Andebol: Jogo do dia – Liga dos Campeões

O FC Porto recebeu hoje, no Dragão Caixa, o KS Vive Targi Kielce, campeão polaco.
Desde logo, nas equipas apresentadas se notou um interessante desnível: apenas 3 dos 16 jogadores da equipa polaca não estiveram presentes no último Campeonato da Europa de Andebol, na Dinamarca, enquanto que do lado do Porto nenhum dos atletas teve essa oportunidade.
Adivinhava-se então uma vitória fácil do Kielce, que não aconteceu. O Porto deu muita luta, discutindo o jogo até ao minutos 50, deixando depois o Kielce conseguir uma vantagem mais ou menos segura, tendo a partida acabado com o resultado de 30-35.

O Porto até não entrou da melhor forma no jogo, tendo começado a perder por 0-3, mas rapidamente conseguiu empatar a 5 bolas. O Kielce voltaria ainda na primeira parta a conseguir uma vantagem de 4 golos por 3 ocasiões, fruto de uma defesa bastante agressiva, e um ataque imensamente eficaz, com Alfredo Quintana na baliza do Porto a ter muito poucas possibilidades de defesa. A perder por 8-12, o Porto viu-se com menos dois jogadores em campo, fruto da exclusão de João Ferraz e do cubano Hernandez (que com Tiago Rocha e Daymaro Salina lesionados foi o pivot de serviço dos dragões) em duas defesas consecutivas, mas em vez de se ir a baixo conseguiu recuperar para 10-12 com Wilson Dayves a marcar dois golos consecutivos. Até ao intervalo mais quatro golos para cada lado, ficando assim o marcador nos 14-16.

A segunda parte chegou com a equipa do Porto completamente adormecida e o Kielce aproveitou. Apenas dois golos marcados e oito sofridos nos primeiros dez minutos do segundo tempo faziam crer que a história do jogo tinha terminado. Mais uma vez, a conclusão mais óbvia foi contrariada pela enorme entrega que os azuis e brancos deixaram em campo nos dez minutos seguintes. Com Gilberto Duarte em evidente destaque na segunda parte (marcou 7 golos nos segundos 30 minutos), o Porto ainda conseguiu reduzir a desvantagem para 3 golos mas, quando podia reduzir para dois golos e relançar por completo a partida, Wilson Dayves, por duas vezes, falhou de forma imperdoável a este nível de competição, que é o mais alto que há. Dayves, que protestou praticamente todas as decisões dos árbitros eslovenos (as que eram contra a sua equipa, pois claro), para além de ter errado nestes dois momentos chaves do jogo, não esteve propriamente bem na fase defensiva, tendo provocado alguns livres de 7 metros contra a sua equipa e tendo também sido excluído perto do final do encontro. Ainda assim, o futuro está a porta e para Dayves será certamente promissor.

Destaque para o fraco rendimento dos guarda-redes durante todo o jogo, com a percentagem de defesas a situar-se entre os 17% nos campeões portugueses e os 18% nos campeões polacos. De salientar que na baliza do Kielce esteve, durante quase todo o encontro, Sławomir Szmal, o melhor jogador do mundo em 2009.
Na percentagem de remates o Kielce ganhou com 78%, contra os 59 pontos percentuais dos dragões.

Os melhores golos do encontro foram apontados pelo ponta esquerda dinamarquês do Porto Mick Schubert: o 3º golo do Porto, numa excelente rosca da ponta esquerda e o 12º golo dos portistas, numa “contra-rosca” em contra-ataque.

Do lado do Kielce estiveram em destaque os dois laterais-esquerdos: o famoso jogador que é cego de um olho (depois de uma lesão durante um jogo internacional) Karol Bielecki marcou 8 golos e o seu compatriota, também polaco, Chrapkowski marcou 7.

Destaque ainda para mais dois jogadores do FC Porto:

Alexis Hernandez: chegou há pouco mais de três meses a Portugal e jogou o jogo praticamente todo, sempre a um nível invejável para um jovem de 22 anos. Com 4 golos e uma excelente prestação defensiva partilha, com o sempre presente Gilberto Duarte, o título de melhor em campo do Porto.

Miguel Sarmento: apesar de não ter jogado no dia do seu 24º aniversário, certamente terá muitas mais oportunidades, ao longo da sua carreira, de partilhar o campo com as melhores estrelas mundiais, dado o seu incrível potencial, grande humildade e enorme força de vontade.

