Transferência

Depois das passagens por empréstimo do Bétis, em Siena e Braga, a jovem promessa Portuguesa ingressa no clube de Coimbra. Depois da transferência de Abdi para os Turcos do Rizespor a Académica reforça-se qualitativamente com o internacional Português, um excelente reforço para o conjunto de Coimbra. Esta é a primeira contratação do emblema de Coimbra que até ao fim deste período de transferência é expectável que volte a reforçar a sua equipa para a segunda metade do campeonato Português.

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Ao Rei

Quis que a minha primeira colaboração neste blog (no qual agradeço o convite do João), fosse um post sobre um assunto mainstream é certo, mas que dificulta enormemente a minha exposição teórica. Pela personagem intemporal que envolve este post, pelo meu claro afecto à pessoa e ao clube (fica um aviso à navegação quanto à minha inclinação clubística), pelo claro aproveitamento política e pessoal de algumas personalidades da vida pública Portuguesa e, acima de tudo, pela união efémera que só um ídolo poderia realizar, falo, indubitavelmente, de Eusébio da Silva Ferreira!

Agora que a poeira já assentou, dirijo as minhas palavras públicas ao, eterno, Pantera Negra.

Eu nunca te vi jogar ao vivo, mas conheço pessoas que te viram e por isso és, indiscutivelmente, o melhor jogador de todos os tempos para eles. As minhas memórias dos teus dribles, da tua força física, da tua potência e respeito pelos adversários resumem-se, infelizmente, à memória virtual. Na minha juventude, em tempos tenebrosos para o Sport Lisboa e Benfica, relembro-me com uma lucidez assustadora do saudosismo de muitos Benfiquistas, que ao domingo dirigiam-se ao meu café em peregrinação para ver o pouco entusiasmante Benfica. Os ditos populares sobressaíam em forma de revolta: «Faz falta um Eusébio..»; « No tempo do Eusébio é que era…», foram estes ditos que eternizaram o Rei. Foram estes ditos que despertaram em mim um a vontade de conhecer o seu legado histórico-desportivo. Foi por tanto ouvir falar dele, quando o Benfica jogava, que me levou à velhinha Diciopédia (com o boom da internet, poucos saberão do que falo) procurar pelo um senhor, de seu nome, Eusébio da Silva Ferreira.

E lá estavas tu, e ainda hoje, a voz do comentador entoa dentro da minha cabeça: «Eusébio da Silva Ferreira nasceu a 25 de Janeiro de 1942 em Lourenço Marques, actual Maputo…». Eras o que eu suspeitava, os feitos eram exemplares, eras um monstro…

E não quero e acho ridículo fazerem comparações se tu, neste momento, terias o mesmo impacto futebolístico que tiveste no teu tempo desportivo. Tu foste o Rei de uma nação num determinado tempo desportivo, e isso, é indubitavelmente esclarecedor.

Ontem, quando te via em directo a percorrer a tua casa de sempre, senti uns arrepios enormes, estavas a despedir-te dos teus, do sítio onde realmente sabias falar: o estádio. Eram milhares a dizerem-te adeus, de Benfiquistas a Sportinguistas, de Políticos a simples operários, a sociedade uniu-se para a tua despedida. E isso, só os grandes o conseguem. A multiplicidade de pessoas unidas à tua volta, resumem o que foste em vida, o Eusébio de todos/as os/as amantes do desporto rei!

As homenagens fizeram-se se sentir por todo o minuto, dos sítios mais emblemáticos do futebol mundial, das pessoas mais emblemáticas do desporto rei, mas para relembrar Eusébio basta um cântico, basta uma ou duas palavras, basta sentires um profundo vazio por isso…Tu és o Nosso Rei Eusébio!! Tu és o nosso rei!!

Até sempre, Rei!