A dinastia continua em San Antonio.

Após uma derrota difícil de engolir na última edição das finais da NBA (4-3), os San Antonio Spurs voltaram a encontrar a equipa sensação da prova pelo 2º ano consecutivo, os Miami Heat (bi-campeões em título).
NBA Finals 2014

Esperava-se uma série de jogos disputados entre as duas equipas mais motivadas da Liga a conquistar este título.
Do lado dos Heat, havia um LeBron a querer levar o 3º caneco consecutivo para casa e assim igualar Michael Jordan e Kobe Bryant, afirmando-se definitivamente como um dos melhores de sempre. Do lado dos Spurs, havia um colectivo à procura de vingança das últimas finais e Tim Duncan (na sua 17ª época ao serviço dos Spurs), à procura de se tonar o primeiro jogador da NBA a sagrar-se campeão em 3 décadas diferentes.

Tim Duncan - 5 vezes campeão da NBA

Tim Duncan – 5 vezes campeão da NBA

Num jogo premeditado como decisivo para equipa de Miami (por estar a perder a série por 3-1), esperava-se muito, no entanto apesar da óptima exibição de LeBron, o seu esforço foi em vão devido à falta de empenho pelo resto da equipa, fazendo deste 5º jogo um reflexo das finais pois os Heat perderam por 104-87. Oferecendo assim a vitória expressiva(!) por 4-1 aos Spurs.

Desilusão de LeBron

Desilusão de LeBron


Em contraste…
Festejos dos Spurs

Festejos dos Spurs

No encontro dos 2 Big Three mais fortes da NBA, LeBron/Wade/Bosh vs Duncan/Parker/Ginobili, foi outro o jogador que mais se sobressaiu…

Big 3 de Miami vs Big 3 de San Antonio

Big 3 de Miami vs Big 3 de San Antonio

Aos 22 anos de idade, o jovem jogador Californiano, foi uma das grandes figuras do 5º jogo, ao assinar 22 pontos, 10 ressaltos e 2 assistências e a figura das finais, subindo a sua prestação da época regular em que fez uma média de 12,8 pontos, 6,2 ressaltos e 2 assistências, tornado-se assim o 3º MVP mais novo de sempre, a seguir ao lendário Magic Johnson e ao seu “tutor” Tim Duncan.
Com isto, uma coisa é certa: os fãs dos Spurs podem ficar descansados, pois o legado que Duncan construiu com a ajuda de Parker e Ginobili, está bem assegurado e com o presságio de que em San Antonio há uma nova estrela prestes a emergir nos próximos anos, seu nome é Kawhi Leonard!

Kawhli Leonard, o MVP das Finais

Kawhli Leonard, o MVP das Finais

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Jogos Olímpicos do futuro

Já há muito que percebemos que a presença assídua das redes sociais nas nossas vidas era algo que vinha para ficar, mas há sempre aquela velha máxima do “antes é que era bom” que insiste em descredibilizar e denegrir o facto de as usarmos para tudo e para nada.
E uma das melhores parte desta “modalidade”, que é a de usar as redes sociais como um diário (mais propriamente o Instagram), já chegou aos jogos olímpicos de inverno em Sochi, por obra dos atletas (nomeadamente os Estado Unidenses, Canadianos e Britânicos), que nos provam que a prática dessa modalidade pode ser bem empregue na medida em que a proximidade entre os atletas e o público que os acompanha aumenta.
É sempre porreiro poder ver a abertura dos Jogos Olímpicos da perspectiva de um atleta, partilhar a sensação a partir de uma imagem do preciso momento de início da prova ou até mesmo a sensação de ganhar uma medalha.
Aqui fica o Top 10 das melhores fotos dos Jogos Olímpicos:

10 - Mark McMorris [Canadá] exibindo a sua medalha de bronze conquistada no estilo Slopestyle

10 – Mark McMorris [Canadá] exibindo a sua medalha de bronze conquistada no estilo Slopestyle


9 - Gracie Gold [Estados Unidos], atleta de patinagem artística, com a sua colega de equipa Maia Shibutani, momentos antes da cerimónia de abertura

9 – Gracie Gold [Estados Unidos], atleta de patinagem artística, com a sua colega de equipa Maia Shibutani, momentos antes da cerimónia de abertura


8 - Julia Mancuso [Estados Unidos], atleta de Esqui Alpino, dá-nos uma ideia de como  parece o início da prova visto da linha de partida

8 – Julia Mancuso [Estados Unidos], atleta de esqui alpino, dá-nos uma ideia de como parece o início da prova visto da linha de partida


