Superbock! Fresquinha #80

jorge jesus 3

As declarações proferidas por Tim Sherwood no rescaldo do jogo contra o Benfica fazem todo o sentido. O inglês afirmou que “Jorge Jesus é um treinador sem classe” – se há coisa que os agentes desportivos britânicos não suportam é folclore e falta de fair-play. Esse é indiscutivelmente um dos motivos pelos quais o mercado do treinador do Benfica é, no estrangeiro, nulo. Por mais skills e conhecimento do futebol que Jesus tenha (é um treinador com uma metodologia de treino extremamente avançada, mais avançada até do que as metodologias de treino utilizadas por grande parte dos treinadores das 4 melhores ligas europeias; é mestre na preparação de jogos;), os ingleses, por exemplo, não só punem com mão severa este tipo de atitudes como se esquivam o máximo que podem à escolha deste tipo de treinadores para as suas equipas.

Dançar aquando de um golo, quando as coisas estão a correr bem e quando o treinador sente que a equipa está a desempenhar na perfeição dentro do rectângulo do jogo tudo aquilo que foi preparado durante a semana, deve-se considerar, como considerei ontem, um momento engraçado.Tudo o que o treinador do Benfica fez para além da dança em White Hart Lane (sair fora da sua área técnica; coisa que o treinador do Benfica faz em 99% dos jogos com a conivência dos 4ºs árbitros destacados para os jogos do Benfica; a sinalética dos 3 golos; o “bate-boca” com Sherwood, como se Jesus pudesse de um momento para o outro desatar a falar inglês quando nem o português fala em condições ou como se o inglês pudesse perceber o seu código dialético pessoal ou a justificação esfarrapada da camisola do Luisão) ultrapassa por completo o campo do fair-play e roça o limiar tolerado para a falta de respeito, para a falta de maneiras e até para a falta de educação.

A revelação que JJ fez hoje é mais um desses exemplos. Quando ouvi a notícia na rádio, interroguei-me logo: “ó Jesus, mas para que é que isso te interessa?” –

em primeiro lugar, é de mau tom reproduzir publicamente um conversa mantida ao telemóvel com alguém.

em segundo lugar, ao tornar público o que supostamente André Villas-Boas lhe terá dito na conversa, Jorge Jesus poderá dificultar a vida ao seu companheiro de profissão: Imaginemos que a confirmar-se como verdade, há um princípio de acordo entre Zenit e André Villas-Boas mas não há nada escrito e assinado. Imaginemos que o Zenit, sabendo que a contratação já foi tornada  pública em Portugal pela boca de um desbocado colega de profissão do treinador português, decide mudar de ideias. Todos nós sabemos quanto os clubes do Leste mudam de intenções muito rapidamente.

em terceiro lugar, é de mau tom a estranha mania que o treinador do Benfica tem em comentar assuntos que não dizem respeito à vida do clube que treina. é um dos únicos treinadores em portugal que o faz e que o faz constantemente, chegando até a criticar o trabalho de colegas de profissão com a maior das naturalidades quando… na sua própria casa também teve\tem os seus telhados de vidro. por aqui percebe-se porque é que a imprensa nacional adora Jorge Jesus. Qual é o jornalista que não adora preencher as páginas destinadas a um clube e conseguir preencher outras tantas destinadas a outros com informação barata e minimamente fidedigna?

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