Uefa Youth Champions League

A Uefa decidiu e bem que estava na altura de criar uma competição que preparasse os jovens para o futuro que encontrariam nas suas equipas principais, quando estivessem nas competições europeias. Depois de um grupo privado ter construído a NextGen Series (englobava apenas equipas por convite e apenas as consideradas academias de topo), a UEFA aproveitou as bases e lançou aquela que pode ser a competição junior mais bem sucedida de sempre ao nível de clubes.

De resto esta competição engloba as equipas juniores das equipas que se qualificam para a Liga dos Campeões e tem algumas regras interessantes, de modo a dar aos jovens talentos, a experiência e a preparação essencial para no futuro encararem as competições europeias com naturalidade e muito menos pressão. Entre essas regras destacam-se por exemplo o facto de os jogos serem agendados em função dos jogos da equipa principal e ambas as equipas terem de partilhar a mesma viagem e o mesmo hotel, o que só faz com que a pressão e o ambiente pré jogo da equipa principal, passe também para os miúdos e lhes dê outra bagagem futuramente. No entanto há mais regras interessantes, como por exemplo o facto de um jogador que seja usado três vezes na equipa principal, não possa voltar a jogar na equipa dos juniores, o que faz com que as equipas não sejam desequilibradas e não haja a possibilidade de colocar as “estrelas maiores” em jogos decisivos, tendo de haver uma gestão ponderada da equipa.

Esta competição desde cedo se mostrou bastante equilibrada, mesmo entre equipas teoricamente mais fracas, mas com qualidade de formação bastante boa, o que nivelou sempre os encontros desde a fase de grupos, ainda que por vezes se tenham verificado resultados bastante excessivos. Exemplos disso são por exemplo as equipas de Real Sociedad, ou Shaktar, que dominaram o seu grupo composto por Manchester United e Bayer Leverkusen, ou então o Compenhaga que conseguiu superar a Juventus e o Galatasaray, ficando apenas atrás de Real Madrid. Pode-se ainda destacar CSKA Moscovo e Austria Viena pela positiva e pela negativa apontar os casos de Bayern Munique, Ajax e Basileia de quem se esperava ver muito mais da sua formação. Em parte o caso do Ajax compreende-se pela sua equipa principal estar em renovação e a aposta este ano ter sido maioritariamente em jovens que estavam no último ano de júnior, o que acabou naturalmente por roubar jogadores à equipa jovem.

Logo desde esta fase de grupos, as equipas que viriam a acabar por encontrar-se hoje na final dominaram estrondosamente, de tal forma que Barcelona e Benfica foram os únicos além do Chelsea a conseguir acabar os respectivos grupos em primeiro lugar e com vantagem pontual de 7 e 8 pontos respectivamente sobre o segundo (Chelsea dominou totalmente com 6 vitórias em 6 jogos).

Passados da fase de grupos, as equipas começaram a fase a eliminar com os oitavos de final, aqui já cada uma ordenada conforme a sua qualificação nos grupos e em jogos apenas a uma mão (em caso de empate as regras definem marcação de penaltis para determinar o vencedor). Nesta fase e até à final o Barcelona encontrou o Compenhaga que facilmente arrumou com uns expressivos 4-1, o Arsenal que também ficou de lado com um estrondoso 4-2 e o Schalke 04 onde apenas venceu por 1-0 (este jogo realizado na Alemanha). Do outro lado o Benfica encontrou o Austria de Viena ao qual ganhou por 4-1, o Manchester City que ficou de fora depois do 2-1 em Inglaterra e o Real Madrid que viria a cair na meia-final por expressivos 4-0 na sua própria casa.

Chegados à final onde se encontraram duas das melhores equipas de todo o torneio, verificou-se um grande equilíbrio entre ambas as equipas, desde logo notou-se que o Benfica tinha muita garra e poderia bater os catalães, mas os miúdos de La Masia não se fizeram rogados e mostraram do que são feitos e o que aprendem numa das melhores academias do mundo no momento. Desde logo realçar que o modelo do Barça garante-lhe neste momento que assegure o seu futuro por algum tempo com jogadores a despontar como Munir El Haddadi, Marroquino e melhor marcador da competição com 11 golos (fechou o marcador da final no 3-0 com um golo de levantar qualquer adepto), Adama Traoré, Jordi Ortega ou Roger Riera. No entanto e sendo a sua unidade mais fraca o guarda-redes, que hoje era Andrei Onana, há que felicitá-lo pela sua exibição, impedindo por diversas vezes que o Benfica conseguisse chegar ao golo, com defesas praticamente impossíveis e muitas delas por instinto ou sorte.

El Haddadi

Do lado do Benfica muitas promessas, a melhor sem dúvida Gonçalo Guedes, o avançado que já vai dando nas vistas e aliciando alguns dos tubarões europeus, logo de seguida aparecem Raphael Guzzo e Estrela, todos eles jovens de valor e com potencial para ambicionar chegar à equipa principal.