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Parciais: 0-3; 2-3; 2-4; 3-4; 3-5; 5-5; 5-7; 6-7; 6-10; 7-10; 7-11; 8-11; 8-12; 10-12; 10-13; 11-13; 11-14; 12-14; 12-15; 14-15; 14-16; Intervalo; 14-18; 15-18; 15-20; 16-20; 16-24; 20-24; 20-26; 23-26; 23-27; 24-27; 24-28; 25-28; 25-29; 26-29; 26-31; 27-31; 27-32; 28-32; 28-33; 29-33; 29-34; 30-34; 30-35.

Final do Campeonato da Europa Dinamarca’14

Dinamarca e França disputaram ontem o título Europeu numa final com mais de 14 mil espectadores nas bancadas, a grande maioria a torcer, obviamente, pela equipa da casa.

Depois de já ter vingado, neste mesmo Europeu, a derrota por 16 na última final do Campeonato do Mundo, a Dinamarca voltou a estar irreconhecível numa final de uma grande competição.
Apesar de estar a jogar contra uma selecção gaulesa com a confiança no máximo, nada serve de desculpa para esta exibição da equipa nórdica, que ainda antes dos 18 minutos de jogo contava já com 8 minutos seguidos sem qualquer golo. Por isso, foi natural a superioridade da selecção gaulesa que, a meio da primeira parte, vencia já por uns surpreendentes 4-13.

O intervalo chegou com um dos melhores golos de todo o campeonato, um passe de Guigou que Porte, já em suspensão, recebeu a 7 metros da linha de golo e, só com uma mão e atirou com classe para o fundo da baliza de Landim, numa exemplar jogada áera.

Destaque desde logo para o fortíssimo ataque francês, que chegava ao intervalo com 23 golos marcados (distribuídos apenas por 5 jogadores) contra os 16 tentos dos vikings. Landim, o melhor guarda-redes da competição apenas fez uma defesa na primeira parte contra as 9 do guardião francês Omeyer (que aos 20 minutos de jogo chegou a ter uma eficácia de 60%). Pode-se assim explicar, em parte, a diferença no marcador aos 30 minutos de jogo.

No início da segunda parte, a selecção que jogava em casa ainda tentou mudar o rumo do jogo, mas o máximo que conseguiu foi reduzir a diferença para 6 golos (24-30) até que quando parecia finalmente ter encontrado soluções para ultrapassar a defesa gaulesa, voltou a ir-se a baixo, tendo a frança rapidamente conseguido alargar a diferença para 10 golos (25-35) aos 50 minutos de jogo.
Nos últimos 10 minutos, com a história do jogo completamente definida, houve ainda tempo para todos os jogadores Franceses entrarem em campo, tendo acabado o jogo com o resultado 32-41.

Com Karabatic (5 golos), Guigou (10 golos), Narcisse (6 golos), Abalo (7 golos) e a revelação do europeu Porte (9 golos) completamente endiabrados, foi impossível para a estrela dinamarquesa Hansen (9 golos) brilhar e levar a sua equipa a aspirar mais do que a medalha de prata (a primeira em toda a sua história).

Apesar do resultado característico de jogos dominados pelo contra-ataque, apenas 3 golos de cada equipa foram marcados em transições rápidas, pelo que a maior característica do jogo foi mesmo a extema ineficácia dos guarda-redes nórdicos, quando ironicamente Landim havia sido escolhido pela organização com o melhor guarda-redes do Europeu. Anders Eggert, Sarup Sondergaard e Toft Hansen (todos com apenas 1 golo marcado) foram outras das principais desilusões da final.

A França volta assim a juntar o título de Campeão Europeu ao Título Olímpico e volta a acordar para as grande competições internacionais, depois do mísero 11º lugar no último campenato Europeu e do também pobre 6º lugar no último Mundial.

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Parciais: 0-3; 1-3; 1-4; 2-4; 2-7; 4-7; 4-13; 6-13; 6-15; 7-15; 7-17; 8-17; 8-18; 9-18; 9-19; 11-19; 11-20; 13-20; 13-21; 14-21; 14-22; 16-22; 16-23; Intervalo; 16-25; 17-25; 17-26; 18-26; 18-27; 20-27; 20-28; 21-28; 21-29; 22-29; 22-30; 24-20: 24-33; 25-33; 25-35; 26-35; 26-36; 27-36; 27-37; 28-37; 28-38; 29-38; 29-39; 31-39; 31-40; 32-40; 32-41.

