F1 – GP da China (previsão)

Depois dos primeiros testes intermédios da temporada no Bahrein, onde de resto se correu o último grande prémio, chega a hora da deslocação à Ásia, desta vez para o GP da China.

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Numa pista em que metade é acidentada e a outra metade é de velocidade, veremos como serão as lutas entre cada piloto e se serão estes capazes de apresentar espectáculo idêntico ao observado no Bahrein. De salientar que o recorde desta pista completa este ano 10 anos e pertence a Michael Schumacher, com um precioso tempo de 1:32:238. A dizer sobre a pista apenas que pode proporcionar bom espectáculo na zona mais acidentada e lenta, ou seja desde a curva 1 à curva 12, nesta extensão podemos ver duras batalhas protagonizadas por qualquer piloto, inclusivé entre os Mercedes como vimos no GP anterior. Quanto às zonas mais rápidas da pista, aqui o domínio deverá ser para os Mercedes que não deverão dar hipótese à concorrência. Há ainda a salientar a habitual “speed trap” que se encontra neste caso à entrada da recta da meta, sendo que à saída os pilotos encontram curva rápida e “chicane”.

Com estes ingredientes sabemos que há garantia para um bom espectáculo, resta saber se os pilotos, os carros e o tempo vão ajudar à festa para gáudio dos adeptos. E se dos pilotos já vimos que estão todos a trabalhar para dar o seu melhor (basta olhar aos excelentes desempenhos de Hulkenberg, Perez, Vergne, Ricciardo, Rosberg ou Hamilton), dos carros esperamos ver muito melhor depois dos testes intermédios realizados, esperam-se melhorias sobretudo nos Ferraris e nos McLaren que de resto deixaram a desejar nestas primeiras corridas. Por fim o tempo pode ser um factor determinante, já vimos na Malásia que a chuva afectou bastante as qualificações e na China voltamos a ver tempo incerto e hoje mesmo durante a qualificação a chuva abateu-se fortemente sobre o circuito de Shangai, pelo que se amanhã as condições se mantiverem podemos estar perante uma lotaria e uma corrida muito menos espectacular do que pode ser potencialmente.

Dos treinos livres podemos começar por falar das estreias dos pilotos de testes na primeira sessão. A Williams deu hipótese a Filipe Nasr de ir para a pista com o seu monolugar e o brasileiro até conseguiu fazer 13 voltas e um tempo de 1:42:265, que lhe valeu o 13º lugar da P1, logo abaixo deste ficou Giedo Van der Garde em Sauber, com um tempo de 1:42:615 e 16 voltas e que viria a superar mesmo o colega de equipa Esteban Gutierrez. Por fim, esta P1 ficou marcada pelos problemas que Raikkonen encontrou e que nem o deixaram completar uma volta, no sentido contrário o seu colega de equipa, Alonso, viria a ser o mais rápido da sessão com 1:39:783 e com 20 voltas realizadas.

Na P2 o número de voltas médio aumentou e claro os Mercedes começaram a instalar de novo o seu domínio (tipicamente as primeiras sessões de treino são mais leves e o destaque cabe às equipas de segunda linha, sendo que com o aproximar da Qualificação os carros em melhor forma aparecem no topo), Lewis Hamilton foi o mais rápido com 1:38:315 e 25 voltas, logo seguido de Alonso que se intrometeu entre os Mercedes, pois Rosberg viria logo em terceiro, seguido dos dois Red Bull, do Williams de Massa, do Ferrari de Raikkonen, do McLaren de Button e do Lotus de Grosjean. O mais decepcionante desta sessão foram mesmo os Force India que acabaram por aparecer em 11º e 15º da sessão, já Maldonado continua a sua saga de acidentes e despistes, o que lhe vai valendo más prestações nos treinos.

Na P3, numa sessão muito atribulada devido à chuva, viria mesmo a ser interrompida, não há muito a concluir, apenas que Hamilton, Rosberg, Alonso e Magnussen não cronometraram tempos e os restantes pilotos rodaram todos acima de 1:50.

Por fim a qualificação que viria também a ser afectada pela chuva, o mais rápido foi Hamilton, sem dar hipóteses a uma concorrência toda ela calculista para evitar males maiores, que conseguiu o melhor tempo em todas as mangas de qualificação. Logo seguido do Britânico apareceram os Red Bulls (Ricciardo em segundo), que parecem estar em crescendo e estão prontos para fazer algumas cócegas à Mercedes, pelo menos a Rosberg já conseguiram superar, até porque este revelou que o seu carro tem tido algumas desafinações ao nível de travões e suspensão o que fez com que numa qualificação perigosa ele próprio se mantivesse calculista o suficiente para não entrar em grandes exageros.

Hamilton

Na 5ª posição de partida aparece Alonso, logo seguido de ambos os Williams, o que pode querer dizer que na largada veremos Massa ou Bottas a tentar a sua sorte como nas anteriores partidas e a conseguir subir algumas posições. Em 8º lugar aparece Hulkenberg, mantendo a Force India em boa posição para pontuar e logo de seguida aparece o surpreendente Vergne, que apesar de já registar um abandono tem tido prestações interessantes.

Grosjean

A surpresa deste GP tem sido mesmo Grosjean que arrecadou o 10º lugar, logo à frente de Raikkonen e Button (estes têm estado bastante aquém das expectativas). Por fim aparecem Kvyat, Sutil, Magnussen, Perez, Gutierrez, Kobayashi, Bianchi, Ericsson e Chilton. Pastor Maldonado, o case study desta época vai partir do pit lane, uma vez que foi desclassificado da qualificação por ter causado vários distúrbios durante os treinos livres.

Por fim a explicação para o melhor andamento dos carros com motor Mercedes em relação aos carros com motor Renault foi descoberta esta semana, quando foram publicados dados técnicos relativos ao turbo de cada uma das marcas. No caso da Mercedes o facto de ter o turbo dividido em duas partes diferentes do motor acaba por assegurar uma melhor refrigeração e um menor volume dos chassis do carro, o que leva a melhor aerodinâmica e a mais capacidade de aceleração com menos aquecimento. Tal pode verificar-se nas seguintes imagens onde é mostrado o esquemático do motor Mercedes e o do motor Renault.

motor mercedes

motor renault

Esperemos que os novos testes ajudem na corrida de amanhã e que a chuva dê tréguas para termos uma boa corrida, até lá vamos mantendo os motores mornos!

 

Quo Vadis Ferrari?

Todos os desportos vivem dos resultados que se obtém na prática deles, todas as pessoas ligadas ao desporto, seja ele qual for, têm o seu tempo útil de ligação a uma dada equipa, consoante forem os seus resultados, ou os resultados que ajuda a obter, que o diga Stefano Domenicalli, o homem forte da Ferrari nos últimos 7 anos e que hoje colocou um ponto final na ligação com a scuderia, numa reunião com o patrão Luca Di Montezemolo.

O último dos engenheiros a ser campeão pela equipa foi precisamente este homem, com Kimi Raikkonen e Massa ao volante do monolugar inteiramente renovado que ele e a sua equipa construíram. Foi um ano de estreia em grande e depois disso uma travessia no deserto apoderou-se da Ferrari. Ano após ano o carro começava mal nas primeiras provas e pouco melhorava daí até meio, sendo que os melhores resultados apareciam sempre para o final, o que arredava completamente os pilotos da mais emblemática marca do grande circo, dos títulos de campeões e a própria scuderia não ganhava o mundial de construtores.

Com a chegada de Alonso e a saída de Raikkonen as expectativas mudaram, no entanto o espanhol nunca facilitou a vida ao italiano. Diz-se que o espanhol não acatava as ordens de Domenicalli, evitava o simulador, era contra as alterações propostas no carro e tentava sempre que possível queimar o engenheiro, no entanto este último sempre fez do espanhol a prioridade da equipa e sempre colocou a equipa a trabalhar em prol dos resultados de Alonso. Contudo os resultados não apareceram.

Sedenta de títulos, com uma época totalmente de lotaria devido às novas regras e com vontade de regressar ao passado, a Ferrari trouxe de volta o último campeão do mundo a pedido de várias pessoas, inclusivé do próprio engenheiro. A boa forma do Finlandês na Lotus e o facto de ser um piloto “sem escrúpulos”, que arrisca agradavam a todos, no entanto a mistura com Alonso parece ter-se tornado bombástica para o Italiano que acabou por ser alvo agora não só de Alonso, mas também de Raikkonen, que aliado aos resultados péssimos da equipa (lembro que no último GP ambos os Ferrari lutavam para estar nos últimos lugares pontuáveis), levou a que Domenicalli pedisse uma reunião com o patrão da Ferrari e apresentasse a sua demissão que foi prontamente aceite (ambos os pilotos fizeram pressão para que o carro fosse melhorado, ao que o italiano nada conseguiu fazer para corresponder).

O seu substituto já está em cima da mesa e é Marco Matiacci, homem que nunca esteve ligado à F1 e que até à pouco tempo era director da Ferrari no continente Norte-Americano. Não me parece ser a melhor escolha, dado a equipa estar já a 78 pontos da Mercedes e ser constantemente a 6ª equipa ao nível das corridas realizadas. Melhorias precisam-se e estas não parecem chegar com pessoas que nunca sequer estiveram ligadas ao mundo da F1. Esperemos que a bem deste desporto isto seja a melhor decisão que a Ferrari vai tomar em 7 anos…

Uefa Youth Champions League

A Uefa decidiu e bem que estava na altura de criar uma competição que preparasse os jovens para o futuro que encontrariam nas suas equipas principais, quando estivessem nas competições europeias. Depois de um grupo privado ter construído a NextGen Series (englobava apenas equipas por convite e apenas as consideradas academias de topo), a UEFA aproveitou as bases e lançou aquela que pode ser a competição junior mais bem sucedida de sempre ao nível de clubes.

