Quo Vadis Ferrari?

Todos os desportos vivem dos resultados que se obtém na prática deles, todas as pessoas ligadas ao desporto, seja ele qual for, têm o seu tempo útil de ligação a uma dada equipa, consoante forem os seus resultados, ou os resultados que ajuda a obter, que o diga Stefano Domenicalli, o homem forte da Ferrari nos últimos 7 anos e que hoje colocou um ponto final na ligação com a scuderia, numa reunião com o patrão Luca Di Montezemolo.

O último dos engenheiros a ser campeão pela equipa foi precisamente este homem, com Kimi Raikkonen e Massa ao volante do monolugar inteiramente renovado que ele e a sua equipa construíram. Foi um ano de estreia em grande e depois disso uma travessia no deserto apoderou-se da Ferrari. Ano após ano o carro começava mal nas primeiras provas e pouco melhorava daí até meio, sendo que os melhores resultados apareciam sempre para o final, o que arredava completamente os pilotos da mais emblemática marca do grande circo, dos títulos de campeões e a própria scuderia não ganhava o mundial de construtores.

Com a chegada de Alonso e a saída de Raikkonen as expectativas mudaram, no entanto o espanhol nunca facilitou a vida ao italiano. Diz-se que o espanhol não acatava as ordens de Domenicalli, evitava o simulador, era contra as alterações propostas no carro e tentava sempre que possível queimar o engenheiro, no entanto este último sempre fez do espanhol a prioridade da equipa e sempre colocou a equipa a trabalhar em prol dos resultados de Alonso. Contudo os resultados não apareceram.

Sedenta de títulos, com uma época totalmente de lotaria devido às novas regras e com vontade de regressar ao passado, a Ferrari trouxe de volta o último campeão do mundo a pedido de várias pessoas, inclusivé do próprio engenheiro. A boa forma do Finlandês na Lotus e o facto de ser um piloto “sem escrúpulos”, que arrisca agradavam a todos, no entanto a mistura com Alonso parece ter-se tornado bombástica para o Italiano que acabou por ser alvo agora não só de Alonso, mas também de Raikkonen, que aliado aos resultados péssimos da equipa (lembro que no último GP ambos os Ferrari lutavam para estar nos últimos lugares pontuáveis), levou a que Domenicalli pedisse uma reunião com o patrão da Ferrari e apresentasse a sua demissão que foi prontamente aceite (ambos os pilotos fizeram pressão para que o carro fosse melhorado, ao que o italiano nada conseguiu fazer para corresponder).

O seu substituto já está em cima da mesa e é Marco Matiacci, homem que nunca esteve ligado à F1 e que até à pouco tempo era director da Ferrari no continente Norte-Americano. Não me parece ser a melhor escolha, dado a equipa estar já a 78 pontos da Mercedes e ser constantemente a 6ª equipa ao nível das corridas realizadas. Melhorias precisam-se e estas não parecem chegar com pessoas que nunca sequer estiveram ligadas ao mundo da F1. Esperemos que a bem deste desporto isto seja a melhor decisão que a Ferrari vai tomar em 7 anos…

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