Meia-final do Europeu Dinamarca’14

A primeira meia-final do Europeu que decorre na Dinamarca pôs frente-a-frente as actuais Campeã Olímpica França e a Campeã do Mundo Espanha.

Cheia de emoção, a partida deixou transparecer aquilo que as duas selecções tinham já mostrado nos primeiros 6 jogos deste campeonato: a França voltou a ter uma primeira equipa com uma rotatividade enorme, apesar de já não ter as mesmas soluções no banco que tinha há um par de anos atrás e a Espanha mostrou que consegue roçar a perfeição durante um curto período de tempo de jogo, mas que no geral aprensenta uma equipa muito inconstante.
Acabou, por isso, por ser a França a sair vencedora, com um resultado final de 30-27.

Numa primeira parte de locos, a França entrou claramente melhor, tendo conseguido por três vezes alcançar uma vantagem de 5 golos, mas a entrada de Canellas mudou completamente o rumo do jogo. Com cinco golos nos últimos 8 minutos da primeira parte, o jogador do Hamburgo catapultou a sua equipa, fazendo com que a Espanha chegasse ao intervalo a vencer por 14-12.

No segundo tempo, até foi a Espanha a marcar primeiro (a França marcou o primeiro golo da segunda parte aos 32 minutos e 17 segundos, depois de ter estado quase 9 minutos sem marcar) a França reergeu-se das cinzas e liderados pelo mais novo jogador da selecção gaulesa, Valentin Porte de apenas 23 anos, os franceses voltaram para a frente do marcador. A Espanha ainda tentou voltar para a dianteira, mas apesar de Canellas e Entrerríos estarem inspirados, o máximo que conseguiram foi voltar a igualar a partida cinco vezes até ao final da partida.

Destaque individual também para o guarda-redes francês Dumoulin que, apesar de só ter entrado no jogo com a segunda-parte já a decorrer, foi um tremendo muro na baliza gaulesa. Narcisse, o melhor jogador do mundo em 2012 fez uma exibição fabulosa, do alto dos seus 34 anos e Abalo, com 9 golos (incluindo os três últimos da sua equipa!) foi o melhor marcador da França.
Do lado da Espanha, Aguinagalde foi sempre uma dor de cabeça para a defesa francesa (principalmente para Luka Karabatic (que acabou por ser desqualificado aos 52 minutos e treze segundos), e com 5 golos merece também ser destacado pela positiva.

Quantos aos golos, o melhor jogador da partida, Porte, fez questão de brindar todos os espectadores com três maravilhosas roscas que tão cedo não irão ser esquecidas.

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Parciais: 2-0; 2-1; 3-1; 3-2; 7-2; 7-4; 9-4; 9-5; 10-5; 10-6; 11-6; 11-9; 12-9; 12-14; Intervalo; 12-15; 13-15; 13-16; 18-16; 18-17; 20-17; 20-20; 21-20; 21-21; 22-21; 22-22; 23-22; 23-23; 24-23; 24-24; 25-24; 25-25; 27-25; 27-26; 29-26; 29-27; 30-27.

Jogo do dia @ Europeu de Andebol Dinamarca’14

França vs. Croácia

Mais uma final antecipada, depois de ontem Dinamarca e Espanha terem medido forças na noite de ontem(ver https://tudoaomolho.wordpress.com/2014/01/18/jogo-do-dia-europeu-de-andebol-dinamarca14-2/).

Hoje, a França acabou por levar a melhor, vencendo a selecção croata por 27-25 num jogo marcado por duas partes completamente distintas.

A primeira parte foi digna de uma verdadeira final de um Campeonato Europeu, sempre muito equilibrada, onde os ataques se superiorizaram largamente às defesas. O gigante croata Kopljar (2,10 metros) com 7 golos foi a grande figura da primeira parte. Ainda assim, e fruto de uma reviravolta operada curiosamente durante uma exclusão de Karabatic, os gauleses chegaram ao intervalo a vencer por 18-17.

Já a segunda parte teve muito abaixo do nível evidênciado pelas duas selecções nos primeiros trinta minutos, e ao contrário do que aconteceu no primeiro tempo, foram os guarda-redes que mais brilharam, tendo sido apenas marcados 17 golos durante este período (menos de metade dos primeiros 30 minutos).
No confronto entre as duas estrelas das selecções, Karabatic levou clara vantagem sobre Duvnjak, que em claro sub-rendimento, não conseguiu levar a sua equipa à discussão de um resultado positivo. Os adeptos franceses, por seu lado,  bem podem agradecer esta vitória a Karabatic (7 golos, alguns deles em momentos decisivos, como o último, a 10 segundos do final do jogo) mas principalmente a Thierry Omeyer, que aos 37 anos, e apesar de ter começado o jogo no banco, foi a estrelinha de ouro de França. A percentagem de defesas na segunda parte de Omeyer for superior a 55%, e com isto está tudo dito.