De resto esta competição engloba as equipas juniores das equipas que se qualificam para a Liga dos Campeões e tem algumas regras interessantes, de modo a dar aos jovens talentos, a experiência e a preparação essencial para no futuro encararem as competições europeias com naturalidade e muito menos pressão. Entre essas regras destacam-se por exemplo o facto de os jogos serem agendados em função dos jogos da equipa principal e ambas as equipas terem de partilhar a mesma viagem e o mesmo hotel, o que só faz com que a pressão e o ambiente pré jogo da equipa principal, passe também para os miúdos e lhes dê outra bagagem futuramente. No entanto há mais regras interessantes, como por exemplo o facto de um jogador que seja usado três vezes na equipa principal, não possa voltar a jogar na equipa dos juniores, o que faz com que as equipas não sejam desequilibradas e não haja a possibilidade de colocar as “estrelas maiores” em jogos decisivos, tendo de haver uma gestão ponderada da equipa.

Esta competição desde cedo se mostrou bastante equilibrada, mesmo entre equipas teoricamente mais fracas, mas com qualidade de formação bastante boa, o que nivelou sempre os encontros desde a fase de grupos, ainda que por vezes se tenham verificado resultados bastante excessivos. Exemplos disso são por exemplo as equipas de Real Sociedad, ou Shaktar, que dominaram o seu grupo composto por Manchester United e Bayer Leverkusen, ou então o Compenhaga que conseguiu superar a Juventus e o Galatasaray, ficando apenas atrás de Real Madrid. Pode-se ainda destacar CSKA Moscovo e Austria Viena pela positiva e pela negativa apontar os casos de Bayern Munique, Ajax e Basileia de quem se esperava ver muito mais da sua formação. Em parte o caso do Ajax compreende-se pela sua equipa principal estar em renovação e a aposta este ano ter sido maioritariamente em jovens que estavam no último ano de júnior, o que acabou naturalmente por roubar jogadores à equipa jovem.

Logo desde esta fase de grupos, as equipas que viriam a acabar por encontrar-se hoje na final dominaram estrondosamente, de tal forma que Barcelona e Benfica foram os únicos além do Chelsea a conseguir acabar os respectivos grupos em primeiro lugar e com vantagem pontual de 7 e 8 pontos respectivamente sobre o segundo (Chelsea dominou totalmente com 6 vitórias em 6 jogos).

Passados da fase de grupos, as equipas começaram a fase a eliminar com os oitavos de final, aqui já cada uma ordenada conforme a sua qualificação nos grupos e em jogos apenas a uma mão (em caso de empate as regras definem marcação de penaltis para determinar o vencedor). Nesta fase e até à final o Barcelona encontrou o Compenhaga que facilmente arrumou com uns expressivos 4-1, o Arsenal que também ficou de lado com um estrondoso 4-2 e o Schalke 04 onde apenas venceu por 1-0 (este jogo realizado na Alemanha). Do outro lado o Benfica encontrou o Austria de Viena ao qual ganhou por 4-1, o Manchester City que ficou de fora depois do 2-1 em Inglaterra e o Real Madrid que viria a cair na meia-final por expressivos 4-0 na sua própria casa.

Chegados à final onde se encontraram duas das melhores equipas de todo o torneio, verificou-se um grande equilíbrio entre ambas as equipas, desde logo notou-se que o Benfica tinha muita garra e poderia bater os catalães, mas os miúdos de La Masia não se fizeram rogados e mostraram do que são feitos e o que aprendem numa das melhores academias do mundo no momento. Desde logo realçar que o modelo do Barça garante-lhe neste momento que assegure o seu futuro por algum tempo com jogadores a despontar como Munir El Haddadi, Marroquino e melhor marcador da competição com 11 golos (fechou o marcador da final no 3-0 com um golo de levantar qualquer adepto), Adama Traoré, Jordi Ortega ou Roger Riera. No entanto e sendo a sua unidade mais fraca o guarda-redes, que hoje era Andrei Onana, há que felicitá-lo pela sua exibição, impedindo por diversas vezes que o Benfica conseguisse chegar ao golo, com defesas praticamente impossíveis e muitas delas por instinto ou sorte.

El Haddadi

Do lado do Benfica muitas promessas, a melhor sem dúvida Gonçalo Guedes, o avançado que já vai dando nas vistas e aliciando alguns dos tubarões europeus, logo de seguida aparecem Raphael Guzzo e Estrela, todos eles jovens de valor e com potencial para ambicionar chegar à equipa principal.

G.Guedes

Sobre a final muito há a dizer. O Barça entrou forte, a agarrar no jogo, mas o Benfica remava contra isso, de tal forma que a primeira oportunidade coube mesmo aos miúdos da Luz, que acabaram por não concretizar. Pouco depois aos 9′ Rodrigo Tarin do Barça não se fez rogado e depois de uma defesa a dois tempos de Graça, aproveitou bem a bola ressaltada e acabou por marcar o primeiro do encontro. Depois desta situação, um penalty para o Benfica podia dar o empate e abanar o jogo completamente, mas chamado a marcar, Romário com um pontapé forte e colocado manda à barra desperdiçando assim a melhor oportunidade dos encarnados na primeira parte. Daí e até ao meio tempo apenas deu Barça, sendo que o Benfica teve uma ou duas oportunidades, mas foi o Barça pelo miúdo Marroquino que se voltou a adiantar no marcador depois de boa jogada com uma finalização sem hipóteses, onde a defesa dá muito espaço ao ataque dos blaugrana. Na segunda parte a história inverteu-se totalmente e o Benfica queria aparecer e dar a volta ao resultado. Oportunidades não faltaram, mas a inspiração do guarda redes camaronês do Barça, aliada à falta de sorte dos miúdos da Luz, ditou que até fossem eles mesmo a sofrer o golo que fechou o marcador e que contra toda a vontade e querer acabou por retirar a esperança da reviravolta.

primeiro golo

Venceu assim o Barcelona aquela que foi a primeira final desta competição que muito promete nos próximos tempos e que acaba por fazer com que os clubes que se apuram para a Champions se preocupem mais com a formação.champions

Como notas finais destacar o facto da dependência cada vez maior do jogador Africano nas camadas jovens de praticamente todos os clubes, muitos deles em situações algo duvidosas, especialmente relativamente à idade. Acontece em todos os clubes, inclusivé neste jogo pode ver-se 10 jogadores do continente africano em acção. Do lado do Barça, uma parceria entre Samuel Etoo e a academia de La Masia acaba por fazer entrar alguns camaroneses na cantera blaugrana, já do lado do Benfica, a forte ligação a Angola, Cabo Verde e Guiné acaba por fornecer grande parte dos jovens da formação, apesar de ser correcta e positiva esta inclusão de jovens, o facto de virem a tapar grande parte dos portugueses que os plantéis juniores têm acaba por reflectir as situações que muitas vezes se verificam nas equipas principais dos mesmos clubes.

Espera-se muito mais sucesso para esta competição e agora que o Barça defenda bem o título!

 

Ciclismo 2014 #32

volta ao país basco

Foi assim que Contador terminou na segunda-feira a Volta ao País Basco: de beret enfiado na cabeça (bem bonito por sinal) e duas beijocas de duas moçoilas contratadas pela organização da prova.

2ª etapa – ontem

tony martin

O bicampeão do mundo de contra-relógio Tony Martin brilhou na etapa que foi corrida na região de Ordizia em pleno coração do país basco. A etapa convidava a alguns ataques na parte final, apesar de conter 4 contagens de montanha no percurso de 155 km (1 de 1ª categoria; todas elas na primeira metade da etapa) e da última dificuldade do dia (posicionada a cerca de 7 km da meta) não ser uma subida categorizada para o prémio da montanha.

Um fuga de 7 ciclistas, entre eles o bicampeão do mundo, Jon Izaguirre (colocado pela Movistar porventura para estar na frente caso Valverde decidisse atacar Contador; facto que viria a acontecer nessa subida não categorizada com resposta imediata de Alberto Contador; excelente trabalho da Movistar no endurecimento da corrida nos quilómetros que antecederam o ataque de Valverde) e Jan Bakelants (Omega). Apesar de excelentes roladores, tanto Bakelants como Martin são homens que ultrapassam sem grande dificuldade a média montanha, tendo em Ordizia uma grande oportunidade para fazer vingar a fuga. No pelotão, sapiente da boa forma física de Alberto Contador (qualquer ataque dos adversários directos seriam respondido pelo próprio ou pelo próprio mais a ajuda de Kreuziger) a Tinkoff limitou-se a controlar a diferença para depois passar a bola a quem estivesse mais interessado em vencer a etapa. A Orica GreenEdge chegou-se à frente para trabalhar para os seus homens rápidos Michael Matthews e Simon Gerrans. No caso do segundo, um dos chefes-de-fila da equipa, qualquer ataque do australiano teria que se executado entre 10 a 5 km da meta, como o próprio gosta de executar.

