Da Champions #21

Jogo na Baviera, que opôs Bayern Munique de Guardiola, o campeão em título da Champions e o já renovado campeão da Bundesliga, ao Manchester United da Premier League. Na primeira mão em Old Trafford aconteceu o que não era esperado, o Bayern a jogar no estilo característico de Guardiola não conseguiu sair de Inglaterra com a vitória, apesar de ter dominado o jogo a seu bel prazer e reduziu-se a apenas um empate a uma bola. O golo fora era bom, mas não bastava para o que poderia ser uma revanche do Manchester na Baviera.

No entanto o jogo de hoje foi um jogo em tudo diferente. O Bayern entrou a acusar algum nervosismo, parecia que Guardiola teria pedido aos seus comandados para decidirem o jogo rapidamente e poderem relaxar depois, ou então entrou a acusar a pressão dos últimos resultados pós confirmação do campeonato (empatou a 3 com o Hertha e perdeu com o Augsburgo). Isto revelou-se sobretudo na atitude de alguns jogadores. Robben parecia querer decidir o jogo só por si e Dante foi acumulando alguns erros, chegando mesmo a permitir que Rooney chega-se com perigo à baliza de Neuer, no entanto o Inglês desperdiçou aquela que pode ter sido a oportunidade da primeira parte para ambos os lados.

Nas estatisticas e como é característica das equipas de Guardiola, o Bayern goleou de longe, desde os abismais 63% contra 37% da posse de bola às 14 bolas metidas na direcção da baliza contra as 4 do Manchester, simplesmente se viu Bayern, o problema é que quem ganha jogos não é a estatística, mas sim a eficácia e nisso o Manchester esteve por cima.

Que o diga Evra, que logo perto do reatar da partida conseguiu num estrondoso remate colocar os red devils em vantagem, depois de um grande trabalho de Valencia na direita, a passar por três jogadores do Bayern e a evitar que a bola saísse, este coloca a bola tensa para a entrada da área, sobre o lado esquerdo, onde apareceu Evra, que com um remate portentoso e cheio de colocação colocou a bola indefensável no fundo das redes. Nesta fase Moyes respirou de alívio, os próprios adeptos do Manchester pensaram que o jogo estaria bem encaminhado para um bom fim e que bastaria gerir o resultado, mas quem assim pensou caiu no erro, pois imediatamente na jogada seguinte Mandzukic apareceu na frente a finalizar de cabeça uma boa bola colocada por Ribery, após boa combinação com Lahm. Estava assim relançado o resultado, o jogo e a eliminatória. No entanto depois deste rude golpe, o Manchester claramente foi abaixo e pouco mais se viu, sendo que o Bayern aproveitou, meteu o pé no acelerador e só parou aos 3-1, fechando a eliminatória e conseguindo carimbar a passagem às meias com facilidade.

O segundo golo é conseguido por Muller depois de assistência de Robben e onde Vidic fica mal na fotografia (De Gea também não fica isento de culpas) uma vez que deixa Muller praticamente solto sem marcação e antecipa-se mal à bola, sendo que o Alemão apenas tem de empurrar para o fim da baliza. O último golo pertence a Robben, ele que tanto queria decidir o jogo na primeira parte e que na segunda explanou todo o seu perfume de futebol sobre a relva e conseguiu assistir e ainda vir a marcar, num golo em que finta 3 defesas do United, insiste, flecte para o meio e finaliza, colocando a bola rente ao poste, sem hipótese para De Gea (aqui sim se viu o Robben egoísta e individualista).

Se o Manchester e David Moyes tinham ganho o balão de oxigénio na primeira mão desta eliminatória e se achavam que a época ainda podia ser salva, apesar de dificilmente tal acontecer, agora essa ideia parte totalmente para fora da mente de qualquer um. Numa equipa em reconstrução e que está já a pensar mais na próxima época que na presente, já pouco se pode fazer, resta aos homens de Manchester fechar o livro, tomar como exemplo (mau) aquilo que se passou e melhorar bastante para o ano seguinte. O Manchester tem capacidade de reverter a situação, De Gea, Welbeck, Fletcher, Kagawa, Januzasj e mesmo Chicharito têm capacidade de fazer e dar muito mais, mas definitivamente este não foi o seu ano (talvez David Moyes não saiba potenciar todo o seu talento).

Do lado do Bayern, Pep Guardiola é um homem feliz, está nas meias finais da Champions, tem já o campeonato arrumado, tem uma equipa que se pode dar ao luxo de montar um meio campo com Gotze, Muller, Kroos, Robben e Ribery, que dificilmente são jogadores que no seu conjunto perderão para qualquer meio campo de outra equipa. Neste momento é uma incógnita, porque nas meias-finais estarão equipas bastante fortes, mas este Bayern pode ter aqui palavra mais forte a dizer sobre uma eventual repetição do que se viu na final do ano passado.

 

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