7 - Meryle Davis[Estados Unidos], patinagem artística em pares, com o seu parceiro de equipa há 17 anos, Charlie White

7 – Meryle Davis [Estados Unidos], patinagem artística em pares, com o seu parceiro de equipa há 17 anos, Charlie White


6 - Ashley Wagner [Estados Unidos], de patinagem artística, com as suas parceiras a contribuir com uma selfie que deu origem ao primeiro meme dos Jogos Olímpicos

6 – Ashley Wagner [Estados Unidos], de patinagem artística, com as suas parceiras a contribuir com uma selfie que deu origem ao primeiro meme dos Jogos Olímpicos


5 - Aimee Fuller [Reino Unido], a snowboarder Britânica, a examinar com serenidade e naturalidade o curso que teve pela frente

5 – Aimee Fuller [Reino Unido], a snowboarder Britanica, a examinar com serenidade e naturalidade o curso que teve pela frente


4 - Nate Holland [Estados Unidos], atleta de snowboard, numa entusiasmante selfie durante a cerimónia de abertura destes jogos olímpicos

4 – Nate Holland [Estados Unidos], atleta de snowbard, numa entusiasmante selfie durante a cerimónia de abertura destes jogos olímpicos


3 - Sage Kotsenburg [Estados Unidos],  atleta de slopestyle dos EUA, com (mais uma vez) a snowboarder Britânica Aimee Fuller num momento de boa disposição e fair-play, instantes antes do início das qualificações

3 – Sage Kotsenburg [Estados Unidos], atleta de slopestyle, com (mais uma vez) a snowboarder Brit^nica Aimee Fuller num momento de boa disposição e fair-play, instantes antes do início das qualificações


2 - Jamie Anderson [Estados Unidos], que ganhou a medalha de ouro de slopestyle neste fim-de-semana, numa super-selfie tirada na semana passada durante os treinos para a sua prova (ainda que tirada GoPro, esta imagem é espectacular!)

2 – Jamie Anderson [Estados Unidos], que ganhou a medalha de ouro de slopestyle neste fim-de-semana, numa super-selfie tirada na semana passada durante os treinos para a sua prova (ainda que tirada GoPro, esta imagem é espectacular!)


1 - Justine Dufour-LaPointe [Canadá], a  atleta de 19 anos de esqui de estilo livre, na selfie mais carismática destes jogos olímpicos, com a medalha de ouro conquistada na prova (onde curiosamente a sua irmã, Chloe ganhou a medalha de prata)

1 – Justine Dufour-LaPointe [Canadá], a atleta de 19 anos de esqui de estilo livre, na selfie mais carismática destes jogos olímpicos, com a medalha de ouro conquistada na prova (onde curiosamente a sua irmã, Chloe ganhou a medalha de prata)

Super Bowl XLVIII (Resumo)

Após muita espera, o grande dia chegou! Com uma temperatura agradável para uma noite de Inverno em New York e condições atmosféricas propícias a apresentar um bom espectáculo. As equipas finalistas não podiam pedir mais após a longa viagem que ambas fizeram até à margem Este dos Estados Unidos. Vindos do Sul, Denver Broncos, uma equipa recheada de jogadores experientes e o melhor ataque da época. Da margem Oeste, Seattle Seahawks, trouxeram de Washington uma equipa jovem, mas em evolução exponencial e a melhor defesa da época.
Super Bowl XVIII

Entrada dos Seattle Seahawks, segurando uma bandeira com referência ao factor que em muito contribuiu para o sucesso na presente época. 12 de 12º jogador: os adeptos.

Entrada dos Seattle Seahawks, segurando uma bandeira com referência ao factor que em muito contribuiu para o sucesso na presente época. 12 de 12º jogador: os adeptos

Entrada efusiva dos Denver Broncos, liderada pela mascote da casa, Thunder

Entrada efusiva dos Denver Broncos, liderada pela mascote da casa, Thunder

Passava pouco das 23h30, em Portugal, quando se deu início à partida.
Em suma os Broncos começaram com a posse de bola quando após uma jogada abortada por Peyton Manning, Ramirez não percebe e passa a bola que se perde no terreno e entra na endzone. Moreno dos Broncos ainda a consegue recuperar, mas é imediatamente placado pelo Safety dos Seahawks (Avril) dentro da endzone.

