ontem viu-lhe ser atribuída a passagem à sua 30ª meia-final europeia, no entanto e por ter perdido o jogo por 2-0 com o Dortmund, ficou arredado da sua série de 34 jogos consecutivos a marcar.

Da Champions #19

Este seria um dos dias em que eu gostaria de ter o dom da “ubiquidade televisiva” para poder ver com atenção os dois jogos disputados. Acabei por ver pedaços dos dois jogos, com maior incidência para o Borussia de Dortmund vs Real Madrid a partir do 2-0. No entanto, aqui ficam algumas das ilacções que fui tirando do que vi das duas partidas:

Chelsea vs PSG

  • A ausência de Zlatan Ibrahimovic. O PSG sentiu de que maneira a ausência do sueco, apesar de, sem ele, continuar a ter uma equipa muito bem montada e com um futebol bastante interessante. Thiago Motta soube aliar a inteligência ao físico e ao seu irrepreensível posicionamento. Matuidi continua a trilhar a sua evolução. É o pulmão desta equipa. Preenche de que maneira o meio-campo dos parisienses e já se sente bastante confortável na manobra ofensiva da equipa. Verrati é um poço de talento. No entanto, faltou ali no último terço do terreno o toque mágico do sueco, tanto a criar para si como a criar para Cavani. O Uruguaio esteve um tanto ou quanto solitário na frente. A lesão do sueco complicou a vida de uma equipa que sabia que tinha que marcar em Stamford Bridge para poder seguir em frente.
  • O futebol a toda a largura do terreno do Chelsea com um cavalão chamado André Schurrle. Está um senhor jogador. A segurança defensiva demonstrada novamente por Azpilicueta facilitou bastante a tarefa do alemão e de Willian quando o brasileiro caiu no flanco esquerdo. David Luiz deu conta do recado. Incansável perante um meio-campo parisiense em superioridade numérica. O brasileiro não se negou à batalha e assegurou quase sempre bem as transições da equipa de Mourinho. Oscar fez a exibição do costume. Pragmatico a pensar e a executar, impecável no capítulo do passe. O alemão foi novamente a alma na equipa. Fez meia dúzia de arrancadas de sonho, partindo sem medo contra a defensiva parisiense. Teve o mérito de tocar o sinal de alarme quando marcou o golo inaugural e poderia ter dado a cambalhota no marcador no início da 2ª parte quando atirou à barra da baliza de Salvatore Sirigu.
  • Dois momentos fulcrais: Conheço Demba Ba e Cavani como pontas-de-lança possantes (o uruguaio melhor tecnicamente, repentino e mais virtuosista que o eficaz avançado senegalês, homem de último toque) e eficazes. No jogo de Stamford Bridge, o primeiro poderia ter dado o xeque-mate na eliminatória quando aos 78″ na cara de Petr Cech atirou por cima da barra da baliza defendida pelo checo. O segundo, dado várias vezes como dispensável pelos Blues foi o herói improvável de uma eliminatória na qual o PSG sai de cabeça erguida, muito em virtude do banho de boca agraciado aos Blues nos primeiros 20 e últimos 20 minutos do jogo do Parc des Princes.
  • Heróis precisam-se. Marquinhos poderia ter executado um autêntico golpe de teatro no último minuto da partida quando obrigou Petr Cech a uma defesa que valeu por um golo. A jogada é brilhante. Desde a abertura a rasgar (de Lucas Moura rodeado por 4 adversários junto à linha lateral? emendem-me se estiver errado) para a entrada de Maxwell pelo flanco direito e pela solução trilhada pelo brasileiro no passe para o seu compatriota, numa altura do jogo em que, teoricamente, qualquer jogador, cego por um nicho concedido pelos adversários para almejar a baliza adversária, tenderia a rematar sem critério à baliza. O brasileiro colocou a bola na gaveta mas o checo foi lá buscá-la e assim garantiu a passagem da turma de Mourinho às meias.

Uma lição que Ancelotti jamais deverá esquecer. Podiam ter sido meia dúzia se não fosse São Iker Casillas, o dito suplente que costuma brilhar neste tipo de momentos. Convem relembrar que Klopp jogou sem algumas peças chave na engrenagem da equipa como Schmelzer, Ilkay Gundogan, o polaco Kuba (desculpem lá mas não gosto nada de ter que ir fazer copy paste do apelido do dito cujo)