G.Guedes

Sobre a final muito há a dizer. O Barça entrou forte, a agarrar no jogo, mas o Benfica remava contra isso, de tal forma que a primeira oportunidade coube mesmo aos miúdos da Luz, que acabaram por não concretizar. Pouco depois aos 9′ Rodrigo Tarin do Barça não se fez rogado e depois de uma defesa a dois tempos de Graça, aproveitou bem a bola ressaltada e acabou por marcar o primeiro do encontro. Depois desta situação, um penalty para o Benfica podia dar o empate e abanar o jogo completamente, mas chamado a marcar, Romário com um pontapé forte e colocado manda à barra desperdiçando assim a melhor oportunidade dos encarnados na primeira parte. Daí e até ao meio tempo apenas deu Barça, sendo que o Benfica teve uma ou duas oportunidades, mas foi o Barça pelo miúdo Marroquino que se voltou a adiantar no marcador depois de boa jogada com uma finalização sem hipóteses, onde a defesa dá muito espaço ao ataque dos blaugrana. Na segunda parte a história inverteu-se totalmente e o Benfica queria aparecer e dar a volta ao resultado. Oportunidades não faltaram, mas a inspiração do guarda redes camaronês do Barça, aliada à falta de sorte dos miúdos da Luz, ditou que até fossem eles mesmo a sofrer o golo que fechou o marcador e que contra toda a vontade e querer acabou por retirar a esperança da reviravolta.

primeiro golo

Venceu assim o Barcelona aquela que foi a primeira final desta competição que muito promete nos próximos tempos e que acaba por fazer com que os clubes que se apuram para a Champions se preocupem mais com a formação.champions

Como notas finais destacar o facto da dependência cada vez maior do jogador Africano nas camadas jovens de praticamente todos os clubes, muitos deles em situações algo duvidosas, especialmente relativamente à idade. Acontece em todos os clubes, inclusivé neste jogo pode ver-se 10 jogadores do continente africano em acção. Do lado do Barça, uma parceria entre Samuel Etoo e a academia de La Masia acaba por fazer entrar alguns camaroneses na cantera blaugrana, já do lado do Benfica, a forte ligação a Angola, Cabo Verde e Guiné acaba por fornecer grande parte dos jovens da formação, apesar de ser correcta e positiva esta inclusão de jovens, o facto de virem a tapar grande parte dos portugueses que os plantéis juniores têm acaba por reflectir as situações que muitas vezes se verificam nas equipas principais dos mesmos clubes.

Espera-se muito mais sucesso para esta competição e agora que o Barça defenda bem o título!

 

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Da Champions #21

Jogo na Baviera, que opôs Bayern Munique de Guardiola, o campeão em título da Champions e o já renovado campeão da Bundesliga, ao Manchester United da Premier League. Na primeira mão em Old Trafford aconteceu o que não era esperado, o Bayern a jogar no estilo característico de Guardiola não conseguiu sair de Inglaterra com a vitória, apesar de ter dominado o jogo a seu bel prazer e reduziu-se a apenas um empate a uma bola. O golo fora era bom, mas não bastava para o que poderia ser uma revanche do Manchester na Baviera.

No entanto o jogo de hoje foi um jogo em tudo diferente. O Bayern entrou a acusar algum nervosismo, parecia que Guardiola teria pedido aos seus comandados para decidirem o jogo rapidamente e poderem relaxar depois, ou então entrou a acusar a pressão dos últimos resultados pós confirmação do campeonato (empatou a 3 com o Hertha e perdeu com o Augsburgo). Isto revelou-se sobretudo na atitude de alguns jogadores. Robben parecia querer decidir o jogo só por si e Dante foi acumulando alguns erros, chegando mesmo a permitir que Rooney chega-se com perigo à baliza de Neuer, no entanto o Inglês desperdiçou aquela que pode ter sido a oportunidade da primeira parte para ambos os lados.

Nas estatisticas e como é característica das equipas de Guardiola, o Bayern goleou de longe, desde os abismais 63% contra 37% da posse de bola às 14 bolas metidas na direcção da baliza contra as 4 do Manchester, simplesmente se viu Bayern, o problema é que quem ganha jogos não é a estatística, mas sim a eficácia e nisso o Manchester esteve por cima.

Que o diga Evra, que logo perto do reatar da partida conseguiu num estrondoso remate colocar os red devils em vantagem, depois de um grande trabalho de Valencia na direita, a passar por três jogadores do Bayern e a evitar que a bola saísse, este coloca a bola tensa para a entrada da área, sobre o lado esquerdo, onde apareceu Evra, que com um remate portentoso e cheio de colocação colocou a bola indefensável no fundo das redes. Nesta fase Moyes respirou de alívio, os próprios adeptos do Manchester pensaram que o jogo estaria bem encaminhado para um bom fim e que bastaria gerir o resultado, mas quem assim pensou caiu no erro, pois imediatamente na jogada seguinte Mandzukic apareceu na frente a finalizar de cabeça uma boa bola colocada por Ribery, após boa combinação com Lahm. Estava assim relançado o resultado, o jogo e a eliminatória. No entanto depois deste rude golpe, o Manchester claramente foi abaixo e pouco mais se viu, sendo que o Bayern aproveitou, meteu o pé no acelerador e só parou aos 3-1, fechando a eliminatória e conseguindo carimbar a passagem às meias com facilidade.