Momento Knowshon Moreno se precipita para agarrar a bola

Momento Knowshon Moreno se precipita para agarrar a bola

Primeiros 2 pontos da noite para a equipa de Seattle, que com apenas 12 segundos no relógio, que bateu o recorde de pontuação mais rápida da história do Super Bowl.
Seahawks ainda ganham a posse de bola. Pior início para a equipa de Denver era impossível.
Jogada atrás de jogada a equipa de Seattle foi avançando e ganhando terreno de forma segura. E assim foi, a jogar no seguro, que já na linha das 31 jardas e à 4ª tentativa os Seahawks optaram pelo field goal, concretizado por Hauschka que muda o placar para 5-0.

Steven Hauschka a concretizar o field goal

Steven Hauschka a concretizar o field goal

Pouco tempo tiveram os Broncos para jogar novamente, pois ainda estavam a avançar as primeiras 10 jardas quando tomaram a decisão (que mais tarde se viria a revelar insensata) de recorrer ao punter Colquitt para chutar a bola para o lado dos Seahawks, na 4ª e última tentativa. A bola é agarrada por Tate com firmeza.
Após nova série de jogadas com segurança os Seahawks voltam a encontrar-se na mesma situação anteriormente referida. A 33 jardas da endzone, 4ª tentativa, não arriscaram e recorreram ao Kicker Hauschka para concretizar o 2º field goal da noite e aumentar a vantagem para 8-0.
Tanto ou menos a equipa de Denver avançou no terreno quando já após um fumble, que por sorte conseguiram recuperar, Manning faz um passe em profundidade para Thomas, que é interceptado por Chancellor dos Seahawks.

Kam Chancelor a festejar após interceptar a bola passada para o Tight End, Julius Thomas

Kam Chancelor a festejar após interceptar a bola passada para o Tight End, Julius Thomas

Bola novamente para os Seahawks que com já menos de um minuto para jogar pouco acrescentaram à partida.
A equipa de Denver começou o jogo pessimamente no ataque, mas safava-os o facto da defesa estar a conseguir conter minimamente os Seahawks.
Continuam os Seahawks com a posse de bola no 2º período. Passes após passes por parte de Russell Wilson, os Seahawks foram avançando no terreno. 1 jarda de distância da endzone, bola para Lynch que faz o 1º touchdown (com extra point concretizado) da noite e aumenta a diferença para 15-0.

Marshawn Lynch fura no meio da confusão para o touchdown.

Marshawn Lynch fura no meio da confusão para o touchdown.

Denver no ataque e finalmente a conseguir expor o seu jogo. Tudo corria normalmente quando o passe curto de Manning para Moreno é interceptado por Malcom Smith. Smith corre com a bola campo fora ao longo de umas incríveis 69 jardas, sem encontrar grande oposição. Entra na endzone e touchdown para os Seahawks.

Linebacker Malcom Smith a festejar o Touchdown

Linebacker Malcom Smith a festejar o Touchdown

Bola para os Broncos, mas nada corria bem. Manning no 4ª tentativa saca um passe incompleto e a posse de bola regressa para a equipa dos Seahawks.
Intervalo no MetLife Stadium 22-0 para os Seahawks e com os Broncos a saírem cabisbaixos para os balneário.

Peyton Manning numa noite "não"

Peyton Manning numa noite “não”

O jogo ainda não estava decidido, mas parecia que ia ser preciso uma injecção de moral juntamente com alguma sorte para algo mudar na 2ª parte.

Pepsi+Super+Bowl+XLVIII+Halftime+Show+rIorkaI09nEl
Este ano, no habitual espectáculo do intervalo, quem actuou foi Bruno Mars, com a colaboração dos Red Hot Chili Peppers, que abriu de forma enérgica e espontânea. No entanto, após a intervenção dos Red Hot, Bruno optou por uma música inapropriada para um Super Bowl e saiu do palco com uma nota de actuação francamente inferior à de Beyoncé no último Super Bowl ou até à de Madonna há 2 anos.

Começa a 2ª parte com bola para os Seahawks, que na sequência do pontapé inicial dado por Prater (dos Broncos), Harvin agarra a bola e novamente em 12 segundos, corre 87 jardas desviando-se e esquivando-se de tudo o que era defesa, concretizando assim o 3º touchdown para a equipa de Seattle (29-0). O jogo estava condenado.

Harvin já perto da Endszone com o banco dos Seahawks a festejar efusivamente.

Percy Harvin já perto da Endzone com o banco dos Seahawks a festejar efusivamente.

Novo ataque para os Broncos e mais uma vez a acabar com um Punt para o lado dos Seahawks, agarrado novamente por Tate. Seahawks são “obrigados” a recorrer ao Punter e devolvem a bola aos Broncos.
Broncos no ataque. Manning tenta novo passe longo e novo fumble, desta vez ganho por Malcom Smith. Há 6ª jogada, eis que acontece o que nenhum fã de Denver queria que acontecesse. Passe curto de Russell Wilson para Kearse, que se esquiva a 2 defesas ao agarrar a bola e mantém o equilíbrio após nova investida por outros 2 defesas e após 29 jardas faz novo touchdown para os Seahawks (36-0).