  • Marco Reus. Elegantíssimo. Dois golos resultantes de duas falhas defensivas da defesa madrilena. A que provocou o 2º golo do médio alemão não deveria acontecer nem num jogo de iniciados. Quando a eliminatória parecia morta, os dois golos do alemão catapultaram a equipa de Jurgen Klopp para a sua melhor exibição da temporada.
  • A dialéctica Kirch\Jojic-Mhkytarian-Reus – O primeiro assumiu uma postura mais defensiva perante um Real Madrid que, exceptuando em um ou outra aceleração de Modric no miolo, teve dificuldades em sair a jogar. O sérvio foi incansável. Prova de que o futuro da equipa da Vestefália poderá passar e muito pelos seus pés e pelo seu enorme espírito combativo. Os dois procuraram Mkhitaryan, que, por sua vez, teve o condão de acelerar o jogo e procurar a grande referência da equipa Marco Reus. Encadeamento lógico do futebol ofensivo da equipa de Jurgen Klopp. Mesmo a perder na eliminatória, a equipa germânica nunca perdeu a compostura e nunca se deixou vencer pela ansiedade, procurando construir jogadas com princípio, meio e fim. O alemão jogou bonito mas simples. Combinou de forma fantástica com Kevin Grosskreutz, e, apesar de encostado à esquerda (como gosta) pautou o jogo do Dortmund como quis com as suas fantásticas acelerações em drible e com os seus venenosos cruzamentos para a área.
  • Pepe – Vingou-se do poker de Robert Lewandowski na eliminatória disputada em 12\13. Obrigou o polaco a ter que vir buscar jogo muito atrás. Não quero com isto dizer que o polaco não faça este tipo de movimentações muitas vezes porque de facto faz. Na área, conseguiu segurar o intenso jogo posicional do polaco. Imperioso no jogo aéreo. Falhou apenas em dois ou três lances. Num deles, em conjunto com Sérgio Ramos, deixou Mhkytarian solto na área com possibilidade de fazer o 3-0. Valeu a arrojada defesa de Iker Casillas ao remate à queima roupa do armeno.
  • Sem Ronaldo, o ataque merengue esteve na maioria das vezes desinpirado. Só nos últimos 15 minutos é que o Real conseguiu criar perigo. 2 remates fortíssimos de Benzema, outro de Bale (defendido com pompa por Weidenfeller), 1 saída arrojada de Weidenfeller a Bale e um remate colocado de Isco na esquerda. Todos estes lances aconteceram numa altura em que o balanceamento ofensivo do Dortmund partia por completo o jogo e dava hipóteses aos jogadores madrilenos de colocar rapidíssimos contra-ataques.
  • Um estratega chamado Modric e um incansável Carvajal. O terreno do Signal Iduna Park (Westfallen Stadium) foi o principal inimigo da equipa madrilena. Várias foram as ocasiões de jogo em que denotei que os jogadores do Real tiveram muitas dificuldades para ter a aderência ideal ao estádio da equipa germânica. Como quem diz, escorregaram bastantes vezes. Tal facto teve os seus custos. Os jogadores do Dortmund foram muito mais rápidos na sua forma de jogar e na forma em que como abordavam defensivamente as tentativas de circulação que Modric, Xabi Alonso e Isco tentavam desempenhar. O croata esteve ao seu nível. Uma autêntica formiguinha. Incansável defensivamente, brilhante nas transições em velocidade, com a capacidade de passe e visão de jogo que lhe é tão característica. O lateral fez a melhor exibição da época. A missão que teve em mãos foi dura: Durm e Grosskreutz e um tendencial posicionamento de Reus naquele flanco não é pera doce para nenhum lateral. Ainda para mais, Carvajal voltou a contar com o auxílio defensivo de Gareth Bale a espaços durante a partida, cabendo a Modric fechar aquele flanco quando o galês não tapava o flanco. Certinho a defender e a atacar, Carvajal foi ao limite das suas capacidades. Para quem acusava o antigo lateral do Bayer de Leverkusen como um péssimo defensor, creio que hoje, este deu mostras que afinal não é tão mau defensor quanto o pintam. Com um punhado de excelentes desarmes no seu flanco a Grosskreutz, impediu que o ala do Dortmund criasse ainda mais perigo para a equipa alemã.
  • Um Casemiro muito verde. O brasileiro andou a bater em tudo o que mexia. Sempre fora dos timings. Nesta altura da temporada, a destreza de Khedira faz muita falta a este Real.
  • Heróis precisam-se. São Iker sabe muito bem o que é ser herói. No primeiro golo de Reus deu uma fífia de todo o tamanho. Aquelas saídas malucas dos postes à lá Casillas. Emendou na 2ª parte com 2 paradas do outro mundo: uma Mhkytarian, outra a outra a Grosskreutz numa grande jogada cujo obreiro foi o polaco Piczczek quando o Dortmund encostava por completo o Real Madrid às cordas.
  • A sorte, a mãe de todos os campeões – Na primeira parte, Henrikh Mkhytarian atirou ao lado. Na segunda parte fez tudo bem e acertou no poste. Na recarga Grosskreutz amarelou (na mesma pigmentação do amarelo da camisola do clube) e atirou por cima. Se estas bolas entram (fariam 0 3-0) seriam o KO do Real na competição.
  • A defesa de Weindenfeller ao penalty marcado por Angel Di Maria. O argentino escorreu e o alemão aproveitou. Se o antigo jogador do Benfica tem aproveitado a oportunidade construída por Coentrão na esquerda, o Real teria selado ali o apuramento para as meias-finais. O argentino desperdiçou, o Dortmund galvanizou-se e o Real teve que sofrer.

insólito #4

olhanense

Nem de propósito, tomando em conta o post que escrevi há algumas horas atrás sobre a Olhanense. Não tenho palavras para descrever a situação que se poderá viver em Olhão esta semana. Comparável apenas à situação vivida em Genoa (no Genoa) quando o maluco presidente dos genoveses Enrico Preziozi decidiu (a meio de um tortuosa serie A) despedir Alberto Malesani a meio da temporada, contratar Pasquale Marino por algumas semanas e despedi-lo para contratar novamente Malesani para salvar o clube da descida de divisão.

Giuseppe Galderisi é quem tem menos culpas no cartório. A procissão começou precisamente na temporada passada quando Isidoro Sousa foi buscar o Olhanense Manuel Cajuda para garantir a manutenção num cenário interno de incumprimento salarial perante o plantel. Cajuda sacrificou-se pelo clube da terra, endireitou o barco e com a manutenção praticamente garantida foi despedido por Isidoro Sousa a duas jornadas do fim. Veio Abel Xavier. Pouca experiência e um plantel cuja qualidade deve ser catalogada com um adjectivo simpático como comezinho. Com a chegada de Xavier, chegaram também os empresários italianos. À perna com os sócios, com imensas dificuldades de tesouraria e com a possibilidade de iniciar a época sem um plantel competitivo, capaz de fazer um campeonato tranquilo, Isidoro Sousa caiu no conto do vigário: os italianos prometiam dinheiro fresco e um conjunto de jogadores, quase todos estrangeiros, alguns com alguma experiência, maior parte sem mercado em nenhuma parte do planeta futebol.

És pago com o nosso dinheiro, portanto obedeces às nossas regras…

Pensavam os italianos. Chegaram, viram e viram Xavier vencer nas primeiras jornadas. Puro desconhecimento ou não da realidade do nosso futebol, os ditos começaram a pensar que a montra angariada para os seus activos até poderia ser benéfica para fazer umas vendas. Foram falar com o treinador e pediram-lhe que lutasse pelas competições europeias. O resto da história já a conhecemos: conaisseur da realidade, Abel Xavier sabia que poderia garantir uma época tranquila. Como o próprio disse, mais que isso seria pedir o impossível. Bateu com a porta. Veio Paulo Alves. Desempregado. Pouco tempo aguentou em Olhão. Até que os italianos decidiram contratar o boneco mais à mão, um tal de Giuseppe Galderisi, homem com um percurso interessante enquanto jogador e totalmente desinteressante enquanto treinador. Para o italiano, o desafio de Olhão significava tudo aquilo pelo qual não tinha passado enquanto técnico de futebol: a possibilidade de treinar um clube do 1º escalão de um determinado país. Com Galderisi também vieram mais reforços. E a coisa não melhorou.