O segundo golo é conseguido por Muller depois de assistência de Robben e onde Vidic fica mal na fotografia (De Gea também não fica isento de culpas) uma vez que deixa Muller praticamente solto sem marcação e antecipa-se mal à bola, sendo que o Alemão apenas tem de empurrar para o fim da baliza. O último golo pertence a Robben, ele que tanto queria decidir o jogo na primeira parte e que na segunda explanou todo o seu perfume de futebol sobre a relva e conseguiu assistir e ainda vir a marcar, num golo em que finta 3 defesas do United, insiste, flecte para o meio e finaliza, colocando a bola rente ao poste, sem hipótese para De Gea (aqui sim se viu o Robben egoísta e individualista).

Se o Manchester e David Moyes tinham ganho o balão de oxigénio na primeira mão desta eliminatória e se achavam que a época ainda podia ser salva, apesar de dificilmente tal acontecer, agora essa ideia parte totalmente para fora da mente de qualquer um. Numa equipa em reconstrução e que está já a pensar mais na próxima época que na presente, já pouco se pode fazer, resta aos homens de Manchester fechar o livro, tomar como exemplo (mau) aquilo que se passou e melhorar bastante para o ano seguinte. O Manchester tem capacidade de reverter a situação, De Gea, Welbeck, Fletcher, Kagawa, Januzasj e mesmo Chicharito têm capacidade de fazer e dar muito mais, mas definitivamente este não foi o seu ano (talvez David Moyes não saiba potenciar todo o seu talento).

Do lado do Bayern, Pep Guardiola é um homem feliz, está nas meias finais da Champions, tem já o campeonato arrumado, tem uma equipa que se pode dar ao luxo de montar um meio campo com Gotze, Muller, Kroos, Robben e Ribery, que dificilmente são jogadores que no seu conjunto perderão para qualquer meio campo de outra equipa. Neste momento é uma incógnita, porque nas meias-finais estarão equipas bastante fortes, mas este Bayern pode ter aqui palavra mais forte a dizer sobre uma eventual repetição do que se viu na final do ano passado.

 

Da Champions #22

Terminou há minutos (no Vicente Calderón e no Allianz Arena) mais uma eliminatória da Champions. Arrisco-me a dizer, em breves palavras, que os quartos-de-final da edição deste ano poderão ficar na história como uma das melhores rondas de sempre da história da prova. Não posso dizer que a ronda tenha tido um único jogo desinteressante nos 8 jogos disputados.

No frenético, entusiasta e saudosista Vicente Calderón, a abarrotar de vermelho, 40 anos depois, o Atlético de Madrid (do mago Simeone; que deliciosa ironia!) volta a atingir as meias finais da prova. 40 anos depois do feito histórico protagonizado por um dos seus maiores símbolos, o recém falecido Luis Aragonés, um dos grandes craques da equipa colchonera que disputou a final da Taça dos Campeões Europeus na época 1973\1974 precisamente contra o Bayern de Munique, um dos possíveis adversários colchoneros nas meias-finais da prova ou até mesmo na final.

Não tenho qualquer pejo em afirmar que, caso este Atlético consiga vencer campeonato e champions, o triunfo é absolutamente merecido. O trabalho que Diego Simeone tem feito numa equipa teoricamente considerada por grande parte da imprensa internacional como um eterno candidato ao 3º lugar em Espanha, está, de que maneira, a baralhar as contas de meia europa.

A crónica mais detalhada sobre a partida do Calderón fica para amanhã. Como amante da arte do futebol, preciso de rever o jogo (ou grande parte deste) para o poder descrever minuciosamente. Acredito que para descrever um jogo destes, ou se descreve com minúcia ou então é preferível não o descrever de todo. Em traços gerais, a entrada do Atlético na partida, ao contrário do que previa (previa um Atlético capaz de colocar um ritmo lento na partida para impedir que o Barça entrasse a todo o gás e pudesse marcar cedo) foi demolidora. Não só pelo golo obtido por Koke, pelas 3 bolas aos ferros da baliza de Pinto mas pela desconcentração pura e pelo nervosismo miudinho que o jogo rápido e açucarado praticado pela equipa de Simeone provocou na incipiente (no jogo desta noite) equipa de Tata Martino. Assertivo também creio afirmar que os catalães sentem algum nervosismo quando não tem bola nos pés. Naturalíssimo dada a matriz em que assenta a sua filosofia de jogo: a posse de bola. Contudo, o nervosismo sentido por Xavi, Messi, Iniesta e seus pares no rectângulo plantado a meio da onda vermelha madridista, resultou, em traços largos, numa enorme quantidade de disparates defensivos na primeira parte (a pressão alta executada pelos colchoneros no meio-campo catalão seguida quase sempre de um recuo das linhas sempre que a equipa da cidade condal conseguia cruzar o meio-campo com bola, obrigou o Barça a jogar mal na saída de bola e a não conseguir meter a bola entre linhas como de resto costuma fazer; Iniesta-Messi-Iniesta com entrada do espanhol em zona de finalização; Iniesta-Messi-Neymar com entrada do brasileiro no espaço livre) numa dificuldade enorme que os catalães tiveram em conseguir arranjar espaço para criar desiquilíbrios (Neymar foi o único capaz de desequilibrar) – por seu turno, o Atlético sempre que foi lá à frente criou perigo. Com Villa a receber mais jogo nos flancos e Adrian com um hábil jogo de área (o avançado também procurou empurrar várias vezes a equipa lá para a frente através de arrancadas individuais quando conseguia ganhar a bola no meio-campo) a equipa ganhou uma enorme mobilidade (com Diego Costa, apesar de Gabi, Koke e Arda serem os mágicos que bem conhecemos, o jogo torna-se ligeiramente mecanicizado para a corrida do avançado naturalizado espanhol) e uma enorme profundidade, que, a bom da verdade, foi a chave do sucesso desta passagem histórica do Atlético. Outra das chaves do sucesso foi a colocação do brasileiro Diego na 2ª parte e o fantástico golo apontado pelo antigo jogador do FC Porto em Camp Nou. Em Madrid começa-se a acreditar que a presença de Diego Ribas no clube é sinónimo de conquistas!

