Superbock! Fresquinha! #77

Da reunião dos presidentes de clubes profissionais em Fátima:

Bruno de Carvalho foi o primeiro a sair da reunião. O presidente do Sporting não aguentou mais que 1 hora dentro da sala. Luis Filipe Vieira seguiu-lhe os passos minutos depois e afirmou: «Para bem do futebol é melhor nem dizermos nada. Espero que quem ficou assuma as responsabilidades do que vai acontecer no futebol português. O futebol português está acima de tudo e não com guerras pessoais. O futuro do futebol português terá que passar pelo Benfica e pelo Sporting. Não vamos aturar guerras de pessoas » – ora bem, as dúvidas ficaram aqui esclarecidas: Mário Figueiredo tem aqui os seus dois maiores aliados. Ainda não sabe é até que ponto Bruno de Carvalho alinha na bitola de Luis Filipe Vieira.

Dentro da sala ficaram os restantes presidentes, existindo relatos que afirmam que Carlos Pereira e Jorge Nuno Pinto da Costa insultaram-se durante toda a sessão. Cansado do bate boca, Carlos Pereira também haveria de abandonar a sala. A atitude do presidente do Marítimo em alguns momentos deixa a desejar. O clube madeirense está de costas voltadas para a direcção portista desde o caso Kléber. Contudo, aquando do atraso alegadamente provocado por Fernando no jogo a contar para a Taça da Liga, a direcção maritimista não só ficou calada durante todo o processo desencadeado pela Comissão de Instrução e Inquéritos da Liga\Conselho de Disciplina, como negou categoricamente as palavras de um jogador do plantel do clube madeirense à imprensa (sob anonimato) que consideravam o atraso provocado pelos portistas como deliberado. No mesmo dia, Carlos Pereira teceu os comentários que teceu sobre o alegado interesse do Sporting em Heldon e Sami e no dia seguinte vendeu o cabo-verdiano por 1,5 milhões de euros.

O que é que mudou nisto tudo? Foi a posição do Sporting como comprador? Se o Sporting não tivesse comprado o jogador cabo-verdiano, de que lado estaria Carlos Pereira neste momento?

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2 thoughts on “Superbock! Fresquinha! #77

  1. Está mais que claro que neste momento existem duas facções dentro do futebol português: enquanto uma defende outro presidente da liga e outro tipo de poderes e competênciaspara o próprio organismo, a outra defende o actual presidente da liga. Enquanto uma quer a modernização completa da industria do futebol (redução do IVA nos bilhetes, novas formas de sponsorship, alívio da carga fiscal dispendida com jogadores e staff, auditorias regulares às contas dos clubes e das SAD, maior regulação por parte da CMVM), a outra vive arreigada às velhas estruturas, regras e modos de funcionamento da indústria do futebol. Enquanto uma quer democratizar o funcionamento da FPF e dos seus órgãos, com consequências práticas como o sorteio dos árbitros, publicação do relatório dos observadores (entre outras como a ideia de meter os árbitros a falar no flash interview e nas conferências imprensa para explicar a lógica das suas decisões), a outra quer manter tudo como está (nomeação dos árbitros; relatórios dos observadores exclusivos para leitura privada)…

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