Lendas… Ou Talvez Não #4

Em dia de Paços de Ferreira vs Sporting, escrevemos sobre um jogador que em 2009 assinou o 3º hat-trick ao serviço dos verde-e-brancos, precisamente frente aos Castores. Podia ter sido um ídolo para os Sportinguistas, não fosse o caso de ter manchado a sua carreira, em Portugal, com uma passagem muito discreta pelo FC Porto em 2013.

Falamos claro de Liedson da Silva Muniz.

Actualmente com 36 anos e sem clube, o avançado natural de Cairu (Baia), começou a espalhar magia no modesto Poções, onde permaneceu 5 anos, assinando depois pelo Prudentópolis.

Após 1 época no modesto clube do Paraná, começou a sua caminhada entre grandes clubes brasileiros, mostrando as suas qualidade em Coritiba (2001 a 2002), Flamengo (2002) e Corithians (2003).

Em Setembro de 2003 é apresentado como o substituto de Mário Jardel. Digamos que um legado pesado, mas com o qual conseguiu lidar bem, tendo até marcado logo no 2º jogo em que participou. O golo esse foi ao Malmo (da Suécia) e ajudou o Sporting a passar a próxima ronda. Diga-se que a eliminatória ficou 3-0 para o Sporitng e Liedson marcou 2 golos.

Na época de estreia, o “levezinho” marcou 19 golos.

E pode-se dizer que nos anos em que vestiu de verde-e-branco, portou-se muito bem, marcando, 172 golos, durante as 8 épocas em que esteve no Sporting CP.

Em 2010 estreia-se na selecção… Portuguesa, num processo muito polémico e onde efectuou somente 15 jogos, marcando 4 golos (Dinamarca, Hungria, China e Coreia do Norte).

Após a ultima época ao serviço do Sporting onde efectuou 25 jogos e marcou 10 golos regressou à Pátria (a sua, a brasileira) para re-ingressar no Corithians onde esteve 17 meses.
Nesses 17 meses efectuou 72 jogos e marcou 27 golos. A Final da Copa dos Libertadores de 2012 tá incluida nesse percurso, onde o Levezinho facturou por uma vez frente ao Dep. Táchira (da Venezuela).
Após mais este titulo, viajou até ao Rio de Janeiro para jogar no Flamengo.

Na cidade maravilhosa não foi tão feliz pois apesar dos 16 jogos efectuados só jogou 1 a titular, marcando 4 golos.

E é precisamente, após a etapa Flamengo, que Liedson mancha a sua imagem de ídolo dos Leões tendo assinado pelo FC Porto por 6 meses.
Foi mais do que uma aposta falhada, já assumida pelo próprio, em que vestiu a camisola dos azuis e brancos em somente 67 minutos.
Esmiuçando, o máximo de tempo que Liedson esteve em campo foram 14 minutos (por três vezes: Guimarães e Olhanense, para o campeonato e Rio Ave para a Taça da Liga).

Este é Liedson da Silva Muniz.

Lendas… ou Talvez Não #3

Em dia de PAOK-Benfica, 15 anos depois, relembramos duas figuras que passaram por ambos os clubes. São eles Machairidis e Sabry.

O primeiro teve uma rápida passagem por Portugal tendo ficado somente meia época no nosso país, isto apesar de ter participado em quase todos os jogos para os quais estava disponivel, tendo ficado marcado pela expulsão na derrota com o Sporting, por 1-3, na Luz
Vindo do PAOK, em Junho de 2000, optou por regressar para perto de casa assinando por um clube do chipre, o Alki Larnaca, tendo terminado a carreira no Doxa Dramas.

Com maior destaque, ficou o Egipcio mais famoso de Portugal. Claro que falamos de Abdel Sattar Sabry.
Contratado na altura em que se um jogador marcasse um golo ao Benfica na janela de Transferências seguinte assinava pelo Glorioso, este foi um tiro no escuro que correu bem, pois talento não lhe faltava.
Vindo do Al Moqaweloon (Marrocos) e com passagens pelos austriacos do Wacker Innsbruck (2 épocas) e pelos gregos do PAOK (meia época), um livre muito bem executado lançou-o para a ribalta e deu-lhe o ponto alto da sua carreira. Jogar pelo Benfica.