Martin e os 6 corredores chegaram a ter 2:40 de vantagem. Com o andamento da corrida, a vantagem foi reduzida. Até à subida final e ao ataque de Valverde, respondido directamente por todos os candidatos à vitória na geral. Com Rui Costa inserido no grupo principal, o português viria até a dar o arzinho da sua graça ao esboçar um ataque que viria a ser concretizado na altura por Phillippe Gilbert da BMC numa altura em que Martin já se encontrava sozinho na frente com 45 segundos de vantagem. Com uma ponta final na qual conseguiu resistir, o alemão habituado a ganhar na luta contra o cronómetro (uma autêntica máquina nesta especialidade) colocou um ponto final na coisa ao chegar isolado com meio minuto de vantagem sobre o pelotão, encabeçado por Ben Swift da Sky.

Na geral nada se alterou em relação à 1ª tirada da prova.

Boa etapa de Rui Costa. O português afirmou que depois de ter perdido 4 minutos e meio na 1ª etapa estaria interessado defender Damiano Cunego e atacar numa etapa se houvesse possibilidade para tal. Nesta etapa, Rui apareceu ao lado do italiano, protegendo-o do vento e colocando-o em condições de não perder tempo para os seus mais directos rivais.

3ª etapa hoje

michael matthews

Na etapa corrida hoje na região de Vitoria Gasteiz, cidade do mítico Alavés, um dos “Michaels” que compõe a nova geração do ciclismo australiano (Michael Matthews, Michael Hepburn, Rohan Dennis) voltou a triunfar ao sprint em Espanha, 1 ano depois de ter chocado meio mundo ao ter vencido 2 etapas da Vuelta ao sprint com apenas 23 anos.

A Orica continuou a lutar desesperadamente por uma discussão ao sprint. A equipa australiana trabalhou bem para anular as fugas do dia (a que durou mais foi a do vencedor da geral da Volta à França do Futuro Koldo Fernandez da Caja Rural) e o jovem sprinter da equipa foi mais rápido que Kevin Reza da Europcar (a Europcar apresenta-se no País Basco com os dois ciclistas negros integrantes da equipa; Reza e Berhane; ambos tem muita qualidade) e Michal Kwiatkowski da Omega.

Alberto Contador continua a liderar a prova com 14 segundos de vantagem sobre Alejandro Valverde e 34 sobre o ciclista polaco da Omega-Pharma Quickstep.

Para amanhã:

Os bascos não brincam em serviço. As etapas são curtinhas mas durinhas. A que irá ligar amanhã Vitoria Gasteiz a Eibar tem apenas 151 km mas, pelo meio os ciclistas terão que ultrapassar 5 contagens de montanha (2 de 1ª categoria; a última a terminar) e 3 de 2ª categoria. Um autêntico sobe e desce que é tão apetecível para ciclistas neste momento despreocupados na geral como Rui Costa, Rinaudo Nocentini, Warren Barguil (Giant-Shimano) Samuel Sanchez (BMC), Mikel Nieve, Jelle Vanendert ou Robert Gesink (Belkin). Acredito que um destes estará na fuga do dia ou lancará o seu ataque na penúltima contagem do dia.

Da Champions #21

Jogo na Baviera, que opôs Bayern Munique de Guardiola, o campeão em título da Champions e o já renovado campeão da Bundesliga, ao Manchester United da Premier League. Na primeira mão em Old Trafford aconteceu o que não era esperado, o Bayern a jogar no estilo característico de Guardiola não conseguiu sair de Inglaterra com a vitória, apesar de ter dominado o jogo a seu bel prazer e reduziu-se a apenas um empate a uma bola. O golo fora era bom, mas não bastava para o que poderia ser uma revanche do Manchester na Baviera.

No entanto o jogo de hoje foi um jogo em tudo diferente. O Bayern entrou a acusar algum nervosismo, parecia que Guardiola teria pedido aos seus comandados para decidirem o jogo rapidamente e poderem relaxar depois, ou então entrou a acusar a pressão dos últimos resultados pós confirmação do campeonato (empatou a 3 com o Hertha e perdeu com o Augsburgo). Isto revelou-se sobretudo na atitude de alguns jogadores. Robben parecia querer decidir o jogo só por si e Dante foi acumulando alguns erros, chegando mesmo a permitir que Rooney chega-se com perigo à baliza de Neuer, no entanto o Inglês desperdiçou aquela que pode ter sido a oportunidade da primeira parte para ambos os lados.

Nas estatisticas e como é característica das equipas de Guardiola, o Bayern goleou de longe, desde os abismais 63% contra 37% da posse de bola às 14 bolas metidas na direcção da baliza contra as 4 do Manchester, simplesmente se viu Bayern, o problema é que quem ganha jogos não é a estatística, mas sim a eficácia e nisso o Manchester esteve por cima.

Que o diga Evra, que logo perto do reatar da partida conseguiu num estrondoso remate colocar os red devils em vantagem, depois de um grande trabalho de Valencia na direita, a passar por três jogadores do Bayern e a evitar que a bola saísse, este coloca a bola tensa para a entrada da área, sobre o lado esquerdo, onde apareceu Evra, que com um remate portentoso e cheio de colocação colocou a bola indefensável no fundo das redes. Nesta fase Moyes respirou de alívio, os próprios adeptos do Manchester pensaram que o jogo estaria bem encaminhado para um bom fim e que bastaria gerir o resultado, mas quem assim pensou caiu no erro, pois imediatamente na jogada seguinte Mandzukic apareceu na frente a finalizar de cabeça uma boa bola colocada por Ribery, após boa combinação com Lahm. Estava assim relançado o resultado, o jogo e a eliminatória. No entanto depois deste rude golpe, o Manchester claramente foi abaixo e pouco mais se viu, sendo que o Bayern aproveitou, meteu o pé no acelerador e só parou aos 3-1, fechando a eliminatória e conseguindo carimbar a passagem às meias com facilidade.

O segundo golo é conseguido por Muller depois de assistência de Robben e onde Vidic fica mal na fotografia (De Gea também não fica isento de culpas) uma vez que deixa Muller praticamente solto sem marcação e antecipa-se mal à bola, sendo que o Alemão apenas tem de empurrar para o fim da baliza. O último golo pertence a Robben, ele que tanto queria decidir o jogo na primeira parte e que na segunda explanou todo o seu perfume de futebol sobre a relva e conseguiu assistir e ainda vir a marcar, num golo em que finta 3 defesas do United, insiste, flecte para o meio e finaliza, colocando a bola rente ao poste, sem hipótese para De Gea (aqui sim se viu o Robben egoísta e individualista).

Se o Manchester e David Moyes tinham ganho o balão de oxigénio na primeira mão desta eliminatória e se achavam que a época ainda podia ser salva, apesar de dificilmente tal acontecer, agora essa ideia parte totalmente para fora da mente de qualquer um. Numa equipa em reconstrução e que está já a pensar mais na próxima época que na presente, já pouco se pode fazer, resta aos homens de Manchester fechar o livro, tomar como exemplo (mau) aquilo que se passou e melhorar bastante para o ano seguinte. O Manchester tem capacidade de reverter a situação, De Gea, Welbeck, Fletcher, Kagawa, Januzasj e mesmo Chicharito têm capacidade de fazer e dar muito mais, mas definitivamente este não foi o seu ano (talvez David Moyes não saiba potenciar todo o seu talento).

Do lado do Bayern, Pep Guardiola é um homem feliz, está nas meias finais da Champions, tem já o campeonato arrumado, tem uma equipa que se pode dar ao luxo de montar um meio campo com Gotze, Muller, Kroos, Robben e Ribery, que dificilmente são jogadores que no seu conjunto perderão para qualquer meio campo de outra equipa. Neste momento é uma incógnita, porque nas meias-finais estarão equipas bastante fortes, mas este Bayern pode ter aqui palavra mais forte a dizer sobre uma eventual repetição do que se viu na final do ano passado.

 

Da Champions #22

Terminou há minutos (no Vicente Calderón e no Allianz Arena) mais uma eliminatória da Champions. Arrisco-me a dizer, em breves palavras, que os quartos-de-final da edição deste ano poderão ficar na história como uma das melhores rondas de sempre da história da prova. Não posso dizer que a ronda tenha tido um único jogo desinteressante nos 8 jogos disputados.

No frenético, entusiasta e saudosista Vicente Calderón, a abarrotar de vermelho, 40 anos depois, o Atlético de Madrid (do mago Simeone; que deliciosa ironia!) volta a atingir as meias finais da prova. 40 anos depois do feito histórico protagonizado por um dos seus maiores símbolos, o recém falecido Luis Aragonés, um dos grandes craques da equipa colchonera que disputou a final da Taça dos Campeões Europeus na época 1973\1974 precisamente contra o Bayern de Munique, um dos possíveis adversários colchoneros nas meias-finais da prova ou até mesmo na final.

Não tenho qualquer pejo em afirmar que, caso este Atlético consiga vencer campeonato e champions, o triunfo é absolutamente merecido. O trabalho que Diego Simeone tem feito numa equipa teoricamente considerada por grande parte da imprensa internacional como um eterno candidato ao 3º lugar em Espanha, está, de que maneira, a baralhar as contas de meia europa.