O Wide Receiver, Jermaine Kearse, a fazer touchdown após sentar 4 defesas dos Broncos

O Wide Receiver, Jermaine Kearse, a fazer touchdown após sentar 4 defesas dos Broncos

Para desespero dos fãs de Denver o pesadelo parecia cada vez pior. 3 minutos para jogar no 3º período e os Broncos continuavam sem conseguir impor-se no ataque quer por demérito das constantes falhas dos mesmos, quer por mérito da defensiva de Seattle que estava com uma força avassaladora e uma concentração inabalável.

Desespero dos lado dos Broncos

Desespero dos lado dos Broncos

O jogo estava mais do que decidido, só um milagre poderia mudar o rumo dos acontecimentos.
Faltavam menos de 3 minutos para o fim e a bola pertencia aos Broncos. Ao fim de vários avanços e investidas ao longo do terreno, conseguem finalmente pontuar no jogo. Duplo passe de Manning para Thomas e Welker a diminuir o placar para 36-8. Com este touchdown (+2 extra points), bateu-se o recorde de mais “catches” num jogo de Super Bowl.

Demaryius Thomas agarra o passe de Manning para touchdown

Demaryius Thomas agarra o passe de Manning para touchdown

Já pouco havia a dizer sobre o jogo, então depois de novo passe de Russell Wilson para Baldwin, os Seahawks fazem novo touchdown e o assunto ficou definitivamente arrumado.

Wide Receiver, Doug Baldwin após o  touchdown

Wide Receiver, Doug Baldwin após o touchdown

Até ao fim do jogo ainda houve novas tentativas de pontuar por parte dos Broncos, mas Manning não estava de todo nas suas noites e acabou por ser substituído. No entanto a principal preocupação dos Broncos estava mais do implícita: não sofrer mais pontos e impedir uma humilhação maior.

Estado de espírito de Denver reflectido por Malik Jackson.

Estado de espírito de Denver reflectido por Malik Jackson.

Do lado dos Seahawks, o treinador também optou por retirar o seu Quarterback principal, Russell Wilson, de campo (mas este por motivos de precaução). Isto também um pouco devido ao facto de Sherman se ter lesionado momentos antes.

Richard Sherman, lesionado, a sair do campo com ajuda dos colegas de equipa

Richard Sherman, lesionado, a sair do campo com ajuda dos colegas de equipa

Ainda faltavam alguns minutos para o fim, mas já se fazia a festa no banco da equipa de Seattle.

O Tight End, Zach Miller a despejar outro pote de gatorade sobre o treinador Pete Carroll (já depois de Russell Wilson o ter feito)

O Tight End, Zach Miller a despejar outro pote de gatorade sobre o treinador Pete Carroll (já depois de Russell Wilson o ter feito)

Acaba o jogo. Os Seattle Seahawks cilindram os Denver Broncos por 43-8, consumando assim a 2ª maior vitória de sempre na história do Super Bowl, só superada pelos 55-10, onde os San Francisco 49ers estriparam, veja-se lá quem: Os Denver Broncos.

As conclusões estavam tiradas. O melhor ataque do campeonato não apareceu em campo e a defensiva deixou muito a desejar. Peyton Manning que caso ganhasse acumulava o 2º Super Bowl da sua carreira, afirmando-se assim como um dos melhores Quarterbacks de sempre, saiu pela porta pequena e já com 37 anos, dificilmente vai conseguir voltar a provar que merece tal consideração. Os Denver, por sua vez somam assim 5 derrotas em 7 finais, o que é um saldo francamente negativo.

Peyton Manning a abandonar o relvado completamente desolado

Peyton Manning a abandonar o relvado completamente desolado

Para os lados de Washington, os Seahawks, conseguem assim a sua 1ª vitória em 2 presenças no Super Bowl (a 1ª participação foi em 2006) e Russell Wilson, no seu 2º ano torna-se o 3º Quarterback mais novo de sempre a ganhar um Super Bowl.

O Quaterback Russell Wilson a segurar no troféu do Super Bowl

O Quaterback Russell Wilson a segurar no troféu do Super Bowl

Os pontos positivos não ficam por aqui. A equipa de Seattle ganha o Super Bowl e deixa claro o potencial que tem. A par dos San Francisco 49ers, Atlanta Hawks e Carolina Panthers é uma das equipas com mais margem para evolução da NFL. E o facto do Macolm Smith ter sido nomeado MVP do Super Bowl só traz mais bons presságios, pois 3 anos antes Smith só foi “draftado” na 70ª ronda e apenas foi escolhido na 242ª pick para se juntar a uma equipa numa totalidade de 254 picks.