Crónicas do WRC #1

Sebastien Ogier estreou-se em Fafe com uma vitória.

 

Dani Sordo perante o olhar de milhares de pessoas no “confurco”.

 

“Selfie” de Ogier.

 

Salto de quase 50 metros (!!!) de comprimento de Kris Meeke.

Vai hoje para a estrada a 48º edição do Rally de Portugal, quarta prova a contar para o Mundial da especialidade.

O rally arranca oficialmente às 15 horas da tarde dos Jardins do Casino Estoril, sendo o primeiro percurso cronometrado a super especial de Lisboa que se realiza, a partir das 18 horas, na Praça do Império, nas imediações do Mosteiro dos Jerónimos.

A caravana do rally seguirá para sul, rumo ao Estádio do Algarve, local onde está montado o Rally Village. A restante prova desenrolar-se-à no Algarve e Baixo Alentejo.

 

Apesar do Rally “a sério” apenas arrancar hoje, a euforia provocada pela prova já atingiu o seu expoente máximo no passado sábado, como já é habitual, com a edição do Fafe Rally Sprint, que tem funcionado como uma espécie de aperitivo para a competição a realizar no Algarve e Baixo Alentejo.

Verdade seja dita, não há evento desportivo em Portugal que consiga atrair tantos espectadores como o Fafe Rally Sprint. Estiveram em Fafe, pelo terceiro ano consecutivo mais de 100 mil pessoas, que chegaram de todos os cantos da península ibérica. Muitos foram os que por lá pernoitaram, para reservar os melhores spots para assistir à passagem dos pilotos e suas máquinas.

A mítica classificativa de Fafe-Lameirinha é, de facto, um lugar à parte para os adeptos dos ralis. Não é à toa que é apelidada por esse mundo fora de “catedral dos ralis, e até o campeão do mundo em título não resistiu em levar uma recordação consigo, tendo tirado várias fotografias, e até uma “selfie” com a imensa moldura humana que decorava a encosta da lendária descida do confurco.

Fafe proporcionou imagens e momentos muito bonitos e espectaculares, tendo algumas delas já corrido o mundo. Fica na memória o salto dado por Kris Meeke, piloto natural da Irlanda do Norte, que atingiu os 48 metros de comprimento!

O evento contou com algumas das principais figuras da modalidade, tendo também servido, mais uma vez, de teste para o ACP preparar o muito aguardado regresso do Rally de Portugal ao Centro/Norte do país, que pode acontecer já em 2015.

A Taça, que era o que menos interessava neste evento em particular, foi levada pela dupla Sebastien Ogier / Julien Ingrassia da Volswagen, seguidos por Ott Tanak / Ralgo Molder em Ford a 0.5 segundos, tendo a dupla espanhola da Hyundai, Dani Sordo/Marc Marti, fechado o pódio a 2.2 segundos da dupla vencedora.

Quanto ao Rally de Portugal, depois de já terem vencido a prova por três edições, e face ao domínio registado na última temporada, Sebastien Ogier é naturalmente o favorito para levar de vencida a prova.

O seu colega de equipa, Jari-Matti Latvala, que poucas recordações agradáveis tem de Portugal (na memória de todos ainda está presente o célebre e aparatoso acidente em que o seu Ford Focus WRC capotou mais de uma dezena de vezes), é em teoria o mais forte opositor do Francês, quer porque é dos mais rápidos do actual plantel do WRC, quer porque está munido de uma máquina igual à de Ogier.

Andreas Mikkelsen, terceiro piloto da Volkwagen Motorsport, procura em Portugal um lugar entre o top 5. O piloto Norueguês tem vindo a evoluir nos seus cronos esta época tendo inclusive conseguido um 2º lugar no Rali da Suécia.

A Citroen sofre de uma crise de identidade desde que o campeoníssimo Sebastien Loeb terminou a sua carreira nos ralis. Mesmo assim é reconhecida a qualidade do DS3 WRC e é apontada como a principal ameaça à dupla da marca alemã.

Ninguém duvida da capacidade de Kris Meeke e Mads Ostberg para ganhar classificativas, mas a verdade é que os erros e os azares têm sido uma constante nos homens da Citroen.

Em Portugal, a equipa francesa espera reencontrar-se com os bons resultados, que permitam uma época em crescendo para os seus pilotos.

A M-Sport Ford, que no Rally de Portugal apresenta a sua dupla oficial, Mirkko Hirvonen, e Elfyn Evans, e ainda o seu “satélite” Robert Kubica, sabe que dificilmente conseguirá melhor que lutar pelo pódio.

Hirvonen continua regular, mas tem estado a anos luz do seu melhor, enquanto que Evans e o ex-piloto da Fórmula 1 ainda procuram ganhar experiência no WRC.

A Hyundai, que está na primeira época com o i20 no mundial de ralis, procura chegar a um novo pódio depois depois do 3º lugar obtido por Thierry Neuville no último Rali do México. Para isso, para além da jovem promessa belga, contam com o experiente Dani Sordo, e ainda o sempre espectacular Juho Hanninen.

Destaques ainda para o WRC 2, segunda divisão do mundial com uma excelente lista de inscritos. A dupla portuguesa Bernardo Sousa/Hugo Magalhães regressa a este campeonato aos comandos de um Ford Fiesta RRC. Os novos atletas do Sport Lisboa e Benfica apontam pelo menos a um lugar nos 3 melhores do WRC 2.

Quanto ao nacional de ralis, o favoritismo é entregue ao tricampeão Ricardo Moura que se apresenta com o habitual Skoda Fabia S2000. Ganhar é palavra de ordem para Moura, depois de em Fafe (desistência quando liderava) e em Guimarães (perdeu o rali na última classificativa para o seu principal opositor) ter desperdiçado a hipótese de ter somado duas vitórias, nas duas primeiras provas do nacional de ralis.

Pedro Meireles, também em Skoda, vencedor das duas primeiras provas do campeonato, tentará lutar pela vitória que lhe daria uma posição ainda mais favorável e confortável no campeonato.