A crónica mais detalhada sobre a partida do Calderón fica para amanhã. Como amante da arte do futebol, preciso de rever o jogo (ou grande parte deste) para o poder descrever minuciosamente. Acredito que para descrever um jogo destes, ou se descreve com minúcia ou então é preferível não o descrever de todo. Em traços gerais, a entrada do Atlético na partida, ao contrário do que previa (previa um Atlético capaz de colocar um ritmo lento na partida para impedir que o Barça entrasse a todo o gás e pudesse marcar cedo) foi demolidora. Não só pelo golo obtido por Koke, pelas 3 bolas aos ferros da baliza de Pinto mas pela desconcentração pura e pelo nervosismo miudinho que o jogo rápido e açucarado praticado pela equipa de Simeone provocou na incipiente (no jogo desta noite) equipa de Tata Martino. Assertivo também creio afirmar que os catalães sentem algum nervosismo quando não tem bola nos pés. Naturalíssimo dada a matriz em que assenta a sua filosofia de jogo: a posse de bola. Contudo, o nervosismo sentido por Xavi, Messi, Iniesta e seus pares no rectângulo plantado a meio da onda vermelha madridista, resultou, em traços largos, numa enorme quantidade de disparates defensivos na primeira parte (a pressão alta executada pelos colchoneros no meio-campo catalão seguida quase sempre de um recuo das linhas sempre que a equipa da cidade condal conseguia cruzar o meio-campo com bola, obrigou o Barça a jogar mal na saída de bola e a não conseguir meter a bola entre linhas como de resto costuma fazer; Iniesta-Messi-Iniesta com entrada do espanhol em zona de finalização; Iniesta-Messi-Neymar com entrada do brasileiro no espaço livre) numa dificuldade enorme que os catalães tiveram em conseguir arranjar espaço para criar desiquilíbrios (Neymar foi o único capaz de desequilibrar) – por seu turno, o Atlético sempre que foi lá à frente criou perigo. Com Villa a receber mais jogo nos flancos e Adrian com um hábil jogo de área (o avançado também procurou empurrar várias vezes a equipa lá para a frente através de arrancadas individuais quando conseguia ganhar a bola no meio-campo) a equipa ganhou uma enorme mobilidade (com Diego Costa, apesar de Gabi, Koke e Arda serem os mágicos que bem conhecemos, o jogo torna-se ligeiramente mecanicizado para a corrida do avançado naturalizado espanhol) e uma enorme profundidade, que, a bom da verdade, foi a chave do sucesso desta passagem histórica do Atlético. Outra das chaves do sucesso foi a colocação do brasileiro Diego na 2ª parte e o fantástico golo apontado pelo antigo jogador do FC Porto em Camp Nou. Em Madrid começa-se a acreditar que a presença de Diego Ribas no clube é sinónimo de conquistas!

P.S: Monstruosa exibição do nosso Tiago. Posicionamento perfeito do português em campo. É pena o facto do antigo jogador de Benfica, Lyon e Chelsea já ter renunciado à selecção. Na forma em que se encontra é uma mais valia de caras para o meio campo da nossa selecção.

P.S 2: Messi e Iniesta – O primeiro eclipsou-se por completo. Nem pareceu estar em campo. O 2º foi mais marcado que o quinto dos infernos. Quando tinha bola caiam imediatamente três jogadores do Atlético. Simeone sabia perfeitamente que era daqui que vinha metade do perigo deste Barcelona.

No Allianz Arena vi que o Bayern sofreu a bom sofrer para bater o Manchester United. Deixo o comentário para o meu colega de blog André Simões. Não vi o jogo mas gabo desde já David Moyes. Fiquei com a ilacção que contra o Bayern, toda a gente poderá ter visto o melhor Manchester United da temporada.

F1 – GP Bahrein

Final de tarde/início de noite no Bahrein, circuito de El Sahkir com os holofotes a aquecer e o ronronar esquisito dos novos monolugares a fazer-se sentir ao longe e eis que está assim alinhado o início da terceira prova do calendário da F1.

Um circuito rápido e que faz prever espectáculo é tudo o que se quer para prender qualquer amante da F1 ao televisor e se os primeiros dois GP’s foram algo desoladores este trouxe melhores e mais emocionantes lutas por um lugar na grelha final. Uma pista com três sectores, dos quais dois são passíveis de se fazer em velocidade e onde as curvas rápidas predominam em contraste com as curvas lentas (apenas 4), uma pequena “speed trap” no final da recta da meta e duas zonas de DRS (na recta da meta e na recta paralela a esta) compõe esta pista onde a volta mais rápida prevalece no nome de Pedro de la Rosa e data de 2005, na altura com um McLaren-Mercedes e uma volta em 1:31:447s.

Capturar

A qualificação ordenou que os Mercedes partissem da primeira linha, como já vem sendo hábito, apenas alternando entre Hamilton e Rosberg estes lugares (desta vez coube a Rosberg o primeiro), sendo que a surpresa apareceu logo na segunda linha, onde se alinharam Bottas e Perez (Ricciardo havia-se qualificado em terceiro, mas uma penalização relativa a uma partida das boxes fora de segurança no último GP valeu-lhe uma penalização de 10 lugares e consequente largada do 13º posto). Da 3ª linha partiram respectivamente Raikkonen, que fez uma qualificação de melhor nível que ambas as anteriores e Button, respectivamente em 5º e 6º, logo seguidos de Massa e Magnussen nas posições 7 e 8. A defraudar as expectativas apareceram Alonso e Vettel, em 9º e 10º lugar da partida, o que vem confirmar que a RedBull ainda não encontrou o seu melhor carro e que a Ferrari ao contrário das expectativas continua a começar mal as épocas, com um carro que não chega para se bater com Force India ou até mesmo Williams. Em 11º e 12º partiram Hulkenberg (viria a ser a surpresa do dia) e Kvyatt (o rookie que tem dado que falar). Jean Eric Vergne desta vez não conseguiu melhor que uma 14ª posição e na cauda da grelha os piores carros do início de época, onde se contabilizam Gutierrez, Grosjean, Maldonado, Kobayashi, Bianchi, Ericsson, Chilton e Sutil (com uma penalização de 5 lugares por ter forçado Grosjean a uma saída de pista durante a qualificação).

À partida para a corrida, todos os pilotos escolheram partir com pneus macios, à excepção de Vettel e Sutil, que optaram pelos pneus médios, prevendo-se assim que fossem parar mais tarde que os restantes, tentando com isso beneficiar da subida de alguns lugares na grelha durante a corrida. A estratégia das equipas passaria por três paragens, ou num panorama mais risório, apenas duas.

Dada a partida, a corrida começou logo com um interessante duelo entre os Mercedes, Hamilton não se contentou em partir do segundo posto e logo vendeu caro o primeiro lugar obtido na qualificação por Rosberg, de tal forma que na saída da recta da meta, já os dois Mercedes tinham aberto um fosso para os restantes carros e Hamilton acabou por sair vencedor do duelo que se prolongou até à saída da zona de “speed trap”. Bottas por sua vez perdia 3 lugares, descendo para sexto, ao passo que Massa conseguia subir para o lugar do companheiro de equipa, depois de um arranque brilhante, onde conseguiu passar parte dos seus opositores através da passagem pelo meio da pista. Raikkonen também viria a perder lugares descendo à 9ª posição logo atrás do seu companheiro de equipa, isto depois de ter sofrido um toque no seu carro, logo na partida por parte de Magnussen.

Da corrida viu-se finalmente espectáculo, desde os despiques entre os Mercedes, Hamilton atacou logo na partida o seu colega Rosberg, ganhando posição e pelo meio da corrida, Rosberg retaliou, chegando inclusivé a passar à frente do britânico, mas apenas por breves instantes, passando pelas lutas a três entre Hulkenberg, Alonso, Bottas, ou Button e Raikkonen, passando pelo elevado andamento de Ricciardo em comparação com o colega de equipa e tetracampeão Vettel (chegou a queixar-se de problemas no seu DRS e foi obrigado a deixar o australiano ultrapassar), passando ainda pela agressividade de Perez e pela regularidade bastante acima da média de Hulkenberg, ou pelo arriscar típico de novato de Magnussen, todos os ingredientes se conjugaram para uma óptima corrida.

O caso pior aconteceu entre Maldonado e Gutierrez, na volta 41 quando o Venezuelano simplesmente abalroou o Mexicano, que viu o seu carro capotar, naquelas que foram as imagens mais impressionantes desta corrida. De resto esse episódio valeu uma penalização a Maldonado de 3 pontos na sua super licensa e ainda uma penalização a averiguar no próximo GP.

De resto deixo as imagens que são espantosas e deixam qualquer um a pensar na sorte que Gutierrez terá tido de sair ileso.

Depois disto o Safety Car manteve-se em pista até à volta 47, ou seja libertou as últimas 10 voltas para se discutirem os lugares finais.

Por fim a classificação ficou ordenada com Hamilton, Rosberg e Perez, os dois primeiros simplesmente não deram hipóteses nem espaço à discussão para os restantes, sendo que os gaps criados eram sempre enormes para quem vinha atrás (acima dos 15 segundos), o que me leva a relembrar fenómenos semelhantes conseguidos pelas equipas de Ross Brawn, quando por exemplo levou a Brawn GP a ser campeã com Button. De certa forma parece que este senhor tem o talento de colocar as equipas em que pega a correr bem e bem mais que as restantes.

Logo atrás apareceram Ricciardo, Hulkenberg e Vettel e se o primeiro destes andou sempre uns furos acima, o segundo também não se fez rogado e mesmo com o seu Force India foi dando luta, foi servindo de tampão a Vettel (já o fez com Alonso no passado) e vai acumulando pontos fulcrais quer para a equipa, quer para si próprio, fazendo subir as cotações de um e outro. Já a RedBull e o campeão do mundo, vêm a subir de forma, mas ainda se encontram longe do melhor que podem fazer.

Massa, Bottas, Alonso e Raikkonen acabaram praticamente equiparados e muito próximos em termos de tempo entre cada um, o que demonstra bem que os carrosde Williams e Ferrari estão próximos um do outro, ainda assim os Williams têm conseguido mostrar mais andamento.

