Superbock! Fresquinha! #82

Momentos-chave para a compreensão e análise do jogo:

  • A primeira parte foi efectivamente dominada pelo Porto. Os portistas tem no primeiro tempo as três grandes ocasiões de golo da partida. No remate de Ricardo Quaresma ao poste e nas investidas onde “cegou” literalmente Cedric. Na deliciosa jogada que construiu para Silvestre Varela, dando um nó em Cedric seguido de um brilhante e certeiro cruzamento de letra para a entrada do seu companheiro no coração da área. No lance que Jackson desperdiçou na cara de Patrício.
  • A primeira parte trouxe novamente o melhor de Quaresma. Ao seu estilo, cheio de fantasia e objectividade. Cedric viu-se muito mal com as investidas do cigano e preferiu não subir no terreno.
  • Perante um Sporting alto robótico nos seus processos de jogo. Bola na área e cruzamento à procura de Slimani.
  • A fantástica pressão alta exercida pelo Sporting nos primeiros 15 minutos da 2ª parte, obrigando o Porto a jogar mal.
  • O lance do golo. Fora-de-jogo claro de André Martins. Se não tivesse resultado em golo, seria considerado agora um erro grostesco de arbitragem?
  • As enormes falhas dos centrais do Porto. Jogar para as costas dos centrais do Porto é neste momento o melhor estrategema ofensivo a utilizar pelos seus adversários. Luis Castro voltou a experimentar um esquema de defesa subida de forma a colocar sistematicamente os homens mais avançados do Sporting em fora-de-jogo. O objectivo foi por vezes conseguido. Noutras, obrigou Helton e Fabiano a saídas arrojadas fora da área aos pés do argelino. Slimani foi muito combativo na primeira parte. Na 2ª parte, na primeira vez em que o deixaram à solta na área aproveitou uma defesa de Helton para atirar por cima. Na segunda vez em que Abdoulaye falhou a marcação, não perdoou. Para além disso, os centrais voltaram a mostrar muita intranquilidade quando chamados a iniciar as jogadas do FC Porto. Ambos falharam muitos passes em zonas onde jamais deverão falhar.
  • Capel e Jefferson. Nas suas acções individuais, o espanhol voltou a usar e abusar da sua velocidade. Contudo nem sempre foi um jogador esclarecido nas suas acções. Nas acções com o lateral conseguiram criar bastantes desequilíbrios pelas alas mas o brasileiro em quase todos os lances não conseguiu centrar bem.
  • Mais uma espantosa exibição de William Carvalho no meio-campo do Sporting. Não só secou por completo o meio-campo do Porto quando Juan Fer Quintero tentava trazer alguma criatividade ao mesmo como voltou a demonstrar muita classe a descongestionar o jogo em situações de aperto e a iniciar as transições do emblema de Alvalade. É muito mas mesmo muito difícil ganhar uma dividida com o 14 do Sporting a meio-campo.
  • A intranquilidade de Rui Patrício em dois lances: no lance em que se desentendeu com Dier e Jackson só não marcou porque o inglês conseguiu travar in-extremis o remate do colombiano e num lance ocorrido poucos minutos depois quando num canto largou a bola e colocou novamente a sua baliza em risco.
  • Juan Fernando Quintero e Carlos Mané – O primeiro é indiscutivelmente o único pensador de jogo presente neste plantel do FC Porto. O segundo foi um mouro de trabalho. O miúdo está a crescer a olhos vistos. É raçudo, agressivo, nunca dá um lance como perdido, tem um drible rapidíssimo, desconcertante, desequilibrador.
  • Uma exibição monumental de Eric Dier e Marcos Rojo. Entalaram Jackson no seu meio e não permitiram grandes veleidades ao colombiano. Estiveram simplesmente impecáveis no desarme. O primeiro roubou um golo a Jackson na sua parte enquanto o 2º fez dois excelentes desarmes a Ricardo Quaresma quando o “Harry Potter” ameaçava por em perigo a baliza de Patrício.
  • A lesão de Helton. Esperemos que não seja motivo para Helton terminar a carreira. Fala-se que esta temporada terminou para o guarda-redes brasileiro. Helton não merece este desfecho para a sua carreira. Clubismos à parte, é um autêntico senhor dentro do futebol português. Por isso é que a massa associativa de Alvalade decidiu ovacioná-lo de pé.
  • A arbitragem de Pedro Proença. Dois erros. Um do seu assistente no golo do Sporting. Outro quando decidiu dar o amarelo a Abdoulaye num lance em que o vermelho era a cor mais adequada para a falta do senegalês pois Carlos Mané ficaria isolado na cara de Fabiano.
  • A expulsão de Fernando. Montero atrasou a reposição de bola e levou um amarelo justíssimo. Fernando tem intenção de agredir. Segundo as leis do jogo, o cartão vermelho não se aplica apenas à consumação do acto mas também à intenção da sua prática. Expulsão justíssima.
  • Os 10 minutos finais. 4\5 iniciativas em contragolpe por parte do Sporting poderiam ter matado o jogo. Faltou objectividade a Montero e a Jefferson em dois lances. No primeiro, o colombiano quis fazer o bonito sobre Abdoulaye. No segundo, o brasileiro deslumbrou-se com tantas facilidades.
  • O golo de Slimani, precedido ou não de fora-de-jogo, deu justiça a uma grande 2ª parte do Sporting. Mais pressionante, mais rápido, mais lutador nas batalhas de meio-campo, mais construtor, mais assertivo defensivamente e sobretudo, mais eficaz que o FC Porto na 2ª parte.

Homem do jogo: William Carvalho. De longe o melhor em campo. O meio-campo na 2ª parte foi dele. Desvastou, ganhou todas as 2ªs bolas, descongestionou, construiu, arrancou, decidiu sempre bem em todos os lances em que teve a bola nos pés, mesmo naquele que conseguiu desenvencilhar-se no meio de 4 adversários do FC Porto. Estamos perante o nascimento de um jogador de classe mundial.

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