P.S: Monstruosa exibição do nosso Tiago. Posicionamento perfeito do português em campo. É pena o facto do antigo jogador de Benfica, Lyon e Chelsea já ter renunciado à selecção. Na forma em que se encontra é uma mais valia de caras para o meio campo da nossa selecção.

P.S 2: Messi e Iniesta – O primeiro eclipsou-se por completo. Nem pareceu estar em campo. O 2º foi mais marcado que o quinto dos infernos. Quando tinha bola caiam imediatamente três jogadores do Atlético. Simeone sabia perfeitamente que era daqui que vinha metade do perigo deste Barcelona.

No Allianz Arena vi que o Bayern sofreu a bom sofrer para bater o Manchester United. Deixo o comentário para o meu colega de blog André Simões. Não vi o jogo mas gabo desde já David Moyes. Fiquei com a ilacção que contra o Bayern, toda a gente poderá ter visto o melhor Manchester United da temporada.

contratação do dia

adrian ramos

Kloppo e o Dortmund já começaram a preparar a próxima época. Os vestefalianos anunciaram hoje a contratação (valores não revelados= do avançado colombiano de 28 anos Adrian Ramos, actual avançado do Hertha de Berlim. Parece-me assim à primeira vista uma excelente contratação. O colombiano encaixa perfeitamente no jogo do Dortmund pela sua rapidez, pela sua interessante capacidade técnica e pela sua aceitável capacidade de finalização (não é tão finalizador quanto Lewandowski mas por exemplo tem outros atributos interessantes como o facto de ser um jogador rapidíssimo nas transições em contragolpe e capaz de se desmarcar muito bem em velocidade nas costas das defesas contrárias) – em suma, Ramos, tem mais ou menos as mesmas características de Jackson Martinez, mas é um jogador tecnicamente mais evoluído e muito mais rápido e ágil. A favor de Ramos também jogou o  facto de conhecer perfeitamente a realidade do futebol alemão (está no Hertha desde 2009) e em particular da Liga Alemã, na qual já apontou 59 golos em 150 jogos realizados. Nesta temporada já leva 16 golos na Bundesliga.

Curiosidades da Champions

José Mourinho continua a acumular recordes ao seu currículo e à lista dos recordes portugueses (lembro que Ronaldo já igualou o recorde de golos marcados numa época com 14 golos, a primeira marca pertence a Messi, na época 2011/2012) com a passagem às meias-finais da Champions, o que mantém o treinador português 100 por cento vitorioso no que diz respeito a trajectos nesta competição até aos quartos de final (passagem de eliminatórias), sendo esta a oitava vez que Mourinho carimba a passagem para as meias da competição.

Curiosidade é o facto de no jogo de ontem terem sido dois substitutos aos habituais titulares a decidirem o jogo (Schurrle e Demba Ba), o que motiva ainda outra curiosidade pois é a primeira vez esta época que dois suplentes marcam e decidem um jogo.

Digam o que disserem, eu próprio já tinha crucificado o Chelsea nesta eliminatória e nunca pensei que viesse a dar a volta, no entanto a vitalidade do golo marcado em Paris e o discurso correcto e motivacional de Mou ao longo da semana fez com que a história se escrevesse de outra forma.