Dos que acabaram no fim da tabela destaque para Max Chilton. Apesar de ser dos pilotos mais lentos e dos que costuma ficar sempre no último lugar, mostra uma regularidade incrível e não me lembro de o ter visto falhar a conclusão de um GP desde que entrou no Circuito. Pode ser mau, pode ter um mau carro, no entanto esforça-se e tem conseguido marcas menores, mas relevantes para a sua história particular.

Dos que não concluíram destaque para ambos os McLaren que foram forçados a desistir por problemas na embraiagem e caixa de velocidades.

Espera-se agora ver o que acontecerá na China, entretanto por estes dias ocorrem os primeiros testes “in-season” da época, precisamente no Bahrein, veremos se as equipas se mostrarão depois disso em melhor forma ou se tudo se manterá ao mesmo nível.

contratação do dia

adrian ramos

Kloppo e o Dortmund já começaram a preparar a próxima época. Os vestefalianos anunciaram hoje a contratação (valores não revelados= do avançado colombiano de 28 anos Adrian Ramos, actual avançado do Hertha de Berlim. Parece-me assim à primeira vista uma excelente contratação. O colombiano encaixa perfeitamente no jogo do Dortmund pela sua rapidez, pela sua interessante capacidade técnica e pela sua aceitável capacidade de finalização (não é tão finalizador quanto Lewandowski mas por exemplo tem outros atributos interessantes como o facto de ser um jogador rapidíssimo nas transições em contragolpe e capaz de se desmarcar muito bem em velocidade nas costas das defesas contrárias) – em suma, Ramos, tem mais ou menos as mesmas características de Jackson Martinez, mas é um jogador tecnicamente mais evoluído e muito mais rápido e ágil. A favor de Ramos também jogou o  facto de conhecer perfeitamente a realidade do futebol alemão (está no Hertha desde 2009) e em particular da Liga Alemã, na qual já apontou 59 golos em 150 jogos realizados. Nesta temporada já leva 16 golos na Bundesliga.

NBA 2013\2014 #53

nowitzky 2

Com os playoffs a caminho (começam no dia no próximo dia de 19; os Phoenix Suns deram um passe de gigante na última semana para serem, de forma surpreendente, os 8ºs da conferência Oeste) este final de fase regular fica marcado por mais três recordes, 2 individuais, de carreira, outro de um jogo da fase regular e pelo fim de um recorde de época.

1. O alemão Dirk Nowitzky entrou para o 10º lugar do histórico ranking de marcadores da Liga. O alemão de 35 anos, jogador dos Dallas Mavericks, detentor de um poderoso fade away shot (a sua imagem de marca), ultrapassou na lista o também histórico Oscar Robertson, considerado por muitos como um dos jogadores capazes de figurar no Mount Rushmore da NBA (a imaginária adaptação para a NBA do memorial construído nos rochedos de Black Hills of South Dakota com a figura de 4 históricos presidentes norte-americanos) com os 21 pontos obtidos na vitória dos Mavs em Utah. Nowitzy tem agora 26714 pontos, estando a 232 da antiga estrela de Houston Hakeem Olajuwon (ainda ultrapassável na presente temporada caso Nowitzky mantenha a sua pontuação regular nos 3 jogos que faltam disputar na fase regular e em 7 ou 8 jogos de playoffs) e a 599 de Elvin Hayes. Dirk é o 2º jogador com mais pontos em actividade. O primeiro é Kobe Bryant (31700) e o 3º é Kevin Garnett com 25614 pontos.

2. O quarentão de Los Angeles Steve Nash tornou-se o 3º jogador da história da liga no capítulo das assistências. Nash passou nesta madrugada Mark Jackson (actual treinador dos Golden State Warriors).

3. No jogo em Nash se consagrou no top 3 do respectivo recorde de carreira, os Lakers averbaram mais uma derrota volumosa. Derrota por inacreditáveis 145-130 contra os Houston Rockets de James Harden. A equipa de Houston apontou 49 pontos no 3º período, máximo de pontos apontados por uma equipa num período já que estamos numa de recordes. A equipa de LA somou o 3º jogo desta temporada a sofrer mais de 130 pontos. A equipa de Houston ganhou a Oklahoma no fim de semana num jogo que ficou marcado pelo record obtido por Kevin Durant. O extremo de OKC bateu um velhinho record obtido nos anos 90 por Michael Jordan: 41 jogos consecutivos a marcar 25 ou mais pontos.

4. O record de Durant terminou ontem. O jogador da equipa orientada por Scott Brooks apenas somou 23 pontos na vitória de Oklahoma frente aos Sacramento Kings.

2. Meanwhile in Detroit…

Dumars

Dumars 2

O histórico jogador e actual general manager dos Detroit Pistons Joe Dumars, poderá renunciar ao cargo que ocupa no final desta semana. Já tinha abordado aqui neste blog o facto de, para Detroit, esta ser uma temporada decisiva. Os Pistons tem sido desde o desmembramento da geração campeã em 2004 (Rashid Wallace, Ben Wallace, Richard Hamilton, Antonio McDyess, Tayshaun Prince, Chauncey Billups) uma das equipas que mais prejuízo dá dentro da liga. Ao prejuízo somam-se os péssimos resultados obtidos nas últimas 3 épocas (últimos lugares da conferência este na fase regular) e um rebuild lento e pouco eficaz face às ambições conhecidas dos Pistons: um franchise pretendente ao título da NBA pelo menos numa época por década.

Face a um crónico défice de bilheteira registado no Palace of Auburn Hills (como bem sabemos, a cidade de Detroit está perto da falência e conta neste momento com milhões de desempregados e com várias partes da cidade parcial ou totalmente desertificadas) a presidência da equipa apostou tudo este ano para chegar aos playoffs com as entradas de Brandon Jennings, o italiano Gigi Datome (via draft) e Josh Smith para uma equipa epicentrada nos postes Andre Drummond e Greg Munroe. Os próprios bilhetes para os jogos dos Pistons em casa eram oferecidos a preço de saldos. Cheguei a ver a meio da temporada, entradas individuais a 8 dólares e colectivas de 8 pessoas a 70 dolares com várias ofertas. A equipa ainda chegou a ameaçar a possibilidade de ir aos playoffs na primeira metade da época mas, na 2ª metade, sucumbiu. O presidente da equipa Tom Gores crê que está na altura de renovar os seus quadros directivos. Como nos últimos anos, Gores tem perdido imenso dinheiro na equipa, não há coisas de coração (Dumars é um dos consagrados de Detroit tanto como jogador como na pele de dirigente) que resistam a um mau investimento.

4. O segredo de Greg Popovich. Bom artigo escrito na Bleacher Report.

O segredo de Popovich é a escolha de um grande jogador por geração, assegurando a equipa que esse jogador é um jogador de franchise. Fazendo uma analogia ao lema do FC Porto, Popovich quer um jogador à Spurs. Como David Robinson, Tim Duncan, Tony Parker, Manu Ginobili ou agora Kahwi Leonard por exemplo. Ou seja jogadores com características de sucesso, prontos a vencer a qualquer momento, reservados, trabalhadores, respeitadores das suas regras (em San Antonio a coisa funciona assim: Se Pop diz x, é x e ninguém ousa contrariar Pop porque toda a gente sabe que Pop sabe bem aquilo que faz) e tecnica e defensivamente evoluídos. Não é por acaso que San Antonio é uma das raras equipas do Oeste que defende tão bem ou melhor que as habituais grandes defensoras da Liga, as equipas da Conferência Este.

Curiosidades da Champions

José Mourinho continua a acumular recordes ao seu currículo e à lista dos recordes portugueses (lembro que Ronaldo já igualou o recorde de golos marcados numa época com 14 golos, a primeira marca pertence a Messi, na época 2011/2012) com a passagem às meias-finais da Champions, o que mantém o treinador português 100 por cento vitorioso no que diz respeito a trajectos nesta competição até aos quartos de final (passagem de eliminatórias), sendo esta a oitava vez que Mourinho carimba a passagem para as meias da competição.

Curiosidade é o facto de no jogo de ontem terem sido dois substitutos aos habituais titulares a decidirem o jogo (Schurrle e Demba Ba), o que motiva ainda outra curiosidade pois é a primeira vez esta época que dois suplentes marcam e decidem um jogo.

Digam o que disserem, eu próprio já tinha crucificado o Chelsea nesta eliminatória e nunca pensei que viesse a dar a volta, no entanto a vitalidade do golo marcado em Paris e o discurso correcto e motivacional de Mou ao longo da semana fez com que a história se escrevesse de outra forma.

Por outro lado, em Espanha o Real também quebra recordes e ontem viu-lhe ser atribuída a passagem à sua 30ª meia-final europeia, no entanto e por ter perdido o jogo por 2-0 com o Dortmund, ficou arredado da sua série de 34 jogos consecutivos a marcar.