No SL Benfica, esteve 3 épocas, tendo efectuado 42 jogos e marcado 9 golos.
O Campomaiorense foi a vitima preferida tendo facturado por 2 vezes. No entanto o golo mais marcante enquanto o egipcio vestiu de vermelho foi contra o Sporting CP tendo deixado Schmeichel “pregado ao chão”.
Tão bom, mas não tão badalado foi o coelho que Sabry tirou da Cartola contra o Porto e que, na altura, permitiu que o SL Benfica ficasse com os 3 pontos.
O jogo remonta a data de 01/04/2000 e Sabry fez isto, e não não foi mentira.

(ver 1:00)

No Verão de 2001 mudou de ares e assinou pelo Maritimo onde esteve 2 épocas. Pelos verde-rubros marcou somente 2 golos (Leiria e Sporting).
Regressou ao Continente e à Capital onde assinou pelo Estrela da Amadora e apesar de ter jogado a época inteira (marcou 2 golos; Moreirense e Boavista) não evitou a descida do clube da Reboleira.
Esteve somente uma época no Estrela, de onde saiu para o seu Egipto para terminar a carreira (Representou ENPPI, Al-Masry, El Geish).

Lendas… ou Talvez Não #2

Panduru

 

Natural de Marzanesti (89km de Bucareste) foi um dos muitos que trocou de “região” pelo simples facto de tentar fazer mossa. (In)felizmente não conseguiu mas comecemos pelo inicio.

Nascido em 70, começou a jogar pelo modesto CSM Resita onde começou a dar nas vistas, logicamente foi contratado pelo “tubarão” romeno da altura: Steaua Bucareste.

5 épocas a perfumar os campos romenos foi o suficiente para se tornar a grande contratação sonante, tal como todas aquelas que o SL Benfica fazia na altura, e marcar viagem até Lisboa onde ingressou num Benfica de Mario Wilson/Artur Jorge e que tinha alguns nomes como Preud’homme ou João Vieira Pinto.

Três anos de águia ao peito e 12 golos depois (com um passeio pelo meio a Neuchatel-Suiça), não foram suficientes para perceber que não deve trocar um rival pelo outro, ainda para mais quando não se tem qualidade para tal, sendo que quando se tem qualidade já é grave.

Foi isso mesmo que Nica Basarab Panduru fez. Trocou Benfica pelo Porto (de Fernando Santos), envolvido em mais um dos muitos «roubos» que o Norte já fez ao Sul.
Como tantos outros este é só mais um que não teve sucesso efectuando durante três anos somente 10 jogos terminando ali a sua carreira.

Dedicou-se à parte teórica do Futebol tendo o ultimo cargo sido exercido no Steua de Bucareste em 2010, como Director de Futebol.

This is football

“Hoje há derby no céu. Eusébio, José Águas, Cavém, Germano, Torres e Bento de um lado. Jesus Correia, Vasques, Albano, Peyroteo e José Travassos (5 violinos) e Damas do outro. Relato de Jorge Perestrelo com comentários de Artur Agostinho. Guttman gesticula de um lado, Szabo ordena do outro. É este o eterno derby do futebol.”

Lendas … ou Talvez Não #1

Marinho Sporting92-93 Armazém Leonino

Não que seja uma lenda, tem honras de abir esta rubrica devido a ser meu homónimo.
Formado no Sporting Clube de Portugal , jogou maioritariamente a Lateral Direito. Numa de “vingança” relativamente à super-bomba Pacheco/Sousa envolveu-se numa transferência para os lados na Luz. Lá, apesar da conquista da Taça de POrtugal não se afirmou, prosseguindo a carreira na região mais quente de Portugal, o Alentejo, representando somente por uma época o Campomaiorense.
Ele, Isaías, Demétrios e Laélson conseguiram a melhor classificação feita na 1ª Divisão de um clube alentejano (11º lugar).
Na época seguinte (97/98) regressou à Grande Lisboa, de onde não mais saiu, para jogar na grande surpresa da 2ª Divisão, o Alverca, clube que na época anterior tinha ficado a 2 pontos da descida (para a 2ª B), embora, mais uma vez, só por uma época.
Consumada a subida não chegou a saboreá-la, pois optou por ir representar o Estrela da Amadora nas 6 épocas seguintes onde partilhou balneário com algumas caras conhecidas como Hilário, Kennedy, Jorge Andrade e Gaúcho. (isto só na 1ª época).
Foi lá que terminou a carreira.
Hoje exerce funções no Sindicato dos Jogadores de Futebol Profissional.