Por outro lado, em Espanha o Real também quebra recordes e ontem viu-lhe ser atribuída a passagem à sua 30ª meia-final europeia, no entanto e por ter perdido o jogo por 2-0 com o Dortmund, ficou arredado da sua série de 34 jogos consecutivos a marcar.

a entrevista de Figo ao Gazzetta Dello Sport

No dia em que o novo investidor do Inter, o indonésio Erick Thorir afirmou que Mazzarri é para ficar. Figo não tem totalmente razão: o Inter de Milão não tem que mudar o chip. Tem que criar o chip. O clube milanês encontra-se desde a saída de Mourinho sem uma aparente estratégia a médio prazo, incapaz de conseguir ressuscitar do marasmo experimentalista a que se tem votado nos últimos anos. Sou daqueles que defende que os actuais valores presentes no Meazza poderão dar uma equipa de futuro. A espinha dorsal do Inter (Handanovic, Juan Jesus, Rannochia, Jonathan, Nagatomo, Guarín, Mateo Kovacic, Ricky Alvarez, Hernanes, Rodrigo Palacio e Mauro Icardi; aqueles cujo futuro passará nos próximos anos pelo Meazza; a juntar aos veteraníssos Cambiasso, Samuel, Milito e ao reforço confirmado Nemanja Vidic e aos ascendentes Lorenzo Crisetig, Isaac Donkor, Wallace, Francesco Bardi e Marco Benassi e Marko Livaja) tem asas para voltar a competir pelo scudetto. No entanto falta aqui qualquer coisa, uma vedeta, um ou dois agitadores numa equipa com uma filosofia equilibrada, ao estilo Mazzarri. Hernanes não é esse agitador. Muito pelo contrário. Hernanes é um dos melhores jogadores do mundo em prol do colectivo. O mais próximo que a equipa tem desse tipo de jogador é Ricky Alvarez. Aprecio o argentino pela objectividade que incute no seu jogo, apesar de não ser, nem de perto nem de longe um tecnicista puro. Porém, o argentino e Freddy Guarin são neste momento muito escassos para ambicionar vencer a Serie A.

Superbock! Fresquinha! #94

Continuo a acreditar que as suspensões do Conselho de Disciplina da FPF a presidentes de clubes por declarações ofensivas valem o que valem: um balde de pipocas e mais uns euros para os cofres da FPF. Não é o caso da suspensão aplicada ao presidente do FC Porto. Falou e falou muito bem. A arbitragem de Rui Costa no jogo contra o Estoril na amoreira foi do mais nojento que vimos durante esta temporada.

insólito #2

já não me lembrava de dois auto-golos de um jogador no mesmo jogo desde o célebre 1-2 do Benfica ao Sporting em Alvalade na temporada 1998\1999 quando Beto, mais propriamente, o central, o ex da boazuda da Filipa de Castro, Roberto de Deus Severo, amedrontou-se com o falido (mas inquebrável e de cabelo incortável) Jorge Cadete, aquele que tinha proferido nos dias antecedentes a esse jogo (o primeiro da carreira contra o Sporting; penso que o primeiro pelo Benfica depois de ter sido contratado ao Celta de Vigo) que ia “comer a relva se fosse preciso”, borrou a cueca e meteu dois secos na nossa baliza, à altura defendida pelo Tiago ou pelo Nélson (penso que já era o Nélson).

P.S: Aconteceu precisamente ao lateral-direito do Reims Aissa Mandi no jogo de sábado frente ao PSG.

insólito #1

Felipe Melo deu show no quente derby de Instambul, vencido pelo Galatasaray por 1-0. Os comandados de Mancini reduziram para 7 os pontos de diferença em relação ao eterno rival, tendo no entanto mais 1 jogo por disputar a equipa de Bruno Alves e Raúl Meireles.

No derby da maior cidade turca, o mítico guardião da selecção turca Volkan Demirel foi a grande estrela do encontro, evitando a goleada dos líderes da prova perante uma autêntica avalanche ofensiva. O árbitro da partida mostrou 16 cartões amarelos e 2 cartões vermelhos por acumulação.

Felipe Melo é um show. O mauzão, outrora bidone d´oro (prémio atribuído ao pior reforço da temporada na Liga Italiana pela imprensa desportiva), outrora jogador que esteve para reforçar a Académica quando ainda alinhava no Brasil (os empresários de Felipe Melo nessa altura da carreira eram os mesmos que forneciam jogadores brasileiros à Briosa; acabaram por colocá-lo na Europa a partir do Racing de Santander), o “romântico”, epíteto pelo qual é conhecido no futebol brasileiro devido às declarações protagonizadas no Mundial 2010 na África do Sul numa conferência de imprensa da selecção brasileira “no campo sou duro mas no amor sou um romântico”, riu-se da expulsão do veterano Emre para depois, ironia do futebol, se rir da sua própria expulsão. Brilhante momento de humor protagonizado pelo trinco brasileiro no relvado da Turk Telekom Arena.

“convite do dia”

celta

Celta de Vigo vs Real Sociedad. Nos míticos Balaídos, estádio onde já fui (na altura vi Celta vs Elche para a 2ª liga espanhola) quando me deu na cabeça ir uma semana à aventura para Vigo quando deveria ter apanhado o comboio para Coimbra. O art work utilizado pelos galegos na sua campanha de marketing (venda de bilhetes para o jogo contra a Real Sociedad; 25 a 40 euros) é simplesmente demais. Os bilhetes são carotes mas não deixa de ser um programa bastante válido para quem viva no Norte do país. Vale a pena ver o brilhantismo da equipa basca in loco.

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Algo me faz acreditar que, descendo à 2ª liga, Belenenses e Olhanense são candidatos naturais à extinção. Se no caso da Turma de Belém, o espectro conjuntural e social em que está inserida ainda me faz crer que alguém poderá, passo a expressão, “por a mão no clube”, ou como quem diz salvá-lo do pior, por outro lado, a Olhanense poderá não ter essa sorte.

