Superbock! Fresquinha! #78

Segundo o Jornal A Bola, em Fátima o presidente do Marítimo chamou “velho gaga” e “imbecil” a Pinto da Costa, que, por seu turno ripostou que a formação que tinha não era essa. O presidente do Marítimo contra-atacou com “não é não, pois a minha formação é diurna” – Carlos Pereira cruzou os insultos, ao chamar “pau mandado dos interesses do FCP” ao presidente do Vitória de Guimarães Julio Mendes. Recordo que Julio Mendes foi um dos presidentes que manifestou maior conexão com as propostas apresentadas pelo Sporting para alterar o estado de sítio actual do futebol português na reunião de presidentes realizada em Alvalade em meados de Janeiro. Ao contrário de outros como António Salvador, conheço perfeitamente a posição do líder vitoriano: como nos últimos anos recebe jogadores por empréstimo do FC Porto assim como dispensados do Sporting (casos de Amido Baldé, Nii Plange ou André Santos; são cedidos ao Vitória a custo zero, ficando o Sporting com percentagens do passe), Julio Mendes sabe que tem a ganhar caso vá satisfazendo aqui e ali os interesses de ambas as partes.

As razões apontadas para o abandono de Bruno de Carvalho e Luis Filipe Vieira da reunião foram simples: pensavam que iam a Fátima dialogar sobre as questões que realmente interessam para o futuro do futebol português (redução do IVA no preço dos bilhetes, redução da carga fiscal aplicada à indústria do futebol, tabelamento unificado do preço dos bilhetes, publicação dos relatórios dos observações dos árbitros, sistema de nomeação dos árbitros por sorteio, redefinição dos poderes da Liga de Clubes, entre outras questões) e acabaram por assistir a uma reunião marcada para decidir o que fazer com o actual presidente da Liga na próxima assembleia-geral do organismo. Como escrevi ontem, os poderes instalados no futebol português estão a mexer-se. Bastante bem e com passos visíveis e previsíveis. Mário Figueiredo já sabe a quem se agarrar em caso de problemas. Segundo o que foi dito pelo presidente da Liga na quinta-feira, alguns dos clubes aliados do FC Porto e do Braga (não é estranho e ao mesmo tempo delicioso observar que Antonio Salvador é parceiro de negócios de Luis Filipe Vieira mas ao mesmo tempo também negoceia benefícios futebolísticos com Jorge Nuno Pinto da Costa?) andam a beneficiar da ajuda de alguém, parafraseando o advogado conimbricense, “detentor de uma posição ” no sector, para, adiar o pagamento de alguns instrumentos financeiros que vão contraíndo nos últimos meses junto da banca.

Daqui pode-se retirar uma conclusão: há uns anos atrás, nos meandros do futebol, era vendida a ideia que os clubes grandes dominavam os pequenos consoante a quantidade de jogadores e “técnicos emprestados” – o Porto chegou a ter há uns anos mais de 30 jogadores emprestados a clubes de 1ª liga assim como meia dúzia de antigos treinadores ao serviço desses mesmos clubes. Actualmente, seguindo a charada do presidente da Liga, esse domínio vai bem mais além dos simples empréstimos.

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