Malcolm Smith eleito MVP do Super Bowl

Malcolm Smith eleito MVP do Super Bowl

Ainda há tempo para referir que no fim de tudo tinha razão!
O Super Bowl foi ontem, mas o jogo do ano como havia referido no meu último post, aconteceu na final da NFC entre os Seattle Seahawks e os San Francisco 49ers.
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Para o ano há mais!

Para o ano há mais!

A NBA anda de loucos! #3

Desta vez não escrevo nesta rubrica pelos melhores motivos, mas que é de loucos é!
Na noite passada em Miami, os Heat fizeram a recepção à equipa que defrontaram e derrotaram nas finais da NBA da época passada, os San Antonio Spurs. Sob o contexto da tão esperada desforra, os adeptos dos Heat tiveram uma reacção similar à do jogo 6 das finais em que deixaram os estádio despido, só que desta vez nem chegaram a entrar.

Início do jogo

Começou o jogo e assim se apresentavam as bancadas da AmericanAirlines Arena.
Ao que parece os adeptos da equipa da casa simplesmente não quiseram saber deste jogo entre líderes de divisão (ambos em 2º da conferência).

Tom Haberstroh da ESPN fez questão de deixar toda a gente a saber o que se passava

Tom Haberstroh da ESPN fez questão de deixar toda a gente a saber o que se passava

Já Ethan J. Skolnick, da Bleacher Report arranjou uma desculpa para o sucedido

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por sua vez Ira Winderman do The South Florida South Sentinel não se absteve

Por sua vez Ira Winderman do The South Florida South Sentinel não se absteve

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Numa noite em que a equipa da casa fez jus à sua qualidade, já com Dywane Wade de volta, tendo ficado Grey Oden de fora devido a problemas no calcanhar, os Heat dominaram confortavelmente os 3 primeiros períodos, chegando ao 4º com uma vantagem de 20 pontos.
Tendo sido um jogo calmo para os Heat, Erik Spelstra aproveitou para rodar a equipa no último período, fazendo descansar as estrelas da companhia. Lebron James com 28 minutos de jogo, passou despercebido ofensivamente com apenas 18 pontos e 6 assistências, mas a fazer um bom jogo defensivo com 7 rebonds ganhos e um roubo de bola. Dywane Wade não fez o regresso que esperaria, tendo em 24 minutos apenas feito 8 pontos, 3 rebonds, 5 assistências e 1 roubo. Já Chris Bosh teve uma das suas noites ofensivamente, tendo conseguindo atingir os 24 pontos com uma taxa de 90% em Field Goals, 50% nos triplos e 100% nos lances livres. Ray Allen fez um jogo seguro e calmo, e foi durante o tempo que esteve em campo que a equipa mais pontuou.


Chris Bosh aquando do triplo da noite, após uma assintência fantástica de LeBron James

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Do lado do San Antonio Spurs não houve grandes rasgos de brilhantismo numa noite em que não conseguiram impor o seu jogo. Quem mais pontuou foi Tim Duncan com 23 pontos, tendo Tony Parker conseguido menos de metade dos pontos com o mesmo tempo de jogo compensado apenas pelas assistências que fez. Belinelli passou despercebido e Ginobili parece que não esteve sequer em Miami, apesar de ter jogado 25 minutos.

Nota positiva para Aron Baynes que durante os 15 minutos que jogou, a sua equipa recuperou 8 pontos, tendo este concretizado 6 (100% em field goals), 1 rebound ofensivo e 5 defensivos conquistados, 2 assistências, 1 roubo de bola e 1 block.

Aaron Baynes #16

Resultado final: Miami Heat 113-101 San Antonio Spurs

Numa noite negativa para a equipa de San Antonio, foram os adeptos de Miami quem esteve pior e não lhes fica nada bem!
Estarão eles à espera das finais para recomeçar a aparecer?