Da Champions #19

Este seria um dos dias em que eu gostaria de ter o dom da “ubiquidade televisiva” para poder ver com atenção os dois jogos disputados. Acabei por ver pedaços dos dois jogos, com maior incidência para o Borussia de Dortmund vs Real Madrid a partir do 2-0. No entanto, aqui ficam algumas das ilacções que fui tirando do que vi das duas partidas:

Chelsea vs PSG

  • A ausência de Zlatan Ibrahimovic. O PSG sentiu de que maneira a ausência do sueco, apesar de, sem ele, continuar a ter uma equipa muito bem montada e com um futebol bastante interessante. Thiago Motta soube aliar a inteligência ao físico e ao seu irrepreensível posicionamento. Matuidi continua a trilhar a sua evolução. É o pulmão desta equipa. Preenche de que maneira o meio-campo dos parisienses e já se sente bastante confortável na manobra ofensiva da equipa. Verrati é um poço de talento. No entanto, faltou ali no último terço do terreno o toque mágico do sueco, tanto a criar para si como a criar para Cavani. O Uruguaio esteve um tanto ou quanto solitário na frente. A lesão do sueco complicou a vida de uma equipa que sabia que tinha que marcar em Stamford Bridge para poder seguir em frente.
  • O futebol a toda a largura do terreno do Chelsea com um cavalão chamado André Schurrle. Está um senhor jogador. A segurança defensiva demonstrada novamente por Azpilicueta facilitou bastante a tarefa do alemão e de Willian quando o brasileiro caiu no flanco esquerdo. David Luiz deu conta do recado. Incansável perante um meio-campo parisiense em superioridade numérica. O brasileiro não se negou à batalha e assegurou quase sempre bem as transições da equipa de Mourinho. Oscar fez a exibição do costume. Pragmatico a pensar e a executar, impecável no capítulo do passe. O alemão foi novamente a alma na equipa. Fez meia dúzia de arrancadas de sonho, partindo sem medo contra a defensiva parisiense. Teve o mérito de tocar o sinal de alarme quando marcou o golo inaugural e poderia ter dado a cambalhota no marcador no início da 2ª parte quando atirou à barra da baliza de Salvatore Sirigu.
  • Dois momentos fulcrais: Conheço Demba Ba e Cavani como pontas-de-lança possantes (o uruguaio melhor tecnicamente, repentino e mais virtuosista que o eficaz avançado senegalês, homem de último toque) e eficazes. No jogo de Stamford Bridge, o primeiro poderia ter dado o xeque-mate na eliminatória quando aos 78″ na cara de Petr Cech atirou por cima da barra da baliza defendida pelo checo. O segundo, dado várias vezes como dispensável pelos Blues foi o herói improvável de uma eliminatória na qual o PSG sai de cabeça erguida, muito em virtude do banho de boca agraciado aos Blues nos primeiros 20 e últimos 20 minutos do jogo do Parc des Princes.
  • Heróis precisam-se. Marquinhos poderia ter executado um autêntico golpe de teatro no último minuto da partida quando obrigou Petr Cech a uma defesa que valeu por um golo. A jogada é brilhante. Desde a abertura a rasgar (de Lucas Moura rodeado por 4 adversários junto à linha lateral? emendem-me se estiver errado) para a entrada de Maxwell pelo flanco direito e pela solução trilhada pelo brasileiro no passe para o seu compatriota, numa altura do jogo em que, teoricamente, qualquer jogador, cego por um nicho concedido pelos adversários para almejar a baliza adversária, tenderia a rematar sem critério à baliza. O brasileiro colocou a bola na gaveta mas o checo foi lá buscá-la e assim garantiu a passagem da turma de Mourinho às meias.

Uma lição que Ancelotti jamais deverá esquecer. Podiam ter sido meia dúzia se não fosse São Iker Casillas, o dito suplente que costuma brilhar neste tipo de momentos. Convem relembrar que Klopp jogou sem algumas peças chave na engrenagem da equipa como Schmelzer, Ilkay Gundogan, o polaco Kuba (desculpem lá mas não gosto nada de ter que ir fazer copy paste do apelido do dito cujo)

  • Marco Reus. Elegantíssimo. Dois golos resultantes de duas falhas defensivas da defesa madrilena. A que provocou o 2º golo do médio alemão não deveria acontecer nem num jogo de iniciados. Quando a eliminatória parecia morta, os dois golos do alemão catapultaram a equipa de Jurgen Klopp para a sua melhor exibição da temporada.
  • A dialéctica Kirch\Jojic-Mhkytarian-Reus – O primeiro assumiu uma postura mais defensiva perante um Real Madrid que, exceptuando em um ou outra aceleração de Modric no miolo, teve dificuldades em sair a jogar. O sérvio foi incansável. Prova de que o futuro da equipa da Vestefália poderá passar e muito pelos seus pés e pelo seu enorme espírito combativo. Os dois procuraram Mkhitaryan, que, por sua vez, teve o condão de acelerar o jogo e procurar a grande referência da equipa Marco Reus. Encadeamento lógico do futebol ofensivo da equipa de Jurgen Klopp. Mesmo a perder na eliminatória, a equipa germânica nunca perdeu a compostura e nunca se deixou vencer pela ansiedade, procurando construir jogadas com princípio, meio e fim. O alemão jogou bonito mas simples. Combinou de forma fantástica com Kevin Grosskreutz, e, apesar de encostado à esquerda (como gosta) pautou o jogo do Dortmund como quis com as suas fantásticas acelerações em drible e com os seus venenosos cruzamentos para a área.
  • Pepe – Vingou-se do poker de Robert Lewandowski na eliminatória disputada em 12\13. Obrigou o polaco a ter que vir buscar jogo muito atrás. Não quero com isto dizer que o polaco não faça este tipo de movimentações muitas vezes porque de facto faz. Na área, conseguiu segurar o intenso jogo posicional do polaco. Imperioso no jogo aéreo. Falhou apenas em dois ou três lances. Num deles, em conjunto com Sérgio Ramos, deixou Mhkytarian solto na área com possibilidade de fazer o 3-0. Valeu a arrojada defesa de Iker Casillas ao remate à queima roupa do armeno.
  • Sem Ronaldo, o ataque merengue esteve na maioria das vezes desinpirado. Só nos últimos 15 minutos é que o Real conseguiu criar perigo. 2 remates fortíssimos de Benzema, outro de Bale (defendido com pompa por Weidenfeller), 1 saída arrojada de Weidenfeller a Bale e um remate colocado de Isco na esquerda. Todos estes lances aconteceram numa altura em que o balanceamento ofensivo do Dortmund partia por completo o jogo e dava hipóteses aos jogadores madrilenos de colocar rapidíssimos contra-ataques.
  • Um estratega chamado Modric e um incansável Carvajal. O terreno do Signal Iduna Park (Westfallen Stadium) foi o principal inimigo da equipa madrilena. Várias foram as ocasiões de jogo em que denotei que os jogadores do Real tiveram muitas dificuldades para ter a aderência ideal ao estádio da equipa germânica. Como quem diz, escorregaram bastantes vezes. Tal facto teve os seus custos. Os jogadores do Dortmund foram muito mais rápidos na sua forma de jogar e na forma em que como abordavam defensivamente as tentativas de circulação que Modric, Xabi Alonso e Isco tentavam desempenhar. O croata esteve ao seu nível. Uma autêntica formiguinha. Incansável defensivamente, brilhante nas transições em velocidade, com a capacidade de passe e visão de jogo que lhe é tão característica. O lateral fez a melhor exibição da época. A missão que teve em mãos foi dura: Durm e Grosskreutz e um tendencial posicionamento de Reus naquele flanco não é pera doce para nenhum lateral. Ainda para mais, Carvajal voltou a contar com o auxílio defensivo de Gareth Bale a espaços durante a partida, cabendo a Modric fechar aquele flanco quando o galês não tapava o flanco. Certinho a defender e a atacar, Carvajal foi ao limite das suas capacidades. Para quem acusava o antigo lateral do Bayer de Leverkusen como um péssimo defensor, creio que hoje, este deu mostras que afinal não é tão mau defensor quanto o pintam. Com um punhado de excelentes desarmes no seu flanco a Grosskreutz, impediu que o ala do Dortmund criasse ainda mais perigo para a equipa alemã.
  • Um Casemiro muito verde. O brasileiro andou a bater em tudo o que mexia. Sempre fora dos timings. Nesta altura da temporada, a destreza de Khedira faz muita falta a este Real.
  • Heróis precisam-se. São Iker sabe muito bem o que é ser herói. No primeiro golo de Reus deu uma fífia de todo o tamanho. Aquelas saídas malucas dos postes à lá Casillas. Emendou na 2ª parte com 2 paradas do outro mundo: uma Mhkytarian, outra a outra a Grosskreutz numa grande jogada cujo obreiro foi o polaco Piczczek quando o Dortmund encostava por completo o Real Madrid às cordas.
  • A sorte, a mãe de todos os campeões – Na primeira parte, Henrikh Mkhytarian atirou ao lado. Na segunda parte fez tudo bem e acertou no poste. Na recarga Grosskreutz amarelou (na mesma pigmentação do amarelo da camisola do clube) e atirou por cima. Se estas bolas entram (fariam 0 3-0) seriam o KO do Real na competição.
  • A defesa de Weindenfeller ao penalty marcado por Angel Di Maria. O argentino escorreu e o alemão aproveitou. Se o antigo jogador do Benfica tem aproveitado a oportunidade construída por Coentrão na esquerda, o Real teria selado ali o apuramento para as meias-finais. O argentino desperdiçou, o Dortmund galvanizou-se e o Real teve que sofrer.

a entrevista de Figo ao Gazzetta Dello Sport

No dia em que o novo investidor do Inter, o indonésio Erick Thorir afirmou que Mazzarri é para ficar. Figo não tem totalmente razão: o Inter de Milão não tem que mudar o chip. Tem que criar o chip. O clube milanês encontra-se desde a saída de Mourinho sem uma aparente estratégia a médio prazo, incapaz de conseguir ressuscitar do marasmo experimentalista a que se tem votado nos últimos anos. Sou daqueles que defende que os actuais valores presentes no Meazza poderão dar uma equipa de futuro. A espinha dorsal do Inter (Handanovic, Juan Jesus, Rannochia, Jonathan, Nagatomo, Guarín, Mateo Kovacic, Ricky Alvarez, Hernanes, Rodrigo Palacio e Mauro Icardi; aqueles cujo futuro passará nos próximos anos pelo Meazza; a juntar aos veteraníssos Cambiasso, Samuel, Milito e ao reforço confirmado Nemanja Vidic e aos ascendentes Lorenzo Crisetig, Isaac Donkor, Wallace, Francesco Bardi e Marco Benassi e Marko Livaja) tem asas para voltar a competir pelo scudetto. No entanto falta aqui qualquer coisa, uma vedeta, um ou dois agitadores numa equipa com uma filosofia equilibrada, ao estilo Mazzarri. Hernanes não é esse agitador. Muito pelo contrário. Hernanes é um dos melhores jogadores do mundo em prol do colectivo. O mais próximo que a equipa tem desse tipo de jogador é Ricky Alvarez. Aprecio o argentino pela objectividade que incute no seu jogo, apesar de não ser, nem de perto nem de longe um tecnicista puro. Porém, o argentino e Freddy Guarin são neste momento muito escassos para ambicionar vencer a Serie A.