O trio de candidatos à vitória no nacional fecha-se com João Barros, no Fiesta R5. Tendo à partida o melhor carro em pisos de terra, Barros procura chegar pela primeira vez ao lugar mais alto do pódio.

Uma referência para Adruzilo Lopes. O antigo tricampeão nacional, aos 51 anos continua um dos pilotos mais rápidos de pelotão, e apesar de ter um carro que não lhe permite lutar pelas vitórias (Subaru Impreza R4), a sua consistência e experiência fazem com que esteja sempre “pronto” para chegar ao pódio caso um dos pilotos munidos com melhores armas tenha algum deslize.

Estão lançados os dados. Um bom rali a todos, mas sempre em segurança!

F1 2014 #15

É com enorme orgulho que assisti à breves instantes à notícia de que o grupo musical Corna Lusa (música Celta), grupo do distrito de Coimbra, que já vi actuar pelas ruas dessa cidade, recebeu um convite para ir tocar ao GP do Bahrein.

O ano passado foram os pauliteiros de Miranda que tiveram tal sorte. É sinal que ainda há gente atenta à cultura portuguesa.

Ciclismo 2014 #29

volta catalunha

Volta à Catalunha

5ª etapa – Sexta-Feira

mezgek

Já diz o ditado que não há duas sem três. O esloveno Luka Mezgec, vencedor das primeiras duas etapas da prova conseguiu na sexta-feira vencer a sua 3ª etapa (em 5) na prova catalã, derrotando ao sprint o francês Julian Alaphilippe da Omega-Pharma-Quickstep e Samuel Dumoulin da AG2R.

A etapa que ligou LLanars a Valls, na distância de 218 km, apesar de prometer uma discussão ao sprint tinha, a meio, uma dificuldade que poderia ser bem aproveitada pelos ciclistas com pretensões à geral. A subida não categorizada do Alto de Lilla (pendente média de 7%) aliada às curtas distâncias temporais dos candidatos na classificação geral (à partida, Purito Rodriguez liderava com 4 segundos de vantagem para Alberto Contador e 7 par Tejay Van Garderen) poderia proporcionar o ataque dos elementos que à partida para esta etapa compunham o top-10 da prova.

Em LLanars, Paolo Tiralongo da Astana e Premyslaw Niemec, o polaco da Lampre-Merida de Rui Costa, homem que tão bem tinha andado na alta-montanha nos dias anteriores, não assinaram o ponto e abandonaram a competição.

A primeira fuga da etapa pertenceu a um grupo composto Peter Serry da Omega-Pharma-Quickstep, Andrey Zeits (Astana; repetente), Michael Kock (Cannondale; repetente) Chad Haga (Giant), Fumiyuki Beppu (Trek) e Mateusz Taciak (CCC Polsat) logo aos 7 km. 12 km depois foram apanhados pelo pelotão. A Katusha assumiu desde o início da etapa o controlo do pelotão, não deixando ninguém sair.

Aos 54km, Marcus Burghardt (BMC), Jérémy Roy (FDJ) Georg Preidler (Giant), Ángel Madrazo (Caja Rural) e Lukasz Owsian (CCC Polsat) tentaram a sua sorte. No quilómetro seguinte juntaram-se Pierre Roland (Europcar) e  Steven Kruijswijk (Belkin). 2 quilómetros depois haveria de sair novamente Michael Koch. Com Roland, Roy e Burghardt na fuga (o primeiro um interessante trepador e os segundos, homens que andam muito bem em fugas tanto em grupo como em solitário). A Katusha consentiu a saída dos corredores e estes rapidamente conseguiram alguma vantagem sobre o grupo principal, atingindo uma vantagem máxima de 8 minutos e meio ao quilómetro 96, numa fase em que Marcus Burghardt e George Preidler já estavam ligeiramente mais destacados do grupo de fugitivos.

A vantagem obtida obrigou a Katusha a trabalhar forte e feio no pelotão durante a 3ª e 4ª hora de corrida para fazer baixar a diferença. Burghardt só seria apanhado ao quilómetro 191 dos 218 traçados, mesmo em cima do Alto de Lille, altura em que aproveitando a interessante pendente da subida não-categorizada para o prémio da montanha, Alberto Contador (entre outros) tentou o seu ataque, devidamente respondido por Joaquin Rodriguez e pelo seu escudeiro Daniel Moreno. No alto foi a vez de Jakob Fuglsang (Astana), 12º da geral a 1 minuto de Purito atacar, obrigando Daniel Moreno a anular a diferença na descida.

Até ao final da etapa, Ryder Hesjdal (Garmin) tentou o seu ataque mas em cima da linha da meta, resistente à altíssima velocidade imposta no grupo principal durante a subida e descida, Luka Mezgec foi mais forte que aqueles que supra citei e conseguiu a 3ª vitória (13ª da época) para a Giant-Shimano.

Na classificação-geral, Purito continuou a liderar com a mesma diferença do dia anterior para os seus mais directos rivais.

6ª etapa – Sábado

clemente

A etapa que ligou El Vendrell a  Vilanova i la Geltru (172km) também não continha grandes armadilhas durante o percurso, prevendo-se uma etapa disputada ao sprint. Contudo, uma fuga iniciada à passagem do quilómetro 7 por parte de 9 corredores teve sucesso com a vitória de um deles, o “virtual” vencedor da camisola da montanh Stef Clement da Belkin.

Pieter Serry (Omega Pharma), Stef Clement (Belkin), Damien Howson (Orica), Pierre Rolland (Europcar), Jens Voigt (Trek), Antonio Piedra (Caja Rural), Marek Rutkiewick (CCC Polsat), Rudy Molard (Cofidis) e Nico Sijmens (Wanty) tentaram a sua sorte logo ao 7º quilómetro da etapa. A Katusha (equipa do líder) Tinkoff (equipa de Alberto Contador) e a Cannondale (uma das interessadas num final disputado ao sprint; para Daniele Ratto) trataram de assumir as despesas de perseguição visto que Clement, o consagrado Jens Voigt, Rolland e Antonio Piedra (todos eles ciclistas com grande qualidade e com características muito particulares nesta estratégia de corrida) poderiam fazer suceder a fuga.