Em jeito de conclusão, nesta altura do campeonato parece que o mais provável é termos a França a disputar o Campeonato com a Dinamarca, ou será muito cedo para se prever a final?

Espaço ainda para a habitual referência a golos de beleza invulgar:
aos 20 minutos de jogo, Kopljar atirou em apoio, dos 10 metros, directamente ao ângulo superior mais distante da baliza gaulesa;
2 minutos depois, Sorhaindo era agarrado nos 7 metros por dois adeversários, mas conseguiu inventar um remate de anca que acabaria no ângulo superior do lado do remate. Uma soberba prova de força e técnica.

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Parciais: 1-0; 1-2; 2-2: 2-3; 4-3; 4-5; 5-5; 5-6; 6-6; 6-9; 7-9; 7-10; 8-10; 8-11; 9-11; 9-12; 10-12; 10-13; 11-13; 11-14; 12-14; 12-15; 14-15; 14-16; 16-16; 16-17; 18-17; Intervalo; 19-17; 19-18; 20-18; 20-19; 23-19; 23-20; 24-20; 24-21; 25-21; 25-22; 26-22; 26-25; 27-25.

Jogo do dia @ Europeu de Andebol Dinamarca’14

Perspectivava-se uma final antecipada entre as vencedoras dos grupos A e B da primeira fase do campeonato, e actuais campeãs europeia e mundial, Dinamarca e Espanha, respectivamente.
Só não o foi porque a Espanha que no ano passado venceu o campeonato do mundo nunca entrou em jogo. A Dinamarca ganhou então, com bastante tranquilidade, por 31-28.

Para este contrôlo dos dinamarqueses contribuiram dois principais factores:
um autêntico muro em frente à baliza, chamado Landim Jacobsen, que com 18 defesas (4 delas em livres de 7 metros) foi o homem do jogo;
um Mikkel Hansen em grande forma, que mesmo marcado individualmente várias vezes ao longo do encontro, conseguiu por 6 vezes encontrar o caminho para o fundo da baliza adeversária quando mais nenhum dos seus companheiros parecia ter a coragem suficiente para rematar sobre a muralha 6-0 da Espanha.

Cerca de 14 mil pessoas assistiram ao ansiado encontro e em muito contribuiram para a vitória da Dinamarca, que joga em casa neste Europeu. Aos 40 minutos de jogo já não sobrava nenhum espectador sentado, entoavam cânticos de apoio e, abraçando a pessoa ao lado, dançavam ritmicamente. Simplesmente arrepiante. Os jogadores, no final do jogo, agradeceram a todos os lados das bancadas, de forma bastante invulgar, algo que deve ficar na memória dos adeptos do desporto.

A selecção espanhola pareceu ter acusado a pressão de jogar num ambiente que não lhe era favorável e com a fraquíssima exibição dos seus dois guarda-redes (menos de 20% de eficácia dos dois em conjunto) e com 4 livres de 7 metros falhados, bem como muitas faltas atacantes, foi impossível disputar o resultado. Mérito, ainda assim para Raúl Entrerrios que tentou remar contra a corrente, tenho marcado 4 remates em 5 tentativas.

Espaço ainda para uma referência a três belos golos marcados neste jogo:
aos 21 minutos e meio, o pivot viking, Knudsen, rodou de forma exímia sobre os defensores espanhóis e fez um chapéu perfeito a Sierra;
aos 28 minutos e meio, e a jogar com menos um, a espanha consegui ultrapassar a defesa dinamarquesa dos 9 metros (das poucas vezes que o fez ao longo do jogo) com um bonito remate de Canellas após salto a pés juntos;
aos 36 minutos e 30 segundos, Eggert fez uma espectacular rosca da ponta esquerda deixando o guarda-redes espanhol sem qualquer hipótese de defesa.

A Dinamarca é então, e de forma cada vez mais clara, uma das três principais candidatas ao título europeu, do qual é a actual detentora.