Superbock! Fresquinha! #94

Continuo a acreditar que as suspensões do Conselho de Disciplina da FPF a presidentes de clubes por declarações ofensivas valem o que valem: um balde de pipocas e mais uns euros para os cofres da FPF. Não é o caso da suspensão aplicada ao presidente do FC Porto. Falou e falou muito bem. A arbitragem de Rui Costa no jogo contra o Estoril na amoreira foi do mais nojento que vimos durante esta temporada.

Ciclismo 2014 #31

fabien cancellara

Ronde Van Vlaanderen – Volta à Flandres, Bélgica – Ontem

O magnífico Fabian Cancellara escreveu ontem mais uma página de história na sua carreira ao ser pela 3ª vez vencedor da prova belga, 5º vitória suiça na prova. Cancellara junta-se assim a um lote de vencedores por 3 vezes no qual estão ciclistas como Johan Museeuw ou Tom Boonen. Boonen esteve presente na prova e ainda tentou dar um arzinho da sua graça.

259 km a separar Osteende e Blankenberg. Pelo meio, dezenas de corridas, segmentos em pavé e uma loucura de corrida, cheia de nervosismo e de aparatosas quedas.

Foi precisamente uma queda que pautou as primeiras das 6 horas de corrida disputadas na clássica Belga, clássica que serve de antecâmara para a clássica dos heróis, para o Inferno do Norte, o Paris-Roubaix, clássica que se irá disputar no próximo domingo. Para todos os leigos em ciclismo passo a explicar: a Paris-Roubaix é uma clássica disputada entre a capital francesa e o mítico velódromo da pequena cidade da região de Pas de Calais (o mais antigo velódromo ciclístico francês) na qual os ciclistas tem que superar cerca de 2 dezenas de segmentos de estrada em pavê (barro e paralelo). A prova contém um nível de espectacularidade enorme pela sua extrema dureza, pelas dezenas de quedas que acontecem e pela diabólica situação de corrida decorrente, com ataques e mudanças de posições constantes ao longo da prova. É uma daquelas clássicas que merece ser vista do princípio ao fim. Para não me alongar mais, voltando à Volta à Flandres…

Foi este o momento mais negativo da corrida. Protagonizado precisamente por um dos vencedores da Paris-Roubaix, o belga Johan VanSummeren da Garmin, um dos candidatos à vitória na prova de ontem. Numa altura em que o pelotão rolava a alta velocidade (km 60), o belga embateu violentamente contra uma idosa que se encontrava sentada à beira da estrada. A senhora está hospitalizada em estado muito grave. O ciclista afirma que o corredor que está traumatizado com o sucedido. Não é para menos.

No momento em que Van Summeren bateu contra a espectadora, na frente, rolava a primeira fuga do dia. 11 ciclistas foram os primeiros a evadir-se à aventura na dura prova belga, quase todos de equipas belgas menos cotadas. O mais cotados na fuga eram o sul-africano Daryl Impey da Orica e o norte-americano Taylor Phinney da BMC. Nas primeiras horas de corrida, sucederam-se várias quedas.  Luke Durbridge (Orica), Yaroslav Popovich (Trek), o duas vezes vencedor da prova Stijn Devolder (Trek) ou Step Vanmarcke (homem que depois viria a atacar na fase decisiva da prova) protagonizaram as quedas mais feias da prova. O experiente ucraniano da Trek também foi literalmente cuspido da bicicleta contra um espectador na beira da estrada.

As quedas foram partido o pelotão em vários grupos. Aproveitando a confusão, Peter Sagan decidiu sair do pelotão, obrigando os Omega (Boonen, Stybar e Terpstra) a trabalhar para o apanhar. À espreita encontravam-se nesse grupo homens como Edvald Boasson Hagen (também tentou atacar a 40 km da meta), Alexander Kristoff (Katusha) Fabien Cancellara, Anulado Sagan, os Omega conseguiram controlar o grupo principal até às mexidas que aconteceram após a colina de Kruisberg, uma das pendentes mais inclinadas do percuso, quando, na sua descida, Greg Van Avermaet (BMC) e Stijn Vandenberg (um dos altões da Omega) atacaram. Resposta imediata de Step Vanmarck e Peter Sagan. Na resposta de Sagan, quem viu a transmissão televisiva da prova pode apreciar as informações que o director desportivo da Cannondale ia dando ao eslovaco, pedindo-lhe que se mantesse em posição intermédia até 18 km da meta, altura em que os corredores iam subir a última grande inclinação do dia, a lendária Oude-Kwaremont. Nessa inclinação, pedia o director da Cannondale para Sagan fazer um dos seus ataques demolidores. Os dois ciclistas rodaram muito bem na frente. Boonen e Terpstra abandonaram a frente da corrida. O primeiro teve inclusive dificuldades em acompanhar o ritmo do grupo principal, cuja perseguição estava entregue a Kristoff e a Cancellara.

Foi precisamente na Oude-Kwaremont que Cancellara viu o cenário perfeito para atacar e colar-se aos da frente. O suiço atacou, Sagan não conseguiu acompanhar, Vanmarcke conseguiu aguentar o ataque do suiço e os dois corredores acabariam por colar-se a Van Avermaet e Vanderbergh nos últimos quilómetros.

Habitual nestas corridas, a constituição do quarteto provocou as habituais danças tácticas com os ciclistas a esboçarem ataques e contra-ataques para poderem vencer a prova. Só a 300 metros do fim, em posição privilegiada para sprintar (na cauda do grupo), Cancellara lançou o sprint e venceu um estafado Greg Van Avermaet em cima da linha de meta. O Belga voltou a falhar o objectivo de vencer uma das 5 maravilhas das clássicas da primavera (Flandres, Roubaix, Liège, Amstel Gold Race, Milão-São Remo) apesar de ter merecido claramente a vitória. Valeu novamente a enorme ponta final de Cancellara. O suiço soube resguardar-se e ler muito bem a corrida, respondendo e atacando no timing correcto aos ciclistas correctos. No final, a excelente posição na cauda do grupo aliada à sua habitual frieza na finalização de etapas, garantiu ao suiço de 33 anos a 3ª vitória na prova e 7ª nas 5 maravilhas da primavera (em 25 participações; 14 pódios).

 

GP Miguel Indurain valverde 4

Neste fim de semana, correu-se em Espanha a edição deste ano do GP Miguel Induraín. Tendo como pano de fundo a Volta ao País Basco (começou hoje), Alejandro Valverde conseguiu a sua 6ª vitória da temporada (depois das vitórias em Murcia, Roma Máxima, geral da Andaluzia e 2 etapas na prova andaluz) depois de bater Tom Jelte Slagter da Garmin. O holandês da equipa Norte-Americana voltou a mostrar a sua apetência para as clássicas. Acredito que o holandês será um das maiores figuras deste tipo de provas a partir da próxima temporada.

Da prova espanhol ficou o excelente resultado obtido por André Cardoso. O português da Garmin foi 4º classificado a 1 minuto e 2 segundos do ciclista da Movistar.

Vuelta a La Rioja

Em Espanha também se correu a Volta a La Rioja. A 54ª edição da prova foi encurtada apenas a 1 etapa, à semelhança daquilo que aconteceu com a Volta a Murcia por exemplo. Marcaram presença na prova espanhola nomes como o sprinter Brett Lancaster (Orica), Igor Antón (Movistar), Michael Albasini (Orica) e as equipas portuguesas da Louletano-Dunas Douradas e Boavista Radio Popular.

Michael Matthews da equipa australiana venceu a prova, batendo ao sprint Francesco Lasca da Caja Rural e Carlos Barbero da Euskadi. O melhor português foi Federico Figueiredo da Radio Popular na 14ª posição.

Volta a Limburg

Moreno Hofland

Vitória para o sprinter da Belkin Moreno Hofland. O Holandês, vencedor de uma etapa no Paris-Nice, 2º na Kuurne-Brussels-Kuurne, bateu Simone Colbrelli da Bardiani e Mauro Finetto da Neri na linha de meta.

Volta ao País Basco – 1ª etapa

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Alberto Contador começou a ganhar no País Basco. Em Ordizia, pleno coração do País Basco, o espanhol da Tinkoff voltou a provar que está embalado para uma grande temporada. Contador atacou com Valverde na última passagem pela 2ª categoria categorizada entre os 10 e os 7,5 km para a meta, deixou o ciclista da Movistar para trás, aguentou a vantagem obtida na descida e venceu isolado na pequena localidade de 10 mil habitantes.