O grupo de 9 andou bem organizado até ao quilómetro 160, aquando do primeiro ataque dentro do grupo, precisamente protagonizado pelo veteraníssimo (gregário de luxo da Trek) Jens Voigt. O alemão tem, para que o caro leitor tenha noção, nada mais nada menos que 42 anos. Ainda hoje, o ciclista da Trek é um gregário de luxo para qualquer líder que se preze. É um corredor capaz de assumir sem qualquer problema a frente do pelotão numa das míticas subidas do Tour (Madeleine, Ventoux, Alpe D´Huez, Telegraphe, Peyresourde, Tourmalet, Galibier) e imprimir um ritmo diabólico no grupo onde se encontre o seu líder de equipa. Acresce-me dizer que neste momento Voigt é “um gregário sem líder” visto que Andy Schleck não está a conseguir ser, depois de vários anos apoquentado por lesões, o líder que era há alguns anos atrás.

Voigt foi alcançado. Ao mesmo tempo, Stef Clement atacou (a cerca de 1,5 km da meta e venceu a etapa). O belga ganhou 3 segundos aos seus colegas de fuga e chegou com 55 segundos de avanço sobre o pelotão. Tudo continuou exactamente igual no topo da classificação geral:

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Amanhã corre-se a última etapa. A prova termina num circuito de 120 km com partida e chegada ao Olímpico de Montjuic (Barcelona). Apesar de muitos considerarem que esta será a etapa de consagração de Purito Rodriguez como vencedor da edição de 2014 da Volta à Catalunha nunca se sabe se Alberto Contador ou Tejay Van Garderen poderão discutir o sprint final de forma a vencerem a etapa e assim poderem vencer a geral da prova. Com poucos sprinters na prova, poderemos ver Contador ou o ciclista Norte-Americano na discussão pela vitória na etapa. Contador necessita por exemplo de bonificar na 2ª posição desde que Purito Rodriguez não bonifique e Tejay Van Garderen não vença a etapa. Já o ciclista da BMC precisa de vencer a etapa e esperar que Purito não bonifique.

 

E3 de Harelbeke – Sexta-Feira

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Peter Sagan conseguiu vencer na Bélgica a clássica de Harelbeke, numa prova corrida com algum taticismo e nervosismo por parte dos presentes.

Na antecamara das principais clássicas das corridas belgas, correu-se na Bélgica, mais precisamente em Harelbeke a clássica anual daquela região.

Com a Gent-Welvegen-Gent no horizonte (amanhã), alinharam na prova belga ciclistas como Peter Sagan (Cannondale), Fabian Cancellara (Trek) Geraint Thomas e Edvald Boasson Hagen (Sky), Tyler Farrar (Garmin), John Degenkolb (Giant-Shimano), Luca Paolini (Katusha) e Zdenek Stybar (Omega-Pharma-Quickstep) entre outros especialistas neste tipo de corridas.

Na primeira hora de corrida saiu a primeira fuga do dia. Maxime Daniel (AG2R La Mondiale), Jérôme Cousin (Europcar), Florian Sénéchal (Cofidis), Jay Thomason (MTN Qhubeka) and Laurens De Vreese (Wanty) foram os primeiros a sair do pelotão. A boa colaboração entre todos os elementos do grupo levou a que os 5 ciclistas conseguissem rapidamente atingir 5 e 7 minutos de vantagem sobre o pelotão. O aumento de ritmo promovido pelas equipas dos favoritos, principalmente pela Omega-Pharma, Trek e Cannondale, levaram a que dentro do pelotão se sentisse algum nervosismo. A tentativa das equipas colocarem bem os seus líderes numa altura em que o pelotão rolava a uma velocidade altíssima causou três feias no pelotão, provocando vários abandonos na prova. Entre aqueles que tiveram de abandonar a prova estavam Ian Stannard (Sky), Svein Tuft (Orica). Os favoritos Sep Vanmarcke e Peter Sagan tiveram por exemplo de mudar de bicicleta a meio da prova, facto que obrigou a equipa da Cannondale a um trabalho extra para recolocar o seu líder dentro do pelotão.

Várias colinas foram delineando os favoritos à prova no grupo principal. A 30 km da meta, estavam no grupo principal Cancellara, Paolini, Sagan, Thomas, Stijn Devolder, Tom Boonen, Degenkolb, Devenyns, Stybar, Borut Bozic, Jurgen Roelandts, Boasson Hagen, Bozic, Konvalovas, Vanmarcke e os fugitivos Cousin e De Vreese. Foi aí que Peter Sagan atacou, levando consigo Geraint Thomas, Niki Terpstra e Stijn Vanderbergh da Omega-Pharma. Com Vanderbergh no grupo, este poderia trabalhar para Terpstra, homem com uma ponta final muito rápida que já conseguiu vencer a Geral da Volta ao Dubai, prova onde de resto se imiscuiu muito bem nos sprints finais junto do seu chefe-de-fila Tom Boonen. Todos os outros supra citados tentaram perseguir o quarteto até ao final da prova. Fabian Cancellara tentou mexer várias vezes com o grupo mas o dia estava talhado para a vitória de Sagan, Thomas ou Terpstra, em conjunto com Vanderbergh, muito bem organizados na frente da corrida.

Conseguindo acumular uma vantagem na ordem do minuto e meio, Peter Sagan provou ser o mais forte em cima da linha de meta, batendo o all-arounder Britânico e Terpstra ao sprint. O eslovaco é portanto o principal candidato à vitória (hoje) na Gent-Welvegen-Gent. Irei tentar acompanhar esta prova amanhã.

 

Apelo

Amanhã, os bombeiros de São João da Madeira levam a cabo na sua sede uma recolha de medula óssea durante todo o dia como forma de apoio a Bruno Conceição, antigo guarda-redes de Beira-Mar, Paços de Ferreira e Sanjoanense.

O Bruno necessita de um transplante de medula óssea de alguém totalmente compatível para poder ultrapassar uma doença que o atingiu no ano passado. Ao doar medula, não só poderá estar a salvar a vida ao Bruno como a alguém que seja compatível consigo e necessite da sua ajuda.