A NBA anda de loucos! #2

Na semana passada, algumas das estrelas dos Miami Heat estiveram de visita à Casa Branca, durante a qual foi feita uma mini entrevista por parte do treinador (Erik Spoelstra) dos Heat a alguns dos jogadores da sua equipa (LeBron James, Chris Bosh, Dywane Wade e Ray Allen).
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A entrevista feita prende-se com campanha “Let’s Move”, cujo propósito é acabar com a obesidade infantil nos Estados Unidos. A campanha foi iniciada pela primeira-dama Michelle Obama. A iniciativa tem o objectivo inicialmente declarado de resolver o desafio da obesidade infantil para que as crianças cheguem à idade adulta com um peso saudável.
Até aí tudo bem, com algumas charadas pelo meio e um ambiente descontraído, quando do nada aparece o LeBron em 2º plano a segurar uma Mini-Tabela e a primeira-dama entra na sala a correr faz um afundanço digno de NBA. Claro que os invejosos vão dizer que o LeBron facilitou!
Vejam o vídeo e confiram o momento de boa disposição.

Já temos Super Bowl!

Não vale a pena ver o vídeo, é só mesmo para evidenciar que em Agosto já havia quem previsse quais iam ser as equipas a participar no Super Bowl deste ano. Bruxaria?!

Avançando para o cerne da questão…

Na noite passada foram as finais tanto da NFC como da AFC (as duas conferências em que se divide a NFL), que na realidade são só as meias-finais do jogo mais esperado do ano nos Estados Unidos, que é o Super Bowl. Pode-se lhe chamar a cereja no topo do bolo!
E é o jogo mais esperado do ano, porque se trata de um só jogo, não há cá mãos para aqui e para acolá. Um estádio, duas equipas, apenas 1 vencedor.
Tom Brady e Peyton Manning
O primeiro jogo da noite foi entre os Denver Broncos e New England Patriots. O jogo começou muito fechado, sem grande espectáculo ofensivo e com erros tanto de Manning (Broncos) como de Brady (patriots), os Quarterbacks de ambas as equipas.
Broncos conseguiram pontuar primeiro e ainda na primeira parte o cornerback dos Patriots, Aqib Talib saiu lesionado, o que dificultou mais as coisas para o lado dos Patriots, deixando a defensiva dos Patriots fragilizada e permitindo assim a Manning mais espaço de manobra.
Tom Brady ainda tentou rectificar a desvantagem, mas mesmo assim, os Patriots só conseguiram concretizar um field goal de 47 jardas, deixando-os sair da primeira parte com uns míseros 3 pontos face aos 13 já consumados pela equipa da casa.
No início da 2ª parte, percebeu-se que já não havia muito a fazer pela equipa dos Patriots, pois do lado dos Broncos estava Peyton Manning, o melhor quarterback da época regular e com a experiência necessária para controlar tanto a defensiva dos Patriots como o relógio.
Tom Brady não estava nos seus dias e field goal após field goal (um dos quais a 54(!) jardas), os Broncos já levavam uma vantagem fácil de gerir 20-3 no placar.
Acabando o 4º período o resultado era um expressivo 26-16 para os Denver Broncos, fazendo assim deles campeões da AFC.
Curiosamente em todas as vezes que Manning e Brady se defrontaram nos playoffs, o vencedor da partida acabou sempre por ganhar o Superbowl, tendo Tom Brady já 3 conquistados (XXXVI, XXXVIII e XXXIX), e Peyton Manning 1 (XLI), consumando assim uma rivalidade ao nível de Ronaldo e Messi, entre estas dois veteranos da NFL.
Peyton Manning após a vitória sobre os Patriots
Será este um bom presságio para a equipa de Denver?