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Parciais: 0-1; 2-1; 2-2; 3-2; 3-3; 3-4; 4-3; 5-4; 5-5; 7-5; 7-7; 9-7; 9-9; 10-9; 10-10; 12-10; 12-12; 13-12; 13-13; 14-13; 14-14; 16-14; Intervalo; 17-14; 17-16; 20-16; 20-18; 22-18; 22-19; 23-19; 23-20; 24-20; 26-21; 26-22; 28-22; 28-23; 29-23; 29-24; 30-24; 30-26; 31-26; 31-28

Jogo do dia @ Europeu de Andebol Dinamarca’14

O jogo mais esperado do dia no Campeonato Europeu de Andebol 2014, na Dinamarca, pôs frente-a-frente as duas selecções favoritas do grupo A. Dinamarca e República Checa defrontaram-se, ainda assim, em situações bem distintas na última ronda da primeira fase de grupos. Enquanto a equipa da casa tinha já assegurado não só a passagem como também o primeiro lugar no grupo, a sua congénere Checa precisava de uma vitória para continuar em prova.

Quem acabou por levar a melhor foi a Dinamarca que controlou sempre o jogo sem grandes dificuldades, mesmo rodando toda a equipa na segunda parte, tendo vencido o encontro por 33-29.

A partida começou por ser bastante equilibrada, apesar da República Checa nunca ter estado à frente no marcador, até que a partir dos 20 minutos de jogo a equipa anfitriã começou a aumentar a vantagem, chegando ao intervalo a vencer por 21-17. O início da segunda parte confirmou a superioridade dinamarquesa, com a vantagem dos “Vikings” a chegar a 6 golos em três ocasiões, ainda antes dos dez minutos finais. Esta última parte do jogo, já com muito cansaço à mistura, foi claramente a menos bem jogada, com os guarda-redes de uma e de outra equipa a brilharem com um bom conjunto de defesas.

Este encontro teve também um interessante duelo individual de duas das maiores estrelas do andebol mundial. Mikkel Hansen “contra” Filip Jícha. Neste particular, foi o checo Jícha que levou a melhor, com 11 golos marcados contra “apenas” 4 do dinamarquês do PSG. Hansen não teve uma noite feliz, com alguns remates falhados e falhas técnicas que não lhe são habituais. Acabou por ser substituído aos 55 minutos, visivelmente desiludido com a sua prestação. Já Jícha não foi capaz de remar sozinho contra a maré Viking e saiu do campo no minuto 58, completamente desgastado.

Apesar do esforço do primeira-linha checo, a sua selecção mostrou não estar ao nível dos nórdicos, que se voltaram a mostrar bastante agressivos defensivamente. A República Checa raramente conseguia ser eficaz em ataque organizado (exeptuando quando Jícha conseguia encontrar espaços na linha defensiva adeversária), tendo recorrido exaustivamente ao contra-ataque e a ataques rápidos, com reposições de bola em jogo bastante velozes. Com poucas soluções no banco, o desgaste físico no início da segunda parte era já evidente e a Dinamarca acabou por não ter que se esforçar muito para vencer a partida, que acabou por eliminar da competição a selecção checa.

Da Dinamarca ficam algumas impressões positivas para o resto do campeonato, nomeadamente as boas exibições dos “suplentes” Cristiansen e Svan Hansen, com 4 e 3 golos respectivamente. A figura do jogo acabou por ser o guarda-redes Green Krejberg, que com mais de uma dezena de defesas, ajudou a sua equipa a estar sempre segura no resultado.

Espaço ainda para a referência a dois golos de encher o olho, o primeiro aos 36 minutos, uma rosca perfeita Mortensen após passe por trás das costas de Hansen. O segundo foi o último golo do encontro, numa bonita jogada aérea finalizada pelo ponta-direito checo, Sobol.

Nota final para um elemento português no encontro, o observador da EHF, Rui Coelho.

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Parciais: 1-0; 1-1; 2-1; 2-2; 3-2; 3-3; 5-3; 5-4; 6-4; 6-5; 7-5; 7-6; 8-6; 8-7; 9-7; 9-8; 10-8; 10-9; 11-9; 11-10; 12-10; 12-11; 12-12; 14-12; 14-13; 16-13; 16-14; 17-14; 17-16; 20-16; 20-17; 21-17; Intervalo; 23-17; 23-19; 25-19; 25-20; 26-20; 26-22; 27-22; 27-23; 28-23; 28-24; 31-24; 31-26; 32-26; 32-28; 33-28; 33-29.