A inscrição bem como todos os exames são comparticipados a 100% por todos os subsistemas de saúde e as condições para doar medula óssea são as seguintes:

  • Ter entre 18 e 45 anos;
  • Peso mínimo de 50kg;
  • Altura superior a 1,5m;
  • Ser saudável;
  • Nunca ter recebido transfusões após 1980;
  • (Não precisa de estar em jejum)

Para além da ocasião proporcionada pelos Bombeiros sanjoaninos, poderá doar medula óssea nos 3 centros de histocompatibilidade existentes no país: Hospital Pulido Valente – Lisboa; Hospitais da Universidade de Coimbra; Centro de Histocompatibilidade do Norte – bairro de Paranhos, Porto, junto ao antigo estádio do Salgueiros.

Conselho de Notáveis #2

Alguns membros da nossa equipa escreveram algumas palavras na antevisão do clássico de hoje. Eis as opiniões:

Bernardo Albuquerque Nogueira – O Porto, superconfiante dos últimos dois jogos e desta super-hiper-mega-ri-fixe chicotada psicológica vai chegar rapidamente à vantagem de dois golos. Sofre um, borra-se todo, sofre o segundo e aguenta o empate até ao final mas treme que nem varas verdes.

João Pedro Campos – Jogo com alguma expectativa, devido à tinta que correu durante a semana. O Sporting perdeu algum gás na segunda volta, mas mantém a regularidade de resultados. O FC Porto parece ter melhorado ligeiramente (mais porque a vontade dos jogadores mudou do que propriamente por algum milagre tecnico-táctico de Luís Castro), mas continua muito permissivo na defesa. Por jogar em casa e estar na frente, o Sporting é favorito, mas é jogo de tripla.

P.S. – A minha não-referência à arbitragem é intencional.

André Simões – Quanto a mim dá empate. O Porto vem de uma fase mais motivadora, mas o Sporting tem argumentos em casa para esgrimir o jogo taco a taco. Não sendo o melhor possível acho que as equipas se equilibram! No entanto de um jogo destes tudo se pode esperar e ao mínimo deslize pode haver um volte face, o facto de Maicon não jogar pode ser determinante pois Abdoulaye não é nem de perto nem de longe a mesma coisa. Quanto ao Sporting vejo que Slimani, Montero ou mesmo Adrien podem e são fulcrais para decidir este jogo!

Alexandre Henriques – O porto vence e convence, motivados pela vitória europeia os dragões vencerão os leões. Apesar de jovem e talentosa equipa do Sporting poder realizar uma boa partida, não acredito na vitória dos leões.

João Branco – Polémicas à parte, este jogo assume caracter quase decisivo para o apuramento directo para a Champions. Não acredito que ambas as equipas ainda tenham possibilidade de lutar pelo título. Até porque a equipa do Benfica está a jogar um excelente futebol e muito dificilmente perderá 7 ou 9 pontos nas últimas jornadas A equipa do Sporting tem vindo a jogar menos bem desde o final do mês de Janeiro. A seu favor incorrem o excelente teste realizado contra o Porto a 28 de Dezembro para a Taça da Liga e o facto de Leonardo Jardim dispor novamente do seu onze base para o final da temporada com um meio campo possivelmente composto por William Carvalho, Adrien, André Martins (em sub-rendimento) ou Fredy Montero (atrás de Slimani), Heldon, Mané e Slimani (ou Montero, caso André Martins seja titular). Acredito que Jardim irá optar por Montero atrás do Argelino porque, dada a envergadura dos centrais do Porto, o argelino provocará mais combatividade na área.

O FC Porto de Luis Castro é um Porto mais optimista. As vitórias categóricas obtidas contra Arouca e Napoli devolveram o sorriso a alguns jogadores. Em crescente de forma estão Quaresma, Carlos Eduardo e Jackson Martinez. A inserção de Juan Fer Quintero como o criativo da equipa também dado os seus frutos. O futebol do Porto ganhou nexo, rapidez de execução e muita criatividade.

Aposto numa vitória do Sporting ou num empate. O desaire de Setúbal e os sucessivos apelos do presidente à equipa e aos adeptos moralizaram imenso a equipa leonina. Os jogadores do Sporting deverão entrar em campo com ambição de provar a todo o país que são capazes de vencer mesmo com erros de arbitragem.Do outro lado, o FC Porto não pretenderá perder a partida. Luis Castro sabe perfeitamente que caso empate em Alvalade, um deslize do Sporting nas próximas jornadas será fatal.

Diogo dos Santos – 2-1 Um jogo fulcral para o Sporting, com ganas de provar a sua qualidade, se superiorizar e assumir que está na luta pelo título, contra tudo e todos. Um Porto mais organizado, mas sem a força de vontade necessária para roubar pontos em casa dos leões.

Eduardo Mendes – SCP – FCP 1-2 o porto vai ganhar com alguma dificuldade.

 

F1 2014 #10

Está em andamento o primeiro GP da temporada em Albert Park, Melbourne (Austrália) e os resultados dos primeiros dias de treinos e no dia de hoje da qualificação não deixam de ser surpreendentes (hoje sobretudo na qualificação o factor chuva foi decisivo e os pilotos viram-se a braços com uma situação que ainda não tinha sido propriamente vivida por cada um, o que fez com que os tempos da qualificação fossem bastante altos).

Sem surpresas Hamilton conseguiu a primeira pole da época e aparentemente será um dos fortes candidatos ao novo troféu que premeia o piloto com mais pole positions no final do ano. A fazer-lhe companhia na primeira linha está a dupla surpresa, RedBull com Ricciardo (já tinha sido o mais rápido na Q1, tinha sido o segundo na Q2 e manteve o lugar na Q3), vale-lhe assim a primeira partida da sua carreira da frente do grid e facilita a vida à sua equipa que andou ainda nos treinos livres com alguns problemas, no entanto o campeão e colega de equipa Vettel foi a surpresa negativa, ao não conseguir melhor que o 13º posto para partir. Outra agradável surpresa foi Kevin Magnussen da McLaren, aquele sobre o qual já disse neste blog que naturalmente vai ser o rookie do ano e que pode ter pela frente uma brilhante carreira conseguiu arrecadar o 4º tempo, sendo que na Q1 até conseguiu ficar logo atrás de Ricciardo, o que indica que como se previa a McLaren pode também dar luta e os jovens que vão chegando têm qualidade muito boa para manter bons níveis de disputas na F1 pelos próximos tempos. A assinalar de surpreendente pode ser também os desoladores 9º e 10º lugar obtidos pela Williams, que muito prometeu, inclusivé nos 3 treinos realizados já em Melbourne, mas que acabou por não arriscar na qualificação e o facto de a Lotus não ter conseguido sair do fim da grelha de partida, o que deixa antever que pode bem ser a Lotus a pior equipa deste ano.

