Superbock! Fresquinha! #88

Primeiro: a reportagem exibida ontem pela SIC (prometo que no fim-de-semana farei uma análise mais pormenorizada ao dito) cuja mensagem é dedicada directamente ao presidente do sporting, cujo case-study exibido (a comunicação entre a equipa de arbitragem) foi filtrado criteriosamente num jogo amigável do Sporting (será que os árbitros sentem a mesma pressão sentida nos jogos oficiais quando apitam amigáveis?) não passou pura e simplesmente de uma encomenda com cariz propagandístico e contra-informativo paga (a peso de ouro) pelo presidente da APAF para tentar “calar a boca” ao presidente do Sporting. Quanto a isso não tenho as mínimas dúvidas.

Segundo: Ainda sobre esse documentário. Uma das ideias que mais me fez rir (confesso) foi quando, tanto Pedro Proença como Jorge Sousa, tentaram vender a ideia que existem árbitros que entram em depressão nos momentos em que sofrem (socialmente) as consequências dos seus erros no relvado. Se tal afirmação fosse verdade, ninguém queria ser árbitro de 1ª categoria neste país.

Terceiro: As declarações de Jaime Pacheco no Fórum de Treinadores realizado na Maia.

“O futebol português podia estar melhor e só não está porque estas coisas continuam a acontecer”

“Que Bruno de Carvalho não arraste o futebol para a lama”

Não deixo de realçar que esse Fórum de Treinadores é uma fantochada. O que é que ganharam Jaime Pacheco e Henrique Calisto para servirem de exemplo para quem se inicia no ofício ou na profissão? Que exemplo deram Jaime Pacheco e Henrique Calisto para “formar” ou aconselhar treinadores? Pacheco por exemplo chamou “doente mental” a um colega de profissão. Calisto ofendeu a honra de um jogador emprestado pelo seu último clube a um clube de 2ª liga por ter marcado o golo que eliminou a primeira equipa da Taça de Portugal (caso Jaime Poulson).

  • Compreendo perfeitamente que Jaime Pacheco seja um fracassado. Com a sua idade, já deveria ser um dos consagrados da Liga Portuguesa em vez de ter que ser mais um a pegar nas malinhas de 6 em 6 meses para ir treinar para os Bahreins e para as Chinas desta vida.
    Compreendo perfeitamente que aos 55 anos, Pacheco queira um lugar na liga portuguesa, nem que seja num clube que só paga salários de 3 em 3 meses. Dinheiro não é tudo na vida.
  • Compreendo perfeitamente toda a lógica desta gente pois quem não é visto nem tido nem achado é esquecido e não tem as mesmas oportunidades daqueles que mal ou bem conseguem arranjar a sua colocação em clubes de primeira e segunda liga.
  • Compreendo perfeitamente que Jaime Pacheco tenha que se sacudir para o lado que neste momento mais treinadores emprega na Liga Portuguesa. Para bom entendedor penso que meia palavra basta.

O que na verdade me causa muita indignação é o facto de tais palavras virem de quem foi durante muitos anos jogador e treinador de dois dos clubes acusados formalmente pelo Ministério Público como o epicentro de todo o processo “Apito Dourado”.

O que realmente me causa muita repugna é o facto de tais palavras virem de quem foi campeão nacional à custa dos cordelinhos mexidos em posição dominante por parte de um dos acusados do Processo Apito Dourado.

O que realmente me incomoda é o facto de Jaime Pacheco vir a público criticar o presidente de outro clube, quando ele Jaime Pacheco reclamou vezes sem conta das arbitragens quando treinava Boavista e Vitória de Guimarães, por vezes, com declarações bem piores do que aquelas que foram ditas da boca do presidente do Sporting.

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