Péssimo dia para Rui Costa. O português desapareceu das imagens antes da última passagem pela subida de Gaintza, acumulando mais de 4 minutos para o líder. Se por um lado o resultado é péssimo (o Rui fica irremediavelmente afastado pela luta da geral), por outro lado, a péssima classificação justifica-se pelo uso da bicicleta suplente (apesar de ter a medida do ciclista, foi pouco utilizada pelo ciclista; a bicicleta principal do português desenvolvida pela Mérida não chegou a tempo da primeira etapa) e pelo cansaço acumulado no terrível dia de espera ontem vivido pelo português no aeroporto na viagem para o País Basco com atraso de 10 horas no voo. Este resultado irá permitir uma maior liberdade de ataque ao ciclista português nas próximas etapas visto que 4 minutos de atraso para a liderança deverão permitir uma maior probabilidade de ataque sem resposta directa dos favoritos à geral da prova. No entanto, também me parece assertivo afirmar que dentro do pelotão ninguém deixa sair de ânimo leve o campeão do mundo. Quem sabe se poderemos ter o ciclista da Póvoa do Varzim ao ataque já amanhã numa etapa que tem um perfil do seu agrado.

Corrida dominada do início ao fim pela Movistar e pela Tinkoff. Uma fuga com Matteo Montaguti (AG25) foi anulada a tempo do momento das decisões (a última passagem pela 2ª categoria de Gaintza, um autêntico muro com pendentes de 15% e 20% em alguns pontos, em particular nos primeiros 500 metros). Tanto a equipa espanhola como a equipa dinamarquesa colocaram muita gente na frente do pelotão de forma a fazer uma selecção dos candidatos logo nesta primeira etapa. Recordo que esta prova só tem chegada em alto na 4ª etapa na quinta-feira. Mikel Nieve (Sky), Damiano Cunego (Lampre), Cadel Evans (BMC), Michal Kwiatkowski (Omega-Pharma-Quickstep), Yuri Trofimov (Katusha; excelente etapa deste ciclista russo) e Jean-Christophe Perraud (afirmou ontem ter algumas ambições na prova; 1 semana depois de ter vencido a geral do Criterium da Córsega) aguentaram o máximo que puderam. Excelente trabalho da Movistar na aproximação à última dificuldade do dia com um grande trabalho de Benat Inxausti a endurecer a corrida. Até ao momento em que Valverde tentou o ataque logo no início da subida e Contador não só o acompanhou como o ultrapassou com um ataque demolidor.

O espanhol conseguiu 13 segundos de vantagem no Alto da Gaintza para Valverde e 30 para o grupo formado pelos nomes supra-citados, diferenças que se mantiveram aquando da chegada dos ciclistas à meta. Contador sobe defender a vantagem na descida e com a vitória nesta 1ª etapa, ascendeu à liderança da prova.

pais basco

André Cardoso chegou integrado no grupo de Frank Schleck (Trek), Samuel Sanchez (BMC), Robert Gesink (Belkin), Simon Spilak (Katusha) e Tejay Van Garderen (BMC) a 58 segundos de Contador. Os ciclistas da BMC Racing Team foram as maiores desilusões do dia. Pela forma apresentada por Van Garderen na Catalunha, esperava-se que o all-rounder Norte-Americano fosse capaz de acompanhar Contador. O basco, a correr em casa, também esteve um furo abaixo daquilo que costuma fazer na prova.

A etapa de amanhã tem um perfil duríssimo. Os ciclistas costumam catalogar este tipo de etapas de “rasga pernas” pela quantidade de descidas e subidas que o traçado apresenta. Apesar das 4 contagens de montanha estarem posicionadas longe da meta (a de 1ª é a última), após a última contagem de montanha, o percurso é um sobe e desce constante, existindo uma subida de 4 km não categorizada a 5 km da meta.

insólito #4

olhanense

Nem de propósito, tomando em conta o post que escrevi há algumas horas atrás sobre a Olhanense. Não tenho palavras para descrever a situação que se poderá viver em Olhão esta semana. Comparável apenas à situação vivida em Genoa (no Genoa) quando o maluco presidente dos genoveses Enrico Preziozi decidiu (a meio de um tortuosa serie A) despedir Alberto Malesani a meio da temporada, contratar Pasquale Marino por algumas semanas e despedi-lo para contratar novamente Malesani para salvar o clube da descida de divisão.

Giuseppe Galderisi é quem tem menos culpas no cartório. A procissão começou precisamente na temporada passada quando Isidoro Sousa foi buscar o Olhanense Manuel Cajuda para garantir a manutenção num cenário interno de incumprimento salarial perante o plantel. Cajuda sacrificou-se pelo clube da terra, endireitou o barco e com a manutenção praticamente garantida foi despedido por Isidoro Sousa a duas jornadas do fim. Veio Abel Xavier. Pouca experiência e um plantel cuja qualidade deve ser catalogada com um adjectivo simpático como comezinho. Com a chegada de Xavier, chegaram também os empresários italianos. À perna com os sócios, com imensas dificuldades de tesouraria e com a possibilidade de iniciar a época sem um plantel competitivo, capaz de fazer um campeonato tranquilo, Isidoro Sousa caiu no conto do vigário: os italianos prometiam dinheiro fresco e um conjunto de jogadores, quase todos estrangeiros, alguns com alguma experiência, maior parte sem mercado em nenhuma parte do planeta futebol.

És pago com o nosso dinheiro, portanto obedeces às nossas regras…

Pensavam os italianos. Chegaram, viram e viram Xavier vencer nas primeiras jornadas. Puro desconhecimento ou não da realidade do nosso futebol, os ditos começaram a pensar que a montra angariada para os seus activos até poderia ser benéfica para fazer umas vendas. Foram falar com o treinador e pediram-lhe que lutasse pelas competições europeias. O resto da história já a conhecemos: conaisseur da realidade, Abel Xavier sabia que poderia garantir uma época tranquila. Como o próprio disse, mais que isso seria pedir o impossível. Bateu com a porta. Veio Paulo Alves. Desempregado. Pouco tempo aguentou em Olhão. Até que os italianos decidiram contratar o boneco mais à mão, um tal de Giuseppe Galderisi, homem com um percurso interessante enquanto jogador e totalmente desinteressante enquanto treinador. Para o italiano, o desafio de Olhão significava tudo aquilo pelo qual não tinha passado enquanto técnico de futebol: a possibilidade de treinar um clube do 1º escalão de um determinado país. Com Galderisi também vieram mais reforços. E a coisa não melhorou.

insólito #2

já não me lembrava de dois auto-golos de um jogador no mesmo jogo desde o célebre 1-2 do Benfica ao Sporting em Alvalade na temporada 1998\1999 quando Beto, mais propriamente, o central, o ex da boazuda da Filipa de Castro, Roberto de Deus Severo, amedrontou-se com o falido (mas inquebrável e de cabelo incortável) Jorge Cadete, aquele que tinha proferido nos dias antecedentes a esse jogo (o primeiro da carreira contra o Sporting; penso que o primeiro pelo Benfica depois de ter sido contratado ao Celta de Vigo) que ia “comer a relva se fosse preciso”, borrou a cueca e meteu dois secos na nossa baliza, à altura defendida pelo Tiago ou pelo Nélson (penso que já era o Nélson).

P.S: Aconteceu precisamente ao lateral-direito do Reims Aissa Mandi no jogo de sábado frente ao PSG.

insólito #1

Felipe Melo deu show no quente derby de Instambul, vencido pelo Galatasaray por 1-0. Os comandados de Mancini reduziram para 7 os pontos de diferença em relação ao eterno rival, tendo no entanto mais 1 jogo por disputar a equipa de Bruno Alves e Raúl Meireles.

No derby da maior cidade turca, o mítico guardião da selecção turca Volkan Demirel foi a grande estrela do encontro, evitando a goleada dos líderes da prova perante uma autêntica avalanche ofensiva. O árbitro da partida mostrou 16 cartões amarelos e 2 cartões vermelhos por acumulação.

Felipe Melo é um show. O mauzão, outrora bidone d´oro (prémio atribuído ao pior reforço da temporada na Liga Italiana pela imprensa desportiva), outrora jogador que esteve para reforçar a Académica quando ainda alinhava no Brasil (os empresários de Felipe Melo nessa altura da carreira eram os mesmos que forneciam jogadores brasileiros à Briosa; acabaram por colocá-lo na Europa a partir do Racing de Santander), o “romântico”, epíteto pelo qual é conhecido no futebol brasileiro devido às declarações protagonizadas no Mundial 2010 na África do Sul numa conferência de imprensa da selecção brasileira “no campo sou duro mas no amor sou um romântico”, riu-se da expulsão do veterano Emre para depois, ironia do futebol, se rir da sua própria expulsão. Brilhante momento de humor protagonizado pelo trinco brasileiro no relvado da Turk Telekom Arena.

“convite do dia”

celta

Celta de Vigo vs Real Sociedad. Nos míticos Balaídos, estádio onde já fui (na altura vi Celta vs Elche para a 2ª liga espanhola) quando me deu na cabeça ir uma semana à aventura para Vigo quando deveria ter apanhado o comboio para Coimbra. O art work utilizado pelos galegos na sua campanha de marketing (venda de bilhetes para o jogo contra a Real Sociedad; 25 a 40 euros) é simplesmente demais. Os bilhetes são carotes mas não deixa de ser um programa bastante válido para quem viva no Norte do país. Vale a pena ver o brilhantismo da equipa basca in loco.