Por fim, apenas comentar que este pode ser um excelente GP, a disposição da grelha de partida tem tudo para que este início de corrida seja explosivo, especialmente se olharmos aos 11º, 12º e 13º lugares onde estão respectivamente Button, Raikkonen e Vettel.

Veremos o que nos reserva a corrida da próxima madrugada.

Grelha de partida oficial

2014 FORMULA 1 ROLEX AUSTRALIAN GRAND PRIX

Pos No Driver Team Q1 Q2 Q3 Laps
1 44 Lewis Hamilton Mercedes 1:31.699 1:42.890 1:44.231 22
2 3 Daniel Ricciardo Red Bull Racing-Renault 1:30.775 1:42.295 1:44.548 20
3 6 Nico Rosberg Mercedes 1:32.564 1:42.264 1:44.595 21
4 20 Kevin Magnussen McLaren-Mercedes 1:30.949 1:43.247 1:45.745 19
5 14 Fernando Alonso Ferrari 1:31.388 1:42.805 1:45.819 21
6 25 Jean-Eric Vergne STR-Renault 1:33.488 1:43.849 1:45.864 21
7 27 Nico Hulkenberg Force India-Mercedes 1:33.893 1:43.658 1:46.030 20
8 26 Daniil Kvyat STR-Renault 1:33.777 1:44.331 1:47.368 20
9 19 Felipe Massa Williams-Mercedes 1:31.228 1:44.242 1:48.079 21
10 77 Valtteri Bottas Williams-Mercedes 1:31.601 1:43.852 1:48.147 19
11 22 Jenson Button McLaren-Mercedes 1:31.396 1:44.437 13
12 7 Kimi Räikkönen Ferrari 1:32.439 1:44.494 13
13 1 Sebastian Vettel Red Bull Racing-Renault 1:31.931 1:44.668 13
14 99 Adrian Sutil Sauber-Ferrari 1:33.673 1:45.655 12
15 10 Kamui Kobayashi Caterham-Renault 1:34.274 1:45.867 13
16 11 Sergio Perez Force India-Mercedes 1:34.141 1:47.293 13
17 4 Max Chilton Marussia-Ferrari 1:34.293 5
18 17 Jules Bianchi Marussia-Ferrari 1:34.794 5
19 21 Esteban Gutierrez Sauber-Ferrari 1:35.117 7
20 9 Marcus Ericsson Caterham-Renault 1:35.157 5
21 8 Romain Grosjean Lotus-Renault 1:36.993 6
22 13 Pastor Maldonado Lotus-Renault No time 3

imagem do dia

gomez

Foi um alívio. É bom ver a cara de pasteis de nata dos adeptos da Juve. Eles que passaram metade do jogo virados de costas para o relvado a cantar contra os tiffosi Viola, assentes na superior do Dell´Alpi.

Depois do sufoco, o alívio. Porque Montella soube arriscar quando a equipa dominava mas não conseguia criar ocasiões de golo, fruto da retranca promovida por Conte. O golo de Gomez tornou tudo muito mais fácil para a 2ª mão na belíssima cidade de Florença.

 

Os Chorões e os Saloios


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Aviso prévio: a utilização do termo “Saloio” neste texto não se refere, felizmente, à generalidade dos adeptos do Benfica, mas a todos aqueles que transbordam um ódio desmesurado ao Sporting, com que um gajo civilizado tem de gramar diariamente em diferentes sítios.

Estamos neste momento a entrar naquela fase em que os Saloios começam a sair da toca. O Campeonato está resolvido e, como já nos habituaram, estão a entrar naquele período de ostentação do “semos os máióres”. Não sabem ganhar calados: têm de esfregar na cara dos outros que estão à frente, como se fossem os únicos seres possuidores de destreza para analisar a tabela classificativa do Campeonato. Publicam mais vídeos e posts sobre o Sporting do que sobre o clube deles, mas depois os “anti” são os outros. Metem-se nas conversas entre Sportinguistas, chamando-lhes “chorões”, “Kalimeros” (no nosso futebol sinto-me mais como a Abelha Maia..) e usando outro tipo de termos, próprios de alguém que só consegue olhar para o seu umbigo, abstraindo-se da triste realidade que é o futebol em que estão inseridos. É fácil quando não se tem razões de queixa. No fundo, calculo que a postura da generalidade dos Saloios relativamente às queixas do Sporting sobre a arbitragem, seja a mesma que um empresário de sucesso tenha quando observa pela televisão as manifestações do Povo contra as medidas de austeridade: “Lá estão aqueles tristes outra vez a queixar-se..”

O Presidente é o mais chorão de todos. Luta pelos interesses do Clube e dos seus Sócios, e pela melhoria do Futebol Nacional, apresentando medidas concretas para isso. Onde é que isto já se viu? Que tristeza. “Dá muitas entrevistas.” “É populista.” “Aparece demais.” Ele devia era andar a tratar dos negócios pessoais dele, como fazem outros Presidentes ali para os lados de Moçambique. Devia, mas não pode. Porque ao contrário de outros que já têm o rabo moldado à poltrona, a cadeira onde se sentou não lhe permite dar-se a esse luxo.

O Saloio acha que o Sporting devia era “jogar mais” em vez de chorar. Aqui até concordo parcialmente. Devia ter jogado mais no Dragão, e devia ter jogado muito mais na Luz. Ainda assim, e mesmo tirando esses dois jogos, o que jogou até agora era mais que suficiente para estar a disputar o primeiro lugar do Campeonato. Porque se por um lado houve quem nos tirasse pontos por ser incompetente (sim Xistra, sim Vasco Santos!), por outro houve quem o fizesse simplesmente porque tinha um apito na boca e podia fazê-lo (sim Talhante Mota, até os árabes já sabem quem tu és!).