As SAD´s modernas (as SDUC´s são para mim neste momento o melhor modelo para os clubes pequenos) abarcam esse tipo de riscos: se os clubes necessitam de se abrir ao investimento privado (capaz de suprir com sucessivos aumentos de capitais as necessidades de crescimento que os clubes vão tendo ao longo dos anos), esse investimento não poderá vir desagregado do factor retorno. O método utilizado tanto em Belém como em Olhão faz-me lembrar o método usado pela família Pishyar em Aveiro: os investidores entram com o capital para pagar os custos operativos, contactam certos empresários para colocarem jogadores a rodar nesse clube, e os dividendos dos jogadores passíveis de venda após período de utilização revertem percentualmente para as partes envolvidas. Enquanto o clube se mantiver num patamar competitivo, ou seja, capaz de servir de montra a certos jogadores com mercado (logo, transferíveis), as despesas estruturais são suportadas através da promessa de lucro. Quando já não forem competitivos, serão abandonados à sua sorte. Assertivo é dizer que os problemas em Aveiro já vinham de trás desde o momento em que Leonardo Jardim abandonou o clube, precisamente ao mesmo tempo em que chegaram as primeiras informações conhecidas sobre o tal iraniano que estava interessado em, literalmente, amortizar todo o passivo do Beira-Mar e investir numa equipa capaz de lutar pela Liga Europa. A descida de divisão na época passada só agudizou a falta de plano que Pishyar, Regala e seus pares tinham para o clube que dirigiam. Curiosamente, Rui Pedro Soares apostou no Belenenses (na temporada passada) num momento da história do clube em que o clube do restelo estava precisamente abandonado à sua sorte. No caso Pishyar, eram os iranianos (e a direcção do Beira-Mar, detentora de 10% da SAD aveirense) os financiadores, Ulisses Santos e Nuno Patrão os empresários dos jogadores cedidos (bem como detentores de partes ou da totalidade dos direitos económicos desses mesmos jogadores) e o esquema baseava-se no argumento supra-citado, ficando ainda a SAD do Beira-Mar, neste caso, Majid Pishyar com os direitos económicos de todos os jogadores dos escalões junior e juvenil.

Esta esquemática tem os seus custos. Tanto Belenenses como Olhanense receberam nesta temporada jogadores vindos das mais variadas paragens. Alguns com qualidade, outros sem qualidade alguma para actuarem no nível competitivo em que alinham. Costumo dizer que na brincadeira, no caso relativo à turma de Olhão, que um italiano a treinar uma selecção do mundo deveria estar a treinar aqueles jogos amigáveis que o Figo e que o Zidane levam a cabo anualmente. Na competitiva Liga Portuguesa, o plantel formado pelo Olhanense e as suas consequentes reformulações no mercado de inverno foi um profundo harakiri.

foto do dia

foto do dia 2

A desilusão personificada no momento de Olivier Giroud no final da partida que sentenciou mais uma derrota do Arsenal na Premier League, desta vez frente ao Everton por 3-0. O final desta temporada está a ser de autêntico terror para os Gunners e principalmente para Arsène Wenger. Vergados às superpotências Manchester City e Chelsea e ao outsider (nada surpreendente; já no ano passado, tinha a crença que com Brandon Rodgers, o Liverpool iria acordar do profundo sono em que estava mergulhado), a equipa orientada pelo veterano francês voltou a confirmar o ditado “muita parra mas pouca uva” – depois de um início fortíssimo de prova que ainda fez sonhar os seus adeptos, o dealbar da temporada de 2014 ditou o natural lugar da equipa londrina na hodierna nomenklatura do futebol praticado em terras de Sua Majestade.

momento do fim de semana

Coube ao modesto Augbsburg, actual 8º classificado da Bundesliga quebrar o record de invencibilidade interno de 53 jogos da equipa bávara na Liga Alemã. Um golo de Sasha Molders aos 31″ numa partida em que Guardiola, mais preocupado com o jogo da próxima quarta-feira contra o United, até deu oportunidade a alguns jogos da 2ª equipa do clube (o defesa esquerdo austríaco Ylli Sallahi, o médio esquerdo alemão Mitchell Weiser e o médio esquerdo franco-dinamarquês Pierre-Emile Hojbjerg) selou o triunfo dos Fuggerstadter sobre a equipa bávara.

Lendas… Ou Talvez Não #4

Em dia de Paços de Ferreira vs Sporting, escrevemos sobre um jogador que em 2009 assinou o 3º hat-trick ao serviço dos verde-e-brancos, precisamente frente aos Castores. Podia ter sido um ídolo para os Sportinguistas, não fosse o caso de ter manchado a sua carreira, em Portugal, com uma passagem muito discreta pelo FC Porto em 2013.

Falamos claro de Liedson da Silva Muniz.

Actualmente com 36 anos e sem clube, o avançado natural de Cairu (Baia), começou a espalhar magia no modesto Poções, onde permaneceu 5 anos, assinando depois pelo Prudentópolis.