Mais para o norte, no topo da Costa Oeste, tivemos o outro jogo de acesso ao Super Bowl e que jogo!
Duelo dos Quarterbacks promessa da NFL
Como já havia referido ontem, este poderia vir bem a ser o jogo do ano e pelos vistos não me enganei.
Primeiramente porque a equipa da casa, fez jus ao título de “12th Man” da NFL criando um ambiente incrível no Century Link Field e depois porque o embate entre os dois quarterbacks foi notável.
Foi a equipa de fora que entrou melhor no jogo, com muita pressão e logo na primeiro jogada, Russell Wilson (quarterback da casa) sofreu um fumble, conquistado por Aldon Smith (linebacker dos 49ers) na linha de 15 jardas dos Seahawks que ainda conseguiram evitar o touchdown, mas entraram logo a perder 0-3, depois de um field goal por Phill Dawson. Os Seahawks não estavam a conseguir impor o seu jogo muito por culpa da defesa implacável de San Francisco. Os 49ers acabaram ainda por ser os primeiros a conseguir um touchdown, alterando assim o placar para 0-10, só reduzido em cima do intervalo com um field goal para a equipa da casa por Steven Hauschka (3-10).
Após o intervalo as equipas voltaram diferentes. Seahawks serenos com o ataque mais desperto e a defesa dos 49ers apática, deixando de conseguir anular o runnig back Marshawn Lynch, que após encontrar um espaço à direita da defesa, com uma corrida incrível de 40 jardas com 4 adversários no seu encalço, conseguiu fazer touchdown empatar a partida.
Empate esse que não durou muito tempo, pois os 49ers reagiram, após um passe sensacional de Colin Kaepernick de 27 jardas, agarrado dentro da endzone por Anquan Boldin, repondo a diferença de 7 pontos (10-17).
Ainda no 3º período, após novo field goald, os Seahawks reduziram para 13-17.
A partir daí, o ataque dos Seahawks acordou de vez para o jogo, dominando o 4º período e Wilson mostrou a Kaepernick que também tem qualidade para merecer presença no Super Bowl e com um passe longo de 35 jardas para a endzone, encontrou Jermaine Kearse que virou o jogo para 20-17, trazendo tranquilidade à defesa para impedir o ataque do adversário.
Tranquilidade essa que funcionou! Após um fumble e uma intercepção, os Seahawks conseguiram voltar a pontuar com o 3º field goal da noite de Steven Hauschka, aumentando a vantagem para 23-17.
Com este field goal, os Seahawks deixaram os 49ers a precisar de um touchdown e apenas com 3 minutos para o fazer.
Kaepernick parecia decidido a fazê-lo. Encontrava-se na mesma situação que no Super Bowl do ano passado, com pouco mais de 30 segundos e a precisar de pontuar. Tudo parecia encaminhado, após um passe longo de Kaepernick para a endzone onde se encontrava Crabtree pronto para o receber quando, do nada, um dos melhores cornerbacks da NFL, Richard Sherman aparece no ar, desviando a bola que acabou por cair nas mãos de Malcolm Smith, terminando assim com a partida e garantindo aos Seattle Seahawks a 2ª vaga no XLVIII Super Bowl.
Russell Wilson com a taça de campeões da NFC

Para a final de dia 2 de Fevereiro, vamos ter um confronto interessante entre os Denver Broncos e os Seattle Seahawks que contam respectivamente com um dos melhores quarterbacks da história da NFL do lado de Denver (Peyton Manning) e um dos Quarterbacks mais promissores do lado de Seattle (Russell Wilson), que no seu 2º ano de NFL conseguiu conduzir a sua equipa ao 2º Super Bowl da história.
Quem vencerá dia 2?

Justin Timberlake e a loucura da NFL em Seattle – Road to Super Bowl


Já com muita NFL pela frente e em vésperas do jogo para decidir quem ganha o título da NFC (National Football Conference) e vai assim ocupar umas das duas vagas para disputar o XLVIII Super Bowl (48º), podemos ter uma certeza: Os fãs dos Seattle Seahawks estão completamente galvanizados.

Seattle está a preparar-se para receber os San Francisco 49ers e como se os ânimos dos fãs da equipa da casa já não estivessem em altas o suficiente, o músico Justin Timberlake encontrou uma maneira de os atiçar ainda mais.
Ao fazer uma referência ao 12º Jogador* durante o seu concerto na Key Arena na última sexta-feira, levou a plateia no seu concerto à loucura, que respondeu da melhor forma – ensurdecedora. O músico começou também uma “conversa” com as pessoas presentes na arena, à qual estas não hesitaram em responder de pronto.

Mas esperem que a loucura não fica por aqui! Em Seattle anda tudo tão agitado e convencido de que este pode ser o ano deles, que já há inclusive fãs a fazer tatuagens (antecipadas) com referência aos Seahawks campeões do XLVIII Super Bowl.

Fora os fanatismos a que o Estados Unidos já tão bem nos habituaram, este jogo vai ser provavelmente o jogo do ano.
-Primeiro porque de um lado temos os Seattle Seahawks, que a par dos Denver Broncos (finalistas do AFC juntamente com os New England Patriots), foram a equipa mais demolidora e com melhor prestação na fase regular. E do outro temos os San Francisco 49ers, finalistas vencidos do últimos Super Bowl que realizaram uma época muito boa e cheia de estabilidade. Para além disso são uma equipa com um legado rico em Super Bowls (5 títulos de campeões em 6 finais) e podem usar o favoritismo estatístico como uma vantagem. Já para não referir que vêm com um sabor amargo e ânsia por vingar a final perdida para os Baltimore Ravens na última época, cuja história poderia ter sido outra se o seu jovem Quarterback, Colin Kaepernick, não tivesse acusado pressão nos últimos 30 segundos de jogo, onde já a menos de 10 jardas da linha de touchdown e com 4 investidas disponíveis, tivesse tomado melhores decisões.
-Segundo e já porque referi o Quarterback dos 49ers, numa geração que também tem grandes nomes como Andrew Luck e Robert Griffin III, Kaepernick e Russell Wilson são dois quarterbacks jovens, versáteis e com expressivos resultados. Serão certamente os grandes nomes na decisão da conferência nacional.

