Da Champions #17

Real Madrid e Schalke reencontram-se no Bernabeu para cumprir calendário. Vá. Se para ambos, a vitória ainda valia mais uns milhõezitos nas suas respectivas contas, para os alemães, o teste de Madrid servia para rectificar a desastrosa exibição defensiva demonstrada no Gelsenkirchen na derrota por 1-6.

Carlo Ancelotti mexeu no onze. Poupanças para o superclássico do próximo fim-de-semana. Jesé Rodriguez, Asier Illarramendi, Nacho, Raphael Varane e Alvaro Morata saltaram directamente para o onze do técnico italiano. Logo nos primeiros minutos, Jesé haveria de se lesionar com gravidade num choque com o lateral-esquerdo bósnio-alemão do Schalke Sead K0lasinac. Ancelotti viu-se obrigado a colocar Gareth Bale no rectângulo de jogo. O jovem extremo espanhol sofreu uma rotura de ligamentos no joelho tendo sido submetido a uma intervenção cirúrgica hoje em Augsburgo na Alemanha por um reputado cirurgião alemão. O departamento médico do Real aponta um tempo de paragem nunca inferior a 7 meses. Contudo, a lesão do extremo espanhol vem em má altura dada a afirmação conclusiva do jogador no seio do plantel merengue. Todos sabemos o quanto essas lesões poderão deixar as suas sequelas no futuro.

O Real controlou a partida e a vitória só foi ameaçada por uma vez, no final da primeira parte, após o golo do empate do Schalke. A tripla da frente do Real (Morata, Ronaldo, Bale) esteve muito interventiva, muito mexida. A tríade haveria de estar na sequência no primeiro de dois golos de Ronaldo do jogo (fica a 1 do record de Messi na competição\Ronaldo poderá atingir facilmente os 20 golos na competição) com Morata a desmarcar na perfeição Bale na direita e o galês a assistir Ronaldo na cara de Ralf Fahrmann. O português não desperdiçou.

A equipa de Jens Keller voltou a demonstrar muitas dificuldades defensivas. Sem que o Real tenha acelerado muito o jogo. Sem o capitão Benedikt Howedes (Jefferson Farfan e Kevin-Prince Boateng e Kyrgiakos Papadoupoulos no banco) Joel Matip, central cujas características aprecio (duro mas técnico; sai bem a jogar e é bastante versátil) foi escasso para as encomendas. Ao inverso, no meio-campo, Jens Keller tem aqui bastantes talentos para trabalhar: Julian Draxler é uma certeza do futebol alemão, o médio defensivo Kaan Ayan é um jogador com algum potencial (habitualmente é central mas ultimamente tem jogado a trinco) e  Max Meier é uma promessa bastante interessante (é um tecnicista puro que alia a sua imensa capacidade técnica à inteligência e à visão de jogo) – prova disso foi a jogada na qual serviu Klaas-Jan Huntelaar na cara de Casillas ao minuto 39, 9 minutos depois do sortudo golo do lateral Tim Hogland.

Ao intervalo, o empate justificava-se.

Na 2ª parte, CR7 e seus pares aceleraram ligeiramente o jogo e o português (em conjunto com Morata) arrumou literalmente a questão. Pelo meio, Cristiano Ronaldo mandou uma bola à barra num lance em que o português poderia ter igualado o record de Messi. Teremos que esperar pela próxima eliminatória para ver CR7 como o melhor marcador de sempre de uma edição da Champions.

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