Após 1 época no modesto clube do Paraná, começou a sua caminhada entre grandes clubes brasileiros, mostrando as suas qualidade em Coritiba (2001 a 2002), Flamengo (2002) e Corithians (2003).

Em Setembro de 2003 é apresentado como o substituto de Mário Jardel. Digamos que um legado pesado, mas com o qual conseguiu lidar bem, tendo até marcado logo no 2º jogo em que participou. O golo esse foi ao Malmo (da Suécia) e ajudou o Sporting a passar a próxima ronda. Diga-se que a eliminatória ficou 3-0 para o Sporitng e Liedson marcou 2 golos.

Na época de estreia, o “levezinho” marcou 19 golos.

E pode-se dizer que nos anos em que vestiu de verde-e-branco, portou-se muito bem, marcando, 172 golos, durante as 8 épocas em que esteve no Sporting CP.

Em 2010 estreia-se na selecção… Portuguesa, num processo muito polémico e onde efectuou somente 15 jogos, marcando 4 golos (Dinamarca, Hungria, China e Coreia do Norte).

Após a ultima época ao serviço do Sporting onde efectuou 25 jogos e marcou 10 golos regressou à Pátria (a sua, a brasileira) para re-ingressar no Corithians onde esteve 17 meses.
Nesses 17 meses efectuou 72 jogos e marcou 27 golos. A Final da Copa dos Libertadores de 2012 tá incluida nesse percurso, onde o Levezinho facturou por uma vez frente ao Dep. Táchira (da Venezuela).
Após mais este titulo, viajou até ao Rio de Janeiro para jogar no Flamengo.

Na cidade maravilhosa não foi tão feliz pois apesar dos 16 jogos efectuados só jogou 1 a titular, marcando 4 golos.

E é precisamente, após a etapa Flamengo, que Liedson mancha a sua imagem de ídolo dos Leões tendo assinado pelo FC Porto por 6 meses.
Foi mais do que uma aposta falhada, já assumida pelo próprio, em que vestiu a camisola dos azuis e brancos em somente 67 minutos.
Esmiuçando, o máximo de tempo que Liedson esteve em campo foram 14 minutos (por três vezes: Guimarães e Olhanense, para o campeonato e Rio Ave para a Taça da Liga).

Este é Liedson da Silva Muniz.

Superbock! Fresquinha! #93

Similaridades com um passado algo irregular – A CMA anotou publicamente que concedeu ao Arouca a utilização do Estádio Municipal de Aveiro mediante a retribuição estipulada pela gestora da infraestrutura, a Estádio Municipal de Aveiro.

Enquanto FC Porto e Sporting tiveram que jogar em Arouca, naquele estádio cujas condições roçam o submundismo do futebol de distrital, naquele relvado (chamar relvado aquele campo de batatas é um gracioso elogio) minado, dificultando a partida e sujeitando os seus atletas a um risco de lesão iminente, o Benfica tem direito a jogar contra os Arouquenses num estádio de topo deste país. A EMA agradece. Rentabilização extraordinária de uma infraestrutura pouco rentabilizada. O jogo do Sport Clube Beira-Mar contra o Sporting da Covilhã foi inclusive passado a patacos para dia 16 de Abril. A saudável igualdade de condições que se pretende para a Liga Portuguesa cai novamente ao nível da sarjeta. Os Arouquenses ponderaram a sua escolha com base no factor receita, mesmo apesar de, para se chegar ao EMA, alguns adeptos Benfiquistas terem que dispender mais uns euros no pagamento de taxas de portagem da auto-estrada (a saída para Taboeira para a estrada nacional que liga Águeda a Aveiro nestes jogos é caótica; caótica ao ponto do espectador não conseguir estacionamento no Estádio ou na rua que serve de serventia para a dita estrada nacional).

Contudo, esta subita mudança de venue, faz-me lembrar um dito jogo disputado no passado, mais precisamente no Estádio do Algarve, entre Estoril e Benfica no ano em que Giovanni Trappatoni venceu o campeonato com a turma da Luz. Curiosamente, o dito jogo foi à jornada 30, na altura, a 4 jornadas do final do campeonato, sendo que o jogo era decisivo para Estorilistas na luta pela manutenção (o clube da linha de Sintra haveria de descer de divisão) e para Benfiquistas na luta pelo título. O jogo ficou marcado por uma reviravolta encarnada nos minutos finais, empurradinha pelo saudoso Hélio Santos. Num jogo em que Estoril marcou cedo (11″), massacrou na primeira parte e à passagem da meia hora foi reduzido a 10 unidades (8 na 2ª parte). O presidente estorilista na altura era Antonio Figueiredo, um ex-dirigente do Benfica. Jamais me esquecerei das palavras proferidas pelo dito senhor na semana que antecedeu o jogo: “Alterámos o local de jogo para o Algarve porque os benfiquistas da região já não assistem a um jogo do clube há muito tempo…”

Similaridades?