Agora que já estão as apresentações feitas e definido que vai ser um grande embate devido aos Quarterbacks de ambas as equipas, fica aqui um resumo do que ambos têm feito e do seu percurso:

-Colin Kaepernick

O camisola 7 de San Francisco foi draftado na season de 2011. Reserva de Alex Smith, só teve oportunidade para disputar as suas primeiras partidas na temporada seguinte.
Na 11ª semana da NFL de 2012, Kaepernick destruiu os Chicago Bears por 32-7, com 2 touchdowns e 243 jardas. Desde aí os fãs dos 49ers, vendo no jovem jogador a possibilidade voltarem aos grandes voos dos anos de Glória (entre 1981/94, onde conquistaram os 5 Super Bowls da sua história), esqueceram-se completamente de Smith. Com bons passes e uma incrível habilidade em ganhar jardas terrestres, Colin levou San Francisco ao 6º Super Bowl, de onde saíram derrotados pelos Baltimore Ravens como já foi referido anteriormente.
Na actual temporada, Kaepernick não trouxe grandes surpresas. E apesar de não ter tido um rating tão impressionante como o do ano anterior, levou os 49ers a um 12-4 na época regular. Foram 3197 jardas aéreas para 21 touchdowns e 524 jardas em corrida.
E apesar dos números estarem abaixo da temporada anterior (em 2012, foram 1814 jardas aéreas e umas incríveis 415 jardas terrestres em apenas 7 jogos), Kaepernick já mostrou nos últimos playoffs que tem o poder para definir uma partida e levar os 49ers para o 6º título.

-Russell Wilson

À primeira vista, ninguém olha para Russell Wilson como um futuro grande nome do futebol americano. Mas por incrível que pareça, o jogador de 1,80m (que é considerado relativamente baixo para a NFL), não se deixa assustar, tendo uma técnica impressionante.
Wilson foi draftado pela equipa de Seattle em 2012, e, no seu primeiro ano, comandou os Seahawks ao Divisional Round.
Sendo apenas a 12ª escolha do 3º round do draft, o quarterback impressionou logo na pré-temporada. Após isso não demorou muito para a NFL se aperceber que tinha uma um diamante bruto a vestir a camisola 3 dos Seahawks, e concedeu a Russell o prémio de melhor rookie da temporada.
Neste ano, muito se esperava dos Seahawks, no entanto a campanha ultrapassou a todas as expectativas. Com um excelente 13-3 (sendo que à priori tinham o registo de 11-1 quando garantiram a qualificação para os playoffs) na temporada regular, Wilson conseguiu superar as suas prestações de 2012. Foram 3357 jardas aéreas (contra 3118 da temporada anterior) para 26 touchdowns (mesmo número). Mesmo sendo os passes longos o seu forte, Wilson ainda fez 539 jardas em corrida.
Com uma grande habilidade, um excelente aproveitamento em lançamentos e uma facilidade esquivar aquando das jardas terrestres, Wilson, logo na sua segunda temporada, já consegue ter um lugar de destaque entre os grandes. E hoje (domingo, 19), terá no CenturyLink Field a possibilidade de ajudar os Hawks a garantir uma vaga no 48º Super Bowl, o 2º da sua história.

*O 12º Jogador (12th Man) é um termo bastante conhecido por estar associados aos adeptos, mas nos Estados Unidos, no que toca a Futebol Americano, esse termo é associado de pronto ao fãs dos Seahawks.

A NBA anda de loucos!

Após a promessa, em 2012/2013, de que em Indiana havia equipa para chegar longe nas finais, os Pacers sagraram-se vice-campeões da Conferência Este (perdendo apenas para os Miami Heat, que acabaram por ganhar o título de campeões NBA), e este ano estão a provar que são capazes de cumprir o que prometeram.
Actualmente líderes da conferência com uma impressionante percentagem de 0.864, os Pacers estão a realizar a melhor campanha desta época na NBA.
Venceram inclusive, na madrugada passada, a equipa de Miami por 90-84, confirmando o bom momento.
Tudo normal até que, durante o intervalo do jogo, se passou algo fora do comum, mas memorável. [Vídeo anexado]
Será que já pairam expectativas de chegar longe nas finais ou talvez, até mesmo, de lutar pelo título da NBA? Química de equipa e moral não faltam, confiram lá no vídeo…