Os Conselhos do Chico

Há vários anos que é assim. Quando a inquietação me assalta de rompante e não consigo encontrar uma explicação lógica para compreender ou tentar explicar esse acontecimento, ou até mesmo quando não encontro uma explicação lógica para explicar algo que se está a passar no mundo, pego nos meus discos do Chico para ali encontrar a explicação. É impossível não conseguir achar a resposta nos Conselhos do Chico. A obra do Chico é tão vasta, tão genial, tão sublime, tão humana ao ponto de crer que o Chico não é do século passado, não é deste século e não é dos próximos – é um ser transcendente a todos nós que vive noutra era, muito mais avançada – é outra forma, é outra matéria. É um ser que foi enviado para nos ensinar a saber como lutar. Nós é que somos ao lado dele gente tola na lufa-lufa que são os nossos dias, metidos quase sempre nas nossas vidas mundanas, nas nossas eternas insatisfações, no nosso esforço abnegado para querer mais deste mundo quando o mundo não nos quer dar mais nada.


O Chico é esse ser que domina tudo, que tudo nos ensina. Ensina com mestria o amor e o humor, as paixões como a mais bonita forma de arte que podemos executar neste mundo, a amizade, a coragem, a força que está no nosso interior, mesmo quando cremos que não a temos e que não somos capazes, a lealdade, a força do carácter, a mesquinhez e a pequenez daqueles que diariamente nos tentam derrubar. O Chico é como um pai. Carrega-nos ao colo para nos embalar. Ajuda-nos a levantar quando mais precisamos. Explica-nos a realidade deste mundo cruel. Ajuda-nos lado a lado a derrubar todos os tiranos que encontramos durante esta nossa caminhada. E depois disso tudo, o Chico, olha para nós, olhos nos olhos, com aquela pose de príncipe encantador, com aquela afabilidade de gentlemen, com aquele ar de Maradona do Mundo, sorri e despede-se.

Afasta de mim esse Cálice. O cálice da mediocridade. Dos que se conformam. Dos que se refugiam nas frases feitas do conservadorismo. Dos que se calam quando são oprimidos. Dos que se contentam com o mundo consumista moderno. Dos que fraca figura fazem quando defendem os opressores. Dos que vendem a alma ao diabo. Dos que se corrompem e dos que se deixam corromper. Dos fracos de espírito.

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