interlúdio

aquele momento mágico em que nos apercebemos que algo não vai bem no seio de um clube: no Barça vs Atlético de Madrid há um livre à entrada da área a favorecer os catalães. Neymar aproxima-se do esférico, agarra a bola mas de imediato,  Lionel Messi tira-lhe o esférico e faz sinal que seria ele a bater o livre. O brasileiro sai do local e uma câmara capta em câmara lenta o brasileiro a afirmar “esse argentino filho-da-puta”…

blatter diz

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A coisa está feia no Futebol Uruguaio. O presidente do país José Mujica ordenou a ausência das forças de segurança em todos os jogos do Peñarol e do Nacional de Montevideo, os dois maiores emblemas do pequeno país da América do Sul, em virtude da forte onda de violência protagonizada pelos seus hinchas nos últimos jogos. A decisão sucedeu à inexistência de um acordo de pacificação tentado pelo presidente uruguaio junto dos presidentes dos dois clubes numa reunião realizada durante esta semana.

A COMNEBOL já anunciou que a federação uruguaia poderá ser sancionada em virtude da acção decretada pelo seu presidente. A sanção poderá inclusive passar pela exclusão da selecção uruguaia e dos clubes uruguaios das competições organizadas sobre a sua égide. Não é um acto isolado na história do futebol: os clubes britânicos estiveram vários anos sem competir nas competições europeias devido ao hooliganismov (pouco depois do parlamento britânico ter legislado um conjunto de normas que ainda hoje proibem a existência de claques organizadas) assim como a antiga Jugoslávia foi excluída do Euro 1992 (em detrimento da entrada da surpreendentemente vitoriosa Dinamarca) por causa da guerra dos balcãs.

Em teoria a decisão de Mujica não violou as mais elementares regras da FIFA: os organismos que gerem o futebol do país, ou seja, as federações, devidamente representadas no organismo que tutela o futebol mundial, não poderão sofrer quaisquer tipos de pressões ou interferências governamentais na sua gestão. Na prática, Mujica não limitou qualquer poder da UFA (Federação Uruguaia). Apenas ordenou a ausência de forças de segurança pagas pelos contribuíntes uruguaios dos jogos dos dois clubes, tentando com a decisão, deixar de aplicar os recursos estatais na trivialidade dos actos cometidos por milhares de desordeiros num estádio de futebol. Ao contrário da Tunísia, selecção que marcará presença no Brasil (qualificada com a tamanha injustiça aplicada a Cabo-Verde pela utilização de jogadores alegadamente castigados, cujo trânsito em julgado do castigo não foi comunicado pela Federação Africana à Federação Cabo-Verdiana no timing correcto) na qual a federação nacional foi dissolvida pelo novo governo daquele país, passando a tutela do futebol nacional para o Ministério do Desporto Tunisino.

2.

Estranho considero o facto de ainda não termos ouvido recentemente da boca de Sepp Blatter qualquer comentário sobre o extensivo atraso nas obras dos estádios que servirão de palco ao próximo campeonato do mundo. Faltam 69 dias para o início da prova. Metade dos estádios que servirão de palco ao torneio ainda não estão finalizados. Os casos mais crassos são o estádio de Manaus, o de Coritiba e o Arena Corinthians. As mortes nas obras sucedem-se. A 69 dias do arranque do campeonato do mundo, não só os estádios não estão finalizados como ainda não estão testados ao nível de infra-estruturas, relvado e dispositivo de segurança. Com a agravante do torneio poder ser jogado perante um cenário altamente caótico de convulsão social do povo brasileiro. O Brasil, a terra da prosperidade, a 5ª maior economia do mundo, poderá receber milhares de estrangeiros a ferro e fogo, em estádios construídos às três pancadas e sem qualquer tipo de prevenção ao nível de segurança para todos os cenários sociais e infraestruturais que são neste momento previstos pela comissão organizadora, pelo organismo promotor e por todos os parceiros sociais e privados da prova. A situação é no mínimo assustadora. Sepp Blatter e o secretário-geral da FIFA Jerome Valcke saem novamente muito mal na figura. O escandalo trazido a lume aquando da eleição do Qatar como sede do mundial de 2022 deu águas pelas barbas. O Mundial do Qatar, a realizar dentro de 4 anos, é, neste momento, uma conjuntura que ainda está a ser analisada ao pormenor, podendo ainda existir espaço para mudanças drásticas. O Mundial do Brasil é neste momento inalterável. Mas o que é certo é que como disse e bem Rivaldo: “o brasil pode passar vergonha”.

Rodrigo Moreno a dar dinheiro!

Após a venda dos passes do Rodrigo Moreno e do André Gomes durante o final da tarde de ontem, o MaisFutebol relembrou-me que o Benfica podia receber 10M€ a mais dependendo da performance desportiva de Rodrigo Moreno.

Portanto, está explicado o porque de Rodrigo Moreno ser titular.
Está explicado o porquê de Rodrigo Moreno ser o jogador com mais remates por jogo do Benfica desde há 3 meses para cá.
Está explicado o porquê de Rodrigo Moreno ser sempre titular, e de Lima ser sempre relegado para o banco para “descansar”.
Está explicado o porquê de certos jogadores do Benfica sem ser o Rodrigo Moreno não rematarem à baliza.

Bom truque.