“E os foras de jogo do Montero?” 25 golos fora-de-jogo leva o Montero esta época. Costuma-se dizer que uma mentira quando dita muitas vezes, acaba por se tornar verdade. O fora-de-jogo [posicional] do Montero no jogo em Alvalade contra o Benfica é um escândalo nacional sem precedentes. Para o Saloio, claro. Os outros facilmente percebem que é um lance de difícil análise, e percebem ainda que o golo do Benfica nesse jogo também nasce de uma falta que não existe, logo o resultado mais justo seria sempre o empate. Além disso, o Benfiquista civilizado consegue distinguir a dificuldade em ajuizar esse fora de jogo do Montero, da mão que o Xistra, sem ningúem à frente, não viu com o Rio Ave; dos dois penaltys que o Duarte Gomes não quis ver na Luz; ou do empurrão que o Mota “viu” com o Nacional, entre [muitos] outros lances. E lembra-se que o Lima e o Rodrigo têm, cada um, pelo menos tantos golos marcados fora de jogo este ano quanto o Montero.

“Os grandes são todos beneficiados e prejudicados de igual forma!”. Eu acho que o índice de autismo e estupidez que pode levar um indivíduo a proferir tais palavras chega a ser preocupante, pelo que nem faço comentários. Dizer que o Sporting foi tão beneficiado quanto o Porto nos últimos 20 anos, é querer transformar as escutas do Apito Dourado numa embalagem de fraldas Dodot.

cuidado que vem aí o melhor do mundo

pedro proença

“tô, alô vitor, fala o olegário. pá, quero-te avisar que não vou poder apitar o jogo de domingo. epá aconteceu aqui uma grande merda. não sei o que me deu, estou atolado de merda até ao pescoço e meus intestinos estão a brotar merda de 10 em 10 minutos. já liguei para a torre das antas para ver se um dos meus amigos passa pela farmácia e me trás um laxante, porque isto tá mesmo mau”

vitor: “opá, ó olegário. tinha que te dar uma caganeira logo agora? porra, pá. já te avisei que com a tua idade não podes andar por aí a comer grelhados com os dirigentes pá. grande merda que foste arranjar. descansa lá. pra semana meto-te no jogo do trofense.”

“eh pá, obrigado vitor. acho que já estou melhorei mais um bocadito só por me teres aliviado essa descarga, de consciência, hum hum, essa carga de cima dos ombros…”

vitor “descansa olegário, descansa. quero-te fino para espetares com meia dúzia de amarelos no trofense. precisamos de cash. já sabes. o gomes anda pior que o caralho a tentar encher o cofre do tio patinhas”

“obrigado, pá. adeus. abraço”

 

foi isso, uma caganeira. todos nós sabemos o quanto o nosso intestino grosso pode ser o nosso maior inimigo nos momentos em que mais precisamos de estar na plenitude das nossas capacidades.
O vitor desligou o telemóvel e pensou: “porra pá. estes caralhos só me fodem” – e com o pensamento, fez-se luz. “bem, já que ando a poupar o Proença às situações de vergonha para ver se ele entra em Junho com a ficha limpa, penso que é hora de usar este trunfo. O gajo chega lá, faz uma arbitragem sem casos e calamos com aquele burro de caralho até ao final da época. Temos que levar com o velho senil mas isso, neste momento é um mal menor porque nunca acreditei realmente que um moribundo no leito da morte ainda seja capaz de se levantar da cama para fazer a revolução”e o vitor lá arranjou a situação.

 

Pré Clássico + Arbitragens

O Presidente do Sporting veio a público falar sobre a actuação dolosa dos árbitros durante a presente época ontem à hora de jantar. Ouvi falar em pressão sobre o árbitro de Domingo, ouvi que isto era mais uma vitimização por parte do Sporting.

No entanto hoje bem cedo (atenção que estamos numa terça-feira) já se sabe que Olegário Benquerença é o árbitro de Domingo (pior só mesmo escolher Duarte Gomes). Repare-se bem na velocidade, no timming e na qualidade da escolha do árbitro para o jogo, o que me faz pensar que ou querem fazer pressão a Bruno de Carvalho, ou querem gozar com a instituição que é o Sporting Clube de Portugal.

Se eu fosse ao Presidente do Sporting fazia o mesmo que os árbitros já nos fizeram e não ia a jogo, esta Liga está cada vez mais suja e a justiça e verdade desportiva já não existem! No entanto é condenável o facto de Vasco Santos ter recebido ameaças de morte. O futebol português cada vez está mais miserável!

Adenda ao Pré Portugal x Camarões

A convocatória tinha sido já analisada aqui, mas os azares acontecem e não fui eu que roguei pragas a ninguém.

Hugo Almeida e Ricardo Costa encontram-se com problemas físicos e foram ambos dispensados. Pepe e C. Ronaldo estão em gestão de esforço (apenas porque vieram de um jogo complicado ontem). Os primeiros dois casos vão de encontro ao que defendi, que devia ter sido chamado mais um avançado no lugar de Ivan Cavaleiro e que deveria ter sido dada uma hipótese a alguém para o lugar de Ricardo Costa, parece que o tempo apenas se encarregou de fazer parecer que eu tive algo a ver com estas dispensas!

O’Sullivan – O Eterno!

Não há palavras para descrever isto (reparem no momento saboroso a partir dos 3′ sensivelmente)! O homem pode retirar-se e voltar a jogar 50 vezes que a qualidade de jogo continua lá. Alcunharam-no de Rocket por ser o mais rápido de sempre a chegar aos 147 pontos em apenas 5 minutos e poucos segundos.

Para quem não sabe O’Sullivan começou no mundo do snooker na Escócia, era um rapaz problemático, consumia álcool e drogas, era de brigas e da rua. Tornou-se campeão do mundo, ganhou tudo o que havia para ganhar e é um dos jogadores com mais Prize Moneys amealhados no circuito.

Recentemente anunciou que iria tirar uma “sabática” sem termo e dedicar-se à agricultura, mas os agentes do mundo do snooker depressa o chamaram de volta, voltou para o Masters de 2013 depois de quase um ano parado, voltou a ser campeão do mundo e fixou-se no top 30 (já foi número um até sair).

Devido a não acompanhar a modalidade após a sua saída pouco posso dizer por agora, mas a proporcionar-se em breve trarei mais curiosidades.